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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

O SACERDOTE NUNCA PERTENCE A SI MESMO


Papa: "O sacerdote nunca pertence a si mesmo"




Cidade do Vaticano



- Bento XVI presidiu na manhã desta quinta-feira a Missa do Crisma, na Basílica de São Pedro, durante a qual consagrou os óleos dos catecúmenos, da unção dos enfermos e o do crisma. No primeiro evento do calendário da Páscoa, os cerca de 1600 cardeais, bispos, párocos romanos, sacerdotes diocesanos e religiosos renovaram suas promessas sacerdotais.


Inspirando-se na narração de João, o Papa introduziu sua homilia perguntando-se:

“Somos realmente consagrados na realidade da nossa vida? Atuamos a partir de Deus e em comunhão com Jesus Cristo?”. E prosseguiu centrando-se na “situação algumas vezes dramática da Igreja de hoje” e citando de modo especial “um país europeu em que um grupo de sacerdotes publicou um apelo à desobediência”.


Bento XVI disse saber que este grupo pede que “sejam ignoradas algumas decisões definitivas do Magistério, como, por exemplo, a Ordenação das mulheres”, questão “a propósito da qual o Beato Papa João Paulo II declarou de maneira irrevogável que a Igreja não recebeu, da parte do Senhor, qualquer autorização para fazê-lo”.

“Será a desobediência um caminho para renovar a Igreja?” – interrogou.


Bento XVI chamou a atenção também para o problema do analfabetismo religioso típico dos nossos tempos:

“Os elementos fundamentais da fé, que no passado toda e qualquer criança sabia, são cada vez menos conhecidos. Mas, para se poder viver e amar a nossa fé, para se poder amar a Deus e, consequentemente, tornar-se capaz de ouvi-lo corretamente, devemos saber aquilo que Deus nos disse; a nossa razão e o nosso coração devem ser tocados pela sua palavra”. “O Ano da Fé, a comemoração da abertura do Concílio Vaticano II há 50 anos, - prosseguiu o Papa – devem ser uma ocasião para anunciarmos a mensagem da fé com novo zelo e nova alegria”.


Outro esclarecimento feito pelo Pontífice na homilia foi o fato que “em alguns ambientes, o termo «alma» é considerado como palavra proibida, porque exprimiria um dualismo entre corpo e alma, cometendo o erro de dividir o homem”.

“Certamente – explicou – o homem é uma unidade, destinada com corpo e alma à eternidade. Mas isso não pode significar que já não temos uma alma, um princípio constitutivo que garante a unidade do homem durante a sua vida e para além da sua morte terrena”.


“Como sacerdotes, preocupamo-nos naturalmente com o homem inteiro, incluindo as suas necessidades físicas: com os famintos, os doentes e os sem-abrigo; contudo, não nos preocupamos apenas com o corpo, mas também com as necessidades da alma do homem: com as pessoas que sofrem devido à violação do direito ou por um amor desfeito; com as pessoas que, relativamente à verdade, se encontram na escuridão; que sofrem por falta de verdade e de amor. Preocupamo-nos com a salvação dos homens em corpo e alma. E, enquanto sacerdotes de Jesus Cristo, o fazemos com zelo” – frisou.


Bento XVI terminou a homilia lembrando que “as pessoas não devem ter a sensação que após cumprir nosso horário de trabalho pertencemo-nos apenas a nós mesmos. Um sacerdote nunca pertence a si mesmo”. E pediu ao Senhor que “nos encha com a alegria da sua mensagem, a fim que possamos servir, com jubiloso zelo, a sua verdade e o seu amor”.(CM)


Fonte: RV

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

OS SACERDOTES SÃO UMA REFERÊNCIA

"Em Mianmar, os sacerdotes são uma referência para todos "



Bispo fala dos problemas da Igreja em seu país

ROMA,



– “As pessoas têm confiança em nós porque sabem o quanto a Igreja é importante para o desenvolvimento do país”. Em visita à sede internacional da Ajuda à Igreja que Sofre, Dom Alexander Pyone Cho, bispo de Pyay, ilustra o aumento das responsabilidades da Igreja Católica em Mianmar, antiga Birmânia.
"Nosso compromisso não é estritamente reservado aos fiéis. Os representantes do clero são um ponto de referência para todos os cidadãos". Os católicos birmaneses são apenas 25 mil, ou 3% da população, e, portanto, é especialmente a maioria budista que se beneficia do apoio dos sacerdotes.
Em outubro de 2010, um ciclone tropical devastou as regiões costeiras do oeste do país, na fronteira com Bangladesh, matando 160 pessoas e deixando mais de 70 mil sem casa. Nos meses seguintes, a contribuição da Igreja foi decisiva. A partir desse momento, os birmaneses depositaram confiança crescente na comunidade católica.
"Nossa ajuda após o ciclone abriu as portas de cada aldeia". Dom Pyone recorda o relato do diretor da Caritas diocesana, que tem ajudado as famílias das vítimas e as pessoas desabrigadas, fornecendo alimentos e itens de primeira necessidade.
"A ajuda foi oferecida a todos os residentes das áreas afetadas, de qualquer credo".Em Mianmar, no entanto, os cristãos ainda são marginalizados por causa da identificação generalizada do cristianismo com o Ocidente, "cuja influência é tão temida". "Nossa religião é considerada estrangeira, mas a Igreja é uma parte integrante da história do país. Isso é mostrado pelos 34 sacerdotes birmaneses que trabalham só em nossa diocese".
O próprio Pyone é da região de Yangon, onde fica Pyay. A diocese, que se estende a oeste até o Golfo de Bengala, é a segunda mais pobre do país, mas tem uma crescente comunidade católica. Em fevereiro passado, quando assumiu o cargo, Dom Pyone identificou dois principais objetivos da pastoral: a educação dos fiéis e a formação dos padres. "Evangelização exige fé forte e conhecimento aprofundado".
Em 2010, a Ajuda à Igreja que Sofre doou à Igreja na Birmânia mais de um milhão de euros. Após o ciclone, a associação contribuiu significativamente para a reconstrução de igrejas e edifícios destruídos e tem financiado vários projetos pastorais.
São muitas as construções e reconstruções, incluindo a da Capela do Sagrado Coração de Jesus, em Yihku Manhkam, na diocese de Banmaw, e a construção de uma estrutura para o novo seminário menor dos missionários Little Way, de Santa Teresa, em Chaungkhua, além de uma nova paróquia em Cowbuk, na diocese de Hakha.
Quanto à formação, são oferecidos cursos de planejamento familiar, seminários sobre a pastoral bíblica e formação para as Irmãs da Reparação. Também foram comprados carros para facilitar a pastoral, bem como máquinas agrícolas.


Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 27 de julho de 2010

PROTESTO CONTRA SACERDOTES

Diocese de Roma protesta contra sacerdotes de “vida dupla”
Diante das afirmações de um jornal sobre supostos atos homossexuais

ROMA,

– A diocese de Roma pediu aos sacerdotes de “vida dupla” – em relação à homossexualidade – que abandonem o exercício de seu ministério.

O forte comunicado do vicariato da diocese, cujo bispo vigário é Agostino Vallini, foi publicado para esclarecer o longo artigo publicado pelo semanário italiano Panorama, a 23 de julho, intitulado “As noites loucas dos padres homossexuais”.

O jornalista garante que por 20 dias, com uma câmera escondida, ajudado por um “cúmplice homossexual”, infiltrou-se no ambiente noturno de três sacerdotes, dos quais preserva o nome.
O comunicado da diocese de Roma condenou duramente estes atos, caso sejam verdadeiros.

Ao mesmo tempo, afirma que “a finalidade do artigo é evidente: criar escândalo, difamar todos os sacerdotes, em virtude da declaração de um dos entrevistados, segundo o qual “98% dos sacerdotes que ele conhece são homossexuais”.

O artigo visa a desacreditar a Igreja e, por outro lado, fazer pressão contra essa parte da Igreja definida de “intransigente, que não quer dar reconhecimento à realidade dos sacerdotes homossexuais”.

