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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

VOCAÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

VOCAÇÕES EM PAUTA NOS EUA

Washington,

- A Igreja Católica nos EUA observa a partir de hoje a anual Semana nacional de sensibilização para as Vocações. De acordo com o Cardeal Sean O’Malley, presidente do Comitê episcopal pelo Clero, “a Semana é uma oportunidade para as paróquias promoverem as vocações, rezando pelo aumento do número de seminaristas e candidatos à vida religiosa e promovendo a ação formativa. “A Igreja tem a responsabilidade de encorajar os jovens a responder generosamente ao possível chamado a servir Deus na Igreja. Todos são solicitados a sustentar e salvaguardar o dom da vocação: pais, famílias e comunidades paroquiais” – nota o arcebispo de Boston.Neste especial Ano Sacerdotal, a Igreja nos EUA está promovendo diversas iniciativas para apresentar a vida presbiterial e religiosa: uma mostra sobre a contribuição das religiosas na sociedade local será inaugurada no próximo dia 14, em Washington. A exposição deve ilustrar a obra realizada pelas religiosas católicas – em 300 anos de presença no país – nos campos do ensino, da universidade, da saúde, e em instituições como orfanatos, asilos para idosos, alojamentos para os sem-teto. Por sua vez, os bispos do país inseriram a promoção vocacional entre suas atuais prioridades pastorais e estão estudando a possibilidade de dedicar espaços a este fim nos sites de algumas dioceses. A Semana para as Vocações teve início nos EUA em 1976, quando a celebrava no 28º domingo do tempo ordinário. Em 1997, foi transferida para o mês de janeiro, em coincidência com o Batismo do Senhor, que marca o início do ministério público de Jesus, “Filho predileto” do Pai: uma data litúrgica que inicia os fiéis à seqüela do Mestre e à tarefa a eles confiada de proclamar a Boa Nova com o testemunho da vida. (CM)

Fonte: RV

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

SANTA SÉ: RELAÇÕES E ACORDOS EM 2009

SANTA SÉ: RELAÇÕES E ACORDOS EM 2009
Cidade do Vaticano,

- Atualmente, a Santa Sé mantém relações diplomáticas com 178 nações. Em 1978 eram 84, e em 2005, no início do pontificado de Bento XVI, 174. Os últimos estados a estabelecer relações com o Vaticano foram Montenegro, Emirados Árabes Unidos, Botsuana e a Federação Russa. Em 9 de dezembro de 2009, foram estabelecidas relações diplomáticas com a Federação Russa, com uma Nunciatura Apostólica por parte da Santa Sé em Moscou e uma embaixada da Federação em Roma. Além destes países, a Santa Sé mantém também relações diplomáticas com a União Europeia e com a Soberana Ordem Militar de Malta; e é representada na ONU (Nações Unidas), na FAO (Organização para a Agricultura e a Alimentação), na UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), na OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa), na OMC (Organização Mundial do Comércio), na Liga Árabe, na OEA (Organização dos Estados Americanos) e na UA (União Africana) por ‘Observadores Permanentes’. Há ainda uma missão com caráter ‘especial’: o Escritório da Organização pela Libertação da Palestina (OLP). Taiwan é um dos países com os quais a Santa Sé tem relações diplomáticas, não obstante desde 1979 não mantenha na ilha um Núncio residente. Alguns países com os quais a Santa Sé atualmente não mantém relações diplomáticas são: China Popular, Afeganistão, Arábia Saudita, Butão, Coréia do Norte, Maldivas, Omã, Tuvalu, Vietnã, República de Comores, Mauritânia, Somália, Brunei, Laos, Malásia e Mianmar.Hoje, cerca de 80 países mantêm sedes diplomáticas junto à Santa Sé com embaixadores em Roma; os outros são representados por diplomatas residentes na Europa. Em todo o mundo, a Santa Sé se faz representar por 101 Núncios Apostólicos. Acordos assinados em 2009:Em 12 de janeiro de 2009, a Santa Sé assinou um Acordo com o Land Schleswig-Holstein (Alemanha) para regulamentar a situação jurídica da Igreja Católica naquela região; a troca dos instrumentos de ratificação deste Acordo ocorreu em 27 de maio.Em 5 de março, foi assinado o VI Acordo Adicional da Convenção entre a Santa Sé e a Áustria, sobre as relações patrimoniais. A ratificação se deu em 14 de outubro. Em 10 de dezembro, foi ratificado o Acordo com o Brasil, que havia sido assinado em 13 de novembro de 2008. Enfim, em 17 de dezembro de 2009, foi formalizada a Convenção monetária entre o Estado da Cidade do Vaticano e a União Européia, que entrou imediatamente em vigor. (CM)

