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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

domingo, 6 de setembro de 2009

O CATEQUISTA E O LAICATO

Cidade do Vaticano,

- A Exortação Apostólica “Christifidelis Laici”, do Papa João Paulo II, ao responder uma indagação sobre quem são os leigos, conceitua-os com base na Constituição “Lumen Gentium”, como “os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado religioso reconhecido pela Igreja Católica, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, exercem pela parte que lhes toca, na Igreja e no mundo, a missão de todo povo cristão”.No povo de Deus, merece destaque a figura dos(as) catequistas, uma vez terem recebido um mandado especial de transmitir às crianças e adultos a Doutrina e os ensinamentos da Mãe Igreja. Uma vez incorporados em Cristo pelo Batismo, o(a) catequista recebe a missão especial de evangelizadores e educadores do povo de Deus, especialmente pelo ministério específico da Palavra.O episcobado brasileiro, no Documento “Catequese Renovada” nº 26, da CNBB, destaca que “a comunidade não dispensa a figura do catequista; ao contrário: em função do papel da comunidade na Catequese, e também devido às transformações sociais e culturais do nosso tempo, estamos descobrindo um novo tipo de catequista: alguém que integrado na comunidade, conhece bem sua história e suas aspirações e sabe animar e coordenar a participação de todos”. O referido documento lembra, ainda, que “o catequista é, de certo modo, o intérprete da Igreja junto aos catequizandos; ele lê e ensina a ler os sinais da fé, entre os quais o principal é a própria igreja. (...) Desenvolve um verdadeiro ministério, um serviço à comunidade cristã, sustentado por especial carisma do Espírito Santo”.Vemos, então, que a tarefa primordial do(a) catequista é apresentar a pessoa de Jesus Cristo, como caminho, verdade e vida, com o fim de o cristão vislumbrar n’Ele o encanto da vida e alegria de viver, na medida em que o conhece, o ama e, seduzido por sua pessoa, procura fazer o que o Senhor fez junto aos pobres, excluídos e marginalizados.O Catecismo da Igreja Católica no item 426 afirma que “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus de Nazaré, Filho único do Pai..., que sofreu e morreu por nós e agora, ressuscitado, vive conosco para sempre... Catequizar..., é desvendar na Pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus que nela se realiza. É procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais realizados por Ele. A finalidade definitiva da catequese : Levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito Santo e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade.”O (a) catequista chamado a anunciar Cristo deve primeiro conhecer, aceitar Cristo, seus critérios e modo de vida, pois desse conhecimento amoroso é nasce o desejo de anunciá-lo, de evangelizar e de levar a outros a aderir na fé o Cristo Jesus. Na catequese, o que importa mesmo, é revelar com toda clareza a alegria e as exigências do caminho de Cristo, criando, assim, uma vida nova, pois, como acima dissemos, Cristo é o caminho, a verdade e a vida ( Jo, 14,6).Contemplando Jesus Cristo, transmitido na fé pelo(a) catequista, os fiéis têm um caminho seguro para esperar que Ele realize neles promessas de alívio aos cansados pelos embates da vida: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28).Devemos ressaltar que todos os féis cristãos são chamados a evangelizar. Entretanto, entre os chamados com uma missão especial estão os (as) catequistas. Por isso, são eles os principais educadores para a fé, levando o cristão a aderir à pessoa de Jesus Cristo, à sua mensagem de salvação, para que ele assuma um compromisso de libertação do oprimido, do pobre e do marginalizado, atitude e ação sempre presente na vida do Salvador.Nesse sentido quero, abraçar a todos os catequistas, particularmente os da Paróquia de Santa Rita que, guiados pelo nosso pároco, Padre João Luiz da Silva, levam o tesouro de Jesus Cristo a todos os que querem ser discípulos e missionários de Jesus Cristo num mundo tão conturbado como o nosso, em que a resposta está no centro da mensagem católica: Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 10,10). Amém!

Padre Wagner Augusto Portugal

Fonte: RV

sábado, 5 de setembro de 2009

COSTA RICA: ESTADO LAICO?

COSTA RICA: ESTADO LAICO?

