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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador Bispo. Mostrar todas as postagens
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sábado, 24 de abril de 2010

RENÚNCIA DE BISPO DE BRUGES É ACEITA PELO PAPA

Papa aceita renúncia de bispo que cometeu pederastia
Dom Vangheluwe se retira da diocese belga de Bruges

..................................Bruges - canal

BRUXELAS,

- Bento XVI aceitou hoje a renúncia ao governo pastoral da diocese belga de Bruges apresentada por Dom Roger Joseph Vangheluwe (foto), quem, no passado, abusou sexualmente de um jovem.

O Centro Interdiocesano de Bruxelas acolheu hoje uma coletiva de imprensa para explicar as causas da renúncia deste bispo.

O porta-voz da diocese de Bruges, Peter Rossel, leu uma mensagem de desculpas do bispo Vangheluwe, na qual ele reconhece que "quando eu era ainda um simples sacerdote e durante certo tempo, no começo do meu episcopado, abusei sexualmente de um jovem do meu ambiente próximo".

"Nas últimas décadas, reconheci diversas vezes minha culpa, diante dele e de sua família, e pedi perdão - reconhece o prelado. Mas isso não o pacificou. Nem sequer eu estou em paz."

"A tempestade midiática das últimas semanas reforçou o trauma - continua. Não se pode continuar nesta situação."

"Lamento profundamente o que fiz e apresento minhas mais sinceras desculpas à vítima, à sua família, a toda a comunidade católica e à sociedade em geral", assegura o prelado, em sua mensagem.


"Apresentei ao Papa Bento XVI minha renúncia como bispo de Bruges e esta foi aceita hoje - explica. Por isso, estou me retirando."

Demissão indispensável

O arcebispo de Malinas-Bruxelas afirmou aos jornalistas que assistiam à coletiva de imprensa: "Estamos enfrentando uma situação particularmente grave".

"Pensamos antes de tudo na vítima e em sua família, da qual muitos membros conheceram hoje a tremenda notícia - declarou. Para a vítima, trata-se de um longo calvário, que certamente não acabou."

"Quanto ao bispo Roger Vangheluwe, ele tem direito, como pessoa, à conversão, confiando na misericórdia de Deus", acrescentou.

"No entanto, no que se refere à sua função, é indispensável que, por respeito à vítima e à sua família, e por respeito à verdade, ele seja demitido do seu cargo", afirmou.

"É isso que foi feito - explicou. O Papa aceitou imediatamente a renúncia do bispo de Bruges, que neste momento é divulgada em Roma."

Destacou que "a Igreja insiste em que nestes assuntos não deve haver distorções" e acrescentou: "Esperamos contribuir, dessa forma, para o restabelecimento da vítima".

"Somos conscientes da crise de confiança que este fato causará em muitas pessoas", declarou.

"No entanto - acrescentou - nós nos atrevemos a esperar que a sensatez prevaleça e que os bispos - e sobretudo os sacerdotes - deste país não sejam, em conjunto, indevidamente desacreditados."

"A grande maioria vive de forma coerente com sua vocação e com uma fidelidade pela qual lhes agradeço publicamente", recordou.

A situação não se acalmava

Também interveio na coletiva de imprensa o bispo representante da comissão para a gestão das queixas por abusos sexuais em uma relação pastoral, Dom Guy Harpigny.

Este prelado explicou que ficou sabendo da situação do bispo que renunciou apenas na terça-feira, 20 de abril, "por meio de uma mensagem de conhecidos da vítima, dirigida aos bispados".
Naquele momento, "nenhum dos membros da Conferência Episcopal da Bélgica estava a par desta situação", precisou.

"Eu só soube que, no começo do mês, o cardeal Danneels - já emérito - teve um encontro com a família, a pedido da família da vítima e na presença de Dom Vangheluwe", explicou.
E prosseguiu: "Ele ouviu e constatou que a situação não se acalmava e não poderia continuar assim".

Ao mesmo tempo, a vítima contatou a comissão representada por Dom Harpigny.

Antídoto

O presidente desta comissão, Peter Adriaenssens, também interveio no ato de hoje, tentando responder à pergunta "Como reparar um passado que se tornou pesado demais?".

Para o especialista, "a história da vítima de Dom Vangheluwe é um caso exemplar que demonstra que crescer com um passado muito pesado pode causar dano, em todos os sentidos".
"O abuso sexual é, em primeiro lugar, uma questão de abuso de poder", explicou, caracterizado pelo "segredo imposto à vítima e ao pequeno círculo fechado no qual se encontra".

Adriaenssens propôs um "antídoto": "Frente ao abuso de poder, é preciso restabelecer o equilíbrio das dignidades"; "frente ao peso do segredo, está o direito de reencontrar o livre uso da sua palavra"; e, "frente ao que chegou diante da vista, está a transparência de uma comunicação aberta".

Para ele, "estes são os 3 caminhos de cura que podem ser oferecidos hoje à vítima e à sua família".

E concluiu: "Esperamos que as medidas claras, que afetam hoje o autor destes atos, permitam que a vítima se sinta orgulhosa de pertencer à sociedade".

