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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ÍNDIA - IGREJA PROFANADA

Índia: nova profanação de Igreja
Arcebispo de Bangalore lamenta episódio

BANGALORE, ZENIT.org

- O arcebispo de Bangalore, Dom Bernard Moras, denunciou a falta de resposta do governo ante uma nova profanação de uma igreja no Estado indiano de Karnataka.
A igreja católica de Santo Antonio, em Kavalbyrasandra, nos arredores de Bangalore, foi objeto de vandalismo e de profanação na noite de sábado 7 de novembro, informou “Eglises d'Asia”, a agência informativa das Missões Estrangeiras de Paris (MEP).
O sacristão descobriu o fato ao abrir a igreja para preparar a missa dominical, no início da manhã de 8 de novembro.
O sacrário estava quebrado e as hóstias, no chão. Haviam saqueado os armários, forçado as caixas de doações e roubado um cálice de ouro, além de objetos litúrgicos.
Segundo o pároco, padre Arockiadas, a igreja, que conta com mais de cinco mil fiéis, tinha voltado a abrir após recentes obras de ampliação, e não havia registrado nenhum incidente de enfrentamento com as comunidades não cristãs.
O Estado de Karnataka tem sofrido “numerosos ataques a igrejas”, mas “não se deteve nenhum culpado, apesar das promessas das forças policiais”, denunciou Dom Moras.
O prelado declarou que está surpreso com a inação do governo e que perdeu totalmente a confiança na polícia.
“Estou profundamente ferido por esta profanação do Santíssimo Sacramento, que está no coração da nossa fé”, disse.
Também chamou à calma os fiéis. Quase mil se reuniram na igreja para rezar. A polícia patrulhou a área e tentou achar pistas dos criminosos.
No dia 10 de setembro, outra igreja tinha sofrido ataques de vandalismo, enquanto os cristãos de Karnataka se preparavam para recordar o triste aniversário dos ataques anticristãos do ano passado, perpetrados por extremistas hindus.
Aquele dia, a igreja de São Francisco de Sales, em Hebbagudi, nos arredores de Bangalore, foi forçada durante a noite por um grupo de 25 pessoas não identificadas. Romperam uma dezena de janelas e destruíram as estátuas de uma via sacra.
O pároco fez um chamado ao governo do Estado: “pedimos justiça perante o governo e as autoridades para que os cidadãos indianos possam praticar sua religião como segurança”.
Um forte debate agitou a Assembleia legislativa de Karnataka. Um dos líderes da oposição denunciou: “desde que o Bharatiya Janata Party (BJP) chegou ao governo em maio de 2008, não cessaram os ataques a igrejas, mesquitas e outros lugares de culto; não há harmonia social nem religiosa”.
Depois de Orissa, epicentro da violência anticristã de 2008, o Estado de Karnataka foi um dos mais afetados pelos ataques, com mais de 40 lugares de culto saqueados e numerosos cristãos agredidos e gravemente feridos.
A inação, ou a cumplicidade do governo e da polícia durante os ataques foram apontadas por Dom Moras.
Como havia feito em Orissa, o governo federal ameaçou então assumir o controle da situação se o Estado não mostrasse capacidade de conter os fanáticos hindus.
A Constituição do país permite uma intervenção federal se um dos Estados já não pode proteger os direitos dos cidadãos.
Por sua parte, os cristãos de Karnataka tinham decidido, por iniciativa de Dom Moras, reagrupar-se em um fórum ecumênico, o KUCFHR, para defender seus direitos fundamentais.
Delegações de 113 denominações cristãs reuniram-se em uma grande demonstração de unidade, no dia 19 de junho.
Segundo estatísticas de 2001, o Estado de Karnataka conta com mais de 53 milhões de habitantes, em sua grande maioria hindu.
Os muçulmanos representam cerca de 12% da população, e os cristãos, menos de 2%, sofrendo regularmente os ataques de fundamentalistas hindus.
Como durante o ataque do mês de setembro passado, o ministro do interior de Karnataka, V.S. Acharya, membro do BJP, qualificou a profanação da igreja de Santo Antonio como “incidente menor”.

