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http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

JMJ - MADRI 2011

INAUGURADO SITE DO DMJ DE MADRI


Madri,

- O cardeal Antonio María Rouco Varela apresentará à imprensa, em Madri, o site oficial do Dia Mundial da Juventude (JMJ).
Para o departamento de comunicação do DMJ “o site deve ser um dos instrumentos informativos e organizativos mais úteis nestes 639 dias que faltam até 16 de agosto de 2011”.
Inicialmente, o site será publicado exclusivamente em espanhol, mas nas próximas semanas, o conteúdo será disponibilizado em outras 5 línguas (alemão, inglês, italiano, francês e português). Sucessivamente, as páginas serão traduzidas também em árabe, chinês e russo.
O site será a base para a comunicação do DMJ nas principais redes sociais no tangente à informação, organização, coordenação dos voluntários, etc.
O site do próximo DMJ será: http://www.jmj2011madrid.com/

Fonte: RV

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE AO VIVO NA INTERNET

INÉDITO: DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE AO VIVO NA INTERNET

Cidade do Vaticano,

- As celebrações do 24º Dia Mundial da Juventude, que se terão em ambito diocesano, no próximo Domingo de Ramos, em Roma, poderão ser seguidas, pela primeira vez, pela Internet. Toda a programação do dia, inclusive a Santa Missa presidida pelo papa e a entrega da Cruz e do Ícone do DMJ, será transmitida ao vivo pelo site http://www.xt3.com/, uma rede social criada por ocasião do DMJ em Sydney, nove meses atrás, e que tem registrado um recorde de crescimento: dezenas de milhares de inscritos, de 200 países, e cotidianamente, milhões de visitas, principalmente de jovens. Como em outros sites de relacionamento, os inscritos dividem idéias, amigos, fotos, fóruns de discussão e páginas interativas. O site também envia mensagens de texto, áudio e vídeo, assinalando informações e entrevistas sobre eventos e temas de atualidade religiosa, política, social, cultural e esportiva que interessam à Igreja, com comentários e reações. Em setembro passado, o próprio papa, Bento XVI, enviou uma breve mensagem ao site, que rapidamente incrementou o número de páginas. Entre as novidades de mais sucesso, está o podcast semanal inserido para a Quaresma, “Deus tem senso de humor?”, com diversos hóspedes cômicos de sucesso. (CM)

Fonte RV

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O PONTIFÍCIO CONSELHO PARA OS LEIGOS (PFL) ORGANIZA ENCONTRO DOS DMJ EM ROMA

PCL ORGANIZA ENCONTRO DOS DMJ EM ROMA


Roma,

– O Pontifício Conselho para os Leigos organizará, de 3 a 5 de abril próximo, em Roma, o primeiro encontro internacional dos responsáveis do Dia Mundial da Juventude, que se realizará, em 2011, em Madri, com a presença do Santo Padre.Este encontro romano, importante momento de reflexão para os agentes da Pastoral da Juventude, prevê a participação ao completo dos Comitês organizadores de Sydney 2008 e de Madri 2011. Estarão presentes também delegados de cerca de 70 países e representantes de 35 comunidades, associações e movimentos de jovens católicos, num total de 150 pessoas encarregadas da Pastoral da Juventude no mundo.Os trabalhos terão início, sexta-feira, 3 de abril, com um pronunciamento do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Ryłko. Todo o dia será dedicado ao DMJ de Sydney, com pronunciamento do Cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, e por Dom Anthony Fisher, que analisarão os frutos do evento juvenil em toda a Austrália. O Cardeal Pell encerrará o dia com a celebração Eucarística.O dia seguinte, sábado 4, será todo dedicado ao DMJ em Madri. O arcebispo da capital, Cardeal Rouco Varela presidirá à Santa Missa e falará sobre a Igreja na Espanha. O Comitê organizador, guiado por Dom César Augusto Franco Martinez, apresentará as razões, os desafios e as expectativas da nova etapa do DMJna Capital espanhola.Por sua vez, o Secretário do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Josef Clemens, aprofundará a mensagem do papa para o XXIV DMJ.Enfim, no domingo dia 5, os delegados participarão da Santa Missa de Ramos, na Praça São Pedro, no Vaticano, presidida por Bento XVI por ocasião do Dia Mundial da Juventude, que este ano é celebrado em âmbito diocesano.Ao término da celebração Eucarística haverá a tradicional passagem da Cruz dos DMJ e do ícone mariano, que este ano será feita pelos jovens australianos aos jovens espanhóis. (MT)

Fonte: RV

quarta-feira, 23 de julho de 2008

IMPRENSA AUSTRALIANA : JMJ, "TSUNAMI DE FÉ"

DMJ: IMPRENSA AUSTRALIANA DEFINE EVENTO COMO "TSUNAMI DE FÉ"

Sydney, 22 jul (RV)
- A imprensa australiana definiu ontem o Dia Mundial da Juventude de Sydney como um sucesso em termos de organização e de imagem.
O jornal Sydney Morning Herald publicou na primeira página o título "Tsunami de fé e alegria" e, no editorial, afirma que "os organizadores da Igreja Católica e do governo de Nova Gales do Sul podem ficar orgulhosos com o extraordinário sucesso do evento".
"O Papa proclama uma época de renovação", escreveu The Australian, declarando que Bento XVI invocou uma nova era de fé espiritual durante a missa final de domingo, diante 400 mil pessoas no hipódromo de Randwick, "no maior evento religioso da história da Austrália".
Na primeira página do tablóide Daily Telegraph foi publicada uma foto do papa que se estende para fora do papamóvel para beijar uma criança na multidão.
Por coincidência, relata o jornal, a criança é filha de imigrantes vietnamitas e descendente de um santo, São José Lulu, canonizado por João Paulo II em 1988. (BF)
Fonte: RV

