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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Novo Catecismo

A estrutura do Novo Catecismo




Cidade do Vaticano


- O Novo Catecismo da Igreja Católica foi elaborado com um grande empenho por parte de todos, recebendo contribuições de estudiosos de diversas as partes do mundo. Conseguiu colocar em harmonia o que há de melhor no antigo e no novo. Os bispos reunidos no Sínodo de 1985 apontavam para a oportunidade de se comprovar os fundamentos bíblicos e patrísticos do Concílio Vaticano II.

A essência da atual estrutura do Novo Catecismo – Profissão de fé, Celebração do mistério cristão, Vida em Cristo e Oração cristã – já está presente nas obras catequéticas dos Santos Padres, grandes homens da Igreja, do século II ao século VII, que firmaram os conceitos fundamentais da fé cristã e são os responsáveis pelo que se chama hoje de Tradição da Igreja. Essa estrutura se manteve constante até hoje.

O Novo Catecismo está em íntima relação com o Concílio Vaticano II, que solicitou a elaboração de um diretório que orientasse a elaboração dos catecismos nacionais, o que aconteceu em 1971. O catecismo atual, desta forma, mostra como o Vaticano II perpetua o essencial dos concílios anteriores e os enriquece. A escolha e ajustamento dos quatro pilares – o Creio, os Sacramentos, os Mandamentos e o Pai Nosso -, seguem a opção dos relatores do Concílio de Trento e o consideram como quadro doutrinal, introduzindo as orientações sob o ponto de vista da fé e prática da fé.

As características deste Novo Catecismo, poderiam ser resumidas nestes pontos: atém-se aos conteúdos principais da verdade da fé; pretende ser resumido , simples e claro; procura o que é comum e válido para os cristãos do mundo inteiro; sendo apresentado de modo a permitir uma adaptação à inculturação. Ele é apresentado de tal maneira que a fé cristã, cujos elementos essenciais e fundamentais são tratados no catecismo, seja exposta na forma mais adequada aos homens dos nossos dias.
Fonte: RV

sábado, 20 de novembro de 2010

HOMILIA DA CELEBRAÇÃO DO CONSISTÓRIO

PAPA: HOMILIA DA CELEBRAÇÃO DO CONSISTÓRIO
Cidade do Vaticano, 20 nov (RV)

