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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"QUE A LUZ DE CRISTO RESPLANDEÇA EM NOSSA TERRA"

"QUE A LUZ DE CRISTO RESPLANDEÇA EM NOSSA TERRA": MENSAGEM DE NATAL DOS LÍDERES DAS IGREJAS CRISTÃS DE JERUSALÉM
Jerusalém,
- Os patriarcas e os chefes das Igrejas cristãs de Jerusalém difundiram a sua mensagem de Natal.
Nela, os líderes religiosos afirmam que "devemos convencer os líderes políticos do mundo de que teremos a verdadeira paz na terra quando fizermos a vontade de Deus para o seu povo". "Isso significa _ afirmam eles _ que devemos estar ao lado de quem sofre, do faminto, do sem-teto, do desempregado, porque Jesus nos ensinou a ajudar o próximo.
Os líderes religiosos cristãos de Jerusalém afirmam que estar ao lado significa entrar em ação. "Precisamos que a luz de Cristo resplandeça nesta terra e nos torne capazes de trabalhar mais realisticamente pela criação de dois Estados", o que colocaria fim ao fardo das restrições impostas em conseqüência da ocupação israelense.
"Rezamos pelo presidente eleito dos EUA e para os líderes do mundo para que possam ver a urgência da paz no Oriente Médio e não somente nesta terra" _ acrescentam eles.
Na mensagem, ressalta-se também a situação em Gaza _ nos territórios palestinos _, "onde muitos sofrem", e pela qual é necessário fazer um grande esforço para aliviar a difícil situação em que vivem os seus habitantes. (RL)