Fonte: ZENIT.org

sábado, 22 de agosto de 2009

VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS COMPLETAM UM ANO NA ÍNDIA

ÍNDIA: VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS COMPLETAM UM ANO

Nova Délhi,

- No próximo domingo, dia 23, completará um ano da feroz violência anticristã desencadeada no estado de Orissa e, em particular, em Kandhamal. Tudo teve início com a sede de vingança dos nacionalistas hinduístas, à morte de seu líder espiritual, Swami Laxamananda Saraswati, assassinado por grupos maoístas.-Ao falar à agência missionária AsiaNews sobre o ano transcorrido, o Arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar, Dom Raphael Cheenath, recordou alguns episódios que marcaram aqueles dias de injustificada violência contra os cristãos.-Atravessando esse período sombrio da história de Khandamal, a consolação que mais me deu força é que Deus estava nos guiando com a sua providência. Fiquei profundamente angustiado e sofri por causa da intensa brutalidade e desumanidade que atingiu o nosso povo, mas diante de todas as perseguições permaneceu sempre o testemunho fiel de Seu nome.-Houve momentos – prosseguiu o arcebispo – em que não encontrávamos resposta aos gritos e às lamentações do nosso povo e foram momentos de grande angústia. Tive grande consolação do nosso povo: a sua fé e sua determinação em permanecer cristão me confortaram.-Passado um ano, muitas pessoas ainda vivem nos campos de refugiados e muitas outras encontraram refúgio nas cidades e nos estados vizinhos. Outras pessoas puderam retornar para suas casas, mas o nosso povo ainda vive sob ameaça: ainda existem bolsões de resistência alimentados pelos fundamentalistas que se opõem à reconstrução das igrejas e das casas. Dom Cheenath frisou que houve também uma grande lentidão da administração pública, mas que mesmo assim foram feitos progressos.-Somos gratos ao nosso amado Santo Padre por ter condenado com firmeza as violências em Orissa – disse o prelado indiano. Foi-nos muito consolador receber a notícia de que Bento XVI rezava por Kandhamal, bem como saber que todos os homens de boa vontade eram solidários com os sofrimentos do nosso povo - concluiu. (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 21 de outubro de 2008

ÍNDIA: A SITUAÇÃO EM ORISSA AINDA É TENSA


BISPOS INDIANOS AFIRMAM QUE A SITUAÇÃO EM ORISSA AINDA É TENSA



Nova Délhi, - Grupos de radicais hinduístas incendiaram diversas casas de cristãos na noite de ontem no distrito de Kandhamal (Orissa). O governo afirma que a situação "está voltando à normalidade", mas os bispos da região afirmam que os "cristãos de Kandhamal perderam toda confiança nas autoridades e sentem que seus diretos fundamentais foram desprezados por este governo eleito de modo constitucional".Em declaração conjunta publicada hoje, os bispos de Orissa e da Conferência Episcopal Indiana afirmam que depois de 54 dias de ataques aos cristãos de Kandhamal, a situação no distrito e em outras partes de Orissa ainda é tensa e não há segurança. "Os cristãos têm medo de voltar para seus vilarejos. Ameaçados de morte, vivem em condições desumanas", afirmam os prelados. Os bispos pedem a urgente abertura de inquéritos sobre as violências, o assassinato de 60 cristãos, os estupros e as destruições. Eles pedem ainda uma justa e adequada recompensa às pessoas e instituições que foram atingidas.Nos dias passados, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, se reuniu em Nova Délhi com representantes do Conselho Mundial das Igrejas. A eles, prometeu que o governo irá se ocupar da reconstrução das igrejas danificadas ou destruídas e enviará uma comissão para elaborar um plano de reconstrução. (BF)

Fonte: RV

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

APELO DO PAPA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA OS CRISTÃOS NA ÍNDIA E IRAQUE, ENCONTRA ECO

ECOS DO APELO DO PAPA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA OS CRISTÃOS NA ÍNDIA E IRAQUE
Cidade do Vaticano,
– Os cristãos indianos de Orissa, Índia, do Iraque e do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, estão sempre presentes nas orações do papa. De fato, no Angelus deste domingo, Bento XVI manifestou, uma vez mais, sua proximidade espiritual aos fiéis dessas terras marcadas pela violência.
O Santo Padre dirigiu um pensamento especial à comunidade indiana que, ontem, viveu um momento de intensa alegria, com a canonização de Santa Afonsa da Imaculada Conceição _ a primeira santa da Índia.
Todavia, apesar das palavras do pontífice, não arrefece a onda de violência iniciada em fins de agosto passado. Nas últimas horas, segundo despachos da agência missionária de notícias AsiaNews, foi incendiada uma igreja próxima de Bangalore. O balanço dos ataques dos fundamentalistas hinduístas é sempre mais dramático: 61 mortos, 18 mil feridos e 181 igrejas danificadas ou destruídas, às quais se somam 4.500 casas de cristãos incendiadas.
A terrível situação dos cristãos de Orissa no testemunho do bispo de Sambalpur, Dom Lucas Kerketta:
Dom Lucas Kerketta:- "As pessoas ainda têm medo. Minutos atrás veio até aqui um dos párocos. Há um templo naquela área, onde se realizou uma grande celebração, durante a qual foi lançada uma mensagem para que as aldeias e as igrejas nas imediações sejam atacadas. As pessoas estão literalmente assustadas e nós esperamos que esses ataques não aconteçam.

