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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Patriarca Kirill em visita ao Brasil

Kirill chega ao Brasil após visitar a Antártida


Patriarca Kirill visitou o continente gelado, onde rezou pelo planeta - AP

19/02/2016 14:18

Santiago (RV)

- O Patriarca Kirill visitou pela primeira vez a Antártida e a Igreja da Santíssima Trindade, única igreja ortodoxa russa permanente do continente, onde rezou pelo planeta e visitou uma colônia de pinguins, informou na quinta-feira,18, a Agência russa Ria Novosti. O Secretário de Imprensa do Patriarca, Alexander Volkov, disse que a celebração constitui um acontecimento histórico para a ortodoxia da Rússia. Na tarde desta sexta-feira, o Patriarca chega à Brasília.
Partindo do Paraguai – onde realizou uma visita de dois dias -  Kirill visitou o continente gelado à convite dos pesquisadores russos. "Aqui estamos, no fim do mundo", disse ele. “Quando abençoei a água no dia de hoje, pensei em todo o planeta (...) e rezei por esta criação de Deus", declarou.
O Patriarca também visitou uma colônia de pinguins, à qual chegou de barco, antes de passear, usando colete salva-vidas, em meio a estes animais, segundo um vídeo divulgado pela Igreja Ortodoxa.
Kirill visitou a Estação de Bellingshausen, na Ilha de Waterloo, onde conversou por longo tempo com os membros da expedição russa. O Patriarca presidiu uma celebração onde rezou pelos “mortos nestas terras longínquas e por aqueles que trabalham em condições difíceis”.
Sem dúvida – observou o Patriarca -  o lugar é muito importante por tudo o que se faz de grande significado para a humanidade, depois de afirmar que “é o único continente onde não existem armas, nem atividade militar  e não são realizadas pesquisas científicas para criar novos meios de destruição das pessoas”.
Estabelecida no extremo norte da península, em 22 de fevereiro de 1968 pela então União Soviética , a Estação de Bellingshausen leva o nome de um dos descobridores da Antártida, junto ao navegante russo Mijail Lazarev, em 1820.
Kirill realiza uma visita pela América Latina. Após Cuba, onde encontrou o Papa Francisco na sexta-feira, o Patriarca foi ao Paraguai, onde pediu que os países desenvolvidos busquem a paz na Síria e no Iraque e evitem que se gere uma nova guerra mundial.
Na tarde desta sexta-feira, 19, o Patriarca da Igreja Ortodoxa de Moscou e de todas as Rússias chega em Brasília, onde visitará a Igreja Ortodoxa russa do ícone de Nossa Senhora de Odiguitria e terá encontros oficiais. À noite, embarca para o Rio de Janeiro, onde na manhã do sábado, visita o Cristo Redentor e a Igreja ortodoxa russa da Santa Mártir Zenaide. Às 16h30min, encontra o Cardeal Orani João Tempesta. À noite, viaja para São Paulo.
No domingo, 21 de fevereiro, às 10 horas, o Patriarca Kirill celebra a Divina Liturgia na Catedral de São Paulo (Patriarcado de Antioquia).
Às 13 horas visita a Igreja ortodoxa russa da Anunciação.
Ás 17 horas encontra os sacerdotes que exercem seu ministério no exterior.
Na segunda-feira, 22 de fevereiro, às 12 horas, parte para Moscou, com escala na Ilha do Sal, em Cabo Verde. (JE/Agências)

Fonte RV

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PAPA FRANCISCO VISITARÁ A COLOMBIA EM 2017

Papa em viagem rumo a Cuba e México. Em 2017, irá à Colômbia


Papa durante o voo - AFP

12/02/2016 14:18

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco iniciou, nesta sexta-feira (12/02), sua 12ª viagem Apostólica internacional que o leva ao México.


 
O Santo Padre está indo em direção a Cuba, onde se encontrará, em Havana, com o Patriarca de Moscou e de Todas as Rússias, Kirill. Depois o pontífice segue para o México onde permanecerá até o próximo dia 17.
Colômbia
  
No avião, Francisco saudou os jornalistas do voo papal, que são cerca de 76, dentre os quais dez mexicanos, destacando o desejo de encontrar o Patriarca Kirill e o povo mexicano. Conversando com um jornalista colombiano, o Papa disse que, em 2017, irá à Colômbia para a assinatura dos acordos de paz entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, abriu o encontro dando as boas-vindas ao Papa entre os jornalistas.
“Sabemos que o senhor desejou muito esta viagem tanto pelo encontro com o Patriarca quanto pelo encontro com o povo mexicano. Preparamo-nos para grandes emoções e momentos históricos. Estamos com o senhor para fazer o nosso serviço de difundir a Palavra de Deus e suas palavras”, disse o porta-voz vaticano.
A seguir, o Papa tomou a palavra e agradeceu aos jornalistas pelo trabalho que irão fazer.
O pontífice disse que no início da Audiência Geral desta quarta-feira, a jornalista mexicana Valentina Alazraki, decana dos vaticanistas, o esperava para fazer-lhe entrar no túnel do tempo com os filmes de Cantinflas, ator e humorista mexicano. “Assim, entrei no México pela porta de Cantinflas que nos faz rir”, frisou Francisco.
Devoção
A seguir disse: “O meu maior desejo é deter-me diante de Nossa Senhora de Guadalupe, aquele mistério que se estuda, estuda e estuda e não existe explicações humanas. Até mesmo o estudo mais científico afirma: ‘Isso é coisa de Deus’. É isso que faz os mexicanos dizerem: ‘Eu sou ateu, mas sou guadalupano’. Alguns mexicanos, nem todos são ateus”, sublinhou.
O Papa comunicou aos jornalistas que esta é a última viagem do Dr. Alberto Gasbarri como organizador das viagens pontifícias.
“Ele trabalha no Vaticano há 47 anos. Começou a trabalhar aos 3 ou 4 anos! São 37 anos que realiza as viagens. Digo isso para que nesses dias possamos expressar a nossa gratidão a ele pensando numa festa aqui, na volta, ok?”, disse Francisco. O Papa apresentou o novo encarregado das viagens que é o Mons. Mauricio Rueda.
Chapéu mexicano
Depois do Papa tomou a palavra a jornalista mexicana Valentina Alazraki, correspondente em Roma de ‘Televisa’ que doou ao pontífice um 'sombrero', típico chapéu mexicano, para que Francisco se proteja do sol e se sinta mexicano.
“O primeiro eu doei a João Paulo II, 37 anos atrás. Depois ele fez uma coleção, pois foi ao México cinco vezes. O Papa Bento XVI usou o 'sombrero' em Guanajuato e disse que se sentia mexicano. Agora, é a sua vez”, disse ao pontífice.
Segundo a jornalista, o "sombrero" dado a Francisco veio de Cuba, presente de uma família mexicana que não conseguiu entregar o chapéu ao Papa durante sua viagem ao país, em setembro do ano passado.
“Eu prometi entregar ao senhor, caso teria mantido a promessa de ir ao México. O que não imaginava é que o 'sombrero' voltasse a Cuba. Esta foi uma surpresa”, disse ainda Valentina.
O encontro entre o Papa e os jornalistas durou 40 minutos. (MJ)

Fonte: RV

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Papa faz visita surpresa a Greccio, onde São Francisco instituiu o Presépio

Papa Francisco em visita privada ao Santuário de Greccio - AFP                           
Cidade do Vaticano (RV) -

Na tarde desta segunda-feira o Papa Francisco fez uma visita surpresa a Greccio, localizada na região italiana do Lácio (província de Rieti), para visitar o lugar em que São Francisco instituiu – na noite de Natal de 1223 – o Presépio. Ali se deteve por alguns minutos em “oração pessoal”.



