............ - Eucaristia, Devoção a Maria e Fidelidade ao Papa – ............
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quarta-feira, 27 de março de 2013
"Na Semana Santa, abrir as portas do nosso coração"
– Esta quarta-feira realizou-se a
primeira Audiência Geral do Papa Francisco.
Fonte: RV
terça-feira, 26 de março de 2013
Intercessão da Virgem Maria para a Semana Santa
No Angelus o Papa Francisco invocou a intercessão da Virgem Maria para a Semana Santa
No final da celebração eucarística e antes da benção final o Papa Francisco propôs a toda a assembleia a oração do Angelus invcando a proteção e intercessão da Virgem Santa Maria durante esta Semana Santa. Eis as palavras em Português:
"Amados irmãos e irmãs,
No final desta celebração, invoquemos a intercessão da Virgem Maria para que nos acompanhe na Semana Santa. Ela, que seguiu com fé o seu Filho até ao Calvário, nos ajude a caminhar atrás d’Ele, levando com serenidade e amor a sua Cruz a fim de chegarmos à alegria da Páscoa. A Virgem Nossa Senhora das Dores ampare especialmente quem está vivendo situações mais difíceis; lembro de modo particular as pessoas vítimas de tuberculose, sendo hoje o Dia Mundial de luta contra esta doença. E de modo especial entrego a Maria vós próprios, caríssimos jovens, e o vosso itinerário rumo ao Rio de Janeiro.
Um bom caminho a todos!"
Fonte: RV
sábado, 23 de março de 2013
Gestos humildes e simples
Editorial RV: Gestos simples
Vamos viver a Semana Santa como “humilde dos humildes”
– Desde a eleição de Papa Francisco, os meios de comunicação de massa, e fiéis dispersos por todo o mundo continuam a se maravilhar com os gestos desse Sucessor de Pedro, vindo – como ele mesmo disse – de um país que está lá no fim do mundo. Parece até mesmo que os senhores cardeais tiveram que ir até o fim do mundo para trazer para o coração da cristandade alguém que com seus “gestos simples” pudesse novamente dar simplicidade a uma Igreja, se é que já não existia. Mas por que essa admiração e estupor? O que Papa Francisco fez de tão extraordinário?
Se percorrermos os primeiros dias de Papa Francisco vamos olhar primeiramente para a sua veste branca, sem ornamentos, com a qual apareceu no balcão da Basílica Vaticana. Sua cruz peitoral, de ferro, sem o brilho dourado. O encontro com os paroquianos na saída da Igreja Sant’Ana, quando como um simples pároco, foi até a porta de entrada e cumprimentou cada um dos fiéis, que maravilhados, não entendiam o que estava acontecendo: “o Papa esperando a gente na porta!”, disse um deles, sem conter a emoção.
Depois tantos outros gestos, como o pagamento da conta da hospedagem por ele usufruída durante os dias de pré-Conclave, os telefonemas para amigos agradecendo pela ajuda e oração;e em plena Praça São Pedro, no dia da missa de início de Pontificado mandou parar o carro, desceu e foi beijar um homem com problemas físicos, que se encontrava ao longo de seu percurso.
Seriam muitos os gestos a serem citados nestes primeiros momentos de Pontificado que a imprensa salientou e chamou a atenção.
A pergunta volta à mente; por que chama a atenção gestos tão simples de um Papa que está cada vez mais se tornando o “pároco do mundo”. Talvez a resposta, também simples, está na espetacularidade da simplicidade e humildade de um homem que por toda a vida, fez gestos como esses, sem pensar que eram grandes gestos, mas sim que eram gestos que deveriam ser feitos, porque são gestos cristãos, gestos que provém da simplicidade do Evangelho e que nos remetem diretamente aos gestos simples e humildes do Homem da Galiléia, que também no seu tempo chocou as multidões realizando gestos inusitados, sem precedentes, que dignificavam o homem, sem olhar para sua condição social, raça ou cor.
