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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO SAINDO DA AFRICA

E o preservativo? É uma questão "moralmente complicada"


Papa Francisco admite que a aprovação do uso de preservativo no combate à sida é "complicada", mas defendeu que o mundo enfrenta problemas maiores
 
Na véspera do Dia Mundial da Luta contra a Sida, o papa foi questionado, a bordo do avião que o levava de volta a Roma, após uma visita a África, onde o vírus da sida continua a ser uma das principais causas de morte, sobre a controversa oposição que a igreja católica tem mantido em relação ao uso de preservativo no combate à doença, admitindo perante os jornalistas que a questão "é moralmente complicada para a Igreja", mas recusou iniciar um debate sobre o tema.
A Igreja Católica tem persistentemente defendido que a melhor forma de combate à sida é a abstinência sexual.
A agência noticiosa France Presse relata que o papa admitiu, de forma contrariada, que o preservativo "é um dos métodos" que pode prevenir o alastramento do vírus, e, consequentemente, da doença, mas não ficou satisfeito por o tema ter sido levantado.
"Quando as pessoas estão a morrer de sede e de fome (...), a sua questão parece demasiado limitada", disse o papa ao jornalista que o questionou sobre aquele tópico.
O papa defendeu que "o problema é mais vasto do que isso", enumerando a fome, o trabalho escravo, a falta de água potável e o tráfico de armas como exemplos.
O antecessor de Francisco, o agora papa emérito Bento XVI, numa visita aos Camarões e a Angola em 2009, foi duramente criticado por ter recusado qualquer cedência da igreja na questão do uso do preservativo, mas um ano mais tarde acabaria por publicar um livro onde revelava uma ligeira abertura a uma mudança de posição, admitindo que o uso de preservativo se poderia justificar em alguns casos, ainda que não fosse "uma solução moral" para o problema.

Fonte: DN - pt

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa aos muçulmanos: não ao ódio e à violência em nome de Deus


Papa Francisco com refugiados em Bangui - ANSA

Na manhã desta segunda-feira (30/11), o Papa Francisco teve encontrou com a comunidade muçulmana, na Mesquita Central de Koudoukou, em Bangui. No seu discurso Francisco agradeceu aprticularmente ao Imã Tidiani Mousa Naibi pelas amáveis palavras de boas-vindas.
Em seguida o Papa sublinhou os legames de fraternidade que unem cristãos e muçulmanos, e o empenho a que são chamados para se comportarem como tais. Na verdade, sabemos bem que as violências que abalaram recentemente o vosso país não se fundavam em motivos propriamente religiosos, antes pelo contrário, quem afirma crer em Deus deve ser também um homem ou uma mulher de paz, e na RCA cristãos, muçulmanos e membros das religiões tradicionais viveram juntos, em paz, durante muitos anos, disse Francisco, tendo também acrescentado:
«Por isso, devemos permanecer unidos, para que cesse toda e qualquer acção que, dum lado e doutro, desfigura o Rosto de Deus e, no fundo, visa defender, por todos os meios, interesses particulares em detrimento do bem comum. Juntos, digamos não ao ódio, à vingança, à violência, especialmente aquela que é perpetrada em nome duma religião ou de Deus. Deus é paz, salam ».
O Papa recordou depois o importante papel dos líderes religiosos cristãos e muçulmanos nestes momentos difíceis para restabelecer a harmonia e a fraternidade entre todos, e citou em particular os gestos de solidariedade que cristãos e muçulmanos tiveram para com os seus compatriotas, mesmo de outras confissões religiosas, durante a crise no País. E em vista às próximas eleições o Papa disse esperar que elas possam dar ao País Responsáveis que saibam unir os centro-africanos, tornando-se assim símbolos da unidade da nação em vez de representantes duma facção:
« Encorajo-vos vivamente a fazer do vosso país uma casa acolhedora para todos os seus filhos, sem distinção de etnia, filiação política ou confissão religiosa. A República Centro-Africana, situada no coração da África e graças à colaboração de todos os seus filhos, poderá dar a todo o continente um impulso nesta direcção, e poderá influenciá-lo positivamente e ajudar a extinguir os focos de tensão presentes nele e que impedem os africanos de beneficiar do desenvolvimento que merecem e a que têm direito ».
A terminar o Papa convidou a comunidade muçulmana a rezar e a trabalhar pela reconciliação, a fraternidade e a solidariedade entre todos, sem esquecer as pessoas que mais sofreram com estes acontecimentos. « Que Deus vos abençoe e proteja! » - concluiu Francisco.
Fonte: R. Vaticano
PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa com jovens em Bangui: resistir à guerra e à divisão


