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terça-feira, 26 de março de 2013

França celebra os 850 anos da catedral de Notre Dame

Missa pelos 850 anos de Notre Dame, no último dia 12 (AP)

Ao longo deste ano de  2013 vai celebrar aniversário da famosa catedral parisiense.
 
Um festival com um ano de duração vai celebrar, em 2013, o aniversário de 850 anos da catedral medieval francesa Notre Dame de Paris.
Situada na pequena Île de la Cité, em Paris, a catedral se ergue, altiva, rodeada pelas águas do rio Sena. Não é a igreja mais antiga, nem a maior ou a mais alta do mundo - mas muitos diriam ser a mais famosa.

Testemunha dos mais importantes eventos na história da França, desde sua fundação a catedral testemunhou o nascimento de 80 reis, dois imperadores e cinco repúblicas. Ela também assistiu, impassível, à participação da França em duas guerras mundiais.
Suas famosas gárgulas, que a protegem contra espíritos malévolos, viveram glórias e tragédias ao longo dos séculos. Por exemplo, Notre Dame foi saqueada e quase demolida durante a Revolução Francesa.
Mas o monumento, erguido em homenagem a Nossa Senhora - daí o nome, Nossa Senhora de Paris -, a tudo sobreviveu. E no ano que se aproxima será a estrela de uma série de eventos que celebram seu 850º aniversário.

Guerras santas

A catedral começou a ser construída em 1163 e só foi concluída 180 anos depois.
Mesmo antes de terminada, a obra em construção já atraía cavaleiros medievais que, durante as Cruzadas, iam a Notre Dame rezar e pedir proteção antes de partir para o Oriente.
Em 1431, com as obras já concluídas, foi entre suas paredes que um menino de dez anos, de saúde delicada - Henrique 6º, da Inglaterra -, foi coroado rei da França.
E em 1804, ao som dos tubos do grande órgão da catedral, Napoleão foi coroado imperador.
A música sempre cumpriu um papel fundamental na vida de Notre Dame. Isso pode ser comprovado por relatos em manuscritos medievais guardados nos arquivos da igreja.
Não é surpresa, portanto, que a música também esteja no centro das comemorações do aniversário.
No próximo ano, três corais vão reviver a música que se fazia em Paris naquele período, e que remonta aos primórdios do cristianismo.

Sinos de Quasímodo


Sinos que serão levados a Notre Dame
Alguns sinos de Notre Dame serão substituídos por novos (acima), feitos com métodos tradicionais
"Em 1163, quando começaram a construir a catedral, Paris tornou-se um centro de grande desenvolvimento intelectual, espiritual e musical", explica à BBC o diretor de um dos corais, Sylvain Dieudonne.
"A escola musical (parisiense) foi muito influente", agrega. "Sabemos, a partir dos manuscritos que encontramos, que ela influenciou a música (que se fazia) em toda a Europa - na Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra."
Mas a catedral de Notre Dame também é conhecida por um outro som, muito famoso: os sinos que tanto fascinam o personagem Quasímodo, do romance O Corcunda de Notre Dame, do escritor francês Victor Hugo.
O maior deles é Emmanuel, instalado na torre sul em 1685. Suas badaladas marcam a passagem das horas durante o dia. Emmanuel também badalou para marcar a liberação de Paris do controle alemão, em 1944.

Bolas de canhão e arquitetura

Neste ano, os sinos menores, da torre norte - que não são originais -, serão substituídos.
Os originais foram derretidos durante a Revolução Francesa para a fabricação de bolas de canhão. Os substitutos, fabricados no século 19, eram "desafinados".
Oito dos sinos novos estão sendo fundidos em Villedieu-Les-Poeles, na Normandia, a partir de métodos usados no Egito Antigo. Os moldes são feitos com crina de cavalo e esterco.
"(Essa combinação de materiais) dá ao sino um revestimento perfeito, muito melhor do que os feitos com areia e cimento", diz Paul Bergamo, presidente da fundição.
"Também estamos usando várias técnicas computadorizadas para afinar o som dos sinos", acrescenta. "Acredito que, quando terminarmos, este será o melhor carrilhão da França."
O festival de aniversário, com duração de um ano, não estaria completo sem uma celebração também da arquitetura da catedral. Notre Dame é considerada uma obra prima da arquitetura gótica.
Há planos, também, de se fazer melhorias na iluminação interna.

Fonte: BBC News em Paris

quarta-feira, 2 de março de 2011

LAICIDADE E ISLAMISMO, PROBLEMAS NA FRANÇA

França enfrenta problemas com laicidade e islamismo
Partido de Sarkozy organiza debate nacional sobre estes temas

Por Paul De Maeyer
ROMA,

- Depois de ter abordado temas delicados, como a chamada "identidade nacional" e o uso o véu muçulmano integral em público, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, está novamente se preparando para entrar em território perigoso, o da "laicidade", em particular o da compatibilidade do islamismo com a república e os valores republicanos.
Seu partido, a UMP (União para o Movimento Popular), marcou para 5 de abril uma convention sobre "o exercício dos cultos religiosos na República leiga, em particular o exercício do culto da fé islâmica". Estas foram as palavras do secretário-geral da formação de direita, Jean-François Copé (la-Croix.com, 17 de fevereiro).
Recebendo, na quarta-feira, 16 de fevereiro, os deputados da UMP, o presidente denunciou "a brecha crescente entre a mídia e a preocupação francesa" sobre as questões do Islã e da laicidade. "Nós pagamos muito caro pela cegueira sobre a imigração dos anos 80. Era um debate tabu. Com a laicidade e o Islã ocorre a mesma coisa", disse Sarkozy, que pediu, para este ano, propostas concretas sobre elementos como o conteúdo das pregações dos imames e dos lugares de culto dos muçulmanos (Le Figaro, 17 de fevereiro).
Sarkozy quer parar, particularmente, o mal visto fenômeno das reuniões dos muçulmanos para rezar na rua. "Devemos ter um debate sobre a oração na rua. Em um país leigo, não devem existir convites à oração na rua", continuou Sarkozy. "É preciso chegar a um corpus ideológico em 2011", disse aos deputados da UMP.
A direita tampouco rejeita a alteração da lei de 1905 sobre a separação entre Igreja e Estado, que estipula que "a República não reconhece, nem paga, nem subvenciona qualquer culto". Foi o secretário de Estado da Habitação e Desenvolvimento Urbano, Benoît Apparu, quem confirmou a ideia de permitir um financiamento público para os locais de culto. "Em minha opinião, é necessário facilitar a construção de mesquitas em nosso país, mesmo que o Estado deva participar", disse à Radio Montecarlo e BFM-TV. De acordo com Apparu, se necessário, será feita uma reforma da legislação.
Nem todos os expoentes do governo do primeiro-ministro François Fillon parecem dispostos a tocar na "lei símbolo" da França secular. O ministro do Orçamento e porta-voz do governo Fillon, François Baroin, disse em Europe 1 que, "na agenda do governo, não há um texto leve a uma mudança na lei de 1905; e como líder político da UMP e encarregado do debate, não serei favorável à modificação da lei de 1905".
Sobre este tema também opinou, em entrevista ao Le Figaro, em 17 de fevereiro, outra figura-chave da maioria, o atual ministro da Defesa e fundador da UMP, Alain Juppé. "A lei republicana - disse - deve ser aplicada em condições de igualdade para todos. Certamente, existe diversidade. Mas o princípio republicano (...) é que a lei não pode aceitar as distinções com base em critérios religiosos ou étnicos."
"No que diz respeito aos direitos, é imperioso dizer que os muçulmanos, bem como os católicos, judeus, protestantes e outros, têm o direito de poder praticar sua religião. Entre os deveres, está o respeito pelos valores republicanos, em especial à igualdade entre homens e mulheres", acrescentou Juppé.
A oposição criticou a iniciativa de Sarkozy e da UMP, acusando-os de desejo de destaque, tendo em conta os eventos eleitorais de 2012 (presidenciais e legislativos) e de quer roubar espaço à extrema direita, que há meses está usando o tema em sua campanha contra a islamização da França. Para o deputado Henri Emmanuelli (PS), Sarkozy ficou para trás. "Ele ainda não compreendeu que, com este tipo de iniciativas, ele trabalha para Marine Le Pen", disse o ex-ministro socialista, convidado do programa Le Talk-Orange-Le Figaro.
Segundo Sarkozy, a esquerda está errada. "Marine Le Pen propôs os problemas, mas trabalha pouco pelas soluções": assim se defendeu das críticas o ocupante do Palácio do Eliseu (Le Figaro, 17 de fevereiro). No entanto, resta o fato de que a extrema direita cresce nas pesquisas, roubando intenções de voto da UMP. De acordo com uma recente pesquisa do IFOP (Institut français d'opinion publique) para o jornal France-Soir, a jovem Le Pen (nascida em 1968) aumentaria para 19-20% das preferências no primeiro turno presidencial de 2012, em comparação com os 22-23% para o presidente Sarkozy.
A própria Marine Le Pen pediu à UMP "mais um pequeno esforço". "Quero destacar que, quando a FN é de 15% nas pesquisas, a UMP fala sobre os problemas", disse Le Point.fr (17 de fevereiro). "Mas eu não sou boba - continuou; a convenção da UMP é apenas "bla-bla-blá", ou seja, conversa vazia. Para a política, "as orações na rua não são o resultado da falta de espaço nos locais de culto dos muçulmanos. Isso é mentira e manipulação."
A proposta mais drástica foi feita pelo Partido de Esquerda de Jean-Luc Mélenchon, que pediu para retornar ao texto original da lei de 1905, retirando a alteração feita em 1942 por Philippe Pétain, chefe do então governo colaboracionista de Vichy. Mélenchon também solicitou a revogação da Concordata napoleônica de 1801, que ainda estava em vigor na região da Alsácia-Moselle.
Uma coisa é clara: depois da chanceler alemã, Angela Merkel, em outubro de 2010, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no seu discurso de 5 de fevereiro, durante a 47ª Conferência de Segurança em Munique, também o presidente Sarkozy rejeita, por conseguinte, o "multiculturalismo" ou o que dele se deriva.
"Não queremos uma sociedade na qual as comunidades coexistam próximas umas das outras. Quando se chega à França, deve-se aceitar a incorporação a uma única comunidade, a comunidade nacional", disse Sarkozy na quinta-feira, 10 de fevereiro, ao canal de televisão TF1. De acordo com uma pesquisa publicada no livro "Les Français face aux inégalités et la justice sociale" (que chegará às livrarias em 9 de março), apenas 20% dos franceses querem que os imigrantes "mantenham suas tradições particulares", enquanto 80% quer "que se adaptem e se misturem na sociedade" (La-Croix.com, 17 de fevereiro).
A sociedade multicultural e multiétnica foi defendida por três políticos ecologistas: Esther Benbassa, Noël Mamère e Eva Joly, de Europe Écologie. "A integração e a assimilação são movimentos vindos do alto, autoritários, que não levam em conta as realidades humanas", disseram em um fórum público divulgado em 27 de janeiro no jornal Libération. O trio lança um apelo a favor do que eles chamam de "uma laicidade racional que reconheça a parte da pertença étnica, cultural, religiosa e linguística".

