Congregação para o Clero, Card. Cláudio Hummes, que explica a importância deste Sínodo: Do Brasil, além do Card. Hummes, participam o arcebispo de S. Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer, que é um dos três presidentes-delegados, os arcebispos Dom Geraldo Lyrio Rocha, de Mariana (MG); Dom Walmor Oliveira de Azevedo, de Belo Horizonte (MG); Dom Joviano de Lima Júnior, de Ribeirão Preto (SP); Dom Raymundo Damasceno Assis, de Aparecida (SP) e Presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM); o bispo Goiás (GO), Dom Eugène Lambert Adrian Rixen; e o bispo de Petrópolis (RJ), Dom Filippo Santoro. Há ainda dois colaboradores do Secretário-especial: Pe. Luís Henrique da Silva, coordenador de Revisão da Bíblia; e Pe. Johan Maria Herman Konings, professor de Sagrada Escritura da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Por fim, dois auditores: o fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Lauro de Azevedo Filho; e o professor de Teologia no Seminário Diocesano de Santo Amaro (SP), Pe. Aru Luis do Valle Ribeiro. (BF)............ - Eucaristia, Devoção a Maria e Fidelidade ao Papa – ............
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
"A PALAVRA DE DEUS NÃO É SÓ UM LIVRO, É O PRÓPRIO JESUS"
Congregação para o Clero, Card. Cláudio Hummes, que explica a importância deste Sínodo: Do Brasil, além do Card. Hummes, participam o arcebispo de S. Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer, que é um dos três presidentes-delegados, os arcebispos Dom Geraldo Lyrio Rocha, de Mariana (MG); Dom Walmor Oliveira de Azevedo, de Belo Horizonte (MG); Dom Joviano de Lima Júnior, de Ribeirão Preto (SP); Dom Raymundo Damasceno Assis, de Aparecida (SP) e Presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM); o bispo Goiás (GO), Dom Eugène Lambert Adrian Rixen; e o bispo de Petrópolis (RJ), Dom Filippo Santoro. Há ainda dois colaboradores do Secretário-especial: Pe. Luís Henrique da Silva, coordenador de Revisão da Bíblia; e Pe. Johan Maria Herman Konings, professor de Sagrada Escritura da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Por fim, dois auditores: o fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Lauro de Azevedo Filho; e o professor de Teologia no Seminário Diocesano de Santo Amaro (SP), Pe. Aru Luis do Valle Ribeiro. (BF)A INSTITUIÇÃO MAIS VALORIZADA DA EUROPA É A FAMÍLIA
Segundo o presidente da Rede Européia de Institutos sobre a Família
Por Miriam Díez i Bosch

BARCELONA,
Carlos Pérez Testor é Doutor em Medicina, especialista em psiquiatria e atualmente é o diretor do Instituto Universitário de Saúde Mental Vidal i Barraquer da Universidade Ramon Llull.
Sobre como é possível criar correntes de opinião e de esperança sobre a família, Pérez afirma que "na maior parte de pesquisas européias sobre avaliação das instituições, a família é a instituição mais valorizada pelas pessoas, sem que apareçam diferenças significativas comparando as diversas faixas etárias".
"Dos mais jovens aos mais adultos, uma grande maioria valoriza a família como núcleo de coesão e espaço de crescimento. Poderíamos afirmar que atualmente a família goza de boa saúde."
"Eu comentava antes que a família é a instituição mais valorizada em geral em toda a Europa, mas existe uma grande diferença em como cada administração, cada Estado cuida da família e a protege", destaca.
"As políticas de proteção da família dos países do norte da Europa estão a anos-luz das políticas de proteção dos países do sul, onde as famílias recebem muito menos ajuda. Uma preocupação seria esta: insuficiência de políticas de proteção."
"Mas certamente teríamos de distinguir as nossas preocupações como profissionais que se dedicam à família, como a baixa natalidade, a vulnerabilidade do grupo familiar, o aumento do número de divórcios com o impacto psicossocial que provoca, etc., das preocupações do dia-a-dia das famílias: a conciliação trabalho-família, a educação dos filhos, o cuidado dos idosos e dependentes dentro do núcleo familiar, etc."
Segundo Pérez, "a evidente secularização da sociedade dificulta a visualização da dimensão espiritual do «dom» em grande parte das famílias européias, mas a dimensão de «gratidão» e de «generosidade», de «entrega» sem esperar receber nada em troca, aparece constantemente nas relações familiares".
Questionado sobre se corremos o risco de ser uma sociedade de indivíduos que não atendem seus semelhantes, Pérez responde acreditar que não. "E os atos de generosidade heróica que vemos ao nosso redor a cada dia nos levam a acreditar que não. O valor da solidariedade faz parte da nossa sociedade. Mas muitas vezes, lamentavelmente, esquecemos disso, sendo egoístas com nossos semelhantes".
"Por este motivo, a sociedade em geral e os responsáveis políticos em particular, têm o dever de trabalhar para o bem da família. Em maio de 2007, no Brasil, o Santo Padre dizia: «A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação dos filhos. As mães que querem dedicar-se plenamente à educação de seus filhos e ao serviço da família devem gozar das condições necessárias para poder fazê-lo, e para isso têm direito de contar com o apoio do Estado. (...) É indispensável também promover políticas familiares autênticas, que respondam aos direitos da família como sujeito social imprescindível. A família faz parte do bem dos povos e da humanidade inteira»."
"Se formos capazes de trabalhar em políticas universais de proteção da família, estaremos investindo no futuro da humanidade", afirma.
domingo, 5 de outubro de 2008
HOJE: SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO

I. UMA RÁPIDA CONSIDERAÇÃO
Meditar sobre a vida de São Benedito é encontrar uma luz para os pobres, simples e amados de Deus. Todos nós, desde pequenos, somos convidados a buscar imitar suas virtudes, sobretudo pedindo que nada nos falte em nossas casas e rogando sua proteção ao nosso lar. É assim que, com muito carinho e fé, muitas pessoas costumam oferecer uma pequena oferenda ao santo, colocando aos seus pés a primeira xícara de café. Sabemos que este gesto, feliz pela fidelidade, apresenta nossa invocação a Deus, por intercessão do glorioso São Benedito que, na humildade, foi fervoroso trabalhador, exemplar dirigente da casa religiosa onde morava e profunda anunciador da Palavra. Foi, como muitos costumam dizer, um santo em vida e sua santidade nos marca.
Queremos, com muita simplicidade, lembrar este santo, São Benedito, o Negro, celebrado pelo calendário litúrgico no dia 05 de outubro (recordando que, no Vale do Paraíba, a tradição dispõe a semana após o Domingo de Páscoa para celebrar este momento. Outros celebram no dia 31 de março, quando a Igreja recorda de São Benedito, da Ásia. Há, também, que se notar a data de 06 de Abril como outra lembrança ao Santo).
