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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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domingo, 25 de maio de 2014

Papa: Apelo à "coragem da paz",

Apelo à "coragem da paz", no discurso às autoridades da Palestina, em Belém




Papa Francisco partiu esta manhã de Amã, de helicóptero, diretamente para Belém, onde celebrará a Missa dominical com os fiéis da Palestina, na praça da Manjedoura, às 11 horas locais. O Santo Padre foi acolhido à sua chegada pelo presidente Mahmoud Abbas. Após a cerimónia de boas vindas, o Santo Padre terá um encontro privado com o presidente, no Palácio presidencial, seguido de outro com as Autoridades da Palestina.

No seu discurso o Papa fez um apelo à "coragem da paz", colocando um ponto final no conflito “inaceitável” que afeta a situação de todo o Médio Oriente, defendendo a solução de dois Estados.
“Para todos, chegou o momento de terem a coragem da generosidade e da criatividade ao serviço do bem, a coragem da paz, que assenta sobre o reconhecimento, por parte de todos, do direito que têm dois Estados de existir e gozar de paz e segurança dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”, declarou, perante o presidente da Autoridade Palestina, autoridades locais e membros do corpo diplomático.
Segundo o Papa, a “paz na segurança e a confiança mútua” nesta região seriam um “quadro estável de referência” para enfrentar outros problemas e um “modelo” para outras áreas de crise. Este conflito, precisou, “produziu tantas feridas difíceis de curar e, mesmo quando, felizmente, não se alastra a violência, a incerteza da situação e a falta de entendimento entre as partes produzem insegurança, negação de direitos, isolamento e saída de comunidades inteiras, divisões, carências e sofrimentos de todo o tipo”.
“Manifestando a minha solidariedade a quantos sofrem em maior medida as consequências deste conflito, queria do fundo do coração dizer que é hora de pôr fim a esta situação, que se torna cada vez mais inaceitável, para bem de todos”..
O Papa pediu um maior empenho nos esforços e iniciativas “destinadas a criar as condições para uma paz estável, baseada na justiça, no reconhecimento dos direitos de cada um e na segurança mútua”. A paz, sustentou, traz “inúmeros benefícios” e pode implicar a renúncia “a alguma coisa por parte de cada um” para que se chegue à mesma. “Faço votos de que os povos palestino e israelita e as suas respetivas autoridades empreendam este êxodo feliz para a paz com aquela coragem e aquela firmeza que são necessárias em qualquer êxodo”.
A parte final do discurso deixou uma palavra de apreço pela comunidade cristã local, apelando para que os mesmos sejam reconhecidos como “cidadãos de pleno direito”. Francisco elogiou as “boas relações existentes entre a Santa Sé e o Estado da Palestina”, com especial atenção à liberdade religiosa, que o Papa apresentou como uma das “condições irrenunciáveis da paz, da fraternidade e da harmonia”.
“Senhor presidente, queridos amigos reunidos aqui em Belém, Deus todo-poderoso vos abençoe, proteja e conceda a sabedoria e a força necessárias para levar por diante o corajoso caminho da paz, de tal modo que as espadas se transformem em arados e esta terra possa voltar a florescer na prosperidade e na concórdia. ‘Salam’”, concluiu.
Com o Papa e o presidente palestino estiveram representantes dos cristãos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, que entregaram mensagens a Francisco.

No final da Missa, o Papa almoçará com algumas famílias de refugiados e de pessoas indigentes, da Palestina, num convento dos Franciscanos.

De tarde, a partida, sempre de helicóptero, para o aeroporto de Tel Aviv, dando-se início à terceria etapa desta peregrinação à Terra Santa, já no Estado de Israel.

sábado, 24 de maio de 2014

Papa Francisco, junto ao Jordão:Paz na Síria. Que Deus converta os violentos

Paz na Síria. Que Deus converta os violentos – Papa Francisco ontem, junto ao Jordão




Na tarde deste sábado, dia 24, após a celebração da Missa no Estádio Internacional de Amã na Jordânia, o Papa Francisco transferiu-se para “Betânia além do Jordão” ao local onde Jesus foi batizado. O Papa Francisco visitou o lugar do Batismo de Jesus nas margens do Rio Jordão (foto). Após um breve momento de oração silenciosa, abençoou a água e assinou o livro de Honra. No interior da igreja latina, o Santo Padre encontrou-se com refugiados e com os jovens portadores de deficiência.
Durante uma breve celebração, com cânticos, leituras bíblicas e testemunhos, o Papa dirigiu uma mensagem a todos os presentes e, desde logo, o seu olhar foi para Jesus Cristo:

“Toca-nos sempre esta humildade de Jesus, o seu inclinar-se sobre as feridas humanas para curá-las. Este inclinar-se de Jesus sobre todas as feridas humanas para curá-las! E nós somos profundamente tocados pelos dramas e pelas feridas do nosso tempo, em modo especial daquelas provocadas pelos conflitos ainda abertos no Médio Oriente.”
O Papa Francisco recordou a amada Síria dilacerada nos últimos três anos pela guerra. E lançou um apelo para todos aqueles que fomentam a guerra: “que se convertam”.

“ Pensemos e também do nosso coração digamos uma palavra por esta gente criminal, para que se converta.”

E depois a atenção do Papa no seu discurso virou-se para a comunidade internacional para que não deixe a Jordânia só na ajuda humanitária e lançou mais uma vez um forte apelo para a paz na Síria:

“Cessem as violências e seja respeitado o direito humanitário, garantindo a necessária assistência à população sofredora! Seja abandonada, por todos, a pretensão de deixar às armas a solução dos problemas e volte-se à via das negociações.”
“Deus converta os violentos! Deus converta aqueles que têm projetos de guerra! Deus converta aqueles que fabricam e vendem armas e reforce os corações e as mentes dos operadores de paz e os recompense com a sua benção.”

