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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Quarta-feira de Cinzas

Quarta-feira de Cinzas

Você sabe de onde vêm as cinzas que recebemos na Quarta-Feira de Cinzas?
Você acha que é papel queimado? graveto queimado? carvão triturado?
Se você não sabe, as cinza vêm dos ramos bentos do Domingo de Ramos do ano anterior.
................................................foto de Fabian Lewkowicz

Quando recebemos os ramos no Domingo de Ramos, os levamos para as nossas casas e as colocamos junto aos nossos crucifixos de parede e ou junto aos nossos oratórios, mas com o tempo eles secam. Quando secam, não devemos jogá-los fora, pois foram bentos pelo sacerdote. Por isso, devemos entregá-los na igreja para que sejam queimados e transformados em cinzas, a fim de serem usadas no dia de Quarta-Feira de Cinzas do ano seguinte.
No dia de Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis são marcados na testa com as cinzas em forma de cruz ou a recebem um pouco sobre as suas cabeças, quando o secerdote pronuncia a seguinte frase, à sua escolha: - "Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás!" ou "Convertei-vos e crede no Evangelho!"


Bem, agora ofereceremos um belo artigo de um frade franciscano para que todos possam compreender melhor o significado deste dia:

"Um pouco mais de um mês, e vai chegar a festa mais importante do ano, a celebração do acontecimento central e máximo de toda a história da humanidade. Está se aproximando a Páscoa. E porque ela é tão grande, merece uma preparação à altura. Começa nesta quarta-feira a nossa preparação para a Páscoa. E como inauguramos esta preparação? Colocando cinza sobre a nossa cabeça, como sinal de penitência, isto é, como sinal de que estamos dispostos a nos alinharmos no caminho de Deus com seu projeto de justiça e paz para todos. Além disso, passamos esse dia fazendo jejum, também como sinal de penitência. Serão então quarenta dias de preparação: Quaresma…
Quarta-feira de cinzas! Celebramos neste dia o mistério do Deus misericordioso que acolhe nossa penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais, pecadoras. Conversão que consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir a ele, viver segundo o ensinamento do Senhor Jesus. Numa palavra, trata-se de entrar no caminho pascal de Jesus. “Convertei-vos, e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz (cf. Mc 14,15). Esta palavra, a gente ouve, recebendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato somos pó! Mas não reduzidos a pó!…
A fé em Jesus ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Quando o ser humano reconhece sua condição de criatura realmente necessitada da ação de Deus, em Cristo e no Espírito, então Jesus Cristo faz brotar vida de nossa condição mortal. Reconhecer-se assim, é entrar numa atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida.
Esta páscoa, a gente vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola ou partilha de bens e gestos solidários, no espírito do Sermão da Montanha. Páscoa que celebramos na Eucaristia, pela qual aclamamos Deus como aquele que, acolhendo nossa penitência, corrige nossos vícios, eleva nossos sentimentos, fortifica nosso espírito fraterno e, assim, nos dá a graça de nos aproximarmos do seu jeito misericordioso de ser, e nos garante uma eterna recompensa. Por isso que o sacerdote, em nome de toda a assembléia, canta na Oração Eucarística: “Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso…, vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados […]
Pela penitência da Quaresma, vós corrigis nossos vícios, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e nos garantis uma eterna recompensa” (Prefácio da Quaresma III e IV). Junto com a oferta total de Cristo ao Pai, pelo Espírito Santo, na Liturgia eucarística, une-se também a oferta de nossa penitência quaresmal. E Deus, por sua vez, nos recompensa com o corpo entregue e o sangue derramado de seu Filho Jesus, na santa comunhão.
Que o Cristo pascal nos ajude, para que o nosso jejum seja realmente agradável a Deus e nos sirva de remédio para a cura dos nossos vícios. E assim possamos celebrar dignamente a santa Páscoa de Cristo e nossa Páscoa.
Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
1. Qual o sentido da Quarta-feira de cinzas na vida do cristão?
2. Por que a Igreja usa cinzas no início da preparação para a Páscoa?
3. Que é importante cultivar na comunidade e nas celebrações, no tempo da Quaresma?"

Fonte: (www.cnbb.org.br - autor: Frei José Ariovaldo da Silva, OFM - texto com uma pequena modificação)

sábado, 5 de março de 2011

CONSTRUI SUA CASA SOBRE A ROCHA DO SENHOR

Liturgia da Palavra: Construir a casa sobre a rocha da Palavra do Senhor
Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração

SÃO PAULO, - Apresentamos o comentário à liturgia do próximo domingo – IX do Tempo Comum Dt 11, 18; 26-28; 32 - Rm 3, 21-25a; 28 - Mt 7, 21-27 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT.

* * *

DOMINGO IX DO TEMPO COMUM
Leituras: Dt 11, 18; 26-28; 32 - Rm 3, 21-25a; 28 - Mt 7, 21-27

“Quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática,... construiu sua casa sobre a rocha. Quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática... construiu sua casa sobre a areia” (Mt 7, 24-26).