II. INTRODUZINDO O TEMA
São Benedito, o Negro, é um santo muito popular e, ao mesmo tempo, presente em nossas realidades familiares como sinal de proteção e bênção aos lares. Com a sua presença espiritual figura como um modelo à espera do nosso esforço em imitá-lo na prática do desprendimento, da humildade, do amor ao Pai e aos irmãos e irmãs. Olhar a vida de um santo é lembrar que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, recordando que o mais importante é o que somos e não o que temos. Neste sentido, a vida de São Benedito é um grande exemplo a ser seguido, pois na sua humildade e pobreza, tornou-se sinal de riqueza e fartura entre os seus amigos confrades de convento e um brilho de Deus no lar onde morava.
Em várias cidades, encontramos uma pequena Igreja dedicada a São Benedito, onde muitas pessoas procuram fortalecer a devoção e o encontro com Deus. As tradições mostram que nestas comunidades existem alguns sinais marcantes da devoção ao Santo Negro, como, por exemplo, as congadas e moçambiques (ou danças africanas), a presença de costumes e bênçãos para aumentar as bênçãos no lar, a devoção ao santo Rosário – ligada no Brasil a Nossa Senhora -, a procura em viver a humildade e a caridade testemunhadas por São Benedito.
Muitos discutem porque São Benedito é negro. Alguns pesquisadores acham que ele era mouro (não tão negro, mas menos escuro). Mas o caso é que ninguém prova que Benedito fosse mouro, pois seus pais saíram da África para Sicília e, daí, chega-se a pensar que “Benedito foi filho de pais mui tostados e sua mãe foi uma preta escrava” – como afirmou o frei Diogo do Rosário -. O que nos vale é que sua linda cor atrai todas as pessoas, na mesma fé e devoção, para vencer o racismo e ampliar nossa fidelidade ao seguimento a Jesus.
III. HISTÓRIA DA VIDA DE SÃO BENEDITO:
O SEU NASCIMENTO
Toda boa árvore dá bons frutos! Certamente, a árvore da qual Benedito nasceu estava bem edificada. Seus pais, escravos de um tal Monassero, se chamavam Cristóvão (ou aquele que carrega o Cristo) e Diana Lercan, honestos, corretos e trabalhadores. Eles tiveram o primeiro filho quando receberam a notícia de que seus filhos nasceriam livres. O casal teve duas filhas (Baldassara e Fradella – esta morreu com fama de santidade) e um outro filho (Marcos) que, segundo uma tradição e por legítima defesa, assassinou um homem e foi preso sendo solto, posteriormente. Benedito nasceu em 1526 – segundo a maioria dos historiadores -, no seio de uma família pobre, humilde e simples. Foi pastor e não teve oportunidade de freqüentar a escola, mas, mesmo assim, teve uma formação cristã que aprendeu no lar e na sua pequena igreja de São Filadelfo, onde aprendeu a confiar em Deus.
Sempre nos perguntamos como nascem as grandes vocações. A vida vocacional de Benedito, por exemplo, começou quando estava no campo cuidando das ovelhas e sendo ridicularizado por causa de sua cor. Numa dessas ocasiões, mantendo uma paz de espírito e uma profunda concentração espiritual que apareceu o Frei Jerônimo Lanza, um frade místico, convidando Benedito para o início da sua missão que, futuramente, o tornaria Superior de uma Comunidade Religiosa. Até os 21 anos, aproximadamente, Benedito viveu nessa labuta de se tornar um pastor zeloso junto da família, preparando-se para ser “o bom pastor”, como Jesus ensinou. Assim, respondendo ao convite do frei Jerônimo, Benedito partiu para uma experiência de comunhão com Deus, entre trabalhos, jejuns, orações e penitências, ingressando na comunidade dos “Irmãos Eremitas Franciscanos”, num sítio bem sossegado chamado Santa Domênica – perto de São Fratello.
Poderemos, ainda, contemplar a vida de São Benedito, notando as virtudes familiares que sustentaram a vocação do nosso grande santo, tornando-o um ardente e fervoroso anunciador da Palavra, com o testemunho de vida e a dedicação de seus passos, seja na experiência da solidão ou junto ao outro grupo de vida comunitária. Quando vivia a experiência da contemplação na vida dos Eremitas em Santa Domênica, Benedito tomava uma única refeição pobre e dormia no chão duro. Tudo isto não lhe era sacrifício, mas a oferta de sua própria vida e vocação a Deus, tornando-se um religioso no sentido pleno da palavra.
A vida de São Benedito estampava uma grande santidade e, rapidamente, muitas pessoas iam procura-lo pedindo orações, conselhos e bênçãos. No entanto, Benedito, ou Frei Benedito, que não tinha uma formação escolar e nem mesmo era sacerdote, atendia a todos com muito carinho e atenção, o que causava a perda de momentos particulares de oração. Os dias iam se passando e, cada vez mais, as pessoas procuravam para buscar a alegria do encontro com “aquele santo vivo”. Esta situação, fez com que a comunidade se mudasse várias vezes para lugares diferentes, difíceis e perigosos, sempre levando a pobreza das suas coisas e as riquezas de seu testemunho.
Caminhando com os passos de Deus, Frei Benedito ia e atendia a todos, levando paz e alegria – assim como fizera na casa de uma doente que rogava as bênçãos e a restituição da saúde -. A presença de Frei Benedito junto a estes irmãos era tão grande que sua fama se espalhava; jamais ele quis se atribuir um mérito ou uma recompensa para si mesmo. A vida de São Benedito era uma sustentada por uma fé particular que o tornava fiel e firme, mediante as provocações e dificuldades.
IV. O AMOR DE BENEDITO AOS POBRES E NECESSITADOS
Podemos lembrar o testemunho de fé e esperança herdados por São Benedito que o fazia enfrentar os atos desonestos e levar a ter uma atitude de paz e amor a todos. Assim, nos recordamos que, em certa ocasião, quando Frei Benedito, na porta do Convento, com o Irmão Gregório, acolheu um pobre homem cego que, segurando uma corda era conduzido por um cãozinho, veio pedir ao “santo” que tivesse pena dele. Com sempre, o amor de Frei Benedito fazia as pessoas alcançarem os seus milagres, recuperando a esperança e fortalecendo-se sem desanimar!