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 15 de abril de 2009

FERNANDO LUGO, EX BISPO, ASSUME PATERNIDADE


IGREJA NO PARAGUAI CONSTRANGIDA POR ASSUMIDA PATERNIDADE DE LUGO

..........Evo Morales, Fernando Lugo e Hugo Chaves
DIZE-ME COM QUEM ANDAS E DIR-TE-EI QUEM ÉS

Assunção, 15 abr (RV)

- A Igreja Católica do Paraguai, através da Conferência Episcopal, emitiu ontem um comunicado no qual pede “perdão pelos pecados de seus membros, tanto pastores como fiéis”. “Como bispos, renovamos nosso compromisso assumido na ordenação episcopal e pedimos a todos os nossos sacerdotes que pratiquem as promessas assumidas com a ordenação” – diz o comunicado. Segunda-feira, em um discurso público, o presidente Fernando Lugo reconheceu a paternidade de um menino de dois anos, filho de Viviana Rosalith Carrillo Cañete, de 26 anos. O menino completará dois anos no dia 4 de maio. O menino foi concebido quando o presidente era bispo emérito da diocese do Departamento de San Pedro, a 360 quilômetros a norte de Assunção.O atual presidente apresentou sua renúncia como bispo no dia 18 de dezembro de 2006, para concorrer às eleições presidenciais do país. O Vaticano não aceitou o pedido e papa lhe aplicou a suspensão "a divinis", que o interdita de exercer o ministério sacerdotal, mas mantém sua condição de bispo. Após Lugo vencer as eleições presidenciais em abril de 2008, o Papa Bento XVI aceitou oficialmente sua renúncia.Segundo informações divulgadas hoje, Fernando Lugo teria efetuado ontem o registro civil do menino Guillermo Armindo Lugo, e decidido ‘devolver a si mesmo’ a metade de seu salário, ao qual renunciou ao assumir o poder, para fazer frente aos gastos com os cuidados e a manutenção de seu filho. O salário do presidente era entregue ao Instituto Nacional do Indígena (Indi).Os bispos paraguaios pedem orações por toda a Igreja Católica, para que o sentido de pertença dos fiéis se fundamente sempre mais no Senhor Ressuscitado, em sua Vida, em suas Palavras e em sua Obra. (CM)

Fonte: RV

segunda-feira, 16 de março de 2009

EXCOMUNHÃO : NÃO RECLAMEM AO BISPO

A repórter de VEJA Juliana Linhares foi ao Recife conversar com o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, o prelado que tomou a iniciativa de informar que, de acordo com o Código Canônico, todos os católicos envolvidos no aborto da menina de 9 anos estuprada pelo padrasto estavam excomungados automaticamente. Dom José não se arrepende e diz estar com a consciência em paz por ter agido de acordo com a sua doutrina. A entrevista é extraordinária, pois revela como, às vezes, a Igreja Católica parece viver em um mundo paralelo. Mas ao mesmo tempo tem-se a voz de um pastor que não aceita fazer concessões apenas para parecer mais moderno aos olhos da opinião pública.
Entrevista Dom José Cardoso SobrinhoNão reclamem ao bispo
As excomunhões são punições automáticas, previstas paraquem quer que pratique aborto, diz o arcebispo criticadono caso da menina engravidada pelo padrasto

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Entrevista Dom José Cardoso Sobrinho
Não reclamem ao bispo
As excomunhões são punições automáticas, previstas paraquem quer que pratique aborto, diz o arcebispo criticadono caso da menina engravidada pelo padrasto
Juliana Linhares
Leo Caldas/Titular

"Estou com a minha consciência tranquila. Não podia prever essa reação em nível nacional e internacional, mas remorso sentiria se tivesse ficado em silêncio"

Ao longo de 2 000 anos de história, duas forças, ora conflitantes, ora complementares, moldaram a Igreja Católica: a doutrina do amor e o amor pela doutrina. Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, é sem dúvida um homem da segunda força. Aos 75 anos, pequenino e orgulhosamente teimoso, ele reitera ponto por ponto as declarações que o transformaram na figura mais criticada no caso da menina de 9 anos estuprada pelo padrasto que engravidou de gêmeos e fez um aborto legal. A excomunhão dos adultos envolvidos é exigida pelas leis da Igreja, diz dom José, que considera ter cumprido o seu dever. "Estou tranquilíssimo", repete nesta entrevista, concedida na casa da arquidiocese na presença de outras cinco pessoas – um advogado, uma psicóloga, um médico e sua mulher, e um vigário. "Eles estão me dando apoio", explicou.

Por que o senhor acha que tantas pessoas, católicas em sua maioria, ficaram revoltadas com a sua posição no caso da excomunhão dos adultos envolvidos no aborto da menina violentada?

Em primeiro lugar, nós temos de colocar essa questão no âmbito religioso. Acreditamos em Deus? É sim ou é não. E eu suponho que a grande maioria das pessoas acredita. E acreditar em Deus significa aceitar que Deus é a origem de tudo e é também o nosso fim. Essa é uma verdade fundamental. É premissa importantíssima para dizer que a lei de Deus está acima de qualquer lei humana. E a lei de Deus não permite o aborto. Então, se uma lei humana está contradizendo uma lei de Deus, no caso, a que permitiu a operação, essa lei não tem nenhum valor. Quanto ao que você afirma, sobre as pessoas estarem revoltadas, tenho de dizer que também houve um clamor grande, eu diria enorme, de autoridades de Roma a meu favor. Tenho sido insultado, claro, mas hoje mesmo recebi uma carta de Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos em Roma, em que me elogia.

"Hitler queria eliminar o povo judaico e dizem que ele chegou a matar 6 milhões de judeus. Por que nós vamos ficar em silêncio quando estão acontecendo 50 milhões de abortos no mundo?"

O que o senhor diria aos católicos que condenaram sua atitude?

Antes de tudo, quero deixar bem claro que não fui eu que excomunguei os médicos que praticaram o aborto e a mãe da menina. Isso é falso. Eu não posso excomungar ninguém. Eu simplesmente mencionei o que está escrito na lei da Igreja, o cânone 1 398, do Código de Direito Canônico, que está aí nas livrarias para qualquer um ler. Por essa lei, qualquer pessoa que comete aborto está excomungada, por uma penalidade que se chama latae sententiae, um termo técnico que significa automática. Então, não foi dom José Cardoso Sobrinho quem os excomungou. Eu simplesmente disse a todos: "Tomem consciência disto". Qualquer pessoa no mundo inteiro que pratique o aborto está incorrendo nessa penalidade – mesmo que ninguém fale nada. Quem é católico sabe que na primeira carta de São Paulo a Timóteo, no capítulo II, está escrito: Deus quer que todos sejam salvos.

