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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OS BRASILEIROS E A VIAGEM DO PAPA AO LÍBANO

O interesse dos brasileiros pela viagem do Papa ao Líbano
Cidade do Vaticano

- Facebook do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano nos dias em que Bento XVI
visitou o Líbano. Desde sexta-feira, dia 14 até o final de sábado, dia 15,
tivemos 127.343 visitas. A eloqüência desse número traduz o interesse dos
brasileiros pelo Santo Padre, por sua visita ao Líbano e a confiança na Rádio
Vaticano.Certamente influiu bastante, nesse número, a imensa Comunidade
Libanesa espalhada por todo Brasil. Podemos afirmar que em nossa pátria vivem
mais libaneses que no próprio Líbano, sem falar do incalculável número de
descendentes dos filhos do País dos Cedros.Também não podemos deixar de
destacar que no sábado tivemos o belíssimo encontro de Bento XVI com a juventude
libanesa e de todo Oriente Médio, inclusive com um grupo significativo de jovens
muçulmanos.A entrada dos fac-símiles da cruz peregrina e do ícone de
Nossa Senhora deram o toque de uma Jornada Mundial da Juventude e alguém chamou
esse encontro de pequena Jornada Mundial da Juventude Médio
Oriental.Também o Vice-Presidente do Conselho para o Apostolado dos
Leigos no Líbano, Arcebispo de Saida dos Greco-melquitas, Dom Elie Haddad, em
sua saudação ao Santo Padre, garantiu a presença de um grupo de jovens do
Oriente Médio na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013.
(CAS)
Fonte: RV

Pontifício Conselho da Justiça e da Paz enfatiza necessidade de uma nova evangelização do social
Cidade do Vaticano
- "Neste momento de crise, os católicos são chamados a uma atuação em
prol de uma nova evangelização do social." Foi o que disse o secretário do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Dom Mario Toso, na conclusão dos trabalhos do II Festival da Doutrina Social da Igreja.Com o tema "A necessidade de um pensamento diferente", a edição, realizada em Verona – nordeste da Itália – de 14 a 16 do corrente, teve a participação de cerca de seis mil pessoas oriundas de todas as partes da Itália e a contribuição de
duzentos voluntários.Viver a fé.
"Nesta obra de evangelização a doutrina
social é elemento essencial", prosseguiu Dom Toso, evocando uma passagem da Carta encíclica "Caritas in veritate" (nº 15), em que Bento XVI recorda que "a doutrina social é anúncio e testemunho de fé".
Portanto, a doutrina social "permite à fé não ser apenas pronunciada, mas experimentada na
sociedade", em outras palavras, "torna a fé adulta, leva-a a completude", mas para fazer esse caminho "são necessários sujeitos ativos que atuem na sociedade e nos territórios, ajudados por uma nova geração de sacerdotes e formadores".
Nisso, também as escolas católicas, enquanto lugares educativos, "devem ser um dos protagonistas da nova evangelização do social" e, junto a elas, é necessário que cada fiel e cada comunidade, mediante um movimento uníssono de conversão, decida novamente ou reconfirme, com toda a sua alma, sua pertença Jesus", acrescentou o secretário do Pontifício Conselho da
Justiça e da Paz. (RL)
Fonte: RV

domingo, 16 de setembro de 2012

BENTO XVI EM SUA DESPEDIDA DO LÍBANO



Papa despede-se do Líbano



Beirute



- Concluiu-se na tarde deste domingo a 24ª viagem apostólica internacional de Bento XVI que o levou ao Líbano.



Na cerimônia de despedida realizada no Aeroporto Internacional Rafiq Hariri de Beirute, o Papa agradeceu aos líderes políticos e religiosos e a todo o povo libanês que soube manifestar ao Sucessor de Pedro o seu entusiasmo.


"Agradeço cordialmente às veneráveis Igrejas irmãs e às comunidades protestantes. Agradeço de modo particular aos representantes das comunidades muçulmanas. Durante toda a minha estada, pude constatar quanto a vossa presença contribuiu para o bom êxito da minha viagem.


O mundo árabe e o mundo inteiro verão, nestes tempos conturbados, cristãos e muçulmanos reunidos para celebrar a paz" - frisou o pontífice em seu discurso.


O Papa frisou que durante a sua permanência no Líbano, motivada principalmente pela assinatura e entrega da Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente, pode se encontrar com as várias componentes da sociedade libanesa.


"Houve momentos mais oficiais, outros mais íntimos, momentos de alta densidade religiosa e fervorosa oração, e outros ainda marcados pelo entusiasmo da juventude.


Dou graças a Deus por estas oportunidades que Ele permitiu, pelos encontros qualificados que pude ter, e pela oração que foi feita por todos e a favor de todos no Líbano e no Oriente Médio, independentemente da origem ou da confissão religiosa de cada um" – destacou.


Bento XVI pediu a Deus para que "o Líbano continue sendo um espaço onde homens e mulheres vivam em harmonia e paz uns com os outros, para darem ao mundo, não apenas o testemunho da existência de Deus, mas também da comunhão entre os homens, qualquer que seja a sua sensibilidade política, comunitária e religiosa".


"Desejo que o Líbano continue permitindo a pluralidade das tradições religiosas e não dê ouvidos à voz daqueles que a querem impedir. Espero que o Líbano reforce a comunhão entre todos os seus habitantes, seja qual for a comunidade e religião a que pertençam, rejeitando tudo o que pode levar à desunião e optando com determinação pela fraternidade. Deus abençoe o Líbano e todos os libaneses" – concluiu Bento XVI. (MJ)


Fonte: RV

DEUS CONSEDA A PAZ À SÍRIA E A TODO O ORIENTE MÉDIO



Bento XVI no Angelus: Deus conceda paz à Síria e a todo o Oriente Médio


Beirute


- Na oração do Angelus, deste domingo, o Papa fez novamente um apelo pela paz no Oriente Médio."Peçamos a Maria, Nossa Senhora do Líbano, ao redor da qual se encontram cristãos e muçulmanos, para que interceda junto de seu divino Filho por vós, pelos habitantes da Síria e dos países vizinhos, implorando o dom da paz – disse Bento XVI a todos os presentes no City Center Waterfront de Beirute."Vós conheceis bem a tragédia dos conflitos e da violência, que gera tantos sofrimentos. Infelizmente, o fragor das armas continua a fazer-se ouvir, assim como o grito das viúvas e dos órfãos. A violência e o ódio invadem as estradas, e as mulheres e as crianças são as suas primeiras vítimas. Porquê tantos horrores? Porquê tantos mortos? Faço apelo à comunidade internacional; faço apelo aos países árabes para que, como irmãos, proponham soluções viáveis que respeitem a dignidade de cada pessoa humana, os seus direitos e a sua religião. Quem quer construir a paz, deve deixar de ver no outro um mal a ser eliminado; não é fácil ver no outro uma pessoa para respeitar e amar, e todavia é preciso consegui-lo, se se deseja construir a paz, se se quer a fraternidade. Que Deus conceda ao vosso país, à Síria e a todo o Oriente Médio o dom da paz dos corações, o silêncio das armas e o fim de toda a violência" - frisou o Papa."Queira Deus que os homens compreendam que são todos irmãos! Possamos com a ajuda de Deus nos converter para trabalhar com ardor na construção da paz, necessária para uma vida harmoniosa entre irmãos, independentemente da origem e da convicção religiosa" – concluiu o Santo Padre. (MJ)

