Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador Viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viagem. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de fevereiro de 2016

PAPA FRANCISCO NO MÉXICO

Papa já está no México: confio esta viagem à Virgem Maria


Papa Francisco no México - ANSA

13/02/2016 10:04
 


O Papa Francisco já está no México para a sua 12ª Viagem Apostólica. Chegou pelas 19.30h locais, 02.30h em Roma.
A receber o Santo Padre estava o Presidente Enrique Peña Nieto, a primeira-dama Angélica Rivera e as autoridades civis e religiosas do país.
O Papa foi acolhido por um pequeno espetáculo de luz, som e danças tradicionais especialmente criado para o momento. Milhares de pessoas saudaram o Santo Padre em duas bancadas criadas para as boas-vindas ao Papa.
Do aeroporto Benito Juarez o Papa Francisco prosseguiu para a Nunciatura Apostólica da Cidade do México que será a residência pontifícia durantes os próximos dias. Ao longo da estrada foram milhares os mexicanos a saudarem o Santo Padre.
Esta 12ª Viagem Apostólica do pontificado de Francisco terá passagens pela Cidade do México, Ecatepec, Tuxtla Gutiérrez e San Cristóbal de Las Casas (Chiapas), Morelia e Ciudad Juárez. Os católicos no México são mais de 100 milhões. O país está dividido em 93 dioceses e arquidioceses.
Num tweet lançado neste dia 12 o Papa escreve que “no México olharei para os olhos da Virgem Maria e suplicarei para continuar a olhar-nos com Misericórdia. A Ela confio a minha viagem.”
O programa para este dia 13 de fevereiro é o seguinte:
Já daqui a pouco, neste início de tarde em Roma e manhã no México, o Santo Padre será recebido pelo Presidente Enrique Peña Nieto no Palácio Nacional. Segue-se o encontro com as autoridades, a sociedade civil mexicana e o Corpo Diplomático.
No final da manhã no México, final da tarde em Roma o encontro com os bispos do país na Catedral da Cidade do México.
Para a tarde, já bem na madrugada romana, está agendada a Santa Missa presidida pelo Papa Francisco na Basílica de Guadalupe.
Entretanto, o enviado especial da RV ao México, Silvonei José, informa-nos do ambiente que espera o Papa Francisco naquele país:
“Um povo que tem como Mãe Nossa Senhora de Guadalupe, cuja casa é chamada carinhosamente pelos seus devotos “pequeno Vaticano”, receberá o sucessor de Pedro com alegria e esperança. Os mexicanos trabalharam muito para receber Bergoglio: todos, nos disse o Arcebispo de Cidade do México, Cardeal Norberto Rivera.
Não são muitos os outdoors espalhados pela cidade a dar as boas-vindas ao Papa. Lemos uns e outros de empresas que ajudam financeiramente a visita, mas o sentimento entre os fiéis mexicanos é de uma alegria que cativa você. Falam do amor que eles tem por Nossa Senhora de Guadalupe e pela alegria do Papa vir visitar a Mãe: “visitando a Mãe, estará visitando todos nós”, afirmam.
O serviço de segurança do Papa em Cidade do México vê envolvido cerca de 20 mil policiais que cuidarão de todo o trajeto que o Papa fará pelas ruas da capital mexicana. Serão 208 quilômetros em carro aberto somente na capital mexicana durante as suas transferências. A área da Nunciatura Apostólica, que será a residência do Papa nestes dias, está completamente blindada. Medidas de segurança também elevadas ao redor da Basílica de Guadalupe e da Catedral da cidade. Os voluntários na cidade serão mais de 30 mil.
A imprensa local – jornais, rádios e televisões – está dando grande atenção à visita de Bergoglio que vem confirmar na fé os habitantes de um dos países mais católicos do mundo. Transmissões televisivas explicam a mobilidade na cidade e as alternativas às ruas que serão fechadas. Outras transmissões falam do grande valor que tem a visita de Francisco, seja para os católicos como para as pessoas de outras religiões, pois o Papa vem para encontrar a todos.
Já a presidência do país disse que a visita do Papa permitirá um diálogo aberto entre o Presidente Enrique Peña e o Santo Padre para fortalecer ainda mais a relação entre os dois Estados.
Apesar da visita do Papa Francisco ser pastoral o governo mexicano reconheceu que a mesma será oficial e Bergoglio será recebido como chefe de Estado.
Outro aspecto que os jornais destacam sobre a visita é que a presença de Bergoglio no país durante seis dias irá gerar um derrame de dinheiro na capital em torno de 870 milhões de pesos e cerca de 2 bilhões e 500 milhões em todo o território nacional. O presidente dos empresários turísticos de Cidade do México destacou que é a demonstração que o turismo religioso possa se tornar uma coluna do desenvolvimento do país. O México tem tudo o que é preciso para se tornar uma potência mundial neste âmbito com mais de 200 santuários localizados em todo o território. O Papa nos seis dias de permanência no país deverá ser visto por mais de 2 milhões de pessoas, tanto nos atos e celebrações públicas como pelas ruas por onde irá passar.
Entretanto, a chegada do Papa foi precedida por um episódio de morte que envolveu dois cartéis de drogas rivais em uma prisão em Monterrey: o saldo é de 49 mortos e 12 feridos.
O incidente foi um dos piores de uma série de rebeliões mortíferas nos últimos anos nas prisões superlotadas do México, que muitas vezes abrigam membros de gangues de narcotraficantes adversárias.
Francisco irá visitar uma prisão no norte do país no último dia de sua visita ao México, dia 17.
Para cobrir a visita do Papa foram acreditados 4.077 jornalistas, entre os quais 3.298 mexicanos. Dos Estados Unidos são 562 e do Brasil somente 5.”

Fonte RV

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PAPA FRANCISCO VISITARÁ A COLOMBIA EM 2017

Papa em viagem rumo a Cuba e México. Em 2017, irá à Colômbia


Papa durante o voo - AFP

12/02/2016 14:18

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco iniciou, nesta sexta-feira (12/02), sua 12ª viagem Apostólica internacional que o leva ao México.


 
O Santo Padre está indo em direção a Cuba, onde se encontrará, em Havana, com o Patriarca de Moscou e de Todas as Rússias, Kirill. Depois o pontífice segue para o México onde permanecerá até o próximo dia 17.
Colômbia
  
No avião, Francisco saudou os jornalistas do voo papal, que são cerca de 76, dentre os quais dez mexicanos, destacando o desejo de encontrar o Patriarca Kirill e o povo mexicano. Conversando com um jornalista colombiano, o Papa disse que, em 2017, irá à Colômbia para a assinatura dos acordos de paz entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, abriu o encontro dando as boas-vindas ao Papa entre os jornalistas.
“Sabemos que o senhor desejou muito esta viagem tanto pelo encontro com o Patriarca quanto pelo encontro com o povo mexicano. Preparamo-nos para grandes emoções e momentos históricos. Estamos com o senhor para fazer o nosso serviço de difundir a Palavra de Deus e suas palavras”, disse o porta-voz vaticano.
A seguir, o Papa tomou a palavra e agradeceu aos jornalistas pelo trabalho que irão fazer.
O pontífice disse que no início da Audiência Geral desta quarta-feira, a jornalista mexicana Valentina Alazraki, decana dos vaticanistas, o esperava para fazer-lhe entrar no túnel do tempo com os filmes de Cantinflas, ator e humorista mexicano. “Assim, entrei no México pela porta de Cantinflas que nos faz rir”, frisou Francisco.
Devoção
A seguir disse: “O meu maior desejo é deter-me diante de Nossa Senhora de Guadalupe, aquele mistério que se estuda, estuda e estuda e não existe explicações humanas. Até mesmo o estudo mais científico afirma: ‘Isso é coisa de Deus’. É isso que faz os mexicanos dizerem: ‘Eu sou ateu, mas sou guadalupano’. Alguns mexicanos, nem todos são ateus”, sublinhou.
O Papa comunicou aos jornalistas que esta é a última viagem do Dr. Alberto Gasbarri como organizador das viagens pontifícias.
“Ele trabalha no Vaticano há 47 anos. Começou a trabalhar aos 3 ou 4 anos! São 37 anos que realiza as viagens. Digo isso para que nesses dias possamos expressar a nossa gratidão a ele pensando numa festa aqui, na volta, ok?”, disse Francisco. O Papa apresentou o novo encarregado das viagens que é o Mons. Mauricio Rueda.
Chapéu mexicano
Depois do Papa tomou a palavra a jornalista mexicana Valentina Alazraki, correspondente em Roma de ‘Televisa’ que doou ao pontífice um 'sombrero', típico chapéu mexicano, para que Francisco se proteja do sol e se sinta mexicano.
“O primeiro eu doei a João Paulo II, 37 anos atrás. Depois ele fez uma coleção, pois foi ao México cinco vezes. O Papa Bento XVI usou o 'sombrero' em Guanajuato e disse que se sentia mexicano. Agora, é a sua vez”, disse ao pontífice.
Segundo a jornalista, o "sombrero" dado a Francisco veio de Cuba, presente de uma família mexicana que não conseguiu entregar o chapéu ao Papa durante sua viagem ao país, em setembro do ano passado.
“Eu prometi entregar ao senhor, caso teria mantido a promessa de ir ao México. O que não imaginava é que o 'sombrero' voltasse a Cuba. Esta foi uma surpresa”, disse ainda Valentina.
O encontro entre o Papa e os jornalistas durou 40 minutos. (MJ)

