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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 4 de outubro de 2008

BENTO XVI: CAVALEIROS DE COLOMBO SEJAM "FERMENTO DO EVANGELHO NO MUNDO"


PAPA PEDE QUE CAVALEIROS DE COLOMBO CONTINUEM SENDO "FERMENTO DO EVANGELHO NO MUNDO"

Cidade do Vaticano,
- A missão dos fiéis e o convite à solidariedade foram os pontos cardeais do discurso que Bento XVI dirigiu, na manhã de ontem, aos membros do Conselho de Administração dos Cavaleiros de Colombo, associação católica estadunidense de mútuo socorro, constituída para prestar assistência financeira aos doentes, portadores de deficiências físicas e mentais e aos menos favorecidos.
Recordando sua recente visita pastoral aos EUA e seu encontro com a presidência dos Cavaleiros de Colombo, na sede da Nunciatura Apostólica, em Washington, o Santo Padre reiterou seu encorajamento de então: crescer "no testemunho e na participação ativa na missão da Igreja".Em seu breve discurso, o pontífice manifestou sua gratidão pela obra realizada pela associação benemérita, e fez votos de que, seguindo o espírito de seu fundador, Pe. Michael McGivney, os Cavaleiros de Colombo possam descobrir sempre novos caminhos para desempenhar o serviço aos irmãos, como "fermento do Evangelho no mundo" e como "força de renovação na Igreja".
A Ordem dos Cavaleiros de Colombo foi constituída no dia 29 de março de 1882, por homens unidos pelo ideal de Cristóvão Colombo, que descobriu a América e levou o Cristianismo ao Novo Mundo. Atualmente, somam cerca de 1 milhão e 700 mil membros que contribuem regularmente para a realização de obras de caridade. (AF)
Fonte: RV

Informativo:
Site dos Cavaleiros de Colombo ou Knights of Columbus
A FAMÍLIA CATÓLICA

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

NÃO SE COMBATE FUNDAMENTALISMO LUTANDO CONTRA A IGREJA CATÓLICA

Não se combate fundamentalismo lutando contra religião, adverte Papa
Defende a liberdade religiosa diante dos prelados do Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão e Turcomenistão
CIDADE DO VATICANO,
-Bento XVI explicou hoje que não se pode combater o extremismo fundamentalista lutando contra a autêntica religião, ao receber os bispos e superiores da Igreja Católica nas antigas repúblicas de Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão e Turcomenistão.
De fato, esclareceu aos responsáveis das pequenas comunidades desses países da Ásia central de maioria muçulmana, com importantes comunidades ortodoxas, não é possível violar o direito humano fundamental à liberdade religiosa.
O pontífice convidou os bispos e sacerdotes a «enfrentar os desafios que a sociedade atual globalizada apresenta ao anúncio e à coerente prática da vida cristã também em vossas regiões».
Constatou que «se registram quase em todos os lugares do mundo fenômenos preocupantes que colocam em perigo a segurança e a paz”; o Papa se referia em particular «à praga da violência e do terrorismo, à difusão do extremismo e do fundamentalismo».
«Certamente, é necessário enfrentar esses flagelos com intervenções legislativas. Mas a força do direito nunca pode se transformar em iniqüidade; nem se pode limitar o livre exercício das religiões, dado que professar a própria fé livremente é um dos direitos humanos fundamentais e universalmente conhecidos», esclareceu.
O Papa confirmou que «a Igreja não impõe, mas propõe livremente a fé católica, consciente de que a conversão é o fruto misterioso da ação do Espírito Santo». «A fé é dom e obra de Deus. Precisamente por isso está proibida toda forma de proselitismo que obrigue ou induza e atraia alguém com inoportunos enganos a abraçar a fé», afirmou, citando o Concílio Vaticano II.
Segundo o Santo Padre, a abertura à fé de forma livre e madura «beneficia não somente o indivíduo, mas toda a sociedade, porque a observação fiel dos preceitos divinos ajuda a construir uma convivência mais justa e solidária».
O Papa estimulou o renascimento das comunidades católicas nesses países, que estiveram submetidos durante décadas ao jugo opressor do comunismo. Apesar das duras pressões do regime ateu e comunista, «a chama da fé permaneceu acesa no coração dos crentes», constatou com satisfação.
Ainda que estas comunidades católicas sejam um «pequeno rebanho», o Papa convidou os superiores católicos a não se desanimarem.
«Contemplai as primeiras comunidades dos discípulos do Senhor que, apesar de serem pequenas, não se fechavam em si mesmas, mas, movidas pelo amor de Cristo, não hesitavam em carregar as dificuldades dos pobres, a sair ao encontro dos doentes, anunciando e testemunhando o Evangelho a todos com alegria.»
Fonte: ZENIT.org

ÍNDIA RECORDA O PROFETA DA NÃO-VIOLÊNCIA

EM MEIO À VIOLÊNCIA, ÍNDIA RECORDA O PROFETA DA NÃO-VIOLÊNCIA
"Mahatma" (grande alma) Gandhi

Nova Délhi, 02 out (RV) - Os principais líderes políticos indianos participaram hoje da homenagem ao líder da independência "Mahatma" Gandhi, no dia em que se completam 139 anos de seu nascimento. Participaram da cerimônia, ao redor do local onde Gandhi foi cremado, a presidente da Índia, Pratibha Patil, o primeiro-ministro, Manmohan Singh, expoentes do governo e da oposição, e representantes budistas, cristãos, muçulmanos, judeus, hinduístas, entre outros. Ainda hoje, foi realizada a "Marcha pela Paz" pelas ruas de Nova Délhi, em protesto contra os ataques anticristãos em diferentes regiões do país. A propósito, Anistia Internacional pediu ao governo indiano que passe das palavras aos fatos e garanta proteção às minorias cristãs do Estado de Orissa. Para o organizador da Marcha, padre Emanuel, "num cenário em que inocentes morrem por causa da violência entre comunidades e em ataques terroristas, é necessário propagar a mensagem de paz, harmonia e não-violência de Gandhi".Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como "Mahatma" (grande alma) Gandhi, nasceu em 2 de outubro de 1869 na atual região de Gujarat.Depois de estudar no Reino Unido, Gandhi iniciou sua doutrina de desobediência civil na África do Sul, onde foi expulso de um vagão por não ser branco. De volta à Índia, encabeçou o movimento de resistência pacífica contra o Império britânico, com uma mensagem de harmonia entre as distintas religiões. Ele foi assassinado por um fanático hinduísta menos de seis meses depois de ver seu sonho realizado, ou seja, a independência da Índia do Reino Unido. (BF)
Fonte: RV

