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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Fim das excomunhões

Fim das excomunhões abriu novo caminho nas relações entre ortodoxos e católicos


Bartolomeu I presentou Francisco nesta segunda-feira com uma imagem do histórico abraço no Fanar, Istambul, em 30 de novembro de 2014 - ANSA

 

Cidade do Vaticano (RV) – Há exatos cinquenta anos, na véspera da conclusão do Concílio Vaticano II, uma Declaração comum do Papa Paulo VI e do Patriarca Ecumênico Atenágoras – lida contemporaneamente – anulava as sentenças de excomunhão recíproca entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla, emitidas em 1054 por ocasião do Grande Cisma. No Angelus de domingo, 6, o Papa Francisco recordou aquele “histórico gesto de reconciliação” - que deu início a um novo diálogo entre ortodoxos e católicos -, rezou pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e pediu ao Senhor que as relações entre as duas Igrejas “sejam sempre inspiradas no amor fraterno”. Em função da recorrência da data, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla enviou ao Papa Francisco um presente, que lhe foi entregue na manhã desta segunda-feira, 7, pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch. Trata-se de uma representação do abraço entre o Pontífice e o Patriarca no Fanar, em Istambul, em 30 de novembro de 2014, durante a visita do Pontífice à Turquia. Sobre este importante acontecimento de cinquenta anos atrás, a Rádio Vaticano conversou com o Metropolita da Arquidiocese Ortodoxa da Itália e Malta, Sua Eminência Zervos Gennadios:
“Na minha opinião é um grande e importante passo em frente, pois sem abolição das excomunhões não poderíamos ter a reconciliação, a paz. A revogação das excomunhões – anatemi, em grego – abriu caminho para o diálogo teológico. Este é o passo mais importante. Acredito que com as excomunhões não poderíamos ter avançado como é hoje: as duas Igrejas são irmãs, somos irmãos e caminhamos para uma vida juntos”.

RV: Paulo VI e o Patriarca Atenágoras iniciaram um longo caminho de reaproximação. Podemos dizer que os Patriarcas sucessivos Dimitrius I e agora Bartolomeu, são protagonistas convictos desta vontade de caminhar rumo à unidade?
“Sem dúvida. O Papa é uma personalidade extraordinária do mundo cristão, o próprio Patriarca Bartolomeu também. São dois irmãos, declararam tantas vezes que o respeito entre eles é fraterno, profundo, sincero. São grandes promotores da unidade entre os cristãos. Sentiram no coração a grande responsabilidade: devem realizar a vontade de Deus que todos sejam um. Será um acontecimento realmente histórico e uma grande alegria para toda a cristandade, mas também para todo o mundo, porque assim o mundo acreditará em Jesus Cristo, nosso Salvador”.

RV: O que pensam os fieis da Igreja de Constantinopla, também os fieis dos quais o senhor se ocupa, aqui na Itália, a propósito do caminho em direção à unidade?
”Os fieis do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla – são milhares na Itália – acreditam muito neste divino ideal de que todos sejam um, porque nós trabalhamos aqui, colaboramos com os nossos irmãos católicos, sacerdotes, bispos, arcebispos. Podemos dizer que o nosso progresso espiritual e cultural, devemos também à nossa Igreja irmã Católica, porque nos oferece esta colaboração fraterna. Esta é a linha que oferecemos nas nossas pregações, nas nossas confissões durante os nossos encontros e sempre rezamos por isto. A oração é um grande remédio não somente para a unidade, mas também para a paz e para a solidariedade, para a justiça. E é importante poder iluminar as pessoas que hoje não amam o outro. Nós devemos amar o outro; devemos amar a todos, porque a nossa Igreja – a Igreja de Cristo – é Igreja de amor. Deus é amor”.
Também o Subsecretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Dom Andrea Palmieri, falou da importância da revogação das excomunhões recíprocas entre católicos e ortodoxos ocorrida há 50 anos:
“Este passo permitiu o início de um diálogo da caridade no respeito e na compreensão recíproca. Portanto, lançou as bases para podermos continuar juntos um caminho que conduz depois, pouco a pouco, ao diálogo também da verdade e as boas relações que ainda agora cultivamos com a Igreja Ortodoxa”.