De fato, tratou-se de uma visita surpresa, comunicada somente ao prior do Santuário de Greccio e ao bispo de Rieti, Dom Domenico Pompilli. Situada a quase 100Km de Roma, o Pontífice fez a breve viagem de automóvel.
O Santo Padre foi acolhido por cerca de 70 jovens que estão participando de um encontro em andamento no Santuário desde sábado, 2 de janeiro. Antes de visitar a capela do Santuário de Greccio, Francisco havia almoçado com o bispo de Rieti, Dom Pompilli. Após a visita privada, o Papa encontrou também a comunidade franciscana local.
Os jovens saudados pelo Papa estão reunidos num encontro promovido pela Diocese de Rieti. Com participantes de toda a Itália, a iniciativa tem como fio condutor a “Laudato si”, Carta encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado da casa comum.
(RL)

Fonte: R Vaticana

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

POSSIVEL VISITA DO PAPA FRANCISCO A AMAZÔNIA

Card. Hummes convida o Papa a visitar a Amazônia


Visita do Papa ao Brasil está programada para 2017 - AP                          
                      
      

Cidade do Vaticano (RV) –

O Papa Francisco na Amazônia? É o que espera o Presidente da REPAM, a Rede Eclesial Pan-Amazônica, Card. Cláudio Hummes, que entregou oficialmente ao Pontífice uma carta convidando-o a visitar uma comunidade indígena.

A visita seria feita no âmbito de sua viagem aos Brasil, em 2017, pelos 300 anos de Aparecida.
 
Card. Hummes:- “O Papa é um homem que tem grande amor pela Amazônia. Está querendo muito ajudar para que a Igreja possa ali realmente desenvolver a sua missão plenamente, cada vez melhor. Então ele nos acompanha muito de perto, com muito carinho. E fará certamente todo o possível para que, de fato, ele possa dar um apoio maior, o que seria simbolicamente muito forte se ele pudesse visitar a Amazônia. Vamos ver. Eu tenho muita confiança, mas ele, é claro, não pode confirmar nada.”
RV:- Qual realidade o senhor gostaria que o Papa conhecesse?
Card. Hummes:- “Os bispos do Pará, do Regional da CNBB Norte 2, enviaram a ele uma carta pedindo que visitasse uma missão. Isso não significa que o Papa visitará esta ou outra comundade indígena. O que sobretudo nós queríamos é que ele visitasse uma comunidade indígena.”
Antes de vir ao Vaticano, onde participou também da abertura da Porta Santa da Basílica de S. Pedro, o Card. Hummes acompanhou em Paris os trabalhos da COP21. O evento se encerra na sexta-feira (11/12), e a expectativa é de que seja alcançado um acordo que limite o aumento da temperatura média do planeta. Para o Cardeal brasileiro, há motivos para se ter esperança neste acordo.

Fonte: R. Vaticana

terça-feira, 27 de maio de 2014

Após peregrinação à Terra Santa, S.S. Papa Francisco visita Basílica Santa Maria Maior

Papa Francisco visita Basílica Santa Maria Maior, após peregrinação à Terra Santa




Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta terça-feira, por volta das 11 horas, o Papa Francisco dirigiu-se à Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, para agradecer a Nossa Senhora o bom êxito da viagem à Terra Santa e confiar a ela os frutos desta peregrinação.

O Papa – declarou à Rádio Vaticano o Arcipreste da Basílica, Cardeal Santos Abril y Castello – ofereceu um ramalhete de flores a Nossa Senhora, recolhendo-se, a seguir, em oração por alguns minutos. Após saudou alguns fiéis”.

Francisco deixou a Basílica por volta das 11h30min, sendo esta a nona vez que reza neste local, desde o início de seu pontificado. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Cobertura da visita do Papa Francisco a Terra Santa

Visita do Papa à Terra Santa rende cobertura intensa da imprensa italiana e do Ministério do Turismo em Israel




Jerusalém (RV) – Os principais lugares de peregrinação de Papa Francisco à Terra Santa renderam um vídeo promovido pelo Ministério do Turismo de Israel. Além disso, o site traz um espaço exclusivo à viagem do Santo Padre e, em especial, um vídeo que conta o recente encontro em Roma entre o Papa Francisco e o Rabino Scorca, argentino, grande amigo do Pontífice.

O site do Ministério do Turismo também oferece o programa completo e todas as atualizações sobre a visita do Santo Padre à Terra Santa. Francisco chega neste sábado (24) à Jordânia e, depois de uma passagem pela Palestina, vai também à Israel.

Na Itália, a primeira rede de rádio da RAI, a Radio1, fará uma transmissão especial sobre a viagem do Papa Francisco à Terra Santa. Ao longo da programação e durante os três dias de peregrinação, Radio1 vai transmitir a maratona de eventos direto dos estúdios da Saxa Rubra em Roma, com enviados especiais que acompanharão a viagem do Santo Padre.

O debate será enriquecido com a participação de Isabella Camera d’Aflitos, docente de Língua e Literatura Árabe da Universidade La Sapienza de Roma, Marco Impagliazzo, presidente da Comunidade Sant’Egidio, Alberto Bobbio, vaticanista da revista Família Cristã, Andrea Riccardi, ex-ministro italiano para a Cooperação Internacional, Raniero La Valle, jornalista e escritor, Michel Sabbah, ex-Patriarca latino de Jerusalém, e Padre Pierbattista Pizzaballa, responsável pela Custódia da Terra Santa. (AC)


Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 21 de maio de 2014

S.S.Papa Francisco na Terra Santa

Francisco na Terra Santa - um novo tempo para o diálogo




O Papa Francisco parte para a Terra Santa no próximo sábado dia 24 de maio para uma viagem de grande importância para o diálogo inter-religioso. Percorrerá três estados em três dias: A Jordânia; a Palestina e Israel. O Santo Padre percorrerá os caminhos da história para abrir um novo tempo de diálogo e esperança. Apresentamos nesta nossa rubrica “Sal da Terra, Luz do Mundo” os preparativos e o programa da peregrinação do Papa Francisco à Terra Santa.

O P. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, apresentou na semana passada o programa desta importante peregrinação que será a segunda viagem internacional do Papa Francisco após a JMJ em 2013. Uma viagem por ocasião do 50º aniversário do encontro de Paulo VI com o Patriarca Atenágoras ocorrido em Jerusalém em janeiro de 1964. No encontro com os jornalistas o P. Lombardi afirmou que “serão simplesmente três dias” de uma viagem “muito breve e muito intensa, como foram os três dias da viagem de Paulo VI”.

As etapas fundamentais desta viagem são a Jordânia, Amã; Belém, no Estado da Palestina e depois Jerusalém. Três Estados – Jordânia; Palestina e Israel, três etapas fundamentais. A viagem do Papa Francisco à Terra Santa terá um caráter inter-religioso. Dimensão, desde logo, demonstrada pela delegação papal:
“Inserimos na delegação, mesmo se não partindo de Roma, um rabino e um representante muçulmano. O Papa quis consigo, formalmente, como membro da delegação, o Rabino Skorka e o Sr. Omar Ahmed Abud, Secretário-Geral do Instituto de Diálogo Inter-religioso da República da Argentina. São duas pessoas que o Papa conhece bem, desde os tempos da Argentina, com quem cultivou relações de diálogo e de amizade, desde então, e que participa, com eles deste momento assim importante”.

