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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 22 de julho de 2008

JMJ - OS NÚMEROS FINAIS SÃO IMPRESSIONANTES


1 bilhão de pessoas acompanharam JMJ pela televisão
Os números da Jornada

SYDNEY,

- Publicamos as estatísticas que os organizadores da Jornada Mundial da Juventude distribuíram hoje:
- Mais de 400 mil pessoas na missa conclusiva, a mais numerosa da história da Austrália.
- 223 mil registrados nas atividades da JMJ.
- 500 mil pessoas deram as boas-vindas a Bento XVI na tarde da quinta-feira, 17 de julho, quando ele chegou de barco à baía de Sydney.
- Mais de 170 nações foram representadas na Jornada.
- Os eventos foram acompanhados por 500 milhões de pessoas pela televisão, com uma audiência internacional de mais de 1 bilhão de espectadores.
- 2 mil comunicadores se cadastraram para fazer a cobertura do evento.
- Foram realizados 450 festivais juvenis entre os dias 15 e 19 de julho, em 100 lugares de Sydney.
- Do dia 15 ao dia 18 de julho, toda manhã, bispos do mundo inteiro ofereceram catequeses aos jovens em 235 lugares diferentes, em 29 idiomas.
- Mil sacerdotes ofereceram o sacramento da confissão durante a semana.
- 100 mil peregrinos dormiram em 400 escolas e paróquias.
- Mais de 12 mil peregrinos permaneceram no Parque Olímpico de Sydney durante a semana.
- 40 mil peregrinos foram acolhidos pelas famílias.
- 8 mil voluntários prestaram seus serviços nos diferentes eventos.
- Participaram do evento: 4 mil sacerdotes e diáconos, 420 bispos e 26 cardeais.
- Prepararam 1,1 milhão de hóstias para a comunhão nas missas.
- Distribuíram 25 milhões de refeições.
- Consumiram 100 mil litros de leite e 360 mil lamingtons, sobremesa típica australiana.
- Utilizaram 232 mil velas durante a Jornada.
- 100 atores participaram da Via-Sacra da sexta-feira, 18 de julho.
- A Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora visitaram 400 cidades e povoados da Austrália, em uma peregrinação de 12 meses pelo país. Cerca de 400 mil pessoas tocaram a cruz.
Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 21 de julho de 2008

JMJ - PAPA BENTO XVI: " QUANTAS SEMENTES BOAS"


Ao final da JMJ: “Quantas sementes boas”, constata Santo Padre
Pontífice encontrou-se com os organizadores e benfeitores do evento



SYDNEY, domingo, 20 de julho de 2008.
- Bento XVI está convencido de que a Jornada Mundial da Juventude de Sydney trará frutos inesperados para a evangelização.

“Quantas sementes boas foram semeadas nestes poucos dias”, confessou o pontífice na tarde deste domingo, ao reunir-se com os organizadores e benfeitores do evento, na catedral de Sydney.
O Papa, evidentemente satisfeito com estes dias de evangelização, quis encontrar-se com estas pessoas para expressar seu agradecimento, antes de regressar a Roma nesta segunda-feira.

“Quero agradecer-vos a todos e a cada um não só por tais sacrifícios mas ainda mais pela confiança que demonstrastes para com os nossos jovens e pela confiança na graça de Deus que atua nos seus corações”, disse o Papa.

“Rezemos para que o investimento, que muitos de vós depositaram neles, frutifique nas suas vidas em prol da vida da Igreja de Cristo e do futuro deste nosso mundo”, acrescentou.

“A vossa generosidade e o vosso sacrifício foram um contributo essencial, ainda que frequentemente escondido, para o bom sucesso desta Jornada Mundial da Juventude”, assegurou.

Por isso, desejou que “a alegria espiritual, a satisfação e a felicidade que todos experimentámos nestes dias, constituir uma fonte inexaurível de bênçãos para as vossas vidas”.


O Papa despede-se da Austrália no aeroporto de Sydney na manhã desta segunda-feira, pouco antes de embarcar no avião da companhia Quantas que o levará de regresso a Roma.
Fonte: ZENIT.org

sábado, 19 de julho de 2008

JMJ - "ABUSOS SEXUAIS SÃO MOTIVO DE VERGONHA"


HOMILIA DE BENTO XVI: "ABUSOS SEXUAIS SÃO MOTIVO DE VERGONHA"

Amados Irmãos e Irmãs,

Nesta nobre catedral, tenho a alegria de saudar os meus irmãos bispos e sacerdotes, os diáconos, as pessoas consagradas e os leigos da arquidiocese de Sidney.

De forma muito especial, a minha saudação vai para os seminaristas e para os noviços e noviças presentes entre nós, (…) um sinal de esperança e de renovação para o povo de Deus; também eles, como aqueles jovens israelitas, terão a missão de edificar a casa de Deus para a próxima geração. (…)

Como não pensar às falanges de sacerdotes, religiosos e fiéis leigos que contribuíram, cada qual segundo a própria função, para construir a Igreja na Austrália?

O pensamento detém-se de forma particular naquelas famílias de colonos a quem o Padre Jeremiah O’Flynn, na hora de partir, confiou o Santíssimo Sacramento; um «pequeno rebanho» que amou e preservou aquele tesouro precioso, entregando-o às gerações sucessivas que edificaram este grande tabernáculo para a glória de Deus.

Alegremo-nos pela sua fidelidade e perseverança e dediquemo-nos a levar por diante as suas canseiras em prol da difusão do Evangelho, para a conversão dos corações e o crescimento da Igreja na santidade, unidade e caridade.

Preparamo-nos para celebrar a dedicação do novo altar desta veneranda catedral. Como no-lo recorda vigorosamente o frontal esculpido, cada altar é símbolo de Jesus Cristo, presente no meio da sua Igreja como sacerdote, altar e vítima (cf. Prefácio Pascal V (…)

Na liturgia de hoje, a Igreja recorda-nos que, à semelhança deste altar, também nós fomos consagrados, colocados «à parte» para o serviço de Deus e a edificação do seu Reino.

Muitas vezes, porém, encontramo-nos imersos num mundo que quereria pôr Deus «de parte». Em nome da liberdade e autonomia humanas, o nome de Deus é passado em silêncio, a religião fica reduzida a devoção pessoal e a fé é banida da praça pública. Por vezes uma semelhante mentalidade, tão radicalmente contrária à essência do Evangelho, pode mesmo ofuscar a nossa própria compreensão da Igreja e da sua missão.