RV: Uma nova relação, portanto, iniciada com um comportamento de humildade, o pedido de perdão. E o aniversário cai justamente na véspera do Ano Santo da Misericórdia:
“O Papa sublinhou precisamente que se trata de uma circunstância “providencial”. Não existe um verdadeiro caminho  rumo à unidade sem o perdão recíproco. Pedir antes de tudo perdão a Deus pelo pecado da divisão e depois perdoar-nos uns aos outros, por todos aqueles gestos e aquelas ações que ofenderam uns aos outros”.

RV: Paulo VI e Atenágora sabiam que a Declaração comum não levaria imediatamente à plena comunhão, mas seria o início de um caminho a ser percorrido juntos. Foi isto mesmo que aconteceu?
“Sim, a Declaração lançou as bases para um caminho que continua. Com aquele gesto caíram todas as dificuldades que impediam de superar com o diálogo, a oração, a conversão pessoal, os obstáculos rumo à plena comunhão. Ficou menos relevante, portanto, a recordação da inimizade, da rivalidade. Agora existe espaço para relações inspiradas no amor e isto permite realizar progressos substanciais”.

RV: Segundo a sua experiência, este espaço existe somente nas lideranças ou também nas bases? Os cristãos – católicos e ortodoxos – estão prontos e veem com favor este caminho rumo à unidade?
“Existem tantos sinais que mostram como são acolhidos com alegria todos os passos realizados. Naturalmente, existe muito ainda a ser feito para que os frutos do diálogo sejam recebidos a nível das comunidades locais: dos simples cristãos, mas também no ensinamento da teologia, nas práticas pastorais das diversas Igrejas. Existe tanto trabalho a ser feito, porém, mesmo se por vezes se tem a sensação que se avança lentamente, seguimos na direção correta”.

RV: Posso pedir ao senhor para citar alguns passos dados com sucesso nos últimos 50 anos?
“Me vem em mente a instituição por parte do Papa Francisco de um Dia de Oração pelo Cuidado da Criação. Neste caso foi dado um passo quando o Papa disse ter-se inspirado justamente naquele Dia que o Patriarca Bartolomeu realiza já há diversos anos no Patriarcado Ecumênico. Neste sentido, caminhamos em defesa da Criação, um tema muito importante e atual. Outros resultados são aqueles do diálogo teológico: basta recordar-se do Documento de Ravenna em 2007, onde pela primeira vez católicos e ortodoxos juntos, reconhecem a necessidade de um Primado a nível também da Igreja universal. Claramente é ainda necessário descrever de que modo este primado deve ser aceito, para que seja aceito pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa”.

RV: Ao ouvir as palavras do Papa pronunciadas no Angelus de domingo, o que lhe passou pela cabeça, justamente o senhor que trabalha na área do diálogo ente os cristãos?
“Fiquei muito feliz em ver como o Papa acompanha com atenção este diálogo e como realmente apoie os progressos que continuamente são feitos; e apoia não somente com a sua oração, mas também com sinais importantes. Pensemos ao tema da sinodalidade, tão caro ao Papa Francisco, que acaba tendo também forte relevância ecumênica nas relações com a Igreja Ortodoxa”. (JE)

Fonte: R. Vaticana

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa no encontro com Grã-Rabinos

O atual relacionamento entre judeus e católicos - dom de Deus e fruto do empenho de muitos: Papa no encontro com Grã-Rabinos