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

UM NATAL SOB O SIGNO DO ROSÁRIO

Um Natal sob o signo do Rosário

A cada ano, no Natal, diferente é o contexto em que se celebra aquela Luz que um dia brilhou nas trevas. Em 2002, nós o comemoramos sob o benéfico influxo da Carta Apostólica de João Paulo II, sobre o Rosário.








Mons. João Clá Dias, EP

O caro leitor já se perguntou alguma vez por que razão Jesus veio ao mundo naquela época? Não poderia Ele ter nascido logo após o pecado de Adão e Eva? Ou, pelo contrário, por que não adiou sua vinda para cerca do fim do mundo, pouco antes da volta de Henoc e Elias? No primeiro caso, pareceria haver várias vantagens. Por exemplo, a efusão das graças da Redenção já no início da humanidade poderia evitar muito morticínio, muitas crueldades, crimes e calamidades comuns no tempo do paganismo. Teria evitado mesmo? É muito de se duvidar. Basta analisar a História do Ocidente cristão, especialmente nos últimos três séculos, para verificar que a vinda de Nosso Senhor . embora tenha suavizado notavelmente o relacionamento entre os homens . não evitou esses males.
Quanto à hipótese da vinda de Cristo no fim do mundo, os benefícios seriam menos claros, mas uma análise meticulosa não deixará de encontrá-los. Uma coisa, porém, é certa. Deus faz tudo perfeito. Logo, Jesus só pode ter nascido no momento mais adequado, em todos os sentidos.
Comentando esta questão, o renomado teólogo espanhol, Pe. Antonio Royo Marín, OP, confirma a tese acima, baseando-se no ensinamento de São Paulo, de que Deus enviou seu Filho ao mundo .quando chegou a plenitude dos tempos. (Gl 4, 4).

O que significa plenitude dos tempos.? Na homilia de abertura da Quaresma de 2001, o Papa João Paulo II explicou que significa. tempo favor ável (…) isto é, o tempo em que Deus, através de Jesus, satisfez e socorreu o seu povo, realizando plenamente as promessas dos profetas.
Do ponto de vista histórico . continuou o Santo Padre . aquele era o momento favor ável para se anunciar o Evangelho a todos os povos.

Realmente o mundo antigo se sentia decrépito e esgotado, afundado numa corrupção de costumes nunca vista, desgastado por escândalos, corroído pela idolatria, dureza de coração, ganância, crueldade, trato impiedoso entre os homens, tirania, etc. Caminhava, pois, inexoravelmente para a ruína. Segundo os comentadores, essas eram as .trevas . nas quais brilhou a luz do Salvador (segundo o Evangelho de São João).

Recordações da Luz que brilhou nas trevas
De cada vez a comemoração é feita com características próprias, com graças particulares, quase sempre relacionadas com a situação da Igreja e da Cristandade na respectiva época. Todo Natal recorda essa Luz que brilhou nas trevas há dois mil anos.

As graças de Natal no tempo das catacumbas, por exemplo, deviam ter aspectos especiais que a diferenciavam muito daquelas da época de Carlos Magno. E as da Idade Média . tempo assinalado por um auge de fervor católico . foram diferentes das do século XX, um século .caracterizado de maneira particular pelo mistério da iniqüidade., conforme as palavras do Papa João Paulo II na homilia de 18/8/2002.

Neste segundo ano do Terceiro Milênio, a comemoração do Natal se dá numa conjuntura muito feliz. Est á ele aureolado pela Carta Apost ólica de João Paulo II, O Rosário da Virgem Maria.
Estreita relação com o Natal nós os acompanhamos através dos olhos da Virgem Maria, recitando o Rosário.

Ele é propriamente uma .oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora. . diz o Papa ., segundo a experiência vivida pela Santíssima Virgem, que trouxe em seu seio, nutriu, criou e acompanhou os passos de seu Divino Filho.

Em sua oportuna Carta Apostólica, o Santo Padre mostra ainda que Maria é para nós a Mestra que melhor conhece seu Filho Jesus e pode levar-nos ao conhecimento d.Ele: Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como freqüentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem.

Uma escola, a de Maria, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela a dá obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela .peregrinação da fé., na qual é mestra inigualável.

Nas situações aflitivas da Igreja

Também no nível dos povos e da nações, ele ganha um brilho especial nos momentos em que a Igreja está em aflitiva situação. Foi assim já no seu nascedouro, quando Nossa Senhora o recomendou a São Domingos de Gusmão. No ano de 1214, a heresia dos maniqueus, ou albigenses, estava se espalhando por todo o Languedoc, região meridional da França, arrancando à Igreja Cat ólica multidões de fiéis.

A doutrina maniquéia não causava dano apenas no campo espiritual, mas estendia seus malefícios também a toda a sociedade temporal.

Uma cruzada da qual participaram cavaleiros de toda a Europa, não foi suficiente para estancar o mal. Como obter de Deus o fim dessa grave situação e a conversão daquele pobre povo? O grande São Domingos . fundador da Ordem dos Irmãos Pregadores (os frades dominicanos) mediu toda a extensão da tragédia e sentiu-se inspirado a intervir. Retirou- se para um local ermo, próximo de Tolosa (capital do Languedoc), onde passou três dias e três noites em oração e penitência, implorando ao Senhor que interviesse para salvar aquelas populações.
Em conseqüência de seu esforço, acabou por cair desfalecido. E eis que então apareceu- lhe Maria Santíssima, resplandecente de glória, dizendo-lhe que, pelo Rosário, ele poderia ganhar para Deus aqueles .corações endurecidos .. E assim foi. Pregando essa devoção, São Domingos não só obteve numerosas conversões, como também uma grande mudança nos costumes religiosos e morais dos habitantes da região.

São Domingos mereceu passar para a História como o primeiro grande pregador do santo Rosário e, praticamente, seu instituidor.

Na batalha de Lepanto

Era urgente formar uma aliança dos príncipes católicos e armar uma esquadra capaz de fazer frente ao inimigo da Fé cristã. Com este objetivo, o Papa São Pio V fez o que pô- de nos terrenos diplomático, logístico e militar. Mas pôs sua confiança sobretudo na intervenção da Auxiliadora dos Cristãos, à qual recorria por meio do Rosário, levando os outros a imitá-lo.

No dia 7 de outubro daquele ano, ao largo do Estreito de Lepanto, no litoral grego, travou-se a maior batalha naval da História até então. A esquadra católica, composta de pouco mais de 200 navios e 80 mil combatentes, colocada sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário, derrotou de modo fragoroso a frota maometana, entretanto mais poderosa que a cristã. Graças a essa vitória, ficou afastada de uma vez por todas a ameaça turca.