Jovens saudam o Papa Francisco - AP

Foi depois da Missa na Catedral de Bangui e da Solene Abertura da Porta Santa da Catedral, com a qual foi inaugurado o Jubileu da Misericórdia na República Centro-Africana que o Papa deu início à Vigília de Oração com os jovens na noite deste domingo dia 29 de novembro.
O Santo Padre, antes de confessar alguns jovens no átrio da Catedral discursou de improviso à multidão. Disse-lhes:
“A estrada que lhes é proposta neste momento difícil de guerra e divisão é a estrada da resistência. Fugir dos desafios da vida jamais é uma solução. É preciso resistir, ter a coragem para resistir e lutar pelo bem! Quem foge, não tem coragem de dar vida”.
Como podemos resistir? – perguntou o Papa.
“Antes de tudo: a oração. A oração é poderosa. A oração vence o mal. A oração nos aproxima de Deus que é Todo-Poderoso”.
“Em segundo lugar: trabalhar pela paz. A paz não é um documento que se assina e fica na gaveta. A paz faz-se todos os dias. A paz é um trabalho de artesãos, faz-se com as mãos. Faz-se com a própria vida”.
“Não odiar, jamais! Se alguém te faz mal, procure perdoar. Nada de ódio. Muito perdão. Digamos juntos, nada de ódio, muito perdão!”
“Se você não tiver ódio no coração, se perdoares, serás um vencedor! Porque serás vencedor da mais difícil batalha da vida: vencedor no amor! E pelo amor, vem a paz”.
“Somente se vence pela estrada do amor. É possível amar o inimigo? Sim! Podemos perdoar quem nos fez mal? Sim! Assim, com o amor e com o perdão, vocês serão vencedores”.
“Com o amor, vocês serão vencedores na vida e darão vida sempre. O amor jamais fará de vocês derrotados. Corajosos no amor, no perdão e na paz!”,
Ao dizer que estava muito contente de poder encontrar os jovens, Francisco finalizou:
“Hoje abrimos esta Porta, isto significa a Porta da Misericórdia de Deus. Confiem em Deus, porque ele é misericordioso. Ele é amor. Ele é capaz de dar a vocês a paz”.

Fonte: R. Vaticano
PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa: depor instrumentos de morte, armar-se de amor e misericórdia


