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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

ARGENTINA: MUDANÇAS NAS FEIÇÕES DA VIRGEM ATELLA MARÍS

MUDANÇAS NAS FEIÇÕES DA VIRGEM PODEM SER RESULTADO DE DISCRIMINAÇÃO

Posadas - Argentina
Buenos Aires,
– O Instituto Nacional contra a Discriminação e a Xenofobia (INADI), da Argentina, investigará as razões que levaram à substituição dos traços fisionômicos indígenas de uma imagem da Virgem Stella Maris, no nordeste do país, informa a imprensa local, neste sábado. Mariano Antón, delegado do INADI, disse, em declarações reproduzidas pelo diário "El Clarín", que enviou uma nota para solicitar explicações à paróquia da localidade de Posadas, onde se encontra a escultura, para verificar se existem motivações para a abertura de um processo por discriminação. "Até o momento – disse ele – não recebemos resposta. Recomendamos também que se busque dialogar com o escultor que fez a imagem, e que deveria ter sido consultado."Uma das integrantes da comissão que dirige a paróquia, María del Carmen Cantoni, disse ao mesmo jornal "que não houve intenção de discriminar, quando se substituíram os traços indígenas da imagem por traços europeus". "A imagem se deteriorara, com o passar dos anos e, por isso – acrescentou ela – contratamos uma pessoa para limpá-la, com um aparelho de jato de água; a seguir, foi refeita a base e foi novamente pintada, com base num impresso da mesma, que lhe demos como modelo." "No dia da entronização da imagem, houve fiéis que protestaram pela nova cor da pele da Virgem – admitiu outro colaborador da paróquia, Aldo Rodríguez – mas não houve má-fé nesta mudança" – assegurou.O autor da obra, o escultor Hugo Viera, denunciou o caso, dias atrás, afirmando desconhecer quem tenha sido o idealizador de tal mudança, mas afirmando que "não se trata de um profissional em artes plásticas". A imagem de padroeira do mar está colocada em frente à margem do rio Paraná, nas proximidades do antigo porto de Posadas, capital da província de Misiones, cerca de mil km a noroeste de Buenos Aires. O escultor recordou que, quando concluiu a obra da Virgem Stella Maris "as pessoas ficaram agradavelmente surpresas, pois era a primeira vez que viam uma imagem da Virgem com traços fisionômicos regionais", entre estas, o bispo local, Dom Juan Rubén Martínez, que abençoou a imagem. Ele afirma que as mudanças "ridicularizam uma imagem da Virgem, que era uma obra original em todos os sentidos". (AF)

Fonte: RV

sábado, 7 de fevereiro de 2009

HOJE - HOMENAGEM AO "PROFETA DA PAZ" - CENTENÁRIO DE DOM HELDER CÂMARA



Dom Helder Câmara: homenagens ao “Profeta da Paz” no centenário de seu nascimento