Desejoso de reconhecer e agradecer o decisivo auxílio de Maria nessa batalha, o senado veneziano mandou colocar no Palácio dos Doges um quadro comemorativo, com a inscrição: .Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii, victores nos fecit. . .Não foi o valor, nem as armas, nem os chefes, mas sim a Senhora do Rosário que nos tornou vitoriosos.

Na França do século XVIII

A sociedade francesa achava-se minada em suas bases pelo iluminismo, pelo indiferentismo religioso e por um lamentável afrouxamento dos costumes, sobretudo nas classes superiores. Para agravar o quadro, espalhava-se pela França o jansenismo, astuta heresia que apresentava de maneira deformada a doutrina católica, evitando atacá-la de frente, com o que tornava difícil sua refuta ção.

Pregando uma ardente devoção a Nossa Senhora e incentivando a oração diária do Rosário, São Luís Grignion conseguiu transformar a Bretanha e a Vandéia (províncias do oeste da França), em regiões ardorosamente católicas, a tal ponto que, dois séculos após, foram essas duas províncias as que maior resistência opuseram ao assalto das tropas anticlericais da Revolução Francesa.

Em Fátima

Na primeira aparição, a 13 de maio de 1917, aconselhou aos três videntes que rezassem diariamente o Terço para pedir o fim da guerra e a paz do mundo. Renovou com insistência, na segunda e na terceira aparições, a recomendação de rezar o Terço todos os dias.

E no dia 13 de setembro, a Virgem Santíssima insistiu mais uma vez na necessidade da recitação diária do Terço, como meio de alcançar o fim da guerra mundial que ensangüentava o mundo.
Foi somente na última aparição, em 13 de outubro, que Nossa Senhora consentiu em revelar sua identidade às três crianças, utilizando estas simples palavras: Eu sou a Senhora do Rosário.. Não poderia haver maior prova de apreço da Mãe de Deus por essa devoção.

Em pleno século XX

Assim como o restante da Europa centro-oriental, também a Áustria fora ocupada pelas tropas soviéticas, ao término da 2ª Guerra Mundial. Angustiados pela probabilidade de perderem sua independência no dom ínio comunista, os austríacos se voltaram filialmente para Nossa Senhora.
Um franciscano, frei Petrus Pavlicek, formou a .Cruzada Reparadora do Rosário pela Paz no Mundo. e passou a organizar grandes procissões anuais em honra do Nome de Maria. Sempre com a participação de milhares de pessoas, cada uma dessas procissões seguia pelas ruas do centro de Viena, rogando pela libertação do país. Um movimento geral de entusiasmo pelo Rosário percorreu toda a nação, e uma torrente de preces jorrou sobre as portas do Céu. E então aconteceu o milagre: pouco após a Páscoa de 1955, o governo moscovita retirou suas tropas da Áustria.
O país inteiro acorreu para agradecer a maternal proteção da Santíssima Virgem, destacando-se a grande solenidade no dia 10 de setembro, festa do Nome de Maria, ocasião em que o Ministro das Relações Exteriores declarou: .Todos nós que aqui estamos hoje reunidos e que com humildade, mas também com ufania, nos declaramos católicos, pudemos conhecer o poder da oração. (…) Nossas orações foram nossas armas e nossa fortaleza. (…) Ganhamos a liberdade! Oh! Maria! nós vos agradecemos. Paz no mundo e nas famílias

Daí o empenho do Papa João Paulo II em incentivar essa devoção. No início de um Milênio que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de setembro de 2001 - diz o Santo Padre na Carta Apostólica - e que registra, cada dia, em tantas partes do mundo, novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o Rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d.Aquele que .é a nossa paz., tendo feito .de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava. (Ef 2, 14)..

Se o mundo de hoje está submerso num oceano de males e exposto a perigos que o rondam de todos os lados, isto não se deve tão-só às disputas econômicas e políticas, mas principalmente a uma grave crise moral e religiosa. É dela que surgem as angústias, as incertezas, a desorientação generalizada. Contudo, assim como nas situações críticas anteriores, a solução está ao alcance de nossas mãos… e de nossos corações: a devoção do Santo Rosário.

Depois de ressaltar que deseja confiar a causa da paz à oração do Rosário, o Papa exprime sua paternal aflição: .Pouco valem as tentativas da política, se as almas continuam exacerbadas e não são capazes de um novo olhar do coração.. E indaga: .Quem pode, porém, infundir tais sentimentos, senão o próprio Deus? ….

Exatamente nessa perspectiva, o Rosário se revela uma oração particularmente indicada.
Falta a paz, hoje em dia, não somente entre as nações, mas, muitas vezes, até no recinto do lar. .Quanta paz estaria assegurada nas relações familiares, se fosse retomada a recitação do Santo Rosário em família!. . exclamou o Papa na audiência de 29 de setembro passado, quando anunciou o Ano do Rosário. E na citada Carta Apostólica ele alerta: A família, célula da sociedade, está cada vez mais ameaçada por forças desagregadoras a nível ideológico e prático, que fazem temer pelo futuro dessa instituição fundamental e imprescindível e, conseqüentemente, pela sorte da sociedade inteira..

Para sanar esse mal, que remédio aconselha o Vigário de Cristo?
O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores desta crise da nossa época.
Uma prece diante do presépio

Diante do presépio, dirijamos nossas ardentes súplicas ao adorável Menino Jesus, por intermédio da imaculada Virgem Maria e do puríssimo São José, pedindo que as exortações do Santo Padre na Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria tenham amplo desenvolvimento por todo o mundo católico. E que aquela Luz que brilhou nas trevas há cerca de dois mil anos resplandeça não só neste Natal, mas ilumine toda a nossa vida.

domingo, 7 de junho de 2009

VOO AF 447 - AGORA SÃO 17 O NÚMERO DE CORPOS RESGATADOS

07 e junho de 2009 - atualização das 21:45hs

Chega a 17 total de corpos resgastados em buscas de avião, informam militares
Nove cadáveres devem chegar nesta terça (9) a Fernando de Noronha.
Avião da Air France desapareceu no dia 31 com 228 pessoas a bordo.
Do G1, no Recife e em São Paulo



Marinha e Aeronáutica anunciaram no início da noite deste domingo (7) o resgate no mar de mais 12 corpos de ocupantes do airbus da Air France desaparecido no último dia 31 depois de ter partido do Rio de Janeiro com destino a Paris, na França.

Com esses, somam 17 os cadáveres recolhidos desde o início das operações de busca em alto mar, a 824 km do arquipélago de Fernando de Noronha, segundo informou o tenente-coronel Henry Munhoz, da Aeronáutica. Até a manhã deste domingo, havia a confirmação oficial de cinco corpos resgatados.

O ponto onde, segundo a Aeronáutica, se encontra a maior parte dos destroços, está localizado a 1.166 km do Recife, distância equivalente à que separa São Paulo de Porto Alegre.

Mapa de localização das operações de busca de corpos e destroços do avião (Divulgação / Força Aérea Brasileira)


"Essa distância significa, por exemplo, ir de São Paulo a Porto Alegre de ônibus em 18 horas. Imaginando que essas distâncias serão percorridas por navios e, em alguns pequenos trechos, por aeronaves, dá para se ter uma percepção de como o processo logístico é complexo", exemplificou o oficial.

Oito dos 17 corpos foram retirados do mar pela fragata francesa Ventôse, segundo a Marinha. Os demais, pelos navios brasileiros. Todos os corpos foram resgatados em águas brasileiras, segundo o capitão-de-fragata Giucemar Barbosa.

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), participam das operações de busca 14 aviões (12 brasileiros e dois franceses) e cinco navios brasileiros. Neste domingo, um navio francês se incorporou à operação.

A chegada a Fernando de Noronha de nove corpos, transportados pela fragata Constituição estava prevista inicialmente para esta segunda-feira (8), mas deverá acontecer somente na terça (9), informou a Marinha neste domingo.

Imagens do recolhimento de destroços do acidente com o avião da Air France (Foto: Divulgação / Marinha do Brasil)
Desses nove corpos a caminho de Noronha, quatro são de homens e quatro de mulheres. O sexo de um dos nove corpos não está identificado.

A previsão é que, a cerca de 300 km da costa, um helicóptero vá ao encontro do navio (que navega em média a 40 km por hora) a fim de acelerar a chegada dos corpos ao arquipélago.

