Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador VIGÍLIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIGÍLIA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de julho de 2013

JMJ - Vigília e Missa da JMJ são transferidas para Copacabana

Vigília e Missa da JMJ são transferidas para Copacabana: chuvas inviabilizam Guaratiba



 
Rio de Janeiro (RV) - A Vigília de oração na noite de sábado, e a Missa do domingo, ponto alto da JMJ, foram transferidas para Copacabana. Efetivamente, a área de Guaratiba predisposta para os dois grandes eventos tornou-se inviável em decorrência do mau tempo.

O que já de há alguns dias se temia no Rio de Janeiro foi confirmado pelo Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude: a Vigília e a Missa conclusiva da JMJ não se realizarão na esplanada de Guaratiba, Zona Oeste do Rio.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira devido à chuva contínua que tem caído abundantemente nestes dias no Rio de Janeiro, alagando a área campestre pronta para acolher o último ato da JMJ, que havia sido batizada com o nome de "Campus Fidei".

Os primeiros sinais de uma possível mudança haviam sido dados já na semana passada quando a chuva fez com que parte da esplanada se transformasse num mar de lama. Os organizadores esperavam que o melhoramento do tempo enxugasse o terreno, mas as chuvas contínuas destes dias inviabilizaram o local.

A área de Guaratiba podia acolher mais de 2 milhões de jovens. Teatro de grandes eventos, a praia de Copacabana já acolheu terça-feira passada a Missa de abertura oficial da JMJ – presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta –, lugar também nesta quinta-feira à noite da Festa de acolhimento do Papa Francisco e, na sexta-feira, da Via-Sacra.

O Rio, que deveria esvaziar-se com a Vigília e a Missa em Guaratiba, não parece desiludido com a mudança e se diz pronto para acolher todos os jovens presentes na Cidade Maravilhosa. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 1 de maio de 2011

VIGÍLIA CONTA COM MAIS DE 200 MIL PESSOAS

VIGÍLIA LEVA 200 MIL AO CIRCO MÁXIMO DE ROMA



Cidade do Vaticano, 1º mai (RV) -



A vigília da noite passada no Circo Máximo em Roma, presidida pelo Cardeal Agostino Vallini, vigário geral para a diocese de Roma, teve o testemunho de três pessoas estreitamente ligadas a João Paulo II: a protagonista do milagre que permitiu a beatificação, a religiosa francesa Marie Simon Pierre, curada do mal de Parkinson; o ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls e o Cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi secretário pessoal de João Paulo II por mais de 40 anos.


O evento teve a participação do Coro da diocese de Roma e da Orquestra do Conservatório de Santa Cecília, que interpretou o canto "Jesus Christ you are my life".


O coro da comunidade filipina de Roma e o coro Gaudium Polonia e interpretaram duas peças tradicionais.


Na primeira parte da vigília, houve uma celebração da memória, em lembrança das palavras e dos gestos de João Paulo II.


Foi exposta uma grande reprodução da imagem de Maria Salus Populi Romani, padroeira da cidade de Roma, e projetadas imagens do pontificado de João Paulo II.Após a série de testemunhos, inclusive de alguns jovens romanos, foi cantado o hino "Totus tuus", composto no 50º aniversário da ordenação sacerdotal de João Paulo II (1996).


Foi projetado um vídeo focado principalmente nos meses finais da vida de João Paulo II, quando o mal de Parkinson tornou o impossibilitou de falar ou caminhar.


A segunda parte do evento começou com palavras do Cardeal Vallini, que apresentou de modo sintético a personalidade espiritual e pastoral do beato.


Após a recitação dos Mistérios Luminosos do Santo Rosário, criados por João Paulo II, foi feita a conexão direta, via satélite, com cinco santuários marianos espalhados pelo mundo.


Cada Mistério foi relacionado a uma intenção de João Paulo II: no santuário Lagiewniki, em Cracóvia, a intenção foi a juventude; no santuário Kawekamo-Bugando (Tanzânia), a família; no santuário de Nossa Senhora do Líbano, em Harissa, a evangelização; na basílica de Santa Maria de Guadalupe, da Cidade do México, a esperança e a paz das nações e no Santuário da Fátima, a Igreja.


Esta noite, a capital italiana continuou rezando: a Cidade Eterna viveu a chamada “Noite Branca” de oração.