Momento significativo, para as relações entre Judeus e Católicos, o encontro, no Centro do Grã-Rabinato de Israel, junto da Grande Sinagoga de Jerusalém, em que intervieram, antes do Papa, os dois Grandes Rabinos, das duas tradições judaicas – Azkenazi e Sefardita.
Na sua alocução, o Papa Francisco recordou a amizade, colaboração e partilha, mesmo no plano espiritual que, como arcebispo de Buenos Aires, teve com os judeus. “Este caminho de amizade – sublinhou o Papa – constitui um dos frutos do Concílio Vaticano II.
Na realidade, estou convencido de que o sucedido durante as últimas décadas nas relações entre judeus e católicos tenha sido um verdadeiro dom de Deus, uma das maravilhas por Ele realizadas, pela qual somos chamados a bendizer o seu Nome.
Em todo o caso este um dom de Deus “não poderia manifestar-se sem o empenho de muitíssimas pessoas corajosas e generosas, tanto judias como cristãs” – sublinhou o Papa, referindo a importância assumida pelo diálogo entre o Grã-Rabinato de Israel e a Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo. Não se trata apenas de estabelecer, num plano humano, relações de respeito mútuo:

Somos chamados, como somos chamados, como cristãos e como judeus, a interrogarmo-nos em profundidade sobre o significado espiritual do vínculo que nos une. É um vínculo que vem do Alto, ultrapassa a nossa vontade e permanece íntegro, não obstante todas as dificuldades de relacionamento vividas, infelizmente, na história.

“Do lado católico (assegurou o Papa), há seguramente a intenção de considerar plenamente o sentido das raízes judaicas da própria fé. Estou confiante, com a vossa ajuda, que também do lado judaico se mantenha e, se possível, aumente o interesse pelo conhecimento do cristianismo, mesmo nesta terra bendita onde o cristianismo reconhece as suas origens e, especialmente, entre as jovens gerações.”

Juntos, poderemos dar uma grande contribuição para a causa da paz; juntos, poderemos, num mundo em rápida mudança, testemunhar o significado perene do plano divino da criação; juntos, poderemos opor-nos, firmemente, a todas as formas de anti-semitismo e restantes formas de discriminação.


domingo, 19 de setembro de 2010

MAIOR DIALOGO ENTRE CATÓLICOS E ANGLICANOS

Bento XVI aborda questões levantadas pelo regresso de alguns grupos anglicanos ao catolicismo
Visita do Papa marcou desanuviamento no clima de desconfiança entre as duas Igrejas


Bento XVI abordou este Domingo, pela primeira vez na sua viagem ao Reino Unido, as questões levantadas ao diálogo entre católicos e anglicanos pela promulgação, em 2009, da constituição apostólica “Anglicanorum Coetibus”, que apresenta as normas para o regresso de alguns grupos à Igreja Católica.

Num discurso aos Bispos da Inglaterra, Gales e Escócia, o Papa disse que esta decisão pretendia ser “um gesto profético que pode contribuir de forma positiva para o desenvolvimento das relações entre católicos e anglicanos”.

“O fim último da actividade ecuménica”, sublinhou depois, é a “restauração da total comunhão eclesial, no contexto da qual a troca recíproca de dons das nossas respectivas tradições espirituais serve como um enriquecimento para todos”.

O Papa convidou a “rezar e trabalhar sem cessar em ordem a celebrar o dia feliz em que este objectivo possa ser conseguido”.

A passagem de Bento XVI pela Inglaterra ficou marcada pelos encontros com o Arcebispo da Cantuária (Primaz da Igreja Anglicana), Rowan Williams, tornando-se o primeiro Papa a visitar a residência do lider anglicano, no palácio de Lambeth, e a histórica Abadia de Westminster, em Londres, no coração do anglicanismo.

Das palavras e gestos de ambos, fica a sensação de que a longa história de desconfiança e mesmo disputas recíprocas vai conhecer capítulos diferentes, nos próximos tempos.

Na visita de cortesia ao palácio de Lambeth, em Londres, o Papa sublinhou que o “notável progresso feito em várias áreas de diálogo”, sob o impulso de uma comissão internacional anglicana-católica.

Bento XVI convidou os fiéis das duas Igrejas a explorar, com membros de outras tradições religiosas, “caminhos para testemunhar a dimensão transcendente da pessoa humana e o chamamento universal à santidade”.

A primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido acontece 476 anos depois do nascimento da Igreja Anglicana (1534), ocorrido na sequência do corte de relações do rei Henrique VIII com Roma. João Paulo II estivera na Grã-Bretanha em 1982, numa visita seria de carácter pastoral.

