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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Cracóvia: É uma alegria, honra e grande responsabilidade para nós

JMJ Cracóvia: É uma alegria, honra e grande responsabilidade para nós

Pronunciamento do Metropolitano de Cracóvia


Cracóvia,

É com grande alegria que recebi a mensagem anunciada hoje pelo Papa Francisco, de que a próxima Jornada Mundial da Juventude será realizada na Polônia no ano 2016. É uma alegria, honra e grande responsabilidade para nós. Será no mesmo ano em que celebraremos o 1050° ano do Batismo da Polônia.
Junto de toda a Igreja na Polônia, eu me regozijo pois o Papa Francisco aceitou o convite direcionado à ele pelas autoridades da República da Polônia e do Episcopado Polonês. Com isto, ele respondeu ao desejo de tantos jovens que há tempo desejam celebrar sua fé no país e na cidade de Karol Wojtyła, ele que desde a cidade de Cracóvia partiu em Outubro de 1978 para a Cidade Eterna, e quem, como Joao Paulo II, Bispo de Roma, constituiu as Jornadas Mundiais da Juventude.
Entre as diversas iniciativas pastorais de Joao Paulo II, as Jornadas Mundiais da Juventude sem dúvida tem sido de maior sucesso, abrangentes e frutuosas. O Santo Papa, desde o comeco, viu nos jovens "sentinalas da manhã(Isaías 21, 11-12), fazendo vigília ao amanhecer do Terceiro Milênio" (Tor Vergata, 19 August 2000).
Hoje, Polônia e Cracóvia abrem seus coracoes, para que em três anos possam acolher os jovens peregrinos sob a lideranca do Papa Francisco.
Nós estamos gratos ao Santo Papa pela sua decisao de visitar o país do Beato (que em pouco será Santo) Joao Paulo II, e esperamos ansiosos para fazer vigília com os "sentinelas da manha" nas festividades em Cracóvia.
Santo Papa Francisco, aguardamos ansiosos e com alegria a sua vinda e a chegada de  nossos jovens amigos.
Stanislaw Card. Dziwisz
Arcebispo Metropolitano de Cracóvia

Fonte: Zenit.org

CRACÓVIA: “Esperamos ansiosos para fazer vigília com os sentinelas da manhã”

 
“Esperamos ansiosos para fazer vigília com os sentinelas da manhã”

Cracóvia - Polônia
 
"A Polônia e Cracóvia abrem seus corações, para que em três anos possam acolher os jovens peregrinos sob a liderança do Papa Francisco."

As palavras do Arcebispo de Cracóvia, Dom Stanislaw Dziwisz, resumiram a alegria de saber que a cidade capital da Polônia sediará a próxima Jornada Mundial da Juventude. Entusiasmados, os jovens poloneses aguardam o início do próximo encontro com o Papa Francisco.
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Jovens poloneses comemoram o anúncio de Cracóvia como sede da
próxima Jornada Mundial da Juventude | Foto: Jonas Pavão

Dom Stanislaw enviou um pronunciamento ao Santo Padre sobre a escolha de sua Arquidiocese como sede da próxima Jornada.

"É uma alegria, honra e grande responsabilidade para nós. Será no mesmo ano em que celebraremos o 1050° ano do Batismo da Polônia. Junto de toda a Igreja na Polônia, eu me regozijo pois o Papa Francisco aceitou o convite direcionado a ele pelas autoridades da República da Polônia e do Episcopado Polonês", escreveu.
O Arcebispo de Cracóvia aproveitou para relatar a vontade dos jovens de Cracóvia, que desejavam "celebrar sua fé no país e na cidade de Karol Wojty?a", o Papa João Paulo II, criador da Jornada Mundial da Juventude.

Ainda na mensagem, o Cardeal Dom Stanislaw ressaltou as iniciativas pastorais do Beato João Paulo II, alegando que a JMJ tenha sido o evento de maior sucesso entre os jovens católicos do mundo: "O Santo Papa, desde o começo, viu nos jovens "sentinelas da manhã (Isaías 21, 11-12), fazendo vigília ao amanhecer do Terceiro Milênio" (Tor Vergata, 19 Agosto de 2000)."

"Hoje, Polônia e Cracóvia abrem seus corações, para que em três anos, possam acolher os jovens peregrinos sob a liderança do Papa Francisco", enfatizou.

No final do pronunciamento, Dom Stanislaw agradeceu o Santo Padre pela sua decisão de visitar o país do Papa João Paulo II, afirmando que todos o esperam para celebrar uma vigília com os "sentinelas da manhã", durante o evento da juventude, em Cracóvia:

"Santo Papa Francisco, aguardamos ansiosos e com alegria a sua vinda e a chegada de nossos jovens amigos", finalizou. (LMI)


Fonte:gaudiumpress.org

terça-feira, 23 de julho de 2013

JMJ - Abertura oficial

Aberta oficialmente a JMJ RIO 2013



Rio de Janeiro (RV) – A Jornada Mundial da Juventude, Rio 2013, foi aberta oficialmente nesta terça-feira na Praia de Copacabana, numa Missa presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. Sete Bispos auxiliares e cerca de 1.500 religiosos, entre Cardeais, Bispos e Sacerdotes acompanharam o Arcebispo na celebração. Uma mensagem do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, saudando os jovens, concluiu a celebração.

Um pouco antes do início da Celebração, foi anunciada oficialmente a Abertura da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Um belo espetáculo de luzes e cores, mas especialmente de jovens de todos os continentes presentes no palco, recebeu os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora), ao som do clássico hino Emanuel, da JMJ 2000, realizada em Roma.

A programação começou às 15h, com a acolhida de peregrinos de todo o mundo e apresentações artísticas, além de momentos de oração no palco montado na Praia de Copacabana. O “Coral Carioca JMJ”, formado por 100 músicos católicos das Paróquias da Arquidiocese do Rio, apresentou-se para o público. O Hino da JMJ também foi cantado em outros idiomas, por voluntários internacionais.

A Missa, que iniciou às 17hs50min, sob uma temperatura de 19°C, teve a Primeira Leitura feita em espanhol, o Salmo e o Evangelho em português e a Segunda Leitura em inglês. Dom Orani, após saudar os presentes, leu as intenções da missa, voltadas às diversas dificuldades e desafios vividos pelos jovens.

Na homilia, Dom Orani Tempesta recordou que “a Arquidiocese do Rio de Janeiro acolheu com responsabilidade a escolha feita pelo Papa Bento XVI, ao final da Missa de Madri em agosto de 2011”, a quem agradeceu a escolha e as orientações. Após acrescentou:

“No entanto, providencialmente, esta Jornada estava destinada a ser uma Jornada que, pela segunda vez, ao retornar à América Latina depois de 26 anos, pudesse ser o lugar de acolhida da primeira viagem apostólica do primeiro Papa latino-americano da história, o Papa Francisco, que veio para presidir este belo e importante momento da vida da Igreja nessas terras de São Sebastião. Nós o acolheremos solenemente aqui, nesse mesmo local, na próxima quinta-feira. O primeiro Papa latino-americano da história pisou como Sumo Pontífice o solo da América Latina neste Santuário Mundial da Juventude em que se transformou esta cidade nestes dias”.

