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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

PEREGRINAÇÃO NACIONAL EM FAVOR DA FAMÍLIA

Brasil: famílias peregrinam ao Santuário de Aparecida
Evento quer reforçar os valores da família, diz arcebispo

“Família Discípula e Missionária a Serviço da Vida”


APARECIDA, quarta-feira, 20 de maio de 2009 (ZENIT.org).


- O Santuário de Aparecida acolhe no próximo final de semana a Peregrinação Nacional em Favor da Família, organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O evento tem como tema: “Família Discípula e Missionária a Serviço da Vida”.
De acordo com os organizadores, a cidade de Aparecida foi escolhida por ter Maria como padroeira e pela sua importância religiosa para o Brasil.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, Dom Orlando Brandes, considera que a peregrinação será um despertar para importância da família.
“Queremos despertar o brasileiro para o valor e a centralidade da família diante de tantas crises que passamos na atualidade”, diz em um comunicado enviado a Zenit.
Dom Orlando também afirma que o evento responde às orientações do Papa Bento XVI sobre incrementar e fortalecer os valores familiares, indicações estas presentes também nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e no Documento de Aparecida.
“A família é um dos eixos transversais da ação evangelizadora”, afirma o arcebispo, que considera o encontro como uma oportunidade de conscientização sobre as necessidades mais urgentes para a família.
“Esse evento só vem confirmar a necessidade de defender a família, fortalecer, ajudar e apoiar os congressistas para observarem o seu valor primordial, para que assim eles possam ter base para aprovar urgentemente as causas de tão importante parcela da população brasileira”, destaca.
Entre as atividades do evento, no dia 23 de maio, haverá procissão até a Tribuna Bento XVI, para oração do terço meditado e, às 19h, acontecerá a missa na Basílica Nacional, com procissão luminosa.
No domingo, 24, os participantes se reunirão para a “Grande Concentração em Favor da Família”. Às 8h terá lugar a celebração eucarística na Basílica Nacional. Na Tribuna Aloísio Lorscheider acontecerá o show da família em favor da vida, com testemunhos familiares e apresentações musicais animadas pelo padre Reginaldo Mangotti. As TVs católicas transmitirão o evento.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 19 de maio de 2009

TEM INÍCIO A "CONVERSÃO PASTORAL" MISSIONÁRIA PARA A IGREJA DA AMÉRICA LATINA

Começa “conversão pastoral” missionária da Igreja na América Latina
Mensagem da XXXII Assembleia Plenária do CELAM
Por Nieves San Martín
MANÁGUA