IGREJA CATÓLICA DO QUIRQUISTÃO RENASCE COM 600 CATÓLICOS

Quirguistão: Igreja renasce com 600 católicos
Declarações de seu bispo, Dom Nikolaus Messmer

CIDADE DO VATICANO,
- As obras de caridade constituem a linguagem com a que 600 batizados no seio da Igreja Católica testemunham sua fé na antiga república soviética do Quirguistão, explicou em Roma o bispo Nikolaus Messmer, S.J., administrador apostólico desde 2006 deste país de cerca de cinco milhões de habitantes, que conta com 75% de muçulmanos e 20% de ortodoxos russos.
Em uma entrevista concedida ao jornal vaticano «L’Osservatore Romano» em 2 de outubro, por ocasião da visita qüinqüenal «ad limina apostolorum», o prelado apresenta uma radiografia da vida desta comunidade católica composta em sua maioria por descendentes de deportados alemães nas repúblicas ex-soviéticas.
Em sua capital, Bisqueque, não existe nenhuma igreja católica. Este país só tem 3 paróquias, 7 sacerdotes e 3 religiosas. «Durante a época da União Soviética, tudo era controlado pelo partido comunista. Os católicos tinham poucas oportunidades de manifestar sua vida religiosa. Também tinham pouco contato com pessoas de outros credos», afirma o prelado.
Hoje, explica, «temos poucas possibilidades de manter relação com outras religiões. Talvez a única exceção seja com os luteranos. Com os ortodoxos e os muçulmanos, é muito difícil estabelecer uma relação significativa», informa o prelado.
O bispo conta que anunciar a palavra de Deus em meio aos muçulmanos é um trabalho praticamente impossível: «nós nos limitamos à assistência aos católicos, a um apostolado de presença».
A pequena comunidade católica realiza seu serviço sobretudo no âmbito social, declara: «com a queda da antiga União Soviética, o Quirguistão era uma das repúblicas mais pobres da ex-União. Hoje, nada mudou de verdade. Por isso, os problemas sociais são muito grandes».
«Buscamos ajudar onde podemos: sustentamos os pobres, os doentes, organizamos refeitórios para as crianças, visitamos os idosos nos asilos, e os presos. Organizamos acampamentos de verão para os jovens», revela.
O prelado, de 53 anos, jesuíta, reconhece que sua formação orientou sua missão, que se desenvolveu no passado também na Sibéria.
Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

HOJE: SANTO ANJO DA GUARDA


Santo Anjo da Guarda
Comemoração litúrgica: 02 de outubro.


A Igreja comemora, no dia 02 de Outubro, a festa dos Santos Anjos da Guarda. São eles espíritos celestes a quem Deus confiou a guarda e proteção dos homens. A cada ser humano, desde a hora de seu nascimento, foi confiado um Anjo da Guarda, que o acompanhará até o dia de sua morte, protegendo e assistindo não só contra os perigos temporais, mas especialmente contra os perigos espirituais. Embora o homem moderno procure desmistificar sua existência ou a sua permanência ao lado do homem como fiel companheiro, há provas evidentes e indiscutíveis nas Sagradas Escrituras sobre o seu ofício divino.
Devemos ao Santo Anjo um afeto todo especial e temos por obrigação amá-lo, honrá-lo e invocá-lo, pois é um grande amigo que temos e que vê incessantemente a face de Deus que está no Céu. Do berço até o túmulo, o Anjo da guarda vela por nós, nos defende e desvia das ciladas do demônio. "Como um leão, ruge ao nosso lado", o demônio procura de todas as formas afastar o homem do caminho da virtude. É o que nos afirma São Pedro em sua primeira carta, capítulo 5, versículos 8 e 9:
"Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós, como leão que ruge, buscando a quem possa devorar. 9. Resisti-lhe fortes na fé, cientes que vossos irmãos, espalhados pelo mundo, sofrem a mesma tribulação."

Com nossas próprias forças somente, jamais conseguiremos fazer frente ao demônio, que possui grande poder para perder, enganar e destruir as almas eternamente. Nas horas de perigo, o Santo Anjo nos incita à virtude, convida-nos à resistência e apresenta a Deus as nossas orações e nossas boas obras, apoiando-nos com sua intercessão. É preciso, portanto, que façamos a nossa parte, invocando-o incessantemente, consultando-o diariamente em todas as nossas ações.

Durante cada minuto de nossa existência, trava-se uma batalha tremenda entre o Anjo da Guarda e o demônio, cada qual usando de todos os meios possíveis, um para nos salvar, outro para nos perder. Uma batalha invisível aos nossos olhos, porém, real e verdadeiramente terrível. Foi pelo poder do Anjo mau que o pecado entrou no mundo. Foi o demônio quem persuadiu Adão e Eva a pecarem; toda a balbúrdia subseqüente àquela "sutil" desobediência à Deus, repercutiu de forma avassaladora no mundo. Assim, não é difícil decifrar a origem de toda maldade, corrupção, impurezas, guerras e todo o gênero de malignidade humana: São provenientes das nossas próprias opções, da nossa livre escolha em homologar as más inclinações que se nos fizeram presentes. Por maior que seja a tentação, a decisão final será exclusivamente nossa pelo exercício do livre arbítrio, que nos torna seres perfeitos para optar entre o bem o mal. Quem não acredita no Santo Anjo, certamente também não acredita no demônio. Sendo assim, torna-se o diabo uma presença insuspeita, onde suas emboscadas são duplamente perigosas.