BENTO XVI, JÁ DESCANSA EM CASTEL GANDOLFO


BENTO XVI DESCANSA EM CASTEL GANDOLFO DEPOIS DA MARATONA DO DMJ EM SYDNEY

Castel Gandolfo, 22 jul (RV)
- Bento XVI encontra-se na Residência Apostólica de Castel Gandolfo, desde ontem à noite, após uma longa viagem de retorno de Sydney, na Austrália.
O Santo Padre chegou às 22h58 ao aeroporto romano de Ciampino em perfeito horário, segundo as previsões. Ao descer do avião, um Boeing 747 da companhia aérea australiana Qantas, foi recebido pelas autoridades civis e religiosas, entre as quais Gianni Letta, vice-Secretário do Conselho de Ministros, o embaixador da Itália junto à Santa Sé, Antonio Zanardi Landi, o representante do Governo em Roma, Carlo Mosca, e vários membros da Cúria Romana.
Após ter saudado, brevemente as autoridades presentes, o Pontífice dirigiu-se, imediatamente, de automóvel, à Residência de Castel Gandolfo, nas imediações de Roma.Durante a viagem de Sydney a Roma, o Santo Padre enviou telegramas aos líderes dos países sobrevoados, num total de 14 países.
Na mensagem que enviou ao Presidente da Itália, Giorgio Napolitano, o Papa invocou a bênçãos divinas para o povo italiano.
Assim, nesta semana, Bento XVI descansará da longa viagem e, sobretudo, se readaptará pelas 8 horas de fuso horário entre a Austrália e a Itália.
No entanto, na próxima sexta-feira, o Papa vai receber em audiência particular o Primeiro Ministro iraquiano, Nuri Kamil al-Maliki, muçulmano-xiita. E, na próxima segunda-feira, dia 28, o Santo Padre deixará Castel Gandolfo, por duas semanas, e irá de férias em Bressanone, no nordeste da Itália, onde será hospede do Seminário diocesano.Ao regressar a Castel Gandolfo, o Papa retomará as Audiências Gerais de quarta-feira, a partir do dia 13 de agosto.
No mês de setembro, está prevista a X Viagem Apostólica de Bento XVI, que o levará à França, por ocasião dos 150 anos das aparições de Nossa Senhora em Lourdes. O Papa irá a Paris e ao Santuário de Lourdes de 12 a 15 de setembro.Depois do grande evento do DMJ, hoje, em Sydney o cardeal-arcebispo da cidade, George Pell, concelebrou uma Missa, na catedral de Santa Maria, com Dom Giuseppe Betori, Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana.Participaram da celebração Eucarística de ação de graças os jovens italianos, presentes no DMJ, juntamente com os jovens ítalo-australianos.
Durante a Missa foi dada de presente ao Cardeal George Pell uma estátua de Nossa Senhora de Loreto.
Ao término do mega-encontro em Sydney, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, fez um breve balanço sobre o XXIII DMJ: Foi um Dia único, naturalmente, porque se desenvolveu no ambiente muito particular da Austrália. Fiquei admirado pela organização do evento por parte da Igreja local e dos próprios australianos, que conseguiram resultados notáveis, seja pelo número de jovens participantes, seja pela realização dos eventos, que envolveu a cidade e a sociedade.
Por sua vez, o Papa abordou temas importantes sobre a vida cristã, de conteúdo muito rico e profundo, falando de modo claro. Contudo, foram dias de intensa espiritualidade, de caminho interior, de paz, de amor e de fraternidade entre as jovens gerações de todos os continentes.Eis alguns números sobre esta semana do Dia Mundial da Juventude, segundo as estatísticas dos organizadores do evento em Sydney: Cerca de 400 mil pessoas participaram da Missa conclusiva no hipódromo de Randwick, a mais numerosa da história da Austrália; 223 mil jovens engajados nas atividades do DMJ; cerca de 500 mil pessoas deram as boas-vindas a Bento XVI, na tarde de quinta-feira, ao chegar de barco à baía de Sydney; mais de 170 nações representadas pelos jovens.
Participaram do evento 4 mil sacerdotes e diáconos, 420 bispos e 26 cardeais; foram consumados 1 milhão e 100 mil hóstias durante a as celebrações eucarísticas.Os eventos do DMJ foram acompanhados, pela TV, por 500 milhões de pessoas, com uma audiência internacional de mais de 1 bilhão de espectadores; 2 mil jornalistas fizeram a cobertura do evento; foram realizados 450 festivais juvenis, de 15 a 19 de julho, em 100 lugares diferentes de Sydney.Nas manhãs entre 15 e 18 de julho, bispos do mundo inteiro fizeram catequeses, em 29 línguas e em 235 lugares diferentes; mil sacerdotes administraram o sacramento da Confissão; 100 mil peregrinos foram hospedados em 400 escolas e paróquias; 40 mil acolhidos por famílias e mais de 12 mil no Parque Olímpico de Sydney.Cerca de 8 mil voluntários prestaram serviços nos diferentes eventos; foram distribuídos 25 milhões de refeições; utilizadas 232 mil velas durante a semana; 100 atores participaram da Via-Sacra na sexta-feira, dia 18; a Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora visitaram 400 cidades e povoados da Austrália, em uma peregrinação de 12 meses pelo país. Cerca de 400 mil pessoas tocaram a cruz. (MT)
Fonte: RV

terça-feira, 22 de julho de 2008

JMJ - OS NÚMEROS FINAIS SÃO IMPRESSIONANTES


1 bilhão de pessoas acompanharam JMJ pela televisão
Os números da Jornada

SYDNEY,

- Publicamos as estatísticas que os organizadores da Jornada Mundial da Juventude distribuíram hoje:
- Mais de 400 mil pessoas na missa conclusiva, a mais numerosa da história da Austrália.
- 223 mil registrados nas atividades da JMJ.
- 500 mil pessoas deram as boas-vindas a Bento XVI na tarde da quinta-feira, 17 de julho, quando ele chegou de barco à baía de Sydney.
- Mais de 170 nações foram representadas na Jornada.
- Os eventos foram acompanhados por 500 milhões de pessoas pela televisão, com uma audiência internacional de mais de 1 bilhão de espectadores.
- 2 mil comunicadores se cadastraram para fazer a cobertura do evento.
- Foram realizados 450 festivais juvenis entre os dias 15 e 19 de julho, em 100 lugares de Sydney.
- Do dia 15 ao dia 18 de julho, toda manhã, bispos do mundo inteiro ofereceram catequeses aos jovens em 235 lugares diferentes, em 29 idiomas.
- Mil sacerdotes ofereceram o sacramento da confissão durante a semana.
- 100 mil peregrinos dormiram em 400 escolas e paróquias.
- Mais de 12 mil peregrinos permaneceram no Parque Olímpico de Sydney durante a semana.
- 40 mil peregrinos foram acolhidos pelas famílias.
- 8 mil voluntários prestaram seus serviços nos diferentes eventos.
- Participaram do evento: 4 mil sacerdotes e diáconos, 420 bispos e 26 cardeais.
- Prepararam 1,1 milhão de hóstias para a comunhão nas missas.
- Distribuíram 25 milhões de refeições.
- Consumiram 100 mil litros de leite e 360 mil lamingtons, sobremesa típica australiana.
- Utilizaram 232 mil velas durante a Jornada.
- 100 atores participaram da Via-Sacra da sexta-feira, 18 de julho.
- A Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora visitaram 400 cidades e povoados da Austrália, em uma peregrinação de 12 meses pelo país. Cerca de 400 mil pessoas tocaram a cruz.
Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 21 de julho de 2008

JMJ - "ATÉ MADRI, EM 2011":


"ATÉ MADRI, EM 2011": PAPA SE DESPEDE DA AUSTRÁLIA E CONVIDA OS JOVENS PARA O PRÓXIMO DMJ

Sydney, 21 jul (RV)

- Bento XVI concluiu, hoje, sua IX Viagem Apostólica, que o levou a Sydney, Austrália, para o XXIII DMJ.O Papa celebrou Missa, esta manhã, às 7h00, hora local, na Capela do Episcopado de Sydney, da qual participaram quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, vítimas de abusos sexuais, perpetrados por sacerdotes australianos.

No final da Missa, tais pessoas se encontraram, brevemente, com o Papa, que lhes dirigiu palavras de solidariedade espiritual e de conforto.

A seguir, depois do café da manhã, o Santo Padre se despediu dos presentes do Episcopado de Sydney e, de papa-móvel, se dirigiu ao Parque Domain, onde se encontrou com os Voluntários, que trabalharam durante todo o DMJ.

Depois da breve saudação do Cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, o Santo Padre dirigiu sua palavra de agradecimento aos cerca de 12 mil voluntários, que representavam a Igreja local, mas também as instituições civis:Durante estes dias, fomos testemunhas diretas da alegria, que encontram na própria fé, tantos milhares de jovens, e pudemos exprimir o nosso louvor e gratidão a Deus pela sua bondade para conosco.

Pudemos notar o calor e a generosidade da hospitalidade australiana. Esta foi uma semana verdadeiramente memorável. Quero agradecer a todos pelo generoso empenho de tempo e de energia, que permitiu a realização deste DMJ, que foi uma esplendida experiência.Tudo isso, disse o Papa, precisou de uma zelosa coordenação e colaboração de todos os que trabalharam com afinco, para preparar o terreno ao Espírito Santo, que plasmou os vínculos de unidade e amizade dos jovens de ambientes culturais diversos, revigorando o seu amor a Cristo e à sua Igreja.

As multidões que ali se reuniram, nestes dias, foram expressão concreta da unidade na diversidade da Igreja Católica.
Aqui, o Pontífice manifestou, mais uma vez, sua profunda gratidão aos bispos, sacerdotes, consagrados, capelães, professores, associações laicais e movimentos eclesiais, como também às famílias, escolas e paróquias, que ofereceram hospedagem à juventude do mundo. A todos o Bispo de Roma exortou:


“Voltem às suas casas e famílias com novo ardor para difundir o Evangelho de Jesus. Na força do Espírito Santo, renovem agora a face da terra!”.

Depois deste breve encontro com os Voluntários do DMJ, o Papa Ratzinger transferiu-se, de automóvel, ao aeroporto internacional de Sydney, onde deu-se a cerimônia de despedida.Após as palavras de despedida do Primeiro Ministro, Kevin Rudd, Bento XVI pronunciou seu discurso final, agradecendo as autoridades civis e religiosas, em seu nome e no de todos os jovens, pela hospitalidade em Sydney, mas também pelo apoio e patrocínio para a realização do grande evento do DMJ.

