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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Papa Francisco abre a Porta Santa em S.J. de Latrão

Alegria e confiança, inicia o tempo do grande Perdão. Papa abre a Porta Santa em S.J. de Latrão


Bispo de Roma abre a Porta Santa de sua Catedral, a Basílica São João de Latrão - AFP

 
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco abriu na manhã deste III Domingo do Advento a Porta Santa da Catedral de Roma, a Basílica São João de Latrão. É a terceira Porta Santa aberta pelo Pontífice neste Jubileu: a primeira foi em Bangui, capital da República Centro Africana, em 29 de novembro e a segunda na Basílica de São Pedro, em 8 de dezembro, abrindo oficialmente o Ano Santo da Misericórdia. Neste dia 13, são abertas as Portas Santas em todas as Catedrais do mundo.
 
A missa teve início diante da Porta Santa no adro da Basílica. Após os Ritos de Introdução e Penitencial, o Bispo de Roma deteve-se em oração enquanto era invocado o Espírito Santo com o Veni Creator. Então, foi pronunciada a fórmula de abertura da Porta: “Esta é a porta do Senhor”. “Abri-me as portas da justiça”. “Por vossa grande misericórdia entrarei em vossa casa, Senhor”.
Após a abertura da Porta Santa da Basílica, o Pontífice foi o primeiro a atravessá-la, sendo seguido pelos concelebrantes, como o Cardeal Vigário Agostino Vallini, o Vice-Gerente Filippo Iannone, e pelos bispos auxiliares (incluindo alguns eméritos), pelo Capítulo lateranense e pelos Padres penitencieiros. A seguir, passaram seis sacerdotes da Diocese de Roma, um Diácono e quinze leigos. A procissão dirigiu-se até o altar enquanto era entoado o Hino do Jubileu da Misericórdia.
Inspirando-se na leitura do Profeta Sofonias, que faz uma exortação à alegria, o Papa iniciou sua homilia explicando que “o motivo da alegria é expresso com palavras que infundem esperança, e permitem olhar para o futuro com serenidade. O Senhor revogou toda condenação e decidiu viver no meio de nós”.
O Santo Padre diz que na proximidade do Natal “não podemos deixar-nos tomar pelo cansaço:
Assista em VaticanBR
"Não nos é permitida nenhuma forma de tristeza, embora tenhamos motivos para isso devido a muitas preocupações e por causa das múltiplas formas de violência que ferem esta nossa humanidade. A vinda do Senhor, porém, deve encher o nosso coração de alegria”.
A mensagem do Profeta – observa o Papa -  abre o nosso coração à confiança: “Deus protege o seu povo”:
“Num contexto histórico de grandes arbitrariedades e violências, cometidas, sobretudo, por homens de poder, Deus anuncia que Ele mesmo reinará sobre seu povo, que não mais o deixará à mercê da arrogância de seus governantes, e que o libertará de toda angústia. Hoje nos é pedido que “não deixemos desfalecer vossas mãos”, por causa da dúvida, da impaciência ou do sofrimento”.
E citando o apóstolo Paulo, que “responde com veemência ao ensinamento do profeta Sofonias”, Francisco diz que “devemos alegrar-nos sempre, e com a nossa afabilidade dar a todos testemunho da proximidade e do cuidado que Deus tem por cada pessoa”:
“Abrimos a Porta Santa, aqui e em todas as catedrais do mundo. Também este simples sinal é um convite à alegria. Inicia o tempo do grande perdão. É o Jubileu da Misericórdia. É o momento para redescobrir a presença de Deus e a sua ternura de Pai. Deus não ama a rigidez. Ele é Pai, é terno. Faz tudo com a ternura de Pai”.
O Papa observa que somos como as multidões que interrogavam João, perguntando “o que devemos fazer”. E a resposta do Batista não se faz esperar, “ele convida a agir com justiça e a olhar para as necessidades daqueles que se encontram necessitados”. Mas o que João exige – foi a ressalva do Papa – “é aquilo que está na Lei”. A nós, ao invés, é pedido um compromisso mais radical:
“Diante da Porta Santa que chamados a atravessar, nos é pedido para sermos instrumentos de misericórdia, conscientes de que seremos julgados sobre isso. Quem foi batizado sabe ter uma obrigação maior. A fé em Cristo provoca a um caminho que dura para toda a vida: o de ser misericordiosos como o Pai. A alegria de atravessar a Porta da Misericórdia é acompanhada do compromisso de acolher e testemunhar um amor que vai além da justiça, um amor que não conhece fim. Somos responsáveis por esse amor infinito, apesar das nossas contradições”.
Ao concluir, o Papa exortou a rezarmos “por nós e por todos aqueles que atravessarão a Porta da Misericórdia, a fim de que possamos compreender e acolher o amor infinito do nosso Pai celeste, que transforma e renova a vida”. (JE/RL)
Fonte: R Vaticana