As tentações do demônio vencem-se com vigilância, jejum, mortificação, oração e confiança à Santíssima Virgem e ao Anjo da Guarda. Nossa Senhora, preservada da mancha original, comanda toda a legião de Anjos do Céu e da Terra. Cumpre seu ofício divino na batalha para esmagar a cabeça de Satanás. Invocada pela Igreja universal como "Rainha dos Anjos", ouve as preces dirigidas ao nosso Anjo da Guarda e as apresenta a Deus.

Especialmente na hora do medo, da dúvida, da ira ou da tentação, lembremo-nos da oração que o filhinho aprende, já nos primeiros exercícios da fala: O Santo Anjo. Seja esta oração infantil nossa companheira inseparável nos momentos de tribulação. Desde o desabrochar da vida até o desenlace, poderosa espada no combate contra o mal:

ORAÇÃO AO SANTO ANJO
"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém".

ORAÇÃO À RAINHA DOS ANJOS

Augusta Rainha dos céus e senhora dos Anjos, Vós que desde o princípio recebeste de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás. Nós Vos pedimos humildemente, enviai vossas santas legiões, para que elas, sob o vosso poder e vossas ordens, persigam os infernais espíritos, combatendo-os por toda a parte, confundam sua audácia e os precipitem no abismo.
Quem como Deus, boa e terna Mãe, Vós sereis sempre o nosso amor e nossa esperança.
Ó Mãe de Deus, enviai os Santos Anjos para nos defender e repelir para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos, protegei-nos. Amém!

AO ANOITECER E AO AMANHECER

Ao anoitecer:
Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo. Nossa Senhora me cubra, com seu divino manto. Meu Anjo da Guarda, meu bom amiguinho, leve-me sempre para o bom caminho. Amém!

Ao amanhecer:
Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo. Ao despertar para um novo dia, fico com Deus e com a Virgem Maria. Amém!
Fonte: Páginas Oriente

S.S.PAPA BENTO XVI: CRISTIANISMO É SERVIR O EVANGELHO E OS POBRES

BENTO XVI: CRISTIANISMO É SERVIR O EVANGELHO E OS POBRES

Cidade do Vaticano,
- Na Igreja, existem diversos carismas, mas o que importa é que cada cristão seja fiel à verdade do Evangelho e se dedique a servir os mais pobres, com a "franqueza" e a liberdade de São Paulo. Ao apóstolo Paulo _ apóstolo dos gentios _ Bento XVI dedicou sua reflexão, na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça São Pedro, repleta de fiéis e peregrinos provenientes dos mais diversos recantos do mundo.Em sua catequese, o pontífice analisou dois momentos-chaves na vida de São Paulo: o Concílio de Jerusalém e o chamado "incidente de Antioquia".Existe uma palavra, na experiência humana, que abre sempre infinitos horizontes e que assume significados ainda mais profundos, à luz da mensagem de Cristo. Esta palavra é "liberdade". Bento XVI citou-a insistentemente, esta manhã, exaltando o apóstolo que mais expressou a sua força, isto é, a força da palavra "liberdade", graças à sua fé cristalina: São Paulo. Mas a liberdade como ele a entende, tem características precisas, explicou o papa: nasce do Espírito Santo, é coerente com a "verdade do Evangelho" e jamais esquece os pobres. Nesse contexto, o Santo Padre precisou: "A liberdade cristã não se identifica jamais com a libertinagem ou com o arbítrio de se fazer o que bem se quiser; ela atua na conformidade a Cristo e, portanto no autêntico serviço aos irmãos, sobretudo os mais necessitados."A "coleta" realizada em favor dos pobres _ acrescentou o pontífice _ envolveu todas as Igrejas fundadas por Paulo no Ocidente. "Não foi obrigatória, mas livre e espontânea" _ observou Bento XVI _ testemunhando que, no âmbito da Igreja, o amor pelos pobres e o culto caminham juntos pela mesma estrada. "Tratou-se _ disse o papa _ de uma iniciativa totalmente nova no panorama das atividades religiosas. A coleta exprimia o débito das suas comunidades para com a Igreja-mãe, na Palestina, da qual haviam recebido o dom do Evangelho. É tão grande o valor que Paulo atribui a esse gesto de compartilhar, que ele raramente o chama apenas de "coleta". Para ele, essa "coleta" é muito mais: é serviço, bênção, amor, graça e liturgia."No que diz respeito ao "incidente de Antioquia", Pedro, para não escandalizar os cristãos que observavam as normas sobre a pureza alimentar, deixou de comer com os pagãos. Paulo reagiu, acusando Pedro de "hipocrisia". Na verdade _ observou o papa _ Pedro e Paulo tinham preocupações diversas, todavia _ concluiu _ o incidente de Antioquia "é uma lição que devemos também aprender". "Com os carismas diversos confiados a Pedro e Paulo, deixemo-nos, todos, guiar pelo Espírito, buscando viver na liberdade que encontra a sua orientação na fé em Cristo, e se concretiza no serviço aos irmãos. Essencial é sermos sempre mais conformes a Cristo. É assim que nos tornamos realmente livres, assim se expressa em nós o núcleo mais profundo da Lei: o amor a Deus e ao próximo."Ao término de sua catequese, o Santo Padre saudou os diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes, falando-lhes em suas respectivas línguas, convidando os fiéis a rezarem pela próxima assembléia sinodal, que terá lugar no Vaticano, de 5 a 26 de outubro. A seguir, concedeu a todos a sua bênção apostólica."Amados irmãos e irmãs, aos peregrinos de língua portuguesa que vieram de Portugal e do Brasil, saúdo cordialmente com estima e sincero afeto. Seguindo os passos da catequese de hoje, faço votos por que possais acompanhar, unidos às intenções do papa, as celebrações e o desenrolar da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, subordinada ao tema: "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja". Todo Concílio e Sínodo são, com efeito, um evento do Espírito. Por isso, ajudados pelos dons do Altíssimo, confiamos no sucesso deste significativo acontecimento eclesial. Que Deus vos abençoe!" (AF)
Fonte: RV

ÍNDIA: "VIOLÊNCIA É VERGONHA NACIONAL", DIZ PREMIER

PREMIÊ INDIANO: "VIOLÊNCIA É VERGONHA NACIONAL"