- Os bispos representantes das 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe, convocados para a Assembleia Intermediária do quatriênio 2007-2011 em Manágua (Nicarágua), ao final da mesma divulgaram, no dia 15 de maio, uma mensagem titulada “Para que Nossos Povos em Cristo tenham Vida em Abundância”.
Os bispos reunidos “dentro do belo e consolador tempo da Páscoa” afirmam, em primeiro lugar, ter “orado e refletido juntos de 12 e 15 de maio” e ter “experimentado a comunhão e o espírito fraterno que nos fez recordar o ambiente vivido na V Conferência Geral celebrada há dois anos em Aparecida”.
Por isso, querem transmitir sua experiência “com grande esperança para consolar-nos mutuamente diante de tantas adversidades e dores pelas quais atravessam nossos sofridos povos da América Latina e do Caribe”.
Os prelados consideraram e valorizaram o caminho percorrido desde sua última Assembleia, “constatando e agradecendo a Deus Pai por continuar derramando seu Espírito Santificador em nossas Igrejas particulares, prolongando o renovado o Pentecostes que experimentamos em Aparecida”.
Afirmam ser “conscientes das dificuldades e das resistências que implicam a renovação das estruturas eclesiais para que sejam missionárias, e a formação dos agentes de pastoral (presbíteros, consagrados e leigos) para que sejam discípulos missionários”. Mas reconhecem que “a conversão pastoral está acontecendo e nossas Igrejas estão respondendo. O convite firme que Aparecida fez para realizar a Missão Continental está frutificando”.
Em Aparecida, recordam, "afirmou-se com clareza que a diocese é o lugar privilegiado para viver a comunhão" (DA 164-169). Sobre isso, reconhecem e valorizam “os esforços que se fizeram nos diferentes níveis para promover a comunhão. Por exemplo, entre a vida consagrada e as dioceses, entre os movimentos apostólicos e a pastoral diocesana. O testemunho de unidade na Igreja nos tempos atuais se converte em pedra angular para dar um testemunho confiável à sociedade”.
Os bispos reunidos em Manágua constatam “que as atividades do CELAM se orientaram com sincronia para impulsionar a missão continental”.
Apreciam “o esforço que os diferentes organismos do CELAM fizeram para reorientar os tradicionais afazeres e colocar nossas Igrejas em estado de missão”.
O CELAM, afirmam, “tem a preocupação de servir as Conferências Episcopais com a convicção de que a missão continental oferece a providencial oportunidade de contemplar Cristo Ressuscitado, que garantiu a vitória do bem sobre o mal. N'Ele nossos povos fortalecem a esperança cristã e enfrentam com alegria e confiança qualquer adversidade”.
Esta percepção, acrescentam, “exige o melhor de nossos esforços para fortalecer o caminho e articular os diferentes processos. Compartilhar as experiências é uma chave para que, dentro da pluralidade, mantenha-se a unidade”.
Também constataram que “a intensidade da missão continental está acontecendo na vida interna da Igreja; no entanto, é ainda incipiente a consciência e o compromisso de muitos fiéis leigos para que também em seus ambientes de trabalho (economia, política, educação e cultura, meios de comunicação social etc) se convertam em discípulos missionários; e como tais, explicitem a consciência de ser enviados e realizem em comunhão sua missão”.
Eles, acrescentam, “como fiéis leigos cristãos, têm a principal responsabilidade de promover a ética como ponto de referência indispensável em uma sociedade plural e, no atual contexto de crise global, isso poderá favorecer a permanência dos valores do Evangelho na cultura latino-americana e do Caribe”.
Ao compartilhar a realidade de seus países, os bispos constataram “os desafios do momento atual: a crise econômica global, a pobreza em vários países, certo desencanto da democracia, que levou à busca de novos modelos políticos misturados com populismo, a fragilidade de nossos Estados para garantir plenamente os direitos humanos, a corrente secularista que silencia valores religiosos e morais, pretendendo afastar a Igreja de sua responsabilidade de colaborar em uma cultura centrada na dignidade da pessoa humana, garantindo a vida desde a fecundação até a morte natural.
Recordaram com gratidão “a Deus pela contribuição histórica da Igreja Católica ao ter criado uma cultura fundante com os valores do Evangelho, que foi a alma de nossos povos e edificou um tecido social com identidade, fraterno, solidário e aberto, muito além de suas fronteiras”.
E concluem afirmando: “Nossos povos estão destinados a ter vida e vida em abundância; para isso Jesus deu a vida, o Pastor dos pastores. Ele nos chamou para colocar a Igreja peregrina a caminho e poder assim cumprir o projeto de Deus Pai proposto em Cristo”.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 17 de maio de 2009