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Evangelho: Exortação Apostólica do Papa Francisco

"A alegria do Evangelho": publicada a Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual




"A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus": assim inicia a Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012, com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé". "Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos - escreve o Papa - para os convidar a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direcções para o caminho da Igreja nos próximos anos" (1).


O Papa convida a "recuperar a frescura original do Evangelho”, encontrando "novas formas" e "métodos criativos", sem deixarmos enredar Jesus nos nossos "esquemas monótonos" (11). Precisamos de uma "uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão" (25). Requer-se uma "reforma das estruturas" eclesiais para que "todas se tornem mais missionárias" (27) . O Pontífice pensa também numa "conversão do papado", para que seja "mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades actuais da evangelização". A esperança de que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que "o sentido de colegialidade" se realizasse “concretamente” – afirma o Papa - "não se realizou plenamente" (32). E’ necessária uma “saudável descentralização" (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja "não directamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo da história" (43) .


Sinal de acolhimento de Deus é "ter por todo o lado igrejas com as portas abertas" para que os que vivem uma situação de procura não encontrem "a frieza de uma porta fechada". "Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo". O Papa Francisco reafirma preferir uma Igreja "ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma Igreja... preocupada em ser o centro e que acaba por ficar prisioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar ... é que muitos dos nossos irmãos vivem "sem a amizade de Jesus” (49).


O Papa aponta as "tentações dos agentes da pastoral": o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). "A maior ameaça" é "o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando" (83). Exorta a não se deixar levar por um "pessimismo estéril " (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a "revolução da ternura" (88).


O Papa lança um apelo às comunidades eclesiais para não caírem em invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras!" (98). "A quem queremos nós evangelizar com estes comportamentos?" (100). Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos "à margem nas decisões" por um "excessivo clericalismo" (102). Afirma que "ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja", em particular "nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes" (103). "As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres ... não se podem sobrevoar superficialmente" (104). Os jovens devem ter "um maior protagonismo" (106). (…)


Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que "o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural" e que o rosto da Igreja é "multiforme" (116). "Não podemos esperar que todos os povos ... para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adoptadas pelos povos europeus num determinado momento da história" (118). O Papa reitera "a força evangelizadora da piedade popular" (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos.

O Papa detém-se depois, "com uma certa meticulosidade, na homilia", porque "são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos" (135). A homilia "deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula " (138), deve ser capaz de dizer "palavras que façam arder os corações", evitando uma "pregação puramente moralista ou para endoutrinar" (142). Sublinha a importância da preparação." (…) O próprio anúncio do Evangelho deve ter características positivas: "proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena" (165).


Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o actual sistema económico, que "é injusto pela raiz" (59). "Esta economia mata" porque prevalece a "lei do mais forte". A actual cultura do "descartável" criou "algo de novo": “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, 'sobras'" (53). Vivemos uma "nova tirania invisível, por vezes virtual" de um "mercado divinizado", onde reinam a "especulação financeira", "corrupção ramificada", "evasão fiscal egoísta" (56). Denuncia os "ataques à liberdade religiosa" e as "novas situações de perseguição dos cristãos ... Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista" (61). A família - continua o Papa - "atravessa uma crise cultural profunda.