“Uma das grandes personalidades do século XX, homem de Deus, que tinha uma visão singular sobre o povo pobre brasileiro”. É assim que o arcebispo de Manaus (AM) e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Luiz Soares Vieira define dom Helder Câmara, que faria cem anos no dia 7 de fevereiro, se estivesse vivo. O arcebispo faleceu em 27 de agosto de 1999.
“Eu o conheci em 1984, quando me tornei bispo. Dom Helder era um profeta que falava empolgadamente, não dizia palavras de um intelectual, mas você percebia que era algo profundo, de alguém que tinha intimidade com Deus”, conta emocionado o arcebispo de Manaus. “Lembro-me de quando ele se hospedava em minha casa, por volta de 4h da manhã lá estava ele fazendo suas orações. Foi realmente um homem de oração, austero, de uma intelectualidade muito profunda”, sublinha dom Luiz.
O arcebispo de Manaus fala de dom Helder emocionado e relata que, quando vivo, o arcebispo de Olinda e Recife (PE) sempre foi um homem de coragem e de convicções fortes que “enfrentou e apontou caminhos para o Brasil”. Se perguntado sobre uma frase que resumiria dom Helder, logo o vice-presidente da CNBB responde: “Um profeta, homem que viu o mundo com os olhos de Deus”.
Para o arcebispo de Manaus, dom Helder realizou três grandes projetos na Igreja, “Ele foi totalmente comprometido com a Igreja, a serviço do povo pobre; da colegialidade episcopal, pois foi ele quem fundou a CNBB; e com o seu profetismo”. Dom Luiz, ao falar sobre o “Profeta da Paz”, como ficou conhecido dom Helder Câmara por seus trabalhos a serviço da justiça e de causas sociais, afirma que não o conheceu em seu “vigor de seu trabalho pastoral”, embora tenha conhecido um homem que tinha a essência de Deus na maturidade.
Apesar de dom Helder ter sido um bispo bastante querido no Brasil e no exterior, dom Luiz revela que havia pessoas que não aceitavam suas ideias: “Eu conheci pessoas extremamente contrárias a dom Helder e seus ideais. Elas não suportavam as ideias dele, mas, quando o conheciam pessoalmente se encantavam com seu modo de falar, seu carisma e até paravam para ouvi-lo. Creio que isso ocorria porque ele tinha uma fé profunda, que vinha do coração”. O arcebispo destaca ainda que “dom Helder é um modelo que a história da humanidade precisa conservar. Sua história e sua memória fazem ponte com a história do Brasil”.
Questionado sobre os trabalhos que dom Helder mais se preocupou em desenvolver, dom Luiz não hesita em dizer: “Seus escritos são espetaculares; sua eloquência é fabulosa, foi um homem de muita fé que vinha de uma espiritualidade que preservava um amor a Deus e ao próximo. Enfim, ele foi alguém que acreditou numa causa e lutou por ela até o fim”.
Dom Hélder Câmara nasceu em Fortaleza (CE) em 7 de fevereiro de 1909. Foi ordenado bispo, aos 43 anos de idade, no dia 20 de abril de 1952, pelas mãos de dom Jaime Cardeal de Barros Câmara, dom Rosalvo Costa Rego e dom Jorge Marcos de Oliveira, e nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro no dia 3 de março de 1952. Em 12 de março de 1964 foi designado para ser arcebispo de Olinda e Recife (PE). Dom Helder ficou conhecido no mundo por suas pregações em favor de uma Igreja simples voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi o único brasileiro indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz.
Comemorações
A Câmara dos Deputados vai realizar sessão solene em homenagem ao centenário de nascimento de dom Helder Câmara, no plenário Ulisses Guimarães.
No sábado, 7, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, preside missa solene em Recife (PE). A missa acontece às 16h, em frente à Igreja das Fronteiras, e será concelebrada por dezenas de bispos e padres, com a presença de fiéis.
Os Correios lançarão um selo que homenageia o centenário do arcebispo.
O estampilho foi criado pela artista, Silvania Branco, por meio de um concurso dos Correios, ela venceu ao retratar a imagem do bispo, a silhueta da Igreja das Fronteiras ao fundo e dos pobres que sempre estavam por ali esperando a palavra e a ajuda do “bispo da justiça”.
Ainda no sábado, 7, as igrejas de Olinda e Recife tocarão seus sinos às 6h, 12h e 18h para homenagear dom Helder, e logo após a missa, será inaugurada no pátio das fronteiras, uma escultura do bispo.
Os eventos do centenário são organizados pelo Regional Nordeste 2 (Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco) da CNBB, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), arquidiocese de Olinda e Recife, Instituto
Dom Helder Câmara (IDHEC), Governo do estado e Prefeitura do Recife, além de outras entidades.Países como Alemanha, França e Canadá também prestam suas homenagens ao centenário de dom Helder.
Na Alemanha, os tributos são coordenados pela Adveniat; na França, quem assume a organização é a Associação Dom Helder – Memória e Atualidade.
No Canadá, por sua vez, o clero local é o responsável pelas homenagens.
Fonte: CNBB

FAMÍLIA, RESPOSTA À CRISE

Cardeal Rodríguez Maradiaga: família, resposta à crise
Por Gilberto Hernández García