São José,

- Na Costa Rica, o presidente da Conferência Episcopal Dom Hugo Barrantes Ureña, criticou ontem um projeto de reforma constitucional que definiria o país como um Estado laico, negando o catolicismo como religião oficial.Um dos objetivos da iniciativa é eliminar a referência a Deus incluída no juramento que os funcionários públicos devem fazer antes de serem assumidos.Para o arcebispo de São José, o projeto contraria “a idiossincrasia costarriquenha”, pois a maioria da população é católica. Barrantes mencionou o artigo 75 da Carta Magna, que embora defenda a liberdade de crença, indica que o catolicismo é a religião oficial do Estado. Segundo Dom Ureña, “um Estado laico não garante necessariamente um melhor exercício da liberdade religiosa, pois os Estados que prescindiram de Deus são definitivamente mais autoritários, como a ex-União Soviética, Cuba, e os antigos países socialistas”.A idéia do projeto de lei é do Movimento por um Estado Laico na Costa Rica, criado em 2008 por entidades civis e assinado por 13 deputados dos partidos Libertação Nacional, Ação Cidadã, Unidade Social Cristã, Frente Ampla e Movimento Libertário. Para o Movimento, a aprovação da lei contribuirá para fortalecer a democracia, pois “a intenção do projeto não é empreender uma cruzada contra a Igreja Católica ou outras Igrejas, mas conferir uma condição de igualdade a todos os cidadãos e habitantes do país”. (CM)
Fonte: RV

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

IGREJAS DA AFRICA DO SUL SE PREPARAM PARA O COPA DE 2010

Copa de 2010: Igreja sul-africana também se prepara
Por Inma Álvarez

PRETORIA,

- A Igreja Católica na África do Sul quer “contribuir à sua maneira” ao êxito do mundial de futebol que acontecerá no país africano em junho e julho de 2010.
Por isso, lançou a campanha “Church on the ball”, animando todas as dioceses do país a colocar em andamento iniciativas de acolhida aos visitantes estrangeiros e de impulso à pastoral do esporte, entre outras.
Uma delas foi a participação em uma conferência do Ministério de Esporte no mês de junho passado, na qual os responsáveis eclesiais apresentaram seus projetos de evangelização do esporte.
Para os bispos sul-africanos, a Copa do Mundo de Futebol “representa uma oportunidade de mostrar a vitalidade do catolicismo africano”. Eles convidam as comunidades locais a serem voluntárias para acolher os grupos que visitarão o país no próximo verão.
Segundo explica um dos responsáveis da campanha, Toni Rowland (Delegação Família e Vida da Conferência Episcopal), o futebol é considerado “o esporte mais popular da África do Sul, mais que um esporte para muitos, inclusive uma religião ou um estilo de vida”.
“Não há dúvida de que o Mundial de Futebol 2010 tem um grande impacto na sociedade sul-africana em muitos aspectos, e não só o econômico”, adverte. “Seria uma pena que apenas o mundo secular, a mídia, as empresas turísticas, estivessem presentes”.
Rowland explica que a Conferência Episcopal levou muito em conta as iniciativas que os bispos alemães puseram em andamento durante o precedente Mundial de 2006, especialmente no tocante ao serviço religioso em vários idiomas, as preocupações pastorais e as relações ecumênicas.
Também espera que este acontecimento sirva para “unir as famílias”, e não apenas os homens nos bares.
“Os jovens e os homens maduros, que costumam estar menos envolvidos nas paróquias, poderão surpreender-se de ver sua Igreja interessada em algo secular, e é de esperar que isto os anime a participar na hospitalidade e de alguma forma de atenção pastoral”.
Prostituição
A Igreja mostra também, por outro lado, sua preocupação pelos efeitos negativos que o Mundial possa trazer, especialmente com respeito a fenômenos como a prostituição e a droga.
Congregações religiosas e outros grupos alertaram em repetidas ocasiões do grande aumento do tráfico de pessoas, especialmente mulheres e crianças, que costuma acontecer nos eventos esportivos.
Assim manifestou em vários foros a irmã Melaine O’Connor, especialista nestas questões, dado que o cone sul da África sofre este problema há anos.
Para O’Connor, o grupo de maior risco são as crianças, entre outras coisas, porque as escolas do país fecharão durante o Mundial: “a pobreza, o desemprego e a falta de oportunidades são os problemas que alimentam o motor do tráfico de pessoas”.
O aumento do turismo poderia trazer a exploração de crianças para a prostituição, para o transporte da droga e para o “merchandising” esportivo, adverte.

