Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador Bento XVI . viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bento XVI . viagem. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de setembro de 2012

PAPA DISCURSA PARA OS LÍDERES POLÍTICOS E RELIGIOSOS DO LÍBANO



Discurso do Papa aos líderes políticos e religiosos do Líbano






Baabda (RV)


- Segue, na íntegra, o discurso proferido por Bento XVI no Palácio Presidencial, em Baabda, aos membros do Governo e das Instituições da República, ao Corpo Diplomático, aos líderes religiosos e representantes do mundo da cultura.

Senhor Presidente da República,Ilustres Autoridades parlamentares, governamentais, institucionais e políticas do Líbano,Senhoras e Senhores Chefes das Missões Diplomáticas,Beatitudes, Responsáveis religiosos,Amados Irmãos no Episcopado,Senhoras, Senhores, queridos amigos! سَلامي أُعطيكُم [dou-vos a minha paz] (Jo 14, 27)!

É com estas palavras de Jesus Cristo que desejo saudar-vos, agradecido pelo vosso acolhimento e a vossa presença. Agradeço-lhe, Senhor Presidente, não só as palavras cordiais, mas também o facto de ter permitido este encontro.

Acabo, juntamente com Vossa Excelência, de plantar um cedro do Líbano, símbolo do vosso lindo país. Vendo esta pequena planta e os cuidados de que necessitará para se tornar robusta e lançar os seus ramos majestosos, pensei no vosso país e seu destino, nos libaneses e suas esperanças, em todas as pessoas desta Região do mundo que parece conhecer as dores dum parto sem fim.

Então pedi a Deus que vos abençoe, abençoe o Líbano e abençoe todos os habitantes desta Região que viu nascer grandes religiões e nobres culturas. Por que motivo escolheu Deus esta Região? Porque vive ela em turbulência? Parece-me que Deus a escolheu para servir de exemplo, para testemunhar ao mundo a possibilidade concreta que o homem tem de viver o seu anelo de paz e reconciliação; inscrita desde sempre no plano divino, esta aspiração foi impressa por Deus no coração do homem.

É da paz que vos desejo falar, porque Jesus disse: سَلامي أُعطيكُم [dou-vos a minha paz] .
O que faz rico um país são, antes de mais nada, as pessoas que nele vivem.
De cada uma e todas juntas, depende o seu futuro e a sua capacidade de se comprometer pela paz. Tal compromisso só será possível numa sociedade unida.

No entanto, a unidade não é a uniformidade. O que assegura a coesão da sociedade é o respeito constante pela dignidade de cada pessoa e a participação responsável de cada um segundo as próprias capacidades, pondo a render o que há em si de melhor. A fim de assegurar o dinamismo necessário para construir e consolidar a paz, é preciso retornar incansavelmente aos fundamentos do ser humano.

A dignidade do homem é inseparável do carácter sagrado da vida, que o Criador lhe deu. No desígnio de Deus, cada pessoa é única e insubstituível. Vem ao mundo numa família, que é o seu primeiro lugar de humanização e sobretudo a primeira educadora para a paz. Por isso, para construir a paz, a nossa atenção deve fixar-se sobre a família a fim de facilitar a sua tarefa, para assim a apoiar e consequentemente promover por toda a parte uma cultura da vida.

A eficácia do compromisso a favor da paz depende do conceito que o mundo possa ter da vida humana. Se queremos a paz, defendamos a vida. Esta lógica desabona não só a guerra e as acções terroristas, mas também qualquer atentado contra a vida do ser humano, criatura querida por Deus.

A indiferença ou a negação daquilo que constitui a verdadeira natureza do homem impedem o respeito desta gramática que é a lei natural inscrita no coração humano (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2007, n. 3). A grandeza e a razão de ser de cada pessoa só se encontram em Deus. Assim, o reconhecimento incondicional da dignidade de cada ser humano, de cada um de nós, e do carácter sagrado da vida responsabiliza-nos a todos diante de Deus.

