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quinta-feira, 5 de abril de 2012
O SACERDOTE NUNCA PERTENCE A SI MESMO
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
OS SACERDOTES SÃO UMA REFERÊNCIA
ROMA,
"Nosso compromisso não é estritamente reservado aos fiéis. Os representantes do clero são um ponto de referência para todos os cidadãos". Os católicos birmaneses são apenas 25 mil, ou 3% da população, e, portanto, é especialmente a maioria budista que se beneficia do apoio dos sacerdotes.
Em outubro de 2010, um ciclone tropical devastou as regiões costeiras do oeste do país, na fronteira com Bangladesh, matando 160 pessoas e deixando mais de 70 mil sem casa. Nos meses seguintes, a contribuição da Igreja foi decisiva. A partir desse momento, os birmaneses depositaram confiança crescente na comunidade católica.
"Nossa ajuda após o ciclone abriu as portas de cada aldeia". Dom Pyone recorda o relato do diretor da Caritas diocesana, que tem ajudado as famílias das vítimas e as pessoas desabrigadas, fornecendo alimentos e itens de primeira necessidade.
"A ajuda foi oferecida a todos os residentes das áreas afetadas, de qualquer credo".Em Mianmar, no entanto, os cristãos ainda são marginalizados por causa da identificação generalizada do cristianismo com o Ocidente, "cuja influência é tão temida". "Nossa religião é considerada estrangeira, mas a Igreja é uma parte integrante da história do país. Isso é mostrado pelos 34 sacerdotes birmaneses que trabalham só em nossa diocese".
O próprio Pyone é da região de Yangon, onde fica Pyay. A diocese, que se estende a oeste até o Golfo de Bengala, é a segunda mais pobre do país, mas tem uma crescente comunidade católica. Em fevereiro passado, quando assumiu o cargo, Dom Pyone identificou dois principais objetivos da pastoral: a educação dos fiéis e a formação dos padres. "Evangelização exige fé forte e conhecimento aprofundado".
Em 2010, a Ajuda à Igreja que Sofre doou à Igreja na Birmânia mais de um milhão de euros. Após o ciclone, a associação contribuiu significativamente para a reconstrução de igrejas e edifícios destruídos e tem financiado vários projetos pastorais.
São muitas as construções e reconstruções, incluindo a da Capela do Sagrado Coração de Jesus, em Yihku Manhkam, na diocese de Banmaw, e a construção de uma estrutura para o novo seminário menor dos missionários Little Way, de Santa Teresa, em Chaungkhua, além de uma nova paróquia em Cowbuk, na diocese de Hakha.
Quanto à formação, são oferecidos cursos de planejamento familiar, seminários sobre a pastoral bíblica e formação para as Irmãs da Reparação. Também foram comprados carros para facilitar a pastoral, bem como máquinas agrícolas.
terça-feira, 27 de julho de 2010
PROTESTO CONTRA SACERDOTES
Diante das afirmações de um jornal sobre supostos atos homossexuais
ROMA,
– A diocese de Roma pediu aos sacerdotes de “vida dupla” – em relação à homossexualidade – que abandonem o exercício de seu ministério.
O forte comunicado do vicariato da diocese, cujo bispo vigário é Agostino Vallini, foi publicado para esclarecer o longo artigo publicado pelo semanário italiano Panorama, a 23 de julho, intitulado “As noites loucas dos padres homossexuais”.
O jornalista garante que por 20 dias, com uma câmera escondida, ajudado por um “cúmplice homossexual”, infiltrou-se no ambiente noturno de três sacerdotes, dos quais preserva o nome.
O comunicado da diocese de Roma condenou duramente estes atos, caso sejam verdadeiros.
Ao mesmo tempo, afirma que “a finalidade do artigo é evidente: criar escândalo, difamar todos os sacerdotes, em virtude da declaração de um dos entrevistados, segundo o qual “98% dos sacerdotes que ele conhece são homossexuais”.
O artigo visa a desacreditar a Igreja e, por outro lado, fazer pressão contra essa parte da Igreja definida de “intransigente, que não quer dar reconhecimento à realidade dos sacerdotes homossexuais”.
Segundo a diocese de Roma, “os fatos narrados suscitam dor e desconformidade na comunidade eclesial de Roma, que conhece de perto seus sacerdotes que não levam uma “vida dupla”, mas "uma só vida”, feliz e boa, coerente com sua vocação, entregue a Deus e ao serviço das pessoas, comprometida na vivência e no testemunho do Evangelho, e que é modelo de vida moral para todos”.
"Aquele que conhece a Igreja de Roma não se reconhece no comportamento dos sacerdotes que levam uma 'vida dupla'".