MÉXICO,

- O arcebispo primaz de Honduras e cardeal de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, afirma que a atual crise econômica tem importantes repercussões no desenvolvimento das famílias; mas ao mesmo tempo, para enfrentar este momento, a unidade familiar será um fator determinante.
Assim comentou o também presidente da Cáritas Internacional, em conversa com ZENIT-El Observador, depois de sua participação no VI Encontro Mundial das Famílias (EFM), celebrado no México no mês de janeiro passado.
– O senhor tem um panorama amplo sobre as questões sociais e sobre sua repercussão na família. Neste sentido, qual é a problemática que mais preocupa a Igreja hoje em dia?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: A própria família: ela é o ponto principal, a opção mais importante da vida do ser humano; por conseguinte, entra nas preocupações que temos: como fazer para que as pessoas cada vez mais se preparem para esta opção de vida. Todas as coisas grandes são preparadas, não se improvisam, mas muitas vezes a maior opção da vida, que é o amor e a família, é improvisada de uma maneira assustadora. Às vezes temos famílias que começam por um erro e não por uma opção em liberdade. Preparar esta opção de vida é talvez o maior objetivo de toda a evangelização e da pastoral familiar.
– O que o senhor acha do evidente processo de pobreza e de desigualdade que a América Latina sofre e que em muitos casos freia o desenvolvimento integral das famílias?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: No Encontro Mundial das Famílias, um especialista em economia não propunha as consequências que tem a falta de família para o desenvolvimento econômico, para a própria pobreza. Com estudos e estatísticas, foi-nos demonstrado que a saúde física e a mental é melhor em famílias constituídas que em famílias monoparentais ou desintegradas. A pobreza é muito pior em famílias desintegradas que nas integradas. Assim se enfocaram diversos aspectos, por exemplo, na educação superior, e os obstáculos quando há pais divorciados. São aspectos que a imprensa comenta muito pouco e vale a pena concentrar-se nisso.
Fala-se do papel educativo da família; alguns o reduzem à educação escolar. Aqui se enfocou o que significa a educação moral na família, a educação espiritual, os aspectos econômicos e testemunhos do pai de família, quando em meio às vicissitudes da vida é capaz de acompanhar com heroísmo a família. Estas são riquezas inexploradas e que vale a pena dar a conhecer, porque há pessoas que sofrem e ao conhecer estes testemunhos se sentem fortalecidas.
A pobreza é uma realidade que vai crescendo em nossos países ao invés de diminuir. Agora temos esta crise financeira tão grande e se prevê que ela terá muitas outras consequências.
– Alguns dizem que os países pobres o são porque não regulam a natalidade. Muitos governantes enfocam suas forças contra a pobreza em políticas de controle da natalidade...
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Estas políticas de controle de natalidade são na realidade de eliminação da natalidade. Contemplam só uma das perspectivas. Pensa-se que somos pobres porque temos muita população e isso é um sofisma. A população é necessária para que haja desenvolvimento econômico; há um país na América Latina que foi o primeiro, já na década de 50, a aplicar reduções de natalidade, e o que aconteceu nesse país? Não pode crescer e, por conseguinte, não tem consumidores para que haja empresas prósperas, tudo tem de ser importado de outros grandes países e ele tem apenas uma economia de subsistência, não um desenvolvimento, como deveria ser.
A Igreja fala claramente da paternidade e maternidade responsáveis; a transmissão da vida é uma grande responsabilidade dos pais, não é produto de qualquer desordem; é uma grande responsabilidade, assim como também os governos têm a grave responsabilidade de procurar o bem comum de todos os cidadãos, e se há cidadãos que deveriam ser privilegiados, deveriam ser os pobres e não os que mais têm. E este é o motivo pelo qual a Igreja, que é Mãe, insiste profundamente, em sua doutrina social, em que a família não é como um elemento que não entra na problemática social.
Na doutrina social da Igreja, um capítulo muito importante é a família, porque nela se toca muito de perto tudo o que se refere à problemática social. A Igreja fez sempre o pedido aos governos de que se preocupem também pelas famílias pobres.
– O que o senhor acha da idéia de que a Igreja só privilegia os ricos?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Quem diz isso desconhece a vida da Igreja. Em primeiro lugar, a Igreja não se reduz à hierarquia; cada batizado é Igreja. Se virmos todos os desenvolvimentos pastorais no continente, percebemos que a Igreja fez a opção preferencial pelos pobres.
No México há um caso único em nosso continente: homens de empresas e pessoas de muitos recursos sustentam o Instituto Mexicano de Doutrina Social (IMDOSOC), que educa o povo precisamente pela convicção que tem de que uma das melhores maneiras de aliviar a pobreza é através da educação; o IMDOSOC deu bolsas a estudantes de países pobres, inclusive de Cuba, que vieram ao México com bolsas completas, para aprofundar no estudo da doutrina social da Igreja; portanto, não se pode generalizar esse juízo. Quem examina a vida da Igreja compreende que a opção preferencial pelos pobres não é poesia, mas realidade.
Às vezes se critica a moral católica porque se opõe ao uso de preservativos como uma solução para o problema da AIDS; pois quero dizer-lhe que 27% de todas as obras que há no mundo a favor dos pacientes com esta enfermidade é da Igreja Católica, e ela recebe apenas 2% do Fundo Global para ajuda aos pacientes de AIDS. Se observarmos programas de construção de moradia, veremos o que isso significa quando há de catástrofes; e digo isso como presidente da Cáritas Internacional, a instituição mais respeitada em opção preferencial pelos pobres.