4.1. O amor de Benedito enfrenta a violência e gera a paz
Conta a história de que, em certa ocasião, um pobre pescador do Rio Oreto passou longas horas pescando e nem um peixinho sequer caiu nas suas redes. Este homem vivia do seu trabalho, tendo sete filhos para cuidar muita miséria em sua casa. Vendo que a pescaria era fraca e olhando que Frei Benedito passava por lá, suplicou ao santo que tivesse compaixão e abençoasse suas redes pelo amor de Deus. As redes, milagrosamente, voltaram cheias de peixe, quase se rompendo. São Benedito, com o coração terno e misericordioso, socorreu aquele irmão necessitado. Devemos aprender a rezar pedindo a graça da multiplicação e, acima de tudo, da criatividade para multiplicarmos a vida em nossos lares.
4.2. O amor de Benedito abençoa os nossos lares
São Benedito era cozinheiro no convento de Santa Maria e, com muito esforço, vivia e pregava a partilha, vivendo com rigor a pobreza. Cada vez que notava alguém desperdiçando o pão, costumava dizer: “Não estraguemos os restos de pão. O pão que nos sobre pertence aos pobres. É sangue dos pobres”. Este seu exemplo, contagiou a vida de muitos e tornou a figura de São Benedito sinal da fartura e marca de proteção aos nossos lares. Peçamos a bênção de São Benedito aos nossos lares, sobretudo para que não nos falte o pão em nossas casas.
4.3. O amor de Benedito iluminado por Deus
Quando se começou a preparar os estudos para a canonização de São Benedito, um sacerdote disse: “Sabemos que São Benedito era iletrado e ignorante, não sabia ler, nem escrever. Entretanto, explicava as Escrituras aos seus confrades, ao lado de muitos sacerdotes, e deixava a todos maravilhados de sabedoria e do conhecimento de Deus, e como ele falava através do Espírito Santo”. Diz-se ainda que a clareza e a profundidade com que Benedito explicava os textos, não se encontrava em nenhum livro sagrado, pois ele se deixava ser “a voz do Espírito Santo”.
4.4. O amor de Benedito fortalece a fé das pessoas
A vida de São Benedito sempre foi marcada por um exemplo de fé e testemunho profundo de amor. Durante sessenta e cinco anos, sempre testemunhou a pobreza, o desapego e um a profunda fé. Segundo os historiadores, sua frase especial – que sempre repetia – era: “A fé nos guia, purifica, salva e cura. Enfim, onde ela falta, falta tudo, absolutamente tudo”. Com esta certeza interior sempre encorajava as pessoas a confiarem em Deus de forma filial, buscando na eucaristia um encontro pessoal com Jesus, o que nos ajuda a ter um amor a Cristo e aos irmãos.
São Benedito, homem simples, franciscano dedicado, santo em vida, amante dos pobres e humildes, sinal de solidariedade e partilha com todos os que estavam ao seu redor. Assim, em poucas palavras, podemos resumir quem foi São Benedito que, depois de muitos anos, é elevado a honra dos altares por ter sido muito simples e santo, solidário e companheiro.
V. A VIDA DE SÃO BENEDITO:
UM SANTO A SERVIÇO
Em maio de 1807, quando o Papa Pio VII e 27 cardeais, declaram Benedito de Filadelfo Santo da Igreja, assim escreveram: “Homem simples que saiu da raça etíope e em quem infundiu Deus as riquezas de sua bondade com tanta abundância, que cumulado de sublimes virtudes e carismas celestes, foi dado como exemplo admirável de todos. Deus de maneira admirável resiste aos soberbos, dá sua graça aos humildes, eleva os fracos do mundo para confundir os fortes. Por isto (Deus) elevou Benedito, nascido humilde e pobre, às alturas da perfeição. Rude e iletrado, teve a ciência dos santos, a fama da santidade”. Desta maneira, observamos que o pobre pastor de ovelhas, tornou-se um rico pastor na Igreja: não por seu mérito, mas pela bondade de Deus! Esta bondade, em cada novo momento, tornava Benedito um sinal de paz e amor a todos: era grande e fervoroso, pequeno e solidário.
As inúmeras orações que atribuímos ao Santo, invocam este propósito (como esta a seguir): Humilde São Benedito, humilde pela vossa condição de escravo, humilde por não terdes conhecido letras e ciências, humilde pela vossa vida de pastor e homem de terra, maltratado e rejeitado tantas vezes pela cor da pele, dai-nos a sabedoria de coração, o conhecimento de Deus que não julga pelas aparências, mas pelo interior. São Benedito, cheio de prudência, de justiça, de fortaleza, de equilíbrio, cercado de todas as virtudes, ajudai-nos a vos imitar nesta vida, superadas as divisões entre todos, para que possamos, um dia, convosco, no céu, glorificar o Senhor.
VI. HINO A SÃO BENEDITO (1)
Glorioso São Benedito, de Jesus imitador, dai-nos vossa santa bênção, rogai por nós ao Senhor.
1. Grande santo sim querido, grande amigo do Senhor. Escutai nosso pedido, sede nosso protetor. Duma raça sofredora, aliviastes os grilhões, recebei o peito agora, de mil gratos corações.
2. Vossa vida foi exemplo, da mais alta santidade, hoje altar e culto e templo, vos consagram a cristandade. Glória ao santo milagroso, dos humildes protetor, cujo amparo poderoso desvanece a nossa dor.
VII. HINO A SÃO BENEDITO (2)Pe. Geraldo C. da Silva e Pe. Joãozinho, scjCD Santos do Povo - Paulinas COMEP
1. Viemos celebrar a festa dos pobres com alegria, dos negros da irmandade, do povo da romaria. O santo que era humilde nos leva a oração, com danças e com folia, com cantos de louvação.
Salve São Benedito, o santo Padroeiro! Viva São Benedito, o santo cozinheiro! (bis)
2. Viemos celebrar a festa dos irmãos desamparados, que o santo socorria como seus irmãos amados. Piedoso São Benedito, escuta nossa oração, no ritmo da congada, canta o nosso coração.
3. Viemos celebrar a festa com bandeira e estandarte, quem ama São Benedito sabe festejar com arte. Benedito, Bene, Bento, da congada e da folia: oi quem quiser ser santo, tem que ter muita alegria.
VIII. ORAÇÃO A SÃO BENEDITO
“Glorioso São Benedito, fostes uma chama do Amor Divino. Vosso coração se enternecia diante do sofrimento dos homens, ardendo na caridade de Jesus Nosso Senhor. Fostes elo de união e sinal da Paz entre todos aqueles que vos conheceram servindo-os com heróica caridade, esquecido de si, por amor ardente a Deus. “Tudo pelo amor de Deus” – era vosso lema. Vivestes a caridade perfeita para os pobres e indigentes, unistes os inimigos, abrandastes os corações cheios de ira, enchestes de fé os descrentes, curastes os enfermos, embebido sempre pelo Amor de Deus. Meu pobre coração, tão frio no amor de Deus, vos suplica esta graça – a de amar Jesus como o amastes neste mundo de ser vínculo de caridade entre os homens, de morrer arrependido dos meus pecados e, na confiança da misericórdia de Deus. Dai-nos, como a vosso pai São Francisco, em Jesus, sermos instrumentos de paz, por puro AMOR.”