Dom Orani salientou que nestes dias “o Rio se torna o centro da Igreja, viva e jovem” e que a felicidade do encontro de jovens de tantas partes do mundo “nos fortalece e nos convida a ir ao encontro dos demais jovens, a fazer-nos missionários em todas as nações. O melhor presente a darmos às outras pessoas é a presença de Cristo, que nos preenche e nos impulsiona a amar e a nos doar, sempre no diálogo fraterno”, disse o Arcebispo do Rio de Janeiro, acrescentando que “somos chamados a ser protagonistas de um mundo novo”.

Após meditar sobre as leituras propostas pela Liturgia, que remetem ao chamado de Mateus e onde somos chamados a ser apóstolos, Dom Orani observou que foi Jesus que “uniu a todos nesse cenário maravilhoso da praia que recebe este nome por causa da inicial devoção a Nossa Senhora de Copacabana, sob o Cristo Redentor com Seu abraço acolhedor”. E recordando o Ano da Fé, disse:

“O Mestre Jesus nos convida para um mergulho em águas profundas, as águas do nosso batismo. E este bonito encontro internacional está justamente no coração do Ano da fé, tempo propício para renovar nossos compromissos assumidos na comunidade cristã. Somos chamados a viver profundamente a fé nesse tempo plural e de tantos questionamentos, nessa mudança de época, mas com o entusiasmo e a coerência de quem se deixa conduzir pela ação do Espírito Santo”.

Dirigindo-se uma vez mais aos jovens, o Arcebispo do Rio disse que eles “são o presente esperançoso de uma sociedade que espera que sua crise de valores tenha uma solução. São chamados a formar uma nova geração que vive a fé e a transmite para a geração seguinte. Somos convidados a uma experiência de fé e dela sair revigorados” e recordou que “o primeiro peregrino, que já está entre nós, o Santo Padre, o Papa Francisco, se colocou conosco nesta caminhada e nos indicará caminhos durante estes dias”.

Após, exortou os jovens: “Temos muitas barreiras e injustiças para superar. Vamos construir pontes ao invés de muros e obstáculos. O mundo todo, através de vocês, presente nessa cidade precisa testemunhar a solidariedade, a partilha e a acolhida do amor de Cristo Redentor. É tempo de despertar confiança e esperança para que se transformem em atitudes para um amanhã de luz”.

Dom Orani confiou cada jovem a “Maria, de tantos nomes e invocações, e aqui no Brasil invocada com o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira principal, mas também Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora de Nazaré, foi e continua sendo a companheira e mãe de todos os jovens”.

Ao final da cerimônia, o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Stanislaw Rilko, saudou os jovens presentes nesta 28a edição da Jornada Mundial da Juventude.

Após, a cerimônia de lançamento do selo especial por ocasião da visita do Papa Francisco ao Brasil e show de bandas católicas. (JE)

Eis a íntegra da homilia de Dom Orani João Tempesta:

Queridos jovens!
Distintas autoridades eclesiásticas, civis e militares!
Todas nomeadas pelo protocolo inicial.
Amado Povo de Deus!

