Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

sábado, 19 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL

MENSAGEM DE NATAL RECEBIDA

Prezados leitores,
rebemos e-mail de Natal, o qual desejamos compartilhar com todos vocês

...............................Claudio Fontana

Querido amigo,

Já estamos respirando em clima-de-NATAL , e quero aproveitar êste "email" , para desejar á você, MEU AMIGO QUERIDO , do fundo do meu coração, toda a felicidade e alegria nestes dias de Festas que se aproximam e para que "não esqueçamos do ANIVERSARIANTE , aqui estou, cantando prá você e sua familia , a canção "O HOMEM DE NAZARETH", meu maior sucesso como compositor-maranhense , pedindo á ÊLE , que continue iluminando sua vida e seu trabalho.
FELIZ NATAL ...
FELIZ 2010......
FELIZ ANO NOVO...

Claudio Fontana e Malú


11 -5041-3849
PS: Quem desejar receber cópia da musica "O HOMEM DE NAZARETH", a nós enviada, basta nos solicitar pelo e-mail: afamiliacatolica@gmail.com ou solicitar diretamente ao nosso amigo Claudio Fontana, pelo seu site acima.
A FAMÍLIA CATÓLICA

AQUECIMENTO GLOBAL - RESPONSABILIDADE

Cardeal Martino: aquecimento global, responsabilidade de todos
Intervenção durante a apresentação da mensagem do Dia Mundial da Paz
Por Carmen Elena Villa




CIDADE DO VATICANO,

- O presidente emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz, cardeal Renato Raffaele Martino, referiu-se nesta manhã aos tropeços dos últimos dias na cúpula sobre mudança climática que se realiza em Copenhague e que entrou hoje em sua etapa final.
“Espero que encontrem uma base comum porque a responsabilidade maior foi até agora dos países altamente desenvolvidos, mas também os países em via de desenvolvimento não prestaram muita atenção à produção de CO2.”
Assim afirmou o purpurado, em coletiva de imprensa durante a apresentação da mensagem para o 43ª Dia Mundial da Paz, cujo lema é “Se quiseres promover a paz, protege a criação”.
O cardeal Martino assegurou que as causas do aquecimento global têm a ver tanto com os fenômenos naturais como com a má utilização da criação por parte do homem.
“Por isso, nesta mensagem, o Papa convida a fazer o que está em nossas mãos para ter o planeta mais limpo e, naturalmente, controlando, criando e adotando novos estilos de vida se contribui para manter a harmonia da criação”, indicou.
“Esperamos que haja uma maior generosidade para que ajudem os países em via de desenvolvimento”, indicou o purpurado, referindo-se à cúpula mundial na qual participam 120 chefes de Estado, numerosos vice-presidentes e 193 representantes das Nações Unidas.
Na cúpula, participa também Dom Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé na ONU.
O cardeal Martino ressaltou como positivo o fato de que representantes de diversas religiões se unam e ajam junto a diversos funcionários das Nações Unidas “para convencer e alentar as ações destes organismos internacionais”.
Indicou que “é algo que já se está fazendo com muita intensidade”, e sublinhou que, se os diferentes líderes religiosos continuarem trabalhando juntos, “poderão desembocar em algo mais concreto no futuro”.
Em memória do santo de Assis
O cardeal Martino indicou que o Papa Bento XVI escolheu dedicar a mensagem ao tema da criação, entre outras razões, para recordar o 30º aniversário da proclamação de São Francisco de Assis como padroeiro dos agricultores e da ecologia.
“O cântico das criaturas de São Francisco oferece um testemunho atual também na complexidade de hoje. O amor à criação, se projetado em um horizonte espiritual, pode conduzir o homem à fraternidade com o próximo e à união com Deus”, indicou.
“Contemplando o exemplo do Pobrezinho de Assis, aprendemos a amar a criação, a ver nela o amor infinito do Criador”, concluiu o purpurado.

*************

Países ricos sabotam negociações sobre clima
Denunciam Cáritas e agências católicas de desenvolvimento

COPENHAGUE,

- A Cáritas Internacional e a rede de agências católicas para o desenvolvimento CIDSE denunciaram que as negociações sobre mudanças climáticas de Copenhague estão sendo sabotadas pelos países ricos.
As conversações na cúpula da ONU foram interrompidas na segunda-feira por um impasse entre países africanos e países ricos, os quais, segundo os primeiros, estariam tentando se eximir de responsabilidades já acordadas.
Segundo a Cáritas Internacional e a organização Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e Solidariedade (CIDSE), os países ricos, inclusive Japão e Rússia, estariam sabotando as negociações da cúpula, tentando desconsiderar o Protocolo de Kyoto, atualmente o único instrumento juridicamente vinculativo que regula as emissões.
O protocolo, que prevê reduções obrigatórias de emissões para os países desenvolvidos, oferece aos países mais pobres alguma proteção contra futuros impactos ambientais provocados pelas mudanças climáticas.
Para Niamh Garvey, membro irlandês da rede CIDSE-Cáritas, “os países ricos buscam fazer retroceder as conversações, revendo os compromissos do Protocolo de Kyoto.
A decisão da África de suspender os debates, apoiada pela maioria dos países do G77”, prosseguiu, “é resultado do temor provocando pelas tentativas dos países ricos de eliminar o acordo mais forte que temos sobre o clima”.Rowan Popplewell, membro escocês da mesma rede, disse que “abandonar o protocolo de Kyoto representaria um retrocesso para todos os países, principalmente os mais pobres. Para estes, os acordos estabelecidos são uma questão de sobrevivência. As comunidades vulneráveis de todo o mundo necessitam de um acordo climático justo, ambicioso e compulsório, do qual o Protocolo de Kyoto é um elemento essencial”.

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

EM DEFESA DA VIDA E DA FAMÍLIA

Petição em defesa da vida e da família é apresentada ao Parlamento Europeu
Presidente Jerzy Buzek recebe representantes de 17 países da Europa