Papa Francisco no início da celebração em Bangui - AP                            

 
Na tarde deste I domingo do Advento (29/11), na Catedral de Bangui, o Papa Francisco procedeu à abertura da Porta Santa, dando assim início ao Jubileu Extraordinário do Ano da Misericórdia na República Centro-Africana, Jubileu proclamado pelo Papa a 11 de abril deste ano. Na homilia da Missa, participada por sacerdotes, religiosos, seminaristas e milhare de fiéis da RCA, o Papa disse ante de tudo que Deus guiou os seus passos até esta terra, precisamente quando a Igreja universal se prepara para inaugurar o Ano Jubilar da Misericórdia. E na pessoa dos presentes Francisco saudou o pvo da RCA:
“Através de vós, quero saudar todos os centro-africanos, os doentes, as pessoas idosas, os feridos pela vida. Talvez alguns deles estejam desesperados e já não tenham força sequer para reagir, esperando apenas uma esmola, a esmola do pão, a esmola da justiça, a esmola dum gesto de atenção e bondade».
Em seguida o Papa convidou a todos a confiar na força e no poder de Deus que curam o homem, convidando-os a «passar à outra margem», como diz o moto da visita do Papa à RCA, uma travessia, reiterou o Papa, que não faremos sozinhos mas juntamente com Jesus. E Francisco sublinhou :
« Devemos estar cientes de que esta passagem para a outra margem só se pode fazer com Ele, libertando-nos das concepções de família e de sangue que dividem, para construir uma Igreja-Família de Deus, aberta a todos, que cuida dos mais necessitados. Isto pressupõe a proximidade aos nossos irmãos e irmãs, isto implica um espírito de comunhão. Não se trata primariamente duma questão de recursos financeiros; realmente basta compartilhar a vida do Povo de Deus, dando a razão da esperança que está em nós e sendo testemunhas da misericórdia infinita de Deus”.
Na verdade, depois de nós mesmos termos feito a experiência do perdão, devemos perdoar, pois uma das exigências essenciais da vocação à perfeição é o amor aos inimigos, um amor que nos protege contra a tentação da vingança e contra a espiral das retaliações sem fim, disse Francisco que também acrescentou:
“Consequentemente os agentes de evangelização devem ser, antes de mais nada, artesãos do perdão, especialistas da reconciliação, peritos da misericórdia. É assim que podemos ajudar os nossos irmãos e irmãs a «passar à outra margem», revelando-lhes o segredo da nossa força, da nossa esperança, e da nossa alegria que têm a sua fonte em Deus, porque estão fundadas na certeza de que Ele está connosco no barco”.
Comentando os textos litúrgicos do domingo, o Papa falou de algumas características da salvação anunciada por Deus. Antes de tudo a felicidade de Deus é justiça. Aqui, como noutros lugares, muitos homens e mulheres têm sede de respeito, justiça, equidade, sem avistar no horizonte qualquer sinal positivo para eles, o Salvador vem trazer o dom da sua justiça, vem tornar fecundas as nossas histórias pessoais e colectivas, as nossas esperanças frustradas e os nossos votos estéreis, reiterou Francisco.
A salvação de Deus tem igualmente o sabor do amor, continuou o Papa,  e o Filho nos veio revelar um Deus que não é só Justiça mas também e antes de tudo Amor. Em todos os lugares, mas sobretudo onde reinam a violência, o ódio, a injustiça e a perseguição, os cristãos são chamados a dar testemunho deste Deus que é Amor.
E por último, a salvação de Deus é força invencível que triunfará sobre tudo. Deus é mais forte que tudo, e esta convicção dá ao crente serenidade, coragem e força de perseverar no bem frente às piores adversidades. E Papa Francisco concluiu com um importante apelo:
“A todos aqueles que usam injustamente as armas deste mundo, lanço um apelo: deponde esses instrumentos de morte; armai-vos, antes, com a justiça, o amor e a misericórdia, autênticas garantias de paz».
E aos discípulos de Cristo, sacerdotes, religiosos, religiosas ou leigos comprometidos na RCA, este desafio e missão: «a vossa vocação é encarnar o coração de Deus no meio dos vossos concidadãos».

Fonte: R. Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Porta Santa de Bangui: o início do Jubileu da Misericórdia


Papa Francisco abre a Porta Santa da Catedral de Bangui - REUTERS                            

O Papa Francisco abriu a Porta Santa da Catedral de Bangui na tarde deste domingo. Nas palavras pronunciadas antes da abertura solene o Santo Padre declarou Bangui a capital espiritual do mundo neste dia 29 de novembro. Francisco deu, assim, início ao Jubileu da Misericórdia em Bangui. Segue-se a Missa na Catedral com bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas da República Centro Africana.
Depois do Acto penitencial, Francisco introduziu o rito da abertura da Porta Santa da Catedral sublinhando que na RCA, terra sofredora, estão todos os País do mundo que passam pela experiência da guerra.
Bangui torna-se hoje a capital da oração pela paz, continuou Francisco, a capital spiritual do mundo, peçamos todos paz, misericórdia, reconciliação, perdão, amor.
Papa Francisco disse ainda que para a RCA e para todos os Países que sofrem pela guerra pedimos a paz. E a todos pediu para repetirem: “doyé siriri” (dá-nos a paz).
Em seguida o Santo Padre fez a oração de abertura da Porta da misericórdia:
“Senhor Deus, Pai de misericórdia,
Tu concedes à tua Igreja
Este tempo de penitência e perdão,
para que ele tenha a alegria
de se renosa interiormente
pela obra do Espírito Santo
e caminhar sempre mais fielmente pelos teus camino
permanecendo no mundo
como sinal de salvação e redenção;
digna-te responder às nossas esperanças:
abre-nos completamente
a porta da tua misericórdia,
para nos abri rum dia
as pirtas da tua morada no céu
onde Jesus, teu Filho e primeiro de entre os homens,
nos precedeu, para te podermos, todos juntos,
por toda a eternidade.
Por Cristo, Nossos Senhor »
R/. Amen

Fonte: R. Vaticano
PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Deus não faz diferença entre os que sofrem – Papa em Bangui


