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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Quem pratica a misericórdia não teme a morte

Quem pratica a misericórdia não teme a morte – o Papa Francisco na audiência-geral desta quarta-feira




Foi uma manhã muito fria que acolheu os milhares de peregrinos na Praça de S. Pedro que vieram a Roma saudar o Papa Francisco. Para levar a termo o ciclo de catequeses sobre o Credo, desenvolvidas durante o Ano da Fé, o Santo Padre tratou hoje e continuará na próxima semana o tema da ressurreição da carne. Hoje sob o prisma da morte em Cristo.

“Há um modo errado de olhar a morte. A morte diz respeito a todos nós e interroga-nos de maneira profunda, especialmente quando nos toca de perto, ou quando atinge os mais pequenos, os indefesos numa maneira que se afigura “escandalosa”. Sempre me impressionou a pergunta: porque sofrem as crianças?, porque morrem as crianças? Se fôr entendido como o fim de tudo, a morte assusta, aterroriza, transforma-se em ameaça que quebra cada um dos sonhos, cada uma das prospetivas, que despedaça cada relação e interrompe cada caminho.”

Existe um modo equivocado de conceber a morte - disse o Santo Padre - para alguns, ela é o fim de tudo, um caminhar para o nada. Esta ideia é típica do pensamento ateu e só pode trazer medo e desilusão. Contudo, cada um de nós, ao perder uma pessoa amada, experimenta a convicção de que não pode ter acabado tudo.

“Há um instinto potente dentro de nós, que nos diz que a nossa vida não acaba com a morte.”

Trata-se de uma sede de vida – considerou o Papa - , uma sede de vida que encontra na ressurreição de Cristo uma resposta real, que garante uma certeza de vida para além da morte.

“Se vivemos unidos a Jesus, fieis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem para a morte.”

O Santo Padre considerou então que, precisamente porque cremos que esta vida é uma peregrinação para a vida futura, é necessário estar vigilantes, preparando-nos para a morte, sobretudo, por meio da prática da misericórdia para com os mais fracos e necessitados, com quem Jesus se quis identificar de modo especial. Assim, a nossa morte será uma porta que nos introduzirá no Céu, para a nossa morada junto de Deus.
“Ele próprio identificou-se com eles, na famosa parábola do juízo final, quando diz: “Tive fome e deste-me de comer, tive sede e deste-me de beber, era estrangeiro e acolheste-me, nú e vestiste-me, doente e foste visitar-me, estava preso e vieste encontrar-me... Tudo aquilo que fazeis a um só destes meus irmãos mais pequenos, é a mim que o fazeis.”
“Quem pratica a misericórdia não teme a morte, porque a olha de frente nas feridas dos irmãos e supera-as com o amor de Jesus Cristo.”

No final da audiência o Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa em particular os grupos vindos do Brasil. A todos deu a sua benção. (RS)