A VOCAÇÃO DA IGREJA É SERVIR



Papa no Líbano: A vocação da Igreja e do cristão é servir




Beirute



- Bento XVI presidiu, neste domingo, a celebração eucarística no City Center Waterfront de Beirute, no Líbano, e após a santa missa entregou a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente. Participaram da cerimônia 350 mil pessoas.A missa foi particularmente tocante por causa da presença de pastores e fiéis de países como a Síria, abalada pela guerra e pela violência."Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Ele neste dia em que tenho a alegria de me encontrar convosco aqui, no Líbano, para entregar aos Bispos da região a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente" – frisou o Papa em sua homilia.Jesus quer fazer os discípulos entenderem quem Ele realmente é. "Um Messias sofredor, um Messias servo, e não um libertador político onipotente. Ele é o Servo obediente à vontade de seu Pai a ponto de perder a sua vida. É o que já anunciava o profeta Isaías na primeira leitura. Assim Jesus vai contra o que muitos esperavam d’Ele. A sua afirmação choca e desconcerta. Aquele que quiser ser seu discípulo deve aceitar ser servo, como Ele se fez servo" – disse o Papa.O Santo Padre destacou que "seguir Jesus significa tomar a própria cruz e o acompanhar pelo seu caminho, um caminho incômodo que não é o do poder nem da glória terrena, mas o que leva necessariamente a renunciar a si mesmo, a perder a sua vida por Cristo e pelo Evangelho, a fim de a salvar. É que nos foi dada a certeza de que este caminho leva à ressurreição, à vida verdadeira e definitiva com Deus".Bento XVI recordou o Ano da Fé que terá início em 11 de outubro próximo, frisando que deseja que todo fiel se comprometa de maneira renovada neste caminho da conversão do coração.O Papa destacou que o caminho por onde Jesus nos conduz é um caminho de esperança para todos. "Deus manifesta o seu amor, fazendo-se servo, dando-se a nós. O serviço é um elemento constitutivo da identidade dos discípulos de Cristo. A vocação da Igreja e do cristão é servir; e fazê-lo, como o próprio Senhor, gratuitamente e a todos sem distinção. Assim, servir a justiça e a paz, num mundo onde a violência não cessa de alongar o seu rasto de morte e destruição, é uma urgência de modo a comprometer-se em prol duma sociedade fraterna, para edificar a comunhão" - disse o pontífice.O Papa pediu ao Senhor para que "conceda ao Oriente Médio servidores da paz e da reconciliação, para que todos possam viver pacífica e dignamente. O serviço deve estar no centro da vida da comunidade cristã. Todo o ministério, toda a função na Igreja é primariamente um serviço a Deus e aos irmãos". "É este espírito que deve animar todos os batizados, uns em relação aos outros, especialmente através dum compromisso efetivo em favor dos mais pobres, dos marginalizados, daqueles que sofrem, para que seja preservada a dignidade inalienável de toda a pessoa" – concluiu Bento XVI. (MJ)



Fonte: RV

HOMILIA DO PAPA NA MISSA EM BEIRUTE



Homilia do Santo Padre na missa celebrada em Beirute



Beirute



- Segue, na íntegra, a homilia proferida por Bento XVI, neste domingo, na missa celebrada no City Center Waterfront de Beirute, no Líbano.