Também nós podemos ser tentados a reduzir a vida de fé a uma questão de mero sentimento, enfraquecendo assim o seu poder de inspirar uma visão coerente do mundo e um diálogo rigoroso com tantas outras perspectivas que lutam por conquistar as mentes e os corações dos nossos contemporâneos. E todavia a história, incluindo a do nosso tempo, demonstra-nos que a questão de Deus não pode jamais ser silenciada, e também que a indiferença face à dimensão religiosa da existência humana em última análise diminui e atraiçoa o próprio homem. (…) Sempre que se diminui o homem, é o mundo que nos rodeia a ficar diminuído; perde o próprio significado último e falha o seu objectivo. O que daí resulta é uma cultura, não da vida, mas da morte.

Como se pode considerar isto um «progresso»? Pelo contrário, é um passo para trás, uma forma de retrocesso, que em última análise seca as próprias fontes da vida seja dos indivíduos seja da sociedade inteira.Sabemos que no fim de contas, como Santo Inácio de Loyola viu de forma muito clara, o único verdadeiro padrão com que se pode aferir qualquer realidade humana é a Cruz e a sua mensagem de amor gratuito que triunfa sobre o mal, o pecado e a morte, que cria vida nova e alegria perene.

A Cruz revela que só nos reencontramos a nós mesmos dando as nossas vidas, acolhendo o amor de Deus como um dom não merecido e trabalhando por conduzir todo o homem e mulher para a beleza de tal amor e para a luz da verdade, a única que traz salvação ao mundo. (…)

E todavia como é difícil este caminho de consagração! Exige uma contínua «conversão», um morrer sacrifical para si mesmo que é a condição para pertencer plenamente a Deus, uma mudança da mente e do coração que gera verdadeira liberdade e uma nova amplitude de visão. (…)

Todos estes ritos nos convidam a reviver a nossa própria consagração no Baptismo. Convidam-nos a rejeitar o pecado e suas falsas seduções, e a dessedentarmo-nos cada vez mais profundamente na fonte vivificante da graça de Deus.

Queridos amigos, que esta celebração com a presença do Sucessor de Pedro seja um momento de nova consagração e de renovação para toda a Igreja na Austrália. Desejo abrir aqui um parêntesis para confessar a vergonha que todos sentimos depois dos abusos sexuais sobre menores cometidos por alguns sacerdotes e religiosos desta nação. Estes agravos, que constituem tão grave traição da confiança, devem ser condenados de modo inequívoco. Causaram grande sofrimento e prejudicaram o testemunho da Igreja. Peço-vos a todos que apoieis e assistais os vossos bispos, colaborando com eles no combate contra este male. As vítimas devem receber de vós compaixão e tratamento e os responsáveis destes males devem ser levados diante da justiça.

Constitui uma urgente prioridade a promoção dum ambiente mais seguro e sadio, especialmente para os jovens. Nestes dias (…) enquanto a Igreja na Austrália continua, no espírito do Evangelho, a enfrentar eficazmente este sério desafio pastoral, uno-me a vós na oração pedindo que este tempo de purificação traga consigo cura, reconciliação e uma fidelidade cada vez maior às exigências morais do Evangelho.

Desejo agora dirigir aos seminaristas e aos noviços e noviças que aqui se encontram uma especial palavra de afecto e encorajamento. Queridos amigos, com grande generosidade vos encaminhastes por uma particular senda de consagração, radicada no vosso Baptismo e abraçada como resposta ao chamamento pessoal do Senhor. (…)No Evangelho de hoje, o Senhor chama-nos a «acreditar na luz» (cf. Jo 12, 36).

Estas palavras possuem um significado especial para vós, amados jovens seminaristas e noviços. São um apelo a confiar na verdade da palavra de Deus e a esperar firmemente nas suas promessas. (…) Mas, não tenhais medo! Acreditai na luz. Tomai a peito a verdade que ouvimos hoje na segunda leitura: «Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre» (Heb 13, 8). A luz da Páscoa continua a afugentar as trevas.

O Senhor chama-nos a caminhar na luz (cf. Jo 12, 35). Cada um de vós empreendeu a maior e mais gloriosa das batalhas, ou seja, a de ser consagrados na verdade, de crescer na virtude, de alcançar a harmonia entre pensamentos e ideais, por um lado, e palavras e acções, por outro. Penetrai sincera e profundamente na disciplina e no espírito dos vossos programas de formação. Caminhai dia-a-dia na luz de Cristo mediante a fidelidade à oração pessoal e litúrgica, alimentados pela meditação da palavra inspirada de Deus.

Os Padres da Igreja gostavam de ver as Escrituras como um paraíso espiritual, um jardim onde podemos caminhar livremente com Deus, admirando a beleza e a harmonia do seu plano salvífico frutificando na nossa própria vida, na vida da Igreja e no curso de toda a história. Assim, que a oração e a meditação da palavra de Deus sejam a lâmpada que ilumina, purifica e guia os vossos passos ao longo do caminho que o Senhor traçou para vós.

Fazei da celebração diária da Eucaristia o centro da vossa vida.(…) Abraçando o chamamento do Senhor a segui-Lo em castidade, pobreza e obediência, empreendestes a viagem de um discipulado radical que fará de vós «sinais de contradição» (cf. Lc 2, 34) para muitos dos vossos contemporâneos. (…)

Peçamos a Maria, Auxílio dos cristãos, que sustente a Igreja na Austrália na sua fidelidade àquela graça com que o Senhor crucificado continua a «atrair a Si» a criação inteira e todo o coração humano (cf. Jo 12, 32).

Que a força do seu Santo Espírito consagre na verdade os fiéis desta terra, produza abundantes frutos de santidade e de justiça para a redenção do mundo e guie a humanidade inteira para a plenitude de vida ao redor daquele Altar onde, na glória da liturgia celeste, somos chamados a cantar os louvores de Deus por toda a eternidade. Amen.