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O GRITO DOS EXCLUÍDOS

DOM STRINGHINI CONVOCA PARA GRITO DOS EXCLUÍDOS

São Paulo,


- O Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, Dom Pedro Luiz Stringhini, enviou uma carta de apoio ao 15º Grito dos Excluídos 2009.
O Grito dos Excluídos se realiza anualmente em várias cidades brasileiras: é uma grande manifestação popular para denunciar as situações de exclusão social e assinalar as possíveis saídas e alternativas.
Na carta, o bispo auxiliar de São Paulo convoca comunidades, Igrejas, escolas, universidades e organizações sociais, para as diversas atividades nacionais do Grito dos Excluídos, que se realiza em localidades de todos os estados do país na semana que antecede o dia 7 de setembro.
Em seus 15 anos de existência, o Grito dos Excluídos vem se afirmando como a mais importante mobilização popular em vista da construção de um projeto popular para o Brasil.
A edição deste ano tem como tema “Vida em primeiro lugar,a força da transformação está na organização popular”.
A intenção é anunciar, em diferentes manifestações populares, os sinais de esperança, através da unidade, da organização e da luta popular, e ao mesmo tempo, denunciar todas as formas de injustiça que causam em nosso país a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta. Em Aparecida/SP, simultaneamente ao grito, no dia 07 de setembro se realiza a 22ª Romaria dos Trabalhadores, que neste ano tem como lema: “A sabedoria dos pobres derrota as armas dos poderosos”.
Dom Luis Stringhini explica que o Grito visa também: lutar contra as formas de exclusão e as causas que levam o povo a viver em condições de vida precárias e, muitas vezes, sem perspectiva de futuro; denunciar a política econômica que privilegia o capital financeiro em detrimento dos direitos sociais básicos; construir alternativas que tragam esperança aos excluídos e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; multiplicar assembléias populares para discutir a organização social a partir do Município, fortalecendo o poder popular. Diante de situações de exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo o ser humano. O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão em nosso país, participando da construção de uma sociedade justa e solidária.
A carta de Dom Pedro Luiz Stringhini está publicada na íntegra no site da CNBB. (CM)


Fonte: RV

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

BENTO XVI TELEFONA AO PRESIDENTE DA COFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA

Frente a rumores de divisão, Papa telefona para cardeal Bagnasco
Demonstra sua estima pela Conferência Episcopal Italiana
CASTEL GANDOLFO,

- Na tarde de ontem, terça-feira, Bento XVI e o presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Angelo Bagnasco, tiveram uma conversa telefônica na qual o Papa demonstrou sua estima pelo serviço do episcopado desse país, segundo informou a Zenit a Sala de Imprensa da Conferência Episcopal.
O telefonema aconteceu no contexto de artigos de imprensa que asseguravam divisões entre a Santa Sé e a Conferência Episcopal, em particular pela posição do jornal Avvenire sobre a vida pessoal do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e sua política de migração.
O debate se tornou particularmente duro pelas acusações de caráter pessoal contra o diretor do Avvenire, Dino Boffo, lançadas por Il Giornale, jornal da família de Berlusconi. Il Giornale comentou um velho processo por atos desonestos no qual Boffo estaria envolvido.
Nos últimos dias, expoentes de partidos políticos que apoiam o governo de Berlusconi afirmaram que havia divisões entre a posição da Santa Sé e a da Conferência Episcopal e seus órgãos de imprensa sobre questões italianas.
No transcurso da conversa, “o Santo Padre pediu notícias e juízos sobre a situação atual e expressou estima, gratidão e apreço pelo compromisso da Conferência Episcopal Italiana e do seu presidente”, explica a nota.
O telefonema ocorreu depois que o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, SJ, declarou em um comunicado que “as tentativas de contrapor a Secretaria de Estado à Conferência Episcopal não têm consistência”.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 1 de setembro de 2009