Estamos iniciando a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013! Sejam todos bem-vindos! Esta cidade maravilhosa tornou-se ainda mais bela com a presença de vocês! Uma grande alegria nos invade: vocês estão aqui! Vieram de todos os lugares da Terra! Durante estes dias, aqui será a casa de todos vocês! Vocês estão fazendo parte de nossa família neste belo e importante momento da história!
A todos que chegam cansados pela demora da viagem ou de caminhada: este tempo é de estar com o Senhor Jesus Cristo para viver como seu discípulo. Essa nossa experiência terá como consequência o entusiasmo missionário! Ir e fazer discípulos!
Esta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu com grande responsabilidade a escolha feita pelo Papa Bento XVI, hoje emérito, anunciada ao final da Missa em Madri em Agosto de 2011. Agradecemos a ele pela escolha e pelas orientações, pelo tema da JMJ e incentivo.
No entanto, providencialmente, esta Jornada estava destinada a ser uma Jornada que, pela segunda vez, ao retornar à América Latina depois de 26 anos, pudesse ser o lugar de acolhida da primeira viagem apostólica do primeiro Papa latino-americano da história, o Papa Francisco, que veio para presidir este belo e importante momento da vida da Igreja nessas terras de São Sebastião. Nós o acolheremos solenemente aqui, nesse mesmo local, na próxima quinta-feira. O primeiro Papa latino-americano da história pisou como Sumo Pontífice o solo da América Latina neste Santuário Mundial da Juventude em que se transformou esta cidade nestes dias.
Nesta semana, o Rio se torna o centro da Igreja, viva e jovem. Todos os caminhos para cá nos conduzem. Vocês vieram de diferentes partes do mundo para juntos partilharmos a fé e a alegria do discipulado. Essa felicidade nos fortalece e nos convida a ir ao encontro dos demais jovens, a fazer-nos missionários em todas as nações. O melhor presente a darmos às outras pessoas é a presença de Cristo, que nos preenche e nos impulsiona a amar e a nos doar, sempre no diálogo fraterno.
Aqui chegamos, também, depois de quase dois anos de peregrinação dos símbolos da JMJ pelo nosso país: a cruz da juventude e o ícone de Nossa Senhora que agora estarão presentes em nossos atos centrais. Quando esses símbolos nos foram entregues em Madri, na Espanha, em Agosto de 2011, a comoção tomou conta da juventude do nosso país que, com entusiasmo, acolheu-os em suas comunidades durante esse tempo.
Temos conosco, espalhadas pela cidade, muitas relíquias dos santos patronos e intercessores da JMJ, recordando que em todas as épocas e locais do mundo temos jovens que se santificaram. Estão conosco, também, parentes dessas pessoas que são exemplo de vida cristã e que rezam conosco pela juventude hodierna.
O entusiasmo juvenil por todos os cantos demonstram o rosto do jovem cristão, que procura unir o testemunho de uma vida autenticamente cristã com as consequências sociais do Evangelho.
Somos chamados a ser protagonistas de um mundo novo. Tenho certeza de que vocês farão isso em suas cidades e seus países. O mundo necessita de jovens como vocês!
Acabamos de ouvir o Evangelho no qual Jesus chama Mateus para o discipulado. E, ao chamá-lo, anuncia que Ele veio justamente para que os pecadores experimentem a misericórdia. Veio para nós que estamos entre os povos chamados à obediência da fé, conforme nos fala Paulo na carta aos Romanos. “Recebemos a graça da vocação para o Apostolado, nós que fomos chamados a ser discípulos de Jesus Cristo, amados de Deus e santos por vocação.
A primeira leitura, juntamente com o salmo, nos indica que a nossa resposta deve ser de prontidão, – dizendo: Eis-me aqui! Aqui estou! Fala que teu servo escuta! Pois viemos para fazer, com prazer, a vontade do Senhor (Sl 39/40).
É esta expressão bíblica que gostaríamos que estivesse nos lábios e corações de vocês hoje e sempre: Eis-nos aqui, Senhor! A exemplo de Mateus, também estamos prontos para as consequências do SIM a Deus, cheias de desafios e alegrias.
Foi a chamada d’Ele que nos uniu nesse cenário maravilhoso da praia que recebe este nome por causa da inicial devoção a Nossa Senhora de Copacabana, sob o Cristo Redentor com Seu abraço acolhedor. Este mar, a areia, a praia e a multidão fazem lembrar a vocação dos outros discípulos, além de Mateus. Esse cenário nos remete aos barcos deixados na praia por aqueles que foram chamados por Jesus para segui-lo. Hoje, também nós somos chamados para seguir a Cristo Ressuscitado.
O Mestre Jesus nos convida para um mergulho em águas profundas, as águas do nosso batismo. E este bonito encontro internacional está justamente no coração do Ano da fé, tempo propício para renovar nossos compromissos assumidos na comunidade cristã. Somos chamados a viver profundamente a fé nesse tempo plural e de tantos questionamentos, nessa mudança de época, mas com o entusiasmo e a coerência de quem se deixa conduzir pela ação do Espírito Santo.
Refletindo sobre a resposta de Mateus a Jesus, ouvimos que, quando nos levantamos para responder positivamente ao Mestre, Ele vem cear em nossa casa e transforma nossa vida. Para Samuel, na primeira leitura, o chamado parecia um sonho, mas com a ajuda de um companheiro ele conseguiu discernir que a voz era de Deus, era real. O caminho missionário exige discernimento, utopia, sonho, mas também do auxílio de alguém ao nosso lado que nos ajude a reconhecer a voz de Deus. Como Paulo, somos servos de Cristo, apóstolos por vocação e escolhidos para o evangelho de Deus!
Queridos jovens, nossa Arquidiocese sentiu-se chamada por Deus para acolher vocês. Todos nós respondemos assim como Samuel, Paulo e Mateus: Eis-nos aqui! Aqui estamos! Nossas paróquias, famílias, escolas, pastorais, associações, movimentos, grupos de serviços. As nossas casas são as vossas casas! Existe uma revolução de amor neste momento: o outro é Cristo para nós! O outro é nosso irmão! Que isso ressoe pelo mundo! Somos chamados a viver construindo um mundo de irmãos! Queremos que todos e cada um se sintam acolhidos no abraço de Cristo, que chama a todos para estarem com Ele na construção do Reino de Deus. Vamos juntos?
Cristo nos convida: venham, meus amigos! Vamos com Ele nas pegadas do sucessor de Pedro, do Vigário do Redentor peregrinar por este Rio, semeando fraternidade por onde passarmos. Que possamos ser arautos da paz e da concórdia, conclamando o mundo a viver a santidade que brota do Redentor do Homem.
E, ao redor do Mestre, junto com outros jovens discípulos vindos de todos os recantos dessa Terra, diremos “Senhor, como é bom estarmos aqui” (Mt 17,4).
Andem por esta cidade, testemunhem Jesus Cristo, comprometam-se com o mundo novo, contagiem a todos com a alegria e a paz de Cristo, como sentinelas da manhá, trabalhando na renovação do mundo à luz do plano de Deus.
Vivemos este tempo forte de peregrinação porque Jesus Cristo está vivo no meio de nós, nos dá o seu Espírito Santo, e nós somos chamados a viver esta realidade e transmiti-la aos outros de modo acessível e compreensível. Jesus Cristo é sempre atual, sobretudo para os jovens que buscam a verdade, a justiça e a paz –e só podem encontrá-las em Jesus Cristo.
Vocês, queridos jovens, são o presente esperançoso de uma sociedade que espera que sua crise de valores tenha uma solução. São chamados a formar uma nova geração que vive a fé e a transmite para a geração seguinte. Somos convidados a uma experiência de fé e dela sair revigorados! A participação na comunidade com entusiasmo será a oportunidade de, convivendo com os demais irmãos e irmãs, testemunharem que um outro mundo é possível! O primeiro peregrino, que já está entre nós, o Santo Padre, o Papa Francisco, se colocou conosco nesta caminhada e nos indicará caminhos durante estes dias. Queridos jovens: não tenham medo de abrir os seus corações para Cristo!
Temos muitas barreiras e injustiças para superar. Vamos construir pontes ao invés de muros e obstáculos. O mundo todo, através de vocês, presente nessa cidade precisa testemunhar a solidariedade, a partilha e a acolhida do amor de Cristo Redentor. É tempo é de despertar confiança e esperança que se transformem em atitudes para um amanhã de luz.
Maria, de tantos nomes e invocações, e aqui no Brasil invocada com o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira principal, mas também Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora de Nazaré, foi e continua sendo a companheira e mãe de todos os jovens. A ela confiamos cada um de vocês para que, acolhendo o Cristo que ela nos apresenta, caminhem pelo mundo como discípulos missonários da nova evangelização, sendo protagonistas de um mundo novo, como sentinelas da manhã despertando a esperança de um novo amanhecer: Cristo Ressuscitou e vai à nossa frente! O Espírito Santo nos iluminará em nossa vida e nos dará as luzes para que compreendamos a nossa missão de como conduzir as pessoas ao Pai.
Hoje, ao iniciarmos a Jornada, o Cristo Redentor nos diz “Venham, meus amigos!” Durante a Jornada aprenderemos a dizer “Fala, Senhor, que teu servo escuta”! E ouviremos cada vez mais o Senhor a nos dizer: “Sejam missionários”. “Ide e fazei discípulos entre as nações”! E todos nós responderemos: “Eis-nos aqui, Senhor, envia-nos!”

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Fonte Rádio Vaticano

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FESTA DA CRUZ DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

CARDEAL ODILO E A FESTA DA CRUZ DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE


Cidade do Vaticano, 16 set (RV)

- A Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro (JMJ Rio-2013) tem seu primeiro ato em São Paulo neste domingo, 18 de setembro de 2011. Um grande momento! A cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora serão acolhidos por uma multidão de jovens e não jovens num dia inteiro de festa, música, testemunhos sobre a JMJ Madrid-2011. O aeroporto do Campo de Marte, mais uma vez, será o palco de uma grande manifestação de fé, de irradiação da mensagem do Evangelho e de partida missionária para todo o Brasil. Foi lá também que, em maio de 2007, o Papa Bento XVI, celebrou a canonização de S.Antônio de Santana Galvão, o primeiro santo nascido em terras brasileiras.Sobre esse grande momento para a Igreja Católica no Brasil, nós conversamos com o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer. (SP)

Fonte: RV

segunda-feira, 21 de julho de 2008

JMJ - PAPA BENTO XVI: " QUANTAS SEMENTES BOAS"


Ao final da JMJ: “Quantas sementes boas”, constata Santo Padre
Pontífice encontrou-se com os organizadores e benfeitores do evento



SYDNEY, domingo, 20 de julho de 2008.
- Bento XVI está convencido de que a Jornada Mundial da Juventude de Sydney trará frutos inesperados para a evangelização.

“Quantas sementes boas foram semeadas nestes poucos dias”, confessou o pontífice na tarde deste domingo, ao reunir-se com os organizadores e benfeitores do evento, na catedral de Sydney.
O Papa, evidentemente satisfeito com estes dias de evangelização, quis encontrar-se com estas pessoas para expressar seu agradecimento, antes de regressar a Roma nesta segunda-feira.

“Quero agradecer-vos a todos e a cada um não só por tais sacrifícios mas ainda mais pela confiança que demonstrastes para com os nossos jovens e pela confiança na graça de Deus que atua nos seus corações”, disse o Papa.

“Rezemos para que o investimento, que muitos de vós depositaram neles, frutifique nas suas vidas em prol da vida da Igreja de Cristo e do futuro deste nosso mundo”, acrescentou.

“A vossa generosidade e o vosso sacrifício foram um contributo essencial, ainda que frequentemente escondido, para o bom sucesso desta Jornada Mundial da Juventude”, assegurou.