Em jeito de preparação da viagem do Santo Padre esteve na passada quarta-feira, dia 14 em Amã, na Jordânia o Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso que juntamente com o príncipe El Hassan Bin Talal, fundador do Instituto Real de Estudos interconfessionais, assinaram um documento comum para uma maior solidariedade no mundo. O papel fundamental da família e da escola na formação das crianças, a importância da educação religiosa; a necessária consideração da dignidade da pessoa humana; o respeito pela liberdade religiosa; a convicção de que não é a religião, mas sim a desumanidade e a ignorância que causam os conflitos – eis alguns dos pontos do documento assinado em Amã na semana passada no âmbito de um encontro sobre o tema da educação. O cardeal Tauran prestou declarações à Rádio Vaticano:

Ces trois jours sont passés dans une atmosphère d’exceptionnelle ouverture …
Estes três dias passaram num clima de excecional abertura e amizade, e isto confirma que o diálogo inter-religioso inicia sempre com a amizade, para se conhecer, para se amar um ao outro. O tema geral foi, como se sabe, "como enfrentar os desafios de hoje através da educação". Insisti no papel indispensável da família, da escola e da universidade. O importante é que este encontro terminou com a publicação de um "decálogo da cultura", que convida a nunca renunciar a curiosidade intelectual, a ser humildes e não intelectualmente arrogantes, conservar a própria autonomia intelectual, diante da superficialidade do mundo de hoje, perseverar no cuidado à vida interior e considerar o pluralismo uma riqueza e não uma ameaça.”

Neste clima de preparação da peregrinação do Santo Padre à Terra Santa, de registar também a mensagem que o Papa Francisco enviou ao Patriarca copto-ortodoxo Tawadros II, por ocasião do primeiro aniversário do encontro que tiveram no Vaticano a 10 de maio de 2013. Na mensagem o Papa sublinha que “aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa” e reza para que se possa “continuar o diálogo na caridade e na verdade para superar os obstáculos que permanecem para atingir uma plena comunhão”. O Santo Padre assegura, no final da sua mensagem, as suas incessantes orações por todos os cristãos no Egito e no Medio Oriente.

Entretanto, na semana passada quem presidiu à peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de maio em Fátima, foi precisamente o Patriarca Latino de Jerusalém Fouad Twal. Numa homilia em que reiterou os seus apelos pela paz, sobretudo no Médio Oriente, afirmou que piores do que os muros de betão são os muros do coração, porque a paz ou é justa ou não será uma paz verdadeira. No final, convidou todos os peregrinos de Fátima a visitarem a Terra Santa para fortalecerem a fé e conhecerem melhor as suas raízes seguindo o exemplo do Papa Francisco.
O Papa Francisco parte para a Terra Santa em busca de um novo tempo de diálogo:
O primeiro dia da peregrinação, sábado, 24 de maio, será dedicado aos encontros na Jordânia com destaque para a Missa onde será celebrada a Primeira Comunhão de 1400 crianças. Importante também a visita ao lugar do Batismo de Jesus no Rio Jordão. O dia 25, domingo, será o dia dedicado pelo Papa à Palestina encontrando-se com o Presidente Mahmoud Abbas, e a Missa na Praça da Manjedoura de onde recitará o Regina Coeli dominical. Estará também com um grupo de refugiados. No domingo à tarde, o Papa chegará ao Estado de Israel. Após o encontro com o Patriarca Ecuménico de Constantinopla Bartolomeu, haverá um momento crucial e histórico com a oração ecuménica na Basílica do Santo Sepulcro, como nos antecipa o P. Lombardi:
“A chegada ao Estado de Israel começa com uma simples cerimónia de boas-vindas no Aeroporto de Tel-Aviv, na tarde de domingo e a deslocação para Jerusalém. O Papa dirige-se imediatamente à delegação apostólica de Jerusalém. E ali realiza-se o encontro com o Patriarca Ecuménico. Portanto, é outro momento importante da viagem. Lá acontecerá um encontro privado, um encontro historicamente importantíssimo, porque ocorre no mesmo lugar, na mesma sala, em que Paulo VI se encontrou com Atenágoras há 50 anos. E terá a assinatura de uma declaração conjunta. Depois, os dois transferem-se ao Santo Sepulcro para aquele que é considerado um evento fundamental nesta viagem: a celebração ecuménica no Santo Sepulcro.”
“O Papa e o Patriarca chegam – não juntos – mas por caminhos diferentes, à Praça que está diante do Santo Sepulcro, entrando por duas portas diferentes a partir da Praça. Depois são acolhidos na entrada da Basílica do Santo Sepulcro pelos três superiores das comunidades do status quo: a comunidade greco-ortodoxa, a comunidade armena-ortodoxa e a Custódia da Terra Santa. O Papa e o Patriarca veneram a Pedra da Unção, que se encontra próxima da entrada e dirigem-se aonde está o Santo Sepulcro. O Papa e o Patriarca entram no Santo Sepulcro para venerar o Sepulcro vazio, saem do Sepulcro, abençoam os presentes e dirigem-se depois ao Calvário, ao Gólgota, acompanhados pelos três chefes das comunidades do status quo.
“Um momento ecuménico, que é a grande novidade ecuménica desta viagem: uma oração em comum num lugar santo de Jerusalém, no Santo Sepulcro em particular, é algo que nunca aconteceu antes. As comunidades cristãs que podem celebrar e rezar nos lugares santos fazem-no – e sempre o fizeram até agora – separadamente, nos tempos propícios e destinados às diversas comunidades. Após esta celebração – verdadeiramente histórica o Papa e o Patriarca – desta vez juntos, no mesmo automóvel – seguem para o Patriarcado para o jantar”.
De grande intensidade serão também os encontros no último dia da peregrinação do Papa Francisco na Terra Santa, segunda-feira 26 de maio. O Papa Francisco estará na Esplanada das Mesquitas, terá um momento de oração junto ao Muro das Lamentações e estará no Monte Herzl para depositar flores no monte que tem o nome do fundador do movimento sionista. O Santo Padre prestará homenagem às vítimas do Holocausto no memorial Yad Vashem. Destaque para o encontro com o Presidente Peres.
A peregrinação do Papa terminará com uma Eucaristia no Cenáculo com os Ordinários da Terra Santa e com a delegação papal. De helicóptero dirige-se a Tel Aviv e em Tel Aviv despede-se do Estado de Israel e parte com destino a Roma, onde deve chegar por volta das 23 horas de dia 26 de maio. (RS)

Fonte: RV

quinta-feira, 25 de julho de 2013

JMJ - Papa em visita à comunidade de Varginha

Papa em visita à comunidade de Varginha: promover solidariedade, justiça social e dimensão espiritual



Rio de Janeiro (RV) - O Santo Padre acabou de realizar um de seus compromissos mais aguardados desta sua primeira viagem apostólica internacional: a visita, em Manguinhos, à comunidade de Varginha, uma favela hoje pacificada. A seguir, propomos, na íntegra, o discruso que dirigiu na ocasião:


"Queridos irmãos e irmãs,
Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um "cafezinho", falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós... Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a Comunidade de vocês que hoje representa todos os bairros do Brasil. Como é bom ser bem acolhido, com amor, generosidade, alegria! Basta ver como vocês decoraram as ruas da Comunidade; isso é também um sinal do carinho que nasce do coração de vocês, do coração dos brasileiros, que está em festa! Muito obrigado a cada um de vocês pela linda acolhida! Agradeço a Dom Orani Tempesta e ao casal Rangler e Joana pelas suas belas palavras.
1. Desde o primeiro instante em que toquei as terras brasileiras e também aqui junto de vocês, me sinto acolhido. E é importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração!
E povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão.
Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de “pacificação” será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!
2. Queria dizer-lhes também que a Igreja, «advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu» (Documento de Aparecida, 395), deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem. Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano.
3. Queria dizer uma última coisa. Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10).
Hoje a todos vocês, especialmente aos moradores dessa Comunidade de Varginha, quero dizer: Vocês não estão sozinhos, a Igreja está com vocês, o Papa está com vocês. Levo a cada um no meu coração e faço minhas as intenções que vocês carregam no seu íntimo: os agradecimentos pelas alegrias, os pedidos de ajuda nas dificuldades, o desejo de consolação nos momentos de tristeza e sofrimento. Tudo isso confio à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os pobres do Brasil, e com grande carinho lhes concedo a minha Bênção."