Por que estupradores não são também automaticamente excomungados?

A nossa santa Igreja condena todos os pecados graves. O estupro é um pecado gravíssimo para a Igreja, assim como o homicídio. Agora, a Igreja diz que o aborto, isto é, o ato de tirar a vida de um inocente indefeso, é muito mais grave que o estupro, que o homicídio de um adulto. Qualquer pessoa inteligente é capaz de compreender isso. Eu não estou dizendo que o estupro e a pedofilia são coisas boas. Mas o aborto é muito mais grave e, por isso, a Igreja estipulou essa penalidade automática de excomunhão.

Em que outros casos se aplica a excomunhão automática?

No Código de Direito Canônico anterior, promulgado por Bento XV, havia cerca de quarenta motivos para a excomunhão automática. Em 1983, sob a autoridade de João Paulo II, foi publicado um novo Código. O atual os reduziu a apenas nove. São eles: o aborto; a apostasia, que é quando a pessoa abandona a religião; a heresia, que acontece quando uma pessoa nega um dogma da Igreja; a violência física contra a pessoa do papa; a consagração de um bispo sem a licença do papa; o cisma; a absolvição por um sacerdote do cúmplice de um pecado da carne; a violação direta do segredo da confissão; e a profanação das hóstias consagradas.
O que a Igreja e o senhor pessoalmente ofereceram à menina, em matéria de apoio material e espiritual, caso não fizesse o aborto?Agradeço muito essa pergunta. Essa criança residia na diocese de Pesqueira, na cidade de Alagoinha, no interior de Pernambuco. Quando aconteceu isso, o bispo de Pesqueira me informou que a menina seria trazida para o Recife. Ele e eu queríamos fazer o que fosse possível para salvar a vida dela e a dos filhos que ela concebera. Nós tivemos várias reuniões com nossos advogados para saber o que poderíamos fazer para impedir o aborto. Pedimos audiência ao desembargador, e ele ligou para várias varas da infância e da juventude para tentar fazer algo. O pai da menina esteve também nesse encontro e declarou ser contra o aborto. Ele é analfabeto, mas repetiu desde o começo que não estava de acordo. Fez até uma procuração para o nosso advogado e assinou. Quer dizer, assinou não, pôs o dedão lá. Então, nós fizemos tudo o que foi possível.

Foram oferecidos abrigo, sustento material, uma eventual família adotiva?

Repito mais uma vez: essa menina é residente em outra cidade, portanto, em outra diocese. O bispo de Pesqueira foi quem acompanhou tudo de perto. O padre de lá deu toda a assistência possível. A menina não tinha nenhum problema de necessidade material nem passava fome. E, se acontecesse o parto, a cidade de Alagoinha iria ajudar. A menina não ficaria abandonada. A nossa santa Igreja iria ajudar. Nós temos aí abrigos para os pobres. Mas eu queria voltar a insistir no fato de que estamos sempre tentando cumprir a lei de Deus. E o quinto mandamento diz: não matar. Então, não é lícito, para salvar uma vida, eliminar a vida de dois inocentes. O fim não justifica os meios. Eu posso ter uma finalidade ótima, salvar a vida daquela menina grávida. O meio para chegar lá pode ser usar todos os recursos da medicina. Mas nunca, jamais, eliminar a vida de um inocente para salvar a vida de outro. O aborto é um crime nefando.

"Eu diria (à menina): já passou. Procure praticar a religião. Seria tão bom se as criancinhas fossem como antigamente, quando nem tinham uso da razão mas já sabiam rezar o Pai-Nosso e a Ave-Maria"

O senhor esteve com ela alguma vez?

Não consegui. Quando eu soube do caso, passei o dia todo, das 7 da manhã às 10 da noite, trabalhando na tentativa de evitar a operação. Mais tarde, eu estava me dirigindo ao primeiro hospital onde a menina foi internada, no interior do estado, para tentar convencer a família a desistir do aborto, e eis que tive uma surpresa. Um médico amigo me telefonou para dizer que um grupo de mulheres chamadas feministas tinha convencido a mãe a assinar um documento em que assumia a responsabilidade pela filha e autorizava a sua alta. Ela então seguiu para outro hospital, no Recife, onde o aborto foi feito já no dia seguinte. Eu fiquei muito angustiado.
O senhor sabe como era a vida da menina dentro da casa onde ocorriam os estupros?Com licença, esses detalhes eu não sei. Se alguém tiver interesse, o caminho mais curto é ligar para o padre da cidade de Alagoinha e perguntar.

Qual é o nome dela?

A menina... Como se chama? (A pergunta é dirigida às cinco pessoas que acompanharam a entrevista a pedido do arcebispo; ninguém sabe responder.)

Como o senhor se sente em face das críticas e dos ataques que vem recebendo?

Eu quero dizer que estou com a minha consciência tranquila. Cumpri o meu dever. Não podia prever essa reação em nível nacional e internacional, mas remorso eu sentiria se tivesse ficado em silêncio. Humanamente falando, é muito mais cômodo cruzar os braços e fechar os olhos. Eu estou tranquilíssimo. Espero que os fiéis católicos se conscientizem da gravidade de um aborto. Nós sabemos que no mundo inteiro acontecem 50 milhões de abortos por ano. No Brasil, há 1 milhão a cada ano. Quero lembrar o que aconteceu na II Guerra Mundial. Hitler, aquele ditador, queria eliminar o povo judaico e dizem que ele chegou a matar 6 milhões de judeus. Não podemos esquecer esse delito. Agora, eu pergunto: por que vamos ficar em silêncio quando estão acontecendo 50 milhões de abortos no mundo? Eu chamo isso de o holocausto silencioso. E nós, cristãos, não podemos ficar quietos.