70 ANOS DA II GUERRA MUNDIAL

BERLIM: IGREJAS RECORDAM OS 70 ANOS DA II GUERRA MUNDIAL

Berlim, 1º set (RV)

– "Reconhecemos que, 70 anos atrás, as culpas e os erros cometidos levaram à guerra e a tudo aquilo que aconteceu depois. Oremos pelo perdão e, sobretudo, pela paz para a Polônia e a Alemanha, para a Europa e o mundo inteiro." São as palavras pronunciadas ontem por Dom Ludwig Schick, arcebispo de Bamberg e presidente do grupo de contato com o episcopado polonês, por ocasião dos 70 anos da Segunda Guerra Mundial. Pela primeira vez na história das relações entre Polônia e Alemanha, de fato, os representantes de ambas as Igrejas celebraram uma liturgia solene na Catedral de Berlim.A missa foi concelebrada pelo arcebispo da cidade, Card. Georg M. Sterzinsky, e pelo arcebispo de Varsóvia, Dom Kazimierz Nycz. Na homilia, Dom Nycz recordou que as condições necessárias para uma reaproximação na verdade "não aconteceram com o fim da guerra, mas somente 20 anos atrás, com a "pacífica revolução iniciada na Polônia por Solidarnosc". "Assim, Berlim e Varsóvia – relevou Dom Nycz – se uniram na oração por todas as vítimas da guerra, para a reconciliação e o perdão recíproco." Outra cerimônia religiosa por ocasião do aniversário da II Guerra Mundial foi celebrada ontem em uma das igrejas evangélicas em Berlim, a Marienkirche. (BF)

Fonte: RV

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Liberdade religiosa individual não significa nivelamento de confissões
Arcebispo brasileiro enfatiza que essa liberdade não é garantia de condições igualitárias
Por Alexandre Ribeiro
..........Dom Walmor Oliveira de Azevedo

BELO HORIZONTE,

-O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirma que “a liberdade religiosa individual, prevista e respeitada pela Constituição Brasileira, não pode significar um simples nivelamento na consideração de confissões religiosas”.
“Também não é a liberdade religiosa um simples sinônimo e garantia de condições igualitárias em se tratando da confissão da fé, com suas práticas, seus instituídos e a instituição daí decorrente”, destaca o arcebispo, em artigo enviado hoje a Zenit.
No contexto da aprovação nessa quarta-feira, na Câmara dos Deputados, do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, Dom Walmor recorda que o evento se trata “da consolidação, pelo reconhecimento do Estatuto jurídico da Igreja, de posições já estabelecidas em vários setores do organismo político-jurídico brasileiro”.
O Acordo –prossegue o arcebispo–, “na condição histórica da Igreja Católica no Brasil, é um pacto que compendia e consolida normas esparsas, às vezes de conteúdo consuetudinário, num todo orgânico e acessível”.
“Esse encaminhamento nada tem a ver, pois, com entendimentos que apontam privilégios para uma determinada confissão religiosa em detrimento de outras. Não se pode contestar a presença histórica e secular consolidada e os serviços prestados à vida pela Igreja Católica. Serviços incontáveis nestes cinco séculos na sociedade brasileira.”
Dom Walmor considera que quando se aborda a questão da laicidade do Estado “não se pode desconsiderar as características de respeitabilidade histórica, social e cultural que a vivência da fé escreve e inscreve na história de um povo”.
“Não se pode cometer o desatino de nivelamentos que igualam condições, situações e prerrogativas apenas por se dizer que é um novo modo, até sem raízes, de se viver a fé. Tal como os procedimentos que fazem da fé um simples mercado mais do que serviço à vida, ou coloca o dinheiro como símbolo do sucesso no lugar de Deus, a escolha na contramão da espiritualidade do discípulo de Jesus Cristo, em se tratando da fé Cristã.”
O arcebispo assinala que é importante “observar o equívoco do entendimento que considera a laicidade do Estado como prerrogativa que o torna incompatível de Acordo com uma instituição, enraizada religiosamente numa profissão de fé, como a Igreja Católica”.
“Mesmo quando esta instituição, na vivência de sua fé, por seus serviços, presta benefícios que o próprio Estado faz. E muitas vezes não conseguiria prestar sem a presença solidária e comprometida, por esta mesma fé, pela ação múltipla desta referida Instituição.”
“É preciso lembrar sempre a significava presença da Igreja Católica no mundo da educação, da saúde, da promoção social, da conscientização cidadã, na vida do povo, especialmente dos pobres e no sustento da vida e de seu sentido”, afirma o prelado.
Com o Acordo –explica o arcebispo de Belo Horizonte– “são respeitadas as indispensáveis garantias jurídicas para a Igreja, e se consolidam ganhos para o Estado na execução fiel de suas tarefas e serviços para o bem comum”.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 30 de agosto de 2009

