Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MEIO MILHÃO NA MISSA EM FÁTIMA

PAPA: MEIO MILHÃO NA MISSA EM FÁTIMA
Fátima, 13 mai (RV)

- Nesta quinta-feira, Dia de Nossa Senhora de Fátima, Bento XVI presidiu à Santa Missa na esplanada do Santuário mariano. Neste ano, celebram-se 10 anos da beatificação de Jacinta e Francisco, 5 anos da morte de Irmã Lucia e o centenário de nascimento de Jacinta. “Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos. Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo», de que a Igreja, de que os sacerdotes «amam» Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à proteção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus”. Escute a voz do Pontífice: O Papa enfatizou que dentro de sete anos, recordaremos o centenário da primeira aparição de Nossa Senhora aos pastorzinhos Fátima. “Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu”. Clique aqui para ouvir: Bento XVI terminou a homilia com o auspício de que os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressem o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade.De acordo com as autoridades locais, meio milhão de pessoas participaram da missa, que bateu todos os recordes de participação. Em 2000, durante a última visita de João Paulo II, quando beatificou os videntes Jacinta e Francisco Marto, havia 400 mil fiéis. Um dos cinco cardeais que concelebraram a missa com o Pontífice estava o Cardeal chinês Joseph Zen Ze-Kiun, ex-arcebispo de Hong Kong, que veio especialmente a Fátima para participar. Os outros cardeais são o Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, o ex-prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o português Jose' Saraiva Martins, o arcebispo de Madri, Antonio Maria Rouca Varela e o de Barcelona, Lluis Martinez SistachApós conceder a bênção, no final da cerimônia, o Papa dirigiu uma saudação especial aos enfêrmos, dirigindo uma palavra de ânimo e de esperança a todos os doentes que o acompanhavam através da rádio e da televisão, além de quantos não tiveram sequer esta possibilidade mas estiveram unidos pelos vínculos mais profundos do espírito, ou seja, na fé e na oração. o Santo Padre falou em várias línguas. Em português, o Pontifície disse:"Meu irmão e minha irmã, tens para Deus «um valor tão grande que Ele mesmo Se fez homem para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue, como nos é demonstrado na narração da Paixão de Jesus. A partir de então entrou, em todo o sofrimento humano, Alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir de então propaga-se em todo o sofrimento a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança» (Bento XVI, Enc. Spe salvi, 39). Com esta esperança no coração, poderás sair das areias movediças da doença e da morte e pôr-te de pé sobre a rocha firme do amor divino. Por outras palavras: poderás superar a sensação de inutilidade do sofrimento que desgasta a pessoa dentro de si mesma e a faz sentir-se um peso para os outros, quando na verdade o sofrimento, vivido com Jesus, serve para a salvação dos irmãos.Como é possível? As fontes da força divina jorram precisamente no meio da fragilidade humana. É o paradoxo do Evangelho. Por isso o divino Mestre, mais do que demorar-Se a explicar as razões do sofrimento, preferiu chamar cada um a segui-Lo, dizendo: «Toma a tua cruz e segue-Me» (cf. Mc 8, 34). Vem comigo. Toma parte com o teu sofrimento nesta obra de salvação do mundo, que se realiza por meio do meu sofrimento, por meio da minha Cruz. À medida que abraçares a tua cruz, unindo-te espiritualmente à minha Cruz, desvendar-se-á a teus olhos o sentido salvífico do sofrimento. Encontrarás no sofrimento a paz interior e até mesmo a alegria espiritual. Queridos doentes, acolhei este chamamento de Jesus que vai passar junto de vós no Santíssimo Sacramento e confiai-Lhe todas as contrariedades e penas que enfrentais para se tornarem – segundo os seus desígnios – meio de redenção para o mundo inteiro. Sereis redentores no Redentor, como sois filhos no Filho. Junto da cruz… está a Mãe de Jesus, a nossa Mãe".Ainda nesta quinta-feira, o Pontífice se reunirá com religiosos portugueses e manterá um encontro com todos os bispos de Portugal. Amanhã irá à cidade do Porto, onde presidirá a Eucaristia antes de partir para Roma.
Fonte: RV

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Hoje comemoramos o dia de Nossa Senhora de Fátima.

Clique na foto e saiba tudo a respeito.

A FAMÍLIA CATÓLICA



quarta-feira, 12 de maio de 2010

A MAIOR PERSEGUIÇÃO À IGREJA NASCE DO PECADO EM SEU INTERIOR

A maior perseguição à Igreja nasce do pecado em seu interior
Declarações do Papa no voo rumo a Lisboa


LISBOA, terça-feira, 11 de maio de 2010

- Respondendo a um jornalista no voo que nesta manhã de terça-feira feira o levou a Portugal, Bento XVI explicou que a maior perseguição sofrida pela Igreja nasce do pecado que ocorre em seu interior.
A bordo do Airbus 320 da Alitalia, no início de sua 15ª viagem apostólica internacional - a primeira para Portugal -, Bento XVI respondeu a uma pergunta que muitas pessoas gostariam de ter-lhe feito.
O jornalista perguntou-lhe se seria possível ver na mensagem de Fátima uma alusão ao atentado sofrido por João Paulo II e também aos sofrimentos que a Igreja vive hoje, por conta dos casos de abusos sexuais contra menores cometidos por membros do clero.
Bento XVI respondeu que o que poderia ser descoberto de novo ainda hoje na Mensagem de Fátima é nela se ver a "paixão" que acomete a Igreja, que "se reflete na pessoa do Papa".
"Não vêm apenas de fora os ataques contra o Papa e a Igreja, mas os sofrimentos da Igreja têm origem do interior da própria Igreja, do pecado que existe no seio da Igreja", acrescentou.
"Sempre se soube disso, mas hoje podemos constatar de maneira realmente aterradora: a maior das perseguições contra a Igreja não advém de inimigos externos, mas nasce do pecado no seio da Igreja, e a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender, por um lado, o perdão, mas também a justiça. O perdão não substitui a justiça."
O Papa sustentou que "o Senhor é sempre mais forte que o mal e Nossa Senhora é, para nós, a garantia visível, maternal, da bondade de Deus, que é sempre a última palavra na história".
Anteriormente, o Pontífice havia respondido a uma pergunta sobre a realidade da secularização de Portugal - um país profundamente católico.
Bento XVI reconheceu, em primeiro lugar, a presença ao longo dos séculos de uma "fé corajosa, inteligente e criativa", testemunhada pela nação lusitana também em várias partes do mundo, como no Brasil. Mesmo notando "a dialética entre fé e secularização em Portugal", não faltam pessoas dispostas a "criar pontes" e "criar diálogo" entre as duas posições.
"Penso que é precisamente esta a tarefa, a missão da Europa neste contexto: encontrar este diálogo, integrar fé e racionalidade moderna numa única visão antropológica que complete o ser o humano e torne comunicáveis as culturas humanas", constatou.
"A presença do secularismo é algo normal, mas a separação, a contraposição entre secularismo e a cultura de fé é anômala e deve ser superada - disse o Papa. O grande desafio neste momento é favorecer o encontro dos dois, para que assim se descubra sua verdadeira identidade. Esta é uma missão da Europa e uma necessidade humana em nossa história."
Bento XVI também respondeu a uma pergunta referente à crise econômica, que segundo alguns, coloca em risco a estabilidade da própria União Europeia.
Partindo da doutrina social da Igreja, que convida o positivismo econômico a dialogar com uma visão ética da economia, o Papa confessou que a fé católica tem deixado, com frequência, as questões econômicas de lado para dedicar-se primordialmente "à salvação individual".
"Toda a tradição da doutrina social da Igreja busca ampliar o sentido ético e o da fé, para, além do indivíduo, abordar a responsabilidade do mundo, e uma racionalidade ‘moldada' pela ética. Os últimos eventos ocorridos no mercado, ao longo dos últimos dois ou três anos, têm demonstrado que a dimensão ética está circunscrita e deve estar inserida no agir econômico".
"Apenas dessa forma a Europa cumprirá sua missão", concluiu.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 11 de maio de 2010

FÉ E AMOR A CRISTO JESUS: NÓS SOMOS A IGREJA

Você sabe quantos Padres temos no Brasil?