Segundo o tenente-coronel Munhoz, apenas a preparação inicial dos corpos será realizada em Fernando de Noronha. A liberação será feita no Instituto Médico-Legal (IML) de Pernambuco, no Recife. A identificação será feita conjuntamente pelas polícias Federal e Civil de Pernambuco.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

HOJE: SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS


SANTA TERESINHA



A vida de Santa Teresinha:

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 2 de janeiro de 1873, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame com o nome de Marie Françoise Thérèse. Seu pai, Louis Martin, relojoeiro e joalheiro, que aos 20 anos tentara ser monge da Ordem de São Bernardo, está perto dos 50 anos quando nasce sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, famosa bordadeira do conhecido "ponto de Alençon", gera Teresa aos 41 anos. Vítima de câncer, essa piedosa mulher falece no dia 28 de agosto de 1877.
A menina de Lisieux
Aos três anos, a pequena Teresa já está decidida a não recusar nada ao Bom Deus. Louis Martin transfere-se com as cinco filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que chama sua caçula de "minha rainha" e pela ternura das irmãs, Teresa recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria, Paulina, Leônia e Celina.
Na festa de Pentecostes de 1883, ela é milagrosamente curada de uma enfermidade através de um sorriso que lhe oferece a Virgem Maria. Educada pelas monjas beneditinas, até outubro de 1885, completa seus estudos em casa sob a orientação de Madame Papineau. Fez a primeira comunhão em 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação. Este grande dia marca a "fusão" de Teresinha com Jesus.
No dia 14 de junho do mesmo ano recebe o sacramento da Crisma, muito consciente dos dons que lhe são implantados no coração. No Natal de 1886 vive uma profunda experiência espiritual, uma virada decisiva em sua vida, que ela chama de conversão: aos 13 anos, a menina chorosa e caprichosa, conforme seu próprio testemunho abandona os cueiros da infância. Supera a fragilidade emotiva conseqüente da perda da mãe e inicia uma corrida de gigante no caminho da perfeição.

A vida no Carmelo
Põe-se a pensar seriamente em abraçar a vida religiosa como monja carmelita, a exemplo de suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux, mas é impedida em seu sonho devido à pouca idade. Por ocasião de uma peregrinação à Itália, depois de visitar Loreto e alguns pontos de Roma, numa audiência concedida pelo Papa Leão XIII a um grupo de peregrinos de Lisieux, no dia 20 de novembro de 1887, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.
No dia 9 de abril de 1888, após muitas dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo. Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados.
Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias que serão publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas.
No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da tuberculose, a doença que a levará à morte. Teresa não se rebela.
Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto.

Meu Deus eu Te amo
Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou:
Não me arrependo de haver-me entregue ao amor.
Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897 fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou. Obscura e anônima, parte para os braços do Pai a humilde carmelita que um dia será chamada a maior Santa dos tempos modernos.
O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva:
Eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra.
No dia 1o de agosto havia profetizado:
Ah, eu sei que o mundo inteiro me amará.
De fato, em vinte cinco anos foram contados mais de quatro mil prodígios atribuídos à sua intercessão. A leitura e meditação de História de uma Alma vem causando, há cem anos, incontáveis conversões.

Sua mensagem
Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos:
sigamos o caminho da simplicidade;
entreguemo-nos com todo nosso ser ao amor;
em tudo busquemos fazer cumprir a vontade de Deus;
e que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações.
A padroeira das missões
No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou "Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título".
Teresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo. Não fundou mosteiros como Teresa d'Ávila, nem foi viver no meio dos leprosos como Francisco de Assis. Deus a convidou a realizar miudezas, coisas insignificantes. Deu-lhe a missão de nos lembrar o valor dos "pequenos nadas".
Chamou-a para que ela nos revelasse a estrada do abandono em Suas mãos. E Teresinha não decepcionou o seu Bem-Amado. Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade. Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus.
Nunca pôde deixar o seu Carmelo para ir evangelizar em terras distantes, embora tenha acalentado o sonho de ir para o Oriente e ali viver sua vocação ao amor. Seu desejo de ser missionária era tão intenso que chega a confessar que não desejava sê-lo somente durante alguns anos, mas desde a criação até a consumação dos séculos. Além do mais afirma que uma só missão não lhe bastaria. Manteve correspondência com dois missionários, a quem extravasava seus ideais de partir em missão.
O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. No Carmelo compreendeu que sua missão era "fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações..."
Teresinha amplia o conceito de missão, levando-nos a compreender que, pela oração, também podemos nos tornar missionários.
A oração é o sustento da ação missionária. A eficácia da evangelização depende da união com Deus. O trabalho de um apóstolo será mais eficaz se ele for um contemplativo. Um contemplativo será tanto mais autêntico quanto mais apostólica for sua intenção.
Neste sentido, Teresinha foi uma apóstola, uma autêntica missionária pois ajudou, pela oração e por sacrifícios, os missionários, participando de seus trabalhos através de seu coração solidário, sedento de conduzir as pessoas ao conhecimento do amor misericordioso de Deus.
Para a Padroeira das Missões, a oração é uma arma invencível que Jesus lhe deu para tocar as pessoas. Muito mais que as palavras, a oração sensibiliza, testemunha, conforta e transmite esperança. Nossa vida de oração poderá estimular a santificação das pessoas através da atenção aos sinais da presença de Deus nos acontecimentos. A Santa de Lisieux nos ensina por sua vida que a contemplação é o alicerce da missão. É necessário cultivar uma espitualidade substanciosa, radicada no Evangelho, marcada pela necessidade de estarmos na presença de Deus numa atitude de adoração e escuta. Missão que não é sedimentada na oração não oferece resultados.
Santa Teresinha, padroeira das missões, intercede junto a Jesus por todos os missionários e missionárias, por aqueles que deixam suas famílias para anunciar o Evangelho em terras distantes. Para que possamos entender que todo cristão é chamado a ser missionário em sua própria família, em sua escola, em seu trabalho. Anunciar, evangelizar, espalhando a boa notícia de Jesus é tarefa de todos!

A santa das rosas
Por que Santa Teresinha é conhecida mundialmente como "A Santa das Rosas"?
No dia 11 de março de 1873, não sabendo mais o que fazer para curar sua pequena Thérése de uma atroz gastroenterite, Zélie Martin resolveu ir a Sémaillé, um vilarejo próximo a Alençon, à procura de uma senhora chamada Rose Taillé para ser a ama-de-leite de sua caçula.
Assim, de 16 de março de 1873 a 2 de abril de 1874, Teresa viveu nesse lugar onde os habitantes tinham um belo costume: presentearem-se, por qualquer motivo, com flores. É provável que a precoce convivência com esses odores tenha acendido em nossa santa uma paixão que jamais a abandonará: as flores, especialmente as rosas.
Em carta à sua prima Maria Gurérin, escrita no dia 18 de agosto de 1887, Teresinha vai afirmar seu amor pelas rosas: "Amo tanto uma bela rosa branca, quanto uma rosa vermelha".
Sentia-se feliz quando podia lançar pétalas de rosas para o alto quando passava o ostensório com o Santíssimo Sacramento. Madre Inês, sua irmã de sangue, relata que, no dia 14 de setembro de 1897, Teresinha ganhou uma rosa e a desfolhou sobre o crucifixo de forma muito carinhosa. Algumas pétalas caíram no chão da enfermaria. Muito seriamente, a santa teria afirmado: "Ajuntai bem estas pétalas, minhas irmãzinhas, elas vos servirão a dar alegrias, mais tarde... Não percam nenhuma..."
Seu prazer era atirar flores no grande crucifixo do pátio do Carmelo. Gostava de cobrir o seu crucifixo de rosas de forma muito cuidadosa, afastando as pétalas murchas. No entanto, não lançava flores em ninguém. Madre Inês conta que certa vez colocou-lhe rosas nas mãos, pedindo-lhe que as atirasse em alguém, como sinal de afeto. A santa recusou-se a fazê-lo. Ela só desfolhava e lançava rosas para seu amado Jesus.
Santa Teresinha aproveita a imagem da rosa para explicar um elemento importante de sua "Pequena Via": "Compreendi que o brilho da rosa... não tira o perfume da pequena violeta... Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril..." Por isso, ela conclui, Deus criou " os grandes santos que podem ser comparados.... às rosas". No jardim da vida há lugar para as humildes flores, as frágeis violetas, que não possuem o vigor e o perfume das rosas, mas mesmo assim enfeitam o mundo. As rosas são os gigantes da fé. As violetas são as almas pequenas que trilham o pequeno caminho.
Quem tanto amava as rosas, vai prometer, quase ao fim da vida, que fará chover rosas sobre o mundo. Com esta promessa estava se prontificando a interceder pela humanidade junto a Deus. Haveria de conseguir muitas graças e bênçãos junto ao Pai. Após sua morte os milagres irão se multiplicar. Ela prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas e não frustrou os que confiam em sua oração. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita.