Jerzy Buzek, presidente do Parlamento Europeu

ESTRASBURGO,

- O presidente do Parlamento Europeu, o polonês Jerzy Buzek, agradeceu e congratulou os representantes dos Movimentos pela Vida e pela Família, recebidos na última terça-feira no Gabinete da Presidência, em Estrasburgo.
Os representantes da Áustria, Espanha, Irlanda, Itália, Polônia, Alemanha, Portugal, Lituânia, França, República Tcheca, Hungria, Romênia, Bélgica, Croácia, Grécia, Reino Unido e Eslováquia, apresentaram uma petição contendo 500.000 assinaturas de cidadãos europeus.
O documento pede o reconhecimento da pessoa humana desde a concepção até sua morte natural, a defesa da família natural fundamentada no matrimônio entre homem e mulher, além de pedir a suspensão do financiamento estatal de programas de pesquisa que empreguem embriões humanos.
Segundo o presidente Buzek, “É um resultado extraordinário conseguir que meio milhão de cidadãos da União Européia assinem um documento destinado ao Parlamento Europeu”, acrescentando que “é a primeira vez que uma petição envolvendo tantas assinaturas e tantos países é encaminhada ao Parlamento”.
“Isso mostra que a sociedade civil não encara o Parlamento como uma instituição distante das pessoas”, agradecendo ainda pela iniciativa que, segundo ele, “é a demonstração de uma cidadania européia”.
“Asseguro” – concluiu Buzek – “que sua petição será levada muito a sério, e que seus pedidos serão objeto de discussão no Parlamento Europeu o mais rapidamente possível”.
Para Carlo Casini, presidente da Comissão Constitucional do Parlamento Europeu e também do Movimento na Itália, a apresentação da petição coincide com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, num momento em que “a nova legislação começa a dar novo impulso à construção daquela unidade dos povos, e que constitui um dos maiores projetos políticos de todos os tempos”.
“Na base de tal construção”, acrescentou Casini – “está o valor da dignidade de cada ser humano, como diz o próprio tratado de Lisboa. A igualdade e a dignidade humana são os fundamentos da liberdade, da democracia e da solidariedade. São os elementos caracterizam a alma da Europa”.
Casini destacou que o documento apresentado chama atenção para questões dramáticas: ”Quem é o titular dos direitos humanos? O que é o homem? Não o é também o bebê em fase pré-natal? O princípio da igualdade se estende a todas as fases da existência humana, ou somente a algumas?”
“Sabemos bem as dificuldades levantadas quando estas questões são colocadas. Todavia, a política não as pode evitar”, “se pretende ser verdadeiramente guiada pela cultura dos direitos humanos”, concluiu.Antonio Gaspari, responsável pela iniciativa da petição e presente no evento, disse ao presidente do Parlamento: “não pedimos a revogação de nenhuma lei, mas apenas o pleno reconhecimento de igualdade e uma reflexão profunda sobre a dignidade humana”, e concluiu: “São temas de unificação, não de divisão. De esperança, não de desespero”.



Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PAZ FUDAMENTADA NO AMOR, JUSTIÇA, VERDADE E LIBERDADE

Urgência de paz fundada no amor, justiça, verdade e liberdade
Intervenção da Santa Sé no conselho ministerial da OSCE

CIDADE DO VATICANO,

- Hoje é cada vez mais urgente “uma conversão comum à paz, uma paz fundada em sólidos pilares de amor, justiça, verdade e liberdade”, disse o arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, intervindo no 17º conselho ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Atenas.
A OSCE, cuja sede principal se encontra em Viena (Áustria), foi fundada em 1975 em Helsinki, como Conferência para a Segurança e Cooperação na Europa.
Atualmente, é a maior organização para a segurança regional no mundo, com 56 Estados membros da Europa, Ásia Central e América do Norte.
Ao tomar a palavra no encontro, no dia 1º de dezembro, o prelado – segundo informou o jornal vaticano L’Osservatore Romano – elogiou o “Processo de Corfu”, lançado em junho passado, no final de um encontro informal no âmbito ministerial da OSCE, com o fim de estabelecer um novo diálogo sobre o futuro da segurança europeia.
Dom Mamberti expressou a estima da Santa Sé pelas iniciativas empreendidas pela presidência grega, com o fim de reforçar o funcionamento dos instrumentos e mecanismos disponíveis para a prevenção dos conflitos e para a reabilitação pós-conflito.
No entanto, precisou, os importantes passos no controle dos armamentos não podem eclipsar as “guerras esquecidas” e as “hostilidades prorrogadas” que continuam causando mortos e danos, “frequentemente no silêncio e na indiferença de setores consideráveis da opinião pública”.
Além disso, precisou, “não haverá paz na terra se perdurarem a opressão dos povos, as injustiças e os desequilíbrios econômicos que ainda existem”.
Sobre a agenda da OSCE para os próximos anos, Dom Mamberti sublinhou a centralidade da relação entre políticas migratórias e segurança.
Atualmente, observou, há mais de 200 milhões de pessoas no mundo que vivem e trabalham em países diferentes daquele em que nasceram e do qual era cidadãs.
A situação reflete políticas encaminhadas “a responder a emotivas e acesas exigências de controle e de integração por parte da opinião pública”.
“No entanto – acrescentou – as vantagens concretas aceitas através da acolhida aos imigrantes se ofuscam frequentemente por uma atitude ambivalente nos meios de comunicação social e na opinião pública, que permitem generalizações negativas que criam estereótipos dos que chegam.”
Daqui deriva a “necessidade de prestar maior atenção aos próprios migrantes e não somente ao seu papel econômico de força de trabalho e de colonos permanentes”, e de reforçar “todo o sistema de tutela e de direitos humanos que não pode ser relegado a um papel secundário de apoio”.
Neste campo, o arcebispo Mamberti qualificou como de primária importância a reagrupação familiar e também a educação dos migrantes, de maneira que possam ser mais conscientes dos seus direitos.
O representante vaticano aludiu aos numerosos atos de intolerância e violações da liberdade religiosa que “continuam sendo perpetrados sob numerosas formas”.
Lamentavelmente, indicou, “com o aumento da intolerância religiosa no mundo, está bem documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado, dado que mais de 200 milhões deles, de diferentes confissões, poderiam encontrar-se em situação de dificuldade por causa de estruturas legais e culturais que os levam a ser discriminados”.
À luz de tudo isso, convidou a considerar as comunidades religiosas não “como fontes de conflitos sociais ou culturais, mas como um fator importante de promoção da paz, compreensão recíproca e valores humanos comuns”.

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL

PORTUGAL: MENSAGEM DE NATAL

Lisboa, 15 dez (RV)

- O bispo da diocese portuguesa de Santarém, Dom Manuel Pelino, Bispo de Santarém, alertou para “o individualismo, a desconfiança mútua, o desânimo, a solidão, a agressividade” que marcam as nossas sociedades. Na sua mensagem por ocasião do Natal, o prelado considera que “num mundo frio e egoísta precisamos da mensagem do Natal”. “Dediquemo-nos e defendamos também a união estável da família, baseada no amor e santificada pelo sacramento do matrimônio, como berço e ambiente para o desenvolvimento harmonioso dos filhos”, destaca o prelado. O bispo de Santarém pede ainda que “saibamos partilhar o nosso afeto, a nossa atenção e os nossos bens com os que nos rodeiam, sobretudo com os mais carentes”.Já o bispo de Setúbal, Dom Gilberto Canavarro Reis, opta por um registro mais poético, em forma de prece, pedindo “um coração capaz de reparar que ao nosso redor, no bairro, na cidade, há gente que vive na solidão, gente com aposentadoria de miséria, gente em casas degradadas, gente que sofre por causa do desemprego, imigrantes mal acolhidos, gente excluída: gente de carne e osso como nós, gente que poderíamos ser nós mesmos”.Num texto publicado pelo Secretariado Nacional da Pastoral Social, sugere-se que se rejeite “uma vida egoísta, centrada em nós mesmos e, por isso, absurda, e sem graça”, apelando ao compromisso “num mundo em que não haja quem morra de fome, ou na guerra, ou de desespero”. Pede-se ainda a luta “contra as injustiças, contra toda a espécie de exploração, ou de exclusão”. (SP)

Fonte: RV

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ, 1° DE JANEIRO DE 2010.