Falar de gestos simples que em muitos lugares como a América Latina são corriqueiros, como grandes novidades de um pontificado, é tornar redutivo a importância do mesmo pois se olharmos para o nosso passado recente, os nossos últimos papas, todos eles, também fizeram gestos proféticos e simples mas que talvez se perderam no emaranhado da espetacularidade que a mídia produz e segue.
De tudo isso temos a certeza de que Papa Francisco, assim como o Pobrezinho de Assis, está sacudindo as mentes e corações de muitos, e desta vez não com grandes gestos, e aí está o paradoxo, mas com gestos simples como se os mesmos não existissem mais.
Certamente é o Papa a fazê-los, mas os faz sem segundas intenções, sem a obrigação de fazê-los. Ele os faz porque devem ser feitos, porque são gestos que todo o cristão deve fazer.
Os gestos de Papa Francisco, são gestos que na sua simplicidade incomodam os gestos espetaculares e cujos refletores nestes dias, pelo menos, parecem estar apagados.
Estamos para inciar a Semana Santa, e novos gestos do Papa Francisco, certamente irão chamar a atenção; pois sejam-benvindos esses gestos se ajudam as pessoas a refletirem a melhorarem-se e a tornar o Cristo humilde conhecido e presente nas vidas das pessoas. Vamos viver a Semana Santa na qual o “humilde dos humildes” se entregou pelos homens para que o seu gesto de extremo amor, esse sim um gesto que perdura na história, seja aceito e vivido pelos homens de boa vontade.
Simples, humilde, descontraído, espontâneo. Assim é o Papa Francisco. (Silvonei José)
Fonte: RV
sexta-feira, 22 de março de 2013
Reflexão para o Domingo de Ramos
Felipe Aquino - O significado do Domingo de Ramos - Vida Eclesial - 30/03/2007D.
Javier Echevarría - Domingo de Ramos: Jesus entra em Jerusalém
Plinio Corrêa de Oliveira - excertos
Fonte publicação: gaudiumpress.org
sábado, 7 de abril de 2012
REFLEXÃO PARA O SÁBADO SANTO
Cidade do Vaticano
- Hoje experienciamos o vazio. O Senhor cumpriu sua missão nos redimindo, através de sua paixão e cruz, através de sua entrega até a morte. Na noite passada contemplamos o sepultamento de seu corpo.
Agora, nesta manhã de sábado, a saudade está presente, mas uma saudade cheia de paz e de esperança. Como Maria, com o coração em luto, a Igreja aguarda esperançosa, que a promessa do Cristo se cumpra, que ele surja, que ele ressuscite.
A ausência não é experiência do vazio, mas aprofunda a presença desejada!Podemos recordar e refletir sobre os sábados santos de nossa vida, nossas experiências de vazio após sofrimentos e perdas.
Como vivenciamos esses mistérios dolorosos quando irromperam em nossa existência? Permitimos que luz da fé na certeza da vitória da Vida, iluminasse nossa mente e aquecesse nosso coração?
Preenchemos esse vazio abrindo as portas de nosso coração a Jesus, Palavra de Vida, de Eternidade? Ou nos fragilizamos mais ainda, permitindo que a escuridão da morte nos envolvesse?Jesus é Vida! Nossa Senhora, a verdadeira discípula, na manhã de sábado permaneceu, apesar da dor, do luto, esperançosa.
Ela acreditou nas palavras de seu Filho e não permitiu que o sofrimento pela perda dissesse a última palavra, mas que a palavra definitiva seria a promessa de seu Filho, a própria Palavra, que disse que iria ressuscitar que ele era o Caminho, a Verdade, a Vida!Hoje à noite iremos celebrar a Vitória da Vida, a ressurreição de Jesus, o encontro do Filho ressuscitado com a Mãe que deixará de ser a Senhora das Dores, para ser a Senhora da Glória.
Contudo, para nós que perdemos entes queridos, esse encontro ainda não aconteceu e sabemos que nesta vida, não acontecerá. Como viver, então, a Páscoa da Ressurreição?