“Uma passagem da espiritualidade do Deuteronômio, centrada sobre a fiel observância da Torá/Lei de Israel, como sinal de fidelidade sincera à aliança e garantia de felicidade, para a relação pessoal com Jesus, Palavra vivente do Pai, vivenciada na fé, rocha firme sobre a qual vai se construindo a casa da identidade e da verdadeira vida do discípulo”.
Poderíamos resumir assim o longo caminho que a Palavra de Deus deste domingo nos fornece; Palavra arraigada nos grandes horizontes do discurso da montanha, que nos acompanha há algumas semanas. O horizonte de vida delineado por Jesus está profundamente enraizado na tradição espiritual de Israel e, ao mesmo tempo, porém, o supera com sua radical novidade. O novo centro é a pessoa de Jesus e a relação vital que o discípulo é chamado a instaurar com ele e com o Pai no Espírito.
O caminho aberto por Jesus com sua experiência pessoal, e iluminado por seu ensinamento, visa alcançar a vida plena na liberdade dos filhos e das filhas do Pai. Este objetivo corresponde ao projeto original com o qual Deus “criou” e “moldou” o povo de Israel, como protótipo da nova humanidade, ao resgatá-lo da escravidão do Egito e da idolatria, e estabelecendo com ele uma relação privilegiada de aliança para a liberdade no amor.
O livro do Deuteronômio constitui uma reflexão teológica e espiritual sobre a grande experiência da libertação e do deserto, vivenciada por Israel sob a guia do Senhor, com a finalidade de sustentar e orientar o povo ao enfrentar os novos desafios que em cada geração encontra no seu caminho. Um texto central do livro coloca na boca de Moisés esta afirmação: “Tirou-nos daí... para nos dar a terra que havia prometido aos nossos pais. E nos mandou cumprir todos esses mandamentos... para nosso bem perpétuo, para que continuemos vivendo como hoje. Ficaremos justificados diante do Senhor nosso Deus, se pusermos em prática todos os mandamentos que nos ordenou” (Dt 6, 24-25). Estas palavras constituem quase com a síntese luminosa da fé de Israel e do ensino espiritual deste livro, e desenha o estatuto social do povo de Deus, coerente com aquela experiência fundamental. Esta visão unitária foi amadurecendo através da dura passagem do exílio em Babilônia, interpretado pelos autores do livro sagrado como punição divina pela infidelidade à aliança e à legislação que a acompanhava.
A memória da libertação da escravidão por iniciativa de Deus, o dom da lei/torá finalizada a orientar o bem-estar na sociedade, o estabelecimento na terra prometida aos antigos patriarcas, como lugar onde realizar o modelo da vida na liberdade e no serviço ao Senhor, constituem a nova perspectiva existencial de Israel, indicada de maneira taxativa pelo Deuteronômio: “Eis que ponho diante de vós benção e maldição: a benção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus que hoje vos prescrevo; a maldição, se desobedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus.... por seguirdes outros deuses, que não conhecíeis” (Dt 11, 26-28). É uma escolha sem alternativas, entre a vida e a morte. A observância da legislação sagrada é condição absoluta para instaurar a autêntica relação com o Senhor - “ficaremos justificados” (Dt 6,24) - e entre os membros do povo.
A palavra bíblica se faz apelo à liberdade e à responsabilidade de cada pessoa diante dos dons de Deus. Seguir o caminho indicado com cuidado paterno pelo Senhor, que liberta e dá a vida, como Israel experimentou na sua história, leva à realização da própria vocação original que é um chamado à liberdade e à felicidade. Desviar deste caminho e desta relação com o Senhor é seguir sonhos que não têm raiz nem consistência, e não produzem frutos de vida, mas de morte.
O caminho de interiorização da experiência histórica de libertação e da palavra gerada pela mesma experiência, nas mãos de “homens religiosos” foi perdendo sua linearidade. Os “intérpretes autorizados” da lei acabam deslocando a atenção da ação libertadora e salvífica do Senhor para a “observância” das prescrições da legislação e das suas interpretações, multiplicadas até regulamentar os pormenores da vida cotidiana.
Vai crescendo o pesadelo das normas e das tradições, originalmente nascidas para promover o autêntico espírito de serviço ao Senhor e de solidariedade com os demais, na liberdade e no amor. Perde-se a conexão das leis com sua raiz interior, fonte da vida. Como se a observância das normas e das tradições dos antigos pais tivesse a capacidade, em si mesma, de “justificar” a pessoa na sua relação com Deus e dar-lhe a vida.
Contra este processo de esvaziamento da energia vital da torá/lei, reagem vigorosamente os profetas e o próprio Jesus, como nos atestam os evangelhos, na dura polêmica com os escribas e os fariseus do seu tempo, sobre o sábado, o templo, os alimentos, o contato com os doentes, a relação com os pecadores, etc.
Contra todo formalismo religioso e jurídico, Jesus faz própria a invectiva de Isaías: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim; o culto que me prestam é inútil, pois a doutrina que ensinam são preceitos humanos” (Is 29, 13 - Mt 15, 8-9).
Jesus, pelo contrário, reivindica a coerência entre a vida, com suas escolhas e comportamentos cotidianos, e a vontade do Pai. Ela é a única maneira para responder com amor e autenticidade ao seu amor gratuito e fiel. Por isso o “mandamento” do amor se torna o “único” mandamento da Nova Aliança, pois ele é capaz de dar alento à vida inteira do discípulo e de orientá-la com a mesma intensidade para o Pai e para os irmãos. “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21). Tal é a vida de Jesus, a tal é chamado a tornar-se o discípulo.
Perspectiva talvez desanimadora. Quem poderia alcançar tal objetivo com as frágeis forças humanas? Aqui, porém, está a novidade absoluta da relação com Jesus, e através de Jesus, para com o Pai. É uma relação que transmite a vida mesma do Pai e de Jesus, através do seu Espírito, àqueles e àquelas que se alimentam da sua Palavra, e por ela se deixam guiar. Eles e elas chegam a constituir com Jesus a única, mais extensa e unida família, com o vínculo de uma consanguinidade espiritual: “Quem é minha mãe e meus irmãos? E, apontando com a mão os discípulos, disse: ‘Aí estão minha mãe e meus irmãos. Quem cumprir a vontade de meu Pai do céu, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12, 48-50).
Quando Jesus convida a cumprir a vontade do Pai, nos convida a por em jogo inteiramente a própria existência, colocando-a em suas mãos, e confiando na sua benevolência fiel e paterna, sem alguma presunção de ter algo a receber, como uma devida recompensa pelo próprio serviço ou por méritos presumíveis diante de Deus. O modelo da verdadeira fé é aquele do oficial pagão que tem consciência da própria indignidade para receber Jesus na sua casa, porém, confia na capacidade e vontade de Jesus de curar seu servo, mesmo de longe (Lc 7, 1-10). É aquele da mulher pecadora, que em silêncio chora aos pés de Jesus, os lava com suas lágrimas, os unge com seu perfume precioso e os seca com seus cabelos e seus beijos (Lc 7,36-50). É aquele do publicano, que no limiar do templo, à distância, nem sequer levanta os olhos ao céu e bate no peito invocando piedade sobre si, pecador (Lc 18,9- 14).
Estas pessoas, humildes e autênticas, são “o homem prudente” que construiu sua casa sobre a rocha. As pessoas fundamentadas sobre estas atitudes de fé e de confiante entrega ao Senhor encontram nele a firmeza para resistir às enxurradas e às tempestades da vida, certas que o próprio Senhor está pronto para sustentar sua casa e estender sua mão que salva, como com os discípulos na tempestade do lago (cf. Mt 8, 23-27).
Afinal, não nos ensina com clareza Jesus que ao discípulo convém estar sempre ao seu serviço, com generosidade e paz? “Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei:’Somos servos inúteis, cumprimos nosso dever’.” (Lc 17,10). Para o discípulo, o serviço no amor é o lugar da plenitude da vida não da humilhação. O próprio serviço ao Senhor no amor é já sua abundante recompensa. “Amo, porque amo”, gostava repetir o grande místico São Bernardo.
O paradoxo extremo, para os que seguem Jesus deixando tudo, é que eles vão receber “cem vezes mais” o que abandonaram por amor dele e do evangelho (cf. Mc 10, 28-31). A fé que conduziu o discípulo a escolher Jesus como seu verdadeiro tesouro acaba dilatando o coração dele até experimentar a “plenitude” que o Senhor providencia. Ainda mais, a fé conduz o discípulo a ganhar a vida, enquanto a perde para Jesus! “Quem se empenha em salvar a vida, a perderá; quem perder a vida por mim, a salvará” (Lc 9, 24).
Apontar o dedo acusador contra os “fariseus” do tempo de Jesus e contra uma certa presunção deles, de autojustificar-se diante de Deus através da observância das leis e da fidelidade às tradições herdadas, seria esconder-se diante do desafio sempre atual do comportamento e das palavras cortantes de Jesus. Comportamento e palavras que nos interpelam hoje, do mesmo modo com que o faziam com os contemporâneos dele.
A sociedade contemporânea destaca a exigência de retribuir as pessoas segundo “os méritos” e o valor mostrados no desenvolvimento efetivo das próprias tarefas e iniciativas, e não segundo a posição ocupada na escala da burocracia ou da sociedade. Está bem. Esta perspectiva por si só visa valorizar e estimular as pessoas. Outra característica da sociedade moderna é que nela tudo se vende e tudo se pode comprar. As relações se tornam sempre mais de tipo comercial, mesmo as que por sua natureza deveriam ficar no sinal da gratuidade e da festa.
Ao ler os evangelhos, parece que os “fariseus e os mestres da lei” tinham transferido de antemão estas dinâmicas para o âmbito religioso e mesmo para a relação com Deus, pela relevância desproporcional atribuída à observância das leis religiosas. Quanto desta mesma atitude ocultamente mercantilista está poluindo de fato também certas formas da nossa experiência religiosa, e até nossa maneira de rezar? O que está, às vezes, por trás do pedido e da oferta dos sacramentos como “seguro” para a salvação? Em que medida está bem fundamentado o costume de “pagar promessa” para nossa Senhora ou a um santo?
Que magnífica orientação nos oferece o salmo responsorial! “Senhor, eu ponho em vós a confiança: sede uma rocha protetora para mim” (Sal 30). É a partir do próprio enraizar-se no Senhor, “rochedo e fortaleza”, que se pode construir a própria casa sobre a rocha.
Será que certos modelos de catequese, quer antecedentes ao concílio Vaticano II, quer oriundos de alguns movimentos mais recentes, seriam realmente imunes desta mentalidade um pouco mercantilista antiga e moderna? Estamos construindo com a sabedoria do Espírito, que nos faz alegrar pela iniciativa gratuita do Pai e nos impele a responder-lhe com amor na liberdade, ou estamos construindo, como o homem sem juízo, sobre a suposta garantia dos nossos méritos?
Paulo, na segunda leitura, nos traça o caminho certo. Ele reivindica com força “a justiça de Deus que se realiza, mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que tem a fé” (Rm 3, 22). Diante deste dom gratuito de Deus, ninguém pode ter a presunção de fazer valer o próprio mérito, nem os judeus herdeiros da aliança e da lei, nem os pagãos considerados pessoas sem orientação certa de vida. “A justificação se dá gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Jesus Cristo” (Rm 3, 24).
Além das sutilezas teológicas, úteis para explicar mais profundamente as afirmações tão cortantes de Paulo, está clara para nós a boa nova anunciada por Jesus e realizada na sua morte e ressurreição: a nova realidade do reino, que á a partilha da vida do próprio Deus nos é doada de graça em Cristo Jesus. Este dom divino deve ser recebido com gratidão, celebrado com alegria e assumido como nova energia capaz de mover nossa existência de filhos e filhas do Pai.
Este é o cerne do Mistério Pascal de Jesus, que revirou a orientação da vida do apóstolo, e ao redor do qual desenvolve com paixão e inteligência espiritual a carta aos romanos. Este é o Mistério Pascal no qual fomos imergidos pelo nosso batismo na fé da Igreja. Este é o Mistério Pascal que vamos nos preparar a redescobrir mais profundamente, e a celebrar com alegria na santa Páscoa de 2011, a partir do domingo próximo, início da santa Quaresma.
“ Ó Deus,... dai nos proclamar nossa fé não somente em palavras, mas também na verdade de nossas ações, para que mereçamos entrar no reino dos céus” (Oração depois da comunhão).