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

BENTO XVI FOI UM PAI - VIAGEM FOI HISTÓRICA

Balanço do coordenador da visita papal ao Reino Unido: “viagem histórica”
Dom Summersgill destaca que Bento XVI foi como um pai

................................Dom Andrew Summersgill - Coordenador da Visita -

LONDRES, segunda-feira, 20 de setembro de 2010

- Bento XVI acaba de concluir uma "viagem histórica" ao Reino Unido, na qual foi "para todos nós como um pai", afirmou o coordenador da visita, Dom Andrew Summersgill.

Fazendo um balanço da visita para a Rádio Vaticano, Dom Summersgill destacou a "grande consistência" da mensagem que o Pontífice ofereceu à Grã-Bretanha.

"Em todos os lugares, ele falou da importância da razão e da fé: à sociedade civil, falou da função da religião na vida pública; durante as liturgias, falou-nos da fé; e com os jovens e idosos ele mostrou a sua fé", declarou.

O coordenador da visita confessou que o que mais lhe impressionou foi "o acolhimento que o Santo Padre recebeu, tanto por parte dos católicos como dos demais cristãos, dos pertencentes a outras religiões e dos que foram só para vê-lo enquanto atravessava a cidade".

Referindo-se ao tema da visita, "O coração fala ao coração", indicou que "o Papa falou ao coração, mas sobretudo a partir do coração. (...) O Papa se doou a nós a partir do seu coração, e isso se vê nas suas palavras e nos seus comportamentos".

Segundo Dom Summersgill, a viagem deixa muitos frutos, "em todos os âmbitos". "O Santo Padre nos convidou para enfrentar alguns desafios, sobretudo o de seguir adiante, levando conosco tudo o que ele nos disse nestes dias - concluiu.
Este desejo eu também vejo nas pessoas que participaram, que estiveram presentes e que sentiram o dever de fazer o que ele nos disse."
Fonte: ZENIT.org

domingo, 19 de setembro de 2010

CARDEAL NEWMAN FOI BEATIFICADO

Cardeal Newman beatificado em visita histórica
Mais de 50 mil pessoas com Bento XVI na Missa celebrada em Birmingham


Lusa

Bento XVI beatificou este Domingo em Birmigham, Inglaterra, o Cardeal John Henry Newman, uma das maiores figuras eclesiais no século XIX.

Perante mais de 50 mil pessoas, que assinalaram com palmas o momento solene, o Arcebispo de Birmingham, D. Bernard Longley, pediu formalmente que o Papa beatificasse John Henry Newman e o vice-postulador da causa de canonização leu uma pequena biografia.

Bento XVI proferiu, em seguida, a fórmula de beatificação, anunciando que a festa litúrgica do Beato Newman será celebrada a 9 de Outubro, precisamente a data da sua conversão, em 1845.

Um retrato gigante do novo beato foi descerrado e as suas relíquias colocadas junto ao altar, antes de o Papa cumprimentar o Arcebispo local e o vice-postulador da causa do Cardeal Newman, que continuará agora a trabalhar para a sua canonização, último degrau da «escada» de santidade já percorrida.

Esta é uma opção simbólica, mostranto que o Papa quer apresentar o Cardeal inglês, respeitado por crentes e não crentes, como modelo de pensador e líder espiritual numa altura em que a Igreja Católica atravessa um momento delicado.

Forte influência na vida e pensamento de Joseph Ratzinger, Newman é reconhecido como um notável escritor, pregador e teólogo, que James Joyce apelidava o “maior dos escritores ingleses em prosa”.

Nascido em Londres a 21 de Fevereiro de 1801 e falecido a 11 de Agosto de 1890, John Henry Newman converteu-se do anglicanismo ao catolicismo aos 44 anos.

Antes da sua conversão, foi uma das figuras principais do Movimento de Oxford, que procurava aproximar das suas raízes a Igreja Anglicana da Inglaterra, na qual era clérigo.

Após a sua conversão foi ordenado padre católico em Roma, no ano de 1847, e encorajado pelo Papa Pio IX regressou à Inglaterra, onde fundou o oratório de S. Filipe Neri.

Escritor prolífico, como recorda o Vaticano na sua biografia oficial, Newman abordou diversas matérias com destaque para a relação entre fé e razão, a natureza da consciência e o desenvolvimento da doutrina cristã, obras que lhe valeram grande reconhecimento do mundo católico e que influenciaram mesmo o Concílio Vaticano II, nos anos 60 do século XX.

Em 1879, com 78 anos de idade, foi criado Cardeal por Leão XIII, tendo morrido no ano de 1890, em Birmingham.

A 22 de Janeiro de 1991, o Cardeal Newman foi declarado venerável por João Paulo II, uma vez comprovada a heroicidade das suas virtudes.

Durante o processo de beatificação, os seus restos mortais foram transladados do pequeno cemitério de Rednall Hill, nos subúrbios de Birmingham, onde estava enterrado juntamente com Ambrose St. John, também convertido ao catolicismo, para o Oratório São Felipe Neri de Birmingham.

Bento XVI sempre teve um interesse pessoal nesta causa e é um apreciador da teologia do Cardeal Newman, já desde os tempos em que era um jovem seminarista na Alemanha, o que justifica que, pela primeira vez no actual pontificado, o Papa abra uma excepção à prática que implementou e presida pessoalmente a uma beatificação.

"Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso pensamento", disse o então Cardeal Ratzinger sobre este Cardeal inglês, em 1990.

A beatificação, a primeira a ter lugar em solo inglês, acontece após a Congregação para as Causas dos Santos ter reconhecido em 2008 que a cura de uma lesão na coluna vertebral de Jack Sullivan, diácono permanente de Boston, Massachussets, não encontrava “explicação médica”, podendo ser considerada como milagre.

O Cardeal Newman foi uma figura muito popular no seu tempo: a sua conversão teve grande impacto na sociedade vitoriana e restaurou o prestígio da Igreja Católica na Inglaterra.
A sua autobiografia espiritual “Apologia pro vita sua” (1864) é vista por muitos como a maior obra do género desde as célebres “Confissões”, de Santo Agostinho.

É este o homem escolhido por Bento XVI para o momento mais importante da sua primeira visita de Estado ao Reino Unido, que decorre desde 16 de Setembro, um Cardeal inglês que o actual Papa apresentou recentemente com “extraordinário exemplo de fidelidade à verdade”, mesmo “à custa de um considerável sacrifício pessoal".

Fonte: Ag. Ecclesia

sábado, 18 de setembro de 2010

APÓS AS ETAPAS DESTE PENULTIMO DIA DE VISITAS, O PAPA É RECEBIDO CALOROSAMENTE


Papa deixa nunciatura para visitar residência de idosos

Bento XVI deixou a Nunciatura Apostólica em Londres para visitar uma residência para idosos em Vauxhall, na capital inglesa, dirigida pelas Irmãzinhas dos Pobres, congregação religiosa fundada em França, no século XIX.

A residência "Saint Peter's" foi fundada em 1863 e o actual edifício data de 1984, acolhendo cerca de 50 pessoas.

Depois deste encontro, o Papa seguirá para a vigília de oração no Hyde Park, de Londres, onde milhares de pessoas o esperam, ao final da tarde de hoje, 18 de Setembro, penúltimo dia da viagem pontifícia ao Reino Unido.

Bento XVI pede respeito pela vida em todas as idades

Papa visitou residência para idosos, em Londres e deixou condenação indirecta da eutanásia
Bento XVI deixou este Sábado um apelo em favor do respeito pela vida humana “independentemente da idade ou das circunstâncias”.

Na visita que realizou à residência “Saint Peter’s”, para idosos, em Londres, o Papa criticou indirectamente os defensores da eutanásia, afirmando que “a vida é um dom único, em cada fase, desde a concepção à morte natural, que só Deus pode dar e tirar”.

