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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 26 de março de 2013

França celebra os 850 anos da catedral de Notre Dame

Missa pelos 850 anos de Notre Dame, no último dia 12 (AP)

Ao longo deste ano de  2013 vai celebrar aniversário da famosa catedral parisiense.
 
Um festival com um ano de duração vai celebrar, em 2013, o aniversário de 850 anos da catedral medieval francesa Notre Dame de Paris.
Situada na pequena Île de la Cité, em Paris, a catedral se ergue, altiva, rodeada pelas águas do rio Sena. Não é a igreja mais antiga, nem a maior ou a mais alta do mundo - mas muitos diriam ser a mais famosa.

Testemunha dos mais importantes eventos na história da França, desde sua fundação a catedral testemunhou o nascimento de 80 reis, dois imperadores e cinco repúblicas. Ela também assistiu, impassível, à participação da França em duas guerras mundiais.
Suas famosas gárgulas, que a protegem contra espíritos malévolos, viveram glórias e tragédias ao longo dos séculos. Por exemplo, Notre Dame foi saqueada e quase demolida durante a Revolução Francesa.
Mas o monumento, erguido em homenagem a Nossa Senhora - daí o nome, Nossa Senhora de Paris -, a tudo sobreviveu. E no ano que se aproxima será a estrela de uma série de eventos que celebram seu 850º aniversário.

Guerras santas

A catedral começou a ser construída em 1163 e só foi concluída 180 anos depois.
Mesmo antes de terminada, a obra em construção já atraía cavaleiros medievais que, durante as Cruzadas, iam a Notre Dame rezar e pedir proteção antes de partir para o Oriente.
Em 1431, com as obras já concluídas, foi entre suas paredes que um menino de dez anos, de saúde delicada - Henrique 6º, da Inglaterra -, foi coroado rei da França.
E em 1804, ao som dos tubos do grande órgão da catedral, Napoleão foi coroado imperador.
A música sempre cumpriu um papel fundamental na vida de Notre Dame. Isso pode ser comprovado por relatos em manuscritos medievais guardados nos arquivos da igreja.
Não é surpresa, portanto, que a música também esteja no centro das comemorações do aniversário.
No próximo ano, três corais vão reviver a música que se fazia em Paris naquele período, e que remonta aos primórdios do cristianismo.

Sinos de Quasímodo


Sinos que serão levados a Notre Dame
Alguns sinos de Notre Dame serão substituídos por novos (acima), feitos com métodos tradicionais
"Em 1163, quando começaram a construir a catedral, Paris tornou-se um centro de grande desenvolvimento intelectual, espiritual e musical", explica à BBC o diretor de um dos corais, Sylvain Dieudonne.
"A escola musical (parisiense) foi muito influente", agrega. "Sabemos, a partir dos manuscritos que encontramos, que ela influenciou a música (que se fazia) em toda a Europa - na Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra."
Mas a catedral de Notre Dame também é conhecida por um outro som, muito famoso: os sinos que tanto fascinam o personagem Quasímodo, do romance O Corcunda de Notre Dame, do escritor francês Victor Hugo.
O maior deles é Emmanuel, instalado na torre sul em 1685. Suas badaladas marcam a passagem das horas durante o dia. Emmanuel também badalou para marcar a liberação de Paris do controle alemão, em 1944.

Bolas de canhão e arquitetura

Neste ano, os sinos menores, da torre norte - que não são originais -, serão substituídos.
Os originais foram derretidos durante a Revolução Francesa para a fabricação de bolas de canhão. Os substitutos, fabricados no século 19, eram "desafinados".
Oito dos sinos novos estão sendo fundidos em Villedieu-Les-Poeles, na Normandia, a partir de métodos usados no Egito Antigo. Os moldes são feitos com crina de cavalo e esterco.
"(Essa combinação de materiais) dá ao sino um revestimento perfeito, muito melhor do que os feitos com areia e cimento", diz Paul Bergamo, presidente da fundição.
"Também estamos usando várias técnicas computadorizadas para afinar o som dos sinos", acrescenta. "Acredito que, quando terminarmos, este será o melhor carrilhão da França."
O festival de aniversário, com duração de um ano, não estaria completo sem uma celebração também da arquitetura da catedral. Notre Dame é considerada uma obra prima da arquitetura gótica.
Há planos, também, de se fazer melhorias na iluminação interna.

Fonte: BBC News em Paris

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mensagem para Páscoa

Franciscanos:

Mensagem do Ministro Geral para Páscoa

CREIO, SENHOR, MAS AUMENTA MINHA POBRE FÉ (cf. Mc 9,24)

