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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

A IMPORTANCIADO ENCONTRO, FRANCISCO E KIRILL 

O abraço entre Francisco e Kirill: unidade faz-se caminhando



Abraço entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill - AP

13/02/2016 09:50

  

Histórico acontecimento nesta sexta-feira, dia 12 de fevereiro: o Papa Francisco encontrou o Patriarca de Moscovo Kirill em Cuba no Aeroporto José Marti em Havana.
“Somos irmãos é muito claro que esta é a vontade de Deus” – disse o Papa Francisco num caloroso abraço ao Patriarca Kirill que afirmou: “Mesmo que as nossas dificuldades não estão resolvidas há a possibilidade de encontrarmo-nos e isto é belo”.
No encontro em privado foram trocadas lembranças significativas: o Papa ofereceu um relicário com uma relíquia de S. Cirilo e um cálice; o Patriarca fez a oferta de uma imagem da Nossa Senhora de Kazan.
Depois foi assinada uma declaração conjunta que aborda âmbitos de colaboração e de diálogo com um particular enfoque para a situação dos cristãos no Médio Oriente.
“O nosso olhar dirige-se, em primeiro lugar, para as regiões do mundo onde os cristãos são vítimas de perseguição. Em muitos países do Médio Oriente e do Norte de África, os nossos irmãos e irmãs em Cristo veem exterminadas as suas famílias, aldeias e cidades inteiras”, pode ler-se no texto da declaração conjunta.
Francisco e Kirill no texto da declaração exortam a comunidade internacional à união para porem termo “à violência e ao terrorismo”. Apelam para a paz, para a “ajuda humanitária” aos refugiados e referem o martírio dos cristãos.
Após a assinatura da declaração conjunta o Papa Francisco e o Patriarca Kirill proferiram breves declarações:
“Temos o mesmo Batismo, somos bispos. Falamos das nossas Igrejas e concordamos que a unidade se faz a caminhar” – afirmou o Papa Francisco que sublinhou ter sentido a “consolação do Espírito” no diálogo com o Patriarca Kirill.
Francisco agradeceu a “humildade fraterna” do patriarca russo e os seus “bons desejos de unidade”.
O Patriarca Kirill, por sua vez, ressaltou nas suas declarações a abertura do encontro com o Papa e as preocupações com o “futuro do Cristianismo”.
Kirill sublinhou ainda que as duas Igrejas podem “cooperar” trabalhando para o respeito da vida humana.
Recordemos que ortodoxos e católicos encontram-se divididos desde o Cisma de 1054 e procuram agora com este encontro dar um histórico passo, preparado há muito tempo, que possa abrir caminhos de unidade.
Após as saudações entre as duas comitivas o Papa Francisco partiu em direção ao México em Viagem Apostólica.

Fonte RV

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

ATO HISTÓRICO DO PAPA FRANCISCO E O PATRIARCA KIRILL

Papa e Patriarca Russo assinam histórica declaração conjunta


Papa e Kirill trocam as declarações conjuntas - AP

12/02/2016 22:50                          
  

Cidade do Vaticano (RV)

– Após a reunião a portas fechadas, o Papa e o Patriarca Kirill assinaram uma histórica declaração conjunta que marca uma nova era nas relações entre a Igreja católica e o Patriarcado Russo.
Em 30 itens, Francisco e o Patriarca Kirill passaram em resenha e assinaram a concordância sobre temas-chave para a reaproximação entre católicos e ortodoxos.
Entre os tópicos principais, a preocupação comum sobre a situação dos cristãos no Oriente Médio, o protagonismo de Cuba e o futuro das relações entre ortodoxos e greco-católicos.
“Os resultados da conversa me permitem assegurar que ambas as Igrejas podem cooperar conjuntamente defendendo os cristãos no mundo inteiro e, com plena responsabilidade, trabalhar conjuntamente, para que não se faça guerra, para que se respeite a vida humana no mundo inteiro”, declarou Kirill.
“Falamos claramente, sem meias palavras”, disse Francisco. "Senti a consolação do Espírito neste diálogo. São iniciativas viáveis que se podem realizar", concluiu o Pontífice após a assinatura da declaração. 


***
Abaixo, publicamos a íntegra do documento histórico:
Declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Kirill de Moscovo e de toda a Rússia
"A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós" (2 Cor 13, 13).
1.         Por vontade de Deus Pai de quem provém todo o dom, no nome do Senhor nosso Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscou e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história.
Com alegria, encontramo-nos como irmãos na fé cristã que se reúnem para “falar de viva voz” (2 Jo 12), coração a coração, e analisar as relações mútuas entre as Igrejas, os problemas essenciais de nossos fiéis e as perspectivas de progresso da civilização humana

Cuba

2.         O nosso encontro fraterno teve lugar em Cuba, encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. A partir desta ilha, símbolo das esperanças do “Novo Mundo” e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, dirigimos a nossa palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes.
Alegramo-nos porque aqui cresce, de forma dinâmica, a fé cristã. O forte potencial religioso da América Latina, a sua tradição cristã secular, presente na experiência pessoal de milhões de pessoas, são a garantia de um grande futuro para esta região.

3.         Encontrando-nos longe das antigas disputas do “Velho Mundo”, sentimos mais fortemente a necessidade de um trabalho comum entre católicos e ortodoxos, chamados a dar ao mundo, com mansidão e respeito, razão da esperança que está em nós (cf. 1 Ped 3, 15).

