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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 26 de março de 2013

França celebra os 850 anos da catedral de Notre Dame

Missa pelos 850 anos de Notre Dame, no último dia 12 (AP)

Ao longo deste ano de  2013 vai celebrar aniversário da famosa catedral parisiense.
 
Um festival com um ano de duração vai celebrar, em 2013, o aniversário de 850 anos da catedral medieval francesa Notre Dame de Paris.
Situada na pequena Île de la Cité, em Paris, a catedral se ergue, altiva, rodeada pelas águas do rio Sena. Não é a igreja mais antiga, nem a maior ou a mais alta do mundo - mas muitos diriam ser a mais famosa.

Testemunha dos mais importantes eventos na história da França, desde sua fundação a catedral testemunhou o nascimento de 80 reis, dois imperadores e cinco repúblicas. Ela também assistiu, impassível, à participação da França em duas guerras mundiais.
Suas famosas gárgulas, que a protegem contra espíritos malévolos, viveram glórias e tragédias ao longo dos séculos. Por exemplo, Notre Dame foi saqueada e quase demolida durante a Revolução Francesa.
Mas o monumento, erguido em homenagem a Nossa Senhora - daí o nome, Nossa Senhora de Paris -, a tudo sobreviveu. E no ano que se aproxima será a estrela de uma série de eventos que celebram seu 850º aniversário.

Guerras santas

A catedral começou a ser construída em 1163 e só foi concluída 180 anos depois.
Mesmo antes de terminada, a obra em construção já atraía cavaleiros medievais que, durante as Cruzadas, iam a Notre Dame rezar e pedir proteção antes de partir para o Oriente.
Em 1431, com as obras já concluídas, foi entre suas paredes que um menino de dez anos, de saúde delicada - Henrique 6º, da Inglaterra -, foi coroado rei da França.
E em 1804, ao som dos tubos do grande órgão da catedral, Napoleão foi coroado imperador.
A música sempre cumpriu um papel fundamental na vida de Notre Dame. Isso pode ser comprovado por relatos em manuscritos medievais guardados nos arquivos da igreja.
Não é surpresa, portanto, que a música também esteja no centro das comemorações do aniversário.
No próximo ano, três corais vão reviver a música que se fazia em Paris naquele período, e que remonta aos primórdios do cristianismo.

Sinos de Quasímodo


Sinos que serão levados a Notre Dame
Alguns sinos de Notre Dame serão substituídos por novos (acima), feitos com métodos tradicionais
"Em 1163, quando começaram a construir a catedral, Paris tornou-se um centro de grande desenvolvimento intelectual, espiritual e musical", explica à BBC o diretor de um dos corais, Sylvain Dieudonne.
"A escola musical (parisiense) foi muito influente", agrega. "Sabemos, a partir dos manuscritos que encontramos, que ela influenciou a música (que se fazia) em toda a Europa - na Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra."
Mas a catedral de Notre Dame também é conhecida por um outro som, muito famoso: os sinos que tanto fascinam o personagem Quasímodo, do romance O Corcunda de Notre Dame, do escritor francês Victor Hugo.
O maior deles é Emmanuel, instalado na torre sul em 1685. Suas badaladas marcam a passagem das horas durante o dia. Emmanuel também badalou para marcar a liberação de Paris do controle alemão, em 1944.

Bolas de canhão e arquitetura

Neste ano, os sinos menores, da torre norte - que não são originais -, serão substituídos.
Os originais foram derretidos durante a Revolução Francesa para a fabricação de bolas de canhão. Os substitutos, fabricados no século 19, eram "desafinados".
Oito dos sinos novos estão sendo fundidos em Villedieu-Les-Poeles, na Normandia, a partir de métodos usados no Egito Antigo. Os moldes são feitos com crina de cavalo e esterco.
"(Essa combinação de materiais) dá ao sino um revestimento perfeito, muito melhor do que os feitos com areia e cimento", diz Paul Bergamo, presidente da fundição.
"Também estamos usando várias técnicas computadorizadas para afinar o som dos sinos", acrescenta. "Acredito que, quando terminarmos, este será o melhor carrilhão da França."
O festival de aniversário, com duração de um ano, não estaria completo sem uma celebração também da arquitetura da catedral. Notre Dame é considerada uma obra prima da arquitetura gótica.
Há planos, também, de se fazer melhorias na iluminação interna.

Fonte: BBC News em Paris

quarta-feira, 3 de junho de 2009

VOO AF447 - A SOLIDARIEDADE DA IGREJA FRANCESA

VOO RIO-PARIS: A SOLIDARIEDADE DA IGREJA FRANCESA

Paris, 03 jun (RV)

- O arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois, em nome da Igreja Católica na França, expressou solidariedade aos parentes e familiares das vítimas, em declaração pública feita depois do desaparecimento do airbus A330 da companhia Air France, que caiu no Atlântico durante o vôo Rio-Paris, com 228 pessoas a bordo.
Um desastre que "faz com que as famílias dos passageiros de diversas nacionalidades caiam na dor", destacou o arcebispo de Paris, convidando "os católicos a rezarem por todas as vítimas e por seus familiares".
Os passageiros a bordo eram de 32 nacionalidades diferentes: 72 franceses, 59 brasileiros, 26 alemães e cerca de 12 italianos. Somente um dos comissários de bordo era brasileiro, o restante, francês.Por sua vez, o presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò, em telegrama afirmou que o desastre aéreo suscitou "angústia e profundo sofrimento". (BF)

Fonte: RV

terça-feira, 16 de setembro de 2008

LOURDES: DISCURSO DE DESPEDIDA: RETROSPECTIVA DA VIAGEM


DISCURSO DE DESPEDIDA: RETROSPECTIVA DA VIAGEM DO PAPA À FRANÇA

Lourdes, 16 set (RV)
– Enquanto o Papa descansa, em Castel Gandolfo, depois da maratona de quatro dias à França, recordamos a cerimônia de despedida, que se realizou, ontem, no aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pirineus, na presença do primeiro-ministro, François Fillon.