BENTO XVI FAZ APELO PELA PAZ NO SRI LANKA

ANGELUS: PAPA RECORDA VIAGEM À TERRA SANTA E FAZ APELO PELA PAZ NO SRI LANKA
Roma, 17 mai (RV)
- Papa Bento XVI rezou ao meio-dia deste domingo da janela de seus aposentos a oração do Regina Coeli com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. O Santo Padre iniciou as suas palavras recordando que na última sexta-feira concluiu a sua viagem à Terra Santa e que sobre essa peregrinação falará com mais amplidão quarta-feira próxima, durante a audiência geral.O pontífice passou então a agradecer ao Senhor que lhe deu a possibilidade de concluir essa viagem apostólica tão importante. Agradeceu ainda todos aqueles que deram a sua contribuição para a realização da mesma e citou o Patriarca latino e os Pastores da Igreja na Jordânia, em Israel e nos Territórios Palestinos, os Franciscanos da Custódia da Terra Santa, as Autoridades civis da Jordânia, de Israel e dos Territórios Palestinos, e as forças de ordem. Um agradecimento especial o papa fez aos sacerdotes, religiosos e fiéis que o acolheram com tanto afeto e a todos aqueles que o acompanharam e a apoiaram com as suas orações.Esta peregrinação aos Lugares Santos – disse Bento XVI – foi também uma visita pastoral aos fiéis que ali vivem, um serviço à unidade dos cristãos, ao diálogo com judeus e muçulmanos, e à construção da paz. Tudo isso em nome de Deus, daquele Deus que chamou Abraão para fazer dele um grande povo.“Terra Santa, símbolo do amor de Deus pelo seu povo e por toda a humanidade, - disse o papa - é também símbolo da liberdade e da paz que Deus quer para todos os seus filhos. De fato, porém, a história de ontem e de hoje mostra que precisamente aquela Terra tornou-se símbolo do contrário, isto é de divisões e de conflitos intermináveis entre irmãos.”E o pontífice se pergunta, como é possível isso? É justo – disse ele – que tal interrogação interpele o nosso coração, apesar de sabermos que um misterioso designo de Deus diz respeito àquela Terra, para onde – como escreve São João – Ele “enviou o seu Filho como vítima de expiação de nossos pecados”.“A Terra Santa foi chamada um “quinto Evangelho”, porque ali podemos ver, ou melhor, tocar a realidade da história que Deus fez com os homens começando pelos lugares da vida de Abraão até os lugares da vida de Jesus, da encarnação, até o túmulo vazio sinal da Sua ressurreição.” A Terra Santa – destacou ainda o papa – pela sua mesma história pode ser considerada um microcosmo que ressume em si mesma o fadigoso caminho de Deus com a humanidade. Um caminho que compreende com o pecado também a cruz. A História da Salvação começa com a escolha de um homem, Abraão – continuou Bento XVI – de um povo, Israel, mas a intenção de Deus é a universalidade, a salvação de todos os povos. “Deus não faz preferência de pessoas, mas acolhe quem o teme e pratica a justiça – disse o papa, citando palavras de São Pedro.” Antes de rezar a oração do Regina Coeli o Papa dirigiu o seu pensamento ao Sri Lanka, para assegurar o seu afeto e proximidade espiritual aos civis que se encontram na área de combate, no norte do país.“Trata-se de milhares de crianças, mulheres, anciãos, a quem a guerra tirou anos de vida e de esperança. Desejo, mais uma vez dirigir um premente convite aos beligerantes, a fim de que facilitem a evacuação e por isso uno a minha voz à voz do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que alguns dias atrás pediu garantias à incolumidade dos civis.”O Papa pediu ainda às instituições humanitárias, inclusive às católicas, que façam todo o possível para ir ao encontro das urgentes necessidades alimentares e médicas dos deslocados. Bento XVI confiou o país à materna proteção de Nossa Senhora de Madhu, amada e venerada por todos os habitantes, e elevou o seu pedido ao Senhor a fim de que chegue logo o dia da reconciliação e da paz.Em seguida o Papa rezou a oração mariana do Regina Coeli e concedeu a todos a sua Benção Apostólica.Antes de concluiu o encontro com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre saudou os diversos grupos de peregrinos em suas respectivas línguas. Eis o que o papa disse em português. “Para além dos peregrinos de língua portuguesa aqui presentes, quero saudar os cristãos de Portugal que neste dia se reúnem com todo o Episcopado para celebrar – sob a presidência do meu Enviado Especial, o Cardeal Dom José Saraiva Martins – o cinquentenário da inauguração do Santuário de Cristo Rei em Almada, na diocese de Setúbal. Lá erguido bem alto, bem visível, o Redentor divino com o coração e os braços abertos é oferta de paz à humanidade. Bem o sabe o povo português que, há cinquenta anos, se uniu para levantar aquele memorial de paz, por graça recebida em atenção à sua consagração ao Imaculado Coração de Maria. Com uma súplica ardente a Cristo Rei por um Portugal melhor, fiel na fé católica, fértil na santidade, próspero na economia, justo na partilha da riqueza, fraterno no desenvolvimento, alegre no serviço público, a todos abençoo e exorto a perseverar na referida consagração à Virgem Mãe, que arrasta os corações, como ninguém mais sabe fazer, e lança-os nos braços da misericórdia do Senhor.”Enfim saudando os peregrinos de língua italiana o Papa mencionou os numerosos sócios da Federação Italiana Doadores de Sangue, que realizaram o seu congresso por ocasião dos 50 anos de fundação da associação. (SP)

Fonte: RV

IMPRESSÕES DE BENTO XVI SOBRE SUA PEREGRINAÇÃO

IMPRESSÕES DE BENTO XVI SOBRE SUA PEREGRINAÇÃO NA TERRA SANTA
Cidade do Vaticano,