Fonte: ZENIT.org

CURSO A RESPEITO DOS DOCUMENTOS DE APARECIDA

Brasil: curso à distância sobre Documento de Aparecida

BRASÍLIA,

-A Universidade Católica de Santos oferece um curso à distância sobre o Documento de Aparecida.
Intitulado «Documento de Aparecida: Formação Pastoral», o curso será acompanhado por tutores e terá uma carta horária de 40 horas, informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Destina-se a agentes de pastorais, diáconos permanentes, seminaristas, religiosos, assessores eclesiásticos e leigos.
O curso apresenta o seguinte conteúdo: Concepções antropológicas e a pessoa humana no Documento de Aparecida; Sociedade e Globalização; Doutrina Social da Igreja; Igreja na América Latina e no Caribe: a pedagogia das conferências episcopais; Estrutura temático-conceitual do Documento de Aparecia; Princípios, características e metodologia da Pedagogia Pastoral; e Missão Continental: objetivos, formas de organização e campos da missão no Documento de Aparecida.
Informações: www.unisantos.br/ead

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

RECIFE HOMENAGEIA DOM HELDER CAMARA

Dom Helder Camara homenageado em Recife
No centenário de nascimento do ex-arcebispo de Olinda e Recife

BRASÍLIA,

- O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, preside no próximo sábado, dia 7, em Recife, à missa solene em homenagem ao centenário de nascimento de Dom Helder Camara, ex-arcebispo de Olinda e Recife, falecido em 1999.
De acordo com a CNBB, a missa será celebrada em frente à igreja das Fronteiras, às 16h, e terá a participação de dezenas e bispos e padres. A expectativa é que cerca de duas mil pessoas de várias partes do Nordeste e de todo Brasil participem das comemorações.
Antes do início da celebração, os Correios entregarão a autoridades e representantes de movimentos criados por Dom Helder um selo que homenageia o seu centenário.
Ainda no sábado, as igrejas de Olinda e Recife tocarão seus sinos às 6h, 12h e 18h, para homenagear Dom Helder. Logo após a missa, será inaugurada no pátio das fronteiras uma escultura do bispo.
Os eventos do centenário são organizados pelo Regional Nordeste 2 (Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco) da CNBB, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), arquidiocese de Olinda e Recife, Instituto Dom Helder Câmara (IDHEC), Governo do estado e Prefeitura do Recife, além de outras entidades.
O presidente da Cáritas Brasileira, Dom Demétrio Valentini, destaca em artigo difundido pela CNBB nessa quarta-feira que a entidade assistencial «se sente particularmente ligada à pessoa de Dom Helder», já que ele foi o seu fundador, no ano de 1956.
A Cáritas se antecipa e promove uma homenagem especial ao seu primeiro secretário geral e presidente no dia 6 à noite.
«Quando a liturgia tem uma data especial a celebrar, ela começa no dia anterior, com as “primeiras vésperas”. A Cáritas se incumbe de entoar os primeiros louvores, sinalizando que a celebração é de “primeira classe”», afirma o bispo.
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, depois arcebispo de Olinda e Recife, um dos fundadores da CNBB e secretário-geral do organismo por 12 anos, Dom Helder foi voz marcante no Brasil em favor dos direitos humanos, da promoção da justiça e da opção preferencial pelos pobres.