Nossa vida deverá ser um permanente Sábado Santo, não com vazio, mas pleno de fé, de esperança na certeza da vitória da Vida e que também teremos o reencontro que Maria teve, e será para sempre!
Quanto mais nos deixarmos envolver pela Palavra de Vida, que é Jesus, mais nos aproximaremos da tarde da ressurreição; de modo mais intenso essa palavra irá nos iluminar e aquecer.Que nossas perdas não nos tirem a alegria de viver, que nos é dada com a presença de Jesus, a Vida plena, Eterna. (CAS)
Fonte: RV
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Latrão, a concelebração da Santa Missa da Ceia do Senhor, início do Tríduo Pascal. O SACERDOTE NUNCA PERTENCE A SI MESMO
domingo, 17 de abril de 2011
DOMINGO DE RAMOS
Padre Enrique Bikkesbakker,
quarta-feira, 31 de março de 2010
INDULGÊNCIA PLENÁRIA NA SEMANA SANTA

Obras que gozam do dom da indulgência pascal:
Quinta-feira Santa
1. Se durante a solene reserva do Santíssimo, que segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico "Tantum Ergo" ("Adoremos Prostrados").
2. Se visitarmos pelo espaço de meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no Monumento para adorá-lo.
Sexta-feira Santa
1. Se na Sexta-feira Santa assistirmos piedosamente à Veneração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.
Sábado Santo
1. Se rezarmos juntos a reza do Santo Rosário.
Vigília Pascal
1. Se assistirmos à celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo de noite) e nela renovamos as promessas de nosso Santo Batismo.
Condições:
Para ganhar a Indulgência Plenária além de ter realizado a obra enriquecida se requer o cumprimento das seguintes condições:
A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.
B. Confissão sacramental, Comunhão eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice. Estas três condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.
É oportuno assinalar que com uma só confissão sacramental podemos ganhar várias indulgências. Convém, não obstante, que se receba freqüentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração. Por outro lado, com uma só comunhão eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma Indulgência Plenária.
A condição de orar pelas intenções do Sumo Pontífice se cumpre rezando-se em sua intenção um Pai Nosso e Ave-Maria; mas se concede a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.
Fonte: ACI digital
domingo, 28 de março de 2010
MEDITAÇÃO PARA A SEMANA SANTA
Diante de Deus, fazer estas perguntas:
Ele viu a minha alma, viu minha pessoa.
Quantas faltas cometidas, muitas vezes por imprudência, simplesmente porque não quis evitar uma ocasião de pecado, porque eu não quis fazer uma pequena mortificação! Pecando, peguei o Sangue de Cristo e o joguei na sarjeta. Sangue derramado por mim, e mesmo assim eu me pus em condições de perdição.
E agora estou mais uma vez no momento da Semana Santa, uma ocasião de graças.
O flanco de Nosso Senhor Jesus Cristo está aberto, jorrando misericórdia para mim e chamando-me à contrição, à penitência, à reconciliação magnífica com Ele.