Segundo a diocese de Roma, “os fatos narrados suscitam dor e desconformidade na comunidade eclesial de Roma, que conhece de perto seus sacerdotes que não levam uma “vida dupla”, mas "uma só vida”, feliz e boa, coerente com sua vocação, entregue a Deus e ao serviço das pessoas, comprometida na vivência e no testemunho do Evangelho, e que é modelo de vida moral para todos”.

"Aquele que conhece a Igreja de Roma não se reconhece no comportamento dos sacerdotes que levam uma 'vida dupla'".

“Sabemos que ninguém os obriga a permanecer como sacerdotes, aproveitando só os benefícios. Não queremos o mal para eles, mas não podemos aceitar que devido a seus comportamentos sujem o nome de todos os outros”.

Por último, a diocese de Roma afirma que está comprometida “a agir com rigor, segundo as normas da Igreja, contra todo comportamento indigno da vida sacerdotal”.

Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 14 de junho de 2010

SACERDOTES, OPERÁRIOS DA CIVILIZAÇÃO DO AMOR

PAPA: SACERDOTES, OPERÁRIOS DA CIVILIZAÇÃO DO AMOR


Cidade do Vaticano, 13 jun (RV)

- A conclusão do Ano Sacerdotal esteve no centro da oração mariana do Angelus deste domingo, na Praça S. Pedro, que Bento XVI rezou na presença de milhares de fiéis e turistas que não se deixaram intimidar pelo sol e pelo calor romanos. Esta cidade, disse o Papa, viveu jornadas inesquecíveis, com a presença de mais de 15 mil sacerdotes de todas as partes do mundo. "Por isso, hoje desejo dar graças a Deus por todos os benefícios que este Ano trouxe para a Igreja em todo o mundo. Ninguém jamais poderá medi-los, mas certamente estão visíveis e serão ainda mais visíveis os seus frutos." A conclusão teve um significado ainda mais especial, destacou o Pontífice, pois foi celebrada na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que tradicionalmente é o dia de santificação sacerdotal:"Com efeito, queridos amigos, o sacerdote é um dom do Coração de Cristo: um dom para a Igreja e para o mundo. Do coração do Filho de Deus, do qual transborda a caridade, brotam todos os bens da Igreja, e de modo particular tem origem a vocação daqueles homens que, conquistados pelo Senhor Jesus, deixam tudo para se dedicar inteiramente a serviço do povo cristão, a exemplo do Bom Pastor." Os sacerdotes são os primeiros operários da civilização do amor, disse o Papa, mencionando os inúmeros padres, famosos ou não, cuja lembrança permanece indelével nos fiéis. Como aconteceu em Ars, vilarejo da França onde S. João Maria Vianey desempenhou seu ministério. "Não é preciso acrescentar mais palavras ao que foi dito sobre ele nos últimos meses. Mas sua intercessão deve nos acompanhar ainda mais daqui para frente. Que sua oração, que seu 'Ato de amor' que muitas vezes recitamos durante este Ano Sacerdotal, continue a alimentar o nosso colóquio com Deus."A seguir, citou o Pe. Jerzy Popiełuszko, sacerdote e mártir, que foi proclamado Beato domingo passado, em Varsóvia, na Polônia. Ele exercitou o seu generoso e corajoso ministério ao lado das pessoas engajadas pela liberdade, pela defesa da vida e sua dignidade. Bento XVI notou que sua obra a serviço do bem e da verdade era um sinal de contradição para o regime vigente na Polônia na época. Todavia, seu testemunho foi semente de uma nova primavera na Igreja e na sociedade. "Se olharmos para a história, podemos observar quantas páginas de autêntica renovação espiritual e social foram escritas com a contribuição decisiva de sacerdotes católicos, animados somente pela paixão pelo Evangelho e pelo homem, por sua verdadeira liberdade, religiosa e civil. Quantas iniciativas de promoção humana integral saíram da intuição de um coração sacerdotal!"O Papa concluiu sua alocução, confiando ao Coração Imaculado de Maria, do qual celebramos ontem a memória litúrgica, todos os sacerdotes do mundo, para que, com a força do Evangelho, continuem a construir em todos os lugares a civilização do amor. (BF)

Fonte: RV

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ORAÇÕES PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS


BENTO XVI PEDE ORAÇÕES PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI assomou ao meio-dia de ontem, domingo à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para rezar com milhares de fiéis e peregrinos a oração do Regina Caeli.

Na alocução que precedeu a oração dominical, o Santo Padre recomendou a oração para suscitar novas vocações, e exortou os sacerdotes a viverem constantemente momentos de recolhimento diante do Tabernáculo.

Nas saudações aos diversos grupos presentes dirigiu uma saudação especial à Associação "Meter", na linha de frente na luta contra a pedofilia on line, agradecendo e encorajando aqueles que se prodigalizam no campo da educação e da prevenção aos abusos contra menores.

No domingo do "Bom Pastor", Dia mundial de oração pelas vocações, o Pontífice recordou Santa Mônica, que suplicando a Deus com humildade e insistência, obteve a graça de ver seu filho Agostinho tornar-se cristão".

Um exemplo para explicar que "a oração é a primeira forma de testemunho que suscita vocações"."

Portanto, convido os pais a rezarem a fim de que o coração dos filhos se abra à escuta do Bom Pastor, e todo pequeno germe de vocação... se torne árvore frondosa, repleta de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade."Mas "como podemos ouvir a voz do Senhor?".

Na pregação dos Apóstolos e de seus sucessores", recordou o Papa, porque "nela ressoa a voz de Cristo, que chama à comunhão com Deus e à plenitude da vida".

"Somente o Bom Pastor custodia com imensa ternura o seu rebanho e o defende do mal, e somente n'Ele os fiéis podem ter absoluta confiança.

"Em seguida, Bento XVI fez uma exortação aos ministros ordenados para que, "estimulados pelo Ano Sacerdotal, se sintam comprometidos a um mais forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje".

"Recordem que o sacerdote continua na terra a obra da Redenção; saibam viver habitualmente momentos de recolhimento diante do Tabernáculo; saibam aderir totalmente à própria vocação e missão mediante uma ascese austera; façam-se disponíveis à escuta e ao perdão; formem de modo cristão o povo a eles confiados; cultivem com zelo a fraternidade sacerdotal."

Em seguida, o Papa fez um agradecimento pessoal "àqueles que com a oração e o afeto" apóiam o ministério do Sucessor de Pedro.

Após o Regina Caeli, o Pontífice recordou as beatificações, celebradas esta manhã em Roma e em Barcelona, de dois sacerdotes: Angelo Paoli, carmelita, apóstolo da caridade na Cidade Eterna, que viveu entre os Sécs. XVII e XVIII, exemplo admirável, em particular, para aqueles que pertencem a Institutos de vida consagrada – observou o Papa; e José Tous y Soler, fundador no Séc. XIX das Capuchinhas da Mãe do Divino Pastor, e que se distinguiu por "sua capacidade de suportar e compreender as faltas dos outros", uma referência para todos, particularmente para os que se consagraram "a viver a fidelidade a Cristo".

De fato, após a oração mariana, o Papa dirigiu uma saudação à Associação "Meter", que há 14 anos promove o Dia nacional italiano em favor das crianças vítimas da violência, da exploração e da indiferença: "Nesta ocasião quero, sobretudo, agradecer e encorajar aqueles que se dedicam à prevenção e à educação, em particular aos pais, aos professores e aos muitos sacerdotes, irmãs, catequistas e animadores que trabalharam com os jovens e adolescentes nas paróquias, nas escolas e nas associações."

Ainda no âmbito das saudações em várias línguas aos diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes, o Santo Padre dirigiu algumas palavras também aos de língua portuguesa. Eis o que disse: "Dirijo agora a minha saudação amiga aos professores e alunos do Colégio de São Tomás, de Lisboa, e demais peregrinos de língua portuguesa: De visita a Roma, não quisestes faltar a este encontro com o Papa, que a todos encoraja na nobre missão de dar razões de vida e de esperança às novas gerações para uma sociedade mais humana e solidária.

Sobre vós, vossas famílias e os sonhos de bem que abrigais no coração, desça a minha Bênção Apostólica."