“Sabemos que ninguém os obriga a permanecer como sacerdotes, aproveitando só os benefícios. Não queremos o mal para eles, mas não podemos aceitar que devido a seus comportamentos sujem o nome de todos os outros”.
Por último, a diocese de Roma afirma que está comprometida “a agir com rigor, segundo as normas da Igreja, contra todo comportamento indigno da vida sacerdotal”.
Fonte: ZENIT.org
segunda-feira, 14 de junho de 2010
SACERDOTES, OPERÁRIOS DA CIVILIZAÇÃO DO AMOR

Cidade do Vaticano, 13 jun (RV)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
ORAÇÕES PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS
BENTO XVI PEDE ORAÇÕES PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS
Cidade do Vaticano,
- Bento XVI assomou ao meio-dia de ontem, domingo à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para rezar com milhares de fiéis e peregrinos a oração do Regina Caeli.
Na alocução que precedeu a oração dominical, o Santo Padre recomendou a oração para suscitar novas vocações, e exortou os sacerdotes a viverem constantemente momentos de recolhimento diante do Tabernáculo.
Nas saudações aos diversos grupos presentes dirigiu uma saudação especial à Associação "Meter", na linha de frente na luta contra a pedofilia on line, agradecendo e encorajando aqueles que se prodigalizam no campo da educação e da prevenção aos abusos contra menores.
No domingo do "Bom Pastor", Dia mundial de oração pelas vocações, o Pontífice recordou Santa Mônica, que suplicando a Deus com humildade e insistência, obteve a graça de ver seu filho Agostinho tornar-se cristão".
Um exemplo para explicar que "a oração é a primeira forma de testemunho que suscita vocações"."
Portanto, convido os pais a rezarem a fim de que o coração dos filhos se abra à escuta do Bom Pastor, e todo pequeno germe de vocação... se torne árvore frondosa, repleta de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade."Mas "como podemos ouvir a voz do Senhor?".
Na pregação dos Apóstolos e de seus sucessores", recordou o Papa, porque "nela ressoa a voz de Cristo, que chama à comunhão com Deus e à plenitude da vida".
"Somente o Bom Pastor custodia com imensa ternura o seu rebanho e o defende do mal, e somente n'Ele os fiéis podem ter absoluta confiança.
"Em seguida, Bento XVI fez uma exortação aos ministros ordenados para que, "estimulados pelo Ano Sacerdotal, se sintam comprometidos a um mais forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje".
"Recordem que o sacerdote continua na terra a obra da Redenção; saibam viver habitualmente momentos de recolhimento diante do Tabernáculo; saibam aderir totalmente à própria vocação e missão mediante uma ascese austera; façam-se disponíveis à escuta e ao perdão; formem de modo cristão o povo a eles confiados; cultivem com zelo a fraternidade sacerdotal."
Em seguida, o Papa fez um agradecimento pessoal "àqueles que com a oração e o afeto" apóiam o ministério do Sucessor de Pedro.
Após o Regina Caeli, o Pontífice recordou as beatificações, celebradas esta manhã em Roma e em Barcelona, de dois sacerdotes: Angelo Paoli, carmelita, apóstolo da caridade na Cidade Eterna, que viveu entre os Sécs. XVII e XVIII, exemplo admirável, em particular, para aqueles que pertencem a Institutos de vida consagrada – observou o Papa; e José Tous y Soler, fundador no Séc. XIX das Capuchinhas da Mãe do Divino Pastor, e que se distinguiu por "sua capacidade de suportar e compreender as faltas dos outros", uma referência para todos, particularmente para os que se consagraram "a viver a fidelidade a Cristo".
De fato, após a oração mariana, o Papa dirigiu uma saudação à Associação "Meter", que há 14 anos promove o Dia nacional italiano em favor das crianças vítimas da violência, da exploração e da indiferença: "Nesta ocasião quero, sobretudo, agradecer e encorajar aqueles que se dedicam à prevenção e à educação, em particular aos pais, aos professores e aos muitos sacerdotes, irmãs, catequistas e animadores que trabalharam com os jovens e adolescentes nas paróquias, nas escolas e nas associações."
Ainda no âmbito das saudações em várias línguas aos diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes, o Santo Padre dirigiu algumas palavras também aos de língua portuguesa. Eis o que disse: "Dirijo agora a minha saudação amiga aos professores e alunos do Colégio de São Tomás, de Lisboa, e demais peregrinos de língua portuguesa: De visita a Roma, não quisestes faltar a este encontro com o Papa, que a todos encoraja na nobre missão de dar razões de vida e de esperança às novas gerações para uma sociedade mais humana e solidária.