Tradição comum

4.         Damos graças a Deus pelos dons que recebemos da vinda ao mundo do seu único Filho. Partilhamos a Tradição espiritual comum do primeiro milênio do cristianismo. As testemunhas desta Tradição são a Virgem Maria, Santíssima Mãe de Deus, e os Santos que veneramos. Entre eles, contam-se inúmeros mártires que testemunharam a sua fidelidade a Cristo e se tornaram “semente de cristãos”.

5.         Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos de um passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: “Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós” (Jo 17, 21).

Superar divergências

6.         Conscientes da permanência de numerosos obstáculos, esperamos que o nosso encontro possa contribuir para o restabelecimento desta unidade querida por Deus, pela qual Cristo rezou. Que o nosso encontro inspire os cristãos do mundo inteiro a rezar ao Senhor, com renovado fervor, pela unidade plena de todos os seus discípulos. Em um mundo que espera de nós não apenas palavras mas gestos concretos, possa este encontro ser um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade!

7.         Determinados a realizar tudo o que seja necessário para superar as divergências históricas que herdamos, queremos unir os nossos esforços para testemunhar o Evangelho de Cristo e o patrimônio comum da Igreja do primeiro milênio, respondendo em conjunto aos desafios do mundo contemporâneo. Ortodoxos e católicos devem aprender a dar um testemunho concorde da verdade, em áreas onde isso seja possível e necessário. A civilização humana entrou em um período de mudança de época. A nossa consciência cristã e a nossa responsabilidade pastoral não nos permitem ficar inertes perante os desafios que requerem uma resposta comum.

Oriente Médio

8.         O nosso olhar dirige-se, em primeiro lugar, para as regiões do mundo onde os cristãos são vítimas de perseguição. Em muitos países do Oriente Médio e do Norte da África, os nossos irmãos e irmãs em Cristo veem exterminadas as suas famílias, aldeias e cidades inteiras. As suas igrejas são barbaramente devastadas e saqueadas; os seus objetos sagrados profanados, os seus monumentos destruídos. Na Síria, no Iraque e em outros países do Oriente Médio, constatamos, com amargura, o êxodo maciço dos cristãos da terra onde começou a espalhar-se a nossa fé e onde eles viveram, desde o tempo dos apóstolos, em conjunto com outras comunidades religiosas.

9.         Pedimos a ação urgente da Comunidade internacional para prevenir uma nova expulsão dos cristãos do Oriente Médio. Ao levantar a voz em defesa dos cristãos perseguidos, queremos expressar a nossa compaixão pelas tribulações sofridas pelos fiéis de outras tradições religiosas, também eles vítimas da guerra civil, do caos e da violência terrorista.

10.       Na Síria e no Iraque, a violência já causou milhares de vítimas, deixando milhões de pessoas sem casa nem meios de subsistência. Exortamos a Comunidade internacional a unir-se para pôr fim à violência e ao terrorismo e, ao mesmo tempo, a contribuir por meio do diálogo para um rápido restabelecimento da paz civil. É essencial garantir uma ajuda humanitária em larga escala às populações martirizadas e a tantos refugiados nos países vizinhos.
Pedimos a quantos possam influir sobre o destino das pessoas raptadas, entre as quais se encontram os Metropolitas de Aleppo, Paulo e João Ibrahim, sequestrados no mês de Abril de 2013, que façam tudo o que é necessário para a sua rápida libertação.

Acordo de Paz

11.       Elevamos as nossas súplicas a Cristo, Salvador do mundo, pelo restabelecimento da paz no Oriente Médio, que é “fruto da justiça” (Is 32, 17), a fim de que se reforce a convivência fraterna entre as várias populações, as Igrejas e as religiões lá presentes, pelo regresso dos refugiados às suas casas, a cura dos feridos e o repouso da alma dos inocentes que morreram.
Com um ardente apelo, dirigimo-nos a todas as partes que possam estar envolvidas nos conflitos pedindo-lhes que deem prova de boa vontade e se sentem à mesa das negociações. Ao mesmo tempo, é preciso que a Comunidade internacional faça todos os esforços possíveis para pôr fim ao terrorismo valendo-se de ações comuns, conjuntas e coordenadas. Apelamos a todos os países envolvidos na luta contra o terrorismo, para que atuem de maneira responsável e prudente. Exortamos todos os cristãos e todos os crentes em Deus a suplicarem, fervorosamente, ao Criador providente do mundo que proteja a sua criação da destruição e não permita uma nova guerra mundial. Para que a paz seja duradoura e esperançosa, são necessários esforços específicos tendentes a redescobrir os valores comuns que nos unem, fundados no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

12.       Curvamo-nos perante o martírio daqueles que, à custa da própria vida, testemunham a verdade do Evangelho, preferindo a morte à apostasia de Cristo. Acreditamos que estes mártires do nosso tempo, pertencentes a várias Igrejas mas unidos por uma tribulação comum, são um penhor da unidade dos cristãos. É a vós, que sofreis por Cristo, que se dirige a palavra do Apóstolo: “Caríssimos, (...) alegrai-vos, pois assim como participais dos padecimentos de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da sua glória” (1 Ped 4, 12-13).

Diálogo e Europa

13.       Nesta época preocupante, é indispensável o diálogo inter-religioso. As diferenças na compreensão das verdades religiosas não devem impedir que pessoas de crenças diversas vivam em paz e harmonia. Nas circunstâncias atuais, os líderes religiosos têm a responsabilidade particular de educar os seus fiéis num espírito respeitador das convicções daqueles que pertencem a outras tradições religiosas. São absolutamente inaceitáveis as tentativas de justificar ações criminosas com slogans religiosos. Nenhum crime pode ser cometido em nome de Deus, “porque Deus não é um Deus de desordem, mas de paz” (1 Cor 14, 33).