Fonte: RV

domingo, 21 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - IX

Festa de Glória e de Paz

"Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na terra aos homens de boa vontade" (Lc. 2, 14)! É impossível a qualquer católico meditar sobre o Santo Natal, sem que lhe venham à mente, e diríamos quase aos ouvidos, as palavras harmoniosas e iluminadas com que os Anjos, cantando, anunciaram aos homens a grande nova do advento do Salvador. Assim, é a propósito dessas palavras que faremos, junto ao Presépio, aos pés do Menino-Deus, e bem unidos a Maria Santíssima, nossa meditação de Natal.
"Glória". Como os antigos compreendiam o significado deste vocábulo, quantos valores morais refulgentes e arrebatadores viam nele. Foi para conquistá-la que tantos reis dilataram seus domínios, tantos exércitos enfrentaram a morte, tantos sábios se entregaram aos mais árduos estudos, tantos desbravadores se embrenharam pelas solidões mais temíveis, tantos poetas fizeram suas produções mais altas, tantos músicos arrancaram do fundo de si mesmos as suas notas mais vibrantes, e tantos homens de negócios, por fim, se atiraram aos mais ingentes trabalhos. Sim, porque até na riqueza se procurava, não só um fator de fartura, conforto e segurança, mas também de poder, de prestígio -- em uma palavra, de glória.
Mas que elementos se continham nessa noção de glória? Alguns eram inerentes à pessoa: alta mentalidade, virtude insigne, prática de ações relevantes. Outros estavam ligados ao que hoje se chama opinião pública. A glória, vista deste ângulo, seria o reconhecimento notório, largo, altissonante, dos eminentes predicados de alguém.
De que vale a glória? Em que sentido o desejo de glória engrandece a alma?
Pode-se responder facilmente à pergunta, comparando um homem ávido de glória com outro que coloca todos os seus anelos em bens de natureza diferente: dormir muitas e longas noites em cama macia, nutrir-se com regalo e abundância, sentir-se a salvo de riscos e incertezas, viver sem luta nem esforço, imerso em diversões e prazeres, etc.
Não há dúvida de que os bens materiais foram criados para nosso uso, e que, na justa medida, e com os devidos conformes, pode o homem apetecer estes bens. Mas se os erigir em valores supremos da existência, o que se dirá dele? Que é um espírito baixo, egoístico, estreito. Em uma palavra, que pertence à categoria daqueles que a Escritura Sagrada marca com um estigma significativo: têm por deus o seu próprio ventre (cf. Filip. 3, 19). Espíritos que só compreendem o que importa ao corpo, que ignoram todos os verdadeiros bens da alma, e que, se pudessem, fariam -- como escreveu Claudel -- as estrelas caírem do céu e se transformarem em batatas.
Lembramos tudo isto, porque nos aspectos imponderáveis da visita de Kruchev aos Estados Unidos, e nas entrelinhas de inúmeros comentários favoráveis a essa visita, que têm sido publicados em todo o orbe, o que se insinua é precisamente essa cosmovisão. A sociedade humana teria por único fim sólido, palpável, autêntico, promover uma vida farta e aprazível. Todas as questões religiosas, filosóficas, artísticas, etc. não teriam senão uma importância secundária, ou mesmo não teriam importância nenhuma. Se, pois, o mundo está dividido em um "hemisfério" comunista e outro que não o é, o importante na divisão não seria a divergência ideológica, mas a contradição dos interesses econômicos. No plano das vantagens materiais, o que mais importa é evitar uma guerra. E isto ainda que o mundo se resigne implicitamente a uma bolchevização gradual. Assim, o que o Ocidente deve acima de tudo preservar é o tranqüilo convívio entre os povos. A paz deve ser alcançada a todo preço, porque a restauração dos danos de uma guerra não tem preço.
Que isto nos traga uma vida de ignomínia, pouco importa. Seremos escravos do Estado onipotente, perdidos em uma imensa massa de anônimos, desfigurados por uma "cultura" que visa eliminar as personalidades e padronizar os homens, que nega a moral, a existência da alma e até de um Deus justo e misericordioso: pouco importa. Pelo menos teremos evitado para nós e nossos filhos as devastações e as privações da guerra. A infâmia é um preço bem pago para obviar tantos males. E por isto mais vale cessar toda polêmica com o comunismo.
Ora, que se faça o possível para evitar a guerra, empregando todos os recursos da diplomacia, inclusive encontros de cúpula, nenhum coração cristão negará a isto seu ardente assentimento. Mas que para chegar a tal resultado se deseje uma desmobilização geral dos espíritos em relação ao perigo comunista, e assim se dê ocasião a Moscou para promover a penetração ideológica fácil e eficiente de seus erros no orbe inteiro, é o que de nenhum modo se pode admitir.
Nisto reside, entretanto, para milhões de almas, a tentação suprema a que ficaram expostas por viverem em um mundo para o qual a palavra "glória" já não tem quase significado. Ela ainda existe nos dicionários, emprega-se um pouco na linguagem corrente -- há, por exemplo, no Rio um Outeiro da Glória, um bairro da Glória, um Hotel Glória, há gente que fuma charutos "Glória de Cuba" -- quase se diria que fora desse gênero de aplicações o vocábulo está morto. E, com o desuso dessa palavra, vão também desaparecendo outras que lhe são correlatas: honra, prestígio, decoro...
Seria interessante ler um jornal de há cem anos atrás, para ver o papel que tinham nas relações humanas -- entre pessoas, famílias, grupos sociais ou nações -- esses valores. Hoje, abra-se um jornal, e ver-se-á que o mais das vezes os homens se aliam ou se guerreiam por motivos bem outros: exportações, importações, divisas cambiais, tarifas e coisas congêneres.
Ora, diante desse mundo que hipertrofiou até o delírio a importância do que conduz à vida material farta, larga e segura, Nosso Senhor nos dá, por ocasião do Santo Natal, uma dupla lição da maior oportunidade.
Consideremos do ponto de vista da boa instalação na vida a Sagrada Família. Uma dinastia que perdeu o trono e a riqueza tem em São José um rebento que vive na pobreza. A Santíssima Virgem aceita esta situação com uma paz perfeita. Ambos se empenham em manter uma existência ordenada e composta nessa pobreza, porém suas mentes estão cheias, não de planos de ascensão econômica, de conforto e prazeres, mas de cogitações referentes a Deus Nosso Senhor. Para seu Filho, a Sagrada Família apresenta uma gruta para primeira morada e uma manjedoura por berço. Mas o Filho é o próprio Verbo Encarnado, para cujo nascimento a noite se ilumina, o Céu se abre e os Anjos cantam, e a Quem dos confins da terra vêm Reis cheios de sabedoria oferecer ouro, incenso e mirra...