Sobre vós, vossas famílias e os sonhos de bem que abrigais no coração, desça a minha Bênção Apostólica."
terça-feira, 22 de setembro de 2009
SER SACERDOTE NOS DIAS DE HOJE
Padre Luigi Pellegrini, de Santa Rita em Viareggio
Por Antonio Gaspari
Seu papel tem um aspecto religioso, social e civil insubstituível. Todavia, certa cultura secularizada ataca, critica e é incrédula quanto aos párocos e sacerdotes.
Neste contexto e em pleno “Ano Sacerdotal”, ZENIT entrevistou Luigi Pellegrini, pároco desde 2000 da igreja Santa Rita, em Viareggio (12.000 habitantes), Itália.
Nascido em Camaiore, dia 17 de março de 1966, pe. Luigi se licenciou em Teologia Espiritual no Instituto Pontifício “Teresianum” de Roma, em 1997, e está inscrito no mesmo Instituto para o doutorado em Teologia Espiritual. É professor da “Escola Teológica” para leigos, onde ministra cursos sobre a eucaristia para seminaristas no “Estúdio Teológico Interdiocesano de Camaiore”.
Sua paróquia é uma das que mais atraem fiéis em Viareggio, a qual também promove vários encontros de alto nível, tanto espiritual como cultural.
–Em num mundo que parece cada vez mais secularizado, como se explicariam as razões que movem muitas pessoas a seguir a vocação ao sacerdócio?
–Pe. Luigi: Em sua vida, no momento em que a fé não permanece exterior, mas interpele concretamente, cresce em você em entusiasmo de poder fazer dela uma resposta da sua vida. Nossa religião te coloca diante de um encontro pessoal, concreto e capaz de preencher sua existência.
É verdade que hoje o mundo está bem organizado para levar os corações até outras perspectivas, a fim de confundir e enfraquecer. Mas depois de certo tempo, nada disso mais basta. Encontra-se Jesus, conhece-o e no momento em que responde “sim”, a alegria se faz concreta e, portanto, verificável em sua vida diária.
Talvez nós, como Igreja, também percamos muitas oportunidades para levar os homens até a dimensão espiritual da vida. O espírito, entretanto, através de caminhos simples, sabe conduzir à busca de Deus e a experimentar que o amor por Ele não é utopia, mas se faz o verdadeiro sentido à vida.
–Como foi o seu chamado? –Pe. Luigi: Recebi como grande presente uma família cristã, pobre de coisas materiais, mas rica em humanidade. Meus pais foram capazes de me acompanhar no descobrimento das verdades de Deus, com fatos e com uma singela profundidade de fé concreta e por isso ainda mais incisiva. Nasci dia 17 de março de 1966, 12 anos depois do casamento de meus pais. Num ano em que meu pai, tendo que enfrentar um tumor, pensava em tudo, menos em ter um filho.
Justo no período menos esperado, o Senhor me chamou à vida. Eles, sem possibilidades econômicas, preocupados em como manter um filho, não se renderam e, de forma resistente, e com grande dignidade e fé, conseguiram lidar bem com aquele determinado momento.
Meu pai morreu quando eu tinha dez anos e aos 14 entrei no seminário menor de Lucca. Por que a essa idade? Tive de deixar, naquele momento, muito do que era importante para mim: meu pai, minha mãe –que ficava sozinha–, minha paróquia, na qual desempenhava diversas atividades, amigos...
Lembro-me ainda, de modo claro, que sentia que tinha de dizer “sim” a um chamado que a oração me havia me ajudado a discernir: os grupos vocacionais daqueles anos, tal como o entusiasmo de sentir que aquela paróquia me pertencia e que eu fazia parte dela.
Não posso dizer que ninguém me condicionou. Ao contrário. Pensando de novo sobre isso, me propus a prestar muita atenção para seguir as eventuais vocações que o Senhor colocasse em meu caminho.
Sentia crescer a cada ano, a alegria de me aproximar do sacerdócio. Não foi sempre fácil. Cresci conforme a idade e ao mesmo tempo também minha espiritualidade se transformava, adquirindo maior consciência a respeito da entrega de uma vida que devia ser cada vez mais plena e definitiva. Estava muito impaciente.
Acredito cada vez mais que o Senhor me deu esta vocação não por ser melhor ou caracterizada por dons especiais, e sim porque necessitava encontrar um caminho e uma resposta forte, que deve ser reconfirmada a cada dia, para que eu possa me salvar verdadeiramente. A dádiva da vocação se converte na proteção e apoio à própria fraqueza.–Ser padre hoje, especialmente em uma cidade como a sua, onde durante muito tempo dominou a ideologia anticlerical, não é fácil. Quais são as maiores dificuldades para difundir as palavras de Cristo?
