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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Mensagem para Páscoa

Franciscanos:

Mensagem do Ministro Geral para Páscoa

CREIO, SENHOR, MAS AUMENTA MINHA POBRE FÉ (cf. Mc 9,24)

“Ressuscitou!” (Lc 24,6).
Esta é, meus queridos irmãos e irmãs, a experiência dos que comeram e beberam com Ele depois da sua ressurreição (cf. Atos 10,41), e de todos os que se sentem renascidos “para a esperança viva, para a herança incorruptível” (1Pe1,3-4). “Ressuscitou!” Este é o fundamento da nossa fé, a razão da nossa esperança e o motivo da nossa caridade: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1Cor 15,14). Sem esta experiência, a cruz de Jesus e as nossas seriam uma tragédia e a vida cristã um absurdo. A partir dela, ao contrário, podemos cantar com a liturgia: “O Crux, ave, spes unica”, “Salve, ó cruz, nossa única esperança!”. O Crucificado “ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Cor 15,4). Eis aqui o núcleo central da nossa fé e do kerigma primitivo: “Tanto eu como eles, eis o que proclamamos” (1Cor 15,11). A ressurreição é o grande “sim” de Deus Pai a seu Filho e, nele, a nós, por isso é também o tema do anúncio e o fundamento da nossa fé.
Sim, verdadeiramente ressuscitou!
Sempre me impressionou o fato que os cristãos orientais neste período se saúdam com as seguintes palavras: “Cristo ressuscitou”, ao que se responde “Sim, verdadeiramente ressuscitou!”. Sim, ressuscitou. Esta confissão de fé a fazemos no contexto do Ano da fé, querido por Bento XVI “para que a Igreja renove o entusiasmo de crer em Jesus Cristo, único Salvador do mundo, reavive a alegria de caminhar pela via que nos tem indicado; e testemunhe de modo concreto a força transformadora da fé” (Bento XVI, Audiência 17/10/2012).
Crer, um caminho que dura tanto quanto a vida.
Talvez possa parecer estranho que dedique esta carta de Páscoa ao tema da fé. Alguns poderiam pensar que a fé é um pressuposto óbvio na vida de um religioso e franciscano. Eu não creio que seja assim. Realmente a fé nunca pode ser dada por descontada, particularmente em nosso tempo em que “uma profunda crise de fé atingiu muitas pessoas” (PF 2). E dado que atravessar a Porta da fé (cf. Atos 14,27) “implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira”, que “tem início no batismo (cf. Rom 6,4) […] e está concluída com a passagem através da morte para a vida eterna”(PF 1), é necessário que em todo tempo e em toda circunstância da vida se faça verdade sobre nossa fé, a fim de que esta cresça dia a dia e possa “fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (PF 2). Precisamos ter a coragem de perguntar-nos: sou pessoa de fé ou um simples ateu praticante? Qual é o estado real de “saúde” da minha fé? Temos de ter também a lucidez necessária para dar uma resposta sincera e profunda a perguntas tão vitais como estas.
Penso de dizer a verdade ao afirmar que a crise de fé vivida dentro da Igreja, como muitas vezes denunciou o Papa, também é palpável entre nós. Ao afirmar isso não penso tanto numa fé teórica e conceitual, mas numa fé celebrada, vivida e confessada na vida quotidiana. Sem negar que a maior parte dos irmãos dão cotidianamente, sem holofotes, sem aplausos e sem grandes discursos, testemunho humilde de uma fé confessada, vivida e celebrada, permanecendo fiéis contra toda a esperança e fazendo de sua vida experiência do mistério pascal, também é verdade que o secularismo, entendido como um conjunto de atitudes hostis à fé e que afeta vastos setores da sociedade, pode ter entrado em nossas fraternidades e em nossas vidas; e que a queda do horizonte da eternidade e a redução do real à única dimensão terrena tem sobre a fé o efeito que tem a areia jogada sobre a chama: a sufoca e acaba por apagá-la. Creio que seja necessário, especialmente durante este Ano da fé, fazer uma parada, moratorium, para avaliar a nossa fé. Quanto são atuais as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, em 1989, afirmava: “a apostasia da idade moderna se funda sobre a queda de uma verificação da fé na vida dos cristãos.”
