NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA
Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia
das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Apelo à "coragem da
paz", no discurso às autoridades da Palestina, em Belém

Papa Francisco partiu esta manhã de Amã, de helicóptero, diretamente
para Belém, onde celebrará a Missa dominical com os fiéis da Palestina, na praça
da Manjedoura, às 11 horas locais. O Santo Padre foi acolhido à sua chegada pelo
presidente Mahmoud Abbas. Após a cerimónia de boas vindas, o Santo Padre terá um
encontro privado com o presidente, no Palácio presidencial, seguido de outro com
as Autoridades da Palestina.
No seu discurso o Papa fez um apelo à
"coragem da paz", colocando um ponto final no conflito “inaceitável” que afeta a
situação de todo o Médio Oriente, defendendo a solução de dois Estados.
“Para
todos, chegou o momento de terem a coragem da generosidade e da criatividade ao
serviço do bem, a coragem da paz, que assenta sobre o reconhecimento, por parte
de todos, do direito que têm dois Estados de existir e gozar de paz e segurança
dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”, declarou, perante o
presidente da Autoridade Palestina, autoridades locais e membros do corpo
diplomático.
Segundo o Papa, a “paz na segurança e a confiança mútua” nesta
região seriam um “quadro estável de referência” para enfrentar outros problemas
e um “modelo” para outras áreas de crise. Este conflito, precisou, “produziu
tantas feridas difíceis de curar e, mesmo quando, felizmente, não se alastra a
violência, a incerteza da situação e a falta de entendimento entre as partes
produzem insegurança, negação de direitos, isolamento e saída de comunidades
inteiras, divisões, carências e sofrimentos de todo o tipo”.
“Manifestando a
minha solidariedade a quantos sofrem em maior medida as consequências deste
conflito, queria do fundo do coração dizer que é hora de pôr fim a esta
situação, que se torna cada vez mais inaceitável, para bem de todos”..
O Papa
pediu um maior empenho nos esforços e iniciativas “destinadas a criar as
condições para uma paz estável, baseada na justiça, no reconhecimento dos
direitos de cada um e na segurança mútua”. A paz, sustentou, traz “inúmeros
benefícios” e pode implicar a renúncia “a alguma coisa por parte de cada um”
para que se chegue à mesma. “Faço votos de que os povos palestino e israelita e
as suas respetivas autoridades empreendam este êxodo feliz para a paz com aquela
coragem e aquela firmeza que são necessárias em qualquer êxodo”.
A parte
final do discurso deixou uma palavra de apreço pela comunidade cristã local,
apelando para que os mesmos sejam reconhecidos como “cidadãos de pleno direito”.
Francisco elogiou as “boas relações existentes entre a Santa Sé e o Estado da
Palestina”, com especial atenção à liberdade religiosa, que o Papa apresentou
como uma das “condições irrenunciáveis da paz, da fraternidade e da
harmonia”.
“Senhor presidente, queridos amigos reunidos aqui em Belém, Deus
todo-poderoso vos abençoe, proteja e conceda a sabedoria e a força necessárias
para levar por diante o corajoso caminho da paz, de tal modo que as espadas se
transformem em arados e esta terra possa voltar a florescer na prosperidade e na
concórdia. ‘Salam’”, concluiu.
Com o Papa e o presidente palestino estiveram
representantes dos cristãos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, que entregaram
mensagens a Francisco.
No final da Missa, o Papa almoçará com algumas
famílias de refugiados e de pessoas indigentes, da Palestina, num convento dos
Franciscanos.
De tarde, a partida, sempre de helicóptero, para o
aeroporto de Tel Aviv, dando-se início à terceria etapa desta peregrinação à
Terra Santa, já no Estado de Israel.

Paz na Síria. Que
Deus converta os violentos – Papa Francisco ontem, junto ao Jordão

Na tarde deste sábado,
dia 24, após a celebração da Missa no Estádio Internacional de Amã na Jordânia,
o Papa Francisco transferiu-se para “Betânia além do Jordão” ao local onde Jesus
foi batizado. O Papa Francisco visitou o lugar do Batismo de Jesus nas margens
do Rio Jordão (foto). Após um breve momento de oração silenciosa, abençoou a
água e assinou o livro de Honra. No interior da igreja latina, o Santo Padre
encontrou-se com refugiados e com os jovens portadores de
deficiência.
Durante uma breve celebração, com cânticos, leituras bíblicas e
testemunhos, o Papa dirigiu uma mensagem a todos os presentes e, desde logo, o
seu olhar foi para Jesus Cristo:
“Toca-nos sempre esta humildade de
Jesus, o seu inclinar-se sobre as feridas humanas para curá-las. Este
inclinar-se de Jesus sobre todas as feridas humanas para curá-las! E nós somos
profundamente tocados pelos dramas e pelas feridas do nosso tempo, em modo
especial daquelas provocadas pelos conflitos ainda abertos no Médio
Oriente.”
O Papa Francisco recordou a amada Síria dilacerada nos últimos três
anos pela guerra. E lançou um apelo para todos aqueles que fomentam a guerra:
“que se convertam”.
“ Pensemos e também do nosso coração digamos uma
palavra por esta gente criminal, para que se converta.”
E depois a
atenção do Papa no seu discurso virou-se para a comunidade internacional para
que não deixe a Jordânia só na ajuda humanitária e lançou mais uma vez um forte
apelo para a paz na Síria:
“Cessem as violências e seja respeitado o
direito humanitário, garantindo a necessária assistência à população sofredora!
Seja abandonada, por todos, a pretensão de deixar às armas a solução dos
problemas e volte-se à via das negociações.”
“Deus converta os violentos!