Pe. Marcio Gil Trojillo
Fonte: Kainonialivros
A GRAÇA DE CELEBRAR 800 ANOS DO CARISMA FRANCISCANO - 2ª PARTE
800 anos do carisma Franciscano
2ª Parte

8º Centenário do Carisma Francisclariano - 2008/2009
Há 800 anos, o Espírito Santo agraciou Francisco e Clara com a vocação de levar uma vida de Irmãos e Irmãs Menores. A Igreja reconheceu e confirmou este carisma que deu início a um grande movimento, um modo especial de ser Igreja e sociedade civil.No decurso dos séculos houve inúmeras pessoas que se sentiram atraídas por esta “forma de vida”. Uma delas é Isabel da Turíngia, filha do Rei André II da Hungria, nascida em 1207, padroeira da Terceira Ordem Franciscana. Em 24 de fevereiro de 1208, na festa do apóstolo Matias, Francisco ouve na Capela de Porciúncula aquela passagem do Evangelho “Ide e anunciai: “O Reino dos Céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios! Recebestes de graça, dai também de graça. Não leveis nos cintos moedas de ouro, de prata ou de cobre.” Mt 10, 7-9. Profundamente emocionado com aquilo que ouve, exclama: Isto é o que desejo; é o que procuro; é o que busco de todo o coração! No dia 15 de abril do mesmo ano, os primeiros irmãos juntaram-se a ele. Juntos, abrem três vezes a Sagrada Escritura e recebem os seguintes versos orientadores: vai, vende tudo.....! Marcos 10,21 – Não leveis nada para o caminho..., Lucas 9,3 – Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo...! Mateus 16,24 Este é o início do movimento franciscano e, para nós, é a razão de considerarmos o ano de 1208 como o ano do nascimento do nosso carisma. 1209 é o ano em que o Papa Inocêncio III deu a autorização verbal a Francisco de fundar uma ordem. É o início da dimensão institucional do movimento franciscano. Uma forma alternativa de viver o EvangelhoA forma de vida evangélica escolhida por Francisco e Clara foi uma verdadeira alternativa para as outras formas de vida então existentes. Clara e Francisco moldam, durante toda a vida, esta nova identidade da sua comunidade. “Se alguém lhe disser outra coisa ou sugerir algo diferente que impeça a sua perfeição,ou parecer contrário ao chamado de Deus, mesmo que mereça sua veneração, não siga o seu conselho. Antes de mais nada, abraça o Cristo pobre, como uma virgem pobre!” (2In17-18) Por ocasião dum Capítulo de Esteiras em Porciúncula, Francisco disse na presença do Cardeal de Óstia, aos irmãos: “Deus chamou-me para o caminho da simplicidade e da humildade e, na verdade, indicou-me este caminho, para mim e para aqueles que confiam em mim e que querem seguir-me neste caminho. Portanto, não quero que me citeis outra Regra, nem de São Bento, nem de Santo Agostinho nem de São Bernardo nem outro caminho e forma de vida além daquele que, misericordiosamente o Senhor me revelou e concedeu. E o Senhor disse-me, que devia ser como um novo louco neste mundo e não quis conduzir-nos por outro caminho, que não o desta ciência.” (EP 68,6-7). Elói Leclerc OFM afirma magistralmente: “Quando Francisco pediu à Igreja o reconhecimento da sua forma de vida e a dos seus irmãos, com certeza não pediu que a mesma se renovasse conforme a visão dele. Só pediu a autorização de poder viver segundo o Evangelho. Pediu o direito de poder viver numa comunidade reconhecida, pura, simples e evangélica. Pediu um espaço de liberdade e de simplicidade dentro da instituição eclesiástica feudal, uma zona franca fora das estruturas sedutoras de poder. A liberdade de viver segundo o Santo Evangelho pressupõe uma luta corajosa”.(Francisco de Assis, o retorno ao Evangelho). A celebração dos 800 anos deste carisma para a Igreja e o mundo nos desafia a investigar se nós realmente somos ainda uma alternativa evangélica no nosso mundo de hoje, um “zona franca” dentro da Igreja e da sociedade. Comprometemo-nos, sendo franciscanos/as, a defender os direitos humanos, a viver a opção preferencial pelos pobres, lutar pela preservação da criação e pela paz entre os povos para, assim, cooperar na construção duma sociedade mais justa. O nosso mundo precisa do “espírito de Assis”, disse o Papa João Paulo II numa das suas últimas homilias! É neste espírito que se deve consolidar a paz e promover a reconciliação. O espírito de Assis que o nosso mundo de hoje necessita tão urgentemente.
Fonte: Adaptação do texto publicado por Frei Antônio Rotzetter, no Boletim do CCFMC/julho de 2005.
Fonte: Franciscanos (matéria e foto)
S.S.PAPA BENTO XVI: INAUGURA SÍNODO

Roma, 05 out (RV)
XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.Concelebraram com o papa os padres sinodais e os colaboradores: 52 cardeais, 14 membros das igrejas orientais, 45 arcebispos, 130 bispos e 85 presbíteros. A Basílica de S. Paulo fora dos Muros foi escolhida por este ser o Ano Paulino e pelo caráter ecumênico que a reveste.PAPA EXPLICA A FINALIDADE DO SÍNODO
Cidade do Vaticano, 05 out (RV)
PAPA BENTO XVI REIVINDICA GARANTIA DA PLENA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO

CHILE: SEMANA DA FAMÍLIA
sábado, 4 de outubro de 2008
HOJE: SÃO FRANCISCO DE ASSIS
A vida de São Francisco de Assis
Filho de Pietro Bernardone e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182 , na cidade de Assis, província da Umbria no centro da Itália.Seu pai era um rico e próspero comerciante de tecidos, que viajava frequentemente em negócios principalmente para França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias. Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. A mãe de Francisco, foi de fato a mulher da sua vida e foi ela que emocionado muitas vezes invocou. Francisco sempre nutriu uma atenção e um carinho especial pela relação materna em geral.
A sua grande ligação espiritual a Maria, mãe de Jesus, é mais um sinal do seu particular respeito e Amor pelas mães de todo o mundo.
Era frequente usar a relação materna em geral, como exemplo de Amor nos seus diálogos e pregações.