- REUTERS          

 
Na tarde deste domingo o Papa foi à Faculdade de Teologia Evangélica de Bangui para um encontro ecuménico com as comunidades evangélicas da RCA. Faculdade fundada em 1977 pela Associação dos Evangélicos em África para servir todas as Igrejas na proclamação da mensagem do Reino de Deus, explicou o Decano da Faculdade, Napanga Weanzana ao acolher o Santo Padre. Ele disse apreciar a simplicidade, humildade e generosidade do Papa Francisco que vai na linha do caminho traçado por Cristo. Acrescentou que a visita do Papa trará certamente à RCA uma era nova na via da paz e da reconciliação.
Por sua vez, o Presidente da Aliança dos Evangélicos na RCA, Nicolas Guerekoyame Gbangou manifestou a grande alegria de todos pela visita do Papa Francisco nesta hora difícil que o país está a viver devido às turbulências político-militares  que envenenam as condições de vida da população. Uma visita que acontece 30 anos depois da de João Paulo II, em 1985, o que levou Nicolas Gbangou a dizer que mais vale tarde do que nunca, mas a agradecer, contudo, a Deus por ter tornado possível esta visita do Papa Francisco.
Neste momento em que o país se prepara para as eleições, Gbangou frisou que as esperanças ligadas à visita do Papa se prendem com a de levar o país à normalidade democrática; à restauração da paz através do perdão; à tolerância, à coesão social; à esperança de ver restabelecidas no país as condições de segurança favoráveis ao desenvolvimento sócio-económico.
Expectativas – disse – que se inscrevem bem na linha de acção do Papa e relacionadas com o ambiente, a reforma do governo da Igreja e o Sínodo sobre a família.
Gbangou disse ainda que a Igreja na RCA, através da Plataforma Inter-religiosa está a trabalhar a favor da paz e que com esta sua visita o Papa manifesta a sua compaixão para com o povo centro-africano, oferecendo-lhe um modelo de amor a ser vivido quotidianamente. Só o amor de Deus – acrescentou – pode unir os corações divididos e gerar o perdão, a tolerância e a paz.
E solicitou o apoio do Santo Padre sobretudo no que toca ao desarmamento dos grupos armados; à reabilitação das Forças Armadas Centro-africanas; à reabilitação de certos projectos da Plataforma das Confissões Religiosas, de modo particular a criação de uma estação de rádio, de escolas e de centros de saúde inter-comunitários.
**
O Papa Francisco “num profundo sentimento de amor fraterno” declarou-se feliz por ter a ocasião de encontrar os Evangélicos, dizendo “Estamos todos aqui ao serviço do mesmo Senhor ressuscitado” e recordou que pelo baptismo comum os cristãos são todos convidados “a anunciar a alegria do Evangelho aos homens e mulheres deste amado país da África Central”. E no contexto de sofrimento em que vivem os centro-africanos o anuncio do Evangelho se torna ainda mais urgente e necessário.
Dizendo que “Deus não faz diferença entre aqueles que sofrem, o Papa voltou a usar a expressão “ecumenismo de sangue”  para dizer que “todos no país, sem distinção, sofrem com a injustiça e o ódio cego que o diabo desencadeia”. E exprimiu a sua “proximidade e solidariedade ao Pastor Nicolas, cuja casa foi recentemente saqueada e queimada bem como a sede da sua comunidade” .
Este sofrimento comum e esta missão comum são, para o Papa Francisco, “uma oportunidade providencial para fazer avançar no caminho da unidade, sendo, para isso mesmo, um meio espiritual indispensável”.
 “A divisão dos cristãos é um escândalo”, porque contrária à vontade de Deus” e perante este mundo dilacerado por ódios e violências – disse o Papa, que exprimiu apreço pelo espírito de respeito mútuo e de colaboração que existe entre os cristãos da RCA. E encorajou-os a avançarem por este caminho num serviço comum de caridade. É um testemunho prestado a cristo, que constrói a unidade.
E exortou-os a juntarem cada vez mais “à perseverança e à caridade, o serviço da oração e da reflexão em comum, procurando um melhor conhecimento recíproco, uma maior confiança e amizade rumo á plena comunhão”

Fonte: R. Vaticano

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa aos consagrados: não há espaço para ambições de poder