Na Semana Santa, minha primeira preocupação deve ser a de pensar na minha alma. Pensar sem temor, sem pânico, porque Deus é o Pai de Misericórdia e Nossa Senhora é a Mãe e canal de todas as misericórdias.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
"SEM A FÉ EM DEUS O SOFRIMENTO SE TORNA IMENSAMENTE MAIS ABSURDO",

Cidade do Vaticano, 10 abr (RV)
da Palavra, é lida a narração da Paixão segundo o Evangelho de São João.Após a Liturgia da Palavra, teve lugar a homilia da celebração, feita pelo pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa.O frade capuchinho fez a sua homilia propondo algumas passagens dos escritos de São Paulo sobre o mistério da morte de Cristo, que estamos celebrando. Recordando o Ano paulino em andamento – no bimilenário do nascimento do Apóstolo dos Gentios – Frei Cantalamessa afirmou que ninguém melhor que São Paulo pode ajudar-nos a compreender o significado e alcance de tal mistério.O religioso ressaltou que "a morte de Cristo tem um alcance universal: 'O amor de Cristo nos compele, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram' (2 Cor 5, 14). Sua morte deu um sentido novo à morte de cada homem e mulher".Aos olhos de Paulo, a cruz assume uma dimensão cósmica. Frei Cantalamessa lembrou que "a antiga tradição desenvolverá o tema da cruz como árvore cósmica que, com o braço vertical, une céu e terra e, com o braço horizontal, reconcilia entre si os diversos povos do mundo".Evento cósmico e ao mesmo tempo personalíssimo, observou o pregador da Casa Pontifícia: "me amou e se entregou por mim" (Gal 2, 20). Cada homem, escreve o Apóstolo, é um "daquele por quem Cristo morreu" (Rom 14, 15)."Paulo plantou a cruz no centro da Igreja como mastro principal no centro do navio; tornou-a fundamento e centro de gravidade de tudo. Fixou para sempre o quadro do anúncio cristão. Os evangelhos, escritos depois dele, seguiram o esquema, fazendo do relato da paixão e morte de Cristo a base sobre a qual tudo está orientado."A finalidade do Ano paulino – observou o frade capuchinho – não é tanto conhecer melhor o pensamento do Apóstolo, é mais, como recordou em muitas ocasiões o Santo Padre, aprender de Paulo como responder aos desafios atuais da fé. O pregador da Casa Pontifícia identificou num desses desafios, talvez o mais aberto e mais conhecido até hoje, um slogan publicitário escrito nos meios de transporte público de Londres e de outras cidades européias: "Deus provavelmente não existe. Portanto deixe de se preocupar e aproveite a vida"."O elemento de maior preocupação desse slogan não é a premissa 'Deus não existe', mais a conclusão: 'Aproveite a vida!' A mensagem subliminar é que a fé em Deus impede de desfrutar a vida, é inimiga da alegria. Sem essa, existiria mais felicidade no mundo! Paulo nos ajuda a dar uma resposta a este desafio, explicando a origem e o sentido de cada sofrimento, a partir do sofrimento de Cristo."Porque "era necessário que Cristo padecesse para entrar em sua glória"? (Lc 24, 26). A necessidade não é de ordem natural, mas sobrenatural, observou Frei Cantalamessa, acrescentando que nos países de antiga fé cristã se associa quase sempre a idéia de sofrimento e de cruz à de sacrifício e expiação.São Paulo escreve que Deus predeterminou Cristo "a servir como instrumento de expiação" (Rm 3, 25), mas tal expiação não opera sobre Deus para aplacá-lo, mas sobre o pecado para eliminá-lo. "Pode-se dizer que é Deus mesmo, não o homem, que expia o pecado... a imagem é mais a da remoção de uma mancha corrosiva ou a neutralização de um vírus letal que a de uma ira aplacada pela punição".O pregador da Casa Pontifícia evidenciou que Paulo leva a sério o pecado, não o banaliza: "O pecado é, para ele, a causa principal da infelicidade do homem, isto é, a rejeição de Deus, não Deus! Isso prende a criatura humana na 'mentira' e na 'injustiça' (Rm 1, 18 ss; 3, 23), condena o próprio cosmo material à 'vaidade' e à 'corrupção' (Rm 8, 19 ss.) e é a causa última também dos males sociais que afligem a humanidade".Fazem-se análises sem fim da crise econômica em ação no mundo e de suas causas, mas quem ousa meter o machado na raiz e falar do pecado? – perguntou-se o religioso."O Apóstolo define a avareza insaciável uma 'idolatria' (Col 3,5) e aponta na desenfreada ganância de dinheiro 'a raiz de todos os males' (1 Tm 