Fonte: RV

PAPA FRANCISCO NO MÉXICO

Papa Francisco inicia a 12ª Viagem Apostólica de seu pontificado


Antes do México, o Papa encontrará o Patriarca Kirill em Havana - REUTERS

12/02/2016 08:18
 
Cidade do Vaticano (RV) -

Às 8h25min desta sexta-feira, com 40 minutos de atraso, o Papa Francisco deu início à 12ª Viagem Apostólica internacional de seu pontificado. Com destino à Cidade do México, o Papa fará uma breve escala no Aeroporto Internacional de Havana, para um histórico encontro com o Patriarca Ortodoxo Russo Kirill, que realiza uma viagem pela América Latina até 22 de fevereiro.



Sob um rígido esquema de segurança, que incluiu o sobrevoo de um helicóptero da Polícia, o Pontífice chegou ao Aeroporto Fiumicino às 7h39, a bordo do Ford Focus do Vaticano, que deixou-o a poucos metros do Airbus A330-200 da Alitália, batizado de “Giotto”.
Segurando sua pasta preta com a mão esquerda, o Pontífice foi recebido por autoridades civis e militares, num clima de muita cordialidade. Após, muito sorridente, Francisco subiu a escada do avião, apoiando-se com a mão direita no corrimão. Antes de entrar, saudou as duas Comissárias de bordo e os presentes na pista com um aceno de mão.
A Rádio Vaticano transmitirá, com comentários em português, a chegada do Papa ao Aeroporto José Marti, em Havana, às 16h45 (horário de Brasília). A primeira parte do encontro com o Patriarca Kirill é a portas fechadas, na presença do responsável pelo Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores do Patriarcado, Metropolita Hilarion, do Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Card. Kurt Koch, e de dois intérpretes.
A segunda parte do encontro, com transmissão ao vivo a partir das 19h55 (horário de Brasília), é composta pela assinatura da Declaração Conjunta. Haverá a troca dos textos da Declaração, em italiano e em russo, o discurso do Patriarca, o discurso de Francisco e a apresentação das duas delegações.
Depois da despedida, que ocorrerá privadamente, o Papa embarca em direção ao México, para mais três horas de voo, onde chegará às 19h30 locais. Após o acolimento oficial no aeroporto Benito Juárez, o Pontífice segue diretamente para a Nunciatura Apostólica em Cidade do México para o pernoitamento.  (JE/BF)

Fonte RV

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO SE DESPEDE DA AFRICA

Papa encerra viagem à África com grande missa em Bangui

Francisco pediu à República Centro-Africana que trabalhe pela paz.
Papa visitou também nos seis últimos dias Quênia e Uganda.

Da EFE

 
Papa Francisco já dentro de avião que o levará de volta a Roma (Foto: Daniel Dal Zennaro / Reuters)Papa Francisco já dentro de avião que o levará de volta a Roma (Foto: Daniel Dal Zennaro / Reuters)
 
O papa Francisco celebrou nesta segunda-feira (30) uma grande missa no estádio de Bangui, capital da República Centro-Africana, para encerrar sua primeira visita à África, uma cerimônia na qual pediu que os cidadãos do país se perdoem mutuamente e trabalhem juntos pela paz.
O pontífice, que nos seis últimos dias também visitou Quênia e Uganda, voltou a se encontrar com uma grande multidão de fiéis na cerimônia realizada no complexo de Barthélémy Boganda.

Papa Francisco chega a estádio em Bangui em papamóvel cercado por seguranças (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)Papa Francisco chega a estádio em Bangui em papamóvel cercado por seguranças (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)
 
A última missa celebrada pelo papa antes de partir de volta ao Vaticano foi recheada, como nas outras realizadas na viagem africana, de danças e cânticos dos fiéis. O papa reiterou a mensagem central de sua visita à África: "dialogar com quem é diferente".
"É preciso perdoar quem nos prejudicou, nos comprometer a construir uma sociedade mais justa e fraterna, na qual ninguém se sinta abandonado", afirmou o papa Francisco.
"Vocês, queridos centro-africanos, devem olhar, sobretudo, ao futuro e, apoiando-se no caminho já percorrido, decidir com determinação a inaugurar uma nova etapa na história cristã do seu país, rumo a novos horizontes", acrescentou o pontífice.

Papa Francisco durante missa em Bangui (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)Papa Francisco durante missa em Bangui (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)
 
Francisco chegou por volta das 9h15 locais (6h15 em Brasília) a um estádio lotado com 30 mil pessoas, usando um papamóvel aberto e mais rudimentar do que em outras ocasiões, mas protegido por um grande número de guarda-costas e seguranças.
Curiosamente, o último grande ato realizado no local foi um comício do ex-presidente François Bozizé dias antes do golpe de Estado dos rebeldes Séléka, do norte muçulmano, em março de 2013.
A ascensão dos insurgentes provocou uma espiral de violência contra as comunidades e milícias civis cristãs, religião majoritária no país.
O papa foi recebido pela presidente do governo de transição, Catherine Samba-Panza, na tribuna de autoridades. Ao contrário do que ocorreu no Quênia e em Uganda, não houve "selfies". Os centro-africanos, que estão entre os mais pobres do continente, se conformaram em agitar bandeiras e aplaudir Francisco.
A primeira viagem do papa à África teve seis dias de fervor católico e mensagens focadas na paz e no respeito ao meio ambiente.

Fonte: G1

terça-feira, 27 de maio de 2014

No avião, de retorno à Roma, Papa ressalta momentos marcantes da viagem à Terra Santa

No avião, Papa ressalta momentos marcantes da viagem à Terra Santa




Cidade do Vaticano (RV) – No avião que o trouxe de volta ao Vaticano, o Papa Francisco conversou - durante quase uma hora - com os jornalistas que o acompanharam na Terra Santa. Os temas tratados foram muitos: dos momentos mais marcantes da viagem ao celibato dos sacerdotes, passando por escândalos financeiros e a hipótese de uma renúncia a exemplo de Bento XVI. Confira alguns pontos:

Os gestos na Terra Santa e o encontro Peres e Abu Mazen
“Os gestos mais autênticos são os que não se pensam, mas os que acontecem. Algumas coisas, por exemplo, o convite aos dois presidentes à oração, isto estava sendo pensado, mas havia muitos problemas logísticos, muitos, porque é preciso levar em consideração o território onde se realiza, e não é fácil. Isso já se programava, uma reunião, mas no fim saiu o que espero que seja bom. Será um encontro de oração, não para fazer mediação.”

Relação com os ortodoxos
“Com Bartolomeu falamos de unidade, que se faz em caminho, jamais poderemos fazer a unidade num congresso de Teologia. Ele confirmou-me que Atenágoras realmente disse a Paulo VI: ‘vamos colocar todos os teólogos numa ilha e nós prosseguiremos juntos’. Devemos nos ajudar, por exemplo, com as igrejas, inclusive em Roma, onde muitos ortodoxos usam igrejas católicas. Falamos do concílio pan-ortodoxo, para que se faça algo sobre a data da Páscoa. É um pouco ridículo: ‘Quando ressuscita o seu Cristo? O meu na semana que vem. O meu, ao invés, ressuscitou na semana passada’. Com Bartolomeu falamos como irmãos, nos queremos bem, contamos as dificuldades do nosso governo. Falamos bastante da ecologia, de fazermos juntos um trabalho conjunto sobre este problema.”

