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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

PRIMEIRO ANO DA OPUS DEI NA RUSSIA

Primeiro ano do Opus Dei na Rússia promove ecumenismo
Pioneiros da prelazia no país contam sua experiência a Zenit

Por Miriam Díez i Bosch

MOSCOU,
- O Opus Dei abriu casas na Rússia há um ano e já é possível fazer um balanço sobre o impulso oferecido ao diálogo com os cristãos ortodoxos.
No primeiro aniversário dessa presença, foram celebradas missas em torno da memória litúrgica de São Josemaría Escrivá, em Moscou, São Petersburgo, Nizhni Novgorod, Samara, Pushkin, Kolpino e Uhta.
Em São Petersburgo, a cerimônia aconteceu no mesmo dia do aniversário de falecimento do fundador do Opus Dei, 26 de junho.
Em Moscou, a missa foi celebrada na segunda-feira seguinte, presidida pelo vigário do Opus Dei na Rússia, o sacerdote José Antonio Senovilla. Nas duas celebrações, estiveram presentes pessoas de diferentes confissões religiosas. Em Moscou, os fiéis veneraram depois as relíquias do santo espanhol.
Já em 1955, Josemaría Escrivá rezava pela futura expansão do Opus Dei na Europa do Leste.
Gabriela Santa Maria, uma das fiéis que mudou para a Rússia para essa nova tarefa apostólica, explica a Zenit que o arcebispo de Moscou confiou a 2 sacerdotes pertencentes à Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz – Alejandro Burgos e José Francisco Teijeiro – as paróquias de São João Batista em Pushkin (dentro de São Petersburgo) e de Santa Teresa de Lisieux em Komi (uma República quase do tamanho da Espanha, situada ao Norte da Rússia Européia).
O Pe. Alejandro Burgos conta a Zenit: «A Rússia foi um país cristão e devoto de Maria, quem a protegeu especialmente. As marcas do comunismo foram muito profundas, mas atualmente existem elementos positivos: um grande número de russos já foi batizado e não existe o laicismo asfixiante que destrói a vida religiosa do Ocidente».
«Por outro lado – prossegue –, falar da fé na Rússia significa falar de ecumenismo. As relações pessoais não costumam ser ruins entre católicos e ortodoxos. Podemos desfrutar da pluralidade na unidade, pois sentimos uma grande unidade na fé e uma grande riqueza que cada confissão pode oferecer à outra.»
Dentre as coisas que mais impressionaram os fiéis do Opus Dei, destaca-se «a grande fé e a devoção de muitos fiéis russos que souberam sacrificar-se durante tantos anos por Cristo».
«Ainda que por enquanto seja em pouco número, estamos aqui com o desejo de poder ser um apoio para esses irmãos nossos russos e para a Igreja nesse país e aprender muito de todos. Sabemos que nossa tarefa aqui está começando, e que durante anos, muitos homens e mulheres se sacrificaram muito para viver sua fé com integridade», conta Gabriela Santa Maria.
«É essencial ao espírito cristão – e, portanto, ao espírito do Opus Dei – que todos nós busquemos o que une; que procuremos trabalhar e colaborar sinceramente com todos os homens de boa vontade nos muitos campos de interesse comum. Essa forma de trabalhar é o que um mundo pluralista precisa com urgência, e é o que espera sobretudo de nós, cristãos, que temos de ser sal e luz», acrescenta.
«Podemos constatar com alegria que contamos na Rússia com a simpatia de muitas pessoas pertencentes à Igreja Ortodoxa, inclusive pessoas não-cristãs que se sentem atraídas pela mensagem profunda e próxima de São Josemaría», coincidem os membros do Opus Dei na Rússia.
Existe uma biografia de São Josemaría em russo, escrita pelo cristão ortodoxo Evgueny Pazukhin, que afirma que «a mensagem de Josemaría Escrivá não é de forma alguma alheia ao mundo russo. A Rússia é uma terra cristã; as pessoas têm a sede de Deus impressa na alma. Por isso, toda mensagem espiritual nos importa. Estamos chamados a ser outros ‘Cristos’, o próprio Cristo. Essa idéia, sobre a qual tanto insistiu Josemaría Escrivá, é muito cara à teologia ortodoxa».
Alexander Zorin, poeta russo ortodoxo, referia-se dessa forma ao «Caminho», o livro mais conhecido do fundador do Opus Dei: «É muito mais que um texto. É uma orientação para a ação, que ajuda a encarnar na vida cotidiana a novidade do Evangelho, uma Boa Nova que foi dada ao homem de todos os tempos».
Neste ano dedicado a São Paulo, que tanto a Igreja Católica como a Ortodoxa celebram, «rezamos em especial pela unidade dos cristãos», explica Gabriela Santa Maria.
«Desde a nossa chegada a Moscou, contamos com a simpatia do Patriarcado; assim o expressava, por exemplo, o vice-presidente do Departamento de Assuntos Eclesiásticos Exteriores do Patriarcado de Moscou, Arcipreste Vsevolod Chaplin, quem deu as boas-vindas à prelazia pessoal do Opus Dei e disse que sua energia e fidelidade ‘aos ideais cristãos são merecedoras de um grande respeito’.»
«O Opus Dei tem como objetivo consolidar os valores cristãos na sociedade atual, o que desperta nossa simpatia», assegurou o arcipreste em suas declarações.
Por sua parte, o vigário do Opus Dei em Moscou, José Antonio Senovilla García, manifestou que o Opus Dei foi à Rússia para «ajudar as pessoas a se colocarem diante de Jesus Cristo, e encontrar assim Deus na vida cotidiana. Viemos para aprender do povo russo».
Fonte: ZENIT.org