Para o actual Papa, no momento presente testemunha-se uma “cultura cada vez mais distante das raízes cristãs, apesar de uma profunda e disseminada fome de alimento espiritual”.

Rowan Williams e Bento XVI assinaram uma declaração conjunta, onde se afirma o compromisso de “proclamar a mensagem evangélica de salvação em Jesus Cristo, de maneira racional e convincente, no contemporâneo contexto de profunda transformação cultural e social”.

Ambos procuraram sempre sublinhar os campos de preocupação comum e não tanto aquilo que separa as duas Igrejas, evitando ainda abordar a questão do possível «êxodo» de fiéis anglicanos para o catolicismo.

Nesse contexto, apesar das divergências existentes, o Papa e o Arcebispo da Cantuária comprometeram-se a aprofundar o diálogo, em especial no que diz respeito à “noção de Igreja como comunhão, local e universal”.

Grande curiosidade despertou o facto de Bento XVI ter cumprimentado uma clériga anglicana, na Abadia de Westminster, uma imagem evidente das diferenças entre as duas Igrejas.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, assegurou que o Papa ficou “impressionado” pela beleza da liturgia anglicana e pela forma como decorreu a celebração ecuménica, admitindo ser normal que Bento XVI cumprimente mulheres que têm ministérios específicos noutras Igrejas.

“Não me parece que isto seja particularmente problemático”, indicou aos jornalistas.

Fonte: Eg. Ecclesia

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

VISITA IRÁ APROXIMAR CATÓLICOS E ANGLICANOS

«Visita do Papa ao Reino Unido vai aproximar católicos e anglicanos»
D. José Saraiva Martins realça o valor simbólico da beatificação do cardeal John Henry Newman

D. José Saraiva Martins considera a visita de Bento XVI ao Reino Unido como um momento “muito importante, do ponto de vista ecuménico, para a Igreja inglesa, sobretudo no contexto actual, em que muitos anglicanos se estão a aproximar do catolicismo”.

O prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos (CCS) encontra “muitos pontos comuns” entre as duas doutrinas, e aborda ainda o valor simbólico que terá a beatificação do cardeal John Newman.

Este acontecimento será um dos pontos altos da primeira passagem oficial do Papa por terras britânicas, que terá lugar entre 16 e 19 de Setembro.

John Henry Newman foi um sacerdote anglicano inglês, que se converteu à Igreja católica em 1845. Mais tarde, em 1879, ele foi eleito cardeal pelo Papa Leão XIII, como reconhecimento pelo seu trabalho pastoral.

A sua mudança de vida deu-se através do estudo dos padres da Igreja, que lhe permitiu chegar à conclusão que “a verdadeira Igreja, fundada por Cristo, não podia ser outra que não a Igreja Católica”, sublinha D. Saraiva Martins.

O prelado fala com muito apreço desta figura da Igreja, já que liderou os trabalhos para a sua beatificação, enquanto prefeito da CCS, e tem um profundo conhecimento da história de Newman.

“Quando ele se converteu ao catolicismo, foi aluno daquela que seria mais tarde a minha universidade, a Pontifícia Universidade Urbaniana”, recorda o bispo, reitor da instituição em dois períodos, 1977 – 1983 e 1986 – 1988.

O então padre John Newman teria de começar o seu percurso académico todo de início, “levando uma vida comunitária com os seminaristas que frequentavam o colégio”.

Esta “humildade e simplicidade extraordinárias” de um homem que não teve problemas em recomeçar, “apesar de ser alguém já muito famoso no mundo cultural do seu tempo”, é um dos aspectos que mais evidenciam a sua santidade, para D. Saraiva Martins.

No entanto, estes factos não tiveram um peso decisivo para que o Vaticano aceitasse o seu processo de beatificação.

“Foi aceite porque ele praticou as virtudes em grau heróico e comprovadamente, operou um milagre por intermédio de Deus”, realça o prelado.