SE QUISERES CULTIVAR A PAZ, PRESERVA A CRIAÇÃO 1.


POR OCASIÃO DO INÍCIO DO ANO NOVO, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque « a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus » e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce « aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho ». 2. Na encíclica Caritas in veritate, pus em realce que o desenvolvimento humano integral está intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como uma dádiva de Deus para todos, cuja utilização comporta uma responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente os pobres e as gerações futuras. Assinalei também que corre o risco de atenuar-se, nas consciências, a noção da responsabilidade, quando a natureza e sobretudo o ser humano são considerados simplesmente como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo. Pelo contrário, conceber a criação como dádiva de Deus à humanidade ajuda-nos a compreender a vocação e o valor do homem; na realidade, cheios de admiração, podemos proclamar com o salmista: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? » (Sl 8, 4-5). Contemplar a beleza da criação é um estímulo para reconhecer o amor do Criador; aquele Amor que « move o sol e as outras estrelas ». 3. Há vinte anos, ao dedicar a Mensagem do Dia Mundial da Paz ao tema Paz com Deus criador, paz com toda a criação, o Papa João Paulo II chamava a atenção para a relação que nós, enquanto criaturas de Deus, temos com o universo que nos circunda. « Observa-se nos nossos dias – escrevia ele – uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada (…) também pela falta do respeito devido à natureza ». E acrescentava que esta consciência ecológica « não deve ser reprimida mas antes favorecida, de maneira que se desenvolva e vá amadurecendo até encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas ». Já outros meus predecessores se referiram à relação existente entre o homem e o ambiente; por exemplo, em 1971, por ocasião do octogésimo aniversário da encíclica Rerum novarum de Leão XIII, Paulo VI houve por bem sublinhar que, « por motivo de uma exploração inconsiderada da natureza, [o homem] começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação ». E acrescentou que, deste modo, « não só o ambiente material se torna uma ameaça permanente – poluições e lixo, novas doenças, poder destruidor absoluto – mas é o próprio contexto humano que o homem não consegue dominar, criando assim para o dia de amanhã um ambiente global que se lhe poderá tornar insuportável. Problema social de grande envergadura, este, que diz respeito à inteira família humana ». 4. Embora evitando de intervir sobre soluções técnicas específicas, a Igreja, « perita em humanidade », tem a peito chamar vigorosamente a atenção para a relação entre o Criador, o ser humano e a criação. Em 1990, João Paulo II falava de « crise ecológica » e, realçando o carácter prevalecentemente ético de que a mesma se revestia, indicava « a urgente necessidade moral de uma nova solidariedade ». Hoje, com o proliferar de manifestações duma crise que seria irresponsável não tomar em séria consideração, tal apelo aparece ainda mais premente. Pode-se porventura ficar indiferente perante as problemáticas que derivam de fenómenos como as alterações climáticas, a desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais, o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais? Como descurar o fenómeno crescente dos chamados « prófugos ambientais », ou seja, pessoas que, por causa da degradação do ambiente onde vivem, se vêem obrigadas a abandoná-lo – deixando lá muitas vezes também os seus bens – tendo de enfrentar os perigos e as incógnitas de uma deslocação forçada? Com não reagir perante os conflitos, já em acto ou potenciais, relacionados com o acesso aos recursos naturais? Trata-se de um conjunto de questões que têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento.5. Entretanto tenha-se na devida conta que não se pode avaliar a crise ecológica prescindindo das questões relacionadas com ela, nomeadamente o próprio conceito de desenvolvimento e a visão do homem e das suas relações com os seus semelhantes e com a criação. Por isso, é decisão sensata realizar uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e também reflectir sobre o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações. Exige-o o estado de saúde ecológica da terra; reclama-o também e sobretudo a crise cultural e moral do homem, cujos sintomas há muito tempo que se manifestam por toda a parte. A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos. As situações de crise que está atravessando, de carácter económico, alimentar, ambiental ou social, no fundo são também crises morais e estão todas interligadas. Elas obrigam a projectar de novo a estrada comum dos homens. Impõem, de maneira particular, um modo de viver marcado pela sobriedade e solidariedade, com novas regras e formas de compromisso, apostando com confiança e coragem nas experiências positivas realizadas e rejeitando decididamente as negativas. É o único modo de fazer com que a crise actual se torne uma ocasião para discernimento e nova projectação. 6. Porventura não é verdade que, na origem daquela que em sentido cósmico chamamos « natureza », há « um desígnio de amor e de verdade »? O mundo « não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso, (…) procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade ». Nas suas páginas iniciais, o livro do Génesis introduz-nos no projecto sapiente do cosmos, fruto do pensamento de Deus, que, no vértice, colocou o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança do Criador, para « encher e dominar a terra » como « administradores » em nome do próprio Deus (cf. Gn 1, 28). A harmonia descrita na Sagrada Escritura entre o Criador, a humanidade e a criação foi quebrada pelo pecado de Adão e Eva, do homem e da mulher, que pretenderam ocupar o lugar de Deus, recusando reconhecer-se como suas criaturas. Em consequência, ficou deturpada também a tarefa de « dominar » a terra, de a « cultivar e guardar » e gerou-se um conflito entre eles e o resto da criação (cf. Gn 3, 17-19). O ser humano deixou-se dominar pelo egoísmo, perdendo o sentido do mandato de Deus, e, no relacionamento com a criação, comportou-se como explorador pretendendo exercer um domínio absoluto sobre ela. Mas o verdadeiro si-gnificado do mandamento primordial de Deus, bem evidenciado no livro do Génesis, não consistia numa simples concessão de autoridade, mas antes num apelo à responsabilidade. Aliás, a sabedoria dos antigos reconhecia que a natureza está à nossa disposição, mas não como « um monte de lixo espalhado ao acaso », enquanto a Revelação bíblica nos fez compreender que a natureza é dom do Criador, o Qual lhe traçou os ordenamentos intrínsecos a fim de que o homem pudesse deduzir deles as devidas orientações para a « cultivar e guardar » (cf. Gn 2, 15). Tudo o que existe pertence a Deus, que o confiou aos homens, mas não à sua arbitrária disposição. E quando o homem, em vez de desempenhar a sua função de colaborador de Deus, se coloca no lugar de Deus, acaba por provocar a rebelião da natureza, « mais tiranizada que governada por ele ». O homem tem, portanto, o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a. 7. Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável. O Concílio Ecuménico Vaticano II lembrou que « Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos ». Por isso, a herança da criação pertence à humanidade inteira. Entretanto o ritmo actual de exploração põe seriamente em perigo a disponibilidade de alguns recursos naturais não só para a geração actual, mas sobretudo para as gerações futuras. Ora não é difícil constatar como a degradação ambiental é muitas vezes o resultado da falta de projectos políticos clarividentes ou da persecução de míopes interesses económicos, que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação. Para contrastar tal fenómeno, na certeza de que « cada decisão económica tem consequências de carácter moral », é necessário também que a actividade económica seja mais respeitadora do ambiente. Quando se lança mão dos recursos naturais, é preciso preocupar-se com a sua preservação prevendo também os seus custos em termos ambientais e sociais, que se devem contabilizar como uma parcela essencial da actividade económica. Compete à comunidade internacional e aos governos nacionais dar os justos sinais para contrastar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo. Para proteger o ambiente e tutelar os recursos e o clima é preciso, por um lado, agir no respeito de normas bem definidas mesmo do ponto de vista jurídico e económico e, por outro, ter em conta a solidariedade devida a quantos habitam nas regiões mais pobres da terra e às gerações futuras. 