Quanta pobreza, e quanta glória! Glória verdadeira porque não é "cotação" junto aos homens meramente utilitários e farisaicos de Jerusalém, que apreciam os outros segundo a medida de suas riquezas, mas uma glória que é como o reflexo da única verdadeira glória: a de Deus no mais alto dos Céus.
Costuma-se dizer que a pobreza da Sagrada Família em Belém nos ensina o desprendimento dos bens da terra, e isto é mil vezes verdade. Convém acrescentar, contudo, que há além disto no Santo Natal um alto e lúcido ensinamento sobre o valor dos bens do Céu e dos bens morais que são na terra como a figura dos bens celestes.
E, a este respeito, há talvez uma confusão a desfazer.
Deus criou o universo para sua glória extrínseca. Assim, todas as criaturas irracionais tendem inteiramente para a glorificação de Deus. E o homem, dotado de inteligência e livre arbítrio, tem obrigação de empregar as potências de sua alma, e todo o seu ser, para o mesmo fim. O seu fim último não consiste em viver gostosa, farta e despreocupadamente, mas em dar glória a Deus.
Ora, isto, o homem o alcança dispondo todos os seus atos interiores e externos de maneira a reconhecer e proclamar sempre as perfeições infinitas e o soberano poder do Criador.
Criado à imagem de Deus, ele Lhe dá glória procurando imitá-lo quanto possível à sua natureza de mera criatura.
E assim o próprio exercício do amor de Deus, à medida que nos vai assemelhando a Ele, também nos torna participantes de sua glória.
É o que explica o imenso respeito que os Santos sempre despertaram, mesmo nos que os odiavam e perseguiam. Uma simples cozinheira como a Beata Ana Maria Taigi, ao andar pelas ruas de Roma, impressionava os transeuntes por sua respeitabilidade. Em todas as aparições de Nossa Senhora, Ela se manifesta sumamente materna, amável e condescendente, mas ao mesmo tempo inexprimivelmente digna, respeitável, refulgente de régia majestade. Quanto a Nosso Senhor, fonte de toda santidade, que dizer? Tão condescendente, que chegou a lavar os pés aos Apóstolos! Mas tão infinitamente majestoso, que uma palavra sua prostrou de rosto em terra todos os soldados que vinham prendê-lo (cf. Jo. 18, 6).
Ora, Jesus Cristo é nosso modelo. Os Santos, que eximiamente O imitaram, o são também. E assim todo verdadeiro católico deve tender a uma alta respeitabilidade, a uma gravidade, a uma firmeza, a uma elevação que o deve distinguir da vulgaridade, da sordície, da extravagância de tudo quanto cai sob o domínio de Satanás.
E aí não se trata só de um esplendor decorrente do exercício da virtude. Todo poder vem de Deus (cf. Rom. 13, 1), o do Rei como o do nobre, do pai, do patrão ou do professor. E de algum modo o detentor de um cargo deve ser, enquanto tal, para os seus súditos, como que uma imagem de Deus. Há uma dignidade intrínseca de todo poder, que é um reflexo da majestade divina. Assim, numa sociedade cristã, o detentor de qualquer situação de relevo deve respeitar-se a si próprio em razão dessa situação. E deve transfundir esse respeito nos que com ele tratam. Dessa maneira, a sociedade temporal cristã é toda ela refulgente da glória de Deus. Ela a canta a seu modo, como também a canta com acentos inefáveis a sociedade espiritual, que é a Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana. E aqui na terra a vida do homem é um prenúncio daquele cântico de glória que entoará no Céu pelos séculos sem fim.
* * *
Mas, dirá alguém, esse amor de cada qual a sua própria glória não será orgulho?
Bem entendidas as coisas, não e mil vezes não.
Se alguém ama a sua glória, e não a de Deus, nisto há orgulho. Se alguém ama a sua própria glória, não porque ela é um reflexo da glória de Deus, mas apenas porque é um meio de obter homenagens, exercer domínio sobre os outros, e dirigir a seu talante o curso dos fatos, nisto há orgulho. Mas se um homem deseja merecer o respeito do próximo só para que nisto seja Deus glorificado, mostra grandeza de alma e verdadeira humildade.
Bem sabemos que muitas vezes um orgulho subtil pode iludir uma pessoa, dando-lhe a impressão de que é por amor de Deus que procura uma glória que de fato só deseja por amor de si. Para obviar a esse risco infelizmente muito e muito real, é preciso rezar, frequentar os Sacramentos, meditar, mortificar-se, praticar exames de consciência rigorosos, sujeitar-se à direção espiritual. O remédio está no emprego desses meios eficacíssimos, e nunca em negar um princípio em si mesmo muito verdadeiro.
* * *
E a bondade? Não consiste ela em que a gente se "democratize", se nivele com os que estão de baixo, para atrair seu amor?
Um dos erros mais funestos de nosso tempo está em imaginar que o respeito e o amor se excluem, e que um Rei, um pai, um professor será tanto mais amado quanto menos for respeitado. Ora, a verdade está no contrário. A alta respeitabilidade, sempre que esteja embebida num verdadeiro amor de Deus, só pode atrair a estima e a confiança dos homens retos. E quando isto não se dá, não é porque a respeitabilidade é muito alta, mas porque não tem seu fundamento no amor de Deus.
A solução não está em rebaixar, mas em sobrenaturalizar.
A dignidade verdadeiramente sobrenaturalizada se abaixa sem se rebaixar.
A dignidade egoística e vaidosa não quer e não sabe condescender conservando-se íntegra. Quando ela se sente forte, rebaixa os outros. Quando se sente fraca, por medo rebaixa-se a si mesma.
Imagine-se, pois, uma sociedade temporal toda impregnada dessa alta, majestosa e forte nobreza, reflexo da sublimidade de Deus. Uma sociedade em que tanta elevação estivesse indissoluvelmente ligada a uma imensa bondade, de tal maneira que, quanto mais crescessem a força e a majestade, tanto mais cresceriam a comiseração e a bondade. Que suavidade, que doçura -- em uma palavra, que ordem! Que ordem, sim... e quanta paz. Pois o que é a paz senão a tranqüilidade na ordem (cf. Santo Agostinho, XIX De Civ. Dei, cap. 13)?
A estagnação no erro e no mal, a concórdia com os soldados de Satanás, a aparente conciliação entre a luz e as trevas, por isto mesmo que conferem cidadania ao mal, só trazem desordem e geram uma tranqüilidade que é a caricatura da verdadeira paz.
A paz verdadeira só existe entre os homens de boa vontade, que procuram de todo o coração a glória de Deus.
E por isto a mensagem de Natal liga uma coisa à outra:
"Glória a Deus no mais alto dos Céus, e na terra paz aos homens de boa vontade" (Lc. 2, 14).