O milagre que D. Saraiva Martins refere foi a cura, sem explicação médica, de John Sullivan, um diácono de Boston, em Agosto de 2001. Afectado por graves problemas de coluna, que o impediam de andar, Sullivan garantiu que se curou depois de ter pedido a intercessão do cardeal Newman, em oração.
Fonte: Ecclesias

terça-feira, 4 de agosto de 2009

CRESCE O NÚMERO DE CATÓLICOS NOS ESTADOS UNIDOS

O NÚMERO DE CATÓLICOS NOS ESTADOS UNIDOS
Nova Iorque,

- O Diretório Oficial Católico dos EUA deu a conhecer que o número de católicos no país já se situa por cima dos 68 milhões de americanos; o que representa na atualidade 22% da população.O também conhecido “Diretório Kennedy”, relação dos dados vinculados às organizações cristãs, os sacerdotes e os bispos no país, inclui “o censo de religiosas que sobe a 60 mil e 715, o de diáconos permanentes que somam 16 mil e 935, o de diocesanos com 41 mil e 489, e o de irmãos religiosos cuja cifra chega aos 4 mil e 905. Entre outros dados também se destacam as 18 mil e 674 paróquias católicas disseminadas pelos 50 estados”.Do mesmo modo, o documento oficial mostra que “2 milhões de alunos estudam em 7 mil colégios católicos e 800 mil jovens realizam seus estudos nas 234 universidades católicas das que consta o país. Por outro lado 4 mil e 973 pessoas estudam nos 189 seminários com os que consta os Estados Unidos”.De igual maneira, o diretório assinala que “este último ano foram batizados nos Estados Unidos 887.145 menores e 46.629 adultos; e 81.775” pessoas se converteram ao cristianismo”.De outro lado, acrescenta o relatório, as organizações vinculadas à Igreja destinaram 28 bilhões de dólares aos serviços educativos, sanitários e de caridade através da Associação Nacional de Educação Católica, a Associação Católica de Saúde e Cáritas.“A Igreja administra – destaca o relatório – 562 hospitais católicos onde se atendem cada ano cerca de 85 milhões de pacientes. Os três mil centros de assistência social recebem 27 milhões de pessoas”. (SP)
Fonte: RV

sexta-feira, 17 de abril de 2009

CATÓLICOS ANALISAM 'WELFARE' E FAMÍLIA EM ROMA

CATÓLICOS ANALISAM 'WELFARE' E FAMÍLIA EM ROMA
Roma, 16 abr (RV)

- “A crise econômica pode ser uma ocasião para imprimir a nosso estado assistencial (welfare) a mudança de que precisa para a recuperação econômica, apostando na família e no trabalho, duas realidades fortemente relacionadas com as pessoas, mas que não devem entrar em atrito”. É o pensamento de Dom Giampaolo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, e a mensagem proposta pelos trabalhadores católicos membros do Fórum para as pessoas de inspiração católica no mundo profissional. Ontem, seus integrantes se reuniram em Roma, em um congresso intitulado ‘Trabalho e Família’. Para Dom Crepaldi, as políticas familiares atuais desencorajam a família natural e tradicional, que segundo ele, deve voltar a ser ‘um produto atraente no mercado social’. O governo italiano destina apenas 4% de seu PIL às ajudas à família, exatamente a metade da média européia. No que diz respeito aos impostos, o andamento é o mesmo: quocientes e detrações em favor das famílias são a metade dos europeus. (CM)