- Durante o vôo de retorno da peregrinação apostólica na Terra Santa, concluída ontem, sexta-feira, Bento XVI teve um breve encontro com os jornalistas, no qual lhes agradeceu pelo trabalho realizado.O papa deteve-se também sobre as impressões suscitadas pela peregrinação nos lugares de Jesus, ressaltando, em particular, a necessidade de alimentar o desejo comum de paz. "Não devemos esconder as dificuldades, mas encorajar mais para a reconciliação" – disse.O pontífice recordou aos jornalistas algumas imagens inesquecíveis de sua peregrinação na Terra Santa: entre elas, "a comovente descida ao ponto mais profundo da terra, no Jordão, símbolo da descida de Cristo aos pontos mais profundos da existência humana".Outros momentos evocados pelo Santo Padre foram a visita ao Santo Sepulcro e ao Cenáculo, "onde o Senhor nos deu a Eucaristia, onde teve lugar o Pentecostes". Bento XVI uniu essas imagens ao significado de sua viagem apostólica à Terra Santa:"Vim como peregrino de paz. O peregrino é um elemento essencial de muitas religiões, como no Islã, na religião judaica e no Cristianismo. É também a imagem da nossa existência, que é um caminhar avante, rumo a Deus e, assim, rumo à comunhão da humanidade. Vim como peregrino e espero que muitos sigam essas pegadas e, assim, encorajem a unidade dos povos desta Terra Santa e se tornem, por sua vez, mensageiros de paz."Em seguida, o pontífice afirmou que "as impressões fundamentais" suscitadas pela peregrinação na Terra Santa foram três: "A primeira é que em todos os ambientes – muçulmano, cristão e judeu - encontrei uma firme disponibilidade ao diálogo inter-religioso, ao encontro e à colaboração entre as religiões. E é importante que todos vejam isso, não somente como uma ação inspirada por motivos políticos suscitados pela situação, mas como fruto do próprio núcleo de fé, porque acreditar no único Deus que criou todos nós, Pai de todos nós, acreditar neste Deus que criou a humanidade como uma família, acreditar que Deus é amor e quer que o amor seja a força dominante no mundo, implica esse encontro, essa necessidade do encontro, do diálogo, da colaboração como exigência da própria fé."Bento XVI ainda acrescentou ter encontrado "um clima ecumênico muito encorajador": "Tivemos muitos encontros com o mundo ortodoxo, com grande cordialidade; tive a oportunidade de falar com um representante da Igreja Anglicana e dois representantes luteranos, e se vê que exatamente esse clima da Terra Santa encoraja também o ecumenismo."A terceira impressão suscitada pela viagem foi a constatação das "enormes dificuldades" ao lado de "um profundo desejo de paz por parte de todos": "As dificuldades são mais visíveis e não devemos escondê-las; existem e devem ser esclarecidas. Mas não é tão visível o desejo comum da paz e de fraternidade, e creio que devemos falar também disso, encorajar todos nesta vontade de encontrar as soluções certamente não fáceis para essas dificuldades." (RL)

Fonte: RV

GESTOS DO PAPA NA TERRA SANTA SÃO EXEMPLO DE ENCORAJAMENTO E CONVITE À ESPERANÇA

CARDEAL BERTONE: GESTOS DO PAPA NA TERRA SANTA SÃO EXEMPLO DE ENCORAJAMENTO E CONVITE À ESPERANÇA

Cidade do Vaticano,

- O cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, foi um dos principais acompanhantes do papa em sua XII Viagem Apostólica Internacional. Entrevistado pela Rádio Vaticano, eis o que o purpurado nos disse acerca da peregrinação do pontífice na Terra Santa:Cardeal Tarcisio Bertone:- "A palavra do papa e seus gestos foram um exemplo de encorajamento, de esperança e de diálogo para todos. Com objetivos concretos, o papa focalizou pistas concretas e orientações fundadas no mandamento do amor que é a palavra comum para cristãos, judeus e muçulmanos. Esperamos que o papa e todos os seus colaboradores – cada um segundo seu ofício e missão, que é uma missão de paz no seguimento do papa – tragam frutos abundantes e estáveis para esta região."P. Espera-se que também a Comissão bilateral entre Israel e Santa Sé para os Acordos Fundamentais dê seus frutos, vez que há vários anos não consegue decolar...Cardeal Tarcisio Bertone:- "O colóquio com o chefe do Governo, Netanyahu, foi muito positivo e tratou de pontos concretos com compromissos concretos. Portanto, esperamos que decole e que consiga alcançar os objetivos que todos esperamos."P. Sempre se retorna da Terra Santa com uma forte emoção. Qual aspecto o senhor recorda dessa peregrinação com maior intensidade?Card. Tarcisio Bertone:- "Penso, sobretudo, em Belém – não digo somente Belém nos Territórios Palestinos, mas Belém como lugar do nascimento do Filho de Deus feito homem. Pensando em todas as crianças do mundo, recordo a visita ao hospital pediátrico: naquele momento pensei um pouco no futuro que aguarda todas as crianças e jovens do mundo, e creio que todos rezamos por eles. Todos queremos construir um mundo sem muros, sem violência, dominado pelo mandamento do amor, e preparar um futuro de paz e de serenidade para todas as crianças e jovens do mundo." (RL)

