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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa Francisco já está no Quénia


Papa Francisco com o Presidente Uhuru Kenyatta - REUTERS
 
 
O Papa Francisco chegou às 17 horas locais, como previsto, a Nairobi, capital do Quénia, primeira etapa da sua primeira visita ao continente africano, a 11ª do seu pontificado. O Papa partiu do Vaticano na manhã desta quarta-feira.
No aeroporto Jomo Kenyatta de Nairobi onde chegou depois de 7 horas e 15 minutos de voo, o Papa foi acolhido pelo Núncio Apostólico e pelo Presidente do Quéni, Uhuru Kenyatta, na presença do Cardeal arcebispo de Nairobi, D. Jonh Njue e de alguns outros bispos…
Depois o Papa transferiu-se ao State House, a 19 km do Aeroporto, onde depois das cerimónias de boas-vindas com as honras militares. Seguiu-se uma visita de cortesia ao Presidente do Quenia e a família. Paralelamente, tinha lugar um encontro bilateral entre delegações do Vaticano e do Quénia, formado por alguns cardeais e bispos, entre os quais o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin.
Passou-se seguidamente à troca de dons entre o Papa e o Presidente. Este último recebeu do Santo Padre uma pergamena em que está representado o projecto da fachada da Basílica de São Pedro na óptica do arquitecto Carlo Maderno.
Às 18.30 locais, o Papa teve no jardim da State House, sob uma grande tenda um encontro com as autoridades e o corpo diplomático. Presentes também personalidades do mundo da política, da economia, da cultura.
O encontro concluiu-se com a apresentação ao Papa de uma dezena de personalidades da parte do Presidente, e às 19 horas, Francisco transferiu-se para a Nunciatura Apostólica de Nairobi, onde estará hospedado durante os dois dias de visita ao Quénia. 
Fonte: R. Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa em África: Quénia é a primeira etapa

Papa Francisco - AP

 
O Papa Francisco partiu na manhã desta quarta-feira dia 25 de novembro, por volta das 7h45, hora de Roma, para a 11ª Viagem Apostólica do seu pontificado. O Santo Padre chega ao continente africano para visitar o Quénia, o Uganda e a República Centro Africana. A primeira etapa é Nairobi a capital do Quénia:
País com cerca de 43 milhões de habitantes, 80% dos quais cristãos, o Quénia situa-se na África Oriental, debruçando-se a sudeste sobre o Oceano Índico, e fazendo fronteira com o Sudão, a Etiópia, a Somália e o  Uganda. O seu território estende-se por mais de 580 mil kmq e, além do Lago Turkana e de outros pequenos lagos no chamado Rift Valley, tem também o Monte Quénia que fica a cerca de 200km da capital, Nairobi, e que mede 5.199m de altitude. É o segundo ponto mais alto da África, depois do Klimandjaro, que se encontra na vizinha Tanzânia. Dotado de um Parque Nacional, o Monte Quénia foi inscrito em 1997, pela UNESCO, na lista do património da Humanidade. Os seus cumes glaciares e encostas arborizadas, constituem, ao lado das lindas praias, uma das importantes atracções turísticas do país.
Ex-colónia britânica, o Quénia acedeu à independência a 12 de Dezembro de 1963. Mas, as primeiras cidades do país terão sido fundadas pelos árabes que iniciaram a partir do século XII intensas relações comercias com a população africana da região: kikuyos e masais. Desse encontro surgiu a cultura swahili, caracterizada pela língua kiswahili (hoje língua oficial do país), e pela a religião islâmica.
Na altura os portugueses ocuparam algumas localidades da costa, mas foram rechaçados pelos sultões omanitas do Zanzibar. A presença de europeus viria a intensificar-se em finais do século XIX, quando o Quénia acaba por tornar-se numa colónia britânica.
Em finais da Segunda Guerra Mundial, os kikuyos lutam pela independência que, dizíamos, se concretizou a 12 de Dezembro de 1963. Jomo Kenyatta, considerado o Pai da Independência, é eleito Presidente da República. Promove importantes reformas políticas/económicas e mantém boas relações com os países vizinhos e a própria Grã-Bretanha.
Em 1978 Kenyatta morre e é Daniel Arap Moi é eleito Presidente. Ele prossegue por alguns anos a linha política do seu predecessor, mas em 1982, perante um golpe de Estado falhado, endurece a sua política, instituindo o mono- partidarismo. Com o fim da guerra fria, como muitos outros países da África é introduzido o multi-partidarismo. Mas as forças de oposição não se entendem entre si, e Moi é reeleito em 1992 e 1997. Em 2002 é substituído por Mwai Kibaki.
As eleições de 2008 são marcadas por violências étnicas. Graças à mediação de Kofi Annan, ex-Secretário Geral da ONU chegou-se a um armistício e a um entendimento entre as facções: Kibaki fica Presidente e o seu rival Odinga é nomeado Primeiro Ministro, cargo recém-criado e sucessivamente abolido. As mais recentes eleições gerais de 2013 foram ganhas pelo filho de Jomo Kenyatra, Uhuru Kenyatta.
A 2 de Abril deste ano, o Quénia foi sacudido por um grave atentado terrorista: milícias do grupo islamista somali “Al-Shabab” irromperam, durante a noite, num dormitório do campus  Universitário de Garissa, matando 150 estudantes. O ataque foi considerado uma represália contra o Governo de Nairobi, empenhado militarmente na Somália contra extremistas islâmicos, autores de repetidos ataques em território queniano.
Do ponto de vista económico, de salientar que o Quénia é um dos maiores exportadores mundiais de chá e de flores, nomeadamente rosas, cuja cultura foi introduzida em época mais recente e de que se fala de vez em quando pelo trabalho duro e perigoso que sobretudo mulheres exercem nesse domínio. O turismo é também um dos pilares da economia do país. A moeda é a esterlina queniana, uma das moedas mais fortes da África Oriental, usada também no Somália e no Sudão.
**
Dizíamos que cerca de 80% dos quenianos são de religião cristã: destes 32,3% são católicos e 47,7% são protestantes. Os restantes 20% pertencem a diversas outras religiões.
Os primeiros contactos dos quenianos com o cristianismo remontam a 1498 aquando da passagem dos portugueses em transito para a Índia. Testemunho disto é uma coluna encimada por uma cruz em pedra, erigida por Vasco da Gama em Malinde e que existe ainda hoje.
Em finais de 1500 chegaram os missionários agostinianos que evangelizaram as populações da costa. Mas em 1631, o sultão de Mombasa, Jerónimo Chingúlia que se tinha antes convertido ao cristianismo, acaba por revoltar-se contra os cristãos e 150 pessoas passam pelo martírio. São os chamados Mártires de Mombasa, cuja causa de beatificação está em curso.
A verdadeira expansão do cristianismo dar-se-á na segunda metade do século XIX com a chegada dos padres do Espírito Santo que se estabeleceram na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, e cuja prefeitura apostólica se estendia também ao Quénia. Estava-se em 1860. Seguidamente chegam ao país diversos outras congregações missionárias que em 1899 abrem missões também em Nairobi. 1899, marca, portanto, oficialmente, o início da Evangelização, tendo sido – diga-se de passagem -  o centenário comemorado em 1989.
Em 1927, um ano depois de terem sido criadas no país quatro jurisdições eclesiásticas, são ordenados os primeiros sacerdotes nativos e em 1953 é instituída a Hierarquia da Igreja católica com a criação das Dioceses de Nairobi, Nyeri, Kisumu e Meru. Quatro anos depois (1957) o país tem o seu primeiro bispo queniano, D. Maurice Otunga que iria ser criado cardeal em 1973.
O Papa João Paulo II visitou o país três vezes: em 1980, 1985 (por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional) e depois em 1995 para a entrega da Exortação Apostólica pós-sinodal, “Ecclesia in África” .
A Igreja católica no Quénia é, portanto, uma Igreja muito viva, que teremos a oportunidade de conhecer melhor com esta visita do Papa Francisco, visita cujo objectivo - sublinhou Francisco na sua vídeo-mensagem enviada previamente à população queniana -   é confirmar a comunidade católica na sua fé em Deus e no testemunho do Evangelho. Evangelho que ensina a dignidade de cada homem e mulher e nos apela a abrir o coração aos outros, especialmente aos pobres e necessitados.