Doutora da Igreja
Eu sou pequena demais para subir a rude escada da perfeição, afirma Santa Teresinha. Ainda assim, queria ser uma grande santa, porque para ela, nos caminhos de Jesus Cristo não há meios-termos. Ela admirava os santos que cometerem loucuras em seu amor a Deus e media sensatamente a distância que a separava deles.
A fraqueza se fez força em Teresinha. Essa lúcida mulher que um dia desistiu da rude escada da perfeição foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II, em Roma, no dia 19 de outubro de 1997. Nesse dia, o Papa disse, no momento da homilia:
Entre os 'Doutores da Igreja', Teresa do Menino Jesus e da Santa Face é a mais jovem, mas o seu ardente itinerário espiritual demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas que a tornam digna de ser posta entre os grandes mestres espirituais. E na Carta Apostólica Divinis Amoris Scientia, ainda afirma o Papa: Teresa oferece uma síntese amadurecida da espiritualidade cristã. Ela une a teologia e a vida espiritual, exprime-se com vigor e autoridade, com grande capacidade de persuasão e de comunicação, como demonstram o acolhimento e a difusão da sua mensagem no Povo de Deus.
Sua sabedoria e inteligência colocados a serviço do anúncio da Palavra vêm transformando os corações, conduzindo gerações e gerações de pessoas no mundo inteiro à experiência do amor misericordioso de Deus, de forma simples, descomplicada. Meninos e meninas, pobres e desprezados, todos os que têm um coração de criança são homenageados nesse título que tanto demorou para ser conferido. Os pequenos se tornam Doutores.
Passados cem anos, a Doutora Teresinha tem uma Palavra forte e esclarecedora a nos dizer. Palavra profética de mulher missionária que nos faz retornar ao Evangelho. Acabaram os argumentos daqueles que tentavam escapar aos desafios da vida cristã e dos caminhos da santidade.
O Evangelho pode ser vivido por pequenos pássaros como nós. Teresinha, com seu ensinamento, nos mostra como isso pode acontecer. A menina, agora teóloga laureada, prova-nos que o Evangelho está vivo e pode pulsar em nós, em nossa vida. Ele existe também para nós, cristãos frágeis e atônitos ante a realidade que nos aflige.
A Doutora nos faz descobrir que o Evangelho não é um compêndio de frases edificantes escritas para nos comover ou atemorizar. O Evangelho é uma pessoa concreta: Jesus de Nazaré! Uma vez apaixonados por Ele e atentos à lição de Teresinha, saberemos encontrar o melhor modo de segui-lo.

Cronologia resumida

02/01/1873
às 23:30 hs. nasce Maria Francisca Teresa Martin, à Rua Sainte-Blaise, 36, hoje 42.
04/01/1873
Batismo na igreja de Nossa Senhora, pelo Pe. Lucien Dumaine. Padrinhos: a irmã mais velha, Marie (13 anos) e Paul Albert Boul (13 anos).
15/03 ou 16/03/1873
Partida para Semallé (Orne), casa de Rosa Taillé, a fim de ser amamentada.
02/04/1874
Retorna definitivamente para sua casa.
24/12/1876
Sua mãe, Zélia Martin, consulta com Dr. Notta, em Lisieux, a respeito de seu tumor no seio. Não é mais possível fazer uma cirurgia.
03/04/1877
Aos quatro anos: "Serei religiosa em um claustro".
18 a 23/06/1877
Sra. Martin, Maria, Paulina e Leônia fazem uma peregrinação a Lourdes
28/08/1877
Morre da Sra. Martin
29/08/1877
Sepultamento da Sra. Martin. Teresa escolhe Paulina como sua segunda mãe.
15/11/1877
Chegada de Teresa e suas irmãs a Lisieux, aos cuidados do tio Guérin
16/02/1882
Paulina decide ingressar no Carmelo
Verão 1882.
Fica sabendo da partida próxima de Paulina. Sente-se chamada ao Carmelo. Fala com Madre Maria de Gonzaga
Outubro 1882
O nome Teresa "do Menino Jesus" lhe é proposto por Madre Maria de Gonzaga.
13/05/1883
Pentecostes. Sorriso da Virgem, cura repentinamente Teresa.
14/06/1884
Crisma, por Dom Hugonin, bispo de Bayeux, na Abadia. Madrinha: Leônia, sua irmã.
15/10/1886
Entrada de Maria no Carmelo (Irmã Maria do Sagrado Coração de Jesus)
29/05/1887
Pentescostes. Teresa consegue do pai licença para ingressar no Carmelo aos quinze anos de idade.
31/10/1887
Visita a Dom Hugonin, em Bayeux, para solicitar ingresso no Carmelo.
20/11/1887
Audiência de Leão XIII. Teresa apresenta seu pedido ao Papa.
09/04/1888
Festa da Anunciação. Entrada de Teresa no Carmelo de Lisieux.
10/01/1889
Tomada de hábito. Última festa para o Sr. Martin. Teresa acrescenta "da Santa Face" ao seu nome religioso.
29/02/1894
Morte do Sr. Martin no Castelo de La Musse (Eure), às 8h e 15m.
Dezembro 1894
Recebe da Madre Inês de Jesus a ordem de escrever suas memórias.
Abril 1895
Confidencia a Irmã Teresa de Santo Agostinho: "Morrerei em breve".
Início de abril 1897
Gravemente enferma.
08/07/1897
Teresa desce para a enfermaria.
14/09/1897
Desfolha uma rosa sobre o crucifixo.
30/09/1897
Morte de Teresa, diante da comunidade reunida, por volta das 19h e 20m.
04/10/1897
Sepultamento no Cemitério de Lisieux
30/09/1898
Publicação de 2000 exemplares de "História de uma Alma".
29/04/1923
Beatificação da Irmã Teresa do Menino Jesus por Pio XI.
17/05/1925
Solene Canonização na Basílica de São Pedro, em Roma.
14/12/1927
Proclamada Padroeira Universal das Missões.
03/05/1944
Nomeada Padroeira secundária da França, juntamente com Santa Joana d’Arc.
19/10/1997
Solene Proclamação como Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II.
30/09/1998
Primeiro Centenário da Publicação de "História de uma Alma".
Fonte: Angelfire

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CARDEAL JEAN-LOUIS TAURAN APRESENTA BALANÇO DA VIAGEM DE BENTO XVI

CARDEAL TAURAN FAZ BALANÇO DA VIAGEM DO PAPA À FRANÇA


Cidade do Vaticano, 16 set (RV) - Bento XVI encontra-se, desde a tarde desta segunda-feira, na residência de verão de Castel Gandolfo, na conclusão de sua X Viagem Apostólica à França, para celebrar os 150 anos das aparições de Nossa Senhora em Lourdes.
Mas que balanço poderíamos fazer dessa viagem intensa?
Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, o cardeal francês Jean-Louis Tauran:
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "O balanço é extremamente positivo. Impressionou-me a relação de confiança estabelecida entre esta papa e a juventude: o Santo Padre suscitou grande entusiasmo, quando lhes confiou seus dois tesouros _ a Cruz e o Espírito Santo. Foi muito corajoso de sua parte e foi comovente ver a resposta. O papa viu a Igreja na França como ela é; por outro lado, a França viu quem é este papa. Algo de novo apareceu diante do olhar de todos: uma comunidade católica na França muito viva, que não tem medo de mostrar-se como é, que é serena diante das dificuldades. Além disso, impressionou-me muito também, a alta qualidade das liturgias, especialmente a de Paris, que foi praticamente perfeita, e isso mostra que se está fazendo o melhor em matéria de liturgia depois do Concílio.
"P. Foi dito que seria uma viagem difícil: a França é um país secularizado, os bispos têm grandes preocupações em nível pastoral; Bento XVI não era bem conhecido pelos franceses, que tinham também preconceitos contra ele… Agora, fazendo a soma, grande parte da imprensa francesa fala de sucesso. O senhor concorda com essa impressão?
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "Sim. Sim. Acho que sim. Aliás, foi o que lhe disse quando o saudei. Disse-lhe: "Santo Padre, conquistou a França." No discurso ao mundo da cultura, no Colégio dos Bernardinos, ele reiterou claramente, a fecundidade do encontro entre fé e razão: isso é importante para a França, que tem uma herança anticlerical.
"P. Um dos discursos mais fortes dessa viagem foi, sem dúvida, o que o papa dirigiu aos bispos, domingo passado, em Lourdes. Bento XVI não evitou temas espinhosos, inclusive o do motu proprio Summorum Pontificum e o da situação dos divorciados que voltam a se casar. O papa fez uma série de recomendações aos bispos: o que o senhor pensa do tom desse discurso?
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "É uma mensagem fraterna. Mais de uma vez, o papa comprouve-se com os bispos, por seu compromisso apostólico, disse-lhes que conhece suas fadigas, que a situação não é fácil, mas que os apóia. Fez um apelo forte em favor da pastoral das vocações, e os bispos ficaram muito tocados pela mensagem.
"P. Bento XVI e Nicolas Sarkozy: havia muita expectativa por suas considerações sobre a laicidade…
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "O senhor sabe que esse foi um assunto que tratei durante anos, quando estava na Secretaria de Estado, encarregado das Relações com os Estados; dediquei a esse tema grande atenção. Gostaria de ressaltar uma coisa: o papa não falou de separação, nem de distinção e, na realidade, é justo, porque não se pode separar a Igreja da sociedade. Disse também, que há ainda muito terreno aberto para o diálogo e fez votos de que haja uma nova reflexão sobre o verdadeiro sentido da laicidade. Penso, sem dúvida, que o papa abordou muito bem o problema!
"P. O senhor espera uma evolução nesse campo?
Cardeal Jean-Louis Tauran:- "Isso depende do processo do diálogo entre o Governo e a Igreja, com esta comissão presidida pelo núncio apostólico. Penso que, realmente, o clima está mudando, mas o que é necessário agora, é alcançar resultados concretos, porque a teoria é importante, mas afinal é necessário "aterrissar", como se costuma dizer." (PL)
Fonte: RV

terça-feira, 16 de setembro de 2008

LOURDES: DISCURSO DE DESPEDIDA: RETROSPECTIVA DA VIAGEM


DISCURSO DE DESPEDIDA: RETROSPECTIVA DA VIAGEM DO PAPA À FRANÇA

Lourdes, 16 set (RV)
– Enquanto o Papa descansa, em Castel Gandolfo, depois da maratona de quatro dias à França, recordamos a cerimônia de despedida, que se realizou, ontem, no aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pirineus, na presença do primeiro-ministro, François Fillon.