"P. Ontem, o papa reiterou seu apelo em favor da paz e do diálogo para proteger os cristãos de Orissa. Qual a importância desse apelo para a sua comunidade?

Dom Lucas Kerketta:- "Isso é bom! É o único modo para estar com as pessoas, porque a minha comunidade está toda dispersa e nós devemos viver com eles. Portanto, este diálogo é importante. No momento, temos problemas com essa gente.
Depois do assassinato de um líder hinduísta, essas pessoas se tornaram violentas, não escutam ninguém e, em algumas áreas, sequer aceitam o diálogo.
Com outras, porém, assim como com outras denominações hinduístas, temos um diálogo e estamos buscando promover encontros de paz. Isso continua sendo feito.

"P. Portanto, ainda que a situação permaneça tensa, o senhor acha que o diálogo ainda seja possível e a Igreja está trabalhando nesse sentido...

Dom Lucas Kerketta:- "Sim, é possível e nós devemos tentar, porque não existe outra saída. E procuramos fazê-lo até mesmo com o desenvolvimento e com as atividades sociais. Nós estamos buscando envolver nesse diálogo todo o grupo, até mesmo os hinduístas. Portanto, naquela área, estamos conseguindo manter um diálogo.
"O apelo feito no Angelus deste domingo, por Bento XVI, tinha como objeto também os cristãos do Iraque. Apelo que foi assumido pela "Pax Christi Italia" que, numa sua nota, sublinha "o grito de dor do povo iraquiano e a desesperada situação dos cristãos" no Iraque, enquanto prosseguem as violências que obrigam milhares de pessoas a fugir.
Não se observa uma melhora na tensão, apesar de o Governo iraquiano ter constituído um comitê de emergência na localidade de Mosul, para garantir a proteção da comunidade cristã local que, ontem perdeu outro de seus membros, assassinado.
Podemos falar, então, de uma verdadeira perseguição? Eis o que nos responde o visitador apostólico para os fiéis caldeus na Europa, Pe. Philip Najim:

Pe. Philip Najim:- "Sim, o problema desses atentados hoje, contra os cristãos do Iraque, são as forças obscuras que querem acabar com a unidade nacional. Nós temos necessidade, agora, de unidade. Devemos permanecer juntos, para poder alcançar, através de uma via, a meta da paz no Iraque.

"P. Mas por que os cristãos no Iraque são tão incômodos?

Pe. Philip Najim:- "Na verdade, não é uma questão apenas dos cristãos no Iraque, porque tentaram criar um conflito também através de outras Igrejas que existem no Iraque.
O motivo de tudo isso é que querem criar o caos, querem criar obstáculos ao processo de paz, querem destruir a unidade do país.
Essas divisões antes não existiam, mesmo historicamente. Todos somos iraquianos, todos vivemos no Iraque, todos construímos juntos o Iraque, qualquer que seja a nossa fé.
Cada um é livre de professar a própria fé, mas no final permanece esta nacionalidade iraquiana, que contribuiu para construir o Estado.
A comunidade internacional deve intervir e ajudar a dignidade humana, ajudar para que o povo iraquiano reconquiste sua identidade, sua dignidade e seu direito à vida, uma vida melhor.

"P. Padre, em que condições estão vivendo os milhares de cristãos em fuga no Iraque?

Pe. Philip Najim:- "Em condições muito difíceis. Milhares e milhares de cristãos estão alojados em mosteiros, conventos e igrejas no Norte do país; nossos bispos e sacerdotes, e nossos religiosos abriram suas portas, para acolher esses cristãos e para satisfazer suas necessidades. A situação deles, hoje em dia, é dramática e amarga.

" P. E qual seria a riqueza que os cristãos poderiam oferecer para o futuro do Iraque?