Do ponto de vista da doutrina da Igreja, qual é a situação da menina?

Ela não foi excomungada, porque essa sentença só se aplica a maiores de idade. Essa menina vai ser recebida na paróquia dela para ter instrução religiosa. Eu não sei se fez a primeira comunhão. Se ela tiver consciência de algum pecado, vai se confessar e receber o perdão. Não existe pecado sem perdão para aqueles que se arrependem, inclusive para os que incorrem na excomunhão. A Igreja só aplica essa penalidade para levar a pessoa à conversão ou, se era católica antes, à nova conversão. Se a pessoa se converte, a Igreja tem poderes para absolvê-la.

Se o senhor ficasse frente a frente com a menina, o que diria a ela?

Eu diria: o que aconteceu já passou. Daqui para a frente, procure praticar a religião com os meninos da sua idade, ir para a igreja e aprender o catecismo. Seria tão bom se as criancinhas fossem como antigamente, quando nem tinham uso da razão mas já sabiam rezar o Pai-Nosso e a Ave-Maria.

Se encontrasse o padrasto que a violentou, o que diria a ele?

Eu iria procurar convertê-lo. Iria perguntar se reconhece que errou e se está arrependido. Eu não sei onde ele está, se está preso, sei lá. Mas, se tivesse a oportunidade de visitá-lo, diria a ele que pedisse perdão a Deus. Iria ajudá-lo a fazer uma oração pedindo perdão.

O senhor acredita que uma educação religiosa poderia ter evitado o estupro?

Certamente. E o aborto também. Soube esses dias de um caso parecido, mas que teve um desenrolar muito diferente. É uma menina de 12 anos, do Rio Grande do Sul, que também engravidou assim. A diferença é que o médico dela me ligou dizendo que não vai fazer o aborto. Esse é um exemplo edificante que, infelizmente, não encontra muita difusão na imprensa. Outro exemplo: dia desses, uma mulher da mesma diocese dessa menina (pernambucana), que tinha um filho de 1 ano e meio, engravidou de novo. Ela não queria ter esse segundo filho. Então, foi procurar um médico querendo abortar e levou o menino mais velho junto, para dizer que não tinha condições. Mas o médico era católico e disse à mulher que, já que ela não podia ter dois filhos, ele ia matar o primeiro e ela ficava com o segundo, o que estava na barriga. A mulher, na hora, despertou e não aceitou mais o aborto.

O senhor já fez sermões contra a pedofilia, contra o estupro?

Nós temos na arquidiocese uma rádio católica. Eu tenho um programa diário e estou explicando ao povo o catecismo da Igreja. Leio um parágrafo e faço um comentário. Estou cumprindo o meu dever. E falo sobre todos os pecados. Ninguém pode dizer que dom José não condena a pedofilia e que dom José não condena o estupro. Mas não posso falar diariamente sobre a pedofilia. Vão dizer que estou louco. Eu não omito nenhum tema da lei de Deus.
Os adversários da Igreja são rápidos em reavivar os erros do passado, como a Inquisição e as perseguições religiosas, e projetá-los no presente. A Igreja raramente rebate. Isso significa que ela se desacostumou do embate de ideias?Não. O que acontece é que a doutrina teológica diz que qualquer problema teológico, na história da Igreja, tem de ser escutado para ver quais são as opiniões. A diversidade de opiniões é permitida na Igreja. Agora, quando se trata de dogmas, a Igreja não pode admitir que se discorde. Quem não aceita esses dogmas está fora. E não adianta um católico dizer que, porque uma lei brasileira permite tal coisa, ele pode fazer essa coisa, como é o caso do divórcio, e ficar tranquilo. Fica não.

O senhor tem mais algo a dizer sobre o caso?

Sim, eu lamento não poder ter feito o batizado desses dois bebês. Eu estava planejando uma festa para esse dia, mas não aconteceu.

Fonte: Revista VEJA (fotos e reportagens)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

NOMEAÇÃO DE BISPO PARA O BRASIL

AUDIÊNCIA GERAL E NOMEAÇÃO DE BISPO PARA O BRASIL


Cidade do Vaticano, 14 jan (RV)

- Quarta-feira é dia de Audiência Geral! Bento XVI se reuniu com fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI para falar, mais uma vez, de São Paulo. Desta vez, sobre alguns aspectos teológicos contidos nas cartas do Apóstolo dos Gentios aos colossenses e aos efésios, muito semelhantes entre si. Nessas duas cartas Cristo aparece com o título de "Cabeça". Em primeiro lugar, é considerado como Cabeça da Igreja guiada, alimentada e mantida unida por ele, mas também como cabeça do cosmos, submetendo e recapitulando em si todas as coisas do universo. Com o conceito de "mistério", típico também desses escritos, o Apóstolo se refere ao impenetrável desígnio divino sobre o homem, os povos e o mundo, que se realiza plenamente em Cristo. Nele, o mistério se encarna e pode ser percebido de modo claro.Um último conceito próprio dessas cartas é também o vínculo esponsal entre Cristo e a Igreja. Tomando como ponto de referência a união conjugal entre o homem e a mulher, a Igreja é considerada como esposa de Cristo, que a fez sua, mesmo pagando as consequências com a própria vida.

Nesta quarta-feira, Bento XVI nomeou bispo auxiliar da diocese de Passo Fundo (RS) o mons. Liro Vendelino Meurer, até então pároco da paróquia São Geraldo, em Porto Alegre (RS).