Fonte: RV


sábado, 2 de abril de 2011

ANIVERSÁRIO DA MORTE DE JOÃO PAULO II

SEIS ANOS DA MORTE DE JOÃO PAULO II Cidade do Vaticano, 02 abr (RV) - Em 2 de abril de 6 anos atrás, João Paulo II chegava à Casa do Pai. Um aniversário este ano iluminado pela expectativa alegre e emocionada, em todo o mundo, pela beatificação do Papa Wojtyla no próximo dia 1º de maio. Sobre esse extraordinário binômio entre a morte e a elevação aos altares de Karol Wojtyla, a Rádio Vaticano ouviou o Vigário do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri,:R. - Devemos reconhecer que o povo de Deus, no momento mesmo da morte de João Paulo II tinha já a certeza de que um Santo tinha entrado no céu. Além disso, o então Cardeal Joseph Ratzinger, no dia 8 de abril de 2005, durante os funerais na Praça São Pedro, invocou a bênção de João Paulo II da janela do céu, num certo sentido considerando-o já Santo. Todos nós recordamos aquelas tocantes palavras: “Padre Santo nos abençoe da janela do céu”. Com a beatificação, a percepção do povo de Deus é confirmada com um ato solene e oficial do Santo Padre.P - Como é de conhecimento de todos, nos últimos momentos da sua vida terrena, João Paulo II disse: “Deixem-me ir”. Com este “ir”, neste “chegar” ao Pai, Karol Wojtyla, no entanto, ainda está vivo em nós, talvez em alguns aspectos, mais presente do que antes... R. – “Deixem-me ir” tem um preciso significado: João Paulo II sentia que estava já nos umbrais da Casa do Pai. Aquelas palavras, aquelas expressões eram a ânsia do coração, a alegria - quase - de acelerar o passo para ir ao encontro de Jesus, levado pela mão de Maria. Eu imaginei na minha fantasia de fé, naquele momento, estou certo de que na porta do céu se encontrava Maria. Maria, a quem João Paulo II sempre olhou e creio que Maria o abraçou como o abraçou no dia do atentado para salvá-lo.P – “Totus Tuus ego sum”: a vida, o Pontificado de João Paulo II foram - são! - em nome de Maria. Esta beatificação pode ser lida, em fundo, como um dom de Nossa Senhora à Igreja, a todos os fiéis? R. - Claro que sim! João Paulo II sentiu toda a sua vida ligada a Maria. O lema episcopal “Totus Tuus” - todo teu, ó Maria - é uma expressão da espiritualidade de toda a sua vida. Mas em particular, devemos dizer que seu pontificado se desenvolveu sob o olhar de Maria. Como podemos esquecer o dia 13 de maio de 1981? O dia em que Nossa Senhora aparece pela primeira vez em Fátima, uma bala atravessa o corpo de João Paulo II, mas não consegue matá-lo. Foi João Paulo mesmo que disse: “Uma mão assassina atirou para matar, mas uma mão materna me deteve nos umbrais da morte”. Não pode haver outra leitura. Mas como não recordar também o dia 25 de março de 1984? Naquele dia, na Praça São Pedro, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima trazida especialmente de Fátima, o Papa - eu o vejo ainda - de joelhos, consagra a Rússia ao Imaculado Coração de Maria; e no ano seguinte - 1985 – chega ao poder Gorbachev e tem início a “perestroika”, a mudança, a revolução no Leste da Europa. P - João Paulo II, será elevado à honra dos altares pelo Papa Bento XVI. Dois papas, dois servidores da Igreja, dois amigos, duas figuras tão relacionadas entre si: também este é um aspecto particularmente significativo, se poderia dizer, providencial...R. - Eu creio que é a primeira vez na história da Igreja que um Papa tem a alegria de declarar Beato o seu predecessor. Certamente, será uma emoção extraordinária para Bento XVI, mas será também uma segurança espiritual! João Paulo II, agora, do céu, protege os passos de seu sucessor, e o conforta nos desafios que hoje a Igreja deve enfrentar. O Papa, em seus primeiros discursos, disse: “Parece que eu ainda ouço sua voz me dizendo: “Não tenha medo”, aquele convite, aquele imperativo o Papa dirigiu ao mundo inteiro, aos cristãos ao redor do mundo. “Não tenham medo!": agora, certamente, do céu, ele também diz a Bento XVI, neste momento dramático da história, neste momento em que o mar da história, parece verdadeiramente uma tempestade. Agarrados em Jesus, sob o olhar de Maria, podemos atravessar toda as tempestades da história, com a certeza de chegar ao porto de Deus. (SP) Fonte: RV

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"CRISTO RESSUSCITOU! O AMOR VENCEU A MORTE"

PAPA NO SANTO SEPULCRO: "CRISTO RESSUSCITOU! O AMOR VENCEU A MORTE"

Jerusalém, 15 mai (RV)