Pe. Philip Najim:- "Os cristãos, com seus irmãos muçulmanos, como disse reiteradas vezes o Santo Padre, viveram juntos por 14 séculos, por isso continuarão a contribuir _ através de sua capacidade e presença _ para a construção de um Iraque melhor, de um futuro melhor, de um Iraque de paz e prosperidade." (AF)

Fonte: RV

domingo, 12 de outubro de 2008

NA ÍNDIA A VIOLÊNCIA CONTRA CRISTÃOS É FRUTO DO FUNDAMENTALISMO

PE. LOMBARDI: VIOLÊNCIA CONTRA CRISTÃOS NA ÍNDIA É FRUTO DO FUNDAMENTALISMO

Cidade do Vaticano,
- A violência contra os cristãos na Índia tem sido uma constante nos noticiários. Um fenômeno que não cede, apesar dos numerosos apelos internos e também do exterior, para que essas pessoas sejam protegidas da violência e da agressão fundamentalista dos hinduístas. Eis o que nos diz a propósito, o diretor-geral da Rádio Vaticano, Pe. Federico Lombardi, em seu editorial semanal...
Pe. Lombardi:- "Dezenas de pessoas assassinadas, dezenas de milhares de outras obrigadas a fugir, deixando para trás suas casas e seus pertences, diante das ameaças e dos ataques: esse é o balanço provisório da onda de violência que, de uns meses para cá, se abateu sobre os cristãos da Índia, não apenas no estado de Orissa, mas em outros também. Os bispos indianos elevaram suas vozes diversas vezes, e também do exterior _ por exemplo, da União Européia _ chegaram interrogações e preocupações apresentadas às autoridades indianas. Parece que, finalmente _ ainda que com grande atraso _ começam a chegar respostas e garantias de empenho, capazes de fazer retornar a calma. O próprio primeiro-ministro reconheceu que, para a Índia, se trata de uma "vergonha nacional", em franca contradição com os grandes valores da não-violência, da tolerância e do respeito pelas religiões cultivados ao longo dos séculos neste grande país. A canonização, neste domingo, em Roma, da primeira santa indiana, será uma ótima ocasião para que a Igreja universal viva, em união de orações e de solidariedade espiritual, este período muito difícil para os cristãos da Índia. Certamente é preciso notar que os fundamentalismos estão vivos, ativos e ameaçadores em diversas regiões do mundo. O diálogo entre as religiões _ estrada longa e repleta de dificuldades _ é um dos desafios mais cruciais de hoje e de amanhã, para que o nome de Deus construa sempre e somente a paz!" (AF)

Fonte: RV

terça-feira, 7 de outubro de 2008

REIVINDICAÇÃO MAOÍSTA NÃO APLACA ÂNIMOS DOS RADICAIS HINDUÍSTAS

ÍNDIA: REIVINDICAÇÃO MAOÍSTA NÃO APLACA ÂNIMOS DOS RADICAIS HINDUÍSTAS
Nova Délhi,
- A admissão de responsabilidade por parte dos rebeldes maoístas não convenceu os radicais hinduístas, que continuam a defender e a difundir a idéia de um envolvimento dos cristãos na morte do chefe religioso hinduísta Swami Laxamananad.
Neste domingo, todos os meios de comunicação indianos deram amplo espaço às declarações de Sabyasachi Panda, chefe do movimento rebelde naxalita em Orissa, que reivindicou o homicídio do hinduísta. E não só, o líder maoísta acusou o governo de ocultar duas cartas de reivindicação, fazendo de modo que a culpa recaísse sobre os cristãos.Os rebeldes maoístas são chamados naxalitas em referência a uma revolta camponesa nos anos 60 em Naxalbari.
Hoje, eles estão ativos em pelo menos quatro Estados indianos, inclusive Orissa, onde há mais de 40 anos conduzem a luta armada para uma revolução em favor dos camponeses pobres.No entanto, o diretor do Centro de comunicação dos missionários do Verbo Divino em Jharsuguda, em Orissa, padre Sunil Damor, duvida que essa admissão de culpa seja suficiente para restabelecer a verdade e aplacar os ânimos dos hinduístas. "A admissão de responsabilidade infelizmente não convenceu os hinduístas", afirmou.
Já para o diretor da agência de notícias AsiaNews, Pe. Bernardo Cervellera, a declaração explícita por parte do líder maoísta mostra quanto seja injusta esta carnificina e este sacrifício cristão.
Em entrevista à Rádio Vaticano, Pe. Cervellera confirmou que a situação na Índia permanece trágica, com assassinatos diários e conversões forçadas.
Para o padre, os cristãos hoje na Índia têm duas alternativas: o martírio ou a fuga. (BF)

Fonte: RV

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ÍNDIA RECORDA O PROFETA DA NÃO-VIOLÊNCIA

EM MEIO À VIOLÊNCIA, ÍNDIA RECORDA O PROFETA DA NÃO-VIOLÊNCIA
"Mahatma" (grande alma) Gandhi