- Segue na íntegra, a homilia do Papa, no Consistório, para a criação e proclamação dos novos cardeais. Senhores Cardeais,Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,queridos irmãs e irmãos!O Senhor me dá a alegria de realizar, mais uma vez, este ato solene, mediante o qual o Colégio Ccardinalício se enriquece com novos membros, escolhidos das diversas partes do mundo: trata-se de Pastores que governam com zelo importantes Comunidades diocesanas, de Prelados colocados à frente de Dicastérios da Cúria Romana, ou que serviram com fidelidade exemplar a Igreja e a Santa Sé. A partir de hoje, eles começam a fazer parte daquele “coetus peculiares”, que presta ao Sucessor de Pedro uma colaboração mais imediata e assídua, sustentando-o no exercício de seu ministério universal. A eles, em primeiro lugar, dirijo minha saudação afetuosa, renovando a expressão de minha estima e de minha apreciação pelo testemunho que dão à Igreja e ao mundo. Em particular, saúdo o Arcebispo Angelo Amato e lhe agradeço pelas palavras gentís que me dirigiu. Em seguida minhas cordiais boas-vindas às Delegações oficiais de vários países, aos representantes de numerosas dioceses, e a todos que vieram participar deste evento, durante o qual estes veneráveis e queridos Irmãos receberão o sinal da dignidade cardinalícia com a imposição do barrete e a atribuição do Título de uma Igreja de Roma.O vínculo de especial comunhão e afeto, que une estes novos Cardeais ao Papa, os torna singulares e preciosos cooperadores do supremo mandato confiado por Cristo a Pedro, de apascentar suas ovelhas (cfr Jo 21, 15-17), para reunir os povos com a solicitude da caridade de Cristo. É exatamente deste amor que nasce a Igreja, chamada a viver e a caminhar segundo o mandamento do Senhor, no qual se resumem toda a Lei e os Profetas. Estar unidos a Cristo na fé e na comunhão com Ele significa estar “radicados e fundados na caridade” (Ef 3, 17), o tecido que une todos os membros do Corpo de Cristo.A Palavra de Deus agora proclamada nos ajuda a meditar este aspecto tão fundamental. No trecho do Evangelho (Mc 10, 32 – 45) nos é colocada diante de nossos olhos a imagem de Jesus como o Messias – preanunciado por Isaías (cfr Is 53) – que não veio para ser servido, mas para servir: o seu estilo de vida se tornou a base das novas relações no interior da comunidade cristã e de um modo novo de exercer a autoridade. Jesus caminha para Jerusalém e preanuncia pela terceira vez, indicando-o aos discípulos, o caminho através do qual pretende levar até o fim a obra confiada a ele pelo Pai: é o caminho da humilde entrega de si mesmo até o sacrifício da vida, o caminho da Paixão, o caminho da Cruz. Mesmo assim, logo após este anúncio, como aconteceu com aqueles que nos precederam, os discípulos manifestam toda a sua dificuldade em compreender, a realizar o necessário “êxodo” de uma mentalidade mundana para a mentalidade de Deus. Neste caso são os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, que pedem a Jesus sentarem nos primeiros lugares ao lado dele na “glória”, manifestando expectativas e projetos de grandeza, de autoridade, de honra segundo o mundo. Jesus, que conhece o coração do homem, não permanece perturbado com esste pedido, mas imediatemente mostra o seu significado profundo: “vós não sabeis o que pedis”; em seguida leva os dois irmãos a entenderem o que significa colocar-se no seu seguimento.Qual é então o caminho que deve percorrer aquele que quer ser discípulo? É o caminho do Mestre, é o caminho de total obediência a Deus. Por isso Jesus pergunta a Tiago e a João: estais dispostos a partilhar minha escolha de realizar plenamente a vontade do Pai? Estais dispostos a percorrer esta estrada que passa pela humilhação, pelo sofrimento e pela morte por amor? Os dois discípulos, com a resposta segura, “podemos”, mostram, ainda uma vez, não terem entendido o sentido real do que o Mestre tem em mente. E de novo Jesus, com paciência, faz com que eles deem um passo avante: nem mesmo expperimentar o cálice do sofrimento e o batismo da morte dá direito aos primeiros lugares, porque isso é “para aqueles a quem está preparado”, está nas mãos do Pai Celeste: o homem não deve calcular, deve simplesmente abandonar-se em Deus, sem pretenção, conformando-se à sua vontade.A indignação dos outros discípulos se torna ocasião para estender o ensinamento a toda comunidade. Em primeiro lugar Jesus “ os chamou a si”: é o gesto da vocação primeira, à qual os convida a se voltarem para ele.É muito significativo este referir-se ao momento constitutivo da vocação dos Doze, ao “estar com Jesus” para serem enviados, porque recorda com clareza que cada ministério eclesial é sempre resposta a uma chamada de Deus, não é nunca fruto de um projeto pessoal ou de uma ambição pessoal, mas é conformar a própria vontade à do Pai que está nos Céus, como Cristo no Getsêmani (cfr Lc 22,42). Na Igreja ninguém é patrão, mas todos são chamados, todos são enviados, todos são reunidos e guiados pela graça divina. E nisto está também nossa segurança! Só ouvindo novamente a palavra de Jesus, que pede “ vem e segue-me”, só voltando à vocação original é possivel entender a própria presença e a própria missão da Igreja como autênticos discípulos.O pedido de Tiago e João e a indignação dos "outros dez" Apóstolos levantam uma questão central à qual Jesus responde: quem é grande, quem é o "primeiro" para Deus? O olhar se dirige ao comportamento que correm o risco de assumir "aqueles que são considerados os governantes das nações": "dominar e oprimir". Jesus indica aos discípulos um modo completamente diferente: "Entre vós, porém, não é assim". A sua comunidade segue outra regra, outra lógica, outro modelo: "Quem quiser se tornar grande entre vós será seu servidor, e quem quiser ser o primeiro entre vós será escravo de todos". O critério da grandeza e da primazia de Deus não é o domínio, mas o serviço; a diaconia é a lei fundamental do discípulo e da comunidade cristã, e nos deixa entrever alguma coisa do "Senhorio de Deus". E Jesus indica também o ponto de referência: o Filho do Homem, que veio para servir; sintetiza a sua missão na categoria de serviço, entendida não no sentido genérico, mas no concreto da Cruz, do dom total da vida como "resgate", como redenção para muitos, e o indica como condição para o seguimento. É uma mensagem que vale para os apóstolos, vale para toda a Igreja, vale, sobretudo, para aqueles que possuem a tarefa de guiar o Povo de Deus. Não é a lógica do domínio, do poder segundo os critérios humanos, mas a lógica do inclinar-se para lavar os pés, a lógica do serviço, a lógica da Cruz que está na base de todo exercício da autoridade. Em cada época, a Igreja está engajada a conformar-se a esta lógica e a testemunhá-la a fim de fazer transparecer o verdadeiro "Senhorio de Deus", que é o do amor. Venerados Irmãos eleitos à dignidade cardinalícia, a missão, à qual Deus vos chama hoje e que vos habilita a um serviço eclesial cheio de responsabilidade, requer uma vontade sempre maior de assumir o estilo do Filho de Deus, que veio a nós como aquele que serve (cf. 22, 25-27). Trata-se de segui-lo em sua doação de amor humilde e total à Igreja sua esposa, sobre a Cruz: é sobre aquele lenho que o grão de trigo, deixado cair pelo Pai no campo do mundo, morre para se tornar fruto maduro. Por isto, ocorre um fortalecimento ainda mais profundo e firme em Cristo. A relação íntima com Ele, que transforma sempre mais a vida a fim de que possamos dizer como São Paulo, "não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20), constitui a exigência primária para que o nosso serviço seja sereno e alegre e possa dar o fruto que o Senhor espera de nós.Queridos irmãos e irmãs aqui presentes, rezem pelos novos Cardeais! Amanhã, nesta Basílica, durante a celebração da Solenidade de Cristo Rei do Universo, entregarei a eles o anel. Será mais uma ocasião para "louvar o Senhor, que permanece sempre fiel" (Sl 145), conforme repetimos no Salmo Responsorial. O seu Espírito ajude os novos Purpurados no compromisso de serviço à Igreja, seguindo o Cristo na Cruz também, se necessário, usque ad effusionem sanguinis, sempre prontos – como dizia São Pedro na leitura proclamada – a responder a quem nos pede razão da esperança que está em nós (cf. 1 Pt 3, 15). A Maria, Mãe da Igreja, confio os novos Cardeais e seu serviço eclesial, a fim de que, com ardor apostólico, possam proclamar a todos os povos o amor misericordioso de Deus. Amém.