Para Bento XVI, numa sociedade em que se verifica uma longevidade crescente, “é importante reconhecer a presença de um número cada vez maior de idosos como uma bênção”.

“Deus deseja um respeito adequado pela dignidade e valor, a saúde e o bem-estar dos idosos”, acrescntou.

A residência de Vauxhall, na capital inglesa, data de 1863 e o actual edifício nasceu em 1984, acolhendo cerca de 50 pessoas. A instituição é dirigida pelas Irmãzinhas dos Pobres, congregação religiosa fundada em França, no século XIX.

Bento XVI apresentou-se como “um irmão que conhece bem as alegrias e as lutas que surgem com a idade” e lembrou o exemplo de João Paulo II, o seu predecessor, que “sofreu muito publicamente nos seus últimos anos de vida”.

“Estes tempos podem estar entre os anos mais frutuosos, espiritualmente, das nossas vidas”, indicou.

Depois deste encontro, o Papa seguiu para a vigília de oração no Hyde Park, de Londres, onde milhares de pessoas o esperam, ao final da tarde de hoje, 18 de Setembro, penúltimo dia da viagem pontifícia ao Reino Unido.

Papa chega ao Hyde Park debaixo de palmas
Encontro antecipa beatificação do Cardeal John Henry Newman

Bento XVI chegou ao Hyde Park, de Londres, depois de um percurso em papamóvel em que foi saudada por milhares de pessoas ao longo das ruas, muitas com bandeiras do Vaticano, com cânticos e palmas.

Dezenas de milhares de peregrinos encontram-se no local onde ao final da tarde deste Sábado, 18 de Setembro, tem lugar uma vigília ao ar livre para preparar a beatificação do Cardeal John Henry Newman, uma das figuras mais importantes da Igreja inglesa no século XIX.

A movimentação iniciou-se há várias horas e no palco principal sucedem-se momentos de dança, música e intervenções de diversos convidados, entre os quais se incluirá um casal que viu o seu filho assassinado, para dar testemunho sobre a importância da fé num momento como esse.

Grupos de vários países unem-se a esta celebração e antes da chegada do Papa teve lugar uma verdadeira procissão de bandeiras e estandartes, com representantes de todas as paróquias da Inglaterra, Gales e Escócia, para além de organizações católicas nacionais e internacionais.

Para o Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, esta vigília vai ser um momento culminante do "entusiasmo" com que os jovens e crianças do Reino Unido têm acolhido o Papa nesta visita, que decorre de 16 a 19 de Setembro.

Calcula-se que 80 mil pessoas se unam a Bento XVI no Hyde Park, numa vigília que se inicia com algum atraso.

Fonte: Ag. Ecclesia

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PEREGRINOS FAZEM FESTA PELO PAPA, NAS RUAS DE LONDRES

(Também) Há festa nas ruas de Londres
Peregrinos desvalorizam polémicas que têm envolvido visita de Bento XVI

Fiéis cantando “God Bless the Pope” (Deus abençoe o Papa) ou empunhando cartazes onde se pode ler “We love you Papa” (Amamos-te, Papa) esperam Bento XVI junto da abadia de Westminster, onde vai ter lugar a celebração ecuménica que encerra o segundo dia da visita papal ao Reino Unido.

Numa verdadeira festa do mundo, misturam-se idiomas, raças, bandeiras e mesmo religiões para receber o Papa, uma ocasião única para milhares de pessoas.

Sem surpresa, há um português na primeira fila: Paulo falhou a visita de Bento XVI a Portugal, em Maio passado, mas é no país onde vive e trabalha que tem oportunidade de ver um Papa pela primeira vez.

Vinha a acompanhar a visita pela televisão, mas pensou para si mesmo que era nas ruas de Londes que devia estar, para acolher Bento XVI e foi ali que falou à Agência ECCLESIA.
Junto dele, uma família colombiana vibrava com a perspectiva de ver o Papa.
O castelhano, aliás, é uma das línguas mais ouvida entre as pessoas que se acotovelam para estar o mais perto possível da estrada quando o Papa passar.

Também o francês, o português (com e sem sotaque) e o italiano dão corpo a esta “festa do mundo” que acolhe Bento XVI, à margem das mais mediatizadas manifestações de descontentamento, que não passam ao lado de quem se encontra na cidade.

À saída do encontro entre o líder da Igreja Anglicana, Rowan Williams, e o Papa, alguns dos participantes foram brindados com gritos de “Shame on you” (tenham vergonha) por alguns dos presentes.

Os protestos têm estado centrados nas questões da pedofilia e da ordenação sacerdotal de mulheres, bem como nos gastos que envolveu, embora organizações ateístas e grupos cristãos radicais aproveitem também estão ocasião para serem vistos e ouvidos nos seus sologans contra o Papa – e por isso se posicionam estrategicamente diante das câmaras de televisão.

Outros ficam a ver porque a oportunidade é rara e, como confessaram à Agência ECCLESIA, “o melhor é ficar por aqui”. A maioria, no entanto, veio mostrar publicamente a sua fé e saudar o Papa, o seu líder espiritual.

Repetente de 1982, altura em que viu João Paulo II, uma peregrina diz que o actual Papa é igualmente “encantador” e não esconde a sua alegria por poder estar junto de Bento XVI, em Londres.

Vários outros falam desse mesmo momento como uma motivação complementar para marcarem presença hoje junto do sucessor do Papa polaco.

Fonte: Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres

TERRORISMO CRIA SOMBRA NA CHEGADA DO PAPA A LONDRES

Ameaças de terrorismo ensombram chegada do Papa a Londres

Peregrinos e curiosos esperam Bento XVI em Lambeth e Westminster

....................Interior da Catedral de Westminster

Ameaças ligadas a actos terroristas estão a ensombrar as primeiras horas do programa oficial Bento XVI na Inglaterra, com o Vaticano a assegurar que não haverá qualquer mudança de planos.

Cinco pessoas foram detidas esta Sexta-feira em Londres sob a suspeita de planear um acto de "terrorismo" relacionado com a visita do Papa à capital britânica, anunciou a polícia.
A Scotland Yard informou ainda que passou em revista o dispositivo de segurança para esta visita e que este "continua a ser apropriado".

Perante estas notícias, o Papa continua calmo, disse aos jornalistas o Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, indicando que não foi dada à comitiva qualquer indicação de que estas detenções tenham a ver directamente com passagem de Bento XVI e que não está prevista qualquer alteração ao itinerário da viagem.

Este responsável relativizou a questão e sublinhou que as comitivas papais já passaram por situações mais complicadas.

No segundo dia desta histórica visita ao Reino Unido, o Papa vai encontrar-se esta tarde com o Arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, numa reafirmação da importância e católicos e anglicanos trabalharem em conjunto.

Posteriormente, Bento XVI desloca-se para um lugar num local simbólico, o Westminster Hall, onde em 1535 foi julgado e condenado à morte S. Tomás Moro, mártir católico acusado de traição no reinado de Henrique VIII, durante o qual se deu a separação entre Roma e a Igreja de Inglaterra.

Ali, o Papa fala a representantes da sociedade civil, do mundo académico, cultural e do corpo diplomático, bem como com líderes religiosos.

O dia conclui-se com uma celebração ecuménica na abadia de Westminster, onde já se começam a congregar centenas de peregrinos e curiosos, rodeados por um forte dispositivo policial.
Numa primeira auscultação feita pela Agência ECCLESIA junto de profissionais que acompanham esta visita, as primeiras horas do Papa em Londres ficam marcadas pela ideia de fundo de que é necessário trabalhar juntos para o bem de todos.

Nesse contexto, ganham legitimidade quaisquer protestos que surjam com a vontade de dialogar e se enquadrem num cenário de “respeito recíproco”.

Os milhares de pessoas que têm saudado Bento XVI pelas ruas do Reino Unido, católicos e não católicos, mostram que as mensagens do Papa são dirigidas a todas as pessoas de “boa vontade” e não só aos membros da Igreja.