- Bento XVI visitou, neste derradeiro dia de sua peregrinação apostólica na Terra Santa, a Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e ressuscitou no Domingo de Páscoa. Era chamado Gólgota, que em aramaico, significa "lugar do crânio": por sua forma arredondada que é semelhante a um crânio; e pela tradição que narra da sepultura, ali, do crânio de Adão."Diante deste Santo Sepulcro de onde o Senhor venceu a morte e abriu o caminho do Reino dos Céus, saúdo todos os fiéis, na alegria do tempo pascal" − ressaltou o papa. O Santo Padre agradeceu ao patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, e ao custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, pelas boas-vindas. Agradeceu também o acolhimento da hierarquia da Igreja Greco-ortodoxa e da Igreja Apostólica Armênia, bem como dos membros de outras comunidades cristãs da Terra Santa. O papa saudou o Grão-mestre da Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro, Cardeal John Patrick Foley, e agradeceu a todos os membros da ordem ali presentes, pela incansável dedicação à missão da Igreja na Terra Santa. "Depois de cerca de vinte séculos, o Sucessor de Pedro e Bispo de Roma está aqui, neste lugar, diante do sepulcro vazio, contemplando o mistério da ressurreição" − frisou o pontífice.A partir daí, a história da humanidade mudou definitivamente. "O longo domínio do pecado e da morte foi destruído pelo triunfo da obediência e da vida. O julgamento de Deus foi proferido sobre este mundo e a graça do Espírito Santo desceu sobre toda a humanidade" − sublinhou o papa. Em seu discurso, Bento XVI ressaltou que Cristo, o novo Adão, nos ensina que o mal nunca vencerá o bem, que o amor é mais forte que a morte, que o nosso futuro e de toda humanidade está nas mãos do Deus, providente e fiel."O sepulcro vazio nos fala de esperança, daquela esperança que não nos engana, porque é dom do Espírito da vida. Possa essa esperança reinar sempre, pela graça de Deus, no coração de cada pessoa que vive nestas terras. Possa a esperança se arraigar em seus corações, permanecer nas famílias e comunidades, e inspirar em cada um de vocês, um testemunho sempre mais fiel ao Príncipe da Paz" – ressaltou o Santo Padre. O Santo Padre disse ainda, que a Igreja na Terra Santa não deve cessar de anunciar a mensagem de esperança que o sepulcro vazio proclama, e "fez votos de que os amargos frutos de recriminação e de hostilidade possam ser superados, e que um futuro de justiça, paz, prosperidade e colaboração possa surgir para cada homem e mulher, e para toda a humanidade, sobretudo, para o povo que vive nesta terra, tão querida pelo Salvador". O papa convidou todos a olharem com os olhos da fé o rosto do Senhor crucificado e ressuscitado. Ele fez votos de que a Igreja na Terra Santa possa adquirir cada vez mais força na contemplação do Sepulcro vazio e fortificar seu compromisso de proclamar o triunfo do perdão de Cristo e a promessa de uma nova vida. O pontífice concluiu com um encorajamento aos bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas que trabalham, servindo a Igreja na Terra Santa: "Aqui, diante do sepulcro vazio, coração da Igreja, convido todos vocês a renovarem o entusiasmo da consagração a Cristo e o compromisso de amor a serviço da Igreja." (MJ)

Fonte: RV

segunda-feira, 27 de abril de 2009

PAPA VISITA REGIÃO ITALIANA DE ABRUZZO

AMANHÃ PAPA VISITA REGIÃO ITALIANA DE ABRUZZO ATINGIDA PELO TERREMOTO


Cidade do Vaticano, 27 abr (RV)

- Bento XVI visitará amanhã, terça-feira, a população da região italiana de Abruzzo atingida no último dia 6 pelo terremoto de 5,8 graus na escala Richter que deixou um saldo de 294 mortos e milhares de desabrigados. O abalo sísmico destruiu grande parte da cidade de L’Aquila.Com essa visita o Santo Padre cumprirá a promessa que fizera, dias atrás, aos fiéis da província de L’Aquila. A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que o papa chegará a Onna por volta das 9h30, hora local italiana, onde visitará o lugar em que estão abrigadas as vítimas do terremoto.Em seguida, o pontífice irá a L’Aquila onde se deterá diante da Casa do Estudante, que riu completamente matando vários jovens, e prosseguirá sua visita indo à Basílica de Collemaggio, local em que prestará homenagem à urna do Papa Celestino V.Por fim, no quartel-general da Guarda de Finança, Bento XVI se encontrará com os representantes da comunidade local e também com alguns membros das equipes de socorro. Na conclusão de sua visita, o Santo Padre sobrevoará de helicóptero as localidades mais atingidas pelo sismo e depois retornará ao Vaticano. (MJ