Fonte: ZENIT.org
Diferença entre jejum no cristianismo e em outras religiões
O cardeal Cordes apresenta a mensagem do Papa para esta Quaresma
Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO,

- O jejum no cristianismo se distingue desta prática em outras religiões, pois tem por objetivo descobrir Deus, e não descobrir a si mesmo.
Quando os cristãos jejuam, «não se fecham em si mesmos», mas «se unem ao seu Senhor, que jejua por quarenta dias e quarenta noites no deserto».
Assim manifestou o cardeal Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício «Cor Unum», durante a coletiva de imprensa que concedeu nesta quarta-feira na Santa Sé, na qual foi apresentada a mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2009.
O sentido do jejum no budismo e no islã
Segundo declarou o purpurado alemão, que dirige o organismo vaticano encarregado de promover e coordenar a ação caritativa na Igreja, o objetivo do jejum, tanto no budismo como no islã, consiste em favorecer o cuidado do corpo, opondo-se à sua idolatria.
O cardeal assinalou como o sentido do jejum no budismo consiste no desapego dos bens terrenos, porque o corpo em si mesmo se converte em origem de sofrimentos: «deve desacostumar-se à ‘sede’ de coisas criadas, abandonar o desejo e as inquietudes que dele se derivam, matá-las dentro de si mesmo»; desta maneira se chega ao Nirvana, que consiste na extinção completa dos desejos.
Para o islã, o jejum é a quarta coluna que sustenta esta religião e uma prática obrigatória durante o mês do Ramadã.
Para os muçulmanos, existe outra razão para esquecer-se de tudo que é terreno: «Deus tem seu trono em uma distância infinita. Não se lhe pode encontrar no mundo. Só se comunica com a criação e com o homem mediante sua lei, a charia»; por isso, «seria uma heresia escandalosa afirmar que Alá tivesse como filho um membro do gênero humano».
O purpurado assinalou que o jejum em ambas as religiões tem algo em comum: «transcende a dimensão terrena e procura um objetivo muito além deste mundo: o ingresso no Nirvana ou a obediência a Alá, Senhor do céu e da terra».
Em ambas as religiões, «trata-se de libertar-nos do peso das coisas criadas», declarou.
O sentido do jejum cristão
Pelo contrário, para o cristão «o desejo místico não é nunca o descenso em si mesmo, mas sim o descenso na profundidade da fé, onde encontra Deus».
Ainda que seja importante aprender sobre as demais religiões, os cristãos devem aprofundar «na herança recebida e conhecê-la cada vez melhor. A revelação divina diz algo novo em cada época histórica; é inesgotável», constatou.
O cardeal deixou clara a diferença entre a rejeição do mundo por parte do budismo e as leis do Ramadã islâmico e da Quaresma cristã, que «oferece ao cristão um caminho espiritual e prático para exercitar sem recortes nem reservas nossa entrega a Deus».
Assinalou que, em sua mensagem quaresmal, o Papa não mostra o jejum com um aspecto negativo: «como poderemos nós desprezar nossa carne, se o Filho de Deus a assumiu, convertendo-se verdadeiramente em nosso irmão?».
Quando os homens jejumam com uma atitude interior de desejo de conversão, «em Cristo buscam a comunhão com o Tu divino. N’Ele buscam novamente o dom do amor que renova o ser cristão» e se comprometem «na luta contra a miséria, convertendo-se em mensageiros do amor de Deus».