Portanto, devemos unir os nossos esforços para desenvolver uma sã antropologia que integre a unidade da pessoa. Sem isso, não é possível construir a paz autêntica.Embora mais evidentes nos países que conhecem conflitos armados – estas guerras repletas de bazófia e de horrores –, os atentados à integridade e à vida das pessoas existem também noutros países.

O desemprego, a pobreza, a corrupção e tudo o mais que se lhes vem juntar como a exploração, os tráficos ilícitos de toda a espécie e o terrorismo acarretam, para além do sofrimento inaceitável dos que são as suas vítimas, um enfraquecimento do potencial humano. A lógica económica e financeira quer continuamente impor-nos o seu jugo e fazer prevalecer o ter sobre o ser.

Mas cada vida humana que se perde é uma perda para a humanidade inteira. Esta é uma grande família, da qual todos somos responsáveis. Algumas ideologias, pondo em questão de maneira directa ou indirecta, e mesmo legalmente, o valor inalienável de cada pessoa e o fundamento natural da família, minam os alicerces da sociedade. Devemos estar conscientes destes atentados contra a construção e a harmonia da convivência social.

O único antídoto para tudo isto é uma solidariedade efectiva: solidariedade para rejeitar o que impede o respeito por todo o ser humano, solidariedade para apoiar as políticas e iniciativas que visam unir os povos de forma honesta e justa. É bom ver as acções de cooperação e de verdadeiro diálogo que constroem uma nova maneira de viver juntos.

Uma melhor qualidade de vida e desenvolvimento integral não é possível senão numa partilha das riquezas e das competências, respeitando a dignidade de cada um. Mas tal estilo de convivência social, sereno e dinâmico, não pode existir sem a confiança no outro, seja ele quem for. Hoje, as diferenças culturais, sociais, religiosas devem levar a viver um novo tipo de fraternidade, onde aquilo que une é justamente o sentido comum da grandeza de cada pessoa e o dom que ela constitui para si mesma, para os outros e para a humanidade.

Está aqui o caminho da paz. Aqui está o compromisso que nos é pedido. Aqui está a orientação que deve presidir às escolhas políticas e económicas nos seus diversos níveis e a escala planetária.Deste modo, a fim de patentear às novas gerações um futuro de paz, a primeira tarefa é educar para a paz, construindo uma cultura de paz.

A educação, na família ou na escola, deve ser, antes de mais nada, educação para os valores espirituais que conferem à transmissão do saber e das tradições duma cultura o seu sentido e a sua força. O espírito humano possui o gosto inato do belo, do bom e do verdadeiro; é o selo do divino, a marca de Deus nele!

Desta aspiração universal deriva uma concepção moral firme e justa, que sempre coloca a pessoa no centro. Mas é só na liberdade que o homem se pode voltar para o bem, porque «a dignidade do homem exige que ele proceda segundo a própria consciência e por livre adesão, ou seja, movido e induzido pessoalmente desde dentro e não levado por cegos impulsos interiores ou por mera coacção externa» (Gaudium et spes, 17).

A tarefa da educação é acompanhar a maturação da capacidade de fazer escolhas livres e justas, que possam ir contra-corrente relativamente às opiniões generalizadas, às modas, às ideologias políticas e religiosas. A consolidação duma cultura de paz tem este preço. Obviamente é necessário banir a violência verbal ou física; é sempre um ultraje à dignidade humana, tanto do agressor como da vítima.

Além disso, ao valorizar as obras de paz e o seu influxo no bem comum, cria-se também o interesse pela paz. Como testemunha a história, tais gestos de paz desempenham papel considerável na vida social, nacional e internacional.