14.       Ao afirmar o alto valor da liberdade religiosa, damos graças a Deus pela renovação sem precedentes da fé cristã que acontece na Rússia e em muitos países da Europa Oriental, onde, durante algumas décadas, dominaram os regimes ateus. Hoje as cadeias do ateísmo militante estão quebradas e, em muitos lugares, os cristãos podem livremente confessar a sua fé. Em um quarto de século foram construídas dezenas de milhares de novas igrejas, e abertos centenas de mosteiros e escolas teológicas. As comunidades cristãs desenvolvem uma importante atividade sócio-caritativa, prestando variada assistência aos necessitados. Muitas vezes trabalham lado a lado ortodoxos e católicos; atestam a existência dos fundamentos espirituais comuns da convivência humana, ao testemunhar os valores do Evangelho.

15.       Ao mesmo tempo, estamos preocupados com a situação em muitos países onde os cristãos se debatem cada vez mais frequentemente com uma restrição da liberdade religiosa, do direito de testemunhar as suas convicções e da possibilidade de viver de acordo com elas. Em particular, constatamos que a transformação de alguns países em sociedades secularizadas, alheias a qualquer referência a Deus e à sua verdade, constitui uma grave ameaça à liberdade religiosa. É fonte de inquietação para nós a limitação atual dos direitos dos cristãos, se não mesmo a sua discriminação, quando algumas forças políticas, guiadas pela ideologia de um secularismo frequentemente muito agressivo, procuram relegá-los para a margem da vida pública.

16.       O processo de integração europeia, iniciado depois de séculos de sangrentos conflitos, foi acolhido por muitos com esperança, como uma garantia de paz e segurança. Todavia, convidamos a manter-se vigilantes contra uma integração que não fosse respeitadora das identidades religiosas. Embora permanecendo abertos à contribuição de outras religiões para a nossa civilização, estamos convencidos de que a Europa deve permanecer fiel às suas raízes cristãs. Pedimos aos cristãos da Europa Oriental e Ocidental que se unam para testemunhar em conjunto Cristo e o Evangelho, de modo que a Europa conserve a própria alma formada por dois mil anos de tradição cristã.

Família

17.       O nosso olhar volta-se para as pessoas que se encontram em situações de grande dificuldade, em condições de extrema necessidade e pobreza, enquanto crescem as riquezas materiais da humanidade. Não podemos ficar indiferentes à sorte de milhões de migrantes e refugiados que batem à porta dos países ricos. O consumo desenfreado, como se vê em alguns países mais desenvolvidos, está gradualmente esgotando os recursos do nosso planeta. A crescente desigualdade na distribuição dos bens da Terra aumenta o sentimento de injustiça perante o sistema de relações internacionais que se estabeleceu.

18.       As Igrejas cristãs são chamadas a defender as exigências da justiça, o respeito pelas tradições dos povos e uma autêntica solidariedade com todos os que sofrem. Nós, cristãos, não devemos esquecer que “o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa. Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus” (1 Cor 1, 27-29).

19.       A família é o centro natural da vida humana e da sociedade. Estamos preocupados com a crise da família em muitos países. Ortodoxos e católicos partilham a mesma concepção da família e são chamados a testemunhar que ela é um caminho de santidade, que testemunha a fidelidade dos esposos nas suas relações mútuas, a sua abertura à procriação e à educação dos filhos, a solidariedade entre as gerações e o respeito pelos mais vulneráveis.

20.       A família funda-se no matrimônio, ato de amor livre e fiel entre um homem e uma mulher. É o amor que sela a sua união e os ensina a acolher-se reciprocamente como um dom. O matrimônio é uma escola de amor e fidelidade. Lamentamos que outras formas de convivência já estejam postas ao mesmo nível desta união, ao passo que o conceito, santificado pela tradição bíblica, de paternidade e de maternidade como vocação particular do homem e da mulher no matrimônio, seja banido da consciência pública.

21.       Pedimos a todos que respeitem o direito inalienável à vida. Milhões de crianças são privadas da própria possibilidade de nascer no mundo. A voz do sangue das crianças não nascidas clama a Deus (cf. Gn 4, 10).
O desenvolvimento da chamada eutanásia faz com que as pessoas idosas e os doentes comecem a sentir-se um peso excessivo para as suas famílias e a sociedade em geral.
Estamos preocupados também com o desenvolvimento das tecnologias reprodutivas biomédicas, porque a manipulação da vida humana é um ataque aos fundamentos da existência do homem, criado à imagem de Deus. Consideramos nosso dever lembrar a imutabilidade dos princípios morais cristãos, baseados no respeito pela dignidade do homem chamado à vida, segundo o desígnio do Criador.