DOM EDUARDO PINHEIRO DA SILVA
Bispo Auxiliar de Campo Grande - MS





Até o dia 1º de maio de 2010, a Igreja contava com 18 mil padres no Brasil.
E mais de 100 milhões de fiéis.
Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.


Agora faça essa conta comigo:

10% de 18 mil padres = 1.800 padres
1% de 18 mil padres = 180 padres
0,1% de 18 mil padres = 18 padres
0,01% de 18 mil padres = 1,8 padres


Quantos padres brasileiros estão envolvidos em escândalos pela mídia?
2 ou 3?


Isso significa menos de 0,02% de todos os padres do Brasil!


E os outros 99,98%?


Nós vamos condenar todos os padres por causa de 2 ou 3?


Nós vamos deixar de acreditar em 11 Discípulos porque Judas traiu Jesus?


Nós vamos deixar de acreditar no Senhor por causa disso?


Deixaremos de ir à Igreja e de comungar por causa da mídia escandalosa?


Pense bem: mesmo você sendo pecador e imperfeito, mesmo com dúvidas, mesmo que você se afaste da Igreja de Cristo, mesmo assim Jesus morreu por você!



JESUS NÃO ESTÁ SÓ NESTA LUTA.
ESTA BATALHA É NOSSA.
É DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA.
E, NÓS SOMOS A IGREJA


A FAMÍLIA CATÓLICA

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A EUCARISTIA É O CORAÇÃO DO BRASIL - BENTO XVI

BENTO XVI: O CORAÇÃO DO BRASIL É A EUCARISTIA


Cidade do Vaticano, 09 mai (RV)

– O Brasil esteve presente na oração do Regina Caeli, no domingo de ontem, na Praça S. Pedro.
Após a oração mariana, Bento XVI dirigiu uma saudação especial ao povo brasileiro, em vista da realização do XVI Congresso Eucarístico Nacional.Eis as palavras do pontífice: "Dirijo uma saudação especial ao povo brasileiro que vai se reunir na sua capital, Brasília, para celebrar o XVI Congresso Eucarístico Nacional, de quinta-feira a domingo próximos, com a presença do meu Enviado especial, o Cardeal Dom Cláudio Hummes.
No lema do Congresso, aparecem as palavras dos discípulos de Emaús “Fica conosco, Senhor”, expressão do desejo que palpita no coração de todo ser humano.
Possais todos vós, pastores e povo fiel, redescobrir que o coração do Brasil é a Eucaristia.
É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra a sua vontade de estar conosco, de viver em nós, de doar-se a nós.
A sua adoração leva-nos a reconhecer o primado de Deus, pois só Ele pode transformar o coração dos homens, levando-os à união com Cristo num só Corpo. De fato, ao receber o Corpo do Senhor ressuscitado, experimentamos a comunhão com um Amor que não podemos guardar para nós mesmos: este exige ser comunicado aos demais para assim poder construir uma sociedade mais justa.
Por fim, estando próximo o encerramento do Ano sacerdotal, convido todos os sacerdotes a cultivarem uma espiritualidade profundamente eucarística a exemplo do Santo Cura D’Ars que, buscando unir o seu sacrifício pessoal àquele de Cristo atualizado no Altar, exclamava:
«Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!».
E enquanto invoco, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, as maiores graças do céu para que alimentados pela Eucaristia, pão da Unidade, se tornem verdadeiros Discípulos Missionários, a todos concedo benevolente Bênção Apostólica".
Fonte: RV

domingo, 9 de maio de 2010

PROGRAMA DA VISITA DE S.S. PAPA BENTO XVI A PORTUGAL

PROGRAMA COMPLETO DA VISITA APOSTÓLICA DE S.S. PAPA BENTO XVI A PORTUGAL, NO 10º ANIVERSÁRIO DA BEATIFICAÇÃO DE JACINTA E FRANCISCO MARTO, PASTORINHOS DE FÁTIMA (11‑14 de Maio de 2010)

PROGRAMA COMPLETO

11 de Maio, terça-feira

ROMA

08.50 – Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino para Lisboa
LISBOA

11.00 – Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, Lisboa
Acolhimento oficial
Discurso do Santo Padre

12.45 – Cerimónia de boas‑vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos
Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos

13.30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém

18.15 – Santa Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50º aniversário da inauguração do Santuário de Cristo Rei de Almada

12 de Maio, quarta-feira

07.30 – Santa Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica

10.00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
Discurso do Santo Padre

12.00 – Encontro com o Primeiro Ministro, na Nunciatura Apostólica

15.45 – Despedida da Nunciatura Apostólica

16.40 – Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima

FÁTIMA

17.10 – Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima

17.30 – Visita à Capelinha das Aparições
Oração do Santo Padre

18.00
– Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as, seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da SS.ma Trindade
Discurso do Santo Padre

21.30 – Bênção das velas, na Capelinha das Aparições
Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário

13 de Maio, quinta-feira

10.00 – Santa Missa na esplanada do Santuário de Fátima
Homilia do Santo Padre. Saudações do Santo Padre

13.00 – Almoço com os Bispos de Portugal e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo

17.00 – Encontro com as Organizações da Pastoral Social, na Igreja da SS.ma Trindade. Discurso do Santo Padre

18.45 – Encontro com os Bispos de Portugal no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo. Discurso do Santo Padre

14 de Maio, sexta-feira

08.00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo

08.40 – Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto

GAIA

09.30 – Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar

PORTO

10.15 – Santa Missa na Avenida dos Aliados
Homilia do Santo Padre

13.30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto. Discurso do Santo Padre

14.00 – Partida de avião do Porto para Roma

ROMA

18.00 – Chegada ao Aeroporto de Ciampino, Roma

A FAMÍLIA CATÓLICA

quinta-feira, 6 de maio de 2010

CONGRESSO EUCARISTICO DO BRASIL

Cardeal Hummes, enviado do Papa ao Congresso Eucarístico do Brasil
Encontro se celebrará em Brasília de 13 a 16 de maio


CIDADE DO VATICANO,

.- Bento XVI nomeou no dia 13 de março passado o cardeal Cláudio Hummes, OFM, seu enviado especial às celebrações do XVI Congresso Eucarístico Nacional do Brasil.

A Santa Sé publicou nesta quarta-feira a carta, escrita em latim e com data de 19 de abril, que o Papa escreveu ao cardeal Hummes com motivo deste acontecimento eclesial que terá lugar em Brasília de 13 a 16 de maio.

Na carta, o Papa expressa seu desejo de que o congresso eucarístico, que “se celebrará com a máxima solenidade”, seja muito frutuoso para todos os pastores e fiéis participantes, e o abençoa por intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Também recorda que o evento da próxima semana tem como tema “Eucaristia, Pão da Unidade dos Discípulos Missionários”.

Já no passado 15 de abril, o Papa referiu-se à preparação deste congresso no Brasil, ao receber os bispos da CNBB em visita ad limina.