Nova Délhi,
- Permanece alta a tensão no distrito de Kandhamal, no estado de Orissa, leste da Índia, onde ontem se verificaram novos incidentes entre cristãos e radicais hinduístas.
Segundo a imprensa local, duas comunidades na área de Gresinghia entraram em confronto, provocando a morte de uma mulher e o ferimento de ao menos 12 cristãos.
Nas últimas horas, uma igreja e mais de 300 casas foram incendiadas. A reação da polícia foi imediata e pelo menos 20 pessoas foram detidas.
Depois desses confrontos, no distrito de Kandhamal foi imposto o toque de recolher diurno e noturno.
O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, condenou os ataques, acrescentando que se trata de uma "vergonha nacional", e garantiu novos esforços para defender os direitos das minorias e a liberdade religiosa.
De fato, hoje foi enviado um reforço de mil policiais à região.Vale lembrar que amanhã, 2 de outubro, dia do nascimento de Mahatma Gandhi, celebra-se o Dia Mundial da Não-Violência, proclamado pela ONU. (BF)
Fonte: RV

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

HOJE: SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS


SANTA TERESINHA



A vida de Santa Teresinha:

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 2 de janeiro de 1873, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame com o nome de Marie Françoise Thérèse. Seu pai, Louis Martin, relojoeiro e joalheiro, que aos 20 anos tentara ser monge da Ordem de São Bernardo, está perto dos 50 anos quando nasce sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, famosa bordadeira do conhecido "ponto de Alençon", gera Teresa aos 41 anos. Vítima de câncer, essa piedosa mulher falece no dia 28 de agosto de 1877.
A menina de Lisieux
Aos três anos, a pequena Teresa já está decidida a não recusar nada ao Bom Deus. Louis Martin transfere-se com as cinco filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que chama sua caçula de "minha rainha" e pela ternura das irmãs, Teresa recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria, Paulina, Leônia e Celina.
Na festa de Pentecostes de 1883, ela é milagrosamente curada de uma enfermidade através de um sorriso que lhe oferece a Virgem Maria. Educada pelas monjas beneditinas, até outubro de 1885, completa seus estudos em casa sob a orientação de Madame Papineau. Fez a primeira comunhão em 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação. Este grande dia marca a "fusão" de Teresinha com Jesus.
No dia 14 de junho do mesmo ano recebe o sacramento da Crisma, muito consciente dos dons que lhe são implantados no coração. No Natal de 1886 vive uma profunda experiência espiritual, uma virada decisiva em sua vida, que ela chama de conversão: aos 13 anos, a menina chorosa e caprichosa, conforme seu próprio testemunho abandona os cueiros da infância. Supera a fragilidade emotiva conseqüente da perda da mãe e inicia uma corrida de gigante no caminho da perfeição.

A vida no Carmelo
Põe-se a pensar seriamente em abraçar a vida religiosa como monja carmelita, a exemplo de suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux, mas é impedida em seu sonho devido à pouca idade. Por ocasião de uma peregrinação à Itália, depois de visitar Loreto e alguns pontos de Roma, numa audiência concedida pelo Papa Leão XIII a um grupo de peregrinos de Lisieux, no dia 20 de novembro de 1887, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.
No dia 9 de abril de 1888, após muitas dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo. Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados.
Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias que serão publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas.
No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da tuberculose, a doença que a levará à morte. Teresa não se rebela.
Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto.

Meu Deus eu Te amo
Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou:
Não me arrependo de haver-me entregue ao amor.
Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897 fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou. Obscura e anônima, parte para os braços do Pai a humilde carmelita que um dia será chamada a maior Santa dos tempos modernos.
O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva:
Eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra.
No dia 1o de agosto havia profetizado:
Ah, eu sei que o mundo inteiro me amará.
De fato, em vinte cinco anos foram contados mais de quatro mil prodígios atribuídos à sua intercessão. A leitura e meditação de História de uma Alma vem causando, há cem anos, incontáveis conversões.

Sua mensagem
Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos:
sigamos o caminho da simplicidade;
entreguemo-nos com todo nosso ser ao amor;
em tudo busquemos fazer cumprir a vontade de Deus;
e que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações.
A padroeira das missões
No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou "Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título".
Teresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo. Não fundou mosteiros como Teresa d'Ávila, nem foi viver no meio dos leprosos como Francisco de Assis. Deus a convidou a realizar miudezas, coisas insignificantes. Deu-lhe a missão de nos lembrar o valor dos "pequenos nadas".
Chamou-a para que ela nos revelasse a estrada do abandono em Suas mãos. E Teresinha não decepcionou o seu Bem-Amado. Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade. Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus.
Nunca pôde deixar o seu Carmelo para ir evangelizar em terras distantes, embora tenha acalentado o sonho de ir para o Oriente e ali viver sua vocação ao amor. Seu desejo de ser missionária era tão intenso que chega a confessar que não desejava sê-lo somente durante alguns anos, mas desde a criação até a consumação dos séculos. Além do mais afirma que uma só missão não lhe bastaria. Manteve correspondência com dois missionários, a quem extravasava seus ideais de partir em missão.
O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. No Carmelo compreendeu que sua missão era "fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações..."
Teresinha amplia o conceito de missão, levando-nos a compreender que, pela oração, também podemos nos tornar missionários.
A oração é o sustento da ação missionária. A eficácia da evangelização depende da união com Deus. O trabalho de um apóstolo será mais eficaz se ele for um contemplativo. Um contemplativo será tanto mais autêntico quanto mais apostólica for sua intenção.
Neste sentido, Teresinha foi uma apóstola, uma autêntica missionária pois ajudou, pela oração e por sacrifícios, os missionários, participando de seus trabalhos através de seu coração solidário, sedento de conduzir as pessoas ao conhecimento do amor misericordioso de Deus.
Para a Padroeira das Missões, a oração é uma arma invencível que Jesus lhe deu para tocar as pessoas. Muito mais que as palavras, a oração sensibiliza, testemunha, conforta e transmite esperança. Nossa vida de oração poderá estimular a santificação das pessoas através da atenção aos sinais da presença de Deus nos acontecimentos. A Santa de Lisieux nos ensina por sua vida que a contemplação é o alicerce da missão. É necessário cultivar uma espitualidade substanciosa, radicada no Evangelho, marcada pela necessidade de estarmos na presença de Deus numa atitude de adoração e escuta. Missão que não é sedimentada na oração não oferece resultados.
Santa Teresinha, padroeira das missões, intercede junto a Jesus por todos os missionários e missionárias, por aqueles que deixam suas famílias para anunciar o Evangelho em terras distantes. Para que possamos entender que todo cristão é chamado a ser missionário em sua própria família, em sua escola, em seu trabalho. Anunciar, evangelizar, espalhando a boa notícia de Jesus é tarefa de todos!