Juventude

22.       Hoje, desejamos dirigir-nos de modo particular aos jovens cristãos. Vós, jovens, tendes o dever de não esconder o talento na terra (cf. Mt 25, 25), mas de usar todas as capacidades que Deus vos deu para confirmar no mundo as verdades de Cristo, encarnar na vossa vida os mandamentos evangélicos do amor de Deus e do próximo. Não tenhais medo de ir contra a corrente, defendendo a verdade de Deus, à qual estão longe de se conformar sempre as normas secularizadas de hoje.
23.       Deus ama-vos e espera de cada um de vós que sejais seus discípulos e apóstolos. Sede a luz do mundo, de modo que quantos vivem ao vosso redor, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está no Céu (cf. Mt 5, 14.16). Haveis de educar os vossos filhos na fé cristã, transmitindo-lhes a pérola preciosa da fé (cf. Mt 13, 46), que recebestes dos vossos pais e antepassados. Lembrai-vos que “fostes comprados por um alto preço” (1 Cor 6, 20), a custo da morte na cruz do Homem-Deus Jesus Cristo.
24.       Ortodoxos e católicos estão unidos não só pela Tradição comum da Igreja do primeiro milênio mas também pela missão de pregar o Evangelho de Cristo no mundo de hoje. Esta missão exige o respeito mútuo entre os membros das comunidades cristãs e exclui qualquer forma de proselitismo.
Não somos concorrentes, mas irmãos: por esta certeza, devem ser guiadas todas as nossas ações recíprocas e em benefício do mundo exterior. Exortamos os católicos e os ortodoxos de todos os países a aprender a viver juntos na paz e no amor e a ter “os mesmos sentimentos, uns com os outros” (Rm 15, 5). Por isso, é inaceitável o uso de meios desleais para incitar os crentes a passar de uma Igreja para outra, negando a sua liberdade religiosa ou as suas tradições. Somos chamados a pôr em prática o preceito do apóstolo Paulo: “Tive a maior preocupação em não anunciar o Evangelho onde já era invocado o nome de Cristo, para não edificar sobre fundamento alheio” (Rm 15, 20).

Greco-católicos

25.       Esperamos que o nosso encontro possa contribuir também para a reconciliação, onde existirem tensões entre greco-católicos e ortodoxos. Hoje, é claro que o método do “uniatismo” do passado, entendido como a união de uma comunidade à outra separando-a da sua Igreja, não é uma forma que permita restabelecer a unidade. Contudo, as comunidades eclesiais surgidas nestas circunstâncias históricas têm o direito de existir e de empreender tudo o que é necessário para satisfazer as exigências espirituais dos seus fiéis, procurando ao mesmo tempo viver em paz com os seus vizinhos. Ortodoxos e greco-católicos precisam de reconciliar-se e encontrar formas mutuamente aceitáveis de convivência.
26.       Deploramos o conflito na Ucrânia que já causou muitas vítimas, provocou inúmeras tribulações a gente pacífica e lançou a sociedade em uma grave crise econômica e humanitária. Convidamos todas as partes do conflito à prudência, à solidariedade social e à atividade de construir a paz. Convidamos as nossas Igrejas na Ucrânia a trabalhar por se chegar à harmonia social, abster-se de participar no conflito e não apoiar ulteriores desenvolvimentos do mesmo.
27.       Esperamos que o cisma entre os fiéis ortodoxos na Ucrânia possa ser superado com base nas normas canônicas existentes, que todos os cristãos ortodoxos da Ucrânia vivam em paz e harmonia, e que as comunidades católicas do país contribuam para isso de modo que seja visível cada vez mais a nossa fraternidade cristã.
28.       No mundo contemporâneo, multiforme e todavia unido por um destino comum, católicos e ortodoxos são chamados a colaborar fraternalmente no anúncio da Boa Nova da salvação, a testemunhar juntos a dignidade moral e a liberdade autêntica da pessoa, “para que o mundo creia” (Jo 17, 21). Este mundo, onde vão desaparecendo progressivamente os pilares espirituais da existência humana, espera de nós um vigoroso testemunho cristão em todas as áreas da vida pessoal e social. Nestes tempos difíceis, o futuro da humanidade depende em grande parte da nossa capacidade conjunta de darmos testemunho do Espírito de verdade.

Testemunhas da verdade

29.       Neste corajoso testemunho da verdade de Deus e da Boa Nova salvífica, possa sustentar-nos o Homem-Deus Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que nos fortifica espiritualmente com a sua promessa infalível: “Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12, 32).
Cristo é fonte de alegria e de esperança. A fé n’Ele transfigura a vida humana, enche-a de significado. Disto mesmo puderam convencer-se, por experiência própria, todos aqueles a quem é possível aplicar as palavras do apóstolo Pedro: “Vós que outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia” (1 Ped 2, 10).

30.       Cheios de gratidão pelo dom da compreensão recíproca manifestada durante o nosso encontro, levantamos os olhos agradecidos para a Santíssima Mãe de Deus, invocando-A com as palavras desta antiga oração: “Sob o abrigo da vossa misericórdia, nos refugiamos, Santa Mãe de Deus”. Que a bem-aventurada Virgem Maria, com a sua intercessão, encoraje à fraternidade aqueles que A veneram, para que, no tempo estabelecido por Deus, sejam reunidos em paz e harmonia num só povo de Deus para glória da Santíssima e indivisível Trindade!

Havana (Cuba), 12 de fevereiro de 2016.

Fonte: RV

 

Papa chega a Havana e encontra o Patriarca Kirill


Momento do encontro entre o Papa e Kirill - AP

12/02/2016 20:31

Cidade do Vaticano (RV)

– O avião papal aterrissou em Havana às 13h56 locais. Em terras cubanas o Papa mantém um encontro histórico com o líder da Igreja Ortodoxa Russa, o Patriarca Kirill.
O líder russo chegou a Cuba nesta quinta-feira (11/02), onde deu início à visita às comunidades ortodoxas latino-americanas - que prevê também uma etapa no Brasil.
Em seguida, Francisco se dirige à Cidade do México, onde deverá aterrissar por volta das 19h30 (hora local).
O presidente Raúl Castro recebeu Francisco no aeroporto “José Martí” e acompanhou o Pontífice até o local do encontro com o Patriarca Kirill.