Fonte: RV

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PRESERVAR A NATUREZA É UMA EXIGÊNCIA MORAL

BENTO XVI: PRESERVAR A NATUREZA É UMA EXIGÊNCIA MORAL

Cidade do Vaticano, 11 jan (RV)
– A preservação da natureza esteve no centro do discurso de Bento XVI ao corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, recebido esta manhã na Sala Regia, no Vaticano, para as felicitações no início do novo ano.Recebendo os embaixadores de 178 países, em seu discurso, o papa saudou todas as outras nações da Terra: "O Sucessor de Pedro mantém aberta a sua porta para todos, e com todos deseja tecer relações que contribuam para o progresso da família humana". A seguir, Bento XVI falou dos perigos ecológicos que ameaçam o planeta: "A negação de Deus desfigura a liberdade da pessoa humana, mas devasta também a criação. Daqui resulta que a preservação da natureza não visa tanto responder a uma exigência estética, mas, sobretudo, a uma exigência moral", citando a recente Cúpula de Copenhague, e os eventos sobre o clima que aguardam os líderes mundiais em 2010, fazendo votos de que chegue a um acordo satisfatório.Ao falar sobre segurança alimentar, o papa recordou de sua viagem a Camarões e Angola em março do ano passado e realização do Sínodo para a África. Os Padres Sinodais assinalaram, com preocupação, a erosão e a desertificação de amplas extensões de terra cultivável, por causa da exploração selvagem e da poluição do ambiente. Na África, como em outros lugares, é necessário adotar opções políticas e econômicas capazes de assegurar formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos.Por outro lado, a luta pelo acesso aos recursos naturais é uma das causas de vários conflitos. "Esta é mais uma razão que me leva a repetir com vigor que, para cultivar a paz, é preciso proteger a criação" – disse o papa. "Em diversas partes, há ainda vastas extensões, por exemplo, no Afeganistão ou em alguns países da América Latina, onde infelizmente a agricultura ainda está ligada à produção de droga, constituindo uma fonte não indiferente de emprego e subsistência." "A proteção da criação é um fator importante de paz e de justiça" – recordou. O papa condenou as guerras em Darfur, na República Democrática do Congo e na Somália. Mencionou as perseguições religiosas contra os cristãos do Médio Oriente, citando a convocação do Sínodo dos Bispos para o outubro próximo, no Vaticano. Falando da Europa, analisou a mídia e o tratamento dispensado à religião, particularmente à religião cristã. Discorreu sobre a laicidade positiva, aberta, que, fundada sobre uma justa autonomia da ordem temporal e da ordem espiritual, favorece uma sã cooperação e um espírito de responsabilidade compartilhada.No contexto da preservação da natureza e da salvaguarda da Criação, o papa relevou um aspecto importante, característico do 'ser cristão': a solidariedade, expressa por muitos nos momentos de necessidade. Bento XVI citou as catástrofes naturais que semearam mortes, sofrimentos e destruições, neste ano que passou, nas Filipinas, no Vietnã, Laos, Camboja, na ilha de Taipei e na Indonésia, e ainda na região italiana dos Abruzos, ferida pelo terremoto em abril passado. "Mas, além da solidariedade, a preservação da criação tem necessidade também da concórdia e da estabilidade dos Estados" – sugeriu o pontífice. Para defender a paz em meio a divergências e hostilidades, os líderes devem seguir com tenacidade o caminho de um diálogo construtivo. Como exemplo, Bento XVI citou a América Latina, recordando o ocorrido há 25 anos com o Tratado de Paz e Amizade entre a Argentina e o Chile, concluído graças à mediação da Sé Apostólica, e a atual aproximação entre Colômbia e Equador, depois de vários meses de tensão. A respeito de pacificação, foram recordados o entendimento concluído entre a Croácia e a Eslovênia e o acordo entre a Armênia e a Turquia, além de auspiciada a melhora das relações entre todos os países do Cáucaso meridional. Uma vez mais, o papa elevou a voz pedindo que seja universalmente reconhecido o direito do Estado de Israel a existir e gozar de paz e segurança nas fronteiras internacionalmente reconhecidas; e igualmente, que seja reconhecido o direito do povo palestino a uma pátria soberana e independente, a viver com dignidade e a movimentar-se livremente. O pontífice pediu o apoio de todos para que se protejam a identidade e o caráter sagrado de Jerusalém: “Só assim, esta cidade única, santa e atribulada poderá ser sinal e antecipação da paz que Deus deseja para toda a família humana”. Sobre o Iraque, Bento XVI exortou seus governantes e cidadãos a superarem as divisões, a tentação da violência e a intolerância, para construírem juntos o futuro do país. Enfim, abordando um tema da crônica de nossos dias, o papa recordou a necessidade de respeito, segurança e liberdade para as comunidades cristãs, citando o Paquistão, duramente fustigado pela violência nestes últimos meses.Ainda a respeito de violência anticristã, o papa mencionou o deplorável atentado contra a comunidade copta egípcia nestes últimos dias, precisamente quando festejava o Natal. Bento XVI fez votos de soluções compartilhadas para situações difíceis no Irã, no Líbano, na Guiné e em Madagascar, e se desculpou por não poder citar todos os países representados. Concluindo, recordou que há tanto sofrimento na humanidade e o egoísmo humano danifica a criação de muitas maneiras. É por isso que a expectativa da salvação, que diz respeito a toda a Criação, aparece ainda mais intensa e está presente no coração de todos, crentes e ateus. Suas últimas palavras foram de esperança:"Que a luz e a força de Jesus nos ajudem a respeitar a ecologia humana, cientes de que esta beneficiará a ecologia ambiental, porque o livro da natureza é único e indivisível. Poderemos assim consolidar a paz para as gerações atuais e futuras." (BF/CM)