Após ter feito uma breve retrospectiva dos diversos encontros, nestes dias, o Santo Padre se despediu dos presentes, dizendo: Queridos amigos, neste momento da minha despedida de Sidney, peço a Deus que pouse o seu amoroso olhar sobre esta cidade, a este país e os seus habitantes. Espero que possam sentir-se inspirados pelo exemplo de compaixão e serviço da Beata Mary MacKillop. Ao despedir-me, expresso meus sentimentos de profunda gratidão a todos.

Que Deus abençoe o povo da Austrália!

Logo a seguir, o Papa tomou o avião, um Boeing 747 da Qantas, às 10h00 locais, que fez uma breve escala técnica em Darwin, no norte da Austrália.

Assim, após percorrer 16.500 km., em 20 horas de vôo, a chegada do Papa ao aeroporto de romano de Ciampino está prevista para as 23h00 de Roma.

O Santo Padre se transferirá imediatamente à Residência Apostólica de Castel Gandolfo, situado em uma das colinas que circundam a capital italiana. (MT)
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..................."ATÉ MADRI, EM 2011"
Fonter: RV

JMJ - BENTO XVI DESPEDE-SE NO AEREOPORTO INTERNACIONAL DE SYDNEY

Cerimônia de despedida no aeroporto internacional de Sydney.

Discurso do Santo Padre
Queridos amigos,

Antes de me despedir de vós, desejo dizer àqueles que me hospedaram que gostei imenso da visita e sinto-me muito reconhecido pela hospitalidade recebida. (…)

Um acontecimento deste género requer um trabalho imenso de preparação e organização, e estou certo de falar em nome de muitos milhares de jovens quando exprimo o meu apreço e a minha gratidão a todos vós.

Como é característico do estilo australiano, destes-me calorosas boas-vindas a mim e aos inumeráveis jovens peregrinos que chegaram aqui de todas as partes do mundo. Sinto-me especialmente reconhecido às famílias hospitaleiras da Austrália e da Nova Zelândia que ofereceram aos jovens um lugar nas suas casas.

Abristes as vossas portas e os vossos corações à juventude do mundo, e, em nome destes jovens, eu vos agradeço.

Nos dias passados, os actores principais no palco foram obviamente os próprios jovens. A Jornada Mundial da Juventude pertence-lhes. Foram eles que fizeram desta Jornada um acontecimento eclesial de carácter global, uma grande celebração da juventude, uma grande celebração daquilo que significa ser Igreja, Povo de Deus no meio do mundo, unido na fé e no amor e habilitado pelo Espírito a levar o testemunho de Cristo ressuscitado até aos confins da terra.

Agradeço-lhes por terem vindo, agradeço-lhes pela sua participação e peço a Deus que tenham uma viagem segura de regresso. Sei que os jovens, as suas famílias e as pessoas amigas, em muitos casos, fizeram grandes sacrifícios para lhes permitir chegar à Austrália.

Por tudo isso, a Igreja inteira está-lhes reconhecida.Repassando com o olhar estes dias impressionantes, afloram-me à mente cenas significativas. (…)

Aquelas experiências de oração, a nossa jubilosa celebração da Eucaristia foram um testemunho eloquente da obra vivificante do Espírito Santo, presente e activo no coração dos nossos jovens. A Jornada Mundial da Juventude mostrou-nos que a Igreja pode alegrar-se com os jovens de hoje e sentir-se repleta de esperança quanto ao mundo de amanhã.

Queridos amigos, neste momento da minha despedida de Sidney, peço a Deus que pouse o seu amoroso olhar sobre esta cidade, sobre este país e os seus habitantes.

Peço que muitos deles possam sentir-se inspirados pelo exemplo de compaixão e serviço da Beata Mary MacKillop. E ao despedir-me de vós, levando no coração sentimentos de profunda gratidão, digo uma vez mais: Deus abençoe o povo da Austrália!

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L’Osservatore Romano.
Fonte: RV

JMJ - PAPA BENTO XVI: " QUANTAS SEMENTES BOAS"


Ao final da JMJ: “Quantas sementes boas”, constata Santo Padre
Pontífice encontrou-se com os organizadores e benfeitores do evento



SYDNEY, domingo, 20 de julho de 2008.
- Bento XVI está convencido de que a Jornada Mundial da Juventude de Sydney trará frutos inesperados para a evangelização.

“Quantas sementes boas foram semeadas nestes poucos dias”, confessou o pontífice na tarde deste domingo, ao reunir-se com os organizadores e benfeitores do evento, na catedral de Sydney.
O Papa, evidentemente satisfeito com estes dias de evangelização, quis encontrar-se com estas pessoas para expressar seu agradecimento, antes de regressar a Roma nesta segunda-feira.

“Quero agradecer-vos a todos e a cada um não só por tais sacrifícios mas ainda mais pela confiança que demonstrastes para com os nossos jovens e pela confiança na graça de Deus que atua nos seus corações”, disse o Papa.

“Rezemos para que o investimento, que muitos de vós depositaram neles, frutifique nas suas vidas em prol da vida da Igreja de Cristo e do futuro deste nosso mundo”, acrescentou.

“A vossa generosidade e o vosso sacrifício foram um contributo essencial, ainda que frequentemente escondido, para o bom sucesso desta Jornada Mundial da Juventude”, assegurou.

Por isso, desejou que “a alegria espiritual, a satisfação e a felicidade que todos experimentámos nestes dias, constituir uma fonte inexaurível de bênçãos para as vossas vidas”.


O Papa despede-se da Austrália no aeroporto de Sydney na manhã desta segunda-feira, pouco antes de embarcar no avião da companhia Quantas que o levará de regresso a Roma.
Fonte: ZENIT.org

JMJ - PAPA BENTO XVI SE DESPEDE DOS JOVENS RECORDANDO PROPOSTA DE MATRIMONIO

Bento XVI despede-se dos jovens recordando proposta de matrimônio
Que Deus fez a Maria na Anunciação
SYDNEY, domingo, 20 de julho de 2008.

- Bento XVI apresentou no momento de sua despedida aos jovens a Anunciação do anjo a Maria como uma proposta de matrimônio de Deus à Virgem, para a qual a jovem israelita respondeu «sim» em nome do gênero humano.
Deixou esta reflexão às 400 mil pessoas reunidas no hipódromo de Randwick, em Sydney, na conclusão da missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
O Papa apresentou Maria nesse momento que mudaria sua vida e a história da humanidade como «jovem mulher em diálogo com o Anjo que, em nome de Deus, A convida a uma particular doação de Si mesma, da sua vida, do seu próprio futuro de mulher e mãe».
«Podemos imaginar como deveria sentir-Se Maria naquele momento: cheia de trepidação, totalmente baralhada com a perspectiva que Lhe foi apresentada», explicou.
O Papa, que dedicou esta JMJ ao Espírito Santo recordou as palavras com as quais o anjo tentou acalmá-la: Não tenhas receio, Maria (…). O Espírito Santo virá sobre Ti e a força do Altíssimo estenderá sobre Ti a sua sombra».
«Foi o Espírito que Lhe deu a força e a coragem para responder ao chamamento do Senhor. Foi o Espírito que A ajudou a compreender o grande mistério que estava para se realizar por meio d’Ela. Foi o Espírito que A envolveu com o seu amor, tornando-A capaz de conceber no seu ventre o Filho de Deus», revelou o Pontífice.
Como um namoro
Para o bispo de Roma, «esta cena constitui talvez o momento cardinal na história do relacionamento de Deus com o seu povo».
«Ao longo do Antigo Testamento, Deus fora-Se revelando de forma parcial mas gradual, como todos fazemos nas nossas relações pessoais. Foi preciso tempo para que o povo eleito aprofundasse a sua relação com Deus. A Aliança com Israel foi uma espécie de período de galanteio, um longo namoro», disse.
Continuou em seguida dizendo: «Chegou depois o momento definitivo, o momento do matrimónio, a realização duma nova e eterna aliança. Naquele momento, Maria, diante do Senhor, representava toda a humanidade».
Na mensagem do anjo indicou: «era Deus que fazia uma proposta de matrimónio à humanidade; e Maria, em nosso nome, disse sim».
Por isso, o Papa fez um convite aos fiéis para «permanecer fiéis ao ‘sim’ com que acolhemos a oferta de amizade feita pelo Senhor».
«Sabemos que Ele nunca nos abandonará – afirmou –. Sabemos que sempre nos apoiará com os dons do Espírito. A «proposta » do Senhor, Maria acolheu-a em nosso nome».
Despedindo-se dos jovens o Papa se dirigiu a Maria para pedir que «nos guie no meio das dificuldades para permanecermos fiéis àquele relacionamento vital que Deus estabeleceu com cada um de nós».
«Maria é o nosso exemplo e a nossa inspiração. Que Ela interceda por nós junto do seu Filho e, com amor materno, nos proteja dos perigos!», concluiu.
Fonte: ZENIT.org