Amados irmãos e irmãs!«Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo» (Ef 1, 3). Bendito seja Ele neste dia em que tenho a alegria de me encontrar convosco aqui, no Líbano, para entregar aos Bispos da região a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente. Agradeço cordialmente a Sua Beatitude Béchara Boutros Raï as amáveis palavras de boas-vindas. Saúdo os outros Patriarcas e os Bispos das Igrejas orientais, os Bispos latinos das regiões vizinhas bem como os Cardeais e os Bispos vindos doutros países. Com grande afecto, saúdo a todos vós, queridos irmãos e irmãs do Líbano e também dos países de toda esta amada região do Médio Oriente, que viestes celebrar, com o sucessor de Pedro, Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Dirijo também a minha deferente saudação ao Presidente da República e às Autoridades libanesas, aos Responsáveis e aos membros das outras tradições religiosas que quiseram estar aqui nesta manhã.Neste domingo em que o Evangelho nos interpela sobre a verdadeira identidade de Jesus, sentimo-nos a caminhar com os discípulos na estrada que leva às aldeias da região de Cesareia de Filipe. «E quem dizeis vós que Eu sou?» (Mc 8, 29): pergunta-lhes Jesus. O momento escolhido para lhes colocar esta questão não é sem significado. Jesus encontra-se num ponto de viragem decisiva da sua vida. Sobe para Jerusalém, para o lugar onde será realizado, através da cruz e ressurreição, o acontecimento central da nossa salvação. É também em Jerusalém que, depois de todos estes acontecimentos, vai nascer a Igreja. E, neste momento decisivo, Jesus começa por perguntar aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que Eu sou?» (Mc 8, 27), recebendo deles respostas muito variadas: João Batista, Elias, um profeta… Ainda hoje, como ao longo dos séculos, aqueles que, de diversas maneiras, se cruzaram com Jesus no seu caminho têm a sua resposta a dar. São abordagens que podem ajudar a encontrar o caminho da verdade. Mas as mesmas, embora não sejam necessariamente falsas, são insuficientes, porque não atingem o cerne da identidade de Jesus. Só alguém que aceite seguir pelo seu caminho, viver em comunhão com Ele na comunidade dos discípulos, é que pode ter um verdadeiro conhecimento. Tal é o caso de Pedro, que, desde há algum tempo, vive com Jesus e que agora responde: «Tu és o Messias» (Mc 8, 29). Resposta certa, sem dúvida alguma; mas ainda insuficiente, dado que Jesus sente a necessidade de a especificar. Ele entrevê que as pessoas poderiam servir-se desta resposta para desígnios que não são os seus, para suscitar falsas esperanças temporais sobre Ele. Não se deixa bloquear nos simples atributos do libertador humano que muitos esperam.Anunciando aos seus discípulos que terá de sofrer, ser condenado à morte e depois ressuscitar, Jesus quer fazer-lhes compreender quem Ele é verdadeiramente. Um Messias sofredor, um Messias servo, e não um libertador político omnipotente. Ele é o Servo obediente à vontade de seu Pai até ao ponto de perder a sua vida. É o que anunciava já o profeta Isaías na primeira leitura. Assim Jesus vai contra o que muitos esperavam d’Ele. A sua afirmação choca e desconcerta. E ouve-se o protesto de Pedro, que O censura, recusando para o seu Mestre o sofrimento e a morte. Jesus mostra-se severo com ele, e faz-lhe compreender que aquele que quiser ser seu discípulo deve aceitar ser servo, como Ele Se fez Servo.Seguir Jesus significa tomar a própria cruz para O acompanhar pelo seu caminho, um caminho incómodo que não é o do poder nem da glória terrena, mas o que leva necessariamente a renunciar a si mesmo, a perder a sua vida por Cristo e pelo Evangelho, a fim de a salvar. É que nos foi dada a certeza de que este caminho leva à ressurreição, à vida verdadeira e definitiva com Deus. Decidir acompanhar Jesus Cristo que Se fez o Servo de todos exige uma intimidade cada vez maior com Ele, colocando-se atentamente à escuta da sua Palavra, a fim de tirar dela a inspiração para o nosso agir. Ao promulgar o Ano da Fé, que começará em 11 de Outubro próximo, quis que cada fiel pudesse comprometer-se de maneira renovada neste caminho da conversão do coração. Por isso, ao longo deste ano, encorajo-vos vivamente a aprofundar a vossa reflexão sobre a fé para a tornar mais consciente e fortalecer a vossa adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho.Irmãos e irmãs, o caminho por onde Jesus nos quer conduzir é um caminho de esperança para todos. A glória de Jesus revela-se no momento em que, na sua humanidade, Ele Se mostra mais frágil, especialmente na encarnação e na cruz. É assim que Deus manifesta o seu amor, fazendo-Se servo, dando-Se a nós. Porventura não é este um mistério extraordinário, por vezes difícil de admitir? O próprio apóstolo Pedro só o compreenderá mais tarde.Na segunda leitura, São Tiago lembrou-nos como este seguimento de Jesus, para ser autêntico, exija actos concretos: «Pelas obras, te mostrarei a minha fé» (Tg 2, 18). Servir é uma exigência imperativa para a Igreja, de modo que os cristãos são verdadeiros servos à imagem de Jesus. O serviço é um elemento constitutivo da identidade dos discípulos de Cristo (cf. Jo 13, 15-17). A vocação da Igreja e do cristão é servir; e fazê-lo, como o próprio Senhor, gratuitamente e a todos sem distinção. Assim, servir a justiça e a paz, num mundo onde a violência não cessa de alongar o seu rasto de morte e destruição, é uma urgência de modo a comprometer-se em prol duma sociedade fraterna, para edificar a comunhão. Amados irmãos e irmãs, peço ao Senhor de modo particular que conceda a esta região do Médio Oriente servidores da paz e da reconciliação, para que todos possam viver pacífica e dignamente. É um testemunho essencial que os cristãos devem prestar aqui, em colaboração com todas as pessoas de boa vontade. Eu vos convido a todos a trabalhar pela paz; cada qual ao seu nível e no lugar onde se encontra.Além disso o serviço deve estar no centro da vida da própria comunidade cristã. Todo o ministério, toda a função na Igreja é primariamente um serviço a Deus e aos irmãos. É este espírito que deve animar todos os baptizados, uns em relação aos outros, especialmente através dum compromisso efectivo a favor dos mais pobres, dos marginalizados, daqueles que sofrem, para que seja preservada a dignidade inalienável de toda a pessoa. Queridos irmãos e irmãs que sofreis no corpo ou no coração, o vosso sofrimento não é inútil. Cristo Servo está perto de todos aqueles que sofrem. Está presente junto de vós. Oxalá encontreis no vosso caminho irmãos e irmãs que manifestem concretamente a presença amorosa de Cristo, que não vos pode abandonar. Permanecei cheios de esperança por causa de Cristo!E vós todos, irmãos e irmãs, que viestes participar nesta celebração, procurai tornar-vos cada vez mais conformes ao Senhor Jesus, Ele que Se fez Servo de todos pela vida do mundo. Deus abençoe o Líbano, abençoe todos os povos desta amada região do Médio Oriente e lhes conceda o dom da sua paz. Amen.



Fonte: RV

MILHARES DE PÈSSOAS ACOMPANHAM A MISSA DO PÀPA BENTO XVI EM PÍER DE BEIRUTE



As ruas da capital eram uma maré branca e amarela (as cores do Vaticano) para dar as boas-vindas ao pontífice




Foto: EFE


A missa do papa Bento XVI no píer de Beirute começou neste domingo perante dezenas de milhares de pessoas que não quiseram perder esta ocasião histórica.

Dezenas de milhares de pessoas se concentraram no percurso que o papa Bento XVI fez desde Harissa, 28 km ao norte de Beirute, até a capital.


As ruas da capital eram uma maré branca e amarela (as cores do Vaticano) para dar as boas-vindas ao santo padre.


Após percorrer em papamóvel as ruas de Beirute, Bento XVI, vestido com uma batina verde, subiu ao altar montado ao ar livre perto ao mar, enquanto era cantado um hino em língua siríaca, usada nos rituais maronitas (cristão de Oriente).


Em seu discurso, o patriarca maronita, monsenhor Bechara Rai, afirmou que esta viagem pastoral de Joseph Ratzinger ao Oriente Médio - em um momento de transformações radicais que ameaçam a segurança e estabilidade - é cheia de esperança.

Durante a missa, o sumo pontífice entregará aos prelados da região a Exortação Pós-sinodal (documento final) do Sínodo de Bispos para o Oriente Médio, que assinou na sexta-feira passada na sede do Patriarcado maronita em Harissa, 28 quilômetros ao norte de Beirute.


Em sua homilia, o papa Bento XVI destacou a necessidade de que os cristãos sirvam "a quem precisa de ajuda, a quem sente dor e a quem vive em uma situação desfavorecida", pedindo aos fiéis que aprofundem mais sua fé.


Hoje é o último dia da visita de três dias de Joseph Ratzinger ao Líbano, a primeira a este país em seus sete anos de Pontificado, e a quarta ao Oriente Médio.



Fonte: Terra

sábado, 15 de setembro de 2012

AOS JOVENS: FAÇAM A REVOLUÇÃO DO AMOR



Papa aos jovens do Oriente Médio: "Façam a revolução do amor".