Fonte: RV

domingo, 10 de janeiro de 2010

BATISMO DO SENHOR

Festa do Baptismo do Senhor

A liturgia deste dia tem como cenário de fundo o projecto salvador de Deus. No baptismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projecto do Pai, Jesus fez-se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado, empenhou-se em promover-nos para que pudéssemos chegar à vida plena.A primeira leitura anuncia um misterioso "Servo", escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim... Animado pelo Espírito de Deus, ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética veiculada pela primeira leitura: Jesus é o Filho/"Servo" enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, ele tornou-se pessoa, identificou-se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projecto de salvação; por isso, ele "passou pelo mundo fazendo o bem" e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.

sábado, 9 de janeiro de 2010

EDITORIAL - RADIO VATICANO

EDITORIAL


Cidade do Vaticano, 09 jan (RV)

- Amanhã terminará o tempo de Natal. Já estamos sentindo a ausência do clima de festa, de músicas ricas em melodia e que nos falam ao coração; sentimos a ausência dos artísticos presépios e das belas árvores natalinas e, sobretudo, sentimos falta do clima de cordialidade e de perdão por algum deslize. Na verdade sentimos saudade do espírito de Natal. Mas por que o clima de cordialidade e de perdão não poderá continuar? Na realidade, não só deveria se estender durante o ano, mas deveria estar mais forte se o Natal foi bem vivido. A celebração no nascimento de Jesus traz em si o aprofundamento do mistério de amor e sua consequente mudança de vida. Ora, se a vida do cristão volta ao que era antes, significa que celebrou o Natal na periferia do mistério, não o aprofundou. Nesse caso a celebração do Natal foi superficial, mesmo que tenha recebido os melhores e mais caros presentes, mesmo que sua ceia tenha sido muito farta, que tenha até ido à missa do galo. Foi feita a ocasião para que recebesse a graça, mas ele foi surdo, e seu coração esteve fechado para recebê-la.Natal é festa da humildade, da simplicidade, da luz. O cristão poderia avaliar suas celebrações natalinas de acordo com o nível de humildade, de simplicidade que sua vida adquiriu nessas comemorações. Se elas mudaram sua vida, se o tornaram mais irmão, consequentemente ele se tornou portador da luz de Deus e, de fato, os votos de Boas Festas valeram. Caso contrário, foram palavras soltas ao vento da vaidade, plantadas na solidez da areia. (CAS)
Fonte: RV