“‘Fica conosco, Senhor!’ estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do Congresso [que se celebrará] daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo de sua fundação enriquecido com o ‘ouro’ da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia”, disse então o Papa.
Fonte: Zenith.org

quarta-feira, 5 de maio de 2010

ENTREVISTA: PSICOLOGIA CATÓLICA E ABUSOS SEXUAIS POR PARTE DO CLERO

Psicologia católica e abusos sexuais por parte do clero
Entrevista com Gerard van den Aardweg
Por Genevieve Pollock

I PARTE:

HAARLEM,

-O comportamento pedófilo - como no caso de abusos sexuais de crianças por parte do clero - não se pode equiparar com a homossexualidade, mas pesquisas revelam que ambos tampouco estão desconectados, diz um psicoterapeuta católico.


Gerard van den Aardweg trabalha como terapeuta há quase 50 anos em sua pátria, Holanda. Especializou-se em casos de homossexualismo e de problemas conjugais. Ministrou conferências no mundo todo e escreveu diversos livros sobre homossexualidade e pedofilia, assim como a relação destes temas com outros: a atração homoerótica no sacerdócio, a Humanae Vitae e os efeitos da paternidade homossexual.


Os livros publicados por ele incluem Battle for Normality: Self-Therapy of Homosexuality e On the Origins and Treatment of Homosexuality.


Van den Aardweg foi membro do Comitê Científico Assessor da Associação Nacional para a Pesquisa e Terapia da Homossexualidade, desde que a organização foi fundada em 1992. É também o editor europeu da revista Empirical Journal of Same-Sex Sexual Behavior.
Nesta entrevista concedida a Zenit, fala das formas em que os meios de comunicação podem estar distorcendo os fatos sobre o abuso sexual de menores e os dados empíricos acerca da pedofilia e da homossexualidade.

-Por que houve um estouro de casos de abusos sexuais de menores por parte do clero?

-Van den Aardweg: O estouro de notícias está na atenção dos meios de comunicação sobre o tema. Não devemos confiar nos meios de comunicação nessa matéria, sobretudo nos jornais e nos canais de TV de tendência esquerdista e liberal, porque exploram esses escândalos para sua própria agenda.

Sem dúvida, o escândalo dos abusos sexuais de menores por parte de sacerdotes e religiosos se produziu, no passado, com demasiada frequência, e mais do que muitos pensaram ou acreditaram, e ainda ocorre. No entanto, a situação melhora claramente, e o pico dos abusos se situa aproximadamente entre 1965 e 1990, quer dizer, há 20 anos. Isso não é surpreendente, porque a revolução sexual no mundo secular não se deteve na porta da Igreja. No entanto, isso não quer dizer que esse comportamento fosse típico dos sacerdotes, ou que ocorrem com maior frequência nas paróquias e nos institutos educativos católicos que em outros lugares.

Sem nenhuma intenção de comprovar sua validez, as acusações, maduras ou não, emitem-se indistintamente, como se fossem verdade provada, em um tom agressivo de "justa indignação", frequentemente comentadas de uma maneira hostil à Igreja. Dias após dia se enfatiza a mesma mensagem.

Parece um condicionamento da opinião pública. A associação entre "sacerdote católico" e "abusador de crianças" reforça-se na mente do leitor e do ouvinte e, implicitamente, também a associação entre a "doutrina moral católica sobre a sexualidade" e a "hipocrisia".

-Até que ponto é confiável a informação divulgada atualmente pelos meios de comunicação sobre os abusos a menores na Igreja?

-Van den Aardweg: É verdade que muitos casos graves foram minimizados ou encobertos no passado. Por outro lado, o quadro negro atual dos meios de comunicação está bastante exagerado, uma parte das acusações tem mais caráter de rumores que de fatos concretos. Na Holanda, fazem-se acusações sobre acontecimentos que teriam acontecido há mais de meio século - a maioria das pessoas esperaria todo esse tempo se tivesse sofrido uma injustiça grave?
E não se faz distinção entre os atos de abusos graves, como os de sacerdotes ou religiosos que coagiram física ou psicologicamente uma criança vulnerável em uma relação sexual durante um período longo de tempo, o que frequentemente tem profundos efeitos na vítima, e um contato ocasional ou um intento que não deixa esses rastros.

Como exemplo dessa última categoria, um sacerdote muito popular que ensinava em uma escola secundária tentou impor-se sexualmente em várias ocasiões a uma série de adolescentes, mas simplesmente não o levaram a sério, alguns inclusive lhe deram um tapa na cara quando ele chegou a ser demasiado molesto, e era objeto de piadas.

Em um estudo britânico com jovens adolescentes, 35% deles disseram que tinha sido solicitado por um adulto homossexual (membro da família, professor, líder juvenil, etc) e que só 2% deles tinha acedido.

Este é também um aspecto do problema. O comportamento do professor-sacerdote que acabo de mencionar, obviamente, foi muito reprovável, mas não pode ser igualado com o de um sacerdote ou religioso em um internato que faz o papel de pai carinhoso com uma criança de uma lar destruído, e que logo abusa de sua posição de poder para fazer que seu afeto dependa de que o menino realize seus desejos sujos.

Na Holanda, um ou dois internatos tinha má fama neste sentido. É evidente que alguns membros da direção não eram bons (e tendiam a atrair outros de sua laia), mas em muitos - provavelmente a maior parte - dos demais, as moléstias sexuais foram a exceção.

-O senhor menciona a relação entre as pessoas com tendências homossexuais e as pessoas que abusam de crianças. Alguns líderes da Igreja foram criticados por fazer essa relação. Como psicólogo, o que diz a respeito?

-Van den Aardweg: Os dados sobre as tendências de abuso sexual por sacerdotes nos EUA, onde este tipo de escândalo foi melhor investigado, indicam que 14% das queixas se referiam a crianças até 11 anos de idade, e 51% afetavam pré-adolescentes, e 35% adolescentes entre 15-17 anos de idade. Poderíamos dizer que aproximadamente 20% das reclamações em geral afetava crianças, ou, se quisermos ser mais liberais em nossa definição; podemos estimar que um terço dos casos tecnicamente implicam comportamento pedófilo. De qualquer modo, não são a maioria.
Para os países europeus, as estatísticas não estão ainda disponíveis, mas toda informação parcial de que dispomos aponta a um padrão similar. Ademais, este modelo se confirma para outros grupos de abusadores de crianças do mesmo sexo e adolescentes, em outras palavras, para os professores, líderes juvenis, ou os funcionários dos institutos educativos.

Agora, a sedução e o abuso de meninos adolescentes não costume ser o negócio dos pedófilos. Os pedófilos, em geral, já não se interessam pelas crianças depois que essas entram na fase da puberdade e desenvolvem seus primeiros traços masculinos; é o corpo e a psique infantil o que os atrai.

Suponhamos que também na Europa, ao redor de 20% ou mais - o que não é muito provável - das vítimas de abuso sexual por parte de sacerdotes estivesse claramente abaixo da idade da adolescência e que todos esses sacerdotes abusadores fossem realmente pederastas. Inclusive então, a maior parte dos crimes deve ser atribuída a sacerdotes e religiosos que não eram "pedófilos", mas de fato a pessoas com uma orientação homossexual ordinária.

Isso não é surpreendente. Porque é um fato universal que muitos homossexuais autoidentificados centram-se nos adolescentes - o termo é efebófilos - e, se manifestam seus sentimentos, muitos deles sentem a tentação de seduzir um adolescente se a ocasião se apresenta.