A saudação à Síria





Bkerké






– Uma multidão em festa acolheu Bento XVI para seu último compromisso este sábado em terras libanesas: o encontro com os jovens do Líbano e do Oriente Médio no Patriarcado Maronita de Bkerké.Tratou-se de um encontro como “de pai para filho”, aberto e franco, em que os jovens libaneses falaram sem máscaras dos problemas e dos desafios que os angustiam; Bento XVI os ouviu e os aconselhou, dirigindo-lhes uma palavra de esperança.O encontro se realizou em forma de Celebração da Palavra. Teve início com a saudação do Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Béchara Boutros Rai, e do Arcebispo de Saida dos Greco-melquitas, Dom Elie Haddad, que garantiu a presença de um grupo de jovens do Oriente Médio na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013, evento para o qual já estão se preparando. A seguir, foi a vez do testemunho dos jovens: “Nós, jovens do Oriente Médio, estamos hoje mergulhados em um mar de dificuldades, de apreensões e de temores”, disseram a Bento XVI. Eles falaram de conflitos, de ódio, de sofrimento, de desemprego, de falta de perspectivas, de emigração. Diante da realidade, o anseio: “Aspiramos à paz e sonhamos com um futuro sem guerras; um futuro onde desempenharemos um papel ativo, onde trabalharemos com nossos irmãos, jovens de diferentes religiões, construindo a civilização do amor, edificando pátrias onde os direitos do homem e sua liberdade são respeitados, onde sua dignidade é protegida.”Nós, jovens da Igreja de hoje, queremos ser um sinal de esperança para toda a região, e testemunhar o amor de Deus, que é mais forte que a morte.Ao Papa, eles garantiram sua fé e sua confiança na Igreja, que são grandes apesar dos desafios e das crises.“Nós lhe pedimos que vele sempre sobre a Juventude do Líbano e do Oriente Médio, que seja uma fonte constante de apoio e de encorajamento para que nós continuemos nossa missão nesta região.”A presença de Bento XVI no Líbano, a despeito das nossas circunstâncias, é um desafio à lógica da guerra e do desespero; ela é um sinal de paz e de esperança.O Pontífice, por sua vez, não deixou os jovens desiludidos. Declarou-se consciente das dificuldades que devem enfrentar devido à falta de estabilidade e segurança. Todavia, este contexto não deve impelir a juventude a provar o «mel amargo» da emigração, com o desenraizamento e a separação em troca dum futuro incerto. Bento XVI garantiu que os jovens ocupam um lugar privilegiado no seu coração e na Igreja inteira, porque a Igreja é sempre jovem. "Sede jovens na Igreja. Sede jovens com a Igreja."Citou as palavras de seu predecessor: "Não tenhais medo! Abri as portas de vossas almas e de vossos corações a Cristo". Nele, encontrarão a força e a coragem para avançar nos caminhos da sua vida, superando as dificuldades e o sofrimento.As frustrações presentes não devem levar a buscar refúgio em mundos paralelos, como por exemplo o mundo das drogas de todo o tipo ou o mundo triste da pornografia. Quanto às redes sociais, são interessantes, disse o Papa, mas podem, com facilidade, levar à dependência e à confusão entre o real e o virtual. Outra tentação é representada pelo dinheiro. Ponham de lado o que é ilusório, aparência e mentira.Sede os portadores do amor de Cristo. Fazei a revolução do amor. É bom comprometer-se com os outros e pelos outros. A fraternidade é uma antecipação do Céu. Sede os mensageiros do Evangelho da vida e dos valores da vida; resisti corajosamente a tudo o que a nega: o aborto, a violência, a rejeição e o desprezo do outro, a injustiça, a guerra. O perdão e a reconciliação são caminhos de paz, e abrem um futuro.Sobre a Exortação apostólica Ecclesia in Medio Oriente, assinada esta sexta-feira, o Pontèifice recordou que esta carta destina-se "também a vós, queridos jovens. Procurai lê-la com atenção e meditá-la, para a pôr em prática".Nas saudações finais, o Papa recordou os milhões de pessoas que formam a diáspora libanesa e mantêm laços sólidos com o seu país de origem. Saudou ainda os jovens muçulmanos que também estavam presentes esta tarde. “Com os jovens cristãos, sois são o futuro deste país maravilhoso e de todo o Médio Oriente. Procurai construi-lo juntos! É preciso que o Oriente Médio inteiro, pondo os olhos em vós, compreenda que os muçulmanos e os cristãos, o Islã e o Cristianismo, podem viver juntos, sem ódio e no respeito das crenças de cada um, para construírem juntos uma sociedade livre e humana”.Antes da oração dos féis e do Pai-Nosso, Bento XVI saudou outro grupo presente neste encontro: jovens vindos da Síria. “Quero dizer-vos o quanto admiro a vossa coragem. Dizei em vossa casa, aos vossos familiares e aos vossos amigos que o Papa não vos esquece. Dizei ao vosso redor que o Papa está triste por causa dos vossos sofrimentos e lutos. Não esquece a Síria nas suas orações e preocupações. Nem esquece as populações do Médio Oriente que sofrem. É tempo que muçulmanos e cristãos se unam para pôr termo à violência e às guerras”.

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS JOVENS



Leia discurso de Bento XVI aos jovens



Bkerké



– Confira a íntegra do discurso de Bento XVI aos jovens, na tarde deste sábado, no encontro realizado no Patriarcado Maronita de Bkerké.



Sua Beatitude, Irmãos Bispos, queridos amigos!«Graça e paz vos sejam concedidas em abundância por meio do conhecimento de Deus e de Jesus, Senhor nosso» (2 Ped 1, 2). A passagem da carta de São Pedro, que ouvimos, exprime bem o grande desejo que há muito tempo trago no meu coração.