Fonte: RV

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

GRANDE PRESENÇA DE PEREGRINOS PARA CELEBRAÇÃO DO NATAL NA TERRA SANTA

TERRA SANTA: EM BELÉM, GRANDE PRESENÇA DE PEREGRINOS PARA CELEBRAÇÃO DO NATAL

Jerusalém,
- O custódio da Terra Santa, Frei Pierbattista Pizzaballa, comenta, com o aproximar-se do Natal, a grande presença de peregrinos para as festas natalinas.A afluência dos turistas havia registrado uma queda vertiginosa nos últimos anos com o recrudescimento das violências entre palestinos e israelenses. O ano 2008 foi caracterizado por uma inversão de tendência na afluência de peregrinos.Em declarações concedidas à agência católica AsiaNews, Frei Pizzaballa disse que este "é realmente um ano particular para todos: números jamais vistos, muito superior aos registrados no ano 2000.Neste segundo semestre registrou-se um considerável incremento de peregrinos em Belém e nos hotéis já não há mais lugar. O religioso franciscano disse que tem sido um período feliz ligado também ao fato que em Belém os preços são mais em conta em relação a Jerusalém, motivo pelo qual muitas agências de turismo inseriram Belém em seus itinerários.As autoridades palestinas calculam que até o final do ano os visitantes estrangeiros nos lugares santos presentes em seus territórios chegarão a um milhão e seiscentos mil, quase o dobro em relação a 2007.O ministério da informação palestino declarou que a nova onda de peregrinos gerou 12 mil empregos. A prefeitura de Belém informa que os 19 hotéis da cidade estão com as reservas preenchidas até o final de janeiro próximo.O prefeito de Belém, Victor Batarseh, declarou que a cidade espera para os dias em torno do Natal cerca de 30 mil visitantes, aos quais se devem acrescentar outros 22 mil por ocasião das festividades do Natal ortodoxo. (RL)