Abusos contra menores
“Neste momento, há três bispos sob investigação e um deles, já condenado, tem a pena em estudo. Não há privilégios neste tema dos menores. Na Argentina, chamamos os privilegiados de ‘filhos de papai’. Pois bem, sobre este tema não haverá filhos de papai. É um problema muito grave. Um sacerdote que comete um abuso, trai o corpo do Senhor. O padre deve levar o menino ou a menina à santidade. E o menor confia nele. E ao invés de levá-lo à santidade, abusa. É gravíssimo. É como fazer uma missa negra! Ao invés de levá-lo à santidade, o leva a uma problema que terá por toda a vida. Na próxima semana, no dia 6 ou 7 de julho haverá uma missa com algumas pessoas abusadas, na Santa Marta, e depois haverá uma reunião, eu com eles. Sobre isto se deve prosseguir com tolerância zero.”

Celibato dos padres
“Há padres católicos casados, nos ritos orientais. O celibato não é um dogma de fé, é uma regra de vida, que eu aprecio muito e creio que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, há sempre uma porta aberta.”

Eventual renúncia
“Eu farei o que o Senhor me dirá de fazer. Rezar, buscar a vontade de Deus. Bento XVI não tinha mais forças e, honestamente, é um homem de fé, humilde como é, tomou esta decisão. Setenta anos atrás os bispos eméritos não existiam. O que acontecerá com os Papas eméritos? Devemos olhar para Bento XVI como uma instituição, abriu uma porta, a dos Papas eméritos. A porta está aberta, se haverá outros ou não, somente Deus sabe. Eu creio que um Bispo de Roma, ao sentir que lhe faltam forças, deva fazer as mesmas perguntas que o Papa Bento fez.”

Outros temas
Francisco falou ainda da alegada investigação sobre um desvio de 15 milhões de euros dos fundos do Instituto para as Obras de Religião, em que estaria envolvido o antigo Secretário de Estado do Vaticano.

“A questão desses 15 milhões está ainda em estudo, não é claro o que aconteceu”, adiantou.

O Papa disse que quer “honestidade e transparência” na administração financeira do Vaticano e que a nova Secretaria para a Economia, dirigida pelo Cardeal Pell, vai “levar por diante as reformas que foram sugeridas” por várias comissões para evitar “escândalos e problemas”. Nesse sentido, recordou que cerca de 1,6 mil contas foram fechadas no IOR nos últimos tempos.

Francisco confirmou que, além da viagem à Coreia do Sul em agosto, voltará à Ásia em janeiro de 2015, para visitar o Sri Lanka e as regiões afetadas pelo tufão nas Filipinas. O Papa mostrou-se preocupado com a falta de liberdade religiosa neste continente, falando num número de “mártires” cristãos que supera os dos primeiros tempos da Igreja.

O Papa não quis comentar os resultados das eleições europeias, mas lembrou as críticas que deixou na exortação apostólica Evangelii Gaudium a um sistema econômico “desumano”, que “mata”.

Já sobre a beatificação de Pio XII, pontífice durante a II Guerra Mundial, Francisco disse ter sido informado de que ainda não há o milagre reconhecido para que a causa avance.

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 24 de maio de 2014

Primeira etapa: esta tarde, Jordânia. Card. Parolin: a paz, um dos frutos da viagem

Papa na Terra Santa. Primeira etapa: esta tarde, Jordânia. Card. Parolin: a paz, um dos frutos da viagem




Papa Francisco partiu às 8.15 (de Roma) do aeroporto de Fiumicino. Após um voo de 3.45 minutos, deverá chegar à capital jordana às 13 horas locais. A cerimónia de boas-vindas terá lugar no palácio real, logo seguido de um encontro com as autoridades jordanas. Às 16 horas locais (15 em Roma, 14 em Portugal), o Papa celebrará Missa num estádio de Amã.

Ontem de manhã, o Santo Padre deslocou-se à basílica romana de Santa Maria Maior, para um prolongado momento de oração (foto final), confiando à Virgem esta peregrinação, com os seus dois objetivos - o caminho ecuménico (encontro com o Patriarca de Constantinopla e outros líderes cristãos) e a paz no Médio Oriente.

 
Na Audiência Geral desta quarta-feira, 21, Francisco pediu aos fiéis para rezarem por esta missão. Mas, quais os frutos que podem vir desta peregrinação? Responde o Secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin, em entrevista ao Centro Televisivo Vaticano (CTV):

Card. Parolin:
“Eu diria que os frutos serão sobretudo na direcção do encontro: um fruto do encontro entre o Papa e as diversas realidades vividas naquela terra e entre estas diversas realidades, e também entre elas. É um fruto de paz. Sabemos que o Papa vai para uma terra particularmente atribulada... Eu espero verdadeiramente que o fruto possa ser o de ajudar todos os responsáveis e todas as pessoas de boa vontade a tomar decisões corajosas no caminho da paz”.
CTV: Uma terra onde é difícil florescer a paz... Quais são os auspícios da Santa Sé em relação ao diálogo israelita-palestino?

Card. Parolin:
“De um lado, o direito de Israel de existir e gozar de paz e de segurança dentro dos limites internacionalmente reconhecidos; o direito do povo palestino, de ter uma pátria, soberana e independente, o direito de deslocarem-se livremente, o direito de viverem com dignidade. E depois, o reconhecimento do carácter sagrado e universal da cidade de Jerusalém, da sua herança cultural e religiosa, portanto, como lugar de peregrinação dos fiéis das três religiões monoteístas."
CTV: No Angelus de cinco de Janeiro, o Papa Francisco falou desta viagem como uma peregrinação, insistindo no aspecto da oração. Ponto alto, portanto, será o encontro ecuménico no Santo Sepulcro com o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, em recordação ao histórico encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Acredita que este encontro possa, de alguma maneira, marcar também um momento significativo, importante, nas relações entre as Igrejas?

Card. Parolin:
“O ecumenismo foi uma das conquistas do Concílio Vaticano II, naturalmente, ao final de um longo caminho percorrido também pela Igreja Católica neste sentido. O encontro entre Paulo VI e Atenágoras deu um impulso fundamental, foi determinante para este caminho ecuménico, e nos mostra que, às vezes, os gestos servem mais do que as palavras, que são mais eloquentes do que as palavras. Eu espero que o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu reavive um pouco esta chama, este entusiasmo pelo caminho ecuménico que deveria animar um pouco todas as iniciativas que existem neste sentido. Deveria existir este entusiasmo e esta paixão pela unidade que foi a ardente oração de Jesus no Cenáculo, antes de sua Paixão e morte”.
CTV: A viagem será também um momento de verdadeira alegria para os cristãos que vivem na Jordânia, Palestina e Israel, cristãos que frequentemente vivem em condições difíceis....

Card. Parolin: “Será um momento de alegria e de conforto para todos os cristãos que vivem na Terra Santa. E o Papa, acredito, quer sublinhar, no encontro directo com eles, duas coisas: que estes cristãos são pedras vivas e que sem a sua presença, a Terra Santa e os próprios Lugares Santos correm o risco de se transformar em museus," como se fala frequentemente. Pelo contrário, a sua presença assegura que ali existe uma comunidade cristá viva e uma presença viva do Senhor ressuscitado. E ao mesmo tempo, além desta dimensão mais eclesial, também o papel que os cristãos do Médio Oriente e da Terra Santa desempenham nas sociedades em que vivem, nos países em que vivem: um papel fundamental. Querem colocar-se sinceramente à disposição dos seus concidadãos para construir juntos uma pátria livre, justa e democrática".

 

Fonte: RV


domingo, 19 de setembro de 2010

MILHARES DE PESSOAS ACOMPANHAM O PAPA BENTO XVI

Milhares de pessoas acompanham o Papa junto das estradas
Bento XVI visita oratório fundado pelo Beato Newman e prepara encontro com Bispos


Milhares de pessoas acompanham o Papa no percurso até ao Oratório de São Filipe Neri e o seminário católico de Oscott, em Birmingham (Inglaterra) onde Bento XVI almoça este Domingo, 19 de Setembro.