Obrigado pelo vosso caloroso acolhimento, obrigado de todo o coração pela vossa presença tão numerosa nesta tarde! Agradeço a Sua Beatitude o Patriarca Béchara Boutros Raï as suas palavras de boas-vindas, a D. Georges Bou Jaoudé, Arcebispo de Tripoli e Presidente do Conselho para o Apostolado dos Leigos no Líbano, e a D. Elie Haddad, Arcebispo de Sídon dos Greco-Melquitas e Vice-Presidente do referido Conselho, bem como aos dois jovens que me saudaram em nome de todos vós. سَلامي أُعطيكُم (dou-vos a minha paz) (Jo 14, 27): diz-nos Jesus Cristo.Queridos amigos, cabe a vós viver hoje nesta parte do mundo que viu o nascimento de Jesus e o desenvolvimento do cristianismo. É uma grande honra! E é um apelo à fidelidade, ao amor pela vossa terra e sobretudo para serdes testemunhas e mensageiros da alegria de Cristo, porque a fé transmitida pelos Apóstolos leva à liberdade plena e à alegria, como manifestaram tantos Santos e Beatos deste país. A sua mensagem ilumina a Igreja universal; e pode continuar a iluminar as vossas vidas. Muitos dos Apóstolos e dos Santos viveram períodos conturbados, e a própria fé foi a fonte da sua coragem e do seu testemunho. Extraí do seu exemplo e intercessão a inspiração e o apoio de que precisais.Conheço as dificuldades que sentis na vida diária, por causa da falta de estabilidade e segurança, da dificuldade em encontrar emprego ou ainda do sentimento de solidão e marginalização. Num mundo em contínua mudança, enfrentais numerosos e graves desafios. O próprio desemprego e a precariedade não devem impelir-vos a provar o «mel amargo» da emigração, com o desenraizamento e a separação em troca dum futuro incerto. Tendes de ser protagonistas do futuro do vosso país e assumir a vossa função na sociedade e na Igreja. Ocupais um lugar privilegiado no meu coração e na Igreja inteira, porque a Igreja é sempre jovem. A Igreja confia em vós; conta convosco. Sede jovens na Igreja. Sede jovens com a Igreja. A Igreja precisa do vosso entusiasmo e criatividade. A juventude é o tempo em que se anela por grandes ideais, e o período em que se estuda preparando-se para uma profissão e um futuro. Isto é importante e requer tempo. Procurai o que é belo, e comprazei-vos na prática do bem. Dai testemunho da grandeza e dignidade do vosso corpo, que «é para o Senhor» (1 Cor 6, 13). Conservai a delicadeza e a rectidão dos corações puros. Na linha do Beato João Paulo II, repito-vos também eu: «Não tenhais medo! Abri as portas das vossas almas e dos vossos corações a Cristo». O encontro com Ele «dá à vida um novo horizonte e, desta forma, um rumo decisivo» (Deus caritas est, 1). N’Ele, encontrareis a força e a coragem para avançar nos caminhos da vossa vida, superando as dificuldades e o sofrimento. N’Ele, encontrareis a fonte da alegria. Cristo diz-vos: سَلامي أُعطيكُم (dou-vos a minha paz) (Jo 14, 27)! Esta é a verdadeira revolução trazida por Cristo: a do amor.As frustrações presentes não devem levar-vos a buscar refúgio em mundos paralelos, como por exemplo o mundo das drogas de todo o tipo ou o mundo triste da pornografia. Quanto às redes sociais, são interessantes mas podem, com facilidade, levar-vos à dependência e à confusão entre o real e o virtual. Procurai e vivei relações ricas de amizade verdadeira e nobre. Cultivai iniciativas que dêem sentido e raízes à vossa existência, lutando contra a superficialidade e o consumismo fácil. Estais de igual modo sujeitos a outra tentação: a do dinheiro – este ídolo tirânico que cega até ao ponto de sufocar a pessoa e o seu coração. Infelizmente os exemplos que vedes em redor não são sempre dos melhores. Muitos esquecem-se da afirmação de Cristo: não se pode servir a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16, 13). Procurai bons mestres, guias espirituais que saibam indicar-vos o caminho para a maturidade, pondo de lado o que é ilusório, aparência e mentira.Sede os portadores do amor de Cristo. Como? Voltando-vos sem reservas para Deus, seu Pai, que é a medida do que é justo, verdadeiro e bom. Meditai a Palavra de Deus. Descobri o interesse e a actualidade do Evangelho. Rezai. A oração, os sacramentos são os meios seguros e eficazes para ser cristão e viver «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Cl 2, 7). O Ano da fé, que está quase a começar, será uma oportunidade para descobrir o tesouro da fé recebida no Baptismo. Podeis aprofundar o seu conteúdo através do estudo do Catecismo, para que a vossa fé seja viva e vivida. Assim tornar-vos-eis, para os outros, testemunhas do amor de Cristo. N’Ele, todos os homens são nossos irmãos. A fraternidade universal, que Ele inaugurou na Cruz, reveste duma luz brilhante e exigente a revolução do amor. «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34). Este é o testamento de Jesus e o sinal do cristão. Aqui está a verdadeira revolução do amor.E assim Jesus convida-vos a proceder como Ele, a acolher o outro sem reservas, mesmo que pertença a cultura, religião, nação diferentes. Dar-lhe lugar, respeitá-lo, ser bom com ele torna-vos sempre mais ricos em humanidade e fortes com a paz do Senhor. Sei que muitos de vós participam nas diversas actividades promovidas pelas paróquias, escolas, movimentos, associações. É bom comprometer-se com os outros e pelos outros. Viver, juntos, momentos de amizade e alegria permite resistir aos germes de divisão, que devemos combater sem cessar. A fraternidade é uma antecipação do Céu. E a vocação do discípulo de Cristo é ser «fermento» na massa, como afirmava São Paulo: «Um pouco de fermento faz fermentar toda a massa» (Gl 5, 9). Sede os mensageiros do Evangelho da vida e dos valores da vida; resisti corajosamente a tudo o que a nega: o aborto, a violência, a rejeição e o desprezo do outro, a injustiça, a guerra. Deste modo, propagareis a paz ao vosso redor. No fim de contas, não são os «obreiros da paz» aqueles que mais admiramos? E não é a paz o bem precioso que toda a humanidade procura? Porventura não é um mundo de paz aquilo que mais profundamente desejamos para nós e para os outros? سَلامي أُعطيكُم (dou-vos a minha paz): disse Jesus. Ele venceu o mal não com outro mal, mas tomando-o sobre Si e aniquilando-o na cruz com o amor vivido até ao fim. Descobrir verdadeiramente o perdão e a misericórdia de Deus, permite sempre recomeçar uma nova vida. Não é fácil perdoar; mas o perdão de Deus dá a força da conversão, e a alegria de, por nossa vez, perdoar. O perdão e a reconciliação são caminhos de paz, e abrem um futuro.Queridos amigos, com certeza muitos de vós se interrogam de forma mais ou menos consciente: O que é que Deus espera de mim? Que projecto tem para mim? Não quererá que eu anuncie ao mundo a grandeza do seu amor por meio do sacerdócio, da vida consagrada ou do matrimónio? Não me chamará Cristo para O seguir mais de perto? Debruçai-vos confiadamente sobre estas questões. Encontrai tempo para reflectir nelas e pedir luz. Respondei ao convite, oferecendo-vos diariamente Àquele que vos chama a ser seus amigos. Procurai seguir com coração generoso a Cristo que, por amor, nos resgatou e deu a vida por cada um de nós. Conhecereis uma alegria e uma plenitude insuspeitáveis. Responder à vocação que Cristo prevê para cada um: está aqui o segredo da verdadeira paz.Ontem, assinei a Exortação apostólica Ecclesia in Medio Oriente. Esta carta destina-se também a vós, queridos jovens, como a todo o povo de Deus. Procurai lê-la com atenção e meditá-la, para a pôr em prática. Para vos ajudar, recordo-vos as palavras de São Paulo aos Coríntios: «A nossa carta sois vós, uma carta escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. É evidente que sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações» (2 Cor 3, 2-3). Também vós, queridos amigos, podeis ser uma carta viva de Cristo. Esta carta não estará escrita em papel nem com a caneta; será o testemunho da vossa vida e da vossa fé. Assim, com coragem e entusiasmo, fareis compreender ao vosso redor que Deus quer a felicidade de todos sem distinção, e que os cristãos são os seus servos e testemunhas fiéis.Jovens libaneses, sois a esperança e o futuro do vosso país. Vós sois o Líbano, terra de acolhimento, de convivência, com esta capacidade incrível de adaptação. E neste momento, não podemos esquecer os milhões de pessoas que formam a diáspora libanesa e mantêm laços sólidos com o seu país de origem. Jovens do Líbano, sede acolhedores e abertos, como Cristo vos pede e como o vosso país vo-lo ensina.Queria agora saudar os jovens muçulmanos que estão connosco nesta tarde. Obrigado pela vossa presença, que é tão importante. Sois, juntamente com os jovens cristãos, o futuro deste país maravilhoso e de todo o Médio Oriente. Procurai construi-lo juntos! E, quando fordes adultos, continuai a viver a concórdia na unidade com os cristãos; é que a beleza do Líbano encontra-se nesta bela simbiose. É preciso que o Médio Oriente inteiro, pondo os olhos em vós, compreenda que os muçulmanos e os cristãos, o islão e o cristianismo, podem viver juntos, sem ódio e no respeito das crenças de cada um, para construírem juntos uma sociedade livre e humana.Soube ainda que há entre nós jovens vindos da Síria. Quero dizer-vos o quanto admiro a vossa coragem. Dizei em vossa casa, aos vossos familiares e aos vossos amigos que o Papa não vos esquece. Dizei ao vosso redor que o Papa está triste por causa dos vossos sofrimentos e lutos. Não esquece a Síria nas suas orações e preocupações. Nem esquece as populações do Médio Oriente que sofrem. É tempo que muçulmanos e cristãos se unam para pôr termo à violência e às guerras.Ao terminar, voltemo-nos para Maria, a Mãe do Senhor, Nossa Senhora do Líbano. Do alto da colina de Harissa, Ela vos protege e acompanha, vela como uma mãe sobre todos os libaneses e tantos peregrinos que vêm de toda a parte para Lhe confiar as suas alegrias e penas. Nesta tarde, confiamos à Virgem Maria e ao Beato João Paulo II, que esteve aqui antes de mim, as vossas vidas, as de todos os jovens do Líbano e dos países da região, especialmente aqueles que sofrem por causa da violência ou da solidão, aqueles que precisam de conforto. Deus vos abençoe a todos! E agora todos juntos, rezemos-Lhe:السّلامُ عَلَيكِ يا مَرْيَم... (Ave, Maria,…).