Fonte: RV

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

NO ADVENTO, ABSTINÊNCIA TEMPORÁRIA DA TELEVISÃO

BISPO ITALIANO PROPÕE, NO ADVENTO, ABSTINÊNCIA TEMPORÁRIA DA TELEVISÃO

Roma,
- O bispo de Locri-Gerace, sul da Itália, Dom Giuseppe Fiorini Morosini, em sua mensagem para o Advento faz uma proposta singular a seus fiéis: neste período de preparação para o Natal, abster-se por um pouco da televisão.“Durante esse Advento, desligar por um pouco de tempo a televisão pode ser para nós um modo como fazer deserto. A televisão e, de modo geral, todos os meios de comunicação, são um sinal forte do condicionamento ao qual somos submetidos diariamente.”As mensagens publicitárias _ afirma o prelado _ “invadem o nosso ânimo criando necessidades fictícias que para satisfazê-las dedicamos energias econômicas e morais que poderíamos utilizar de outro modo: por exemplo, na comunidade familiar e na solidariedade com os mais necessitados”.Dom Morosini acrescenta que muitas vezes os meios de comunicação nos oferecem uma visão de vida que nem sempre se conforma ao Evangelho, mediante situações e debates construídos intencionalmente para atacar a visão cristã da vida. (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 21 de outubro de 2008

BISPO BRASILEIRO COMENTA A BEATIFICAÇÃO DOS PAIS DE STA. TERESA DE LISIEUX

Casal santo que soube educar sua família nos caminhos de Deus
Bispo brasileiro comenta beatificação dos pais de Santa Teresinha

Pais de Santa Teresinha, casal Luís Martin e Zélia Guérin

SÃO PAULO,
-Segundo um bispo brasileiro, os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus «destacam-se como modelo de casal santo que soube educar sua família nos caminhos de Deus».
Dom Gil Antônio Moreira, bispo de Jundiaí, São Paulo, escreveu aos fiéis no contexto da beatificação do casal Zélia Guérin e Luís Martin, ocorrida ontem, na Basílica de Lisieux, na França.
O bispo cita palavras da jovem Santa Teresinha, que afirmava: «o Bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra».
Zélia Guérin e Luís Martin, pais de nove filhos, quatro deles falecidos em tenra idade, são o segundo casal beatificado simultaneamente, depois dos italianos Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi (falecidos em 1951 e 1965 e beatificados em 2001 por João Paulo II).
Santa Teresinha teve outras quatro irmãs monjas: Maria, Paulina, Leônia e Celina, três carmelitas e uma visitandina.
Mas, de acordo com Dom Gil Moreira, Teresinha distingue-se entre suas irmãs pela «expressividade de seu amor a Deus e à Igreja em tão pouco tempo de vida».
Ela faleceu aos 24 anos de idade, em 1897. Foi canonizada em 1925. E é hoje uma das santas mais conhecidas de todo o mundo, comenta o bispo.
«Refletindo sobre as Cartas de São Paulo, encantou-se com a primeira aos Coríntios que a fez exclamar: encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.»
Dom Gil afirma que «o lar de Alençon era iluminado de autêntico compromisso religioso, sendo Zélia modelar esposa, mulher orante, participante da vida sacramental diária, pois toda manhã se dirigia à igreja para a primeira missa».
«O amor à mãe de Jesus lhe era tão vivo, que celebrava em casa, com o marido e as filhas, os atos devocionais do mês de maio, diante de um altar que artisticamente organizava, onde punha em evidência a linda imagem de Nossa Senhora do Sorriso.»
Já Luís, «o esposo fiel, guardava profundo amor à Eucaristia. Além da participação assídua à missa, tinha por costume fazer a adoração noturna ao Santíssimo Sacramento».
Certa vez --narra o bispo--, Zélia escreve à filha no mosteiro: ‘Teu pai foi fazer a Adoração noturna na noite passada, ainda que estivesse muito fatigado quando nos deixou, às nove horas da noite. Em outra ocasião, já havia escrito: Estou muito feliz com ele, pois torna a minha vida muito doce. Meu marido é um santo homem, desejo um igual a todas as mulheres’.
«Em casa tão santa, não havia como evitar uma exclamação de Zélia, ao ver que certos casamentos não se pautam pelos princípios do santo evangelho e, por isso, vão se dando em nada. Exclama: Meu Deus, como é triste uma casa sem religião», conta o bispo.
De acordo com Dom Gil Moreira, o Abade Dumaine, seu pároco, testemunhou: era notável a união nesta família, tanto entre os esposos, como entre os pais e as filhas.
Nesse domingo das Missões, em que os nomes dos pais de Santa Teresinha «brilham novamente no céu», o santo casal «será espelho para as famílias que buscam verdadeira felicidade só possível na fidelidade matrimonial e na primorosa e santificadora educação dos filhos», afirma o bispo.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 12 de outubro de 2008

CRESCE A "TEOLOGIA DA PROSPERIDADE" NA AMÉRICA LATINA

BISPO GUATEMALTECO DENUNCIA CRESCIMENTO DA "TEOLOGIA DA PROSPERIDADE" NA AMÉRICA LATINA

Cidade da Guatemala,
- O bispo de Escuintla, Guatemala, Dom Víctor Hugo Palma Paúl, denunciou perante a assembléia sinodal em andamento, no Vaticano, a "teologia da prosperidade" das seitas pentecostais, que "apresentam um falso Deus, aparentemente bíblico, que reduz seu campo de ação na vida humana, e indicam a pobreza como maldição e a riqueza como uma bênção".O prelado denunciou que a Igreja se vê, hoje, diante de um "panorama sombrio", com a deformação da Palavra de Deus, por parte das seitas pentecostais "que introduzem na interpretação bíblica elementos estranhos à essência do Cristianismo, e ao surgimento de um novo conhecimento absoluto e intuitivo da divindade.O bispo disse que as regiões pobres ou em desenvolvimento, na América Latina, são um "campo fértil" para a propagação dessas teorias.Ele propôs uma formação e uma pastoral bíblica que unam Bíblia, tradição e políticas capazes de ajudar a superar os conflitos da pobreza, da corrupção administrativa, da frustração econômica e da insegurança social. (AF)