Ali Bento XVI fez uma retrospectiva destes quatro dias de visita à França:No momento de deixar a terra francesa, fico muito agradecido por terem vindo despedir-se de mim. Assim, vocês me dão a oportunidade de afirmar, mais uma vez, que esta viagem a este país alegrou meu coração.
Por seu intermédio, senhor Primeiro-Ministro, envio minhas saudações ao Presidente da República e aos membros do governo, assim como às autoridades civis e militares que não pouparam esforços para contribuir para o bom andamento destes dias de graça.
Depois, o Santo Padre expressou sincera gratidão aos irmãos no episcopado, ao cardeal Vingt-Trois e a Dom Jacques Perrier, bispo de Lourdes, assim como à Conferência Episcopal da França. O Papa recordou ainda, com reconhecimento, as autoridades de Paris e Lourdes, como também as Forças da Ordem, os voluntários e todos os trabalharam, com dedicação e esmero, pelo êxito de seus quatro dias de visita à França. E acrescentou:Minha viagem foi como um díptico: a primeira parte foi Paris, cidade que conheço muito bem e lugar de muitas reuniões importantes. Tive a oportunidade de celebrar a Eucaristia no marco prestigioso da Esplanada dos Inválidos e de encontrar um povo vivo, orgulhoso e ciente da sua fé. Vim encorajá-los a perseverar em sua fé, vivendo os ensinamentos de Cristo e de sua Igreja.

A seguir, Bento XVI lembrou as Vésperas com os sacerdotes, religiosos, religiosas, diáconos e seminaristas, alentando-os em sua vocação de servir a Deus e ao próximo. Recordou também momento, embora breve, mas intenso, com os jovens na Praça de Notre-Dame, cujo entusiasmo e carinho o reconfortaram. Enfim, o Papa dirigiu seu pensamento aos significativos encontros com o mundo da cultura, no Instituto de França e no Colégio dos Bernardinos, ocasião em que pôde reafirmar que “a cultura e seus intérpretes são os vetores privilegiados do diálogo entre a fé e a razão, entre Deus e o homem”.Depois, o Santo Padre passou à segunda parte do que chamou de díptico: Lourdes, a cidadezinha nos Pirineus, principal etapa da sua viagem pastoral à França:Lourdes, lugar emblemático, que atrai e encanta os fiéis, é como uma luz na escuridão da nossa busca de Deus. Ali, Maria abriu uma porta para o além, que nos questiona e nos seduz: Maria, Porta caeli (Porta do Céu). Freqüentei a sua escola, durante estes dias.

Visitei Lourdes para celebrar os 150 anos das aparições marianas. O Papa continuou explicando que “na gruta de Massabielle”, onde Maria apareceu a Bernadete, rezou por todos: pela Igreja, pela França e pelo mundo. As duas Eucaristias celebradas em Lourdes lhe permitiram unir-se aos peregrinos.
De fato, como peregrino entre os peregrinos, o Pontífice acompanhou as quatro etapas do Caminho do Jubileu das Aparições, visitando a igreja paroquial, onde Bernadete foi batizada; a casa, onde viveu a sua família; a Gruta de Massabielle, onde a Virgem apareceu à pequena vidente; e, finalmente, a Capela onde a menina recebeu a Primeira Comunhão.

Depois, Bento XVI referiu-se à Santa Missa que celebrou, em Lourdes, para os enfermos, que coroou a sua visita à cidade e à França. Durante a celebração, rezou pelos doentes em busca de restabelecimento físico e esperança espiritual. Deus não os esquece, tampouco a Igreja. Por fim, o Papa recordou a procissão de velas e a procissão Eucarística, no gramado do Santuário de Lourdes; o encontro com os bispos da França, que se reúnem, periodicamente, aos pés de Nossa Senhora de Lourdes para rezar, celebrar a Eucaristia, refletir e dialogar sobre sua missão de pastores.
Ao término do seu discurso de despedida de Lourdes e da França, ontem de manhã, no aeroporto local, o Pontífice manifestou seu desejo:Que em solo francês possa reinar a harmonia e o progresso humano; que a Igreja seja fermento na massa para indicar, com sabedoria e sem temor, de acordo com a sua missão, quem é Deus. Chegou o momento de deixá-los. Será que vou voltar a este maravilhoso país? Confio este meu desejo a Deus. Em Roma, estarei próximo de vocês, quando me detiver diante da réplica secular da Gruta de Lourdes, que se encontra no Jardim do Vaticano.
Que Deus os abençoe e obrigado. (MT)
Fonte: RV

L'OSSERVATORE: EDITORIAL SOBRE VIAGEM APOSTÓLICA DE BENTO XVI À FRANÇA

L'OSSERVATORE PUBLICA EDITORIAL SOBRE VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA
Cidade do Vaticano, 16 set (RV)
- “Um tempo propício para retornar a Deus” é o título do editorial publicado nesta terça-feira pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano. O texto, assinado pelo editor do diário, Giovanni Maria Vian, faz um balanço da viagem do papa à França, encerrada nessa segunda-feira. “Bento XVI está convicto de que este é um tempo propício para retornar a Deus, e sua visita à França foi uma nova ocasião para repetir essa convicção”, destaca o L’Osservatore.O texto prossegue lembrando que a mensagem do Pontífice não foi dirigida apenas à comunidade católica, mas a todos os cristãos e aos fiéis de outras religiões. “Há uma urgência de Deus no mundo contemporâneo”, sustenta o artigo do editor do jornal. Giovanni Maria Vian avalia como um dos gestos mais significativos da visita do papa a Paris a disponibilidade corajosa e cordial demonstrada pelo presidente francês Nicolas Sarcozy diante da insistência de temas como a laicidade positiva e o diálogo entre as religiões. O texto também ressalta como pontos altos da viagem o encontro com representantes da comunidade hebraica, durante os quais o papa Bento XVI rechaçou o anti-semitismo; e o discurso ao mundo da cultura, com a presença de autoridades muçulmanas. (MO)

Fonte: RV

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

TERMINOU A "X VIAGEM APOSTÓLICA DO PONTIFICADO DE S.S. PAPA BENTO XVI"

PAPA SE DESPEDE DA FRANÇA
Lourdes, 15 set (RV)
- Ao término da celebração Eucarística para os enfermos, esta manhã, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, Bento XVI dirigiu-se de automóvel ao Estádio Antonio Béguère, onde tomou o helicóptero que o levou ao aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pirineus.
Após a cerimônia protocolar, o Papa pronunciou seu discurso de despedida agradecendo, de modo especial, ao Presidente da República da França, Nicolas Sarkozi, ao seu governo, às autoridades civis, religiosas e militares, enfim a todos os que trabalharam e contribuíram para o bom êxito da sua visita à França.
Após ter feito uma breve retrospectiva dos pontos principais das suas atividades em Paris e Lourdes, Bento XVI se despediu da Nação francesa, dizendo: Que Deus abençoe a França. Que em sua terra reine a harmonia e o progresso humano; que a Igreja seja fermento e orientação, com sabedoria e sem temor, segundo a sua missão, em apresentar a pessoa de Deus.
O Papa prometeu que vai sempre se recordar do povo francês, sobretudo quando estiver diante da Gruta de Lourdes, que há mais de um século se encontra no Jardim do Vaticano.
Enfim, ao se despedir das autoridades civis e religiosas de Lourdes, o Santo Padre tomou o avião da Air France com destino a Roma.
Sua chegada dar-se-a no aeroporto romano de Ciampino, de onde se transferiu imediatamente à Residência Apostólica de Castel Gandolfo.
Assim, Bento XVI concluiu sua X Viagem Apostólica de seu Pontificado. (MT)
Fonte: RV

BENTO XVI MANTEM ENCONTRO COM BISPOS DA FRANÇA

ENCONTRO DO PAPA COM OS BISPOS DA FRANÇA

Lourdes, 14 set (RV)
- Na parte da tarde de hoje, o Pontífice deixou, novamente, a Casa de Retiros São José, por volta das 17 horas locais, e se dirigiu ao Anfiteatro Santa Bernadete, para o encontro com os Bispos da França.Depois da saudação do cardeal-arcebispo de Paris, Dom André Vingt-Trois, Presidente da Conferência Episcopal da França, Bento XVI pronunciou seu longo e denso discurso, expressando sua alegria de poder se encontrar, pela primeira vez, com todos os Bispos franceses reunidos.