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 3 de março de 2011

"JESUS DE NAZARÉ" - II PARTE

"JESUS DE NAZARÉ" - II PARTE: AUMENTA A EXPECTATIVA

Cidade do Vaticano, 03 mar (RV)

- Aumenta a expectativa em todo o mundo pela iminente publicação da segunda parte do livro de Bento XVI dedicada a Jesus de Nazaré. A obra retoma a narração da vida de Jesus a partir da primeira parte, saída em 2007, e será apresentada dia 10 de março na Sala de Imprensa vaticana pelo Cardeal Marc Ouellet e o prof. Claudio Magris. Ontem foram antecipadas à imprensa algumas partes do livro. Em “Jesus de Nazaré”, Bento XVI apresenta a morte de Cristo como reconciliação (expiação) e cura, e evoca a natureza e o significado histórico da ressurreição. O Pontífice se adentra também numa análise bíblica e teológica para explicar o motivo pelo qual não tem fundamento a afirmação de que os judeus foram responsáveis pela morte de Jesus. Bento XVI comenta um trecho de João que define os judeus como os acusadores de Cristo, mas afirma que o evangelista não se refere ao povo de Israel em geral, e menos ainda, lhe atribui um caráter “racista”. Repudiar o conceito de culpa coletiva não é uma novidade para a Igreja Católica, que já o havia feito no Concílio Vaticano II em 1965. Acredita-se, contudo, que seja a primeira vez que um Papa faça uma análise tão detalhada e uma comparação entre os vários relatos do Novo Testamento sobre a condenação de Jesus à morte,O fato foi definido como “um momento histórico” pela Liga Anti-difamação, ONG americana que combate o antissemitismo. Em outra reação, Elan Steinberg, vice-presidente da Reunião Americana de Sobreviventes do Holocausto e de seus Descendentes, saudou a análise do Papa como “um importante avanço. É o repúdio pessoal ao fundamento teológico de séculos de antissemitismo” - declarou.
Fonte: RV

quarta-feira, 2 de março de 2011

LAICIDADE E ISLAMISMO, PROBLEMAS NA FRANÇA

França enfrenta problemas com laicidade e islamismo
Partido de Sarkozy organiza debate nacional sobre estes temas