Fonte: Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres

PAPA AOS JOVENS: EDUCAÇÂO E DEUS COMO AMIGO

PAPA EM LONDRES: EDUCAR SIGNIFICA FORMAR A PESSOA HUMANA

Londres, 17 set (RV)

- Bento XVI encontra-se no Reino Unido em sua 17ª viagem apostólica internacional.Depois de passar pela Escócia, o Papa chegou a Londres na noite de ontem, e na manhã desta sexta-feira encontrou-se com o mundo da educação católica no Saint Mary's University College de Twickenham, localizada a 12 quilômetros da capital inglesa.
Ali, Bento XVI inaugurou a Fundação João Paulo II para o Esporte, uma entidade católica que busca promover os valores esportivos em honra ao falecido pontífice. Em seu discurso aos professores e religiosos, Bento XVI homenageou a notável contribuição que os religiosos e as religiosas deram à Inglaterra no nobre dever da educação.
"Aos homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao ensino dos jovens, desejo expressar meus sentimentos de profunda gratidão. Vocês formam as novas gerações não apenas no conhecimento da fé, mas em cada aspecto do que significa viver como cidadãos maduros e responsáveis no mundo atual" – frisou Bento XVI.
"Como vocês sabem, a tarefa do professor não é apenas passar informações ou providenciar uma preparação técnica para trazer benefícios econômicos à sociedade; a educação não é e não deve ser mais considerada como puramente utilitarista.
Ela deve formar a pessoa humana, prepará-la para viver a vida na plenitude – em poucas palavras se refere a educar para a sabedoria" – disse ainda o Santo Padre.
O Pontífice ressaltou que a dimensão transcendente do estudo e do ensino foi compreendida pelos monges que desse modo muito contribuíram na evangelização do Reino Unido. "Penso nos beneditinos que acompanharam Santo Agostinho em sua missão na Inglaterra, nos discípulos de São Columba que difundiram a fé na Escócia e na Inglaterra do Norte, em São Davi e nos seus companheiros em Gales" – sublinhou Bento XVI.
O Papa recordou os religiosos que nos dias de hoje têm como carisma a educação dos jovens. "Agradeço a Deus pela vida e o trabalho da Venerável Mary Ward, nascida nesta terra, cuja visão pioneira de vida religiosa apostólica para as mulheres, deu vários frutos" – frisou o Santo Padre.Enfim, o pontífice agradeceu às pessoas que se empenham para garantir que as escolas católicas proporcionem um ambiente seguro para as crianças e os jovens. (MJ)


PAPA AOS JOVENS: DEUS QUER SER AMIGO DE VOCÊS

No Saint Mary's University College de Twickenham, na Inglaterra, além do discurso aos professores e religiosos, o Papa falou também aos alunos que ali estudam enfatizando a vida de santidade.
"Tenho a esperança de que entre vocês, que hoje estão aqui me ouvindo, existam alguns futuros santos do século XXI. O que Deus mais deseja para cada um de vocês é que sejam santos" – disse o Papa aos jovens.Bento XVI frisou que hoje vivemos numa cultura de celebridade e os jovens são muitas vezes encorajados a ter como modelo personagens do mundo da televisão.
"Quando convido vocês a se tornarem santos, estou pedindo para que não se contentem com segundas escolhas. A verdadeira felicidade deve ser buscada em Deus. Precisamos ter coragem de pôr as nossas esperanças mais profundas somente em Deus: não no dinheiro, na carreira, no sucesso mundano, ou nas relações com os outros, mas em Deus.
Somente Ele pode satisfazer as necessidades mais profundas do nosso coração" – ressaltou.O Pontífice disse aos jovens que Deus quer ser amigo deles e uma vez que eles entram em amizade com Deus, tudo em suas vidas começa a mudar.
"Vocês serão atraídos pela prática das virtudes. Começarão a ver a avidez e o egoísmo e as tendências destruidoras e perigosas que causam profundo sofrimento e desejarão evitar cair nessas armadilhas. Começarão a sentir compaixão por aqueles que estão em dificuldades e irão desejar fazer algo para ajudá-los. Vocês serão bons e generosos.
Quando essas coisas começarem a ser importantes, vocês praticamente já estarão no caminho da santidade" – sublinhou o Santo Padre.Bento XVI frisou que o trabalho das escolas católicas deve ser colocado no contexto do crescimento na amizade com Deus.
"Dessa maneira vocês aprendem não somente a serem bons estudantes, mas bons cidadãos e boas pessoas".O Papa concluiu dizendo "que uma boa escola católica oferece uma formação integral e deve ajudar seus estudantes a serem santos. O respeito e a amizade pelos membros de outras tradições religiosas devem estar entre as virtudes que se aprendem numa escola católica". (MJ)
Fonte: RV

MILHARES DE PESSOAS ACOLHEM O PAPA NO COLÉGIO SAINT MARY, EM LONDRES

Bento XVI encontrou-se com responsáveis da educação católica
Milhares de pessoas no colégio de Saint Mary, em Londres, acolheram o Papa em ambiente festivo
Twickenham, Londres, 17
O Papa chegou às 10h22 ao Colégio de Saint Mary, em Londres, e depois de cumprimentar alguns responsáveis, saudou as crianças que o aguardavam, tendo seguidamente entrado na capela da escola.

Perante cerca de 300 pessoas, Bento XVI ajoelhou-se diante do altar e proferiu uma breve oração, seguida de uma alocução sobre a educação católica

Após o discurso, o Papa saiu da capela e entrou no papamóvel, que o transportou para o campo desportivo do colégio, sendo saudado por centenas de pessoas durante o percurso.

À chegada foi recebido pelo coro e orquestra do colégio, tendo acenado às pessoas que ocupavam praticamente todo o relvado.

O programa, que incluiu uma ligação por vídeo a uma escola na Gâmbia, foi pautado por cânticos, entrevistas e ofertas de presentes ao Papa.

Dezenas de atletas com equipamento amarelo e branco, cores da bandeira da Santa Sé, subiram depois ao palanque para a cerimónia de inauguração de uma instituição para o desporto que recebeu o nome João Paulo II.

Depois da alocução de Bento XVI, os presentes rezaram a oração do Pai-nosso, tendo-se seguido uma bênção e o cântico conclusivo.

A etapa seguinte do programa desta Sexta-feira é o encontro do Papa com líderes de outras religiões, nas instalações do colégio, evento que de acordo com o programa deveria ter começado pelas 11h30.

Bento XVI visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.


Papa defende ambiente escolar seguro para crianças e jovens
Bento XVI falou ao mundo da educação católica do Reino Unido, valorizando a dimensão transcendente no estudo e no ensino

Bento XVI afirmou que o ambiente de “respeito e a confiança” é o exigido nas escolas católicas, que acolhem crianças e jovens.

Agradecendo a todos aqueles garantem “um ambiente escolar seguro para crianças e jovens”, o Papa sublinhou a necessidade dessa ser uma garantia das escolas católicas.

“A nossa responsabilidade para com aqueles que nos são confiados exige nada menos que isso. Na verdade, a vida da fé apenas pode ser acarinhada quando o ambiente prevalecente é um de respeito e confiança. Rezo para que isto continue a ser a marca das escolas católicas neste país”, concluiu Bento XVI.

Afirmações do Papa durante a sua visita, hoje, dia 17, ao St. Mary’s University College, em Twickenham, Londres, onde realçou a importância do trabalho desenvolvido pelos religiosos e religiosas cristãos, ao nível da educação no Reino Unido.