Fonte: RV

terça-feira, 25 de novembro de 2008

CATÓLICOS A FAVOR DOS IMIGRANTES ILEGAIS

Católicos americanos a favor de integrar imigrantes ilegais
Em uma pesquisa sobre imigração
WASHINGTON,
- A maioria dos católicos nos Estados Unidos apóiam uma via para a cidadania dos 12 milhões de imigrantes ilegais do país, informa uma recente pesquisa Zogby.
O Serviço de Migração e Refugiados da Conferência Episcopal dos Estados Unidos realizou uma pesquisa em outubro, entrevistando mil pessoas que se declaram católicas; 69% delas disseram que apóiam uma via para a cidadania para os imigrantes ilegais, proporcionando-lhes o registro administrativo.
«Estes resultados mostram que, como outros americanos, os católicos desejam uma solução para o desafio da imigração ilegal e apóiam que os imigrantes ilegais se convertam em membros plenos de nossas comunidades e de nosso país», disse Johnny Young, diretor executivo do Serviço de Migração e Refugiados.
O estudo revela também que 64% dos católicos se opõem à construção de um muro de separação ao longo da fronteira com o México, enquanto 3 de cada 4 católicos estão de acordo em que a Igreja tem uma obrigação moral de ajudá-los sanando suas necessidades básicas de imigrantes, sem considerar seu status administrativo.
Todd Scribner, coordenador do Serviço de Migração e Refugiados, afirmou que «os fortes esforços educativos dos bispos, mediante a Campanha de Justiça com os Imigrantes e seus próprios ensinamentos, ajudaram a gerar apoio na comunidade católica para uma reforma integral».

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

IGREJA CATÓLICA DO QUIRQUISTÃO RENASCE COM 600 CATÓLICOS

Quirguistão: Igreja renasce com 600 católicos
Declarações de seu bispo, Dom Nikolaus Messmer

CIDADE DO VATICANO,
- As obras de caridade constituem a linguagem com a que 600 batizados no seio da Igreja Católica testemunham sua fé na antiga república soviética do Quirguistão, explicou em Roma o bispo Nikolaus Messmer, S.J., administrador apostólico desde 2006 deste país de cerca de cinco milhões de habitantes, que conta com 75% de muçulmanos e 20% de ortodoxos russos.
Em uma entrevista concedida ao jornal vaticano «L’Osservatore Romano» em 2 de outubro, por ocasião da visita qüinqüenal «ad limina apostolorum», o prelado apresenta uma radiografia da vida desta comunidade católica composta em sua maioria por descendentes de deportados alemães nas repúblicas ex-soviéticas.
Em sua capital, Bisqueque, não existe nenhuma igreja católica. Este país só tem 3 paróquias, 7 sacerdotes e 3 religiosas. «Durante a época da União Soviética, tudo era controlado pelo partido comunista. Os católicos tinham poucas oportunidades de manifestar sua vida religiosa. Também tinham pouco contato com pessoas de outros credos», afirma o prelado.
Hoje, explica, «temos poucas possibilidades de manter relação com outras religiões. Talvez a única exceção seja com os luteranos. Com os ortodoxos e os muçulmanos, é muito difícil estabelecer uma relação significativa», informa o prelado.
O bispo conta que anunciar a palavra de Deus em meio aos muçulmanos é um trabalho praticamente impossível: «nós nos limitamos à assistência aos católicos, a um apostolado de presença».
A pequena comunidade católica realiza seu serviço sobretudo no âmbito social, declara: «com a queda da antiga União Soviética, o Quirguistão era uma das repúblicas mais pobres da ex-União. Hoje, nada mudou de verdade. Por isso, os problemas sociais são muito grandes».
«Buscamos ajudar onde podemos: sustentamos os pobres, os doentes, organizamos refeitórios para as crianças, visitamos os idosos nos asilos, e os presos. Organizamos acampamentos de verão para os jovens», revela.
O prelado, de 53 anos, jesuíta, reconhece que sua formação orientou sua missão, que se desenvolveu no passado também na Sibéria.
Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

VIETNÃ: DESTRUÍDA EX-NUNCIATURA APOSTÓLICA EM HANÓI

TRISTEZA ENTRE CATÓLICOS NO VIETNÃ: DESTRUÍDA EX-NUNCIATURA APOSTÓLICA EM HANÓI

Rua de Hanói - noturna

Hanói,
- "Um ato que sufoca as legítimas aspirações da comunidade católica de Hanói": são palavras do arcebispo de Hanói, Dom Joseph Ngô Quang Kiêt, na carta endereçada às autoridades vietnamitas, denunciando a destruição da ex-sede da Nunciatura Apostólica, na madrugada desta sexta-feira.Durante todo o dia de sexta-feira, numerosos sacerdotes e leigos reuniram-se em oração em torno do que fora a sede da Nunciatura _ um local simbólico _ construção confiscada pelo regime comunista, nos anos 50. O gesto de destruir o local apresenta-se em franco contraste com o empenho do governo, de restituir à Igreja tanto o edifício quanto o terreno circunstante.A destruição da ex-sede da Nunciatura foi realizada por operários cujo trabalho era garantido por um cordão de isolamento policial. Depois de terem arrasado tudo e de caminhões terem levado embora os escombros, outros caminhões trouxeram terra e árvores, e os operários fizeram um jardim no local, em poucas horas. (AF)
Fonte: RV