domingo, 20 de julho de 2008

JMJ - BENTO XVI NA MISSA DE ENCERRAMENTO DA JMJ 2008


Acolher e testemunhar o dom do Espírito Santo - responsabilidade de todos os cristãos, a começar pelos jovens: Bento XVI na Missa de encerrramento da JMJ 2008

(20/7/2008) Milhares de pessoas (cerca de 350 mil ) tinham-se juntado neste Domingo a Bento XVI para o ponto alto da Jornada Mundial da Juventude 2008, em Sidney: a celebração da Santa Missa que iniciou ao som do Gregoriano, após a chegada do papamóvel, por entre a multidão.

O Cardeal George Pell, Arcebispo da Austrália, saudou Bento XVI e falou da Igreja “jovem” e “viva”, apesar de aparecer tantas vezes desfigurada.

A seca que atinge várias partes do país foi ainda motivo para um pedido especial de oração, para que a chuva chegue a “esta terra Austral do Espírito Santo”.
Após as leituras em espanhol, francês, italiano e inglês, a aclamação ao Evangelho voltou a dar atenção às comunidades da Oceânia, desta vez das Ilhas Fiji, com cantos e danças tradicionais.

Na sua homilia, o Papa pediu uma “nova geração” de Apóstolos, prontos a levar “Cristo ao mundo” e a dar vida a uma "nova era".

Bento XVI situou esta celebração em continuidade com o Pentecostes, quando o Senhor ressuscitado enviou o Espírito aos seus discípulos reunidos no Cenáculo. Foi assim que, pela força deste Espírito, Pedro e os Apóstolos partiram a pregar o Evangelho até aos confins da terra. Também agora o sucessor de Pedro viajou até à Austrália… presidindo a esta assembleia que congrega jovens de todas as nações… como num novo Cenáculo, sobre o qual se invoca a descida do Espírito…

“Em cada Missa, o Espírito Santo desce novamente, invocado na solene oração da Igreja, não só para transformar os dons do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor, mas também para transformar as nossas vidas, para fazer de nós, com a sua força, um só corpo e uma só alma”em Cristo".

A força, a “potência”, do Espírito Santo, é a potência da vida de Deus: o poder que nos conduz, que conduz o nosso mundo, em direcção ao Reino de Deus que vem. O amor que nos liga ao Senhor e entre nós é a luz que abre os nossos olhos para ver as maravilhas da graça de Deus em todos nós.

Uma experiência que se renovou concretamente em Sidney, nesta Jornada Mundial da Juventude: “Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos provenientes de todo o mundo, fizemos uma experiência viva da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja como ela é na verdade: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, com gente de todas as raças, nações e línguas, de todos os tempos e lugares, na unidade que nasce da nossa fé no Senhor ressuscitado”.

Esta experiência, esta realidade – advertiu Bento XVI – “não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom”. Para tal, algo nos toca fazer: “O amor de Deus só pode infundir a sua força quando lhe permitimos que nos transforme por dentro. Temos que deixar que penetre a dura crosta da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo ao espírito deste nosso tempo”.

O que há-de corresponder a passos concretos, a começar pela oração, pessoal e comunitária; nos nosso corações; diante do Santíssimo Sacramento; e a oração litúrgica, bem no coração da Igreja. A propósito do “testemunho” (outro aspecto desenvolvido pelo Papa), Bento XVI deu graças a Deus pelo dom da fé, tesouro transmitido de geração em geração na comunhão da Igreja.

Dirigindo o olhar para o futuro, o Santo Padre interpelou os jovens congregados em Sidney, perguntando-lhes: o que vão transmitir à próxima geração; se estão a construir algo que possa durar no futuro; se estão dando lugar ao Espírito Santo nas suas vidas… A força do Espírito impulsiona para o futuro, em direcção do Reino de Deus…“A efusão do Espírito Santo sobre a humanidade é penhor de esperança e de libertação de tudo aquilo que nos empobrece”.

“Uma nova geração de cristãos está chamada a contribuir para a edificação de um mundo em que a vida seja acolhida, respeitada e tratada com amor, não rejeitada nem temida como uma ameaça e portanto destruída.Uma nova era em que o amor não seja ávido e egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitoso da sua dignidade…

Uma nova era em que a esperança nos liberte da superficialidade, da apatia e da miopia que mortificam a nossa alma e envenenam as relações humanas.”“O mundo tem necessidade desta renovação!” – sublinhou o Papa, que recordou o “deserto espiritual” que se vai alargando, com um “vazio interior”, medos, “sentimento de desespero”…

Em todo o caso, observou Bento XVI, dirigindo-se especialmente aos jovens de todo o mundo, também a Igreja carece de renovação:

“(A Igreja) tem necessidade da vossa fé, do vosso idealismo, da vossa generosidade… Cada cristão recebeu um dom que há-de ser usado para edificar o Corpo de Cristo. A Igreja tem especial necessidade do dom dos jovens, de todos os jovens…

As intenções da oração universal dos fiéis foram propostas em inglês, alemão, polaco, vietnamita, árabe e sudanês. Nesta língua rezou-se por todos os cristãos “que não podem servir abertamente o Senhor por causa de pressões políticas, instabilidade ou medo”.

Nesta celebração, conclusiva da jornada mundial da juventude , participou também o Presidente da Republica de Timor Leste José Ramos Horta que depois saudou o Papa, como confirmou o director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Frederico Lombardi que referiu ainda que o presidente timorense tinha participado nos dias passados nas outras actividades da jornada mundial da juventude ,em que esteve presente também um grupo proveniente de Timor Leste.

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L'Osservatore Romano.
Fonte: RV

JMJ - ENCONTRO COM BENFEITORES E ORGANIZADORES DA JMJ

Encontro com os benfeitores e os organizadores da XXIII Jornada Mundial da Juventude na Sala de Recepção e na Sala Capitular da St. Mary's Cathedral.

Discurso do Santo Padre
Senhor Cardeal,Queridos Amigos,

Aproximando-se do seu termo a minha visita, desejo expressar a minha gratidão a todos aqueles que contribuíram para o bom êxito desta Jornada Mundial da Juventude.

Nesta tarde, o meu agradecimento vai de modo particular para vós que, com tanta generosidade, prestastes a vossa ajuda quer material quer espiritual para a concretização deste evento.

O Cardeal Pell acenou aos grandes sacrifícios que enfrentastes durante a organização desta jornada maravilhosa para a vida da Igreja.

Quero agradecer-vos a todos e a cada um não só por tais sacrifícios mas ainda mais pela confiança que demonstrastes para com os nossos jovens e pela confiança na graça de Deus que actua nos seus corações.

Rezemos para que o investimento, que muitos de vós depositaram neles, frutifique nas suas vidas em prol da vida da Igreja de Cristo e do futuro deste nosso mundo. Estou certo, queridos amigos, de que a vossa participação nos preparativos para esta Jornada Mundial da Juventude vos permitiu fazer uma particular experiência da força do Espírito Santo.

Sem dúvida que, na preparação deste grande encontro internacional e no esforço para fazer face a qualquer possível eventualidade, tivestes momentos de temor e preocupação, e mesmo instantes de medo e trepidação quanto ao resultado final deste acontecimento!