6, 10). Podemos dizer que está errado?" – insistiu Frei Cantalamessa."Por que tantas famílias perderam tudo, massas de operários que permanecem sem trabalho, se não pela sede insaciável de lucro por parte de alguns? A elite financeira e econômica mundial se tornou uma locomotiva louca que avançava em curso desenfreado, sem pensar no restante do trem que ficou parado à distancia sobre os trilhos. Estávamos andando todos na 'contramão'."O religioso observou que o sofrimento permanece sendo, certamente, um mistério para todos, especialmente o sofrimento dos inocentes, mas sem a fé em Deus ele se torna imensamente mais absurdo.O pregador da Casa Pontifícia concluiu afirmando que "a cruz de Cristo é motivo de esperança para todos, e o Ano paulino, uma ocasião de graça também para aqueles que não acreditam, mas buscam. Uma coisa fala a favor deles diante de Deus: o sofrimento! Como o restante da humanidade, os ateus também sofrem na vida, e o sofrimento, uma vez que o Filho de Deus tomou sobre si, tem um poder redentor quase sacramental. É um canal, escreve João Paulo II na 'Salvifici doloris', através do qual a energia salvífica da cruz de Cristo é oferecida à humanidade".Frei Cantalamessa encerrou citando uma comovente oração feita na liturgia desta Sexta-feira Santa, logo após o convite a rezar "por aqueles que não acreditam em Deus":"Deus onipotente e eterno, tu colocaste no coração do homem uma profunda nostalgia de ti, e só quando te encontramos vivemos a paz: faze que, superando cada obstáculo, reconheçamos os sinais da tua bondade e, estimulados pelo testemunho da nossa vida, tenhamos a alegria de crer em ti, um verdadeiro Deus e Pai de todos os homens. Através de Cristo, nosso Senhor."Concluída a homilia, a Liturgia da Paixão prosseguiu com a Oração universal e a adoração da Santa Cruz e se encerrou com a santa Comunhão. (RL)quinta-feira, 9 de abril de 2009
A QUINTA-FEIRA SANTA

O centro da celebração da Quinta-Feira Santa é a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial e o novo mandamento do amor que Jesus deu aos seus discípulos.
São João, o autor do quarto evangelho, não narra a instituição da Eucaristia, provavelmente, porque os outros três evangelhos e São Paulo já o haviam feito e, além do mais, quando João escreveu o seu evangelho no final do primeiro século, a celebração da eucaristia já era corrente nas comunidades cristãs.
Sabemos pelos evangelhos sinóticos e pela primeira carta de Paulo aos coríntios que escutamos há pouco que, na noite, antes de sua Paixão, Jesus instituiu a Eucaristia. “O Senhor Jesus tomou o pão e depois de dar graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. Depois da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”.
Jesus instituiu a Eucaristia, que é o sacramento, o memorial perpétuo das maravilhas de Deus realizadas por seu Filho Jesus. Jesus dá um sentido totalmente novo a páscoa judaica que ele celebrou com os seus discípulos, na noite, antes de ser entregue. A Páscoa judaica, como escutamos na primeira leitura do livro do Êxodo, é o memorial, isto é, a atualização da libertação do povo de Israel da escravidão do Egito.
Na ceia, Jesus antecipa nos sinais do pão e do vinho o seu sacrifício e a entrega que ele fará no dia seguinte. O pão e o vinho são um sinal real e eficaz de Jesus que se entrega à morte para a salvação de todos num ato extremo de amor e de solidariedade para com a humanidade. É a nova e eterna aliança de Deus com a humanidade, selada no seu sangue.
Por duas vezes, Paulo cita as palavras de Jesus: “Fazei isto em memória de mim”. Jesus ordena, portanto, aos seus discípulos, constituindo-os sacerdotes do Novo Testamento e àqueles que na Igreja participariam ministerialmente do seu sacerdócio pela ordenação que repetissem essas suas palavras, esse seu gesto de geração em geração, até a sua volta.
Agradeçamos a Jesus a instituição da Eucaristia, memorial, atualização do sacrifício da cruz, presença salvífica de Jesus em nosso meio, alimento espiritual e garantia de vida eterna. Rezemos pelos nossos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais para que não nos falte santos qualificados e numerosos ministros para anunciar a Palavra de Deus, administrar os sacramentos e servir o povo de Deus.
No lugar da instituição da Eucaristia, São João narra a cena do Lava-pés.