Nova Délhi, 02 out (RV) - Os principais líderes políticos indianos participaram hoje da homenagem ao líder da independência "Mahatma" Gandhi, no dia em que se completam 139 anos de seu nascimento. Participaram da cerimônia, ao redor do local onde Gandhi foi cremado, a presidente da Índia, Pratibha Patil, o primeiro-ministro, Manmohan Singh, expoentes do governo e da oposição, e representantes budistas, cristãos, muçulmanos, judeus, hinduístas, entre outros. Ainda hoje, foi realizada a "Marcha pela Paz" pelas ruas de Nova Délhi, em protesto contra os ataques anticristãos em diferentes regiões do país. A propósito, Anistia Internacional pediu ao governo indiano que passe das palavras aos fatos e garanta proteção às minorias cristãs do Estado de Orissa. Para o organizador da Marcha, padre Emanuel, "num cenário em que inocentes morrem por causa da violência entre comunidades e em ataques terroristas, é necessário propagar a mensagem de paz, harmonia e não-violência de Gandhi".Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como "Mahatma" (grande alma) Gandhi, nasceu em 2 de outubro de 1869 na atual região de Gujarat.Depois de estudar no Reino Unido, Gandhi iniciou sua doutrina de desobediência civil na África do Sul, onde foi expulso de um vagão por não ser branco. De volta à Índia, encabeçou o movimento de resistência pacífica contra o Império britânico, com uma mensagem de harmonia entre as distintas religiões. Ele foi assassinado por um fanático hinduísta menos de seis meses depois de ver seu sonho realizado, ou seja, a independência da Índia do Reino Unido. (BF)
Fonte: RV

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

ÍNDIA: "VIOLÊNCIA É VERGONHA NACIONAL", DIZ PREMIER

PREMIÊ INDIANO: "VIOLÊNCIA É VERGONHA NACIONAL"

Nova Délhi,
- Permanece alta a tensão no distrito de Kandhamal, no estado de Orissa, leste da Índia, onde ontem se verificaram novos incidentes entre cristãos e radicais hinduístas.
Segundo a imprensa local, duas comunidades na área de Gresinghia entraram em confronto, provocando a morte de uma mulher e o ferimento de ao menos 12 cristãos.
Nas últimas horas, uma igreja e mais de 300 casas foram incendiadas. A reação da polícia foi imediata e pelo menos 20 pessoas foram detidas.
Depois desses confrontos, no distrito de Kandhamal foi imposto o toque de recolher diurno e noturno.
O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, condenou os ataques, acrescentando que se trata de uma "vergonha nacional", e garantiu novos esforços para defender os direitos das minorias e a liberdade religiosa.
De fato, hoje foi enviado um reforço de mil policiais à região.Vale lembrar que amanhã, 2 de outubro, dia do nascimento de Mahatma Gandhi, celebra-se o Dia Mundial da Não-Violência, proclamado pela ONU. (BF)
Fonte: RV

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ÍNDIA: BISPOS EXIGEM FIM DA ONDA DE VIOLÊNCIA CONTRA OS CRISTÃOS

Bispos da Índia exigem fim dos ataques contra cristãos
Acusam formalmente os grupos extremistas hindus de planejar a violência