–Pe. Luigi: A cidade de Viareggio pode parecer imersa no mar e no carnaval e por muitos aspectos realmente está. Mas agradeço cada dia ao Senhor por minha experiência de padre (18 anos em cinco contextos diferentes) nesta cidade. Conheci homens e mulheres que, através de diferentes formações espirituais, fizeram do Senhor e da vida da Igreja um verdadeiro sentido a própria vida. Com frequência os leigos têm sido para mim promotores de iniciativas e experiências espirituais que se manifestaram importantes à comunidade. Aproximei o mundo do espaço paroquial juvenil, descobrindo nele um estilo que me ajudou a crescer como sacerdote. Uma comunidade aberta, onde alguém te acolhe e está disposto a fazer contigo parte do caminho até o Reino.
Do mais, a realidade dos movimentos e dos leigos pertencentes a caminhos formativos e comunidades eclesiásticas me fez conhecer os homens, mulheres e jovens que fizeram do anúncio Evangélico e do próprio testemunho um significado à vida.
Nestes anos compreendi que nós, sacerdotes, não podemos individualizar nosso modo de ver a Igreja e o mundo. Os homens, assim como nossa vocação, necessitam de uma forte dimensão espiritual e formação.
Para nós, padres, é extremamente perigoso nos convencermos de que temos direito a uma vida privada, a um pequeno grupo nosso de seguidores fiéis, e organizar uma pastoral privada que não nos incomode. O entusiasmo de poder promover como padre uma comunidade que sirva ao homem sempre me ajudou. Especialmente porque estou convencido de que Jesus é a verdadeira resposta à pergunta do sentido verdadeiro da vida do homem.
A dificuldade mais frequente é ter de explicar às pessoas o verdadeiro significado de ser cristão católico: quer dizer, a proximidade com os sacramentos, a Eucaristia dominical, a escuta da palavra de Deus, a oração, a unidade com o Papa, sobretudo quando se compreende que seus diversos pontos de vista derivam da amizade com um sacerdote.
Nesses casos, sempre supondo que entenderam mal, explico a beleza e necessidade do encontro físico e real com Jesus, alimento de Vida, que podemos experimentar e doar unidos à Igreja.
–Poucos, inclusive aqueles que mais a frequentam, conhecem e refletem sobre a importância social da paróquia. Poderia nos explicar como as atividades paroquiais influenciam na educação dos jovens e na vida social das famílias e da comunidade local?
–Pe. Luigi: Acredito que poderíamos ter ainda uma grande incidência na comunidade social como paróquias. Experimento isso hoje em dia, tendo uma paróquia de 12.000 habitantes... Quantos encontros e experiências de vidas difíceis! Certamente devemos enfatizar que hoje, como Igreja, temos menos incidência nas estruturas sociais. Mas como paróquias, podemos mais que nunca introduzir lugares de encontro para famílias a indivíduos para que todos colaborem na construção de um mundo melhor.
Não devemos nos desanimar se muitos nos consideram como “distribuidores” de sacramentos. Todas, inclusive esta, são oportunidades para encontrar e tentar uma mudança na forma de pensar. Não podemos permitir que fiquemos atrás, esperando alguma mudança. O fato é que as pessoas não entendem. Com frequência construímos uma pastoral que evita tradições, encontros, adoração, missas, confissão, devoção a Maria; para substituir tudo isso, propomos o “vazio” ou alguma iniciativa que possa ser manipulada politicamente, talvez não em sintonia com o Santo Padre. Assim certamente o sacerdote tem mais tempo livre para si e para os poucos que o cercam. Porém, perde a beleza de entregar-se totalmente, experimentando a alegria da própria vocação e a identidade verdadeira do próprio sacerdócio.
–Quais momentos são difíceis na vida de um padre e quais são os de maior satisfação?
–Pe. Luigi: Hoje é difícil fazer compreender o valor da perseverança nas decisões da vida e no caminho da fé. Fica difícil aproximar de quem, como os padres, têm responsabilidade educativa. Enquanto ainda resiste o voluntariado, se torna cada vez mais difícil ter disponibilidade para a formação e a catequese por parte dos adultos. É muito difícil aconselhar e educar os filhos e jovens na dimensão da escuta, da meditação, do sacrifício e do respeito às pessoas e às coisas. É um grande desafio hoje não só nos âmbitos religiosos, se queremos pensar em um mundo melhor.