Por Paul De Maeyer
ROMA,

- Depois de ter abordado temas delicados, como a chamada "identidade nacional" e o uso o véu muçulmano integral em público, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, está novamente se preparando para entrar em território perigoso, o da "laicidade", em particular o da compatibilidade do islamismo com a república e os valores republicanos.
Seu partido, a UMP (União para o Movimento Popular), marcou para 5 de abril uma convention sobre "o exercício dos cultos religiosos na República leiga, em particular o exercício do culto da fé islâmica". Estas foram as palavras do secretário-geral da formação de direita, Jean-François Copé (la-Croix.com, 17 de fevereiro).
Recebendo, na quarta-feira, 16 de fevereiro, os deputados da UMP, o presidente denunciou "a brecha crescente entre a mídia e a preocupação francesa" sobre as questões do Islã e da laicidade. "Nós pagamos muito caro pela cegueira sobre a imigração dos anos 80. Era um debate tabu. Com a laicidade e o Islã ocorre a mesma coisa", disse Sarkozy, que pediu, para este ano, propostas concretas sobre elementos como o conteúdo das pregações dos imames e dos lugares de culto dos muçulmanos (Le Figaro, 17 de fevereiro).
Sarkozy quer parar, particularmente, o mal visto fenômeno das reuniões dos muçulmanos para rezar na rua. "Devemos ter um debate sobre a oração na rua. Em um país leigo, não devem existir convites à oração na rua", continuou Sarkozy. "É preciso chegar a um corpus ideológico em 2011", disse aos deputados da UMP.
A direita tampouco rejeita a alteração da lei de 1905 sobre a separação entre Igreja e Estado, que estipula que "a República não reconhece, nem paga, nem subvenciona qualquer culto". Foi o secretário de Estado da Habitação e Desenvolvimento Urbano, Benoît Apparu, quem confirmou a ideia de permitir um financiamento público para os locais de culto. "Em minha opinião, é necessário facilitar a construção de mesquitas em nosso país, mesmo que o Estado deva participar", disse à Radio Montecarlo e BFM-TV. De acordo com Apparu, se necessário, será feita uma reforma da legislação.
Nem todos os expoentes do governo do primeiro-ministro François Fillon parecem dispostos a tocar na "lei símbolo" da França secular. O ministro do Orçamento e porta-voz do governo Fillon, François Baroin, disse em Europe 1 que, "na agenda do governo, não há um texto leve a uma mudança na lei de 1905; e como líder político da UMP e encarregado do debate, não serei favorável à modificação da lei de 1905".
Sobre este tema também opinou, em entrevista ao Le Figaro, em 17 de fevereiro, outra figura-chave da maioria, o atual ministro da Defesa e fundador da UMP, Alain Juppé. "A lei republicana - disse - deve ser aplicada em condições de igualdade para todos. Certamente, existe diversidade. Mas o princípio republicano (...) é que a lei não pode aceitar as distinções com base em critérios religiosos ou étnicos."
"No que diz respeito aos direitos, é imperioso dizer que os muçulmanos, bem como os católicos, judeus, protestantes e outros, têm o direito de poder praticar sua religião. Entre os deveres, está o respeito pelos valores republicanos, em especial à igualdade entre homens e mulheres", acrescentou Juppé.
A oposição criticou a iniciativa de Sarkozy e da UMP, acusando-os de desejo de destaque, tendo em conta os eventos eleitorais de 2012 (presidenciais e legislativos) e de quer roubar espaço à extrema direita, que há meses está usando o tema em sua campanha contra a islamização da França. Para o deputado Henri Emmanuelli (PS), Sarkozy ficou para trás. "Ele ainda não compreendeu que, com este tipo de iniciativas, ele trabalha para Marine Le Pen", disse o ex-ministro socialista, convidado do programa Le Talk-Orange-Le Figaro.
Segundo Sarkozy, a esquerda está errada. "Marine Le Pen propôs os problemas, mas trabalha pouco pelas soluções": assim se defendeu das críticas o ocupante do Palácio do Eliseu (Le Figaro, 17 de fevereiro). No entanto, resta o fato de que a extrema direita cresce nas pesquisas, roubando intenções de voto da UMP. De acordo com uma recente pesquisa do IFOP (Institut français d'opinion publique) para o jornal France-Soir, a jovem Le Pen (nascida em 1968) aumentaria para 19-20% das preferências no primeiro turno presidencial de 2012, em comparação com os 22-23% para o presidente Sarkozy.
A própria Marine Le Pen pediu à UMP "mais um pequeno esforço". "Quero destacar que, quando a FN é de 15% nas pesquisas, a UMP fala sobre os problemas", disse Le Point.fr (17 de fevereiro). "Mas eu não sou boba - continuou; a convenção da UMP é apenas "bla-bla-blá", ou seja, conversa vazia. Para a política, "as orações na rua não são o resultado da falta de espaço nos locais de culto dos muçulmanos. Isso é mentira e manipulação."
A proposta mais drástica foi feita pelo Partido de Esquerda de Jean-Luc Mélenchon, que pediu para retornar ao texto original da lei de 1905, retirando a alteração feita em 1942 por Philippe Pétain, chefe do então governo colaboracionista de Vichy. Mélenchon também solicitou a revogação da Concordata napoleônica de 1801, que ainda estava em vigor na região da Alsácia-Moselle.
Uma coisa é clara: depois da chanceler alemã, Angela Merkel, em outubro de 2010, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no seu discurso de 5 de fevereiro, durante a 47ª Conferência de Segurança em Munique, também o presidente Sarkozy rejeita, por conseguinte, o "multiculturalismo" ou o que dele se deriva.
"Não queremos uma sociedade na qual as comunidades coexistam próximas umas das outras. Quando se chega à França, deve-se aceitar a incorporação a uma única comunidade, a comunidade nacional", disse Sarkozy na quinta-feira, 10 de fevereiro, ao canal de televisão TF1. De acordo com uma pesquisa publicada no livro "Les Français face aux inégalités et la justice sociale" (que chegará às livrarias em 9 de março), apenas 20% dos franceses querem que os imigrantes "mantenham suas tradições particulares", enquanto 80% quer "que se adaptem e se misturem na sociedade" (La-Croix.com, 17 de fevereiro).
A sociedade multicultural e multiétnica foi defendida por três políticos ecologistas: Esther Benbassa, Noël Mamère e Eva Joly, de Europe Écologie. "A integração e a assimilação são movimentos vindos do alto, autoritários, que não levam em conta as realidades humanas", disseram em um fórum público divulgado em 27 de janeiro no jornal Libération. O trio lança um apelo a favor do que eles chamam de "uma laicidade racional que reconheça a parte da pertença étnica, cultural, religiosa e linguística".

Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

IGREJA APRENDA LINGUAGENS DA NOVA MÍDIA PARA INSERIR EVANGELHO NA CULTURA DIGITAL

BENTO XVI: IGREJA APRENDA LINGUAGENS DA NOVA MÍDIA PARA INSERIR EVANGELHO NA CULTURA DIGITAL


Cidade do Vaticano, 28 fev (RV) - Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã.
Esse foi, substancialmente, o discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta segunda-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, aos membros que participam – de hoje até a próxima quinta-feira – da plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.
Uma linguagem “emotiva”, exposta ao risco constante da banalidade. De contrapartida, uma linguagem rica de símbolos, de milhares de anos a serviço do transcendente.
O que a comunicação digital tem em comum com a comunicação da Bíblia? Pouco, aparentemente, se não fosse que para a Igreja não existe linguagem nova que não possa ser compreendidade e utilizada para anunciar a mensagem de sempre, a mensagem do Evangelho.
Bento XVI examinou as implicações dessa questão voltando a um tema muitas vezes abordado nestes últimos anos: o das novas tecnologias e das mudanças que elas induzem no modo de comunicar, a ponto de ter configurado “uma vasta transformação cultural”.
As redes web – afirmou o Pontífice – são a demonstração de como “oportunidades inéditas” estão delineando um “novo modo de aprender e de pensar”, de “estabelecer relações e construir comunhão”. Mas não basta ter consciência disso – observou.
A análise deve ser mais profunda:“As novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, entre outras coisas, uma capacidade mais intuitiva e emotiva que analítica, orientam a uma diferente organização lógica do pensamento e da relação com a realidade, privilegiam, muitas vezes, a imagem e as conexões hipertextuais.
Ademais, a tradicional distinção nítida entre linguagem escrita e oral parece abrandar em favor de uma comunicação escrita que assume a forma e a imediação da oralidade.
”Estar “na rede” – prosseguiu o Papa – requer que a pessoa se encontre envolvida com aquilo que comunica. E, portanto, nesse nível de interconexão as pessoas não se limitam a trocar informações, mas “já estão compartilhando a si mesmas e a sua visão de mundo”.
Uma dinâmica que, para o Santo Padre, não está isenta de pontos fracos:“Os riscos que se correm, certamente, estão diante dos olhos de todos: a perda da interioridade, a superficialidade no viver as relações, a fuga na emotividade, o prevalecer da opinião mais convincente em relação ao desejo de verdade.
E, todavia, estes são a consequência de uma incapacidade de viver plenamente, e de modo autêntico, o sentido das inovações. Eis o motivo pelo qual é urgente a reflexão sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias.
”Aí – observou o Pontífice – se insere o trabalho que a Igreja deve fazer e, particularmente, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. “Aprofundar a cultura digital” e, posteriormente, “ajudar aqueles que têm responsabilidade na Igreja” a “entender, interpretar e falar a “nova linguagem” da mídia em função pastoral”.
Bem sabendo que nem mesmo a dimensão espiritual da pessoa é estranha ao mundo da comunicação:"A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência.
Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, e assim por diante. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem de hoje.
"Bento XVI reiterou que a "relação sempre mais estreita e ordinária entre o homem e as máquinas", sejam elas computadores ou celulares, pode encontrar na riqueza expressiva da fé e nos "valores espirituais" uma dimensão ainda mais ampla do que a já além-fronteiras que a tecnologia parece assegurar.
Quatro séculos atrás, o jesuíta Pe. Matteo Ricci, o grande apóstolo da China, soube demonstrar isso, conseguindo acolher "tudo aquilo que existia de positivo" na tradição daquele povo, e "animá-lo e elevá-lo com a sabedoria e a verdade de Cristo".
A mesma coisa são chamados a fazerem os cristãos de hoje, que no mundo da mídia podem contribuir para abrir "horizontes de sentido e de valor que a cultura digital sozinha não é capaz de entrever e representar" – concluiu o Santo Padre. (RL)