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DIA DOS REIS MAGOS

06 DE JANEIRO - DIA DOS REIS MAGOS

Os Três Reis Magos ou simplesmente "Os Magos", a que a tradição deu os nomes de Melchior, Baltazar e Gaspar, são personagens da narrativa cristã que visitaram Jesus após o seu nascimento (Evangelho de Mateus). A Escritura diz "uns magos", que não seriam, portanto, reis nem necessariamente três mas, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.
Talvez fossem astrólogos ou astrónomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos, sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do rei Herodes em Jerusalém. Perguntaram-lhe sobre a criança mas ele disse nada saber. No entanto, Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado e pediu aos magos que, se encontrassem o menino, o informassem, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo.
A estrela, conta o evangelho, precedia-os e parou sobre o local onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus, ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles: o ouro pode representar a realeza (eles procuravam o "Rei dos Judeus"); o incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus; a mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egipto antigo, remete-nos para o género da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19, 39 e 40).
"Sendo prevenidos em sonhos a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.
A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melchior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melchior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Como se pretendia dizer que simbolizavam os reis de todo o mundo, representariam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Segundo a mesma tradição, Melchior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra em reconhecimento da humanidade.
A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.
Devido ao tempo passado até que os Magos chegassem ao local onde estava o menino, por causa da distância percorrida e da visita a Herodes, a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de Janeiro. Algumas Conferências Episcopais decidiram, contudo, celebrar a festa da Epifania no primeiro domingo de Janeiro (quando não coincide com o dia 1)
Devemos aos Magos a troca de presentes no Natal. Dos presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de Janeiro, e os pais muitas vezes se disfarçam de reis magos.
Nos países em que a Epifania se celebra neste dia, as leituras da liturgia são Is 60, 1-6; Sl 71, 2.7-8.10-13; Ef 3, 2-3.5-6; Mt 2, 1-12

sábado, 2 de janeiro de 2010

ORAÇÕES PELOS JOVENS

PAPA PEDE ORAÇÕES PELOS JOVENS

Cidade do Vaticano, 02 jan (RV)

- A Intenção Geral do Papa Bento XVI para o Apostolado da Oração neste mês de janeiro de 2010 é: “Que os jovens saibam utilizar os modernos meios de comunicação social para seu crescimento pessoal e para se prepararem melhor para servir a sociedade”.Não é novidade a inclinação dos mais jovens às novas tecnologias, sobretudo àquelas que permitem comunicações fáceis e instantâneas. Rodeados por produtos destinados ao entretenimento e à comunicação, os mais jovens desenvolvem rapidamente competências várias, sobretudo como utilizadores desses meios. Por isso, os jovens precisam dominar as linguagens específicas destes meios, quer por razões de socialização, quer por razões práticas, evitando assim o analfabetismo digital. A revolução digital trouxe consigo o aumento dos canais de informação, o aparecimento de novos agentes nesta área e a necessidade dos antigos meios de comunicação se reconverterem, acompanhando as exigências das novas linguagens. Realidades ainda há pouco inexistentes, como as chamadas “redes sociais” (Facebook, Twitter), a criação de “vidas” virtuais (Second Life), as enciclopédias livres on-line (Wikipedia), a possibilidade de qualquer pessoa criar e manter uma página na internet (blog) constituem hoje lugares comuns para milhões de pessoas em todo o mundo – sobretudo para as gerações mais novas.A possibilidade de pessoas e grupos de se comunicarem livremente no mundo digital levou a um aumento massivo da informação disponível. Por exemplo, na internet, usando um motor de busca e a palavra “vampiro” (um dos temas da moda entre adolescentes), obtiveram-se, em 37 segundos, dois milhões e quinhentos mil resultados.A quantidade e a qualidade, porém, não andam necessariamente juntas. Importa, por isso, gerir sabiamente a informação disponível e desenvolver critérios para o uso dos meios de comunicação. (SP)