A santa das rosas
Por que Santa Teresinha é conhecida mundialmente como "A Santa das Rosas"?
No dia 11 de março de 1873, não sabendo mais o que fazer para curar sua pequena Thérése de uma atroz gastroenterite, Zélie Martin resolveu ir a Sémaillé, um vilarejo próximo a Alençon, à procura de uma senhora chamada Rose Taillé para ser a ama-de-leite de sua caçula.
Assim, de 16 de março de 1873 a 2 de abril de 1874, Teresa viveu nesse lugar onde os habitantes tinham um belo costume: presentearem-se, por qualquer motivo, com flores. É provável que a precoce convivência com esses odores tenha acendido em nossa santa uma paixão que jamais a abandonará: as flores, especialmente as rosas.
Em carta à sua prima Maria Gurérin, escrita no dia 18 de agosto de 1887, Teresinha vai afirmar seu amor pelas rosas: "Amo tanto uma bela rosa branca, quanto uma rosa vermelha".
Sentia-se feliz quando podia lançar pétalas de rosas para o alto quando passava o ostensório com o Santíssimo Sacramento. Madre Inês, sua irmã de sangue, relata que, no dia 14 de setembro de 1897, Teresinha ganhou uma rosa e a desfolhou sobre o crucifixo de forma muito carinhosa. Algumas pétalas caíram no chão da enfermaria. Muito seriamente, a santa teria afirmado: "Ajuntai bem estas pétalas, minhas irmãzinhas, elas vos servirão a dar alegrias, mais tarde... Não percam nenhuma..."
Seu prazer era atirar flores no grande crucifixo do pátio do Carmelo. Gostava de cobrir o seu crucifixo de rosas de forma muito cuidadosa, afastando as pétalas murchas. No entanto, não lançava flores em ninguém. Madre Inês conta que certa vez colocou-lhe rosas nas mãos, pedindo-lhe que as atirasse em alguém, como sinal de afeto. A santa recusou-se a fazê-lo. Ela só desfolhava e lançava rosas para seu amado Jesus.
Santa Teresinha aproveita a imagem da rosa para explicar um elemento importante de sua "Pequena Via": "Compreendi que o brilho da rosa... não tira o perfume da pequena violeta... Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril..." Por isso, ela conclui, Deus criou " os grandes santos que podem ser comparados.... às rosas". No jardim da vida há lugar para as humildes flores, as frágeis violetas, que não possuem o vigor e o perfume das rosas, mas mesmo assim enfeitam o mundo. As rosas são os gigantes da fé. As violetas são as almas pequenas que trilham o pequeno caminho.
Quem tanto amava as rosas, vai prometer, quase ao fim da vida, que fará chover rosas sobre o mundo. Com esta promessa estava se prontificando a interceder pela humanidade junto a Deus. Haveria de conseguir muitas graças e bênçãos junto ao Pai. Após sua morte os milagres irão se multiplicar. Ela prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas e não frustrou os que confiam em sua oração. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita.

Doutora da Igreja
Eu sou pequena demais para subir a rude escada da perfeição, afirma Santa Teresinha. Ainda assim, queria ser uma grande santa, porque para ela, nos caminhos de Jesus Cristo não há meios-termos. Ela admirava os santos que cometerem loucuras em seu amor a Deus e media sensatamente a distância que a separava deles.
A fraqueza se fez força em Teresinha. Essa lúcida mulher que um dia desistiu da rude escada da perfeição foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II, em Roma, no dia 19 de outubro de 1997. Nesse dia, o Papa disse, no momento da homilia:
Entre os 'Doutores da Igreja', Teresa do Menino Jesus e da Santa Face é a mais jovem, mas o seu ardente itinerário espiritual demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas que a tornam digna de ser posta entre os grandes mestres espirituais. E na Carta Apostólica Divinis Amoris Scientia, ainda afirma o Papa: Teresa oferece uma síntese amadurecida da espiritualidade cristã. Ela une a teologia e a vida espiritual, exprime-se com vigor e autoridade, com grande capacidade de persuasão e de comunicação, como demonstram o acolhimento e a difusão da sua mensagem no Povo de Deus.
Sua sabedoria e inteligência colocados a serviço do anúncio da Palavra vêm transformando os corações, conduzindo gerações e gerações de pessoas no mundo inteiro à experiência do amor misericordioso de Deus, de forma simples, descomplicada. Meninos e meninas, pobres e desprezados, todos os que têm um coração de criança são homenageados nesse título que tanto demorou para ser conferido. Os pequenos se tornam Doutores.
Passados cem anos, a Doutora Teresinha tem uma Palavra forte e esclarecedora a nos dizer. Palavra profética de mulher missionária que nos faz retornar ao Evangelho. Acabaram os argumentos daqueles que tentavam escapar aos desafios da vida cristã e dos caminhos da santidade.
O Evangelho pode ser vivido por pequenos pássaros como nós. Teresinha, com seu ensinamento, nos mostra como isso pode acontecer. A menina, agora teóloga laureada, prova-nos que o Evangelho está vivo e pode pulsar em nós, em nossa vida. Ele existe também para nós, cristãos frágeis e atônitos ante a realidade que nos aflige.
A Doutora nos faz descobrir que o Evangelho não é um compêndio de frases edificantes escritas para nos comover ou atemorizar. O Evangelho é uma pessoa concreta: Jesus de Nazaré! Uma vez apaixonados por Ele e atentos à lição de Teresinha, saberemos encontrar o melhor modo de segui-lo.