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

OPINIÃO DO BISPO WILLIAMSON ERA DESCONHECIDA DE BENTO XVI

Papa desconhecia opiniões do bispo Williamson e exige sua retratação
A Secretaria de Estado emite uma nota esclarecendo a situação dos bispos lefebvristas
Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO,

- O Papa Bento XVI «desconhecia a postura do bispo Richard Williamson sobre a Shoá no momento de levantar a excomunhão», e portanto este «deverá tomar de modo absolutamente inequívoco e público distância» delas antes de «ser admitido às funções episcopais na Igreja».
Assim expressa uma Nota da Secretaria de Estado vaticana, divulgada nesta quarta-feira, na qual explica que o levantamento da excomunhão aos quatro bispos ordenados por Dom Marcel Lefebvre em 1988 não supõe sua reabilitação no ministério.
A Secretaria, órgão que colabora mais de perto com o sumo pontífice, considerou oportuno emitir esta nota «a partir das reações suscitadas» pelo levantamento da excomunhão aos quatro prelados da Fraternidade São Pio X, «e em relação às declarações negacionistas ou reducionistas da Shoá por parte do bispo Williamson».
O documento consta de três partes, nas quais se declaram os motivos da remissão desta grave pena, assim como a situação dos quatro prelados na Igreja e a questão concreta das declarações do bispo Williamson sobre o Holocausto.
Quanto à primeira questão, a nota explica que o Papa com este gesto de «benignidade» «quis tirar um impedimento que prejudicava a abertura de uma porta ao diálogo» após o cisma.
Agora, o bispo de Roma «espera que a mesma disponibilidade seja expressada pelos quatro bispos, em total adesão à doutrina e à disciplina da Igreja».
Com relação à segunda questão, a situação dos prelados, a Secretaria de Estado declara que o levantamento da excomunhão «liberou os quatro bispos de uma pena canônica gravíssima, mas não mudou a situação jurídica da Fraternidade São Pio X».
Esta, «por enquanto, não goza de reconhecimento algum na Igreja Católica», declara.
«Tampouco os quatro bispos, ainda que liberados da excomunhão, têm uma função canônica na Igreja e não exercem licitamente um ministério nela.»
Para que este reconhecimento se dê, é «condição indispensável», afirma a nota, «o reconhecimento pleno do Concílio Vaticano II e do Magistério dos Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e do próprio Bento XVI».
Negação da Shoá
Com relação às declarações que geraram a polêmica, «absolutamente inaceitáveis e firmemente rejeitadas pelo Santo Padre», a nota declara que estas eram «desconhecidas pelo Papa no momento da remissão da excomunhão».
«O bispo Williamson, para ser admitido às funções episcopais na Igreja, deverá também tomar de modo absolutamente inequívoco e público distância de suas posturas sobre a Shoá», acrescenta a Nota.
Por outro lado, declara, o Papa já esclareceu sua postura sobre o Holocausto em 28 de janeiro passado, «quando, referindo-se àquele selvagem genocídio, reafirmou sua plena e indiscutível solidariedade com nossos irmãos destinatários da Primeira Aliança».
Por último, o Papa «pede o acompanhamento na oração de todos os fiéis, para que o Senhor ilumine o caminho da Igreja», e pede o apoio de pastores e fiéis para a «delicada e pesada missão do sucessor do apóstolo Pedro como guardião da unidade da Igreja».