Fonte: RV

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à Virgem Santa como a Mãe de Jesus, mas também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencendo ao património da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431. Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o Filho de Deus, resulta sempre mais claro que Maria é a Theotokos, a Mãe de Deus.
Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem "a Mãe de Jesus" e afirmem que Ele é Deus (Jo, 20, 28; cf. 5, 18; 10, 30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus connosco (cf. Mt. 1, 22-23). Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egipto dirigiam-se a Maria com esta oração: "Sob a vossa proteção procuramos refúgio, santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo o perigo, ó Virgem gloriosa e bendita" (Da Liturgia das Horas). Neste antigo testemunho a expressão Theotokos, "Mãe de Deus", aparece pela primeira vez de forma explícita. Na mitologia pagã, acontecia com frequência que alguma deusa fosse apresentada como mãe de um deus. Zeus, por exemplo, deus supremo, tinha por mãe a deusa Reia. Esse contesto facilitou talvez, entre os cristãos, o uso do titulo "Theotokos", "Mãe de Deus", para a mãe de Jesus. Contudo, é preciso notar que este titulo não existia, mas foi criado pelos cristãos, para exprimir uma fé que não tinha nada a ver com a mitologia pagã, a fé na concepção virginal, no seio de Maria, d'Aquele que desde sempre era o Verbo eterno de Deus.
No século IV, o termo Theotokos é já de uso frequente no Oriente e no Ocidente. A piedade e a teologia fazem referência, de modo cada vez mais frequente, a esse termo, já entrado no património de fé da Igreja. Compreende-se, por isso, o grande movimento de protesto, que se manifestou no século V, quando Nestório pôs em dúvida a legitimidade do título "Mãe de Deus".
Ele, de facto, propenso a considerar Maria somente como mãe do homem Jesus, afirmava que só era doutrinalmente correcta a expressão "Mãe de Cristo". Nestório era induzido a este erro pela sua dificuldade em admitir a unidade da pessoa de Cristo, e pela interpretação errónea da distinção entre as duas naturezas - divina e humana - presentes n'Ele. O Concílio de Éfeso, no ano 431, condenou as suas teses e, afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou Maria Mãe de Deus.
As dificuldades e as objecções apresentadas por Nestório oferecem-nos agora a ocasião para algumas reflexões úteis, a fim de compreendermos e interpretarmos de modo correcto esse título. A expressão Theotokos, que literalmente significa "aquela que gerou Deus", à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus.
A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só à geração humana do Filho de Deus e não à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz por Maria. Proclamando Maria "Mãe de Deus", a Igreja quer, portanto, afirmar que ela é a "Mãe do Verbo encarnado, que é Deus". Por isso, a sua maternidade não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana. A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é pessoa divina, é Mãe de Deus.
Ao proclamar Maria "Mãe de Deus", a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe. Esta união emerge já no Concílio de Éfeso; com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres queriam evidenciar a sua fé na divindade de Cristo. Não obstante as objecções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir este título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando correctamente o significado dessa maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do seu amor para com a Virgem. Na Theotokos a Igreja, por um lado, reconhece a garantia da realidade da Encarnação, porque - como afirma Santo Agostinho - "se a mãe fosse fictícia, seria fictícia também a carne... fictícias seriam as cicatrizes da ressurreição" (Tracto. in Ev. Ioannis, 8, 6-7). E, por outro, ela contempla com admiração e celebra com veneração a imensa grandeza conferida a Maria por Aquele que quis ser seu filho.
A expressão "Mãe de Deus" remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título, à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré, proclama, também, a nobreza da mulher e a sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento. Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egipto, os fiéis entregam-se Àquela que, sendo Mãe de Deus, pode obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna.

Fonte: Evangelho Quotidiano

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVIPARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ
1° DE JANEIRO DE 2010