Fonte: RV

domingo, 22 de março de 2009

BENTO XVI CHORA PELA MORTE DE DOIS JOVENS ANGOLANOS, EM LUANDA

Papa chora morte de jovens angolanos

O porta-voz da Santa Sé, Frederico Lombardi, disse que a morte por esmagamento dos dois jovens angolanos no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, causou "dor e desconcerto" ao Papa Bento XVI e à comitiva papal.
Os dois jovens, um rapaz e uma menina cujas identidades e idades não foram reveladas, morreram ontem, sábado, no Estádio dos Coqueiros, no centro de Luanda, quando tentavam entrar no recinto para um encontro com o Papa.
O Pe. Lombardi afirmou que Bento XVI apenas soube da tragédia às 20h00 locais, duas horas depois de ter acabado o encontro com milhares de jovens angolanos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

VATICANO CELEBRA OS 50 ANOS DA MORTE DE PIO XII


Pio XII, 50 anos depois
Celebração no Vaticano assinala data da morte do Papa Eugenio Pacelli



Assinalam-se nesta Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008, os 50 anos da morte de Pio XII, o Papa que guiou a Igreja Católica durante o período dramático da II Guerra Mundial. Eugénio Pacelli, nascido a 2 de Março de 1876, é ainda hoje uma figura rodeada por polémicas, mitos e preconceitos que tendem a obscurecer a análise do seu pontificado.
Bento XVI preside esta manhã, na Basílica de São Pedro, a uma Missa em sufrágio do falecido Papa. Participam os delegados presentes no Sínodo dos Bispos.
Eleito como Papa a 2 de Março de 1939, após um percurso diplomático que o levara a ser Núncio na Alemanha e Secretário de Estado do Vaticano, Eugenio Pacelli assumiu desde o início a sua preocupação com os tempos que se viviam no Velho Continente, que viriam a desembocar – apesar dos vários esforços em sentido contrário – numa segunda Grande Guerra.
Neste período atribulado e difícil – que lhe chegou a valer o título de “Papa da humanidade sofredora” – Pio XII dedicou-se a várias tarefas pastorais, tendo publicado inúmeras encíclicas e vários outros documentos pontifícios.
Num gesto simbólico, pouco depois do final da II Guerra Mundial, criou 32 Cardeais de várias partes do mundo, incluindo a China.
Particularmente devoto de Nossa Senhora, durante o Ano Santo de 1950 definiu como dogma de fé a Assunção da Virgem Maria ao céu, em corpo e alma, com a constituição apostólica “Munificentissimus Deus”, de 1 de Novembro.
Em resposta aos pedidos de Nossa Senhora em Fátima, este Papa consagrou o mundo e a Igreja ao Imaculado Coração de Maria, em Outubro de 1942, e renovou a consagração em 8 de Outubro desse ano. Consagrou a Rússia em 1952.