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

QUARESMA: BENTO XVI CONVIDA A REDESCOBRIR O VERDADEIRO JEJUM CRISTÃO

APRESENTADA MENSAGEM PARA A QUARESMA: BENTO XVI CONVIDA A REDESCOBRIR O VERDADEIRO JEJUM CRISTÃO

Cidade do Vaticano,

- O verdadeiro jejum é finalizado a não mais viver para si mesmos, mas a abrir o coração a Deus e ao próximo: é o que afirma o Santo Padre na mensagem para a Quaresma deste ano, na qual convida a redescobrir essa antiga prática penitencial. O tema da mensagem deste ano é "Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome".A mensagem do papa para a Quaresma foi apresentada esta manhã, na Sala de Imprensa da Santa Sé. A conferência de apresentação, moderada pelo diretor da Sala de Imprensa vaticana, Pe. Federico Lombardi, teve a participação, entre outros, do presidente do Pontifício Conselho "Cor Unum", Cardeal Josef Cordes, e da diretora executiva do Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas (PAM)."A Quaresma oferece ao cristão um percurso espiritual e prático para exercer, sem reservas, a oferta de nós mesmos a Deus", disse o Cardeal Cordes, que acrescentou: em sua mensagem, Bento XVI nos recorda o nosso compromisso a abrir o coração e a mão a quem se encontra necessitado.Trata-se de uma exortação hoje ainda mais urgente, num período de crise econômica global, acrescentou:"Não podemos simplesmente deixar-nos sucumbir diante da miséria dos homens; devemos fazer o possível para sanar tal miséria."O purpurado deteve-se assim sobre o tema do jejum, tema central na mensagem do papa. O presidente do organismo – que se ocupa da caridade do papa – observou que em nossos dias se difunde um cuidado pelo corpo que corre o risco de se tornar idolatria. Algumas estatísticas no mercado do bem-estar demonstram isso – frisou:"O corpo insiste sempre mais sobre seus direitos. Mas o seu desejo de bem-estar e prazer talvez reduza a liberdade, e não mais possa ser administrada pela vontade do homem. O corpo se torna um tirano."A mensagem quaresmal "se encontra, sem dúvida, numa certa contradição" com essa tendência social – explicou.As palavras do papa sobre a renúncia, num primeiro momento não favorecem às inclinações profundas do homem. Todavia, buscam o seu bem – ressaltou o Cardeal Cordes.O purpurado recordou que também em outras religiões, como o budismo e o islamismo, o jejum tem um papel fundamental. Mas – explicou ele – "a motivação que induz as duas religiões ao jejum é a luta contra o poder da matéria sobre o homem":"Portanto, o jejum tem uma conotação negativa. Trata-se de libertar-nos do peso que as coisas criadas fazem recair sobre nós. Isso, porém, faz correr o risco de isolar o homem e, portanto, de fechá-lo e de voltar-se para si mesmo. Para o cristão, ao invés, o desejo místico jamais é o descer ao próprio ser, mas a descida à profundidade da fé, onde encontra Deus."A palavra do papa não quer simplesmente acrescentar outra iniciativa humanitária às dos nossos dias. O jejum deve ter para os fiéis um significado cristão, "deve dar espaço para a oferta de si a Deus, porque, afinal de contas, somente Ele é a felicidade a que aspiramos". Por sua vez, a diretora do PAM, Sheeran, agradeceu ao papa pelo apoio que a Igreja dá às atividades do Programa Mundial de Alimentação."Encontrei o papa Bento XVI e fiquei profundamente comovida por seu compromisso e compaixão pelos famintos do mundo" – disse a diretora do PAM. O encorajamento do papa "nos ajuda também a recordar que, em todos os lugares, a fome está em crescimento" – acrescentou. E citou um dado dramático: hoje, uma criança morre de fome a cada seis segundos.Sheeran passou em resenha uma série de projetos em diversos países, do Afeganistão ao Senegal, a Gaza, onde o PAM está combatendo contra a chaga da fome. E recordou que a agência da ONU trabalha com as Caritas locais nas dioceses de 40 países. Em seguida, convidou os governos nacionais a se comprometerem mais com o combate à fome:"Nesta fase de medidas de salvação financeira de trilhões de dólares, precisamos de uma salvação humana para combater a fome" – foi a sua exortação. Nessa Quaresma – concluiu – "escolhamos um mundo livre da fome".

Fonte: RV

TEXTO INTEGRAL DA MENSAGEM PARA A QUARESMA 2009

TEXTO INTEGRAL DA MENSAGEM PARA A QUARESMA 2009
Cidade do Vaticano,
- Foi divulgada esta manhã a Mensagem do papa para a Quaresma 2009. Participaram da apresentação, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Card. Paul Josef Cordes, Presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”, Mons. Karel Kasteel, Secretário, e Mons. Giampietro Dal Toso, Vice-Secretário; e a Sra. Josette Sheeran, Diretora Executiva do Programa Mundial de Alimentos da ONU. Publicamos a seguir o texto integral da Mensagem, na versão oficial traduzida pela Secretaria de Estado do Vaticano. O tema da Mensagem deste ano é "Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome". "Queridos irmãos e irmãs!No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Horeb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O “não comas” e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Onipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no sforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica".

