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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

CONTO: RAPTADO PELOS CIGANOS

CONTO : Raptado pelos ciganos



Aconteceu na França, no ano de 1894.


Uma piedosa mãe rezava todas as manhãs com o seu filhinho uma linda oração ao Anjo da Guarda. À força de tanto a repetir, com as mãozinhas entre as mãos da mãe, apesar de contar só três anos e meio de idade, ele aprendeu-a de cor: “Querido Anjo, Anjo santo, tu és o meu guarda e estás sempre a meu lado. Diz ao Senhor que quero ser bom e que do seu alto trono me proteja. Guia-me sempre pelo bom caminho, com todos os meus queridos. Assim seja”.

Numa manhã de Abril desse ano de 1894 – faz agora 109 anos – meia hora depois de ter tomado o café da manhã, o rapazinho saiu para o campo, para brincar. Fazia cabriolas com o cachorrinho, quando por ali passou uma caravana de ciganos.

O habitual espetáculo : uma carroça desconjuntada, puxada por dois jumentos, um bando de mulheres despenteadas e com vestidos garridos até aos pés, crianças, dois homens, um a guiar a carroça, outro atrás, na porta, tudo num ambiente de miséria.

Uma cigana, ao ver aquela flor de criança no prado, começou a chamá-la, mansamente, mostrando uns rebuçados (doces, balas).

O menino aproximou-se e a cigana desceu do carro, continuou a distribuir doces. Quando já tinham deixado longe a povoação, agarrou-o e meteu-o dentro da carroça, e vá de correr pela estrada afora.

Ao ver-se no meio daquela gente desconhecida, o pequenito começou a berrar desesperadamente, mas era tarde demais. O homem, que ia à porta, tapou-lhe a boca com a mão e impôs-lhe silêncio, com a ameaça de lhe bater se não se calasse. A caravana andou de terra em terra, atravessando campos e povoações.

Depois dos primeiros dias de agonia, o pobre menino foi-se resignando com a sua triste sorte. Parecia já um autêntico ciganinho. A cara suja, os cabelos desgrenhados, a roupa esfarrapada e nos olhos uma saudosa tristeza. Os patrões ensinaram-lhe alguns exercícios e habilidades, e empregaram-no a pedir esmola, provocando com o seu encanto a compaixão do povo. Assim se passaram quatro longos anos.

O miúdo, agora um rapazinho de 7 anos, sentia que aquela não era a sua família. Lembrava-se da sua casa, do jardim, do cachorrinho com que brincava; sobretudo, não podia esquecer a sua querida mãe, que o apertava ao colo, lhe dava mil beijos, chamando-lhe “meu amorzinho”. Certo dia fugiu da caravana, correu, correu muito, pelos caminhos fora, até cair cansado na valeta da estrada. Passando por ali umas bondosas pessoas, recolheram-no e levaram-no para a cidade mais próxima, entregando-o na Esquadra da Polícia, onde lhe deram de comer e o deitaram para descansar e dormir.

Na dia seguinte, o Chefe da Polícia conversou amigavelmente com ele, para conhecer bem a sua situação.

Começou por suspeitar que uns pais sem coração o tivessem abandonado. Perante as respostas do petiz descartou esta hipótese.

– Como te chamas?

– Franz.

Aquele não podia ser um autêntico nome francês.

Por isso o Comandante insistiu:

– Franz e que mais?

– Só sei assim.

– E a tua mãe como te chamava?

– Meu filhinho, meu amorzinho!

– Donde és?

– Não sei.

Saído de casa aos três anos, não era de admirar que não se lembrasse de mais pormenores. Além disso, a sua vida de cigano tinha-o amedrontado e destroçado. A sua linguagem era vacilante, e o modo de se exprimir, lento e difícil.

– És capaz de dizer alguma coisa da tua mãe, antes de eles te terem apanhado?

– Só me lembro da minha mãe, do jardim e do cachorro. – E como era a tua mãe?

– Muito linda! Era a minha mamã.

– Como se chamava?

– Assim: mamã.

– E o teu pai, quem é? Como se chamava?

– Não sei.

Uma vez que todas as outras tentativas se tinham manifestado vãs, o Comandante começou a brincar com o pequenito, para ver se conseguia mais algum dado que o fizesse sair daquele círculo fechado: um jardim, um cachorro e as saudades da sua querida mãe.