A partir das 23h, até o amanhecer, oito igrejas do centro estiveram abertas: Santa Anastasia, San Bartolomeo allIsola, Santa Agnese in Agone (na Piazza Navona com um grupo de jovens poloneses), San Marco al Campidoglio, Santissimo Nome di Gesú all’Argentina, Santa Maria in Vallicella, San Andrea della Valle e San Giovanni dei Fiorentini.(CM)



Fonte: RV

segunda-feira, 13 de abril de 2009

PAPA EXPLICA O QUE É A RESSURREIÇÃO

NA VIGÍLIA PASCAL, PAPA EXPLICA O QUE É A RESSURREIÇÃO

Cidade do Vaticano,

- Na noite do Sábado Santo, Bento XVI presidiu à Vigília Pascal na Basílica de S. Pedro, diante de cinco mil pessoas. Em especial, o papa explicou do que se trata a ressurreição. Por não entrar no âmbito das nossas experiências, esta mensagem acaba incompreendida, como se fosse algo do passado. A Igreja, por sua vez, procura levar-nos à sua compreensão, traduzindo este acontecimento misterioso na linguagem dos símbolos. Na Vigília Pascal, disse o pontífice, o significado deste dia nos é indicado através de três símbolos: a luz, a água e o cântico do aleluia.Temos, em primeiro lugar, a luz. Onde há luz, nasce a vida. Na mensagem bíblica, a luz é a imagem mais imediata de Deus: Ele é todo Resplendor, Vida, Verdade, Luz. A ressurreição de Jesus é uma irrupção de luz. Ele é a Luz pura: é o próprio Deus, que faz nascer uma nova criação no meio da antiga, transforma o caos em cosmos.Na Vigília Pascal, a Igreja representa o mistério da luz de Cristo no sinal do círio pascal, cuja chama é simultaneamente luz e calor. O simbolismo da luz está ligado com o do fogo: resplendor e calor, resplendor e energia de transformação contida no fogo. Verdade e amor andam juntos."Peçamos ao Senhor que a pequena chama da vela, que Ele acendeu em nós, a luz delicada da sua palavra e do seu amor, no meio das confusões deste tempo, não se apague em nós, mas se torne cada vez mais forte e mais resplendorosa. Para que sejamos com Ele pessoas do dia, astros para o nosso tempo."O segundo símbolo da Vigília Pascal – a noite do Batismo – é a água. Na Sagrada Escritura, ela aparece com dois significados opostos. De um lado, há o mar que se apresenta como o poder antagonista da vida sobre a terra, como a sua contínua ameaça, à qual, porém, Deus colocou um limite. É o elemento da morte. O outro significado é a água como nascente fresca, que dá a vida, ou também como o grande rio de onde provém a vida. Sem água, não há vida. Cristo é nascente de água viva. D’Ele brota o grande rio que, no Batismo, faz frutificar e renova o mundo; o grande rio de água viva é o seu Evangelho que torna fecunda a terra. No Batismo, o Senhor faz de nós não só pessoas de luz, mas também nascentes, das quais brota água viva. O terceiro grande símbolo da Vigília Pascal é de natureza muito particular; envolve o próprio homem. É a entoação do cântico novo: o aleluia. Quando uma pessoa experimenta uma grande alegria, não pode guardá-la para si. Deve manifestá-la, transmiti-la. O falar já não basta. Ela tem de cantar. Desde que Jesus ressuscitou, a gravitação do amor é mais forte que a do ódio; a força de gravidade da vida é mais forte que a da morte. "Porventura, concluiu o papa, não é esta a situação da Igreja de todos os tempos? Sempre dá a impressão de que ela deva afundar e, todavia, já está salva. A mão salvadora do Senhor nos sustenta e assim podemos cantar desde já o cântico dos redimidos, o cântico novo dos ressuscitados: Aleluia!"Durante a celebração, cinco catecúmenos receberam o sacramento da iniciação cristã: três italianos, uma chinesa e uma norte-americana. (BF)

Fonte: RV

sábado, 11 de abril de 2009

VIGÍLIA PASCAL NA NOITE SANTA - HOMILIA DE BENTO XVI

Vigília Pascal na noite santa - Homilia de Sua Santidade BentoXVI


Amados irmãos e irmãs!