Cronologia resumida

02/01/1873
às 23:30 hs. nasce Maria Francisca Teresa Martin, à Rua Sainte-Blaise, 36, hoje 42.
04/01/1873
Batismo na igreja de Nossa Senhora, pelo Pe. Lucien Dumaine. Padrinhos: a irmã mais velha, Marie (13 anos) e Paul Albert Boul (13 anos).
15/03 ou 16/03/1873
Partida para Semallé (Orne), casa de Rosa Taillé, a fim de ser amamentada.
02/04/1874
Retorna definitivamente para sua casa.
24/12/1876
Sua mãe, Zélia Martin, consulta com Dr. Notta, em Lisieux, a respeito de seu tumor no seio. Não é mais possível fazer uma cirurgia.
03/04/1877
Aos quatro anos: "Serei religiosa em um claustro".
18 a 23/06/1877
Sra. Martin, Maria, Paulina e Leônia fazem uma peregrinação a Lourdes
28/08/1877
Morre da Sra. Martin
29/08/1877
Sepultamento da Sra. Martin. Teresa escolhe Paulina como sua segunda mãe.
15/11/1877
Chegada de Teresa e suas irmãs a Lisieux, aos cuidados do tio Guérin
16/02/1882
Paulina decide ingressar no Carmelo
Verão 1882.
Fica sabendo da partida próxima de Paulina. Sente-se chamada ao Carmelo. Fala com Madre Maria de Gonzaga
Outubro 1882
O nome Teresa "do Menino Jesus" lhe é proposto por Madre Maria de Gonzaga.
13/05/1883
Pentecostes. Sorriso da Virgem, cura repentinamente Teresa.
14/06/1884
Crisma, por Dom Hugonin, bispo de Bayeux, na Abadia. Madrinha: Leônia, sua irmã.
15/10/1886
Entrada de Maria no Carmelo (Irmã Maria do Sagrado Coração de Jesus)
29/05/1887
Pentescostes. Teresa consegue do pai licença para ingressar no Carmelo aos quinze anos de idade.
31/10/1887
Visita a Dom Hugonin, em Bayeux, para solicitar ingresso no Carmelo.
20/11/1887
Audiência de Leão XIII. Teresa apresenta seu pedido ao Papa.
09/04/1888
Festa da Anunciação. Entrada de Teresa no Carmelo de Lisieux.
10/01/1889
Tomada de hábito. Última festa para o Sr. Martin. Teresa acrescenta "da Santa Face" ao seu nome religioso.
29/02/1894
Morte do Sr. Martin no Castelo de La Musse (Eure), às 8h e 15m.
Dezembro 1894
Recebe da Madre Inês de Jesus a ordem de escrever suas memórias.
Abril 1895
Confidencia a Irmã Teresa de Santo Agostinho: "Morrerei em breve".
Início de abril 1897
Gravemente enferma.
08/07/1897
Teresa desce para a enfermaria.
14/09/1897
Desfolha uma rosa sobre o crucifixo.
30/09/1897
Morte de Teresa, diante da comunidade reunida, por volta das 19h e 20m.
04/10/1897
Sepultamento no Cemitério de Lisieux
30/09/1898
Publicação de 2000 exemplares de "História de uma Alma".
29/04/1923
Beatificação da Irmã Teresa do Menino Jesus por Pio XI.
17/05/1925
Solene Canonização na Basílica de São Pedro, em Roma.
14/12/1927
Proclamada Padroeira Universal das Missões.
03/05/1944
Nomeada Padroeira secundária da França, juntamente com Santa Joana d’Arc.
19/10/1997
Solene Proclamação como Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II.
30/09/1998
Primeiro Centenário da Publicação de "História de uma Alma".
Fonte: Angelfire

BENEDITINOS: VIVER EM COMUNIDADE PARA VIVER EM CRISTO

Beneditinos: viver em comunidade para viver em Cristo
Entrevista com o abade de São Paulo Fora dos Muros, Edmund Power
Por Marco Cardinali

ROMA,
- Terminou no sábado, dia 27, o congresso mundial de cerca de 30 abades da Confederação Beneditina, reunidos em Roma desde o dia 17. Duas peculiaridades deste congresso, que acontece a cada 4 anos, são sua realização no Ano Paulino e a eleição do novo abade primário.
Os abades do congresso mundial reelegeram no dia 25 passado Notker Wolf, que continua seu serviço à Igreja e à Confederação beneditina como abade primaz.
Ao começar o congresso, os abades se encontraram com Bento XVI, em uma audiência especial em sua residência veraneia de Castel Gandolfo, e com a celebração solene de Vésperas, na basílica de São Paulo Fora dos Muros, confiaram seus trabalhos ao apóstolo dos povos.
Em uma entrevista concedida à Zenit, o abade da citada basílica, Edmund Power, faz algumas considerações sobre estes eventos.

– Padre abade, sobre o que falaram durante estes dias de congresso?

– Power: Durante o congresso anterior, de 2004, falamos da globalização como desafio e oportunidade para os beneditinos de nosso tempo. Este ano não se escolheu um tema específico. Quisemos encontrar-nos para poder conhecer melhor os diversos tipos de problemas e riquezas das comunidades monásticas em todo o mundo. Recebemos informes, por exemplo, sobre as atividades dos cerca de 257 mosteiros independentes que fazem parte da Confederação Beneditina, com uma representação das monjas e religiosas beneditinas.
Buscamos juntos soluções de ajuda para os mosteiros mais pobres ou que se encontram em áreas críticas do planeta, mas falamos também de diálogo ecumênico e inter-religioso com representantes de outras confissões cristãs.
Outro tema privilegiado foi o da educação e testemunho beneditino, ou seja, o que o monaquismo pode ainda dizer no mundo de hoje através de suas estruturas educativas.
Nossa vida monástica, ainda que com atividades apostólicas, tem um fundo e uma fonte: a espiritualidade contemplativa que cada monge e monja expressa a seu modo em sua comunidade. Poderia dizer que nosso carisma é «ser» ao invés de «fazer», ainda que este ser se explicite depois no fazer; e tudo isso se expressa no viver em Cristo de maneira intensa.