Em relação ao pai, apesar do amor e respeito que nutria por ele, a relação não foi um exemplo e assim conheceu alguns episódios desagradáveis.
Francisco teve um irmão, de que a história pouco fala.
Chegado o momento do parto, Dona Pica, assistida por várias pessoas que ajudavam, teve muitas dificuldades e o nascimento da criança parecia se complicar.
Eis que batem à porta, e a criada ao atender depara-se com um mendigo que lhe transmite que a senhora da casa deverá dar à luz no estábulo da casa, junto aos animais.
Dona Pica, ao saber do sucedido, pediu ajuda às criadas para a levarem até ao estábulo. Lá chegada, a criança nasceu e foi lhe dado o nome de João (Giovanni). O pai, quando regressou, em homenagem à França, mudou-lhe o nome para Francisco.
Francisco era o líder da juventude de sua cidade. Alegre, amante da música
e das festas, com muito dinheiro para gastar, tornou-se rapidamente um ídolo entre seus companheiros. Adorava banquetes, noitadas de diversão e cantar serenatas para as belas damas de sua cidade.A Itália, como toda a Europa daquela época, vivia uma fase bastante conflituosa de sua história, marcada pela passagem do sistema feudal (baseado na estabilidade, na servidão e nas relações desiguais entre vassalos e suseranos) para o sistema burguês, com o surgimento das "comunas" livres (pequenas cidades).
Eram frequentes, nesta época, guerras e batalhas entre os senhores feudais e as emergentes comunas. Como todo jovem ambicioso de sua época, Francisco desejava conquistar, além da fortuna, também a fama e o título de nobreza. Para tal, fazia-se necessário tornar-se herói em uma dessas freqüentes batalhas. No ano de 1201, incentivado por seu pai, que também ansiava pela fama e nobreza, Francisco partiu para mais uma guerra que os senhores feudais, baseados na vizinha cidade de Perúsia, haviam declarado contra a Comuna de Assis.
Durante os combates, em uma tarde de inverno, Francisco caiu prisioneiro, sendo levado para a prisão de Perúsia, onde permaneceu longos e gelados meses. Para um jovem cheio de vida como ele, a inércia da prisão deve ter sido especialmente dolorosa. Somente seu espírito alegre, seu temperamento descontraído e seu gosto pela música o salvaram do desespero. Encontrava ainda forças para reconfortar e reanimar a seus companheiros de infortúnio.
Costumava dizer, em tom de brincadeira para seus companheiros: "Como quereis que eu fique triste, sabendo que grandes coisas me esperam? O mundo inteiro ainda falará de mim!"
Ao término de um ano foi solto da prisão, retornando para Assis, onde se entregou novamente aos saudosos divertimentos da juventude e às atividades na casa comercial de seu pai.
Francisco havia perdido o gosto pelos prazeres mundanos, mas conservava ainda a ambição da fama. Por esse motivo, sonhava com a glória das armas e a nobreza, que se conquistavam nos campos de batalha.
Por isso, aderiu prontamente ao exército que o Conde Gentile de Assis estava organizando para ajudar o Papa Inocêncio III na defesa dos interesses da Igreja. Contou para isso com a aprovação entusiasmada do pai, que vislumbrava aí a oportunidade tão longamente esperada de enobrecer sua família. Deus, porém, lhe reservava algumas surpresas ...
Antes de partir, num impulso de generosidade, Francisco cedeu a um amigo mais pobre os ricos trajes e a armadura caríssima que havia preparado para si. Isso lhe valeu um sonho estranho: viu um castelo repleto de armas destinadas a ele e a seus companheiros. Francisco não conseguiu entender o significado do sonho. Pensou que estava, talvez, destinado a ser um famoso guerreiro! O fato é que o sonho não lhe saía do pensamento.
Ao chegar ao povoado de Espoleto, Deus tornou a lhe falar em sonhos, desta vez com maior clareza, de modo que ele reconheceu a voz divina que lhe perguntava: "A quem queres servir: ao Servo ou ao Senhor?" Francisco respondeu prontamente: "Ao Senhor, é claro!" A voz tornou a lhe falar: "Por que insistes então em servir ao servo? Se queres servir ao Senhor, retorna a Assis. Lá te será dito o que deves fazer!" Francisco entendeu, então, que estava buscando apenas a glória humana e passageira. Estava fazendo a vontade de pessoas ambiciosas e mesquinhas e não a vontade do Senhor do Universo.
Desafiando os sorrisos de desdém dos vizinhos e a cólera de Pedro Bernardone, contrariado em seus projetos, Francisco retornou a Assis, dando prova da energia de seu caráter e do valor do seu ânimo, virtudes que se mostrariam valiosas mais tarde nos percalços de seu novo caminho.
Começou a longa busca e a longa espera: "O que Deus quer de mim? O que Ele quer que eu faça?" Era esse o constante questionamento de Francisco.
Para tentar desvendar os desígnios de Deus, passou a se dedicar à oração e à meditação. Percorria campos e florestas em busca de lugares mais tranquilos, em busca de respostas para suas dúvidas e inquietações. Para ele, tudo passou a ter outro sentido. Passou a enxergar as coisas com outros olhos e outro coração.
Viagem a Roma
Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma, isso no ano de 1205. Visitou a tumba do Apóstolo São Pedro e, indignado pelo que viu, exclamou: "É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveis com o Príncipe dos Apóstolos!" E jogou um grande punhado de moedas de ouro, contrastando com as escassas esmolas de outros fiéis menos generosos. A seguir, trocou seus ricos trajes com os de um mendigo e fez sua primeira experiência de viver na pobreza. Voltou a Assis, à casa paterna, entregando-se ainda mais à oração e ao silêncio.A família e os amigos estavam preocupados com o jovem Francisco: o que lhe estaria acontecendo? Será que ainda estava em pleno juízo? Seu pai, então, não se conformava! Não era isso que ele tinha sonhado para seu filho! Indignado, forçava-o a trabalhar cada vez mais em seu estabelecimento comercial.

O beijo no leproso e o novo chamado de Deus
Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, que sempre lhe parecera um ser horripilante, repugnante à vista e ao olfato, cuja presença sempre lhe havia causado invencível nojo.
Mas, então, como que movido por uma força superior, apeou do cavalo, e, colocando naquelas mãos sangrentas seu dinheiro, aplicou ao leproso um beijo de amizade.
Falando depois a respeito desse momento, ele diz: "O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus".
Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semi destruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo bizantino, que a piedade popular ali venerava, quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: "Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas". Não percebendo o alcance desse chamado e vendo que aquela Igrejinha estava precisando de urgente reforma, Francisco regressou a Assis, tomou da loja paterna um grande fardo de fina fazenda e vendeu-a. Retornando, colocou o dinheiro nas mãos do sacerdote de São Damião, oferecendo-se para ajudá-lo na reconstrução da capela com suas próprias mãos.