Papa fotografado pelos consagrados e consagradas presentes em Nairobii - ANSA

 
No início da tarde desta quinta-feira dia 26 de novembro o Papa Francisco encontrou o clero, os religiosos, as religiosas e os seminaristas do Quénia. O evento realizou-se na Escola de Santa Maria, em Nairóbi.
“Alguns não sabem porque Deus os chamou, mas sentem que Deus os chamou. Existem outros que seguem o Senhor por interesse”, disse o Santo Padre.
“No seguimento de Jesus não há espaço para aqueles com ambições de poder e riqueza, e que querem ser uma pessoa importante no mundo. O Senhor escolheu-os a todos, iniciou a sua obra no dia em que nos olhou. Na sequela de Jesus no sacerdócio e na vida consagrada entra-se pela porta e a porta é Cristo. Foi ele quem iniciou o caminho, não nós”, disse o Papa  que recordou ainda que a “Igreja não é uma empresa, não é uma ONG. A Igreja é um mistério, mistério do olhar de Jesus sobre cada um que Ele diz: segui-me”. 
Jesus única resposta
“Todos somos pecadores, eu em primeiro lugar, porém temos diante de nós o amor e a ternura de Jesus. Nunca deixem de chorar. Quando num sacerdote, num religioso ou religiosa as lágrimas se secam, algo não funciona. Chorar pela própria infidelidade, pela dor do mundo, chorar pelas pessoas descartadas, pelos idosos abandonados, pelas crianças assassinadas, pelas coisas que não entendemos”, sublinhou o Santo Padre que declarou que “Jesus é a única resposta para certas situações da vida”, frisou o Papa. “Cada vez que eu saúdo uma criança com uma doença rara, me pergunto: por que aquela criança? Não tenho resposta, somente olho para Jesus”, disse. 
O Papa convidou os consagrados a não deixarem de rezar. A colocarem-se diante de Jesus. Se um consagrado deixa a oração de lado a alma seca e fica com uma aparência feia. “A alma de um sacerdote que não reza é feia”, sublinhou.
Oração
O Papa Francisco recordou aos sacerdotes e consagrados que eles foram escolhidos por Jesus para servir. “Servir ao povo de Deus, aos pobres, aos descartados, servir as crianças e os idosos, e servir também as pessoas que não são conscientes da soberba. Servir e não servir-se da Igreja”, disse ainda o Papa.
Aos seminaristas Francisco disse: “se algum de vocês não tem vocação para esse caminho, não perca tempo. Procure um trabalho, case-se e forme uma família”.
O Papa agradeceu aos consagrados do Quénia por seguirem Jesus, por todas as vezes que se sentem pecadores, por toda carícia de ternura que eles dão e pelas vezes que ajudaram alguém a morrer em paz. “Obrigado por darem esperança na vida. Obrigado por ajudar, corrigir e perdoar a cada dia”, concluiu.

Fonte: R. Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa Francisco confia sua viagem à África à proteção de Nossa Senhora

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco encontra-se em terras quenianas desde as 16h45 locais (11h45 de Brasília) desta quarta-feira (25/11), dando assim início à visita ao país da costa leste da África, no âmbito da 11ª viagem apostólica internacional de seu Pontificado, a primeira ao continente africano.
Trata-se de uma viagem de seis dias, na qual visitará também Uganda e a República Centro-Africana. Em Bangui, capital centro-africana, abrirá a Porta Santa do Jubileu da Misericórdia, nove dias antes do início oficial do Ano Santo.
Na saudação aos jornalistas a bordo do avião A330 da companhia aérea Alitalia que o levou de Roma a Nairóbi, o Pontífice disse ir com alegria a este continente para encontrar os quenianos, os ugandenses e os irmãos da República Centro-Africana, fazendo votos de que esta viagem possa dar frutos espirituais e materiais.
Respondendo a um jornalista que lhe perguntara se sentia preocupado com a questão da segurança, Francisco disse, com um sorriso, estar preocupado com as muriçocas.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, destacou aos jornalistas que, como de costume antes de uma viagem apostólica internacional, na noite desta terça-feira o Papa foi até a Basílica de Santa Maria Maior (uma das basílicas papais de Roma) detendo-se em oração, de forma privada, na qual pediu a proteção de Nossa Senhora para esta viagem. (RL)
(Fonte Vatican Radio)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"ASSASSINOS FINANCEIROS" DA AFRICA

Cardeal desmascara “assassinos financeiros” da África
Instituições que impõem créditos que nunca de pagam