Fonte: R. Vaticano

Vaticano: começou julgamento sobre divulgação indevida de documentos            

 
24/11/2015 11:56

Teve lugar nesta terça-feira, dia 24, no Vaticano, a primeira audiência do chamado caso “Vatileaks 2”. O processo foi aberto devido às revelações e publicação de documentos reservados da Santa Sé e terá cinco pessoas no banco dos réus.
Um dos acusados é o padre Vallejo Balda, detido desde o dia 1 de novembro. Ele foi secretário da extinta Comissão de investigação dos organismos económicos e administrativos da Santa Sé (Cosea), da qual provêm a maior parte dos documentos difundidos.
No banco dos réus também estarão os jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, que publicaram os documentos em livros, assim como a ex-colaboradora da Cosea, a italiana Francesca Chaouqui, que foi detida juntamente com o padre espanhol e posteriormente libertada, e outro colaborador do mesmo organismo, o italiano Nicola Maio.
Os jornalistas são acusados de publicação de documentos reservados da Santa Sé, o sacerdote espanhol, Chaouqui e Nicola Maio são acusados de associação para a divulgação dos documentos.
Em particular, são acusados ainda de violar o artigo 118 bis, introduzido pelo Papa Francisco em 2013, que contempla o delito de “apoderar-se ilegitimamente ou revelar notícias ou documentos dos quais está proibida a divulgação”.
No Código de Direito Canónico a pena para este delito é de 6 meses a 2 anos de reclusão ou multa de mil a cinco mil euros.

Rádio Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Breves traços históricos da sociedade e da Igreja quenianas