Conhecendo o caráter de Pedro Bernardone, é fácil imaginar sua cólera ao ver desfalcada sua casa comercial e perdido o seu dinheiro. Não bastava já o desfalque que dava ao entregar gratuitamente mercadorias e alimentação para os "vagabundos" necessitados? Agora mais essa! E Francisco teve que se esconder da fúria paterna.
Certo dia saiu resolutamente a mendigar o sustento de porta em porta na cidade de Assis. Para Bernardone isso já era demais! Como podia ele envergonhar de tal forma sua família? Se seu filho havia perdido o juízo, era necessário encarcerá-lo! Assim, Francisco experimentou mais uma vez o cativeiro, desta feita num escuro cubículo debaixo da escada da própria casa paterna. Depois de alguns dias, movida pela compaixão, sua mãe abriu-lhe às escondidas a porta e o deixou partir livremente para seguir o seu destino
Ao final de 1206, Pedro Bernardone, convencido de que nem as razões
nem a força podiam torcer o ânimo de Francisco, decidiu recorrer ao Bispo, instaurando-se um julgamento como nunca aconteceu na história de outro santo. O palco do julgamento foi a própria Praça Comunal de Assis, junto à igreja de Santa Maria e à casa do bispo, bem à vista de todos.Bernardone exigiu que seu filho lhe devolvesse tudo quanto recebera dele. Francisco sem vacilar um momento se despojou de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: "Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste".
O Bispo, então, o acolheu, envolvendo-o com seu manto.
Daquele momento em diante, cantando "Sou o arauto do Grande Rei, Jesus Cristo", afastou-se de sua família e de seus amigos e entregou-se ao serviço dos leprosos, tratando de suas feridas, e à reconstrução das Capelas e Oratórios que cercavam a cidade. Cada dia percorria as ruas mendigando seu pão e convidando as pessoas para que contribuíssem com pedras e trabalho na restauração das "Casas de Deus" que estavam em ruínas.
De alguns recebia apoio e incentivo. De muitos, o desprezo e a zombaria. No entender da maioria, o filho de Pedro Bernardone havia perdido completamente o juízo.
Estava já terminando a restauração da última Igrejinha da redondeza, a capelinha de Santa Maria dos Anjos e perguntava-se o que faria depois. O que mais lhe pediria Deus? Não havia entendido ainda que a Igreja que devia restaurar não era a de pedra, mas a própria Igreja de Cristo, enfraquecida na época pelas divisões, heresias e pelo apego de seus líderes às riquezas e ao poder.
Devia ser aquele o ano de 1209. Certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: tratava-se da passagem em que Cristo instruía seus Apóstolos sobre o modo de ir pelo mundo, "sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso ..." (Lc 9,3). Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: "É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!" E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: "Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo"!
A partir daquele dia, Francisco iniciou sua vida de pregador itinerante, percorrendo as localidades vizinhas e pregando, em palavras simples, o Evangelho de Cristo.
Muitos começaram, enfim, a compreender o sentido dessa vida e manifestaram o desejo de seguí-la.
No ano de 1210, Francisco e seus seguidores viajaram até Roma para buscar a aprovação do Papa para o seu modo de vida. Mas como aquele bando de mendigos, maltrapilhos e desconhecidos seria recebido pelo severo Inocêncio III? Francisco rezava e confiava. Afinal, não era o próprio Cristo que o estava conduzindo?
Por coincidência ou providência divina, encontrava-se em Roma, nessa ocasião, o Bispo de Assis, grande admirador de Francisco. Graças a ele o Papa os recebeu.
Inocêncio III ficou maravilhado com o propósito de vida daquele grupo e, especialmente, com a figura de Francisco, a clareza de sua opção e a firmeza que demonstrava. Reconheceu nele o homem que há pouco vira em sonho, segurando as colunas da Igreja de Latrão (a igreja-mãe de todas as Igrejas do mundo!), que ameaçava ruir. O Papa reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava Francisco a viver radicalmente o Evangelho, trazendo vida nova a toda a Igreja, naquele tempo tão distanciada dos ensinamentos de Cristo! Por isso deu a seu modo de viver o Evangelho a aprovação oficial da Igreja. Autorizou Francisco e seus seguidores a pregar o Evangelho nas igrejas e fora delas e os despediu com sua bênção. Este fato histórico ocorreu a 16 de Abril de 1210, marcando o nascimento oficial da Ordem Franciscana.
Ao voltar de Roma, Francisco e seus companheiros resolveram ficar por uns tempos em Rivotorto. No lugar de Rivotorto, existia um pequeno casebre, cuja função era apoiar e dar abrigo aos viajantes que pontualmente passavam por ali.
Certo dia, Francisco saiu para uma missão. Entre Cannara e Bevagna, num local silvestre, onde havia um pequeno descampado e ao redor muitas árvores de todas as espécies. Em cima das árvores, voando em revoadas e espalhadas pelo chão no descampado, muitas aves, que cantavam e se confraternizavam com grande alarido. O Santo falou a seus discípulos: "Esperem um momento, vou pregar às nossas irmãzinhas aves!" Entrou no campo indo de encontro às aves que estavam no chão. E mal começou a pregar, as que estavam nas árvores desceram. Nenhuma se mexia, embora andando ele passasse perto e mesmo chegasse a roçar nelas com a extremidade de sua veste! E dizia às aves:"Minhas irmãzinhas aves, vocês devem muito a DEUS, o CRIADOR, e por isso, em todo lugar que estiverem devem louva-LO, porque ELE lhes permitiu que voassem para onde quisessem, livremente, da mesma forma que devem agradecer o alimento que ELE lhes dá, sem que para isso tenham que trabalhar; agradeçam ainda a bela voz que o SENHOR lhes proporciona, que lhes permitem realizar lindas entonações! Vejam, minhas queridas irmãzinhas, vocês não semeiam e não ceifam. É DEUS quem lhes apascenta, quem lhes dá os rios e as fontes, para saciar a sede; quem lhes dá os montes e os vales, para o seu refúgio e lazer, assim como lhes dá as árvores altas, para fazerem os ninhos. Embora não saibam fiar e nem coser, DEUS lhes concede admiráveis vestimentas para todas vocês e seus filhos, porque ELE lhes ama muito e quer o bem estar de vocês. Por isso, minhas irmãzinhas, não sejam ingratas, procurem sempre se esforçarem em louvar a DEUS."