Ali Bento XVI fez uma retrospectiva destes quatro dias de visita à França:No momento de deixar a terra francesa, fico muito agradecido por terem vindo despedir-se de mim. Assim, vocês me dão a oportunidade de afirmar, mais uma vez, que esta viagem a este país alegrou meu coração.
Por seu intermédio, senhor Primeiro-Ministro, envio minhas saudações ao Presidente da República e aos membros do governo, assim como às autoridades civis e militares que não pouparam esforços para contribuir para o bom andamento destes dias de graça.
Depois, o Santo Padre expressou sincera gratidão aos irmãos no episcopado, ao cardeal Vingt-Trois e a Dom Jacques Perrier, bispo de Lourdes, assim como à Conferência Episcopal da França. O Papa recordou ainda, com reconhecimento, as autoridades de Paris e Lourdes, como também as Forças da Ordem, os voluntários e todos os trabalharam, com dedicação e esmero, pelo êxito de seus quatro dias de visita à França. E acrescentou:Minha viagem foi como um díptico: a primeira parte foi Paris, cidade que conheço muito bem e lugar de muitas reuniões importantes. Tive a oportunidade de celebrar a Eucaristia no marco prestigioso da Esplanada dos Inválidos e de encontrar um povo vivo, orgulhoso e ciente da sua fé. Vim encorajá-los a perseverar em sua fé, vivendo os ensinamentos de Cristo e de sua Igreja.

A seguir, Bento XVI lembrou as Vésperas com os sacerdotes, religiosos, religiosas, diáconos e seminaristas, alentando-os em sua vocação de servir a Deus e ao próximo. Recordou também momento, embora breve, mas intenso, com os jovens na Praça de Notre-Dame, cujo entusiasmo e carinho o reconfortaram. Enfim, o Papa dirigiu seu pensamento aos significativos encontros com o mundo da cultura, no Instituto de França e no Colégio dos Bernardinos, ocasião em que pôde reafirmar que “a cultura e seus intérpretes são os vetores privilegiados do diálogo entre a fé e a razão, entre Deus e o homem”.Depois, o Santo Padre passou à segunda parte do que chamou de díptico: Lourdes, a cidadezinha nos Pirineus, principal etapa da sua viagem pastoral à França:Lourdes, lugar emblemático, que atrai e encanta os fiéis, é como uma luz na escuridão da nossa busca de Deus. Ali, Maria abriu uma porta para o além, que nos questiona e nos seduz: Maria, Porta caeli (Porta do Céu). Freqüentei a sua escola, durante estes dias.

Visitei Lourdes para celebrar os 150 anos das aparições marianas. O Papa continuou explicando que “na gruta de Massabielle”, onde Maria apareceu a Bernadete, rezou por todos: pela Igreja, pela França e pelo mundo. As duas Eucaristias celebradas em Lourdes lhe permitiram unir-se aos peregrinos.
De fato, como peregrino entre os peregrinos, o Pontífice acompanhou as quatro etapas do Caminho do Jubileu das Aparições, visitando a igreja paroquial, onde Bernadete foi batizada; a casa, onde viveu a sua família; a Gruta de Massabielle, onde a Virgem apareceu à pequena vidente; e, finalmente, a Capela onde a menina recebeu a Primeira Comunhão.

Depois, Bento XVI referiu-se à Santa Missa que celebrou, em Lourdes, para os enfermos, que coroou a sua visita à cidade e à França. Durante a celebração, rezou pelos doentes em busca de restabelecimento físico e esperança espiritual. Deus não os esquece, tampouco a Igreja. Por fim, o Papa recordou a procissão de velas e a procissão Eucarística, no gramado do Santuário de Lourdes; o encontro com os bispos da França, que se reúnem, periodicamente, aos pés de Nossa Senhora de Lourdes para rezar, celebrar a Eucaristia, refletir e dialogar sobre sua missão de pastores.
Ao término do seu discurso de despedida de Lourdes e da França, ontem de manhã, no aeroporto local, o Pontífice manifestou seu desejo:Que em solo francês possa reinar a harmonia e o progresso humano; que a Igreja seja fermento na massa para indicar, com sabedoria e sem temor, de acordo com a sua missão, quem é Deus. Chegou o momento de deixá-los. Será que vou voltar a este maravilhoso país? Confio este meu desejo a Deus. Em Roma, estarei próximo de vocês, quando me detiver diante da réplica secular da Gruta de Lourdes, que se encontra no Jardim do Vaticano.
Que Deus os abençoe e obrigado. (MT)
Fonte: RV

L'OSSERVATORE: EDITORIAL SOBRE VIAGEM APOSTÓLICA DE BENTO XVI À FRANÇA

L'OSSERVATORE PUBLICA EDITORIAL SOBRE VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA
Cidade do Vaticano, 16 set (RV)
- “Um tempo propício para retornar a Deus” é o título do editorial publicado nesta terça-feira pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano. O texto, assinado pelo editor do diário, Giovanni Maria Vian, faz um balanço da viagem do papa à França, encerrada nessa segunda-feira. “Bento XVI está convicto de que este é um tempo propício para retornar a Deus, e sua visita à França foi uma nova ocasião para repetir essa convicção”, destaca o L’Osservatore.O texto prossegue lembrando que a mensagem do Pontífice não foi dirigida apenas à comunidade católica, mas a todos os cristãos e aos fiéis de outras religiões. “Há uma urgência de Deus no mundo contemporâneo”, sustenta o artigo do editor do jornal. Giovanni Maria Vian avalia como um dos gestos mais significativos da visita do papa a Paris a disponibilidade corajosa e cordial demonstrada pelo presidente francês Nicolas Sarcozy diante da insistência de temas como a laicidade positiva e o diálogo entre as religiões. O texto também ressalta como pontos altos da viagem o encontro com representantes da comunidade hebraica, durante os quais o papa Bento XVI rechaçou o anti-semitismo; e o discurso ao mundo da cultura, com a presença de autoridades muçulmanas. (MO)

Fonte: RV

domingo, 14 de setembro de 2008

"SER ANTI-SEMITA É SER ANTICRISTÃO"

PAPA EM PARIS: "SER ANTI-SEMITA É SER ANTICRISTÃO"
Paris,
- Antes do encontro com o mundo da cultura, Bento XVI recebeu brevemente representantes da comunidade judaica, na Nunciatura Apostólica.

Em sua saudação, o pontífice recordou que cristãos e judeus, por causa daquilo que os une e daquilo que os separa, têm uma fraternidade a ser fortificada e a ser vivida. “E sabemos que os laços de fraternidade constituem um contínuo convite a conhecer-se melhor e a respeitar-se”, disse.Por sua própria natureza, a Igreja Católica se sente empenhada a respeitar a Aliança selada pelo Deus de Abraão, de Isaac e Jacó. Espiritualmente, como disse o Papa Pio XI, “nós somos semitas”.