-O senhor disse que sua impressão é que só uns poucos sacerdotes são pedófilos homossexuais, quer dizer, dirigem-se a meninos entre 8 e 11 anos de idade. Como se contam esses poucos homens na estimativa dos cerca de 20% dos casos de abusos sexual de meninos?

-Van den Aardweg: Voltando à relação entre a homossexualidade "normal" e a pedofilia homossexual, muitos homens que se identificam como homossexuais ativos em ocasiões podem também ter-se interessado por um menino que ainda é criança ou pré-adolescente. Aproximadamente uma quarta parte dos homens homossexuais ativos informou de relações sexuais com meninos de 16 anos e de menor idade, incluindo com meninos púberes. Quase a metade dos homens homossexuais ativos, segundo um estudo, informou sobre algum interesse por jovens de apenas 12 anos de idade. Esta porcentagem se pode supor também para os sacerdotes homossexuais ativos.

Esta é uma área nebulosa, também porque, por razões compreensíveis, os homens que se centram principalmente nos adolescentes - os homossexuais tecnicamente efebófilos - não gostam de admitir que, em ocasiões, podem ter sentimentos por meninos ainda mais jovens.
Se o tabu sobre este tipo de relação fosse menos rígido, eu esperaria muito mais comportamento "no limite da pedofilia" e claramente pedófilo por parte dos homens que se interessam pelos adolescentes.

Isso é o que sugerem também as declarações de uma organização oficial gay conhecida como Dutch COC (Clube de Cultura e Ócio). Em 1980 proclamou que, "ao reconhecer a afinidade entre a homossexualidade e a pedofilia, o COC fez muito possivelmente que seja mais fácil para os adultos homossexuais tornarem-se mais sensíveis aos desejos eróticos dos membros mais jovens de seu sexo, ampliando assim a identidade gay". Portanto, afirmava, "a liberação da pedofilia deve ser considerado um assunto gay", e a idade de consentimento deve ser abolida".

Psicologia católica e abusos sexuais por parte do clero

Entrevista com Gerard van den Aardweg

II PARTE

HAARLEM,

- Um jovem que é psicológica e emocionalmente maduro, quando for admitido no seminário, nunca acabará se interessando pela homossexualidade e a pedofilia, afirma um psicoterapeuta católico holandês.

Gerard van den Aardweg trabalha como terapeuta há quase 50 anos em sua pátria, Holanda. Especializou-se em casos de homossexualismo e de problemas conjugais. Ministrou conferências no mundo todo e escreveu diversos livros sobre homossexualidade e pedofilia, assim como a relação destes temas com outros: a atração homoerótica no sacerdócio, a Humanae Vitae e os efeitos da paternidade homossexual.

Os livros publicados por ele incluem Battle for Normality: Self-Therapy of Homosexuality e On the Origins and Treatment of Homosexuality.

Van den Aardweg foi membro do Comitê Científico Assessor da Associação Nacional para a Pesquisa e Terapia da Homossexualidade, desde que a organização foi fundada em 1992. É também o editor europeu da revista Empirical Journal of Same-Sex Sexual Behavior.
-Voltando aos problemas no clero, diria que o abuso aumentou porque homens com tendências preexistentes foram admitidos no sacerdócio, ou há fatores que contribuem para este tipo de comportamento com o passar do tempo?

-Van den Aardweg: Um jovem que é psicológica e emocionalmente maduro, quando for admitido no Seminário, nunca acabará se interessando pela homossexualidade e a pedofilia. Se se sentir excitado sexualmente e alimentar seus sentimentos, buscará uma mulher.

A "orientação" para crianças ou adolescentes nos sacerdotes que abusaram dos jovens nunca se origina durante os anos de Seminário ou durante o sacerdócio. Em alguns casos, inicialmente pode ter sido mais ou menos latente, fraca, mas sempre esteve essa lacuna em seus sentimentos, a falta de sentimentos normais heterossexuais.

Em determinadas circunstâncias, ao ter contato com jovens, ou durante um período de desilusão ou solidão, o adormecido desejo homossexual pode-se inflamar.

Outros sacerdotes talvez sempre foram conscientes de sua atração pelos homens, mas se estruturam para viver com ela sem exteriorizá-la. No entanto, cada vez que se sente incapaz de fazer frente às demandas ou desilusões de sua profissão, em um mau momento poderia começar seja folheando revistas pornográficas - em nossos dias, em um site pornográfico da internet - ou começar a consumir álcool, a se consolar e entregar-se a fantasias sexuais, com o que vai de mau a pior.

A homossexualidade é mais que um problema sexual. É parte de uma variante específica da imaturidade da personalidade, e entre seus sintomas mais frequentes estão a falta de força de caráter, a solidão interior, as dificuldades para a formação de vínculos de amizade madura, a ansiedade e a depressão. Assim, o estresse, em todas as suas formas, pode debilitar a resistência do homem a entregar-se a seus desejos.

Outros fatores importantes que diminuem o umbral de resistência são a falta de apoio pessoal e a falta de direção espiritual regular de que tanto necessitam; a lassidão da vida interior, espiritual, o abandono da confissão regular, o mau exemplo de outros sacerdotes em seu entorno que levam uma vida dupla, e o estar exposto a teorias morais permissivas sobre a sexualidade em geral e sobre a normalidade da homossexualidade.

Neste sentido, a atitude crítica de muitos teólogos e sacerdotes ao celibato e, sobretudo à Humanae Vitae, foi um fator eficaz na debilitação da resistência de muitos sacerdotes para condutas sexuais inadequadas, seguramente no caso de muitos com desejos homossexuais.
Como o Papa Paulo VI mesmo explicava nesta encíclica, dissociar a sexualidade da reprodução na relação entre o homem e a mulher teria como consequência a aprovação de outras formas de sexo estéril como a homossexualidade.

Muitos dos escândalos sexuais que finalmente desencadearam a reação pública nos EUA, fato que está atualmente continuando na Europa, e que serve de tão abundante material para a propaganda anti-católica, são uma consequência lógica de décadas de rejeição aberta e de ignorar tacitamente a Humanae Vitae e a visão cristã da sexualidade que subjaz nela por parte de importantes sacerdotes, moralistas e bispos.

Não se pode esperar que muitos sacerdotes e religiosos com debilidades, como os desejos homossexuais - e em ocasiões pedófilos - perseverem em sua luta interior pela castidade quando constantemente escutam dizer que quase tudo é correto na vida heterossexual, matrimonial ou não: "por que deve ser o único ao que não está permitido só ocasionalmente dar-se um inocente prazer sexual se não causa dano a ninguém?"

-Os meios de comunicação rara vez centram-se no papel da psicologia nos casos de abusos sexual. Que o senhor diria do papel da psicologia nesses casos?

-Van den Aardweg: Apesar de toda crítica atual, não há provas de que a maioria dos casos de má conduta sexual por parte de sacerdotes no passado mais remoto, e inclusive entre 1960-1980, manejaram-se mal e de maneira irresponsável.

Frequentemente se buscou um compromisso prudente entre a necessidade de proteger os menores, a "ressocialização" do delinquente, e o controle dos danos sobre a paróquia, diocese, instituto.

A terapia - ou, em todo caso, as séries de conversações com os profissionais - foi uma das medidas padrão. Este enfoque não foi diferente do utilizado em casos similares nas instituições leigas, salvo que o castigo era eclesiástico.

Olhando para trás, este manejo pode ter sido adequado em muitos casos, mas frequentemente não era. Uma das razões da insuficiência desses procedimentos foi a ingenuidade das autoridades da Igreja ante os desvios sexuais.