O dia final da visita ao Reino Unido conta, depois da cerimónia de beatificação do Cardeal Newman, já concluída, com um encontro com os Bispos da Inglaterra, Gales e Escócia, pelas 16h45.

Após a Missa, o Papa seguiu para uma visita privada ao Oratório de São Filipe Neri de Edgbaston, em Birmingham, fundado pelo Beato John Henry Newman, ali sepultado.

Bento XVI desceu do papamóvel e dirigiu-se para junto das pessoas que se agrupavam junto deste local, tendo-as cumprimentado durante breves momentos, perante o olhar atento das forças de segurança, antes de entrar no edifício.

Milhares de pessoas saudaram o Papa ao longo das estradas, desde o Cofton Park, em particular à passagem do papamóvel.

Às 18h15 tem lugar a cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional de Birmingham e, meia hora depois, a partida para Roma.

Bento XVI passou pelas cidades de Edimburgo e Glasgow (Escócia), Londres e Birmingham (Inglaterra) entre 16 e 19 de Setembro, na primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido.
Fonte: Ag. Ecclesia

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Diferentes religiões e o mesmo bem comum

Num encontro com representantes de outras religiões, em Londres, o Papa falou da importância da liberdade religiosa e do diálogo inter-religioso

Encontro de Bento XVI com líderes religiososLondres, 17-09-10 (Getty)
Bento XVI acredita que apesar de haver “diferentes tradições religiosas”, todos devem “trabalhar juntos para o bem da comunidade em geral”.

Daí que o diálogo inter-religioso, como acontece nesta ocasião, seja considerado essencial pelo Papa, porque “todos têm, ao nível espiritual, o mesmo objectivo, embora de maneiras diferentes: encontrar respostas sobre o significado último da existência humana”.

Uma “busca do sagrado” que não prejudica outros campos de saber, defende Bento XVI, antes “amplia a sua importância, criando vias através das quais se pode exercer responsavelmente o papel de zelar pela Criação”.

Segundo o Papa, desde o Concílio Vaticano II a Igreja Católica tem vindo a realçar a importância do diálogo e da colaboração com os membros de outras religiões.

Uma relação que, para ser fértil, “deverá ser recíproca por parte de todos os elementos do diálogo e pelos seguidores de outras religiões”, sustenta Bento XVI.

O Papa referiu-se particularmente “a situações especiais, em algumas partes do mundo, onde essa colaboração e diálogo entre as religiões exige um respeito mútuo, exige liberdade de culto, bem como a liberdade de seguir a consciência de cada um, sem sofre o ostracismo ou a perseguição, mesmo após a conversão de uma religião para outra”.

Uma vez que sejam estabelecidas essas atitudes de abertura e de respeito, “as pessoas de todas as religiões vão colaborar efectivamente para a paz e a compreensão mútua, proporcionando assim um testemunho convincente perante o mundo” concluiu Bento XVI.

Perante cerca de 200 representantes institucionais e leigos de outras religiões, no Saint Mary's College, em Twickenham, o Papa expressou ainda o reconhecimento da Igreja Católica pelo “importante testemunho que prestam todos aqueles líderes espirituais, homens e mulheres, num tempo em que as crenças religiosas nem sempre são compreendidas e apreciadas”.

Saudou também “os ministros religiosos e todos quantos são activos na política, nos negócios e na indústria”, fazendo uma menção especial aos líderes judaicos presentes e a toda a comunidade judaica da Grã-Bretanha, por ocasião da celebração do seu novo ano.
O Papa visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, com passagens pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.
Fonte: RV

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

HOMILIA DE BENTO XVI NA SANTA MISSA NA ESCÓCIA


VIAGEM DO PAPA AO REINO UNIDO: HOMILIA DE BENTO XVI NA SANTA MISSA NA ESCÓCIA

Cidade do Vaticano, 16 set (RV)
- O Papa se encontra em visita apostólica no Reino Unido.
Esta tarde, Bento XVI presidiu à santa missa no Bellahouston Park, em Glasgow, Escócia.
O Pontífice Iniciou sua homilia, saudando os presentes com as seguintes palavras do Evangelho “Está perto de vocês o Reino de Deus” (Lc 10,9).
Em seguida, Bento XVI relembrou a visita de João Paulo II ao país, dizendo: “É com emoção que me dirijo a vocês, perto do local onde o meu amado predecessor, João Paulo II, cerca de 30 anos atrás, celebrou com vocês a santa missa, acolhido pela maior multidão jamais reunida na Escócia.
Noto, com grande satisfação – continuou – que a exortação de João Paulo II a vocês, de caminhar de mãos dadas com seus irmãos cristãos, tenha levado a uma maior confiança e amizade entre os membros da Igreja na Escócia, da Igreja Episcopal Escocesa e das outras comunidades cristãs.
”O Santo Padre falou ainda, sobre a evangelização da cultura que, segundo suas palavras, “é muito importante na nossa época, quando a "ditadura do relativismo" ameaça ofuscar a imutável verdade sobre a natureza do homem, seu destino e seu bem último”.
“A sociedade moderna necessita de vozes claras – afirmou o Papa – que exponham o nosso direito a viver não em uma selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas em uma sociedade que trabalha pelo verdadeiro bem-estar dos seus cidadãos, oferecendo a eles guia e proteção diante das suas fraquezas e fragilidades.”
Depois, Bento XVI dirigiu uma palavra especial aos bispos da Escócia:
“Caros coirmãos – disse o Santo Padre – permitam-me encorajar-vos na responsabilidade pastoral para com os católicos da Escócia.
Uma das primeiras tarefas pastorais é para com os vossos sacerdotes e pelas suas santificações. Vivam com plenitude – exortou o Papa – a caridade emanada de Cristo no vosso fraterno ministério para com os vossos sacerdotes, colaborando com todos.
Assim como a Eucaristia faz a Igreja, o sacerdócio é central para a vida da Igreja.”O Santo Padre encerrou sua homilia, dizendo: “Caros amigos, expresso, mais uma vez, minha alegria em celebrar esta missa com vocês.
É com prazer que vos asseguro minhas orações na língua antiga de seu país.
Que a paz e a bênção de Deus estejam com todos vocês, que Deus proteja e bendiga o povo da Escócia.” (ED)

Fonte: RV

PAPA JÁ ESTÁ NO REINO UNIDO

PAPA JÁ ESTÁ NO REINO UNIDO: "O CORAÇÃO FALA AO CORAÇÃO"

Edimburgo, 16 set (RV)

- Bento XVI já se encontra no Reino Unido, onde chegou no final da manhã de hoje a Edimburgo – Escócia – primeira etapa da sua 17ª viagem apostólica internacional. A visita de quatro dias culminará no domingo, dia 19, com a beatificação do Cardeal John Henry Newman, em Birmingham – Inglaterra.

O Papa viaja a convite do Governo da Rainha Elizabeth e das Conferências Episcopais Católicas da Inglaterra-Gales e da Escócia.

Hoje o Papa já visitou a Rainha, no Palácio de Holyroodhouse de Edimburgo e presidirá uma celebração eucarística no Parque Bellahouston de Glasgow transferindo-se depois para Londres.

Bento XVI terá ainda encontros com representantes do mundo político, cultural e empresarial. Previstas uma celebração ecumênica na Abadia de Westminster , uma missa na Catedral de Westminster,uma Vigília de oração no Hyde Park de Londres, e no domingo a beatificação do Cardeal John Henry Newman, em Birmingham.

O avião do Papa decolou do aeroporto romano de Ciampino às 8h15 locais (3h15 de Brasília), e aterrisou em Edimburgo às 10h30 horário britânico (6h30 de Brasília).

O Pontífice está acompanhado do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone; do Substituto da Secretaria de Estado, Dom Fernando Filoni, e de membros desse departamento.A comitiva conta ainda com o Arcebispo Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos.
Além disso, junto com o Papa viajam o mestre de cerimônias pontifícias, Mons. Guido Marini; o médico pessoal de Bento XVI, Patrizio Polisca; o Diretor da Sla de Imprens da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o organizador das viagens papais, Dr. Alberto Gasbarri; membros da segurança do Vaticano e cerca de 50 jornalistas, fotógrafos e outros profissionais de imprensa.Este é a 17ª viagem internacional de Bento XVI, a 11ª a um país europeu.