8. Na realidade, é urgente a obtenção de uma leal solidariedade entre as gerações. Os custos resultantes do uso dos recursos ambientais comuns não podem ficar a cargo das gerações futuras. « Herdeiros das gerações passadas e beneficiários do trabalho dos nossos contemporâneos, temos obrigações para com todos, e não podemos desinteressar-nos dos que virão depois de nós aumentar o círculo da família humana. A solidariedade universal é para nós não só um facto e um benefício, mas também um dever. Trata-se de uma responsabilidade que as gerações presentes têm em relação às futuras, uma responsabilidade que pertence também a cada um dos Estados e à comunidade internacional ». O uso dos recursos naturais deverá verificar-se em condições tais que as vantagens imediatas não comportem consequências negativas para os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros; que a tutela da propriedade privada não dificulte o destino universal dos bens; que a intervenção do homem não comprometa a fecundidade da terra para benefício do dia de hoje e do amanhã. Para além de uma leal solidariedade entre as gerações, há que reafirmar a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados: « A comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro ». A crise ecológica manifesta a urgência de uma solidariedade que se projecte no espaço e no tempo. Com efeito, é importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica actual, a responsabilidade histórica dos países industrializados. Contudo os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes não estão exonerados da sua própria responsabilidade para com a criação, porque o dever de adoptar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos. Isto poder-se-ia realizar mais facilmente se houvesse cálculos menos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras.9. Um dos nós principais a enfrentar pela comunidade internacional é, sem dúvida, o dos recursos energéticos, delineando estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração actual e das gerações futuras. Para isso, é preciso que as sociedades tecnologicamente avançadas estejam dispostas a favorecer comportamentos caracterizados pela sobriedade, diminuindo as próprias necessidades de energia e melhorando as condições da sua utilização. Ao mesmo tempo é preciso promover a pesquisa e a aplicação de energias de menor impacto ambiental e a « redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso aos mesmos ». Deste modo, a crise ecológica oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade. Faço votos, portanto, de que se adopte um modelo de desenvolvimento fundado na centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as acções que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã. 10. A fim de guiar a humanidade para uma gestão globalmente sustentável do ambiente e dos recursos da terra, o homem é chamado a concentrar a sua inteligência no campo da pesquisa científica e tecnológica e na aplicação das descobertas que daí derivam. A « nova solidariedade », que João Paulo II propôs na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1990, e a « solidariedade global », a que eu mesmo fiz apelo na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009, apresentam-se como atitudes essenciais para orientar o compromisso de tutela da criação através de um sistema de gestão dos recursos da terra melhor coordenado a nível internacional, sobretudo no momento em que se vê aparecer, de forma cada vez mais evidente, a forte relação que existe entre a luta contra a degradação ambiental e a promoção do desenvolvimento humano integral. Trata-se de uma dinâmica imprescindível, já que « o desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade ». Muitas são hoje as oportunidades científicas e os potenciais percursos inovadores, mediante os quais é possível fornecer soluções satisfatórias e respeitadoras da relação entre o homem e o ambiente. Por exemplo, é preciso encorajar as pesquisas que visam identificar as modalidades mais eficazes para explorar a grande potencialidade da energia solar. A mesma atenção se deve prestar à questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrogeológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas. De igual modo deve-se procurar apropriadas estratégias de desenvolvimento rural centradas nos pequenos cultivadores e nas suas famílias, sendo necessário também elaborar políticas idóneas para a gestão das florestas, o tratamento do lixo, a valorização das sinergias existentes no contraste às alterações climáticas e na luta contra a pobreza. São precisas políticas nacionais ambiciosas, completadas pelo necessário empenho internacional que há-de trazer importantes benefícios sobretudo a médio e a longo prazo. Enfim, é necessário sair da lógica de mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos. A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum. Por outro lado, como já tive ocasião de recordar, a técnica « nunca é simplesmente técnica; mas manifesta o homem e as suas aspirações ao desenvolvimento, exprime a tensão do ânimo humano para uma gradual superação de certos condicionamentos materiais. Assim, a técnica insere-se no mandato de “cultivar e guardar a terra” (cf. Gn 2, 15) que Deus confiou ao homem, e há-de ser orientada para reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente em que se deve reflectir o amor criador de Deus ». 11. É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adoptarem novos estilos de vida, « nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as opções do consumo, da poupança e do investimento ». Deve-se educar cada vez mais para se construir a paz a partir de opções clarividentes a nível pessoal, familiar, comunitário e político. Todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. Tal responsabilidade não conhece fronteiras. Segundo o princípio de subsidiariedade, é importante que cada um, no nível que lhe corresponde, se comprometa a trabalhar para que deixem de prevalecer os interesses particulares. Um papel de sensibilização e formação compete de modo particular aos vários sujeitos da sociedade civil e às organizações não-governamentais, empenhados com determinação e generosidade na difusão de uma responsabilidade ecológica, que deveria aparecer cada vez mais ancorada ao respeito pela « ecologia humana ». Além disso, é preciso lembrar a responsabilidade dos meios de comunicação social neste âmbito, propondo modelos positivos que sirvam de inspiração. É que ocu-par-se do ambiente requer uma visão larga e global do mundo; um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes àquilo que sucede ao nossoredor, porque a deterioração de uma parte qualquer do mundo recairia sobre todos. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da « caridade na verdade ». Neste contexto alargado, é altamente desejável que encontrem eficaz correspondência os esforços da comunidade internacional que visam obter um progressivo desarmamento e um mundo sem armas nucleares, cuja mera presença ameaça a vida da terra e o processo de desenvolvimento integral da humanidade actual e futura.12. A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. Com efeito, a degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, « quando a “ecologia humana” é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental ». Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social. Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica « ecologia humana » e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza. É preciso preservar o património humano da sociedade. Este património de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação.13. Por fim não se deve esquecer o facto, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados quando entram em contacto directo com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma espécie de reciprocidade: quando cuidamos da criação, constatamos que Deus, através da criação, cuida de nós. Por outro lado, uma visão correcta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a natureza ou de a considerar mais importante do que a pessoa. Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da « dignidade » de todos os seres vivos. Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da « gramática » que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar. Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana. 14. Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira. Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus « todas as criaturas, na terra e nos céus » (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados « novos céus e uma nova terra » (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre. Assim, proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si. Por isso, convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador omnipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação.