Fonte: RV

terça-feira, 22 de setembro de 2009

SER SACERDOTE NOS DIAS DE HOJE

Pároco conta alegrias e tristezas de ser sacerdote hoje
Padre Luigi Pellegrini, de Santa Rita em Viareggio
Por Antonio Gaspari
ROMA,

- Segundo o Anuário Estatístico da Igreja (edição de 2008), há 407.262 padres no mundo. Deles, uma grande parte desempenha a tarefa de pároco. Guia, aconselha, dá assistência, forma comunidades locais, pessoas e famílias.
Seu papel tem um aspecto religioso, social e civil insubstituível. Todavia, certa cultura secularizada ataca, critica e é incrédula quanto aos párocos e sacerdotes.
Neste contexto e em pleno “Ano Sacerdotal”, ZENIT entrevistou Luigi Pellegrini, pároco desde 2000 da igreja Santa Rita, em Viareggio (12.000 habitantes), Itália.
Nascido em Camaiore, dia 17 de março de 1966, pe. Luigi se licenciou em Teologia Espiritual no Instituto Pontifício “Teresianum” de Roma, em 1997, e está inscrito no mesmo Instituto para o doutorado em Teologia Espiritual. É professor da “Escola Teológica” para leigos, onde ministra cursos sobre a eucaristia para seminaristas no “Estúdio Teológico Interdiocesano de Camaiore”.
Sua paróquia é uma das que mais atraem fiéis em Viareggio, a qual também promove vários encontros de alto nível, tanto espiritual como cultural.
–Em num mundo que parece cada vez mais secularizado, como se explicariam as razões que movem muitas pessoas a seguir a vocação ao sacerdócio?
–Pe. Luigi: Em sua vida, no momento em que a fé não permanece exterior, mas interpele concretamente, cresce em você em entusiasmo de poder fazer dela uma resposta da sua vida. Nossa religião te coloca diante de um encontro pessoal, concreto e capaz de preencher sua existência.
É verdade que hoje o mundo está bem organizado para levar os corações até outras perspectivas, a fim de confundir e enfraquecer. Mas depois de certo tempo, nada disso mais basta. Encontra-se Jesus, conhece-o e no momento em que responde “sim”, a alegria se faz concreta e, portanto, verificável em sua vida diária.
Talvez nós, como Igreja, também percamos muitas oportunidades para levar os homens até a dimensão espiritual da vida. O espírito, entretanto, através de caminhos simples, sabe conduzir à busca de Deus e a experimentar que o amor por Ele não é utopia, mas se faz o verdadeiro sentido à vida.
–Como foi o seu chamado? –Pe. Luigi: Recebi como grande presente uma família cristã, pobre de coisas materiais, mas rica em humanidade. Meus pais foram capazes de me acompanhar no descobrimento das verdades de Deus, com fatos e com uma singela profundidade de fé concreta e por isso ainda mais incisiva. Nasci dia 17 de março de 1966, 12 anos depois do casamento de meus pais. Num ano em que meu pai, tendo que enfrentar um tumor, pensava em tudo, menos em ter um filho.
Justo no período menos esperado, o Senhor me chamou à vida. Eles, sem possibilidades econômicas, preocupados em como manter um filho, não se renderam e, de forma resistente, e com grande dignidade e fé, conseguiram lidar bem com aquele determinado momento.
Meu pai morreu quando eu tinha dez anos e aos 14 entrei no seminário menor de Lucca. Por que a essa idade? Tive de deixar, naquele momento, muito do que era importante para mim: meu pai, minha mãe –que ficava sozinha–, minha paróquia, na qual desempenhava diversas atividades, amigos...
Lembro-me ainda, de modo claro, que sentia que tinha de dizer “sim” a um chamado que a oração me havia me ajudado a discernir: os grupos vocacionais daqueles anos, tal como o entusiasmo de sentir que aquela paróquia me pertencia e que eu fazia parte dela.
Não posso dizer que ninguém me condicionou. Ao contrário. Pensando de novo sobre isso, me propus a prestar muita atenção para seguir as eventuais vocações que o Senhor colocasse em meu caminho.
Sentia crescer a cada ano, a alegria de me aproximar do sacerdócio. Não foi sempre fácil. Cresci conforme a idade e ao mesmo tempo também minha espiritualidade se transformava, adquirindo maior consciência a respeito da entrega de uma vida que devia ser cada vez mais plena e definitiva. Estava muito impaciente.
Acredito cada vez mais que o Senhor me deu esta vocação não por ser melhor ou caracterizada por dons especiais, e sim porque necessitava encontrar um caminho e uma resposta forte, que deve ser reconfirmada a cada dia, para que eu possa me salvar verdadeiramente. A dádiva da vocação se converte na proteção e apoio à própria fraqueza.–Ser padre hoje, especialmente em uma cidade como a sua, onde durante muito tempo dominou a ideologia anticlerical, não é fácil. Quais são as maiores dificuldades para difundir as palavras de Cristo?
–Pe. Luigi: A cidade de Viareggio pode parecer imersa no mar e no carnaval e por muitos aspectos realmente está. Mas agradeço cada dia ao Senhor por minha experiência de padre (18 anos em cinco contextos diferentes) nesta cidade. Conheci homens e mulheres que, através de diferentes formações espirituais, fizeram do Senhor e da vida da Igreja um verdadeiro sentido a própria vida. Com frequência os leigos têm sido para mim promotores de iniciativas e experiências espirituais que se manifestaram importantes à comunidade. Aproximei o mundo do espaço paroquial juvenil, descobrindo nele um estilo que me ajudou a crescer como sacerdote. Uma comunidade aberta, onde alguém te acolhe e está disposto a fazer contigo parte do caminho até o Reino.
Do mais, a realidade dos movimentos e dos leigos pertencentes a caminhos formativos e comunidades eclesiásticas me fez conhecer os homens, mulheres e jovens que fizeram do anúncio Evangélico e do próprio testemunho um significado à vida.
Nestes anos compreendi que nós, sacerdotes, não podemos individualizar nosso modo de ver a Igreja e o mundo. Os homens, assim como nossa vocação, necessitam de uma forte dimensão espiritual e formação.
Para nós, padres, é extremamente perigoso nos convencermos de que temos direito a uma vida privada, a um pequeno grupo nosso de seguidores fiéis, e organizar uma pastoral privada que não nos incomode. O entusiasmo de poder promover como padre uma comunidade que sirva ao homem sempre me ajudou. Especialmente porque estou convencido de que Jesus é a verdadeira resposta à pergunta do sentido verdadeiro da vida do homem.
A dificuldade mais frequente é ter de explicar às pessoas o verdadeiro significado de ser cristão católico: quer dizer, a proximidade com os sacramentos, a Eucaristia dominical, a escuta da palavra de Deus, a oração, a unidade com o Papa, sobretudo quando se compreende que seus diversos pontos de vista derivam da amizade com um sacerdote.
Nesses casos, sempre supondo que entenderam mal, explico a beleza e necessidade do encontro físico e real com Jesus, alimento de Vida, que podemos experimentar e doar unidos à Igreja.
–Poucos, inclusive aqueles que mais a frequentam, conhecem e refletem sobre a importância social da paróquia. Poderia nos explicar como as atividades paroquiais influenciam na educação dos jovens e na vida social das famílias e da comunidade local?
–Pe. Luigi: Acredito que poderíamos ter ainda uma grande incidência na comunidade social como paróquias. Experimento isso hoje em dia, tendo uma paróquia de 12.000 habitantes... Quantos encontros e experiências de vidas difíceis! Certamente devemos enfatizar que hoje, como Igreja, temos menos incidência nas estruturas sociais. Mas como paróquias, podemos mais que nunca introduzir lugares de encontro para famílias a indivíduos para que todos colaborem na construção de um mundo melhor.
Não devemos nos desanimar se muitos nos consideram como “distribuidores” de sacramentos. Todas, inclusive esta, são oportunidades para encontrar e tentar uma mudança na forma de pensar. Não podemos permitir que fiquemos atrás, esperando alguma mudança. O fato é que as pessoas não entendem. Com frequência construímos uma pastoral que evita tradições, encontros, adoração, missas, confissão, devoção a Maria; para substituir tudo isso, propomos o “vazio” ou alguma iniciativa que possa ser manipulada politicamente, talvez não em sintonia com o Santo Padre. Assim certamente o sacerdote tem mais tempo livre para si e para os poucos que o cercam. Porém, perde a beleza de entregar-se totalmente, experimentando a alegria da própria vocação e a identidade verdadeira do próprio sacerdócio.
–Quais momentos são difíceis na vida de um padre e quais são os de maior satisfação?
–Pe. Luigi: Hoje é difícil fazer compreender o valor da perseverança nas decisões da vida e no caminho da fé. Fica difícil aproximar de quem, como os padres, têm responsabilidade educativa. Enquanto ainda resiste o voluntariado, se torna cada vez mais difícil ter disponibilidade para a formação e a catequese por parte dos adultos. É muito difícil aconselhar e educar os filhos e jovens na dimensão da escuta, da meditação, do sacrifício e do respeito às pessoas e às coisas. É um grande desafio hoje não só nos âmbitos religiosos, se queremos pensar em um mundo melhor.
Certamente não faltam ocasiões de grande satisfação para um sacerdote: começando por cada Eucaristia, que mesmo celebrada todos os domingos, cada vez é um grande milagre de graça que nos permite experimentar especialmente a união ao sacrifício de Cristo e a possibilidade de encontrar a cada domingo, rezando, todos aqueles que o Senhor confiou. A outra grande oportunidade é estar à disposição de todos no sacramento da Reconciliação. Deus não nos elegeu precisamente para manifestar seu amor e misericórdia.
Outro momento especial de graça é quando podemos partilhar com muitos irmãos e irmãs a sua fase de conversão: do distanciamento para compartilhar a alegria do renascimento. Experimentando a proximidade com aqueles que não sofrem apenas de reproduzir profissionais frases pré-fabricadas, mas a capacidade de compartilhar a experiência que leva você à entrega total a Deus.
Outra oportunidade para grande alegria é quando alguém se sente capaz de dizer "sim" ao chamado de Deus para sua própria vocação.–Se tivesse de explicar a um jovem a beleza do sacerdócio, o que diria?
–Pe. Luigi: Primeiro, certifique-se de que tal chamado não é por seus méritos, e sim porque constata um amor especial por Jesus. Quando experimentar isso como um convite, não permanecerá indiferente.
Logo, os anos de estudo e de formação são uma ocasião para conhecer Aquele que por ele dá a vida e que te faz mais seguro para se converter em anunciador não suas verdades, mas da única Verdade que pode salvar toda a humanidade.
Quando sente que é verdade para ti, nada pode te deter e, portanto, a característica espontânea de um jovem se volta para os outros. O que logo te reforça e confirma sua decisão é descobrir a presença de Maria e a intercessão especial de toda a Igreja do céu que, através dos escritos de santos e seu testemunho de vida, te ajuda a crescer na dimensão espiritual e na oração.
Por último e não menos importante, recomendaria sentir intensamente a unidade com o Papa, que orienta e dá sentido ao nosso sacerdócio, tornando-se um símbolo de unidade com Cristo.
Quero tratar de modo especial também outro aspecto da vida sacerdotal: o celibato. Pode parecer que impõe limite ao amor ou quem sabe reduza as vocações. Não é assim. Posso compreender que diga isso quem não vive a experiência da Igreja, mas me parece difícil compreender que tais afirmações possam derivar de nossos contextos.
Sinto-me capaz de testemunhar o contrário, que é um grande dom da Igreja Católica para os próprios sacerdotes. É a consequência natural de uma consagração. Enriquece a própria eleição na totalidade da entrega e se converte cada vez mais em testemunho para todos aqueles que acreditam na realidade do céu.
O fato é que a exclusividade da própria vida pelo Senhor não tira nada. Pelo contrário, te enriquece. Afirmar o contrário empobrece o valor sacrifical de nosso “ser sacerdote”.
–Quais são as iniciativas culturais e religiosas que propõe para reforçar a identidade e a fraternidade sacerdotal? –Pe. Luigi: Dar aos padres ocasiões para se afirmarem na fé através da troca de experiências, não para julgar o outro, mas para que haja um enriquecimento mútuo, de maneira que a amizade cresça e que a estima seja recíproca. Por exemplo, aproveitar a grande ocasião que Bento XVI nos ofereceu neste ano, através do Ano Sacerdotal.
Deveria introduzir a todos, ajudados pelos bispos, no descobrimento da própria identidade dos homens e de chamados. Redescobrir a essência de uma vida entregue totalmente, sem compromissos, sempre orientados a reconhecer a benevolência de Deus e por isso capazes de renovar a Jesus, sem temer, o próprio amor.
Não acredito que para ser sacerdote seja preciso buscar uma vida simples, facilmente aceita pelo mundo todo, entretanto devemos fazer crescer nossa pertença à Igreja, que nos acolheu, nos formou, nos direciona através dos bispos, segue vigiando, dirigindo e corrigindo eventuais visões menos católicas ou individuais que tenhamos.
A Igreja é uma mãe e nela devo sentir que não estamos sozinhos, mas que compartilhamos e enfrentamos eventuais desafios do mundo de hoje.