Assim a educação para a paz formará homens e mulheres generosos e rectos, solícitos para com todos mas particularmente com as pessoas mais débeis. Pensamentos de paz, palavras de paz e gestos de paz criam uma atmosfera de respeito, honestidade e cordialidade, onde os erros e as ofensas podem ser reconhecidos com verdade, para avançar juntos rumo à reconciliação.

Peço aos estadistas e aos responsáveis religiosos que reflictam nisto. Devemos estar bem cientes de que o mal não é uma força anónima que actua no mundo de forma impessoal ou determinista. O mal, o demónio, passa através da liberdade humana, através do uso da nossa liberdade; procura um aliado, o homem: o mal precisa dele para se espalhar.

E assim, depois de ter violado o primeiro mandamento, o amor a Deus, vem para perverter o segundo, o amor ao próximo. Com ele, o amor ao próximo desaparece, deixando o lugar à mentira e à inveja, ao ódio e à morte. Mas é possível não se deixar vencer pelo mal, e vencer o mal com o bem (cf. Rm 12, 21).

Somos chamados a esta conversão do coração; sem ela, as «libertações» humanas tão desejadas decepcionam, porque se movem no espaço reduzido que lhes concede a mesquinhez do espírito do homem, a sua dureza, as suas intolerâncias, os seus favoritismos, os seus desejos de vingança e os seus instintos de morte.

É necessária a transformação nas profundezas do espírito e do coração para reencontrar uma certa clarividência e imparcialidade, o sentido profundo da justiça e do bem comum. Um olhar novo e mais livre tornar-nos-á capazes de analisar e questionar sistemas humanos que levam a becos sem saída, a fim de se avançar tendo em conta o passado para não mais o repetir com os seus efeitos devastadores.

Esta conversão requerida é exaltante, porque abre possibilidades ao fazer apelo aos inúmeros recursos presentes no coração de tantos homens e mulheres ansiosos de viver em paz e dispostos a comprometer-se pela paz. Esta, porém, é particularmente exigente: trata-se de dizer não à vingança, reconhecer os próprios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e, finalmente, perdoar. Porque só o perdão dado e recebido coloca os alicerces duradouros da reconciliação e da paz para todos (cf. Rm 12, 16b.18).

Só assim pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a estima de umas pelas outras sem complexos de superioridade e no respeito pelos direitos de cada uma. No Líbano, há séculos que o cristianismo e o islão habitam no mesmo espaço. Não é raro ver, na mesma família, as duas religiões.

Se, numa mesma família, isto é possível, por que não o haveria de ser ao nível da sociedade inteira? A especificidade do Médio Oriente reside na secular amálgama de componentes diversas. É certo que também se combateram, infelizmente! Uma sociedade pluralista só existe por causa do respeito recíproco, do desejo de conhecer o outro e do diálogo contínuo.

Este diálogo entre os homens O diálogo só é possível com a consciência de que há valores comuns a todas as grandes culturas, porque estas estão radicadas na natureza da pessoa humana. Estes valores, que formam um substrato comum, exprimem os traços autênticos e característicos da humanidade; pertencem aos direitos de cada ser humano.

As diversas religiões prestam uma decisiva contribuição para a afirmação da sua existência. Não esqueçamos que a liberdade religiosa é o direito fundamental, de que muitos outros dependem. Para toda e qualquer pessoa deve ser possível professar e viver livremente a própria religião sem pôr em perigo a sua vida e liberdade.

A perda ou a diminuição desta liberdade priva a pessoa do direito sagrado a uma vida íntegra no plano espiritual. A chamada tolerância não elimina as discriminações; antes, por vezes até as reforça. E, sem a abertura ao transcendente que permite encontrar resposta para os interrogativos do próprio coração sobre o sentido da vida e sobre como viver de forma moral, o homem torna-se incapaz de agir segundo a justiça e comprometer-se em prol da paz. A liberdade religiosa tem uma dimensão social e política indispensável para a paz: promove uma coexistência e uma vida harmoniosas através do compromisso comum ao serviço de causas nobres e na busca da verdade que não se impõe pela violência, mas pela «sua própria força» (Dignitatis humanae, 1), aquela Verdade que é Deus.