Por isso, desejou que “a alegria espiritual, a satisfação e a felicidade que todos experimentámos nestes dias, constituir uma fonte inexaurível de bênçãos para as vossas vidas”.


O Papa despede-se da Austrália no aeroporto de Sydney na manhã desta segunda-feira, pouco antes de embarcar no avião da companhia Quantas que o levará de regresso a Roma.
Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 16 de julho de 2008

JMJ - NEM TUDO É FESTA NA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE DE SYDNEY

DMJ: JOVENS INDIANOS ABANDONAM DELEGAÇÃO ANTES DE CHEGAR À AUSTRÁLIA
Sydney, 16 jul (RV)
– Nem tudo é festa entre os jovens inscritos para participar do Dia Mundial da Juventude de Sydney. A delegação indiana informou que 39 jovens não chegaram à cidade. Dos 220 inscritos, alguns indianos aproveitaram a escala na Nova Zelândia para se separar do grupo. Eles receberam o visto por um mês, mas não se apresentaram às famílias que lhes ofereceram abrigo. Para o padre jesuíta Cedric Prakash, "este episódio abala o prestígio da delegação indiana no DMJ". O departamento neozelandês está trabalhando em colaboração com a Igreja Católica local para tentar encontrar os jovens. Antes de abandonar a delegação, eles deixaram suas malas nos centros de acolhimento sem levar algum documento de identificação. A porta-voz da Igreja na Nova Zelândia, Lyndsay Freear, afirmou que se trata de um fato "extraordinário e grave" e que a Igreja não tem nenhum envolvimento com a fuga dos jovens. Ela faz votos de que o "gesto isolado de um pequeno grupo" não acabe por ofuscar as razões do encontro e a felicidade demonstrada por milhares de jovens.E ainda não acabou a odisséia dos jovens iraquianos. Depois da dificuldade para obter o visto, os jovens ainda não chegaram à Austrália. Eles estão em Cingapura, devido ao cancelamento do vôo que os levaria a Sydney. O padre caldeu Rayan P. Atto expressou sua desilusão com o cancelamento do vôo e não sabe se o grupo poderá prosseguir: "Deveríamos ser os últimos a chegar a Sydney, mas parece que seremos os ausentes. É realmente uma pena e não nos resta que esperar".Já em Sydney, as atividades são muitas à espera do encontro com Bento XVI.Esta manhã, tiveram início as catequeses em várias línguas dos bispos que acompanham os grupos de seus países. Também teve início hoje o Festival da Juventude, um evento para discutir os principais temas da atualidade, como o desenvolvimento sustentável, o meio ambiente, a sexualidade, a justiça social e o diálogo inter-religioso.A programação prevê um fórum com o arcebispo de Viena, Cardeal Christoph Schonborn, sobre criação e evolução; uma mesa-redonda sobre sexualidade com o teólogo Christopher West; e um debate sobre o diálogo inter-religioso com o núncio apostólico no Egito, Dom Michael Fitzgerald, o mufti Patel e o rabino Knoll. O Festival prevê ainda 450 mostras, concertos e debates: os mais seguidos pelos jovens são aqueles sobre a mulher, os Objetivos do Milênio e o tráfico de seres humanos. (BF)
Fonte:RV

JMJ - EVANGELIZAÇÃO ATRAVÉS DA MÚSICA


Música, linguagem universal da evangelização.
Falam os músicos do Festival da Jornada Mundial da Juventude


Orquestra e Coro dos Arautos do Evangelho
Por Catherine Smibert
SYDNEY, terça-feira, 15 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Após a Missa de inauguração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), 150 mil peregrinos foram convidados a um festival de música e oração com uma série de artistas populares.
As atuações incluíram artistas de primeira linha, tal como Tap Dogs, Fire Dancers, The Australian Girls Choir, os nacionalmente aclamados cantores do tema da JMJ, Guy Sebastian, Gary Pinto e Paulini Curuenavuli.
Os organizadores da JMJ insistem em que a música contemporânea com sabor católico desempenha um papel chave para transmitir as mensagens.
O cantor Paulini, que atuou com sua banda, explica à Zenit por que é assim: «A música é algo que todos amam e que nos faz estar juntos».
Os compositores da canção do tema oficial da JMJ estão de acordo. Guy Sebastian e Gary Pinto disseram à Zenit que é uma honra ser testemunhas da força do Evangelho quando é apresentado em forma de canção.
Sebastian, vencedor do Australian Idol (popular concurso musical) espera que a canção «ajude a fundamentar a mensagem deste maravilhoso evento nos corações das pessoas» e que «mediante o canto de ‘Aleluia, recebe a força’, os jovens saibam que não fazemos isso só por nossos talentos, mas pela força de Deus... Nada é impossível para o Espírito Santo».
Gary anima todos os jovens músicos católicos e artistas para assegurar-lhes que, como músicos, «estão ao serviço vocacional da beleza. Que maior beleza podemos oferecer às pessoas que a de Deus? É tão humilde e espiritualmente gratificante ser capaz de devolver os dons que recebemos d’Ele...».
E outros grupos responderam ao chamado, não só os grandes nomes.
A banda Emmanuel Worship é um grupo de músicos de Brisbane, Queensland, que interpretou sua música em um encontro especial e em reuniões juvenis, sejam litúrgicas ou punk rock.
O grupo se comprometeu na difusão da mensagem da JMJ em toda a Austrália, através da animação de uma série de eventos com a peregrinação da Cruz dos jovens e o ícone de Nossa Senhora.
Patrick Keady, tecladista e compositor do grupo Emmanuel Worship, explica à Zenit: «Com a música, o que estamos tentando fazer é comunicar uma mensagem antiga, que parecia morta, mas que não está; é fresca, viva e vibrante».
«A música é uma linguagem universal que todos captam. Quando se fala esta linguagem se está prestando um serviço à transição da antiga à nova geração, que precisa ter acesso e ocupar seu lugar na história. E o faz de uma forma que eles compreendem.»
Como bandas de música cristã que produzem sons similares ao da cultura pop, buscam aproveitar estilos particulares de música que ajudem os jovens a fazerem uma experiência de Jesus.
«O ponto inicial definitivamente tem de ser uma relação pessoal com Jesus», reconhece Bernard Drumm, de 23 anos, guitarrista de outro dos grupos presentes em Sydney, Mass Revival.
Estas duas bandas cristãs, como católicas, também procuram que seu público descubra outro rosto do catolicismo.
«Muitos jovens católicos cresceram com muitos mal-entendidos sobre a Igreja e seus ensinamentos – disse Drumm, seminarista. Pensam que algo de ontem não tem nada a ver com o hoje.»
«Como católicos – acrescenta –, parece que gastamos um monte de tempo defendendo nossas crenças e tentando explicá-las, ao invés de permitir que a alegria que encontramos nisso inspire o coração dos demais, de maneira que possam começar sua própria busca dessa Verdade que é a fonte de nossa alegria.»
Michael Campbell, do grupo Mass Revival, pensa que «a experiência de compartilhar que a música proporciona é representativa do que existe aqui, na Jornada Mundial da Juventude, onde há tantos jovens de diferentes culturas e línguas que vêm juntos, cantando e dançando no Senhor».
O vocalista de Mass Revival, Daniel Foster, acrescenta: «A Jornada Mundial da Juventude destaca que todos são parte de uma grande Igreja. Este evento mostra que somos uma Igreja que se preocupa com os jovens na Austrália, e inclusive os não-católicos verão que isso vale a pena».
«Assim, cada um de nossos músicos e artistas utiliza seus dons em união com o Espírito Santo. Em nome de Deus e por sua ação lhe pedimos que se sirva de nós para ajudar a revitalizar a nossa Igreja, aqui, nesta grande terra sulista, e no mundo inteiro.»
Fonte: ZENIT.org