Por isso, afirma o papa, a Igreja se opõe a toda forma de anti-semitismo, para a qual não existe nenhuma justificação teológica aceitável.

Como afirmava o teólogo Henri de Lubac, ser anti-semita significa ser também anticristão. Mais uma vez, disse o papa, sinto o dever de homenagear todos aqueles que morreram injustamente e todos aqueles que trabalharam para que os nomes das vítimas permanecessem presentes na lembrança. “Deus não esquece!”, disse Bento XVI. (BF)
Fonte: RV

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

PRIMEIRO DIA DA VISITA DE BENTO XVI EM PARIS

O PAPA FALA AO MUNDO DA CULTURA, AO CLERO E AOS JOVENS

Paris, 12 set (RV)
- O acontecimento chave da tarde deste primeiro dia da visita do papa à França foi o seu encontro com o mundo da cultura, no Colégio dos Bernardinos, filhos espirituais de São Bernardo de Claraval.
O falecido cardeal Jean-Marie Lustiger, quando era arcebispo de Paris, quis que esse colégio fosse um centro de diálogo entre a Sabedoria cristã e as correntes culturais, intelectuais e artísticas da sociedade. É em si emblemático, como Bento XVI mesmo ressaltou, a escolha desse Colégio para esse encontro com o mundo da cultura.
Estavam presentes cerca de 700 representantes do mundo da cultura francesa, entre eles membros do Instituto de França, acadêmicos, pesquisadores, escritores, artistas, atores, diretores de cinema, compositores, diretores de teatro, de museus, personalidades da mídia, editores, responsáveis por associações e manifestações culturais, a ministra da Cultura, assim como ministros de outras pastas, os ex-presidentes Giscard d’Estaing e Jacques Chirac, representantes da Unesco... só para citar algumas categorias da seleta assembléia.
O papa escolheu como tema do seu encontro com o mundo da cultura as origens da teologia ocidental e as raízes da cultura européia. Para entrar de cheio no assunto, Bento XVI falou da origem do monaquismo: os mosteiros, disse ele, eram o lugar em que os monges “procuravam Deus” na confusão dos tempos em que nada parecia resistir.
Os monges queriam empenhar-se em encontrar o que vale e permanece sempre, ou seja, queriam encontrar a própria Vida. Neste sentido, os monges eram escatológicos, mas não no sentido que se interessassem só pelo fim do mundo ou pela própria morte, mas no sentido existencial, ou seja, atrás das coisas provisórias buscavam o definitivo.
Mas como os monges eram cristãos, nessa procura de Deus eles não partiam da estaca zero, da escuridão absoluta. Tinham a Palavra, a Sagrada Escritura.
Como a busca de Deus exigia a cultura da palavra, faz parte do mosteiro a biblioteca que indica os caminhos para a palavra, a escola, a erudição, tudo isto em função da Palavra com “P” maiúsculo. O homem aprende, por meio das palavras, a Palavra.
Na lógica da sua explanação, o papa quis dar outro passo: ele disse que a Palavra que abre o caminho da procura de Deus é ela mesma este caminho, é uma Palavra que se refere à comunidade. A Palavra não conduz a um caminho só individual de uma imersão mística, mas introduz na comunhão com os que caminham na fé.
É necessário, portanto, não só refletir sobre a Palavra, mas também lê-la de modo justo.Bento XVI explicou que a Palavra, a Bíblia, as Sagradas Escrituras, formadas por tantos livros que foram aparecendo num arco de tempo de mais de um milênio, com todas as suas diversidades nos mostram que a Palavra de Deus chega a nós somente através da palavra humana, ou seja, Deus nos fala através dos homens, das suas palavras e da sua história: “Dito em expressões modernas: a unidade dos livros bíblicos e o caráter divino das suas palavras não são captáveis de um ponto de vista puramente histórico...
A Escritura precisa de interpretação, precisa da comunidade em que ela se formou e onde ela é vivida. Existem dimensões de sentido da Palavra e das palavras que se descobrem unicamente na comunhão vivida desta Palavra que criou a história. Através da percepção crescente da pluralidade destes sentidos, a Palavra não é desvalorizada, mas aparece, ao contrário, em toda a sua grandeza e dignidade".
É por isto, explicou Bento XVI, que o cristianismo não é, em sentido clássico, apenas uma religião do livro. O cristianismo percebe nas palavras a Palavra, o próprio Logos, que estende o seu mistério através de tal multiplicidade. Esta estrutura particular da Bíblia é um desafio sempre novo para cada geração.
Segundo a sua natureza, ela exclui tudo o que hoje é chamado de fundamentalismo. “Sempre e só na unidade dinâmica do conjunto, os muitos livros formam um Livro, revelam-se na palavra e na história humana a Palavra de Deus e o agir de Deus no mundo.Bento XVI ressaltou que toda a dramaticidade deste tema é iluminado nos escritos de São Paulo, quando ele diz que é necessário transcender a letra, pois a letra mata, e o Espírito dá vida, vivifica, e dá liberdade.
Mas também aqui, sublinhou o papa, é preciso ler São Paulo na sua inteireza. E explicou:“O Espírito libertador não é simplesmente a própria idéia, a visão pessoal de quem interpreta. O Espírito é Cristo, e Cristo é o Senhor que nos indica a estrada. Com a palavra sobre o Espírito e sobre a liberdade se abre um vasto horizonte, mas, ao mesmo tempo, se põe um claro limite ao arbítrio e à subjetividade, um limite que obriga de maneira inequívoca o indivíduo, como a comunidade, e cria um laço superior ao da letra do texto: o ligame da inteligência e do amor... Esta tensão entre o ligame e a liberdade... apresenta-se à nossa geração como um desafio face aos dois pólos que são, de um lado, o arbitrário subjetivo, do outro, o fanatismo fundamentalista. Se a cultura européia de hoje compreendesse a liberdade como ausência total de laços, seria fatal e favoreceria inevitavelmente o fanatismo e o arbítrio.
A ausência de laços e o arbitrário não são a liberdade, mas a sua destruição”.Sempre tendo presente o “ora et labora”, reza e trabalha, de São Bento, o papa partiu, então, para o segundo termo do lema: o “labora”, o trabalha.
Bento XVI explicou que no mundo grego, o trabalho físico era considerado como coisa de escravo, pois na concepção grega, o sábio, o homem verdadeiramente livre se consagrava unicamente às coisas do espírito. Mas a tradição judaica, seguida pelo monaquismo, era bem diferente: Deus, vivo e verdadeiro, é também o Criador: sujou as mãos com a criação da matéria. Deus trabalha e continua a agir na e sobre a história dos homens.
Ele entra como Pessoa na gestação laboriosa da história. Deus é o criador do mundo e a criação ainda não está acabada; a semelhança do homem com Deus está justamente aqui, em ser co-artífice do mundo com Deus.
O papa partira da consideração que o monaquismo era um “procurar Deus”, numa atitude verdadeiramente filosófica que consiste em olhar para além das realidades penúltimas e colocar-se à busca das realidade últimas, que são verdadeiras. E para que esta busca seja possível é necessário que exista num primeiro tempo, num primeiro momento, um movimento interior que suscita não somente a vontade de procurar, mas que torna também crível o fato que nesta Palavra se encontra um caminho de vida, no qual Deus vai ao encontro do homem para permitir que o homem vá ao Seu encontro.
Noutras palavras, é necessário o anúncio aberto da Palavra, que não pode ser entendido como propaganda: a fé deve ser comunicada aos outros; o Deus em quem acreditamos, uno e verdadeiro revelou-se no decorrer da história de Israel e, ultimamente, em seu Filho, dando, assim, a resposta aos problemas do homem e do mundo.
O papa concluiu o seu denso discurso ao mundo da cultura francesa indicando a pregação de São Paulo no Areópago de Atenas onde os sábios formavam como que um tribunal competente em matéria de religião e se opunham à intrusão de divindades estrangeiras: Paulo diz a este tribunal: “percorrendo a cidade e considerando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: «Ao Deus desconhecido».
O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio”. “Paulo, disse Bento XVI, não anuncia deuses desconhecidos. O anúncio d’Aquele que os homens ignoram, mas que conhecem: é este Desconhecido-Conhecido que os homens procuram. E se nós não anunciamos o Deus Desconhecido-Conhecido, a razão humana não pode desabrochar plenamente e descobrir que Ele mesmo se revelou. Vejamos como o papa cocluiu a sua reflexão:“A situação atual é diferente da que Paulo encontrou em Atenas, mas, apesar da diferença, em muitos pontos ela é também muito análoga: Nossas cidades não estão mais cheias de altares e de imagens que representam diversas divindades.
Para muitos, Deus se tornou realmente o grande Desconhecido. Mas como então atrás das numerosas imagens dos deuses estava escondida e presente a demanda do Deus desconhecido, assim também a atual ausência de Deus é tacitamente atormentada pela demanda que se refere a Ele.
Procurar Deus e deixar-se encontrar por Ele: isto não é menos necessário hoje do que no passado. Uma cultura meramente positivista que relegasse ao campo subjetivo como não científica a pesquisa acerca de Deus, seria a capitulação da razão, a renúncia às suas possibilidades mais altas e, portanto, uma derrota do humanismo com conseqüências graves”. Depois do encontro com o mundo da cultura, o Papa deixou o Colégio dos Bernardinos e se dirigiu, de papa-móvel, à famosa catedral de Notre Dame de Paris, onde presidiu à celebração das Vésperas da Virgem Maria, da qual participaram cerca de 2 mil sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e diáconos.
Após a introdução do cardeal-arcebispo de Paris, Dom André Vingt-Trois, o Santo Padre pronunciou sua homilia falando, inicialmente, sobre a igreja-mãe da diocese parisiense, dedicada à Mãe do Senhor, situada no coração da capital francesa, como sinal vivo da presença de Deus entre os homens.
A seguir, o Pontífice dirigiu sua palavra e saudação aos presentes, animando-os e dando-lhes esperança, que provém do próprio Deus. A eles exortou a seguir o exemplo materno de Nossa Senhora, modelo de fidelidade à Palavra divina.
Ao término da celebração das Vésperas marianas, Bento XVI apareceu ao patamar da Catedral de Notre Dame, para dirigir sua mensagem aos numerosos jovens presentes, sobretudo àqueles que participaram do recente Dia Mundial da Juventude em Sydney, na Austrália.Em seu discurso, o Papa salientou dois aspectos: primeiro, relacionado com o tema do DMJ:
“A força do Espírito Santo descerá sobre vocês e serão minhas testemunhas”;
o segundo sobre o mistério da Cruz, relacionado com o grande Apóstolo dos Gentios, do qual, este ano, celebramos o bimilenário de morte.Com estes pensamentos de Bento XVI, os jovens começaram uma Vigília de oração, que se prolongará toda a noite e se concluirá amanhã, com a solene celebração da Eucaristia, presidida pelo Pontífice na Esplanada dos Inválidos.
Desta feita, o Pontífice deixou a Catedral de Notre Dame de Paris e se dirigiu à Nunciatura Apostólica da cidade, para o jantar, depois do qual fez uma breve saudação aos fiéis reunidos diante da Nunciatura. Assim, o Santo Padre concluiu seu primeiro dia de atividades em terras francesas. (PL-MT)
Fonte: RV