Fonte: RV

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PRIMAVERA ÁRABE

EDITORIAL: "PRIMAVERA ÁRABE"
Cidade do Vaticano, 26 fev (RV)

- Conhecemos pouco sobre a realidade do mundo árabe, muitas vezes tão distante da nossa. Mas nestes dias esse mundo desconhecido entrou e continua entrando nas nossas casas através das imagens da televisão que evidenciam povos que ganham ruas pedindo democracia e fim de regimes que duram décadas. Democracia, palavra tão usada e consumada que talvez para nós tenha pouco efeito quando pronunciamos, pois vivemos em uma democracia.
Desde a invenção da democracia pelos gregos no século V a.C, essa expressão vem sendo utilizada com o intuito de dar unidade a um povo, formar comunidades, desenvolver, controlar, sistematizar e organizar a sociedade, diminuir distâncias e contribuir para a resolução pacífica de conflitos. Em meio a várias cenas chocantes de protestos populares reprimidos com violência em diversos países do Oriente Médio - tal como na Líbia, onde fala-se de milhares de pessoas mortas nas ruas durante manifestações por reformas políticas – fica evidente que a região segue em um caminho sem volta em busca da democracia e de crescimento, depois da mudança de rumos políticos no Egito. Para especialistas no mundo árabe, não houve surpresa com a avalanche de protestos simultâneos. Eles afirmam que os sistemas de governo que predominam nestas nações vivem um processo de esgotamento de seus modelos centralizadores e antidemocráticos, seria o esvaziamento dos próprios governos, que não têm mais o que oferecer à sociedade. Foram anos em que nada do que foi prometido foi feito. Depois o fim da esperança e da paciência da população árabe.O mundo árabe está vivendo a sua “primavera árabe”, disse à Rádio Vaticano o padre jesuíta egípcio Samir Khalil Samir, professor de História da Cultura Árabe e Islamologia na Universidade São José de Beirute, Líbano: existe um denominador comum por toda parte. As pessoas estão cansadas de reinos ou repúblicas que duraram décadas, que não dão lugar à democracia, à liberdade, à igualdade, à partilha de decisões, especialmente com uma situação econômica e social em que muitas pessoas se encontram em dificuldade. Este é um movimento que já não se pode parar. Outro elemento interessante dessa crise é a utilização das novas tecnologias de comunicação como Internet, Youtube, Facebook, Twitter, uma comunicação instantânea que chega em um minuto em todo o mundo, em todas as agências de notícias, e são os jovens, que mais utilizam esses instrumentos, os protagonistas dessa avalanche de manifestações.É realmente extraordinário que os jovens desses países tenham conseguido reproduzir e ampliar o movimento de revolta originalmente tunisiana desafiando, sem uma organização política nem armas nas mãos – exceto pedras e suas próprias vozes –, as forças habituadas a não serem contestadas e que nunca precisaram prestar contas de seus atos à população. A democracia, nos modelos admissíveis pelo mundo árabe, pode não ser imposta em seguida, mas é indiscutível que as portas foram abertas e de ora em diante tudo é possível. “A pior democracia é preferível à melhor das Ditaduras”, já dizia Rui Barbosa. (SP)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A COMUNICAÇÃO NA VIDA E NA MISSÃO DA IGREJA NO BRASIL


Foi lançado, nesta segunda-feira, 24, [Dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas], na reunião dos coordenadores da Pastoral da Comunicação (Pascom), que acontece na sede CNBB, em Brasília, o documento de estudos número 101 da CNBB, “A Comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil”. Publicado pelas Edições CNBB e pela Paulus, o documento é uma resposta à necessidade da Igreja em trabalhar com o apoio de um subsídio sobre comunicação para a Igreja no Brasil.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação, Cultura e Comunicação Social da CNBB, dom Orani João Tempesta, o documento tem por objetivo ser um animador e orientador para o “Progresso da comunicação no Brasil”. Ele adianta ainda, na apresentação do documento, que o texto deverá se tornar brevemente o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil.
“A nossa intenção, depois de muitas consultas, é que fosse um diretório de animação e orientação para o progresso da comunicação e uma melhor presença da Igreja na mídia, contemplando também, evidentemente, as questões espinhosas das transmissões litúrgicas televisivas e a grande discussão entre o virtual e o real [...]”, diz dom Orani, num dos trechos da apresentação do documento.
Em entrevista à assessoria de imprensa da CNBB, dom Orani destacou que a preocupação do texto é ser colocado à disposição da Igreja para que seja lido e aprofundado para futuramente ser transformado no Diretório de Comunicação. “Depois de lido e estudado, aguardaremos as sugestões das pessoas, para que façamos as adaptações necessárias para que o texto chegue a ser o diretório. A etapa agora é de sugestões”, disse dom Orani.
Para o arcebispo, o texto é uma forma de fomentar o entusiasmo dos comunicadores da Igreja no Brasil. “A comunicação é essencial na vida do ser humano e a Igreja é feita de comunicação, da boa notícia, da Palavra de Deus, da Catequese, da Liturgia. Com as mídias sociais e com a comunicação eletrônica, é importante que aja orientação, que não corte o entusiasmo, mas que entende bem a comunicação no Brasil e, pelo tamanho do país e pelo dinamismo que tem a comunicação no Brasil, é muito importante e necessário que tenhamos um diretório de comunicação no Brasil para fomentar o entusiasmo e orientar”, pontuou.
O encontro da Pascom teve início nesta segunda-feira, 24, e segue até sexta-feira, 28. Os participantes, coordenadores regionais da Pascom e pesquisadores da área, discutem as necessidades de publicações, ideias para melhorar os trabalhos de orientação em comunicação, como também pensar na publicação da segunda edição do livro “As novas fronteiras da Pastoral da Comunicação”. De acordo com a assessora da Comunicação Episcopal para as Comunicações Sociais da CNBB, irmã Elide Fogolari, a semana será importante para discussões sobre o desenvolvimento da Pascom e sua atuação na Igreja no Brasil. “As pessoas que trabalham nas bases da Pastoral da Comunicação estão pedindo que a Pascom seja sistematizada e aprofundada na Igreja para aqueles que já atuam na área para que tenham a Pascom desenvolvida nos seus regionais, dioceses e paróquias. Durante esses dias, vamos fazer um aprofundamento de como a Pascom é concebida no sentido filosófico, religioso, pastoral; e a comunicação enquanto geradora de sentidos para a Igreja e a sociedade”, antecipou irmã Elide.