Fonte: RV

sábado, 18 de outubro de 2008

HOJE - SÃO LUCAS

São Lucas, o médico evangelista

O dia 18 de outubro foi escolhido como "dia dos médicos" por ser o dia consagrado pela Igreja a São Lucas. Como se sabe, Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento.
Seu evangelho é o terceiro em ordem cronológica; os dois que o precederam foram escritos pelos apóstolos Mateus e Marcos.
Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Além do evangelho, é autor do "Ato dos Apóstolos", que complementa o evangelho.
Segundo a tradição, São. Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antióquia.
Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego. São Lucas não era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que não professava a religião judaica. Não há dados precisos sobre a vida de S. Lucas.
Segundo a tradição era natural de Antióquia, cidade situada em território hoje pertencente à Síria e que, na época, era um dos mais importantes centros da civilização helênica na Ásia Menor. Viveu no século I d.C., desconhecendo-se a data do seu nascimento, assim como de sua morte.
Há incerteza, igualmente, sobre as circunstâncias de sua morte; segundo alguns teria sido martirizado, vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo; segundo outros morreu de morte natural em idade avançada. Tampouco se sabe ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais.
Na versão mais provável e aceita pela Igreja Católica, seus despojos encontram-se em Pádua, na Itália, onde há um jazigo com o seu nome, que é visitado pelos peregrinos.
Não há provas documentais, porém há provas indiretas de sua condição de médico. A principal delas nos foi legada por São Paulo, na epístola aos colossenses, quando se refere a "Lucas, o amado médico" (4.14). Foi grande amigo de São Paulo e, juntos, difundiram os ensinamentos de Jesus entre os gentios.
Outra prova indireta da sua condição de médico consiste na terminologia empregada por Lucas em seus escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. Este fato tem sido objeto de estudos críticos comparativos entre os textos evangélicos de Mateus, Marcos e Lucas, e é apontado como relevante na comprovação de que Lucas era realmente médico.
Dentre estes estudos, gostaríamos de citar o de Dircks, [4] que contém um glossário das palavras de interesse médico encontradas no Novo Testamento.
A vida de São Lucas, como evangelista e como médico, foi tema de um romance histórico muito difundido, intitulado "Médico de homens e de almas", de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de ficção, a mesma muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da obra de Sao Lucas.
A escolha de São Lucas como patrono dos médicos nos países que professam o cristianismo é bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, renomado professor de cirurgia e fundador do Sanatório S. Lucas, em São Paulo, é autor de uma obra fundamental sobre São Lucas, em quatro volumes, totalizando 685 páginas, fruto de investigações pessoais e rica fonte de informações sobre o patrono dos médicos.
Nesta obra, intitulada "Médico, pintor e santo", o autor refere que, já em 1463, a Universidade de Pádua iniciava o ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do "Colégio dos filósofos e dos médicos".
A escolha de São. Lucas como patrono dos médicos e do dia 18 de outubro como "dia dos médicos", é comum a muitos países, dentre os quais Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. No Brasil acha-se definitivamente consagrado o dia 18 de outubro como "dia dos médicos".

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

VATICANO CELEBRA OS 50 ANOS DA MORTE DE PIO XII


Pio XII, 50 anos depois
Celebração no Vaticano assinala data da morte do Papa Eugenio Pacelli