“Ressuscitou!” (Lc 24,6).
Esta é, meus queridos irmãos e irmãs, a experiência dos que comeram e beberam com Ele depois da sua ressurreição (cf. Atos 10,41), e de todos os que se sentem renascidos “para a esperança viva, para a herança incorruptível” (1Pe1,3-4). “Ressuscitou!” Este é o fundamento da nossa fé, a razão da nossa esperança e o motivo da nossa caridade: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1Cor 15,14). Sem esta experiência, a cruz de Jesus e as nossas seriam uma tragédia e a vida cristã um absurdo. A partir dela, ao contrário, podemos cantar com a liturgia: “O Crux, ave, spes unica”, “Salve, ó cruz, nossa única esperança!”. O Crucificado “ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Cor 15,4). Eis aqui o núcleo central da nossa fé e do kerigma primitivo: “Tanto eu como eles, eis o que proclamamos” (1Cor 15,11). A ressurreição é o grande “sim” de Deus Pai a seu Filho e, nele, a nós, por isso é também o tema do anúncio e o fundamento da nossa fé.
Sim, verdadeiramente ressuscitou!
Sempre me impressionou o fato que os cristãos orientais neste período se saúdam com as seguintes palavras: “Cristo ressuscitou”, ao que se responde “Sim, verdadeiramente ressuscitou!”. Sim, ressuscitou. Esta confissão de fé a fazemos no contexto do Ano da fé, querido por Bento XVI “para que a Igreja renove o entusiasmo de crer em Jesus Cristo, único Salvador do mundo, reavive a alegria de caminhar pela via que nos tem indicado; e testemunhe de modo concreto a força transformadora da fé” (Bento XVI, Audiência 17/10/2012).
Crer, um caminho que dura tanto quanto a vida.
Talvez possa parecer estranho que dedique esta carta de Páscoa ao tema da fé. Alguns poderiam pensar que a fé é um pressuposto óbvio na vida de um religioso e franciscano. Eu não creio que seja assim. Realmente a fé nunca pode ser dada por descontada, particularmente em nosso tempo em que “uma profunda crise de fé atingiu muitas pessoas” (PF 2). E dado que atravessar a Porta da fé (cf. Atos 14,27) “implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira”, que “tem início no batismo (cf. Rom 6,4) […] e está concluída com a passagem através da morte para a vida eterna”(PF 1), é necessário que em todo tempo e em toda circunstância da vida se faça verdade sobre nossa fé, a fim de que esta cresça dia a dia e possa “fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (PF 2). Precisamos ter a coragem de perguntar-nos: sou pessoa de fé ou um simples ateu praticante? Qual é o estado real de “saúde” da minha fé? Temos de ter também a lucidez necessária para dar uma resposta sincera e profunda a perguntas tão vitais como estas.
Penso de dizer a verdade ao afirmar que a crise de fé vivida dentro da Igreja, como muitas vezes denunciou o Papa, também é palpável entre nós. Ao afirmar isso não penso tanto numa fé teórica e conceitual, mas numa fé celebrada, vivida e confessada na vida quotidiana. Sem negar que a maior parte dos irmãos dão cotidianamente, sem holofotes, sem aplausos e sem grandes discursos, testemunho humilde de uma fé confessada, vivida e celebrada, permanecendo fiéis contra toda a esperança e fazendo de sua vida experiência do mistério pascal, também é verdade que o secularismo, entendido como um conjunto de atitudes hostis à fé e que afeta vastos setores da sociedade, pode ter entrado em nossas fraternidades e em nossas vidas; e que a queda do horizonte da eternidade e a redução do real à única dimensão terrena tem sobre a fé o efeito que tem a areia jogada sobre a chama: a sufoca e acaba por apagá-la. Creio que seja necessário, especialmente durante este Ano da fé, fazer uma parada, moratorium, para avaliar a nossa fé. Quanto são atuais as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, em 1989, afirmava: “a apostasia da idade moderna se funda sobre a queda de uma verificação da fé na vida dos cristãos.”
Fé é vida.
O Papa na sua catequese sobre a fé, no dia 17 de outubro de 2012, afirma: “Ter fé no Senhor não é um fato que interessa só à nossa inteligência, a área do saber intelectual, mas é uma mudança que envolve a vida, a totalidade de nós mesmos: sentimento, coração, inteligência,
vontade, corporeidade, emoções, relações humanas.” E nesta mesma ocasião o Papa Bento se pergunta: “A fé é verdadeiramente a força transformadora em nossa vida, em minha vida? Ou é só um dos elementos que fazem parte da existência, sem ser o determinante que a envolve totalmente?” É isto, meus queridos irmãos e irmãs, o que temos de perguntar-nos, porque a fé, longe de ser algo separado da vida, é a sua alma: “A fé cristã, operosa na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida; mais ainda, a torna plenamente humana” (Bento XVI, Audiência …). Não podemos falar de fé sem fazer referência à vida, porque é esta que a torna compreensível e atraente (cf. Sant 2, 1ss). Fé e vida se exigem reciprocamente, e uma sustenta a outra.
Por outro lado, sustentados pela fé, olhamos com confiança o nosso compromisso pela transformação das estruturas de pecado, esperando “novos céus e nova terra, onde habitará a justiça” (2P 3,13). Só unindo fé e vida, fé e compromisso em favor de uma sociedade mais em sintonia com os valores do Evangelho, seremos “sinais vivos da presença do Ressuscitado no mundo” (PF 15).
Com razão o Capítulo de 2006 nos dizia no documento final: “A fé implica tudo o que somos, […] A vida na fé é a verdadeira fonte da nossa alegria e da nossa esperança, do nosso seguimento a Jesus Cristo e do nosso testemunho para o mundo” (Sfc, 18). Fé e vida são inseparáveis.
São Boaventura, no Prólogo do Breviloquium, define a fé com três imagens que considero muito esclarecedoras em relação ao que estamos dizendo: “fundamentum stabiliens”, fundamento que dá estabilidade; “lucerna dirigens”, lâmpada que dirige; “ianua introducens”, porta que introduz. Enquanto fundamento, a fé é o que dá estabilidade à nossa vida; enquanto lâmpada, a fé é a luz que consente ver e indica a direção justa; enquanto porta, a fé é a que permite ir mais além e que introduz na comunhão com o Santo dos santos. A fé é a luz que nos permite alcançar e poder abrir a porta que nos introduz sem obstáculos no mundo de Deus, permitindo-nos caminhar segundo a Sua vontade.
A fé: graça e responsabilidade.
Crer supõe, acima de tudo, acolher um dom com o qual somos agraciados imerecidamente: o dom da fé.
“O Senhor lhe abrira o coração para que atendesse ao que Paulo dizia”, afirmam os Atos ao referir-se à Lídia (cf. Atos 16,14). Francisco assim o reconhece também em seu Testamento: “O Senhor me deu uma tão grande fé […] O Senhor me deu e me dá tanta fé…” (cf. Test 4.6). Para Francisco, e também para nós, tudo é graça (cf. Test 1.2.4.6.14.25), também a fé. Por isso a fé visa sempre atuar e transformar a pessoa a partir de dentro, visa a conversão da mente e do coração.
A fé, no entanto, é também compromisso pessoal para conservá-la e fazê-la crescer. Por isso Bento XVI nos propõe que durante este Ano da fé façamos “memória do dom precioso da fé” (PF 8). Já o santo Bispo de Hipona numa de suas homilias sobre a Redditio Symboli, a entrega do Credo, diz: “Vós o tendes recebido [o Credo], porém deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele” (S. Agostinho, Sermo 215, 1). A Igreja primitiva pedia que se aprendesse de memória o Credo (cf. PF 9), para conservar a fé e para recordar a própria condição de pessoas de fé. Este re-cordar, passar de novo pelo coração, não se limita ao passado, mas faz com que a fé entre no presente, qualificando a própria vida, e se abra ao futuro desenvolvendo-se, como cresce o grão de mostarda ( Mt 13,31). Assim o conteúdo do Credo, síntese de nossa fé, se faz história, se faz vida e se abre às mirabilia Dei, “obras admiráveis de Deus”, que o Senhor continua a operar em nós.