Após 962 anos, o primeiro encontro

Os dois líderes mantêm encontro por cerca de duas horas, acompanhados por seus tradutores e seus melhores entendedores para assuntos ecumênicos: o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Metropolita Hilarion, Presidente do Departamento de Relações Eclesiais Exteriores do Patriarcado de Moscou.
O Papa e o Patriarca trocarão presentes e assinarão uma Declaração Comum, cujo foco deverá ser a odisseia dos cristãos no Oriente Médio e também em outros aspectos nos quais católicos e ortodoxos podem testemunhar juntos seus valores cristãos.
Ambos líderes concederão uma coletiva de imprensa ao final do encontro para compartilhar suas impressões e esperanças sobre o futuro das relações católico-ortodoxas. (RB)

Fonte: RV

PAPA FRANCISCO VISITARÁ A COLOMBIA EM 2017

Papa em viagem rumo a Cuba e México. Em 2017, irá à Colômbia


Papa durante o voo - AFP

12/02/2016 14:18

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco iniciou, nesta sexta-feira (12/02), sua 12ª viagem Apostólica internacional que o leva ao México.


 
O Santo Padre está indo em direção a Cuba, onde se encontrará, em Havana, com o Patriarca de Moscou e de Todas as Rússias, Kirill. Depois o pontífice segue para o México onde permanecerá até o próximo dia 17.
Colômbia
  
No avião, Francisco saudou os jornalistas do voo papal, que são cerca de 76, dentre os quais dez mexicanos, destacando o desejo de encontrar o Patriarca Kirill e o povo mexicano. Conversando com um jornalista colombiano, o Papa disse que, em 2017, irá à Colômbia para a assinatura dos acordos de paz entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, abriu o encontro dando as boas-vindas ao Papa entre os jornalistas.
“Sabemos que o senhor desejou muito esta viagem tanto pelo encontro com o Patriarca quanto pelo encontro com o povo mexicano. Preparamo-nos para grandes emoções e momentos históricos. Estamos com o senhor para fazer o nosso serviço de difundir a Palavra de Deus e suas palavras”, disse o porta-voz vaticano.
A seguir, o Papa tomou a palavra e agradeceu aos jornalistas pelo trabalho que irão fazer.
O pontífice disse que no início da Audiência Geral desta quarta-feira, a jornalista mexicana Valentina Alazraki, decana dos vaticanistas, o esperava para fazer-lhe entrar no túnel do tempo com os filmes de Cantinflas, ator e humorista mexicano. “Assim, entrei no México pela porta de Cantinflas que nos faz rir”, frisou Francisco.
Devoção
A seguir disse: “O meu maior desejo é deter-me diante de Nossa Senhora de Guadalupe, aquele mistério que se estuda, estuda e estuda e não existe explicações humanas. Até mesmo o estudo mais científico afirma: ‘Isso é coisa de Deus’. É isso que faz os mexicanos dizerem: ‘Eu sou ateu, mas sou guadalupano’. Alguns mexicanos, nem todos são ateus”, sublinhou.
O Papa comunicou aos jornalistas que esta é a última viagem do Dr. Alberto Gasbarri como organizador das viagens pontifícias.
“Ele trabalha no Vaticano há 47 anos. Começou a trabalhar aos 3 ou 4 anos! São 37 anos que realiza as viagens. Digo isso para que nesses dias possamos expressar a nossa gratidão a ele pensando numa festa aqui, na volta, ok?”, disse Francisco. O Papa apresentou o novo encarregado das viagens que é o Mons. Mauricio Rueda.
Chapéu mexicano
Depois do Papa tomou a palavra a jornalista mexicana Valentina Alazraki, correspondente em Roma de ‘Televisa’ que doou ao pontífice um 'sombrero', típico chapéu mexicano, para que Francisco se proteja do sol e se sinta mexicano.
“O primeiro eu doei a João Paulo II, 37 anos atrás. Depois ele fez uma coleção, pois foi ao México cinco vezes. O Papa Bento XVI usou o 'sombrero' em Guanajuato e disse que se sentia mexicano. Agora, é a sua vez”, disse ao pontífice.
Segundo a jornalista, o "sombrero" dado a Francisco veio de Cuba, presente de uma família mexicana que não conseguiu entregar o chapéu ao Papa durante sua viagem ao país, em setembro do ano passado.
“Eu prometi entregar ao senhor, caso teria mantido a promessa de ir ao México. O que não imaginava é que o 'sombrero' voltasse a Cuba. Esta foi uma surpresa”, disse ainda Valentina.
O encontro entre o Papa e os jornalistas durou 40 minutos. (MJ)