Autor: Plinio Corrêa de Oliveira - Dezembro de 1959
1908 - 2008 Centenário de Nascimento

"JESUS QUE VEM"

ORAÇÃO DO ANGELUS: PAPA CONVIDA OS FIÉIS A ACOLHEREM COM ALEGRIA "JESUS QUE VEM"


Cidade do Vaticano, 21 dez (RV)
– Bento XVI apareceu ao meio-dia de hoje à janela de seus aposentos, no último andar da Residência Apostólica Vaticana, para rezar a oração do Ângelus, com os milhares de peregrinos e fiéis, presentes na Praça São Pedro.Antes da oração mariana, como faz habitualmente, o Papa pronunciou uma alocução recordando que a Liturgia deste quarto e último domingo de Advento volta a propor-nos a Anunciação do Senhor, que recitamos sempre na oração do Ângelus.
Esta oração, disse o Pontífice, nos faz reviver o momento decisivo em que Deus bateu à porta do coração de Maria e recebeu seu “sim”:Faltam poucos dias para a festa de Natal.
Por isso, somos convidados a fixar o olhar no mistério inefável que Maria manteve por nove meses no seu seio virginal: o mistério de Deus que se faz homem.
Esta é a primeira essência da redenção. A segunda é a morte e ressurreição de Jesus. Ambas as essências são inseparáveis e manifestam o único desígnio divino: salvar a humanidade e a sua história.
O mistério da salvação, explicou Bento XVI, além de ser histórico tem também uma dimensão cósmica: Cristo é o sol da graça, que, com a sua luz, transfigura e ilumina o universo.
A própria colocação da festa de Natal é ligada ao solstício invernal. A propósito, talvez poucos sabem, disse o Papa, que a Praça São Pedro é também uma meridiana: o grande obelisco lança a sua sombra para a fonte, que está sob esta janela.
A meridiana, que antigamente servia para marcar o verdadeiro meio-dia, regulava os demais relógios. Eis, pois o significado da oração mariana ao meio-dia!Aqui, o Santo Padre aproveitou para cumprimentar todos aqueles que participarão, em vários níveis, das iniciativas do Ano Mundial da Astronomia em 2009, por ocasião do IV centenário das primeiras observações de Galileu Galilei com seu telescópio.
E o Papa concluiu exortando:Dirijamos, agora, nossos olhares para Maria e José, que aguardam o nascimento de Jesus e aprendamos deles o segredo do recolhimento para experimentar a alegria do Natal.
Preparemo-nos para acolher, com fé, o Redentor que vem entre nós, como Palavra de amor de Deus para a humanidade de todos os tempos.
Ao término da alocução dominical, o Pontífice passou a cumprimentar os presentes na Praça São Pedro, em várias línguas: francês, inglês, alemão, espanhol, polonês e italiano.
O Santo Padre aproveitou o ensejo para cumprimentar os 50 neo-sacerdotes Legionários de Cristo, ordenados ontem pelo Decano do Colégio Cardinalício, Ângelo Sodano, na Basílica papal de São Paulo fora dos Muros. A eles o Papa fez votos “de que o amor de Cristo, que guiou São Paulo na sua missão, anime sempre o seu ministério sacerdotal”.
Por fim, Bento XVI concedeu a sua Bênção Apostólica, desejando a todos um bom domingo e um “Feliz Natal” de alegria e de paz. (MT)