A fé é, pois, uma graça que devemos acolher com verdadeira e profunda gratidão, e uma responsabilidade que nos leva a tomar consciência dela, “para reavivá-la, para purificá-la, para confirmá-la e para confessá-la” (Paulo VI, Exortação Apostólica. Petrum et Paulum
Apostolos, 1967). A fé, se queremos que não se apague, perdendo assim a possibilidade de ser sal e luz em nosso mundo (cf. Mt 5,13-16), deve ser redescoberta constantemente (cf. PF 4), e vivida com alegria, de tal modo que possamos confessá-la, individual e comunitariamente, interior e exteriormente (cf. Petrum...) e celebrá-la na liturgia e em nossa vida cotidiana (cf. PF 8.9). A fé que me foi dada, me foi também confiada para que a conserve e a faça crescer. Com o coração se crê, e com a boca se faz a profissão de fé (cf. Rom 10,10). Acolhida e responsabilidade são inseparáveis.
A fé: adesão a Cristo e à Igreja.
Tentando sintetizar ao máximo, penso que a resposta à pergunta, o que é a fé?, seja adesão. Adesão cordial a uma pessoa, à pessoa de Cristo, e adesão gozosa aos conteúdos, os que a Igreja nos propõe no Credo e através do Magistério. A adesão à pessoa de Jesus Cristo, essencial na vida da pessoa crente, comporta um encontro pessoal com Jesus através de uma vida intensa de oração, de uma rica vida sacramental e da Leitura orante da Palavra.
Temos de ser muito conscientes de que no campo da fé jogamos tudo no encontro com a pessoa de Jesus. Sem este encontro nossa adesão será a uma idéia ou ideologia, nunca a uma pessoa ou a uma forma de vida. Por outro lado, a adesão aos conteúdos da fé que nos apresenta a Igreja comporta o conhecimento de tais conteúdos e uma reflexão profunda sobre eles, assim como uma visão de fé sobre a própria Igreja. Não se trata de professar “a minha fé”, mas de fazer minha a fé da Igreja, o que se traduz em obediência caritativa (cf. Adm 3,6) e em consentimento “com a inteligência e a vontade ao que propõe a Igreja” (PF 10; Dei Verbum 5; Dei Filius III). Faço meu o convite do último Sínodo para reanimar o nosso entusiasmo de pertencer à Igreja (cf. Instrumentum Laboris 87). Somente com este entusiasmo poderemos “restaurá-la”, como fez Francisco.
A fé conforme Francisco.
Enquanto Irmãos Menores ou seguidores de Francisco, é importante deter-nos, ainda que brevemente, sobre o caminho da fé de Francisco e as suas expressões. Tendo presente os seus Escritos, é fácil descobrir que a fé do Assisense é, acima de tudo, uma fé teologal, com
clara estrutura trinitária e cristocêntrica (cf. Ad 1; RnB 22,41-55; 23,11; LM 9,7). A sua experiência espiritual se caracteriza por uma relação de familiaridade com a Trindade. Além disso, algo que salta imediatamente à vista é que sua fé tem uma dimensão eclesial, superando assim a visão meramente individualista. Francisco, como a própria Igreja, nos ensina a dizer “creio”, “cremos” (cf. PF 9). No Testamento faz confissão da sua “fé nas igrejas e nos sacerdotes” (cf. Test 4-7). Esta “fé nas igrejas e nos sacerdotes” nos leva a compreender também outro aspecto digno de nota: a importância existencial da Igreja na vida da fé de Francisco; importância que não se deve à perfeição de seus membros, particularmente da hierarquia ou dos sacerdotes, mas ao fato que nela se pode encontrar a Cristo. Deus fala a Francisco na Igreja e através dela, também quando esta “é ameaçada de ruína” (cf. 2Cel 10-11; LTC 13), porque nela, também naquele tempo, está Cristo. Francisco nunca verá a Igreja, a Igreja Romana da qual fala, como uma ameaça para viver o Evangelho, nem sequer quando esta poderia ser uma igreja “ferida” e “pecadora”. “E não quero considerar neles o pecado – dirá falando dos sacerdotes-, porque vejo neles o Filho de Deus, e eles são meus senhores” (Test 9). Desde sua fé em Cristo, que se encontra na Igreja e que passa através da fé “nas igrejas e nos sacerdotes”, se compreende porque o Poverello tenha entregado a sua Forma de vida, revelada-lhe pelo Altíssimo (cf. Test 14), à aprovação da Igreja, e que na
Regra prometa “obediência e reverência ao senhor papa Honório e a seus sucessores canonicamente eleitos e à Igreja Romana” (RB 1,2). Nessa mesma ótica, se entende muito bem que peça a seus Irmãos que vivam segundo “a fé e a vida católica” e que isto seja uma condição para permanecer na Fraternidade (cf. RnB 19,1-2). Também é facilmente compreensível que a “fé católica” seja para São Francisco um dos critérios fundamentais do discernimento de um candidato (cf. RB 2,3), e a Igreja critério para a verdadeira fé (cf. T. Matura, Francesco parla di Dio, Milano 1992).
Uma penúltima anotação.
Em seu itinerário, “o mistério eucarístico constitui para Francisco o coração da vida de fé” (P. Martinelli, Dammi fede diritta, Porziuncula 2012), como aparece, entre outros muitos textos, na primeira Admoestação.
Diante deste mistério é necessário ativar os olhos do espírito ou os olhos da fé, uma expressão que já encontramos em Santo Agostinho, para evitar o ver segundo a carne e, como consequência, “não ver nem crer” (cf. Adm 1,8; C. Vaiani, Vedere e credere. L’esperienza cristiana di Francesco, Milano 2000). Finalmente, temos de recordar que para Francisco o mistério eucarístico está intimamente unido à Palavra, ao ponto de considerar esta segundo a mesma lógica da Eucaristia, e para a Palavra pede “veneração” (cf. Ord 34-37), porque nela se deve honrar “o Senhor” (cf. Ord 36). Atrás das palavras, Francisco “vê” a Palavra; nas palavras escuta a Palavra salvífica do Pai no momento presente (cf. 2Fi 34).
Como se pode ver, a fé de Francisco não é, em absoluto, una fé abstrata. Hoje se nos apresenta como uma testemunha de fé: a confessou, a professou, a celebrou e a testemunhou com a sua vida, em um ambiente nada fácil. O que nos está dizendo Francisco como confessor da fé? Que mudanças nos pede no que se refere à fé?
Conclusão
Queridos irmãos e queridas irmãs: muitas vezes se diz que o problema da Igreja são os “afastados”. Pessoalmente penso que não só eles são o problema, mas também os “de perto” podem ser um problema quando permanecem na soleira da “Porta da fé” sem nunca atravessá-la.
O Ano que estamos vivendo é um convite urgente para atravessar a Porta da fé, para considerar-nos peregrinos na noite, para colocar-nos em caminho para encontrar Aquele a quem nunca buscaríamos se não tivesse vindo antes a buscar-nos (cf. Santo Agostinho,
Confissões, 13,1). Como afirmou o Cardeal Martini, a fé é sempre “uma fé mendicante”, como aquela dos Magos, nunca uma fé “pré-fabricada”, como a dos escribas (cf. Mt 2,1ss). Paulo pede a seu discípulo Timóteo de “buscar a fé” (cf. 2Tm 2,22), com a mesma constância como quando era jovem (cf. 2Tm 3,15). Acolhamos este convite como dirigido a cada um de nós e aproveitemos este Ano de graça para “fazer memória do dom da fé” (PF 8).
Cristo ressuscitou! Sim, verdadeiramente ressuscitou!
Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs: Feliz Páscoa de Ressurreição! Feliz caminhada neste Ano da Fé!
Roma,
Vosso irmão, Ministro e servo
Fr. José Rodríguez Carballo, ofm
Ministro Geral, OFM