Assinalam-se nesta Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008, os 50 anos da morte de Pio XII, o Papa que guiou a Igreja Católica durante o período dramático da II Guerra Mundial. Eugénio Pacelli, nascido a 2 de Março de 1876, é ainda hoje uma figura rodeada por polémicas, mitos e preconceitos que tendem a obscurecer a análise do seu pontificado.
Bento XVI preside esta manhã, na Basílica de São Pedro, a uma Missa em sufrágio do falecido Papa. Participam os delegados presentes no Sínodo dos Bispos.
Eleito como Papa a 2 de Março de 1939, após um percurso diplomático que o levara a ser Núncio na Alemanha e Secretário de Estado do Vaticano, Eugenio Pacelli assumiu desde o início a sua preocupação com os tempos que se viviam no Velho Continente, que viriam a desembocar – apesar dos vários esforços em sentido contrário – numa segunda Grande Guerra.
Neste período atribulado e difícil – que lhe chegou a valer o título de “Papa da humanidade sofredora” – Pio XII dedicou-se a várias tarefas pastorais, tendo publicado inúmeras encíclicas e vários outros documentos pontifícios.
Num gesto simbólico, pouco depois do final da II Guerra Mundial, criou 32 Cardeais de várias partes do mundo, incluindo a China.
Particularmente devoto de Nossa Senhora, durante o Ano Santo de 1950 definiu como dogma de fé a Assunção da Virgem Maria ao céu, em corpo e alma, com a constituição apostólica “Munificentissimus Deus”, de 1 de Novembro.
Em resposta aos pedidos de Nossa Senhora em Fátima, este Papa consagrou o mundo e a Igreja ao Imaculado Coração de Maria, em Outubro de 1942, e renovou a consagração em 8 de Outubro desse ano. Consagrou a Rússia em 1952.

Pio XII e os judeus

A ideia negativa sobre o Papa Pio XII começou a consolidar-aw desde a obra teatral “O Vigário” escrita em 1963 por Ralf Hoch Hunt, que lançou as bases para uma visão particular de Eugénio Pacelli. Em 1999, John Cornwell publicou “O Papa de Hitler” e Daniel Goldhagen, em 2002, apresentou o livro “A Moral Reckoning”, ambos com visões negativas sobre o papel desempenhado por este Papa na II Guerra Mundial – supostamente por ser apoiante de Hitler e não ter mostrado compaixão perante o sofrimento do povo judaico.
Na altura da sua morte, contudo, Pio XII era muito admirado. O escritor Graham Greene disse sobre Pio XII que foi “um Papa que muitos de nós acreditam será classificado entre os maiores de sempre”.
O diplomata israelita Pinchas Lapide escreveu em 1967 que Pio XII foi providencial para salvar “pelo menos 700 mil Judeus, provavelmente até 860 mil, das mãos dos nazis”.
Recentemente, Bento XVI saiu em defesa de Pio XII, considerando que o mesmo “não poupou esforços” para ajudar “directamente” os judeus e pedindo que sejam superados os "preconceitos" em relação a esta figura.
O actual Papa lembrou a acção desenvolvida através de católicos, a título individual, e das instituições da Igreja, para salvar os judeus da perseguição nazi.
“Sabemos que o Servo de Deus não poupou esforços, sempre que possível, para intervir em defesa dos judeus. De facto, as suas intervenções, muitas vezes secretas e silenciosas, foram inúmeras”, indicou.
Bento XVI falou das “não poucas intervenções” realizadas secretamente por Pio XII, dada a situação concreta num “complexo momento histórico”, de forma a evitar o pior e “salvar o maior número possível de judeus”.

Portugal

Documentação reunida pela Fundação «Pave the Way», dos EUA, mostra que o Papa Pacelli interveio tanto pública quanto secretamente para salvar judeus, além de pedir a entidades católicas de todo o mundo que os protegessem. Entre os documentos, há telegramas e testemunhos de pessoas que agradecem a mediação papal.
Uma dos testemunhos é do Arcebispo Giovanni Ferrofino (96 anos), secretário do então núncio no Haiti, D. Maurílio Silvani, de 1939 a 1946. D. Ferrofino fala sobre os telegramas que recebia do Papa Pio XII duas vezes por ano, para conseguir os vistos necessários aos judeus que escapavam da Europa ocupada pelos nazis.
Cada vez que recebia o telegrama, D. Giovanni Ferrofino visitava o presidente da República Dominicana, General Trujillo, para pedir, em nome do Papa, 800 vistos. Este procedimento acontecia duas vezes por ano, entre 1939 até 1945. Isso significa que, graças a Pio XII, cerca de 11 mil judeus terão embarcado em Portugal e ficado a salvo na República Dominicana.