Eis o motivo por que a fé viva conduz invariavelmente ao amor. A fé autêntica não pode levar à morte. O obreiro de paz é humilde e justo. Por isso, os crentes têm hoje um papel essencial: dar testemunho da paz que vem de Deus e que é um dom concedido a todos na vida pessoal, familiar, social, política e económica (cf. Mt 5, 9; Heb 12, 14).

A inércia dos homens de bem não deve permitir que o mal triunfe. O pior de tudo é não fazer nada!Estas breves reflexões sobre a paz, a sociedade, a dignidade da pessoa, sobre os valores da família e da vida, sobre o diálogo e a solidariedade não podem permanecer ideais simplesmente enunciados; podem e devem ser vividos.

Estamos no Líbano e é aqui que devem ser vividos. O Líbano é chamado, agora mais do que nunca, a ser um exemplo. Por isso vos convido a vós, políticos, diplomatas, religiosos, homens e mulheres do mundo da cultura, a dar testemunho ao vosso redor e com coragem, em tempo favorável e fora dele, de que Deus quer a paz, de que Deus nos confia a paz. سَلامي أُعطيكُم [dou-vos a minha paz] – diz Jesus Cristo (Jo 14, 27)!
Que Deus vos abençoe. Obrigado!

Fonte: RV

ACOMPANHE A VIAGEM DO PAPA AO LÍBANO


Acompanhe a viagem do Papa Bento XVI AO LÍBANO, com fotos, notícias e vídeos, diretamente da Radio Vaticano.

Basta clicar na imagem abaixo:

Fonte: RV


sábado, 18 de setembro de 2010

SANTA SÉ E REINO UNIDO REFORÇAM COLABORAÇÃO

Santa Sé e Governo do Reino Unido reforçam colaboração
Educação, desenvolvimento e ecologia são campos com preocupações comuns

.................................................

Representantes da Santa Sé e do governo do Reino Unido aproveitaram a visita de Bento XVI a este país para reforçar laços bilaterais de cooperação em áreas como a ajuda ao desenvolvimento, a educação ou a defesa do ambiente.
Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, a questão esteve em debate no breve encontro deste Sábado, 18 de Setembro, entre o Papa e o primeiro-ministro britânico, David Cameron.
Bento XVI encontrou-se hoje durante vinte minutos com Cameron, a quem apresentou as condolências pela morte do pai, bem como com o o segundo membro do governo de coligação, Nick Clegg, e o líder da oposição trabalhista, Harriet Harman.
Clegg foi acompanhado pela sua mulher, a espanhola Miriam González e os três filhos, católicos.
Harriet Harman, afirmou, depois de se reunir com o Papa que tinham falado das "lutas a favor da justiça social nas quais estiveram juntos católicos e trabalhistas".
“Tudo correu como previsto, num breve, familiar e amigável conversa”, referiu o padre Federico Lombardi, a respeito dos encontros.
Durante as reuniões, no palácio da Arqudiocese de Westminste, em Londres, houve espaço para uma troca de presentes, na qual o Papa ofereceu aos políticos algumas medalhas do pontificado.
David Cameron ofereceu uma cópia da primeira edição da “Apologia” do Cardeal Newman, datada de 1864, acompanhada por um recorte de imprensa sobre uma cerimónia a que o Cardeal presidiu em Birmingham, onde este Domingo vai decorrer a sua beatificação.
Na noite de Sexta-feira tivera lugar uma recepção oficial do Governo do Reino Unido à delegação da Santa Sé que acompanha o Papa, com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, William Hague, e do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.
Em comunicado conjunto, os participantes assinalam o compromisso das duas partes em “pôr fim à pobreza e ao subdesenvolvimento”, apontando o dedo aos “sofrimentos desnecessários provocados pela fome, as doenças e o analfabetismo”.