Fonte: RV

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

FREI CLÁUDIO NORI STURM, NOMEADO BISPO DE PATOS DE MINAS

PAPA NOMEIA BISPO DE PATOS DE MINAS

Cidade do Vaticano,
- O Santo Padre nomeou hoje bispo de Patos de Minas, MG, padre Cláudio Nori Sturm, da Ordem dos Frades Menores da Provincia Capuchinha do Paraná e Santa Catarina.
Fonte: RV
Frei Cláudio Nori Sturm
O Papa Bento XVI nomeou, ontem, 08, o Frei Cláudio Nori Sturm, Bispo da Diocese de Patos de Minas, vancante desde 30 de maio do ano passado, por causa da transferência de seu Bispo, Dom João Bosco Oliver de Faria, para a Arquidiocese de Diamantina.
Frei Cláudio, 55, pertence à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap) e, atualmente, é Ministro Provincial da Província de São Lourenço Brindes do Paraná e Santa Catarina.Nascido em Giruá, no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1953, o novo Bispo começou seus estudos no seminário dos Frades Menores Capuchinhos em 1968, em Ouro (SC), e completou o o ensino médio no seminário de Irati (PR). Fez o noviciado em Curitiba (PR), em 1974, emitindo os votos temporários no ano seguinte. Cursou Filosofia e Teologia entre 1975 e 1980 em Ponta Grossa (PR), no Instituto dos Frades Menores Capuchinhos, sendo ordenado presbítero no dia 6 de janeiro de 1980, em Ponta Grossa (PR). Em Roma, fez o mestrado em filosofia no período de 1983 a 1985.
Como presbítero, frei Cláudio foi professor no seminário dos Capuchinhos, em Irati (1980-1982) e Ponta Grossa (1986-1994). De 1987 a 1994, foi mestre de postulantes no Convento Bom Jesus, em Ponta Grossa, e diretor do Instituto Superior de Filosofia dos Capuchinhos na mesma cidade. Em Roma, foi reitor do Colégio Internacional São Lourenço de Brindes, de 1995 a 1999.
Exerceu ainda a função de Visitador apostólico da Congregação das Irmãs de São Pedro Canísio (2000-2002); foi pároco da paróquia Imaculada Conceição, em Ponta Grossa (2002-2005) e Vigário Provincial da Província São Lourenço Brindes, dos Frades Menores Capuchinhos, do Paraná e Santa Catarina em 2005 e 2006.
Fonte: CNBB

sábado, 20 de setembro de 2008

BISPO CATÓLICO, MANTIDO EM PRISÃO DOMICILIAR

POLÍCIA CHINESA MANTÉM BISPO CATÓLICO EM PRISÃO DOMICILIAR

Treinamento da polícia da China
Pequim,
- O bispo chinês de Zhengding, no Hebei, Dom Julius Jia Zhiguo, foi libertado pela polícia. Contudo, o bispo permanece em prisão domiciliar, vigiado noite e dia por um grupo de guardas da segurança pública, impossibilitado de encontrar seus fiéis e sacerdotes.Segundo refere a agência missionária AsiaNews, o bispo tinha sido detido por policiais na manhã de domingo, 24 de agosto, imediatamente após a missa, poucas horas antes da conclusão dos Jogos Olímpicos. Os policiais o haviam detido sem explicar os motivos.Alguns fiéis haviam comunicado que o seu afastamento de Zhengding (a cerca de 300 Km de Pequim) era para prevenir todo e qualquer possível encontro do prelado com jornalistas e responsáveis por grupos de portadores de deficiência durante os jogos paraolímpicos, realizados na capital de 6 a 17 do corrente.De fato, Dom Zhiguo é conhecido no mundo também porque acolhe em sua diocese um grupo de 100 crianças abandonadas portadoras de deficiência e de meninas abandonadas por causa da preferência entre as famílias chinesas a filhos do sexo masculino.Dom Zhiguo, 73 anos, sempre fiel à Santa Sé, passou 15 anos na prisão (de 1963 a 78). A partir de 1989 encontra-se continuamente sob rígido controle por parte da polícia. Em todos esses anos foi detido durante diversos dias e depois libertado ao menos 12 vezes. A diocese de Zhengding conta 110 mil católicos, ao menos 80 sacerdotes e mais de 90 religiosas. (RL)
Fonte: RV