– Portanto, se este é o carisma, é também um grande desafio no mundo contemporâneo.

– Power: Ultimamente se ouve dizer que algumas congregações religiosas perderam o sentido da vida comunitária porque estão envolvidas demais na atividade apostólica. O apostolado é bom, mas se dá o risco de ser absorvidos totalmente por ela. Basta ver a oração comunitária, reduzida ao mínimo ou às refeições solitárias, por causa dos compromissos que se multiplicaram hoje, inclusive por causa da diminuição de sacerdotes e religiosos.
Para nós, os beneditinos, viver em comunidade, com todas suas implicações, é um modo fundamental de viver em Cristo. Conviver não é fácil, inclusive diria que de alguma maneira chega a ser um perder-se a si mesmos, com a consciência de abraçar a cruz ao serviço dos demais. Não somos certamente melhores que os demais por isso, mas é precisamente este o carisma monástico beneditino.

– Em que medida lhes são úteis estes congressos que celebram a cada 4 anos?

– Power: São duas semanas de intercâmbio que para alguns poderia parecer um período demasiado longo e a outros, curto, mas é importante, a cada 4 anos, encontrar-se para conhecer-se melhor e confrontar alguns temas comuns.
Nosso sistema beneditino não é como outras ordens dependentes de um organismo ou hierarquia centralizada. Cada mosteiro beneditino é independente e o fato de encontrar-nos, com intervalos regulares de tempo, nos ajuda a sublinhar a universalidade da vida beneditina. Nós nos encontramos, trocamos experiências e conhecemos as dificuldades de outros mosteiros distantes. Isto é importante também para conhecer os diversos costumes e tradições. Um mosteiro na Alemanha é muito diferente de um na Argentina ou no Vietnã.
Converte-se também para nós em um modo tangível de ver realizado o que São Paulo diz: que Cristo é de todos, que n’Ele não existe nem grego, nem judeu. É preciso recordar também que, mais além destes encontros, temos uma base em Roma, que é o Colégio e o Ateneu Santo Anselmo, dirigidos pela Confederação beneditina, que o resto do tempo cumpre o fim de atualizar a comunhão, ainda que na diversidade de nações e tradições.

– Acabam de eleger o abade primaz, que coordena a Confederação Beneditina, e voltaram a confirmar a abade Notker Wolf em seu segundo mandato. Uma opção a favor da continuidade?

– Power: O abade Notker Wolf foi eleito em 2000, durante o Grande Jubileu, e foi reeleito por outros 4 anos, no ano do bimilênio paulino. A continuidade é algo bom quando é possível, e neste caso foi.
Todo o congresso está satisfeito pelo trabalho realizado pelo abade Notker Wolf, que reúne em si muitas qualidades: Fala diversos idiomas, tem uma aguda capacidade para comunicar e é um grande viajante, um pouco como São Paulo, e o faz com alegria e empenho.
Estamos contentes, portanto, por tê-lo reeleito para este serviço que implica também um grande dispêndio de energias.

– Os monges beneditinos, há cerca de 1.300 anos, custodiam o lugar da sepultura do Apóstolo Paulo e se ocupam de sua liturgia. O que estão fazendo de especial neste ano paulino?

– Power: É uma pergunta que me fazem em muitas partes, sobretudo no exterior. Todos imaginam grandes celebrações cada dia, mas nosso estilo monástico é um pouco diferente. Como beneditinos, damos muita importância à fidelidade à cotidianidade.
Certamente há uma grande afluência de peregrinos à basílica e nosso serviço como ministros da confissão absorve muito tempo. Há certamente celebrações específicas solenes e especiais, como as Vésperas Ecumênicas, que se celebram a cada sexta-feira às 18h, nas quais participam também fiéis das diversas denominações cristãs que moram em Roma, e durante as quais os monges fazem uma reflexão sobre São Paulo. É um momento de oração que podemos viver no final da jornada, um momento tranqüilo para meditar sobre o que o apóstolo Paulo nos diz hoje através de sua mensagem, tão profunda e atual, e a leitura específica paulina escolhida para aquele dia.
Queremos viver este ano não como um grande momento ou uma série de eventos extraordinários, mas como um tempo de crescimento espiritual. Creio que a vida espiritual é um processo. Há momentos importantes, mas o é ainda mais encarnar o mistério na cotidianidade e na fidelidade. Este é o estilo monástico que propomos também aos peregrinos na basílica.
Fonte: ZENIT.org

RELIGIOSAS VISITAM DIOCESES DE SI CHUAN ATINGIDA PELO TERREMOTO

SOLIDARIEDADE CATÓLICA NA CHINA

Igreja de Bai Lu, construida em 1908 pelos Missionários das Missões Exteriores de Paris

Pequim,
- Mais de 40 religiosas, de 5 dioceses de Si Chuan – região atingida pelo terremoto de 12 de maio passado – visitaram a região mais danificada pelo sismo, ao lado de sacerdotes, seminaristas e leigos.
Igreja de Bai Lu, após terremoto de 12 de maio passado

O grupo esteve no local onde se erguia a famosa igreja de Bai Lu, construída pelos missionários das Missões Exteriores de Paris em 1908, cem anos atrás, e que desabou, com o terremoto, em apenas 8 segundos. Na área encontrava-se também o mais antigo seminário católico, dedicado à Anunciação, considerado o berço católico do sudoeste da China. O Estado Chinês se colocou à disposição para reconstruí-lo.Hoje, graças à doação da associação de caridade Jinde Charities, existe uma capela no local, onde o grupo participou de uma missa. Depois de 8 dias de retiro espiritual, as religiosas participaram da experiência de fé vivida pelos católicos locais com o desastre natural, reforçada com a solidariedade expressa pelo papa Bento XVI. Si Chuan é uma província que concentra uma variedade de etnias, que, segundo um sacerdote local, ‘acolhem muito bem o trabalho de evangelização católica’. Os voluntários da Jinde Charities, entidade católica que coordenou as ajudas e transmitiu as ofertas do papa às vítimas, estão engajados na ajuda aos desalojados, em pleno ritmo. (CM)

Fonte: RV

CONHEÇA UM POUCO DE CASTEL GANDOLFO

SIGNIFICADO DE CASTEL GANDOLFO

Castel Gandolfo,

- O que é Castel Gandolfo, onde está situada a Residência Apostólica de verão dos Papas?