Deus converta aqueles que têm projetos de guerra! Deus converta aqueles que
fabricam e vendem armas e reforce os corações e as mentes dos operadores de paz
e os recompense com a sua benção.”
E na oração pela paz o Papa Francisco,
dirigindo-se aos jovens que participaram ativamente naquela celebração,
exortou-os a continuarem o seu empenho pela paz no Médio Oriente através de um
testemunho de fé e de esperança, encorajando-os a colaborarem com o seu empenho
e sensibilidade na construção de uma sociedade respeitosa dos mais débeis, das
crianças e dos idosos.
“Mesmo nas dificuldades da vida, sede sinal de
esperança. Vós estais no coração de Deus, vós estais nas minhas orações e
agradeço-vos pela vossa calorosa, alegre e numerosa presença. Obrigado.”
(RS)
Fonte: RV
O Espírito Santo
cure as feridas dos erros, incompreensões e controvérsias - Papa Francisco na
Missa em Amã, primeira etapa da sua peregrinação
Decorreu no Estádio
Internacional de Amã, com a participação calorosa e devota de dezenas de
milhares de fiéis, a Missa presidida pelo Papa Francisco. Uma Missa com cânticos
em árabe e em que fizeram a sua primeira Comunhão nada menos de mil e
quatrocentas crianças (foto).
Numa homilia centrada no Espírito Santo de
que fala o Evangelho deste domingo, o Papa referiu três ações realizadas pelo
Espírito: prepara, unge e envia. A concluir convidou a pedir ao Espírito Santo
"que prepare os nossos corações para o encontro com os irmãos independentemente
das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; que unja todo o nosso ser
com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das
incompreensões, das controvérsias; que nos envie, com humildade e mansidão,
pelas sendas desafiadoras mas fecundas da busca da paz."
**
Um abraço
no espírito de paz entre irmãos com o mesmo sangue e membros do género humano. A
homilia do Papa no Estádio Internacional de Amã, na Jordânia, esta tarde, na
presença de uns 30 mil fiéis, foi sobretudo isto: incentivar à paz e à harmonia
na região.
Dessa localidade perto do Rio Jordão, onde Jesus foi
baptizado, recebendo sobre si o Espírito Santo, o Papa centrou as suas palavras
nas três acções que o Espírito Santo realiza em Jesus e sobre nós:
preparar, ungir, enviar. Missão do Espírito Santo é de
facto gerar harmonia e agir para a paz nos diferentes contextos e entre pessoas
diferentes – disse o Papa, recordando que a diversidade é uma riqueza:
“A diversidade de pessoas e de pensamento não deve provocar recusa e
obstáculos, porque a variedade é sempre enriquecimento. Portanto, hoje,
invoquemos com coração ardente o Espírito Santo, pedindo-lhe para preparar o
caminho da paz e da unidade”.
O Espírito Santo unge –
prosseguiu o Papa dizendo que ungiu a Jesus e ungiu os discípulos para que
assumissem os sentimentos de Jesus e actuassem a favor da paz e da comunhão.
Assim també unge-nos a nós para que sejamos capazes de amar os irmãos como Deus
nos ama.
“Por isso, é necessário realizar gestos de humildade, de
fraternidade, de perdão, de reconciliação. Estes gestos são premissa e condição
para uma paz verdadeira, sólida duradoura.”
Peçamos ao Pai para nos
ungir, para que como seus filhos possamos sentir-nos irmãos e assim “afastar
de nós os rancores e divisões e nos podermos amar fraternalmente” – disse o
Papa passando ao terceiro aspecto da missão do Espírito Santo: enviar.
Jesus foi enviado pelo Pai cheio de Espírito Santo e “nós também somos enviados
como mensageiros e testemunhos de paz”. E acrescentou, improvisando:
“Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como
testemunhos de paz! É uma necessidade que o mundo tem. Também o mundo pede-nos
para fazermos isto: levar a paz, dar testemunho de paz!”
O Papa
Francisco recordou ainda que a paz não se compra, não está à venda. “É um dom a
ser procurado pacientemente e a ser construído artesanalmente mediante pequenos
gestos que envolvem a nossa vida quotidiana” .
“O caminho para a paz
só se consolida se reconhecermos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte
do género humano; se não esquecermos que temos um único Pai no Céu (…)" –
Palavras do Papa que continuou dizendo abraçar todos neste espírito. E
referiu explicitamente os numerosos refugiados cristãos provenientes da
Palestina, Síria e Iraque, dizendo-lhes:
“Levai às vossas famílias e
comunidades a minha saudação e a minha proximidade.”
O Papa concluiu
a sua homilia referindo-se mais uma vez ao rio Jordão, onde o Espírito Santo
desceu sobre Jesus, preparando-o para libertar o mundo do pecado.
“A
Ele pedimos para preparar os nossos corações ao encontro com os irmãos para além
das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; par ungir todo o nosso ser
com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das
incompreensões, das controvérsias; a graça de nos enviar com humildade e
mansidão pelos caminhos difíceis, mas fecundos da procura da paz. Amém!”.

No final da Missa
em Belém, Papa Francisco convida Presidentes da Palestina e de Israel a um
encontro conjunto de oração pela paz, no Vaticano
Repleta de fiéis a
praça da Manjedoura, em Belém, onde Papa Francisco celebrou a Eucaristia
dominical. No final, depois do canto do Regina Coeli, o Santo Padre lançou um
convite direto aos Presidentes da Palestina e de Israel, a invocarem juntos a
paz, disponibilizando a acolhê-los conjuntamente para tal iniciativa. Disse
textualmente o Papa:
Neste Lugar, onde nasceu o Príncipe da Paz,
desejo fazer um convite a Vossa Excelência, Senhor Presidente Mahmoud Abbas, e
ao Senhor Presidente Shimon Peres para elevarem, juntamente comigo, uma intensa
oração, implorando de Deus o dom da paz. Ofereço a minha casa, no Vaticano, para
hospedar este encontro de oração.