Fonte: Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PAPA LAMENTA A MARGIMALIZAÇÃO DO CRISTIANISMO

Religião não pode ser excluída do espaço público, diz Bento XVI
Papa convida à cooperação entre a Igreja e as autoridades públicas, lamentando «marginalização» do cristianismo


Bento XVI defendeu esta Sexta-feira em Londres que a a religião não é “um problema a resolver”, mas sim “um factor que contribui de modo vital para o debate público”, lamentando a “crescente marginalização” das religiões, em particular do cristianismo.

"Não posso deixar de declarar a minha preocupação perante a crescente marginalização da religião, particularmente do cristianismo, que está a acontecer em muitos espaços, mesmo em nações que dão grande destaque à tolerância", disse diante de representantes da sociedade civil, do mundo académico, cultural e do corpo diplomático, bem como de líderes religiosos do Reino Unido.

No discurso proferido no Westminster Hall, ponto alto deste dia 17 de Setembro, em Londres, o Papa falou sobre o lugar das convicções religiosas nas escolhas políticas e na aplicação de “princípios morais objectivos”.

“Se os princípios morais que sustentam o processo democrático não assentam sobre algo mais sólido do que o consenso social, então a fragilidade do processo revela-se em toda a sua evidência. Aqui se encontra o verdadeiro desafio para a democracia”, alertou.

Segundo a tradição católica, recordou, “as normas objectivas que governam o recto agir são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”.

“O papel da religião no debate político não é, portanto, fornecer tais normas, nem muito menos propor soluções políticas concretas, absolutamente fora da sua competência, mas sim ajudar a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão na descoberta dos princípios morais objectivos”, precisou.

Bento XVI descreveu, assim, o que chamou de princípio “correctivo” da religião em relação à razão, alertando para o sectarismo e o fundamentalismo, “formas distorcidas da religião” que podem levar à sua exclusão da vida pública.

“O mundo da razão e o mundo da fé – o mundo da secularidade racional e o mundo do credo religioso – têm necessidade um do outro e não deveriam ter medo de entrar num diálogo profundo e contínuo, para o bem da nossa sociedade”, indicou.

O Papa convidou os líderes políticos e religiosos presentes no Westminster Hall a “procurar vias para promover e encorajar o diálogo entre fé e razão, a todos os níveis da vida nacional”.
Nesse sentido, destacou os principais campos de cooperação entre a Santa Sé e o Reino Unido, como a “paz”, o “desenvolvimento” e a “responsabilidade ambiental”.

“Estou convencido de que também neste país há muitas áreas em que a Igreja e as autoridades públicas podem trabalhar em conjunto pelo bem dos cidadãos”, declarou.

Bento XVI pediu que as comunidades religiosas possam ser “livres para agir de acordo com os seus próprios princípios e convicções específicas”, para o qual necessitam de “liberdade religiosa, liberdade de consciência e liberdade de associação”.