Fonte:

terça-feira, 4 de agosto de 2009

CONGRESSO INTERNACIONAL DE SACERDOTES

CONGRESSO INTERNACIONAL DE SACERDOTES
Cidade do Vaticano,

- A Congregação para o Clero anunciou a realização de um Congresso Internacional de Sacerdotes, com a presença do Papa Bento XVI, que se realizará de 9 a 11 de junho de 2010. Este importante evento se levará a cabo na conclusão do Ano Sacerdotal que o Santo Padre convocou por ocasião dos 150 anos do falecimento de São João Maria Vianney.Os dias de oração, reflexão e aprofundamento que têm como título “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, terão início na Basílica de São Paulo fora dos Muros e se concluirão com um encontro com o Pontífice.
A organização do Congresso foi confiada à Obra Romana para as Peregrinações (ORP), instituição dependente da Santa Sé através do Vigário de Bento XVI para Roma.
Para participar do Congresso, os sacerdotes interessados devem entrar em contato com a Obra Romana para as Peregrinações, que apresentou diversas propostas para a ocasião. Mais informação: www.orpnet.org; www.josp.com ou ao e-mail: a.sacerdotalis@orpnet.org (SP)

Fonte: RV

domingo, 2 de agosto de 2009

SANTOS SÃO MODELOS PARA OS SACERDOTES

ANGELUS:

SANTOS SÃO MODELOS PARA OS SACERDOTES DE HOJE

Castel Gandolfo, 02 ago (RV)