Fonte: RV

PAPA PÔDE INCIDIR NA REALIDADE DO ORIENTE MÉDIO

PE. KHALIL SAMIR: COM SUA PRESENÇA E MENSAGEM DE PAZ, PAPA PÔDE INCIDIR NA REALIDADE DO ORIENTE MÉDIO

Beirute,

- Os jornais do mundo inteiro retomaram e comentaram muitos discursos pronunciados pelo papa nos dias de sua peregrinação na Terra Santa. O sacerdote jesuíta docente de Islamismo, na Universidade São José de Beirute, Pe. Samir Khalil Samir, de origem egípcia, considera que com a sua presença e as suas palavras voltadas para a paz, Bento XVI conseguiu incidir profundamente na realidade do Oriente Médio. Eis as suas impressões, na entrevista concedida à Rádio Vaticano:Pe. Samir Khalil Samir:- "Essa é a impressão que tenho, porque o papa conseguiu dizer a palavra da verdade e do bom senso, promover um projeto baseado na justiça, nas necessidades de todo ser humano; um projeto que inclui o desejo tanto de israelenses quanto de palestinos, apresentando-o em termos de paz, de diálogo, de justiça e de segurança. Ninguém pôde levar para seu lado a opinião do papa, porque ele buscou propor um projeto de paz baseado na justiça e no direito."P. Outro aspecto muito importante, sobretudo num percurso de paz para o futuro da Terra Santa, é o papel das religiões. O papa disse claramente "não" ao uso violento da religião: não foi a primeira vez que o fez; mas ele o repetiu com veemência na Terra Santa...Pe. Samir Khalil Samir:- "É o fundamento de todo o seu pontificado: de todos os modos, ele o repetiu na Jordânia, sobretudo em Madaba e na Grande Mesquita; mas o reiterou em Israel, na Palestina. Em todos os lugares disse: os três monoteísmos – afirmou no Monte Nebo, já no início de sua peregrinação – têm muitas coisas em comum, porém – observou – existe o risco de que a religião seja corrompida por outros desejos, pela política, pelas ideologias novas e antigas, usando-a para a política, usando-a para a violência. Na realidade, o papa retomou o discurso que sem a razão jamais haverá paz e que a religião serve para essa finalidade: unida à razão, busca oferecer um caminho a todos os povos, um caminho de paz na justiça." (RL)

Fonte: RV

sábado, 16 de maio de 2009

É DE GRANDES PROPORÇÕES AS ENCHENTES NO NORTE E NORDESTE BRASILEIROS

ENCHENTES NO NORTE E NORDESTE: CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE DA CNBB E DA CARITAS

Brasília, 15 mai (RV)

- A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Caritas brasileira lançam uma campanha nacional de solidariedade para com as pessoas atingidas pelas enchentes nas regiões Norte e Nordeste. Segundo informações do site da CNBB, os recursos serão aplicados no atendimento imediato às vítimas, na reconstrução das casas e na recuperação dos meios produtivos. A campanha vai até o dia 10 de setembro. Em 2008, quando as chuvas de abril atingiram fortemente o Nordeste, foi arrecadada a soma de R$ 1.026.780,00.Desde o começo das enchentes, em abril, as Caritas arquidiocesanas e diocesanas das regiões afetadas, em parceria com as igrejas locais, promovem campanhas de arrecadação de donativos para as vítimas. Roupas, colchões, cobertores, água potável (filtros) e alimentos não-perecíveis são os itens de maior necessidade neste momento, segundo informações das Caritas envolvidas. Contas bancárias locais também foram abertas no Maranhão, Piauí e Sobral (CE). As doações em dinheiro podem ser feitas nas contas bancárias: Banco do Brasil: Agência 3475-4, c/c 23091-XBradesco: Agência 606, c/c 68000-1Caixa Econômica Federal: Agência 1041, operação 003, c/c 935-1(BF)

Fonte: RV

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DESPEDIDA: "VIM COMO AMIGO DOS ISRAELENSES E DOS PALESTINOS"

PAPA SE DESPEDE DA TERRA SANTA: "VIM COMO AMIGO DOS ISRAELENSES E DOS PALESTINOS"

Telaviv, 15 mai (RV)

- No discurso na cerimônia de despedida no aeroporto Ben Gurion, de Telaviv, Bento XVI falou dos momentos mais marcantes desta sua peregrinação, e citou a visita ao memorial do holocausto, Yad Vashem, como um deles.No memorial, ele teve a oportunidade de recordar sua visita de três anos atrás, ao campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, onde "muitos judeus foram brutalmente exterminados, sob um regime sem Deus, que propagava uma ideologia de antissemitismo e de ódio". Agradecendo pela hospitalidade, o pontífice disse que visitou o país seja como amigo dos israelenses seja como amigo dos palestinos. Os amigos – sublinhou − gostam de estar juntos e se entristecem profundamente ao ver o sofrimento do outro. "Nenhum amigo dos israelenses e dos palestinos pode deixar de se sentir triste, ao ver a contínua tensão entre os dois povos. Nenhum amigo pode evitar o choro, pelos sofrimentos e pela perda de vidas humanas que ambos os povos sofreram, nas últimas décadas" – observou o Santo Padre."Chega de derramamento de sangue! Chega de confrontos! Chega de terrorismo! Chega de guerra!" – foi o derradeiro apelo do papa.Bento XVI citou o muro que divide os dois povos como uma das visões mais tristes de sua visita. "Enquanto o percorria, rezei por um futuro em que os povos da Terra Santa possam viver juntos, em paz e harmonia, sem a necessidade de instrumentos do gênero, de segurança e separação, mas se respeitando e confiando um no outro, na renúncia a qualquer forma de violência e de agressão."O papa concluiu seu discurso, assegurando suas orações, assim como a dos católicos de todo o mundo, a fim de que a Terra Santa possa alcançar uma paz justa e duradoura. Após o discurso e a saudação das autoridades, Bento XVI deixou a Terra Santa. Sua chegada a Roma está prevista às 15h50, hora local. (BF)