JMJ - HISTÓRIA INÉDITA DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - JMJ

História inédita da Jornada Mundial da Juventude
Narrada por um de seus criadores, o Cardeal Cordes
Cardeal Paul Josef Cordes

ROMA, terça-feira, 15 de julho de 2008.
- Quando em 1983 pensou-se em convocar uma Jornada Mundial da Juventude, no Vaticano isso parecia uma idéia descabida, impossível de se realizar. Hoje, como demonstra Sydney, o evento converteu-se em um dos acontecimentos evangelizadores mais importantes para a Igreja.
O cardeal Paul Josef Cordes, hoje presidente do Conselho Pontifício «Cor Unum», naquele momento vice-presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, narrou a história inédita da Jornada Mundial da Juventude, ao se celebrarem os 25 anos do Centro Internacional Juvenil San Lorenzo, dependente da Santa Sé, em 15 de março passado.

* * *
A idéia de criar a Jornada Mundial da Juventude nasceu no Ano Santo extraordinário 1983/84. A cidade eterna foi invadida por associações, sociedades, irmandades e grupos de todos os tipos. Um dos voluntários do Centro Internacional Juvenil San Lorenzo (criado por João Paulo II há 25 anos), pe. Massimo Camisasca, de «Comunhão e Libertação», perguntou: «Por que, neste Ano Santo, não fazemos também um encontro internacional da juventude?».
Respondi: «A idéia é interessante; mas quem poderá organizar este evento?».
Parecia-me evidente que um assunto semelhante excedia completamente as possibilidades do Conselho Pontifício para os Leigos. E que teria podido consegui-lo apenas com a condição de que se empenhassem na idéia todas as novas iniciativas espirituais que colaboravam no Centro. Nós os reunimos e fomos capazes de arrancar-lhes sua disponibilidade, contra o parecer de alguns dentre os dirigentes mais velhos, que, devido a suas péssimas experiências em uma reunião análoga celebrada no Ano Santo de 1975, suscitaram muitas reservas. Mas - graças a Deus - os céticos não conseguiram apagar a serenidade e o necessário impulso juvenil dos demais.
Quanto mais se aproximava a primeira Jornada da Juventude, tanto mais forte se manifestavam as resistências externas. De algumas dioceses que havíamos convidado, chegavam comentários críticos, como: «Não é competência do Vaticano ocupar-se de nossos jovens».
O prefeito (comunista) de Roma cancelou de última hora autorizações já concedidas, de maneira que não foi possível preparar o previsto acampamento no parque Pineta Sacchetti de Roma nem instalar ali os alojamentos designados. Aos ecologistas se associaram jornalistas para dar o alarme sobre a imediata devastação de jardins e áreas públicas da cidade. Apareceram artigos de jornal com títulos do tipo «Chegam os Hunos». E, contudo, apesar de nossa total inexperiência quanto a megareuniões desse tipo, e a pesar dos obstáculos, o grande encontro foi um êxito triunfal.
Algo assim como trezentos mil jovens acolheram o convite do Papa e no Domingo de Ramos participaram da eucaristia na Praça de São Pedro. A massa de estrangeiros era muito superior à esperada, e contudo se desenvolveu de modo tão ordenado e exemplar que assombrou o mundo inteiro.
O nonagenário Cardeal decano Carlo Confalonieri, que havia acompanhado algumas fases da festa juvenil do terraço da basílica vaticana, observou: «Nem sequer os romanos mais velhos podem recordar algo semelhante».
No Conselho para os Leigos desgastamos até a última de nossas forças físicas. Durante meio ano não tivemos em mente outra coisa que não fosse a Jornada da Juventude. Havíamos deixado todo o resto de lado. Acreditamos nela e quisemos organizá-la com todas as nossas forças; de fato, havíamos pagado nossa dívida com a juventude mundial.
Evidentemente, o Papa João Paulo II pensava de outro modo. Pouco antes das férias veraneias, ele nos disse: «O ano próximo foi proclamado pela ONU o Ano da Juventude. Não seria o caso de convidar novamente a Roma a juventude do mundo?».
Ao ouvir a proposta, é compreensível que nosso entusiasmo fosse muito contido. Restava muito pouco tempo para os preparativos, já que a pausa das férias com os dois meses de interrupção estava às portas, e a data a fixar seria de novo o Domingo de Ramos. Sem dizer que não podíamos mais uma vez, durante meio ano, pretender o empenho de grupos do Centro Juvenil para uma nova JMJ.
Por outro lado, devíamos dizer sim ao Papa, sobretudo porque é o Papa, e logo porque havíamos visto em primeira pessoa que a primeira Jornada da Juventude tinha marcado um grande impulso de fé para muitíssimos jovens. Nossa boa disposição à obediência encontrou logo um eco inesperado, que nos tirou muitas preocupações: Chiara Lubich, a fundadora dos Focolares, pôs à nossa disposição todas as forças de seu movimento, de modo que pudemos nos apoiar em uma organização já montada.
Pela segunda vez, a participação dos jovens foi oceânica: na liturgia de encerramento diante da basílica de Latrão se contaram cerca de duzentas e cinqüenta mil pessoas. No Conselho para os Leigos tínhamos querido encerrar por um pouco o capítulo «juventude», mas nos incumbiam muitas outras obrigações.
Na Segunda-Feira Santa, ao limite da extenuação, escapei para a Alemanha para poder finalmente dormir e recuperar-me um pouco do cansaço.
No Domingo de Páscoa acompanhei a transmissão televisiva da liturgia na Praça de São Pedro. A homilia do então jovem Papa me entusiasmou. Mas uma passagem me irritou: com muitíssima energia o Papa disse esta frase: «Encontrei-me no domingo passado com centenas de milhares de jovens e tenho impressa na alma a imagem festiva de seu entusiasmo. Desejando que esta maravilhosa experiência possa repetir-se nos anos futuros, dando origem à Jornada Mundial da Juventude no Domingo de Ramos...». O Santo Padre havia tomado gosto e havia instaurado uma prática nova na Igreja Católica.
Assim começou a celebração da Jornada da Juventude, que tocou diferentes países do planeta, alternando reuniões internacionais com as realizadas nas igrejas locais. Inaugurou-a Buenos Aires, na Argentina. Seguiram Espanha, Estados Unidos, Europa e Ásia. De especial destaque foram o encontro de Paris e o de Roma, este durante o Ano Santo de 2000. O cume numérico foi nas Filipinas, onde se reuniram cerca de quatro milhões de pessoas na festa. Os meios de comunicação estiveram de acordo em comentar que a família dos povos não havia assistido nunca a um evento no qual houvesse participado - voluntariamente com grandíssima alegria - uma multidão tão grande de pessoas.
Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 15 de julho de 2008