Certamente não faltam ocasiões de grande satisfação para um sacerdote: começando por cada Eucaristia, que mesmo celebrada todos os domingos, cada vez é um grande milagre de graça que nos permite experimentar especialmente a união ao sacrifício de Cristo e a possibilidade de encontrar a cada domingo, rezando, todos aqueles que o Senhor confiou. A outra grande oportunidade é estar à disposição de todos no sacramento da Reconciliação. Deus não nos elegeu precisamente para manifestar seu amor e misericórdia.
Outro momento especial de graça é quando podemos partilhar com muitos irmãos e irmãs a sua fase de conversão: do distanciamento para compartilhar a alegria do renascimento. Experimentando a proximidade com aqueles que não sofrem apenas de reproduzir profissionais frases pré-fabricadas, mas a capacidade de compartilhar a experiência que leva você à entrega total a Deus.
Outra oportunidade para grande alegria é quando alguém se sente capaz de dizer "sim" ao chamado de Deus para sua própria vocação.–Se tivesse de explicar a um jovem a beleza do sacerdócio, o que diria?
–Pe. Luigi: Primeiro, certifique-se de que tal chamado não é por seus méritos, e sim porque constata um amor especial por Jesus. Quando experimentar isso como um convite, não permanecerá indiferente.
Logo, os anos de estudo e de formação são uma ocasião para conhecer Aquele que por ele dá a vida e que te faz mais seguro para se converter em anunciador não suas verdades, mas da única Verdade que pode salvar toda a humanidade.
Quando sente que é verdade para ti, nada pode te deter e, portanto, a característica espontânea de um jovem se volta para os outros. O que logo te reforça e confirma sua decisão é descobrir a presença de Maria e a intercessão especial de toda a Igreja do céu que, através dos escritos de santos e seu testemunho de vida, te ajuda a crescer na dimensão espiritual e na oração.
Por último e não menos importante, recomendaria sentir intensamente a unidade com o Papa, que orienta e dá sentido ao nosso sacerdócio, tornando-se um símbolo de unidade com Cristo.
Quero tratar de modo especial também outro aspecto da vida sacerdotal: o celibato. Pode parecer que impõe limite ao amor ou quem sabe reduza as vocações. Não é assim. Posso compreender que diga isso quem não vive a experiência da Igreja, mas me parece difícil compreender que tais afirmações possam derivar de nossos contextos.
Sinto-me capaz de testemunhar o contrário, que é um grande dom da Igreja Católica para os próprios sacerdotes. É a consequência natural de uma consagração. Enriquece a própria eleição na totalidade da entrega e se converte cada vez mais em testemunho para todos aqueles que acreditam na realidade do céu.
O fato é que a exclusividade da própria vida pelo Senhor não tira nada. Pelo contrário, te enriquece. Afirmar o contrário empobrece o valor sacrifical de nosso “ser sacerdote”.
–Quais são as iniciativas culturais e religiosas que propõe para reforçar a identidade e a fraternidade sacerdotal? –Pe. Luigi: Dar aos padres ocasiões para se afirmarem na fé através da troca de experiências, não para julgar o outro, mas para que haja um enriquecimento mútuo, de maneira que a amizade cresça e que a estima seja recíproca. Por exemplo, aproveitar a grande ocasião que Bento XVI nos ofereceu neste ano, através do Ano Sacerdotal.
Deveria introduzir a todos, ajudados pelos bispos, no descobrimento da própria identidade dos homens e de chamados. Redescobrir a essência de uma vida entregue totalmente, sem compromissos, sempre orientados a reconhecer a benevolência de Deus e por isso capazes de renovar a Jesus, sem temer, o próprio amor.
Não acredito que para ser sacerdote seja preciso buscar uma vida simples, facilmente aceita pelo mundo todo, entretanto devemos fazer crescer nossa pertença à Igreja, que nos acolheu, nos formou, nos direciona através dos bispos, segue vigiando, dirigindo e corrigindo eventuais visões menos católicas ou individuais que tenhamos.
A Igreja é uma mãe e nela devo sentir que não estamos sozinhos, mas que compartilhamos e enfrentamos eventuais desafios do mundo de hoje.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
CONGRESSO INTERNACIONAL DE SACERDOTES

domingo, 2 de agosto de 2009
SANTOS SÃO MODELOS PARA OS SACERDOTES

domingo, 26 de julho de 2009
SACERDOTES SEJAM INSTRUMENTOS DE SALVAÇÃO

Les Combes 26 jul (RV)
terça-feira, 30 de junho de 2009
"NÃO HÁ LUGAR PARA PEDÓFILOS NO MINISTÉRIO SACERDOTAL"

Cidade do Vaticano,
sábado, 23 de maio de 2009
A FRAQUEZA DE ALGUNS SACERDOTES, NÃO JUSTIFICA SER MOTIVO PARA TERMINO DO CELIBATO
Reflexão do bispo de San Cristóbal de las Casas
Por Jaime Septién
SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS,
Entre estes casos, encontram-se os descobrimentos de novas paternidades do atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que fora bispo católico; o caso de um sacerdote acusado de uso de pornografia infantil na arquidiocese de Jalapa (México); e o recente escândalo de um sacerdote muito popular na televisão hispânica dos Estados Unidos – Alberto Cutié – que, após a publicação de algumas fotos comprometedoras, reconhece uma mulher como amante desde muito tempo.