EDITORIAL: PERIGO NO AR!

EDITORIAL: PERIGO NO AR!

Cidade do Vaticano,
- Ao mesmo tempo em que louvamos o Congresso Brasileiro pela aprovação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, ficamos perplexos com a futura criação da Lei Geral das Religiões.

No Acordo vimos dois Estados, duas entidades independentes, autônomas, falando no mesmo nível e contemplando todas as religiões com as benesses adquiridas, se isso acontecer.

Na Lei Geral, paira no ar um cheiro de retrocesso, de volta à dependência ao Estado, de solicitação ao Poder Civil para que legisle sobre a prática da fé.

Sente-se algo de retorno ao Brasil Império, onde um ministério legislava sobre a religião, como poderia e deveria ser praticada.

Esperava-se que os representantes do povo, cônscios de sua responsabilidade, não se deixassem levar por partidarismos, mas vissem o bem geral da nação.

Infelizmente tal não acontece.

Deixando de lado situações mais graves, vamos nos referir a situações comezinhas, mas não menos importantes, quando se pretender colocar no mesmo rol, por exemplo, um templo de 400 anos, seja de uma igreja cristã ou de uma sinagoga, mas patrimônio cultural da nação brasileira, com uma construção de poucos anos, que até há pouco era um local de diversão.

Parece que não se entende do que se legisla e coloca-se no mesmo saco "oves et boves". (CA)


Fonte: RV

sábado, 29 de agosto de 2009

ESTADO LAICO NÃO É ESTADO ATEU

ESTADO LAICO NÃO É ESTADO ATEU





Cidade do Vaticano 29 ago (RV)