Adquira o documento 101 da CNBB através das Edições - CNBB pelo telefone (61) 2193-3019 ou pelo site http://www.edicoescnbb.com.br/site/product_info.php?products_id=319&osCsid=ch6s7oue18bo8b02bie5um2c77

Mensagem do papa Bento XVI para o 45º Dia Mundial das Comunicações SociaisDom Orani também comentou a mensagem do papa Bento XVI para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. A preocupação com a verdade e a autenticidade na hora de comunicar é o principal foco da mensagem do pontífice, segundo o presidente da Comissão para as Comunicações Sociais da CNBB. “A mensagem do papa vem falar de modo especial aos jovens que são os absorvedores da comunicação do momento, das novas tecnologias, e vem lembrar o que é importantíssimo: precisamos ser autênticos e verdadeiros em tudo o que fazemos enquanto Igreja. Quem está por traz da comunicação ou à frente do computador, atrás de um microfone, ou fazendo um programa de televisão ou rádio deve observar isso muito bem. A mensagem vem alertar para a autenticidade da pessoa humana, daquele que faz a comunicação. O papa fala um pouco da vida da pessoa que conta com aquele que faz comunicação, ou seja, a importância da autenticidade para que se possa chegar a uma verdade objetiva.
Fonte: CNBB

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CÁTEDRA DE PEDRO

Festejamos hoje a Cátedra de Pedro

Quarta-feira passada iniciamos com toda a Igreja o tempo da Quaresma, que no Brasil também é aprofundada com a Campanha da Fraternidade. Algumas festas, porém, são celebradas neste tempo de conversão a caminho da Páscoa.
Uma delas é a Festa da Cátedra de São Pedro, comemorada no dia 22 de fevereiro, segunda-feira.

Qual o sentido de celebrar tal festa? Sem dúvida, trata-se de uma comemoração importante, pois revela que a Igreja, tal como querida por Jesus, é uma comunhão ordenada, tendo Pedro à frente. Na Sagrada Escritura, por diversas vezes, a missão de Pedro dentro da comunhão da Igreja aparece como única.
O nome de Pedro encabeça a lista dos Apóstolos. É Pedro quem fala com Jesus em nome dos demais Apóstolos. Jesus promete fundar sobre o Apóstolo a sua Igreja, cuja estabilidade não seria jamais ameaçada, e entrega, particularmente a Pedro, as chaves do Reino dos Céus (cf. Mt 16, 16-19).
Jesus também roga pela fé de Pedro, em particular, a fim de que o príncipe dos Apóstolos confirme os irmãos na fé (cf. Lc 22, 31-32) Jesus, depois da Ressurreição, ainda aparece confirmando a singular missão pastoral de Pedro ao lhe confiar seus cordeiros e ovelhas (cf. Jo 21, 15-17). Pedro também aparece discursando ao povo em nome do colégio dos Apóstolos (cf. At 2, 14ss.).

Ademais, a tradição dos primeiros tempos da Igreja confirma, de diversos modos, o papel único de Pedro no seio da comunhão da Igreja. Vale aqui recordar as belas palavras do grande Arcebispo de Constantinopla, São João Crisóstomo, sobre o texto de Jo 21, 15-17: “O principal bem que resulta deste amor é o de procurar a salvação do próximo.
O Senhor, prescindindo dos demais Apóstolos, dirige a Pedro estas promessas, porque Pedro era o primeiro dos Apóstolos, a voz dos discípulos e a cabeça do colégio. Por isso, depois de apagada a negação, o Senhor o investiu como prelado de seus irmãos. Não lhe lança em rosto a negação, mas diz: ‘Se me amas, preside a seus irmãos e dá testemunho agora do amor que sempre demonstraste, sacrificando por minhas ovelhas a vida que disseste que darias por mim’” (In Joannem, hom. 87).

A Cátedra de Pedro é o símbolo da missão magisterial que o Apóstolo recebeu do próprio Cristo. Os ensinamentos de Pedro procuram atualizar os ensinamentos de Jesus.
A missão de Pedro é a de fazer com que o mistério do Filho de Deus, – Caminho, Verdade e Vida –, seja conhecido e amado pelos homens. Nesse sentido, estar em comunhão com o magistério autorizado de Pedro é estar em comunhão com a doutrina de Cristo. O antigo ditado latino expressa muito bem este sentimento: “Ubi Petrus, ibi Ecclesia” – Onde está Pedro, está a Igreja.
Em alguns momentos da história muitos se esqueceram do mandato de Jesus de viver a unidade! Somos chamados a ser corajosas pessoas da comunhão, da unidade entre nós e com Pedro e seu sucessor, caminhando como Igreja que anuncia hoje a boa notícia ao mundo com a mesma coragem dos primeiros discípulos.

O Apóstolo Pedro tem nos Papas seus legítimos sucessores. A cidade de Roma foi honrada pela presença e pelo martírio de São Pedro, que assim a consagrou como Sede Apostólica. Nós honramos a Sede de Pedro com o carinhoso e respeitoso título de Santa Sé. A Cátedra de Pedro é hoje ocupada pelo Papa Bento XVI.
Ao longo da história, Deus mesmo é quem sustenta a Igreja na terra e o Papa que está à sua frente. A Cátedra de São Pedro foi ocupada por inúmeros nomes ilustres e santos, que se distinguiram seja pelo zelo pelas coisas de Deus, pela preservação e transmissão da sã doutrina, pela missão, pela sabedoria ou pelo serviço da caridade. Sabemos também que a fragilidade humana marcou a história do papado.
Entretanto, nada de contrário ao sentido verdadeiro da Palavra de Deus foi oficialmente ensinado por um Papa, por menos digno que ele fosse, o que revela a ação de Deus assistindo à sua Igreja. Na verdade, Deus faz com que o ouro do Evangelho chegue incólume aos fieis!

Nestes últimos tempos assistimos como a ação do Espírito Santo faz com que tenhamos as pessoas necessárias para o nosso tempo e para que a Igreja continue na fidelidade a Cristo e ao Evangelho no caminhar da história. A lista e a diversidade dos últimos Papas nos demonstram isso.