Fé é vida.
O Papa na sua catequese sobre a fé, no dia 17 de outubro de 2012, afirma: “Ter fé no Senhor não é um fato que interessa só à nossa inteligência, a área do saber intelectual, mas é uma mudança que envolve a vida, a totalidade de nós mesmos: sentimento, coração, inteligência,
vontade, corporeidade, emoções, relações humanas.” E nesta mesma ocasião o Papa Bento se pergunta: “A fé é verdadeiramente a força transformadora em nossa vida, em minha vida? Ou é só um dos elementos que fazem parte da existência, sem ser o determinante que a envolve totalmente?” É isto, meus queridos irmãos e irmãs, o que temos de perguntar-nos, porque a fé, longe de ser algo separado da vida, é a sua alma: “A fé cristã, operosa na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida; mais ainda, a torna plenamente humana” (Bento XVI, Audiência …). Não podemos falar de fé sem fazer referência à vida, porque é esta que a torna compreensível e atraente (cf. Sant 2, 1ss). Fé e vida se exigem reciprocamente, e uma sustenta a outra.
Por outro lado, sustentados pela fé, olhamos com confiança o nosso compromisso pela transformação das estruturas de pecado, esperando “novos céus e nova terra, onde habitará a justiça” (2P 3,13). Só unindo fé e vida, fé e compromisso em favor de uma sociedade mais em sintonia com os valores do Evangelho, seremos “sinais vivos da presença do Ressuscitado no mundo” (PF 15).
Com razão o Capítulo de 2006 nos dizia no documento final: “A fé implica tudo o que somos, […] A vida na fé é a verdadeira fonte da nossa alegria e da nossa esperança, do nosso seguimento a Jesus Cristo e do nosso testemunho para o mundo” (Sfc, 18). Fé e vida são inseparáveis.
São Boaventura, no Prólogo do Breviloquium, define a fé com três imagens que considero muito esclarecedoras em relação ao que estamos dizendo: “fundamentum stabiliens”, fundamento que dá estabilidade; “lucerna dirigens”, lâmpada que dirige; “ianua introducens”, porta que introduz. Enquanto fundamento, a fé é o que dá estabilidade à nossa vida; enquanto lâmpada, a fé é a luz que consente ver e indica a direção justa; enquanto porta, a fé é a que permite ir mais além e que introduz na comunhão com o Santo dos santos. A fé é a luz que nos permite alcançar e poder abrir a porta que nos introduz sem obstáculos no mundo de Deus, permitindo-nos caminhar segundo a Sua vontade.
A fé: graça e responsabilidade.
Crer supõe, acima de tudo, acolher um dom com o qual somos agraciados imerecidamente: o dom da fé.
“O Senhor lhe abrira o coração para que atendesse ao que Paulo dizia”, afirmam os Atos ao referir-se à Lídia (cf. Atos 16,14). Francisco assim o reconhece também em seu Testamento: “O Senhor me deu uma tão grande fé […] O Senhor me deu e me dá tanta fé…” (cf. Test 4.6). Para Francisco, e também para nós, tudo é graça (cf. Test 1.2.4.6.14.25), também a fé. Por isso a fé visa sempre atuar e transformar a pessoa a partir de dentro, visa a conversão da mente e do coração.