- A “grande pessoa” de Papa Montini, Paulo VI, foi recordada hoje ao meio-dia por Bento XVI que dedicou o seu primeiro Angelus neste período de verão europeu em Castel Gandolfo ao Ano Sacerdotal, “preciosa ocasião – disse - para aprofundar o valor da missão dos presbíteros na Igreja e no mundo”, indicando nos santos recordados no mês de agosto uma série de modelos para os padres de hoje.O elenco, iniciado com Santo Afonso Maria de Liguori, celebrado ontem pela Igreja, e São Francisco, recordado hoje por ocasião da Festa do “Perdão de Assis”, concluiu-se precisamente com Paulo VI, do qual no próximo dia 6 de agosto celebraremos o 31º aniversário de morte, ocorrida precisamente em Castel Gandolfo. “A sua vida, tão profundamente sacerdotal e rica de tanta humanidade, permanece na Igreja um dom pelo qual devemos agradecer a Deus.” Com Paulo VI, os santos de agosto representam, explicou o papa, “verdadeiros modelos de espiritualidade e de dedicação sacerdotal”.“Ontem era a memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Liguori, Bispo e Doutor da Igreja, grande mestre de teologia moral e modelo de virtudes cristãs e pastorais, sempre atento às necessidades religiosas do povo.”“Hoje - continuou o Santo Padre - contemplamos em São Francisco de Assis o ardente amor pela salvação das almas, que todo sacerdote deve constantemente nutrir”: de fato, recorda-se o chamado “Perdão de Assis”, uma indulgência solicitada a Honório III no ano 1216 como um “amplo e generoso perdão” para todos aqueles que “arrependidos e confessados” visitassem a Porciúncula e que o pobrezinho anunciou depois como a celebre frase: “Meus irmãos, quero mandá-los todos ao paraíso”.Bento XVI em seguida citou São João Maria Vianney, que recordaremos no próximo dia 4 de agosto. Sobre São João Maria Vianney, “modelo de vida sacerdotal não somente para os párocos, mas também para todos os sacerdotes, o papa prometeu falar mais amplamente na próxima quarta-feira, durante a audiência geral. O Santo Padre citou depois São Caetano de Tiene, o qual amava repetir que “não com o amor sentimental, mas com o amor dos fatos se purificam as almas”.“No dia 8 de agosto – foram ainda palavras do papa – a Igreja nos apresentará como modelo São Domingos, sobre o qual foi escrito: “abria a boca ou para falar com Deus na oração ou para falar de Deus”. E o Santo Padre concluiu com uma súplica a Nossa Senhora:“A Virgem Maria, Mãe da Igreja, ajude todos os sacerdotes a serem totalmente apaixonados por Cristo, seguindo o exemplo desses modelos de santidade sacerdotal”.Momentos antes no início da sua alocução Bento XVI quis agradecer os habitantes de Castel Gandolfo e todos os fiéis “pela proximidade espiritual, que me demonstraram – disse o papa – quando em Les Combes tive um pequeno infortúnio no pulso da mão direita”.“Retornei poucos dias atrás de Vale d'Aosta, - disse o Santo Padre - e agora com grande alegria encontro-me entre vocês, queridos amigos de Castel Gandolfo. Em seguida o papa renovou ao bispo, ao pároco e à comunidade paroquial, como também às Autoridades civis e aos habitantes de Castel Gandolfo junto com os peregrinos e turistas o seu afeto e sua saudação, com um sentido agradecimento pela acolhida sempre muito cordial. Em seguida concedeu a todos a sua benção Apostólica.Na conclusão do encontro com os fiéis, peregrinos e turistas no pátio da Residência de verão de Castel Gandolfo o papa saudou os presentes em várias línguas. Falando em polonês Bento XVI quis unir-se às celebrações de hoje do aniversário da insurreição de Varsóvia, a revolta contra a ocupação nazista por parte dos judeus e dos poloneses que moravam na cidade, que teve início no dia 1 de agosto de 1944 e durou até o fim do mês de outubro. “Do heroísmo dos insurgentes e da força da nação – disse o Pontífice – nasceu a Polônia livre. O sacrifício da suas vidas produza frutos de paz e de prosperidade para a sua Pátria.” (SP)

Fonte: RV

domingo, 26 de julho de 2009

SACERDOTES SEJAM INSTRUMENTOS DE SALVAÇÃO

ANGELUS:

"SACERDOTES TORNEM-SE INSTRUMENTOS DE SALVAÇÃO PARA TODOS"


Les Combes 26 jul (RV)

- “Os sacerdotes tornem-se instrumentos de salvação para muitos, para todos”. Foi o que disse Bento XVI neste domingo antes da oração mariana do Angelus diante de milhares de fiéis reunidos em Les Combes, em Vale da Aosta, onde o papa se encontra desde o dia 13 de julho último para transcorrer um período de repouso. O Papa pronunciou a oração do pequeno palco fixo colocado não muito distante da casa onde está transcorrendo esses dias de repouso que estão chegando ao fim. De fato, Bento XVI retornará a Castelgandolfo nas proximidades de Roma, na próxima quarta-feira, dia 29 de julho.Antes da sua alocução o Santo Padre, foi saudado pelo bispo de Aosta, Dom Giuseppe Anfossi que agradeceu o Papa pelo dom que ele fez, na última sexta-feira, quando foi à antiga Catedral de Aosta, presidir a celebração das Vésperas. Este ano, recebemos um Papa pela 13ª vez − seu predecessor, o Servo de Deus João Paulo II, e o senhor, destacou Dom Anfossi. O bispo de Aosta agradeceu ainda Bento XVI pela sua úlltima encíclica Caritas in veritate, como também pela carta no início do Ano Sacerdotal, uma iniciativa – disse – “que nos colheu de surpresa, mas que nos deu muita satisfação”. Limito-me a dizer-lhe apenas isto: temos o dever de prestar atenção ao que o senhor, Santo Padre, diz e escreve, destacou o bispo. Já na sua alocução o Santo Padre depois de desejar a todos um bom domingo e agradecer pela hospitalidade dirigiu a sua atenção para a liturgia deste domingo. “A liturgia de hoje prevê como página evangélica o início do capítulo VI de João, que contém antes de tudo o milagre dos pães, quando Jesus deu de comer a milhares de pessoas com somente cinco pães e dois peixes; e o outro prodígio do Senhor que caminha sobre as águas do lago durante uma tempestade; e enfim o discurso no qual Ele se revela como o pão da vida”. Narrando o sinal dos pães – destacou ainda o papa – o evangelista sublinha que Cristo antes de distribuí-los, os abençoa com uma oração de agradecimento. O verbo é “eucharistein”, e nos remete diretamente à narração da Última Ceia, na qual, de fato, João não se refere à Instituição da Eucaristia, mas sim ao lava pés. “A Eucaristia é aqui como antecipada no grande sinal do pão da vida”. E o papa continuou a sua alocução falando do sacerdote e do Ano Sacerdotal.“Neste Ano Sacerdotal, como não recordar que especialmente nós sacerdotes podemos nos espelhar neste texto de João identificando-se nos Apóstolos, lá onde dizem: Onde poderemos encontrar pão para toda essa gente? E lendo sobre aquele anónimo jovem que tem cinco pães de cevada e dois peixes, também a nós vem espontâneo dizer: Mas o que é isso para uma tal multidão? Em outras palavras: quem sou eu? Como posso, com os meus limites, ajudar Jesus na sua missão? E a resposta nos dá o Senhor: precisamente colocando nas suas mãos “santas e veneráveis” o pouco que Eles são, e os sacerdotes tornam-se assim instrumentos de salvação para tantos, para todos!” Outro ponto de reflexão o papa tirou da memória litúrgica de hoje: os Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora e, portanto, avós de Jesus.“Essa recorrência nos faz pensar no tema da educação, que tem um lugar muito importante na pastoral da Igreja. Em particular, nos convida a rezar pelos avós, que na família são os depositários e muitas vezes as testemunhas dos valores fundamentais da vida. A tarefa educativa dos avós é sempre muito importante, e ainda mais quando, por diversas razões, os pais não são capazes de assegurar uma adequada presença ao lado dos filhos, na idade de crescimento”. Enfim o papa confiou à proteção de Sant’Ana e São Joaquim todos os avós do mundo, concedendo a eles uma especial bênção. Em seguida Bento XVI concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.Na conclusão do encontro com os fiéis presentes em Les Combes o Santo Padre saudou os diversos grupos em várias línguas, entre as quais o francês e o polonês. (SP)

Fonte: RV

terça-feira, 30 de junho de 2009

"NÃO HÁ LUGAR PARA PEDÓFILOS NO MINISTÉRIO SACERDOTAL"

CARDEAL HUMMES: "NÃO HÁ LUGAR PARA PEDÓFILOS NO MINISTÉRIO SACERDOTAL"

Cidade do Vaticano,

- O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, qualificou a pedofilia como "um crime terrível". Reconhecendo que a questão afeta 4% do clero, o purpurado precisou, todavia, que "não há lugar no ministério sacerdotal, para as pessoas que cometem tais crimes".Em entrevista à revista "Vida Nova", o cardeal assinala que a Igreja "não pode fechar os olhos" diante desse problema. "Os culpados devem ser castigados, tanto pelas leis da sociedade civil quanto pelas normas canônicas" – sublinhou, ressaltando, porém, que a maioria do clero é "estranha a esse problema". O Cardeal Hummes disse que a Igreja "deve reagir e não aceitar" essa imagem do sacerdote católico; uma imagem formada a partir de um "preconceito negativo muito forte, que humilha e fere a imensa maioria dos sacerdotes". Falando acerca do celibato − condição que alguns sacerdotes não respeitam − o purpurado fez questão de precisar que a grande maioria dos presbíteros é formada por "homens dignos e honrados", que "defendem a dignidade humana, os direitos humanos, a justiça social e a solidariedade para com os pobres". (AF)

Fonte: RV

sábado, 23 de maio de 2009

A FRAQUEZA DE ALGUNS SACERDOTES, NÃO JUSTIFICA SER MOTIVO PARA TERMINO DO CELIBATO

Falhas de sacerdotes não justificam abolição do celibato
Reflexão do bispo de San Cristóbal de las Casas
Por Jaime Septién

SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS,

- O bispo de San Cristóbal de las Casas, Dom Felipe Arizmendi Esquivel, fez uma defesa frontal do celibato sacerdotal, após os recentes episódios ocorridos na Igreja Católica da América de sacerdotes que não foram fiéis a este compromisso.