Todos desejamos a paz;
tantas pessoas a constroem dia a dia com pequenos gestos; muitos sofrem e
suportam pacientemente a fadiga de tantas tentativas para a construir. E todos –
especialmente aqueles que estão colocados ao serviço do seu próprio povo – temos
o dever de nos fazer instrumentos e construtores de paz, antes de mais nada na
oração.
Construir a paz é difícil, mas viver sem paz é um
tormento. Todos os homens e mulheres desta Terra e do mundo inteiro pedem-nos
para levarmos à presença de Deus a sua ardente aspiração pela
paz.
Na homilia o Santo
Padre comentou as palavras que os anjos dirigiram aos pastores, convidando-os a
correrem a Belém a adorar o Menino Deus: "Isto vos servirá de sinal:
encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura".
"Também hoje as crianças são um sinal - fez notar o Papa. Sinal
de esperança, sinal de vida, mas também sinal de diagnóstico (disse),
para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade, do mundo
inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a
família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano".
Como o
Menino (Jesus) nasceu em Belém - insistiu Papa Francisco quase a concluir a
homilia - assim "cada criança que nasce e cresce em qualquer parte do mundo é
sinal de diagnóstico que nos permite verificar o estado de saúde da nossa
família, da nossa comunidade, da nossa nação". É daí, "deste diagnóstico franco
e honesto", que há-de brotar um novo estilo de vida, onde as relações deixem de
ser de conflito, de opressão, de consumismo, para serem relações de
fraternidade, de perdão e reconciliação, de partilha e de amor" - concluiu.

Papa Francisco na
Jordânia, primeira etapa da sua peregrinação à Terra Santa, discursou no
encontro com o Rei e as Autoridades
Papa Francisco encontra-se já na Jordânia, para a primeira etapa da
sua peregrinação de três dias à Terra Santa, que o levará amanhã a Belém, nos
Territórios Palestinenses, e finalmente a Jerusalém, no Estado de Israel. Esat
como outros acontecimentos da viagem papal podem ser seguidos em video no nosso
site, na transmissão do Centro Televisivo Vaticano
O avião que conduzia
o Papa e a sua comitiva aterrou pontualmente às 13 horas locais no aeroporto
internacional de Amã, após um voo de quase quatro horas. A acolher o pontífice,
no aeroporto, um representante do Rei Abdallah II, o Príncipe Ghazi bin
Muahammed, para além do Patriarca Latino de Jerusalém (também Delegado
Apostólico para a Jordânia) e o Custódio da Terra Santa, o Padre Pierbattista
Pizzaballa.
Segundo o protocolo jordano, a cerimónia de boas-vindas
propriamente dita teve lugar no palácio real, onde o Papa será saudado pelo Rei
Abdallah II e pela Rainha Rania (que receberam também outros dois Papas – João
Paulo II, no ano 2000, e Bento XVI, em 2009). O monarca jordano encontrou-se já
duas vezes com o Papa Francisco, no Vaticano, em agosto de 2013 e em abril
passado).
Seguiu-se o encontro com as Autoridades Jordanas, umas 300
pessoas ao todo, incluindo o Corpo Diplomático e os mais importantes
representantes religiosos da Jordânia.
No discurso então proferido, o
Santo Padre exprimiu todo o seu apreço às autoridades do país e a toda a
sociedade jordana pelo acolhimento dispensado a um elevadíssimo número de
refugiados palestinenses, iraquianos e de outros países da área, sobretudo da
Síria. Constatando a persistência de fortes tensões no Médio Oriente, o Papa
congratulou-se pelo empenho da Jordânia a favor de uma paz duradoura para toda a
região – nomeadamente com uma urgente solução pacífica para a crise síria e uma
solução justa para o conflito israelita-palestinense.
Especial relevo
mereceu, nas palavras do Papa a saudação à comunidade muçulmana, com explícita
referência à liderança desempenhada pela Casa real na “promoção duma compreensão
mais adequada das virtudes proclamados pelo Islão e da serena convivência entre
os fiéis das diferentes religiões”.
Finalmente, uma “saudação cheia de
afeto” às comunidades cristãs, presentes no país (recordou o Papa) desde a era
apostólica, oferecendo desde sempre a sua contribuição para o bem comum da
sociedade. Embora estas comunidades sejam hoje em dia numericamente
minoritárias, contudo desempenham uma apreciada ação no campo da educação e da
saúde, e podem tranquilamente professar a sua fé, no respeito pela liberdade
religiosa. Trata-se – sublinhou o Papa – de um direito fundamental que espero
vivamente “seja tido em grande consideração em todo o Médio Oriente e no mundo
inteiro”.
Eis o texto integral do discurso do Santo Padre:
Majestade,
Excelências,
Amados Irmãos Bispos,
Queridos
Amigos!
Agradeço a Deus por poder visitar o
Reino Hachemita da Jordânia, seguindo os passos dos meus antecessores Paulo VI,
João Paulo II e Bento XVI, e agradeço a Sua Majestade o Rei Abdullah II pelas
suas cordiais palavras de boas-vindas, com viva recordação do recente encontro
no Vaticano. Estendo a minha saudação aos membros da Família Real, ao Governo e
ao povo da Jordânia, uma terra rica de história e de grande significado
religioso para o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Este País oferece generoso acolhimento a um grande número
de refugiados palestinenses, iraquianos e vindos de outras áreas de crise,
nomeadamente da vizinha Síria, abalada por um conflito que já dura há muito
tempo. Tal acolhimento merece a estima e o apoio da comunidade internacional. A
Igreja Católica quer, na medida das suas possibilidades, empenhar-se na
assistência aos refugiados e a quem vive em necessidade, sobretudo através da
Cáritas Jordana.