A fé, no entanto, é também compromisso pessoal para conservá-la e fazê-la crescer. Por isso Bento XVI nos propõe que durante este Ano da fé façamos “memória do dom precioso da fé” (PF 8). Já o santo Bispo de Hipona numa de suas homilias sobre a Redditio Symboli, a entrega do Credo, diz: “Vós o tendes recebido [o Credo], porém deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele” (S. Agostinho, Sermo 215, 1). A Igreja primitiva pedia que se aprendesse de memória o Credo (cf. PF 9), para conservar a fé e para recordar a própria condição de pessoas de fé. Este re-cordar, passar de novo pelo coração, não se limita ao passado, mas faz com que a fé entre no presente, qualificando a própria vida, e se abra ao futuro desenvolvendo-se, como cresce o grão de mostarda ( Mt 13,31). Assim o conteúdo do Credo, síntese de nossa fé, se faz história, se faz vida e se abre às mirabilia Dei, “obras admiráveis de Deus”, que o Senhor continua a operar em nós.
A fé é, pois, uma graça que devemos acolher com verdadeira e profunda gratidão, e uma responsabilidade que nos leva a tomar consciência dela, “para reavivá-la, para purificá-la, para confirmá-la e para confessá-la” (Paulo VI, Exortação Apostólica. Petrum et Paulum
Apostolos, 1967). A fé, se queremos que não se apague, perdendo assim a possibilidade de ser sal e luz em nosso mundo (cf. Mt 5,13-16), deve ser redescoberta constantemente (cf. PF 4), e vivida com alegria, de tal modo que possamos confessá-la, individual e comunitariamente, interior e exteriormente (cf. Petrum...) e celebrá-la na liturgia e em nossa vida cotidiana (cf. PF 8.9). A fé que me foi dada, me foi também confiada para que a conserve e a faça crescer. Com o coração se crê, e com a boca se faz a profissão de fé (cf. Rom 10,10). Acolhida e responsabilidade são inseparáveis.
A fé: adesão a Cristo e à Igreja.
Tentando sintetizar ao máximo, penso que a resposta à pergunta, o que é a fé?, seja adesão. Adesão cordial a uma pessoa, à pessoa de Cristo, e adesão gozosa aos conteúdos, os que a Igreja nos propõe no Credo e através do Magistério. A adesão à pessoa de Jesus Cristo, essencial na vida da pessoa crente, comporta um encontro pessoal com Jesus através de uma vida intensa de oração, de uma rica vida sacramental e da Leitura orante da Palavra.
Temos de ser muito conscientes de que no campo da fé jogamos tudo no encontro com a pessoa de Jesus. Sem este encontro nossa adesão será a uma idéia ou ideologia, nunca a uma pessoa ou a uma forma de vida. Por outro lado, a adesão aos conteúdos da fé que nos apresenta a Igreja comporta o conhecimento de tais conteúdos e uma reflexão profunda sobre eles, assim como uma visão de fé sobre a própria Igreja. Não se trata de professar “a minha fé”, mas de fazer minha a fé da Igreja, o que se traduz em obediência caritativa (cf. Adm 3,6) e em consentimento “com a inteligência e a vontade ao que propõe a Igreja” (PF 10; Dei Verbum 5; Dei Filius III). Faço meu o convite do último Sínodo para reanimar o nosso entusiasmo de pertencer à Igreja (cf. Instrumentum Laboris 87). Somente com este entusiasmo poderemos “restaurá-la”, como fez Francisco.
A fé conforme Francisco.
Enquanto Irmãos Menores ou seguidores de Francisco, é importante deter-nos, ainda que brevemente, sobre o caminho da fé de Francisco e as suas expressões. Tendo presente os seus Escritos, é fácil descobrir que a fé do Assisense é, acima de tudo, uma fé teologal, com
clara estrutura trinitária e cristocêntrica (cf. Ad 1; RnB 22,41-55; 23,11; LM 9,7). A sua experiência espiritual se caracteriza por uma relação de familiaridade com a Trindade. Além disso, algo que salta imediatamente à vista é que sua fé tem uma dimensão eclesial, superando assim a visão meramente individualista. Francisco, como a própria Igreja, nos ensina a dizer “creio”, “cremos” (cf. PF 9). No Testamento faz confissão da sua “fé nas igrejas e nos sacerdotes” (cf. Test 4-7). Esta “fé nas igrejas e nos sacerdotes” nos leva a compreender também outro aspecto digno de nota: a importância existencial da Igreja na vida da fé de Francisco; importância que não se deve à perfeição de seus membros, particularmente da hierarquia ou dos sacerdotes, mas ao fato que nela se pode encontrar a Cristo. Deus fala a Francisco