Fonte: franciscanos

domingo, 24 de março de 2013

Em Fortaleza: Procissão de Ramos inicia Semana Santa 2013


Arcebispo  presidiu celebração.
Arcebispo presidiu celebração. Foto: Wallace Freitas
A procissão de Ramos saindo da Igreja Cristo Rei para a Catedral Metropolitana de Fortaleza iniciou oficialmente as celebrações da Semana Santa na Arquidiocese . O período é considerado pelos cristãos o ápice da vivência de fé pois remete aos últimos passos de Jesus enquanto esteve nesta terra. ” A Semana Santa é um evento profundamente bíblico. Neste domingo recordamos a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo com cantos e ramos”, explica o arcebispo de Fortaleza Dom José Antonio Tosi.
O percurso foi acompanhado com uma meditação realizada por jovens da Arquidiocese e marcou também mais uma edição da Jornada Diocesana da Juventude, preparação para a Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro com o papa Francisco. “Estamos cada vez mais próximos da JMJ e queremos nos preparar bem para este encontro com o Santo Padre”, disse Paulo Henrique, coordenador da peregrinação rumo à JMJ da Comunidade Católica Shalom.
Após a celebração jovens de diversos movimentos da Arquidiocese participaram de um flashmob que aconteceu no entorno do Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar.
A próxima atividade em preparação para a JMJ é o espetáculo A Paixão de Cristo que será realizada na próxima quarta-feira no ginásio Paulo Sarasate, às 19, com entrada gratuita.
Veja imagens:
Fieis começaram a procissão de Ramos na Igreja de Cristo Rei. Foto: Wallace Freitas
Fieis começaram a procissão de Ramos na Igreja de Cristo Rei. Foto: Wallace Freitas

Fies caminham com ramos nas mãos.Foto: Wallace Freitas
Fieis caminham com ramos nas mãos.Foto: Wallace Freitas

Dom José Antonio presidiu a Celebração.
Dom José Antonio presidiu a Celebração.

Após a celebração os jovens se concentraram no  Dragão do Mar para um flashmob
Após a celebração os jovens se concentraram no Dragão do Mar para um flashmob

Cerca de 200 jovens participaram da mobilização.
Cerca de 200 jovens participaram da mobilização.

Guilherme Azevedo (ao fundo) da Juventude Mariana Vicentina foi um dos organizadores do flashmob.
Guilherme Azevedo (ao fundo) da Juventude Mariana Vicentina foi um dos organizadores do flashmob.


Pe. Raphael Maciel abençoa participantes do Flashmob
Pe. Raphael Maciel abençoa participantes do Flashmob

Fonte: blog.opovo.com.br

Papa Francisco exorta fiéis

Papa Francisco exorta fiéis a permanecerem na alegria e marca encontro com os jovens no Rio de Janeiro




Cidade do Vaticano

 - Uma multidão de fiéis e peregrinos participou esta manhã, na Praça São Pedro, no Vaticano, da celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – que dá início à Semana Santa. A missa, presidida pelo Santo Padre, foi precedida pelo rito da Procissão de Ramos, que recorda a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém.

Na homilia, o Papa Francisco recordou que "Jesus entra em Jerusalém", e logo em seguida explicou que "entra como rei, mas segundo a ótica de Deus e não dos homens: "o seu trono real é o madeiro da Cruz", frisou o Santo Padre, acrescentando: "este é Jesus".

"A multidão aclama-O como Rei. E Ele não se opõe, não a manda calar. Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo…

"Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objeto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz!"

O Papa explicou: "Diante de Pilatos, Jesus diz: Eu sou Rei; mas a sua força é a força de Deus, que enfrenta o mal do mundo, o pecado que desfigura o rosto do homem. Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus."

Como é de seu estilo, o Papa Francisco fez florescer da liturgia três palavras-chave. A primeira diz respeito ao clima pleno "de luz, de alegria, de festa" que circunda Jesus quando chega à Cidade Santa, a alegria:

"Jamais sejam homens e mulheres tristes: um cristão jamais pode sê-lo! Jamais se deixem desencorajar! A nossa alegria não nasce do possuir muitas coisas, mas do ter encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do saber que com ele jamais estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis (...) E são tantos. E neste momento vem o inimigo, vem o diabo, disfarçado de anjo muitas vezes e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não lhe deem ouvidos! Sigamos Jesus!"

Em seguida, o Santo Padre fez mais uma exortação, como o fez outras vezes durante a homilia. Deixando o texto por um momento, escrutando a multidão acrescentou:

"E por favor, não deixem roubar a esperança de vocês! Não deixem roubar a esperança! Aquela esperança que Jesus nos dá."

A este ponto, o Papa inseriu uma segunda palavra, "Cruz", após ter mostrado o paradoxo de Jesus, um rei cujo trono, disse, é uma Cruz de madeira.

"Foi com a cruz que venceu o mal." A esse propósito, acrescentou:

"Penso naquilo que Bento XVI dizia aos cardeais, "Os senhores são príncipes, mas de um Rei crucificado. Este é o trono de Jesus".

Olhemos ao nosso redor: tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade.

"Queridos amigos, todos nós podemos vencer o mal que existe em nós e no mundo: com Cristo, com o Bem! Sentimo-nos fracos, inaptos, incapazes? Mas Deus não procura meios poderosos: foi com a cruz que venceu o mal! Não devemos crer naquilo que o Maligno nos diz: não podes fazer nada contra a violência, a corrupção, a injustiça, contra os teus pecados! Não devemos jamais habituar-nos ao mal! Com Cristo, podemos transformar-nos a nós mesmos e ao mundo. Devemos levar a vitória da Cruz de Cristo a todos e por toda a parte; levar este amor grande de Deus. Isto requer de todos nós que não tenhamos medo de sair de nós mesmos, de ir ao encontro dos outros."