CIDADE DO VATICANO,

- O cardeal Bernard Agré, de Costa do Marfim, tomou a palavra na assembleia do Sínodo para a África para desmascarar os “assassinos financeiros”, homens e instituições que afogam em prestações iníquas os países deste continente.
O arcebispo emérito de Abidjan começou explicando que "as jovens nações da África tiveram que recorrer aos bancos internacionais e a outros organismos financeiros para realizar os numerosos projectos dirigidos ao próprio desenvolvimento”.
Segundo ele, com frequência, “os dirigentes incapazes não deram atenção suficiente e caíram nas armadilhas de homens e mulheres que os especialistas chamam ‘os assassinos financeiros’, os chacais patrocinados pelos organismos habituados aos contratos desleais destinados a enriquecer as organizações financeiras internacionais apoiadas habilmente pelos seus Estados ou por outras organizações imersas na conspiração do silêncio e da mentira”.
“Os lucros extraordinários vão aos assassinos financeiros, às multinacionais, assim como a alguns cidadãos de um país que serve como filtro para os negócios estrangeiros. Assim a maior parte das nações continua a deteriorar-se na pobreza e nas frustrações que ela gera”, disse.
Segundo o cardeal, os ‘assassinos financeiros’, “portadores de financiamentos excessivos, põem-se de acordo com os seus interlocutores locais para que as enormes quantias emprestadas com o sistema dos juros compostos nunca possam ser reembolsados depressa e integralmente”.
“Os contratos de execução e de manutenção são devolvidos habitualmente, sob forma de monopólio, aos representantes dos credores. Os países beneficiários hipotecam os próprios recursos naturais. Os habitantes, por gerações, permanecem acorrentados, prisioneiros por longos anos.”
Para reembolsar essas “dívidas inextinguíveis –explicou Dom Bernard Agré–, sempre ameaçadoras”, “a voz da dívida incide pesadamente no balanço estatal, na ordem de 40-50% do produto interno bruto”.
“Vinculado deste modo, o país respira mal, deve apertar o cinto diante dos investimentos, das despesas necessárias para a instrução, a saúde, o desenvolvimento em geral. A dívida torna-se ela mesma um filtro político por não satisfazer as legítimas reivindicações, com a sequela de frustrações, desordens sociais, etc...”
“Luz do mundo”, disse o cardeal, “a Igreja, para revestir o seu papel profético, deveria empenhar-se concretamente nesta luta pela verdade.”
“Os peritos sabem que há anos a maior parte das dívidas foi efetivamente reembolsada. Suprimi-las pura e simplesmente já não é um ato de caridade mas de justiça. Assim o atual Sínodo deveria considerar este problema de revogação das dívidas que incidem de maneira demasiada grave sobre algumas populações.”
Para que tudo isso não seja “simplesmente um ataque de sentimento, a minha proposta seria para que uma comissão internacional, composta por peritos da alta finança, pastores informados, homens e mulheres do Norte e do Sul, se ocupasse de modo resolutivo do problema”, sugeriu o cardeal.
A comissão deveria “estudar a viabilidade da operação”; “tomar todas as providências para evitar recair nas mesmas situações”; “vigiar concretamente o uso transparente das somas tão economizadas, para que elas favoreçam efetivamente todos os elementos da pirâmide social: camponeses e cidadãos”.

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 12 de junho de 2008

PAPEL DA MULHER DEVE SER RESSALTADO

"PAPEL DA MULHER DEVE SER RESSALTADO" - DIZEM BISPOS DE MOÇAMBIQUE
Maputo, 12 jun (RV) - Analisando a situação do país, os bispos moçambicanos falam “da existência de numerosos sinais de esperança, como resultado de escolhas efetuadas pelos responsáveis pela gestão dos negócios públicos”.

“Apoiamos e encorajamos aqueles que se empenham pela paz e trabalham para que todos os moçambicanos tenham a vida, e vida em abundância” afirmam os bispos de Moçambique numa mensagem sobre a vida social do país.”Portanto, acolhemos positivamente as decisões do governo da República de Moçambique para lutar contra a pobreza, que é ainda uma realidade forte e dolorosa em nosso país. Como resultado dessas escolhas políticas, observamos a melhoria das linhas de comunicação, através da construção, a manutenção e a reabilitação de estradas e pontes, o aumento das infra-estruturas sociais, com especial atenção à expansão da rede escolar, à ampliação do ensino superior, com a criação de institutos superiores e de universidades em todas as províncias do país. O mesmo acontece com a rede de telefonia e de energia.

Finalmente, é louvável a ampliação da rede sanitária, seja por parte do Estado, seja com o apoio de parceiros, entre os quais a Igreja católica”.

Os Bispos estão satisfeitos também com a promoção da auto-estima nacional, como uma importante condição para que os moçambicanos assumam a consciência de que são os primeiros agentes de desenvolvimento e responsáveis pelo seu destino e pela construção do bem comum. Entre os protagonistas desse renascimento moçambicano estão as mulheres: “constatamos que no nosso País há mulheres engajadas em muitas tarefas e frentes.