A tendência foi subestimar a gravidade dos delitos, e crer que um delinquente com boas intenções, que, por outro lado, tinha ido se confessar e tinha prometido corrigir-se, merece caridade e confiança mais que qualquer outra coisa, e tinha de lhe ser dada uma segunda oportunidade.

Sobretudo as autoridades da Igreja - não menos que as autoridades judiciais leigas - compartilhavam uma confiança demasiado otimista nas pujantes ciências psicológicas e psiquiátricas. Encomendar um caso de abuso sexual a um psiquiatra ou psicólogo era visto como a garantia mais sólida contra a reincidência.

Isso definitivamente não era uma garantia, e continua não sendo. O efeito de longo prazo da psicoterapia ou da medicação em muitos casos de delinquentes sexuais é mínimo, também porque a motivação de uma pessoa para lutar a dura batalha consigo mesma pode ser bastante artificial e dependente da pressão das circunstâncias.

Por outro lado, parece que, mais ou menos desde finais dos anos 60, a resposta a estes delitos converteu-se em muitos setores da Igreja - não em todos - cada vez em mais insuficiente, frágil, negligente.

A tendência leiga da psicologia era a de enfatizar o aspecto de enfermidade mental dos delinquentes em geral - pacientes, vítimas da educação, etc. - em vez de em sua responsabilidade ante seu comportamento imoral.

O elemento de disciplina e castigo - no caso dos sacerdotes e religiosos, a penitência - era impopular, e isso se acrescentou frequentemente a uma flagrante falta de consideração dos sofrimentos e das necessidades das vítimas desses delitos.

A psicologia tem uma grande responsabilidade sobre essa visão distorcida e ideológica, e sem nenhuma dúvida afetou profundamente na forma em que as autoridades da Igreja reagiram às acusações de abusos sexuais que se lhes apresentaram, em sua conduta perante os membros do clero que cometeram abusos sexuais, e na atitude de muitos conhecidos homens da Igreja e teólogos para com homossexuais em geral e sacerdotes homossexuais em particular. Um fator importante nisso foi também o medo dos meios de comunicação, da opinião pública.

De todos os modos, com frequência, as autoridades olharam para o outro lado quando se lhes apresentaram casos de ‘pedofilia' ou de outras condutas homossexuais de sacerdotes e, se tomaram medidas, com muita frequência o fizeram com "o encobrimento da caridade": não adoram punições, talvez encaminharam para algum centro terapêutico, e, nesses casos, sem verificar os efeitos.

-Alguns criticam a Igreja por que, no passado, permitiu a sacerdotes que tinham cometido abusos regressar ao ministério, após terem participado de sessões de psicoterapia. O senhor acredita que os terapeutas pensavam que esses sacerdotes podiam se curar realmente, e que podia ser confiado a eles o cuidado de crianças e adolescentes?

-Van den Aardweg: Esta crítica é justa. As autoridades, nesses casos, podem ser recriminadas pelo fato de que não tiveram a prudência de esperar uns dois anos, verificar os resultados do tratamento, e que não seguiram pessoal e criticamente o caso. Suas reações muito frágeis foram, em ocasiões, o caminho mais fácil.

Também é verdade que, em geral, os psicoterapeutas tinham, e continuam tendo, muita confiança em suas ideias e métodos. De fato, a psicoterapia pode ajudar um pequeno número de pessoas com inclinações sexuais anormais, como a homossexualidade, a mudar radicalmente e, a uma porcentagem mais elevada, pode apoiar para que seus sentimentos percam intensidade e seu caráter obsessivo, de modo que toda sua estabilidade emocional aumente de um modo considerável. Mas isso com frequência requer anos, e os melhores resultados são experimentados por aqueles que se submetem à terapia por iniciativa própria e não forçados por uma situação externa.

Assim, um cliente que se submete a terapia pode reagir melhor durante a mesma, e isso pode ocasionar que o terapeuta considere prematuramente que está pronto para regressar a sua situação precedente; desse modo, ao ser submetido a uma maior pressão interna e externa, não diminuem as possibilidades de que volte a cair em seus antigos comportamentos.

Isso não é visto só em casos de pessoas com problemas sexuais, mas também em outros casos de neuróticos e delinquentes. De todos os modos, a prudência exige que não se coloquem nunca pessoas com esses comportamentos passados na antiga situação, ao menos durante muitos anos, pois continuam sendo vulneráveis.

-Qual é a atual relação entre as autoridades da Igreja e os psicólogos na hora de trabalhar com sacerdotes pederastas ou homossexuais? Mudou com o passar dos anos?

-Van den Aardweg: Depende das diferentes pessoas com autoridade, mas também da possibilidade de poder contar com psicólogos católicos preparados. Na Europa, já só uns poucos psicólogos trabalham em terapia com pessoas atraídas pelo mesmo sexo, dado que este ramo da terapia está quase fora da lei na União Europeia, que adotou oficialmente a ideologia homossexual.

A terapia dos desvios sexuais é quase vista como uma violação dos direitos humanos. As universidades só transmitem uma visão baseada em slogans politicamente corretos. Isola-se quem poderia oferecer cursos de terapia para profissionais. Só há poucos terapeutas cristãos especializados nesse tema.

Pelo que se refere à Igreja, está aumentando o interesse de cooperar com psicólogos e psiquiatras cristãos/católicos em particular por parte daqueles bispos, superiores de seminários, sacerdotes ou teólogos que apoiam a moral sexual da Igreja.

Outros que se sintam inseguros em suas opiniões sobre esta matéria, ou que tenham medo de enfrentar os meios de comunicação, aos sacerdotes e fiéis liberais, ou a seus próprios teólogos, preferem deixar sem trabalho os psiquiatras e psicólogos que tratam da homossexualidade como uma desordem. Mas creio que algo está mudando para melhor nesse sentido, ainda que de maneira lenta.

Por outro lado, cada vez mais jovens psicólogos e psiquiatras interessam-se pelo que chamamos de "psicoterapia cristã ou católica", quer dizer, métodos baseados em uma visão cristã do ser humano, do matrimônio e da sexualidade, e das desorientações sexuais, e que reconhecem o valor terapêutico do "fator religioso", a conversão, a importância de uma vida interior espiritual, do exercício das virtudes, e da luta contra os vícios, para benefício da saúde e da estabilidade de caráter.

Cada vez mais bispos, teólogos e sacerdotes apoiam a promoção, explicação, aplicação e defesa de toda a doutrina católica sobre a sexualidade e o matrimônio, ou simplesmente fazem da Humanae Vitae uma parte essencial de suas atividades de re-evangelização. Claro está, tentam buscar o conselho e assistência de psicólogos cristãos/católicos, e isso está levando aqui e ali a promover uma cooperação fecunda.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 4 de maio de 2010

SANTO SUDÁRIO: "ÍCONE ESCRITO COM SANGUE"

A mensagem do Sudário, segundo o Papa: “ícone escrito com sangue”
Venera, no Domo de Turim, o Sudário que, segundo a tradição, envolveu Jesus
TURIM,