E daquele trono desce o sangue que lava, com a misericórdia, os males do mundo:

"Guerras, violências, conflitos econômicos que atingem quem é mais fraco, avidez de dinheiro, de poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição."

A terceira palavra é "jovem". Vi muitos jovens durante a procissão, afirmou o Papa Francisco, recordando que o Domingo de Ramos há 28 anos é sinônimo de Jornada da Juventude. A JMJ é uma festa por excelência e vocês, caros jovens, "têm uma parte importante na festa da fé".

"Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre… mesmo aos setenta, oitenta anos! Com Cristo, o coração nunca envelhece."

O pensamento do Pontífice dirigiu-se à JMJ do Rio de Janeiro, etapa que será vivida – anunciou – nas pegadas de João Paulo II e de Bento XVI:

"Encontremo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Vivamos a alegria de caminhar com Jesus, de estar com Ele, levando a sua Cruz, com amor, com um espírito sempre jovem! Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida."

Fonte: RV

Papa confia à Virgem Maria os jovens

No Angelus, Papa confia à Virgem Maria os jovens e o itinerário deles "rumo ao Rio de Janeiro"
Cidade do Vaticano


- Ao término da missa deste Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, início da Semana Santa, presidida pelo Santo Padre na Praça São Pedro, Francisco, antes da bênção final, fez a oração do Angelus. Na alocução que precedeu a oração mariana, o Pontífice confiou os jovens à Virgem Maria, e o itinerário deles rumo à Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. A seguir, na íntegra, a alocução do Papa:

"Amados irmãos e irmãs,
No final desta celebração, invoquemos a intercessão da Virgem Maria para que nos acompanhe na Semana Santa. Ela, que seguiu com fé o seu Filho até ao Calvário, nos ajude a caminhar atrás d’Ele, levando com serenidade e amor a sua Cruz a fim de chegarmos à alegria da Páscoa. A Virgem Nossa Senhora das Dores ampare especialmente quem está vivendo situações mais difíceis; lembro de modo particular as pessoas vítimas de tuberculose, sendo hoje o Dia Mundial de luta contra esta doença. E de modo especial entrego a Maria vós próprios, caríssimos jovens, e o vosso itinerário rumo ao Rio de Janeiro.
Um bom caminho a todos!"

Fonte: RV

sábado, 23 de março de 2013

Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"

Histórico encontro entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"




Castel Gandolfo 

  - O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.

Após um voo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.

Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.

Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: “Somos irmãos”, e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.

Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.
Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.

Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que “esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado”, destacou Papa Francisco.

Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.

Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de “meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI”.

Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse “Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja”.

Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.

Fonte: RV

Gestos humildes e simples

Editorial RV: Gestos simples

Vamos viver a Semana Santa como “humilde dos humildes”

Cidade do Vaticano

–  Desde a eleição de Papa Francisco, os meios de comunicação de massa, e fiéis dispersos por todo o mundo continuam a se maravilhar com os gestos desse Sucessor de Pedro, vindo – como ele mesmo disse – de um país que está lá no fim do mundo. Parece até mesmo que os senhores cardeais tiveram que ir até o fim do mundo para trazer para o coração da cristandade alguém que com seus “gestos simples” pudesse novamente dar simplicidade a uma Igreja, se é que já não existia. Mas por que essa admiração e estupor? O que Papa Francisco fez de tão extraordinário?
Se percorrermos os primeiros dias de Papa Francisco vamos olhar primeiramente para a sua veste branca, sem ornamentos, com a qual apareceu no balcão da Basílica Vaticana. Sua cruz peitoral, de ferro, sem o brilho dourado. O encontro com os paroquianos na saída da Igreja Sant’Ana, quando como um simples pároco, foi até a porta de entrada e cumprimentou cada um dos fiéis, que maravilhados, não entendiam o que estava acontecendo: “o Papa esperando a gente na porta!”, disse um deles, sem conter a emoção.
Depois tantos outros gestos, como o pagamento da conta da hospedagem por ele usufruída durante os dias de pré-Conclave, os telefonemas para amigos agradecendo pela ajuda e oração;e em plena Praça São Pedro, no dia da missa de início de Pontificado mandou parar o carro, desceu e foi beijar um homem com problemas físicos, que se encontrava ao longo de seu percurso.
Seriam muitos os gestos a serem citados nestes primeiros momentos de Pontificado que a imprensa salientou e chamou a atenção.
A pergunta volta à mente; por que chama a atenção gestos tão simples de um Papa que está cada vez mais se tornando o “pároco do mundo”. Talvez a resposta, também simples, está na espetacularidade da simplicidade e humildade de um homem que por toda a vida, fez gestos como esses, sem pensar que eram grandes gestos, mas sim que eram gestos que deveriam ser feitos, porque são gestos cristãos, gestos que provém da simplicidade do Evangelho e que nos remetem diretamente aos gestos simples e humildes do Homem da Galiléia, que também no seu tempo chocou as multidões realizando gestos inusitados, sem precedentes, que dignificavam o homem, sem olhar para sua condição social, raça ou cor.
Falar de gestos simples que em muitos lugares como a América Latina são corriqueiros, como grandes novidades de um pontificado, é tornar redutivo a importância do mesmo pois se olharmos para o nosso passado recente, os nossos últimos papas, todos eles, também fizeram gestos proféticos e simples mas que talvez se perderam no emaranhado da espetacularidade que a mídia produz e segue.
De tudo isso temos a certeza de que Papa Francisco, assim como o Pobrezinho de Assis, está sacudindo as mentes e corações de muitos, e desta vez não com grandes gestos, e aí está o paradoxo, mas com gestos simples como se os mesmos não existissem mais.
Certamente é o Papa a fazê-los, mas os faz sem segundas intenções, sem a obrigação de fazê-los. Ele os faz porque devem ser feitos, porque são gestos que todo o cristão deve fazer.

Os gestos de Papa Francisco, são gestos que na sua simplicidade incomodam os gestos espetaculares e cujos refletores nestes dias, pelo menos, parecem estar apagados.