Durante a ceia com seus discípulos, “Jesus levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. Participar da Eucaristia, comungar o corpo e o sangue de Cristo, é comprometer-se a fazer da própria vida uma entrega fraterna e solidária aos nossos irmãos, especialmente, aos mais necessitados, os enfermos, os pobres, as pessoas com deficiência, os anciãos, as crianças. É importante que ao procurarmos ajudar os outros, contribuamos para que aqueles que ajudamos sejam sujeitos de sua própria promoção e não só destinatários de mera assistência, de simples ajuda. Dessa forma, estaremos colaborando para a promoção das pessoas e evitando o perigo de continuar perpetuando a desigualdade social.
Dom Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo Metropolitano de Aparecida - SP
Quinta-feira Santa

E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos dá um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.
Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida inalcansável.
São Paulo completa a representação lembrando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-lo e esperar sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristía.
A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, um dia como hoje, na véspera da su paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou pão..." (Mt 26, 26).
Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e se recordassem dEle abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).
Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão y bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).
Assim podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Resuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).
Como diz o prefácio deste dia: "Cristo verdadeiro e único sacerdote, se ofereceu como vítima de salvação e nos mandou perpetuar esta oferenda em sua comemoração". Porém esta Eucaristia deve ser celebrada com características próprias: como Missa "na Ceia do Senhor".
Nesta Missa, de maneira diferente de todas as demais Eucaristias, não celebramos "diretamente" nem a morte nem a ressurreição de Cristo. Não nos adiantamos à Sexta-feira Santa nem à noite de Páscoa.
Hoje celebramos a alegria de saber que esta morte do Senhor, que não terminou no fracasso mas no êxito, teve um por quê e um para quê: foi uma "entrega", um "dar-se", foi "por algo"ou melhor dizendo, "por alguém" e nada menos que por "nós e por nossa salvação" (Credo). "Ninguém a tira de mim,(Jesus se refere à sua vida) mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la." (Jo 10, 18), e hoje nos diz que foi para "remissão dos pecados" (Mt 26, 28c).
Por isso esta Eucaristia deve ser celebrada o mais solenemente possível, porém, nos cantos, na mensagem, nos símbolos, não deve ser nem tão festiva nem tão jubilosamente explosiva como a Noite de Páscoa, noite em que celebramos o desfecho glorioso desta entrega, sem a qual tivesse sido inútil; tivesse sido apenas a entrega de alguém mais que morre pelos pobres e não os liberta. Porém não está repleta da solene e contrita tristeza da Sexta-feira Santa, porque o que nos interessa "sublinhar" neste momento, é que "o Pai entregou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"(Jo 3, 16) e que o Filho entregou-se voluntariamente a nós apesar de que fosse através da morte em uma cruz ignominiosa.
Hoje há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o "glória": é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém ao mesmo tempo é sóbria e dolorida, porque conhecemos o preço que Cristo pagou por nós.
Poderíamos dizer que a alegria é por nós e a dor por Ele. Entretanto predomina o gozo porque no amor nunca podemos falar estritamente de tristeza, porque aquele que dá e se entrega con amor e por amor, o faz com alegria e para dar alegria.
Podemos dizer que hoje celebramos com a liturgia (1a. Leitura) a Páscoa. Porém a da Noite do Êxodo (Ex 12) e não a da chegada à Terra Prometida (Js 5, 10-ss).
Hoje inicia a festa da "crise pascoal", isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Santuário lança canal na internet especial da Semana Santa

Neste ano, pela 1ª vez, o Santuário Nacional conta com um canal especial na internet para a cobertura das atividades na íntegra.
O hot site conta com fotos, vídeos, reflexões e até uma via sacra virtual.
Logo na abertura, o internauta recebe um convite do reitor do Santuário Nacional, Pe. Darci Nicioli para participar das atividades religiosas do Santuário Nacional.
No local ainda é possível ter acesso a explicações do tempo da Quaresma e assistir a TV Aparecida ao vivo.