O atual Papa Bento XVI destaca-se, entre outras coisas, pela coragem que tem de propor aos homens de nosso tempo a autêntica mensagem de Jesus, sem atenuações ou diminuições.
Sabemos que o mundo atual, a diversos títulos, afasta-se de Deus e do seu Cristo. O consumismo, o hedonismo e o individualismo se apresentam hoje como deuses que reclamam culto de adoração. O secularismo e a indiferença religiosa parecem tomar proporções consideráveis.
O desprezo pela verdade e o descaso, em muitos casos, pela dignidade da vida humana, principalmente em sua fase inicial e terminal, são realidades que estão aí. Apesar de tudo, Bento XVI não se intimida e propõe, com frescor sempre renovado, os valores do Evangelho.
O Papa tem a consciência de que a Mensagem de Cristo nada tem a tirar de tudo aquilo que faz a vida boa e bela. Cristo não nos tira nada.
Ao contrário, Cristo nos dá tudo. Se quisermos correr o belo risco por aquilo que verdadeiramente vale a pena na vida abracemos para valer a doutrina de Cristo, tal como a Igreja, com seu magistério autorizado, no-la transmite. “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt 11, 29-30).

Na festa da Cátedra de São Pedro façamos a Deus uma prece de louvor e agradecimento. Deus caminha conosco. Jesus é nosso irmão. O Espírito da Verdade guia a Igreja, a fim de que a obra de Cristo sempre produza frutos. Aliás, a promessa de Jesus foi exatamente esta: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade [...]” (Jo 16,13).
Renovemos, pois, a nossa fé e a nossa gratidão. O ministério de Pedro e de seus sucessores, os Papas, é um verdadeiro dom para a comunhão dos irmãos em Cristo. Sabemos que existe na Igreja uma instância autorizada, guiada pelo Espírito, para ser sinal de nossa unidade e interpretar autenticamente a Mensagem de Jesus.
Esta não ficou entregue ao vento, mas foi confiada à Igreja, que tem em sua base a “Pedra” escolhida por Jesus como sólido fundamento.

Neste Ano Sacerdotal, rezemos por todos os sacerdotes e, de modo especial, pelo Papa Bento XVI, que hoje é Pedro para nós!

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

NOVA LINGUAGEM PARA DOMINAR O MUNDO

Nova linguagem para dominar o mundo
Fala Dom Silvano Tomasi, observador da Santa Sé na ONU
Por Sergio Mora

ROMA, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

- "Governance", "partner", "gender", "saúde reprodutiva" são alguns termos de um novo vocabulário utilizado nas instituições internacionais, substituindo conceitos como "governo", "esposo(a)", "homem/mulher", "anticoncepção".

Isso, combinado com uma visão extremista da "não-discriminação", tornou-se uma ferramenta utilizada para impor ideologias contrárias ao pensamento católico e que acaba incidindo em nossa vida diária; e quando o percebemos, já pode ser tarde demais.
Este foi o tema central da conferência de Dom Silvano Tomasi - "O poder da palavra.
Verdade e ideologia nos organismos internacionais" -, realizada ontem em Roma, na sede do Centro Internacional de Comunhão e Libertação.

O problema foi exposto pelo próprio arcebispo Tomasi, núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra, e pela professora de direito constitucional na Università degli studi di Milano-Bicocca, Marta Carabia.
O evento foi moderado pelo diretor do Centro Internacional, Roberto Forlan.

"Genebra é um lugar onde se gera cultura diariamente", afirmou Dom Tomasi, lembrando que lá residem 30 mil funcionários de organismos internacionais, que realizam mais de 9 mil conferências por ano.

Para focalizar o problema, o prelado recordou o pensamento de Bento XVI sobre a ditadura do relativismo: "Uma boa parte das filosofias contemporâneas afirma que o homem não é capaz de conhecer a verdade. E, por conseguinte, o homem que não é capaz disso não poderia ter valores éticos".

Assim, "acaba aceitando, como única referência, a opinião da maioria. No entanto, a história demonstra quão destrutivas podem ser as maiorias", como no caso "das ditaduras impostas pelo nazismo e pelo marxismo".

"Há duas interpretações das experiências humanas - continuou: uma baseada na realidade e outra uma baseada na construção de conveniências de uma realidade desejada. Esta é muito estimada pelos manager das organizações internacionais."

Em contraste, "outras palavras, provenientes da tradição judaico-cristã, são excluídas e tendem a desaparecer: verdade, moral, consciência, razão, pai, mãe, filho, mandamento, pecado, hierarquia, natureza, matrimônio etc."

Ou seja, é "um novo vocabulário, uma mistura", que "representa uma ideologia individualista levada ao extremo e que inspira linhas condutoras dos funcionários da governance global".
"A aspiração das Nações Unidas é criar uma nova ordem internacional e, para conseguir isso, cria uma nova antropologia", como quando se fala de gênero, "não o dado pela natureza, mas o que o indivíduo escolhe".

Assim, "atinge-se a própria estrutura da sociedade no que diz respeito à família", disse.
Dom Tomasi afirmou que a visão tomista, que requer "a conformidade do intelecto com a realidade", é substituída "por um conceito de realidade como construção subjetiva e social, na qual a verdade e a realidade não têm um conteúdo estável".

Assim, a "aliança entre ideologia e pragmatismo é um desafio para a sabedoria cristã, que deve propor sua mensagem de humanismo integral", ainda que, a longo prazo, disse Dom Tomasi, "não se poderá subestimar ou simplesmente ignorar o realismo antropológico da tradição cristã".
O moderador então perguntou sobre quem trabalha nessa linha de afastamento: "São homens malvados que se reúnem à noite, como nos filmes de James Bond?".

Dom Tomasi afirmou que este é um processo muito complexo, "que vai além dos próprios protagonistas". E o problema surge precisamente porque, devido ao relativismo, com uma linguagem ambígua, as pessoas buscam "conclusões e tentativas para chegar a um consenso, ‘pelo bem de todos', dizem".

No entanto, ele explicou: "Dizer que uma pera não é uma maçã não é uma discriminação".
"E estas soft law - indicou - são transformadas em normas jurídicas. Depois, há uma nova convenção e se torna lei; e se aplica até mesmo em uma cidade pequena."

A professora Marta Cartabia, reafirmando o que foi dito por Dom Tomasi, recordou a importância da linguagem no Direito e como, hoje, o tema "direitos humanos" domina a agenda das agências. E também lembrou o sucesso desse tema, juntamente com o de "não-discriminação", como uma alternativa condividida sobre o relativismo.

Assim, com este conceito, visa-se a "criar uma moral superior. Além disso, usa-se o naipe dos direitos humanos como um ás na manga e aqui o dissenso se torna impossível." E isso se transforma em "um atalho sedutor para grupos que não conseguem encontrar aprovação em espaços normais da política", afirmou.

Depois, existe a ambiguidade da linguagem, desde a Conferência de Pequim, com a "discriminação de gênero", que não teria a ver com um fato biológico, mas apenas com a interpretação de um papel que a pessoa quer protagonizar.

Nesta linha, recordou como, hoje, na Espanha e na Alemanha, "podem solicitar uma mudança de sexo garantida pela lei - independentemente das características físicas -, com um procedimento tão banal como ir a um cartório".

E se perguntou: "Como se pode defender a mulher, se o papel é apenas optional?".
"Ainda que às vezes isso não pareça frustrante, é essencial mostrar a mentira", especialmente "se podem ser usados caminhos positivos." E visto que "essa ideologia se separa da realidade", concluiu que "provavelmente a única via transitável é citar a experiência como um argumento válido".