Acabando de dizer-lhes estas palavras, todas as aves num gesto quase uniforme, começaram a abrir os bicos e esticar os pescoços, à medida que abriam as asas e inclinavam reverentemente a cabeça até a terra, cantando, demonstrando assim que Francisco lhes havia proporcionado uma grande satisfação!
Finalmente, São Francisco lhes fez o Sinal da Cruz e deu-lhes licença de se retirarem. Então, todas aquelas aves se levantaram no ar com um maravilhoso canto, e logo se dividiram em revoadas e desapareceram atrás das colinas e das matas.
Conta-se que, dias depois, o Santo foi em companhia de Frei Massau a um lugarejo chamado Alviano, entre Orte e Orvieto. Pararam na praça do Mercado e como sempre, cantaram uma melodia com versos que convidavam a conversão do coração, com a finalidade de reunir o povo. Depois começou a pregar. Entardecia. As andorinhas que ainda hoje fazem ninho nos altos muros e nas torres das construções, voavam de um lado para outro em ciclo contínuo, cantando forte e de modo quase uníssono. Os habitantes do lugarejo que se comprimiam ao redor para ouvir a palavra dele, não estavam conseguindo entender quase nada, porque o barulho das andorinhas era muito intenso. Então, Francisco com a maior tranqüilidade, olhou para elas e com muita doçura disse:
"Irmãs andorinhas, parece-me que agora é minha vez de falar. Já cantaram e falaram bastante! Escutem, pois, a palavra de DEUS e fiquem silenciosas enquanto eu falo!"
Elas pararam e fizeram um grande silêncio, por todo o tempo que ele falou.
Quando percebeu que estava próximo de morrer, mandou que o
levassem para a sua pequena cela na Porciúncula. No Sábado dia 3 de Outubro, o Santo vivia os seus últimos momentos. Ao entardecer começou a cantar o Salmo 141 de David, rodeado pelos frades que choravam e não queriam deixa-lo sozinho. Com o passar do tempo, o som de sua voz foi perdendo a intensidade até que emudeceu inteiramente. Seus lábios fecharam para sempre e foi cantando, que entrou na eternidade. DEUS infinita bondade, ainda permitiu uma última saudação ao seu humilde cantor. Por cima de sua cabana e ao redor, apenas a voz do Santo calou, o espaço foi ocupado por um sonoro e imprevisto coro de vozes de todas as aves, que em profusão e admirável alarido vieram cantando dar-lhe o último adeus.Dois anos após sua morte foi beatificado e em 1228, declarado Santo no dia 16 de Julho pelo Papa Gregório IX. Seu Mausoléu encontra-se na Basílica com o seu nome, em Assis.
São Francisco foi escolhido oficialmente padroeiro da Itália
A Ordem Franciscana foi criada como uma Ordem de Irmãos, que assumiam a missão de viver e pregar o Evangelho. Não era uma Ordem Clerical (Ordem composta por sacerdotes), como outras que já existiam. O próprio Francisco não quis ser sacerdote e os primeiros frades também não tinham esse objetivo. Desde o início, porém, houve o ingresso de alguns sacerdotes já formados, que desejavam ser franciscanos. Algum tempo depois, sobretudo quando Santo Antonio, professor de Teologia, ingressou na Ordem, passou a ensinar Teologia aos frades e alguns deles passaram a se ordenar sacerdotes. Mais tarde, devido principalmente às necessidades da Igreja, a maioria dos frades passou a se ordenar. Mas até hoje, dentro da ordem Franciscana, convivem como irmãos, em igualdade de condições, frades sacerdotes e não sacerdotes (estes chamados outrora de irmãos leigos, por não serem sacerdotes), cada um exercendo a sua função. Esse é, sem dúvidas, um dos aspectos mais belos da Ordem criada por São Francisco.
As Clarissas
Francisco, além de fundar a 1ª Ordem Franciscana (masculina), foi também o fundador da 2ª Ordem Franciscana, conhecida também por Ordem de Santa Clara, abrindo assim a vivência do ideal franciscano para o ramo feminino. A primeira religiosa franciscana foi a jovem Clara Offreduccio, mais tarde chamada de Santa Clara de Assis, jovem de família nobre e admiradora de Francisco desde que o conhecera como "Rei da Juventude" pelas ruas e festas de Assis. Passou a admirá-lo mais ainda, quando se tornou um inflamado pregador da alegria e da paz, da pobreza e do amor de Deus, não só através de palavras mas com o exemplo de sua própria vida.Era isso precisamente o que almejava a jovem Clara. Não estava satisfeita com os esplendores do palácio de sua família, nem com o sonho do futuro enlace principesco ao qual seus pais a estavam encaminhando. Sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.
Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.
Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.
O TAU na vocação Franciscana
O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz.
As duas maiores influências diretas em São Francisco de Assis, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Luterano. São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos.
Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. São Francisco de Assis tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado.
No princípio de sua conversão, São Francisco de Assis encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a do Concílio de Latrão. Os historiadores geralmente admitem que São Francisco de Assis estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a grandes abominações que na cidade se cometem" e acrescenta: "O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos. O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: 'Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo' (...) Sejam portanto mestres desta cruz!
A GRAÇA DE CELEBRAR 800 ANOS DO CARISMA FRANCISCANO - 1ª PARTE
Neste 4 de outubro, Solenidade de Nosso Seráfico Pai São Francisco, terão início as comemorações em todo o mundo pelo Oitavo Jubileu de Fundação da Ordem Franciscana. Ou seja, há oito séculos um grupo de doze homens se apresentou ao Papa Inocêncio III para pedir-lhe que reconhecesse e aprovasse seu projeto de vida evangélica, a "Proto-regra". "E depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me mostrou o que deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver segundo a forma do santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples, e o senhor Papa mo confirmou" (Test 14-15).
Este Especial quer indicar alguns textos que podem servir de subsídios para entender este tempo da graça das origens e também para celebrar o Santo que exerce um fascínio tão grande sobre os homens, de tal modo que, São Francisco não é um patrimônio religioso exclusivo da Ordem Franciscana ou da Igreja Católica, mas está além das fronteiras do Cristianismo. Grande parte são textos oficiais ou documentos da Ordem e, para completar, um pouco mais do que se escreve sobre o Poverello de Assis.