O Papa reafirma "a íntima conexão entre evangelização e promoção humana" (178 ) e o direito dos Pastores a "emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas" (182). "Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social". "A política, tanto denunciada" - diz ele - "é uma das formas mais preciosas de caridade". "Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito ... a vida dos pobres!" Em seguida, um aviso: "qualquer comunidade dentro da Igreja" que se esquecer dos pobres corre "o risco de dissolução" (207) .


O Papa convida a cuidar dos mais fracos: "os sem-tecto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados" e os migrantes, em relação aos quais o Papa exorta os Países "a uma abertura generosa" (210 ). "Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar" estão "as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana" (213) . "Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão ... Não é progressista fingir resolver os problemas eliminando uma vida humana" (214). Neste contexto, um apelo ao respeito de toda a criação: "somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos" ( 216) .

Quanto ao tema da paz, o Papa afirma que é "necessária uma voz profética" quando se quer implementar uma falsa reconciliação "que mantém calados" os pobres, enquanto alguns "não querem renunciar aos seus privilégios" (218). Para a construção de uma sociedade "em paz, justiça e fraternidade" indica quatro princípios: "trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos"; "operar para que os opostos atinjam "uma unidade multifacetada que gera nova vida"; "evitar reduzir a política e a fé à retórica; colocar em conjunto globalização e localização.


"A evangelização - prossegue o Papa - também implica um caminho de diálogo", que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é "uma via imprescindível da evangelização". Importante o enriquecimento recíproco: "quantas coisas podemos aprender uns dos outros!". Por exemplo, “no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade" (246). "O diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus" (248). "O diálogo inter-religioso", que deve ser conduzido "com uma identidade clara e alegre", é "condição necessária para a paz no mundo" e não obscurece a evangelização (250-251). "Diante de episódios de fundamentalismo violento", a Exortação Apostólica convida a "evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência" (253). Contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, o Papa afirma que "o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas" (255). Reafirma, assim, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e não-crentes (257) .


O último capítulo é dedicado aos "evangelizadores com o Espírito", aqueles "que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo", que "infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo em contracorrente" (259). Trata-se de "evangelizadores que rezam e trabalham" (262), na certeza de que "a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, uma paixão pelo seu povo" (268): "Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros" (270). "Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa - somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam" (271). "Pode ser missionário - acrescenta ele - apenas quem busca o bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros" (272): "se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida" (274).


 



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A MESA DE NATAL REFLEXO DE ALEGRIA E PIEDADE



A MESA DE NATAL


O arranjo da mesa natalina exige um especial esmero e imaginação. Aproveite a ocasião para usar cores em profusão, pois o Natal é, por excelência, uma festa colorida.


A combinação de elementos simples pode dar um elevado toque de esplendor: fitas vermelhas, douradas ou verdes, pinhas e galhos de pinheiro, velas, bolas de cristal colorido ou flores de bico de papagaio, e um pequeno cartão com o nome de cada pessoa no seu lugar à mesa, cada um iluminado por uma velinha.


Além da mesa, enfeite também a sala, o hall de entrada e outros locais. Uma boa idéia é trocar lâmpadas por velas. Como? Muito simples: guarde as lâmpadas queimadas, retire delas o globo de vidro, coloque velas nas roscas metálicas e troque-as pelas lâmpadas dos lustres. (Na hora de colocá-las é preciso tomar cuidado para evitar choques.) Você obterá assim uma iluminação natalina toda original e muito apropriada para o dia.


O principal objetivo de tanto cuidado com a decoração, procurando em tudo a beleza através da harmonia de cores e adornos, deve ser criar um ambiente que ajude os corações a se elevarem e transmita a todos essa alegria especial que sentimos por sermos filhos de Deus. !