- "Fizeste-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração inquieta-se enquanto não descansa em Ti": essa afirmação de Santo Agostinho pode ser o ponto de perspectiva a partir do qual analisar a questão da ratificação do Acordo Brasil-Santa Sé. O Brasil é um estado laico, mas não é um Estado ateu, tanto assim, que a Constituição Federal em seu prólogo, invoca Deus da forma seguinte: "Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.".Efetivamente, o Brasil nasceu sob a invocação de Deus e se organizou sob a proteção da cruz. E nossa tradição, durante anos, foi sempre pautada na crença em Deus. A princípio, toda essa cultura nos foi legada pela Igreja Católica. Os primeiros colégios eram católicos, as universidades eram católicas, o povo, em sua maioria, era católico. Hoje, somos uma nação na qual convivem os mais diversos credos e as mais diversas formas de expressar essas crenças. Mas diante do princípio da igualdade de direitos, previsto no artigo 5º, caput, da Constituição Federal, todos os credos devem conviver em harmonia em direitos e obrigações. A intolerância religiosa foi e é, ainda hoje, motivo de muitas desavenças entre os povos e muitas das guerras atuais têm como gênese conflitos inter-religiosos.Por esse fato, em sua célebre Declaração Universal dos Direitos Humanos, a ONU adotou como princípio, a liberdade de religião ou de crença pelo ensino, pela prática e pelo culto, em seu artigo 18: "Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância isolada ou coletivamente, em público ou em particular".Ora, tendo o Brasil, pela Constituição Federal de 1988, consagrado de forma inédita, que os direitos e garantias expressos na Constituição "não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais nos quais a República Federativa do Brasil seja parte" (art. 5°, §2°), os direitos garantidos nos Tratados de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil integram a relação de direitos constitucionalmente protegidos.Assim, com base na Declaração dos Direitos Humanos, não se pode, sob a alegação da liberdade de crença, impedir que a nação brasileira possa, em nome de seus filhos católicos, ser impedida de celebrar o Acordo com a Santa Sé, para disciplinar as relações bilaterais para os cidadãos brasileiros que professam a religião católica, uma vez que os dispositivos do Acordo só se aplicam a tais cidadãos. De fato, assim dispõe o Acordo em seu artigo 2º: "A República Federativa do Brasil, com fundamento no direito de liberdade religiosa, reconhece à Igreja Católica o direito de desempenhar a sua missão apostólica, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro."Por sua vez, no artigo 6º do mesmo Acordo, há um reconhecimento manifesto do patrimônio artístico e cultural que a Igreja Católica trouxe para a nação brasileira. Tentar barrar esse acordo com base na liberdade religiosa, é desconhecer esse patrimônio, que, embora provenha do sentimento religioso católico, hoje pertence a todo povo brasileiro: "As Altas Partes reconhecem que o patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica, assim como os documentos custodiados nos seus arquivos e bibliotecas, constituem parte relevante do patrimônio cultural brasileiro, e continuarão a cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis, de propriedade da Igreja Católica ou de outras pessoas jurídicas eclesiásticas, que sejam considerados pelo Brasil como parte de seu patrimônio cultural e artístico" – reza o Acordo.Não se compreende, portanto, que haja um movimento de entidades não-católicas, através de pesquisas dirigidas da opinião pública, para impedir que o Acordo Internacional celebrado entre o Brasil e a Santa Sé seja ratificado pelo Congresso Nacional, uma vez que esse acordo disciplina as relações da Igreja Católica − pessoa jurídica de Direito Internacional – e se refere aos fiéis que professam essa religião. Por outro lado, o Acordo não impede, de forma alguma, que outras crenças – cientes dos direitos que lhe são reconhecidos pelo Direito Internacional − venham a celebrar acordos para preservar seus cultos e ritos.

(Pe. Wagner Augusto Portugal)
Fonte: RV

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CINCO NOVOS MOSTEIROS DAS CLARISSAS

Brasil ganha cinco novos mosteiros de Clarissas em menos de um ano
Por Moacir Beggo