O Papa visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

Octávio Carmo, Agência ECCLESIA, em Londres


Fonte: Ag Ecclesia

PAPA RECORDA MARY WARD, FUNDADORA DAS JESUITINAS

PAPA RECORDA MARY WARD, FUNDADORA DAS "JESUITINAS", ACUSADA DE HERESIA

Londres, 17 set (RV)
– No discurso feito esta manhã, na St. Mary's University College, de Twickenham, em Londres, aos religiosos e religiosas que ensinam nas escolas católicas, Bento XVI recordou a figura de Mary Ward, fundadora da congregação das "Damas Inglesas" também conhecidas como "jesuitinas".
"Olhando em torno – disse o pontífice – vejo muitos religiosos de vida apostólica, cujo carisma compreende a educação dos jovens. Isso me oferece a oportunidade de dar graças a Deus pela vida e obra da Venerável Mary Ward, oriunda destas terras, cuja visão pioneira da vida religiosa apostólica para as mulheres deu tantos frutos.
Eu mesmo – sublinhou Bento XVI – quando jovem, fui educado pelas "Damas Inglesas" e tenho para com elas um profundo débito de gratidão."Mary Ward foi reconhecida Serva de Deus por meio de um decreto assinado no ano passado, pelo papa, tornando-a Venerável.
Esse reconhecimento é o primeiro passo rumo à canonização de uma mulher e de uma religiosa que, em vida, foi olhada com maus olhos por parte da Igreja, que a acusou até mesmo de heresia e fechou a congregação por ela fundada.
Nascida na Inglaterra, na época das perseguições anticatólicas, Mary Ward foi para a França, para dedicar-se à vida religiosa, mas recusou-se a limitar-se à vida contemplativa à qual todas as religiosas eram obrigadas em razão da Contrarreforma, e em 1609, abriu uma escola na França, com o objetivo de educar as adolescentes.
A iniciativa – revolucionária para a época – teve grande sucesso e as "Damas Inglesas" – como eram conhecidas as religiosas de Mary Ward – difundiram-se rapidamente. Foi o Papa Paulo V (1605-1621)que reconheceu a nova congregação, modelada a exemplo dos Jesuítas – daí o apelido "jesuitinas" com o qual elas são conhecidas.Seus sucessores, todavia, viram com maus olhos a nova congregação, pela isenção da obrigação da clausura, pela dependência direta do Papa e pela semelhança com os Jesuítas.
O Papa Urbano VIII (1623-1644) em 1631, suprimiu a congregação, acusando Mary Ward de heresia, acusação pela qual ela foi presa.
Mary Ward recusou-se a assinar uma confissão e, mais tarde, pôde voltar a abrir escolas na França e na Inglaterra, todavia a congregação – com seu nome mudado para Congregação da Beatíssima Virgem Maria – foi reconhecida pelo Papa Clemente XI (1700-1721) apenas em 1703, mas teve que esperar três séculos – até 2003 – para poder adotar o nome de Congregatio Jesu (Congregação de Jesus) explicitando, assim, a própria inspiração nas regras de Santo Inácio de Loyola e da Companhia de Jesus. (AF)
Fonte: RV

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PAPA JÁ SE ENCONTRA EM LONDRES

Papa chegou a Londres
Esta Sexta-feira o Papa vai proferir cinco discursos e uma saudação

Bento XVI chegou pelas 21h05 (hora local) ao aeroporto de Heathrow, em Londres, procedente de Glasgow, na Escócia.

O Papa deixou as instalações aeroportuárias às 21h27, tendo sido transportado em automóvel fechado para a Nunciatura Apostólica (representação diplomática da Santa Sé), onde pernoita.
O programa de Sexta-feira de Bento XVI, que decorrerá inteiramente na capital do Reino Unido, começa às 8h00 (hora de Lisboa e Londres), com a celebração de missa privada na Nunciatura.

Pelas 10h00 está agendado o encontro com o mundo da educação católica, na Capela e no Campo Desportivo do colégio universitário Saint Mary’s, e pelas 11h30, no mesmo estabelecimento de ensino, o Papa reúne com líderes de outras religiões.

Depois do almoço, Bento XVI realiza uma visita de cortesia a Rowan Williams, arcebispo da Cantuária e sinal da unidade dos bispos e Igrejas de comunhão anglicana.

O edifício mais historicamente relevante do Parlamento acolhe, a partir das 17h10, o encontro do Papa com personalidades da sociedade civil e do mundo académico e cultural, bem como líderes religiosos e Corpo Diplomático.

A última etapa da agenda de Bento XVI para esta Sexta-feira é uma celebração ecuménica na Abadia de Westminster, marcada para as 18h15.

O Papa visita o Reino Unido entre 16 e 19 de Setembro, passando pelas cidades de Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

Fonte: Ag. Ecclesia