A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L’Osservatore Romano.
Fonte: RV

JMJ - POVO DE SYDNEY NUNCA HAVIA VISTO VIA SACRA COMO NA JMJ

Maior Via Sacra da história da Austrália

SYDNEY, ZENIT.org-Aica
- Bento XVI começou a tarde de hoje com uma oração, para dar início à representação das estações da Via Sacra por parte de aproximadamente 100 atores em Sydney, onde ele preside a Jornada Mundial da Juventude, que reúne cerca de 225 mil jovens peregrinos do mundo inteiro.
Os atores representavam a Última Ceia, sentados nos degraus da catedral de Santa Maria, quando o Papa saiu pela porta do templo para pronunciar a breve oração.
O pontífice acompanhou as outras estações pela televisão, na cripta da catedral.
Quatro mulheres indígenas choraram por Jesus de Nazaré, em outro momento da Via Dolorosa.
Através dos numerosos telões que retransmitiram o espetáculo em parques e praças de Sydney, o Papa havia visto a ùltima Ceia na catedral de Santa Maria, na qual Alfio Stutio, um ator australiano de 27 anos, representou Jesus, partindo o pão para partilhá-lo com os apóstolos.
A 7ª estação da Via Sacra continuava no telão, e os presos romanos, entre eles Simão, estavam representados, assim como as mulheres de Jerusalém, por indígenas australianos.
Os atores usaram peles de cangurus e pintaram o rosto e a pele com cinzas, um sinal de luto na tradição indígena; e enquanto esperavam a chegada de Jesus ao cais, fizeram uma dança tradicional do norte da Austrália.
Fonte: ZENIT.org-Aica

sexta-feira, 18 de julho de 2008

JMJ - BENTO XVI COM O DIA PLENO DE GRANDES EMOÇÔES

O INTENSO DIA DE BENTO XVI HOJE EM SYDNEY
Sydney, 18 jul (RV)
- Bento XVI iniciou cedo suas atividades em Sydney, com a celebração da Missa, em particular, na Capela da sede episcopal.

Depois do café da manhã, o Papa concedeu, na sala de visitas, uma série de audiências ao Governador e ao Primeiro Ministro de Nova Gales do Sul, Marie Bashir e Morris Iemma, o prefeito de Sydney, senhora Clover More, todos com suas respectivas famílias.
A seguir, o Santo Padre transferiu, de automóvel, à Catedral de Santa Maria, onde, na cripta, participou de um encontro ecumênico, com cerca de 40 líderes de outras Igrejas e Confissões cristãs e membros do Conselho Ecumênico da Nova Gales do Sul.
Depois da saudação do cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, e do Bispo anglicano, Robert Forsythe, o Pontífice tomou a palavra e expressou sua satisfação pela oportunidade de se encontrar e rezar com os representantes de várias comunidades cristãs da Austrália.
A Austrália, disse o Papa, é um país caracterizado por grande diversidade étnica e religiosa. Os imigrantes chegam às praias desta majestosa terra com a esperança de encontrar felicidade e trabalho.

E acrescentou: A sua nação reconhece a importância da liberdade religiosa. Esta é um direito fundamental que, se respeitado, permite aos cidadãos agirem, tomando por base valores arraigados nas suas convicções mais profundas, contribuindo assim para o bem-estar da sociedade inteira. Deste modo os cristãos contribuem, juntamente com os membros das outras religiões, para a promoção da dignidade humana e para a amizade entre as nações.


Os australianos, frisou o Papa, gostam de um confronto franco e cordial, o que contribuiu para um bom serviço ao movimento ecumênico. Neste sentido, recordou a celebração, este ano, do bimilenário de nascimento de São Paulo, apóstolo incansável da unidade na Igreja primitiva.

O Sacramento do Batismo, disse Bento XVI, é o vínculo da unidade e, de conseqüência, o ponto de partida de todo o movimento ecumênico, que visa a celebração comum da Eucaristia, sacramento por excelência da unidade da Igreja.
Embora ainda haja obstáculos a serem superados, recordou o Papa, um diálogo sincero sobre a Eucaristia seria útil para o progresso do movimento ecumênico e para unificar o nosso testemunho diante do mundo.A propósito, o Santo Padre disse que o movimento ecumênico chegou a um ponto crítico.
Para avançar, devemos pedir continuamente a Deus que renove as nossas mentes com a graça do Espírito Santo: Devemos precaver-nos contra toda tentação de considerar a doutrina como fonte de divisão e, de conseqüência, como impedimento daquilo que parece ser a tarefa mais urgente e imediata: melhorar o mundo onde vivemos.
O diálogo ecumênico progride, não só mediante um intercâmbio de idéias, mas também partilhando dons que nos enriquecem mutuamente: o dom e o amor são essenciais para o diálogo.A pedra angular de todo o nosso esforço, disse o Papa, é Cristo. Eis porque os cristãos devem trabalhar juntos para que o edifício seja firme.

O Santo Padre concluiu expressando sua ardente esperança de se prosseguir juntos no caminho rumo à plena unidade, mediante o testemunho comum. Encontro Ecumênico e com líderes de outras Religiões Depois do encontro Ecumênico, na cripta da Catedral de Santa Maria, o Bispo de Roma se transferiu à vizinha Sala Capitular, onde manteve um encontro com representantes de outras Religiões e Confissões Religiosas.Depois dos discursos do cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, e de um representante da comunidade judaica e de um da religião muçulmana, o Pontífice dirigiu uma cordial saudação de paz e de amizade a todos os representantes das várias tradições religiosas presentes na Austrália.

Ao agradecer o Rabino Jeremy Lawrence e o Xeque Femhi Naji El-Imam pelas cordiais saudações o Santo Padre destacou que a Austrália reconhece e respeita o direito fundamental da liberdade de religião e acrescentou:

A harmoniosa relação entre religião e vida pública é importante numa época como a nossa, em que alguns chegam a considerar a religião como causa de divisão ao invés de força de unidade. Num mundo ameaçado por indiscriminadas formas de violência, a voz concorde dos que possuem espírito religioso incita as nações e as comunidades a resolverem os conflitos, através de instrumentos pacíficos e no pleno respeito da dignidade humana”.

A religião deve colocar-se a serviço da humanidade, no respeito da pessoa, tecendo laços de amizade, indo ao encontro das necessidades dos outros e buscando caminhos concretos para contribuir para o bem comum. Todos estes valores são importantes para uma adequada formação dos jovens.

Enfim, referindo-se à sua viagem à Austrália, no âmbito do DMJ, Bento XVI concluiu:Queridos amigos, vim à Austrália como embaixador de paz! Por isso, sinto-me feliz de encontrar-me com os senhores, que também partilham do anseio e do desejo de ajudar o mundo a alcançar a paz. A nossa busca da paz deve ser de mãos dadas.

O nosso esforço de chegar à reconciliação entre os povos brota da verdade que dá sentido à vida. A religião oferece a paz, mas gera no espírito humano a sede da verdade e a fome da virtude. Com estes sentimentos de respeito e encorajamento, o Papa se despediu prometendo suas orações por pelos membros das comunidades religiosas e por todos os habitantes da Austrália.

Almoço com 12 jovens, Via-Sacra e encontro com jovens em recuperação. Depois do encontro com os representantes de outras Religiões, Bento XVI deixou a Catedral de Santa Maria e regressou à sede episcopal de Sydney, onde almoçou com o cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, e com um grupo de 12 jovens, representantes dos cinco continentes, entre os quais uma brasileira da Bahia.
Os jovens deram ao Papa presentes típicos de seus países. A brasileira deu-lhe uma camiseta do seu estado.