Fonte: RV

"CRISTO RESSUSCITOU! O AMOR VENCEU A MORTE"

PAPA NO SANTO SEPULCRO: "CRISTO RESSUSCITOU! O AMOR VENCEU A MORTE"

Jerusalém, 15 mai (RV)

- Bento XVI visitou, neste derradeiro dia de sua peregrinação apostólica na Terra Santa, a Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e ressuscitou no Domingo de Páscoa. Era chamado Gólgota, que em aramaico, significa "lugar do crânio": por sua forma arredondada que é semelhante a um crânio; e pela tradição que narra da sepultura, ali, do crânio de Adão."Diante deste Santo Sepulcro de onde o Senhor venceu a morte e abriu o caminho do Reino dos Céus, saúdo todos os fiéis, na alegria do tempo pascal" − ressaltou o papa. O Santo Padre agradeceu ao patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, e ao custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, pelas boas-vindas. Agradeceu também o acolhimento da hierarquia da Igreja Greco-ortodoxa e da Igreja Apostólica Armênia, bem como dos membros de outras comunidades cristãs da Terra Santa. O papa saudou o Grão-mestre da Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro, Cardeal John Patrick Foley, e agradeceu a todos os membros da ordem ali presentes, pela incansável dedicação à missão da Igreja na Terra Santa. "Depois de cerca de vinte séculos, o Sucessor de Pedro e Bispo de Roma está aqui, neste lugar, diante do sepulcro vazio, contemplando o mistério da ressurreição" − frisou o pontífice.A partir daí, a história da humanidade mudou definitivamente. "O longo domínio do pecado e da morte foi destruído pelo triunfo da obediência e da vida. O julgamento de Deus foi proferido sobre este mundo e a graça do Espírito Santo desceu sobre toda a humanidade" − sublinhou o papa. Em seu discurso, Bento XVI ressaltou que Cristo, o novo Adão, nos ensina que o mal nunca vencerá o bem, que o amor é mais forte que a morte, que o nosso futuro e de toda humanidade está nas mãos do Deus, providente e fiel."O sepulcro vazio nos fala de esperança, daquela esperança que não nos engana, porque é dom do Espírito da vida. Possa essa esperança reinar sempre, pela graça de Deus, no coração de cada pessoa que vive nestas terras. Possa a esperança se arraigar em seus corações, permanecer nas famílias e comunidades, e inspirar em cada um de vocês, um testemunho sempre mais fiel ao Príncipe da Paz" – ressaltou o Santo Padre. O Santo Padre disse ainda, que a Igreja na Terra Santa não deve cessar de anunciar a mensagem de esperança que o sepulcro vazio proclama, e "fez votos de que os amargos frutos de recriminação e de hostilidade possam ser superados, e que um futuro de justiça, paz, prosperidade e colaboração possa surgir para cada homem e mulher, e para toda a humanidade, sobretudo, para o povo que vive nesta terra, tão querida pelo Salvador". O papa convidou todos a olharem com os olhos da fé o rosto do Senhor crucificado e ressuscitado. Ele fez votos de que a Igreja na Terra Santa possa adquirir cada vez mais força na contemplação do Sepulcro vazio e fortificar seu compromisso de proclamar o triunfo do perdão de Cristo e a promessa de uma nova vida. O pontífice concluiu com um encorajamento aos bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas que trabalham, servindo a Igreja na Terra Santa: "Aqui, diante do sepulcro vazio, coração da Igreja, convido todos vocês a renovarem o entusiasmo da consagração a Cristo e o compromisso de amor a serviço da Igreja." (MJ)