Fonte: RV

PAPA DISCURSA PARA OS LÍDERES POLÍTICOS E RELIGIOSOS DO LÍBANO



Discurso do Papa aos líderes políticos e religiosos do Líbano






Baabda (RV)


- Segue, na íntegra, o discurso proferido por Bento XVI no Palácio Presidencial, em Baabda, aos membros do Governo e das Instituições da República, ao Corpo Diplomático, aos líderes religiosos e representantes do mundo da cultura.

Senhor Presidente da República,Ilustres Autoridades parlamentares, governamentais, institucionais e políticas do Líbano,Senhoras e Senhores Chefes das Missões Diplomáticas,Beatitudes, Responsáveis religiosos,Amados Irmãos no Episcopado,Senhoras, Senhores, queridos amigos! سَلامي أُعطيكُم [dou-vos a minha paz] (Jo 14, 27)!

É com estas palavras de Jesus Cristo que desejo saudar-vos, agradecido pelo vosso acolhimento e a vossa presença. Agradeço-lhe, Senhor Presidente, não só as palavras cordiais, mas também o facto de ter permitido este encontro.

Acabo, juntamente com Vossa Excelência, de plantar um cedro do Líbano, símbolo do vosso lindo país. Vendo esta pequena planta e os cuidados de que necessitará para se tornar robusta e lançar os seus ramos majestosos, pensei no vosso país e seu destino, nos libaneses e suas esperanças, em todas as pessoas desta Região do mundo que parece conhecer as dores dum parto sem fim.

Então pedi a Deus que vos abençoe, abençoe o Líbano e abençoe todos os habitantes desta Região que viu nascer grandes religiões e nobres culturas. Por que motivo escolheu Deus esta Região? Porque vive ela em turbulência? Parece-me que Deus a escolheu para servir de exemplo, para testemunhar ao mundo a possibilidade concreta que o homem tem de viver o seu anelo de paz e reconciliação; inscrita desde sempre no plano divino, esta aspiração foi impressa por Deus no coração do homem.

É da paz que vos desejo falar, porque Jesus disse: سَلامي أُعطيكُم [dou-vos a minha paz] .
O que faz rico um país são, antes de mais nada, as pessoas que nele vivem.
De cada uma e todas juntas, depende o seu futuro e a sua capacidade de se comprometer pela paz. Tal compromisso só será possível numa sociedade unida.

No entanto, a unidade não é a uniformidade. O que assegura a coesão da sociedade é o respeito constante pela dignidade de cada pessoa e a participação responsável de cada um segundo as próprias capacidades, pondo a render o que há em si de melhor. A fim de assegurar o dinamismo necessário para construir e consolidar a paz, é preciso retornar incansavelmente aos fundamentos do ser humano.

A dignidade do homem é inseparável do carácter sagrado da vida, que o Criador lhe deu. No desígnio de Deus, cada pessoa é única e insubstituível. Vem ao mundo numa família, que é o seu primeiro lugar de humanização e sobretudo a primeira educadora para a paz. Por isso, para construir a paz, a nossa atenção deve fixar-se sobre a família a fim de facilitar a sua tarefa, para assim a apoiar e consequentemente promover por toda a parte uma cultura da vida.

A eficácia do compromisso a favor da paz depende do conceito que o mundo possa ter da vida humana. Se queremos a paz, defendamos a vida. Esta lógica desabona não só a guerra e as acções terroristas, mas também qualquer atentado contra a vida do ser humano, criatura querida por Deus.

A indiferença ou a negação daquilo que constitui a verdadeira natureza do homem impedem o respeito desta gramática que é a lei natural inscrita no coração humano (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2007, n. 3). A grandeza e a razão de ser de cada pessoa só se encontram em Deus. Assim, o reconhecimento incondicional da dignidade de cada ser humano, de cada um de nós, e do carácter sagrado da vida responsabiliza-nos a todos diante de Deus.

Portanto, devemos unir os nossos esforços para desenvolver uma sã antropologia que integre a unidade da pessoa. Sem isso, não é possível construir a paz autêntica.Embora mais evidentes nos países que conhecem conflitos armados – estas guerras repletas de bazófia e de horrores –, os atentados à integridade e à vida das pessoas existem também noutros países.

O desemprego, a pobreza, a corrupção e tudo o mais que se lhes vem juntar como a exploração, os tráficos ilícitos de toda a espécie e o terrorismo acarretam, para além do sofrimento inaceitável dos que são as suas vítimas, um enfraquecimento do potencial humano. A lógica económica e financeira quer continuamente impor-nos o seu jugo e fazer prevalecer o ter sobre o ser.

Mas cada vida humana que se perde é uma perda para a humanidade inteira. Esta é uma grande família, da qual todos somos responsáveis. Algumas ideologias, pondo em questão de maneira directa ou indirecta, e mesmo legalmente, o valor inalienável de cada pessoa e o fundamento natural da família, minam os alicerces da sociedade. Devemos estar conscientes destes atentados contra a construção e a harmonia da convivência social.