E na oração pela paz o Papa Francisco, dirigindo-se aos jovens que participaram ativamente naquela celebração, exortou-os a continuarem o seu empenho pela paz no Médio Oriente através de um testemunho de fé e de esperança, encorajando-os a colaborarem com o seu empenho e sensibilidade na construção de uma sociedade respeitosa dos mais débeis, das crianças e dos idosos.

“Mesmo nas dificuldades da vida, sede sinal de esperança. Vós estais no coração de Deus, vós estais nas minhas orações e agradeço-vos pela vossa calorosa, alegre e numerosa presença. Obrigado.” (RS)
Fonte: RV

O Espírito Santo cure as feridas dos erros, incompreensões e controvérsias

O Espírito Santo cure as feridas dos erros, incompreensões e controvérsias - Papa Francisco na Missa em Amã, primeira etapa da sua peregrinação




 

Decorreu no Estádio Internacional de Amã, com a participação calorosa e devota de dezenas de milhares de fiéis, a Missa presidida pelo Papa Francisco. Uma Missa com cânticos em árabe e em que fizeram a sua primeira Comunhão nada menos de mil e quatrocentas crianças (foto).

Numa homilia centrada no Espírito Santo de que fala o Evangelho deste domingo, o Papa referiu três ações realizadas pelo Espírito: prepara, unge e envia. A concluir convidou a pedir ao Espírito Santo "que prepare os nossos corações para o encontro com os irmãos independentemente das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; que unja todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; que nos envie, com humildade e mansidão, pelas sendas desafiadoras mas fecundas da busca da paz."
**

Um abraço no espírito de paz entre irmãos com o mesmo sangue e membros do género humano. A homilia do Papa no Estádio Internacional de Amã, na Jordânia, esta tarde, na presença de uns 30 mil fiéis, foi sobretudo isto: incentivar à paz e à harmonia na região.

Dessa localidade perto do Rio Jordão, onde Jesus foi baptizado, recebendo sobre si o Espírito Santo, o Papa centrou as suas palavras nas três acções que o Espírito Santo realiza em Jesus e sobre nós: preparar, ungir, enviar. Missão do Espírito Santo é de facto gerar harmonia e agir para a paz nos diferentes contextos e entre pessoas diferentes – disse o Papa, recordando que a diversidade é uma riqueza:

A diversidade de pessoas e de pensamento não deve provocar recusa e obstáculos, porque a variedade é sempre enriquecimento. Portanto, hoje, invoquemos com coração ardente o Espírito Santo, pedindo-lhe para preparar o caminho da paz e da unidade”.

O Espírito Santo unge – prosseguiu o Papa dizendo que ungiu a Jesus e ungiu os discípulos para que assumissem os sentimentos de Jesus e actuassem a favor da paz e da comunhão. Assim també unge-nos a nós para que sejamos capazes de amar os irmãos como Deus nos ama.

Por isso, é necessário realizar gestos de humildade, de fraternidade, de perdão, de reconciliação. Estes gestos são premissa e condição para uma paz verdadeira, sólida duradoura.

Peçamos ao Pai para nos ungir, para que como seus filhos possamos sentir-nos irmãos e assim “afastar de nós os rancores e divisões e nos podermos amar fraternalmente” – disse o Papa passando ao terceiro aspecto da missão do Espírito Santo: enviar. Jesus foi enviado pelo Pai cheio de Espírito Santo e “nós também somos enviados como mensageiros e testemunhos de paz”. E acrescentou, improvisando:

Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como testemunhos de paz! É uma necessidade que o mundo tem. Também o mundo pede-nos para fazermos isto: levar a paz, dar testemunho de paz!”

O Papa Francisco recordou ainda que a paz não se compra, não está à venda. “É um dom a ser procurado pacientemente e a ser construído artesanalmente mediante pequenos gestos que envolvem a nossa vida quotidiana” .

O caminho para a paz só se consolida se reconhecermos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do género humano; se não esquecermos que temos um único Pai no Céu (…)" –

Palavras do Papa que continuou dizendo abraçar todos neste espírito. E referiu explicitamente os numerosos refugiados cristãos provenientes da Palestina, Síria e Iraque, dizendo-lhes:

Levai às vossas famílias e comunidades a minha saudação e a minha proximidade.

O Papa concluiu a sua homilia referindo-se mais uma vez ao rio Jordão, onde o Espírito Santo desceu sobre Jesus, preparando-o para libertar o mundo do pecado.

“A Ele pedimos para preparar os nossos corações ao encontro com os irmãos para além das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; par ungir todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; a graça de nos enviar com humildade e mansidão pelos caminhos difíceis, mas fecundos da procura da paz. Amém!”.