Trata-se da segunda vez que um papa viaja ao Reino Unido. João Paulo II visitou o país em 1982. O Reino Unido tem 4,2 milhões de católicos, numa população de 61 milhões de habitantes.O tema da viagem é “o coração fala ao coração”.A cerimônia de boas-vindas nesta manhã não se realizou no Aeroporto internacional de Edimburgo, mas sim no Palácio Real de Holyroodhouse, onde Bento XVI foi recebido pela Rainha Elizabeth e pelo príncipe consorte.

Depois das honras militares e da apresentação de autoridades e dignatários realizou-se um encontro privado entre o Papa e a Rainha na Morning Room, enquanto paralelamente em outra sala do Palácio, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone se encontrou com o Vice-primeiro-ministro.

Na conclusão do encontro o Papa foi acompanhado aos jardins atrás do Palácio Real, onde se encontravam cerca de 400 hóspedes ilustres, entre os quais representantes políticos, da sociedade civil, das Igrejas anglicana e católica da Inglaterra, além de alguns representantes do Parlamento escocês.Após o discurso da Rainha Elizabeth, que deu as boas-vindas ao Santo Padre, Bento XVII fez o seu primeiro discurso em terras inglesas.

Pontífice iniciou suas palavras agradecendo a Rainha pelo amável convite para visitar oficialmente o Reino Unido e pelas amáveis palavras de boas-vindas em nome do povo britânico. “Ao agradecer a Vossa Majestade, eu tenho a possibilidade de estender os meus cumprimentos a todas as pessoas do Reino Unido e estender com amizade a mão a cada um, disse o Papa.

Depois de saudar os membros da Família Real e expressar gratidão ao atual e aos precedentes governos, o Papa agradeceu todos aqueles que trabalharam para tornar possível essa ocasião.Bento XVI disse ainda que ao começar sua visita ao Reino Unido pela capital histórica da Escócia, saudava, em particular o Primeiro-ministro Salmond e os representantes do Parlamento escocês.

Em seguida o Pontífice fez referência ao nome de Holyrood, residência oficial da Rainha, na Escócia, que recorda a “Santa Cruz” e evoca as profundas raízes cristãs que ainda estão presentes em todas as áreas da vida britânica.

Os monarcas da Inglaterra e Escócia foram cristãos desde os primeiros tempos e existem extraordinários santos, como Eduardo, o Confessor e Margarida da Escócia, disse o Papa, acrescentando que muitos deles exerceram conscientemente suas funções de governo, à luz do Evangelho, modelando assim a nação no bem no nível mais profundo.

Assim, - disse Bento XVI - resultou que a mensagem cristã tornou-se parte integral da língua, do pensamento e da cultura dos povos dessas ilhas por mais de mil anos. O respeito dos seus antepassados pela verdade e a justiça, pela misericórdia e a caridade - continuou o Pontífice - chegam até vocês de uma fé que continua a ser uma força poderosa para o bem de seu reino, com benefícios para cristãos e não cristãos.

O Santo Padre destacou em seguida os muitos exemplos dessa força para o bem na longa história da Grã-Bretanha. Mesmo em tempos relativamente recentes, através de figuras como William Wilberforce, David Livingstone, a Grã-Bretanha interveio diretamente para acabar com o tráfico internacional de escravos. Inspiradas pela fé, mulheres como Florence Nightingale serviram os pobres e os enfermos e os métodos estabelecidos naquela época na área da saúde foram depois copiados pelo mundo todo.

John Henry Newman, cuja beatificação celebrarei em breve – destacou ainda Bento XVI -, foi um dos muitos cristãos britânicos de sua época, cuja bondade, eloqüência e ação foram uma honra para os seus concidadãos. Todos eles, e outros mais, foram inspirados por uma fé profunda, nascida e crescida nessas ilhas. O Papa dirigiu então seu pensamento para a nossa época.“

Também na nossa época podemos recordar como a Grã-Bretanha e seus líderes se levantaram contra a tirania nazista, que queria eliminar Deus da sociedade e negava a muitos a nossa comum humanidade, especialmente os judeus, que não eram considerados dignos de viver.

Desejo também recordar o comportamento do regime em relação aos pastores cristãos e religiosos que proclamaram a verdade no amor; resistiram aos nazistas e pagaram com a vida essa oposição.

Enquanto refletimos sobre as advertências do extremismo ateu do século XX , não podemos esquecer como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública, conduz, em última análise, a uma visão parcial do homem e da sociedade e, portanto, uma “visão restrita da pessoa e dos seu destino”(Caritas in Veritate, 29).Sessenta e cinco anos atrás – recordou o Papa - a Grã-Bretanha teve um papel fundamental na formação do consenso internacional do pós-guerra, que favoreceu a fundação das Nações Unidas e marcou o início de um período de paz e prosperidade na Europa, até aquele momento desconhecido.

Nos últimos anos, - continuou Bento XVI - a comunidade internacional acompanhou os eventos na Irlanda do Norte, que levaram à assinatura do Acordo da Sexta-Feira Santa e ao retorno de competências à Assembleia da Irlanda do Norte.
Encorajo todos os envolvidos – disse Bento XVI - a continuar a caminhar corajosamente juntos no caminho traçado para uma paz justa e duradoura.O Papa finalizou falando sobre o Reino Unido atual:“Hoje o Reino Unido se esforça para ser uma sociedade moderna, multicultural. Nesta tarefa estimulante, possa manter sempre o respeito pelos valores tradicionais e por aquelas expressões culturais que formas mais agressivas de secularismo e não apreciam ou mesmo não toleram.

Não deixe apagar o fundamento cristão que está na base das suas liberdades; e possa aquele patrimônio, - continuou o Papa falando á Rainha - que sempre serviu bem a nação, plasmar constantemente o exemplo do Vosso Governo e do Vosso povo face aos dois bilhões de membros do Commonwealth, como também da grande família de nações de língua inglesa em todo o mundo. Que Deus abençoe Vossa Majestade e todos os habitantes do Vosso reino. Obrigado.

”O Papa almoça na residência do Arcebispo de Saint Andrews em Edimburgo e no final da tarde celebra a Santa Missa no Bellahouston Park de Glasgow. Após a Santa Missa o Papa deixa a Escócia e se dirige para Londres onde amanhã de manhã encontrará o mundo católico da educação no St Mary’s University College de Twickenham e em seguida os líderes de outras religiões. (SP)

Fonte: RV

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PAPA PEDE ORAÇÕES PELA SUA VIAGEM AO REINO UNIDO


Papa pede orações pela sua viagem ao Reino Unido

Bento XVI lembra exemplo do cardeal Henry Newman (1801-1890), que vai beatificar em Birmingham

Bento XVI pediu orações pelo sucesso da sua viagem no Reino Unido, que decorre de 16 a 19 de Setembro, com passagem por quatro cidades da Escócia e Inglaterra.
“Caros irmãos, na próxima Quinta-feira desloco-me ao Reino Unido onde proclamarei beato o cardeal John Henry Newman. Peço a todos que, nesta viagem apostólica, me acompanhem com a oração”, disse o Papa antes da oração do Angelus, no palácio apostólico de Castel Gandolfo, arredores de Roma.
A beatificação de John Henry Newman (1801-1890), presidida por Bento XVI, tem lugar no dia 19 de Setembro, em Birmingham.
Referindo-se a este acontecimento, o Papa lembrou a importância do Cardeal Newman – convertido do Angelicanismo - no diálogo ecuménico num país de maioria anglicana.
“A sua personalidade e o seu ensinamento podem ser, para a nossa época e para o ecumenismo uma fonte de inspiração” indicou.
Bento XVI aludiu ainda à beatificação do frade capuchinho Leopoldo de Alpandeire, que teve lugar em Granada, Espanha.
“A vida deste simples e austero religioso capuchinho é um canto à humildade e à confiança em Deus, um modelo luminoso da devoção à Virgem Santíssima”, afirmou.
O Papa concluiu a sua intervenção com uma palavra pelo início do “novo ano académico”, implorando “do Espírito Santo os seus preciosos dons, especialmente a verdadeira sabedoria”.