– O Sudário de Turim é “um ícone escrito com sangue”, sangue que evidencia o amor de Deus pelos homens. Foi o que disse Bento XVI neste domingo ao venerar a relíquia que, segundo a tradição, envolveu o corpo de Jesus crucificado.
Na etapa mais importante de sua visita a Turim, o Papa se ajoelhou diante do Sudário, cuja Ostensão estará em curso até 23 de maio no Domo de Turim.
Em seu discurso, logo em seguida, o Pontífice referiu-se ao valor histórico e científico do Sudário refletindo sobre o silêncio do Santo Sepulcro na perspectiva de esperança da Ressurreição.
“Parece-me que, ao olhar para este Tecido sagrado com os olhos da fé, pode-se perceber algo desta luz. Com efeito, o Sudário foi imerso na mais profunda escuridão, mas é, ao mesmo tempo, luminosa”, constatou.
Segundo o Pontífice, “se milhares e milhares de pessoas vêm para venerá-lo, é porque nele não se vê apenas a escuridão, mas também a luz”; “a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio; vêem sim a morte de Jesus, mas vislumbram também sua Ressurreição; em lugar da morte, pulsa agora a vida, para todos em quem habita o amor”.
Este é o poder do Sudário, afirmou o bispo de Roma, “do rosto deste ‘Homem das dores’, que traz consigo a paixão do homem de cada tempo e de cada lugar, bem como as nossas paixões, nosso sofrimento, nossas dificuldades, nossos pecados”.
“Este rosto, estas mãos e estes pés, este tórax, todo este corpo fala, ele próprio é uma palavra que podemos escutar quando silêncio”.
“Como fala o Sudário?”, perguntou o Papa.
“Fala com o sangue, e o sangue é a vida!”, respondeu. “O Sudário é um ícone escrito com sangue; o sangue de um homem açoitado, coroado de espinhos, crucificado e ferido do lado direito. A imagem impressa no Sudário é a de um morto, mas o sangue fala de sua vida”.
“Cada traço de sangue fala de amor e de vida” – acrescentou. “Especialmente aquela mancha abundante próxima às costelas, feita de sangue a água vertidos copiosamente de uma profunda ferida feita por uma lança romana, aquele sangue e aquela água plenos de vida. É como uma fonte que murmura em meio ao silêncio, e nós podemos senti-la, podemos ouvi-la, no silêncio do Sábado Santo”.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 2 de maio de 2010

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI, NA MISSA CELEBRADA HOJE EM TURIM

HOMILIA DO PAPA NA MISSA CELEBRADA EM TURIM

"Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros"

Turim, 02 mai (RV)

– Bento XVI presidiu, esta manhã, a celebração eucarística na Praça São Carlos, em Turim, norte da Itália, por ocasião de sua visita ao Santo Sudário.Segue a homilia do Santo Padre com a tradução livre de Raimundo Lima.Caros irmãos e irmãs!Tenho a alegria de encontrar-me com vocês neste dia de festa e de celebrar para vocês esta solene Eucaristia. Saúdo cada um dos presentes, em particular, o Pastor da Arquidiocese de vocês, o Cardeal Severino Poletto, a quem agradeço pelas calorosas expressões a mim dirigidas em nome de todos. Saúdo também os Arcebispos e os Bispos presentes, os Sacerdotes, os Religiosos e as Religiosas, os representantes das Associações e dos Movimentos eclesiais. Dirijo um deferente pensamento ao Prefeito, Dr. Sergio Chiamparino, grato pela cortês saudação que me fez, ao representante do Governo e às Autoridades civis e militares, com um particular agradecimento àqueles que generosamente ofereceram a sua colaboração para a realização desta minha Visita pastoral. Estendo o meu pensamento àqueles que não puderam estar presentes, de modo especial aos doentes, às pessoas sozinhas e àqueles que se encontram em dificuldade. Confio ao Senhor a cidade de Turim e todos os seus habitantes nesta celebração eucarística, que, como todos os domingos, nos convidam a participarmos de modo comunitário da dúplice refeição da Palavra de verdade e do Pão de vida eterna.Encontramo-nos no tempo pascal, que é o tempo da glorificação de Jesus. O Evangelho que ouvimos há pouco nos recorda que essa glorificação se realizou mediante a paixão. No mistério pascal paixão e glorificação estão estreitamente ligadas entre si, formam uma unidade indivisível. Jesus afirma: <> (Jo 13, 31) e o faz quando Judas sai do Cenáculo para colocar em prática o plano de sua traição, que levará à morte do Mestre: justamente naquele momento tem início a glorificação de Jesus. O evangelista João o faz compreender claramente: de fato, não diz que Jesus foi glorificado somente após a sua paixão, por meio da ressurreição, mas mostra que a sua glorificação teve início justamente com a paixão. Nela Jesus manifesta a sua glória, que é a glória do amor, que se doa totalmente. Ele amou o Pai, fazendo a sua vontade até o fim, com uma doação perfeita; amou a humanidade dando a sua vida por nós. Desse modo já em sua paixão é glorificado, e Deus é glorificado nela. Mas a paixão é somente um início. Por isso Jesus afirma que a sua glorificação será também futura (cfr v. 32). Depois, o Senhor, no momento em que anuncia a sua partida deste mundo (cfr v. 33), quase como testamento a seus discípulos para continuar de modo novo a sua presença em nosso meio, dá-lhes um mandamento: <> (v. 34). Se nos amamos uns aos outros, Jesus continua presente em nosso meio.Jesus fala de um "mandamento novo". Mas qual é a sua novidade? Já no Antigo Testamento Deus havia dado o mandamento do amor; agora, porém, este mandamento tornou-se novo, enquanto Jesus lhe traz um acréscimo muito importante: <>. O que é novo é justamente este "amar como Jesus amou". O Antigo Testamento não apresentava nenhum modelo de amor, mas formulava somente o preceito de amar. Jesus, ao invés, deu-nos a si mesmo como modelo e fonte de amor. Trata-se de um amor sem limites, universal, capaz de transformar também todas as circunstâncias negativas e todos os obstáculos em ocasiões para progredir no amor.Nos séculos passados a Igreja que está em Turim conheceu uma rica tradição de santidade e de generoso serviço aos irmãos – como recordou o Cardeal Arcebispo e o Senhor Prefeito – graças à obra de zelosos sacerdotes, religiosos e religiosas de vida ativa e contemplativa e de fiéis leigos. As palavras de Jesus