Diante desses casos, escreve Dom Arizmendi Esquivel, “não falta quem insista em que a Igreja Católica deveria revisar sua norma de admitir ao sacerdócio só aqueles que tenham recebido o carisma do celibato e se comprometam a cumpri-lo por toda a vida. Outros afirmam que, enquanto não se faça esta mudança, a Igreja continuará perdendo fiéis”.
“Por outro lado, continuou dizendo o prelado mexicano, é repetitivo escutar que o celibato não combina com as culturas indígenas, pois nestes povos só a um homem casado se reconhece a autoridade e não se costuma confiar a solteiros cargos de responsabilidade social. Portanto, concluem, se deveria abrir a porta para ordenar presbíteros a indígenas casados, para que se inculturem.”
Em seu documento, o bispo de San Cristóbal de las Casas afirma que, em primeiro lugar, o celibato “não é de acordo com nenhuma cultura, nem judaica, grega ou romana, nem espanhola, francesa, alemã, italiana, mexicana, indígena, mestiça”.
Em segundo lugar, afirma que “é inegável que houve e há muitas falhas e defeitos; mas a imensa maioria vive com alegria e plenitude esta vocação, apesar das limitações”.
“Eu me sinto muito fecundo, muito realizado, graças ao celibato”, confessa o bispo mexicano em seu escrito, publicado pela página eletrônica da Conferência do Episcopado Mexicano; e agrega: “O matrimônio teria me limitado muito em meu serviço à comunidade. O celibato me faz livre para servir onde for preciso, para amar e estar muito perto de quem precisa experimentar o amor de Deus”.
Mais adiante explica: “Ninguém nos obrigou a emitir este compromisso antes da ordenação; nós o assumimos com plena liberdade. Eu decidi livre e conscientemente não me casar, não por egoísmo, não por rejeição à mulher, nem por desconhecer ou desprezar a beleza do sexo e do matrimônio, mas por graça do Espírito Santo, para consagrar todo o meu ser, com todas as suas energias, ao Reino de Deus, em particular aos pobres. Sou feliz sendo celibatário. Peço ao Senhor que nos conserve em fidelidade”.
Depois de recordar que Jesus “decidiu não se casar; sua mãe permaneceu virgem, o apóstolo mais próximo era celibatário e Paulo recomendou este caminho, não como mandato, mas como conselho digno de confiança”, pede que “nos comprometamos a viver celibatários, mantendo-nos fiéis e alegres, com oração, sacrifício e vigilância, pois as tentações se aproximam por todos os lados”.
“Que a comunidade e as famílias nos ajudem a desfrutar desta paternidade espiritual, e que ninguém seja motivo de tropeço. Que os seminaristas conheçam as razões deste estilo de vida e orem para que se lhes conceda este carisma, que os fará pais e irmãos em Cristo, e assim os povos n’Ele terão vida”, termina dizendo Dom Arizmendi Esquivel.