Na parte da tarde, o Pontífice se deslocou à praça diante da Catedral de Santa Maria de Sydney, para uma sugestiva e espetacular Via-Sacra, cujas estações foram representadas e animadas por jovens atores do DMJ.
O Papa deu início à Via-Sacra e, depois, seguiu as demais estações, através de uma televisão, na cripta da Catedral.Ao término do rito sagrado, Bento XVI transferiu-se à Capela do Sagrado Coração da Universidade de “Notre Dame”, onde manteve um encontro com um grupo de jovens dependentes de droga e álcool da Comunidade de Recuperação “Alive”, acompanhados de seus familiares.
No discurso que pronunciou, o Santo Padre expressou seu apreço pelo programa que seguem e perguntou: “O que quer dizer viver plenamente a vida”?
Quantas vezes a nossa sociedade materialista nos apresenta a felicidade com falsos ídolos, bens e objetos de luxo, levando-nos à morte antes que à vida.Recordando a passagem evangélica do Filho Pródigo, o Papa disse que, muitos jovens passam por tal experiência e depois se arrependem.
O abuso de drogas ou de álcool ou então a participação de atividades criminosas é o resultado de um passo falso. Aos arrependidos, que tiveram a coragem de voltar aos seus passos e de retomarem a vida com confiança, o Pontífice afirmou:
Queridos amigos, vejo vocês como embaixadores da esperança para os se encontram em idênticas situações. Podeis convencê-los da necessidade de optar pelo caminho da vida e fugir do caminho da morte, com base na própria experiência.
Vocês podem voltar a seguir as pegadas de Jesus, pois Ele os acolhe de braços abertos, oferecendo-lhes o seu amor incondicional e a sua profunda amizade, proporcionando a plenitude da vida.Bento XVI concluiu sua mensagem aos jovens do Centro de Recuperação de Sydney, com a citação bíblica: «Escolham a vida, para que possam viver amando o Senhor».
O Papa se despediu dos jovens presentes invocando o Espírito Santo, para que os guie no caminho da vida, a fim de que deixem de lado as opções erradas, que só levam à morte, e se apeguem a Jesus, verdadeira Vida.
Por fim, o Bispo de Roma deixou aos jovens presentes e a todos os que participam do DMJ a seguinte exortação: “Com a força do Espírito Santo, escolham a vida e o amor e sejam testemunhas da alegria no mundo”!
Ao término do encontro, foram apresentados ao Papa 20 jovens da comunidade de Recuperação, com seus acompanhadores.Deixando a Capela da Universidade de “Notre Dame”, o Bispo de Roma regressou à sede episcopal da Catedral de Sydney, onde jantou e pernoitou. (MT)
Fonte: RV

quinta-feira, 17 de julho de 2008

JMJ - PRIMEIRO DIA OFICIAL COM BENTO XVI

SYDNEY: 1º DIA DE ATIVIDADES OFICIAIS DE BENTO XVI.
OS JOVENS ABRAÇAM O PAPA

Sydney, 17 jul (RV)
- Depois de alguns dias de adaptação ao fuso horário australiano, na Casa de Campo do Opus Dei, a cerca de 50 km. de Sydney, hoje o Papa começou, oficialmente, suas atividades públicas.
Às 7.30, hora local, o Santo Padre celebrou Missa, em particular, na Capela da sede episcopal da Catedral de Sydney.

A seguir, transferiu-se, de automóvel, à Residência do Governo local, a dois km de distância, onde se deu a cerimônia oficial de boas-vindas à Austrália.
Bento XVI foi recebido, no jardim da Residência, pelo Governador Geral, General Michael Jeffery, pelo Primeiro Ministro, Kevin Rudd, o Cardeal Secretário de Estado, Tarcísio Bertone, o Presidente da Conferência Episcopal da Austrália, Dom Philip Wilson, o cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, o coordenador geral do DMJ, Dom Anthony Fisher, além dos bispos auxiliares de Sydney e alguns bispos australianos.

Depois das honras militares e civis, segundo o protocolo, o Primeiro Ministro pronunciou seu discurso de boas-vindas ao Papa. A seguir, Bento XVI tomou a palavra, agradecendo a presença das autoridades civis e religiosas, como também pela cordial hospitalidade.

Depois, referindo ao grande evento do DMJ, o Papa disse que alguém poderia perguntar-se sobre o motivo que impeliu milhares de jovens a empreenderem uma viagem tão longa e cansativa para muitos para participar deste encontro.

Desde o primeiro DMJ, em 1986, disse o Papa, ficou claro que um grande número de jovens aprecia a oportunidade de se encontrar para aprofundar a própria fé em Cristo e partilhar a experiência de comunhão da própria Igreja. Por outro lado, frisou o Pontífice, os jovens desejam ouvir a Palavra de Deus e aumentar seus conhecimentos sobre a sua fé cristã; desejam tomar parte de um acontecimento, que ressalta os grandes ideais que os inspira.

Depois, eles voltam para as suas casas repletos de esperança e decididos a construir um mundo melhor. E o Papa acrescentou:“O DMJ enche-me de confiança no futuro da Igreja e no futuro do mundo de todos nós. Acima de tudo, é particularmente oportuno celebrar aqui este grande evento, uma vez que a Igreja na Austrália, além de ser a mais jovem entre as demais Igrejas, é também uma das mais cosmopolitas”.

A Austrália, disse o Bispo de Roma, “é um país que se tornou lugar de gerações de imigrantes da Europa, mas também de pessoas vindas de todos os cantos da terra. A imensa diversidade da atual população confere um vigor particular a esta jovem nação.

Os únicos habitantes deste solo, recordou o Papa, foram pessoas originárias do país: os aborígenes e os insulanos. Seu antigo patrimônio faz parte essencial do panorama cultural da Austrália moderna.

Graças à corajosa decisão tomada pelo Governo australiano de reconhecer as injustiças cometidas no passado contra os povos indígenas, recordou ainda o Papa Ratzinger, agora foram dados passos concretos para se chegar à reconciliação com base no respeito recíproco.

Este exemplo de reconciliação, disse o Papa, gera esperança nos povos de todo o mundo, que anelam pelo reconhecimento dos seus direitos e pela sua contribuição para a construção da nação, particularmente nos campos da educação e da saúde.