Em Belem, Francisco convida Presidentes da Palestina e de Israel a um encontro conjunto de oração pela paz, no Vaticano

No final da Missa em Belém, Papa Francisco convida Presidentes da Palestina e de Israel a um encontro conjunto de oração pela paz, no Vaticano




 Repleta de fiéis a praça da Manjedoura, em Belém, onde Papa Francisco celebrou a Eucaristia dominical. No final, depois do canto do Regina Coeli, o Santo Padre lançou um convite direto aos Presidentes da Palestina e de Israel, a invocarem juntos a paz, disponibilizando a acolhê-los conjuntamente para tal iniciativa. Disse textualmente o Papa:

Neste Lugar, onde nasceu o Príncipe da Paz, desejo fazer um convite a Vossa Excelência, Senhor Presidente Mahmoud Abbas, e ao Senhor Presidente Shimon Peres para elevarem, juntamente comigo, uma intensa oração, implorando de Deus o dom da paz. Ofereço a minha casa, no Vaticano, para hospedar este encontro de oração.
Todos desejamos a paz; tantas pessoas a constroem dia a dia com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a fadiga de tantas tentativas para a construir. E todos – especialmente aqueles que estão colocados ao serviço do seu próprio povo – temos o dever de nos fazer instrumentos e construtores de paz, antes de mais nada na oração.
Construir a paz é difícil, mas viver sem paz é um tormento. Todos os homens e mulheres desta Terra e do mundo inteiro pedem-nos para levarmos à presença de Deus a sua ardente aspiração pela paz.
 

Na homilia o Santo Padre comentou as palavras que os anjos dirigiram aos pastores, convidando-os a correrem a Belém a adorar o Menino Deus: "Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura".

"Também hoje as crianças são um sinal - fez notar o Papa. Sinal de esperança, sinal de vida, mas também sinal de diagnóstico (disse), para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade, do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano".

Como o Menino (Jesus) nasceu em Belém - insistiu Papa Francisco quase a concluir a homilia - assim "cada criança que nasce e cresce em qualquer parte do mundo é sinal de diagnóstico que nos permite verificar o estado de saúde da nossa família, da nossa comunidade, da nossa nação". É daí, "deste diagnóstico franco e honesto", que há-de brotar um novo estilo de vida, onde as relações deixem de ser de conflito, de opressão, de consumismo, para serem relações de fraternidade, de perdão e reconciliação, de partilha e de amor" - concluiu.






Papa Francisco na Jordânia,primeira etapa da sua peregrinação à Terra Santa

Papa Francisco na Jordânia, primeira etapa da sua peregrinação à Terra Santa, discursou no encontro com o Rei e as Autoridades




Papa Francisco encontra-se já na Jordânia, para a primeira etapa da sua peregrinação de três dias à Terra Santa, que o levará amanhã a Belém, nos Territórios Palestinenses, e finalmente a Jerusalém, no Estado de Israel. Esat como outros acontecimentos da viagem papal podem ser seguidos em video no nosso site, na transmissão do Centro Televisivo Vaticano

O avião que conduzia o Papa e a sua comitiva aterrou pontualmente às 13 horas locais no aeroporto internacional de Amã, após um voo de quase quatro horas. A acolher o pontífice, no aeroporto, um representante do Rei Abdallah II, o Príncipe Ghazi bin Muahammed, para além do Patriarca Latino de Jerusalém (também Delegado Apostólico para a Jordânia) e o Custódio da Terra Santa, o Padre Pierbattista Pizzaballa.

Segundo o protocolo jordano, a cerimónia de boas-vindas propriamente dita teve lugar no palácio real, onde o Papa será saudado pelo Rei Abdallah II e pela Rainha Rania (que receberam também outros dois Papas – João Paulo II, no ano 2000, e Bento XVI, em 2009). O monarca jordano encontrou-se já duas vezes com o Papa Francisco, no Vaticano, em agosto de 2013 e em abril passado).

Seguiu-se o encontro com as Autoridades Jordanas, umas 300 pessoas ao todo, incluindo o Corpo Diplomático e os mais importantes representantes religiosos da Jordânia.

No discurso então proferido, o Santo Padre exprimiu todo o seu apreço às autoridades do país e a toda a sociedade jordana pelo acolhimento dispensado a um elevadíssimo número de refugiados palestinenses, iraquianos e de outros países da área, sobretudo da Síria. Constatando a persistência de fortes tensões no Médio Oriente, o Papa congratulou-se pelo empenho da Jordânia a favor de uma paz duradoura para toda a região – nomeadamente com uma urgente solução pacífica para a crise síria e uma solução justa para o conflito israelita-palestinense.

Especial relevo mereceu, nas palavras do Papa a saudação à comunidade muçulmana, com explícita referência à liderança desempenhada pela Casa real na “promoção duma compreensão mais adequada das virtudes proclamados pelo Islão e da serena convivência entre os fiéis das diferentes religiões”.

Finalmente, uma “saudação cheia de afeto” às comunidades cristãs, presentes no país (recordou o Papa) desde a era apostólica, oferecendo desde sempre a sua contribuição para o bem comum da sociedade. Embora estas comunidades sejam hoje em dia numericamente minoritárias, contudo desempenham uma apreciada ação no campo da educação e da saúde, e podem tranquilamente professar a sua fé, no respeito pela liberdade religiosa. Trata-se – sublinhou o Papa – de um direito fundamental que espero vivamente “seja tido em grande consideração em todo o Médio Oriente e no mundo inteiro”.

Eis o texto integral do discurso do Santo Padre:

Majestade,
Excelências,
Amados Irmãos Bispos,
Queridos Amigos!