Fonte: Ecclesia

domingo, 17 de maio de 2009

BENTO XVI FAZ APELO PELA PAZ NO SRI LANKA

ANGELUS: PAPA RECORDA VIAGEM À TERRA SANTA E FAZ APELO PELA PAZ NO SRI LANKA
Roma, 17 mai (RV)
- Papa Bento XVI rezou ao meio-dia deste domingo da janela de seus aposentos a oração do Regina Coeli com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. O Santo Padre iniciou as suas palavras recordando que na última sexta-feira concluiu a sua viagem à Terra Santa e que sobre essa peregrinação falará com mais amplidão quarta-feira próxima, durante a audiência geral.O pontífice passou então a agradecer ao Senhor que lhe deu a possibilidade de concluir essa viagem apostólica tão importante. Agradeceu ainda todos aqueles que deram a sua contribuição para a realização da mesma e citou o Patriarca latino e os Pastores da Igreja na Jordânia, em Israel e nos Territórios Palestinos, os Franciscanos da Custódia da Terra Santa, as Autoridades civis da Jordânia, de Israel e dos Territórios Palestinos, e as forças de ordem. Um agradecimento especial o papa fez aos sacerdotes, religiosos e fiéis que o acolheram com tanto afeto e a todos aqueles que o acompanharam e a apoiaram com as suas orações.Esta peregrinação aos Lugares Santos – disse Bento XVI – foi também uma visita pastoral aos fiéis que ali vivem, um serviço à unidade dos cristãos, ao diálogo com judeus e muçulmanos, e à construção da paz. Tudo isso em nome de Deus, daquele Deus que chamou Abraão para fazer dele um grande povo.“Terra Santa, símbolo do amor de Deus pelo seu povo e por toda a humanidade, - disse o papa - é também símbolo da liberdade e da paz que Deus quer para todos os seus filhos. De fato, porém, a história de ontem e de hoje mostra que precisamente aquela Terra tornou-se símbolo do contrário, isto é de divisões e de conflitos intermináveis entre irmãos.”E o pontífice se pergunta, como é possível isso? É justo – disse ele – que tal interrogação interpele o nosso coração, apesar de sabermos que um misterioso designo de Deus diz respeito àquela Terra, para onde – como escreve São João – Ele “enviou o seu Filho como vítima de expiação de nossos pecados”.“A Terra Santa foi chamada um “quinto Evangelho”, porque ali podemos ver, ou melhor, tocar a realidade da história que Deus fez com os homens começando pelos lugares da vida de Abraão até os lugares da vida de Jesus, da encarnação, até o túmulo vazio sinal da Sua ressurreição.” A Terra Santa – destacou ainda o papa – pela sua mesma história pode ser considerada um microcosmo que ressume em si mesma o fadigoso caminho de Deus com a humanidade. Um caminho que compreende com o pecado também a cruz. A História da Salvação começa com a escolha de um homem, Abraão – continuou Bento XVI – de um povo, Israel, mas a intenção de Deus é a universalidade, a salvação de todos os povos. “Deus não faz preferência de pessoas, mas acolhe quem o teme e pratica a justiça – disse o papa, citando palavras de São Pedro.” Antes de rezar a oração do Regina Coeli o Papa dirigiu o seu pensamento ao Sri Lanka, para assegurar o seu afeto e proximidade espiritual aos civis que se encontram na área de combate, no norte do país.“Trata-se de milhares de crianças, mulheres, anciãos, a quem a guerra tirou anos de vida e de esperança. Desejo, mais uma vez dirigir um premente convite aos beligerantes, a fim de que facilitem a evacuação e por isso uno a minha voz à voz do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que alguns dias atrás pediu garantias à incolumidade dos civis.”O Papa pediu ainda às instituições humanitárias, inclusive às católicas, que façam todo o possível para ir ao encontro das urgentes necessidades alimentares e médicas dos deslocados. Bento XVI confiou o país à materna proteção de Nossa Senhora de Madhu, amada e venerada por todos os habitantes, e elevou o seu pedido ao Senhor a fim de que chegue logo o dia da reconciliação e da paz.Em seguida o Papa rezou a oração mariana do Regina Coeli e concedeu a todos a sua Benção Apostólica.Antes de concluiu o encontro com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre saudou os diversos grupos de peregrinos em suas respectivas línguas. Eis o que o papa disse em português. “Para além dos peregrinos de língua portuguesa aqui presentes, quero saudar os cristãos de Portugal que neste dia se reúnem com todo o Episcopado para celebrar – sob a presidência do meu Enviado Especial, o Cardeal Dom José Saraiva Martins – o cinquentenário da inauguração do Santuário de Cristo Rei em Almada, na diocese de Setúbal. Lá erguido bem alto, bem visível, o Redentor divino com o coração e os braços abertos é oferta de paz à humanidade. Bem o sabe o povo português que, há cinquenta anos, se uniu para levantar aquele memorial de paz, por graça recebida em atenção à sua consagração ao Imaculado Coração de Maria. Com uma súplica ardente a Cristo Rei por um Portugal melhor, fiel na fé católica, fértil na santidade, próspero na economia, justo na partilha da riqueza, fraterno no desenvolvimento, alegre no serviço público, a todos abençoo e exorto a perseverar na referida consagração à Virgem Mãe, que arrasta os corações, como ninguém mais sabe fazer, e lança-os nos braços da misericórdia do Senhor.”Enfim saudando os peregrinos de língua italiana o Papa mencionou os numerosos sócios da Federação Italiana Doadores de Sangue, que realizaram o seu congresso por ocasião dos 50 anos de fundação da associação. (SP)

Fonte: RV

quinta-feira, 14 de maio de 2009

SHIMON PERES, PRESIDENTE DE ISRAEL FALA A RESPEITO DA VIAGEM DO PAPA BENTO XVI

PRESIDENTE DE ISRAEL FAZ BALANÇO DA VIAGEM DO PAPA
Roma, 14 mai (RV)

- “Bento XVI tocou os temas mais profundos do nosso tempo. O novo anti-semitismo, uma doença que as pessoas devem saber tratar. O Papa tomou distância, com voz clara”.

O presidente israelense Shimon Peres faz um balanço positivo da visita do Pontífice ao Oriente Médio.Em uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Peres sublinha as palavras claras de Bento XVI e diz: “Hoje o problema não é distinguir entre Estado e Igreja ou entre judeus, cristãos e muçulmanos. É necessária uma nítida separação entre violência e fé”. Sobre essa questão “não há espaço para a confusão e creio que para isso o Papa esteja fazendo todo o possível”.Falando sobre o conflito com os palestinos, e sobre se o premier israelense Netanyahu é contrário à solução de dois povos e dois Estados, o presidente Peres disse que “Netanyahu não disse nada. Nem que é contra. Somente pediu tempo. O governo sempre apoiou a idéia de um Estado palestino, como o Papa e os Estados Unidos. Agora podemos discutir, e não se pode dizer que existe contraste”.Em cima das preocupações do presidente Peres está Teerã: “O Irã – destaca – não é um problema de Israel, é um problema mundial. Ouvi Putim e Obama dizerem isso. Mas a comunidade internacional encontra-se dividida. Se alguém diz sim e outros não, Ahmadinejad sai ganhando. Não sabem o quanto ele é perigoso, ele é o único líder do mundo que deseja destruir outro membro da ONU”. (SP)

Fonte: RV

sexta-feira, 8 de maio de 2009

BENTO XVI JÁ CHEGOU A TERRA SANTA

BENTO XVI INICIA VIAGEM À TERRA SANTA


Amã, 8 mai (RV)

- O Papa Bento XVI chegou momentos atrás ao aeroporto Queen Alia de Amã. Foi acolhido pelo Rei Abdallah II, acompanhado pela Rainha Rania, e pelos Patriarcas e bispos da Jordânia e da Terra Santa. Imediatamente após a cerimônia de boas-vindas, o primeiro ato do Papa será a visita ao Centro de reabilitação para deficientes físicos 'Regina Pacis'.

No final da tarde Bento XVI faz uma visita de cortesia ao Rei e a Rainha da Jordânia no Palácio Real al-Husseinye de Amã.Nossos correspondentes em Amã nos indicam que há uma grande atenção por parte da opinião pública jordaniana à chegada de Bento XVI, a terceira visita de um Papa ao país. A última visita foi de João Paulo II 9 anos atrás.