domingo, 13 de julho de 2008

JMJ - BENTO XVI CHEGA EM SYDNEY

BENTO XVI TOCA O SOLO AUSTRALIANO PELA PRIMEIRA VEZ

Sydney, 13 jul (RV)
- Bento XVI está em Sydney. Depois de mais de 15 horas de vôo, o Boeing 777 do papa fez uma escala técnica no aeroporto militar de Darwin, no norte da Austrália.
Durante esta parada, o papa fez um passeio a pé de 25 minutos. Em seguida, o avião retomou seu vôo, em direção de Sydney, onde aterrissou no aeroporto militar de Richmond hoje às 15hs locais, 2h de Brasília.
Apesar das longas horas de vôo, o Pontífice chegou em boa forma e desceu as escadas do avião com passo firme.
Foi recebido pelo premiê australiano Rudd, pelo arcebispo de Sydney, George Pell, e o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, o dicastério que promove o DMJ.
De Richmond, o papa partiu em carro, com uma pequena comitiva, saudada pelo povo que estava nas ruas, para a casa de campo do Opus Dei em Kenthurst. Nesta localidade, próxima das ‘Montanhas Azuis’, Bento XVI está hospedado, descansando e se recuperando do fuso horário de 8 horas em relação à Itália, e de sua viagem mais longa.
Nesta residência, que pode alojar até 30 pessoas, o papa se dedicará “à oração e a longos passeios” – disse o cardeal Pell. A casa dispõe também de quadras de tênis, bosques e um piano para os momentos de lazer do pontífice.
Neste domingo, após sua chegada, ele celebrou a missa na capela e jantou antes de ir descansar. Bento XVI permanecerá ali até 4ª feira à noite, quando se transferirá para a canônica da catedral de Sydney, que o hospedará até o dia do retorno a Roma, 21 de julho.
De Sydney, nosso correspondente Roberto Piermarini descreve a expectativa para o Encontro com o papa:"De hora em hora, Sydney se anima com a chegada de jovens de todas as partes do mundo para o DMJ.
No aeroporto internacional da cidade, são acolhidos por grupos de coetâneos que com cantos e danças os recebem, entusiastas. Esta é uma surpresa prazerosa para quem chega cansado de uma viagem tão longa, para o evento que está atraindo a atenção da mídia de todo o mundo. Estão chegando a Sydney também alguns jovens iraquianos que encontraram dificuldades em deixar seu país. Ainda há duvidas em relação aos birmaneses.
O DMJ conquistou as primeiras páginas dos jornais australianos.
Não obstante as ‘boas-vindas’, há também referências ao problema dos abusos sexuais do clero. Hoje, em uma coletiva à imprensa, o coordenador do DMJ e bispo auxiliar de Sydney, dom Anthony Fisher, disse concordar com as palavras do Papa de respeito e compreensão pelas vítimas dos abusos, e que a Igreja australiana fará o possível para ajudar aqueles que sofreram violências.
Mas a atenção agora é toda para o Papa e os jovens, que antes do encontro com ele, no DMJ, participarão de celebrações, vigílias, momentos de oração, catequeses: um sopro do Espírito – como cita a manchete de um jornal local – que está dando uma alma a esta metrópole”.(CM)
Fonte: RV