JMJ - CARDEAL-ARCEBISPO DE SYDNEY DA INÍCIO AO JMJ


CARDEAL-ARCEBISPO DE SYDNEY DÁ INÍCIO OFICIAL AO DMJ COM UMA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
Sydney, 15 jul (RV)
- Enquanto o Santo Padre descansa na residência do Opus Dei, a 25 km. de Sydney, pelo segundo dia consecutivo, os jovens do mundo inteiro entram em cheio em suas atividades preparatórias para o encontro com o Papa.Assim, hoje, teve início, oficialmente, o XXIII DMJ com a celebração da Missa, presidida pelo cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, no porto de Barangaroo, baía e coração da cidade. Neste mesmo lugar, depois de amanhã, os jovens darão as boas-vindas ao Papa Bento XVI.Participaram da Santa Missa inaugural 26 Cardeais, 400 bispos, cerca de 4 mil sacerdotes, e os milhares de jovens provenientes de 170 países dos cinco continentes.
Em sua homilia, na Missa inaugural do DMJ, o Cardeal George Pell disse aos de modo especial aos jovens presentes: “Não passem a vida sem tomar posição, pensando que é melhor não fazer escolhas, porque é cumprindo os compromissos que vocês poderão viver em plenitude.
A felicidade, disse ainda, consiste em cumprir sempre os próprios deveres e obrigações, mesmo nas pequenas coisas, de modo que podemos preparar-nos para enfrentar compromissos cada vez maiores”.
“Ser discípulos de Cristo, afirmou o Cardeal Pell, exige disciplina, sobretudo, autodisciplina e domínio de si, necessário para fazer desabrochar o amor encerrado em seus corações” e concluiu: “Espero que, com a força do Espírito Santo, vocês possam fazer parte do grande exército dos santos, que enriqueceu a história da humanidade, por gerações e gerações".
Estes dias passarão rapidamente e, depois, deveremos voltar a enfrentar a nossa realidade quotidiana. Por certo período, alguns de vocês se confrontarão com uma vida amorfa e decepcionante. Porém, não se separem de Deus amoroso e do seu Filho Jesus”.

No entanto, durante estes dias, os jovens estão se preparando espiritualmente para o momento culminante do DMJ: o encontro com o Papa na vigília de Oração, no sábado, e na celebração da Santa Missa conclusiva do evento, no domingo.
Entre as várias atividades, nestes dias, os jovens estão participando, em grupos lingüísticos, de uma série de catequeses, que foram confiadas aos bispos das Igrejas locais.
A propósito, eis o que um dos bispos brasileiros, participantes no DMJ, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, auxiliar de Campo Grande (MS) e representante da CNBB, nos disse sobre tais catequeses: Dom Eduardo nos fala também como está sendo a expectativa dos jovens para o encontro com o Papa e, em geral, deste DMJ: Neste início oficial do XXIII DMJ, recordamos que Bento XVI é o terceiro Papa que visita a Austrália. O primeiro foi Paulo VI, em 1970; o segundo foi João Paulo II, em 1986 e 1995, ano em que beatificou a primeira australiana, a religiosa Mary Mackillop. E, agora, Bento XVI, para este grande evento eclesial do DMJ.
Recordamos ainda que os Dias Mundiais da Juventude foram instituídos por João Paulo II, em 1985, no Ano Internacional da Juventude; são celebrados a cada dois ou três anos, em cidades de continentes diferentes; contam com a presença do Papa e com a participação de jovens do mundo inteiro.
Nos anos intermediários, os DMJ são celebrados em nível diocesano, no Domingo de Ramos, nas Igrejas particulares do mundo. Para cada evento, o Papa propõe um tema. Em vista do DMJ, propriamente dito, na presença do Papa, os jovens se preparam com “Jornadas” de catequeses, orações, Missas, momentos de festa, encontros e cantos, em suas respectivas línguas.
O DMJ foi celebrado, pela primeira vez, em Roma, no Domingo de Ramos de 1986. A seguir, em 1987, os jovens foram convocados por JPII a Buenos Aires, na Argentina. Dois anos depois, em 1989, na cidade espanhola de Santiago de Compostela; em 1991, na cidade polonesa de Czestochowa; em 1993, na cidade norte-americana de Denver; em 1995, em Manila, nas Filipinas; em 1997, em Paris, na França; Em 2000, por ocasião do Grande Jubileu o DMJ realizou-se novamente em Roma; em 2002, em Toronto, no Canadá, o último evento juvenil presidido por JPII; em agosto de 2005, em Colônia, na Alemanha, Bento XVI presidiu ao XX DMJ, em memória do falecido Papa JPII.
Agora, em 2008, Bento XVI preside ao segundo DMJ de seu Pontificado, no distante país da Austrália.
Enquanto os jovens aguardam o primeiro encontro com o Papa, em terras australianas, depois de amanhã, dia 17, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, nos fala da permanência de Bento XVI na residência do Opus Dei, a 25 quilômetros da cidade de Sydney, onde está descansando e se adaptando ao grande fuso horário:
“O Papa iniciou com a celebração da Missa, da qual participaram, naturalmente, os funcionários da residência e seus dois secretários; depois do café da manhã, o Santo Padre fez um pequeno passeio a pé e, durante o resto da manhã, se dedicou à leitura, à oração e à revisão dos textos dos discursos que deverá pronunciar nestes dias”. (MT)
Fonte: RV

segunda-feira, 14 de julho de 2008

JMJ - JUVENTUDE É RECONHECIDA NA IGREJA

JMJ proclama que juventude é reconhecida na Igreja
Afirma um bispo brasileiro ‘catequista’ em Sydney

BRASÍLIA,
- Um dos bispos brasileiros que orientará as catequeses em língua portuguesa na Jornada Mundial da Juventude de Sydney considera que o evento é um sinal de reconhecimento dos jovens no seio da Igreja.
Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (Mato Grosso do Sul), é o assessor nacional do Setor de Juventude da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Ele representará o episcopado brasileiro nas catequeses da Jornada, ao lado do arcebispo de Curitiba, Dom Moacir Vitti.
Em entrevista ao Site JMJ Brasil, Dom Eduardo, que participa pela primeira vez de uma Jornada, afirma que pretende «aproveitar bem deste rico momento que Deus estará me proporcionando para o meu crescimento espiritual e pastoral».
«Espero poder saborear cada instante e, aberto à ação do Espírito Santo, conhecer mais os jovens de nosso tempo, presentes em todas as partes do mundo.»
O bispo disse esperar também «fortalecer, com minha oração, fala e presença, esta nossa Igreja que tem estado atenta ao universo juvenil, tão desafiado por esta 'mudança de época'».
«Desde o investimento num evento grandioso como a Jornada, quanto a preocupação em organizar pequenas atividades em nossas comunidades 'com' e 'para' os jovens, a Igreja proclama bem alto que a juventude é querida e reconhecida na dinâmica eclesial», afirmou Dom Eduardo.
Fonte: ZENIT.org