Fonte: RV

sábado, 20 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - VIII


O Significado do Natal

Hei, você, onde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você.
Para onde vão todos? Os shoppings estão lotados... Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho... Há uma correria generalizada... Alimentos e bebidas são armazenados... E os presentes, então?
São tantos a providenciar... Entendo que você tenha pouco tempo.
Mas qual é o motivo dessa correria? Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por mero interesse... Que há abraços frios e calculistas...
Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação.
Mas já que você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: "viva Jesus, feliz Natal"!
E os sóbrios comentam: "é louco!".
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer: O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante...
Natal é fraternidade...
E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz.
Mas o Natal também é união...
E a vida sem união é como um barco rachado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim.
E, finalmente, o Natal é pura expressão do amor...
E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo.
Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.
Enfim, a vida sem amor...
Bem, a vida sem amor é mera ilusão.
Que este Natal não seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem pela Terra deu origem ao Natal...

Fonte: Momento de Reflexão

O EMBAIXADOR PODE E DEVE SER UM ARTESÃO DA PAZ

BENTO XVI A DIPLOMATAS: O EMBAIXADOR PODE E DEVE SER UM ARTESÃO DA PAZ
Cidade do Vaticano,
- Bento XVI recebeu em audiência, na Sala Clementina, no Vaticano, onze novos embaixadores junto à Santa Sé, para a apresentação de suas credenciais.
Trata-se de diplomatas provenientes do Malauí, Suécia, Serra Leoa, Islândia, Luxemburgo, Madagascar, Belize, Tunísia, Cazaquistão, Barein e ilhas Fiji.
Na reflexão que fez aos diplomatas, o papa falou sobre os desafios da função que desempenham como mediadores internacionais: "A promoção da paz é a essência da missão de um embaixador" _ ressaltou o Santo Padre em seu discurso.
"O embaixador por e deve ser um construtor de paz. O artesão de paz de que se fala aqui não é apenas a pessoa de temperamento conciliador, que deseja viver bem com todos e, se possível, evitar os conflitos, mas também alguém que se coloca totalmente a serviço da paz e se empenha ativamente para construí-la, às vezes, a ponto de dar a própria vida.
"Se, no passado, a humanidade fez a experiência de uma "indigna escravidão" no âmbito de sistemas políticos e econômicos que _ observou o papa _ por muito tempo "buscaram se impor através da demagogia e da violência", hoje existe uma exigência de "paz autêntica", que não pode ser satisfeita _ insistiu Bento XVI _ "senão quando reina a justiça".
"A Santa Sé publicou, às vésperas da Conferência de Doha que se concluiu há poucos dias, uma nota sobre a atual crise financeira e seu impacto na sociedade e nas pessoas. Estes são alguns pontos de reflexão destinados a promover o diálogo acerca de vários aspectos éticos que deveriam nortear as relações entre as finanças e o progresso, e encorajar governos e responsáveis pela economia a buscarem soluções duradouras e a solidariedade, pelo bem de todos, em particular daqueles que são mais vulneráveis às dramáticas conseqüências da crise."
Nos discursos dirigidos aos diplomatas europeus, o Santo Padre manifestou sua preocupação pelo projeto de lei que busca aprovar a eutanásia e o suicídio assistido, em tramitação no Parlamento de Luxemburgo, invocando respeito pela vida e pela dignidade de todo ser humano.
Da mesma forma, exortou a embaixadora da Suécia, a solicitar o próprio Governo a garantir a tutela jurídica da família e dos nascituros.
Falando à diplomata, o papa não deixou de manifestar seu apreço, pela abertura da Suécia aos milhares de cristãos em fuga do Iraque, assegurando suas constantes orações pela situação dos cristãos no Oriente Médio.
A promoção da paz, o valor da liberdade religiosa, a necessidade de diálogo entre as culturas, assim como empenho em favor de um crescimento econômico sustentável e solidário foram os temas abordados pelo Santo Padre em seus discursos de boas-vindas aos embaixadores dos quatro países de maioria islâmica, presentes na audiência: da Tunísia, do Cazaquistão, de Bahrein e de Serra Leoa.
A crescente distância entre o Norte e o Sul do mundo, e entre ricos e pobres foi o eixo do discurso de Bento XVI ao embaixador de Madagascar, país que viu piorar consideravelmente a própria situação socioeconômica após a passagem de devastadores ciclones.
Essa constatação deu ao pontífice a oportunidade de exortar a comunidade internacional a não reduzir duas ajudas às nações mais pobres, tomando como pretexto a crise financeira mundial.Ao embaixador de Belize, nação centro-americana, o papa recomendou que exortasse os jovens a colherem a herança de tradições culturais e religiosas que são fruto de uma história de cooperação e respeito mútuo.
Valores aos quais hoje se contrapõem _ observou Bento XVI _ modelos culturais importados e alienantes, que alimentam um clima de cinismo e favorecem o abuso do álcool e das drogas, além de enfraquecerem o idealismo, a generosidade e a esperança dos jovens. Diante desses fenômenos _ reiterou o papa _ a família se coloca como baluarte para o futuro da sociedade e para a defesa da dignidade humana.
Ao embaixador de Malauí o papa frisou a necessidade urgente de que os países africanos se unam para enfrentar os desafios do futuro e assegurar um desenvolvimento integral de seus povos.
Além disso, o pontífice pediu mais esforços para garantir a segurança alimentar, acabar com a pobreza e combater as doenças, sobretudo o vírus HIV.
O papa se congratulou com o embaixador das ilhas Fiji, pelos progressos realizados a fim de restabelecer um governo democrático no país, após o golpe de Estado de 2006.
E finalizando, pediu a cooperação dos países do Pacífico, a fim de enfrentar os desafios das mudanças climáticas e assegurar um modelo de desenvolvimento sustentável. (MT/MJ/AF)