O único antídoto para tudo isto é uma solidariedade efectiva: solidariedade para rejeitar o que impede o respeito por todo o ser humano, solidariedade para apoiar as políticas e iniciativas que visam unir os povos de forma honesta e justa. É bom ver as acções de cooperação e de verdadeiro diálogo que constroem uma nova maneira de viver juntos.

Uma melhor qualidade de vida e desenvolvimento integral não é possível senão numa partilha das riquezas e das competências, respeitando a dignidade de cada um. Mas tal estilo de convivência social, sereno e dinâmico, não pode existir sem a confiança no outro, seja ele quem for. Hoje, as diferenças culturais, sociais, religiosas devem levar a viver um novo tipo de fraternidade, onde aquilo que une é justamente o sentido comum da grandeza de cada pessoa e o dom que ela constitui para si mesma, para os outros e para a humanidade.

Está aqui o caminho da paz. Aqui está o compromisso que nos é pedido. Aqui está a orientação que deve presidir às escolhas políticas e económicas nos seus diversos níveis e a escala planetária.Deste modo, a fim de patentear às novas gerações um futuro de paz, a primeira tarefa é educar para a paz, construindo uma cultura de paz.

A educação, na família ou na escola, deve ser, antes de mais nada, educação para os valores espirituais que conferem à transmissão do saber e das tradições duma cultura o seu sentido e a sua força. O espírito humano possui o gosto inato do belo, do bom e do verdadeiro; é o selo do divino, a marca de Deus nele!

Desta aspiração universal deriva uma concepção moral firme e justa, que sempre coloca a pessoa no centro. Mas é só na liberdade que o homem se pode voltar para o bem, porque «a dignidade do homem exige que ele proceda segundo a própria consciência e por livre adesão, ou seja, movido e induzido pessoalmente desde dentro e não levado por cegos impulsos interiores ou por mera coacção externa» (Gaudium et spes, 17).

A tarefa da educação é acompanhar a maturação da capacidade de fazer escolhas livres e justas, que possam ir contra-corrente relativamente às opiniões generalizadas, às modas, às ideologias políticas e religiosas. A consolidação duma cultura de paz tem este preço. Obviamente é necessário banir a violência verbal ou física; é sempre um ultraje à dignidade humana, tanto do agressor como da vítima.

Além disso, ao valorizar as obras de paz e o seu influxo no bem comum, cria-se também o interesse pela paz. Como testemunha a história, tais gestos de paz desempenham papel considerável na vida social, nacional e internacional.

Assim a educação para a paz formará homens e mulheres generosos e rectos, solícitos para com todos mas particularmente com as pessoas mais débeis. Pensamentos de paz, palavras de paz e gestos de paz criam uma atmosfera de respeito, honestidade e cordialidade, onde os erros e as ofensas podem ser reconhecidos com verdade, para avançar juntos rumo à reconciliação.

Peço aos estadistas e aos responsáveis religiosos que reflictam nisto. Devemos estar bem cientes de que o mal não é uma força anónima que actua no mundo de forma impessoal ou determinista. O mal, o demónio, passa através da liberdade humana, através do uso da nossa liberdade; procura um aliado, o homem: o mal precisa dele para se espalhar.

E assim, depois de ter violado o primeiro mandamento, o amor a Deus, vem para perverter o segundo, o amor ao próximo. Com ele, o amor ao próximo desaparece, deixando o lugar à mentira e à inveja, ao ódio e à morte. Mas é possível não se deixar vencer pelo mal, e vencer o mal com o bem (cf. Rm 12, 21).

Somos chamados a esta conversão do coração; sem ela, as «libertações» humanas tão desejadas decepcionam, porque se movem no espaço reduzido que lhes concede a mesquinhez do espírito do homem, a sua dureza, as suas intolerâncias, os seus favoritismos, os seus desejos de vingança e os seus instintos de morte.

É necessária a transformação nas profundezas do espírito e do coração para reencontrar uma certa clarividência e imparcialidade, o sentido profundo da justiça e do bem comum. Um olhar novo e mais livre tornar-nos-á capazes de analisar e questionar sistemas humanos que levam a becos sem saída, a fim de se avançar tendo em conta o passado para não mais o repetir com os seus efeitos devastadores.

Esta conversão requerida é exaltante, porque abre possibilidades ao fazer apelo aos inúmeros recursos presentes no coração de tantos homens e mulheres ansiosos de viver em paz e dispostos a comprometer-se pela paz. Esta, porém, é particularmente exigente: trata-se de dizer não à vingança, reconhecer os próprios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e, finalmente, perdoar. Porque só o perdão dado e recebido coloca os alicerces duradouros da reconciliação e da paz para todos (cf. Rm 12, 16b.18).

Só assim pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a estima de umas pelas outras sem complexos de superioridade e no respeito pelos direitos de cada uma. No Líbano, há séculos que o cristianismo e o islão habitam no mesmo espaço. Não é raro ver, na mesma família, as duas religiões.

Se, numa mesma família, isto é possível, por que não o haveria de ser ao nível da sociedade inteira? A especificidade do Médio Oriente reside na secular amálgama de componentes diversas. É certo que também se combateram, infelizmente! Uma sociedade pluralista só existe por causa do respeito recíproco, do desejo de conhecer o outro e do diálogo contínuo.

Este diálogo entre os homens O diálogo só é possível com a consciência de que há valores comuns a todas as grandes culturas, porque estas estão radicadas na natureza da pessoa humana. Estes valores, que formam um substrato comum, exprimem os traços autênticos e característicos da humanidade; pertencem aos direitos de cada ser humano.

As diversas religiões prestam uma decisiva contribuição para a afirmação da sua existência. Não esqueçamos que a liberdade religiosa é o direito fundamental, de que muitos outros dependem. Para toda e qualquer pessoa deve ser possível professar e viver livremente a própria religião sem pôr em perigo a sua vida e liberdade.

A perda ou a diminuição desta liberdade priva a pessoa do direito sagrado a uma vida íntegra no plano espiritual. A chamada tolerância não elimina as discriminações; antes, por vezes até as reforça. E, sem a abertura ao transcendente que permite encontrar resposta para os interrogativos do próprio coração sobre o sentido da vida e sobre como viver de forma moral, o homem torna-se incapaz de agir segundo a justiça e comprometer-se em prol da paz. A liberdade religiosa tem uma dimensão social e política indispensável para a paz: promove uma coexistência e uma vida harmoniosas através do compromisso comum ao serviço de causas nobres e na busca da verdade que não se impõe pela violência, mas pela «sua própria força» (Dignitatis humanae, 1), aquela Verdade que é Deus.