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SANTIDADE É DEIXAR-SE AMAR POR DEUS E ACOLHER SUA LUZ EM NOSSA VIDA

PAPA: SANTIDADE É DEIXAR-SE AMAR POR DEUS E ACOLHER SUA LUZ EM NOSSA VIDA


Cidade do Vaticano, 16 fev (RV)

- Bento XVI acolheu milhares de fiéis e peregrinos, na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral.Na catequese de hoje, o Papa falou sobre São João da Cruz que nasceu em Fontiveros, perto de Ávila, na Espanha, em 1542, e foi ordenado sacerdote na Ordem Carmelita depois de concluir seus estudos na Universidade de Salamanca.
São João da Cruz colaborou com Santa Teresa de Ávila na reforma do Carmelo, que lhe rendeu muito sofrimento, até ser preso. Ele é um dos maiores poetas líricos espanhóis.
Os seus livros como "A subida do Monte Carmelo", "Noite escura", "Cântico Espiritual" e "Chama viva do amor" de grande profundidade mística, nos propõe uma viagem espiritual para alcançar a santidade.
Tais obras fornecem uma maneira de purificar a alma para chegar a uma união de amor com Deus através da ação misteriosa do Espírito Santo, mas este processo exige a colaboração dos homens.
Enquanto se preparava para ir para o México, São João da Cruz ficou seriamente doente e morreu, dando um exemplo de serenidade e paciência em meio a sua dor.
São João da Cruz foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI, em 1926, e cognominado na tradição, Doctor mysticus, "Doutor místico".
Bento XVI frisou em seu discurso que "a santidade é deixar-se amar por Deus e acolher a sua luz em nossa vida".
A seguir, o Papa fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.
Queridos irmãos e irmãs,
Há duas semanas apresentei a figura da grande mística espanhola Teresa de Jesus; hoje gostaria de falar de São João da Cruz, reformador junto com ela da Ordem Carmelita.
Nasceu em uma família pobre, tendo ficado órfão de pai ainda jovem.
Devido às suas qualidades humanas e resultados no estudo, foi admitido no Colégio dos Jesuítas em Medina do Campo.
Terminada a sua formação, decidiu fazer-se Carmelita. Após ter sido ordenado sacerdote, conheceu Santa Teresa, a qual lhe expôs o plano reformador para a sua ordem religiosa, que daria origem aos Carmelitas Descalços.
Contudo, a sua adesão à reforma, devido a injustiças e incompreensões, causou-lhe muito sofrimento.
Por fim, depois de fazer parte do governo geral da família teresiana, morreu em 1591 [mil quinhentos e noventa e um], dizendo aos seus confrades que recitavam o Ofício Matutino: “Hoje vou cantar o Ofício no céu”. Suas principais obras, nas quais apresenta a sua profunda doutrina mística, são: Subida ao Monte Carmelo; Noite Escura; Cântico Espiritual e Chama viva de Amor.
Amados peregrinos de língua portuguesa: a todos saúdo cordialmente e recordo, com São João da Cruz, que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação a qual todo cristão é chamado.
Por isso, exorto-vos a entrardes de modo sempre mais decidido no caminho de purificação do coração e da vida, para irdes ao encontro de Cristo. Somente nele jaz a verdadeira felicidade. Ide em paz! (MJ)

Fonte: RV

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A ORAÇÃO QUE CAUSOU CONTROVÉRSIA....

ORAÇÃO









Oração de abertura no senado de Kansas. Talvez queiras ler esta oração que foi feita em Kansas na sessão de inauguração da 'Kansas House of Representatives.'

Quando se pediu ao reverendo Joe Wright que fizesse a oração de abertura no Senado de Kansas, todos esperavam uma oração ordinária, mas isto foi o que todo escutaram:

"Senhor, viemos diante de Ti neste dia, para Te pedir perdão e para pedir a tua direção.
Sabemos que a tua Palavra disse: 'Maldição àqueles que chamam "bem" ao que está "mal“, e é exactamente o que temos feito.
Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado os nossos valores.

Temos explorado o pobre e temos chamado a isso "sorte".
Temos recompensado a preguiça e chamámo-la de "Ajuda Social".
Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temo-lo chamado “a livre escolha".
Temos abatido os nossos condenados e chamámo-lo de "justiça".

Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamámo-lo “desenvolver a sua auto-estima”.
Temos abusado do poder e temos chamado a isso: "Política".
Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado "ter ambição".
Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado "liberdade de expressão".

Temos ridicularizado os valores establecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de "obsoleto e passado".
Oh Deus!, olha no profundo dos nossos corações; purifíca-nos e livra-nos dos nossos pecados.
Amen.
REAÇÃO

A reacção foi imediata.
Um Parlamentar abandonou a sala durante a oração. Três outros criticaram a oração do Padre classificando a oração como “uma mensagem de intolerância”.
Durante as seis semanas seguintes, a Igreja 'Central Catholic Church‘ onde trabalha o sacerdote Wright recebeu mais de 5.000 chamadas telefónicas, das quais só 47 foram desfavoráveis.
Esta Igreja recebe agora petições do mundo inteiro, da Índia, África, Ásia, para que o pároco Wright ore por eles. O comentarista Paul Harvey difundiu esta oração na sua emissão de rádio ' The Rest of the Story ', (O Resto da História), e recebeu um acolhimento muito mais favorável por esta emissão, que por qualquer outra.

Com a ajuda de Deus, gostaríamos que esta oração se derramasse sobre a nossa nação, e que nasça em nossos corações o desejo de chegar a ser uma ''Nação debaixo do olhar de Deus".
Se não temos o valor de nos mantermos firmes nas nossas convicções, então caíremos diante de qualquer outro argumento, ou inimigo.
Fonte: Autor desconhecido

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AUMENTA O NÚMERO DE PADRES NO MUNDO

ANUÁRIO CATÓLICO REVELA AUMENTO DE PADRES NO MUNDO

Cidade do Vaticano, 14 fev (RV)
- Entre 1999 e 2009, o número de padres em todo o mundo aumentou 1,4%.
O dado está contido na nova edição do Anuário Estatístico da Igreja Católica, divulgado na última sexta-feira.
Hoje, no mundo, existem 410.593 sacerdotes, 275.542 pertencentes ao clero diocesano e os restantes ao clero religioso.Pela primeira vez desde 1999, em todo o mundo menos na Europa, o número de ordenações supera o de falecimentos e abandonos.
O estudo aponta também que o número de padres e de católicos aumenta na África, Ásia e América Latina, caindo na Europa e América do Norte.
A tendência é invertida no que se refere ao clero: a maior parte dos sacerdotes é europeia (46,5%), seguida por americanos (29,9%), asiáticos (13,5%), africanos (8,9%) e da Oceania (1,2%).
O Anuário Estatístico da Igreja reúne dados de todos os segmentos da Igreja Católica dedicados ao apostolado e à evangelização em todos os países do mundo.
Já o "Anuário Pontifício", que recolhe todas as dioceses do mundo, privilegia nomes e biografias.
Segundo a edição de 2009 - com dados da Igreja relativos a 2007 - o número de católicos no mundo é de 1,147 bilhão.(CM)

Fonte: RV