adquirem, então, uma ressonância particular para esta Igreja, uma Igreja generosa e ativa, a começar por seus padres. Dando-nos o mandamento novo, Jesus nos pede que vivamos o seu amor, que é o sinal verdadeiro crível, eloquente e eficaz para anunciar ao mundo a vinda do Reino de Deus. Obviamente somente com as nossas forças somos fracos e limitados. Há sempre em nós uma resistência ao amor e em nossa existência há tantas dificuldades que provocam divisões, ressentimentos e rancores. Mas o Senhor prometeu-nos estar presente em nossa vida, tornando-nos capazes deste amor generoso e total, que sabe vencer todos os obstáculos. Se estivermos unidos a Cristo, poderemos amar verdadeiramente deste modo. Amar os outros como Jesus nos amou é possível somente com aquela força que nos é comunicada na relação com Ele, especialmente na Eucaristia, em que o seu Sacrifício de amor que gera amor se torna presente de modo real.Gostaria de dizer, então, uma palavra de encorajamento em particular aos Sacerdotes e aos Diáconos desta Igreja, bem como aos Religiosos e às religiosas, que se dedicam com generosidade ao trabalho pastoral. Por vezes, ser operário na vinha do Senhor pode ser cansativo, os compromissos se multiplicam, as exigências são muitas, os problemas não faltam: saibam obter diariamente da relação de amor com Deus na oração, a força para portar o anúncio profético de salvação; centralizem a existência de vocês no essencial do Evangelho; cultivem uma real dimensão de comunhão e de fraternidade dentro do presbitério, de suas comunidades, nas relações com o Povo de Deus; testemunhem no ministério o poder do amor que vem do Alto.A primeira leitura que escutamos apresenta-nos, justamente, um modo particular de glorificação de Jesus: o apóstolo e os seus frutos. Paulo e Barnabé, ao término de sua primeira viagem apostólica, retornam às cidades já visitadas e reanimam os discípulos, exortando-os a permanecerem firmes na fé, porque, como dizem eles, <> (At 14, 22). A vida cristã, caros irmãos e irmãs, não é fácil; sei que também em Turim não faltam dificuldades, problemas, preocupações: penso, em particular, naqueles que vivem concretamente a sua existência em condições de precariedade, por causa da falta de trabalho, da incerteza pelo futuro, pelo sofrimento físico e moral; penso nas famílias, nos jovens, nas pessoas anciãs que muitas vezes vivem a solidão, nos marginalizados, nos imigrantes. Sim, a vida leva a enfrentar muitas dificuldades, muitos problemas, mas é justamente a certeza que nos vem da fé, a certeza de que não estamos sozinhos, de que Deus ama cada um sem distinção e se faz próximo a cada um com o seu amor, que torna possível enfrentar, viver e superar a fadiga dos problemas cotidianos. Foi o amor universal de Cristo ressuscitado a impelir os apóstolos a saírem de si mesmos, a difundirem a palavra de Deus, a se dedicarem sem reservas aos outros, com coragem, alegria e serenidade. O Ressuscitado tem uma força de amor que supera todo limite, não se detém diante de nenhum obstáculo. E a comunidade cristã, especialmente nas realidades pastorais mais exigentes, deve ser instrumento concreto deste amor de Deus.Exorto as famílias a viverem a dimensão cristã do amor nas simples ações cotidianas, nas relações familiares superando divisões e incompreensões, ao cultivar a fé que torna a comunhão ainda mais sólida. Também no rico e variado mundo da Universidade e da cultura não falte o testemunho do amor de que fala o Evangelho de hoje, na capacidade da escuta atenta e do diálogo humilde na busca da Verdade, certos de que a própria Verdade vem ao nosso encontro e nos alcança. Desejo também encorajar o esforço, muitas vezes difícil, de quem é chamado a administrar a coisa pública: a colaboração para buscar o bem comum e tornar a Cidade sempre mais humana e vivível é um sinal que o pensamento cristão sobre o homem jamais é contra a sua liberdade, mas a favor de uma maior plenitude que somente numa "civilização do amor" encontra a sua realização. A todos, particularmente aos jovens, quero dizer que jamais percam a esperança, aquela esperança que vem do Cristo Ressuscitado, da vitória de Deus sobre o pecado e sobre a morte.A segunda leitura nos mostra justamente o êxito final da Ressurreição de Jesus: é a nova Jerusalém, a cidade santa, que desce do céu, de Deus, pronta como uma esposa se adorna para o seu esposo (cfr Ap 21, 2). Aquele que foi crucificado, que partilhou o nosso sofrimento, como nos recorda também, de modo eloqüente, o Santo Sudário, é aquele que ressuscitou e nos quer reunir todos em seu amor. Trata-se de uma esperança estupenda, "forte", sólida, porque, como diz o Apocalipse: <<(Deus) enxugará toda lágrima dos seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram>> (21, 4). O Santo Sudário não comunica, por acaso, a mesma mensagem? Nele vemos, como refletidos, os nossos sofrimentos nos sofrimentos de Cristo: "Passio Christi. Passio hominis". Justamente por isso é um sinal de esperança: Cristo enfrentou a cruz para colocar um limite ao mal; para fazer-nos entrever, na sua Páscoa, a antecipação daquele momento em que também para nós, toda lágrima será enxugada e não haverá mais morte, nem luto, nem lamento, nem fadiga.O trecho do Apocalipse conclui-se com a afirmação: <> (21, 5). A primeira coisa absolutamente nova realizada por Deus foi a ressurreição de Jesus, a sua glorificação celeste. Ela é início de toda uma série de "coisas novas", às quais participamos também nós. "Coisas novas" são um modo repleto de alegria, em que não há mais sofrimentos e opressões, não há mais rancor e ódio, mas somente o amor que vem de Deus e que transforma tudo.Cara Igreja que está em Turim, vim até vocês para confirmá-los na fé. Desejo exortá-los, com veemência e com afeto, a permanecerem firmes naquela fé que vocês receberam e que dá sentido à vida; a jamais perderem a luz da esperança no Cristo Ressuscitado, que é capaz de transformar a realidade e tornar novas todas as coisas; a viverem na cidade, nos bairros, nas comunidades, nas famílias, de modo simples e concreto o amor de Deus: "Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros". Amém.
Fonte: RV