SE QUISERES CULTIVAR A PAZ, PRESERVA A CRIAÇÃO

POR OCASIÃO DO INÍCIO DO ANO NOVO, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque « a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus » e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce « aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho ». 2. Na encíclica Caritas in veritate, pus em realce que o desenvolvimento humano integral está intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como uma dádiva de Deus para todos, cuja utilização comporta uma responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente os pobres e as gerações futuras. Assinalei também que corre o risco de atenuar-se, nas consciências, a noção da responsabilidade, quando a natureza e sobretudo o ser humano são considerados simplesmente como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo. Pelo contrário, conceber a criação como dádiva de Deus à humanidade ajuda-nos a compreender a vocação e o valor do homem; na realidade, cheios de admiração, podemos proclamar com o salmista: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? » (Sl 8, 4-5). Contemplar a beleza da criação é um estímulo para reconhecer o amor do Criador; aquele Amor que « move o sol e as outras estrelas ». 3. Há vinte anos, ao dedicar a Mensagem do Dia Mundial da Paz ao tema Paz com Deus criador, paz com toda a criação, o Papa João Paulo II chamava a atenção para a relação que nós, enquanto criaturas de Deus, temos com o universo que nos circunda. « Observa-se nos nossos dias – escrevia ele – uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada (…) também pela falta do respeito devido à natureza ». E acrescentava que esta consciência ecológica « não deve ser reprimida mas antes favorecida, de maneira que se desenvolva e vá amadurecendo até encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas ». Já outros meus predecessores se referiram à relação existente entre o homem e o ambiente; por exemplo, em 1971, por ocasião do octogésimo aniversário da encíclica Rerum novarum de Leão XIII, Paulo VI houve por bem sublinhar que, « por motivo de uma exploração inconsiderada da natureza, [o homem] começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação ». E acrescentou que, deste modo, « não só o ambiente material se torna uma ameaça permanente – poluições e lixo, novas doenças, poder destruidor absoluto – mas é o próprio contexto humano que o homem não consegue dominar, criando assim para o dia de amanhã um ambiente global que se lhe poderá tornar insuportável. Problema social de grande envergadura, este, que diz respeito à inteira família humana ». 4. Embora evitando de intervir sobre soluções técnicas específicas, a Igreja, « perita em humanidade », tem a peito chamar vigorosamente a atenção para a relação entre o Criador, o ser humano e a criação. Em 1990, João Paulo II falava de « crise ecológica » e, realçando o carácter prevalecentemente ético de que a mesma se revestia, indicava « a urgente necessidade moral de uma nova solidariedade ». Hoje, com o proliferar de manifestações duma crise que seria irresponsável não tomar em séria consideração, tal apelo aparece ainda mais premente. Pode-se porventura ficar indiferente perante as problemáticas que derivam de fenómenos como as alterações climáticas, a desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais, o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais? Como descurar o fenómeno crescente dos chamados « prófugos ambientais », ou seja, pessoas que, por causa da degradação do ambiente onde vivem, se vêem obrigadas a abandoná-lo – deixando lá muitas vezes também os seus bens – tendo de enfrentar os perigos e as incógnitas de uma deslocação forçada? Com não reagir perante os conflitos, já em acto ou potenciais, relacionados com o acesso aos recursos naturais? Trata-se de um conjunto de questões que têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento.5. Entretanto tenha-se na devida conta que não se pode avaliar a crise ecológica prescindindo das questões relacionadas com ela, nomeadamente o próprio conceito de desenvolvimento e a visão do homem e das suas relações com os seus semelhantes e com a criação. Por isso, é decisão sensata realizar uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e também reflectir sobre o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações. Exige-o o estado de saúde ecológica da terra; reclama-o também e sobretudo a crise cultural e moral do homem, cujos sintomas há muito tempo que se manifestam por toda a parte. A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos. As situações de crise que está atravessando, de carácter económico, alimentar, ambiental ou social, no fundo são também crises morais e estão todas interligadas. Elas obrigam a projectar de novo a estrada comum dos homens. Impõem, de maneira particular, um modo de viver marcado pela sobriedade e solidariedade, com novas regras e formas de compromisso, apostando com confiança e coragem nas experiências positivas realizadas e rejeitando decididamente as negativas. É o único modo de fazer com que a crise actual se torne uma ocasião para discernimento e nova projectação. 6. Porventura não é verdade que, na origem daquela que em sentido cósmico chamamos « natureza », há « um desígnio de amor e de verdade »? O mundo « não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso, (…) procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade ». Nas suas páginas iniciais, o livro do Génesis introduz-nos no projecto sapiente do cosmos, fruto do pensamento de Deus, que, no vértice, colocou o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança do Criador, para « encher e dominar a terra » como « administradores » em nome do próprio Deus (cf. Gn 1, 28). A harmonia descrita na Sagrada Escritura entre o Criador, a humanidade e a criação foi quebrada pelo pecado de Adão e Eva, do homem e da mulher, que pretenderam ocupar o lugar de Deus, recusando reconhecer-se como suas criaturas. Em consequência, ficou deturpada também a tarefa de « dominar » a terra, de a « cultivar e guardar » e gerou-se um conflito