Fonte: RV

NOVO NEWSLETTER DE BENTO XVI E DA SANTA SÉ

NEWSLETTER: NOVO SERVIÇO DO PROGRAMA BRASILEIRO. CADASTRE-SE

Cidade do Vaticano, 20 dez (RV)

– No dia 19 de dezembro, o Programa Brasileiro inaugurou um novo serviço: a Newsletter. Todas as sextas-feiras, os cadastrados receberão gratuitamente, via e-mail, o Noticiário com os destaques da semana, com as principais atividades do Papa Bento XVI e da Santa Sé, as notícias relevantes da Igreja no mundo, na América Latina e no Brasil, entrevistas em português e aprofundamentos.
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Fonte: RV

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

REFLEXÂO A RESPEITO DO NATAL - VII

TEMOS NECESSIDADE DE TI

"Cristo, temos necessidade de Ti, só de Ti e de ninguém mais.
Só Tu... que nos amas, podes ter por nós, sofredores, a piedade que cada um não sente por si mesmo.
Só Tu podes sentir quão grande é a necessidade que temos de Ti neste mundo ...
Todos necessitam de Ti mesmo que Te ignoram.
Todo aquele que no mundo procura-o belo, procura-Te sem o saber, pois És a beleza integra e perfeita.
Aquele que nos Seus pensamentos investiga a verdade digna de conhecimento, busca a Ti.
Quem estende os braços para a paz, estende os braços para Ti, que És a única paz, onde os corações podem repousar.
Sabes quão grande É, nos tempos em que vivemos, a necessidade de Teu olhar e de Tua palavra. Sabes que um só de Teus olhares pode transformar nossas almas; que Tua voz pode arrancar-nos do lixo das nossas misérias.
Vieste da primeira vez, para salvar; nasceste para salvar; falaste para salvar; foste crucificado para salvar.
Tua arte, Tua obra, Tua missão, Tua vida é salvar.
Todo amor que pudermos espremer de nossos corações sofridos será para Ti, ó Crucificado, que foste torturado pelo amor que tens por nós e que agora sentimos o tamanho desde amor
- um amor que ninguém pode abafar".

Autor:Giovanni Papini (Escritor Italiano - 1881-1956)

GRANDE PRESENÇA DE PEREGRINOS PARA CELEBRAÇÃO DO NATAL NA TERRA SANTA

TERRA SANTA: EM BELÉM, GRANDE PRESENÇA DE PEREGRINOS PARA CELEBRAÇÃO DO NATAL

Jerusalém,
- O custódio da Terra Santa, Frei Pierbattista Pizzaballa, comenta, com o aproximar-se do Natal, a grande presença de peregrinos para as festas natalinas.A afluência dos turistas havia registrado uma queda vertiginosa nos últimos anos com o recrudescimento das violências entre palestinos e israelenses. O ano 2008 foi caracterizado por uma inversão de tendência na afluência de peregrinos.Em declarações concedidas à agência católica AsiaNews, Frei Pizzaballa disse que este "é realmente um ano particular para todos: números jamais vistos, muito superior aos registrados no ano 2000.Neste segundo semestre registrou-se um considerável incremento de peregrinos em Belém e nos hotéis já não há mais lugar. O religioso franciscano disse que tem sido um período feliz ligado também ao fato que em Belém os preços são mais em conta em relação a Jerusalém, motivo pelo qual muitas agências de turismo inseriram Belém em seus itinerários.As autoridades palestinas calculam que até o final do ano os visitantes estrangeiros nos lugares santos presentes em seus territórios chegarão a um milhão e seiscentos mil, quase o dobro em relação a 2007.O ministério da informação palestino declarou que a nova onda de peregrinos gerou 12 mil empregos. A prefeitura de Belém informa que os 19 hotéis da cidade estão com as reservas preenchidas até o final de janeiro próximo.O prefeito de Belém, Victor Batarseh, declarou que a cidade espera para os dias em torno do Natal cerca de 30 mil visitantes, aos quais se devem acrescentar outros 22 mil por ocasião das festividades do Natal ortodoxo. (RL)