Agradeço a Deus por poder visitar o Reino Hachemita da Jordânia, seguindo os passos dos meus antecessores Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, e agradeço a Sua Majestade o Rei Abdullah II pelas suas cordiais palavras de boas-vindas, com viva recordação do recente encontro no Vaticano. Estendo a minha saudação aos membros da Família Real, ao Governo e ao povo da Jordânia, uma terra rica de história e de grande significado religioso para o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Este País oferece generoso acolhimento a um grande número de refugiados palestinenses, iraquianos e vindos de outras áreas de crise, nomeadamente da vizinha Síria, abalada por um conflito que já dura há muito tempo. Tal acolhimento merece a estima e o apoio da comunidade internacional. A Igreja Católica quer, na medida das suas possibilidades, empenhar-se na assistência aos refugiados e a quem vive em necessidade, sobretudo através da Cáritas Jordana.
Ao mesmo tempo que constato, com pena, a persistência de fortes tensões na área médio-oriental, agradeço às autoridades do Reino aquilo que fazem e encorajo a continuarem a empenhar-se na busca da desejada paz duradoura para toda a região; para tal objectivo, torna-se imensamente necessária e urgente uma solução pacífica para a crise síria, bem como uma solução justa para o conflito israelita-palestinense.

Aproveito esta oportunidade para renovar o meu profundo respeito e a minha estima à comunidade muçulmana e manifestar o meu apreço pela função de guia desempenhada por Sua Majestade o Rei na promoção duma compreensão mais adequada das virtudes proclamadas pelo Islã e da serena convivência entre os fiéis das diferentes religiões. Exprimo a minha gratidão à Jordânia por ter incentivado uma série de importantes iniciativas em prol do diálogo inter-religioso visando promover a compreensão entre judeus, cristãos e muçulmanos, nomeadamente a «Mensagem Inter-religiosa de Aman», e por ter promovido no âmbito da ONU a celebração anual da «Semana de Harmonia entre as Religiões».

Uma saudação cheia de afecto quero agora dirigir às comunidades cristãs, que, presentes no país desde a era apostólica, oferecem a sua contribuição para o bem comum da sociedade na qual estão plenamente inseridas. Embora hoje sejam numericamente minoritárias, conseguem desempenhar uma qualificada e apreciada acção no campo da educação e da saúde, através de escolas e hospitais, e podem professar com tranquilidade a sua fé, no respeito da liberdade religiosa, que é um direito humano fundamental, esperando vivamente que o mesmo seja tido em grande consideração em todo o Médio Oriente e no mundo inteiro. Tal direito «implica tanto a liberdade individual e colectiva de seguir a própria consciência em matéria de religião, como a liberdade de culto (...), a liberdade de escolher a religião que se crê ser verdadeira e de manifestar publicamente a própria crença» (BENTO XVI, Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 26). Os cristãos sentem-se e são cidadãos de pleno direito e pretendem contribuir para a construção da sociedade, juntamente com os seus compatriotas muçulmanos, oferecendo a sua específica contribuição.

Por fim, formulo sentidos votos de paz e prosperidade para o Reino da Jordânia e seu povo, com a esperança de que esta visita contribua para incrementar e promover boas e cordiais relações entre cristãos e muçulmanos.
Agradeço-vos pela vossa hospitalidade e cortesia. Deus Omnipotente e Misericordioso conceda a Suas Majestades felicidade e longa vida e cubra a Jordânia com as suas bênçãos. Salam!

Momento culminante deste primeiro dia de viagem será a Missa que o Papa celebra num estádio de Amã. Ao fim da tarde, um encontro com refugiados e com pessoas deficientes.

 
Fonte: RV

S.S. Papa Francisco chega a Terra Santa

"Para que sejam um": Francisco na Terra Santa




  Amã (RV) – “Para que sejam um”: sob o signo da unidade, teve início na manhã deste sábado a peregrinação de Francisco à Terra Santa – a primeira viagem fora da Itália decidida por ele desde o início do seu pontificado (a participação na JMJ do Rio de Janeiro, em julho de 2013, já havia sido marcada por seu antecessor, Bento XVI).

O avião com o Pontífice e sua comitiva decolou do aeroporto romano de Fiumicino no horário previsto, às 8h15 locais. Francisco embarcou carregando sua maleta preta, depois de saudar as autoridades presentes. Até a capital jordaniana, o Papa percorreu 2.365 km em três horas e 45 minutos.

No aeroporto internacional da cidade, Francisco foi acolhido pelo Núncio Apostólico e pelo representante do Rei Abdallah II Hussein, o Príncipe Muhammed. Duas crianças entregaram ao Pontífice dois buquês de íris preta - símbolo do Reino Hachemita.

Amã, Belém e Jerusalém: três dias, três cidades escolhidas com duas motivações principais. A primeira, recordar os 50 anos do abraço entre Paulo VI e Atenágoras, e assim dar um novo impulso ao diálogo ecumênico. A segunda, reforçar o apelo à paz no Oriente Médio.

A primeira etapa da viagem de Francisco à Terra Santa, em Amã, prevê quatro eventos.

Desde a sua chegada à Jordânia, às 13h locais, até o jantar na Nunciatura Apostólica, às 20h55, não está previsto qualquer repouso por decisão do próprio Papa. Aliás, os três dias de viagem serão marcados por esse ritmo intenso, sem descanso entre um compromisso e outro.

Após a cerimônia de boas-vindas no Palácio Real, o Pontífice se dirige ao estádio internacional de Amã, para presidir à Santa Missa.

Está prevista a presença de numerosos refugiados cristãos provenientes da Palestina, da Síria e do Iraque. Durante a celebração, cerca de 1.400 crianças recebem a Primeira Comunhão.

Do estádio, Francisco se dirige para o local do batismo de Jesus, às margens do rio Jordão, para um momento de oração silenciosa e o rito da bênção das águas.

Ali mesmo, na igreja latina ainda em construção, o Papa encontra cerca de 600 refugiados e jovens com deficiência, aos quais faz seu terceiro pronunciamento desta viagem.

O dia se encerra com o jantar na Nunciatura Apostólica.