na Igreja e através dela, também quando esta “é ameaçada de ruína” (cf. 2Cel 10-11; LTC 13), porque nela, também naquele tempo, está Cristo. Francisco nunca verá a Igreja, a Igreja Romana da qual fala, como uma ameaça para viver o Evangelho, nem sequer quando esta poderia ser uma igreja “ferida” e “pecadora”. “E não quero considerar neles o pecado – dirá falando dos sacerdotes-, porque vejo neles o Filho de Deus, e eles são meus senhores” (Test 9). Desde sua fé em Cristo, que se encontra na Igreja e que passa através da fé “nas igrejas e nos sacerdotes”, se compreende porque o Poverello tenha entregado a sua Forma de vida, revelada-lhe pelo Altíssimo (cf. Test 14), à aprovação da Igreja, e que na
Regra prometa “obediência e reverência ao senhor papa Honório e a seus sucessores canonicamente eleitos e à Igreja Romana” (RB 1,2). Nessa mesma ótica, se entende muito bem que peça a seus Irmãos que vivam segundo “a fé e a vida católica” e que isto seja uma condição para permanecer na Fraternidade (cf. RnB 19,1-2). Também é facilmente compreensível que a “fé católica” seja para São Francisco um dos critérios fundamentais do discernimento de um candidato (cf. RB 2,3), e a Igreja critério para a verdadeira fé (cf. T. Matura, Francesco parla di Dio, Milano 1992).
Uma penúltima anotação.
Em seu itinerário, “o mistério eucarístico constitui para Francisco o coração da vida de fé” (P. Martinelli, Dammi fede diritta, Porziuncula 2012), como aparece, entre outros muitos textos, na primeira Admoestação.
Diante deste mistério é necessário ativar os olhos do espírito ou os olhos da fé, uma expressão que já encontramos em Santo Agostinho, para evitar o ver segundo a carne e, como consequência, “não ver nem crer” (cf. Adm 1,8; C. Vaiani, Vedere e credere. L’esperienza cristiana di Francesco, Milano 2000). Finalmente, temos de recordar que para Francisco o mistério eucarístico está intimamente unido à Palavra, ao ponto de considerar esta segundo a mesma lógica da Eucaristia, e para a Palavra pede “veneração” (cf. Ord 34-37), porque nela se deve honrar “o Senhor” (cf. Ord 36). Atrás das palavras, Francisco “vê” a Palavra; nas palavras escuta a Palavra salvífica do Pai no momento presente (cf. 2Fi 34).
Como se pode ver, a fé de Francisco não é, em absoluto, una fé abstrata. Hoje se nos apresenta como uma testemunha de fé: a confessou, a professou, a celebrou e a testemunhou com a sua vida, em um ambiente nada fácil. O que nos está dizendo Francisco como confessor da fé? Que mudanças nos pede no que se refere à fé?
Conclusão
Queridos irmãos e queridas irmãs: muitas vezes se diz que o problema da Igreja são os “afastados”. Pessoalmente penso que não só eles são o problema, mas também os “de perto” podem ser um problema quando permanecem na soleira da “Porta da fé” sem nunca atravessá-la.
O Ano que estamos vivendo é um convite urgente para atravessar a Porta da fé, para considerar-nos peregrinos na noite, para colocar-nos em caminho para encontrar Aquele a quem nunca buscaríamos se não tivesse vindo antes a buscar-nos (cf. Santo Agostinho,
Confissões, 13,1). Como afirmou o Cardeal Martini, a fé é sempre “uma fé mendicante”, como aquela dos Magos, nunca uma fé “pré-fabricada”, como a dos escribas (cf. Mt 2,1ss). Paulo pede a seu discípulo Timóteo de “buscar a fé” (cf. 2Tm 2,22), com a mesma constância como quando era jovem (cf. 2Tm 3,15). Acolhamos este convite como dirigido a cada um de nós e aproveitemos este Ano de graça para “fazer memória do dom da fé” (PF 8).
Cristo ressuscitou! Sim, verdadeiramente ressuscitou!
Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs: Feliz Páscoa de Ressurreição! Feliz caminhada neste Ano da Fé!
Roma,
Vosso irmão, Ministro e servo
Fr. José Rodríguez Carballo, ofm
Ministro Geral, OFM