Finalmente a uma pergunta do Comandante, o rapazito respondeu que se lembrava duma oração ao Anjo da Guarda, que a mãe lhe tinha ensinado e que ele próprio rezava muitas vezes, até na carroça dos ciganos.

– És capaz de a dizer agora?

– Sim.

– Gostaria de a ouvir. Vá, diz a oração!

O pequenito levantou-se, ergueu as mãos, olhou para o ar e começou:

– “Querido Anjo, Anjo santo tu és o meu guarda que sempre a meu lado...”

O Comandante e os outros polícias aproximaram-se, enquanto o petiz continuava firmemente a oração até ao fim: “...com todos os meus queridos. Assim seja”.

– Isto – declarou o Comandante para os colegas – pode ser pista que nos leve ao fim desejado. Voltando-se para o pequeno, disse-lhe:

– Bravo, meu rapaz! A tua oração é muito bonita. És capaz de repetir?

– Sim, eu sou.

E o Comandante deu esta ordem ao Secretário:

– Escreva tudo. Com a ajuda de Deus espero bom resultado.

A oração ficou escrita tal como a tinha ouvido. Entretanto, o pequeno foi entregue a gente de confiança para que o vestisse, alimentasse e procurasse colher mais algumas informações. Se, por ventura, as obtivessem, deveriam comunicá-las à Polícia.

Não havendo naquele tempo rádio, televisão ou telefone, o Chefe da Polícia valeu-se do único meio ao seu dispor: o telégrafo. E mandou telegramas para os principais jornais da França. A notícia apareceu com os poucos dados até então conseguidos e a transcrição de apenas metade da oração ao Anjo da Guarda. A segunda parte ficaria como prova para se conseguir saber quem eram na verdade os pais.

Numa povoação da região do Mosa, talvez avisada por outras pessoas ou, por graça de Deus, uma boa mulher veio a saber que nos jornais tinha aparecido a notícia do aparecimento dum rapazinho de sete anos, que sabia rezar uma desconhecida oração ao Anjo da Guarda, da qual se transcrevia uma parte. A boa senhora exultou de alegria: aquela era a oração que ela tinha ensinado tantas vezes ao seu filhinho desaparecido misteriosamente há quatro anos. Nossa Senhora tinha escutado as suas orações.

Apresentou-se na esquadra da Polícia e afirmou:

– O rapazinho encontrado é certamente o meu filho Eugênio.

– Vamos ver se é verdade – responderam os frios homens da lei, enquanto lhe pediram que dissesse a oração até ao fim.

Confrontando as palavras da mulher com a cópia inteira que todas as esquadras da Polícia tinham recebido, reconheceram que havia inteira coincidência, mesmo até às palavras finais, não publicadas nos jornais, mas recebidas na esquadras.

A prova era indubitável! A feliz mãe parte, para a terra onde se encontrava redivivo o filho de tantas orações. A mãe e o pequenino abraçaram-se alegremente. Rezaram mais uma vez a oração ao Anjo da Guarda, que tinha servido de pista para se encontrarem.

Ainda que pareça um romance, este caso aconteceu realmente. O rapto do petiz verificou-se em Abril de 1894 e o seu encontro, quatro anos mais tarde, em 1898. O pequeno chamava-se Eugène Loup (Eugénio Lobo), tendo sido apanhado pelos ciganos em Fains, povoação entre Reims e Nancy. O encontro com a mãe verificou-se na cidade Amiens.


Fonte: Revista “Cruzada” – Braga, Portugal – Outubro – 2002 – pgs. 273-276.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

HOJE: SANTO ANJO DA GUARDA


Santo Anjo da Guarda
Comemoração litúrgica: 02 de outubro.