Entre estes casos, encontram-se os descobrimentos de novas paternidades do atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que fora bispo católico; o caso de um sacerdote acusado de uso de pornografia infantil na arquidiocese de Jalapa (México); e o recente escândalo de um sacerdote muito popular na televisão hispânica dos Estados Unidos – Alberto Cutié – que, após a publicação de algumas fotos comprometedoras, reconhece uma mulher como amante desde muito tempo.

Diante desses casos, escreve Dom Arizmendi Esquivel, “não falta quem insista em que a Igreja Católica deveria revisar sua norma de admitir ao sacerdócio só aqueles que tenham recebido o carisma do celibato e se comprometam a cumpri-lo por toda a vida. Outros afirmam que, enquanto não se faça esta mudança, a Igreja continuará perdendo fiéis”.

“Por outro lado, continuou dizendo o prelado mexicano, é repetitivo escutar que o celibato não combina com as culturas indígenas, pois nestes povos só a um homem casado se reconhece a autoridade e não se costuma confiar a solteiros cargos de responsabilidade social. Portanto, concluem, se deveria abrir a porta para ordenar presbíteros a indígenas casados, para que se inculturem.”

Em seu documento, o bispo de San Cristóbal de las Casas afirma que, em primeiro lugar, o celibato “não é de acordo com nenhuma cultura, nem judaica, grega ou romana, nem espanhola, francesa, alemã, italiana, mexicana, indígena, mestiça”.

Em segundo lugar, afirma que “é inegável que houve e há muitas falhas e defeitos; mas a imensa maioria vive com alegria e plenitude esta vocação, apesar das limitações”.

“Eu me sinto muito fecundo, muito realizado, graças ao celibato”, confessa o bispo mexicano em seu escrito, publicado pela página eletrônica da Conferência do Episcopado Mexicano; e agrega: “O matrimônio teria me limitado muito em meu serviço à comunidade. O celibato me faz livre para servir onde for preciso, para amar e estar muito perto de quem precisa experimentar o amor de Deus”.

Mais adiante explica: “Ninguém nos obrigou a emitir este compromisso antes da ordenação; nós o assumimos com plena liberdade. Eu decidi livre e conscientemente não me casar, não por egoísmo, não por rejeição à mulher, nem por desconhecer ou desprezar a beleza do sexo e do matrimônio, mas por graça do Espírito Santo, para consagrar todo o meu ser, com todas as suas energias, ao Reino de Deus, em particular aos pobres. Sou feliz sendo celibatário. Peço ao Senhor que nos conserve em fidelidade”.

Depois de recordar que Jesus “decidiu não se casar; sua mãe permaneceu virgem, o apóstolo mais próximo era celibatário e Paulo recomendou este caminho, não como mandato, mas como conselho digno de confiança”, pede que “nos comprometamos a viver celibatários, mantendo-nos fiéis e alegres, com oração, sacrifício e vigilância, pois as tentações se aproximam por todos os lados”.

“Que a comunidade e as famílias nos ajudem a desfrutar desta paternidade espiritual, e que ninguém seja motivo de tropeço. Que os seminaristas conheçam as razões deste estilo de vida e orem para que se lhes conceda este carisma, que os fará pais e irmãos em Cristo, e assim os povos n’Ele terão vida”, termina dizendo Dom Arizmendi Esquivel.

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 19 de março de 2009

PAPA PROPÕE SÃO JOSÉ COMO MODELO PARA OS SACERDOTES

NAS VÉSPERAS EM IAUNDÊ, PAPA PROPÕE SÃO JOSÉ COMO MODELO PARA OS SACERDOTES

Iaundê, 18 mar (RV)

- À tarde, na Basílica Maria Rainha dos Apóstolos, em Iaundê, se realizou a celebração das Vésperas com os bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas, diáconos, movimentos eclesiais e representantes de outras confissões cristãs em Camarões.Na celebração, de acordo com a liturgia vespertina, Bento XVI convidou a contemplar os traços característicos de São José.Falando da paternidade, Bento XVI afirmou que ser pai é ser, primariamente, servidor da vida e do crescimento. Esta mesma paternidade deve ser vivida pelos sacerdotes. "O sacerdócio ministerial comporta um vínculo profundo com Cristo, que nos é dado na Eucaristia" – recordou, fazendo votos de que a celebração da Eucaristia seja verdadeiramente o centro da vida sacerdotal, para que seja também o centro da missão eclesial. "Celebrando este sacramento em nome e na pessoa do Senhor, não é a pessoa do sacerdote que deve aparecer em primeiro plano: ele é um servidor, um instrumento humilde que reenvia a Cristo, porque o próprio Cristo é que Se oferece em sacrifício pela salvação do mundo" – afirmou, acrescentando que o ministério pastoral não é feito somente de renúncias, mas é também fonte de alegria. São José deve servir de exemplo também aos irmãos e irmãs comprometidos na vida consagrada ou nos movimentos eclesiais. José acolheu o mistério que estava em Maria e o mistério que ela própria representava. São José, disse o papa, ensina-nos que se pode amar sem possuir: "José desvenda-nos o segredo duma humanidade que vive na presença do mistério. Nele, não há separação entre fé e ação. A sua fé orienta decididamente as suas ações". Dirigindo-se aos membros das outras confissões cristãs, Bento XVI citou a vida de São José como um sinal eloqüente para todos os discípulos de Jesus que aspiram à unidade da Igreja. "O seu exemplo incita-nos a compreender que é abandonando-se plenamente à vontade de Deus que o homem se torna um obreiro eficaz do desígnio de Deus, que deseja reunir os homens numa única família, numa única assembleia, numa única «ecclesia». (...) É em Jesus que somos chamados a reconhecer-nos irmãos, filhos de um mesmo Pai" – concluiu. (BF)

Fonte: RV

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

TERRORISTAS ISLÂMICOS DIRIGEM SEUS ATENTADOS CONTRA SACERDOTES E ATIVISTAS CRISTÃOS

VIOLÊNCIA ANTICRISTÃ TAMBÉM NA INDONÉSIA


Jacarta, 31 out (RV)
- Indonésia.

Segundo uma nova estratégia, os terroristas islâmicos não dirigem mais seus atentados exclusivamente a objetivos relacionados aos Estados Unidos, mas principalmente contra sacerdotes e ativistas cristãos, e estruturas importantes do país.
É o que revelou um porta-voz da polícia durante uma coletiva de imprensa depois da prisão, em 21 de outubro, de militantes islâmicos do grupo Tauhid Wal Jihad, em Kelapa Ganding.
De acordo com o funcionário, eles projetavam ataques a sacerdotes e ativistas cristãos comprometidos com a promoção da paz e atividades inter-confessionais de denúncia de atentados terroristas.
Entre os objetivos do grupo, estavam também estruturas importantes como o depósito de carburante de Pertamina, em Plumpang.
O grupo está também preparando o recrutamento maciço de elementos extremistas nos próximos 6 meses, assim como a importação de armas do exterior.
Entre os detidos, está o fugitivo Wahyu, principal procurado pela polícia, responsável por vários ataques terroristas em Poso e Ambon. Segundo a agência ‘AsiaNews’, é possível que nesta estratégia possa ser incluída também a brutal agressão contra padre Benny Susetyo, secretário da Comissão para o diálogo inter-religioso da Conferência Episcopal indonésia, atacado violentamente em 11 de agosto passado, no sul de Jacarta. (CM)