Narra São Marcos no seu Evangelho que os discípulos, ao descer do monte da Transfiguração, discutiam entre si o que queria dizer «ressuscitar dos mortos» (cf. Mc 9, 10).
Antes, o Senhor tinha-lhes anunciado a sua paixão e a ressurreição três dias depois. Pedro tinha protestado contra o anúncio da morte. Mas agora interrogavam-se acerca do que se poderia entender pelo termo «ressurreição». Porventura não acontece o mesmo também a nós?
O Natal, o nascimento do Deus Menino de certo modo é-nos imediatamente compreensível. Podemos amar o Menino, podemos imaginar a noite de Belém, a alegria de Maria, a alegria de São José e dos pastores e o júbilo dos Anjos. Mas, a ressurreição: o que é? Não entra no âmbito das nossas experiências, e assim a mensagem frequentemente acaba, em qualquer medida, incompreendida, algo do passado. A Igreja procura levar-nos à sua compreensão, traduzindo este acontecimento misterioso na linguagem dos símbolos pelos quais nos seja possível de algum modo contemplar este facto impressionante. Na Vigília Pascal, indica-nos o significado deste dia sobretudo através de três símbolos: a luz, a água e o cântico novo do aleluia.
Temos, em primeiro lugar, a luz. A criação por obra de Deus – acabámos de ouvir a sua narração bíblica – começa com as palavras: «Haja luz!» (Gen 1, 3). Onde há luz, nasce a vida, o caos pode transformar-se em cosmos. Na mensagem bíblica, a luz é a imagem mais imediata de Deus: Ele é todo Resplendor, Vida, Verdade, Luz. Na Vigília Pascal, a Igreja lê a narração da criação como profecia. Na ressurreição, verifica-se de modo mais sublime aquilo que este texto descreve como o início de todas as coisas. Deus diz de novo: «Haja luz». A ressurreição de Jesus é uma irrupção de luz. A morte fica superada, o sepulcro escancarado. O próprio Ressuscitado é Luz, a Luz do mundo. Com a ressurreição, o dia de Deus entra nas noites da história. A partir da ressurreição, a luz de Deus difunde-se pelo mundo e pela história. Faz-se dia. Somente esta Luz – Jesus Cristo – é a luz verdadeira, mais verdadeira que o fenómeno físico da luz. Ele é a Luz pura: é o próprio Deus, que faz nascer uma nova criação no meio da antiga, transforma o caos em cosmos.Procuremos compreender isto um pouco melhor ainda. Porque é que Cristo é Luz? No Antigo Testamento, a Torah era considerada como a luz vinda de Deus para o mundo e para os homens. Aquela separa, na criação, a luz das trevas, isto é, o bem do mal. Aponta ao homem o caminho justo para viver de modo autêntico. Indica-lhe o bem, mostra-lhe a verdade e conduz-lo para o amor, que é o seu conteúdo mais profundo. Aquela é «lâmpada» para os passos, e «luz» no caminho (cf. Sal 119/118, 105). Ora, os cristãos sabiam que, em Cristo está presente a Torah: a Palavra de Deus está presente n’Ele como Pessoa. A Palavra de Deus é a verdadeira Luz de que o homem necessita. Esta Palavra está presente n’Ele, no Filho. O Salmo 19 comparara a Torah ao sol, que, nascendo, manifesta a glória de Deus visivelmente em todo o mundo. Os cristãos compreendem: sim, na ressurreição, o Filho de Deus surgiu como Luz sobre o mundo. Cristo é a grande Luz, da qual provém toda a vida. Ele faz-nos reconhecer a glória de Deus de um extremo ao outro da terra. Indica-nos a estrada. Ele é o dia de Deus que agora, crescendo, se difunde por toda a terra. Agora, vivendo com Ele e por Ele, podemos viver na luz.Na Vigília Pascal, a Igreja representa o mistério da luz de Cristo no sinal do círio pascal, cuja chama é simultaneamente luz e calor. O simbolismo da luz está ligado com o do fogo: resplendor e calor, resplendor e energia de transformação contida no fogo. Verdade e amor andam juntos. O círio pascal arde e deste modo se consuma: cruz e ressurreição são inseparáveis. Da cruz, da autodoacção do Filho nasce a luz, provém o verdadeiro resplendor sobre o mundo. No círio pascal, todos acendemos as nossas velas, sobretudo as dos neo-baptizados, aos quais, neste sacramento, a luz de Cristo é colocada no fundo do coração. A Igreja Antiga designou o Baptismo como fotismos, como sacramento da iluminação, como uma comunicação de luz e ligou-o inseparavelmente com a ressurreição de Cristo. No Baptismo, Deus diz ao baptizando: «Haja luz». O baptizando