Fonte: RV

PAPA FRANCISCO TERÁ ENCONTRO EM CUBA COM O PATRIARCA KIRILL

Papa encontra Patriarca Kirill – comenta o Cardeal Koch


Patriarca Ortodoxo Kirill - AP

12/02/2016 09:43



Nesta sexta-feira dia 12 de fevereiro o Papa Francisco e o Patriarca de Moscovo, Kirill, encontram-se em Cuba numa escala que o Santo Padre fará naquele país antes de visitar o México nos próximos cinco dias. O Patriarca de Moscovo está naquele país em visita oficial.
Segundo o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos este é um passo corajoso que trará bons frutos. O Cardeal Koch falou à reportagem da RV ao nosso colega Mário Galgano. Eis um excerto dessas declarações:
“Seguramente irá forjar as relações dentro da ortodoxia. Até agora, com muitos dos Patriarcas Ortodoxos, não temos contactos – entre o Papa e estes Patriarcas – e este encontro poderá contribuir também para aprofundar as relações intra-ortodoxas, precisamente em vista do Concílio Pan-Ortodoxo que se realizará em junho, em Creta. Neste ponto, seguramente trará bons frutos para o diálogo teológico, que nós conduzimos não somente como Igrejas particulares, mas com o conjunto da ortodoxia; e no momento em que houver relações melhores, uma melhor compreensão mútua entre Roma e Moscovo, isto seguramente poderá ter reflexos positivos no diálogo teológico.”
“Acredito que o Patriarca russo-ortodoxo esteja profundamente consciente desta atmosfera, destas reações, e esta é a mais forte confirmação da vontade de realizar este encontro. Neste sentido, gostaria de dizer que este gesto do Patriarca é seguramente um passo corajoso” – disse o Cardeal Kurt Koch.
De registar que nesta entrevista o Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos afirmou que o Papa Francisco no voo de regresso da visita à Turquia disse claramente ter o desejo de encontrar o Patriarca Ortodoxo Kirill: “ele pode decidir onde e como e eu vou” – declarou o Santo Padre na ocasião.
O Papa Francisco encontra o Patriarca Kirill no aeroporto internacional José Martí em Havana, cidade capital de Cuba.

Fonte: RV

PAPA FRANCISCO NO MÉXICO

Papa Francisco inicia a 12ª Viagem Apostólica de seu pontificado


Antes do México, o Papa encontrará o Patriarca Kirill em Havana - REUTERS

12/02/2016 08:18
 
Cidade do Vaticano (RV) -

Às 8h25min desta sexta-feira, com 40 minutos de atraso, o Papa Francisco deu início à 12ª Viagem Apostólica internacional de seu pontificado. Com destino à Cidade do México, o Papa fará uma breve escala no Aeroporto Internacional de Havana, para um histórico encontro com o Patriarca Ortodoxo Russo Kirill, que realiza uma viagem pela América Latina até 22 de fevereiro.



Sob um rígido esquema de segurança, que incluiu o sobrevoo de um helicóptero da Polícia, o Pontífice chegou ao Aeroporto Fiumicino às 7h39, a bordo do Ford Focus do Vaticano, que deixou-o a poucos metros do Airbus A330-200 da Alitália, batizado de “Giotto”.
Segurando sua pasta preta com a mão esquerda, o Pontífice foi recebido por autoridades civis e militares, num clima de muita cordialidade. Após, muito sorridente, Francisco subiu a escada do avião, apoiando-se com a mão direita no corrimão. Antes de entrar, saudou as duas Comissárias de bordo e os presentes na pista com um aceno de mão.
A Rádio Vaticano transmitirá, com comentários em português, a chegada do Papa ao Aeroporto José Marti, em Havana, às 16h45 (horário de Brasília). A primeira parte do encontro com o Patriarca Kirill é a portas fechadas, na presença do responsável pelo Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores do Patriarcado, Metropolita Hilarion, do Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Card. Kurt Koch, e de dois intérpretes.
A segunda parte do encontro, com transmissão ao vivo a partir das 19h55 (horário de Brasília), é composta pela assinatura da Declaração Conjunta. Haverá a troca dos textos da Declaração, em italiano e em russo, o discurso do Patriarca, o discurso de Francisco e a apresentação das duas delegações.
Depois da despedida, que ocorrerá privadamente, o Papa embarca em direção ao México, para mais três horas de voo, onde chegará às 19h30 locais. Após o acolimento oficial no aeroporto Benito Juárez, o Pontífice segue diretamente para a Nunciatura Apostólica em Cidade do México para o pernoitamento.  (JE/BF)

Fonte RV

terça-feira, 27 de março de 2012

PAPA CELEBRA SANTA MISSA EM CUBA

Papa celebra Santa Missa em Cuba:



"Quando Deus é posto de lado, o mundo transforma-se num lugar inospitaleiro para o homem"