O fato que a Jordânia seja de maioria muçulmana aumenta ainda mais a estima e a simpatia por essa expectativa da visita de Bento XVI, também pelo tempo em que o Papa permanecerá em terras jordanianas. Paulo VI visitou a Jordânia por poucas horas, João Paulo II por um dia, Bento XVI permanecerá quase quatro dias.

Por sua vez a comunidade árabe católica, que representa 3% da população, presente no país desde os primeiros séculos do cristianismo, é constituída principalmente pela Igreja latina e pela greco-melquita, mas estão presentes também as igrejas de outros ritos orientais sejam católicos que ortodoxos.O clima de atenção e a pacífica convivência que sempre marcaram as relações entre muçulmanos e cristãos neste país é evidente também no espaço que os principais jornais da Jordânia dedicam à visita de Bento XVI. Todos publicaram já no dia de ontem diversos artigos, com imagens muito bonitas e sorridentes do Papa, e encartes que ilustram os diversos lugares que o Santo Padre irá visitar.

Entre todos, grande ênfase é dedicada à visita ao lugar do Batismo de Jesus, onde o Papa será acompanhado em um veículo elétrico entre os últimos achados arqueológicos ocorridos na margem do Rio Jordão. Realce também é dado à visita do Papa à cidade de Madaba, onde Bento XVI será acolhido pela comunidade cristã local e por toda a população para um momento público por ocasião da benção da primeira pedra da nova Universidade, patrocinada pelo Patriarcado Latino. A fim de permitir a todos os cristãos que participem nos vários eventos presididos pelo Santo Padre, previstos também no domingo, que na Jordânia é um dia normal de trabalho, o governo do país concedeu um dia a mais de festa para os funcionários públicos cristãos e para as escolas. (SP)
Fonte: RV

domingo, 3 de maio de 2009

REZEM PELA MINHA VIAGEM À TERRA SANTA!



BENTO XVI À "PAPAL FOUNDATION": "REZEM PELA MINHA VIAGEM À TERRA SANTA!"

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência, ontem pela manhã, na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 150 membros da Papal Foundation, uma fundação que destina a solidariedade dos fiéis estadunidenses, há 20 anos, aos projetos de caridade do pontífice.Durante a tradicional audiência concedida aos membros da fundação, o papa fez um novo pedido em favor da paz na Terra Santa, e renovou seu apelo em prol da solidariedade para com aqueles que se encontram menos preparados para afrontar as consequências da crise econômica mundial.A todos vocês "graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo". O Santo Padre usou palavras de São Paulo aos Romanos, para acolher os cerca de 150 representantes da Papal Foundation.Em seu discurso, o Santo Padre dirigiu seu olhar, imediatamente, para um lugar do Planeta que, dentro de poucos dias, o verá como pastor e peregrino e que, embora há dois mil anos conserve a memória do Evangelho, há sessenta anos não conhece o que significa a paz.De fato, "dentro de poucos dias – disse o papa – terei o privilégio de visitar a Terra Santa. Vou como um peregrino de paz" à "terra do nascimento, da morte e da ressurreição de nosso Senhor, um lugar sagrado para o mundo das três religiões monoteístas" e, no entanto, atingido "pela violência e pela injustiça"."Isso levou a um clima geral de desconfiança, incerteza e temor – muitas vezes colocando vizinho contra vizinho, irmão contra irmão. Ao mesmo tempo em que me preparo para esta importante viagem, peço-lhes, de modo especial, que se unam a mim na oração, por todos os povos da Terra Santa e da região. Que eles possam receber os dons da reconciliação, da esperança e da paz."Das esperanças para a Terra Santa e de suas feridas ainda abertas, o pontífice passou a examinar outra questão que foi alvo, reiteradas vezes, nos últimos meses, de suas preocupadas considerações: no mundo que enfrenta as "tragédias da guerra, da divisão, da pobreza e do desespero", hoje se acrescenta um ulterior elemento de dificuldade: a crise econômica – observou."Em momentos como estes, tem-se a tentação a deixar de lado os sem voz, e pensar somente em nossas dificuldades (...). Ao invés de pensar somente em nós mesmos, devemos continuar sendo farol de esperança, de força e de ajuda para os outros, sobretudo, para aqueles que não têm ninguém que possa olhá-los ou assisti-los."Bento XVI concluiu, ressaltando o benemérito trabalho prestado pela Papal Foundation que, em 1988, foi criada pelo então cardeal-arcebispo de Filadélfia, John Krol, para difundir no mundo a fé e a caridade do papa, oferecendo ajudas às dioceses em dificuldades econômicas, aos hospitais, financiando a formação de sacerdotes e as estruturas de assistência às crianças e aos idosos, ou às populações atingidas pelas guerras ou penúrias.De fato, trata-se de um variado campo de ação, no qual a fundação investiu, no último ano, cerca de 660 mil dólares, segundo comunicou ao pontífice o atual arcebispo de Filadélfia, Cardeal Anthony Bevilacqua."Vocês são exemplo de bons cristãos, homens e mulheres que continuam afrontando com coragem e confiança os desafios que têm diante de si." Sou "muito grato a vocês pelo sacrifício e pela dedicação" – concluiu Bento XVI. (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 10 de março de 2009

A PRÓXIMA VIAGEM DO PAPA À ÁFRICA

BRIEFING SOBRE A PRÓXIMA VIAGEM DO PAPA À ÁFRICA

Cidade do Vaticano,
– O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, convidou os jornalistas credenciados para um briefing sobre o programa da viagem de Bento XVI a Camarões e Angola. Na primeira visita ao continente africano, o Papa passará apenas pelas capitais dos dois países. A visita inicia-se em Yaundé, Camarões, no dia 17, após um vôo de 6 horas de Roma. O primeiro compromisso oficial realiza-se na manhã seguinte, com um encontro no Palácio da Unidade, com o presidente camaronês. O Papa vai se encontrar, em Camarões, com representantes da Igreja local, de outras confissões cristãs e da comunidade muçulmana. Durante a visita ao país, o Santo Padre entregará o documento preparatório para a II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, que se realizará no Vaticano em outubro próximo.Dia 20, Bento XVI irá a Angola. No primeiro dia, vai se encontrar com o presidente José Eduardo dos Santos, com as autoridades civis e políticas, com o corpo diplomático e com os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé. No sábado, dia 21, o programa prevê a celebração de uma Missa na Igreja de São Paulo e um encontro com os jovens, no Estádio dos Coqueiros. Domingo, 22, o papa vai presidir a uma celebração Eucarística na esplanada de Cimangola, Luanda, e, à tarde, manterá um encontro com os movimentos católicos responsáveis pela promoção da mulher. A viagem a Angola, que se realizará no marco dos 500 anos de evangelização deste país lusófono, concluir-se-á segunda-feira, 23, com a cerimônia de despedida no aeroporto de Luanda. Esta será a segunda vez que Angola recebe a visita de um papa, depois daquela feita por João Paulo II em junho de 1992. No entanto, já se encontra em Luanda, desde a última quinta-feira, o papamóvel que vai transportar o pontífice durante a sua visita ao país. Em declarações à imprensa no aeroporto internacional de Luanda, o representante do papa em Angola, o núncio apostólico Dom Angelo Becciu, reafirmou a importância da visita de Bento XVI para a vida da Igreja, dos fiéis e de todos os angolanos: “Esperamos que as pessoas recebam o Santo Padre de braços abertos e que ele traga muita prosperidade para o povo angolano”. O núncio afirmou que os preparativos da visita estão dentro do prazo previsto e aproveitou a ocasião para agradecer o apoio que tem sido prestado pelos fiéis, pelo governo angolano e pela população em geral. (MT)