sábado, 12 de julho de 2008

JMJ - S.S.PAPA BENTO XVI SERÁ ACOLHIDO PELA OPUS DEI


Opus Dei acolhe o Papa

SYDNEY, sexta-feira, 11 de julho de 2008 (ZENIT.org). - Bento XVI desfrutará de seus dias de descanso antes da Jornada Mundial da Juventude em um centro educativo do Opus Dei.
O cardeal de Sydney, D. George Pell, confirmou na semana passada que o Papa se hospedará no Kenthurst Study Center, após sua chegada à Austrália neste domingo.
O centro, localizado a noroeste de Sydney, é cercado por vegetação nativa. Para atividades normais, o local pode acomodar 30 pessoas.
A acomodação do Papa e preparação às visitas dos líderes da Igreja está estruturada, a se ver pela forte segurança que cerca o local.
O Santo Padre terá apenas três dias para se recuperar da longa viagem e estar pronto para vivenciar os intensos dias ao lado dos jovens.
Mas os responsáveis pelo Kenthrust Center acreditam que o pontífice saberá desfrutar das caminhadas e do silêncio que o local permite, além do piano especialmente disponibilizado para ele.
Após seu pequeno descanso, o Papa seguirá para a residência da Catedral de Sydney.
Fonte: ZENIT.org
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A FAMÍLIA CATÓLICA
Veja nossa postagem do dia 08 de julho: EM SYDNEY, PAPA SERÁ HÓSPEDE 3 DIAS DE UMA RESIDÊNCIA RURAL DO OPUS DEI

terça-feira, 8 de julho de 2008

EM SYDNEY, PAPA SERÁ HÓSPEDE 3 DIAS DE UMA RESIDÊNCIA RURAL DO OPUS DEI

ARCEBISPO DE SYDNEY, CARDEAL GEORGE PELL, INFORMA QUE PAPA SERÁ HÓSPEDE 3 DIAS DE UMA RESIDÊNCIA RURAL DO OPUS DEI
Sydney, 07 jul (RV)
- O arcebispo de Sydney, cardeal George Pell, em entrevista ao jornal australiano "The Daily Telegraph", revelou que a casa onde Bento XVI irá descansar durante três dias após a sua chegada à Austrália é uma residência rural do Opus Dei.
Até agora, se desconhecia onde o papa ia passar esses três dias.
Bento XVI chegará à Austrália domingo próximo, dia 13, e seguirá para o Kenthurst Study Centre, a noroeste de Sydney, onde permanecerá até dia 17, quinta-feira.
O breve descanso antes do Dia Mundial da Juventude 2008 é essencial para Bento XVI, de 81 anos, que realiza a viagem mais longa do seu pontificado. (PL)
Fonte: RV