Estamos para inciar a Semana Santa, e novos gestos do Papa Francisco, certamente irão chamar a atenção; pois sejam-benvindos esses gestos se ajudam as pessoas a refletirem a melhorarem-se e a tornar o Cristo humilde conhecido e presente nas vidas das pessoas. Vamos viver a Semana Santa na qual o “humilde dos humildes” se entregou pelos homens para que o seu gesto de extremo amor, esse sim um gesto que perdura na história, seja aceito e vivido pelos homens de boa vontade.
Simples, humilde, descontraído, espontâneo. Assim é o Papa Francisco. (Silvonei José)


Fonte: RV

sexta-feira, 22 de março de 2013

Papa convida a lutarmos contra a pobreza e pela paz

Papa "abraça o mundo" e convida a lutar juntos contra a pobreza e em prol da paz




Cidade do Vaticano

– “O abraço do Papa ao mundo”: assim Francisco definiu a audiência esta manhã, na Sala Regia, no Vaticano, ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé.

“Por vosso intermédio, encontro os vossos povos e deste modo posso, em certa medida, alcançar cada um dos vossos concidadãos com suas alegrias, dramas, expectativas e desejos” – disse o papa no início do seu discurso, recordando a preocupação primordial da Santa Sé, isto é, o bem de todo o homem que vive nesta terra.

Nessa missão, afirmou o Pontífice, é bom poder contar com a amizade dos países acreditados, fazendo votos de que se inicie também um caminho com os poucos países que ainda não têm relações diplomáticas com a Santa Sé.

Como em outras ocasiões, o Papa voltou a falar dos motivos que o levaram escolher o nome Francisco: um dos primeiros é o amor que Francisco tinha pelos pobres.

“Ainda há tantos pobres no mundo! E tanto sofrimento passam estas pessoas! A exemplo de Francisco de Assis, a Igreja tem procurado, sempre e em todos os cantos da terra, cuidar e defender quem passa indigência e penso que podereis constatar, em muitos dos vossos países, a obra generosa dos cristãos que, deste modo, trabalham para construir sociedades mais humanas e mais justas.”

Mas há ainda outra pobreza, advertiu Francisco, que é a pobreza espiritual, que afeta gravemente os países considerados mais ricos. É aquilo que Bento XVI chama de “ditadura do relativismo”, que deixa cada um como medida de si mesmo, colocando em perigo a convivência entre os homens.

“E assim chego à segunda razão do meu nome. Francisco de Assis diz-nos: trabalhai por edificar a paz. Mas, sem a verdade, não há verdadeira paz. Não pode haver verdadeira paz, se cada um é a medida de si mesmo, se cada um pode reivindicar sempre e só os direitos próprios, sem se importar ao mesmo tempo do bem dos outros, do bem de todos, a começar da natureza comum a todos os seres humanos nesta terra.”

Ser Pontífice, explicou, é servir de ponte entre Deus e os homens, fazendo votos de que o diálogo entre a Santa Sé e os países ajude a construir pontes entre todos os homens, de tal modo que cada um possa encontrar no outro não um inimigo nem um concorrente, mas um irmão que se deve acolher e abraçar. Além disso, acrescentou, suas próprias origens impelem-no a trabalhar para construir pontes: “Como sabeis, a minha família é de origem italiana; e assim está sempre vivo em mim este diálogo entre lugares e culturas distantes”.

Neste trabalho, o Papa considera fundamental o papel da religião, já que não se podem construir pontes entre os homens esquecendo Deus; e vice-versa. “Por isso, é importante intensificar o diálogo entre as diversas religiões”, citando de modo especial o diálogo com o Islã e com os que não creem.

Lutar contra a pobreza, tanto material como espiritual, edificar a paz e construir pontes: este é o caminho para o qual Papa Francisco convida cada país. “Um caminho que será difícil, se não aprendermos a amar cada vez mais esta nossa terra. Também neste caso, me serve de inspiração o nome de Francisco: ele ensina-nos um respeito profundo por toda a criação, ensina-nos a guardar este nosso meio ambiente, que muitas vezes não usamos para o bem, mas desfrutamos com avidez e prejudicando um ao outro.”