Aqui, entre as figuras eminentes da história deste país, o Santo Padre destacou a bem-aventurada Mary MacKillop, exemplo prático de santidade que se tornou fonte de inspiração para todos os australianos:

“No atual contexto mais secularizado, a comunidade católica continua a dar uma contribuição importante para a vida nacional, não só através da educação e da saúde, mas especialmente apontando a dimensão espiritual das questões mais evidentes no mundo contemporâneo.

”A seguir, o Pontífice ressaltou a necessidade de proteger o ambiente, realizando uma administração responsável dos bens da terra. A tal respeito, a Austrália se empenha seriamente em assumir a responsabilidade que lhe cabe no cuidado do ambiente natural.

Além do ambiente humano, Bento XVI frisou que este país sustenta generosamente operações internacionais em prol da manutenção da paz, contribuindo para a resolução de conflitos no Pacífico, no sudeste da Ásia e em outros lugares.

Devido às numerosas tradições religiosas, presentes na Austrália, o Papa disse que o país constitui um terreno particularmente fértil no campo do diálogo ecumênico e inter-religioso. Enfim, o Bispo de Roma recordou o motivo principal da sua visita à Austrália:

“Primeiramente, estou aqui para me encontrar com os jovens, quer da Austrália quer das diversas partes do mundo, e para pedir uma renovada efusão do Espírito Santo sobre os que tomam parte nas celebrações. Espero que o Espírito Santo proporcione uma renovação espiritual a este país, ao povo australiano, à Igreja na Oceania, até as extremidades da terra”. É o Espírito que dá a sabedoria para discernir o caminho justo e a coragem de percorrê-lo. Ele coroa os nossos pobres esforços com os seus dons divinos. O Espírito Santo torna possível, aos homens e mulheres de cada terra e geração, serem santos. E o Santo Padre concluiu:

“Através da ação do Espírito, possam os jovens, aqui reunidos neste DMJ, ter a coragem de se tornar santos! Queridos amigos australianos, uma vez mais agradeço as calorosas boas-vindas; espero poder transcorrer, com alegria, estes dias com vocês e com os jovens do mundo inteiro”.

Depois da cerimônia de boas-vindas, o Santo Padre deixou a Residência Governamental e se deslocou, de automóvel, para a Capela onde se encontra os restos mortais da bem-aventurada australiana.

A seguir, Bento XVI fez uma visita de cortesia ao Governador Geral de Sydney, Gen. Michael Jeffery e, sucessivamente, recebeu o Primeiro Ministro, Kevin Rudd.

Na parte da tarde, o Bispo de Roma dirigiu-se, de automóvel, para a Baía de Sydney, onde presenciou a uma apresentação de cantos e danças tradicionais por parte da comunidade aborígene australiana.

Enfim, Bento XVI tomou um grande barco branco, acompanhado de outros pequenos barcos, e se dirigiu à Baía de Barangaroo, onde o aguardavam os jovens do mundo inteiro, que lhe deram as suas boas-vindas.

A bordo do barco estavam 530 pessoas, entre os quais 10 jovens aborígenes, 168 jovens dos outros continentes, 32 da Oceania e 20 australianos. 16 jovens tiveram a oportunidade de encontrar-se e conversar pessoalmente com o Papa. Ao descer do grande barco, o Santo Padre tomou o papa-móvel e se dirigiu, entre os aplausos dos milhares de jovens presentes, ao palco da Baía de Sydney, onde pronunciou um longo e denso discurso, com saudações em várias línguas.

Depois da saudação do cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, o Pontífice tomou a palavra, dizendo, inicialmente, aos jovens:

“Queridos jovens... Que grande alegria poder encontra-me com vocês, aqui em Barangaroo, às margens desta magnífica baía de Sidney, com a sua famosa ponte e a moderna obra! Muitos de vocês são daqui, do interior ou das dinâmicas comunidades multiculturais das cidades australianas.

Outros, das ilhas da Oceania, Ásia, Médio Oriente, África, Europa e Américas. Estamos juntos neste mundo como família de Deus, como discípulos de Cristo, confirmados pelo seu Espírito, para sermos testemunhas do seu amor e da sua verdade diante de todos”.

Depois, o Papa aproveitou este contato inicial para destacar os desafios, sobretudo em relação à dignidade humana, à violência e à defesa da natureza. O Para recordou, em seu discurso, dos pobres, idosos, imigrantes e os sem voz da sociedade.

E se perguntou: “Como é possível que a violência doméstica atormente tantas mães e crianças? Como é possível que o mais sagrado espaço humano – o ventre – se tenha tornado um lugar de violência indizível?”

Segundo o Papa, “as preocupações pela não-violência, o desenvolvimento sustentável, a justiça e a paz, pelo cuidado com o ambiente são de importância vital para a humanidade”, mas não podem “ser entendidas sem uma reflexão profunda sobre a dignidade inata de cada vida humana desde a sua concepção até a morte natural: uma dignidade conferida pelo próprio Deus e, por isso, inviolável”.

Bento XVI referiu-se ainda sobre a necessidade de defender o ambiente, frisando que “existem feridas que desfiguram a superfície da terra: a erosão, o desflorestamento, o esbanjamento dos recursos minerais e marítimos para alimentar um consumismo insaciável”.

Enfim, destacou outros desafios enfrentados pela juventude de hoje: o abuso de álcool e de drogas, a exaltação da violência e a degradação sexual, freqüentemente apresentados na televisão e na Internet como divertimento; falou também da violência e exploração sexual:

“O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio, de falsos ídolos, de respostas parciais e de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão de vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa”. Por outro lado, o Papa recordou ainda aos jovens um dos temas mais marcantes do seu pontificado: o relativismo. “A liberdade e tolerância, disse, são tantas vezes separadas da verdade. “Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouca ou nenhuma referência ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe um visão global”.

Enfim, o Pontífice dirigiu-se, de modo particular, aos aborígenes agradecendo-os pelo acolhimento. A eles o Papa disse: “Sinto-me profundamente emocionado por me encontrar em sua terra, sabendo dos sofrimentos e injustiças que esta suportou, mas ciente também do benefício e da esperança, dos quais, justamente, todos os cidadãos australianos podem ser orgulhosos. No final de seu longo discurso, o Santo Padre passou a cumprimentar a juventude do mundo inteiro, em várias línguas. Eis a sua saudação em português:

“Queridos amigos dos vários países de língua oficial portuguesa, bem-vindos a Sidney! A todos saúdo com afeto: os de perto e os de longe. Lá, na vossa Pátria, tereis ouvido Jesus segredar-vos: «Sereis minhas testemunhas… até aos confins do mundo» (At 1, 8). A viagem mais ou menos longa que enfrentastes para chegar até aqui, à Austrália ou – de seu nome cristão completo – «Terra Austral do Espírito Santo», não deixou em vós a sensação de terdes chegado aos confins do mundo? Pois bem! É com grande alegria que o Papa vos acolhe para vos confirmar como testemunhas de Jesus, por Ele acreditadas com o dom do seu próprio Espírito”.