quinta-feira, 26 de junho de 2008

HOJE - SÃO JOSEMARÍA ESCRIVÁ


Um lar luminoso e alegre

Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha), no dia 9 de Janeiro de 1902. Foi o segundo dos seis filhos de José Escrivá e María Dolores Albás. Os seus pais, católicos fervorosos, baptizaram-no no dia 13 desse mesmo mês de Janeiro e transmitiram-lhe, em primeiro lugar com a sua vida, os fundamentos da fé e as virtudes cristãs: o amor à Confissão e à Comunhão frequentes, o recurso confiado à oração, a devoção a Nossa Senhora, a ajuda aos mais necessitados.
São Josemaría cresceu como um rapaz alegre, vivo e simples, travesso, bom aluno, inteligente e bom observador. Amava muito a sua mãe e tinha uma grande confiança e amizade com o seu pai, que o animava, com liberdade, a que lhe abrisse o seu coração e lhe contasse as suas preocupações, estando sempre disponível para responder às suas perguntas, com afecto e prudência. Nosso Senhor começou, desde muito cedo, a temperar a sua alma na forja da dor: entre 1910 e 1913 morreram as suas três irmãs mais novas e em 1914 a sua família sofre a ruína económica. Em 1915, a família Escrivá muda-se para Logronho, onde o pai obteve um emprego que lhe permitirá sustentar modestamente a família.
No inverno de 1917-1918 ocorre um facto que terá uma influência decisiva no futuro de Josemaría Escrivá: durante a época de Natal, caiu um forte nevão sobre a cidade e, um dia, repara numas pegadas na neve; são as pegadas de um frade carmelita que caminhava descalço. Interrogou-se, então, a si mesmo: se há pessoas que fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo, não serei eu capaz de Lhe oferecer alguma coisa? Surge, assim, na sua alma uma inquietação divina: comecei a pressentir o Amor, a dar-me conta de que o coração me pedia alguma coisa grande, que fosse amor. Sem saber ainda, de modo preciso, o que lhe pede Nosso Senhor, decide ser sacerdote, porque pensa que dessa maneira estará mais disponível para cumprir a vontade divina.

A ordenação sacerdotal

Terminado o ensino secundário, inicia os estudos eclesiásticos no Seminário de Logronho e, em 1920, entra no de Saragoça, em cuja Universidade Pontifícia completará a sua formação prévia ao sacerdócio. Na capital aragonesa faz também o curso de Direito, por sugestão do seu pai e com a autorização dos seus superiores eclesiásticos. O seu carácter generoso e alegre, a sua simplicidade e serenidade, fazem-lhe ganhar o afecto dos seus colegas. O seu esmero na vida de piedade, na disciplina e no estudo é um exemplo para todos os seminaristas e, em 1922, quando contava apenas vinte anos, o Arcebispo de Saragoça nomeia-o Inspector do Seminário.
Durante este período, passa muitas horas a rezar diante do Senhor Sacramentado, enraizando profundamente na Eucaristia a sua vida interior, e vai todos os dias à Basílica de Nossa Senhora do Pilar para pedir à Virgem Santíssima que Deus lhe revele o que pretende dele: a partir do momento em que senti aqueles pressentimentos do amor de Deus - afirmava em 2 de Outubro de 1968 -, esforcei-me, na minha pequenez, por levar a cabo o que Ele esperava deste pobre instrumento. (...) E, no meio daquelas ânsias, rezava, rezava, rezava, numa contínua oração. Não parava de repetir: Domine, ut sit!, Domine, ut videam!, como o pobrezinho do Evangelho, que clama porque Deus tudo pode. Senhor, que eu veja! Senhor, que seja! E repetia também, (...) cheio de confiança na minha Mãe do Céu: Domina, ut sit!, Domina, ut videam! A Virgem Santíssima sempre me ajudou a descobrir os desejos do Seu Filho.
José Escrivá falece a 27 de Novembro de 1924, vítima de uma síncope repentina. No dia 28 de Março de 1925, Josemaría é ordenado sacerdote por D. Miguel de los Santos Díaz Gómara, na igreja do Seminário de São Carlos, em Saragoça. Dois dias mais tarde celebra a sua primeira Missa solene, na Santa Capela da Basílica de Nossa Senhora do Pilar, e no dia 31 desse mês vai para Perdiguera, pequena aldeia de camponeses, como regente auxiliar na paróquia.
Em Abril de 1927, com o beneplácito do seu Arcebispo, começa a viver em Madrid para fazer o doutoramento em Direito Civil, o qual, nessa altura, só se podia obter na Universidade Central da capital de Espanha. Em Madrid, o seu zelo apostólico rapidamente o faz entrar em contacto com pessoas de todos os ambientes da sociedade: estudantes, artistas, operários, intelectuais, sacerdotes. Entrega-se sem descanso, de modo especial, às crianças, doentes e pobres dos bairros periféricos.
Ao mesmo tempo, sustenta a sua família dando aulas de direito. São tempos de grandes dificuldades económicas, vividas por toda a família com dignidade e ânimo. Nosso Senhor abençoou-o com abundantes graças de carácter extraordinário que, encontrando na sua alma generosa um terreno fértil, produziram muitos frutos de serviço à Igreja e às almas.