Ao mesmo tempo que constato,
com pena, a persistência de fortes tensões na área médio-oriental, agradeço às
autoridades do Reino aquilo que fazem e encorajo a continuarem a empenhar-se na
busca da desejada paz duradoura para toda a região; para tal objectivo, torna-se
imensamente necessária e urgente uma solução pacífica para a crise síria, bem
como uma solução justa para o conflito israelita-palestinense.
Aproveito esta oportunidade para renovar o meu profundo
respeito e a minha estima à comunidade muçulmana e manifestar o meu apreço pela
função de guia desempenhada por Sua Majestade o Rei na promoção duma compreensão
mais adequada das virtudes proclamadas pelo Islã e da serena convivência entre
os fiéis das diferentes religiões. Exprimo a minha gratidão à Jordânia por ter
incentivado uma série de importantes iniciativas em prol do diálogo
inter-religioso visando promover a compreensão entre judeus, cristãos e
muçulmanos, nomeadamente a «Mensagem Inter-religiosa de Aman», e por ter
promovido no âmbito da ONU a celebração anual da «Semana de Harmonia entre as
Religiões».
Uma saudação cheia de afecto
quero agora dirigir às comunidades cristãs, que, presentes no país desde a era
apostólica, oferecem a sua contribuição para o bem comum da sociedade na qual
estão plenamente inseridas. Embora hoje sejam numericamente minoritárias,
conseguem desempenhar uma qualificada e apreciada acção no campo da educação e
da saúde, através de escolas e hospitais, e podem professar com tranquilidade a
sua fé, no respeito da liberdade religiosa, que é um direito humano fundamental,
esperando vivamente que o mesmo seja tido em grande consideração em todo o Médio
Oriente e no mundo inteiro. Tal direito «implica tanto a liberdade individual e
colectiva de seguir a própria consciência em matéria de religião, como a
liberdade de culto (...), a liberdade de escolher a religião que se crê ser
verdadeira e de manifestar publicamente a própria crença» (BENTO XVI, Exort. ap.
Ecclesia in Medio Oriente, 26). Os cristãos sentem-se e são cidadãos de pleno
direito e pretendem contribuir para a construção da sociedade, juntamente com os
seus compatriotas muçulmanos, oferecendo a sua específica
contribuição.
Por fim, formulo sentidos
votos de paz e prosperidade para o Reino da Jordânia e seu povo, com a esperança
de que esta visita contribua para incrementar e promover boas e cordiais
relações entre cristãos e muçulmanos.
Agradeço-vos pela vossa hospitalidade e cortesia. Deus
Omnipotente e Misericordioso conceda a Suas Majestades felicidade e longa vida e
cubra a Jordânia com as suas bênçãos.
Salam!
Momento culminante deste primeiro dia
de viagem será a Missa que o Papa celebra num estádio de Amã. Ao fim da tarde,
um encontro com refugiados e com pessoas deficientes.

Fonte: RV
"Para que sejam
um": Francisco na Terra Santa
Amã (RV) – “Para que sejam um”: sob o signo da unidade, teve
início na manhã deste sábado a peregrinação de Francisco à Terra Santa – a
primeira viagem fora da Itália decidida por ele desde o início do seu
pontificado (a participação na JMJ do Rio de Janeiro, em julho de 2013, já havia
sido marcada por seu antecessor, Bento XVI).
O avião com o Pontífice e
sua comitiva decolou do aeroporto romano de Fiumicino no horário previsto, às
8h15 locais. Francisco embarcou carregando sua maleta preta, depois de saudar as
autoridades presentes. Até a capital jordaniana, o Papa percorreu 2.365 km em
três horas e 45 minutos.
No aeroporto internacional da cidade, Francisco
foi acolhido pelo Núncio Apostólico e pelo representante do Rei Abdallah II
Hussein, o Príncipe Muhammed. Duas crianças entregaram ao Pontífice dois buquês
de íris preta - símbolo do Reino Hachemita.
Amã, Belém e Jerusalém: três
dias, três cidades escolhidas com duas motivações principais. A primeira,
recordar os 50 anos do abraço entre Paulo VI e Atenágoras, e assim dar um novo
impulso ao diálogo ecumênico. A segunda, reforçar o apelo à paz no Oriente
Médio.
A primeira etapa da viagem de Francisco à Terra Santa, em Amã,
prevê quatro eventos.
Desde a sua chegada à Jordânia, às 13h locais, até
o jantar na Nunciatura Apostólica, às 20h55, não está previsto qualquer repouso
por decisão do próprio Papa. Aliás, os três dias de viagem serão marcados por
esse ritmo intenso, sem descanso entre um compromisso e outro.
Após a
cerimônia de boas-vindas no Palácio Real, o Pontífice se dirige ao estádio
internacional de Amã, para presidir à Santa Missa.
Está prevista a
presença de numerosos refugiados cristãos provenientes da Palestina, da Síria e
do Iraque. Durante a celebração, cerca de 1.400 crianças recebem a Primeira
Comunhão.
Do estádio, Francisco se dirige para o local do batismo de
Jesus, às margens do rio Jordão, para um momento de oração silenciosa e o rito
da bênção das águas.
Ali mesmo, na igreja latina ainda em construção, o
Papa encontra cerca de 600 refugiados e jovens com deficiência, aos quais faz
seu terceiro pronunciamento desta viagem.
O dia se encerra com o jantar
na Nunciatura Apostólica.