Para explicar as etapas mais significativas em Amã, a Rádio Vaticano contatou o Pe. Antonio Xavier, estudante de Ciências Bíblicas em Jerusalém e que mora em Belém.




Fonte: Rádio Vaticano

Primeira etapa: esta tarde, Jordânia. Card. Parolin: a paz, um dos frutos da viagem

Papa na Terra Santa. Primeira etapa: esta tarde, Jordânia. Card. Parolin: a paz, um dos frutos da viagem




Papa Francisco partiu às 8.15 (de Roma) do aeroporto de Fiumicino. Após um voo de 3.45 minutos, deverá chegar à capital jordana às 13 horas locais. A cerimónia de boas-vindas terá lugar no palácio real, logo seguido de um encontro com as autoridades jordanas. Às 16 horas locais (15 em Roma, 14 em Portugal), o Papa celebrará Missa num estádio de Amã.

Ontem de manhã, o Santo Padre deslocou-se à basílica romana de Santa Maria Maior, para um prolongado momento de oração (foto final), confiando à Virgem esta peregrinação, com os seus dois objetivos - o caminho ecuménico (encontro com o Patriarca de Constantinopla e outros líderes cristãos) e a paz no Médio Oriente.

 
Na Audiência Geral desta quarta-feira, 21, Francisco pediu aos fiéis para rezarem por esta missão. Mas, quais os frutos que podem vir desta peregrinação? Responde o Secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin, em entrevista ao Centro Televisivo Vaticano (CTV):

Card. Parolin:
“Eu diria que os frutos serão sobretudo na direcção do encontro: um fruto do encontro entre o Papa e as diversas realidades vividas naquela terra e entre estas diversas realidades, e também entre elas. É um fruto de paz. Sabemos que o Papa vai para uma terra particularmente atribulada... Eu espero verdadeiramente que o fruto possa ser o de ajudar todos os responsáveis e todas as pessoas de boa vontade a tomar decisões corajosas no caminho da paz”.
CTV: Uma terra onde é difícil florescer a paz... Quais são os auspícios da Santa Sé em relação ao diálogo israelita-palestino?

Card. Parolin:
“De um lado, o direito de Israel de existir e gozar de paz e de segurança dentro dos limites internacionalmente reconhecidos; o direito do povo palestino, de ter uma pátria, soberana e independente, o direito de deslocarem-se livremente, o direito de viverem com dignidade. E depois, o reconhecimento do carácter sagrado e universal da cidade de Jerusalém, da sua herança cultural e religiosa, portanto, como lugar de peregrinação dos fiéis das três religiões monoteístas."
CTV: No Angelus de cinco de Janeiro, o Papa Francisco falou desta viagem como uma peregrinação, insistindo no aspecto da oração. Ponto alto, portanto, será o encontro ecuménico no Santo Sepulcro com o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, em recordação ao histórico encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Acredita que este encontro possa, de alguma maneira, marcar também um momento significativo, importante, nas relações entre as Igrejas?

Card. Parolin:
“O ecumenismo foi uma das conquistas do Concílio Vaticano II, naturalmente, ao final de um longo caminho percorrido também pela Igreja Católica neste sentido. O encontro entre Paulo VI e Atenágoras deu um impulso fundamental, foi determinante para este caminho ecuménico, e nos mostra que, às vezes, os gestos servem mais do que as palavras, que são mais eloquentes do que as palavras. Eu espero que o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu reavive um pouco esta chama, este entusiasmo pelo caminho ecuménico que deveria animar um pouco todas as iniciativas que existem neste sentido. Deveria existir este entusiasmo e esta paixão pela unidade que foi a ardente oração de Jesus no Cenáculo, antes de sua Paixão e morte”.
CTV: A viagem será também um momento de verdadeira alegria para os cristãos que vivem na Jordânia, Palestina e Israel, cristãos que frequentemente vivem em condições difíceis....

Card. Parolin: “Será um momento de alegria e de conforto para todos os cristãos que vivem na Terra Santa. E o Papa, acredito, quer sublinhar, no encontro directo com eles, duas coisas: que estes cristãos são pedras vivas e que sem a sua presença, a Terra Santa e os próprios Lugares Santos correm o risco de se transformar em museus," como se fala frequentemente. Pelo contrário, a sua presença assegura que ali existe uma comunidade cristá viva e uma presença viva do Senhor ressuscitado. E ao mesmo tempo, além desta dimensão mais eclesial, também o papel que os cristãos do Médio Oriente e da Terra Santa desempenham nas sociedades em que vivem, nos países em que vivem: um papel fundamental. Querem colocar-se sinceramente à disposição dos seus concidadãos para construir juntos uma pátria livre, justa e democrática".

 

Fonte: RV


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Núncio em Israel comenta a espeito da visita do Papa Francisco à Terra Santa

Núncio em Israel fala da visita do Papa à Terra Santa




  Cidade do Vaticano (RV) – Em vista da segunda Viagem Apostólica do Papa Francisco, que, depois do Brasil, o levará à Terra Santa, a partir de amanhã, sábado, até a próxima segunda-feira, o Núncio em Israel e Delegado Apostólico na Palestina, Dom Giuseppe Lazzarotto, fala da expectativa e da importância do histórico encontro entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, ocorrido 50 anos atrás:

Há 50 anos, o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu querem recordar juntos aquele gesto, com todos os líderes das Igrejas cristãs de Jerusalém, para abrir novos caminhos. Aquele foi, realmente, um momento que deu impulso a uma mudança muito significativa, da qual, ainda hoje, colhemos os frutos. Foi um gesto inspirado pelo Espírito Santo. Este também será um encontro histórico, porque há muita determinação em realizar este novo abraço ecumênico. Por isso, há grande expectativa, grande esperança e confiança em vista desta visita do Papa à Terra Santa. O povo precisa da presença do Santo Padre, da sua palavra, dos seus gestos, que possam levar otimismo e encorajamento a todos. Da minha parte, espero que esta viagem do Papa possa dar esperança e confiança aos cristãos, que enfrentam grandes dificuldades e exclusão na terra de Jesus. Esperamos poder aprender a viver e a caminhar juntos, como uma grande família, em comunhão, diálogo e paz”. (MT)

Fonte: Rádio Vaticano

Cobertura da visita do Papa Francisco a Terra Santa

Visita do Papa à Terra Santa rende cobertura intensa da imprensa italiana e do Ministério do Turismo em Israel




Jerusalém (RV) – Os principais lugares de peregrinação de Papa Francisco à Terra Santa renderam um vídeo promovido pelo Ministério do Turismo de Israel. Além disso, o site traz um espaço exclusivo à viagem do Santo Padre e, em especial, um vídeo que conta o recente encontro em Roma entre o Papa Francisco e o Rabino Scorca, argentino, grande amigo do Pontífice.

O site do Ministério do Turismo também oferece o programa completo e todas as atualizações sobre a visita do Santo Padre à Terra Santa. Francisco chega neste sábado (24) à Jordânia e, depois de uma passagem pela Palestina, vai também à Israel.

Na Itália, a primeira rede de rádio da RAI, a Radio1, fará uma transmissão especial sobre a viagem do Papa Francisco à Terra Santa. Ao longo da programação e durante os três dias de peregrinação, Radio1 vai transmitir a maratona de eventos direto dos estúdios da Saxa Rubra em Roma, com enviados especiais que acompanharão a viagem do Santo Padre.

O debate será enriquecido com a participação de Isabella Camera d’Aflitos, docente de Língua e Literatura Árabe da Universidade La Sapienza de Roma, Marco Impagliazzo, presidente da Comunidade Sant’Egidio, Alberto Bobbio, vaticanista da revista Família Cristã, Andrea Riccardi, ex-ministro italiano para a Cooperação Internacional, Raniero La Valle, jornalista e escritor, Michel Sabbah, ex-Patriarca latino de Jerusalém, e Padre Pierbattista Pizzaballa, responsável pela Custódia da Terra Santa. (AC)


Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O avião que levará Papa Francisco a Tel Aviv

Apresentado em Israel avião que levará Francisco de Tel Aviv a Roma

Tel Aviv (RV) – O avião da Companhia israelense El Al, que levará o Papa Francisco de Tel Aviv a Roma ao final da peregrinação à Terra Santa, foi apresentado nesta quinta-feira, 22, em uma cerimônia no Aeroporto israelense Ben Gurion. A aeronave teve algumas adaptações, a pedido do Pontífice e de seu séquito, informou o site do Haaretz.

O vôo LY 514 do Boeing 777 partirá do Aeroporto Ben Gurion, em 26 de maio com o Papa Francisco a bordo, após ele ter realizado três dias de peregrinação pela Jordânia, Palestina e Israel. O brasão pontifício será impresso no avião.

A aeronave foi equipada especialmente para receber o Papa Francisco junto a 30 eclesiásticos e 70 jornalistas credenciados, de todas as partes do mundo, que acompanharão a viagem do Santo Padre.

“El Al, a companhia aérea com bandeira do Estado de Israel – declarou o Presidente da El Al Israel Airlines, David Maimon – está orgulhosa de ter sido escolhida pelo Santo Padre e pelo Vaticano para levar de volta à Itália toda a delegação ao final da histórica visita do Pontífice à Israel. O vôo dedicado ao evento prevê a instalação de um equipamento especial e de uma organização diferenciada”.

O Pontífice, que chegará no sábado em Amã, partirá domingo pela manhã da Jordânia até Belém de helicóptero. Dalí segue para Jerusalém, também de helicóptero.


Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Audiência geral:inundações nos Balcãs e orações pela viagem à Terra Santa

Audiência geral: conservar a Criação com o dom da ciência. Papa recorda vítimas das inundações nos Balcãs e pede orações pela viagem à Terra Santa




Uma grande multidão e um belo sol primaveril acolheram o Santo Padre na Praça de S. Pedro para a audiência geral desta quarta-feira. A catequese de hoje foi sobre o dom da ciência.

Entre os dons do Espírito Santo, a ciência é um dom que nos leva a captar a grandeza e o amor de Deus, presentes na criação – afirmou o Papa Francisco. Este dom suscita em nós uma profunda sintonia com o Criador, que permite perceber, em cada pessoa humana e demais realidades criadas, a marca da grandeza e do amor de Deus.

“O dom da ciência coloca-nos em profunda sintonia com o Criador e faz-nos participar na limpidez do seu olhar e do seu juízo”

Desta forma – continuou o Santo Padre - a ciência ajuda-nos a não cair no risco de nos considerarmos senhores da criação: esta foi-nos entregue por Deus para que cuidemos dela e a utilizemos para benefício de todos, com respeito e gratidão.
“Tudo isto é motivo de serenidade e de paz e faz do cristão uma testemunha alegre de Deus, tal como S. Francisco de Assis e tantos santos que souberam louvar e cantar o seu amor através da contemplação da Criação.”
O dom da ciência – sublinhou ainda o Papa - ajuda-nos ainda a olhar as pessoas e as realidades que nos circundam sem as absolutizar, mas sabendo reconhecer os seus limites e a sua orientação para Deus. Tudo isto é motivo de serenidade e de paz, fazendo de nós jubilosas testemunhas de Deus que, maravilhadas com a Sua obra, louvam o Criador, cheias de gratidão pelo seu amor.