Eis o motivo por que a fé viva conduz invariavelmente ao amor. A fé autêntica não pode levar à morte. O obreiro de paz é humilde e justo. Por isso, os crentes têm hoje um papel essencial: dar testemunho da paz que vem de Deus e que é um dom concedido a todos na vida pessoal, familiar, social, política e económica (cf. Mt 5, 9; Heb 12, 14).

A inércia dos homens de bem não deve permitir que o mal triunfe. O pior de tudo é não fazer nada!Estas breves reflexões sobre a paz, a sociedade, a dignidade da pessoa, sobre os valores da família e da vida, sobre o diálogo e a solidariedade não podem permanecer ideais simplesmente enunciados; podem e devem ser vividos.

Estamos no Líbano e é aqui que devem ser vividos. O Líbano é chamado, agora mais do que nunca, a ser um exemplo. Por isso vos convido a vós, políticos, diplomatas, religiosos, homens e mulheres do mundo da cultura, a dar testemunho ao vosso redor e com coragem, em tempo favorável e fora dele, de que Deus quer a paz, de que Deus nos confia a paz. سَلامي أُعطيكُم [dou-vos a minha paz] – diz Jesus Cristo (Jo 14, 27)!
Que Deus vos abençoe. Obrigado!

Fonte: RV

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Fonte: RV


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

PAPA BENTO XVI ASSINA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL PARA O IGREJA DO ORIENTE MÉDIO



Papa assina Exortação apostólica pós-sinodal para a Igreja no Oriente Médio



Harissa (RV)



- Bento XVI encontra-se, no Líbano, em sua 24ª viagem apostólica internacional. Nesta tarde, o Papa foi acolhido pelo Patriarca greco-melquita, Gregorios III Laham, na Basílica de São Paulo, em Harissa, e ali assinou a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente.Antes da assinatura, o Santo Padre proferiu seu discurso ao presidente do país, aos patriarcas e bispos do Líbano, aos membros do Conselho Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, aos representantes do mundo da cultura e da sociedade civil, aos membros das delegações ortodoxa, muçulmana e drusa, e a toda a comunidade greco-melquita. O Papa frisou que a data de hoje, Festa da Exaltação da Santa Cruz, cuja celebração nasceu no Oriente em 335, coincide com a assinatura do documento."Para um cristão, exaltar a Cruz quer dizer entrar em comunhão com a totalidade do amor incondicional de Deus pelo homem; é fazer um ato de fé. Exaltar a Cruz, na perspectiva da Ressurreição, é desejar viver e manifestar a totalidade deste amor; é fazer um ato de amor. Exaltar a Cruz leva ao compromisso de ser arauto da comunhão fraterna e eclesial, fonte do verdadeiro testemunho cristão; é fazer um ato de esperança" – destacou Bento XVI.O Papa recordou que os Padres sinodais, analisando a situação das Igrejas no Oriente Médio, refletiram sobre as alegrias, temores e esperanças dos discípulos de Cristo nessa terra. "A Exortação Ecclesia in Medio Oriente permite repensar o presente para considerar o futuro com o próprio olhar de Cristo. Com as suas orientações bíblicas e pastorais, com o seu convite a um aprofundamento espiritual e eclesiológico, com a renovação litúrgica e catequética preconizada, com os seus apelos ao diálogo, pretende traçar um caminho para chegar ao essencial: o seguimento de Cristo, num contexto difícil, e por vezes doloroso, que poderia fazer surgir a tentação de ignorar ou esquecer a Cruz gloriosa. Mas é precisamente então que é necessário celebrar a vitória do amor sobre o ódio, do perdão sobre a vingança, do serviço sobre a prepotência, da humildade sobre o orgulho, da unidade sobre a divisão" - sublinhou o pontífice.O Santo Padre ressaltou que "a Exortação abre ao verdadeiro diálogo inter-religioso fundado na fé em Deus Uno e Criador" e "quer contribuir a um ecumenismo repleto de ardor humano, espiritual e caritativo". O Papa recordou que a Exortação quer ajudar os discípulos de Cristo a serem protagonistas ativos da fé através da comunhão e do testemunho.Com esses sentimentos de esperança e encorajamento, Bento XVI entregará a Exortação apostólica, no próximo domingo, à Igreja no Oriente Médio. (MJ)
Papa assina Exortação apostólica pós-sinodal para a Igreja no Oriente MédioHarissa (RV) - Bento XVI encontra-se, no Líbano, em sua 24ª viagem apostólica internacional. Nesta tarde, o Papa foi acolhido pelo Patriarca greco-melquita, Gregorios III Laham, na Basílica de São Paulo, em Harissa, e ali assinou a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente.Antes da assinatura, o Santo Padre proferiu seu discurso ao presidente do país, aos patriarcas e bispos do Líbano, aos membros do Conselho Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, aos representantes do mundo da cultura e da sociedade civil, aos membros das delegações ortodoxa, muçulmana e drusa, e a toda a comunidade greco-melquita. O Papa frisou que a data de hoje, Festa da Exaltação da Santa Cruz, cuja celebração nasceu no Oriente em 335, coincide com a assinatura do documento."Para um cristão, exaltar a Cruz quer dizer entrar em comunhão com a totalidade do amor incondicional de Deus pelo homem; é fazer um ato de fé. Exaltar a Cruz, na perspectiva da Ressurreição, é desejar viver e manifestar a totalidade deste amor; é fazer um ato de amor. Exaltar a Cruz leva ao compromisso de ser arauto da comunhão fraterna e eclesial, fonte do verdadeiro testemunho cristão; é fazer um ato de esperança" – destacou Bento XVI.O Papa recordou que os Padres sinodais, analisando a situação das Igrejas no Oriente Médio, refletiram sobre as alegrias, temores e esperanças dos discípulos de Cristo nessa terra. "A Exortação Ecclesia in Medio Oriente permite repensar o presente para considerar o futuro com o próprio olhar de Cristo. Com as suas orientações bíblicas e pastorais, com o seu convite a um aprofundamento espiritual e eclesiológico, com a renovação litúrgica e catequética preconizada, com os seus apelos ao diálogo, pretende traçar um caminho para chegar ao essencial: o seguimento de Cristo, num contexto difícil, e por vezes doloroso, que poderia fazer surgir a tentação de ignorar ou esquecer a Cruz gloriosa. Mas é precisamente então que é necessário celebrar a vitória do amor sobre o ódio, do perdão sobre a vingança, do serviço sobre a prepotência, da humildade sobre o orgulho, da unidade sobre a divisão" - sublinhou o pontífice.O Santo Padre ressaltou que "a Exortação abre ao verdadeiro diálogo inter-religioso fundado na fé em Deus Uno e Criador" e "quer contribuir a um ecumenismo repleto de ardor humano, espiritual e caritativo". O Papa recordou que a Exortação quer ajudar os discípulos de Cristo a serem protagonistas ativos da fé através da comunhão e do testemunho.Com esses sentimentos de esperança e encorajamento, Bento XVI entregará a Exortação apostólica, no próximo domingo, à Igreja no Oriente Médio. (MJ)


Fonte: RV