Para explicar as etapas mais significativas em
Amã, a Rádio Vaticano contatou o Pe. Antonio Xavier, estudante de Ciências
Bíblicas em Jerusalém e que mora em Belém.
Fonte: Rádio Vaticano
Papa na Terra
Santa. Primeira etapa: esta tarde, Jordânia. Card. Parolin: a paz, um dos frutos
da viagem

Papa Francisco partiu às 8.15 (de Roma) do aeroporto de Fiumicino.
Após um voo de 3.45 minutos, deverá chegar à capital jordana às 13 horas locais.
A cerimónia de boas-vindas terá lugar no palácio real, logo seguido de um
encontro com as autoridades jordanas. Às 16 horas locais (15 em Roma, 14 em
Portugal), o Papa celebrará Missa num estádio de Amã.
Ontem de manhã, o
Santo Padre deslocou-se à basílica romana de Santa Maria Maior, para um
prolongado momento de oração (foto final), confiando à Virgem esta peregrinação,
com os seus dois objetivos - o caminho ecuménico (encontro com o Patriarca de
Constantinopla e outros líderes cristãos) e a paz no Médio Oriente.
Na Audiência Geral desta
quarta-feira, 21, Francisco pediu aos fiéis para rezarem por esta missão. Mas,
quais os frutos que podem vir desta peregrinação? Responde o Secretário de
Estado vaticano, Pietro Parolin, em entrevista ao Centro Televisivo Vaticano
(CTV):
Card. Parolin: “Eu diria que os frutos serão
sobretudo na direcção do encontro: um fruto do encontro entre o Papa e as
diversas realidades vividas naquela terra e entre estas diversas realidades, e
também entre elas. É um fruto de paz. Sabemos que o Papa vai para uma terra
particularmente atribulada... Eu espero verdadeiramente que o fruto possa ser o
de ajudar todos os responsáveis e todas as pessoas de boa vontade a tomar
decisões corajosas no caminho da paz”.
CTV: Uma terra onde
é difícil florescer a paz... Quais são os auspícios da Santa Sé em relação ao
diálogo israelita-palestino?
Card. Parolin: “De um lado, o
direito de Israel de existir e gozar de paz e de segurança dentro dos limites
internacionalmente reconhecidos; o direito do povo palestino, de ter uma pátria,
soberana e independente, o direito de deslocarem-se livremente, o direito de
viverem com dignidade. E depois, o reconhecimento do carácter sagrado e
universal da cidade de Jerusalém, da sua herança cultural e religiosa, portanto,
como lugar de peregrinação dos fiéis das três religiões
monoteístas."
CTV: No Angelus de cinco de Janeiro,
o Papa Francisco falou desta viagem como uma peregrinação, insistindo no aspecto
da oração. Ponto alto, portanto, será o encontro ecuménico no Santo Sepulcro com
o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, em recordação ao histórico encontro
entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Acredita que este encontro possa, de
alguma maneira, marcar também um momento significativo, importante, nas relações
entre as Igrejas?
Card. Parolin: “O ecumenismo foi uma das
conquistas do Concílio Vaticano II, naturalmente, ao final de um longo caminho
percorrido também pela Igreja Católica neste sentido. O encontro entre Paulo VI
e Atenágoras deu um impulso fundamental, foi determinante para este caminho
ecuménico, e nos mostra que, às vezes, os gestos servem mais do que as palavras,
que são mais eloquentes do que as palavras. Eu espero que o encontro entre o
Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu reavive um pouco esta chama, este
entusiasmo pelo caminho ecuménico que deveria animar um pouco todas as
iniciativas que existem neste sentido. Deveria existir este entusiasmo e esta
paixão pela unidade que foi a ardente oração de Jesus no Cenáculo, antes de sua
Paixão e morte”.
CTV: A viagem será também um momento de
verdadeira alegria para os cristãos que vivem na Jordânia, Palestina e Israel,
cristãos que frequentemente vivem em condições difíceis....
Card.
Parolin: “Será um momento de alegria e de conforto para todos os
cristãos que vivem na Terra Santa. E o Papa, acredito, quer sublinhar, no
encontro directo com eles, duas coisas: que estes cristãos são pedras vivas e
que sem a sua presença, a Terra Santa e os próprios Lugares Santos correm o
risco de se transformar em museus," como se fala frequentemente. Pelo contrário,
a sua presença assegura que ali existe uma comunidade cristá viva e uma presença
viva do Senhor ressuscitado. E ao mesmo tempo, além desta dimensão mais
eclesial, também o papel que os cristãos do Médio Oriente e da Terra Santa
desempenham nas sociedades em que vivem, nos países em que vivem: um papel
fundamental. Querem colocar-se sinceramente à disposição dos seus concidadãos
para construir juntos uma pátria livre, justa e
democrática".

Fonte: RV
Núncio em Israel
fala da visita do Papa à Terra Santa

Cidade do Vaticano (RV) – Em vista da segunda Viagem Apostólica
do Papa Francisco, que, depois do Brasil, o levará à Terra Santa, a partir de
amanhã, sábado, até a próxima segunda-feira, o Núncio em Israel e Delegado
Apostólico na Palestina, Dom Giuseppe Lazzarotto, fala da expectativa e da
importância do histórico encontro entre o Papa Paulo VI e o Patriarca
Atenágoras, ocorrido 50 anos atrás:
“Há 50 anos, o Papa
Francisco e o Patriarca Bartolomeu querem recordar juntos aquele gesto, com
todos os líderes das Igrejas cristãs de Jerusalém, para abrir novos caminhos.