“Vocês formam as novas gerações, não apenas em termos do conhecimento da fé, mas também em termos do que significa viver como cidadãos responsáveis, no mundo de hoje”, disse o Papa.
Bento XVI referiu-se também ao papel do professor.
Para o Papa, o professor não se pode limitar “à transmissão de informação, ou ao aprofundamento das capacidades dos alunos para que contribuam para o progresso económico da sociedade”. A sua missão deve incidir sobretudo “na formação do ser humano, ajudando os alunos a conseguirem viver a vida em plenitude”.

Trata-se de ajudar a construir “uma sabedoria verdadeira, que é indissociável de um conhecimento profundo do Criador” explicou Bento XVI, para quem “esta dimensão transcendente do estudo e do ensino” esteve muito presente na obra dos monges que ajudaram a espalhar a fé cristã nas ilhas britânicas.

Bento XVI visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

SUSPEITA DE CONSPIRAÇÂO TERRORISTA CONTRA O PAPA - LONDRES - URGENTE - _

Policia britânica prende cinco homens por suspeita de conspiração terrorista contra o Papa

Londres , 17
As autoridades britânicas detiveram hoje, dia 17, em Londres, cinco homens por "suspeita de conspiração, preparação e instigação de atos de terrorismo" relacionados com a visita do papa Bento XVI ao Reino Unido.

Um centro de investigações antiterrorismo da Scotland Yard recebeu informações de inteligência que levantaram um alerta e deram início às prisões.

O jornal britânico The Guardian informou ter o dado de que os acusados são muçulmanos e que a bomba explodiria no centro de Londres, capital do Reino Unido.

A segurança do papa foi reforçada, mas o Guardian informou que não haverá mudanças em seu trajeto e agenda por Londres.
Apesar do susto, as prisões tampouco alteraram o nível de alerta de segurança do Reino Unido.

Segundo a agência Lusa, baseada em fonte policial, os cinco homens têm idades entre os 26 e os 50 anos. Foram detidos às 6 e 45 (hora portuguesa), no centro de Londres, ao abrigo da lei anti-terrorista.


Fonte: Ag. Ecclesia, R7, bol.uol

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A EXPECTATIVA PARA VISITA DO PAPA AO REINO UNIDO

PRESIDENTE DOS BISPOS INGLESES: EXPECTATIVA PARA VISITA DO PAPA AO REINO UNIDO

Londres, 15 set (RV)

- Bento XVI chegará nesta quinta-feira a Edimburgo – Escócia – primeira etapa da viagem apostólica ao Reino Unido, XVII viagem internacional de seu Pontificado.
A visita de quatro dias culminará no domingo, dia 19, com a beatificação do Cardeal John Henry Newman, em Birmingham – Inglaterra.

O Pontífice visitará também Glasgow e Londres, onde manterá encontros de caráter ecumênico, e dirigirá um grande discurso à sociedade civil, no Westminster Hall.Pastoral, ecumênica, institucional e cultural: são as muitas dimensões dessa viagem apostólica de Bento XVI.

Uma visita que se diferencia substancialmente da visita de João Paulo II, em 1982, como nos ressalta o Arcebispo de Westminster e Presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, Dom Vincent Nichols, entrevistado pela Rádio Vaticano: Dom Vincent Nichols:- "Há uma grande diferença entre essas duas viagens, porque João Paulo II veio a convite da comunidade católica.

O Papa celebrou os Sacramentos da Igreja com a comunidade católica e o restante da sociedade inglesa assistiu ao evento como expectadora, embora, certamente, houvesse curiosidade entre as pessoas.

Desta vez, o Papa foi convidado pela Rainha e pelo Governo britânico a visitar o país. É claro, o Papa visitará a comunidade católica, mas se trata de uma visita de Estado que é uma coisa bem diferente. Portanto, o público agora é toda a sociedade britânica e essa forma particular da visita ditou a agenda dos eventos que se realizarão e que culminarão com a beatificação do Cardeal Newman.

"P. O lema da visita é "Cor ad cor Loquitur", "O coração fala ao coração". O senhor pensa que Bento XVI conseguirá falar ao coração de uma sociedade secularizada como a sociedade britânica?

Dom Vincent Nichols:- "Penso que não devemos dar por certo a ideia de que todos neste país têm uma mentalidade secularizada. A meu ver, isso não é verdade. Certamente o é para as instituições, como, por exemplo, para os meios de comunicação, mas a vida do povo está muito aberta à realidade de Deus e existem numerosas expressões de religiosidade neste país.

Na vida das pessoas comuns existe uma sensibilidade para as coisas de Deus. Penso que Bento XVI falará a essa realidade e que a mídia o entenderá, porque o povo acompanhará a visita participando diretamente dos eventos ou seguindo-os pela televisão.

Portanto, o impacto será direto e não lido através das lentes da mídia. Considero que seja uma oportunidade e que haja uma certa receptividade na sociedade inglesa às palavras do Papa. Ademais, é preciso recordar que o lema dessa visita é extraído dos escritos de São Francisco de Sales, que é o Padroeiro da mídia.

Portanto, peço a São Francisco de Sales (fui ordenado no dia de sua festa) que mediante a sua intercessão se alcance um entendimento comum entre o Papa, o público, o povo inglês e também a mídia.

"P. Essa visita tem uma significativa dimensão ecumênica. O senhor acredita que ela será profícua para as relações com a Comunhão Anglicana?

Dom Vincent Nichols:- "As relações entre a Comunhão Anglicana e a Igreja Católica são bastante delicadas neste momento.
Portanto, creio que a visita de Bento XVI ao Lambeth Palace, para encontrar pessoalmente o Arcebispo de Cantuária e Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams, será um momento muito importante e profícuo.

Haverá depois um momento importante de encontro com uma mais ampla parcela da família cristã deste país, na Abadia de Westminster, onde, colocando de lado as suas divisões históricas, os fiéis de todas as comunidades cristãs se reunirão para rezar com o Santo Padre e o Arcebispo de Cantuária diante do túmulo de Santo Eduardo o Confessor, um dos grandes soberanos ingleses proclamado Santo pela Igreja.

Será uma ocasião para voltar às raízes comuns culturais e religiosas que tanto contribuíram para formar a Grã-Bretanha de hoje." (RL)

Fonte: RV

VISITA IRÁ APROXIMAR CATÓLICOS E ANGLICANOS

«Visita do Papa ao Reino Unido vai aproximar católicos e anglicanos»
D. José Saraiva Martins realça o valor simbólico da beatificação do cardeal John Henry Newman

D. José Saraiva Martins considera a visita de Bento XVI ao Reino Unido como um momento “muito importante, do ponto de vista ecuménico, para a Igreja inglesa, sobretudo no contexto actual, em que muitos anglicanos se estão a aproximar do catolicismo”.

O prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos (CCS) encontra “muitos pontos comuns” entre as duas doutrinas, e aborda ainda o valor simbólico que terá a beatificação do cardeal John Newman.

Este acontecimento será um dos pontos altos da primeira passagem oficial do Papa por terras britânicas, que terá lugar entre 16 e 19 de Setembro.

John Henry Newman foi um sacerdote anglicano inglês, que se converteu à Igreja católica em 1845. Mais tarde, em 1879, ele foi eleito cardeal pelo Papa Leão XIII, como reconhecimento pelo seu trabalho pastoral.

A sua mudança de vida deu-se através do estudo dos padres da Igreja, que lhe permitiu chegar à conclusão que “a verdadeira Igreja, fundada por Cristo, não podia ser outra que não a Igreja Católica”, sublinha D. Saraiva Martins.

O prelado fala com muito apreço desta figura da Igreja, já que liderou os trabalhos para a sua beatificação, enquanto prefeito da CCS, e tem um profundo conhecimento da história de Newman.

“Quando ele se converteu ao catolicismo, foi aluno daquela que seria mais tarde a minha universidade, a Pontifícia Universidade Urbaniana”, recorda o bispo, reitor da instituição em dois períodos, 1977 – 1983 e 1986 – 1988.