Agora, olhando para trás, podeis constatar a colheita abundante que o Espírito Santo suscitou através das vossas orações, da vossa perseverança e do vosso duro trabalho. Quantas sementes boas foram semeadas nestes poucos dias!

Não duvideis jamais da verdade da promessa de Nosso Senhor, segundo a qual todas as vezes que oferecermos a nossa criatividade, a nossa energia, os nossos recursos, nós mesmos… tudo nos é restituído superabundantemente (cf. Mt 16, 26).

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L'Osservatore Romano.
Fonte: RV

JMJ - SANTA MISSA NA XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Santa Missa na XXIII Jornada Mundial da Juventude no Hipódromo de Randwick.

Homilia do Santo Padre

Queridos amigos,

«Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós» (Act 1, 8). Vimos hoje cumprida esta promessa.

No dia de Pentecostes, como ouvimos na primeira leitura, o Senhor ressuscitado, sentado à direita do Pai, enviou o Espírito sobre os discípulos reunidos no Cenáculo.

Com a força deste Espírito, Pedro e os Apóstolos foram pregar o Evangelho até aos confins da terra. Em cada idade e nas mais diversas línguas, a Igreja continua a proclamar pelo mundo inteiro as maravilhas de Deus, convidando todas as nações e povos a abraçar a fé, a esperança e a nova vida em Cristo.(…)

Rezo para que esta grande assembleia, que congrega jovens «de todas as nações que há debaixo do céu» (Act 2, 5), se torne um novo Cenáculo. Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.(…)

De fato, em cada Missa o Espírito Santo, invocado na oração solene da Igreja, desce novamente não só para transformar os nossos dons do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, mas também para transformar as nossas vidas fazendo de nós, com a sua força, «um só corpo e um só espírito em Cristo».

Mas, o que é este «poder» do Espírito Santo? É o poder da vida de Deus. É o poder do mesmo Espírito que pairou sobre as águas na alvorada da criação e que, na plenitude dos tempos, levantou Jesus da morte. É o poder que nos conduz, a nós e ao nosso mundo, para a vinda do Reino de Deus.

No Evangelho de hoje, Jesus anuncia que começou uma nova era, na qual o Espírito Santo será derramado sobre a humanidade inteira (cf. Lc 4, 21). Ele próprio, concebido por obra do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, veio habitar entre nós para nos trazer este Espírito.

Como fonte da nossa vida nova em Cristo, o Espírito Santo é também, de modo profundamente verdadeiro, a alma da Igreja, o amor que nos une ao Senhor e entre nós e a luz que abre os nossos olhos para verem as maravilhas da graça de Deus ao nosso redor.

Aqui na Austrália, nesta grande «Terra Austral do Espírito Santo», tivemos todos uma inesquecível experiência da presença e da força do Espírito na beleza da natureza. (…)

Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos vindos de todo o mundo, tivemos uma experiência concreta da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja na profunda verdade do seu ser: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, que engloba pessoas de toda a raça, nação e língua, de todos os tempos e lugares, na unidade que brota da nossa fé no Senhor ressuscitado.A força do Espírito não cessa jamais de encher de vida a Igreja. (…)

No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom.

O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos.

Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste.

Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a «força que vem do Alto», uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo.(…)

Amados jovens, permiti que vos ponha agora uma questão. E vós o que é que deixareis à próxima geração? Estais a construir as vossas vidas sobre alicerces firmes, estais a construir algo que há-de durar? Estais a viver a vossa existência de modo a dar espaço ao Espírito no meio dum mundo que quer esquecer Deus ou mesmo rejeitá-Lo em nome de uma falsa noção de liberdade?

Como estais a usar os dons que vos foram dados, a «força» que o Espírito Santo está pronto, mesmo agora, a derramar sobre vós? Que herança deixareis aos jovens que virão? Qual será a diferença impressa por vós?

A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus. Que magnífica visão duma humanidade redimida e renovada entrevemos na nova era prometida pelo Evangelho de hoje! (…)

A efusão do Espírito de Cristo sobre a humanidade é um penhor de esperança e de libertação contra tudo aquilo que nos depaupera. Tal efusão dá nova vista ao cego, manda livres os oprimidos, e cria unidade na e com a diversidade (cf. Lc 4, 18-19; Is 61, 1-2).

Esta força pode criar um mundo novo, pode «renovar a face da terra» (cf. Sal 104, 30).Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza.

Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.

O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero.

Quantos dos nossos contemporâneos escavaram para si mesmos cisternas rotas e vazias (cf. Jer 2, 13) à procura desesperada de sentido, daquele sentido último que só o amor pode dar!?

Este é o dom grande e libertador que o Evangelho traz consigo: revela a nossa dignidade de mulheres e homens criados à imagem e semelhança de Deus; revela a sublime vocação da humanidade, que é a de encontrar a própria plenitude no amor; desvenda a verdade sobre o homem, a verdade sobre a vida.

Também a Igreja tem necessidade desta renovação. Precisa da vossa fé, do vosso idealismo e da vossa generosidade, para poder ser sempre jovem no Espírito (cf. Lumen gentium, 4). (…) A Igreja tem uma especial necessidade do dom dos jovens, de todos os jovens. Ela precisa de crescer na força do Espírito, que agora mesmo vos enche de alegria a vós, jovens, e vos inspira a servir o Senhor com entusiasmo.

Abri o vosso coração a esta força. Dirijo este apelo de forma especial àqueles que o Senhor chama à vida sacerdotal e consagrada. Não tenhais medo de dizer o vosso «sim» a Jesus. (…)Que significa receber o «selo» do Espírito Santo? Significa ficar indelevelmente marcados, inalteravelmente mudados, significa ser novas criaturas.

Para aqueles que receberam este dom, nada mais pode ser como antes. Ser «baptizados» no Espírito significa ser incendiados pelo amor de Deus. «Beber» do Espírito (cf. 1 Cor 12, 13) significa ser refrescado pela beleza do plano de Deus sobre nós e o mundo, e tornar-se por sua vez uma fonte de refrigério para os outros.

Ser «selados com o Espírito» significa além disso não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie a nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor. (…)

Amados jovens de língua portuguesa, queridos amigos em Cristo! Sabeis que Jesus não vos quer sozinhos; disse Ele: «Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador para estar convosco para sempre, o Espírito da verdade (…) que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós» (Jo 14, 16-17).

É verdade! Sobre vós desceu uma língua de fogo do Pentecostes: é a vossa marca de cristãos. Mas não foi para a guardardes só para vós, porque «a manifestação do Espírito é dada a cada um para proveito comum» (1 Cor 12, 7). Levai este Fogo santo a todos os cantos da terra. Nada e ninguém O poderá apagar, porque desceu do céu. Tal é a vossa força, caros jovens amigos! Por isso, vivei do Espírito e para o Espírito!

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L’Osservatore Romano.
Fonte: RV

sábado, 19 de julho de 2008

JMJ - "JMJ NÃO É WOODSTOCK CATÓLICO"

Cardeal Maradiaga: «JMJ não é Woodstock Católico»

Cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga
Catequese do Arcebispo de Honduras
SYDNEY, sábado, 19 de julho de 2008.
- Em meio a um ambiente festivo e descontraído, o arcebispo de Tegucigalpa (Honduras), cardeal Rodríguez Maradiaga, dirigia-se na manhã dessa sexta-feira aos jovens de língua espanhola que estão participando na Jornada Mundial da Juventude, na terceira e última das catequeses preparatórias organizadas para os dias que antecederam os atos de encerramento, celebrados neste final de semana.
Esta vez, tratava-se de aprofundar sobre a idéia de se reconhecer enviado pelo Espírito Santo a dar testemunho do evangelho no mundo. Nos dias anteriores também foram tratados temas relacionados com o Espírito Santo.
Com o estilo de São João Bosco, entre cantos e brincadeiras, o cardeal, que é também presidente da Cáritas Internacional, falou aos jovens da necessidade de dar razão e testemunho da fé no mundo. «O Senhor nos chama urgentemente a ser testemunhas de seu Evangelho», dizia, repetindo várias vezes as palavras de São Paulo: «O amor de Cristo nos constrange».
Entre os presentes na catequese, estavam jovens da Diocese de Monterrey (México), encarregados da animação litúrgica e pastoral, e de outros países latino-americanos como Porto Rico, República Dominicana e Venezuela. Também estiveram presentes jovens das dioeceses de Madri, Alcalá e Getafe, e de outros pontos da Espanha. A todos eles o cardeal recordou que a Jornada Mundial da Juventude «não é um Woodstock católico sem drogas nem álcool, como alguns dizem, mas um testemunho do Espírito Santo».
Por isso, exortava aos jovens a que esses dias de encontro fossem para eles mais que o ponto de partida da fase verdadeiramente importante da JMJ: a de dar testemunho de sua fé em sua volta, em seus ambientes próximos e especialmente nas situações difíceis da vida diária. Neste sentido, o cardeal hondurenho lembrou aos jovens que, para enfrentar os medos, necessitamos da força do Espírito Santo, tal como reza o lema desta XXIII Jornada Mundial, tomado do livro dos Atos dos Apóstolos.
O cardeal disse que não é necessário fazer grandes coisas para ser testemunha da fé, mas fazer o que devemos fazer em cada momento, sendo fiéis a nossa fé em Cristo. A respeito, apresentou aos jovens presentes as figuras dos jovens santos salesianos Zeferino Namuncurá, Domingos Sávio e Laura Vicunha, que souberam, com sua pouca idade, viver a vida cristã em profundidade. «Não coloquemos travas ao Espírito – acrescentou – para que possa fazer de nós verdadeiras obras de arte».
Em outro momento, o cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga recordou as palavras de D. Bosco: «Tristeza e melancolia, fora da casa minha» e explicou aos jovens presentes que a idéia de D. Bosco era que aquele que vive na Graça de Deus vive a autêntica alegria, a que brota do coração, enquanto que aquele que vive no pecado está triste. E apontou: «Vocês já viram como este mundo está triste? Pois essa é nossa missão, irradiar a alegria, porque o mundo vive triste e necessita da alegria».
Antes de se preparar para presidir a Eucaristia, lançou uma última mensagem, de forma divertida, aos jovens: «São Paulo dizia ‘Ai de mim, se não evangelizar!’, Pois, ai de vocês, se a JMJ de Sydney acabar em Sydney!»
Fonte: ZENIT.org

JMJ - UM DIA MUITO PRECIOSO NO AMOR A DEUS: COM OS BISPOS O CLERO E OS JOVENS NA VIGÍLIA

BENTO XVI FALA AOS BISPOS E CLERO DA AUSTRÁLIA E PRESIDE À GRANDE VIGÍLIA DE ORAÇÃO DOS JOVENS EM SYDNEY

Sydney, 19 jul (RV)
- Bento XVI iniciou cedo suas atividades neste sábado em Sydney, na Austrália, onde se encontra, desde domingo passado, para o XXIII DMJ.

O Papa deixou a residência episcopal de Sydney, às 9 horas locais, e se transferiu à Catedral de “Maria, Auxílio dos Cristãos”, padroeira da Austrália, que compreende também a Residência do Cardeal George Pell.
Ali, o Pontífice celebrou Missa para os bispos australianos, seminaristas, os noviços e as noviças.No início da celebração Eucarística foi feita uma saudação ao Papa, por parte do Cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, como também por um seminarista e uma religiosa, em nome de todos os presentes.

A seguir, em sua homilia, Bento XVI cumprimentou todos, mas, de modo particular, os seminaristas e noviços, que, como os jovens israelitas da leitura de hoje, são um sinal de esperança e de renovação para o povo de Deus; eles, como os jovens israelitas, têm a missão de edificar a casa de Deus para as gerações futuras. O Bispo de Roma recordou os sacerdotes, religiosos e fiéis leigos que contribuíram, segundo a própria função, para a construção da Igreja na Austrália e a difusão do Evangelho, com a conseqüente conversão dos corações, a santidade, unidade e caridade.

Durante a celebração Eucarística, Bento XVI consagrou o novo altar daquela catedral, que, como ele disse, é símbolo de Jesus Cristo, presente no meio da sua Igreja como sacerdote e vítima. Na liturgia da Igreja e, sobretudo, no sacrifício da Missa consumado sobre os altares de todo o mundo, explicou o Papa, Cristo nos convida a partilhar da sua auto-oblação e nos chama a oferecer, em união com Ele, os sacrifícios quotidianos para a salvação do mundo. E, recordando que somos consagrados ao serviço de Deus e para a edificação do seu Reino, afirmou:Em nome da liberdade e da autonomia humanas, o nome de Deus foi silenciado, a religião reduzida a uma devoção pessoal e a fé banida. Tal mentalidade, radicalmente contrária à essência do Evangelho, pode ofuscar a compreensão de Igreja e da sua missão.

Também nós podemos ser tentados a reduzir a vida de fé a uma questão de mero sentimento, enfraquecendo assim o seu poder de inspirar uma visão coerente do mundo e um diálogo rigoroso com tantas outras perspectivas, que lutam por conquistar as mentes e os corações dos nossos contemporâneos.

Que esta celebração na presença do Sucessor de Pedro, disse o Papa, seja um momento de nova consagração e de renovação para toda a Igreja na Austrália. E, aqui, expressou a vergonha de toda a Igreja pelos abusos sexuais contra menores, cometidos por alguns sacerdotes e religiosos daquela e de outras nações.

E acrescentou: Estou realmente sentido pela dor e o sofrimento das vítimas, com as quais, como Pastor, expresso minha solidariedade. Tais agravos, que constituem grave traição da confiança, devem ser condenados de modo inequívoco, pois causaram grande sofrimento e prejudicaram o testemunho da Igreja.

Por isso, peço a todos que apóiem, assistam e colaborem com seus bispos para combater este mal. As vítimas devem receber compaixão e tratamento e os responsáveis destes males devem ser levados diante da justiça. Constitui uma urgente prioridade a promoção de um ambiente mais seguro e sadio, especialmente para os jovens.

Nestes dias, disse ainda o Santo Padre, caracterizados pela celebração do DMJ, somos chamados a refletir sobre a importância deste tesouro que nos foi confiado: os jovens e a sua educação. Enquanto a Igreja na Austrália continua, no espírito do Evangelho, a enfrentar, com eficácia este sério desafio pastoral, o Pontífice manifestou seu desejo de que este tempo de purificação possa proporcionar zelo, reconciliação e fidelidade às exigências morais do Evangelho.A seguir, o Papa dirigiu uma palavra de encorajamento aos seminaristas e aos noviços e noviças da Austrália, exortando-os a dedicar suas vidas à busca da santidade, ao serviço do seu povo e à edificação da Igreja!

Por fim, o Bispo de Roma invocou Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos, para que sustente a Igreja na Austrália na sua fidelidade ao seu Filho. E que a força do Santo Espírito possa consagrar, na verdade, os fiéis daquela terra, produzir abundantes frutos de santidade e de justiça e guiar a humanidade à plenitude da vida.

Vigília de OraçãoDepois da celebração da Missa, Bento XVI almoçou com os bispos australianos, na residência do cardeal-arcebispo de Sydney. Na parte da tarde, o Papa se deslocou ao Hipódromo de Randwick, a 6,5 km., onde se realizou o ponto alto de hoje do DMJ: a grande Vigília de Oração.

A Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora foram colocados no palco. ~

Ao entrar, acompanhado de 12 jovens peregrinos, o Santo Padre ouviu o testemunho de alguns jovens, representantes dos cinco continentes, e pronunciou seu longo e denso discurso.Bento XVI iniciou com o tema do DMJ: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós; e sereis minhas testemunhas”: palavras que Jesus pronunciou antes da sua ascensão ao céu. Assim, o Papa exortou os milhares de jovens presentes: Reunidos diante da Cruz e do ícone de Maria, que peregrinaram por este país e pelo mundo, rezamos sob o esplendor da constelação do Cruzeiro do Sul.

Nesta noite, rezo por vocês e pelos jovens de todos os cantos do mundo. Deixem-se inspirar pelo exemplo dos seus Santos Padroeiros. Acolham em seus corações e em suas mentes os sete dons do Espírito Santo. Reconheçam e acreditem na força do Espírito Santo em suas vidas.