Aquele foi, realmente, um momento que deu impulso a uma mudança muito
significativa, da qual, ainda hoje, colhemos os frutos. Foi um gesto inspirado
pelo Espírito Santo. Este também será um encontro histórico, porque há muita
determinação em realizar este novo abraço ecumênico. Por isso, há grande
expectativa, grande esperança e confiança em vista desta visita do Papa à Terra
Santa. O povo precisa da presença do Santo Padre, da sua palavra, dos seus
gestos, que possam levar otimismo e encorajamento a todos. Da minha parte,
espero que esta viagem do Papa possa dar esperança e confiança aos cristãos, que
enfrentam grandes dificuldades e exclusão na terra de Jesus. Esperamos poder
aprender a viver e a caminhar juntos, como uma grande família, em comunhão,
diálogo e paz”. (MT)
Fonte: Rádio Vaticano
Visita do Papa à
Terra Santa rende cobertura intensa da imprensa italiana e do Ministério do
Turismo em Israel
Jerusalém (RV) – Os principais lugares de peregrinação de Papa
Francisco à Terra Santa renderam um vídeo promovido pelo Ministério do Turismo
de Israel. Além disso, o site traz um espaço exclusivo à viagem do Santo Padre
e, em especial, um vídeo que conta o recente encontro em Roma entre o Papa
Francisco e o Rabino Scorca, argentino, grande amigo do Pontífice.
O
site do Ministério do Turismo também oferece o programa completo e todas as
atualizações sobre a visita do Santo Padre à Terra Santa. Francisco chega neste
sábado (24) à Jordânia e, depois de uma passagem pela Palestina, vai também à
Israel.
Na Itália, a primeira rede de rádio da RAI, a Radio1, fará uma
transmissão especial sobre a viagem do Papa Francisco à Terra Santa. Ao longo da
programação e durante os três dias de peregrinação, Radio1 vai transmitir a
maratona de eventos direto dos estúdios da Saxa Rubra em Roma, com enviados
especiais que acompanharão a viagem do Santo Padre.
O debate será
enriquecido com a participação de Isabella Camera d’Aflitos, docente de Língua e
Literatura Árabe da Universidade La Sapienza de Roma, Marco Impagliazzo,
presidente da Comunidade Sant’Egidio, Alberto Bobbio, vaticanista da revista
Família Cristã, Andrea Riccardi, ex-ministro italiano para a Cooperação
Internacional, Raniero La Valle, jornalista e escritor, Michel Sabbah,
ex-Patriarca latino de Jerusalém, e Padre Pierbattista Pizzaballa, responsável
pela Custódia da Terra Santa. (AC)
Fonte: Rádio Vaticano
Apresentado em
Israel avião que levará Francisco de Tel Aviv a Roma
Tel Aviv (RV) – O avião da Companhia israelense El Al, que
levará o Papa Francisco de Tel Aviv a Roma ao final da peregrinação à Terra
Santa, foi apresentado nesta quinta-feira, 22, em uma cerimônia no Aeroporto
israelense Ben Gurion. A aeronave teve algumas adaptações, a pedido do Pontífice
e de seu séquito, informou o site do Haaretz.
O vôo LY 514 do Boeing 777
partirá do Aeroporto Ben Gurion, em 26 de maio com o Papa Francisco a bordo,
após ele ter realizado três dias de peregrinação pela Jordânia, Palestina e
Israel. O brasão pontifício será impresso no avião.
A aeronave foi
equipada especialmente para receber o Papa Francisco junto a 30 eclesiásticos e
70 jornalistas credenciados, de todas as partes do mundo, que acompanharão a
viagem do Santo Padre.
“El Al, a companhia aérea com bandeira do Estado
de Israel – declarou o Presidente da El Al Israel Airlines, David Maimon – está
orgulhosa de ter sido escolhida pelo Santo Padre e pelo Vaticano para levar de
volta à Itália toda a delegação ao final da histórica visita do Pontífice à
Israel. O vôo dedicado ao evento prevê a instalação de um equipamento especial e
de uma organização diferenciada”.
O Pontífice, que chegará no sábado em
Amã, partirá domingo pela manhã da Jordânia até Belém de helicóptero. Dalí segue
para Jerusalém, também de helicóptero.
Fonte: Rádio Vaticano
Audiência geral:
conservar a Criação com o dom da ciência. Papa recorda vítimas das inundações
nos Balcãs e pede orações pela viagem à Terra Santa

Uma grande
multidão e um belo sol primaveril acolheram o Santo Padre na Praça de S. Pedro
para a audiência geral desta quarta-feira. A catequese de hoje foi sobre o dom
da ciência.
Entre os dons do Espírito Santo, a ciência é um dom que nos
leva a captar a grandeza e o amor de Deus, presentes na criação – afirmou o Papa
Francisco. Este dom suscita em nós uma profunda sintonia com o Criador, que
permite perceber, em cada pessoa humana e demais realidades criadas, a marca da
grandeza e do amor de Deus.
“O dom da ciência coloca-nos em
profunda sintonia com o Criador e faz-nos participar na limpidez do seu olhar e
do seu juízo”
Desta forma – continuou o Santo Padre - a ciência
ajuda-nos a não cair no risco de nos considerarmos senhores da criação: esta
foi-nos entregue por Deus para que cuidemos dela e a utilizemos para benefício
de todos, com respeito e gratidão.
“Tudo isto é motivo de
serenidade e de paz e faz do cristão uma testemunha alegre de Deus, tal como S.
Francisco de Assis e tantos santos que souberam louvar e cantar o seu amor
através da contemplação da Criação.”
O dom da ciência – sublinhou
ainda o Papa - ajuda-nos ainda a olhar as pessoas e as realidades que nos
circundam sem as absolutizar, mas sabendo reconhecer os seus limites e a sua
orientação para Deus. Tudo isto é motivo de serenidade e de paz, fazendo de nós
jubilosas testemunhas de Deus que, maravilhadas com a Sua obra, louvam o
Criador, cheias de gratidão pelo seu amor.