O então padre John Newman teria de começar o seu percurso académico todo de início, “levando uma vida comunitária com os seminaristas que frequentavam o colégio”.

Esta “humildade e simplicidade extraordinárias” de um homem que não teve problemas em recomeçar, “apesar de ser alguém já muito famoso no mundo cultural do seu tempo”, é um dos aspectos que mais evidenciam a sua santidade, para D. Saraiva Martins.

No entanto, estes factos não tiveram um peso decisivo para que o Vaticano aceitasse o seu processo de beatificação.

“Foi aceite porque ele praticou as virtudes em grau heróico e comprovadamente, operou um milagre por intermédio de Deus”, realça o prelado.

O milagre que D. Saraiva Martins refere foi a cura, sem explicação médica, de John Sullivan, um diácono de Boston, em Agosto de 2001. Afectado por graves problemas de coluna, que o impediam de andar, Sullivan garantiu que se curou depois de ter pedido a intercessão do cardeal Newman, em oração.
Fonte: Ecclesias

terça-feira, 14 de setembro de 2010

PRIMEIRA VISITA OFICIAL DE UM PAPA AO REINO UNIDO

BENTO XVI: PRIMEIRA VISITA OFICIAL DE UM PAPA AO REINO UNIDO

Cidade do Vaticano,

- "O coração fala ao coração": esse é o lema da próxima viagem apostólica de Bento XVI ao Reino Unido, tomado do lema cardinalício do Cardeal John Henry Newman.
O Santo Padre, que estará no Reino Unido de quinta-feira até o próximo domingo, passará pelas cidades de Edimburgo e Glasgow – na Escócia, Londres e Birmingham – na Inglaterra.Cresce a expectativa para essa primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido, após as quatro visitas de um soberano britânico ao Vaticano.
Aproveitamos a proximidade dessa visita de Bento XVI para percorrer, rapidamente, as etapas dos encontros entre os soberanos britânicos e os pontífices, ao longo do Séc. XX.
Elisabeth II, após a morte repentina de seu pai, George VI, começou a reinar aos 26 anos de idade. Era 1952, embora sua coroação tenha tido lugar somente depois, em 2 de junho de 1953. A Soberana inglesa encontrou três Papas: Pio XII, João XXIII e João Paulo II.Na próxima quinta-feira, dia 16, na cidade escocesa de Edimburgo, a Rainha encontrará Bento XVI, na primeira visita de Estado de um Pontífice ao Reino Unido.
De fato, os outros encontros tiveram lugar no Vaticano.Será um momento histórico de grande relevo num processo de reaproximação que começou 107 anos atrás, exatamente em 1903. Nesse espaço de tempo, a Coroa britânica registrou a sucessão de quatro reis e a Cátedra de Pedro foi ocupada por oito papas.
Os encontros se deram em circunstâncias variadas e com diferentes modalidades. A primeira vez que Elisabeth II encontrou um papa, Pio XII, foi em 1953, na vigília de sua coroação.
João XXIII recordou-se desse belo encontro quando a acolheu em visita de Estado ao Vaticano, oito anos mais tarde: 5 de maio de 1961. Na ocasião, Elisabeth II tinha 35 anos.
O Papa Roncalli acolheu a Soberana com grande solenidade. Em sua breve saudação, o Santo Padre evocou outros encontros entre membros da Casa Real Britânica e o Sucessor de Pedro.
O primeiro encontro entre um papa e um rei do Reino Unido – "após três séculos e meio", afirmou João XXIII – ocorreu em 1903, quando o Rei Eduardo VII veio ao Vaticano, para ser recebido pelo Papa Leão XIII.
Vinte anos mais tarde, em 1923, o avô de Elisabeth II, George V, encontrou, sempre no Vaticano, o Papa Pio XI.Ressaltamos que entre essas duas visitas – a de Eduardo VII em 1903 e a de George V em 1923 – em 1914 foram estabelecidas relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Sé Apostólica.
A Rainha Elisabeth II fez a sua primeira e única visita de Estado ao Vaticano em 17 de outubro de 1979, dia em que foi recebida junto com o Príncipe Philip, seu consorte, pelo Papa João Paulo II.Em 1982, no contexto de sua visita pastoral ao Reino Unido – realizada de 28 de maio a 2 de junho – no mesmo dia de sua chegada a Londres o Papa Wojtyla visitou o Palácio Real para um encontro privado com a Soberana.
Também privado foi o encontro, no Vaticano, em 17 de outubro de 2000, entre João Paulo II e a Rainha Elisabeth II, que se encontrava em Roma para uma visita de Estado ao então Presidente italiano Carlo Azeglio Ciampi.
Nesta quinta-feira, Bento XVI será o primeiro papa a ir ao Reino Unido para uma visita que será, ao mesmo tempo, pastoral e também de Estado.
No dia 16 se poderá assistir, no Palácio Real de Holyroodhouse, em Edimburgo, a uma cerimônia histórica marcada por discursos oficiais e troca de presentes, na moldura de um evento solene e preparado com grande atenção. (RL)

Fonte: RV

sábado, 21 de agosto de 2010

ARTIGO À VISITA DE BENTO XVI NO REINO UNIDO

ARCEBISPO DE WESTMINSTER DEDICA ARTIGO À VISITA DE BENTO XVI

Cidade do Vaticano 21 ago (RV)

- O Arcebispo de Westminster e Presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, Dom Vincent Nichols, escreveu um artigo em vista da próxima visita do Papa Bento XVI ao Reino Unido, no próximo mês de setembro. No texto o prelado destaca que o Santo Padre permitirá que muitos entendam que “a fé em Deus não é um problema a ser resolvido, mas um dom que deve ser redescoberto”.No artigo publicado pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano, com o título do lema da visita “O coração fala ao coração”, Dom Vincent Nichols comenta que “esperamos que a presença iluminadora e as palavras de Bento XVI ajudem muitas pessoas em nossas terras a compreenderem que a fé em Deus não é um problema a ser resolvido, mas um dom que deve ser redescoberto. Para muitas pessoas em nossa sociedade a fé se converteu em um problema, em algo que deve ser escondido ou excluído da vida pública”.Entretanto, o prelado explica: “a verdade é muito distinta: a fé em Deus traz grande riqueza e alegria aos homens. É a liberação e a guia que procuramos, motivo de inspiração e perseverança, fonte de perdão e compaixão”.Dom Nichols afirma em seguida que “a visita de Bento XVI é, sem dúvida, um evento histórico. O convite foi feito por sua majestade a Rainha Elisabeth II. E será ela mesma quem receberá o Papa na sua chegada, no dia 16 de setembro em Edimburgo. Esta visita marca, além do mais, uma nova fase na longa e complexa história das relações entre os monarcas desta terra e o papado”.A visita do Santo Padre - prossegue o artigo -, tem início com um evento que celebra o papel da educação católica no país: “Bento XVI poderá dirigir-se a cada escola de todo o território, graças a uma conexão via Internet e convidará as crianças, onde quer que elas se encontrem, a seguir os eventos de sua visita e a apoiá-lo com suas orações”, escreveu Arcebispo de Westminster.O evento principal ressaltou Dom Nichols, será a beatificação do Cardeal John Henry Newman que foi “um estudioso de grande profundidade, um escritor e poeta de méritos admiráveis, um sacerdote de paróquia muito querido por todos os que o conheceram. Era um homem que entendia que a mente e o coração devem andar juntos nos grandes eventos da vida”.O Cardeal Newman, conclui o Arcebispo de Westminster, “falava e escrevia com eloquência sobre a busca interior pessoal e sobre a alegria que esta traz. Expressava o vazio da vida sem Deus com estas palavras: “se olhasse um espelho e não visse meu rosto, provaria o mesmo tipo de sentimento que, efetivamente, se apodera de mim cada vez que examino este mundo frenético e não vejo o reflexo do seu Criador’”. (SP)
Fonte: RV