Fonte: RV

COMUNIDADE ARMÊNIA EM JERUSALÉM RECEBE A VISITA DO PAPA BENTO XVI

BENTO XVI VISITA COMUNIDADE ARMÊNIA EM JERUSALÉM

Jerusalém 15 mai (RV)
– No último dia desta sua histórica visita ao Oriente Médio e à Terra Santa, Bento XVI esteve, esta manhã, depois de sua visita à Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, na sede do Patriarcado Apostólico Armênio de Jerusalém, onde foi recebido pelo Patriarca Torkom Manoukian. Os fiéis armênios na Terra Santa são cerca de 10 mil. O papa visitou a Igreja Patriarcal Armênia e fez um discurso aos fiéis presentes.Bento XVI agradeceu a oportunidade de visitar a Igreja Catedral de São Tiago, no coração do antigo bairro armênio de Jerusalém, e de se encontrar com o clero do Patriarcado, assim como com os membros da comunidade armênia da Cidade Santa.O Santo Padre manifestou seu apreço pelo decidido compromisso da Igreja Armênia em prosseguir no diálogo teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais."Este diálogo − disse Bento XVI − apoiado na oração, fez progressos, ao superar os mal-entendidos do passado; e oferece muitas perspectivas para o futuro. Um particular sinal de esperança é o recente documento sobre a natureza e a missão da Igreja, preparado pela Comissão Mista e apresentado às Igrejas, para ser estudado e analisado."O pontífice confiou o trabalho da Comissão Mista ao Espírito de sabedoria e verdade, para que possa dar frutos abundantes para o crescimento da unidade dos cristãos e fazer progredir a expansão do Evangelho entre os homens e as mulheres do nosso tempo.O Santo Padre recordou ainda, que, desde os primeiros séculos cristãos, a comunidade armênia de Jerusalém teve uma importante história, marcada por um extraordinário reflorescimento da vida e da cultura monásticas, ligadas aos Lugares Santos e às tradições litúrgicas que se desenvolveram em torno desse reflorescimento.Bento XVI concluiu, afirmando que recorda, em suas orações, as famílias e em particular as crianças e os jovens da Terra Santa e, ao mesmo tempo, pediu que eles rezem, "a fim de que todos os cristãos da Terra Santa trabalhem juntos, com generosidade e zelo, anunciando o Evangelho da nossa reconciliação em Cristo, e o advento do seu Reino de santidade, justiça e paz". (SP)

Fonte: RV

IMPORTÂNCIA DO SANTO SEPULCRO

SACERDOTE FALA DA IMPORTÂNCIA DO SANTO SEPULCRO

Jerusalém, 15 mai (RV)

- O evento mais importante desta sexta-feira do papa foi a visita ao Santo Sepulcro: o pontífice rezou em silêncio junto à Pedra da Unção, e depois fez um discurso. Visitou a Capela das Aparições para uma breve adoração ao Santíssimo e subiu ao Gólgota, para outro momento de oração, em silêncio.
A propósito do Santo Sepulcro nos fala Pe. Frederick Manns, historiador da Custódia da Terra Santa.
P. Pe. Manns, os arqueólogos e os historiadores têm certeza de que Cristo foi sepultado precisamente neste lugar?
Pe. Frederick Manns:- "Muitos peregrinos fazem a Via-sacra que termina no Santo Sepulcro e se pode dizer que, de todas as estações da Via-sacra, a única absolutamente segura, 100%, é o Calvário, o "lugar da sepultura". Estou falando de lugar da sepultura, porque o túmulo foi destruído e esse foi o motivo da primeira cruzada. O lugar é absolutamente este. As escavações permitiram ver uma grande fissura nesta rocha. Quando Jesus morreu, de fato, registrou-se um grande terremoto. Apesar de hoje se encontrar dentro dos muros, na época de Jesus era fora dos muros e era um grande cemitério. Os cemitérios ficavam fora, mas o terceiro muro foi acrescentado após a morte de Cristo."
P. Qual é o significado teológico do Santo Sepulcro?
Pe. Frederick Manns:- "Nós sabemos que os judeus tinham uma belíssima tradição ligada ao Templo de Jerusalém; diziam que Adão fora criado com o pó do altar do templo. Deus sabia que Adão seria um pecador e que, fazendo sacrifícios sobre o altar, receberia o perdão dos seus pecados. Quando o templo foi destruído, no ano 70 d.C., os primeiros cristãos – que em grande parte eram judeus-cristãos, judeus-messiânicos que acreditavam em Jesus, que O reconheciam como Messias de Israel – retomaram essa tradição da criação de Adão e escavaram até mesmo uma pequena gruta sob o calvário, para dizer: "Eis o túmulo de Adão." Queriam somente ilustrar a idéia teológica de que Cristo é o novo Adão, e que o sangue de Cristo devia passar através da fissura da rocha e chegar até o crânio de Adão. Por isso, a iconografia representa também o Calvário com o crânio de Adão colocado na parte inferior. É Cristo que recria toda a humanidade, e o Evangelho de João o diz de modo maravilhoso: "Aos pés da cruz de Cristo, encontravam-se quatro pagãos, quatro soldados que dividiram as vestes de Jesus e quatro mulheres judias. Portanto, a salvação trazida por Jesus é para os pagãos, romanos e judeus, para homens e mulheres. A salvação é universal, Cristo novo Adão, traz a criação nova para toda a humanidade."
P. A basílica é custodiada pelos franciscanos da Terra Santa, pelos ortodoxos e armênios; mas como é possível que seja uma família muçulmana todas as manhãs a abrir a porta de entrada?
Pe. Frederick Manns:- O sultão queria dar a chave do Santo Sepulcro ao cônsul da França, mas o cônsul respondeu: "Eu não sou o sacristão." Então, o sultão ficou com raiva e deu as chaves a uma família muçulmana. E até hoje, devemos pagar a essa família muçulmana. Essas são as maravilhas do Oriente! (SP)