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

POLITICA: É HORA DOS CATÓLOCOS AGIREM


CATÓLICOS: É HORA DE AGIR EM GRUPO



Roma, 11 set (RV) - O apelo lançado por Bento XVI em Cagliari, domingo passado, por ‘uma nova geração de leigos cristãos engajados na política’, ainda repercute bastante na Itália.
“Atualizações sociais” é uma revista mensal de pesquisa e ação social de inspiração cristã.
O editorial do número de setembro, assinado pelo diretor, o jesuíta pe. Bartolomeo Sorge, se intitula “Católicos desiludidos, mas não acomodados”, e ilustra um quadro dos católicos italianos. Para o sacerdote e jornalista, assim como toda a política, ‘os católicos democráticos estão em crise, dispersos entre esquerda e direita, sem cultura política e programação. Alguns dos desiludidos se voltam para o social, outros permanecem na política, mas sem algum entusiasmo’.
Neste contexto de vazio de projetos e de cultura, os católicos podem colher o momento oportuno para uma iniciativa eficaz de renovação.
Partindo do fato que os católicos estão em todos os partidos, padre Sorge recorda o ponto da constituição pastoral ‘Gaudium et Spes’, relativoà participação política dos católicos, que indica: as atividades temporais que os católicos praticam em seu nome podem ser realizadas em grupo, e sendo assim, o engajamento dos católicos bem formados em partidos políticos é bem-vindo, desde que não se fechem em grupos.
O sacerdote sugere a união e a partilha dos valores de inspiração cristã e de democracia leiga para afirmá-los com mais eficácia.
Outro ponto de vista é o do Cardeal Ersilio Tonini, arcebispo emérito de Ravenna, que afirma, em entrevista à agência ANSA: “Não se pode dar por certo que católicos façam política melhor do que os outros. Depende do modo em que concebem a política, das intenções e do empenho dedicado”.
Segundo o cardeal, não é a ‘profissão' de católico que qualifica a ação, mas o modo como se doa, a pureza de suas intenções, a generosidade, a sinceridade total, a autenticidade... porque o Senhor vê dentro dos corações’.O cardeal Tonini afirmou que ‘é preciso ter a coragem de dizer com muita clareza que a política não é a sujeira que todos pensam. O próprio primeiro mandamento bíblico diz que os homens devem cuidar dos homens. A maternidade e a paternidade nos ensinaram tudo isso’ – reflete o cardeal Tonini. (CM)
Fonte: RV

INDIA: "PLANO PARA ELIMINAR OS CRISTÃOS DE ORISSA"

Arcebispo indiano fala em plano para eliminar católicos

O Arcebispo indiano Raphael Cheenath enviou à agência Fides, do Vaticano, um relatório sobre as recentes agressões contra cristãos no Estado de Orissa. Segundo este responsável, a onda de ataques anticristãos ocorrida em finais de Agosto de 2008 é muito mais grave do que a de Dezembro de 2007, “mais violenta e sem razões”.
D. Cheenath, Arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar (capital de Orissa), fala num autêntico “plano para eliminar os cristãos de Orissa”, orquestrado graças a pretextos identificados para desencadear a violência.
O Arcebispo ilustra os eventos, recorda os alarmes lançados no passado, indica os reais responsáveis, pede a protecção das autoridades e convida os fiéis hindus a recusarem qualquer forma de violência, isolando os fundamentalistas.
Fonte: Ag. ECCLESIA

terça-feira, 22 de julho de 2008

RELIGIOSOS FAZEM PASSEATA EM LONDRES

LÍDERES RELIGIOSOS FAZEM PASSEATA EM LONDRES CONTRA POBREZA

Cardeal-Arcebispo de Westminster, Cormac Murphy-O’Connor

Londres, 21 jul (RV) - Realizar-se-á na próxima quinta-feira dia 24, em Londres, capital inglesa, uma manifestação contra a pobreza no mundo.