Vaticano, 8 de Dezembro de 2009.


Fonte: RV

sábado, 12 de dezembro de 2009

IV MARCHA DOS IMIGRANTES

SÃO PAULO HOSPEDA IV MARCHA DOS IMIGRANTES

São Paulo, 12 dez (RV) -

Realiza-se amanhã, em São Paulo, a IV Marcha dos Imigrantes, em favor de direitos, respeito e legislações justas e inclusivas.Embora algumas batalhas tenham sido vencidas, os imigrantes ainda têm um longo caminho a ser percorrido na luta contra a discriminação e na busca por condições justas de trabalho e de vida.A marcha faz parte das atividades de celebração do Dia Internacional do Imigrante, que será comemorado no próximo dia 18. A data é comemorada desde 18 de dezembro de 1990, dia em que a ONU adotou a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e seus Familiares. A partir daquela data, os movimentos de imigrantes realizam atividades para lembrar as antigas conquistas e reivindicar novas. Após o I Fórum Social Mundial das Migrações, realizado em 2005, as organizações de imigrantes e as instituições que os apóiam assumiram com mais ardor o compromisso de fazer do dia 18 de dezembro um marco na luta pela integração dos imigrantes.A manifestação reivindicará uma nova lei de imigração justa, solidária e contextualizada com a conjuntura sul-americana; não discriminação e criminalização das pessoas migrantes; a integração dos povos; o direito ao voto; cidadania sul-americana com livre trânsito, residência e direito a permanência; acesso ao trabalho digno e políticas de regularização das microempresas, entre outras medidas. (MJ)


Fonte: RV

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

SINOS TOCAM PELA JUSTIÇA CLIMATICA


Sinos do mundo inteiro tocarão para pedir justiça climática
Cáritas Internacional convida a unir-se à iniciativa no dia 13 de dezembro
Por Nieves San Martín

ROMA,

-Por ocasião da cúpula de Copenhague (Dinamarca) sobre a mudança climática, a Cáritas Internacional e o Conselho Mundial das Igrejas fizeram um convite a tocar os sinos do mundo inteiro no próximo dia 13 de dezembro, quando as negociações chegarem ao seu ponto crucial.
Às 15hs desse mesmo dia, após uma celebração ecumênica na catedral luterana de Copenhague, em todas as igrejas da Dinamarca os sinos serão tocados, com o fim de enviar uma mensagem única a todos os líderes do mundo, exortando-os para que adotem medidas urgentes diante da mudança climática.
Convidam-se os cristãos do mundo inteiro a participarem, tocando os seus próprios sinos, tambores, gongos, berrantes etc., 350 vezes.
Por que 350 vezes? Porque este número se refere a 350 partes por milhão (ppm): este é o limite máximo seguro de CO2 na atmosfera, segundo muitos cientistas, especialistas no clima e governos.
Durante toda a história da humanidade, até 200 anos atrás, a atmosfera continha 275ppm de CO2, mas agora a concentração se eleva a 390ppm. A menos que reduzamos de novo rapidamente os níveis de CO2, corre-se o perigo de alcançar pontos de inflexão e de provocar efeitos irreversíveis, como o derretimento da capa de gelo da Groenlândia e a existência de importantes emanações de metano, devido ao desgelo do permafrost, afirmam os organizadores.
A secretária-geral da Cáritas Internacional, Lesley-Anne Knight, fará os sinos de Copenhague ressoar, com os membros da delegação da Cáritas-CIDSE que assistem à cúpula e com destacados líderes da Igreja Católica.
Os sinos das igrejas ressoarão às 15h (horário local), em todos os fusos horários do mundo, começando pelas Fiyi, no Pacífico Sul, onde sai o sol, e continuarão ressoando ao redor do globo, até as 15h de Copenhague e de toda a Europa.
Diversas dioceses do mundo se unirão ao ato para pedir justiça climática.
Os bispos do Uruguai se uniram à iniciativa com uma mensagem na qual exortam a tocar os sinos das igrejas do país e pedem a todas as dioceses que adiram a esta manifestação universal.
“A Cáritas Internacional, por intermédio da Cáritas Uruguaia – afirmam os bispos uruguaios –, convida a que todas as paróquias do nosso país unam seus corações e vozes tocando seus sinos para ajudar a salvar o planeta da mudança climática.”
Para mais informações : http://www.oikoumene.org/es/novedades/eventos/ev/se/article/1634/toque-de-campanas-por-la.html.