domingo, 13 de julho de 2008

JMJ - EM SYDNEY OS PEREGRINOS CHEGAM COM O CORAÇÃO REPLETO DE CRISTO

Peregrinos chegam a Sydney com coração repleto de Cristo
Atividades envolventes nas dioceses australianas
Por Catherine Smibert
SYDNEY, domingo, 13 de julho de 2008.
- Nas 28 dioceses da Austrália existem tantas lágrimas e aclamações quanto peregrinos se preparando para seu destino final na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Sydney.
Mais de 100.000 peregrinos estrangeiros chegaram à Austrália na última semana para os Dias na Diocese, experimentando a verdadeira vida, cultura, fé e diversão na Austrália, em preparação para sua semana junto a Bento XVI em Sydney para a JMJ.
Os eventos com os jovens começarão na quarta-feira e terminarão no próximo domingo, com uma missa campal no hipódromo de Randwick. Os organizadores disseram que esperam 500.000 pessoas no evento de encerramento da JMJ.
Em Melbourne, a maior diocese da Austrália, 30.000 jovens peregrinos se reuniram no Teltra Dome para a missa de envio. Os organizadores instalaram luzes especiais no estádio para simular a sensação de estar dentro de uma Igreja repleta de luzes entrando pelos vitrais.
O altar foi posicionado no centro de uma enorme cruz azul contornada de vermelho na superfície do estádio.
O arcebispo Denis Hart, de Melbourne, presidiu a missa, auxiliado por dois cardeais e um grande número de bispos e arcebispos, e mais de 600 sacerdotes que distribuíram a comunhão no estádio.
O arcebispo Hart falou aos peregrinos que sua bondade e entusiasmo mostram Deus em ação na Igreja, especialmente entre os jovens.
Perth diz sim
Na diocese australiana ocidental de Perth, os jovens se comprometem em mudar o mundo através de seu amor a Cristo nos últimos momentos dos Dias na Diocese lá.
Com mais de 110 sacerdotes e 10 bispos de várias partes do mundo presentes no sábado na missa de envio, o arcebispo Barry hickey fez aos mais de 4.000 jovens a mesma pergunta que Jesus fez a Pedro: «Você me ama?».
A resposta que ressoou foi «sim».
O arcebispo Hickey chamou os jovens de Perth e os de outros países lá presentes a evangelizarem outros jovens através de seu amor a Cristo.
Ele disse que quando Jesus pediu a Pedro que fosse seu apóstolo, ele não perguntou «Você fala bem ou é bom em finanças?». Ele perguntou «Você me ama?».
Em um discurso emocionante, que deixou muitos peregrinos em lágrimas, o arcebispo Hickey disse que muitos jovens de hoje se sentem vazios demais, e preenchem o espaço com o sexo fora do casamento, com posses materiais, como o último modelo de celular ou a televisão flat-screen.
Ele disse que isso não traz liberdade, somente escravidão. A única coisa que pode preencher seus corações, disse, é Cristo – e jovens católicos podem ajudar outros jovens a encontrá-lo.
Os jovens peregrinos viajarão mais de 3.000 quilômetros até Sydney para viver a Jornada Mundial da Juventude.
Fonte: ZENIT.org

JMJ - JOVENS PEREGRINOS EM FESTA


Festa dos jovens peregrinos nas dioceses australianas
Atividades culturais e festivas dão as boas-vindas aos participantes da JMJ


SYDNEY,
- As dioceses australianas começam a dar as boas-vindas aos milhares de jovens peregrinos dos cinco continentes, durante os dias que precedem a chegada de Bento XVI e o começo da Jornada Mundial da Juventude.

Os jovens peregrinos começaram a chegar ao país e estão sendo objeto da hospitalidade dos católicos australianos.

Assim, segundo informam os organizadores da JMJ, cerca de 2 mil peregrinos procedentes de 20 nações, entre elas os Estados Unidos, Itália, Alemanha, Inglaterra, França, Polônia, Síria, Letônia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Colômbia e Brasil, serão alojados ao longo da diocese de Wollongong, em Nova Gales do Sul. Nesta diocese, organizaram uma série de atividades, entre elas, 40 stands de comida e objetos locais australianos, competições amistosas, maquiagem e globos, arte e bailes indígenas, demonstrações de tosquia e manejo do chicote, exibição de coalas e cangurus, assim como um número de cricket, rugby e futebol australiano.

A diocese de Parramatta organizou uma excursão em ferry pelo Sydney Harbor Bridge e outra a pé pelas Blue Mountains, com os peregrinos poloneses que acolheu. A diocese de Wilcannia-Forbes, que acolheu peregrinos procedentes de Idaho e da St Louis University (Estados Unidos), assim como da Alemanha, Rússia, Canadá e França, organizou uma visita a fazenda da Alpaca, onde está previsto um churrasco de salsichas.

Em Melbourne, ao sul do estado de Victoria, foram acolhidos 22 mil peregrinos, entre eles os espanhóis, aos que se unirão 18 mil jovens australianos de todo o país. Lá serão acolhidos também os jovens que viajarão desde as dioceses espanholas. Entre eles, encontra-se a Juventude Oblata, com 850 peregrinos de 38 países, e os únicos jovens que virão de Turcomenistão.

Também se celebrará uma Eucaristia de envio para 50 mil peregrinos no Telstra Dome. Em Ballarat (Victoria) serão acolhidos 130 peregrinos da Irlanda, Timor Leste, Portugal, Canadá, Estados Unidos e Macau, e serão convidados a participar das festividades locais.

Na cidade de Brisbane (ao norte de Sydney, no estado de Quensland) se esperam 10 mil peregrinos de 40 países, especialmente os grupos procedentes dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália e França.

Em Darwin (território do Norte) se hospedarão 600 peregrinos, entre eles um grupo grande do Timor Leste, acompanhados por seu bispo. Estes participarão de procissões por toda a cidade e participarão de atividades relacionadas com a cultura e a arte indígenas.

Em Perth (Oeste da Austrália) se habilitaram grandes barracas para acolher cerca de 600 peregrinos, para os quais se organizaram festas, música e momentos de oração na esplanada central.
Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Jornada Mundial da Juventude se aproxima

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) se aproxima.
O evento acontecerá em Sidney, na Austrália, de 15 a 20 de julho deste ano. Com o tema "Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minhas testemunhas", a jornada pretende reunir milhares de jovens que participarão de catequeses, festival da juventude, vigília e missa com o Papa Bento XVI.De acordo com a programação do evento, a missa de abertura será presidida pelo arcebispo de Sidney, cardeal George Pell, no Barangaroo. No primeiro dia de encontro, os jovens já poderão apreciar o Festival da Juventude, que consistirá na apresentação de várias manifestações artísticas, religiosas e espirituais dos jovens de todo o mundo. O Festival acontecerá em diversos lugares de Sidney, nos períodos vespertino e noturno, do dia 15 ao dia 18, dado que no dia 19, terá início a vigília com o Papa.
Os dias 16, 17 e 18 serão marcados por sessões de catequeses, divididas por idiomas e orientadas por bispos de diversos países. Esses três dias são considerados um Tríduo de preparação para a vigília e a missa com o Papa. O Tríduo enfocará a importância do Sacramento da Reconciliação.
A chegada do Papa Bento XVI a Sidney está prevista para o dia 17, à tarde, no Porto da cidade. De lá, o Pontífice seguirá para uma cerimônia solene de acolhida, no centro de Sidney.
Consta na programação também a Via Crucis, que será realizada no dia 18, à tarde, nas ruas de Sidney e ao longo da orla do porto.
No dia seguinte, 19, terá início a vigília com o Papa Bento XVI, um dos momentos mais significativos da Jornada. No domingo, 20, o Papa presidirá a missa de encerramento, no hipódromo de Randwick, a 9 quilômetros do centro de Sidney, e anunciará a cidade que receberá a próxima JMJ.
Além da programação oficial, o Papa deverá reunir-se com jovens "desfavorecidos" da cidade. Segundo o comitê organizador, trata-se de um pedido do próprio pontífice que deseja conhecer os subúrbios de Sidney e a forma como vivem estes jovens.
A organização divulgou ainda que Bento XVI irá almoçar com doze jovens de todo o mundo e celebrará uma missa para seminaristas e religiosos.
Fonte: Cancão Nova