Quénia esperando o Papa Francisco - REUTERS


País com cerca de 43 milhões de habitantes, 80% dos quais cristãos, o Quénia situa-se na África Oriental, debruçando-se a sudeste sobre o Oceano Índico, e fazendo fronteira com o Sudão, a Etiópia, a Somália e o  Uganda. O seu território estende-se por mais de 580 mil kmq e, além do Lago Turkana e de outros pequenos lagos no chamado Rift Valley, tem também o Monte Quénia que fica a cerca de 200km da capital, Nairobi, e que mede 5.199m de altitude. É o segundo ponto mais alto da África, depois do Klimandjaro, que se encontra na vizinha Tanzânia. Dotado de um Parque Nacional, o Monte Quénia foi inscrito em 1997, pela UNESCO, na lista do património da Humanidade. Os seus cumes glaciares e encostas arborizadas, constituem, ao lado das lindas praias, uma das importantes atracções turísticas do país.
Ex-colónia britânica, o Quénia acedeu à independência a 12 de Dezembro de 1963. Mas, as primeiras cidades do país terão sido fundadas pelos árabes que iniciaram a partir do século XII intensas relações comercias com a população africana da região: kikuyos e masais. Desse encontro surgiu a cultura swahili, caracterizada pela língua kiswahili (hoje língua oficial do país), e pela a religião islâmica.
Na altura os portugueses ocuparam algumas localidades da costa, mas foram rechaçados pelos sultões omanitas do Zanzibar. A presença de europeus viria a intensificar-se em finais do século XIX, quando o Quénia acaba por tornar-se numa colónia britânica.
Em finais da Segunda Guerra Mundial, os kikuyos lutam pela independência que, dizíamos, se concretizou a 12 de Dezembro de 1963. Jomo Kenyatta, considerado o Pai da Independência, é eleito Presidente da República. Promove importantes reformas políticas/económicas e mantém boas relações com os países vizinhos e a própria Grã-Bretanha.
Em 1978 Kenyatta morre e é Daniel Arap Moi é eleito Presidente. Ele prossegue por alguns anos a linha política do seu predecessor, mas em 1982, perante um golpe de Estado falhado, endurece a sua política, instituindo o mono- partidarismo. Com o fim da guerra fria, como muitos outros países da África é introduzido o multi-partidarismo. Mas as forças de oposição não se entendem entre si, e Moi é reeleito em 1992 e 1997. Em 2002 é substituído por Mwai Kibaki.
As eleições de 2008 são marcadas por violências étnicas. Graças à mediação de Kofi Annan, ex-Secretário Geral da ONU chegou-se a um armistício e a um entendimento entre as facções: Kibaki fica Presidente e o seu rival Odinga é nomeado Primeiro Ministro, cargo recém-criado e sucessivamente abolido. As mais recentes eleições gerais de 2013 foram ganhas pelo filho de Jomo Kenyatra, Uhuru Kenyatta.
A 2 de Abril deste ano, o Quénia foi sacudido por um grave atentado terrorista: milícias do grupo islamista somali “Al-Shabab” irromperam, durante a noite, num dormitório do campus  Universitário de Garissa, matando 150 estudantes. O ataque foi considerado uma represália contra o Governo de Nairobi, empenhado militarmente na Somália contra extremistas islâmicos, autores de repetidos ataques em território queniano.
Do ponto de vista económico, de salientar que o Quénia é um dos maiores exportadores mundiais de chá e de flores, nomeadamente rosas, cuja cultura foi introduzida em época mais recente e de que se fala de vez em quando pelo trabalho duro e perigoso que sobretudo mulheres exercem nesse domínio. O turismo é também um dos pilares da economia do país. A moeda é a esterlina queniana, uma das moedas mais fortes da África Oriental, usada também no Somália e no Sudão.
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Dizíamos que cerca de 80% dos quenianos são de religião cristã: destes 32,3% são católicos e 47,7% são protestantes. Os restantes 20% pertencem a diversas outras religiões.
Os primeiros contactos dos quenianos com o cristianismo remontam a 1498 aquando da passagem dos portugueses em transito para a Índia. Testemunho disto é uma coluna encimada por uma cruz em pedra, erigida por Vasco da Gama em Malinde e que existe ainda hoje.
Em finais de 1500 chegaram os missionários agostinianos que evangelizaram as populações da costa. Mas em 1631, o sultão de Mombasa, Jerónimo Chingúlia que se tinha antes convertido ao cristianismo, acaba por revoltar-se contra os cristãos e 150 pessoas passam pelo martírio. São os chamados Mártires de Mombasa, cuja causa de beatificação está em curso.
A verdadeira expansão do cristianismo dar-se-á na segunda metade do século XIX com a chegada dos padres do Espírito Santo que se estabeleceram na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, e cuja prefeitura apostólica se estendia também ao Quénia. Estava-se em 1860. Seguidamente chegam ao país diversos outras congregações missionárias que em 1899 abrem missões também em Nairobi. 1899, marca, portanto, oficialmente, o início da Evangelização, tendo sido – diga-se de passagem -  o centenário comemorado em 1989.
Em 1927, um ano depois de terem sido criadas no país quatro jurisdições eclesiásticas, são ordenados os primeiros sacerdotes nativos e em 1953 é instituída a Hierarquia da Igreja católica com a criação das Dioceses de Nairobi, Nyeri, Kisumu e Meru. Quatro anos depois (1957) o país tem o seu primeiro bispo queniano, D. Maurice Otunga que iria ser criado cardeal em 1973.
O Papa João Paulo II visitou o país três vezes: em 1980, 1985 (por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional) e depois em 1995 para a entrega da Exortação Apostólica pós-sinodal, “Ecclesia in África” .
A Igreja católica no Quénia é, portanto, uma Igreja muito viva, que teremos a oportunidade de conhecer melhor com esta visita do Papa Francisco, visita cujo objectivo - sublinhou Francisco na sua vídeo-mensagem enviada previamente à população queniana -   é confirmar a comunidade católica na sua fé em Deus e no testemunho do Evangelho. Evangelho que ensina a dignidade de cada homem e mulher e nos apela a abrir o coração aos outros, especialmente aos pobres e necessitados.

Fonte: R.Vaticano 

Divulgado programa da Viagem do Papa à África



                       Mártires de Uganda

    

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o programa da viagem do Papa Francisco à África, a ser realizada de 25 a 30 de novembro próximos. Serão três os países a acolher o Pontífice: Quénia, Uganda e República Centro Africana.