é introduzido dentro da luz de Cristo. Cristo divide agora a luz das trevas. N’Ele reconhecemos o que é verdadeiro e o que é falso, o que é o resplendor e o que é a escuridão. Com Ele, surge em nós a luz da verdade e começamos a compreender. Uma vez quando Cristo viu a gente que se congregara para O escutar e esperava d’Ele uma orientação, sentiu compaixão por ela, porque eram como ovelhas sem pastor (cf. Mc 6, 34). No meio das correntes contrastantes do seu tempo, não sabiam a quem dirigir-se. Quanta compaixão deve Ele sentir também do nosso tempo, por causa de todos os grandes discursos por trás dos quais, na realidade, se esconde uma grande desorientação! Para onde devemos ir? Quais são os valores, segundo os quais podemos regular-nos? Os valores segundo os quais podemos educar os jovens, sem lhes dar normas que talvez não subsistam nem exigir coisas que talvez não lhes devam ser impostas? Ele é a Luz. A vela baptismal é o símbolo da iluminação que nos é concedida no Baptismo. Assim, nesta hora, também São Paulo nos fala de modo muito imediato. Na Carta aos Filipenses, diz que, no meio de uma geração má e perversa, os cristãos deveriam brilhar como astros no mundo (cf. Fil 2, 15). Peçamos ao Senhor que a pequena chama da vela, que Ele acendeu em nós, a luz delicada da sua palavra e do seu amor no meio das confusões deste tempo não se apague em nós, mas torne-se cada vez mais forte e mais resplendorosa. Para que sejamos com Ele pessoas do dia, astros para o nosso tempo.O segundo símbolo da Vigília Pascal – a noite do Baptismo – é a água. Esta aparece, na Sagrada Escritura e consequentemente também na estrutura íntima do sacramento do Baptismo, com dois significados opostos. De um lado, temos o mar que se apresenta como o poder antagonista da vida sobre a terra, como a sua contínua ameaça, à qual, porém, Deus colocou um limite. Por isso o Apocalipse, ao falar do mundo novo de Deus, diz que lá o mar já não existirá (cf. 21, 1). É o elemento da morte. E assim torna-se a representação simbólica da morte de Jesus na cruz: Cristo desceu aos abismos do mar, às águas da morte, como Israel penetrou no Mar Vermelho. Ressuscitado da morte, Ele dá-nos a vida. Isto significa que o Baptismo não é apenas um banho, mas um novo nascimento: com Cristo, como que descemos ao mar da morte para dele subirmos como criaturas novas.O outro significado com que encontramos a água é como nascente fresca, que dá a vida, ou também como o grande rio donde provém a vida. Segundo o ordenamento primitivo da Igreja, o Baptismo devia ser administrado com água fresca de nascente. Sem água, não há vida. Impressiona a grande importância que têm na Sagrada Escritura os poços. São lugares donde brota a vida. Junto do poço de Jacob, Cristo anuncia à Samaritana o poço novo, a água da vida verdadeira. Manifesta-Se a ela como o novo e definitivo Jacob, que abre à humanidade o poço que esta aguarda: aquela água que dá a vida que jamais se esgota (cf. Jo 4, 5-15). São João narra-nos que um soldado feriu com uma lança o lado de Jesus e que, do lado aberto – do seu coração trespassado –, saiu sangue e água (cf. Jo 19, 34). Nisto, a Igreja Antiga viu um símbolo do Baptismo e da Eucaristia, que brotam do coração trespassado de Jesus. Na morte, Jesus mesmo Se tornou a nascente. Numa visão, o profeta Ezequiel tinha visto o Templo novo, do qual jorra uma nascente que se torna um grande rio que dá a vida (cf. Ez 47, 1-12); para uma Terra que sempre sofria com a seca e a falta de água, esta era uma grande visão de esperança. A cristandade dos primórdios compreendeu: em Cristo, realizou-se esta visão. Ele é o Templo verdadeiro, o Templo vivo de Deus. E é também a nascente de água viva. D’Ele brota o grande rio que, no Baptismo, faz frutificar e renova o mundo; o grande rio de água viva é o seu Evangelho que torna fecunda a terra. Mas, num discurso durante a Festa das Tendas, Jesus profetizou uma coisa ainda maior: «Do seio daquele que acreditar em Mim, correrão rios de água viva» (Jo 7, 38). No Baptismo, o Senhor faz de nós não só pessoas de luz, mas também nascentes das quais brota água viva. Todos nós conhecemos tais pessoas que nos deixam de algum modo restaurados e renovados; pessoas que são como que