Pio XII e os judeus

A ideia negativa sobre o Papa Pio XII começou a consolidar-aw desde a obra teatral “O Vigário” escrita em 1963 por Ralf Hoch Hunt, que lançou as bases para uma visão particular de Eugénio Pacelli. Em 1999, John Cornwell publicou “O Papa de Hitler” e Daniel Goldhagen, em 2002, apresentou o livro “A Moral Reckoning”, ambos com visões negativas sobre o papel desempenhado por este Papa na II Guerra Mundial – supostamente por ser apoiante de Hitler e não ter mostrado compaixão perante o sofrimento do povo judaico.
Na altura da sua morte, contudo, Pio XII era muito admirado. O escritor Graham Greene disse sobre Pio XII que foi “um Papa que muitos de nós acreditam será classificado entre os maiores de sempre”.
O diplomata israelita Pinchas Lapide escreveu em 1967 que Pio XII foi providencial para salvar “pelo menos 700 mil Judeus, provavelmente até 860 mil, das mãos dos nazis”.
Recentemente, Bento XVI saiu em defesa de Pio XII, considerando que o mesmo “não poupou esforços” para ajudar “directamente” os judeus e pedindo que sejam superados os "preconceitos" em relação a esta figura.
O actual Papa lembrou a acção desenvolvida através de católicos, a título individual, e das instituições da Igreja, para salvar os judeus da perseguição nazi.
“Sabemos que o Servo de Deus não poupou esforços, sempre que possível, para intervir em defesa dos judeus. De facto, as suas intervenções, muitas vezes secretas e silenciosas, foram inúmeras”, indicou.
Bento XVI falou das “não poucas intervenções” realizadas secretamente por Pio XII, dada a situação concreta num “complexo momento histórico”, de forma a evitar o pior e “salvar o maior número possível de judeus”.

Portugal

Documentação reunida pela Fundação «Pave the Way», dos EUA, mostra que o Papa Pacelli interveio tanto pública quanto secretamente para salvar judeus, além de pedir a entidades católicas de todo o mundo que os protegessem. Entre os documentos, há telegramas e testemunhos de pessoas que agradecem a mediação papal.
Uma dos testemunhos é do Arcebispo Giovanni Ferrofino (96 anos), secretário do então núncio no Haiti, D. Maurílio Silvani, de 1939 a 1946. D. Ferrofino fala sobre os telegramas que recebia do Papa Pio XII duas vezes por ano, para conseguir os vistos necessários aos judeus que escapavam da Europa ocupada pelos nazis.
Cada vez que recebia o telegrama, D. Giovanni Ferrofino visitava o presidente da República Dominicana, General Trujillo, para pedir, em nome do Papa, 800 vistos. Este procedimento acontecia duas vezes por ano, entre 1939 até 1945. Isso significa que, graças a Pio XII, cerca de 11 mil judeus terão embarcado em Portugal e ficado a salvo na República Dominicana.

Fonte: Ag. ECCLESIA

terça-feira, 9 de setembro de 2008

30 ANOS SEM O PAPA PAULO VI

CARTA DO PAPA PELO 30º ANIVERSÁRIO DE MORTE DE PAULO VI: "INESTIMÁVEL A HERANÇA DO SEU MAGISTÉRIO"


Cidade do Vaticano,
- Um homem "sinceramente e profundamente enamorado pela Igreja", que a conduziu num difícil período histórico, mas também de grande renovação interna, graças ao Concílio Vaticano II, sendo o primeiro a colocá-lo em prática. São as palavras de gratidão que Bento XVI dirigiu à figura e à memória de Paulo VI, contidas numa carta enviada ao bispo de Brescia, Dom Luciano Molinari, no 30º aniversário de falecimento do papa Montini.Impressionam _ como impressionaram na época - as palavras de Paulo VI que Bento XVI cita em sua carta e que o papa Montini teria pronunciado no Angelus de 6 de agosto de 1978 sobre a Transfiguração, mas que com o seu falecimento ficaram somente no papel, assumindo, todavia, um alto valor simbólico. "Aquele corpo, que se transfigura diante dos olhos atônitos dos apóstolos, é o corpo de Cristo nosso irmão, mas é também o nosso corpo chamado à glória: aquela luz que o inunda é e será também a nossa parte de herança e de esplendor. Somos chamados a partilhar tanta glória, porque somos 'partícipes da natureza divina'. "Com o falecimento de Paulo VI - escreve Bento XVI - foi-se um "filho da terra de Brescia" que "foi chamado pela divina Providência a conduzir a Igreja num período histórico marcado por muitos desafios e problemas" e, ao mesmo tempo, a ser "o timoneiro da barca de Pedro" durante a celebração do Vaticano II "e nos anos de sua primeira aplicação". Bento XVI se disse impressionado pelo "ardor missionário" que animou o papa Montini, o impulsionando "a empreender - observa - viagens apostólicas também a nações distantes e a realizar gestos de alto valor eclesial, missionário e ecumênico". Com o passar dos anos - observa o papa - "torna-se sempre mais evidente a importância de seu pontificado para a Igreja e para o mundo, bem como a inestimável herança de magistério e de virtude que ele deixou aos fiéis e a toda a humanidade". Ao recordar a sua gratidão pessoal a Paulo VI, que em 1977 o nomeou arcebispo de Munique e Freising, na Alemanha, e pouco depois o criou cardeal, Bento XVI conclui a carta agradecendo a Deus "por ter dado à Igreja" um pastor tão "sinceramente e profundamente enamorado pela Igreja e tão próximo às expectativas e às esperanças dos homens de seu tempo", e "auspiciando vivamente que todo membro do Povo de Deus saiba honrar a sua memória com o compromisso de uma sincera e constante busca da verdade". (RL)
Fonte: RV