Enquanto a Ordem Franciscana vê diminuir acentuadamente o número de vocações, obrigando províncias na Europa a se fundirem, no ramo feminino do movimento franciscano, a Ordem de Santa Clara de Assis cresce no mundo todo e, no nosso país, vive um momento histórico com a abertura de cinco novos mosteiros.
O último será inaugurado no próximo dia 9 de agosto, um pouco antes da festa de Santa Clara de Assis, na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul.
O Mosteiro de Santa Maria dos Anjos, em Dourados, será inaugurado às 9 horas, em celebração presidida por Dom Redovino Rizzardo, bispo diocesano de Dourados, que junto com os frades da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora comemoram a realização de um sonho antigo, especialmente Frei Bernardo Dettling, que não poupou esforços para levar as Clarissas a esta região do país, que é a área de atuação dos frades da Custódia.
...........Clarissas com Dom Redovino Rizzardo
"No fundo, a mensagem franciscana e mesmo o anúncio cristão-evangélico não são completos sem a dimensão contemplativa", diz Frei Bernardo, que em suas visitas buscando apoio para a construção do mosteiro ouviu dizer que, no Brasil, as obras sociais são mais importantes que os mosteiros.
"Certamente, as Clarissas não mantêm obras sociais, mas fornecem o 'combustível' para que obras sociais se realizem!', acredita Frei Bernardo, que é pároco da Igreja São José Operário.
As clarissas do Brasil ganham esses novos mosteiros exatamente no ano em que se iniciam as celebrações pelos 800 anos de fundação da Ordem de Santa Clara, ou seja, de 2009 até 2011, as Clarissas terão três anos de preparação para o Grande Jubileu de 2012(veja quadro acima).
Em menos de um ano, além do mosteiro de Dourados, foram fundados os Mosteiros de Cascavel-PR (Mosteiro da Mãe da Providência), de Ourinhos-SP (Santa Maria dos Anjos), de Araputinga-MT (Nossa Sra. das Sete Alegrias) e de Feira de Santa-BA (Imaculada Conceição Mãe de Deus) .
Segundo o assistente nacional da Federação das Clarissas, Frei Raimundo J. de Oliveira Castro, as irmãs que a partir do dia 9 farão parte da nova fraternidade, virão do Mosteiro-fundador, ou seja, o Mosteiro de Santa Clara, em Anápolis-GO.
“A nova fraternidade terá seis irmãs”, explica Frei Raimundo.A presença das Clarissas na diocese se deveu muito ao apoio de Dom Redovino. "Face à difundida exigência que muitos sentem de sair da rotina quotidiana dos grandes aglomerados urbanos em busca de espaços propícios para o silêncio e a meditação, os mosteiros de vida contemplativa se apresentam como 'oásis' para que o homem, peregrino na terra, possa chegar mais facilmente às fontes do Espírito e saciar sua sede ao longo do caminho", lembra o bispo diocesano, fazendo coro ao pensamento do Papa Bento 16: "Os mosteiros contemplativos são insubstituíveis para a Igreja. São comparáveis com os "pulmões verdes", nas grandes cidades".
Frei Aluísio Alves Pereira Júnior, custódio das Sete Alegrias, enfatiza que este Mosteiro será para os membros da Família Franciscana, o "complemento que nos faltava nesta terra ao riquíssimo carisma que São Francisco e Santa Clara de Assis legaram à Igreja!"Para a Ministra da OFS-Dourados, Karla Vieira dos Santos, "aqui poderemos sentir de perto o seu modo de viver o silêncio, a interioridade e a sensibilidade".
O presidente da Fundação Terceiro Milênio, Gilmar Curioni, foi mais longe: "É importante entender as diferentes formas de doação ao reino de Deus e respeitar todas as formas de manifestar esse amor.
E dentre essas maneiras de doação a clausura pede a construção de mosteiros: lugares santos dedicados exclusivamente à oração em uma sociedade com tantos monumentos que não edificam a vida humana".O novo mosteiro em Dourados, fica na rua Sargento Moisés Soares da Silva, Q06 Lote 15 - Parque Alvorada - Dourados - MS.
Fonte e fotos: Franciscanos

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PAPA SÃO CELESTINO: INÍCIO DO "ANO CELESTIANO"

Indulgência plenária durante Ano do Papa Celestino V
Eleito em 1294, renunciou à Sé de Pedro

CIDADE DO VATICANO,
- A Penitenciaria Apostólica concedeu, em nome de Bento XVI, uma especial indulgência plenária aos fiéis que, seguindo as condições estabelecidas, rezarem diante dos restos mortais do Papa São Celestino V durante o “Ano Celestino”, prestes a começar.
Este ano será inaugurado no dia 28 de agosto, na cidade de L’Aquila – atingida pelo terremoto de 6 de abril –, pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, e concluirá no dia 29 de agosto de 2010.
O jubileu acontece por ocasião dos 800 anos do nascimento desse Papa (subiu à Sé de Pedro em 1924), cujo nome era Pietro Angeleri da Morrone (1209-1296).
Seus restos peregrinarão durante este ano pelas diferentes dioceses de Abruzzo e Molise, nas quais vivem as populações afetadas pelo terremoto.
Celestino V, monge que fundou em Abruzzo (Monte Morrone) a Ordem dos Celestinos, passou à história por renunciar voluntariamente ao ministério como bispo de Roma após 5 meses de pontificado, para voltar à vida eremítica. Morreu na prisão, por ordem do Papa que o sucedeu.
Celestino V também é conhecido pela promulgação da Perdonanza (Perdão).
Após ser eleito Papa, do Monte Morrone, chegou montado em um asno levado por Carlos II de Anjou, rei de Nápoles, e seu filho, Carlos Martel, à cidade de L’Aquila, onde foi coroado.
Como dom para todo o povo, ele decidiu que receberiam a remissão dos pecados e a absolvição da pena aqueles que, confessados e sinceramente arrependidos, visitassem a basílica de Collemaggio, nesta cidade, entre as vésperas do dia 28 e do dia 29 de agosto, festa de São João Batista.
Até então, a indulgência plenária só era concedida àqueles que iam à Terra Santa como cruzados e a peregrinos que visitassem a Porciúncula de Assis. Nasceram, assim, os jubileus.
Dom Giuseppe Molinari, arcebispo de L’Aquila, explicou hoje aos microfones da Rádio Vaticano que este ano, por causa do terremoto, “acontecerá uma Perdonanza sóbria”, reduzida ao essencial”, como preferia São Celestino.
“Celestino queria recordar-nos a grande verdade do amor de Deus, do perdão de Deus, da reconciliação, da conversão e da paz. E isso se destaca melhor quando faltam outros contextos que correm o risco de distrair-nos”, acrescenta o prelado.
Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