Fonte: RV

Reflexão para o Domingo de Ramos

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 O Domingo de Ramos é a comemoração litúrgica que recorda a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém onde Ele iria celebrar a Páscoa judaica com seus discípulos.
Ele é o portal de entrada da Semana Santa. É no Domingo de Ramos que se inicia a Semana da Paixão. É o dia em que a Igreja lembraa história e a cronologia desses acontecimentos para dele tirarmos uma lição.
Um Rei entra na cidade montando um jumento
Já desde a entrada da cidade, os filhos dos hebreus portavam ramos de oliveiras e alegres acenavam com eles, estendiam mantos no chão para Jesus passar sobre eles. Jesus entrou na cidade como Rei!
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Até parece que era um desejo d'Ele que fosse assim, pois, a cena em que tudo transcorre reproduz a profecia de Zacarias: o rei dos judeus virá. Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta.(Zc 9,9)
Embora Jesus montasse um simples jumento, o cortejo caminhava, alegre e digno. Na expectativa de estar ali o Messias prometido, Jerusalém transformou-se, era uma cidade em clima de festa.
E Ele era aplaudido, aclamado pelo povo: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas". Isto aconteceu alguns dias antes de que Jesus fosse condenado à morte, quando os ecos dos gritos de "hosana" já se misturavam ao clamor de insultos, ameaças e blasfêmias que o levariam a sua Paixão redentora.
Que tipo de Messias queriam aqueles judeus?
Da entrada festiva como rei em Jerusalém até o deboche da flagelação, da coroação de espinhos e da inscrição na cruz (Jesus de Nazaré, rei dos Judeus), somos levados a perguntar: Que tipo de rei aquele povo queria? E que tipo de rei era Jesus? Nosso Senhor era aclamado pelo mesmo povo que o tinha visto alimentar multidões. Era aplaudido por aqueles que o viram curar cegos e aleijados e, ainda há pouco, tinham presenciado a ressurreição de Lázaro.
Impressionada com tudo isso aquela gente tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas. Mas, aquele povo era superficial e mundano, julgava que Jesus fosse um Messias político, um libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão. E nisso estavam equivocados, enganados: Ele não era um Rei deste mundo!
Seus corações apreciavam Jesus de modo incompleto
A entrada de Jesus em Jerusalém foi uma introdução para as dores e humilhações que logo Ele sofreria abundantemente: a mesma multidão que o homenageou movida por seus milagres, virou-lhe as costas e pediu sua morte.
No Domingo de Ramos fica patente como o povo apreciava Jesus de um modo incompleto. É verdade que O aclamaram, porém, Ele merecia aclamações incomensuravelmente superiores. Merecia uma adoração amorosa, bem diversa da que lhe foi dada!
No entanto, cheio de humildade, lá ia Nosso Senhor Jesus Cristo sentado num burrico, avançando em meio à multidão ruidosa, impulsionando todos ao amor de Deus.
Só uma pessoa O entendeu naquela hora
Em geral, as pinturas e gravuras apresentam Nosso Senhor olhando pesaroso e quase severo para a multidão. Para Ele, o interior das almas não oferecia segredo. Ele percebia a insuficiência e a precariedade daquela ovação.
Apenas uma pessoa percebia o que estava acontecendo com Jesus e sofria com Ele. E essa pessoa oferecia sua dor de alma como reparação de seu amor puríssimo a Nosso Senhor: era Nossa Senhora.
Mas, ...que requinte de glória para Nosso Senhor! Era o maior deles porque Nossa Senhora vale incomparavelmente mais do que toda a Criação. Naquelas circunstancias, Maria representava todas as almas piedosas que, meditando a Paixão de nosso Salvador, haveriam de ter compaixão e pena d'Ele. Almas que lamentariam não terem vivido naquele tempo para poderem, então, ter tomado posição ao lado de Jesus.
Domingo de Ramos em minha vida?
Existe um defeito que diminui a eficácia das meditações que fazemos. Este defeito consiste em meditar os fatos da vida de Nosso Senhor e não aplicá-los ao que sucede em nós ou em torno de nós.
Assim, por exemplo, a nós espanta a versatilidade e ingratidão dos judeus que assistiram a entrada de Jesus em Jerusalém. Nós os censuramos porque proclamaram com a mais solene recepção o reconhecimento da honra que se deveria ter ao Divino Salvador e, pouco depois, O crucificaram com um ódio tal que a muitos chega a parecer inexplicável.domingo_de_ramos.jpg
Essa ingratidão, essa versatilidade para mudanças de opinião e atitudes não existiram apenas nos homens dos tempos de Nosso Senhor! A atitude das pessoas contemporâneas de Jesus, festejando sua entrada em Jerusalém e depois abandonando-O à mercê de seus algozes, assemelha-se a muitas atitudes que tomamos.
Muitas vezes louvamos a Cristo e nos enchemos de boas intenções para seguir os seus ensinamentos, porém, ao primeiro obstáculo, nos deixamos levar pelo desânimo, ou pelo egoísmo, ou pela falta de solidariedade e, mais uma vez, por esse desamor, alimentamos o sofrimento de Jesus.
Ainda hoje, no coração de quantos fiéis, tem Nosso Senhor que suportar essas alternativas, essas mudanças que balançam entre adorações e vitupérios, entre virtude e pecado? E estas atitudes contraditórias e defectivas não se passam apenas no interior de alma de cada homem, de modo discreto, no fundo das consciências: Em quantos países essas alternações se passam e Nosso Senhor tem sido sucessivamente glorificado e ultrajado, em curtos intervalos espaços de tempo?
Uma perda de tempo: não reparar as ofensas a Nosso Senhor
É pura perda de tempo nos horrorizarmos exclusivamente com a perfídia, fraude e traição daqueles que estavam presente na entrada de Jesus em Jerusalém.
Para nossa salvação será útil refletirmos também em nossas fraudes e defeitos. Com os olhos postos na bondade de Deus, poderemos conseguir a emenda e o perdão para nossas próprias perfídias. Existe uma grande analogia entre a atitude daqueles que crucificaram o Redentor e nossa situação quando caímos em pecado mortal.
Não é verdade que, muitas vezes, depois de termos glorificado a Nosso Senhor ardentemente, caímos em pecado e O crucificamos em nosso coração? O pecado é um ultraje feito a Deus. Quem peca expulsa Deus de seu coração, rompe as relações filiais entre criatura e Criador, repudia Sua graça.
E é certo que Nosso Senhor é muito ultrajado em nossos dias. Não pelo brilho de nossas virtudes, mas pela sinceridade de nossa humildade nós poderemos ter atitudes daquelas almas que reparam, junto ao trono de Deus, os ultrajes que a cada hora são praticados contra Ele. As lições do Domingo de Ramos nos convidam a isso. (JSG)
Fontes:
Dom Eurico dos Santos Veloso - O significado do Domingo de Ramos - CNBB -29 de Março de 2010
Felipe Aquino - O significado do Domingo de Ramos - Vida Eclesial - 30/03/2007D.
Javier Echevarría - Domingo de Ramos: Jesus entra em Jerusalém
Plinio Corrêa de Oliveira - excertos
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Fonte publicação: gaudiumpress.org 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Papa Francisco: Amizade e respeito entre as pessoas

Papa Francisco: "Amizade e respeito entre pessoas de várias tradições religiosas"




Cidade do Vaticano
- O Papa Francisco recebeu nesta quarta-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, as delegações ecumênicas e de outras religiões, que vieram a Roma para a missa de início de seu pontificado.

Pouco antes, o pontífice encontrou-se com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, com o qual conversou por cerca de 20 minutos e que mais tarde agradeceu como "meu irmão André", e com o Metropolita Hilarion de Volokolamsk, chefe do Departamento das Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou. Bartolomeu e Hilarion doaram ao Papa dois ícones marianos.

Falando sobre a missa de início de seu pontificado celebrada nesta terça-feira, na Praça São Pedro, o Papa Francisco ressaltou: "Reconheci espiritualmente presentes as comunidades que vocês representam. Nesta manifestação de fé, pareceu-me viver de maneira mais urgente a oração pela unidade de todos os fiéis em Cristo e juntos ver de algum modo prefigurado a plena realização que depende do plano de Deus e de nossa colaboração leal."

"Inicio o meu ministério apostólico neste ano que o meu venerado Predecessor, o Papa Bento XVI, com uma intuição realmente inspirada, proclamou para a Igreja Católica o Ano da Fé. Com essa iniciativa, que desejo continuar e espero que seja um estímulo para a caminhada de fé de todos, ele quis marcar o 50° Aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, propondo uma espécie de peregrinação essencial para cada cristão: a relação pessoal e transformadora com Jesus Cristo, Filho de Deus, que morreu e ressuscitou para a nossa salvação", frisou ainda o pontífice.

O Papa Francisco recordou o que o Concílio Vaticano II significou para o caminho ecumênico e lembrou as palavras proferidas pelo Beato João XXIII no discurso de inauguração do Concílio: "A Igreja Católica considera seu dever trabalhar ativamente para que se cumpra o grande mistério da unidade que Cristo Jesus com orações fervorosas pediu ao Pai Celestial na iminência de seu sacrifício".