No final do grande encontro com os jovens do mundo, Bento XVI retornou, de papa-móvel, à Residência Episcopal de Sydney, passando entre a multidão de jovens em festa, com as bandeiras de seus respectivos países.

Depois deste primeiro encontro com os jovens do mundo, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, destacou o acolhimento feito ao Papa “não como alguém que vem colonizar, mas como um amigo e pai espiritual”. (MT)
Fonte: RV

segunda-feira, 14 de julho de 2008

JMJ - JOVENS BIRMANESES JÁ SE ENCONTRAM EM SYDNEY


DEPOIS DE LUTA PARA OBTER VISTO, JOVENS BIRMANESES JÁ SE ENCONTRAM EM SYDNEY

Sydney, 14 jul (RV) - Chegaram hoje a Sydney os 35 peregrinos birmaneses aos quais o governo australiano inicialmente havia negado o visto, assim como aconteceu com a delegação iraquiana. "Somente sexta-feira passada a situação foi resolvida depois que os bispos australianos e o próprio Dom Fisher (auxiliar de Sydney e organizador do 23º Dia Mundial da Juventude) garantiram às autoridades que todos nós, concluído o DMJ, regressaremos ao nosso país", explicou o pe. Philip Shwe, membro da delegação birmanesa.Myanmar esteve recentemente no centro da atenção internacional depois da passagem do ciclone Nargis em 2 de maio passado. Também fez notícia a dificuldade de envio das ajudas humanitárias devido à hostilidade da junta militar que governa o país. Entre os peregrinos, há também dois sobreviventes do ciclone.
Fonte: RV

JMJ - A CHEGADA DE BENTO XVI E OS IMPRESSIONANTES NÚMEROS DA JMJ

PAPA EM SYDNEY: OS JOVENS SE PREPARAM PARA O ENCONTRO COM O SUCESSOR DE PEDRO
"O número dos jovens no DMJ é bem maior que as previsões: mais de 500 mil pessoas"
Sydney, 14 jul (RV) - Bento XVI encontra-se na Austrália, desde ontem, para a sua IX Viagem Apostólica. Depois de mais de 15 horas de vôo, o avião papal fez uma escala técnica no aeroporto militar de Darwin, no norte do país.
Durante a parada de cerca de uma hora, o Papa deu uma volta a pé por 25 minutos. Em seguida, o avião retomou o vôo, em direção de Sydney, onde pousou no aeroporto militar de Richmond, ontem, às 15hs locais, 2h00 de Brasília.
Após quase 20 horas de vôo, de Roma a Sydney, o Pontífice chegou em boa forma ao aeroporto australiano, onde foi recebido pelo premier Rudd, pelo cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, e o cardeal Stanislaw Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, o organismo vaticano que organiza o DMJ.Do aeroporto de Richmond, em Sydney, o Bispo de Roma se transferiu, de automóvel, com sua comitiva, à casa de campo do Opus Dei, Centro de Estudos de Kenthurst, a 25 km.
Naquela localidade, próxima às chamadas ‘Montanhas Azuis’, Bento XVI ficará hospedado até a noite de quarta-feira próxima, dia 16.
A residência, que pode alojar até 30 pessoas, dispõe de quadras de tênis, bosques e um piano para os momentos de lazer do Pontífice.
Ali, nestes dias, antes de presidir ao DMJ, o Papa descansa da longa viagem e se dedica “à oração e a alguns passeios” – disse o cardeal George Pell. Ontem, após sua chegada, o Santo Padre celebrou Missa em particular na capela da residência e jantou com a sua comitiva. Esta manhã, Bento XVI celebrou a Eucaristia, da qual participaram seus dois Secretários, alguns sacerdotes do Opus Dei e os funcionários do Centro de Estudos.
Depois de tomar café da manhã e de ter feito um breve passeio, o Papa retornou aos seus aposentos para concentrar sua atenção nos discursos que deve pronunciar nos próximos dias.
O Cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, e seu bispo auxiliar Anthony Fisher, coordenador deste 23º DMJ, fizeram um passeio com o Papa e depois almoçaram com ele, para colocá-lo a par da situação geral do grande evento.
Na parte da tarde, Bento XVI fez um passeio a pé com seus Secretários e, enfim, participou de um concerto, que lhe foi oferecido pela Orquestra Sinfônica de Sydney, que executaram obras de Schubert, Mozart e Schumann.Assim, depois de três dias de descanso, no Centro de Estudos do Opus Deis, na noite de quarta-feira, Bento XVI se transferirá à Residência Episcopal ao lado da Catedral de Sydney, onde ficará hospedado durante o DMJ, até retornar a Roma, até a manhã do dia 21.
O encontro propriamente dito dos jovens, provenientes de todos os continentes, terá início amanhã, em preparação imediata ao encontro com Bento XVI. No entanto, continuam a chegar jovens das cidades australianas e das vizinhas Ilhas do Pacífico, da Nova Zelândia, que nunca participaram de um DMJ: é o que afirma o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, aos jornalistas que estão dando cobertura a esta IX Viagem Apostólica de Bento XVI. “Contrariamente às expectativas, disse o Cardeal Bertone, o número dos jovens no DMJ é bem maior que as previsões: mais de 500 mil pessoas: um número que tende a aumentar no momento culminante do evento, sábado e domingo, na presença do Papa.
Os grupos mais numerosos, além dos australianos, são provenientes dos EUA (25 mil), da Itália (cerca de 10 mil), e muitos outros da Alemanha, Espanha e Filipinas.
Além dos jovens, estão presentes também em Sydney 8 mil voluntários, 2 mil sacerdotes, 700 cardeais e bispos, mais de 2 mil jornalistas.
Os numerosos bispos do mundo foram convidados também para dar assistência espiritual, junto com os sacerdotes, aos jovens de seus respectivos países e línguas.Entre os bispos do Brasil encontra-se Dom Eduardo Pinheiro da Silva, auxiliar de Campo Grande (MS), representante da CNBB, que nos fala sobre a preparação dos jovens brasileiros e do encontro propriamente dito em Sydney: Os jovens estão se preparando para o esperado encontro com o Papa com jornadas de reflexão e de oração, entre as quais uma série de catequeses. Tais catequeses são confiadas aos bispos do mundo inteiro, em suas respectivas línguas.
Fonte:RV