O documento da FFB, "Reviver o Sonho de Francisco e Clara de Assis no chão da América Latina e Caribe", conclui magistralmente ao falar deste Jubileu. "Ao celebrarmos 800 anos do Carisma Franciscano temos a ocasião de reacender em nós a chama do carisma, sopro do Espírito, que um dia irrompeu em Francisco e Clara, suscitando em torno deles a numerosa família de irmãos e irmãs, à qual temos a graça de pertencer. Que Francisco e Clara, paradigmas luminosos do peregrinar evangélico, invoquem sobre nós o Espírito que os conduziu, como Elias o invocou sobre Eliseu. E que assim possamos reviver o sonho de Francisco e Clara no chão da América Latina e Caribe: sermos presenças evangélicas, fraternas, densamente humanas, que procuram recriar, neste Continente, uma história parecida com a que eles viveram nos distantes primórdios. E isto, por estarmos, eles e nós, animados do mesmo Espírito e seguindo os passos do mesmo Jesus Cristo, humilde e servidor".
A Carta da Conferência da Família Franciscana (CFF), assinada pelos Ministros Gerais (superiores maiores) de todas as ordens franciscanas, com data de 29.11.2006, lembrou que este duplo movimento – ações de graças pelo chamar novamente a viver o Evangelho e a purificação da memória como reconhecimento das sombras da nossa família – deve nos levar a afrontar o desafio da refundação. “A experiência de oito séculos nos ensina que, como Francisco, temos sempre que retomar de novo o nosso itinerário de penitência evangélica que é a conversão, pôr em prática com gestos concretos para encarnar com a vida, pessoal e comunitária de cada dia, qualquer coisa da novidade e da juventude do Evangelho. Desde o primeiro século da nossa história, não temos cessado de “renascer”. (cf. Jo 3,3), como é testemunhado ainda hoje pelos nossos diferentes ramos e pelas centenas dos nossos Institutos. E é por isto que devemos alcançar as raízes, os “fundamentos”, ou seja, descobrir a maravilha da “força de Deus”, o Evangelho (Rm 1,16), a boa nova do Amor de Deus por nós e da comunhão com Ele, que a nós se oferece. Só sobre tal fundamento se pode construir um edifício sólido, uma verdadeira comunidade em missão na Igreja e no mundo. Este momento de graça - kairós - que vivemos no presente, nos coloca à prova, nos revelando a nossa fraqueza, mas nos convidando sobretudo a contar com o poder de Deus”, conclui.
Por último, Frei Regis Daher, assinala: “O projeto celebrativo da Ordem “A Graça das origens”, propõe para os anos 2008-2009 a meta: “Com espanto e gratidão, celebrar o grande dom de nossa vocação, para que o restituamos através de palavras e da vida” (p.20-21). Talvez este restituir, mais do que uma forma de anunciar (através de palavras) e de cultivar (através da vida) o dom da própria vocação, seja o reconhecimento de que esse dom não nos é dado numa única vez e de forma definitiva, mas que “ainda o recebemos diariamente da generosidade do Pai de toda misericórdia [...] e quanto maior e mais perfeita, mais ao Pai é devida” (TestC 1-4)”.
A FOTO DE SUA FAMÍLIA NO ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS
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Madri,
- No contexto da preparação para o VI Encontro Mundial das Famílias, programado de 13 a 18 de janeiro de 2009, em Cidade do México, os organizadores estão convidando as famílias a enviar fotos digitais para compor um grande ‘Mosaico das Famílias’.
A iniciativa tem como tema “O papa quer conhecer a sua família” , e o objetivo é recolher mais de 7 mil fotos em formato digital para formar um grande painel com a imagem de Bento XVI.
O comitê organizador explica que todas as fotografias recebidas serão usadas na composição.
O ‘Mosaico das Famílias’ será entregue ao papa como demonstração de que “em todas as famílias o Santo Padre está presente, e que no Santo Padre estão representadas todas as famílias”.
Quem quiser ter sua fotografia no painel deve enviar a foto da família em formato jpg ou gif, de dimensão máxima de 4 megabytes ao email: fotoemf2009@gmail.com.
Aconselha-se evitar fotografias feitas com telefones celulares.
As fotos podem ser enviadas até o dia 12 de dezembro, e o comitê recorda que ao enviar a fotografia, a família cede todos os direitos do uso da imagem à Comissão Central Coordenadora do VI Encontro Mundial das Famílias México 2009.
É aceita uma única fotografia por endereço eletrônico, e o e-mail deverá conter os seguintes dados:
* o nome do responsável da família, ou de quem envia a fotografia;
* o sobrenome da família;
* seu país e cidade de origem.
Até hoje, mais de 300 fotos já foram enviadas, de 25 países do mundo. (CM)
Fonte: RV
VITÓRIA - ESPIRITO SANTO - BRASIL - AINDA MAIS LINDA COM A NOVA ILUMINAÇÃO DA BASÍLICA DE SANTO ANTÔNIO
Foto- Helson Moura
Mais moderna e eficiente, a nova iluminação totaliza 9.600w de potência O Santuário de Santo Antônio ganhou um novo brilho. A Secretaria Municipal de Transportes e Infra-Estrutura Urbana da Prefeitura de Vitória (Setran) implantou nova iluminação no espaço, um dos principais pontos turístcos da Capital. Mais moderna e eficiente, a nova iluminação conta com quatro postes de 17 metros, com seis projetores com lâmpadas de multivapores-metalicos de 400 watts cada um. “Isso garante uma feérica iluminação uniforme e é suficiente para destacar o Santuário, ponto turístico do nosso município, além de atender a expectativa da comunidade. Além da iluminação, outras obras foram feitas, diminuindo o impacto visual e causando uma sensível melhora no ambiente do Santuário e entorno do mesmo.
Foto- Helson MouraA mudança destaca o Santuário e atende a uma antiga reivindicação da comunidade. O Santuário de Santo Antônio fica num dos bairros mais tradicionais de Vitória, situado sobre um morro que proporciona uma magnífica vista da parte oeste do município e da baía, com seus extensos manguesais. Um verdadeiro cartão postal de Vitória. A construção do templo foi iniciada em 1956 e concluída em 1976, substituindo a antiga Igreja Matriz de Santo Antônio, inaugurada em 1943, que se tornou pequena com o crescimento do bairro, incrementado pela chegada dos padres pavonianos e pessoas do meio rural. O Santuário foi construído sob a orientação da Congreção Pavoniana que, em 1941, iniciou suas atividades no Brasil em Vitória. O templo foi idealizado tendo como modelo a Igreja de Nossa Senhora da Consolação, em Todi, na Itália central. Tem estilo arquitetônico influenciado pelo renascimento italiano, belas cúpulas, e afrescos magníficos feitos pelo italiano Alberto Bogani, em 1996.
(Deyvison Longui)
Fonte: Matéria fornecida por e-mail, pelo Sr. Carlos Roberto Margoto, de Vitória do Espírito Santo.
Caríssimo Sr. Carlos Roberto Margoto, A FAMÍLIA CATÓLICA muito lhe agradece por sua gentileza.
A FAMÍLIA CATÓLICA