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

NOS ENSINAM COMO ENCARNAR O EVANGELHO


ELLACURÍA E COMPANHEIROS NOS ENSINAM COMO ENCARNAR O EVANGELHO


Cidade do Vaticano,

– "Inácio Ellacuría e os mártires de San Salvador." Este é o título do livro apresentado na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, para recordar os 20 anos da morte dos jesuítas na Universidade de San Salvador.Da apresentação, participaram o autor do livro, Emanuele Maspoli, o Padre Joseph Joblin, docente da Gregoriana, e o Pe. Gabriel Ignacio Rodríguez, assistente do Prepósito da Companhia de Jesus para a América Latina Setentrional, que concedeu com exclusividade uma entrevista ao Programa Brasileiro.
Por que é importante recordar esses 20 anos?
Pe. Rodríguez:- Pelo testemunho que Ignácio Illacuria e seus companheiros nos deram de sua experiência cristã e de seu compromisso com o povo salvadorenho, que vivia naquele momento uma situação muito crítica de guerra e de injustiça cometidas há décadas; e eles se comprometeram em ajudar esse povo e em buscar melhores condições sociais. E neste empenho foram extraordinários, porque deram sua vida neste empenho. Vale a pena recordar por este motivo, porque podem nos dar a todos uma luz para a nossa ação e vivência cristã hoje.Tratou-se de um evento que não envolveu somente El Salvador e os jesuítas.
Podemos dizer que há uma dimensão que vale para toda a Igreja e para toda a América Latina?
Pe. Rodríguez:- Creio que sim, porque aquilo que fizeram neste lugar tão particular, tão concreto, neste país tão pequeno, penso que tenha um valor universal e, por isso, seu testemunho é uma contribuição a toda a Igreja, porque foram homens que se comprometeram em expressar, em buscar a verdade da sociedade, em viver profundamente seu compromisso cristão, em defender os humildes, em buscar uma sociedade mais fraterna. Esses são valores próprios do Evangelho, que interessam a toda a Igreja e que o mundo de hoje globalizado tem que continuar buscando; do contrário, será um mundo desigual, onde poucos desfrutam dos bens da criação e muitos sofrem e sobrevivem em meio a uma deterioração imensa da vida, e isso não revela a dignidade dos seres humanos. Por isso, tem um valor universal para toda a Igreja e, sem dúvida, muito particular para toda a América Latina. Eu creio que a América Latina tenha neles o símbolo de homens que amaram suas terras, amaram esse país e tentaram valorizar a população humilde, fiel, a redescobrir seus valores e creio que isso seja algo, como latino-americanos, temos que descobrir a riqueza do nosso povo humilde e sensível, que tem muito a contribuir para a construção dos nossos países e de uma humanidade muito mais fraterna.
Como a América Latina mudou nesses 20 anos?
Pe. Rodríguez:- Creio que esses 20 anos trouxeram do ponto de vista econômico e social um avanço em alguns países. Porém, a meu ver, todos os países latino-americanos continuam buscando seu desenvolvimento econômico e social e sua inclusão no panorama mundial. Creio que países como Chile, Brasil, tenham tido melhoras significativas em porcentagem de população que pode participar nos bens da cultura e nas possibilidades que a sociedade oferece hoje, mas que ainda tem, todavia, setores sociais por incluir. Creio que outros países também melhoraram, com índices um pouco mais baixos, porém ainda temos países na América Latina nesses 20 anos com situações muito difíceis, no Haiti, especialmente na América Central, particularmente Nicarágua e Honduras. Todavia creio que esses 20 anos não resolveram claramente como será o futuro da América Latina, esse futuro não será construído em justiça, em desenvolvimento e paz social se os países latino-americanos continuarem um pouco divididos entre si, cada um pensando em si. Creio que hoje outras partes do mundo nos dão exemplo de unidade, de trabalho comum, de esforços conjuntos para obter o desenvolvimento e, nesse sentido, resta muito por fazer na América Latina. Ainda temos grande parte da nossa população com índices de pobreza e miséria muito altos.
Onde o senhor estava naquele dia, como recorda o dia do atentado?
Pe. Rodríguez:- Naquele dia, 16 de novembro de 1989, eu estava fazendo os Exercícios Espirituais de 30 dias durante um período de formação que nós jesuítas temos, que se chama Terceira Provação. Eu estava no Canadá, era uma época de um inverno muito rigoroso, e eu estava na Segunda Semana dos Exercícios Espirituais, precisamente era o dia em que fazíamos a meditação que nos Exercícios se chama Meditação do Reino, era o dia 16 de novembro, às seis da tarde, e nos encontramos para celebrar a eucaristia e, no início, o instrutor da Terceira Provação, um padre canadense que se chamava Pe. Bernard Carrier, nos disse que chegaram notícias da América Central, de San Salvador, de que os jesuítas da Universidade, da UCAN, tinham sido assassinados. Precisamente em 16 de novembro nós jesuítas recordamos também os mártires do Paraguai, jesuítas que no século XVII foram mortos, que deram sua vida testemunhando a fé cristã, num processo de evangelização nos povos guaranis. E a coincidência teve um impacto muito forte, estávamos fazendo a Meditação do Reino para celebrar a festa dos mártires paraguaios e nos encontramos com mártires modernos. Digo mártires porque foram homens que deram sua vida, buscando a paz e a justiça, buscando que a sociedade salvadorenha fosse mais evangélica, e através dela, também a sociedade latino-americana e mundial fosse mais evangélica, mais fraterna, justa. Digo que são mártires porque derramaram seu sangue movidos por esse compromisso de fé.
Que lição, como Igreja, podemos tirar desse fato?
Pe. Rodríguez:- É uma bela pergunta, porque é a pergunta que testemunha a nossa fé cristã em um mundo como o de hoje, ou seja, esses homens acolheram a mensagem do Evangelho, a mensagem do Senhor. E entenderam que o Evangelho oferece ao mundo uma palavra, convidando-nos ao amor, ao amor que não é somente uma relação sentimental, emocional entre duas pessoas ou entre um pequeno grupo de pessoas, ou que não é meramente uma experiência a ser vivida de maneira comunitária. Claro que é isso, mas é também um convite à sociedade. O Magistério da Igreja nos fala, o papa nos fala da civilização do amor. E é nesse sentido, e eu creio que eles tenham entendido, que esses jesuítas nos deram o testemunho de atender a esse chamado de construir uma sociedade, de construir estruturas sociais que possam expressar o respeito pela dignidade humana, o valor do ser humano, de cada ser humano, como cada pessoa tem um rosto, um nome, uma história, uma vocação, um chamado de Deus. Portanto, a proteção de cada vida humana é a tarefa do cristão e quando você encontra esses homens, esses jesuítas, movidos pela fé, movidos pelo amor a Jesus, movidos pelo desejo de comunicar o Evangelho e que tentam encarnar esse Evangelho na construção de um respeito da dignidade humana em uma sociedade, é um testemunho que hoje não podemos esquecer, porque os problemas, as dificuldades e as relações humanas e no concerne aos temas da justiça, da fraternidade social, seguem vigentes. A última encíclica do Santo Padre, Caritas in veritate, evidencia que os seres humanos ainda não vivem na fraternidade e na justiça. (BF)
Fonte: RV

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

BENTO XVI: NA IMACULADA CONTEMPLAMOS O REFLEXO DA BELEZA QUE SALVA O MUNDO

Cidade do Vaticano, 07 dez (RV)