Vaticano, 11 de Dezembro de 2008.
Benedictus PP. XVI

Fonte: RV

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

HOJE - SÃO BRÁS

SÃO BRÁS



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Fonte: A FAMÍLIA CATÓLICA

ÉTICA NO MUNDO DOS NEGÓCIOS E TUTELA PARA A FAMÍLIA

BENTO XVI: NECESSIDADE DA ÉTICA NO MUNDO DOS NEGÓCIOS E TUTELA PARA A FAMÍLIA
Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência na manhã de ontem, no Vaticano, o novo embaixador da Hungria junto à Santa Sé, János Balassa, para a entrega de suas credenciais. Os diretos da pessoa, a família e o papel da Igreja na sociedade húngara, foram os temas que nortearam o discurso do papa ao diplomata magiar.O papa ressaltou "os novos horizontes de esperança para o futuro", abertos com o pleno restabelecimento das relações diplomáticas entre a Santa Sé e os países do ex-bloco do Leste europeu, após os importantes eventos de 1989.Em seguida, louvou os "grandes progressos" feitos pela Hungria nos 20 anos transcorridos, para "restabelecer as estruturas de uma sociedade livre e democrática", onde a Igreja não busca privilégios para si mesma, mas, "fiel à sua natureza e missão, deseja fazer a sua parte na nação".O Santo Padre se disse "confiante de que toda questão relevante, pertinente à vida da Igreja" na Hungria, "seja resolvida no espírito de boa vontade e frutuoso diálogo que caracterizou" as relações diplomáticas, com a Santa Sé, desde quando as mesmas foram "felizmente retomadas". O papa citou, como fruto dessas boas relações, os dois memorandos recentemente assinados para a assistência religiosa às forças armadas e à polícia de fronteira.O pontífice recomendou que o governo dos negócios econômicos e políticos no mundo moderno, seja baseado em "fundamentos éticos", "dando sempre a prioridade à dignidade e aos direitos da pessoa, e ao bem-comum da humanidade".Em seguida, o papa observou que "a experiência das novas liberdades trouxe consigo, por vezes, o risco que esses valores cristãos e humanos – tão profundamente radicados na história e na cultura de cada povo e de todo o continente europeu – possam ser suplantados por outros, baseados numa visão distorcida do homem e da sua dignidade, visão perigosa para o desenvolvimento de uma sociedade verdadeiramente próspera".Nesse contexto, Bento XVI reiterou "a importância primária da família para tecer relações de convivência pacífica em todos os níveis" e, portanto, pediu aos governos que ajudem a família, em particular, assegurando aos genitores "o exercício de seu direito fundamental de educar os filhos", incluindo a escolha da escola religiosa.

Fonte: RV

SANTA SÉ DEMONSTRA INTERESSE PELA PESQUISA ASTRONÔMICA

O INTERESSE DA SANTA SÉ PELA PESQUISA ASTRONÔMICA
Cidade do Vaticano,

- De 26 a 28 de fevereiro, o Card. Giovanni Lajolo, Presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano, será hóspede da Universidade de Arizona, onde, após visitar o Observatório Astronômico do Vaticano em Tucson, participará de um seminário anual da Fundação Observatório Vaticano, da reunião do Conselho de Administração e de um encontro com seus benfeitores. Um dos mais antigos do mundo, o Observatório do Vaticano tem sua sede no palácio pontifício de Castel Gandolfo. No início da década de 80, foi aberta uma filial em Tucson, equipada especificamente para pesquisas astronômicas. Ali, em 1993, foi inaugurado o Telescópio Vaticano, de tecnologia avançada. A visita do Card. Lajolo simboliza o interesse particular que a Santa Sé dedica a seu único Instituto de pesquisas científicas. Além de participar do seminário da Fundação, o cardeal também se encontrará com o pessoal técnico da Universidade de Arizona, responsável pelo projeto e a construção do Telescópio Vaticano, e se as condições meteorológicas o permitirem, fará uma visita ao próprio telescópio. Enfim, em 2 de março, o Card. Lajolo irá a Washington, onde, na Nunciatura Apostólica, tomará parte de uma recepção em sua homenagem, organizada pelo Núncio Pontifício nos Estados Unidos.

Fonte: RV