JMJ - É ECUMÊNICA E INTER-RELIGIOSA

Jornada Mundial da Juventude é também ecumênica e inter-religiosa
Sublinhou o cardeal Pell em uma coletiva de imprensa

Por Catherine Smibert
SYDNEY,
A Jornada Mundial da Juventude 2008 é um evento evidentemente católico, mas seus organizadores estão aproveitando a oportunidade para promover o diálogo com outras denominações cristãs e outros credos.
Uma recente coletiva de imprensa revelou os planos da equipe organizadora para construir pontes entre estes grupos durante o Festival Jovem da JMJ através de atos de solidariedade, exibições artísticas e apresentações teológicas e musicais.
A coletiva de imprensa pareceu tranqüilizar a mídia australiana, que lançou idéias sobre a «ameaça de tentativas de conversão» e potenciais «eventos anti-semíticos», como a Via Sacra.
O Cardeal George Pell e sua equipe não se sentiram intimidados pelas acusações e respondem que o evento é católico, mas inclusivo. Como sublinhou o cardeal aos assistentes da coletiva de imprensa, o fato é que os católicos representam o maior contingente das religiões na nação anfitriã da JMJ 2008, seguidos pelos anglicanos, outros protestantes, judeus e muçulmanos.
O cardeal cedeu logo a palavra a um painel de representantes de cada um desses grupos que, ao contrário, apoiaram o evento de todo coração.
O rabino da Grande Sinagoga de Sydney, Jeremy Lawrence, declarou à Zenit a seguir que a comunidade judaica aprecia verdadeiramente a gentileza e o respeito mostrados pelos organizadores católicos da JMJ. Referindo-se à declaração do Concílio Vaticano II sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs, ele a qualificou de «tangível continuação do espírito de Nostra Aetate e legado e previsão de João Paulo II».
O rabino Lawrence acrescentou que «a visita de Bento XVI, que criou fortes laços com o rabino chefe de Roma e foi pessoalmente ajuda e guia em tratar de assuntos de doutrina e liturgia com estudantes do rabinato, prioriza e se centra na fé que é importante para a sociedade australiana».
A reverenda Tara Curlewis, presidente do Conselho Ecumênico de Nova Gales do Sul e ministra da Igreja Unida, esteve de acordo, afirmando que «independentemente de como damos culto a Deus, a JMJ é uma oportunidade de acender a chama de Deus no meio de nós».
Recordou aos assistentes que «a religião pode ser uma grande força para unir nosso mundo ao invés de dividir as pessoas». O bispo auxiliar de Sydney, Anthony Fisher, coordenador da JMJ, assinalou de que forma estas palavras foram postas em ação quando «membros de outras Igrejas cristãs, comunidades eclesiais e tradições religiosas abrem suas casas à estadia dos peregrinos ou se unem ao nosso exército – nossos anfitriões celestiais – como voluntários amigáveis [...]; inclusive a Escola Islâmica de Greenacre, Malek Fahed, ofereceu sua disposição para albergar 300 peregrinos».
Ikebal Patel, presidente da Federação Australiana de Conselhos Islâmicos, apoiou esta idéia, dizendo: «Penso que, como muçulmanos na Austrália, queremos demonstrar muito positivamente que somos parte da comunidade».
O bispo Fisher anunciou que alguns dos centros de oração terão uma dimensão ecumênica, especialmente o dirigido pela Comunidade de Taizé. Também está o foro intitulado «Australianos todos: face a face e fé a fé», no qual intervirão líderes católicos, assim como líderes e grupos comunitários judaicos, islâmicos, budistas e hindus. «E sem mencionar todos os 300 eventos – acrescentou o bispo Fisher –, posso mencionar as oficinas de dança de uma mulher judaica; o evento ‘Music Talks Peace’ na sinagoga, onde artistas muçulmanos, judeus e cristãos atuarão juntos, e nossa muito respeitosa e comovedora interpretação das Estações da Cruz é ecumênica, no sentido de que é inteiramente uma versão neotestamentária-escriturística do relato do último dia de Cristo.»
O Cardeal Pell fechou o encontro com a reflexão de que «a JMJ demonstrará que toda verdadeira fé se une à esperança e ao amor, e esta verdadeira religião deve ser uma fonte de paz».
Fonte: ZENIT.org

JMJ - COMEÇAM A CHEGAR OS PRIMEIROS JOVENS PEREGRINOS

Dioceses australianas começam a acolher jovens peregrinos do mundo.
Chegada à diocese de Brisbane
Por Catherine Smibert
SYDNEY, quinta-feira, 10 de julho de 2008.- As dioceses da Austrália começam a acolher os jovens peregrinos de diferentes países do mundo que participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Sydney.
Em dias passados, Zenit viajou a Brisbane para ter uma impressão do itinerário que os jovens viverão nessa diocese.
O programa começou hoje e acabará no dia 14. A JMJ se celebra de 15 a 20 de julho.
Na catedral de Santo Estevão, o centro da ação, a equipe da JMJ falou à Zenit das graças experimentadas até agora, incluindo a história do grupo de jovens que esteve talhando 145 hastes para os guias dos peregrinos de Brisbane.
Faye Conway, oficial do Secretariado do Projeto da JMJ de Brisbane, explicou à Zenit como a empresa BoysTown, fundada pelos irmãos de La Salle para jovens marginalizados, decidiu talhar cada haste de madeira de azinheira australiana.
«No verdadeiro estilo de BoysTown, estas dezenas de jovens [...] que estão por trás do trabalho da madeira foram supervisionadas por dois artesãos e aprenderam diferentes habilidades enquanto respondiam a este desafio para nós», explicou.
Conway disse sentir-se impressionado pela generosidade da oferta do gerente geral de BoysTown, John Perry, de produzir e expedir os inestimáveis objetos livres de encargos a partir dos escritórios de Port Pirie, no sul. Perry reconheceu a desafiante natureza de uma tarefa que supôs «o desenho de um adequado processo de manufatura para uma fábrica que normalmente está especializada em bancos de cozinha».
Acrescentou que «é digno de mérito ver o sentimento de conquista e entusiasmo dos jovens envolvidos ao ver que seu trabalho de artesanato servirá para participar neste evento especial». Estas hastes, normalmente associadas a viagens de peregrinação, serão entregues aos guias de grupo da JMJ da Arquidiocese de Brisbane em uma cerimônia especial, em 14 de julho, antes da chegada a Sydney.
Justamente antes deste evento, no sábado 12 de julho, mais de 3 mil peregrinos de Brisbane iniciarão o dia com uma oração em uma das 5 igrejas escolhidas. Depois caminharão pelas ruas da cidade até Roma Street Parklands, onde a Festa da Fé oferecerá música, entretenimento e comida. O arcebispo John Bathersby presidirá uma cerimônia conclusiva.
O coordenador executivo dos Dias na Diocese de Brisbane, Michael Hart, explicou que este tempo de oração «levará a equipe a um dia repleto de atividades com três elementos principais, intitulados ‘O Coração da Cidade’, que introduzirá todos os jovens visitantes, famílias anfitriãs e a comunidade católica e cívica em geral dentro da cidade para uma inspiradora celebração de fé e vida».
Para ver como Brisbane preparou-se, pode-se entrar em seu renovado site lançado esta semana: http://www.wydbrisbane.org.au/.
Fonte:ZENIT.org