- Nesta terça-feira, 8 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição de Maria, Bento XVI presidirá ao meio-dia, na Praça São Pedro, a oração do Angelus.Na parte da tarde, às 16h locais, irá à Praça de Espanha para o tradicional Ato de veneração à Imaculada. "Em Maria Imaculada nós contemplamos o reflexo da Beleza que salva o mundo: a beleza de Deus que resplandece na face de Cristo" – ressaltou Bento XVI.O papa recorda que Maria é uma "Mãe que partilhou as fadigas cotidianas de toda mulher e mãe de família", mas é uma mãe totalmente singular, escolhida por Deus para gerar o seu Filho unigênito: por isso foi "preservada de toda mancha de pecado":"Podemos perguntar-nos: por que, entre todas as mulheres, Deus escolheu justamente Maria de Nazaré? A resposta encontra-se velada no mistério insondável da divina vontade. Todavia, há uma razão que o Evangelho evidencia: a sua humildade. E o ressalta muito bem Dante Alighieri no último Canto do Paraíso: "Virgem Mãe, filha do teu Filho, / humilde e mais alta criatura, / termo fixo e eterno conselho"... Sim, Deus foi atraído pela humildade de Maria, que encontrou graça a seus olhos (cfr Lc 1, 30). (Angelus, 8 de dezembro de 2006)O mistério da Imaculada Conceição de Maria – explica o papa – recorda-nos duas verdades fundamentais da nossa fé: o pecado original e a vitória da graça de Cristo sobre ele. "A existência daquilo que a Igreja chama de "pecado original" é, infelizmente, de uma evidência fulgente – observa – basta olhar ao nosso redor e, sobretudo, dentro de nós. De fato, a experiência do mal é tão consiste que se impõe por si mesma, e suscita em nós a pergunta: ...se Deus, que é Bondade absoluta, criou tudo, de onde vem o mal?"Deus criou tudo para a existência, em particular criou o ser humano à sua imagem; não criou a morte, mas ela entrou no mundo por inveja do demônio (cfr Sb 1, 13-14; 2, 23-24), o qual, rebelando-se a Deus, atraiu também os homens ao engano, induzindo-os à rebelião. É o drama da liberdade, que Deus aceita totalmente por amor, prometendo, porém, que haverá um filho de mulher que esmagará a cabeça da antiga serpente (Gn 3, 15)." (Angelus, 8 de dezembro de 2008)Maria é a mulher que deu "sim" ao bem e "não" ao mal. Daí a oração do papa à Imaculada:"Dai-nos a coragem de dizer "não" aos enganos do poder, do dinheiro, do prazer; aos lucros desonestos, à corrupção e à hipocrisia, ao egoísmo e à violência. "Não" ao Maligno, príncipe enganador deste mundo. "Sim" a Cristo, que destrói a potência do mal com a onipotência do amor. Nós sabemos que somente corações convertidos ao Amor, que é Deus, podem construir um futuro melhor para todos." (Praça de Espanha, 8 de dezembro de 2006)No entanto, o pecado, a transgressão, o mal, parecem atrair mais que o bem. Aliás – observa o pontífice – uma pessoa que não peca pode parecer até mesmo monótona. Assim, após a oração à Imaculada, Bento XVI lança um premente apelo ao homem a fim de que, como fez Maria de Nazaré, também ele se abandone ao Deus amor:"Tenha a coragem de aventurar-se em Deus! Tente! Não tenha medo d'Ele! Tenha a coragem de apostar na fé! Tenha a coragem de apostar na bondade! Tenha a coragem de apostar no coração puro! Comprometa-se com Deus, então verá que justamente fazendo isso a sua vida se tornará ampla e iluminada, não monótona, mas repleta de infinitas surpresas, porque a suprema bondade de Deus jamais acaba! (Homilia, 8 de dezembro de 2005) (RL)

Fonte: RV

domingo, 6 de dezembro de 2009

PAPA RECEBE BISPOS DOS REGIONAIS SUL 3 E 4 DA CNBB


PAPA RECEBE BISPOS DOS REGIONAIS SUL 3 E 4 DA CNBB


Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência, ontem, sábado, os bispos dos Regionais Sul 3 e 4 (Rio Grande do Sul e Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em visita ad Limina. O papa agradeceu ao arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, pelas palavras de estima dirigidas a ele em nome de todos os bispos e do povo catarinense e gaúcho a eles confiado. O Santo Padre falou sobre a cultura, ressaltando "que o pensamento se dirige para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola –, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome católicas".Bento XVI fez um apelo para que a escola possa, "numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade fundamental da educação cristã".Além disso, o pontífice sublinhou que a escola católica não pode ser pensada nem vivida separadamente das outras instituições educacionais. Ela "está a serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educacional qualificada" – firou o papa. O Santo Padre citou o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma: "os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos". "O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educacional" – frisou ainda Bento XVI.Ainda em seu discurso, o papa agradeceu às congregações religiosas que fundaram no Brasil renomeadas universidades, "lembrando que elas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé".Bento XVI recordou também que em agosto passado a Instrução "Libertatis nuntius" da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, completou 25 anos.Enfim, o papa concluiu pedindo ao Senhor que derrame a abundância da sua Luz sobre todas as escolas brasileiras, confiando seus protagonistas à proteção da Virgem Maria. O Santo Padre concedeu aos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos engajados e a todos os fiéis brasileiros das dioceses catarinenses e gaúchas a sua bênção apostólica. (MJ)

DISCURSOS NA ÍNTEGRA

Leia a seguir, na íntegra, o discurso de Bento XVI aos bispos dos Regionais Sul 3 e 4 e a saudação do presidente do Regional Sul 4, Dom Murilo Krieger, ao Santo Padre:

DISCURSO DO PAPA

Venerados Irmãos no Episcopado,Dou as boas-vindas e saúdo a todos e cada um de vós, ao receber-vos colegialmente no quadro da vossa visita ad limina. Agradeço a Dom Murilo Krieger as expressões de devotada estima que me dirigiu em nome de todos vós e do povo confiado aos vossos cuidados pastorais nos Regionais Sul 3 e 4, expondo também os seus desafios e esperanças. Ouvindo estas coisas, sinto elevarem-se do meu coração ações de graças ao Senhor pelo dom da fé misericordiosamente concedido às vossas comunidades eclesiais e por elas zelosamente conservado e arduamente transmitido, em obediência ao mandato que Jesus nos deixou de levar a sua Boa Nova a toda a criatura, procurando impregnar de humanismo cristão a cultura atual.Referindo-me à cultura, o pensamento dirige-se para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola –, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome «católicas». Ora «é precisamente na referência explícita e compartilhada de todos os membros da comunidade escolar – embora em graus diversos – à visão cristã que a escola é “católica”, já que nela os princípios evangélicos tornam-se normas educativas, motivações interiores e metas finais» (Congr. para a Educação Católica, Doc. A escola católica, n. 34). Possa ela, numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade fundamental da educação cristã.Entretanto também as escolas estatais, segundo diversas formas e modos, podem ser ajudadas na sua tarefa educativa pela presença de professores crentes – em primeiro lugar, mas não exclusivamente, os professores de religião católica – e de alunos formados cristãmente, assim como pela colaboração das famílias e pela própria comunidade cristã. Com efeito, uma sadia laicidade da escola não implica a negação da transcendência, nem uma mera neutralidade face àqueles requisitos e valores morais que se encontram na base de uma autêntica formação da pessoa, incluindo a educação religiosa.A escola católica não pode ser pensada nem vive separada das outras instituições educativas. Está ao serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educativa qualificada. O problema da sua paridade jurídica e econômica com a escola estatal só poderá ser corretamente impostado se partirmos do reconhecimento do papel primário das famílias e subsidiário das outras instituições educativas. Lê-se no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: «Os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos». O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educativo.Este processo, que tem início nas escolas primária e secundária, realiza-se de modo mais alto e especializado nas universidades. A Igreja foi sempre solidária com a universidade e com a sua vocação de conduzir o homem aos mais altos níveis do conhecimento da verdade e do domínio do mundo em todos os seus aspectos. Apraz-me tributar aqui a mais viva gratidão eclesial às diversas congregações religiosas que entre vós fundaram e suportam renomadas universidades, lembrando-lhes, porém, que estas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé.Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz.Venerados Irmãos no episcopado, na união a Cristo precede-nos e guia-nos a Virgem Maria, tão amada e venerada nas vossas dioceses e por todo o Brasil. Nela encontramos, pura e não deformada, a verdadeira essência da Igreja e assim, através dela, aprendemos a conhecer e a amar o mistério da Igreja que vive na história, sentimo-nos profundamente uma parte dela, tornamo-nos por nossa vez «almas eclesiais», aprendendo a resistir àquela «secularização interna» que ameaça a Igreja e os seus ensinamentos.Enquanto peço ao Senhor que derrame a abundância da sua luz sobre todo o mundo brasileiro da escola, confio os seus protagonistas à proteção da Virgem Santíssima e concedo a vós, aos vossos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos empenhados, e a todos os fiéis das vossas dioceses paterna Bênção Apostólica.