JOVENS: "A MAIOR RIQUEZA DA VIDA É O AMOR"

PAPA AOS JOVENS: "A MAIOR RIQUEZA DA VIDA É O AMOR"

Turim, 02 mai (RV)

– Segue o discurso de Bento XVI aos jovens, com a tradução livre de Rafael D'Aqui.
O Papa falou aos jovens por ocasião de sua visita pastoral a Turim, onde na tarde desse domingo venerou o Santo Sudário. (RD)-----------


Caros jovens de Turim!
Caros jovens que vêm do Piemonte e das Regiões circunvizinhas! Estou realmente feliz por estar com vocês, nesta minha visita a Turim para a veneração do Santo Sudário. Saúdo a todos vocês com grande afeto e agradeço-lhes pela acolhida e pelo entusiasmo da fé de vocês. Através de vocês saúdo toda a juventude de Turim e das Dioceses do Piemonte, com uma oração especial pelos jovens que vivem situações de sofrimento, de dificuldade e de desorientamento. Um pensamento especial e um forte encorajamento dirijo aos que entre vocês estão percorrendo o caminho em direção ao sacerdócio, a vida consagrada, assim como em direção a escolhas generosas de serviço aos últimos. Agradeço o Pastor de vocês, o Cardeal Severino Poletto, pelas cordiais expressões que me dirigiu e agradeço os representantes de vocês que exprimiram os propósitos, as problemáticas e as expectaticas da juventude desta cidade e região.Vinte cinco anos atrás, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, o venerável João Paulo II dirigiu uma Carta apostólica aos jovens e às jovens do mundo, focada sobre o encontro de Jesus com o jovem rico do qual fala o Evangelho (Carta aos Jovens, 31 de março de 1985). Exatamente partindo desta página (cfr Mc 10, 17-22; Mt 19, 16-22), que foi objeto de reflexão também da minha Mensagem deste ano para o Dia Mundial da Juventude, gostaria de apresentar-lhes alguns pensamentos que possam lhes ajudar no crescimento espiritual e na missão de vocês dentro da Igreja e no mundo. O jovem do evangelho pede a Jesus: “O que devo fazer para alcançar a vida eterna?”. Hoje não é fácil falar de vida eterna e de realidades eternas, porque a mentalidade do nosso tempo nos diz que não existe nada de definitivo: tudo muda, e ainda mais, rapidamente. “Mudar” tornou-se, em muitos casos, uma palavra de ordem, o exercício mais exaltante da liberdade, e assim também vocês jovens foram frequentemente levados a pensar que é impossível realizar escolhas definitivas, que empenhem para toda a vida. Mas é esse o modo justo de usar a liberdade? É realmente verdade que para ser feliz devemos acontentar-nos de pequenas e fugazes alegrias momentâneas, as quais uma vez acabadas, deixam amargura no coração? Caros jovens, não é essa a verdadeira liberdade, a felicidade não se alcança assim. Cada um de nós foi criado não para realizar escolhas provisórias e revogáveis, mas escolhas definitivas e irrevogáveis, que dão sentido pleno à existência. Isso vemos em nossa vida: cada experiência bela, que nos enche de felicidade, gostaríamos que não tivesse mais fim. Deus nos criou em vista do “para sempre”, colocou no coração de cada um de nós a semente para uma vida que realize algo de belo e de grande. Tenham coragem de fazer escolhas definitivas e vivam-nas com fidelidade! O Senhor poderá chamar-lhes ao matrimônio, ao sacerdócio, à vida consagrada, a um dom particular de vocês mesmos: respondam-lhe com generosidade!No diálogo com o jovem, que possuía muitas riquezas, Jesus indica qual é a riqueza maior da vida: o amor. Amar a Deus e amar aos outros com tudo de si. A palavra amor – já sabemos – se presta a várias interpretações e tem diversos significados: nós precisamos de um Mestre, Cristo, que nos indique o sentido mais autêntico e mais profundo, que nos guia à fonte do amor e da vida. Amor é o nome próprio de Deus. O Apóstolo João nos recorda: “Deus é amor”, e acrescenta que “não fomos nós a amar Deus, mas foi ele que nos amou e mandou seu Filho”. E “se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros” (1Jo 4,8.10.11). No encontro com Cristo e no amor recíproco experimentamos em nós a própria vida de Deus, que permanece em nós com seu amor perfeito, total, eterno (cfr 1 Jo 4, 12). Não há nada, portanto, de maior para o homem, um ser mortal e limitado, que participar da vida de amor de Deus. Hoje, vivemos um contexto cultural que não favorece as relações humanas profundas e desinteressadas, mas, ao contrário, induz frequentemente, ao fechamento em si mesmo, ao individualismo, a deixar prevalecer o egoísmo que existe no homem. Mas o coração de um jovem é por natureza sensível ao amor verdadeiro. Por isso me dirijo com grande confiança a cada um de vocês e lhes digo: não é fácil fazer da vida de vocês algo de belo e de grande, é desafiante, mas com Cristo tudo é possível!No olhar de Jesus que fixa com amor o jovem do evangelho, colhemos todo o desejo de Deus de estar conosco, de estar ao nosso lado. Sim, caros jovens, Jesus quer ser amigo de vocês, irmão de vocês na vida, o mestre que lhes mostra o caminho a percorrer para alcançar a felicidade. Ele ama vocês por aquilo que vocês são, na fragilidade de vocês e fraqueza, porque, tocados por seu amor, possam ser transformados. Vivam este encontro com o amor de Cristo em uma forte relação pessoal com Ele; vivam-no na Igreja, sobretudo nos Sacramentos. Vivam-no na Eucaristia, na qual se torna presente o seu Sacrifício: Ele realmente doa o seu Corpo e o seu Sangue por nós, para redimir os pecados da humanidade, para que nos tornemos uma coisa só com Ele, para que aprendamos também nós a lógica do doar-se. Vivam-no na Confissão, onde, oferecendo-nos o seu perdão, Jesus nos acolhe com todos os nossos limites para dar-nos um coração novo, capaz de amar como Ele. Aprendam a ter familiaridade com a Palavra de Deus, a meditá-la, especialmente na lectio divina, a leitura espiritual da Bíblia. Enfim, saibam encontrar o amor de Cristo no testemunho da caridade da Igreja. Turim lhes oferece, em sua história, esplêndidos exemplos: sigam-nos, vivendo concretamente a gratuidade do serviço. Tudo na comunidade eclesial deve estar voltado para que os homens toquem a infinita caridade de Deus.Caros amigos, o amor de Cristo pelo jovem do Evangelho é o mesmo que ele tem por cada um de vocês. Não é um amor confinado no passado, não é uma ilusão, não é reservado a poucos. Vocês encontrarão este amor e o experimentarão em toda fecundidade se com sinceridade vocês buscarem o Senhor e se viverem com compromisso a participação de vocês na vida da comunidade cristã. Cada se sinta “parte viva” da Igreja, envolvido na obra de evangelização, sem medo, em um espírito de sincera harmonia com os irmãos na fé e em comunhão com os Pastores, saindo de um tendência individualista também na vivência da fé, para respirar a plenos pulmões a beleza de fazer parte do grande mosaico da Igreja de Cristo. Esta noite não posso não apontar-lhes como modelo um jovem da cidade de vocês: o beato Piergiorgio Frassatti, cujo vigésimo aniversário de beatificação celebramos este ano. A sua existência foi envolvida inteiramente pela graça e pelo amor de Deus e foi consumida, com serenidade e alegria, no serviço apaixonado a Cristo e aos irmãos. Jovem como vocês, viveu um grande compromisso com sua formação cristã e deu o seu testemunho de fé, simples e eficaz. Um jovem fascinado pela beleza do Evangelho das bem-aventuranças, que experimentou toda a alegria de ser amigo de Cristo, de segui-lo, de se sentir em modo vivo parte da Igreja. Caros jovens, tenham a coragem de escolher aquilo que é essencial na vida! “Viver e não ter uma ‘vidinha’” repetia o beato Piergiorgio Frassati. Como ele, descubram que vale a pena comprometer-se por Deus e com Deus, e responder seu chamado nas escolhas fundamentais e do dia-a-dia, mesmo quando custa!O percurso espiritual do beato Piergiorgio Frassati recorda que o caminho dos discípulos de Cristo requer a coragem de sair de si, para seguir a estrada do Evangelho. Este exigente caminho do espírito, vocês o vivem nas paróquias e nas outras realidades eclesiais; o vivem também na peregrinação do Dia Mundial da Juventude, encontro sempre muito esperado. Sei que vocês estão se preparando para o próximo encontro, programado para agosto de 2011 em Madri. Desejo de coração que este extraordinário evento, ao qual espero possam participar numerosos, contribua para fazer crescer em cada um o entusiasmo e a fidelidade no seguir Cristo e acolher com alegria a sua mensagem, fonte de vida nova.Jovens de Turim e do Piemonte, sejam testemunhas de Cristo neste nosso tempo! O Santo Sudário seja de modo todo particular para vocês um convite para imprimir no espírito de vocês a face amorosa de Deus, para que sejam vocês mesmos, nos ambientes de vocês, com os seus coetâneos, uma expressão crível do rosto de Cristo. Maria, que vocês veneram nos Santuários marianos de vocês, e são João Bosco, Padroeiro da Juventude, ajudem vocês a seguir Cristo sem nunca se cansar. E lhes acompanhe sempre a minha oração e a minha Benção, que lhes dou com grande afeto.

Papa Bento XVI

Fonte: RV

sábado, 1 de maio de 2010

SÃO JOSÉ OPERARIO

São José Operário
Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de São José, que trabalhou a vida toda para ver Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, lutando para obter o respeito pelos seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o Papa Pio XII a instituir a festa de \"São José Operário\", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalhador.

Afinal de contas, esta é uma forma de a Igreja comemorar aquele fatídico dia primeiro de Maio, em Chicago, em que operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e com o desrespeito que os patrões demonstravam em relação a qualquer direito humano.
Eram trezentos e quarenta os que estavam em greve e a polícia, sempre a serviço dos patrões, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados no confronto desigual. Foi em homenagem a eles que se consagrou este dia.
São José é o modelo ideal do operário. Sustentou a sua família durante toda a vida com o trabalho artesanal, cumpriu sempre os seus deveres para com a comunidade, ensinou ao filho a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e que o seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.
Proclamando São José como protector dos trabalhadores, a Igreja demonstra estar ao lado deles, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser o pai adoptivo do Deus feito homem, mesmo pressentindo o que poderia acontecer à sua família.
Em vida, São José lutou pelos direitos da vida humana e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e o seu direito a uma vida digna.