O Quénia, primeira etapa da viagem, receberá o Santo Padre na quarta-feira, 25 de novembro, às 17 horas. Em Nairobi o Papa fará uma visita de cortesia ao Presidente da República e participará do encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático. Já na quinta-feira, 26, o Papa começará o dia participando no encontro inter-religioso e ecuménico, seguido pela Missa no Campus universitário da capital. Na parte da tarde, o encontro com o clero e os religiosos e a visita ao Escritório da ONU de Nairobi. Na sexta-feira, 27, o Papa visitará o bairro pobre de Kangemi. Às 10 horas, o encontro com os jovens no Estádio Kasarani e logo a seguir o encontro com o episcopado do país.
Na parte da tarde o Santo Padre segue para Entebe, Uganda, onde logo após a chegada realiza uma visita de cortesia ao Presidente da República e o encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático. A seguir dirige-se a Munyonyo para uma saudação aos catequistas e professores. No sábado, dia 28, o Papa visita os dois Santuários dedicados aos mártires ugandeses, católicos e anglicanos. Às 9h30 preside à Santa Missa pelos Mártires de Uganda na área do Santuário católico. Em seguida, o encontro com os jovens em Kololo Air Strip em Kampala, a visita à Casa de Caridade Nalukolongo e os encontros com os bispos de Uganda e com o clero e religiosos.
No Domingo 29 de novembro, o Papa partirá para Bangui, na República Centro Africana, onde a chegada está prevista para às 10 horas. O primeiro compromisso é a visita de cortesia ao Presidente de transição do país, seguida pelo encontro com a classe dirigente e com o Corpo Diplomático. Às 12h15 a visita ao campo de refugiados, seguido pelos encontros com os Bispos centro-africanos e com os evangélicos. Às 17 horas presidirá à Missa com o clero, os religiosos e os jovens na Catedral de Bangui. O dia termina às 19 horas com a confissão de alguns jovens e a vigília de oração na esplanada diante da Catedral.
Na segunda-feira, dia 30 de novembro, o Papa encontra a comunidade muçulmana na Mesquita Central de Koudoukou em Bangui. Às 9h30 a Missa no Estádio do Complexo desportivo Barthélémy Boganda.
Por fim, o Papa Francisco parte às 12h30 do Aeroporto Internacional “M’Poko”, de Bangui, sendo a chegada ao aeroporto de Roma-Ciampino  prevista para às 18h45min. (BS/JE)

Fonte: Rádio Vaticano


 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Papa: vou à África como mensageiro de paz e reconciliação


Um cartaz de boas-vindas ao Papa, em lingua swahili, no Quénia, primeira etapa da visita de Francisco à África - RV

23/11/2015 12:01
 
A pouco dias da sua viagem à África o Papa Francisco enviou uma mensagem-vídeo ao Quénia e Uganda e uma outra à República Centro-Africana. 
“Enquanto me preparo para visitar o Quénia e a Uganda no fim deste mês – lê-se na mensagem - envio a vós e às vossas famílias uma palavra de saudação e amizade, aguardo o momento em que estaremos juntos”.
Em seguida o Papa Francisco sublinha que vai como ministro do Evangelho, para proclamar o amor de Jesus Cristo e a Sua mensagem de reconciliação, perdão e paz. “A minha visita, diz o Papa, tem como objectivo confirmar a comunidade católica na sua fé em Deus e no testemunho do Evangelho, que ensina a dignidade de cada homem e mulher e nos ordena a abrir o coração aos outros, especialmente aos pobres e necessitados”.
Ao mesmo tempo – continua a mensagem-vídeo – desejo encontrar todas as pessoas do Quénia e Uganda e oferecer a todos uma palavra de encorajamento. Estamos a viver num tempo em que por todo lado os fiéis de cada religião e as pessoas de boa vontade são chamados a promover a compreensão e o respeito recíprocos, e a apoiar-se mutuamente como membros da mesma família humana. Porque todos nós somos filhos de Deus.
“Momento particular da minha visita, diz ainda Francisco, será representado pelos encontros com os jovens, que são o vosso principal tesouro e a nossa esperança mais promissora por um futuro de solidariedade, paz e progresso”.
E a mensagem termina com palavras de agradecimento às muitas pessoas que estão a  trabalhar duramente na preparação da visita. “Peço a cada um de rezar para que a minha presença no Quénia e Uganda seja fonte de esperança e encorajamento para todos, invoco sobre vós e as vossas famílias a bênção de Deus para que traga alegria e paz” – conclui Francisco.
Na mensagem à República Centro-Africana, o Papa Francisco exprime antes de tudo a sua enorme alegria e saúda desde já a cada um com grande carinho, independentemente da etnia ou crença religiosa. “É a primeira vez na minha vida, diz o Papa na mensagem, que visito o continente Africano, tão bonita e rico na sua natureza, povos e culturas, e espero fazer belas descobertas e encontros enriquecedores”.
O vosso querido país – lê-se ainda na mensagem - passou por demasiado tempo de uma situação de violência e insegurança de que muitos de vós sois vítimas inocentes. A finalidade da minha visita, reitera Francisco, é antes de tudo trazer-vos, em nome de Jesus, o conforto da consolação e da esperança. Espero com todo o coração que a minha visita contribua, de uma forma ou de outra, para aliviar as vossas feridas e favorecer as condições para um futuro mais sereno na RCA e todos os seus habitantes.
O tema desta viagem é: passemos para a outra margem – prossegue a mensagem, explicando que se trata de um tema que convida as comunidades cristãs a olhar para frente com determinação e encoraja a cada um a renovar a sua relação com Deus e com os irmãos para construir um mundo mais justo e fraterno.
“Eu, concretamente,  terei a alegria de abrir para vós - com pouco de a antecedência - o Ano Jubilar da Misericórdia, que eu espero que seja para cada um uma ocasião providencial de autêntico perdão, uma ocasião para receber e dar, e de renovação no amor”, conclui Francisco reiterando que vai como mensageiro da paz e que gostaria de apoiar o diálogo inter-religioso para encorajar a convivência pacífica no país: “sei que isso é possível, conclui Francisco, porque somos todos irmãos”, pedindo, por fim,  a todos para rezarem por ele.  “Invoco a protecção da Virgem Maria e vos digo: até breve!”
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 27 de maio de 2014