"Queridos irmãos e irmãs em Cristo sintamo-nos todos intimamente unidos na oração de nosso Salvador na Última Ceia: ut unum sint (Que todos sejam um). Peçamos ao Pai misericordioso para que vivamos plenamente a fé que recebemos como dom no dia de nosso Batismo e saibamos testemunhá-la de maneira livre, alegre e corajosa. Será este o nosso melhor serviço para a causa da unidade dos cristãos, um serviço de esperança para um mundo ainda marcado por divisões, contrastes e rivalidades".

A seguir o Santo Padre acrescentou: "Quanto mais formos fiéis à sua vontade, nos pensamentos, nas palavras e ações, caminharemos mais e substancialmente para a unidade."

"De minha parte, desejo assegurar, na esteira dos meus antecessores, o desejo de prosseguir no caminho do diálogo ecumênico, e agradeço desde agora o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos pela ajuda que continua oferecendo em meu nome, em favor desta causa nobre", frisou ainda o Papa Francisco.

A seguir, o Papa dirigiu a palavra aos representantes do povo judeu: "Obrigado por sua presença e estou confiante de que, com a ajuda do Altíssimo, continuaremos de maneira profícua o diálogo fraterno que o Concílio desejava e que se realizou dando muitos frutos, sobretudo nas últimas décadas".

Saudando os representantes de outras religiões, o Papa Francisco dirigiu-se especialmente aos muçulmanos: "Aprecio muito sua presença: nela vejo um sinal tangível da vontade de crescer na estima recíproca e na cooperação para o bem comum da humanidade."

O Papa Francisco explicou que a Igreja Católica tem consciência da importância do diálogo inter-religioso: "A Igreja Católica tem consciência da importância que tem a promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de várias tradições religiosas. Isso eu quero repetir: promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de várias tradições religiosas. A Igreja está consciente da responsabilidade que todos nós temos para com este mundo, com a criação que devemos amar e proteger. E nós podemos fazer muito em favor do bem dos pobres, dos fracos e de quem sofre, para favorecer a justiça, promover a reconciliação e construir a paz".

Devemos manter viva no mundo a sede do Absoluto: "Não permitindo que prevaleça uma visão da pessoa humana numa só dimensão, segundo a qual o homem se reduz ao que produz e ao que consuma: esta é uma das armadinhas mais perigosas para o nosso tempo".

"Sabemos que a violência produziu na história recente a tentativa de eliminar Deus e o divino do horizonte da humanidade e sentimos o valor de testemunhar em nossas sociedades a abertura originária para a transcendência que está ínsita no coração humano", disse ainda o pontífice.

"Sentimo-nos próximos a todos os homens e mulheres que, embora não pertencentes a nenhuma tradição religiosa, caminham em busca da verdade, do bem, da beleza e de Deus, e que são nossos preciosos aliados nos esforços para a defesa da dignidade humana, na construção de uma convivência pacífica entre os povos e guardiões da criação", concluiu o Papa Francisco.

Fonte: RV

quarta-feira, 20 de março de 2013

Francisco: Missa no Instituto Penal para Menores

Francisco: Missa da Ceia do Senhor em Instituto Penal para Menores


,Cidade do Vaticano 

 – O Vaticano anunciou esta manhã (21), que o Papa Francisco celebrará a Missa da Ceia do Senhor de Quinta-feira Santa (28), no Instituto Penal para Menores de Casal del Marmo, em Roma. A Rádio Vaticano transmite ao vivo a cerimônia, com comentários em português, a partir das 13h20, horário de Brasília.

A Missa da Ceia do Senhor é caracterizada pelo anúncio do Mandamento do amor e pelo gesto do Lava-pés. Em seu ministério como Arcebispo de Buenos Aires, o Cardeal Bergoglio celebrava esta Missa em prisões ou casas para pobres e marginalizados. Celebrando em Casal del Marmo, Francisco dá continuidade a este costume, circundado por um contexto de simplicidade.

As outras celebrações da Semana Santa serão realizadas como previsto e anunciado pelo Setor de Celebrações Litúrgicas. De manhã, o Papa celebrará na Basílica de São Pedro a Missa do Crisma.

Dom João Carlos Petrini é o bispo de Camaçari (BA) e Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família. Ele comenta esta decisão do Papa Francisco.

Fonte:RV

terça-feira, 19 de março de 2013

Lema e emblema do Papa Francisco




Cidade do Vaticano

 - O Papa Francisco decidiu conservar o seu emblema escolhido na consagração episcopal e caracterizado por uma linha de simplicidade.

No emblema azul encontram-se os símbolos da dignidade pontifícia, os mesmos tomados pelo seu predecessor Bento XVI, ou seja, a mitra colocada entre as chaves decussadas de ouro e prata, ligadas por um cordão vermelho. No alto, vê-se o emblema da ordem de proveniência do Papa, a Companhia de Jesus: um sol radiante e resplandecente e no centro as letras IHS, em vermelho, monograma de Cristo. Sobre a letra H encontra-se a cruz e debaixo dela três pregos de cor preta.

Abaixo, encontra-se a estrela e a flor de nardo. A estrela, segundo a antiga tradição heráldica, simboliza a Virgem Maria, Mãe de Cristo e da Igreja, enquanto a flor de nardo indica São José, padroeiro de toda a Igreja. Na iconográfica tradição hispânica, São José é representado segurando um ramo de nardo. Colocando em seu escudo essas imagens, o Papa quis manifestar sua devoção particular à Santíssima Virgem e São José.

O lema do Papa Francisco, "Miserando atque eligendo" (Olhou com misericórdia e escolheu) foi extraído das homilias de São Beda, o Venerável, sacerdote, que ao comentar o episódio do Evangelho sobre a vocação de Mateus, escreveu: "Vidit ergo lesus publicanum et quia miserando atque eligendo vidit, ait illi Sequere me" (Jesus viu um cobrador de impostos e como olhou para ele com sentimentos de amor e o escolheu, disse-lhe: Segue-me).

Esta homilia é uma homenagem à misericórdia de Deus reproduzida na Liturgia das Horas da festa de São Mateus. Ela tem um significado especial na vida e no itinerário espiritual do Papa. Na festa de São Mateus de 1953, o jovem Jorge Bergoglio experimentou aos 17 anos, de forma muito especial, a presença amorosa de Deus em sua vida. Após a confissão, ele sentiu tocar o coração e experimentou a misericórdia de Deus que, com um olhar afetuoso, o chamou para a vida religiosa, sob o exemplo de Santo Inácio de Loyola.

Uma vez eleito bispo, recordando esse evento que marcou o início de sua consagração total a Deus em Sua Igreja, Dom Bergoglio decidiu escolher como lema e programa de vida a expressão de São Beda "Miserando atque eligendo", que colocou também no emblema pontifício. (MJ)

Fonte: RV