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

EM DEBATE OS CRITÉRIOS PARA SE ESTABELECER A MORTE DE UMA PESSOA

A DISCUSSÃO EM TORNO DOS "SINAIS DA MORTE"
Cidade do Vaticano,
- Um artigo publicado na primeira página da edição de hoje do jornal vaticano, L’Osservatore Romano, abriu um debate com cientistas italianos acerca dos critérios para estabelecer a morte de uma pessoa. O artigo foi publicado por ocasião dos 40 anos do “Relatório de Harvard”, que modificou a definição de morte, não mais baseada na parada cardiocirculatória, mas na ausência de atividade cerebral. Desde então, o órgão indicador da morte não é somente o coração, mas o cérebro. Essa mudança de concepção possibilitou o transplante de órgãos. Em 1968, a Igreja Católica aceitou a definição, proclamando-se favorável à retirada de órgãos de pacientes cerebralmente mortos. No entanto, o editorial de hoje recorda que a experiência médica no decorrer desses anos demonstrou que a morte cerebral não é a morte do ser humano. “A idéia de que a pessoa deixa de existir quando o cérebro pára de funcionar considera a existência do ser humano levando em conta somente o funcionamento cerebral”, afirma o artigo. Neste caso, a “morte cerebral” entraria em contradição com o conceito de pessoa segundo a Doutrina católica e, portanto, com as diretrizes da Igreja em relação a casos de comas persistentes. O artigo considera a possibilidade de que este critério tenha sido definido por interesses e pela necessidade de transplantar órgãos, e não por um real avanço científico. Alguns cientistas italianos replicaram essas afirmações, declarando que o parâmetro de morte cerebral é o único cientificamente válido. Antes que o debate acabe em polêmica, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, precisou ontem que o texto publicado pelo jornal vaticano “é um interessante artigo assinado pela renomada senhora Lucetta Scaraffia, mas não pode ser considerado uma posição do Magistério da Igreja”. O Pe. Lombardi recorda que se trata de “uma contribuição à discussão e ao aprofundamento”, mas somente uma contribuição e não é referente à Doutrina católica ou a qualquer organismo vaticano. O diretor da Sala de Imprensa explica ainda que se trata de um artigo, e não de um editorial do L’Osservatore Romano, pois os editoriais podem ser atribuídos somente ao diretor do jornal; neste caso, a Gian Maria Vian. (BF)
Fonte: RV

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

MULHER CONDENADA A MORRER DE FOME E SEDE

Neurologistas ao lado da mulher condenada a morrer de fome e sede
Eluana Englaro se encontra em estado vegetativo