quinta-feira, 19 de março de 2009
PAPA PROPÕE SÃO JOSÉ COMO MODELO PARA OS SACERDOTES
Iaundê, 18 mar (RV)- À tarde, na Basílica Maria Rainha dos Apóstolos, em Iaundê, se realizou a celebração das Vésperas com os bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas, diáconos, movimentos eclesiais e representantes de outras confissões cristãs em Camarões.Na celebração, de acordo com a liturgia vespertina, Bento XVI convidou a contemplar os traços característicos de São José.Falando da paternidade, Bento XVI afirmou que ser pai é ser, primariamente, servidor da vida e do crescimento. Esta mesma paternidade deve ser vivida pelos sacerdotes. "O sacerdócio ministerial comporta um vínculo profundo com Cristo, que nos é dado na Eucaristia" – recordou, fazendo votos de que a celebração da Eucaristia seja verdadeiramente o centro da vida sacerdotal, para que seja também o centro da missão eclesial. "Celebrando este sacramento em nome e na pessoa do Senhor, não é a pessoa do sacerdote que deve aparecer em primeiro plano: ele é um servidor, um instrumento humilde que reenvia a Cristo, porque o próprio Cristo é que Se oferece em sacrifício pela salvação do mundo" – afirmou, acrescentando que o ministério pastoral não é feito somente de renúncias, mas é também fonte de alegria. São José deve servir de exemplo também aos irmãos e irmãs comprometidos na vida consagrada ou nos movimentos eclesiais. José acolheu o mistério que estava em Maria e o mistério que ela própria representava. São José, disse o papa, ensina-nos que se pode amar sem possuir: "José desvenda-nos o segredo duma humanidade que vive na presença do mistério. Nele, não há separação entre fé e ação. A sua fé orienta decididamente as suas ações". Dirigindo-se aos membros das outras confissões cristãs, Bento XVI citou a vida de São José como um sinal eloqüente para todos os discípulos de Jesus que aspiram à unidade da Igreja. "O seu exemplo incita-nos a compreender que é abandonando-se plenamente à vontade de Deus que o homem se torna um obreiro eficaz do desígnio de Deus, que deseja reunir os homens numa única família, numa única assembleia, numa única «ecclesia». (...) É em Jesus que somos chamados a reconhecer-nos irmãos, filhos de um mesmo Pai" – concluiu. (BF)
Fonte: RV
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
TERRORISTAS ISLÂMICOS DIRIGEM SEUS ATENTADOS CONTRA SACERDOTES E ATIVISTAS CRISTÃOS

Jacarta, 31 out (RV)
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
JESUÍTAS INAUGURAM ESCOLA NA COSTA DO MARFIM
Pintua a óleo: Jesuítas catequizando os ÍndiosAbidjan,
domingo, 10 de agosto de 2008
O PADRE DIANTE DE TANTOS AFAZERES, DEVE VER O QUE É ESSENCIAL PARA A VIDA SACERDOTAL
Bressanone, quinta-feira, 31 de julho de 2008
VIVEIRO DE VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS
sexta-feira, 11 de julho de 2008
"GRANDE TRISTEZA" PELA DECISÃO DAS AUTORIDADES AUSTRALIANAS
IGREJA CATÓLICA NO IRAQUE MANIFESTA "GRANDE TRISTEZA" PELA DECISÃO DAS AUTORIDADES AUSTRALIANAS DE NÃO CONCEDER VISTO DE ENTRADA PARA O DMJ AOS JOVENS CRISTÃOS CALDEUS IRAQUIANOS
Bagdá, 10 jul (RV) - A Igreja católica no Iraque manifestou “grande tristeza” pela decisão das autoridades australianas de não conceder o visto de entrada aos jovens cristãos caldeus iraquianos para o próximo Dia Mundial da Juventude.
O visto foi negado com a alegação de motivos de segurança e pelo temor dos australianos de que seminaristas e sacerdotes peçam asilo político depois de entrarem no país. “A negação de conceder vistos de entrada aos jovens iraquianos para participar do Dia Mundial da Juventude
representa um motivo de grande tristeza”, declarou D. Jibrail Kassab, bispo caldeu da eparquia de Oceania e Nova Zelândia, comentando a notícia.“Poderia ser um momento de grande compartilha de fé, que poderia enriquecer muitos jovens, e não só iraquianos. Infelizmente, motivos provavelmente políticos o impediram”, afirmou desconsolado D. Jibrail.