O endereço é o www.santuarionacional.com/semanasanta.
Programação - A programação especial, que terá início no próximo dia 05, domingo de Ramos, faz parte de toda a preparação do Santuário iniciada na quarta-feira de Cinzas: confissões, preparação da liturgia, coral e encenações, entre outras.
Durante a o Tríduo Pascal (quinta-feira 9, sexta-feira 10 e sábado 11) o Santuário espera receber aproximadamente 141 mil pessoas, sendo a expectativa para o domingo de 76 mil visitantes.
Via-Sacra – A tradicional Via Sacra ao Morro do Cruzeiro em Aparecida é organizada pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida.
Desde a primeira sexta-feira da Quaresma, um grupo se reúne às 5h aos pés do Morro do Cruzeiro. Com velas em mãos e ouvidos atentos às orações, os fiéis seguem conduzidos por um sacerdote, entoando orações e cânticos para lembrar o caminho da dor e do sofrimento de Jesus, no percurso de sua divina missão Redentora.
Segundo informações do vigário paroquial Ferdinando Mancílio, aproximadamente 5 mil pessoas têm acompanhado as orações no local, número que na sexta-feira Santa alcança quase 20 mil participantes.
Como nos anos anteriores, este ano as duas vias-sacras acontecem às 5h e às 8h.
Programação - TRÍDUO PASCAL
Quinta-Feira – Dia 09.04.2009
“Vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. Jo, 13, 14-15
7h: Oração das Laudes
8h: Consagração (TV Aparecida – gravação)
9h às 10h30: Missa do Crisma (TV Aparecida, Rede Vida, RA e RCR, TV Imaculada)*
10h30: Terço Meditado
12h às 13h: Sermão sobre a Redenção (TV Aparecida, RA e RCR)
14h: Terço Meditado
15h às 15h15: Consagração (RA e RCR)
16h: Vésperas
18h às 18h45: Angelus e Terço - Matriz Basílica (TV Aparecida, RA e RCR)
20h às 21h30: Missa da Ceia do Senhor (TV Aparecida, TV Imaculada, TV Século XXI, RA e RCR)
*Logo após a Santa Missa, momento de adoração do Santíssimo na Capela São José.
Sexta-Feira Santa – Dia 10.04.2009
“Tudo está consumado”. Jo 18, 30
7h: Oração das Laudes (RA e RCR)
9h às 10h: Via Sacra Encenada (RA e RCR, Rede Vida, TV Aparecida e TV Imaculada)
11h: Celebração das Bênçãos
12h às 13h: Sermão das 7 Palavras de Jesus na Cruz (TV Aparecida, Tv Século XXI, RA e RCR)
13h30 às 14h30: Plantão de Bênçãos
15h às 16h30: Celebração da Paixão (TV Aparecida, RA e RCR)
17h: Procissão do Enterro
Sábado Santo – Dia 11.04.2009
“Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado?
Ele ressuscitou. Não está aqui.”. Mc 16,6
6h: Oração das Laudes – RA e RCR
8h: Consagração (TV Aparecida – gravação)
9h às 10h: Celebração das Dores de Maria (TV Aparecida, Rede Vida e TV Imaculada)
10h30: Terço Meditado
11h30: Celebração das Bênçãos
12h às 13h: Ofício de Nossa Senhora (TV Aparecida, TV Século XXI, RA e RCR)
14h às 15h: Plantão de Bênçãos
15h às 15h15: Consagração (RA e RCR)
16h: Oração das Vésperas (RA e RCR)
20h às 22h: Celebração da Vigília Pascal (TV Aparecida, TV Século XXI, RA e RCR)
Domingo – Páscoa do Senhor – Dia 12.04.2009
“De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura,
segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos”. Jo, 20, 9
5h30: Missa
8h às 9h: Missa (TV Aparecida, TV Cultura, RA e RCR, TV Imaculada)
10h: Missa
12h: Missa
14h: Missa
16h: Missa
18h às 19h: Missa (TV Aparecida, RA e RCR)