PARIS - 40.000 PESSOAS EM TORNO DA CATEDRAL DE NOTRE DAME PARA OUVIR O PAPA


Catedral de Notre Dame - Paris

O Papa Bento XVI defendeu nesta sexta-feira a "unidade" dos cristãos, advertindo contra "qualquer forma de divisão", diante de uma platéia de religiosos católicos e de representantes das demais igrejas cristãs reunidos para as vésperas na catedral Notre Dame, em Paris.
"Rezo pela unidade da Igreja", declarou Bento XVI durante sua homilia, depois de saudar com "respeito e afeição" os representantes das igrejas cristãs "que vieram para participar das vésperas nesta catedral".
Cerca de 40.000 pessoas se reuniram em volta da catedral, no coração de Paris, para acompanhar a cerimônia em telões.
O Papa lembrou em seguida as palavras de São Paulo, advertindo para "qualquer forma de divisão", e destacou que não pode haver Igreja "sem unidade em torno do Cristo redentor".
As vésperas foram celebradas na presença de cerca de 2.000 padres, religiosos e seminaristas.
Esta cerimônia era um dos pontos altos do primeiro dia da viagem do Papa à França, que deve durar até segunda-feira.
Mais cedo, Bento XVI pronunciou um discurso teológico diante de 700 personalidades do mundo da cultura e foi recebido no palácio do Eliseu pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.O Papa apoiou o princípio de "laicidade positiva" defendido por Sarkozy, que prega uma laicidade mais aberta sobre as religiões.