Fonte: franciscanos

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quarta-feira de Cinzas

Quarta-feira de Cinzas

Você sabe de onde vêm as cinzas que recebemos na Quarta-Feira de Cinzas?
Você acha que é papel queimado? graveto queimado? carvão triturado?
Se você não sabe, as cinza vêm dos ramos bentos do Domingo de Ramos do ano anterior.
................................................foto de Fabian Lewkowicz

Quando recebemos os ramos no Domingo de Ramos, os levamos para as nossas casas e as colocamos junto aos nossos crucifixos de parede e ou junto aos nossos oratórios, mas com o tempo eles secam. Quando secam, não devemos jogá-los fora, pois foram bentos pelo sacerdote. Por isso, devemos entregá-los na igreja para que sejam queimados e transformados em cinzas, a fim de serem usadas no dia de Quarta-Feira de Cinzas do ano seguinte.
No dia de Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis são marcados na testa com as cinzas em forma de cruz ou a recebem um pouco sobre as suas cabeças, quando o secerdote pronuncia a seguinte frase, à sua escolha: - "Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás!" ou "Convertei-vos e crede no Evangelho!"


Bem, agora ofereceremos um belo artigo de um frade franciscano para que todos possam compreender melhor o significado deste dia:

"Um pouco mais de um mês, e vai chegar a festa mais importante do ano, a celebração do acontecimento central e máximo de toda a história da humanidade. Está se aproximando a Páscoa. E porque ela é tão grande, merece uma preparação à altura. Começa nesta quarta-feira a nossa preparação para a Páscoa. E como inauguramos esta preparação? Colocando cinza sobre a nossa cabeça, como sinal de penitência, isto é, como sinal de que estamos dispostos a nos alinharmos no caminho de Deus com seu projeto de justiça e paz para todos. Além disso, passamos esse dia fazendo jejum, também como sinal de penitência. Serão então quarenta dias de preparação: Quaresma…
Quarta-feira de cinzas! Celebramos neste dia o mistério do Deus misericordioso que acolhe nossa penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais, pecadoras. Conversão que consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir a ele, viver segundo o ensinamento do Senhor Jesus. Numa palavra, trata-se de entrar no caminho pascal de Jesus. “Convertei-vos, e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz (cf. Mc 14,15). Esta palavra, a gente ouve, recebendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato somos pó! Mas não reduzidos a pó!…
A fé em Jesus ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Quando o ser humano reconhece sua condição de criatura realmente necessitada da ação de Deus, em Cristo e no Espírito, então Jesus Cristo faz brotar vida de nossa condição mortal. Reconhecer-se assim, é entrar numa atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida.
Esta páscoa, a gente vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola ou partilha de bens e gestos solidários, no espírito do Sermão da Montanha. Páscoa que celebramos na Eucaristia, pela qual aclamamos Deus como aquele que, acolhendo nossa penitência, corrige nossos vícios, eleva nossos sentimentos, fortifica nosso espírito fraterno e, assim, nos dá a graça de nos aproximarmos do seu jeito misericordioso de ser, e nos garante uma eterna recompensa. Por isso que o sacerdote, em nome de toda a assembléia, canta na Oração Eucarística: “Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso…, vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados […]
Pela penitência da Quaresma, vós corrigis nossos vícios, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e nos garantis uma eterna recompensa” (Prefácio da Quaresma III e IV). Junto com a oferta total de Cristo ao Pai, pelo Espírito Santo, na Liturgia eucarística, une-se também a oferta de nossa penitência quaresmal. E Deus, por sua vez, nos recompensa com o corpo entregue e o sangue derramado de seu Filho Jesus, na santa comunhão.
Que o Cristo pascal nos ajude, para que o nosso jejum seja realmente agradável a Deus e nos sirva de remédio para a cura dos nossos vícios. E assim possamos celebrar dignamente a santa Páscoa de Cristo e nossa Páscoa.
Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
1. Qual o sentido da Quarta-feira de cinzas na vida do cristão?
2. Por que a Igreja usa cinzas no início da preparação para a Páscoa?
3. Que é importante cultivar na comunidade e nas celebrações, no tempo da Quaresma?"