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

INDIA: MOTIVOS ELEITORAIS POR TRÁS DAS VIOLÊNCIAS

BISPO INDIANO DENUNCIA MOTIVOS ELEITORAIS POR TRÁS DAS VIOLÊNCIAS ANTICRISTÃS

Nova Délhi,
- Após a onda de violências contra os cristãos em Orissa, novos ataques foram registrados nos dias passados em outros Estados da Índia: em Karnataka, sul do país, radicais hinduístas atacaram, neste domingo, diversas igrejas e lugares de culto.
Ademais, um abrigo católico foi assaltado por desconhecidos na noite entre domingo e segunda-feira, num distrito do Estado de kerala.
Em Mangalore, também sul do país, foram registrados confrontos entre manifestantes e agentes durante uma manifestação para protestar contra os contínuos ataques conduzidos por fundamentalistas hinduístas.
A polícia prendeu ao menos 100 pessoas e as autoridades proibiram manifestações.Os partidos extremistas, mediante evocação ao nacionalismo e o recurso à violência contra comunidades não hinduístas, buscam também obter consensos em vista das eleições gerais, que se realizarão na Índia em maio de 2009.
É o que afirma o bispo dos sírio-malankareses da Diocese de Muvattupuzha, Dom Abraham Mar Jiulius, entrevistado pela Rádio Vaticano:Dom Abraham Mar Jiulius:- "O governo atual de Karnataka é em grande parte administrado por expoentes do partido político hinduísta. Entre eles encontram-se também alguns grupos fundamentalistas: talvez queiram aproveitar a situação em Orissa e repetir o ataque contra os cristãos. Parece-me, porém, que tudo isso se dê também com um objetivo político: de fato, as eleições gerais estão se aproximando na Índia. A intenção é a de dirigir-se à população hinduísta para ter maiores consensos nas eleições gerais.
"A Igreja Católica na Índia, fortemente comprometida em defender os direitos de todo homem, encontra em alguns estados e por causa de alguns grupos extremistas, diversos obstáculos em seu caminho para promover uma sociedade mais justa.
Em particular, as conversões dos dahlit ao cristianismo são asperamente criticadas pelos partidos nacionalistas. Os dahlit são os considerados sem casta.Segundo os fundamentalistas, são conversões obtidas com engano, mas na realidade são conversões dificultadas porque minam o sistema das castas: de fato, ao frear as conversões, os grupos das castas altas buscam manter o status quo de submissão social e econômica dos dahlit _ constatam diversos observadores.
Mas não é somente a Igreja que pede maior liberdade: também a Constituição indiana defende a liberdade de religião e de conversão, como nos explica ainda Dom Abraham Mar Jiulius:Dom Abraham Mar Jiulius:- "Nós apelamos à Constituição da Índia, segundo a qual ela é um Estado laico e diante da lei todas as religiões são iguais, têm os mesmos direitos. Permaneceremos tranqüilos, pedindo que sejam respeitados os nossos direitos constitucionais; estamos dispostos a dirigir-nos à Corte suprema a fim de que os nossos direitos sejam reconhecidos. Esses ataques não nos assustam." (RL)
Fonte: RV

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

DOM GIUSEPPE LI-SHAN, BISPO DE PEQUIM CONVIDA BENTO XVI PARA VISITAR A CHINA

PAPA CONVIDADO À CHINA
Pequim,
- Dom Giuseppe Li-Shan, bispo de Pequim nomeado pelo governo chinês e também reconhecido pelo Vaticano, convidou o papa Bento XVI para visitar a China.
O convite foi feito através dos microfones da Rede de TV estatal italiana, RAI, à margem dos Jogos Olímpicos.
“Esperamos muito que Bento XVI venha à China. É um grande desejo que temos, e há muito esperamos por isso - disse dom Li -Shan, que acrescentou que as relações com o Vaticano estão cada vez melhores, e pode-se dizer que registramos evoluções importantes”.
O bispo de Pequim lembrou que na China existem entre oito e dez milhões de fiéis católicos; e em Pequim, por volta de 20 igrejas, onde nos dias festivos são celebradas três ou quatro missas, com cerca de três mil fiéis para cada rito.
Na República Popular da China existe uma Igreja Católica ‘oficial’, reunida na “Associação Patriótica”, que conta com cerca de quatro milhões de fiéis, mas estima-se que o número real de católicos seja mais que o dobro.
Ontem, o jornal da Santa Sé “L’Osservatore Romano” ressaltou em um artigo que as Olimpíadas disputadas atualmente na China “podem se tornar, para Europa e para todo o mundo, uma oportunidade de passar, de uma atitude ambivalente e ambígua, provocada pelo medo, a uma outra marcada pelo diálogo com a China”.
Fonte: RV

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

SOBRE A MORTE DE DOM WILHELM EMIL EGGER - BISPO DE BOLZANO-BRESSANONE

OSSERVATORE ROMANO SOBRE A MORTE DO BISPO QUE HOSPEDOU O PAPA
Bento XVI com Dom Wilhelm Emil Egger, Bispo de Bolzano-Bressanone

Cidade do Vaticano,

- O jornal vaticano L'Osservatore Romano publicou um artigo onde assinala que o falecimento repentino de Dom Wilhelm Emil Egger, Bispo de Bolzano-Bressanone, anfitrião de Bento XVI em suas férias, é "uma perda para o Sínodo sobre a Palavra de Deus" que se realizará em outubro; evento para o qual o bispo, perito biblista, tinha sido nomeado secretário especial."A morte de Dom Egger deixa um grande vazio para a Assembléia Sinodal de outubro próximo. Era um perito e apaixonado biblista, autor de importantes publicações sobre o tema da Palavra de Deus: por esta sua preparação o Papa lhe confiara o papel chave de secretário especial da Assembléia do Sínodo dos Bispos, que se realizará de 5 a 26 de outubro sobre o tema 'A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja'”, explica o LOsservatore Romano.Para o Arcebispo Nikola Eterovic, Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, a morte do bispo de Bolzano-Bressanone "é uma grande perda, pois sua contribuição e sua preparação fará falta. Era uma pessoa amável, sensível aos problemas do mundo atual, que sabia ler sempre à luz da Bíblia. Era um apaixonado pela Palavra de Deus. É um consolo pensar que do Céu ,participará do Sínodo em plenitude. Dom Egger havia participado ativamente na redação do "Instrumentum laboris" . (PL)
Fonte: RV