Demonstrando profundo conhecimento da realidade eclesial local, fruto também da visita “ad limina apostolorum”, que os bispos fazem, a cada cinco anos, ao Sucessor de Pedro e à Igreja de Roma, o Papa passou em resenha alguns dos aspectos pastorais da vida da Igreja na França.

Após recordar a missão própria do bispo e a importância da comunhão nas suas respectivas Igrejas locais, sobretudo com a Sé de Pedro, o Santo Padre passou a fazer uma espécie de resenha de diversos aspectos da vida da Igreja na França, dando destaque à catequese, à promoção das vocações, sobretudo religiosas e sacerdotais, ao papel insubstituível do sacerdote na vida paroquial e no apostolado, com atenção particular aos mais necessitados, idosos e enfermos.

O Papa referiu-se ainda a outros aspectos pastorais, como a Liturgia e a família, célula vida da sociedade; a indissolubilidade do matrimônio, o bem comum e a defesa da vida, desde o início até seu fim natural; a juventude, futuro da humanidade; o divórcio e o aborto, que representa uma chaga na sociedade moderna; o engajamento dos leigos, na vida social e eclesial; enfim, o diálogo ecumênico e inter-religioso com outras Confissões religiosas.

Enfim, ao dar seus sábios conselhos e orientações aos Pastores da Igreja na França, na condução das suas respectivas Igrejas locais, Bento XVI concluiu, dizendo textualmente: “O homem precisa sempre livrar-se dos seus medos e pecados; ele precisa aprender a amar a Deus como amigo e a dar sentido à própria existência. Neste sentido, os Pastores têm um papel importante, ao conduzir seu rebanho à meta estabelecida”.

O Pontífice se despediu, confiando os Pastores e toda a Igreja na França à materna proteção de Nossa Senhora de Lourdes.

Ao término do encontro com os Bispos franceses, o Santo Padre dirigiu-se, de papa-móvel, ao Prado do Santuário mariano de Lourdes, onde participou do final da Procissão Eucarística, concluindo, assim, seu penúltimo dia de permanência em Lourdes.

Amanhã, antes de deixar as terras francesas, Bento XVI vai percorrer a IV etapa das celebrações jubilares das Aparições, visitando o lugar onde Santa Bernadete fez sua Primeira Comunhão.

Hoje, o lugar se encontra no Oratório do Hospital de Lourdes.

Depois, o Papa vai celebrar uma Santa Missa, para os enfermos presentes em Lourdes, no patamar da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Lourdes.

Assim, Bento XVI concluirá a X Viagem Apostólica de seu Pontificado, que, durante cinco dias, o levou a Paris e a Lourdes, para as celebrações jubilares marianas.

A chegada do Santo Padre ao aeroporto romano de Ciampino, está prevista em torno das 15 horas locais.

O Papa se dirigirá, a seguir, à Residência Apostólica de Castel Gandolfo. (MT)
Fonte: RV

domingo, 14 de setembro de 2008

LOURDES: MANANCIAL DE LUZ E DE ESPERANÇA PARA TODOS QUE SOFREM

"Lourdes é um dos lugares que Deus escolheu para aí fazer resplandecer um reflexo da sua beleza"
Bento XVI, sábado, no final da procissão de velas

Sábado à noite, no final da procissão de velas, Bento XVI evocou as aparições de Lourdes, manancial de luz e de esperança para todos os sofrimentos. Como tantas pessoas tiveram ocasião de testemunhar (observou), o rosto de Bernardette irradiava uma luminosidade muito própria, quer durante as aparições, quer quando delas falava. Isso porque se encontrava habitada pela luz de Massabielle. "Lourdes é um dos lugares que Deus escolheu para aí fazer resplandecer um reflexo especial da sua beleza. Daqui a importância da luz", das velas acesas, da procissão de velas. Uma luz que rompe as trevas . "Vindo em peregrinação a Lourdes, nós queremos entrar, seguindo os passos de Bernardette, nesta extraordinária proximidade entre o céu e a terra que nunca se desmentiu e que não cessa de se consolidar". Bento XVI não deixou de evocar os mil rostos de sofrimento que Lourdes tem presente na oração. "Esta procissão - disse - é um momento de grande alegria eclesial, mas é também um tempo grave: as intenções que nós trazemos connosco sublinham a nossa profunda comunhão com todos os irmãos que sofrem. Pensamos nas vítimas inocentes que sofrem a violência, a guerra, o terrorismo, a fome, injustiças, flagelos e calamidades, ódio e opressões, atentados à sua dignidade humana e aos seus direitos fundamentais, à sua liberdade de agir e de pensar. Pensamos também nos que conhecem problemas familiares, ou que sofrem em razão do desemprego, da doença, da solidão, da sua situação de imigrados. Desejo não esquecer aqueles que sofrem por causa do nome de Cristo e que morrem por ele".
Fonte: RV

"SER ANTI-SEMITA É SER ANTICRISTÃO"

PAPA EM PARIS: "SER ANTI-SEMITA É SER ANTICRISTÃO"
Paris,
- Antes do encontro com o mundo da cultura, Bento XVI recebeu brevemente representantes da comunidade judaica, na Nunciatura Apostólica.

Em sua saudação, o pontífice recordou que cristãos e judeus, por causa daquilo que os une e daquilo que os separa, têm uma fraternidade a ser fortificada e a ser vivida. “E sabemos que os laços de fraternidade constituem um contínuo convite a conhecer-se melhor e a respeitar-se”, disse.Por sua própria natureza, a Igreja Católica se sente empenhada a respeitar a Aliança selada pelo Deus de Abraão, de Isaac e Jacó. Espiritualmente, como disse o Papa Pio XI, “nós somos semitas”.

Por isso, afirma o papa, a Igreja se opõe a toda forma de anti-semitismo, para a qual não existe nenhuma justificação teológica aceitável.

Como afirmava o teólogo Henri de Lubac, ser anti-semita significa ser também anticristão. Mais uma vez, disse o papa, sinto o dever de homenagear todos aqueles que morreram injustamente e todos aqueles que trabalharam para que os nomes das vítimas permanecessem presentes na lembrança. “Deus não esquece!”, disse Bento XVI. (BF)
Fonte: RV

sábado, 13 de setembro de 2008

LOURDES: BENTO XVI DEU INÍCIO AO "CAMINHO DO JUBILEU"

Bento XVI chegou ao fim da tarde deste sábado ao santuário mariano de Lourdes, meta fundamental da sua viagem pastoral.


Do aeroporto de Tarbes, nos Pirinéus, aonde deveria chegou pouco antes das 18 horas, o Papa seguiu de helicóptero para Lourdes, dando imediatamente início ao “Caminho do Jubileu” – o percurso que todos os peregrinos são convidados a realizar neste Jubileu dos 150 anos das aparições: a fonte baptismal da Igreja onde foi baptizada Bernardete, a pobre casa da família e a gruta de Massabielle.

Papa Bento XVI em visita ao "Cachot"


Bento XVI em oração na gruta de Massabielle.

(Noutro momento Bento XVI realizará a última etapa deste breve percurso: a capela onde a vidente de Lourdes recebeu a primeira comunhão.)

Às nove e meia da noite o Papa participará na parte final da procissão de velas , dirigindo a palavra aos peregrinos. Amanhã domingo, às 10 horas da manhã, Bento XVI preside à Santa Missa, na festa da Exaltação da Santa Cruz. A celebração tem lugar no amplo prado situado na margem oposta, do outro lado da corrente, em frente da gruta das Aparições.
Fonte: RV

PROGRAMA DE BENTO XVI EM LOURDES


A PROGRAMAÇÃO DO PAPA EM LOURDES



Foto do Centro de Lourdes - Praça Peyramale

Lourdes, 13 set (RV)

-A chegada do papa a Lourdes está prevista para as 18h locais, depois de um vôo até Tarbes e um percurso de 15 minutos em helicóptero, que o deixará no estádio da cidade mariana.

Ali, será acolhido de modo informal pelo prefeito e algumas autoridades civis, e partirá de papa-móvel para as duas primeiras etapas do ‘Caminho do Jubileu’.