Fonte: RV

PROPOSTO AOS CRISTÃOS UMA PEREGRINAÇÃO "NAS PEGADAS DE MARIA"

CARDEAL SARR PROPÕE AOS CRISTÃOS UMA PEREGRINAÇÃO "NAS PEGADAS DE MARIA"

Cardeal-arcebispo de Dacar, Senegal, Theodore Adrien Sarr

Dacar,
- Uma peregrinação interior, nas pegadas de Maria: foi o que propôs o cardeal-arcebispo de Dacar, Senegal, Theodore Adrien Sarr, aos fiéis da Diocese de Tambacounda, à qual fez uma visita. Em sua visita, o purpurado pôde constatar a existência de um bom diálogo entre cristãos e muçulmanos. Na homilia da santa missa que oficiou no santuário de Nossa Senhora de Gouloumbou, o Cardeal Sarr falou da peregrinação diária que o cristão deve realizar: concebido como um caminho em etapas, a peregrinação deve _ disse o cardeal _ antes de tudo ser impregnada de fé, esperança e caridade, desde o momento em que é iniciada.Segue a etapa da humildade e da disponibilidade, através da qual o fiel deve ir ao encontro dos outros e levar a alegria e a consolação. Na terceira etapa, a do nascimento de Jesus Cristo _ prosseguiu o purpurado _ se deve distanciar do ódio, da violência, da vingança e da injustiça que envenenam a vida.A quarta etapa do caminho, explicou o cardeal-arcebispo de Dacar, é a da apresentação de Jesus no Templo. Essa etapa deve nos levar a olhar para as crianças como filhos de Deus, considerando a região de Tambacounda como "um terreno fértil para as vocações sacerdotais e religiosas".Enfim, a quinta etapa: reencontrar Jesus no Templo. Para o Cardeal Sarr, essa etapa deve ensinar a colocar em primeiro lugar as coisas de Deus. O purpurado visitou a Diocese de Tambacounda por ocasião da peregrinação anual ao santuário de Nossa Senhora de Gouloumbou, que já chegou à sua 12ª edição. O cardeal foi acolhido também pelos membros da associação regional dos imames e dos ulemás, além de autoridades civis e do bispo de Tambacounda, Dom Jean-Noël Diouf. (SP)

Fonte: RV

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL VI


Uma outra reflexão sobre o Natal

Prezados,
Eu proponho que agente esqueça tudo o que mantemos das tradições natalinas. Vamos colocar no lugar delas uma nova realidade que não é tão nova assim. Para nós cristãos a data é importante, mas o que fazemos é infantil!

Vamos jogar fora os rituais e proselitismos.
Vamos ficar felizes pelo aniversário de nascimento do Nsso Senhor Jesus, o Cristo, que teve “a manha” de descer de altas esferas para somente nos amar. S
e ele veio de tão longe, porque não vamos sair da porta de casa para a rua?
Ir no templo da sua religião é louvável, mas não é tudo.
Mandar uma mensagem de paz retirada da Internet em um cartão bonito pode não ser um ato que venha do coração, mas da tradição.
Vá então apertar a mão de alguém!

Hoje reparei que o Natal é familiar.
Mas também divide.
Valorizamos a família sanguínea mas excluímos a família universal da nossa alegria.
Desta outra família faz parte o nosso vizinho, o chefe do nosso trabalho, o padre, o carteiro, o folgado do transito, a Mona Lisa, os colegas de trabalhos e também o pessoal que vive nas ruas. Já perguntou à sua consciência se você faz isso?
Quantas crianças sonham ter um pai. Um alguém que na noite de Natal traga o mais importante e caro presente, que secretamente foi comprado na loja "do um real".
No íntimo o presente pouco importa para quem vive na angustia, o importante é o afeto... Estenda a mão ao menos para um pequenino que lhe pede auxilio.