Fundação do Opus Dei

O Opus Dei nasce no dia 2 de Outubro de 1928. São Josemaría está a fazer um retiro espiritual e, enquanto medita nos apontamentos das moções interiores recebidas de Deus nos últimos anos, de repente vê (é a palavra que sempre utilizará para descrever a experiência fundacional) a missão que Nosso Senhor lhe quer confiar: abrir na Igreja um novo caminho vocacional, orientado a difundir a procura da santidade e a realização do apostolado mediante a santificação do trabalho quotidiano no meio do mundo, sem mudar de estado. Poucos meses mais tarde, no dia 14 de Fevereiro de 1930, Nosso Senhor dá-lhe a entender que o Opus Dei deve estender-se também às mulheres.
A partir dessa altura, São Josemaría entrega-se de corpo e alma ao cumprimento da sua missão fundacional: promover entre homens e mulheres de todos os âmbitos da sociedade um compromisso pessoal de seguimento de Cristo, de amor ao próximo, de procura da santidade na vida quotidiana. Não se considera um inovador nem um reformador, pois está convencido de que Jesus Cristo é a eterna novidade e de que o Espírito Santo rejuvenesce continuamente a Igreja, e que foi para a servir que Deus suscitou o Opus Dei. Sabedor de que a tarefa que lhe foi confiada é de natureza sobrenatural, fundamenta o seu labor na oração, na penitência, na alegre consciência da filiação divina, num trabalho infatigável. Pessoas de todas as condições começam a segui-lo, especialmente grupos de universitários, nos quais desperta um desejo sincero de servirem os seus irmãos, os homens, inflamando-os na ânsia de pôr Cristo no âmago de todas as actividades humanas, através do trabalho santificado, santificante e santificador. É este o fim que indicará para as iniciativas dos fiéis do Opus Dei: levar a Deus, com a ajuda da graça, cada uma das realidades criadas, para que Cristo reine em todos e em tudo; conhecer Jesus Cristo, dá-Lo a conhecer, levá-Lo a todos os sítios. Compreende-se, portanto, que pudesse exclamar: abriram-se os caminhos divinos da terra.

Expansão apostólica

Em 1933, promove a abertura de uma Academia universitária, porque percebe que o mundo da ciência e da cultura é um ponto nevrálgico para a evangelização de toda a sociedade. Em 1934, publica, com o título Consideraciones Espirituales, a primeira edição de Caminho, livro de espiritualidade de que, até agora, se difundiram mais de quatro milhões e meio de exemplares, com 372 edições, em 44 línguas.
O Opus Dei está a dar os seus primeiros passos quando, em 1936, começa a guerra civil espanhola. Em Madrid cresce a violência anti-religiosa, mas o Pe. Josemaría, apesar dos riscos, prodigaliza-se heroicamente na oração, na penitência e no apostolado. É uma época de sofrimento para a Igreja, mas são também anos de crescimento espiritual e apostólico e de fortalecimento da esperança. Em 1939, terminada a guerra, o Fundador do Opus Dei pode dar um novo impulso ao seu trabalho apostólico em toda a Península Ibérica, e mobiliza especialmente muitos jovens universitários para que levem Cristo a todos os ambientes e descubram a grandeza da sua vocação cristã. Difunde-se ao mesmo tempo a sua fama de santidade: é convidado por muitos Bispos a pregar retiros espirituais aos sacerdotes e leigos das organizações católicas. Chegam-lhe pedidos semelhantes dos superiores de várias ordens religiosas, a que sempre acede.
Em 1941, enquanto prega um retiro espiritual a sacerdotes de Lérida, falece a sua mãe, que tanto o tinha ajudado no apostolado do Opus Dei. Nosso Senhor permite que se desencadeiem também duras incompreensões sobre a sua pessoa. O Bispo de Madrid, D. Leopoldo Eijo y Garay, transmite-lhe o seu mais sincero apoio e concede ao Opus Dei a primeira aprovação canónica. São Josemaría suporta as dificuldades com oração e bom humor, consciente de que «todos os que querem viver piedosamente em Jesus Cristo serão perseguidos» (2 Tim 3, 21), e recomenda ao seus filhos espirituais que, perante as ofensas, se esforcem por perdoar e esquecer: calar, rezar, trabalhar, sorrir.
Em 1943, mediante uma nova graça fundacional que recebe durante a celebração da Missa, nasce, dentro do Opus Dei, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, na qual se poderão incardinar os sacerdotes que procedam dos fiéis leigos do Opus Dei. O facto de pertencerem plenamente ao Opus Dei tanto sacerdotes como leigos, bem como a cooperação orgânica de uns com os outros nos seus apostolados, são características próprias do carisma fundacional, que a Igreja confirmou em 1982, ao determinar a sua definitiva configuração jurídica como Prelatura pessoal. No dia 25 de Junho de 1944 recebem a ordenação sacerdotal três engenheiros, entre eles Álvaro del Portillo, futuro sucessor do Fundador na direcção do Opus Dei. Com o decorrer do tempo, serão quase mil os leigos do Opus Dei que São Josemaría conduzirá ao sacerdócio.
A Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, intrinsecamente unida à Prelatura do Opus Dei, promove também, em plena sintonia com os Pastores das Igrejas locais, actividades de formação espiritual para sacerdotes diocesanos e candidatos ao sacerdócio. Os sacerdotes diocesanos também podem fazer parte da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, mantendo inalterada a sua pertença ao clero das respectivas dioceses.