O Papa Francisco concluiu a sua catequese convidando todos os seres humanos a conservarem a Criação.

No final da catequese o Papa Francisco saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Saúdo os brasileiros vindos de Pouso Alegre, Campo Limpo e São Paulo e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta peregrinação a Roma fortaleça em todos a fé e consolide, no amor divino, os vínculos de cada um com a sua família, com a comunidade eclesial e com a sociedade. Que Nossa Senhora vos acompanhe e proteja!”

Durante as saudações em língua italiana o Papa Francisco lançou um apelo pelas populações da Bósnia e da Sérvia vítimas de grandes inundações:

“O meu pensamento vai ainda para as populações da Bósnia-Herzegovina e Sérvia, duramente atingidas por inundações, com perdas de vidas humanas, numerosos desalojados e profundos danos. Infelizmente a situação agravou-se, por isso convido-vos a unirem-se à minha oração pelas vítimas e por todas as pessoas que sofrem esta calamidade. Não falte a estes nossos irmãos a nossa solidariedade e a ajuda concreta da comunidade internacional.”

O Santo Padre referiu-se também aos católicos na China:

“A 24 de maio ocorre a memória litúrgica de Virgem Maria Ajuda dos Cristãos, venerada com muita devoção no santuário de Seshan em Shangai. Peço a todos os fieis de rezarem para que, sob a proteção de Maria Auxiliadora, os católicos na China continuem a acreditar, a esperar e a amar e sejam, em cada circunstância, fermento de harmoniosa convivência entre os seus concidadãos.”

O Santo Padre referiu ainda a proclamação no próximo sábado numa celebração em Aversa em Itália dos Beatos Mario Vergara, sacerdote, e Isidoro Ngei Ko Lat, leigo e catequista, assassinados em 1950 na Birmânia às mãos do ódio pelos cristãos. O Papa lembrou estes dois exemplos para que sejam sinal de encorajamento para missionários e catequistas em terras de missão.

No final da audiência o Papa Francisco deu a sua benção aos peregrinos não sem antes pedir as orações de todos pela sua viagem à Terra Santa no próximo sábado. O Santo Padre recordou que o faz para se encontrar com o seu irmão Patriarca Bartolomeu no 50º aniversário do encontro de Paolo VI com Atenágoras, e exaltou como é belo que os Apóstolos Pedro e André estejam outra vez juntos! (RS)

Fonte: RV

S.S.Papa Francisco na Terra Santa

Francisco na Terra Santa - um novo tempo para o diálogo




O Papa Francisco parte para a Terra Santa no próximo sábado dia 24 de maio para uma viagem de grande importância para o diálogo inter-religioso. Percorrerá três estados em três dias: A Jordânia; a Palestina e Israel. O Santo Padre percorrerá os caminhos da história para abrir um novo tempo de diálogo e esperança. Apresentamos nesta nossa rubrica “Sal da Terra, Luz do Mundo” os preparativos e o programa da peregrinação do Papa Francisco à Terra Santa.

O P. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, apresentou na semana passada o programa desta importante peregrinação que será a segunda viagem internacional do Papa Francisco após a JMJ em 2013. Uma viagem por ocasião do 50º aniversário do encontro de Paulo VI com o Patriarca Atenágoras ocorrido em Jerusalém em janeiro de 1964. No encontro com os jornalistas o P. Lombardi afirmou que “serão simplesmente três dias” de uma viagem “muito breve e muito intensa, como foram os três dias da viagem de Paulo VI”.

As etapas fundamentais desta viagem são a Jordânia, Amã; Belém, no Estado da Palestina e depois Jerusalém. Três Estados – Jordânia; Palestina e Israel, três etapas fundamentais. A viagem do Papa Francisco à Terra Santa terá um caráter inter-religioso. Dimensão, desde logo, demonstrada pela delegação papal:
“Inserimos na delegação, mesmo se não partindo de Roma, um rabino e um representante muçulmano. O Papa quis consigo, formalmente, como membro da delegação, o Rabino Skorka e o Sr. Omar Ahmed Abud, Secretário-Geral do Instituto de Diálogo Inter-religioso da República da Argentina. São duas pessoas que o Papa conhece bem, desde os tempos da Argentina, com quem cultivou relações de diálogo e de amizade, desde então, e que participa, com eles deste momento assim importante”.

Em jeito de preparação da viagem do Santo Padre esteve na passada quarta-feira, dia 14 em Amã, na Jordânia o Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso que juntamente com o príncipe El Hassan Bin Talal, fundador do Instituto Real de Estudos interconfessionais, assinaram um documento comum para uma maior solidariedade no mundo. O papel fundamental da família e da escola na formação das crianças, a importância da educação religiosa; a necessária consideração da dignidade da pessoa humana; o respeito pela liberdade religiosa; a convicção de que não é a religião, mas sim a desumanidade e a ignorância que causam os conflitos – eis alguns dos pontos do documento assinado em Amã na semana passada no âmbito de um encontro sobre o tema da educação. O cardeal Tauran prestou declarações à Rádio Vaticano:

Ces trois jours sont passés dans une atmosphère d’exceptionnelle ouverture
Estes três dias passaram num clima de excecional abertura e amizade, e isto confirma que o diálogo inter-religioso inicia sempre com a amizade, para se conhecer, para se amar um ao outro. O tema geral foi, como se sabe, "como enfrentar os desafios de hoje através da educação". Insisti no papel indispensável da família, da escola e da universidade. O importante é que este encontro terminou com a publicação de um "decálogo da cultura", que convida a nunca renunciar a curiosidade intelectual, a ser humildes e não intelectualmente arrogantes, conservar a própria autonomia intelectual, diante da superficialidade do mundo de hoje, perseverar no cuidado à vida interior e considerar o pluralismo uma riqueza e não uma ameaça.”