"Moinho Bolly" - Casa da família de Bernadette Soubirous

O ‘Caminho’ é um percurso que todo peregrino que vai a Lourdes este ano é convidado a fazer, e inclui quatro lugares ligados à vida de Bernadette: a fonte na qual foi batizada; a casa onde viveu com a família; a gruta onde ocorreram as aparições, e a capela na qual recebeu a primeira comunhão.
Na primeira etapa, a igreja, o papa será acolhido pelo pároco, que o acompanhará em um breve momento de oração e à fonte batismal onde a menina Bernadette recebeu o primeiro sacramento. O papa rezará a oração específica e o pai-nosso.


Foto da fachada do "cachot" na época de Sta. Bernadette - Rua "des Petits-Fossés"

Em seguida, o cortejo vai se transferir à casa de Santa Bernadette, chamada ‘cachot’, (prisão), pois a residência havia sido no passado um cárcere, e que após ter sido abandonado, foi ocupado pela pobre família da menina.


Nesta etapa, Bento XVI estará acompanhado pelo bispo de Tarbes e Lourdes, dom Jacques Perrier.

Foto do autêntico Rosário, exposto no "cachot"


O programa prevê que o papa reze a oração, beije o Rosário de Bernadette e enquanto um coral entoa o ‘Ave Maria de Lourdes’, ele reze a oração a Maria.


Gruta de Massabielle


Em seguida, ainda de papa-móvel, o papa será levado à Gruta, coração do Santuário.
Com o bispo, ele passará diante da fonte e beberá de sua água, oferecida por uma criança. O papa deve acender um círio e se retirar, em silêncio, antes de ler a oração da 3ª etapa do Jubileu. Rezará também uma Ave-Maria, sob as notas do Magnitifcat entoado pelo coral.
A 4ª etapa do ‘Caminho’, a capela onde Bernadette recebeu a primeira comunhão, encontra-se dentro do Hospital de Lourdes.
Esta visita está programada para a manhã de segunda-feira, último dia da viagem do papa.


Procissão das velas em torno da Basílica





Hoje, após o jantar, Bento XVI deixa o a Casa de Retiros São José, onde estará hospedado, e irá ao Santuário, para participar da Procissão de Velas, que se conclui diante da Basílica.
Entretanto, a chuva que caiu e continua ameaçando Lourdes hoje não diminuiu o ânimo de peregrinos e moradores em passear pelo mais importante santuário mariano da Europa.
Cerca de 200.000 pessoas são esperadas para a missa que Bento XVI presidirá amanhã.


Foto de rua central de Lourdes
Lourdes é uma cidade pequena, com aproximadamente 15.000 habitantes, localizada aos pés dos Pirineus, entre a planície e a montanha, a 420 metros de altitude.

Imagem parcial dos Pirineus, vista do centro de Lourdes

Hoje, Lourdes é a segunda cidade da França em número de hotéis: 270, além de 13 acampamentos .

No Santuário, trabalham mais de 430 funcionários, sem contar os religiosos e religiosas, com os quais esse total alcança 500 pessoas. Assim sendo, a vida pastoral e litúrgica do Santuário depende de serviços especializados em organização, administração, contabilidade, comunicação, planificação dos grupos e recepção dos doentes.

O Santuário de Lourdes também conta com mais de 200 mil voluntários que se dedicam especialmente ao atendimento dos doentes. Esses voluntários pertencem à Hospitalidade Nossa Senhora de Lourdes ou à organizações diocesanas ou a grandes organismos, tais como as italianas UNITALSI e OPTAL. São pessoas que provêm de vários lugares do mundo para consagrar seu tempo ao serviço dos doentes e do Santuário, ao longo de todo o ano.

Vista da duas Basilicas do Santuàrio, tendo o Rio Gave à esquerda

Este ano, o trabalho é muito maior: Constata-se um aumento de mais de 60% no número dos peregrinos em relação aos anos passados, o que faz prever uma freqüência da ordem de nove a dez milhões de peregrinos até o fim do Ano Jubilar. (CM)

Fonte: RV
Fotos : "A FAMÍLIA CATÓLICA"

* Veja os slide-show do Santuario de Lourdes, Gruta de Massabielle, Moinho Bolly, Chachot e Rue du Bac (Medalha Milagrosa), todos expostos na coluna à direita.
A FAMÌLIA CATÓLICA

PARIS: SANTA MISSA NA ESPLANADA DOS INVÁLIDOS

CONCLUSÃO DA VISITA DO PAPA A PARIS: SANTA MISSA NA ESPLANADA DOS INVÁLIDOS
Paris, 13 set (RV)
- Segundo dia da X Viagem Apostólica de Bento XVI.
O Papa se encontra em Paris, desde ontem, e, hoje à tarde, irá para Lourdes, para as celebrações dos 150 anos das Aparições de Nossa Senhora a Bernadete Soubirous, na gruta de Massabielle.
Esta manhã, em Paris, o Santo Padre deixou a Nunciatura Apostólica da capital francesa, às 9h00, e se dirigiu ao Instituto de França, para uma breve visita.
O Instituto de França, fundado em 1795, reúne sob a sua grande cúpula eminentes personalidades representantes do conhecimento humano.
O Instituto compreende cinco Academias, entre as quais a das Ciências morais e políticas.
O Papa foi recebido pelo Chanceler do Instituto de França, Gabriel de Broglie e pela Secretária Perpétua da Academia Francesa, Helena Carrére d’Encausse. Recordamos que o Papa Ratzinger é membro da Academia Francesa desde quando era Cardeal.
Depois de sua visita ao Instituto, o Pontífice deslocou-se, de papa-móvel, para a Esplanada dos Inválidos de Paris: o imponente conjunto monumental, construído em 1671, a pedido de Luís XIV, para acolher os soldados idosos inválidos de guerra. Hoje a instituição se tornou hospital, sob os cuidados das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paula.Diante da Esplanada dos Inválidos, o Papa presidiu à celebração Eucarística, em memória de São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja.
No início da celebração, momento conclusivo da sua visita à capital francesa, o cardeal-arcebispo de Paris, Dom André Vingt-Trois fez uma saudação, em nome dos milhares de fiéis presentes.Após a proclamação do Evangelho, o Santo Padre pronunciou sua homilia, cumprimentando, inicialmente, as autoridades civis e religiosas e todos os fiéis, provenientes também das regiões vizinhas. Refletindo sobre as leituras da Liturgia do dia, Bento XVI partiu da advertência do Apóstolo Paulo, cujo bimilenário de morte celebramos este ano: “Fujam da idolatria”: Este convite a fugir dos ídolos permanece válido também nos nossos dias. Por ventura, o mundo contemporâneo não criou os próprios ídolos? Não imitou, talvez sem querer, os pagãos da antiguidade, desviando o homem do seu verdadeiro fim, ou seja, da felicidade de viver eternamente com Deus. Estas questões devem ser levantadas pelo homem moderno e honesto, disse o Papa, que explicou: a palavra “ídolo” deriva do grego e significa “imagem, figura, representação, mas também fantasma, vã aparência”. O ídolo é um engano, porque desvia o homem da realidade concreta, confinando-o no reino das aparências. Esta é uma tentação própria da nossa época.Trata-se, acrescentou o Pontífice, de uma tentação de idolatrar um passado que não existe mais; de idolatrar um futuro que ainda não existe, achando que o homem pode ser feliz sobre esta terra, contando com as próprias forças! Contudo, Deus, na sua infinita bondade, jamais exige do homem o sacrifício da própria razão. Jamais a razão entra em contradição real com a fé.
Deus, Uno e Trino, explicou ainda o Papa, criou a nossa razão e nos deu a fé, propondo-nos, na plena liberdade, aceitá-la como dom precioso. O culto aos ídolos desvia o homem desta perspectiva e, assim, a razão humana corre o risco de forjar novos ídolos.Desta maneira, Bento XVI exortou os presentes a pedirem a Deus que nos ajude a purificar-nos de todos os ídolos, para termos acesso à verdade do nosso ser e do seu Ser infinito. Aqui, o Papa se perguntou: como chegar a Deus. Respondendo a esta questão, citou São Paulo Apóstolo, que sugere buscar e encontrar Deus através da fé e não somente com a razão. O Papa aconselhou buscá-lo no sacrifício da Missa, na Eucaristia, que são os melhores meios para fugir da idolatria. Bento XVI concluiu sua homilia fazendo um convite:Eu lhes confio, queridos cristãos de Paris e da França, a ação poderosa e misericordiosa de Deus Amor, que morreu por nós na Cruz e ressuscitou vitoriosamente na manhã de Páscoa. A todos os homens de boa vontade que me escutam, digo como São Paulo: fujam do culto dos ídolos! Jamais deixem de fazer o bem!
Com esta Santa Missa, na Esplanada dos Inválidos, em Paris, o Pontífice concluiu sua visita de um dia à capital francesa. Ao deixar a Esplanada, de automóvel, o Papa regressou à Nunciatura Apostólica, para o almoço com os Bispos locais e a sua comitiva.
Após o almoço, depois de alguns momentos de repouso, Bento XVI deixa Paris com destino a Lourdes, para as celebrações jubilares marianas, ponto alto da sua visita à França. (MT)
Fonte:RV