JMJ - UMA JOVEM BRASILEIRA FARÁ PARTE DO GRUPO DE JOVENS QUE ALMOÇARÁ COM BENTO XVI

JOVEM BRASILEIRA ALMOÇARÁ COM PAPA EM SYDNEY

Cidade do vaticano,
- Dentre os diversos eventos programados no âmbito do Dia Mundial da Juventude, em Sydney, consta um almoço, no próximo dia 18, em que o Santo Padre vai receber 12 jovens: um rapaz e uma moça de cada continente, mais um casal de nacionalidade australiana.
Representando as Américas, está confirmada a presença de uma brasileira. Seu nome e proveniência ainda não foram divulgados, por questão de segurança, mas a notícia foi revelada ontem à Rádio Vaticano por Pe. Gisley Azevedo, assessor do Setor Juventude da CNBB e acompanha a animação da evangelização juvenil.
Fonte: RV

domingo, 13 de julho de 2008

JMJ - EM SYDNEY OS PEREGRINOS CHEGAM COM O CORAÇÃO REPLETO DE CRISTO

Peregrinos chegam a Sydney com coração repleto de Cristo
Atividades envolventes nas dioceses australianas
Por Catherine Smibert
SYDNEY, domingo, 13 de julho de 2008.
- Nas 28 dioceses da Austrália existem tantas lágrimas e aclamações quanto peregrinos se preparando para seu destino final na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Sydney.
Mais de 100.000 peregrinos estrangeiros chegaram à Austrália na última semana para os Dias na Diocese, experimentando a verdadeira vida, cultura, fé e diversão na Austrália, em preparação para sua semana junto a Bento XVI em Sydney para a JMJ.
Os eventos com os jovens começarão na quarta-feira e terminarão no próximo domingo, com uma missa campal no hipódromo de Randwick. Os organizadores disseram que esperam 500.000 pessoas no evento de encerramento da JMJ.
Em Melbourne, a maior diocese da Austrália, 30.000 jovens peregrinos se reuniram no Teltra Dome para a missa de envio. Os organizadores instalaram luzes especiais no estádio para simular a sensação de estar dentro de uma Igreja repleta de luzes entrando pelos vitrais.
O altar foi posicionado no centro de uma enorme cruz azul contornada de vermelho na superfície do estádio.
O arcebispo Denis Hart, de Melbourne, presidiu a missa, auxiliado por dois cardeais e um grande número de bispos e arcebispos, e mais de 600 sacerdotes que distribuíram a comunhão no estádio.
O arcebispo Hart falou aos peregrinos que sua bondade e entusiasmo mostram Deus em ação na Igreja, especialmente entre os jovens.
Perth diz sim
Na diocese australiana ocidental de Perth, os jovens se comprometem em mudar o mundo através de seu amor a Cristo nos últimos momentos dos Dias na Diocese lá.
Com mais de 110 sacerdotes e 10 bispos de várias partes do mundo presentes no sábado na missa de envio, o arcebispo Barry hickey fez aos mais de 4.000 jovens a mesma pergunta que Jesus fez a Pedro: «Você me ama?».
A resposta que ressoou foi «sim».
O arcebispo Hickey chamou os jovens de Perth e os de outros países lá presentes a evangelizarem outros jovens através de seu amor a Cristo.
Ele disse que quando Jesus pediu a Pedro que fosse seu apóstolo, ele não perguntou «Você fala bem ou é bom em finanças?». Ele perguntou «Você me ama?».
Em um discurso emocionante, que deixou muitos peregrinos em lágrimas, o arcebispo Hickey disse que muitos jovens de hoje se sentem vazios demais, e preenchem o espaço com o sexo fora do casamento, com posses materiais, como o último modelo de celular ou a televisão flat-screen.
Ele disse que isso não traz liberdade, somente escravidão. A única coisa que pode preencher seus corações, disse, é Cristo – e jovens católicos podem ajudar outros jovens a encontrá-lo.
Os jovens peregrinos viajarão mais de 3.000 quilômetros até Sydney para viver a Jornada Mundial da Juventude.
Fonte: ZENIT.org

JMJ - JOVENS PEREGRINOS EM FESTA


Festa dos jovens peregrinos nas dioceses australianas
Atividades culturais e festivas dão as boas-vindas aos participantes da JMJ


SYDNEY,
- As dioceses australianas começam a dar as boas-vindas aos milhares de jovens peregrinos dos cinco continentes, durante os dias que precedem a chegada de Bento XVI e o começo da Jornada Mundial da Juventude.

Os jovens peregrinos começaram a chegar ao país e estão sendo objeto da hospitalidade dos católicos australianos.

Assim, segundo informam os organizadores da JMJ, cerca de 2 mil peregrinos procedentes de 20 nações, entre elas os Estados Unidos, Itália, Alemanha, Inglaterra, França, Polônia, Síria, Letônia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Colômbia e Brasil, serão alojados ao longo da diocese de Wollongong, em Nova Gales do Sul. Nesta diocese, organizaram uma série de atividades, entre elas, 40 stands de comida e objetos locais australianos, competições amistosas, maquiagem e globos, arte e bailes indígenas, demonstrações de tosquia e manejo do chicote, exibição de coalas e cangurus, assim como um número de cricket, rugby e futebol australiano.

A diocese de Parramatta organizou uma excursão em ferry pelo Sydney Harbor Bridge e outra a pé pelas Blue Mountains, com os peregrinos poloneses que acolheu. A diocese de Wilcannia-Forbes, que acolheu peregrinos procedentes de Idaho e da St Louis University (Estados Unidos), assim como da Alemanha, Rússia, Canadá e França, organizou uma visita a fazenda da Alpaca, onde está previsto um churrasco de salsichas.

Em Melbourne, ao sul do estado de Victoria, foram acolhidos 22 mil peregrinos, entre eles os espanhóis, aos que se unirão 18 mil jovens australianos de todo o país. Lá serão acolhidos também os jovens que viajarão desde as dioceses espanholas. Entre eles, encontra-se a Juventude Oblata, com 850 peregrinos de 38 países, e os únicos jovens que virão de Turcomenistão.

Também se celebrará uma Eucaristia de envio para 50 mil peregrinos no Telstra Dome. Em Ballarat (Victoria) serão acolhidos 130 peregrinos da Irlanda, Timor Leste, Portugal, Canadá, Estados Unidos e Macau, e serão convidados a participar das festividades locais.

Na cidade de Brisbane (ao norte de Sydney, no estado de Quensland) se esperam 10 mil peregrinos de 40 países, especialmente os grupos procedentes dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália e França.