Espírito romano e universal

Mal vislumbrou o fim da guerra mundial, São Josemaría começou a preparar o trabalho apostólico noutros países, porque, dizia, Jesus quer que, desde o princípio, a sua Obra tenha índole universal, católica. Em 1946 passa a viver em Roma, a fim de preparar o reconhecimento pontifício do Opus Dei. A 24 de Fevereiro de 1947, o Papa Pio XII concede o decretum laudis, e a aprovação definitiva a 16 de Junho de 1950. A partir desta data, também os não católicos e mesmo os não cristãos podem ser admitidos como Cooperadores do Opus Dei, ajudando os trabalhos apostólicos com o seu trabalho, esmola e oração.
Instala-se em Roma a sede central do Opus Dei, para sublinhar de modo ainda mais tangível a aspiração que dá forma a todo o seu trabalho: servir a Igreja como a Igreja quer ser servida, em íntima adesão à cátedra de Pedro e à hierarquia eclesiástica. Pio XII e João XXIII transmitem-lhe, em várias ocasiões, manifestações de afecto e estima. Paulo VI escrever-lhe-á, em 1964, definindo o Opus Dei como «expressão viva da perene juventude da Igreja».
Também esta etapa da vida do Fundador do Opus Dei está marcada por todo o tipo de provações: à saúde afectada por muitos sofrimentos (padeceu de uma grave forma de diabetes durante mais de dez anos, de que se curou, em 1954, de modo milagroso) acrescentam-se as dificuldades económicas e as relacionadas com a expansão do apostolado por todo o mundo. Todavia, a alegria transcende sempre da expressão do seu rosto, porque a verdadeira virtude não é triste nem antipática, mas amavelmente alegre. O seu permanente bom humor é um testemunho contínuo de amor incondicionado à vontade de Deus.
O mundo é muito pequeno, quando o Amor é grande: o desejo de inundar a terra com a luz de Cristo leva-o a aceitar as solicitações de numerosos Bispos que, de todos os lugares do mundo, lhe pedem a ajuda do apostolado do Opus Dei para a evangelização. Surgem projectos muito variados: escolas de formação profissional, centros de formação para trabalhadores agrícolas, universidades, colégios, hospitais e centros de saúde, etc. Estas actividades - um mar ser limites, como gostava de dizer -, fruto da iniciativa dos cristãos que desejam dar resposta, com mentalidade laical e profissionalismo, às necessidades concretas de um determinado lugar, estão abertas a pessoas de todas as raças, religiões e condições sociais, porque a sua patente identidade cristã harmoniza-se sempre com o profundo respeito pela liberdade das consciências.
Quando João XXIII anuncia a convocação de um Concílio Ecuménico, começa a rezar e a pedir que se reze pelo feliz êxito dessa grande iniciativa, que é o Concílio Ecuménico Vaticano II, como escreveu numa carta de 1962. Nas sessões do Concílio, o Magistério solene confirmará aspectos fundamentais do espírito do Opus Dei: o chamamento universal à santidade, o trabalho profissional como meio de santidade e de apostolado, o valor e os legítimos limites da liberdade do cristão em matérias temporais, a Santa Missa como centro e raiz da vida interior, etc. São Josemaría contacta com muitos Padres conciliares e Peritos, que nele reconhecem um autêntico precursor de muitas linhas mestras do Vaticano II. Profundamente identificado com a doutrina conciliar, promove diligentemente a sua execução, através das actividades formativas do Opus Dei em todo o mundo.