Fonte: Arautos do Evangelho

domingo, 5 de julho de 2009

A LEITURA DA BIBLIA E MUITA ALEGRIA NOS LEVA AOS 104 ANOS DE VIDA

Agricultora catarinense de 104 anos ainda tem disposição para cortar cana
'Sou capaz de cortar moita em um instante', diz Irondina Serafim.Ela afirma que alegria é receita para viver bastante e com energia.
Do G1, em São Paulo, com informações do ClicRBS*

Irondina Vaz costuma fazer todos os serviços de casa: corta cana, lenha, e ordenha vacas
(Foto: Raquel Heidrich/Diário Catarinense/Ag. RBS)

Quem vê a disposição da agricultora Irondina Serafim Vaz, de Caxambu do Sul (SC), dificilmente é capaz de acertar sua idade. Ela tem 104 anos, nasceu em 10 de fevereiro de 1905. A agricultora é mais velha do que o município onde vive, que até 1962 se chamava Caxambu e era um distrito de Chapecó (RS). Irondina mantém praticamente todas as atividades rotineiras da época em que era mais nova. Ela mora sozinha ao lado da casa de um sobrinho e faz questão de tirar leite das vacas, cortar madeira para lenha, carpir a horta, cortar cana, moer milho, limpar a casa e fazer comida.

“Eu estou bem, faço todos os serviços”, afirma a agricultora. Um dos segredos de tanta vitalidade é, segundo ela, manter o corpo em movimento. “Não sou preguiçosa”, afirma. Ela também se alimenta bem. A maior parte do que consome é de produtos naturais, cultivados por ela mesma. “Planto feijão, mandioca, cebolinha e manjerona”, diz Irondina. O resultado dos pequenos cuidados pode ser conferido quando a agricultora corta a cana. “Sou capaz de cortar essa moita num instante”, afirma Irondina, que derruba um pé de cana com apenas um golpe. Irondina dificilmente vai para o médico. Ela procura atendimento apenas quando sente alguma dor.

A visão continua boa - aos 104 anos, ela ainda consegue ler a Bíblia sem o uso de óculos. A única atividade que ela deixou de fazer, não por causa da idade, foi dançar. “Isso eu não faço desde os tempos de antiguidade, quando era solteira”. Depois de criar seis filhos, ela ajuda a cuidar agora dos netos e bisnetos. Sempre com um sorriso no rosto, a centenária diz que a alegria é mais uma das receitas para quem quer viver bastante, com lucidez e energia.

(*Com informações do Diário Catarinense)
Fonte: G1.globo.com

domingo, 2 de novembro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 8ª PARTE