Por Jesús Colina
ROMA,
- Uma equipe composta por 25 neurologistas publicou uma carta na qual pede à justiça italiana que evite a condenação à morte de fome e sede – consentida por um tribunal – de uma mulher em estado vegetativo.
Eluana Englaro, de 35 anos, encontra-se nesse estado há 16 anos, desde um acidente automobilístico. Em 1999, seu pai começou uma batalha legal para que a lei lhe permitisse suprimir a vida de sua filha, privando-a de alimentação e hidratação.
No começo de julho, o Tribunal de Apelação de Milão respondeu afirmativamente a esta petição. A Procuradoria Geral de Milão pediu tempo para analisar um possível recurso contra a decisão judicial precedente.
Várias associações e movimentos, alguns deles católicos, ofereceram-se para atender Eluana.
Enquanto isso, grande parte do mundo científico se mobilizou, explicando que na verdade a sentença não está privando Eluana de tratamentos particulares, mas simplesmente do direito fundamental de todo ser humano de comer e beber.
Alguns dos neurologistas de maior prestígio da Itália enviaram uma carta ao procurador geral do Tribunal de Apelação de Milão para pedir que se salve a vida da mulher.
A carta, que foi publicada na Espanha hoje pelo jornal «Alfa y Omega», foi assinada por médicos como Gian Luigi Gigli, professor de Neurologia da Universidade de Udine; Sergio Barbieri, diretor de Neurofisiopatologia do Hospital Maior de Milão e professor na Universidade de Milão; Dario Caldiroli, diretor de Neuroanestesia no Instituto Neurológico de Milão.
Segundo explicam os neurologistas, «o paciente em estado vegetativo não precisa de maquinas para continuar vivendo. Não está conectado a nenhuma tomada».
«Não é um doente em coma, nem um enfermo terminal, mas um deficiente grave que só precisa de uma assistência básica atenta, como acontece em muitas outras situações de lesões graves de algumas partes do cérebro, que limitam a capacidade de se comunicar e de se sustentar.»
«A nutrição e a hidratação do paciente, ainda que sejam assistidas, não podem ser confundidas com um tratamento médico, mas constituem desde sempre os elementos fundamentais da assistência, precisamente porque são indispensáveis para toda pessoa humana, saudável ou doente. O tubo pelo qual lhe é oferecida a alimentação não altera essa verdade elementar; ele pode ser comparado com uma prótese ou outro tipo de ajuda.»
«A nutrição e a hidratação assistidas, de fato, podem ser aplicadas a pessoas que precisam disso sem causar sofrimento ou violência, e sem interferir nem sequer em uma possível atividade laboral. Existem milhares de pessoas nessa situação (100 vezes mais que os pacientes em um estado parecido ao da Srta. Englano, que na Itália são aproximadamente 1.500) e em alguns casos, sua incapacidade para alimentar-se se deve em parte a um problema cerebral agudo que não os diferencia muito do estado de Eluana. Nós nos perguntamos o que faremos com todos eles e em virtude de que critério se pode escolher. Devemos – o Estado, a comunidade, os médicos – eliminar todos?»
Do ponto de vista antropológico, os neurologistas confirmam «que o paciente em estado vegetativo não é um vegetal, mas uma pessoa humana».
«Do ponto de vista neurológico, o paciente em estado vegetativo não está em morte cerebral, pois seu cérebro, de maneira mais ou menos imperfeita, nunca deixou de funcionar; respira espontaneamente, continua produzindo hormônios que regulam muitas de suas funções, digere, assimila os nutrientes.»
«Apesar de que as possibilidades de recuperação são cada vez menores com o passar do tempo desde o acidente cerebral, hoje o conceito de estado vegetativo permanente deve ser considerado superado e se documentaram casos, ainda que sejam raros, de recuperação parcial do contato com o mundo exterior, inclusive depois de uma longa distância de tempo. Portanto, é absurdo falar de certeza de irreversibilidade», afirmam.
A partir dessas considerações, os neurologistas consideram que «a sentença sobre o caso Englaro não representa uma intervenção para acabar com uma obstinação terapêutica ou com tratamentos inadequados, mas a tentativa de introduzir em nossa legislação, por via judicial, o poder absoluto de autodeterminação por parte do paciente – ou neste caso, por parte de quem o representa ou pensa representá-lo – até optar pela morte, quando se considera que a vida é indigna de ser vivida».
Por último, os neurologistas consideram «desumana a maneira proposta de acabar com a vida da paciente, através do jejum e da sede, com uma lenta agonia que levará à morte através de uma lenta devastação de todo o organismo».

Fonte:ZENIT.org