Em Darwin (território do Norte) se hospedarão 600 peregrinos, entre eles um grupo grande do Timor Leste, acompanhados por seu bispo. Estes participarão de procissões por toda a cidade e participarão de atividades relacionadas com a cultura e a arte indígenas.

Em Perth (Oeste da Austrália) se habilitaram grandes barracas para acolher cerca de 600 peregrinos, para os quais se organizaram festas, música e momentos de oração na esplanada central.
Fonte: ZENIT.org

JMJ - O DEMÔNIO SE FAZ PRESENTE: MEIOS DE COMUNICAÇÂO PROCURAM ESCANDALOS

Meios de comunicação buscam escândalos na Jornada da Juventude
O cardeal George Pell sob ataque

O demônio se faz presente entre os meios de comunicação australianos em Sydney

SYDNEY, - Em um horário perfeito, estourou um suposto escândalo que trata de envolver o cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, a cidade que acolhe a Jornada Mundial da Juventude.
O purpurado foi acusado de ter dirigido de maneira inadequada as denúncias de abuso sexual contra um sacerdote em 2003.
Anthony Jones, que hoje tem 54 anos, acusou o Pe. Terrence Goodall de abusos sexuais em 1982.
Goodall apresentou sua renúncia, em 25 de julho de 2003, a pedido do cardeal Pell, que o havia ameaçado de usar o Direito Canônico para provocar sua demissão.
De qualquer forma, o cardeal reconheceu em uma carta enviada a Jones que considerava insuficientes as provas da acusação de violação.
Novas provas surgidas nesta semana sob forma de conversa telefônica gravada demonstrariam que Goodall admitiu diante de Jones que a relação não foi consentida. Nelas se baseia a campanha que a mídia australiana quis lançar para acusar o cardeal de incompetência.À luz dos comentários de Goodall, o cardeal Pell emitiu nesta quinta-feira uma declaração na qual afirma que «formalmente transmitiu as questões propostas esta semana a uma comissão consultiva independente», guiada pelo antigo juiz da Corte Suprema de Nova Gales do Sul, Bill Preistley, que apresentará ao cardeal as opções possíveis.
Fazem parte da comissão: um sacerdote, assim como especialistas em direito, negócios e psiquiatria, que se regem por protocolos orientados a favorecer a cura da vítima.
Em resposta às acusações publicadas pelos jornais australianos, jovens do país organizaram uma série de blogs, fóruns e sites sociais na Internet a favor do cardeal, nos quais lhe oferecem orações e apoio.
Fonte: ZENIT.org

sábado, 12 de julho de 2008

JMJ - CHEGAM OS JOVENS ANGOLANOS

Jovens angolanos chegam à JMJ

SYDNEY,
- Liderados pelo presidente da Comissão Episcopal da Juventude de Angola e S. Tomé, Dom Almeida Canda, os 43 jovens que compõem a delegação angolana na JMJ chegaram essa segunda-feira à Austrália.
Nestes dias, eles participaram de uma série de atividades na cidade de Adelaide, local onde se hospedam nesta primeira etapa da viagem.
Segundo informa o jornal O Apostolado, da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé, desde sua chegada, os jovens visitaram locais turísticos, participaram de concertos musicais, de atividades destinadas à exposição da cultura de Angola, entre outros eventos.
Os jovens visitaram também a reserva de "Cleland", localizada nos arredores de Adelaide, onde conheceram alguns animais típicos da Austrália.
Na próxima semana, a delegação angolana viajará 1.200 quilômetros até Sidney, palco do encontro com o Papa na Jornada Mundial da Juventude.
Fonte:ZENIT.org

sexta-feira, 11 de julho de 2008

JMJ - COMEÇAM A CHEGAR OS PRIMEIROS JOVENS PEREGRINOS

Dioceses australianas começam a acolher jovens peregrinos do mundo.
Chegada à diocese de Brisbane
Por Catherine Smibert
SYDNEY, quinta-feira, 10 de julho de 2008.- As dioceses da Austrália começam a acolher os jovens peregrinos de diferentes países do mundo que participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Sydney.
Em dias passados, Zenit viajou a Brisbane para ter uma impressão do itinerário que os jovens viverão nessa diocese.
O programa começou hoje e acabará no dia 14. A JMJ se celebra de 15 a 20 de julho.
Na catedral de Santo Estevão, o centro da ação, a equipe da JMJ falou à Zenit das graças experimentadas até agora, incluindo a história do grupo de jovens que esteve talhando 145 hastes para os guias dos peregrinos de Brisbane.
Faye Conway, oficial do Secretariado do Projeto da JMJ de Brisbane, explicou à Zenit como a empresa BoysTown, fundada pelos irmãos de La Salle para jovens marginalizados, decidiu talhar cada haste de madeira de azinheira australiana.
«No verdadeiro estilo de BoysTown, estas dezenas de jovens [...] que estão por trás do trabalho da madeira foram supervisionadas por dois artesãos e aprenderam diferentes habilidades enquanto respondiam a este desafio para nós», explicou.
Conway disse sentir-se impressionado pela generosidade da oferta do gerente geral de BoysTown, John Perry, de produzir e expedir os inestimáveis objetos livres de encargos a partir dos escritórios de Port Pirie, no sul. Perry reconheceu a desafiante natureza de uma tarefa que supôs «o desenho de um adequado processo de manufatura para uma fábrica que normalmente está especializada em bancos de cozinha».
Acrescentou que «é digno de mérito ver o sentimento de conquista e entusiasmo dos jovens envolvidos ao ver que seu trabalho de artesanato servirá para participar neste evento especial». Estas hastes, normalmente associadas a viagens de peregrinação, serão entregues aos guias de grupo da JMJ da Arquidiocese de Brisbane em uma cerimônia especial, em 14 de julho, antes da chegada a Sydney.
Justamente antes deste evento, no sábado 12 de julho, mais de 3 mil peregrinos de Brisbane iniciarão o dia com uma oração em uma das 5 igrejas escolhidas. Depois caminharão pelas ruas da cidade até Roma Street Parklands, onde a Festa da Fé oferecerá música, entretenimento e comida. O arcebispo John Bathersby presidirá uma cerimônia conclusiva.
O coordenador executivo dos Dias na Diocese de Brisbane, Michael Hart, explicou que este tempo de oração «levará a equipe a um dia repleto de atividades com três elementos principais, intitulados ‘O Coração da Cidade’, que introduzirá todos os jovens visitantes, famílias anfitriãs e a comunidade católica e cívica em geral dentro da cidade para uma inspiradora celebração de fé e vida».
Para ver como Brisbane preparou-se, pode-se entrar em seu renovado site lançado esta semana: http://www.wydbrisbane.org.au/.
Fonte:ZENIT.org