NOVA DÉLI,
- Os bispos católicos da Índia exigiram formalmente do governo que faça todo o possível para deter a onda de violência contra os cristãos, que já dura mais de um mês e que causou dezenas de vítimas fatais.
Em um comunicado difundido pela agência AsiaNews na sexta-feira passada, 26 de setembro, o Cardeal Varkey Vithayathil, presidente da Conferência Episcopal da Índia, em nome de todos os prelados do país, acusa formalmente os grupos radicais hindus pela tragédia, e pede que estes grupos sejam ilegalizados.
«Pessoas inocentes foram assassinadas, mulheres violentadas, igrejas e lugares religiosos profanados, casas de cristãos foram destruídas em Kandhamal e em outros distritos de Orissa», acusa o cardeal.
O comunicado pede «uma ação forte e urgente» contra os violentos, assim como «a proibição de todos os grupos fundamentalistas que treinam terroristas sob a insígnia de ‘Hindutva’ ou outros nomes».
Para os bispos, é «evidente que os autores destas ações malvadas são agentes treinados do ativismo radical ‘Hindutva’, que se movem com instruções e seguindo um plano pré-concebido de destruição».
O cardeal Vithayathil lamenta especialmente a atitude de «apatia e inação» do governo central e das autoridades locais dos Estados afetados.
«O governo continuou assegurando que tudo está dentro da normalidade e que a segurança era perfeita. Mas quando foi criticado, desculpou-se dizendo que era incapaz de controlar as gangues que destruíam as propriedades eclesiais e atacavam os religiosos e a população cristã.»
Esta violência descontrolada «está humilhando a antiga civilização indiana e valores como a Ahimsa (não-violência), Verdade, Tolerância e respeito pelas religiões que a Índia havia conservado zelosamente durante séculos», acrescenta o comunicado.
Os bispos recordam que a Constituição indiana reconhece «o direito à liberdade de consciência e à liberdade religiosa», assim como «direito de professar uma religião livremente, de praticá-la e propagá-la».
Também, acrescentam, a Igreja Católica «desempenhou sempre um papel ativo na hora de promover o diálogo inter-religioso e a harmonia».
«Se alguém considera os sofrimentos dos cristãos como uma fraqueza, equivoca-se. Queremos recordar a todos que somos cidadãos desta grande nação e que continuamos contribuindo muito para o crescimento e o desenvolvimento deste país.»
Rejeição do proselitismo
Os bispos rejeitam rotundamente as acusações de proselitismo e de promover conversões forçadas, acusações lançadas pelos grupos extremistas para justificar os atos violentos.
«A conversão forçada, mediante recompensas ou com engano está contra os ensinamentos da Igreja Católica», afirmam os bispos, citando a constituição Ad Gentes do Concílio Vaticano II.
Ao contrário, muitos convertidos ao cristianismo «perdem muitos benefícios garantidos pela Constituição, e alguns inclusive sacrificaram suas vidas por rejeitar converter-se ao hinduísmo», agrega a nota.
Os prelados mostram sua convicção de que «as acusações de promover conversões forçadas são uma estratégia que esconde o interesse de negar os serviços cristãos de saúde, educação, emancipação da pobreza e desenvolvimento aos grupos mais abandonados».
«Cremos que a oposição do ‘Hindutva’ às atividades cristãs deriva do medo a que muitas destas comunidades marginalizadas se reforcem em seus direitos e resistam à exploração», acrescentam.
Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 30 de setembro de 2008

UNIÃO EUROPÉIA CONDENA ATAQUES CONTRA CRISTÃOS NA ÍNDIA

UNIÃO EUROPÉIA CONDENA VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS NA ÍNDIA

Bruxelas,
- A questão da segurança dos cristãos nos países asiáticos foi também tema no encontro de cúpula União Européia-Índia, realizado ontem, domingo, em Marselha, sul da França.
A União Européia expressou "a sua condenação pelos recentes ataques contra os cristãos em Orissa e no distrito de Kandhamal".
Estima-se que ao menos 37 cristãos foram assassinados nas violências perpetradas por extremistas hinduístas.
Deve-se garantir _ lê-se na resolução apresentada pela União Européia _ "uma imediata assistência e apoio às vítimas". É também urgente _ solicita o texto _ "que todos os responsáveis sejam rapidamente assegurados à justiça".
Para o vice-presidente do Parlamento Europeu, Mario Mauro, a defesa da liberdade religiosa no mundo é um objetivo prioritário: "uma democracia se funda sobre a liberdade religiosa" _ disse.
Para tutelar esse direito o Parlamento Europeu já havia aprovado no dia 15 de novembro do ano passado uma resolução que condena todos os atos de violência contra as comunidades cristãs pedindo aos governos dos países, teatro de perseguições, que providenciem garantias adequadas e efetivas no campo da liberdade religiosa.
No encontro de cúpula de ontem a Índia esteve representada pelo primeiro-ministro Manmohan Singh, e a União Européia pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.
No encontro foram também afrontados grandes temas em escala planetária, como, por exemplo, o clima, a energia e a situação alimentar mundial. (RL)
Fonte: RV