Alegria e Louvor

Grande é a alegria das Irmãs Concepcionistas do Mosteiro da Luz com a beatificação do fundador deste Recolhimento: Frei Antônio de Sant’Anna Galvão.
Depois de quase 60 anos de luta, enfrentando inúmeros obstáculos, superados mediante a oração, sacrifícios, penitência e grandes esforços, temos hoje a grande satisfação e alegria de ver esta Causa chegar a um termo feliz, com a aprovação da Santa Igreja.
Foi Frei Galvão, além de Fundador, um verdadeiro Pai, bem como o arquiteto e o construtor deste renomado ‘Patrimônio Histórico da Humanidade’, como a Unesco denominou o Mosteiro da Luz.
Deixou escritos e estatutos próprios, impregnados do espírito evangélico, marcados pela união fraterna e caridade, pela oração profunda, pobreza total e contínua penitência e mais a “laus perennis”.
“As casas religiosas são casas de abundantes penalidades onde se alcança a coroa de um prolongado martírio”, segundo o nº 1 do Estatuto.
“A padroeira é Maria Santíssima Senhora Nossa”, de quem Frei Galvão com devotamento se fez escravo, como consta no seu escrito “Cédula irrevogável de filial entrega a Maria Santíssima, minha Senhora”.
Colheu da Imaculada a necessidade de seguí-la por uma vida santa toda devotada aos irmãos,Deixou Frei Galvão como Carisma de seu “Recolhimento”, que fundou aos 2 de fevereiro de 1774 (somente em 1929 se transformou oficialmente em Mosteiro das Concepcionistas), algo que chama a atenção.
“As religiosas, para cuja habitação é a mencionada obra, têm por instituto viver da Divina Providência. Rezam e cantam o ofício divino à imitação dos religiosos franciscanos” (Breve e sucinta relação da serva de Deus Helena Maria do Espírito Santo).
Para nós, Irmãs, é um privilégio vivermos aqui neste aconchegante e silencioso claustro, construído por um Santo marcado por uma vida intensamente religioso-sacerdotal e, ao mesmo tempo, grande vulto que abrilhantou a história eclesiástica brasileira, Frei Antônio de Sant’Anna Galvão.
Já em vida, era chamado Santo, pela prática das virtudes, vivência do Evangelho, seu amor e devotamento especial aos aflitos, aos doentes e aos escravos, Seu modo de ser tocava o coração dos que dele se aproximavam. Sentiam-se movidos à conversão ou a melhorar seu modo de viver. Sua bondade atraente fazia que as pessoas não só gostassem de estar com ele, mas que se aproximassem mais de Deus, que é a excelência de toda a bondade.
Frei Galvão foi, na verdade, um pai bondoso para as Irmãs e para os necessitados. Sua palavra e ação santificavam as pessoas.
Ao construir o Mosteiro da Luz, o fez como uma “bandeira levantada na cidade de São Paulo”. Ele é considerado como “oásis no deserto”, ‘coração verde” desta grande cidade, onde as pessoas se sentem impelidas a parar e beber, reanimando suas forças com novas esperanças para continuar sua caminhada. Tido também como o “viveiro das santas”, contou sempre com o testemunho das Irmãs.
Neste Mosteiro da Luz, encontra-se o túmulo de Frei Galvão no interior da capela, em frente ao altar.
Ele é o ponto central das atenções, principalmente agora depois que sua santidade foi reconhecida pela Igreja. Aí, mais do que nunca, numerosas pessoas, diariamente, marcam presença em busca de consolo e socorro em todas as suas aflições.
Na portaria do Mosteiro, filas e filas se formam todos os dias em busca das “pílulas” consideradas milagrosas, fruto da caridade heróica e do grande amor de Frei Galvão à Virgem Imaculada.
Seu amor ardente e filial a Maria dela tudo alcançava. Isto levou Frei Galvão a inventar as “pílulas” feitas da oração, extraída do ofício da Imaculada: ‘Post partum Virgo, inviolata permansisti, Dei Genitrix, intercede pro nobis” (Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta, ó Mãe de Deus, intercedei por nós).
Através da pílula foram alcançados muitos prodígios e até verdadeiros milagres, como é o caso da menina Daniella Cristina da Silva, milagrosamente curada em 1990, no Instituto de Infectologia Emilio Ribas de São Paulo. É este o milagre da beatificação de nosso Frei Galvão.
Na vida do claustro, depois da oração e “laus perennis”, a confecção das pílulas iniciadas e ensinadas por Frei Galvão tornou-se a ocupação principal das religiosas.
As pílulas são feitas pelas religiosas dos diferentes Mosteiros nascidos do Mosteiro da Luz.
Frei Galvão, que em vida passou fazendo o bem, continua hoje no céu derramando suas bênçãos, alcançando de Deus através de Maria, graças e graças para quem a ele recorre com confiança.
Nós, Irmãs do Mosteiro da Luz, estamos profundamente agradecidas a Deus, por ter glorificado na terra a Frei Antônio de Sant’ Anna Galvão. A Deus, portanto, nosso eterno louvor e gratidão. A Maria Imaculada, sua e nossa terna mãe, toda a nossa afeição e devotamento.
Ir. Cláudia de Santa Beatriz Hodecker, religiosa do Mosteiro da Luz
Madre Joana Angélica de Jesus Lopes, Abadessa.