No avião, de retorno à Roma, Papa ressalta momentos marcantes da viagem à Terra Santa

No avião, Papa ressalta momentos marcantes da viagem à Terra Santa




Cidade do Vaticano (RV) – No avião que o trouxe de volta ao Vaticano, o Papa Francisco conversou - durante quase uma hora - com os jornalistas que o acompanharam na Terra Santa. Os temas tratados foram muitos: dos momentos mais marcantes da viagem ao celibato dos sacerdotes, passando por escândalos financeiros e a hipótese de uma renúncia a exemplo de Bento XVI. Confira alguns pontos:

Os gestos na Terra Santa e o encontro Peres e Abu Mazen
“Os gestos mais autênticos são os que não se pensam, mas os que acontecem. Algumas coisas, por exemplo, o convite aos dois presidentes à oração, isto estava sendo pensado, mas havia muitos problemas logísticos, muitos, porque é preciso levar em consideração o território onde se realiza, e não é fácil. Isso já se programava, uma reunião, mas no fim saiu o que espero que seja bom. Será um encontro de oração, não para fazer mediação.”

Relação com os ortodoxos
“Com Bartolomeu falamos de unidade, que se faz em caminho, jamais poderemos fazer a unidade num congresso de Teologia. Ele confirmou-me que Atenágoras realmente disse a Paulo VI: ‘vamos colocar todos os teólogos numa ilha e nós prosseguiremos juntos’. Devemos nos ajudar, por exemplo, com as igrejas, inclusive em Roma, onde muitos ortodoxos usam igrejas católicas. Falamos do concílio pan-ortodoxo, para que se faça algo sobre a data da Páscoa. É um pouco ridículo: ‘Quando ressuscita o seu Cristo? O meu na semana que vem. O meu, ao invés, ressuscitou na semana passada’. Com Bartolomeu falamos como irmãos, nos queremos bem, contamos as dificuldades do nosso governo. Falamos bastante da ecologia, de fazermos juntos um trabalho conjunto sobre este problema.”

Abusos contra menores
“Neste momento, há três bispos sob investigação e um deles, já condenado, tem a pena em estudo. Não há privilégios neste tema dos menores. Na Argentina, chamamos os privilegiados de ‘filhos de papai’. Pois bem, sobre este tema não haverá filhos de papai. É um problema muito grave. Um sacerdote que comete um abuso, trai o corpo do Senhor. O padre deve levar o menino ou a menina à santidade. E o menor confia nele. E ao invés de levá-lo à santidade, abusa. É gravíssimo. É como fazer uma missa negra! Ao invés de levá-lo à santidade, o leva a uma problema que terá por toda a vida. Na próxima semana, no dia 6 ou 7 de julho haverá uma missa com algumas pessoas abusadas, na Santa Marta, e depois haverá uma reunião, eu com eles. Sobre isto se deve prosseguir com tolerância zero.”

Celibato dos padres
“Há padres católicos casados, nos ritos orientais. O celibato não é um dogma de fé, é uma regra de vida, que eu aprecio muito e creio que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, há sempre uma porta aberta.”

Eventual renúncia
“Eu farei o que o Senhor me dirá de fazer. Rezar, buscar a vontade de Deus. Bento XVI não tinha mais forças e, honestamente, é um homem de fé, humilde como é, tomou esta decisão. Setenta anos atrás os bispos eméritos não existiam. O que acontecerá com os Papas eméritos? Devemos olhar para Bento XVI como uma instituição, abriu uma porta, a dos Papas eméritos. A porta está aberta, se haverá outros ou não, somente Deus sabe. Eu creio que um Bispo de Roma, ao sentir que lhe faltam forças, deva fazer as mesmas perguntas que o Papa Bento fez.”

Outros temas
Francisco falou ainda da alegada investigação sobre um desvio de 15 milhões de euros dos fundos do Instituto para as Obras de Religião, em que estaria envolvido o antigo Secretário de Estado do Vaticano.

“A questão desses 15 milhões está ainda em estudo, não é claro o que aconteceu”, adiantou.

O Papa disse que quer “honestidade e transparência” na administração financeira do Vaticano e que a nova Secretaria para a Economia, dirigida pelo Cardeal Pell, vai “levar por diante as reformas que foram sugeridas” por várias comissões para evitar “escândalos e problemas”. Nesse sentido, recordou que cerca de 1,6 mil contas foram fechadas no IOR nos últimos tempos.

Francisco confirmou que, além da viagem à Coreia do Sul em agosto, voltará à Ásia em janeiro de 2015, para visitar o Sri Lanka e as regiões afetadas pelo tufão nas Filipinas. O Papa mostrou-se preocupado com a falta de liberdade religiosa neste continente, falando num número de “mártires” cristãos que supera os dos primeiros tempos da Igreja.

O Papa não quis comentar os resultados das eleições europeias, mas lembrou as críticas que deixou na exortação apostólica Evangelii Gaudium a um sistema econômico “desumano”, que “mata”.

Já sobre a beatificação de Pio XII, pontífice durante a II Guerra Mundial, Francisco disse ter sido informado de que ainda não há o milagre reconhecido para que a causa avance.