A Igreja comemora, no dia 02 de Outubro, a festa dos Santos Anjos da Guarda. São eles espíritos celestes a quem Deus confiou a guarda e proteção dos homens. A cada ser humano, desde a hora de seu nascimento, foi confiado um Anjo da Guarda, que o acompanhará até o dia de sua morte, protegendo e assistindo não só contra os perigos temporais, mas especialmente contra os perigos espirituais. Embora o homem moderno procure desmistificar sua existência ou a sua permanência ao lado do homem como fiel companheiro, há provas evidentes e indiscutíveis nas Sagradas Escrituras sobre o seu ofício divino.
Devemos ao Santo Anjo um afeto todo especial e temos por obrigação amá-lo, honrá-lo e invocá-lo, pois é um grande amigo que temos e que vê incessantemente a face de Deus que está no Céu. Do berço até o túmulo, o Anjo da guarda vela por nós, nos defende e desvia das ciladas do demônio. "Como um leão, ruge ao nosso lado", o demônio procura de todas as formas afastar o homem do caminho da virtude. É o que nos afirma São Pedro em sua primeira carta, capítulo 5, versículos 8 e 9:
"Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós, como leão que ruge, buscando a quem possa devorar. 9. Resisti-lhe fortes na fé, cientes que vossos irmãos, espalhados pelo mundo, sofrem a mesma tribulação."

Com nossas próprias forças somente, jamais conseguiremos fazer frente ao demônio, que possui grande poder para perder, enganar e destruir as almas eternamente. Nas horas de perigo, o Santo Anjo nos incita à virtude, convida-nos à resistência e apresenta a Deus as nossas orações e nossas boas obras, apoiando-nos com sua intercessão. É preciso, portanto, que façamos a nossa parte, invocando-o incessantemente, consultando-o diariamente em todas as nossas ações.

Durante cada minuto de nossa existência, trava-se uma batalha tremenda entre o Anjo da Guarda e o demônio, cada qual usando de todos os meios possíveis, um para nos salvar, outro para nos perder. Uma batalha invisível aos nossos olhos, porém, real e verdadeiramente terrível. Foi pelo poder do Anjo mau que o pecado entrou no mundo. Foi o demônio quem persuadiu Adão e Eva a pecarem; toda a balbúrdia subseqüente àquela "sutil" desobediência à Deus, repercutiu de forma avassaladora no mundo. Assim, não é difícil decifrar a origem de toda maldade, corrupção, impurezas, guerras e todo o gênero de malignidade humana: São provenientes das nossas próprias opções, da nossa livre escolha em homologar as más inclinações que se nos fizeram presentes. Por maior que seja a tentação, a decisão final será exclusivamente nossa pelo exercício do livre arbítrio, que nos torna seres perfeitos para optar entre o bem o mal. Quem não acredita no Santo Anjo, certamente também não acredita no demônio. Sendo assim, torna-se o diabo uma presença insuspeita, onde suas emboscadas são duplamente perigosas.

As tentações do demônio vencem-se com vigilância, jejum, mortificação, oração e confiança à Santíssima Virgem e ao Anjo da Guarda. Nossa Senhora, preservada da mancha original, comanda toda a legião de Anjos do Céu e da Terra. Cumpre seu ofício divino na batalha para esmagar a cabeça de Satanás. Invocada pela Igreja universal como "Rainha dos Anjos", ouve as preces dirigidas ao nosso Anjo da Guarda e as apresenta a Deus.

Especialmente na hora do medo, da dúvida, da ira ou da tentação, lembremo-nos da oração que o filhinho aprende, já nos primeiros exercícios da fala: O Santo Anjo. Seja esta oração infantil nossa companheira inseparável nos momentos de tribulação. Desde o desabrochar da vida até o desenlace, poderosa espada no combate contra o mal:

ORAÇÃO AO SANTO ANJO
"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém".

ORAÇÃO À RAINHA DOS ANJOS

Augusta Rainha dos céus e senhora dos Anjos, Vós que desde o princípio recebeste de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás. Nós Vos pedimos humildemente, enviai vossas santas legiões, para que elas, sob o vosso poder e vossas ordens, persigam os infernais espíritos, combatendo-os por toda a parte, confundam sua audácia e os precipitem no abismo.
Quem como Deus, boa e terna Mãe, Vós sereis sempre o nosso amor e nossa esperança.
Ó Mãe de Deus, enviai os Santos Anjos para nos defender e repelir para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos, protegei-nos. Amém!

AO ANOITECER E AO AMANHECER

Ao anoitecer:
Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo. Nossa Senhora me cubra, com seu divino manto. Meu Anjo da Guarda, meu bom amiguinho, leve-me sempre para o bom caminho. Amém!

Ao amanhecer:
Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo. Ao despertar para um novo dia, fico com Deus e com a Virgem Maria. Amém!
Fonte: Páginas Oriente