DISCURSO DE BENTO XVI FOI UMA VERDADEIRA "LECTIO MAGISTRALIS", UMA "ORAÇÂO DE SAPIÊNCIA"

"O que fundou a cultura da Europa - a busca de Deus e a disponibilidade para O escutar - permanece o fundamento de toda a verdadeira cultura": Bento XVI dirigindo-se, em Paris, ao mundo da cultura
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Foi uma verdadeira “Lectio magistralis”, uma “oração de sapiência” o discurso que Bento XVI pronunciou nesta sexta-feira à tarde, em Paris, no “Colégio dos Bernardinos”, “lugar histórico… edificado pelos filhos de São Bernardo de Claraval”, desejado pelo cardeal Lustiger como “um centro de diálogo da Sabedoria cristã com as correntes culturais intelectuais e artísticas” da sociedade. Tendo escolhido como tema “Das origens da teologia ocidental e das raízes da cultura europeia”, o Papa deteve-se a reflectir antes de mais sobre a própria natureza do monaquismo ocidental. Em tempos de grande fractura cultural, provocada pela migração dos povos e reformulação de novas nações e estados, os mosteiros foram espaços onde sobreviveram os tesouros da cultura antiga e onde se forjou pouco a pouco uma nova cultura. Como é que tal aconteceu? Que motivação congregava as pessoas nesses lugares? Que desejavam? Como viveram? – interrogou-se Bento XVI, que logo sublinhou que “o objectivo deles era “procurar a Deus”. No meio da confusão daqueles tempos…, os monges desejam a coisa mais importante: … encontrar a própria Vida. Eles queriam passar, das coisas secundárias, às realidades essenciais”. “Por detrás do provisório, procuravam o definitivo”. E “como eram cristãos, não se tratava de uma aventura num deserto sem caminho, de uma busca em total obscuridade. O próprio Deus colocou marcos no caminho, ou melhor, aplanou as veredas. Por isso a tarefa deles era descobrir o caminho e segui-lo. “Esta via era a sua Palavra que se encontrava oferecida aos homens nos livros das Sagradas Escrituras”. A busca de Deus requer portanto, intrinsecamente, uma cultura da palavra… O desejo de Deus abarca o amor das letras, o amor da palavra, a sua exploração em todas as direcções… Era precisamente em razão da busca de Deus que se tornavam importantes as ciências profanas que nos indicam os caminhos para a língua. A biblioteca, como também a escola, fazia assim parte integrante do mosteiro”. Progredindo depois, passo a passo, na sua reflexão sobre o vasto tema escolhido, Bento XVI sublinhou que “a Palavra que abre o caminho da busca de Deus e que é, em si mesma, esse caminho, é uma Palavra que suscita o nascimento de uma comunidade”… “A Palavra não conduz unicamente no caminho de uma mística individual, mas introduz-nos também na comunidade daqueles que caminham na fé. É por isso que não basta reflectir sobre a Palavra, é preciso igualmente lê-la de maneira justa”. Fazendo notar que cada vez que no Novo Testamento se fala da Bíblia hebraica (“Antigo Testamento”) se usa o termo “Escrituras” (no plural). “Este plural sublinha já, claramente, que a Palavra de Deus só chega até nós através da palavra humana, através das palavras humanas, por outras palavras – que é somente na humanidade dos homens que Deus nos fala, através das suas palavras e da sua história”.
O que quer dizer – prosseguiu Bento XVI – que “a Escritura tem necessidade de ser interpretada, tem necessidade da comunidade onde se formou e viveu”. “A estrutura própria da Bíblia constitui um desafio sempre novo colocado a cada geração. Por sua natureza, ela exclui tudo o que hoje em dia se designa como fundamentalismo”.“A Palavra de Deus nunca está simplesmente presente na mera literalidade do texto. Para a atingir, é necessário uma superação e um processo de compreensão que se deixa guiar pelo movimento interior do conjunto dos textos e, a partir daí, tornar-se igualmente um processo vital”.Um processo vital que é vivido num “tensão entre o elo da inteligência e o elo do amor”. “Esta tensão entre o elo e a liberdade, que vai bem para além do problema literário da interpretação da Escritura (sublinhou o Papa), determinou também o pensamento e a obra do monaquismo e modelou profundamente a cultura ocidental”. “Esta tensão apresenta-se de novo à nossa geração como um desafio face aos dois pólos que são, de um lado, o arbitrário subjectivo, do outro, o fanatismo fundamentalista”. Encaminhando-se para a conclusão da sua dissertação, Bento XVI referiu ainda a dupla dimensão da vida monástica – “ora et labora” (reza e trabalha). Sem esta cultura do trabalho que, com a cultura da palavra, constitui o monaquismo, são impensáveis o desenvolvimento da Europa, o seu ethos e a sua concepção do mundo. A originalidade deste ethos deveria contudo levar a compreender que o trabalho e a determinação da história pelo homem são uma colaboração com o Criador, que têm n’Ele a sua medida”. Bento XVI concluiu a sua reflexão observando que o objectivo dos monges medievais continua necessário no nosso tempo, com a sua ausência de Deus: “Uma cultura unicamente positivista, que remetesse para o domínio puramente subjectivo, como não científica, a questão sobre Deus, seria a capitulação da razão, a renúncia às suasmais elevadas possibilidades e portanto o malogro do humanismo, cujas consequências poderiam ser graves.O que fundou a cultura da Europa, a busca de Deus e a disponibilidade para O escutar, permanece ainda hoje em dia o fundamento de toda a verdadeira cultura”.
Fonte: RV

BENTO XVI CHEGA EM PARIS



X VIAGEM APOSTÓLICA: PAPA EM PARIS
Castel Gandolfo, 12 set (RV)


- Bento XVI partiu, esta manhã, para a X Viagem Apostólica de seu Pontificado, que o levou à França. O Papa visitará Paris e Lourdes de 12 a 15 do corrente, por ocasião dos 150 anos das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes.O Santo Padre deixou, de helicóptero, a Residência Pontifícia de Castel Galdolfo, esta manhã, às 8h30, hora local, e se dirigiu ao aeroporto internacional de Fiumicino, em Roma.