Fonte: Rádio Vaticano

Pe. Lombardi: balanço da peregrinação de Francisco

Pe. Lombardi: balanço da peregrinação de Francisco




Cidade do Vaticano (RV) - O último dia do Papa Francisco na Terra Santa foi rico de mensagens e gestos fortes. Um dia marcado pelo encontro com o mundo muçulmano, pelos vários eventos relacionados à comunidade judaica e ao Estado de Israel e, finalmente, pelos momentos com a comunidade cristã no Getsêmani e no Cenáculo, na dimensão da oração, típica desta peregrinação. Para comentar esta viagem histórica, conversamos por telefone com o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e Diretor da Rádio Vaticano que acompanhou Francisco, Padre Federico Lombardi :

R. - Com certeza, na parte da manhã de ontem o encontro com o Islã, os encontros com o judaísmo e com o Estado de Israel foram particularmente significativos e também estavam ao centro da atenção da mídia internacional. Acho que o pequeno ato original desta viagem, o momento do abraço diante do Muro das Lamentações do Papa com o rabino e o amigo muçulmano; o abraço de três amigos, de três religiões diferentes diante do Muro das Lamentações tenha sido realmente um pequeno, mas grande sinal, porque, além de todos os discursos sobre o diálogo inter-religioso, da dificuldade em compreender um ao outro e assim por diante, e depois a cultura do encontro mencionada pelo Papa, o encontro entre pessoas reais que são capazes de se entenderem, e também de trabalharem juntas para construir a paz, que é - eu acho – o caminho fundamental. Outro grande encontro pessoal, que parece ter caracterizado a manhã de ontem, foi o encontro entre o Papa e o Presidente Peres: eu tive a impressão que são dois grandes sábios construtores de paz. O Papa, naturalmente, com a sua autoridade de líder religioso que convida a rezar pela paz, e também o presidente uma pessoa verdadeiramente sábia que passou uma longa vida através de muitas situações, mas que se vê, que realmente aspira a um mundo melhor, que pretende colocar a sua experiência de vida ao serviço do bem comum dos povos, superando as tensões e fazendo a paz. A maneira com a qual o Papa também falou da acolhida de Peres, e na qual "casa", ele se sentia feliz, parece-me tenha sido um grande elogio e uma boa premissa também para o próximo encontro de oração pela paz, que é foi confirmado pelas pessoas convidadas, e que por isso esperamos que possa acontecer em tempos breves, no Vaticano.

P. - Em alguns momentos, o Papa pareceu emocionado, mas também muito triste: quando disse o seu "não" a violência em nome de Deus, mas também o "nunca mais a monstruosidade do Holocausto", quase como se tivesse sobre si a vergonha do homem, daquilo que o homem consegue fazer nos momentos de escuridão total ...

R. - É verdade. O Papa usou uma expressão que eu acho que é muito sua, característica, quando ele fala da vergonha. É uma palavra bíblica, que também os antigos profetas, quando falavam da experiência do pecado e do peso do pecado sobre a humanidade e sobre o povo de Israel, diziam: "A vergonha sobre nós que não fomos capazes de construir a paz". Portanto, esta palavra, vergonha, de fato, no discurso do Papa no Yad Vashem me pareceu precisamente trazer à luz esse seu sentimento profético muito forte que lhe dá, às vezes, um tom particularmente voltado para o futuro que nos toca e nos sacode.

R. - Em fim, no Getsêmani, depois no Cenáculo os últimos dois compromissos desse intenso dia, e mais uma vez é a luz da esperança que o Papa pede aos cristãos que testemunhem. E depois reafirmou também a ideia de uma Igreja em saída, uma Igreja a serviço, que é outro tema que o Papa tem muito a peito...

R - Sim, porque no Cenáculo foi celebrada a Missa de Pentecostes, e portanto, precisamente o evento da Igreja que, recebendo o Espírito, torna-se missionária. Eu diria que pudemos experimentar a alegria desta celebração próprio no lugar original da missão da Igreja na força do Espírito.

P. - No entanto, o tema da esperança pareceu quase prevalecer, nesses últimos momentos do dia ...

A. - Certamente: a presença do Espírito que dá vida, que o acompanha, que torna presente Jesus Cristo ressuscitado, é um espírito que alimenta, evidentemente, uma esperança mais forte do que qualquer forma de desânimo diante das dificuldades que estão ao nosso redor. Assim, também nesta terra, mesmo com os problemas que as comunidades eclesiais possam ter, e que as comunidades dos povos possam ter. E, com o anúncio do Espírito que desce para nos tornar missionários e nos renovar, para renovar a Criação, é um anúncio de esperança para todos! (SP)
Fonte: Rádio Vaticano

Patriarca Bartolomeu fala do encontro com o Papa Francisco em Jerusalém

Patriarca Bartolomeu fala do encontro com o Papa Francisco em Jerusalém




Em 1964 iniciou um caminho “que agora já não pode mais parar": ainda não chegámos "à meta da unidade dos cristãos", mas a partir daquele momento, "aprendemos a perdoar-nos uns aos outros pelos erros e desconfianças do passado, e demos passos importantes no sentido da aproximação e reconciliação". Agora “chegou o momento de seguirmos em frente - diz Bartolomeu, Patriarca de Constantinopla - e com o Papa Francisco faremos precisamente um bom passo em frente" - uma convicção que o patriarca tem alimentado desde que ele encontrou o bispo de Roma, por ocasião das celebrações do início do ministério papal, quando se aproximava o quinquagésimo aniversário do “histórico abraço de Jerusalém". Dos frutos que ele esperava deste encontro Bartolomeu falou há dias em entrevista ao "Osservatore Romana", que aqui transcrevemos na íntegra:

Papa Francisco nos passos do Papa Paulo VI, 50 anos mais tarde. Durante esse tempo, passou-se do “diálogo do amor" ao "diálogo da verdade". E agora, como poderá continuar o caminho, em vista da meta final?
Não há dúvida que o histórico encontro entre os nossos veneráveis Predecessores, o Patriarca Ecuménico Atenágoras e o Papa Paulo VI marcou um novo início nas relações entre o catolicismo e a ortodoxia. É importante lembrar que aquele encontro seguia-se a um milénio inteiro de desconfiança recíproca e de distanciamento teológico entre as nossas duas grandes tradições. Apesar da nossa história comum de Escritura e Tradição, as nossas duas Igrejas, arriscavam portanto, de ser danificadas pelo isolamento e a auto-suficiência, tendo seguido caminhos diferentes a partir do século XI. O encontro em Jerusalém, no dia 5 de Janeiro de 1964, foi um ponto de partida extraordinário para o longo caminho de reconciliação e de diálogo, que as gerações posteriores foram chamadas a continuar. Olhando para trás nos últimos cinquenta anos, podemos ser gratos a Deus por aquilo que foi alcançado, tanto no "diálogo de amor" como no "diálogo da verdade". O espírito de amor fraterno e de respeito recíproco tomou o lugar das velhas polémicas e suspeitas. E a nível teológico?
A Comissão mista internacional para o diálogo teológico das duas Igrejas produziu vários importantes documentos conjuntos. Estamos, no entanto, conscientes de que ainda há muito a fazer entre as nossas duas Igrejas, bem como dentro delas. Sem dúvida, o caminho é longo e difícil. Contudo, como discípulos de nosso Senhor, que rezou ao Pai e exortou aos seus discípulos a serem "um" - ut unum sint, lemos no Evangelho de João (17,21) - não temos outra alternativa senão prosseguir este caminho de reconciliação e de unidade. Qualquer outro caminho seria uma traição vergonhosa da vontade do Senhor e um retorno inaceitável ao nosso passado
separado.
Disse recentemente que espera poder convocar em breve o Grande Concílio da Igreja Ortodoxa para simbolizar a unidade da sua Igreja. Poderá ser também uma ocasião para redescobrir o valor da unidade de todos os cristãos?
Durante a última assembleia, a synaxis
dos chefes das Igrejas Ortodoxas autocéfalas do mundo, que teve lugar em Istambul de 6 a 9 de Março últimos, os primazes das Igrejas Ortodoxas falaram da questão do Santo e Grande Sínodo da Igreja Ortodoxa, tendo decidido por unanimidade que, acelerando o processo de preparação, será convocado em Constantinopla em 2016. Este Sínodo, como observa, será um sinal vital de unidade entre as Igrejas Ortodoxas, num momento em que o mundo exige uma resposta unificada aos seus desafios fundamentais. Durante tal assembleia, informámos aos irmãos primazes sobre o nosso próximo encontro com o Papa Francisco em Jerusalém. Eles exprimiram assim o seu apoio ao evento e reiteraram o seu empenho em favor do diálogo teológico com a Igreja Católica Romana. Isto é importante, uma vez que o encontro em Jerusalém será muito mais de uma confirmação simbólica da nossa disponibilidade de continuar no caminho de amor iniciado há 50 anos pelos nossos predecessores em espírito de fidelidade à verdade do Evangelho. Será também uma importante ocasião para que o mundo possa ver uma abordagem unida - para além das identidades confessionais e das diferenças - ao sofrimento dos cristãos em tantos lugares, especialmente nas regiões onde o cristianismo nasceu e se desenvolveu . Além disso, também será uma oportunidade para falarmos das injustiças que os membros mais vulneráveis ​​das sociedades contemporâneas são obrigados a suportar, assim como das preocupantes consequências da crise ecológica.
Há muita expectativa por este encontro. E muitos nutrem esperanças concretas de um passo em frente decisivo que leve a superar os obstáculos que ainda impedem a unidade entre os cristãos. Quais são as suas expectativas e as suas esperanças?
Hoje, mais do que há cinquenta anos, há uma necessidade urgente de reconciliação, e isto faz com que o nosso próximo encontro com o Papa Francisco em Jerusalém seja um evento de grande significado. Trata-se naturalmente - como devemos humildemente entender e admitir - apenas de um primeiro passo para irmos ao encontro do mundo, como afirmação do nosso desejo de aumentar os esforços em favor da reconciliação cristã e pacífica. Isto demonstrará igualmente a nossa disponibilidade e responsabilidade comum em progredir no caminho preparado pelos nossos predecessores. Portanto, como líderes eclesiásticos e espirituais, vamos nos encontrar para dirigir um apelo e um convite a todas as pessoas, independentemente da sua fé e suas virtudes, por um diálogo que, no fundo, visa o conhecimento da verdade de Cristo e a saborear a imensa alegria que acompanha o encontro com Ele. Contudo, em última análise, isto só é possível eliminando a separação interior entre uns e outros e através da unidade de todo o povo em Cristo, que é a verdadeira plenitude do amor e da alegria.
Mas este era o objectivo também do encontro de 1964.
É claro que de 1964 até hoje não alcançámos a plena comunhão, que deve ser sempre o objectivo final dos fiéis discípulos de Cristo. Contudo, aprendemos a perdoar-nos uns aos outros pelos erros e a desconfiança do passado; e demos passos importantes no sentido da reaproximação e a reconciliação. Atenágoras e Paulo VI foram certamente grandes precursores da unidade. No entanto, outro passo importante para a reconciliação e a unidade será realizado, com a graça de Deus, no dia 25 de Maio de 2014, através do encontro com o nosso irmão Papa Francisco. Que tudo seja segundo a
vontade de Deus. 

Após peregrinação à Terra Santa, S.S. Papa Francisco visita Basílica Santa Maria Maior

Papa Francisco visita Basílica Santa Maria Maior, após peregrinação à Terra Santa




Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta terça-feira, por volta das 11 horas, o Papa Francisco dirigiu-se à Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, para agradecer a Nossa Senhora o bom êxito da viagem à Terra Santa e confiar a ela os frutos desta peregrinação.