uma fonte de água fresca borbotante. Não devemos necessariamente pensar a pessoas grandes como Agostinho, Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Madre Teresa de Calcutá e assim por diante, pessoas através das quais verdadeiramente rios de água viva penetraram na história. Graças a Deus, encontramo-las continuamente mesmo no nosso dia a dia: pessoas que são uma nascente. Com certeza, conhecemos também o contrário: pessoas das quais emana um odor parecido com o dum charco com água estagnada ou mesmo envenenada. Peçamos ao Senhor, que nos concedeu a graça do Baptismo, para podermos ser sempre nascentes de água pura, fresca, saltitante da fonte da sua verdade e do seu amor. O terceiro grande símbolo da Vigília Pascal é de natureza muito particular; envolve o próprio homem. É a entoação do cântico novo: o aleluia. Quando uma pessoa experimenta uma grande alegria, não pode guardá-la para si. Deve manifestá-la, transmiti-la. Mas que sucede quando a pessoa é tocada pela luz da ressurreição, entrando assim em contacto com a própria Vida, com a Verdade e com o Amor? Disto, não pode limitar-se simplesmente a falar; o falar já não basta. Ela tem de cantar. Na Bíblia, a primeira menção do acto de cantar encontra-se depois da travessia do Mar Vermelho. Israel libertou-se da escravidão. Subiu das profundezas ameaçadoras do mar. É como se tivesse renascido. Vive e é livre. A Bíblia descreve a reacção do povo a este grande acontecimento da salvação com a frase: «O povo acreditou no Senhor e em Moisés, seu servo» (Ex 14, 31). Segue-se depois a segunda reacção que nasce, por uma espécie de necessidade interior, da primeira: «Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este cântico ao Senhor…». Na Vigília Pascal, ano após ano, nós, cristãos, depois da terceira leitura entoamos este cântico, cantamo-lo como o nosso cântico, porque também nós, pelo poder de Deus, fomos tirados para fora da água e libertos para a vida verdadeira.Para a história do cântico de Moisés depois da libertação de Israel do Egipto e depois da subida do Mar Vermelho, há um paralelismo surpreendente no Apocalipse de São João. Antes de iniciarem os últimos sete flagelos impostos à terra, aparece ao vidente «uma espécie de mar de cristal misturado com fogo. Sobre o mar de cristal, estavam de pé os vencedores do Monstro, da sua imagem e do número do seu nome. Tinham na mão harpas divinas e cantavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro…» (Ap 15, 2s). Com esta imagem, é descrita a situação dos discípulos de Jesus em todos os tempos, a situação da Igreja na história deste mundo. Considerada humanamente, tal situação é contraditória em si mesma. Por um lado, a comunidade encontra-se no Êxodo, no meio do Mar Vermelho. Num mar que, paradoxalmente, é ao mesmo tempo gelo e fogo. E não deve porventura a Igreja caminhar sempre sobre o mar através do fogo e do frio? Humanamente falando, deveria afundar. Mas não, e enquanto caminha ainda no meio deste Mar Vermelho, ela canta – entoa o cântico de louvor dos justos: o cântico de Moisés e do Cordeiro, no qual concordam a Antiga e a Nova Aliança. Enquanto, na realidade deveria afundar, a Igreja entoa o cântico de agradecimento dos redimidos. Está sobre as águas de morte da história e todavia já está ressuscitada. Cantando, ela agarra-se à mão do Senhor, que a sustenta por cima das águas. E sabe que deste modo é guindada fora da força de gravidade da morte e do mal – uma força da qual, sem tal intervenção, não haveria caminho algum de fuga – guindada e atraída para dentro da nova força de gravidade de Deus, da verdade e do amor. De momento, ela encontra-se ainda entre os dois campos gravitacionais. Mas desde que Jesus ressuscitou, a gravitação do amor é mais forte que a do ódio; a força de gravidade da vida é mais forte que a da morte. Porventura não é esta a situação da Igreja de todos os tempos? Sempre dá a impressão que ela deva afundar, e todavia já está salva. São Paulo ilustrou esta situação com as palavras: «Somos considerados (…) como agonizantes, embora estejamos com vida» (2 Cor 6, 9). A mão salvadora do Senhor nos sustenta e assim podemos cantar já agora o cântico dos redimidos, o cântico novo dos ressuscitados: Aleluia! Amen.