Fonte: Ag. ECCLESIA

sábado, 16 de agosto de 2008

O MISTÈRIO CELEBRADO NA ASSUNÇÃO DE MARIA: "O céu é Deus".

"O céu é Deus". É Ele a felicidade para a qual tendemos. Este o mistério celebrado na Assunção de Maria
- recordou o Papa na Missa celebrada neste 15 de Agosto

“Perante o triste espectáculo de tantas falsas alegrias e ao mesmo tempo de tantas angústias e sofrimentos”, Bento XVI convida os crentes a aprenderem com Maria a “ser sinais de esperança e de consolação”, anunciando com a vida a ressurreição de Cristo.
Na Missa celebrada neste dia 15 de manhã, na igreja paroquial de Castelgandolfo, o Papa observou que a solenidade da Assunção de Maria é uma ocasião para com ela “ascender às alturas do espírito, onde se respira o ar puro da vida sobrenatural e se contempla a beleza mais autêntica, que é a santidade”.
Sublinhando que “o clima” desta celebração se encontra todo “impregnado de alegria pascal”, afirmou Bento XVI: “A festa de hoje leva-nos a elevar o olhar para o céu. Não um céu feito de ideias abstractas, nem sequer um céu imaginário criado pela arte, mas o céu da verdadeira realidade, que é o próprio Deus: Deus é o céu. É Ele a nossa meta, a meta e a morada eterna de onde provimos e para a qual tendemos”.
Quando Maria adormeceu para este mundo para despertar no céu (observou o Papa), na verdade “seguiu simplesmente, pela última vez, o Filho Jesus na viagem mais longa e decisiva – a sua passagem deste mundo ao Pai”. “Como Ele, juntamente com Ele, partiu deste mundo para tornar à casa do Pai. Nada disto está longe de nós, como poderia parecer num primeiro momento, porque todos nós somos filhos de Deus Pai, todos nós somos irmãos de Jesus e todos nós somos filhos de Maria, nossa Mãe. E todos estamos voltados para a felicidade. E a felicidade a que tendemos é Deus, e assim todos nós nos encontramos a caminho desta felicidade que chamamos céu, que é Deus”.
Na homilia da Missa desta solenidade da Assunção, na igreja paroquial de Castelgandolfo, Bento XVI fez votos de “que Maria nos ajude a fazer com que cada momento da nossa existência seja um passo neste caminho para Deus”, de tal modo “que se torne presente também a realidade do céu, a grandeza de Deus, na vida do nosso mundo”. É este “o dinamismo pascal do homem, de cada homem, que se quer tornar celeste, felicíssimo, por força da Ressurreição de Cristo”. “Aquela da qual Deus tinha tomado a sua carne e cuja alma tinha sida trespassada por uma espada no Calvário foi a primeira a encontrar-se associada, e de modo singular, no mistério desta transformação para a qual todos nós tendemos, também nós muitas vezes trespassados pelas espadas dos sofrimentos deste mundo”. Estas “realidades tão sublimes” – reconheceu o Papa – não são de certo os raciocínios que as fazem compreender, mas sim “a fé simples, franca, directa” e “o silêncio da oração”…“Contemplando no céu nossa Senhora da Assunção compreendemos melhor que a nossa vida de cada dia, embora marcada por provas e dificuldades, desliza como um rio em direcção ao oceano divino, em direcção à plenitude da alegria e da paz. Compreendamos que o nosso morrer não é um fim, mas o ingresso na vida que não conhece a morte. O nosso entardecer no horizonte deste mundo é um ressurgir na aurora do mundo novo, do dia eterno”. A concluir a sua homilia, nesta Missa da Assunção, Bento XVI dirigiu-se em oração a Maria, pedindo-lhe que nos mantenha constantemente orientados para a verdadeira pátria da bem-aventurança. “Perante o triste espectáculo de tantas falsas alegrias e ao mesmo tempo de tantas angústias e sofrimentos tão difusos no mundo, precisamos de aprender com Maria a tornarmo-nos sinais de esperança e de consolação. Temos que anunciar com a nossa vida a ressurreição de Cristo”.
Fonte: RV