Fonte: RV

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

JESUÍTAS INAUGURAM ESCOLA NA COSTA DO MARFIM

SACERDOTES JESUÍTAS INAUGURAM ESCOLA NA COSTA DO MARFIM
Pintua a óleo: Jesuítas catequizando os Índios

Abidjan,
- A Companhia de Jesus inaugurou recentemente em Abidjan, capital da Costa do Marfim, uma Escola de Ciências Morais e Políticas. A finalidade da iniciativa é formar os estudantes do oeste da África para que assumam cargos de administração no setor público e privado à luz da Doutrina Social da Igreja. A escola se baseou no modelo do prestigioso Instituto de Ciências Políticas de Paris e foi promovido pelo Centro de Pesquisa e de Ação pela Paz, CERAP, dos Padres Jesuítas. A nova escola oferece cursos em Direitos Humanos, com a duração de dois anos, além de gestão de conflitos e cultura de paz, bom governo, ética econômica e desenvolvimento sustentável. Para o primeiro ano, a escola acolherá 32 estudantes provenientes de 8 países africanos com a finalidade de formar 75 estudantes a cada ano a partir de 2010. Outro objetivo da escola é fazer com que os africanos tomem consciência de que possuem uma função importante e que podem trabalhar em qualquer parte do mundo sem o complexo de terem se formado na África.Para fazer isso, é preciso que a África se abra a outros valores culturais sem perder de vista as suas raízes, mas entrando num caminho que conduz à universalidade e à multiculturalidade. Tal objetivo é possível através da educação em termos de adaptação, de liderança, de capacidade de discernimento, de tomada de decisões, e de ação em prol de um bom governo no campo político, econômico e social. (MJ)

Fonte: RV

domingo, 10 de agosto de 2008

O PADRE DIANTE DE TANTOS AFAZERES, DEVE VER O QUE É ESSENCIAL PARA A VIDA SACERDOTAL

O DIÁLOGO DE BENTO XVI COM O CLERO EM BRESSANONE: A RAZÃO SEM A BELEZA É REDUZIDA À METADE – O PADRE DIANTE DE TANTOS AFAZERES, DEVE VER O QUE É ESSENCIAL PARA A VIDA SACERDOTAL
Bressanone,
- Ontem, a Sala de Imprensa da Santa Sé publicou o texto integral do longo diálogo do papa com o clero, quarta-feira passada, na Catedral de Bressanone. Bento XVI respondeu a 6 perguntas. Nos dias passados, apresentamos uma síntese de 4 delas. Hoje vamos facalizar as duas últimas.A pergunta, colocada por um sacerdote franciscano, referia-se ao discurso do papa em Regensburgo, quando então ressaltava a ligação substancial entre o Espírito divino e a razão humana. Por outro lado, continuou o franciscano, o senhor sempre ressaltou a importância da arte e da beleza, da estética. Então, ao lado do diálogo conceitual sobre Deus, não deveria ser serpre reafirmada a experiência estética da fé no âmbito da Igreja, para o anúncio e a liturgia?O papa responde, afirmando que as duas coisas devem caminhar pari passu: a razão, a honestidade da reflexão sobre a verdade e a beleza, pois uma razão que quisesse de certo modo despojar-se da beleza, seria reduzida à metade, e prosseguiu:“Para mim, a arte e os Santos são a maior apologia da nossa fé. Os argumentos apresentados pela razão são absolutamente importantes e irrenunciáveis, mas o dissenso pode sempre permanecer de pé. Ao invés, se olhamos para os Santos, este grande facho de luz com o qual Deus atravessou a história, vemos que aí realmente existe uma força do bem que resiste aos milênios, aí existe verdadeiramente a luz da luz. E, do mesmo modo, se contemplamos as belezas criadas pela fé, diria que estas são simplesmente a prova viva da fé. Uma bela catedral é um anúncio vivo, que nos fala; e partindo da beleza da catedral, conseguimos anunciar visualmente Deus, Cristo e todos os seus mistérios”.Onde nasce a beleza – acrescentou o papa – nasce a verdade: “Quando, nesta nossa época, discutimos sobre a racionalidade da fé, discutimos precisamente do fato que a razão não acaba onde acabam as descobertas experimentais, ela não acaba no positivismo; a teoria da evolução vê a verdade, mas vê somente a metade da verdade: não vê que por trás está o Espírito da criação. Nós estamos lutando pelo alargamento da razão e portanto por uma razão que seja aberta também ao belo… Penso que isto é, de certo modo, a prova da verdade do cristianismo: coração e razão se encontram, beleza e verdade se tocam. E quanto mais nós mesmos conseguimos viver na beleza da verdade, tanto mais a fé poderá voltar a ser criativa também no nosso tempo”.Um pároco faz uma pergunta ao papa sobre a diminuição dos padres e sobre a possibilidade de confiar aos leigos algumas funções do sacerdote. Vejamos a resposta do papa:“Na minha resposta gostaria de considerar dois aspectos fundamentais. De um lado, o caráter insubstituível do sacerdote, o significado e o modo do ministério sacerdotal hoje; do outro lado – e isto hoje se destaca mais do que antes – a multiplicidade dos carismas e o fato que todos juntos são Igreja, edificam a Igreja e por isto devemos nos empenhar por despertar os carismas, que sustentam também o sacerdote. O sacerdote sustenta os outros e os outros o sustentam, e somente neste conjunto complexo e variegado a Igreja pode crescer hoje e para o futuro”.O papa fala das dificuldades dos sacerdotes, hoje, sobrecarregados de tantas coisas a fazer. E indica uma prioridade:“Uma prioridade fundamental da existência sacerdotal é estar com o Senhor e ter tempo para a oração. São Carlos Borromeo dizia sempre: “Não poderás cuidar da alma dos outros, se deixas que a tua depereça. Afinal de contas, não farás mais nada nem mesmo para os outros. Deves ter tempo também para estar com Deus”… E a partir daí, ordenar depois as prioridades: devo aprender a ver o que é realmente essencial, onde é absolutamente exigida a minha presença de sacerdote e não posso delegar ninguém. Ao mesmo tempo, devo aceitar humildemente quando, muitas coisas que teria a fazer e onde seria exigida a minha presença, não posso realizar porque reconheço os meus limites. Penso que as pessoas compreenderão essa humildade”.Bento XVI volta a destacar o valor do celibato, sinal de que o sacerdote pertence totalmente a Deus e aos outros, e termina com uma oração diante de tantas conseiras do padre:“Rezemos ao Senhor que nos console sempre quando pensamos que não agüentamos mais; sustentemo-nos uns aos outros e então o Senhor nos ajudará a encontrar juntos as estradas justas”. (PL)
Fonte: RV

quinta-feira, 31 de julho de 2008

VIVEIRO DE VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS

AMÉRICA LATINA: VIVEIRO DE VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS
Bogotá, 31 jul (RV)
- A América Latina é uma fonte de vocações, em particular entre o clero diocesano. Nos últimos cinco anos, o número de sacerdotes aumentou em quase 12%.

A Nicarágua e a Guatemala apresentaram os maiores índices de crescimento de sacerdotes diocesanos, enquanto em Cuba, Bolívia e Paraguai, aumentam os sacerdotes religiosos.Este foi o resultado, divulgado pelo setor de Pastoral do CELAM, Conselho Episcopal Latino-Americano, de uma análise sobre o crescimento e a diminuição de vocações em 22 países do continente.

O número de religiosos leigos aumentou para 138,46% na República Dominicana e 110,64% em Costa Rica; as diminuições significativas deram-se na Nicarágua (quase 60%), Belize (40%), Porto Rico (acima de 30%) e Honduras (22,86%).

O número total de religiosas passou, de 2000 a 2005, teve um pequeno aumento; o maior crescimento deu-se no Haiti (quase 70%): os de maior diminuição foram: Uruguai (23,73%) e Panamá (23,50%).

O crescimento percentual do número de seminaristas diocesanos, no mesmo período (2000-2005) foi de 6,15%, enquanto houve diminuição no número de seminaristas religiosos (1,82%). Em alguns países, como Brasil, Honduras, Peru, Porto Rico e Venezuela, os seminaristas religiosos e diocesanos aumentaram.