SAUDAÇÃO DE DOM MURILO KRIEGER, ARCEBISPO DE FLORIANÓPOLIS

Santo Padre,

Deixamos nossas Igrejas Particulares e viemos a Roma para ser confirmados pelo sucessor de Pedro em nossa missão (cf. Lc 22,32). Procuraremos responder a três perguntas que, segundo pensamos, estão em seu coração.Quem somos? Somos os Bispos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Nesses dois Estados há 28 Dioceses. Nossa região tem uma natureza privilegiada e ali mora um povo de ricas tradições culturais e religiosas. Dos portugueses açorianos, que para lá foram no século dezoito, e dos alemães, italianos, poloneses, ucranianos e austríacos, que imigraram nos séculos dezenove e vinte, herdamos, sobretudo, a fé. Nossas terras foram regadas com o sangue de mártires – alguns deles, elevados às honras dos altares: Pe. Roque Gonzales de Santa Cruz, Pe. Afonso Rodrigues e Pe. João de Castilho, canonizados em 1988; Pe. Manuel Gómez Gonzáles e o Coroinha Adílio Daronch, beatificados em 2007; e Albertina Berkenbrock, beatificada também em 2007. Uma santa, canonizada em 2002, hoje muito conhecida no Brasil, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, andou por nossas estradas, atendeu a nossos doentes e foi catequista de muitas crianças. Nossas comunidades deram à Igreja um considerável número de bispos, sacerdotes, diáconos permanentes, religiosos e religiosas. Nossos leigos – uma multidão! – nos edificam com sua disponibilidade e generosidade. Pastores das ovelhinhas que o Bom Pastor nos confia, não conseguimos realizar todos os nossos sonhos. Anima-nos, contudo, a certeza de que o Senhor vem ao encontro de nossas limitações. Sabemos, também, que sua graça é poderosa, capaz de transformar e enriquecer o coração de nosso povo.O que trazemos? Trazemos, Santo Padre, o desejo de expressar-lhe nossa unidade, nossa obediência e disponibilidade. Em nosso dia a dia, nos trabalhos no Reino de Deus, suportamos com amor o peso do dia e do calor ardente (cf. Mt 20,12). Num mundo marcado pelo relativismo e individualismo, nossos desafios se multiplicam. Por isso, trazemos o desejo de, com o sucessor de Pedro, rezar por nossas famílias, comunidades de vida e de amor; por nossos jovens que, como Vossa Santidade nos lembrou em sua Visita ao Brasil, são "o presente jovem da Igreja e da humanidade" (Encontro com os Jovens no Pacaembu, 10.05.2007); por nossas crianças, que são o maior patrimônio de nossas dioceses; e por nossos doentes, sobre os quais pousa o olhar carinhoso de Cristo.O que esperamos levar? Nossas Igrejas Particulares nos acompanham nesta visita, com suas orações, e esperam receber vossa bênção de pai. Esperamos levar-lhes vossa palavra amiga e orientadora, sabendo, de antemão, que, nesses encontros com os regionais do Brasil, cada mensagem que Vossa Santidade transmite é dirigida a todos os brasileiros. Esperamos levar um coração renovado, para realizar com alegria, cada dia, a grande tarefa da Igreja, "de custodiar e alimentar a fé do Povo de Deus" (Bento XVI, Abertura da Conferência de Aparecida, 13.05.09). Esperamos, sobretudo, levar a presença de Cristo, que se torna realidade neste nosso encontro. Para isso, contamos com a intercessão da Mãe de Jesus, invocada em nosso país com o título de Nossa Senhora Aparecida.

Fonte: RV

sábado, 5 de dezembro de 2009

RELÍGUIAS DE SÃO JOÃO BOSCO RECEBIDAS POR MAIS DE 2 MIL PESSOAS


As relíquias de Dom Bosco passaram pelo Colégio de Santa Inês, onde fica a sede das Filhas de Maria Auxiliadora no Estado de São Paulo

Um grupo de alunos com bexigas recepcionou a urna com as relíquias de Dom Bosco na entrada do Colégio de Santa Inês, no bairro do Bom Retiro em São Paulo. Vindas do Colégio Salesiano Santa Teresinha, as relíquias chegaram por volta das 13h40 do dia 03/12.

No pátio lotado, as relíquias foram acolhidas pelo inspetor salesiano P. Marco Biaggi, por uma aluna e pela Ir. Vilma Santoro Bertini, provincial da Inspetoria Santa Catarina de Sena, das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA).
Uma chuva de papel picado cobriu a urna após a bênção dada pelo P. Marco. Em seguida, todos se deslocaram para a capela do Colégio, repleta de crianças, onde a urna ficou exposta à visitação.
Perto de 800 pessoas participaram deste primeiro momento da visita ao Santa Inês. Outras 1800 pessoas, vindas principalmente das comunidades das FMA na Grande São Paulo passaram pelo Colégio ao longo da tarde, em momentos de oração e homenagens artísticas e culturais. Às 19h30, o bispo emérito Dom Hilário Moser presidiu uma celebração eucarística.

Cerca de 400 pessoas seguem em caminhada pelas ruas do Bom Retiro levando a urna até o Liceu Coração de Jesus (foto de Ir. Silvania Cassia)

Por volta das 7h30 da manhã de 04/12, foi celebrada a missa de encerramento da visita e entrega das relíquias à comunidade do Liceu Coração de Jesus.
A missa foi presidida pelo P. Marcos Sabino, diretor do Instituto Dom Bosco do Bom Retiro, e concelebrada pelo P. Benedito Spinosa, diretor do Liceu.
Após a celebração, cerca de 400 pessoas, entre as quais um grupo grande de alunos do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio do Colégio de Santa Inês, seguiram em caminhada pelas ruas do Bom Retiro até o Liceu Coração de Jesus, onde chegou por volta das 8h00.