Fonte: RV

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CARDEAL JEAN-LOUIS TAURAN APRESENTA BALANÇO DA VIAGEM DE BENTO XVI

CARDEAL TAURAN FAZ BALANÇO DA VIAGEM DO PAPA À FRANÇA


Cidade do Vaticano, 16 set (RV) - Bento XVI encontra-se, desde a tarde desta segunda-feira, na residência de verão de Castel Gandolfo, na conclusão de sua X Viagem Apostólica à França, para celebrar os 150 anos das aparições de Nossa Senhora em Lourdes.
Mas que balanço poderíamos fazer dessa viagem intensa?
Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, o cardeal francês Jean-Louis Tauran:
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "O balanço é extremamente positivo. Impressionou-me a relação de confiança estabelecida entre esta papa e a juventude: o Santo Padre suscitou grande entusiasmo, quando lhes confiou seus dois tesouros _ a Cruz e o Espírito Santo. Foi muito corajoso de sua parte e foi comovente ver a resposta. O papa viu a Igreja na França como ela é; por outro lado, a França viu quem é este papa. Algo de novo apareceu diante do olhar de todos: uma comunidade católica na França muito viva, que não tem medo de mostrar-se como é, que é serena diante das dificuldades. Além disso, impressionou-me muito também, a alta qualidade das liturgias, especialmente a de Paris, que foi praticamente perfeita, e isso mostra que se está fazendo o melhor em matéria de liturgia depois do Concílio.
"P. Foi dito que seria uma viagem difícil: a França é um país secularizado, os bispos têm grandes preocupações em nível pastoral; Bento XVI não era bem conhecido pelos franceses, que tinham também preconceitos contra ele… Agora, fazendo a soma, grande parte da imprensa francesa fala de sucesso. O senhor concorda com essa impressão?
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "Sim. Sim. Acho que sim. Aliás, foi o que lhe disse quando o saudei. Disse-lhe: "Santo Padre, conquistou a França." No discurso ao mundo da cultura, no Colégio dos Bernardinos, ele reiterou claramente, a fecundidade do encontro entre fé e razão: isso é importante para a França, que tem uma herança anticlerical.
"P. Um dos discursos mais fortes dessa viagem foi, sem dúvida, o que o papa dirigiu aos bispos, domingo passado, em Lourdes. Bento XVI não evitou temas espinhosos, inclusive o do motu proprio Summorum Pontificum e o da situação dos divorciados que voltam a se casar. O papa fez uma série de recomendações aos bispos: o que o senhor pensa do tom desse discurso?
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "É uma mensagem fraterna. Mais de uma vez, o papa comprouve-se com os bispos, por seu compromisso apostólico, disse-lhes que conhece suas fadigas, que a situação não é fácil, mas que os apóia. Fez um apelo forte em favor da pastoral das vocações, e os bispos ficaram muito tocados pela mensagem.
"P. Bento XVI e Nicolas Sarkozy: havia muita expectativa por suas considerações sobre a laicidade…
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "O senhor sabe que esse foi um assunto que tratei durante anos, quando estava na Secretaria de Estado, encarregado das Relações com os Estados; dediquei a esse tema grande atenção. Gostaria de ressaltar uma coisa: o papa não falou de separação, nem de distinção e, na realidade, é justo, porque não se pode separar a Igreja da sociedade. Disse também, que há ainda muito terreno aberto para o diálogo e fez votos de que haja uma nova reflexão sobre o verdadeiro sentido da laicidade. Penso, sem dúvida, que o papa abordou muito bem o problema!
"P. O senhor espera uma evolução nesse campo?
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "Isso depende do processo do diálogo entre o Governo e a Igreja, com esta comissão presidida pelo núncio apostólico. Penso que, realmente, o clima está mudando, mas o que é necessário agora, é alcançar resultados concretos, porque a teoria é importante, mas afinal é necessário "aterrissar", como se costuma dizer." (PL)
Fonte: RV

terça-feira, 16 de setembro de 2008

LOURDES: DISCURSO DE DESPEDIDA: RETROSPECTIVA DA VIAGEM


DISCURSO DE DESPEDIDA: RETROSPECTIVA DA VIAGEM DO PAPA À FRANÇA

Lourdes, 16 set (RV)
– Enquanto o Papa descansa, em Castel Gandolfo, depois da maratona de quatro dias à França, recordamos a cerimônia de despedida, que se realizou, ontem, no aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pirineus, na presença do primeiro-ministro, François Fillon.

Ali Bento XVI fez uma retrospectiva destes quatro dias de visita à França:No momento de deixar a terra francesa, fico muito agradecido por terem vindo despedir-se de mim. Assim, vocês me dão a oportunidade de afirmar, mais uma vez, que esta viagem a este país alegrou meu coração.
Por seu intermédio, senhor Primeiro-Ministro, envio minhas saudações ao Presidente da República e aos membros do governo, assim como às autoridades civis e militares que não pouparam esforços para contribuir para o bom andamento destes dias de graça.
Depois, o Santo Padre expressou sincera gratidão aos irmãos no episcopado, ao cardeal Vingt-Trois e a Dom Jacques Perrier, bispo de Lourdes, assim como à Conferência Episcopal da França. O Papa recordou ainda, com reconhecimento, as autoridades de Paris e Lourdes, como também as Forças da Ordem, os voluntários e todos os trabalharam, com dedicação e esmero, pelo êxito de seus quatro dias de visita à França. E acrescentou:Minha viagem foi como um díptico: a primeira parte foi Paris, cidade que conheço muito bem e lugar de muitas reuniões importantes. Tive a oportunidade de celebrar a Eucaristia no marco prestigioso da Esplanada dos Inválidos e de encontrar um povo vivo, orgulhoso e ciente da sua fé. Vim encorajá-los a perseverar em sua fé, vivendo os ensinamentos de Cristo e de sua Igreja.

A seguir, Bento XVI lembrou as Vésperas com os sacerdotes, religiosos, religiosas, diáconos e seminaristas, alentando-os em sua vocação de servir a Deus e ao próximo. Recordou também momento, embora breve, mas intenso, com os jovens na Praça de Notre-Dame, cujo entusiasmo e carinho o reconfortaram. Enfim, o Papa dirigiu seu pensamento aos significativos encontros com o mundo da cultura, no Instituto de França e no Colégio dos Bernardinos, ocasião em que pôde reafirmar que “a cultura e seus intérpretes são os vetores privilegiados do diálogo entre a fé e a razão, entre Deus e o homem”.Depois, o Santo Padre passou à segunda parte do que chamou de díptico: Lourdes, a cidadezinha nos Pirineus, principal etapa da sua viagem pastoral à França:Lourdes, lugar emblemático, que atrai e encanta os fiéis, é como uma luz na escuridão da nossa busca de Deus. Ali, Maria abriu uma porta para o além, que nos questiona e nos seduz: Maria, Porta caeli (Porta do Céu). Freqüentei a sua escola, durante estes dias.

Visitei Lourdes para celebrar os 150 anos das aparições marianas. O Papa continuou explicando que “na gruta de Massabielle”, onde Maria apareceu a Bernadete, rezou por todos: pela Igreja, pela França e pelo mundo. As duas Eucaristias celebradas em Lourdes lhe permitiram unir-se aos peregrinos.
De fato, como peregrino entre os peregrinos, o Pontífice acompanhou as quatro etapas do Caminho do Jubileu das Aparições, visitando a igreja paroquial, onde Bernadete foi batizada; a casa, onde viveu a sua família; a Gruta de Massabielle, onde a Virgem apareceu à pequena vidente; e, finalmente, a Capela onde a menina recebeu a Primeira Comunhão.

Depois, Bento XVI referiu-se à Santa Missa que celebrou, em Lourdes, para os enfermos, que coroou a sua visita à cidade e à França. Durante a celebração, rezou pelos doentes em busca de restabelecimento físico e esperança espiritual. Deus não os esquece, tampouco a Igreja. Por fim, o Papa recordou a procissão de velas e a procissão Eucarística, no gramado do Santuário de Lourdes; o encontro com os bispos da França, que se reúnem, periodicamente, aos pés de Nossa Senhora de Lourdes para rezar, celebrar a Eucaristia, refletir e dialogar sobre sua missão de pastores.
Ao término do seu discurso de despedida de Lourdes e da França, ontem de manhã, no aeroporto local, o Pontífice manifestou seu desejo:Que em solo francês possa reinar a harmonia e o progresso humano; que a Igreja seja fermento na massa para indicar, com sabedoria e sem temor, de acordo com a sua missão, quem é Deus. Chegou o momento de deixá-los. Será que vou voltar a este maravilhoso país? Confio este meu desejo a Deus. Em Roma, estarei próximo de vocês, quando me detiver diante da réplica secular da Gruta de Lourdes, que se encontra no Jardim do Vaticano.
Que Deus os abençoe e obrigado. (MT)
Fonte: RV