Enfim, segundo as estatísticas do CELAM, entre os 22 países analisados, Brasil, México e Colômbia são os que tiveram a maior quantidade de ordenações.

Os dados, em si, significam pouco. Cada caso é um caso e depende de fatores sociais, políticos, econômicos, culturais e religiosos.

Outros aspectos que incidem sobre o aumento ou a diminuição de vocações no continente depende da vida das Igrejas locais.

Não basta uma análise quantitativa. O presente informe não oferece conclusões sobre a situação vocacional nos diferentes países da América Latina, mas serve de estímulo para as pessoas que, com alegrias e dores, discípulos e missionários, procuram servir Cristo em realidades concretas e diferentes. (MT)
Fonte:RV

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"GRANDE TRISTEZA" PELA DECISÃO DAS AUTORIDADES AUSTRALIANAS


IGREJA CATÓLICA NO IRAQUE MANIFESTA "GRANDE TRISTEZA" PELA DECISÃO DAS AUTORIDADES AUSTRALIANAS DE NÃO CONCEDER VISTO DE ENTRADA PARA O DMJ AOS JOVENS CRISTÃOS CALDEUS IRAQUIANOS

Bagdá, 10 jul (RV) - A Igreja católica no Iraque manifestou “grande tristeza” pela decisão das autoridades australianas de não conceder o visto de entrada aos jovens cristãos caldeus iraquianos para o próximo Dia Mundial da Juventude.
O visto foi negado com a alegação de motivos de segurança e pelo temor dos australianos de que seminaristas e sacerdotes peçam asilo político depois de entrarem no país. “A negação de conceder vistos de entrada aos jovens iraquianos para participar do Dia Mundial da Juventude representa um motivo de grande tristeza”, declarou D. Jibrail Kassab, bispo caldeu da eparquia de Oceania e Nova Zelândia, comentando a notícia.
“Poderia ser um momento de grande compartilha de fé, que poderia enriquecer muitos jovens, e não só iraquianos. Infelizmente, motivos provavelmente políticos o impediram”, afirmou desconsolado D. Jibrail.
Apesar disto, a presença iraquiana será garantida pelos emigrados que vivem na Austrália, nos EUA e na Europa, num total de cerca de 700 pessoas.Manifestou tristeza também Tara Najjar, da delegação iraquiana: “Os pedidos de visto tinham sido feitos antes do fim do ano passado, na embaixada de Amã, mas não houve jeito. Não penso que os sacerdotes e seminaristas iraquianos iriam pedir asilo político na Austrália. Queriam apenas rezar e partilhar a sua fé com os outros jovens”, disse ela. (PL)
Fonte: RV

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"ORAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR NA VIDA DO SACERDOTE"

BENTO XVI ENCONTRA CLERO DA PUGLIA: "ORAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR NA VIDA DO SACERDOTE"

Brindisi, 16 jun (RV)
- A Oração, o colóquio cotidiano com Deus, deve estar sempre em primeiro lugar na vida de um sacerdote, ainda que os ritmos de cada dia tenham se tornado cada vez mais frenéticos: foi o que disse o Papa Bento XVI, encontrando na tarde de domingo, na Catedral de Brindisi, o clero da Puglia. Este foi o último compromisso da visita de dois dias do Papa a Santa Maria di Leuca e Brindisi.“Os seus dias sejam marcados pelo tempo da oração, durante o qual, seguindo o modelo de Jesus, vocês entram em um colóquio regenerador com o Pai. Certamente não é fácil manter-se fiel a esses cotidianos encontros com o Senhor, sobretudo hoje que o ritmo da vida se tornou frenético e os compromissos absorvem cada vez mais o nosso tempo”. Todavia – disse ainda o Papa – devemos nos convencer que o momento da oração é o mais importante na vida do sacerdote”. Para o Papa os sacerdotes têm hoje, mais do que nunca de “uma fé forte e vigorosa” e devem alimentá-la com a assídua oração.“Sejam modelos de oração, tornem-se mestres de oração. Com a minha presença aqui no dia de hoje, gostaria de encorajá-los a se colocarem com sempre maior disponibilidade ao serviço do Evangelho e da Igreja. Sei que vocês já trabalham com zelo e inteligência, sem poupar energias, com a finalidade de propagar o alegre anúncio evangélico: Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida seja o tema do nosso pensar, o argumento do nosso falar, o motivo do nosso viver”. (SP)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A DELICADA SITUAÇÃO DO POVO DE ZIMBÁBUE


VIOLÊNCIA EM ZIMBÁBUE OBRIGA SACERDOTES A SE ESCONDEREM


Harare, 05 jun (RV) - Temendo por sua vida por causa da perseguição do exército local, muitos padres católicos permanecem escondidos em Zimbábue. A denúncia foi feita à organização católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) por um sacerdote, cujo nome é mantido no anonimato por motivos de segurança. Uma onda de violência tomou conta do país depois das eleições gerais de 29 de março, quando o partido no poder perdeu a maioria no parlamento. Desde então, segundo informa a AIS, têm ocorrido sérias e contínuas violações dos direitos humanos.

A situação preocupa a comunidade internacional.
Segunda-feira, o presidente norte-americano, George W. Bush, acusou o governo de Zimbábue de ser cúmplice dos atritos e pediu o envio de observadores internacionais para o segundo turno das eleições presidenciais. Em comunicado, Bush afirmou que "o prosseguimento dos conflitos, incluindo detenções sem fundamento e intimidações contra expoentes da oposição para impedir o Movimento para a Mudança Democrática de fazer campanha livremente antes do segundo turno das presidenciais, de 27 de junho, é lamentável".

O sacerdote católico contatado pela AIS assegura que as pessoas que não votaram no partido de Robert Mugabe têm sido raptadas, torturadas, mutiladas ou violadas por soldados, especialmente nas áreas rurais."Muitos padres católicos e leigos estão na lista das pessoas procuradas pelos soldados e pelas milícias", refere, revelando que estas pessoas "são forçadas a permanecer escondidas".

Robert Mugabe

- Presidente de Zimbábue

A oposição afirma que pelo menos 50 de seus militantes foram mortos, centenas ficaram feridos e mais de 25 mil foram deslocados, e acusou o regime de intimidar os eleitores antes do segundo turno, que vai opor o presidente do país, Robert Mugabe, ao líder da oposição, Morgan Tsvangirai. (CM/BF)

Indicação do blog: A FAMILIA CATÓLICA:

Vejam no site: VISÃO , a reportagem: Nove dias em Harare (Nov 2007 )


"Notas de uma viagem clandestina de dois repórteres da Revista VISÃO na capital do Zimbabué, uma cidade de medo, tortura e morte. Leia o diário do repórter e veja a galeria de fotos" .
Tem-se a nítida impressão e poderemos avaliar com total clareza, o que passam estes religiosos e o povo desta região.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

EXCOMUNHÃO IMEDIATA PARA QUEM ORDENAR MULHERES

DECRETO PUBLICADO HOJE DISPÕE EXCOMUNHÃO IMEDIATA PARA QUEM ORDENAR MULHERES

Cidade do Vaticano, 29 mai (RV) - O Vaticano dispôs a excomunhão ‘latae sentantiae’, ou seja, imediata, para quem tentar ordenar mulheres e para as mulheres que se dispuserem a receber a ordenação. A resolução está contida no Decreto Geral da Congregação para a Doutrina da Fé ‘sobre o delito de tentar a sagrada ordenação de mulheres’, publicado hoje pelo jornal L'Osservatore Romano.Assinado pelo prefeito e pelo secretário da Congregação que vela pela perfeição da doutrina, o cardeal William Levada e o arcebispo Angelo Amato, o Decreto foi emanado “para tutelar a natureza e a validez do sacramento da sagrada ordenação”.“Seja quem tentar conferir a sagrada ordenação a uma mulher, seja a mulher que tentar recebê-la, receberão a excomunhão 'latae sententiae' - reservada à Sé Apostólica” - atesta o Decreto. O documento entra imediatamente em vigor, com a publicação no L'Osservatore Romano'. (CM)