Fonte: RV

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

VIETNÃ: VIGÍLIA DE ORAÇÃO POR JUSTIÇA


NO VIETNÃ, VIGÍLIA DE ORAÇÃO PARA PEDIR JUSTIÇA E REZAR PELOS QUE PERSEGUEM A IGREJA


Cidade de Ho Chi Minh


Hanói,
- Sete mil católicos de Ho Chi Minh City participaram na noite de ontem para hoje de uma vigília de oração.
Com a participação de muitos jovens, a vigília teve lugar na igreja dedicada à Mãe do Perpétuo Socorro.
A vigília teve início às 19h locais, mas uma hora antes o local já estava lotado.
O sacerdote que celebrou a missa, Pe. Dominique, convidou "os católicos vietnamitas a deixarem a casa da violação para viver na casa da paz".
Os católicos deveriam "remover pressões, ira e hostilidade para amar e rezar por aqueles que nos perseguem, porque também eles são nossos irmãos e irmãs. Nós vivemos em Jesus" _ ressaltou Pe. Dominique.
Nesse contexto, sacerdotes, religiosos e leigos rezaram pelo arcebispo de Hanói, Dom Joseph Ngô Quang Kiêt, pelo pároco de Thai Ha, Pe. Vu Khoi Phung, pelos Redentoristas e por todos os sacerdotes e leigos da paróquia.
Rezou-se também pela justiça, a paz e a verdade no Vietnã.
Durante a vigília foi ouvido na íntegra o texto com as palavras do arcebispo de Hanói, que havia sido publicado de modo manipulado pelos jornais.
Efetivamente, dias atrás jornais e televisão estatais desinformaram sobre as "orações pela paz e a justiça, feitas pelos fiéis da paróquia de Thai Ha".
O arcebispo de Ho Chi Minh City, Cardeal Jean-Baptiste Pham Minh Mân, arcebispo daquela que no passado se chamava Saigon e que permanece sendo a maior cidade do Vietnã, dispôs que o texto seja lido na íntegra durante todas as missas dominicais.Segundo a Igreja local, o povo quer que o governo ponha fim à campanha de imprensa contra os sacerdotes católicos e seus fiéis, e que as leis sejam respeitadas, permitindo o retorno dos bens a seus legítimos proprietários. (RL)
Fonte: RV

terça-feira, 16 de setembro de 2008

VIGÍLIA DA IGREJA PELA ASSEMBLEIA DA ONU EM NOVA IORQUE

IGREJA FAZ VIGÍLIA PELA ASSEMBLÉIA DA ONU EM NOVA IORQUE
Bispo de Nova Iorque, Edward Egan

Nova Iorque,

- A Igreja da Sagrada Família de Manhattan, em Nova Iorque, recebeu ontem a tarde uma celebração ecumênica de oração em vigília da abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas. A cerimônia anual é promovida pela Arquidiocese de Nova Iorque pela missão de observação permanente da Santa Sé junto à ONU.
Durante a celebração, Dom Celestino Migliore, observador do Vaticano nas Nações Unidas, lerá uma mensagem do papa Bento XVI sobre a 63ª sessão.
Já o bispo de Nova Iorque, Edward Egan, proporá uma reflexão acerca da passagem de Jeremias 1, 4-9.(MO)
Fonte: RV

sábado, 19 de julho de 2008

JMJ - UM DIA MUITO PRECIOSO NO AMOR A DEUS: COM OS BISPOS O CLERO E OS JOVENS NA VIGÍLIA

BENTO XVI FALA AOS BISPOS E CLERO DA AUSTRÁLIA E PRESIDE À GRANDE VIGÍLIA DE ORAÇÃO DOS JOVENS EM SYDNEY

Sydney, 19 jul (RV)
- Bento XVI iniciou cedo suas atividades neste sábado em Sydney, na Austrália, onde se encontra, desde domingo passado, para o XXIII DMJ.

O Papa deixou a residência episcopal de Sydney, às 9 horas locais, e se transferiu à Catedral de “Maria, Auxílio dos Cristãos”, padroeira da Austrália, que compreende também a Residência do Cardeal George Pell.
Ali, o Pontífice celebrou Missa para os bispos australianos, seminaristas, os noviços e as noviças.No início da celebração Eucarística foi feita uma saudação ao Papa, por parte do Cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, como também por um seminarista e uma religiosa, em nome de todos os presentes.