COLÔMBIA: ATENTADO CONTRA A EUCARISTIA

Atentado contra a Eucaristia na Colômbia
Comunicado de repulsa do bispo Frei Fabio Duque


ARMENIA, Colômbia

- Por ocasião do atentado contra a Eucaristia que aconteceu em 17 de agosto passado, na paróquia de Nossa Senhora da Anunciação de Armenia, Quindío, Colômbia, o bispo da diocese fez público um comunicado no qual indica que os autores incorreram em excomunhão.
O bispo de Armênia, Dom Fabio Duque Jaramillo O.F.M., relata os fatos em um comunicado de 20 de agosto, enviado a ZENIT.
“Em 17 de agosto passado – assinala o comunicado – aconteceu uma brutal agressão contra a Paróquia de Nossa Senhora da Anunciação em Armênia. Um desconhecido se introduziu no templo durante a noite, forçou a porta do Sacrário e o jogou no chão, com o cálice e as hóstias consagradas”.
“Não se tratou de um roubo motivado pelo valor econômico dos vasos sagrados – aponta o bispo de Armenia –, pois o assaltante não levou nenhum objeto de valor da paróquia. O assalto teve como fim unicamente ferir os sentimentos dos fiéis atacando o mistério central da fé cristã, a Eucaristia, presença de Deus entre nós e prolongação do mistério da redenção do homem”.
O fato foi posto em conhecimento das autoridades e da Polícia e “esperamos que o autor do crime possa ser capturado logo”, afirma o bispo.
Convida também as autoridades, os representantes e cargos eleitos, aos meios de comunicação, as associações cívicas e toda a sociedade do Quindío “a expressar, sem rodeios, sua repulsa por estes fatos que constituem uma violação gravíssima dos direitos dos cidadãos, uma ofensa às crenças e princípios dos fiéis católicos, crenças arraigadas profundamente na cultura de nosso povo”.
Desta forma convida as autoridades e os representantes da sociedade civil “a não desvalorizar estas agressões contra os sentimentos e a fé dos católicos, pois quando um povo pisoteia os direitos mais sagrados das pessoas, o direito a expressar livremente sua fé e suas convicções mais íntimas, toda a sociedade se encontra em perigo. Quando os direitos de Deus são pisoteados impunemente, os direitos do homem correm perigo”.
Por isso, convida também todos os cidadãos de Armenia e Quindío “a expressar sua solidariedade com a comunidade da Paróquia da Anunciação associando-se às manifestações cívicas e religiosas de repulsa que se convocarão, a denunciar estes fatos ante as autoridades e a unir-se aos atos de reparação e desagravo que serão convocados na Paróquia em 30 de agosto, às 18 horas.
O prelado recorda que, segundo a legislação eclesiástica (Código de Direito Canônico, cânon 1367), “o autor desta profanação, pelo mero fato de ter realizado esta ação está excomungado, buscando com isto não tanto castigá-lo mas seu arrependimento. É uma ocasião para que o delinquente considere a gravidade de sua falta. Esta excomunhão só poderá ser suspensa pelo Santo Padre”.

Fonte: ZENIT.org