Fonte: RV

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A PAZ É DOM DE DEUS, MAS NÃO PODE SE REALIZAR SEM ESFORÇO DO HOMEM

PAPA NO ENCONTRO COM CHEFES RELIGIOSOS DA GALILÉIA: A PAZ É DOM DE DEUS, MAS NÃO PODE SE REALIZAR SEM ESFORÇO DO HOMEM

Nazaré, 14 mai (RV)

- Bento XVI manteve esta tarde, às 16h30 locais, no auditório do Santuário da Anunciação, de Nazaré, um encontro com os chefes religiosos da Galiléia.O vigário patriarcal latino de Jerusalém, Dom Giacinto-Boulos Marcuzzo, saudou o Santo Padre, ressaltando a importância de sua peregrinação na Terra Santa, e a alegria deste cordial encontro com os chefes religiosos da Galiléia.Agradecendo pelas palavras de boas-vindas a ele dirigidas e pelo caloroso acolhimento, o Santo Padre saudou os líderes das diversas comunidades presentes: cristãos, muçulmanos, judeus, drusos e outros.Após ressaltar perceber como uma bênção particular poder visitar a cidade venerada pelos cristãos como o lugar onde o anjo anunciou à Virgem Maria que conceberia por obra do Espírito Santo, e que ali o Menino Jesus "crescia em sabedoria e graça diante de Deus" (Lc 2, 40), o papa frisou que o mundo, longe de ser um fato cego, foi querido por Deus e revela o seu esplendor glorioso.Dito isso, o pontífice acrescentou:"No coração de toda tradição religiosa encontra-se a convicção de que a própria paz é um dom de Deus, embora esta não possa ser alcançada sem o esforço humano. Uma paz duradoura provém do reconhecimento que o mundo não é nossa propriedade, mas, sobretudo, o horizonte no qual somos convidados a participar do amor de Deus e a cooperar na condução do mundo e da história sob a sua inspiração."Bento XVI advertiu ainda que não podemos fazer com o mundo tudo aquilo que nos apraz; aliás, somos chamados a conformar as nossas escolhas segundo as complexas e, todavia, perceptíveis leis escritas no universo pelo Criador, e a modelar as nossas ações segundo a bondade divina presente no reino da criação – ressaltou.O pontífice prosseguiu recordando que a Galiléia, uma terra conhecida pela sua heterogeneidade étnica e religiosa, é a pátria de um povo que conhece bem os esforços exigidos para viver em harmoniosa coexistência."As nossas diversas tradições religiosas – destacou – têm em si notáveis potencialidades em relação à promoção de uma cultura da paz, especialmente mediante o ensino e a pregação dos valores espirituais mais profundos da nossa comum humanidade".Em seguida, o Santo Padre fez questão de observar que plasmando o coração dos jovens, plasmamos o futuro da própria humanidade, acrescentando que os cristãos se unem a judeus, muçulmanos, drusos e pessoas de outras religiões no desejo de salvaguardar as crianças do fanatismo e da violência, ao tempo em que os preparam para que sejam construtores de um mundo melhor.Por fim, o pontífice fez uma exortação aos chefes religiosos da Galiléia:"Meus caros amigos, sei que vocês acolhem com alegria e com a saudação da paz os muitos peregrinos que chegam à Galiléia. Encorajo-os a continuarem exercendo o respeito recíproco, ao tempo em que trabalham para aliviar as tensões concernentes aos lugares de culto, garantindo assim um ambiente sereno para a oração e a meditação, aqui e em toda a Galiléia. Representando diversas tradições religiosas, vocês partilham o desejo comum de contribuir para o melhoramento da sociedade e testemunham assim os valores religiosos e espirituais que ajudam a fortalecer a vida pública."Bento XVI concluiu assegurando o compromisso da Igreja Católica de participar dessa nobre tarefa.Após o encontro com os chefes religiosos da Galiléia, o Santo Padre deixou o auditório do Santuário da Anunciação, transferindo-se para a Basílica Inferior do Santuário de Nazaré, onde, acolhido pelo Ministro Geral dos Franciscanos, foi acompanhado até a Gruta da Anunciação, momento marcado de grande comoção. Ali, o papa se deteve por alguns instantes em oração e recolhimento. (RL)

Fonte: RV