O Papa Francisco concluiu a
sua catequese convidando todos os seres humanos a conservarem a
Criação.
No final da catequese o Papa Francisco saudou também os
peregrinos de língua portuguesa:
“Saúdo os brasileiros vindos de
Pouso Alegre, Campo Limpo e São Paulo e demais peregrinos de língua portuguesa,
desejando que esta peregrinação a Roma fortaleça em todos a fé e consolide, no
amor divino, os vínculos de cada um com a sua família, com a comunidade eclesial
e com a sociedade. Que Nossa Senhora vos acompanhe e
proteja!”
Durante as saudações em língua italiana o Papa
Francisco lançou um apelo pelas populações da Bósnia e da Sérvia vítimas de
grandes inundações:
“O meu pensamento vai ainda para as populações
da Bósnia-Herzegovina e Sérvia, duramente atingidas por inundações, com perdas
de vidas humanas, numerosos desalojados e profundos danos. Infelizmente a
situação agravou-se, por isso convido-vos a unirem-se à minha oração pelas
vítimas e por todas as pessoas que sofrem esta calamidade. Não falte a estes
nossos irmãos a nossa solidariedade e a ajuda concreta da comunidade
internacional.”
O Santo Padre referiu-se também aos católicos na
China:
“A 24 de maio ocorre a memória litúrgica de Virgem Maria
Ajuda dos Cristãos, venerada com muita devoção no santuário de Seshan em
Shangai. Peço a todos os fieis de rezarem para que, sob a proteção de Maria
Auxiliadora, os católicos na China continuem a acreditar, a esperar e a amar e
sejam, em cada circunstância, fermento de harmoniosa convivência entre os seus
concidadãos.”
O Santo Padre referiu ainda a proclamação no
próximo sábado numa celebração em Aversa em Itália dos Beatos Mario Vergara,
sacerdote, e Isidoro Ngei Ko Lat, leigo e catequista, assassinados em 1950 na
Birmânia às mãos do ódio pelos cristãos. O Papa lembrou estes dois exemplos para
que sejam sinal de encorajamento para missionários e catequistas em terras de
missão.
No final da audiência o Papa Francisco deu a sua benção aos
peregrinos não sem antes pedir as orações de todos pela sua viagem à Terra Santa
no próximo sábado. O Santo Padre recordou que o faz para se encontrar com o seu
irmão Patriarca Bartolomeu no 50º aniversário do encontro de Paolo VI com
Atenágoras, e exaltou como é belo que os Apóstolos Pedro e André estejam outra
vez juntos! (RS)
Fonte: RV
Francisco na Terra
Santa - um novo tempo para o diálogo

O Papa Francisco
parte para a Terra Santa no próximo sábado dia 24 de maio para uma viagem de
grande importância para o diálogo inter-religioso. Percorrerá três estados em
três dias: A Jordânia; a Palestina e Israel. O Santo Padre percorrerá os
caminhos da história para abrir um novo tempo de diálogo e esperança.
Apresentamos nesta nossa rubrica “Sal da Terra, Luz do Mundo” os preparativos e
o programa da peregrinação do Papa Francisco à Terra Santa.
O P. Federico
Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, apresentou na semana passada
o programa desta importante peregrinação que será a segunda viagem internacional
do Papa Francisco após a JMJ em 2013. Uma viagem por ocasião do 50º aniversário
do encontro de Paulo VI com o Patriarca Atenágoras ocorrido em Jerusalém em
janeiro de 1964. No encontro com os jornalistas o P. Lombardi afirmou que “serão
simplesmente três dias” de uma viagem “muito breve e muito intensa, como foram
os três dias da viagem de Paulo VI”.
As etapas fundamentais desta viagem
são a Jordânia, Amã; Belém, no Estado da Palestina e depois Jerusalém. Três
Estados – Jordânia; Palestina e Israel, três etapas fundamentais. A viagem do
Papa Francisco à Terra Santa terá um caráter inter-religioso. Dimensão, desde
logo, demonstrada pela delegação papal:
“Inserimos na delegação, mesmo
se não partindo de Roma, um rabino e um representante muçulmano. O Papa quis
consigo, formalmente, como membro da delegação, o Rabino Skorka e o Sr. Omar
Ahmed Abud, Secretário-Geral do Instituto de Diálogo Inter-religioso da
República da Argentina. São duas pessoas que o Papa conhece bem, desde os tempos
da Argentina, com quem cultivou relações de diálogo e de amizade, desde então, e
que participa, com eles deste momento assim importante”.
Em jeito
de preparação da viagem do Santo Padre esteve na passada quarta-feira, dia 14 em
Amã, na Jordânia o Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho
para o Diálogo Inter-religioso que juntamente com o príncipe El Hassan Bin
Talal, fundador do Instituto Real de Estudos interconfessionais, assinaram um
documento comum para uma maior solidariedade no mundo. O papel fundamental da
família e da escola na formação das crianças, a importância da educação
religiosa; a necessária consideração da dignidade da pessoa humana; o respeito
pela liberdade religiosa; a convicção de que não é a religião, mas sim a
desumanidade e a ignorância que causam os conflitos – eis alguns dos pontos do
documento assinado em Amã na semana passada no âmbito de um encontro sobre o
tema da educação. O cardeal Tauran prestou declarações à Rádio
Vaticano:
Ces trois jours sont passés dans une atmosphère
d’exceptionnelle ouverture …
Estes três dias passaram num clima de
excecional abertura e amizade, e isto confirma que o diálogo inter-religioso
inicia sempre com a amizade, para se conhecer, para se amar um ao outro. O tema
geral foi, como se sabe, "como enfrentar os desafios de hoje através da
educação". Insisti no papel indispensável da família, da escola e da
universidade. O importante é que este encontro terminou com a publicação de um
"decálogo da cultura", que convida a nunca renunciar a curiosidade intelectual,
a ser humildes e não intelectualmente arrogantes, conservar a própria autonomia
intelectual, diante da superficialidade do mundo de hoje, perseverar no cuidado
à vida interior e considerar o pluralismo uma riqueza e não uma
ameaça.”