A população feminina em Moçambique deve, porém, ser proporcionalmente mais visível, principalmente pelo único e insubstituível papel das mulheres como agentes da educação para as gerações presentes e futuras e, em muitos casos, como principais responsáveis pela produção e gestão de bens e serviços domésticos a favor de toda a família”.

A Conferência Episcopal expressa preocupação com os freqüentes desastres naturais que afetam o país e pede ao governo um maior esforço para preveni-los e enfrentar suas conseqüências. É também particularmente dramática a difusão da AIDS, sobretudo pelo elevado número de crianças que contraíram a doença da mãe.

Os bispos exortam o governo a fornecer assistência adequada aos doentes e iniciar a produção de medicamentos anti-retrovirais. Ao mesmo tempo, recordam a posição da Igreja para prevenir a ulterior difusão do vírus HIV: vida sexual responsável, abstinência para os não-casados, e fidelidade matrimonial. (CM)
Fonte : RV
Conheça os trabalhos religiosos na Africa: clique aqui

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A DELICADA SITUAÇÃO DO POVO DE ZIMBÁBUE


VIOLÊNCIA EM ZIMBÁBUE OBRIGA SACERDOTES A SE ESCONDEREM


Harare, 05 jun (RV) - Temendo por sua vida por causa da perseguição do exército local, muitos padres católicos permanecem escondidos em Zimbábue. A denúncia foi feita à organização católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) por um sacerdote, cujo nome é mantido no anonimato por motivos de segurança. Uma onda de violência tomou conta do país depois das eleições gerais de 29 de março, quando o partido no poder perdeu a maioria no parlamento. Desde então, segundo informa a AIS, têm ocorrido sérias e contínuas violações dos direitos humanos.

A situação preocupa a comunidade internacional.
Segunda-feira, o presidente norte-americano, George W. Bush, acusou o governo de Zimbábue de ser cúmplice dos atritos e pediu o envio de observadores internacionais para o segundo turno das eleições presidenciais. Em comunicado, Bush afirmou que "o prosseguimento dos conflitos, incluindo detenções sem fundamento e intimidações contra expoentes da oposição para impedir o Movimento para a Mudança Democrática de fazer campanha livremente antes do segundo turno das presidenciais, de 27 de junho, é lamentável".

O sacerdote católico contatado pela AIS assegura que as pessoas que não votaram no partido de Robert Mugabe têm sido raptadas, torturadas, mutiladas ou violadas por soldados, especialmente nas áreas rurais."Muitos padres católicos e leigos estão na lista das pessoas procuradas pelos soldados e pelas milícias", refere, revelando que estas pessoas "são forçadas a permanecer escondidas".

Robert Mugabe

- Presidente de Zimbábue

A oposição afirma que pelo menos 50 de seus militantes foram mortos, centenas ficaram feridos e mais de 25 mil foram deslocados, e acusou o regime de intimidar os eleitores antes do segundo turno, que vai opor o presidente do país, Robert Mugabe, ao líder da oposição, Morgan Tsvangirai. (CM/BF)

Indicação do blog: A FAMILIA CATÓLICA:

Vejam no site: VISÃO , a reportagem: Nove dias em Harare (Nov 2007 )


"Notas de uma viagem clandestina de dois repórteres da Revista VISÃO na capital do Zimbabué, uma cidade de medo, tortura e morte. Leia o diário do repórter e veja a galeria de fotos" .
Tem-se a nítida impressão e poderemos avaliar com total clareza, o que passam estes religiosos e o povo desta região.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ÁFRICA - ONDE MAIS CRESCE A IGREJA CATÓLICA