Santidade no meio do mundo

Ao longe, no horizonte, o céu une-se à terra. Mas não esqueças que onde de verdade o céu e a terra se tocam é no teu coração de filho de Deus. A pregação de São Josemaría vinca constantemente a primazia da vida interior sobre as actividades organizativas: estas crises mundiais são crises de santos, escreveu em Caminho. E a santidade exige sempre essa compenetração de oração, trabalho e apostolado a que chama unidade de vida, que recebe o seu melhor testemunho da sua própria vida.
Estava profundamente convencido de que, para alcançar a santidade no trabalho quotidiano, é necessário o esforço por ser alma de oração, alma de profunda vida interior. Quando se vive desta forma, tudo é oração, tudo pode e deve conduzir-nos para Deus, alimentando, da manhã à noite, esta relação contínua com Ele. Todo o trabalho pode ser oração e todo o trabalho, que é oração, é apostolado.
A raiz da prodigiosa fecundidade do seu ministério reside precisamente na ardente vida interior que torna a São Josemaría num contemplativo no meio do mundo: uma vida interior alimentada da oração e dos sacramentos, que se manifesta no amor apaixonado pela Eucaristia, na profundidade com que vive a Santa Missa como centro e raiz da sua própria vida, na terna devoção a Nossa Senhora, a São José e aos Anjos da Guarda, na fidelidade à Igreja e ao Papa.

O encontro definitivo com a Santíssima Trindade

Nos últimos anos da sua vida, o Fundador do Opus Dei passa por numerosos países da Europa e da América Latina, em viagens de catequese: em todos esses lugares, tem reuniões de formação, simples e familiares (mesmo quando se juntam milhares de pessoas para o escutar), em que fala de Deus, dos sacramentos, das devoções cristãs, da santificação do trabalho, do amor à Igreja e ao Papa. Celebra, a 28 de Março de 1975, as bodas de ouro sacerdotais. Nesse dia, a sua oração é como que uma síntese de toda a sua vida: passados cinquenta anos, sou como uma criança que balbucia: estou a começar, a recomeçar, na minha luta interior de cada dia. E assim até ao fim dos dias que me restem: sempre a recomeçar.
São Josemaría morre, como consequência de uma paragem cardíaca, ao meio dia de 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho e aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lança o seu último olhar. Nessa altura, o Opus Dei está presente nos cinco continentes com mais de 60.000 membros de 80 nacionalidades. Os livros de espiritualidade de Mons. Escrivá de Balaguer (Caminho, Santo Rosário, Temas Actuais do Cristianismo, Cristo que passa, Amigos de Deus, Amar a Igreja, Via Sacra, Sulco, Forja) difundiram-se com milhões de exemplares.
Depois do seu falecimento, um grande número de fiéis pede ao Papa que se abra a sua causa de canonização. A 17 de Maio de 1992, em Roma, S. S. João Paulo II eleva Josemaría Escrivá aos altares, numa multitudinária cerimónia de beatificação. A 21 de Setembro de 2001, a Congregação Ordinária de Cardeais e Bispos membros da Congregação para as Causas dos Santos confirma unanimemente o carácter milagroso de uma cura, bem como a sua atribuição a São Josemaría. A leitura do decreto relativo ao milagre tem lugar, na presença do Romano Pontífice, no dia 20 de Dezembro. A 26 de Fevereiro de 2002, João Paulo II preside o Consistório Ordinário Público de Cardeais e, ouvidos os Cardeais, Arcebispos e Bispos presentes, determina que a cerimónia de Canonização de São Josemaría se celebre no dia 6 de Outubro de 2002.
Fonte : Integra do site - sem correção :Ideias Rapidas.Org