Neste clima de preparação da peregrinação do Santo Padre
à Terra Santa, de registar também a mensagem que o Papa Francisco enviou ao
Patriarca copto-ortodoxo Tawadros II, por ocasião do primeiro aniversário do
encontro que tiveram no Vaticano a 10 de maio de 2013. Na mensagem o Papa
sublinha que “aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa” e
reza para que se possa “continuar o diálogo na caridade e na verdade para
superar os obstáculos que permanecem para atingir uma plena comunhão”. O Santo
Padre assegura, no final da sua mensagem, as suas incessantes orações por todos
os cristãos no Egito e no Medio Oriente.
Entretanto, na semana passada
quem presidiu à peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de maio em
Fátima, foi precisamente o Patriarca Latino de Jerusalém Fouad Twal. Numa
homilia em que reiterou os seus apelos pela paz, sobretudo no Médio Oriente,
afirmou que piores do que os muros de betão são os muros do coração, porque a
paz ou é justa ou não será uma paz verdadeira. No final, convidou todos os
peregrinos de Fátima a visitarem a Terra Santa para fortalecerem a fé e
conhecerem melhor as suas raízes seguindo o exemplo do Papa Francisco.
O Papa
Francisco parte para a Terra Santa em busca de um novo tempo de diálogo:
O
primeiro dia da peregrinação, sábado, 24 de maio, será dedicado aos encontros na
Jordânia com destaque para a Missa onde será celebrada a Primeira Comunhão de
1400 crianças. Importante também a visita ao lugar do Batismo de Jesus no Rio
Jordão. O dia 25, domingo, será o dia dedicado pelo Papa à Palestina
encontrando-se com o Presidente Mahmoud Abbas, e a Missa na Praça da Manjedoura
de onde recitará o Regina Coeli dominical. Estará também com um grupo de
refugiados. No domingo à tarde, o Papa chegará ao Estado de Israel. Após o
encontro com o Patriarca Ecuménico de Constantinopla Bartolomeu, haverá um
momento crucial e histórico com a oração ecuménica na Basílica do Santo
Sepulcro, como nos antecipa o P. Lombardi:
“A chegada ao Estado de
Israel começa com uma simples cerimónia de boas-vindas no Aeroporto de Tel-Aviv,
na tarde de domingo e a deslocação para Jerusalém. O Papa dirige-se
imediatamente à delegação apostólica de Jerusalém. E ali realiza-se o encontro
com o Patriarca Ecuménico. Portanto, é outro momento importante da viagem. Lá
acontecerá um encontro privado, um encontro historicamente importantíssimo,
porque ocorre no mesmo lugar, na mesma sala, em que Paulo VI se encontrou com
Atenágoras há 50 anos. E terá a assinatura de uma declaração conjunta. Depois,
os dois transferem-se ao Santo Sepulcro para aquele que é considerado um evento
fundamental nesta viagem: a celebração ecuménica no Santo
Sepulcro.”
“O Papa e o Patriarca chegam – não juntos – mas por
caminhos diferentes, à Praça que está diante do Santo Sepulcro, entrando por
duas portas diferentes a partir da Praça. Depois são acolhidos na entrada da
Basílica do Santo Sepulcro pelos três superiores das comunidades do status quo:
a comunidade greco-ortodoxa, a comunidade armena-ortodoxa e a Custódia da Terra
Santa. O Papa e o Patriarca veneram a Pedra da Unção, que se encontra próxima da
entrada e dirigem-se aonde está o Santo Sepulcro. O Papa e o Patriarca entram no
Santo Sepulcro para venerar o Sepulcro vazio, saem do Sepulcro, abençoam os
presentes e dirigem-se depois ao Calvário, ao Gólgota, acompanhados pelos três
chefes das comunidades do status quo.
“Um momento ecuménico,
que é a grande novidade ecuménica desta viagem: uma oração em comum num lugar
santo de Jerusalém, no Santo Sepulcro em particular, é algo
que nunca aconteceu antes. As comunidades cristãs que podem celebrar e rezar nos
lugares santos fazem-no – e sempre o fizeram até agora – separadamente, nos
tempos propícios e destinados às diversas comunidades. Após esta celebração –
verdadeiramente histórica o Papa e o Patriarca – desta vez juntos, no mesmo
automóvel – seguem para o Patriarcado para o jantar”.
De grande
intensidade serão também os encontros no último dia da peregrinação do Papa
Francisco na Terra Santa, segunda-feira 26 de maio. O Papa Francisco estará na
Esplanada das Mesquitas, terá um momento de oração junto ao Muro das Lamentações
e estará no Monte Herzl para depositar flores no monte que tem o nome do
fundador do movimento sionista. O Santo Padre prestará homenagem às vítimas do
Holocausto no memorial Yad Vashem. Destaque para o encontro com o Presidente
Peres.
A peregrinação do Papa terminará com uma Eucaristia no Cenáculo com
os Ordinários da Terra Santa e com a delegação papal. De helicóptero dirige-se a
Tel Aviv e em Tel Aviv despede-se do Estado de Israel e parte com destino a
Roma, onde deve chegar por volta das 23 horas de dia 26 de maio. (RS)
Fonte: RV