A seguir, em sua homilia, Bento XVI cumprimentou todos, mas, de modo particular, os seminaristas e noviços, que, como os jovens israelitas da leitura de hoje, são um sinal de esperança e de renovação para o povo de Deus; eles, como os jovens israelitas, têm a missão de edificar a casa de Deus para as gerações futuras. O Bispo de Roma recordou os sacerdotes, religiosos e fiéis leigos que contribuíram, segundo a própria função, para a construção da Igreja na Austrália e a difusão do Evangelho, com a conseqüente conversão dos corações, a santidade, unidade e caridade.

Durante a celebração Eucarística, Bento XVI consagrou o novo altar daquela catedral, que, como ele disse, é símbolo de Jesus Cristo, presente no meio da sua Igreja como sacerdote e vítima. Na liturgia da Igreja e, sobretudo, no sacrifício da Missa consumado sobre os altares de todo o mundo, explicou o Papa, Cristo nos convida a partilhar da sua auto-oblação e nos chama a oferecer, em união com Ele, os sacrifícios quotidianos para a salvação do mundo. E, recordando que somos consagrados ao serviço de Deus e para a edificação do seu Reino, afirmou:Em nome da liberdade e da autonomia humanas, o nome de Deus foi silenciado, a religião reduzida a uma devoção pessoal e a fé banida. Tal mentalidade, radicalmente contrária à essência do Evangelho, pode ofuscar a compreensão de Igreja e da sua missão.

Também nós podemos ser tentados a reduzir a vida de fé a uma questão de mero sentimento, enfraquecendo assim o seu poder de inspirar uma visão coerente do mundo e um diálogo rigoroso com tantas outras perspectivas, que lutam por conquistar as mentes e os corações dos nossos contemporâneos.

Que esta celebração na presença do Sucessor de Pedro, disse o Papa, seja um momento de nova consagração e de renovação para toda a Igreja na Austrália. E, aqui, expressou a vergonha de toda a Igreja pelos abusos sexuais contra menores, cometidos por alguns sacerdotes e religiosos daquela e de outras nações.

E acrescentou: Estou realmente sentido pela dor e o sofrimento das vítimas, com as quais, como Pastor, expresso minha solidariedade. Tais agravos, que constituem grave traição da confiança, devem ser condenados de modo inequívoco, pois causaram grande sofrimento e prejudicaram o testemunho da Igreja.

Por isso, peço a todos que apóiem, assistam e colaborem com seus bispos para combater este mal. As vítimas devem receber compaixão e tratamento e os responsáveis destes males devem ser levados diante da justiça. Constitui uma urgente prioridade a promoção de um ambiente mais seguro e sadio, especialmente para os jovens.

Nestes dias, disse ainda o Santo Padre, caracterizados pela celebração do DMJ, somos chamados a refletir sobre a importância deste tesouro que nos foi confiado: os jovens e a sua educação. Enquanto a Igreja na Austrália continua, no espírito do Evangelho, a enfrentar, com eficácia este sério desafio pastoral, o Pontífice manifestou seu desejo de que este tempo de purificação possa proporcionar zelo, reconciliação e fidelidade às exigências morais do Evangelho.A seguir, o Papa dirigiu uma palavra de encorajamento aos seminaristas e aos noviços e noviças da Austrália, exortando-os a dedicar suas vidas à busca da santidade, ao serviço do seu povo e à edificação da Igreja!

Por fim, o Bispo de Roma invocou Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos, para que sustente a Igreja na Austrália na sua fidelidade ao seu Filho. E que a força do Santo Espírito possa consagrar, na verdade, os fiéis daquela terra, produzir abundantes frutos de santidade e de justiça e guiar a humanidade à plenitude da vida.

Vigília de OraçãoDepois da celebração da Missa, Bento XVI almoçou com os bispos australianos, na residência do cardeal-arcebispo de Sydney. Na parte da tarde, o Papa se deslocou ao Hipódromo de Randwick, a 6,5 km., onde se realizou o ponto alto de hoje do DMJ: a grande Vigília de Oração.

A Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora foram colocados no palco. ~

Ao entrar, acompanhado de 12 jovens peregrinos, o Santo Padre ouviu o testemunho de alguns jovens, representantes dos cinco continentes, e pronunciou seu longo e denso discurso.Bento XVI iniciou com o tema do DMJ: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós; e sereis minhas testemunhas”: palavras que Jesus pronunciou antes da sua ascensão ao céu. Assim, o Papa exortou os milhares de jovens presentes: Reunidos diante da Cruz e do ícone de Maria, que peregrinaram por este país e pelo mundo, rezamos sob o esplendor da constelação do Cruzeiro do Sul.