Havana (RV) – O Papa Bento XVI já se encontra em Cuba, depois da sua breve passagem pelo México. O dia tão aguardado pelos cubanos finalmente chegou. Depois da cerimônia de boas-vindas no início da tarde no aeroporto internacional de Santiado de Cuba, o Pontífice celebrou às 17h30, hora local, a Santa Missa na Praça Antonio Maceo, pelos 400 anos do descobrimento da imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre.Na Solenidade da Anunciação do Senhor, antes da celebração, a imagem original de Nossa Senhora da Caridade do Cobre foi levada à praça. Durante a celebração, o Papa ofereceu a Rosa de Ouro à Virgem.Depois da saudação do Arcebispo de Santiago, Dom Dionisio G. Garcia Ibañez o Santo Padre fez sua homilia na qual, antes de tudo deu graças a Deus que lhe permitiu “realizar esta viagem tão desejada”. Em seguida saudou o Arcebispo de Santiago de Cuba, agradecendo-lhe as amáveis palavras com as quais o acolheu em nome de todos, bem como os demais Bispos vindos de Cuba e de outros lugares, os sacerdotes, religiosos, seminaristas e fiéis leigos presentes na celebração.Esta Santa Missa – a primeira que tenho a alegria de presidir na minha visita pastoral a este país, disse o Papa – insere-se no contexto do Ano Jubilar Mariano proclamado para honrar a Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, nos quatrocentos anos da descoberta e presença da sua veneranda imagem nestas terras abençoadas. Não ignoro o sacrifício e a dedicação com que se preparou este jubileu – continuou o Papa - especialmente sob o ponto de vista espiritual. Tocou-me profundamente o fervor com que Maria foi saudada e invocada por muitos cubanos, na sua peregrinação por todos os cantos e lugares da Ilha.Em seguida explicou o que significa o mistério da Encarnação: «O Verbo fez-Se carne e habitou no meio de nós». Em Cristo, Deus veio realmente ao mundo, entrou na nossa história, habitou no meio de nós, realizando assim a profunda aspiração do ser humano de que o mundo seja realmente uma casa para o homem.Pelo contrário, - disse o Papa - quando Deus é posto de lado, o mundo transforma-se num lugar inospitaleiro para o homem, frustrando ao mesmo tempo a verdadeira vocação da criação que é ser o espaço para a aliança, para o «sim» do amor entre Deus e a humanidade que Lhe responde. E assim fez Maria, primícias dos crentes, com o seu «sim» dado sem reservas ao Senhor. Por isso, - continuou Bento XVI - quando contemplamos o mistério da Encarnação, não podemos deixar de voltar os nossos olhos para Ela, enchendo-nos de admiração, gratidão e amor ao ver como o nosso Deus, para entrar no mundo, quis contar com o consentimento livre duma criatura sua. “É comovente ver como Deus não só respeita a liberdade humana, mas parece ter necessidade dela. E vemos também como o início da existência terrena do Filho de Deus está marcado por um duplo «sim» à vontade salvífica do Pai: o de Cristo e o de Maria. É esta obediência a Deus que abre as portas do mundo à verdade, à salvação”.Pelo seu papel insubstituível no Mistério de Cristo, - afirmou o Santo Padre -, a Virgem Maria representa a imagem e o modelo da Igreja. Esta, como fez a Mãe de Cristo, é chamada também a acolher em si o Mistério de Deus que vem habitar nela. Em seguida Bento XVI sublinhou que sabe com quanto esforço, coragem e dedicação os fiéis cubanos trabalham dia a dia para que a Igreja, nas circunstâncias concretas do País e neste período da história, manifeste o seu verdadeiro rosto como lugar onde Deus Se aproxima dos homens e Se encontra com eles. “A Igreja, - continuou - corpo vivo de Cristo, tem a missão de prolongar na terra a presença salvadora de Deus, de abrir o mundo para algo maior do que ele mesmo, ou seja, para o amor e a luz de Deus”.Bento XVI encorajou ainda os fiéis na tarefa de semear no mundo a palavra de Deus e oferecer a todos o verdadeiro alimento que é o corpo de Cristo. Com a Páscoa já próxima, decidamo-nos, sem medos nem complexos, a seguir Jesus no seu caminho para a cruz. O Pontífice destacou ainda que “o mistério da Encarnação, em que Deus Se aproxima de nós, mostra-nos também a dignidade incomparável de cada vida humana. Por isso, no seu projeto de amor, desde a criação, Deus confiou à família fundada no matrimônio a sublime missão de ser célula fundamental da sociedade e verdadeira Igreja doméstica”. “Com esta certeza vós, queridos esposos, deveis ser, especialmente para os vossos filhos, sinal real e visível do amor de Cristo pela Igreja. Cuba precisa do testemunho da vossa fidelidade, da vossa unidade, da vossa capacidade de acolher a vida humana, especialmente a mais indefesa e necessitada.O Papa concluiu com um apelo: “Amados irmãos, sob o olhar da Virgem da Caridade do Cobre, desejo fazer um apelo a que deis novo vigor à vossa fé, vivais de Cristo e para Cristo, e luteis com as armas da paz, do perdão e da compreensão para construir uma sociedade aberta e renovada, uma sociedade melhor, mais digna do homem, que manifeste melhor a bondade de Deus”. (SP)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Bento XVI CHEGA A CUBA