Durante esta Vigília noturna, o Bispo de Roma fixou sua atenção sobre o modo de “ser testemunha”, reconhecendo a pessoa do Espírito Santo e a sua presença vivificante na nossa vida. Sabemos que o Espírito Santo, silencioso e invisível, proporciona orientação e definição ao nosso testemunho sobre Jesus Cristo.

Nosso testemunho cristão é oferecido a um mundo, sob muitos aspectos, frágil. A unidade da criação de Deus está enfraquecida e o espírito humano quase esmagado pela exploração e o abuso das pessoas. De fato, a sociedade contemporânea está passando por um processo de fragmentação e de relativismo.

O Espírito guia a Igreja pelo caminho da verdade total e a unifica na comunhão. A unidade pertence à essência da Igreja. O Espírito Santo tem a função de levar a cumprimento a obra de Cristo. Enriquecidos pelos dons do Espírito, afirmou o Pontífice, os jovens têm a força de ultrapassar as visões parciais, a utopia, a precariedade fugaz e oferecerem a coerência e a certeza do testemunho cristão.

E afirmou:Queridos jovens, o Espírito Santo realiza a maravilhosa comunhão dos fiéis em Cristo. Por sua natureza de doador de graças e dons, agora Ele atua por meio de vocês; façam com que o amor unificante seja a sua medida, o seu desafio, a sua missão. Os dons do Espírito imprimem a direção e a definição do nosso testemunho.

Os dons do Espírito Santo, continua o Papa, nos dão as condições para a edificação da Igreja e o serviço ao mundo; convidam-nos a uma participação ativa e alegre na vida da Igreja: nas paróquias e nos movimentos eclesiais, nas aulas de religião, nas escolas, nas capelas universitárias e nas outras organizações católicas.


A Igreja deve crescer na unidade, revigorar-se na santidade, rejuvenescer e renovar-se constantemente por meio do Espírito Santo. Por isso, o Santo Padre convidou os jovens a voltar-se a Ele, para descobrirem o verdadeiro sentido da renovação.O Papa concluiu seu longo discurso aos jovens do mundo inteiro, convidando-os a invocar o Espírito Santo, artífice das obras de Deus, para que Ele amadureça a sua fé em suas vidas, nos estudos, no trabalho, no esporte, na música, na arte; para que Ele transforme as famílias, as comunidades e as nações. Enfim, pediu a todos que “acreditem na força do Espírito de amor”!

Por fim, Bento XVI passou a cumprimentar os milhares de jovens presentes na Vigília de Oração, no hipódromo de Sydney, em várias línguas. Vamos ouvir sua saudação em português:Meus queridos amigos, recebei o Espírito Santo, para serdes Igreja! Igreja quer dizer todos nós unidos como um corpo que recebe o seu influxo vital de Jesus ressuscitado. Este dom é maior que os nossos corações, porque brota das entranhas da Santíssima Trindade. Fruto e condição: sentir-se parte uns dos outros, viver em comunhão.

Para isso, jovens caríssimos, acolhei dentro de vós a força de vida que há em Jesus. Deixai-O entrar no vosso coração. Deixai-vos plasmar pelo Espírito Santo. Depois da homilia da grande Vigília de Oração, foram apresentados ao Pontífice os 24 jovens que, amanhã, receberão a Crisma ou Sacramento da Confirmação, durante a Missa conclusiva do DMJ.A Vigília de Oração prosseguirá durante toda a noite no Hipódromo de Randwick de Sydney, com a Adoração do Santíssimo Sacramento, alternada com orações, cantos e momentos de reflexão, em preparação da solene celebração Eucarística de conclusão do grande evento, que será presidia pelo Santo Padre, amanhã, naquele mesmo lugar.

No entanto, Bento XVI deixou o hipódromo, de automóvel, e se dirigiu à Residência Episcopal de Sydney, para o jantar e o pernoite. (MT)
Fonte: RV

JMJ - VIGÍLIA DE ORAÇÃO COM OS PEREGRINOS

Vigília de Oração com os jovens no Hipódromo de Randwick.

Discurso do Santo Padre

Caríssimos jovens,

Nesta noite, ouvimos mais uma vez a grande promessa de Cristo –
«ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós» – e escutamos o seu mandato – «sereis minhas testemunhas (…) até aos confins do mundo» (Act 1, 8).

Estas palavras foram precisamente as últimas que Jesus pronunciou antes da sua ascensão ao céu.

Nesta noite, fixamos a nossa atenção sobre «como» tornar-se testemunhas. Precisamos de conhecer a pessoa do Espírito Santo e a sua presença vivificante na nossa vida. Não é fácil!

Já sabeis que o nosso testemunho cristão é oferecido a um mundo que, sob muitos aspectos, é frágil.

A unidade da criação de Deus está enfraquecida por feridas que se tornam profundas quando se quebram as relações sociais ou o espírito humano acaba quase totalmente esmagado pela exploração e o abuso das pessoas.

De facto, a sociedade contemporânea está a sofrer um processo de fragmentação por causa dum modo de pensar que é, por sua natureza, de visão curta, porque transcura o horizonte inteiro da verdade – da verdade referente a Deus e relativa a nós.

Por sua natureza, o relativismo não consegue ver o quadro inteiro. Ignora aqueles mesmos princípios que nos tornam capazes de viver e crescer na unidade, na ordem e na harmonia.A unidade e a reconciliação não se podem alcançar apenas com os nossos esforços.

Deus fez-nos uns para os outros (cf. Gen 2, 24) e, somente em Deus e na sua Igreja, podemos encontrar aquela unidade que procuramos. E todavia, apesar de vermos as imperfeições e desilusões a nível individual e institucional, às vezes somos tentados a construir artificialmente uma comunidade «perfeita».

Não se trata de uma tentação nova. A história da Igreja contém muitos exemplos de tentativas para contornar ou saltar por cima das fraquezas e falimentos humanos a fim de se criar uma unidade perfeita, uma utopia espiritual.

Na realidade, porém, tais tentativas de criar a unidade só a minam. Separar o Espírito Santo de Cristo presente na estrutura institucional da Igreja comprometeria a unidade da comunidade cristã, que é precisamente o dom do Espírito. Infelizmente persiste a tentação de «seguir em frente sozinho».

Alguns falam da sua comunidade local como de algo separado da chamada Igreja institucional, descrevendo a primeira como flexível e aberta ao Espírito e a segunda como rígida e privada do Espírito.

A unidade pertence à essência da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, 813); é um dom que devemos agradecer e amar. Nesta noite, rezamos pelo nosso propósito de cultivar a unidade: contribuir para ela e resistir a toda a tentação de nos irmos embora. Porque é exatamente a amplitude, a perspectiva larga da nossa fé – firme e simultaneamente aberta, consistente e ao mesmo tempo dinâmica, verdadeira e no entanto propensa sempre a um conhecimento mais profundo – que podemos oferecer ao nosso mundo. Permanecei vigilantes.

Procurai saber ouvir. Conseguis vós ouvir, através das dissonâncias e divisões do mundo, a voz concorde da humanidade? Desde a criança abandonada de um campo no Darfur, a um adolescente confuso, a um pai em ânsias numa periferia qualquer, ou talvez neste preciso momento das profundezas do vosso coração eleva-se o mesmo grito humano que anela por um reconhecimento, por uma integração, pela unidade.

Quem poderá satisfazer este desejo humano essencial de ser alguém, viver imerso na comunhão, ser edificado, ser guiado para a verdade? O Espírito Santo… Esta é a sua função: levar a termo a obra de Cristo.

Enriquecidos pelos dons do Espírito, vós tendes a força de ultrapassar as visões parciais, a utopia vã, a precariedade fugaz e oferecer a coerência e a certeza do testemunho cristão.Por estes variados modos, o Espírito é o «dador de vida» que nos conduz mesmo até ao coração de Deus. Assim, quanto mais consentirmos ao Espírito Santo que nos guie, tanto maior será a nossa configuração a Cristo e mais profunda a nossa imersão na vida de Deus uno e trino.Esta participação na própria natureza de Deus (cf. 2 Ped 1, 4) verifica-se no desenrolar dos acontecimentos da vida diária, nos quais Ele sempre está presente.