Igreja Católica cresce mais na África
Segundo o Anuário Estatístico da Igreja, publicado recentemente
Por Inmaculada Alvarez
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de maio de 2008 (ZENIT.org).
- A presença da Igreja Católica cresce na África acima da média mundial, tanto em número de batizados (22%) como em número de sacerdotes (23,24%).
É um dos dados que se desprende do Annuarium Statisticum Ecclesiae, cujo conteúdo está sendo dado a conhecer estes dias, segundo informou L’Osservatore Romanoem 18 de maio.
O Anuário, preparado pelo Departamento Central de Estatística da Santa Sé e editado pela Libreria Editirce Vaticana, oferece dados estatísticos e gráficos que mostram os principais indicadores sobre a ação da Igreja nos cinco continentes no período 2000-2006.
Entre estes indicadores, refere-se especialmente à distribuição geográfica dos fiéis, à evolução da oferta dos serviços pastorais e à concentração das diversas categorias de operadores pastorais sobre cada território.
Segundo os dados, o número de católicos no âmbito mundial cresceu nos últimos sete anos em 8,24%, a um ritmo quase paralelo ao crescimento global da população (8,19%). No total, o número global de batizados passou de 1,04 bilhão no ano 2000 a 1,13 bilhão em 2006, 17,3% da população mundial.
Contudo, este crescimento é diferente por continentes: assim, na África, o crescimento do número de batizados (de 130 milhões no ano 200 a 158,3 em 2006) é superior ao crescimento populacional, com o qual a porcentagem de católicos de origem africana passou a constituir 14% do global de batizados.
Na Ásia, a porcentagem se mantém estável, enquanto na Europa o crescimento do número de batizados é inferior a 1%. Contudo, esta porcentagem, ao ser maior que a do crescimento global da população, significa uma leve melhoria com relação a anos anteriores. Na América e na Oceania (com um crescimento de 8,4% e 7,6%, respectivamente), os católicos crescem abaixo do número de habitantes. Contudo, os católicos americanos continuam supondo quase a metade dos católicos do mundo inteiro. Mais sacerdotes
Com relação aos operadores pastorais, o número de bispos do mundo cresce em 7,86%, especialmente no caso dos prelados procedentes da Ásia (14,83%), seguida da América (9,09%), África e Oceania (ao redor de 6%) e Europa (4,41%). Contudo, os continentes que continuam contribuindo com o maior número de bispos continuam sendo a Europa e a América, que juntas supõem 70%.
Com relação ao número de sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, crescem 0,51% no mundo, passando de 405.178 a 407.262, em 2006. Contudo, a média não reflete a enorme disparidade entre continentes, já que a África cresce 23,24% e a Ásia, 17,71%, enquanto a América se mantém e a Europa e a Oceania diminuem 5,75% e 4,37%, respectivamente.
Na Europa, a população sacerdotal diminui (se antes os sacerdotes europeus representavam 51% do total mundial, atualmente estão 3 pontos abaixo deste número). O número global de fiéis por sacerdote se situa nos 2.800 (dado em aumento com relação ao ano 2.000) ainda que onde mais aumenta o número de fiéis por sacerdote é na Europa. Na África, ainda que a situação melhora, a proporção continua sendo elevada (4.729 fiéis por sacerdote).
Dentre os dois grupos de sacerdotes, diocesanos e religiosos, crescem globalmente os primeiros (2%) enquanto os outros diminuem (2,31%).
Os religiosos que não foram ordenados sacerdotes aumentam, ainda que com notáveis diferenças: enquanto diminuem na Europa (-16,83%) e na Oceania (-16,83%) aumentam enormemente na Ásia (30,63%) e na África (8,13%). A Europa continua tendo relativamente mais religiosos (34,62%), ainda que em clara diminuição.
Com relação às religiosas, ainda que seu número continua sendo o dobro que de sacerdotes e 14 vezes maior que os religiosos, a tendência é a diminuir. No âmbito global, as mulheres religiosas passaram de 800 mil a 750 mil em 7 anos, ainda que aumentam na África (15,45%) e na Ásia (12,78%).
Por último, aumentam em termos globais os candidatos ao sacerdócio, cerca de 4,43% no âmbito mundial, ainda que com grandes diferenças: enquanto na Europa diminuem quase 16%, na Ásia e na África aumentam.
Por outro lado, as estruturas eclesiais crescem especialmente naqueles lugares com um crescimento mais dinâmico: na Ásia aumentaram 4,86% e na África 3,84%, enquanto na Europa o crescimento é praticamente inexistente. Contudo, segundo os dados do anuário, continua havendo uma grande diferença entre os continentes segundo o número de batizados por circunscrição; assim, na América há uma por cada 528 mil fiéis, enquanto na Europa há uma por cada 381 mil, e na África uma por cada 381 mil; na Ásia, uma por cada 177 mil e na Oceania, uma por cada 112 mil.
O número de centros pastorais também cresce, de 409 mil em 2000 a 428 mil em 2006, mas com grandes divergências: na Europa e na Oceania diminui (2 e 5%, respectivamente), enquanto cresce espetacularmente na Ásia (28,49%) e menos na América (4,79%) e na África (3,2%).
Fonte: ZENIT.org