Bento XVI chega a Cuba: a cerimônia de boas-vindas no aeroporto

Bento XVI chega a Cuba: a cerimônia de boas-vindas no aeroportoSantiago de Cuba (RV) – Às 14 horas locais, 16 horas do horário de Brasília, o Santo Padre aterrissou no aeroporto de Santiago de Cuba, para a etapa cubana da sua 23ª visita apostólica internacional. Bento XVI foi recebido pelo Presidente Raul Castro. Presentes também algumas autoridades civis, decanos regionais do Corpo Diplomático, os Bispos de Cuba e um grupo de fieis. Após o discurso de boas-vindas do Chefe de Estado cubano, o Santo Padre também proferiu seu discurso, o qual iniciou lembrando a histórica visita a Cuba do seu predecessor, o Beato João Paulo II, o qual, conforme Bento XVI “deixou uma marca indelével na alma dos cubanos”. “O seu exemplo e os seus ensinamentos – disse o Santo Padre - constituem uma guia luminosa para muitos, crentes ou não, que os orienta tanto na vida pessoal como na atuação pública ao serviço do bem comum da Nação”. E o Papa continuou: “De fato, a sua passagem pela Ilha foi uma espécie de brisa suave de fresca aragem que deu novo vigor à Igreja em Cuba, despertando em muitas pessoas uma renovada consciência da importância da fé e encorajando a abrir os corações a Cristo, ao mesmo tempo que reacendeu a esperança e revigorou o desejo de trabalhar corajosamente por um futuro melhor.” Bento XVI destacou como um dos frutos importantes daquela visita “a inauguração de uma nova etapa nas relações entre a Igreja e o Estado cubano caracterizada por um espírito de maior colaboração e confiança”. Mas ressaltou que, contudo, “permanecem ainda muitos aspectos em que se pode e deve avançar, especialmente no que diz respeito à contribuição imprescindível que a religião é chamada a prestar no âmbito público da sociedade”.O Santo Padre disse estar “muito feliz por poder partilhar a vossa alegria na celebração do IV centenário da descoberta da imagem sagrada da Virgem da Caridade do Cobre”, cuja “figura cativante esteve, desde o início, muito presente tanto na vida pessoal dos cubanos como nos grandes acontecimentos do País, especialmente durante a sua independência, sendo venerada por todos como verdadeira mãe do povo cubano”. “Venho a Cuba como peregrino da caridade”, afirmou o Papa, que também relembrou as dificuldades econômicas que muitas partes do mundo atravessam, hoje, ressaltando que “não é possível continuar por mais tempo na mesma direção cultural e moral, que causou esta situação dolorosa que muitos sentem”. O Pontífice falou sobre a necessidade de “uma ética que coloque no centro a pessoa humana e tenha em conta as suas exigências mais autênticas, de modo especial a sua dimensão espiritual e religiosa”. O Papa encerrou seu discurso retomando “o imenso patrimônio de valores espirituais e morais que plasmaram a identidade mais genuína do povo”, e então citou o Beato José Olallo y Valdés, o Servo de Deus Félix Varela e o insigne José Martí. Por fim, evocou a bênção do Senhor para a terra cubana e seus filhos, por intercessão de Nossa Senhora da Caridade do Cobre. (ED)

sábado, 30 de agosto de 2008

BISPOS CUBANOS CONVIDAM TODOS OS CIDADÃOS A COMEMORAREM OS 400 ANOS DA VIRGEM DA CARIDADE


Havana,
– Os bispos cubanos endereçaram um convite a todos os cidadãos do país, qualquer que seja sua religião, e até mesmo a aqueles que não crêem, para que se preparem para comemorar, a partir de amanhã, sábado _ 30 de agosto _ o quarto centenário da Virgem da Caridade do Cobre, padroeira da ilha, que se celebrará em 2012. Serão três anos inteiros preparação aos festejos.Em mensagem publicada nesta sexta-feira, na Internet, a Conferência Episcopal Cubana anuncia o triênio preparatório ao quarto centenário, que será oficialmente inaugurado neste dia 30, com a celebração da santa missa na Basílica da localidade de Santiago de Cuba.Segundo a tradição, a imagem da Virgem da Caridade do Cobre apareceu pela primeira vez em 1612, a três pescadores que se encontravam num barco, na baía de Nipe. Um deles, Juan Moreno, teria dito ter visto "algo branco boiando sobre a espuma das águas" e que ao aproximarem-se, ele e seus colegas depararam com a imagem de uma Virgem morena, com um Menino em uma das mãos, sobre uma tábua, onde estava escrito "Eu sou a Virgem da Caridade".A mensagem do Episcopado é dirigida a todos os cubanos, "tenham eles uma crença ou não, sejam católicos ou protestantes", ou que tenham "uma devoção popular que possa ser mais ou menos sincrética", inclusive aos "irmãos cubanos que vivem fora do país".A Virgem da Caridade, que tem seu santuário nacional em El Cobre, pequeno povoado situado não distante de Santiago de Cuba e cerca de 900 km da capital, Havana, é o "símbolo de unidade dos cubanos" _ afirmam os bispos.A imagem foi declarada padroeira de Cuba em 10 de maio de 1916 e coroada pessoalmente por João Paulo II, no dia 24 de janeiro de 1998, durante sua visita à ilha. (AF)
Fonte: RV

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

CUBA TERÁ MISSÃO EVANGELIZADORA

Bispos de Cuba convocam missão evangelizadora
No triênio de preparação aos 400 anos do encontro da imagem da Virgem da Caridade

HAVANA,

- Os bispos católicos em Cuba convocaram uma missão evangelizadora por ocasião do triênio de preparação dos 400 anos do encontro da imagem da Virgem da Caridade.
A convocatória foi apresentada com uma mensagem que os prelados do país enviaram para convidar a celebrar o quarto centenário da Virgem, Mãe, Rainha e Patrona de Cuba.
O texto foi lido nas missas do final de semana passado na ilha. Os prelados propuseram que no sábado 30 de agosto, ao meio-dia, se façam repicar os sinos de todas as igrejas do país.
Nesse dia em que se inicia a tradicional Novena da Virgem da Caridade em toda Cuba, acontecerá na Basílica da Caridade, em El Cobre, a solene abertura do triênio preparatório para a grande celebração do Ano Jubilar em 2012.
Os bispos dirigem uma mensagem de fraternidade aos irmãos de outras Igrejas ou grupos cristãos, a quem segue outras tradições religiosas e a quem não tem fé, pois «podem reconhecer a presença benéfica da Virgem da Caridade ao longo de nossa história e sua importância constitutiva no processo histórico, cultural e religioso de formação da identidade do povo cubano e de nossa nação».
«Convidamos todos a compartilharem nossa alegria e a celebrarem junto de nós sua centenária presença humanizadora», convidam.
Fonte: ZENIT.org