MAIS CRISTÃOS SÂO ASSASSINADOS NA ÍNDIA

ASSASSINADOS MAIS TRÊS CRISTÃOS NA ÍNDIA
Nova Délhi,
- Registradas novas violências contra os cristãos na Índia: ontem foram encontrados os corpos de três pessoas num rio próximo a Kandhamal. Os corpos são os de um casal e de uma mulher que nos dias passados desapareceram após terem distribuído vacinas num vilarejo próximo.Ademais, um sacerdote que se encontra naquela área referiu à agência missionária AsiaNews que os ataques fazem parte de um bem definido plano anticristão conduzido por extremistas hinduístas."Os sem casta e tribais cristãos _ explicou o sacerdote _ são ameaçados se não se convertem ao hinduísmo". "Os cristãos _ acrescentou _ devem assinar um documento em que se afirma que a sua conversão se deu em plena liberdade; se não aceitam assinar, são torturados e assassinados." Se se tornam hinduístas devem, mesmo assim, pagar uma multa _ precisou o sacerdote."Como sinal de conversão, devem também destruir imagens cristãs, assaltar igrejas e até mesmo assassinar outros cristãos que resistem à conversão." Os cristãos que rejeitam a conversão fugiram para as florestas ou campos de refúgio. São cerca de 25 mil pessoas em 17 campos. "As violências se dão à luz do dia, na cidade, nas ruas principais, sem que a polícia intervenha."Por fim, os bispos de todo o continente asiático expressaram seu apoio à Igreja indiana: "Rezemos ao Deus do amor e da paz, mediante a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, a fim de que a violência possa acabar".Por fim, na mensagem os prelados lançam um forte apelo às autoridades do governo indiano a fim de que dêem fim às agressões e condenem os responsáveis. (RL)
Fonte:RV

domingo, 28 de setembro de 2008

TAMBÉM A NOVA ZELÂNDIA ESTÁ CONTRA VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS NA ÍNDIA

NOVA ZELÂNDIA MOBILIZA-SE CONTRA VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS NA ÍNDIA
Wellington capital da Nova Zelandia
Wellington,
- Também da Nova Zelândia chega o apoio e solidariedade aos fiéis cristãos vítimas de ataques na Índia. Teve início, nas ilhas do Pacífico, uma campanha de oração em favor dos fiéis indianos, submetidos em diversos Estados da Índia às pressões de fundamentalistas hinduístas.

Dias atrás os cristãos de Auckland, pertencentes a todas as confissões, saíram às praças pacificamente, fizeram vigília e rezaram, sensibilizando a opinião pública e convidando todos os cidadãos de boa vontade a se unirem na mobilização não-violenta em favor dos cristãos indianos.

Os líderes das Igrejas da Nova Zelândia também enviaram uma carta aberta ao presidente e ao premier da Federação indiana, dizendo-se "chocados e amargurados pelos episódios de violência anticristã".

A carta _ cita a agência missionária de notícia Fides _ pede aos líderes políticos que mostrem "coragem e determinação em perseguir os autores das destruições e dos massacres" e "que não sejam meros expectadores enquanto tais crimes violam a liberdade e a segurança garantidas pela Constituição indiana".

A campanha de oração dos fiéis do Pacífico se soma a uma iniciativa de solidariedade concreta mediante uma coleta de fundos a ser enviada à Igreja indiana para a reconstrução das igrejas e das casas destruídas. (RL)
Fonte: RV

INDIA: MUTILADA IMAGEM DE NOSSA SENHORA

ÍNDIA: DANIFICADA IMAGEM DE NOSSA SENHORA

Kottar,
- Continuam as violências anticristãs na Índia: na quinta-feira, uma estátua de Nossa Senhora foi danificada na igreja de Karavillai, pertencente à diocese de Kottar.
Os fiéis da paróquia encontraram quebrado o vidro da urna onde se encontrava a estátua e o braço da escultura gravemente danificado.
Os agentes de polícia fecharam a área e cobriram a estátua de Nossa Senhor com um lençol.
Com esse último episódio, os ataques anticristãos que nos últimos tempos atingiram a Índia se estendem às áreas mais meridionais do país, onde a população cristã é mais numerosa: o distrito de Kanyakumari, onde se encontra a Igreja de Karavillai, tem mais de 50% de cristãos, divididos entre católicos, luteranos e ortodoxos. (SP)
Fonte: RV