Fonte: (www.cnbb.org.br - autor: Frei José Ariovaldo da Silva, OFM - texto com uma pequena modificação)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A QUINTA-FEIRA SANTA


Iniciamos, nesta noite, com a missa da tarde da Ceia do Senhor o Tríduo pascal: a celebração da morte e da ressurreição do Senhor. Somos convidados a acompanhar Jesus nos momentos derradeiros de sua vida terrena e “revestir-nos dos mesmos sentimentos de Cristo” ao reviver os mistérios centrais de nossa fé
O centro da celebração da Quinta-Feira Santa é a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial e o novo mandamento do amor que Jesus deu aos seus discípulos.
São João, o autor do quarto evangelho, não narra a instituição da Eucaristia, provavelmente, porque os outros três evangelhos e São Paulo já o haviam feito e, além do mais, quando João escreveu o seu evangelho no final do primeiro século, a celebração da eucaristia já era corrente nas comunidades cristãs.
Sabemos pelos evangelhos sinóticos e pela primeira carta de Paulo aos coríntios que escutamos há pouco que, na noite, antes de sua Paixão, Jesus instituiu a Eucaristia. “O Senhor Jesus tomou o pão e depois de dar graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. Depois da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”.
Jesus instituiu a Eucaristia, que é o sacramento, o memorial perpétuo das maravilhas de Deus realizadas por seu Filho Jesus. Jesus dá um sentido totalmente novo a páscoa judaica que ele celebrou com os seus discípulos, na noite, antes de ser entregue. A Páscoa judaica, como escutamos na primeira leitura do livro do Êxodo, é o memorial, isto é, a atualização da libertação do povo de Israel da escravidão do Egito.
Na ceia, Jesus antecipa nos sinais do pão e do vinho o seu sacrifício e a entrega que ele fará no dia seguinte. O pão e o vinho são um sinal real e eficaz de Jesus que se entrega à morte para a salvação de todos num ato extremo de amor e de solidariedade para com a humanidade. É a nova e eterna aliança de Deus com a humanidade, selada no seu sangue.
Por duas vezes, Paulo cita as palavras de Jesus: “Fazei isto em memória de mim”. Jesus ordena, portanto, aos seus discípulos, constituindo-os sacerdotes do Novo Testamento e àqueles que na Igreja participariam ministerialmente do seu sacerdócio pela ordenação que repetissem essas suas palavras, esse seu gesto de geração em geração, até a sua volta.
Agradeçamos a Jesus a instituição da Eucaristia, memorial, atualização do sacrifício da cruz, presença salvífica de Jesus em nosso meio, alimento espiritual e garantia de vida eterna. Rezemos pelos nossos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais para que não nos falte santos qualificados e numerosos ministros para anunciar a Palavra de Deus, administrar os sacramentos e servir o povo de Deus.
No lugar da instituição da Eucaristia, São João narra a cena do Lava-pés.
Durante a ceia com seus discípulos, “Jesus levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. Participar da Eucaristia, comungar o corpo e o sangue de Cristo, é comprometer-se a fazer da própria vida uma entrega fraterna e solidária aos nossos irmãos, especialmente, aos mais necessitados, os enfermos, os pobres, as pessoas com deficiência, os anciãos, as crianças. É importante que ao procurarmos ajudar os outros, contribuamos para que aqueles que ajudamos sejam sujeitos de sua própria promoção e não só destinatários de mera assistência, de simples ajuda. Dessa forma, estaremos colaborando para a promoção das pessoas e evitando o perigo de continuar perpetuando a desigualdade social.
Dom Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo Metropolitano de Aparecida - SP

A FAMÍLIA CATÓLICA indica pesquisa no site Canto da Paz