O avião papal, um Airbus A-321 da Alitalia, decolou às 9h23, com destino a Paris, onde chegou às 11h15 hs locais.No aeroporto romano de Fiumicino, o Bispo de Roma se despediu das autoridades civis e religiosas, entre as quais o Núncio Apostólico na Itália, Dom Giuseppe Bertello, o embaixador da Itália, junto à Santa Sé, Antonio Zanardi Landi, o bispo de Porto e Santa Rufina, onde se encontra Fiumicino, Dom Gino Reali, o Prefeito local, Mario Canapini, e o vice-Premiê, Gianni Letta.Antes de partir, Bento XVI se entreve, brevemente, com as autoridades presentes, das quais se despediu.
A delegação vaticano, que acompanha o Papa nesta viagem à França, é composta de três Cardeais franceses: Dom Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso; Dom Paul-Poupard, Presidente emérito do Pontifício Conselho da Cultura; e Dom Roger Etchegaray, vice-Decano do Colégio Cardinalício.
Acompanha a delegação também o arcebispo Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.Como de costume, o Papa enviou um telegrama ao Presidente da Itália, país onde sobrevoou o avião papal, antes de chegar à França.
No telegrama a Giorgio Napolitano, o Bispo de Roma lhe apresentou suas sinceras saudações, como também a todo o povo italiano, enviando a todos, sobretudo aos que sofrem no corpo e no espírito, a sua Bênção Apostólica.
Durante o vôo, que o levou a Paris, Bento XVI respondeu a algumas perguntas dos jornalistas credenciados, falando, entre outras coisas, sobre a “laicidade, que, segundo o Papa, não está em contraposição com a fé; pelo contrário é fruto da fé.

Isto vale seja para os franceses, seja para os cristãos de hoje” disse o Pontífice, que acrescentou: “É importante viver com alegria a liberdade da nossa fé; é necessário dar verdadeiro testemunho cristão para a sociedade de hoje”.
“A religião, afirmou depois o Bispo de Roma, não deve ser identificada com o Estado; ela não é política e a política não é religião. Neste sentido, os cristãos devem contribuir para confirmar os valores que são fundamentais para a construção da sociedade”.

Respondendo a outro jornalista, que lhe perguntou sobre o motu proprio, que permite celebrar a Missa em latim, como um passo atrás ao Concílio, o Santo Padre respondeu: “É claro que a Liturgia conciliar renovada é aquela ordinária para a Igreja. O motu proprio é simplesmente um ato de tolerância pastoral para com as pessoas que receberam formação no período pré-conciliar. Portanto, é absolutamente infundado – concluiu – o fato de a liturgia em latim ser um retrocesso na Igreja”.Enfim, após cerca de duas horas de vôo, o avião papal pousou no aeroporto internacional Orly de Paris, precisamente às 11h06, onde se deu a cerimônia de boas-vindas, sem discursos oficiais.

O Papa foi recebido no aeroporto de Paris por algumas autoridades civis, religiosas e políticas, entre as quais o Presidente da França, Nicolas Sarkozy e sua esposa Carla Bruni, o Primeiro Ministro da França, François Fillon, o cardeal-arcebispo de Paris, Dom André Vingt-Trois, com seus auxiliares, e a Presidência da Conferência Episcopal da França.Após uma breve saudação aos presentes, o Pontífice se dirigiu, automóvel, à Nunciatura Apostólica de Paris, que dista 25 km.
Dali, às 12h15, o Papa deslocou-se ao Palácio do Eliseu, a Residência oficial do Presidente da República francesa, para uma visita de cortesia a Nicolas Sarkozy e para a cerimônia oficial de boas-vindas. (MT)
Fonte: RV

A MENSAGEM DE BENTO XVI, ANTES DE SUA VIAGEM À FRANÇA

Mensagem de Bento XVI antes de sua viagem à França
De 12 a 15 de setembro visitará Paris e Lourdes

CIDADE DO VATICANO,
Queridos irmãos e irmãs:
Na próxima sexta-feira empreenderei minha primeira viagem pastoral à França como sucessor de Pedro. Às vésperas de minha chegada, quero dirigir minha cordial saudação ao povo francês e a todos os habitantes desta querida nação. Vou como mensageiro de paz e fraternidade.
Vosso país não me é desconhecido. Em várias ocasiões tive a alegria de visitá-lo e de apreciar sua generosa tradição de acolhida e de tolerância, assim como a solidez de sua fé cristã e sua elevada cultura humana e espiritual.
Nesta ocasião, o motivo de minha viagem é a celebração do 150º aniversário das aparições da Virgem Maria em Lourdes. Depois de visitar Paris, a capital de vosso país, terei a grande alegria de unir-me à multidão de peregrinos que vão seguir as etapas do caminho do Jubileu, acompanhando Santa Bernadete até a gruta de Massabielle.
Minha oração se intensificará aos pés de Nossa Senhora pelas intenções de toda a Igreja, em particular pelos doentes e pelas pessoas mais abandonadas, assim como pela paz no mundo.
Que Maria seja para todos vós, em particular para os jovens, a mãe sempre disponível às necessidades de seus filhos, uma luz de esperança que ilumina e guia vossos caminhos!
Queridos amigos da França: eu vos convido a unir-vos à minha oração para que esta viagem dê frutos abundantes. Na alegre espera de estar logo entre vós, invoco sobre cada um, sobre vossas famílias e comunidades, a proteção materna da Virgem Maria, Nossa Senhora de Lourdes. Que Deus vos abençoe!
Fonte: ZENIT.org

PROGRAMA OFICIAL DA VISITA DE BENTO XVI À FRANÇA


França: Bento XVI irá falar sobre a laicidade



Bento XVI irá pronunciar um "discurso claro sobre a laicidade saudável quando falar no Eliseu", durante sua visita à França. A garantia é dada pelo Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.
O Cardeal francês adianta ainda em entrevista ao jornal “Avvenire” que o Papa irá oferecer “"uma palavra iluminadora sobre cultura em seu discurso com o mundo académico".
D. Tauran será um dos quatro franceses da Cúria Romana a acompanhar o Papa na França, juntamente com os cardeais Paul Poupard e Roger Etchegaray e do secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, D. Dominique Mamberti.
Sobre os actos de violência contra cristão ocorridos recentemente no estado indiano de Orissa, o Cardeal Tauran observou que as perseguições dos fundamentalistas hindus contra os cristãos são guiadas "mais por motivos políticos e sociais que genuinamente religiosos".