domingo, 17 de agosto de 2008

BENTO XVI PEDE, NOVAMENTE, A PAZ NA REGIÃO DO CÁUCASO

Castel Gandolfo, 17 ago (RV)
- De sua residência de verão, nos arredores de Roma, o papa lançou hoje um novo apelo pela paz na região do Cáucaso.
No Angelus, diante de centenas de fiéis, o Santo Padre expressou sua proximidade espiritual às vítimas do conflito. Bento XVI, que segue com atenção e preocupação a situação na Geórgia, dirigiu-se diretamente às partes envolvidas e à comunidade internacional: “Peço a abertura, sem demora, de corredores humanitários entre a região da Ossétia do Sul e o restante da Geórgia, de forma que os mortos possam receber um túmulo digno; os feridos, os cuidados adequados e aqueles que desejam se reunir com seus familiares possam fazê-lo", declarou.
O pontífice fez um apelo à generosidade da comunidade internacional para aliviar as graves dificuldades sofridas pelos refugiados, sobretudo pelas mulheres e crianças, que não têm o indispensável para sobreviver: “A segurança e esses direitos fundamentais, que jamais podem ser violados, devem ser garantidos também para as minorias étnicas envolvidas no conflito”, acrescentou S.
“Desejo, por fim, que a atual trégua, obtida graças à contribuição da União Européia, possa ser reforçada e se transforme em uma paz estável, e convido a comunidade internacional a seguir oferecendo seu apoio para que se chegue a uma solução duradoura por meio do diálogo e da boa vontade comum”, concluiu.
Antes do chamado sobre a situação da Geórgia, e inspirando-se nas leituras do dia, o papa reafirmou que a Palavra de Deus nos oferece a ‘oportunidade de refletir sobre a universalidade da missão da Igreja, constituída por povos de todas as raças e culturas’.
“A comunidade eclesial tem uma grande responsabilidade. É chamada a ser uma casa acolhedora para todos, sinal e instrumento de comunhão para toda a família humana.
Todas as comunidades cristãs devem se conscientizar disso, para ajudar a sociedade civil a superar eventuais tentações de racismo, intolerância e exclusão, e a tomar decisões que respeitem a dignidade dos seres humanos.
Uma das maiores conquistas da humanidade – disse ainda o papa – é justamente a superação do racismo. Infelizmente, porém, registram-se em muitos países novas manifestações, que preocupam.
Embora freqüentemente relacionadas a problemas sociais e econômicos, não podem jamais justificar o desprezo e a discriminação racial.
Rezemos para que cresça o respeito por todas as pessoas, ao lado da consciência responsável de que somente na acolhida recíproca é possível construir um mundo marcado pela autêntica justiça e pela verdadeira paz”.
Em seguida, o papa dirigiu seu pensamento aos inúmeros e graves acidentes rodoviários que aumentam nesse período do verão italiano. “Não devemos nos acostumar com esta triste realidade” – disse o pontífice, acrescentando que a vida humana é um bem precioso demais e seria indigno se as pessoas morressem ou ficassem inválidas por causas que quase sempre podem ser evitadas: “É preciso mais responsabilidade, primeiramente por parte dos motoristas, pois a maioria dos acidentes se deve à excessiva velocidade e a comportamentos imprudentes. Conduzir um veículo em estradas públicas requer educação cívica e moral.
As autoridades devem garantir o senso cívico com a constante obra de prevenção, vigilância e repressão. Nós, como cristãos, devemos fazer um exame de consciência pessoal sobre nossa conduta como motoristas”.

O PESAR DO PAPA PELA MORTE DO BISPO DE BRESSANONE

Dom Wilhelm Egger, Bispo de Bolzano - Bressanone, recepcionando Bento XVI, há 15 dias atrás .

No final de seu discurso, profundamente comovido, o papa recordou o Bispo de Bolzano - Bressanone, Dom Wilhelm Egger, que faleceu ontem repentinamente de infarto. Dom Egger hospedou o papa 15 dias em sua diocese, em seu recente período de férias nas no seminário maior de Bressanone: “Com profunda comoção, recebi a notícia da morte repentina de dom Wilhelm Egger, bispo de Bolzano-Bressanone. Deixei-o poucos dias atrás, aparentemente em boa saúde e nada deixava imaginar uma morte tão rápida. Uno-me ao luto de seus parentes e de toda a diocese, onde era estimado e amado por seu trabalho e dedicação”. O papa definiu Dom Egger um ‘servo bom e fiel’ do Senhor, e enviou uma especial e confortadora Benção Apostólica ao irmão religioso capuchinho, a seus familiares e a todos os religiosos, sacerdotes, religiosas e fiéis da diocese de Bolzano-Bressanone.

Enfim, Bento XVI concedeu a todos os fiéis a sua benção apostólica.(CM)
Fonte: RV

sábado, 24 de maio de 2008

REVOLUÇÃO ESPIRITUAL PARA ABATER MUROS E TOCAR OS CORAÇÕES

BISPO-CARDEAL DE HONG KONG: REVOLUÇÃO ESPIRITUAL PARA ABATER MUROS E TOCAR OS CORAÇÕES

Hong Kong, 23 mai RV) - O bispo de Hong Kong, cardeal Joseph Zen Ze-kiun, destaca que o Dia de Oração pela Igreja na China está sob o signo de Maria.O destino da china e da sua Igreja está nas mãos de Nossa Senhora, “única esperança de abater os muros e tocar os corações”, disse o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, às vésperas do Dia Mundial de Oração pela Igreja na China.A nossa revolução, disse o cardeal-bispo de Hong Kong, é “uma revolução espiritual” para o bem de todos. Acrescentou que é importante que os líderes chineses compreendam a nossa linguagem: as nossas armas são “espirituais, cheias de benevolência e de perdão”.
À esperança em Maria e à revolução espiritual que deve ser conduzida para o bem de todos, o cardeal une também sinais concretos e promissores: “por ocasião do terremoto que abalou a região de Sichuan – ressalta o Cardeal-Bispo – a China mostrou-se aberta, transparente, abrindo a todos as portas das ajudas internacionais”. E neste clima renovado de abertura se celebrará neste sábado, dia 24, o Dia Mundial de Oração pela Igreja na China, convocado pelo papa. Se rezará também pelas vítimas do sismo e para demonstrar a unidade dos católicos chineses com o papa. A idéia de dedicar à oração pela Igreja na China o dia 24 de maio, dia em que os fiéis chineses e os do mundo católico festejam a memória litúrgica de Nossa Senhora Auxiliadora foi proposta pelo papa na carta aos católicos chineses, publicada em junho do ano passado. (PL)