Apesar disto, a presença iraquiana será garantida pelos emigrados que vivem na Austrália, nos EUA e na Europa, num total de cerca de 700 pessoas.Manifestou tristeza também Tara Najjar, da delegação iraquiana: “Os pedidos de visto tinham sido feitos antes do fim do ano passado, na embaixada de Amã, mas não houve jeito. Não penso que os sacerdotes e seminaristas iraquianos iriam pedir asilo político na Austrália. Queriam apenas rezar e partilhar a sua fé com os outros jovens”, disse ela. (PL)
Fonte: RV
segunda-feira, 16 de junho de 2008
"ORAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR NA VIDA DO SACERDOTE"
Brindisi, 16 jun (RV)
- A Oração, o colóquio cotidiano com Deus, deve estar sempre em primeiro lugar na vida de um sacerdote, ainda que os ritmos de cada dia tenham se tornado cada vez mais frenéticos: foi o que disse o Papa Bento XVI, encontrando na tarde de domingo, na Catedral de Brindisi, o clero da Puglia. Este foi o último compromisso da visita de dois dias do Papa a Santa Maria di Leuca e Brindisi.“Os seus dias sejam marcados pelo tempo da oração, durante o qual, seguindo o modelo de Jesus, vocês entram em um colóquio regenerador com o Pai. Certamente não é fácil manter-se fiel a esses cotidianos encontros com o Senhor, sobretudo hoje que o ritmo da vida se tornou frenético e os compromissos absorvem cada vez mais o nosso tempo”. Todavia – disse ainda o Papa – devemos nos convencer que o momento da oração é o mais importante na vida do sacerdote”. Para o Papa os sacerdotes têm hoje, mais do que nunca de “uma fé forte e vigorosa” e devem alimentá-la com a assídua oração.“Sejam modelos de oração, tornem-se mestres de oração. Com a minha presença aqui no dia de hoje, gostaria de encorajá-los a se colocarem com sempre maior disponibilidade ao serviço do Evangelho e da Igreja. Sei que vocês já trabalham com zelo e inteligência, sem poupar energias, com a finalidade de propagar o alegre anúncio evangélico: Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida seja o tema do nosso pensar, o argumento do nosso falar, o motivo do nosso viver”. (SP)
quinta-feira, 5 de junho de 2008
A DELICADA SITUAÇÃO DO POVO DE ZIMBÁBUE
VIOLÊNCIA EM ZIMBÁBUE OBRIGA SACERDOTES A SE ESCONDEREM
Harare, 05 jun (RV) - Temendo por sua vida por causa da perseguição do exército local, muitos padres católicos permanecem escondidos em Zimbábue. A denúncia foi feita à organização
católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) por um sacerdote, cujo nome é mantido no anonimato por motivos de segurança. Uma onda de violência tomou conta do país depois das eleições gerais de 29 de março, quando o partido no poder perdeu a maioria no parlamento. Desde então, segundo informa a AIS, têm ocorrido sérias e contínuas violações dos direitos humanos.
A situação preocupa a comunidade internacional.
Segunda-feira, o presidente norte-americano, George W. Bush, acusou o governo de Zimbábue de ser cúmplice dos atritos e pediu o envio de observadores internacionais para o segundo turno das eleições presidenciais. Em comunicado, Bush afirmou que "o prosseguimento dos conflitos, incluindo detenções sem fundamento e intimidações contra expoentes da oposição para impedir o Movimento para a Mudança Democrática de fazer campanha livremente antes do segundo turno das presidenciais, de 27 de junho, é lamentável".
O sacerdote católico contatado pela AIS assegura que as pessoas que não votaram no partido de
Robert Mugabe têm sido raptadas, torturadas, mutiladas ou violadas por soldados, especialmente nas áreas rurais."Muitos padres católicos e leigos estão na lista das pessoas procuradas pelos soldados e pelas milícias", refere, revelando que estas pessoas "são forçadas a permanecer escondidas".
Robert Mugabe
- Presidente de Zimbábue
A oposição afirma que pelo menos 50 de seus militantes foram mortos, centenas ficaram feridos e mais de 25 mil foram deslocados, e acusou o regime de intimidar os eleitores antes do segundo turno, que vai opor o presidente do país, Robert Mugabe, ao líder da oposição, Morgan Tsvangirai. (CM/BF)
Indicação do blog: A FAMILIA CATÓLICA:Vejam no site: VISÃO , a reportagem: Nove dias em Harare (Nov 2007 )
"Notas de uma viagem clandestina de dois repórteres da Revista VISÃO na capital do Zimbabué, uma cidade de medo, tortura e morte. Leia o diário do repórter e veja a galeria de fotos" .
Tem-se a nítida impressão e poderemos avaliar com total clareza, o que passam estes religiosos e o povo desta região.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
EXCOMUNHÃO IMEDIATA PARA QUEM ORDENAR MULHERES
Cidade do Vaticano, 29 mai (RV) - O Vaticano dispôs a excomunhão ‘latae
sentantiae’, ou seja, imediata, para quem tentar ordenar mulheres e para as mulheres que se dispuserem a receber a ordenação. A resolução está contida no Decreto Geral da Congregação para a Doutrina da Fé ‘sobre o delito de tentar a sagrada ordenação de mulheres’, publicado hoje pelo jornal L'Osservatore Romano.Assinado pelo prefeito e pelo secretário da Congregação que vela pela perfeição da doutrina, o cardeal William Levada e o arcebispo Angelo Amato, o Decreto foi emanado “para tutelar a natureza e a validez do sacramento da sagrada ordenação”.“Seja quem tentar conferir a sagrada ordenação a uma mulher, seja a mulher que tentar recebê-la, receberão a excomunhão 'latae sententiae' - reservada à Sé Apostólica” - atesta o Decreto. O documento entra imediatamente em vigor, com a publicação no L'Osservatore Romano'. (CM)