Programa
(Hora local, menos cinco horas de São Paulo)

Sexta feira, 12.09.2008
Roma – Paris
9.00 – Partida do aeroporto internacional Leonardo da Vinci de Fiumicino (Roma) para o aeroporto de Orly (Paris)
11.00 – Chegada ao aeroporto de Orly (Paris)
11.15 – Acolhimento oficial no aeroporto
12.25 – Cerimónia de Boas vindas no palácio do Eliseu
12.30 – Visita cordial ao Presidente da República no Eliseu
13.00 – Encontro com as autoridades do Estado – Discurso de Bento XVI
17.00 – Encontro com representantes da Comunidade Hebraica na Nuciatura Apostólica de Paris 17.30 – Encontro com o Mundo da Cultura no Colégio de Bernardins, em Paris – Discurso de Bento XVI
19.15 – Celebrações das Vésperas com os sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e diáconos na Catedral de Notre-Dame, em Paris – Discurso de Bento XVI
20.30 – Saudação aos jovens na Catedral de Notre-Dame, em Paris – Saudação de Bento XVI

Sábado, 13.09.2008
Paris – Lurdes
09.10 – Breve visita ao Instituto de França, em Paris
10.00 – Missa no Palácio dos Inválidos, em Paris – Homilia de Bento XVI
12.30 – Almoço com os bispos de França, seguida de viagem até à Nunciatura Apostólica de Paris 15.50 – Despedida na Nunciatura Apostólica de Paris
16.30 – Partida no aeroporto de Orly (Paris) para o aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénée.
17.45 – Chegada ao aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénée
18.00 – Partida em helicóptero do aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénée para o estádio Antoine Béguère, em Lourdes
18.20 – Chegada ao Estádio Antoine Béguère
18.30 – Caminho do Jubileu: Visita à Igreja do Sagrado Coração e Visita à Prisão de Lourdes
19.15 – Visita à Gruta da Aparição, em Lourdes
21.30 – Conclusão da Procissão Mariana na Praça do Rosário, no Santuário de Lourdes

Domingo, 14.09.2008
Lourdes
10.00 – Missa pelo 150º Aniversário das Aparições – Homilia de Bento XVI e recitação do Angelus. Palavras de Bento XVI
12.45 – Almoço com os Bispos da Região dos Pirineus e com os Cardeais e Bispos, seguida de viagem para o Hermitage de São José, em Lourdes
17.15 – Encontro com os Bispos Franceses no Hemiciclo de Santa Bernardete, em Lourdes – Discurso do Papa
18.30 – Conclusão da Procissão Eucarística em Lourdes – Discurso de Bento XVI

Segunda Feira, 15.09.2008
Lourdes – Roma
Despedida da Residência do Hermitage de São José, em Lourdes
08.45 – Visita ao Oratório do Hospital de Lourdes
09.30 – Missa com os doentes na Basílica de Notre-Dame du Rosaire, em Lourdes – Homilia de Bento XVI
12.10 – Partida em helicóptero do Estádio Antoine Béguère para o aeroporto de Tarbes-Lourdes.
12.30 – Chegada ao aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénées. Cerimónia de despedida. Discurso de Bento XVI
13.00 – Partida do aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénées para o aeroporto de Ciampino, Roma.
15.15 – Chegada ao aeroporto de Ciampino, Roma.
Fonte: Ag. ECCLESIA

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

COLETIVA DE IMPRENSA SOBRE A VIAGEM DO PAPA À FRANÇA
Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano

Cidade do Vaticano,
– O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, Padre Federico Lombardi, presidiu, a uma coletiva, aos jornalistas credenciados junto à Santa Sé, que vão dar cobertura da próxima Viagem Apostólica de Bento XVI à França, a décima de seu Pontificado.
Segundo Padre Lombardi, o Papa está preparando com muito cuidado o discurso que vai pronunciar ao mundo da cultura da França, em seu primeiro dia de permanência em Paris, na tarde de 12 de setembro.
Estarão presentes no encontro, que se realizará no recém-restaurado Colégio dos Bernardinos, 700 expoentes da cultura, da ciência e das artes desse país, assim como representantes da UNESCO e da União Européia.Segundo confirmou Padre Federico Lombardi, «o discurso que o Papa pronunciará na ocasião é um discurso muito esperado.
O original é escrito em alemão, com a tradução em francês. Bento XVI dedicou boa parte de seu magistério à relação entre a fé e a razão.
O Colégio dos Bernadinos, lugar do encontro com o mundo da cultura é sumamente simbólico, disse Padre Lombardi, devido à sua grande história.
O conjunto arquitetônico foi fundado em 1245 por um monge cisterciense, por indicação do Papa Inocêncio IV, que estava convencido de que a renovação da Igreja devia passar pelo estudo.O cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo falecido de Paris, afirmou Padre Lombardi, «conseguiu a possibilidade de a Igreja recuperar o uso do Colégio dos Bernardinos como lugar de encontro entre a Igreja e a cultura».
A arquidiocese empregou 7 anos para restaurar o centro. As obras se concluíram há poucas semanas. A verdadeira inauguração será feita pelo Papa.
Bento XVI visitará Paris e Lourdes, de 12 a 15 próximos, recordamos, como peregrino entre peregrinos, para celebrar os 150 anos das aparições de Nossa Senhora.
Ao chegar à localidade, nos Pirineus, frisou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa percorrerá as primeiras 3 etapas do «caminho do jubileu», ligadas à vida de Santa Bernadete, a vidente das aparições.

À noite se unirá à procissão com velas, típica de Lourdes, da qual participam centenas de enfermos.
O Papa dirigirá aos peregrinos seu primeiro discurso na cidade mariana.Domingo pela manhã, às 10h, Bento XVI presidirá à celebração Eucarística no Prado (La Prairie), diante da Gruta das Aparições, em recordação ao aniversário das aparição de Nossa Senhora a Bernardete de Soubirous.
Segundo Padre Lombardi, «esta Missa, para a França, tem horizontes internacionais, devido à presença universal dos peregrinos que chegam do mundo inteiro ao santuário».
Estarão presentes na celebração todos os bispos da França, com os quais, logo a seguir, o Papa se reunirá no Hemiciclo de Santa Bernadete.
Segunda-feira, concluiu Padre Federico Lombardi, será o dia dos enfermos. Após rezar no lugar em que Bernadete recebeu a primeira comunhão, para percorrer a última etapa do «caminho jubilar», o Papa vai celebrar Missa, com a qual concluirá sua visita ao Santuário mariano de Lourdes. (MT)
Fonte: RV