Neste clima de preparação da peregrinação do Santo Padre à Terra Santa, de registar também a mensagem que o Papa Francisco enviou ao Patriarca copto-ortodoxo Tawadros II, por ocasião do primeiro aniversário do encontro que tiveram no Vaticano a 10 de maio de 2013. Na mensagem o Papa sublinha que “aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa” e reza para que se possa “continuar o diálogo na caridade e na verdade para superar os obstáculos que permanecem para atingir uma plena comunhão”. O Santo Padre assegura, no final da sua mensagem, as suas incessantes orações por todos os cristãos no Egito e no Medio Oriente.

Entretanto, na semana passada quem presidiu à peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de maio em Fátima, foi precisamente o Patriarca Latino de Jerusalém Fouad Twal. Numa homilia em que reiterou os seus apelos pela paz, sobretudo no Médio Oriente, afirmou que piores do que os muros de betão são os muros do coração, porque a paz ou é justa ou não será uma paz verdadeira. No final, convidou todos os peregrinos de Fátima a visitarem a Terra Santa para fortalecerem a fé e conhecerem melhor as suas raízes seguindo o exemplo do Papa Francisco.
O Papa Francisco parte para a Terra Santa em busca de um novo tempo de diálogo:
O primeiro dia da peregrinação, sábado, 24 de maio, será dedicado aos encontros na Jordânia com destaque para a Missa onde será celebrada a Primeira Comunhão de 1400 crianças. Importante também a visita ao lugar do Batismo de Jesus no Rio Jordão. O dia 25, domingo, será o dia dedicado pelo Papa à Palestina encontrando-se com o Presidente Mahmoud Abbas, e a Missa na Praça da Manjedoura de onde recitará o Regina Coeli dominical. Estará também com um grupo de refugiados. No domingo à tarde, o Papa chegará ao Estado de Israel. Após o encontro com o Patriarca Ecuménico de Constantinopla Bartolomeu, haverá um momento crucial e histórico com a oração ecuménica na Basílica do Santo Sepulcro, como nos antecipa o P. Lombardi:
“A chegada ao Estado de Israel começa com uma simples cerimónia de boas-vindas no Aeroporto de Tel-Aviv, na tarde de domingo e a deslocação para Jerusalém. O Papa dirige-se imediatamente à delegação apostólica de Jerusalém. E ali realiza-se o encontro com o Patriarca Ecuménico. Portanto, é outro momento importante da viagem. Lá acontecerá um encontro privado, um encontro historicamente importantíssimo, porque ocorre no mesmo lugar, na mesma sala, em que Paulo VI se encontrou com Atenágoras há 50 anos. E terá a assinatura de uma declaração conjunta. Depois, os dois transferem-se ao Santo Sepulcro para aquele que é considerado um evento fundamental nesta viagem: a celebração ecuménica no Santo Sepulcro.”
“O Papa e o Patriarca chegam – não juntos – mas por caminhos diferentes, à Praça que está diante do Santo Sepulcro, entrando por duas portas diferentes a partir da Praça. Depois são acolhidos na entrada da Basílica do Santo Sepulcro pelos três superiores das comunidades do status quo: a comunidade greco-ortodoxa, a comunidade armena-ortodoxa e a Custódia da Terra Santa. O Papa e o Patriarca veneram a Pedra da Unção, que se encontra próxima da entrada e dirigem-se aonde está o Santo Sepulcro. O Papa e o Patriarca entram no Santo Sepulcro para venerar o Sepulcro vazio, saem do Sepulcro, abençoam os presentes e dirigem-se depois ao Calvário, ao Gólgota, acompanhados pelos três chefes das comunidades do status quo.
“Um momento ecuménico, que é a grande novidade ecuménica desta viagem: uma oração em comum num lugar santo de Jerusalém, no Santo Sepulcro em particular, é algo que nunca aconteceu antes. As comunidades cristãs que podem celebrar e rezar nos lugares santos fazem-no – e sempre o fizeram até agora – separadamente, nos tempos propícios e destinados às diversas comunidades. Após esta celebração – verdadeiramente histórica o Papa e o Patriarca – desta vez juntos, no mesmo automóvel – seguem para o Patriarcado para o jantar”.
De grande intensidade serão também os encontros no último dia da peregrinação do Papa Francisco na Terra Santa, segunda-feira 26 de maio. O Papa Francisco estará na Esplanada das Mesquitas, terá um momento de oração junto ao Muro das Lamentações e estará no Monte Herzl para depositar flores no monte que tem o nome do fundador do movimento sionista. O Santo Padre prestará homenagem às vítimas do Holocausto no memorial Yad Vashem. Destaque para o encontro com o Presidente Peres.
A peregrinação do Papa terminará com uma Eucaristia no Cenáculo com os Ordinários da Terra Santa e com a delegação papal. De helicóptero dirige-se a Tel Aviv e em Tel Aviv despede-se do Estado de Israel e parte com destino a Roma, onde deve chegar por volta das 23 horas de dia 26 de maio. (RS)

Fonte: RV