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

INDIA: CONTINUAM AS VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS


VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS NA ÍNDIA: CASAS INCENDIADAS E IGREJAS DANIFICADAS


Kandhamal, no Estado indiano de Orissa
Nova Délhi,
- Não param as violências anticristãs na Índia. Foi reforçado a aparato de segurança em algumas zonas do distrito de Kandhamal, no Estado indiano de Orissa, depois que na noite de ontem para hoje e esta manhã foram registradas novas violências com um balanço parcial de mais de uma centena de residências dadas às chamas e duas igrejas cristãs danificadas.As autoridades impuseram o toque de recolher em ao menos nove áreas consideradas "sensíveis" e onde se corre o risco de novas violências, enquanto efetivos do exército e da polícia foram, desde ontem, enviados aos lugares das violências anticristãs.Fontes da imprensa indiana referem que a situação no distrito de Kandhamal voltou a ficar extremamente tensa depois que nesta terça-feira uma multidão de pessoas circundou um posto policial no vilarejo de Raikia para pedir a libertação de alguns homens detidos por tentativa de ataque a algumas comunidades cristãs locais.O protesto degenerou em confrontos com a polícia nos quais ao menos um manifestante foi assassinado e 25 pessoas ficaram feridas. Nas últimas 48 horas grupos de radicais voltaram a agir em várias zonas do distrito de Kandhamal.As numerosas barreiras de controles feitas pelos grupos de agressores ao longo das principais ruas da área complicam ainda mais a situação, e estão atrasando a chegada das forças de segurança.Desde o final de agosto o distrito de kandhamal registrou numerosos e graves atos de violência contra as comunidades cristãs (tanto católicas quanto protestantes) que, segundo um balanço confirmado pela Conferência Episcopal Indiana, provocaram a morte de 27 pessoas e danos ingentes.Nas últimas semanas foram registrados episódios análogos _ embora de menor intensidade _ também nos Estados de Karnataka e Kerala, ambos no sul da Índia. Muitos observadores consideram que por trás da aparente motivação religiosa se escondam as ambições políticas dos grupos nacionalistas e de extrema direita, em vista das próximas eleições gerais no país. (RL)
Fonte: RV

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

IGREJA RESPONDERÁ À VIOLÊNCIA COM A CARIDADE

ÍNDIA: CARD. TAURAN DIZ QUE IGREJA RESPONDERÁ À VIOLÊNCIA COM A CARIDADE

Cidade do Vaticano,
– A Santa Sé tem a intenção de responder às violências anticristãs na Índia, com "a arma da caridade".
É o que afirma o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, na edição desta quarta-feira, do "L'Osservatore Romano".
"Não se pode negar _ explica o cardeal _ que os católicos estejam na mira dos fanáticos. E isso ocorre porque construímos escolas e orfanatos.
Acusam-nos de proselitismo porque, de vez em quando, alguém se converte. Mas nós defendemos apenas a possibilidade de cumprir nosso dever de cristãos: ajudar os pobres e aqueles que passam graves necessidades."
"Os fanáticos que nos atacam _ argumenta o Cardeal Tauran _ são aqueles que querem a Índia com uma só religião: o Hinduísmo.
Obviamente, não podemos aceitar essa pretensão. Por isso responderemos à violência.
E o faremos com a arma da caridade, combatendo as discriminações e instruindo as crianças, para dar a elas um futuro."
"A Nunciatura Apostólica assim como o Episcopado do país _ reafirma o cardeal _ estão empenhados em fazer compreender que queremos apenas ajudar os mais humildes que, num sistema de castas, são os deserdados da sorte."
"Tenho muito orgulho dos católicos da Índia _ declara o Cardeal Tauran _ porque convictos de sua opção, de viver em meio aos demais cidadãos e testemunhar o amor de Cristo pelos mais pobres, ainda que à custa da própria vida." (AF)
Fonte: RV

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ÍNDIA É EXEMPLO DE DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

ÍNDIA É EXEMPLO DE DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO.
Nova Délhi,
- “Séculos de coexistência de várias culturas e religiões tornaram a Índia um exemplo vivo do diálogo inter-religioso.” Com essas palavras, o arcebispo de Ranchi, Cardeal Telesphore Placidus Toppo, se pronunciou no âmbito de um encontro promovido pela Comissão para a educação e a cultura da Conferência Episcopal da Índia sobre o tema “Os desafios culturais para a missão cristã no Séc. XXI”.

Cerca de 140 religiosos, sacerdotes e bispos participaram do evento eclesial refletindo sobre o papel que o respeito pelas várias culturas desempenha para favorecer o diálogo entre as religiões.

O purpurado indiano explicou aos presentes que a Índia representa, nesse sentido, um modelo para o mundo inteiro, graças à sua herança histórica privilegiada e a seu grande patrimônio de fé.

“Todavia _ continuou o Cardeal Toppo _ temos ainda diante de nós um caminho a percorrer para criar um sentido de pertença e de unidade”, caminho esse indicado pelo Santo Padre: “Construir pontes de amizade com os seguidores de todas as religiões a fim de buscar o bem autêntico de toda pessoa e da sociedade em seu conjunto”.

Foi também feita referência às hostilidades dos extremistas hindus em relação aos cristãos, sobretudo em alguns Estados da Índia como o Gujarat e Orissa.

De fato, os cristãos são acusados de violar a “hindutwa”, a identificação entre a Índia e o hinduísmo defendida por algumas correntes intolerantes.

Nesse sentido, é fundamental o papel desempenhado pelas comunidades cristãs “portadoras de harmonia nas relações entre as várias etnias”. (RL)
Fonte: RV