Católicos, anglicanos, muçulmanos, judeus, budistas, hinduístas e siques, guiados por seus líderes, atravessarão o centro de Londres para lembrar aos 189 chefes de governos do mundo que eles ratificaram a Declaração dos Objetivos do Milênio no ano 2000, a fim de diminuir a pobreza no mundo e garantir o ensino fundamental universal até 2015.

Os governos, porém, não estão mantendo suas promessas. A Declaração do Milênio, aprovada por esses países, menciona que os governos "não economizariam esforços para libertar nossos homens, mulheres e crianças das condições abjetas e desumanas da pobreza extrema".
A manifestação em Londres intitulada "passeata do testemunho" contará com a participação do Cardeal-Arcebispo de Westminster, Cormac Murphy-O’Connor, com o primaz da Igreja Anglicana, Dr. Rowan Williams, com o rabino-chefe do Reino Unido, Jonathan Sacks e com o presidente do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, Ibrahim Mogra. Além de mil e quinhentos líderes religiosos participarão também os 650 pastores anglicanos que participam em Cantuária, da Conferência de Lambeth, encontro que reúne a cada 10 anos os bispos anglicanos do mundo. Durante a passeata os religiosos levarão cartazes com a frase "Manter as promessas. Diminuir a pobreza até 2015".
Além disso, a residência de Dr. Williams, Lambeth Palace, será coberta de cartazes com o mesmo slogan.O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, promoveu um encontro para o dia 25 de setembro próximo a fim de discutir sobre as promessas não cumpridas pelos governos em relação aos objetivos de desenvolvimento do milênio. (MJ)
Fonte: RV

terça-feira, 20 de maio de 2008

Compaixão e amor aproximam budistas e cristãos

Compaixão e amor aproximam budistas e cristãos
Conclusões de um encontro convocado pelos Focolares

ROMA, segunda-feira, 19 de maio de 2008
- O conceito budista de «compaixão» e o cristão de «amor» constituem um elemento de união e entendimento, segundo constataram especialistas em diálogo inter-religioso reunidos em Roma pelo Movimento dos Focolares.
Cinto Busquet, sacerdote com mais de 17 anos de experiência no Japão, comentou à Zenit a importância deste encontro: «A abertura sincera e radical à experiência religiosa do outro, sobre a base do amor e da compaixão vivida entre nós, permitiu poder fazer juntos uma experiência compartilhada de Deus, que iluminou tanto a nós, cristãos, como a nossos irmãos budistas».
«Certamente, e seguindo sua tradição, nossos amigos budistas não falam de Deus, mas de Buda ou do Darma, mas assim nós, como eles podemos falar com plena liberdade das respectivas experiências de fé sentindo-nos acolhidos e compreendidos em profundidade uns com os outros no infinito mistério de Deus», sublinha o especialista.
Por sua parte, o monge budista tailandês Phramaha Boonchuay Doojai, vice-reitor da Universidade Budista Mahachulalongkorn em Chiang Mai (Tailândia), revela que, «no cristianismo, o ponto forte é o amor, o ágape. No budismo, temos a bondade e a compaixão, através das quais melhoramos a sociedade para o benefício de outros».
O venerável Ryoko Nishioka, do Japão, expôs que «é a terceira vez que nos encontramos e este encontro teve um significado especial, pois, como budistas e cristãos, aprofundamos no que significa a compaixão budista e o amor cristão. Creio que na prática deste amor e compreensão podemos encontrar profundidade».
Antes de deixar Roma, os budistas tiveram um momento de oração frente ao túmulo de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, que se destacou desde seu início pela unidade e pela aposta no diálogo entre pessoas de diferentes credos e religiões.


Fonte: ZENIT.org