É um município italiano da região do Lácio, província de Roma, com cerca de 6.927 habitantes. Estende-se por uma área de 14 km2. A cidadezinha confina com Albano Laziale, sua diocese, Grottaferrata, Marino, Rocca di Papa e Roma.
Castel Gandolfo é muito conhecida por ser a localidade onde se situa a Residência de Verão dos Papas.
A residência é um edifício do século XVII, do arquiteto Carlo Maderno, oferecida ao Papa Urbano VIII pela família romana Gandolfo.Castel Gandolfo situa-se no alto da colina, às margens do Lago Albano e faz parte dos chamados "Castelos de Roma", que formam um grupo de municípios/a> da província de Roma.
Eles estão localizadas a uma pequena distância, no sudeste da capital italiana, no sopé das colinas Albanas.A região dos Castelos ocupa uma antiga e fértil área vulcânica a qual, desde a antiguidade, permitiu a exploração de uma florescente agricultura, sobretudo de vinhedos.
A antiga cratera é ocupada por dois lagos: Nemi e Albano.Desde o tempo dos romanos, a região foi freqüentada pelos nobres de Roma, devido ao seu clima agradável e mais fresco durante o verão; a tradição foi seguida pelos papas.
O Vaticano, onde se encontra a Residência Apostólica e onde os Pontífices vivem, ocupa uma área de 44 hectares.
Está situado no meio da capital italiana, Roma. Por isso, não possui área costeira. A defesa do pequeno país cabe à Itália, enquanto a segurança do Papa está confiada à Guarda Suíça Pontifícia.
A Cidade do Estado do Vaticano possui, fora dos seus muros, 13 edifícios em Roma e Castel Gandolfo, que são de direitos extraterritoriais.
A sua área situa-se numa colina baixa, chamada Colina Vaticana ou Montes Vaticanos, uma vez que existia muito antes do cristianismo.
Cerca de 50% da sua área total é ocupada pelos Jardins Vaticanos. O território do Vaticano possui muitas estruturas que ajudam a fornecer autonomia ao Estado soberano do Sumo Pontífice. (MT)
Fonte: RV


ÍNDIA: BISPOS EXIGEM FIM DA ONDA DE VIOLÊNCIA CONTRA OS CRISTÃOS

Bispos da Índia exigem fim dos ataques contra cristãos
Acusam formalmente os grupos extremistas hindus de planejar a violência

NOVA DÉLI,
- Os bispos católicos da Índia exigiram formalmente do governo que faça todo o possível para deter a onda de violência contra os cristãos, que já dura mais de um mês e que causou dezenas de vítimas fatais.
Em um comunicado difundido pela agência AsiaNews na sexta-feira passada, 26 de setembro, o Cardeal Varkey Vithayathil, presidente da Conferência Episcopal da Índia, em nome de todos os prelados do país, acusa formalmente os grupos radicais hindus pela tragédia, e pede que estes grupos sejam ilegalizados.
«Pessoas inocentes foram assassinadas, mulheres violentadas, igrejas e lugares religiosos profanados, casas de cristãos foram destruídas em Kandhamal e em outros distritos de Orissa», acusa o cardeal.
O comunicado pede «uma ação forte e urgente» contra os violentos, assim como «a proibição de todos os grupos fundamentalistas que treinam terroristas sob a insígnia de ‘Hindutva’ ou outros nomes».
Para os bispos, é «evidente que os autores destas ações malvadas são agentes treinados do ativismo radical ‘Hindutva’, que se movem com instruções e seguindo um plano pré-concebido de destruição».
O cardeal Vithayathil lamenta especialmente a atitude de «apatia e inação» do governo central e das autoridades locais dos Estados afetados.
«O governo continuou assegurando que tudo está dentro da normalidade e que a segurança era perfeita. Mas quando foi criticado, desculpou-se dizendo que era incapaz de controlar as gangues que destruíam as propriedades eclesiais e atacavam os religiosos e a população cristã.»
Esta violência descontrolada «está humilhando a antiga civilização indiana e valores como a Ahimsa (não-violência), Verdade, Tolerância e respeito pelas religiões que a Índia havia conservado zelosamente durante séculos», acrescenta o comunicado.
Os bispos recordam que a Constituição indiana reconhece «o direito à liberdade de consciência e à liberdade religiosa», assim como «direito de professar uma religião livremente, de praticá-la e propagá-la».
Também, acrescentam, a Igreja Católica «desempenhou sempre um papel ativo na hora de promover o diálogo inter-religioso e a harmonia».
«Se alguém considera os sofrimentos dos cristãos como uma fraqueza, equivoca-se. Queremos recordar a todos que somos cidadãos desta grande nação e que continuamos contribuindo muito para o crescimento e o desenvolvimento deste país.»
Rejeição do proselitismo
Os bispos rejeitam rotundamente as acusações de proselitismo e de promover conversões forçadas, acusações lançadas pelos grupos extremistas para justificar os atos violentos.
«A conversão forçada, mediante recompensas ou com engano está contra os ensinamentos da Igreja Católica», afirmam os bispos, citando a constituição Ad Gentes do Concílio Vaticano II.
Ao contrário, muitos convertidos ao cristianismo «perdem muitos benefícios garantidos pela Constituição, e alguns inclusive sacrificaram suas vidas por rejeitar converter-se ao hinduísmo», agrega a nota.
Os prelados mostram sua convicção de que «as acusações de promover conversões forçadas são uma estratégia que esconde o interesse de negar os serviços cristãos de saúde, educação, emancipação da pobreza e desenvolvimento aos grupos mais abandonados».
«Cremos que a oposição do ‘Hindutva’ às atividades cristãs deriva do medo a que muitas destas comunidades marginalizadas se reforcem em seus direitos e resistam à exploração», acrescentam.
Fonte: ZENIT.org