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

FRANÇA SE PREPARA PARA A RECEPÇÃO AO SANTO PADRE

PARIS SE PREPARA PARA RECEBER BENTO XVI

Paris,
- Paris e o Santuário de Lourdes, no sudoeste da França, se preparam para receber neste fim de semana o Papa Bento XVI. Está prevista a presença de 200 mil pessoas, no sábado, na esplanada dos Inválidos, na capital francesa. O Papa “vem para encontrar-se com os franceses, em especial com os católicos”, disse ontem durante uma coletiva de imprensa o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris. Ele ressaltou que esta primeira viagem será uma oportunidade para que a França conheça a personalidade de Bento XVI, sublinhando que o seu predecessor, João Paulo II ganhou a simpatia e admiração de grande parte da população. Trata-se, pois, da primeira visita de Bento XVI à França, que terá início em Paris com um encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, no Eliseu, e se concluirá no dia 15 no Santuário de Lourdes, que comemora este ano os 150 anos das Aparições de Nossa Senhora a Bernadette Soubirous.


O primeiro dos eventos públios em Paris será a oração das vésperas, na catedral de Notre Dame, no final da tarde de sexta-feira, seguida de uma saudação aos jovens diante da igreja. Bento XVI participará de uma procissão ao redor da catedral, durante a qual, pela primeira vez, a estátua de Nossa Senhora de Paris deixará o edifício.
Os fiéis reunidos na Catedral de Notre Dame e às margens do rio Sena, como também em outras dez paróquias da cidade participarão de uma vigília de oração, antes de iniciarem o “Caminho de Luz” que os levará até a esplanada dos Inválidos. A missa de sábado da manhã, na esplanada dos Inválidos, contará com a presença de fiéis católicos e de outras religiões, segundo membros da equipe que organiza a visita de Bento XVI à capital francesa. Na sua chegada a Paris, o Papa será recebido por Sarkozy , segundo o cardeal, “um encontro protocolar habitual” que constará de uma saudação pessoal, seguida da apresentação de membros do governo e convidados. Durante a cerimônia de boas-vindas o Papa e o presidente francês pronunciarão discursos. O Papa “não vem como turista, mas sim como peregrino” e com uma missão apostólica, declarou o cardeal André Vingt-Trois, que também é presidente da Conferência Episcopal da França. O cardeal destacou ainda a apertada agenda das 72 horas da visita à França, que foi preparada nos últimos seis meses. Salientou o encontro que o Papa manterá na sexta-feira com os responsáveis da comunidade judaica antes que comece o Sabbat e posteriormente, com os da comunidade muçulmana. Também desperta interesse o discurso que Bento XVI fará na sexta-feira no recém restaurado Colégio dos Bernardinos diante de destacadas figuras do mundo da cultura e que terá como tema “a fé cristã, a razão e a cultura”. Os organizadores contam com um total de 10 mil voluntários em Paris para esta visita, que se realizará sob estreitas medidas de segurança. Perguntado pela imprensa, o cardeal Vingt-Trois negou que os católicos se tornaram uma minoria na França. “Nossa igreja tem dificuldades, porém não creio que seja uma grande enfermidade” disse ele, que também não considera que o Papa “venha com a intenção de fazer uma revolução” religiosa. Por sua vez, um responsável da organização da visita a Lourdes destacou que este ano aumentou em 55% o numero de peregrinos ao Santuário. (SP)
Fonte : RV

domingo, 22 de junho de 2008

PROGRAMA DA VISITA DO PAPA À FRANÇA

ARCEBISPO DE PARIS APRESENTA PROGRAMA DA VISITA DO PAPA À FRANÇA, EM SETEMBRO PRÓXIMO
Catedral de Notre Dame de Paris

Paris, 22 jun (RV) - Na França, continuam os preparativos para a visita de Bento XVI, de 12 a 15 de setembro. Trata-se de uma viagem apostólica que se realizará por ocasião dos 150 anos das aparições da Virgem de Lourdes. Segundo o jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, será denso o programa apresentado nesta quarta-feira pelo arcebispo de Paris e presidente da Conferência Episcopal Francesa, Cardeal Andrè Vingt-Trois. O purpurado, referindo-se a Bento XVI, ressaltou o “interesse” do pontífice por aquilo que acontece no país, o definiu como um “perfeito francófono”, “habituado às sutilezas da nossa língua francesa”. Ilustrando mais detalhadamente os compromissos previstos, o cardeal recordou dois eventos particularmente esperados: a santa missa em Paris na Esplanada dos Inválidos, prevista para sábado, dia 13, e a celebração, no domingo, dia 14, em Lourdes, no campo diante de Massabielle, dirigida, sobretudo, aos jovens.Justamente os jovens são muito presentes na Igreja católica francesa, “o que implica uma responsabilidade” em relação a eles e representa também “uma força” _ disse o arcebispo de Paris. Os jovens serão também os protagonistas, no dia 12 de setembro, em Paris, da vigília que se fará na Catedral de Notre-Dame, bem como em diversas igrejas da capital. O encontro será inaugurado pelo papa, que na parte da tarde receberá o abraço de milhares de franceses ao longo do trajeto entre “Le Bernardins”, onde encontrará o mundo da cultura, e “Notre-Dame”. Representantes de outras confissões cristãs darão com a sua presença uma dimensão ecumênica à celebração. Consta também na agenda de Bento XVI um colóquio com o presidente Nicolas Sarkozy. Após Paris, o Santo Padre se fará peregrino entre os peregrinos transferindo-se para Lourdes. Participará da tradicional procissão de velas e no dia sucessivo celebrará a santa missa no campo diante de Massabielle, depois da qual terá lugar a procissão eucarística e o encontro com os bispos franceses. ”Será uma ocasião importante para manifestar junto a nossa comunhão na fé e receber uma mensagem confortadora e encorajadora” _ declarou o Cardeal Vingt-Trois. No dia seguinte, o papa concluirá o caminho do Jubileu com a quarta etapa do mesmo, ou seja, a etapa “eucarística”: fará uma visita ao oratório do abrigo.Em seguida, Bento XVI presidirá a santa missa na Basílica do Rosário, na festa de Nossa Senhora das Dores, e dará a unção dos enfermos. O cardeal-arcebispo de Paris confirmou a grande expectativa dos franceses por essa viagem e são muitos os que têm se manifestado “interessados e motivados” a participar. (RL)