Há momentos, porém, em que nos podemos sentir tentados a procurar certas satisfações fora de Deus. O afastamento d’Ele é só uma tentativa vã de fugirmos de nós mesmos (cf. Santo Agostinho, Confissões, VIII, 7). Deus está connosco, não na fantasia, mas na realidade da vida. O que temos de procurar é enfrentar a realidade, não fugir dela.

Por isso, o Espírito Santo atrai-nos delicada mas resolutamente para aquilo que é real, duradouro, verdadeiro. É o Espírito que nos reconduz à comunhão com a Trindade Santíssima.O Espírito Santo tem sido, de variadas maneiras, a Pessoa esquecida da Santíssima Trindade.

Uma clara noção d’Ele parece estar quase fora do nosso alcance; e todavia era eu ainda pequeno quando meus pais – tal como os vossos – me ensinaram o Sinal da Cruz e, deste modo, depressa cheguei a compreender que há um Deus em três Pessoas e que a Trindade está no centro da fé e da vida cristã.

Quando cresci bastante para ter uma certa compreensão de Deus Pai e de Deus Filho – os nomes já significavam muito – a minha compreensão da terceira Pessoa da Trindade continuava muito deficiente.

Por isso quando, jovem sacerdote, fui encarregado de ensinar teologia, decidi estudar as testemunhas eminentes do Espírito na história da Igreja. E foi ao longo deste itinerário que dei comigo a ler, entre outros, o grande Santo Agostinho.

Daí que Agostinho, ao princípio, olhasse com suspeita para a doutrina cristã da encarnação de Deus; mas, a sua experiência do amor de Deus presente na Igreja levou-o a procurar a sua fonte na vida de Deus uno e trino. Isto fê-lo chegar a três intuições particulares relativas ao Espírito Santo enquanto vínculo de unidade no seio da Santíssima Trindade: unidade como comunhão, unidade como amor duradouro, unidade como dador e dom.

Estas três intuições não são meramente teóricas; ajudam a explicar como age o Espírito. Num mundo em que tanto os indivíduos como as comunidades sofrem muitas vezes por falta de unidade e coesão, tais intuições ajudam-nos a permanecer sintonizados com o Espírito e a alargar e esclarecer o âmbito do nosso testemunho.

Por isso, com a ajuda de Santo Agostinho, procuremos ilustrar um pouco da obra do Espírito Santo. Observa ele que as duas palavras «Espírito» e «Santo» dizem respeito àquilo que pertence à natureza divina; por outras palavras, àquilo que é compartilhado pelo Pai e pelo Filho na sua comunhão.

Ora se a característica própria do Espírito é ser o que é compartilhado pelo Pai e pelo Filho, então – conclui Agostinho – a qualidade peculiar do Espírito é a unidade. Uma unidade de comunhão existencial: uma unidade de pessoas em recíproca relação de dom constante; o Pai e o Filho que Se dão um ao outro.

Uma verdadeira unidade nunca pode estar fundada sobre relações que neguem igual dignidade às outras pessoas; nem a unidade é simplesmente a soma total dos grupos com que às vezes procuramos «definir-nos» a nós mesmos.

A segunda intuição de Agostinho – o Espírito Santo como amor que permanece – deriva do estudo que ele fez da Primeira Carta de São João, no ponto onde o autor nos diz que «Deus é amor» (1 Jo 4, 16). Agostinho sugere que estas palavras, embora referindo-se à Trindade no seu todo, também se devem entender como expressão duma característica particular do Espírito Santo.

Reflectindo sobre a natureza permanente do amor – «quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (1 Jo 4, 16) – Agostinho interroga-se: é o amor ou o Espírito que garante o dom duradouro? E a conclusão a que chega é esta: «O Espírito Santo faz-nos habitar em Deus e Deus em nós; mas é o amor que causa tudo isto. Portanto, o Espírito é Deus enquanto amor» (De Trinitate, 15, 17, 31).

É uma explicação magnífica: Deus compartilha-Se como amor no Espírito Santo. Mais uma vez, queridos amigos, podemos dar uma vista de olhos àquilo que o Espírito Santo oferece ao mundo: amor que dissolve a incerteza; amor que supera o medo da traição; amor que traz em si a eternidade; o verdadeiro amor que nos introduz numa unidade que permanece.A terceira intuição – o Espírito Santo como dom – Agostinho deduz-la da reflexão sobre uma passagem evangélica que todos conhecemos e apreciamos: o diálogo de Cristo com a samaritana junto do poço.

Aqui Jesus revela-Se como o dador de água viva (cf. Jo 4, 10), que em seguida será especificada como sendo o Espírito (cf. Jo 7, 39; 1 Cor 12, 13). O Espírito é «o dom de Deus» (Jo 4, 10) – a fonte interior (cf. Jo 4, 14) – que sacia verdadeiramente a nossa sede mais profunda e nos conduz ao Pai.

A partir desta observação, Agostinho conclui que o Deus que Se concede a nós como dom é o Espírito Santo (cf. De Trinitate, 15, 18, 32). Amigos, uma vez mais lancemos um olhar sobre a Trindade em acção: o Espírito Santo é Deus que eternamente Se dá; como uma nascente perene, Ele oferece-Se precisamente a Si mesmo. Jovens caríssimos, vimos que é o Espírito Santo quem realiza a maravilhosa comunhão dos crentes em Cristo Jesus.

Fiel à sua natureza de dador e simultaneamente de dom, agora Ele está a actuar por meio de vós. Inspirados pelas intuições de Santo Agostinho, fazei com que o amor unificante seja a vossa medida; o amor duradouro seja o vosso desafio; o amor que se dá a vossa missão.

Amanhã o próprio dom do Espírito será solenemente conferido aos nossos candidatos ao Crisma. Assim rezarei: «Dai-lhes o espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade e enchei-os do espírito do vosso santo temor».

O que constitui a nossa fé não é primariamente aquilo que fazemos, mas o que recebemos. Aliás, muitas pessoas generosas que não são cristãs podem realizar muito mais do que fazemos nós. Amigos, aceitais vós ser introduzidos na vida trinitária de Deus? Aceitais ser introduzidos na sua comunhão de amor?Os dons do Espírito que actuam em nós imprimem a direcção e dão a definição do nosso testemunho.

Orientados por sua natureza para a unidade, os dons do Espírito ligam-nos ainda mais estreitamente ao conjunto do Corpo de Cristo (cf. Lumen gentium, 11), colocando-nos em melhores condições para edificar a Igreja e, assim, servir o mundo (cf. Ef 4, 13). Chamam-nos a uma activa e jubilosa participação na vida da Igreja: nas paróquias e nos movimentos eclesiais, nas aulas de religião na escola, nas capelanias universitárias e nas outras organizações católicas. Inunda-me uma profunda alegria por estar convosco. Invoquemos o Espírito Santo: é Ele o artífice das obras de Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica, 741).

Deixai que os seus dons vos plasmem. Assim como a Igreja realiza a sua viagem juntamente com a humanidade inteira, assim também vós sois chamados a exercitar os dons do Espírito nos altos e baixos da vida diária.

Fazei com que a vossa fé amadureça através dos vossos estudos, trabalho, desporto, música, arte. Procurai que seja sustentada por meio da oração e alimentada através dos sacramentos, para deste modo se tornar fonte de inspiração e de ajuda para quantos vivem ao vosso redor.

No fim de contas, a vida não é simplesmente acumular, e é muito mais do que ter sucesso. Estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus.

Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações. Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza.E agora, enquanto nos preparamos para a adoração do Santíssimo Sacramento, em espera silenciosa repito-vos as palavras pronunciadas pela Beata Mary MacKillop quando tinha precisamente vinte e seis anos: «Acredita naquilo que Deus sussurra ao teu coração!»

Acreditai n’Ele!
Acreditai na força do Espírito do amor!

A versão integral dos discursos pronunciados pelo Santo Padre está disponível no site da Santa Sé www.vatican.va e nas várias edições do jornal L'Osservatore Romano
Fonte: RV