Nesta noite, rezo por vocês e pelos jovens de todos os cantos do mundo. Deixem-se inspirar pelo exemplo dos seus Santos Padroeiros. Acolham em seus corações e em suas mentes os sete dons do Espírito Santo. Reconheçam e acreditem na força do Espírito Santo em suas vidas.

Durante esta Vigília noturna, o Bispo de Roma fixou sua atenção sobre o modo de “ser testemunha”, reconhecendo a pessoa do Espírito Santo e a sua presença vivificante na nossa vida. Sabemos que o Espírito Santo, silencioso e invisível, proporciona orientação e definição ao nosso testemunho sobre Jesus Cristo.

Nosso testemunho cristão é oferecido a um mundo, sob muitos aspectos, frágil. A unidade da criação de Deus está enfraquecida e o espírito humano quase esmagado pela exploração e o abuso das pessoas. De fato, a sociedade contemporânea está passando por um processo de fragmentação e de relativismo.

O Espírito guia a Igreja pelo caminho da verdade total e a unifica na comunhão. A unidade pertence à essência da Igreja. O Espírito Santo tem a função de levar a cumprimento a obra de Cristo. Enriquecidos pelos dons do Espírito, afirmou o Pontífice, os jovens têm a força de ultrapassar as visões parciais, a utopia, a precariedade fugaz e oferecerem a coerência e a certeza do testemunho cristão.

E afirmou:Queridos jovens, o Espírito Santo realiza a maravilhosa comunhão dos fiéis em Cristo. Por sua natureza de doador de graças e dons, agora Ele atua por meio de vocês; façam com que o amor unificante seja a sua medida, o seu desafio, a sua missão. Os dons do Espírito imprimem a direção e a definição do nosso testemunho.

Os dons do Espírito Santo, continua o Papa, nos dão as condições para a edificação da Igreja e o serviço ao mundo; convidam-nos a uma participação ativa e alegre na vida da Igreja: nas paróquias e nos movimentos eclesiais, nas aulas de religião, nas escolas, nas capelas universitárias e nas outras organizações católicas.


A Igreja deve crescer na unidade, revigorar-se na santidade, rejuvenescer e renovar-se constantemente por meio do Espírito Santo. Por isso, o Santo Padre convidou os jovens a voltar-se a Ele, para descobrirem o verdadeiro sentido da renovação.O Papa concluiu seu longo discurso aos jovens do mundo inteiro, convidando-os a invocar o Espírito Santo, artífice das obras de Deus, para que Ele amadureça a sua fé em suas vidas, nos estudos, no trabalho, no esporte, na música, na arte; para que Ele transforme as famílias, as comunidades e as nações. Enfim, pediu a todos que “acreditem na força do Espírito de amor”!

Por fim, Bento XVI passou a cumprimentar os milhares de jovens presentes na Vigília de Oração, no hipódromo de Sydney, em várias línguas. Vamos ouvir sua saudação em português:Meus queridos amigos, recebei o Espírito Santo, para serdes Igreja! Igreja quer dizer todos nós unidos como um corpo que recebe o seu influxo vital de Jesus ressuscitado. Este dom é maior que os nossos corações, porque brota das entranhas da Santíssima Trindade. Fruto e condição: sentir-se parte uns dos outros, viver em comunhão.

Para isso, jovens caríssimos, acolhei dentro de vós a força de vida que há em Jesus. Deixai-O entrar no vosso coração. Deixai-vos plasmar pelo Espírito Santo. Depois da homilia da grande Vigília de Oração, foram apresentados ao Pontífice os 24 jovens que, amanhã, receberão a Crisma ou Sacramento da Confirmação, durante a Missa conclusiva do DMJ.A Vigília de Oração prosseguirá durante toda a noite no Hipódromo de Randwick de Sydney, com a Adoração do Santíssimo Sacramento, alternada com orações, cantos e momentos de reflexão, em preparação da solene celebração Eucarística de conclusão do grande evento, que será presidia pelo Santo Padre, amanhã, naquele mesmo lugar.

No entanto, Bento XVI deixou o hipódromo, de automóvel, e se dirigiu à Residência Episcopal de Sydney, para o jantar e o pernoite. (MT)
Fonte: RV