"Aquilo que fizeres à um destes pequeninos, é a mim que estarás fazendo"

Esta frase é significativa... faz parar para pensar... ao menos deveria...
Paro por aqui pois tento pensar...
Fonte: SEMEADOR

NATIVIDADE DE JESUS, FESTA DO "DOM DA VIDA"


CATEQUESE NA AUDIÊNCIA GERAL: NATIVIDADE DE JESUS, FESTA DO "DOM DA VIDA"

Cidade do Vaticano,
– Bento XVI encontrou-se, ontem pela manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países, para a Audiência Geral.
Em sua catequese semanal, o Papa falou da Novena de Natal, que se inicia hoje, em preparação imediata à festa do nascimento de Jesus. Trata-se de uma festa que enaltece o dom da vida.
A contemplação do Menino Jesus no presépio nos faz pensar nas crianças pobres, naquelas que são concebidas, rejeitadas ou recém-nascidas, que não têm meios para sobreviver.
Por isso, o Santo Padre convidou os fiéis a descobrirem o autêntico valor da Natividade, deixando de lado tudo o que obscurece seu significado genuíno.
Nestes dias santos, os cristãos não comemoram apenas o nascimento de um grande personagem ou o início de uma nova temporada. A Natividade recorda um fato fundamental: na escuridão da noite de Belém apareceu uma grande luz: o criador do universo encarnou-se, unindo-se indissoluvelmente à natureza humana, sem deixar de ser realmente Deus de Deus e Luz da Luz e se tornando verdadeiro homem.
O Verbo encarnado, disse o pontífice, é uma pessoa que se interessa por cada pessoa; é o Filho de Deus vivo, que se fez pequeno para vencer a nossa soberba, tornando-nos autenticamente livres, livres para amá-Lo.
No final da Audiência Geral o Papa manteve um breve encontro com os participantes no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, sobre o tema: “Responsabilidade dos líderes religiosos, especialmente em tempos de crise”. (MT)
Fonte: RV

ORDENADA A EXPULSÃO DOS REDENTORISTAS DE HANÓI


VIETNÃ: PEDIDA A EXPULSÃO DOS REDENTORISTAS DE HANÓI

Demonio esta solto no Vietnã

Hanói,
- No Vietnã, após o processo contra oito fiéis de Thai Há, a paróquia expropriada aos fiéis pelas autoridades locais, a corporação municipal de Hanói pediu a expulsão dos sacerdotes redentoristas da capital, segundo informou a agência das Missões Exteriores de Paris, “Igreja na Ásia” (EDA).Depois da sentença contra os fiéis de Thai Há, no último dia 8 de dezembro, o Comitê popular de Hanói intensificou a ofensiva contra as “paróquias rebeldes” com uma carta endereçada ao presidente da Conferência dos Bispos Católicos do Vietnã e ao Superior provincial dos Redentoristas, na qual pede a retirada dos religiosos desta congregação, responsáveis pela paróquia.A carta, com data de 12 de dezembro, exige “um comportamento crítico e educativo em relação a Nguyên Ngoc Nam Phong e outros eclesiásticos da paróquia de Thai Há” e a expulsão do pároco e de outros religiosos “da Diocese de Hanói”, para “melhorar as relações entre a Igreja e as autoridades”.É a segunda vez que o Comitê avança um pedido neste sentido à Conferência Episcopal do Vietnã. O primeiro foi no dia 23 de setembro último, ao qual os bispos responderam que as pessoas acusadas “não haviam cometido nenhum infração em relação às leis da Igreja.”O presidente do Comitê Popular de Hanói, Nguyên Thê Thao, acusa os sacerdotes de “comportamento provocador”, “de oposição às leis e de calúnias ao Governo.”“Esses comportamentos – prossegue a carta – colocam em perigo as relações entre a Igreja e o Estado e não são conformes ao ideal da Conferência Episcopal”, que segundo Thao, se ressume deste modo: “adorar Deus e amar a pátria; cumprir com o seu dever no âmbito sagrado como também naquele profano.”Ainda que se nesta ocasião, diferentemente da precedente, o Comitê popular não pediu que o arcebispo Dom José Ngô Quang Kiêt deixe a arquidiocese, os católicos locais temem que esta carta pressuponha o início de uma segunda etapa repressiva contra eles, após as tensões vividas por causa das manifestações contra a expropriação da paróquia.Entretanto, a agência AsiaNews denunciou uma segunda expropriação ilegal, desta vez contra o mosteiro de propriedade das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paula em Vinh Long, inicialmente para construir um hotel de luxo. Após os protestos o projeto foi modificado em um parque.O bispo de Vinh Long, Dom Thomas Nguyên Van Tan, protestou publicamente contra a destruição do mosteiro. O anúncio da destruição foi feito na última sexta-feira e foi acompanhado das habituais acusações do referido comitê contra as irmãs, segundo o qual elas “exploram a liberdade religiosa para inspirar protestos contra o Estado da República socialista do Vietnã e, conseqüentemente, prejudicam a unidade do povo.” (SP)


Fonte: RV