O Papa – declarou à Rádio Vaticano o Arcipreste da Basílica, Cardeal Santos Abril y Castello – ofereceu um ramalhete de flores a Nossa Senhora, recolhendo-se, a seguir, em oração por alguns minutos. Após saudou alguns fiéis”.

Francisco deixou a Basílica por volta das 11h30min, sendo esta a nona vez que reza neste local, desde o início de seu pontificado. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Papa Francisco deixou o aeroporto de Ben Gurion, Tel Aviv.

Francisco se despede da Terra Santa

Liliane Borges
Da Redação
 
Francisco se despede da Terra Santa
Antes da Partida, Francisco lê jornal e conversa com membros da comitiva / Foto: Reprodução CTV
 
O Papa Francisco deixou o aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv,  às 20h20 (14h20 no Brasil) na aeronave da companhia israelense EL AL.
O Pontífice chegou 25 minutos antes da partida acompanhado pelo presidente israelense Shimon Peres e o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu. Durante o percurso, o premier perguntou ao Papa se ele estava cansado: “Mais ou menos”, respondeu Francisco.
A despedida, como prevista, não contou com discursos, mas apenas saudações particulares às autoridades eclesiásticas e civis de Israel. Francisco, acompanhado por uma tradutora, agradeceu à segurança e às pessoas envolvidas na organização da viagem. Enquanto isso,  a  Comitiva Papal foi saudada por Peres e Netanyahu.
“Boa viagem! Eu rezo pelo senhor e o senhor reza por mim”, disse o primeiro-ministro de Israel durante o último aperto de mão dado a Francisco.
Com honras militares e marcha de despedida, o Papa deixou a Terra Santa finalizando uma agenda de três dias, com 28 compromissos oficiais.
Antes dos procedimentos finais para a partida, foi possível ver o Papa, pela janela, lendo o jornal vaticano L´Osservatore Romano e conversando com os membros da Comitiva.

Fonte: Canção Nova

Papa despede-se de Jerusalém com um abraço entre religiões

Papa despede-se de Jerusalém com um abraço entre religiões

Francisco cumpre hoje o último de três dias de visita à Terra Santa. Jornada ficou marcada por uma mensagem de união junto ao Muro das Lamentações, o lugar sagrado do judaísmo.

O Papa Francisco cumprimenta o grande mufti de Jerusalém, Muhammad Ahmad Hussein, durante a visita à mesquita de al-Aqsa
O Papa Francisco cumprimenta o grande mufti de Jerusalém, Muhammad Ahmad Hussein, durante a visita à mesquita de al-Aqsa / OLIVER WEIKEN/EPA
O Papa realiza esta segunda-feira o terceiro e último dia da sua visita à Terra Santa. A manhã começou com a ida do Sumo Pontífice à mesquita de al-Aqsa e ao Muro das Lamentações - o lugar mais sagrado da religião judaica.
"Que ninguém instrumentalize o nome de Deus para a violência", disse Francisco esta manhã perante o grande mufti de Jerusalém, Mohamad Ahmad Husein, antes de se dirigir ao Muro das Lamentações, onde rezou ao lado do seu amigo rabino argentino Abraham Skorka. Depois, permaneceu imóvel durante alguns instantes frente ao muro, e abraçou-o, tal como fez a outro amigo muçulmano que fez questão em ter ao seu lado, Omar Abboud.
Jorge Mario Bergoglio convidou para o acompanharem na sua viagem à Terra Santa dois amigos de diferentes religiões, um gesto que procurou passar uma mensagem clara de coexistência. Perante altos representantes do mundo árabe, o Papa Francisco pediu "a todas as pessoas e comunidades que se identificam com Abraão: respeitemo-nos e amemo-nos uns aos outros como irmãos e irmãs. Aprendamos a compreender a dor do outro. Que ninguém instrumentalize o nome de Deus para a violência. Trabalhemos juntos pela justiça e pela paz".
Um dia muito agitado
O último dia da visita do Papa à Terra Santa foi, sem dúvida, o mais agitado, escreve o site israelita Ynetnews. Após a visita ao Muro das Lamentações, ao Monte Herzel, ao museu do Holocausto Yad Vashem e ao memorial às vítimas israelitas de atentados terroristas, o Papa encontrou-se com Shimon Peres.
O sumo pontífice elogiu o Presidente israelita pelos seus esforços na resolução do conflito no Médio Oriente. "É um homem de paz e um construtor da paz. Tem por isso a minha admiração e o meu agradecimento", disse a Peres, que retribuiu com palavras de apoio à visita do Papa à região.
O prémio Nobel da Paz, Shimon Peres, acredita que estes três dias de visita vão contribuir para revitalizar o processo de paz com os palestinianos, "baseado em dois estados que vivem em paz, um estado judeu, Israel, e um estado árabe, Palestina".
Francisco pediu a ambas as partes em conflito que encontrem uma solução e disse esperar que "a dor das pessoas atingidas pelo conflito no Médio Oriente seja, em breve, apaziguada". O líder da Igreja Católica condenou "o antissemitismo em todas as formas possíveis", o vandalismo e "as manifestações de intolerância contra pessoas ou lugares de culto de judeus, cristãos e muçulmanos".
A movimentada agenda do Papa terminará fora dos limites da Cidade Velha de Jerusalém. Depois do encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Francisco reunir-se-á à porta fechada com Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla, e participará num encontro com padres e seminaristas na Igreja de Gethsemane, no sopé do Monte das Oliveiras. Antes de deixar Israel, celebrará ainda uma missa na sala do Cenáculo, em Jerusalém.