entre eles e o resto da criação (cf. Gn 3, 17-19). O ser humano deixou-se dominar pelo egoísmo, perdendo o sentido do mandato de Deus, e, no relacionamento com a criação, comportou-se como explorador pretendendo exercer um domínio absoluto sobre ela. Mas o verdadeiro si-gnificado do mandamento primordial de Deus, bem evidenciado no livro do Génesis, não consistia numa simples concessão de autoridade, mas antes num apelo à responsabilidade. Aliás, a sabedoria dos antigos reconhecia que a natureza está à nossa disposição, mas não como « um monte de lixo espalhado ao acaso », enquanto a Revelação bíblica nos fez compreender que a natureza é dom do Criador, o Qual lhe traçou os ordenamentos intrínsecos a fim de que o homem pudesse deduzir deles as devidas orientações para a « cultivar e guardar » (cf. Gn 2, 15). Tudo o que existe pertence a Deus, que o confiou aos homens, mas não à sua arbitrária disposição. E quando o homem, em vez de desempenhar a sua função de colaborador de Deus, se coloca no lugar de Deus, acaba por provocar a rebelião da natureza, « mais tiranizada que governada por ele ». O homem tem, portanto, o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a. 7. Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável. O Concílio Ecuménico Vaticano II lembrou que « Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos ». Por isso, a herança da criação pertence à humanidade inteira. Entretanto o ritmo actual de exploração põe seriamente em perigo a disponibilidade de alguns recursos naturais não só para a geração actual, mas sobretudo para as gerações futuras. Ora não é difícil constatar como a degradação ambiental é muitas vezes o resultado da falta de projectos políticos clarividentes ou da persecução de míopes interesses económicos, que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação. Para contrastar tal fenómeno, na certeza de que « cada decisão económica tem consequências de carácter moral », é necessário também que a actividade económica seja mais respeitadora do ambiente. Quando se lança mão dos recursos naturais, é preciso preocupar-se com a sua preservação prevendo também os seus custos em termos ambientais e sociais, que se devem contabilizar como uma parcela essencial da actividade económica. Compete à comunidade internacional e aos governos nacionais dar os justos sinais para contrastar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo. Para proteger o ambiente e tutelar os recursos e o clima é preciso, por um lado, agir no respeito de normas bem definidas mesmo do ponto de vista jurídico e económico e, por outro, ter em conta a solidariedade devida a quantos habitam nas regiões mais pobres da terra e às gerações futuras. 8. Na realidade, é urgente a obtenção de uma leal solidariedade entre as gerações. Os custos resultantes do uso dos recursos ambientais comuns não podem ficar a cargo das gerações futuras. « Herdeiros das gerações passadas e beneficiários do trabalho dos nossos contemporâneos, temos obrigações para com todos, e não podemos desinteressar-nos dos que virão depois de nós aumentar o círculo da família humana. A solidariedade universal é para nós não só um facto e um benefício, mas também um dever. Trata-se de uma responsabilidade que as gerações presentes têm em relação às futuras, uma responsabilidade que pertence também a cada um dos Estados e à comunidade internacional ». O uso dos recursos naturais deverá verificar-se em condições tais que as vantagens imediatas não comportem consequências negativas para os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros; que a tutela da propriedade privada não dificulte o destino universal dos bens; que a intervenção do homem não comprometa a fecundidade da terra para benefício do dia de hoje e do amanhã. Para além de uma leal solidariedade entre as gerações, há que reafirmar a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados: « A comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro ». A crise ecológica manifesta a urgência de uma solidariedade que se projecte no espaço e no tempo. Com efeito, é importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica actual, a responsabilidade histórica dos países industrializados. Contudo os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes não estão exonerados da sua própria responsabilidade para com a criação, porque o dever de adoptar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos. Isto poder-se-ia realizar mais facilmente se houvesse cálculos menos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras.9. Um dos nós principais a enfrentar pela comunidade internacional é, sem dúvida, o dos recursos energéticos, delineando estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração actual e das gerações futuras. Para isso, é preciso que as sociedades tecnologicamente avançadas estejam dispostas a favorecer comportamentos caracterizados pela sobriedade, diminuindo as próprias necessidades de energia e melhorando as condições da sua utilização. Ao mesmo tempo é preciso promover a pesquisa e a aplicação de energias de menor impacto ambiental e a « redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso aos mesmos ». Deste modo, a crise ecológica oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade. Faço votos, portanto, de que se adopte um modelo de desenvolvimento fundado na centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as acções que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã. 10. A fim de guiar a humanidade para uma gestão globalmente sustentável do ambiente e dos recursos da terra, o homem é chamado a concentrar a sua inteligência no campo da pesquisa científica e tecnológica e na aplicação das descobertas que daí derivam. A « nova solidariedade », que João Paulo II propôs na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1990, e a « solidariedade global », a que eu mesmo fiz apelo na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009, apresentam-se como atitudes essenciais para orientar o compromisso de tutela da criação através de um sistema de gestão dos recursos da terra melhor coordenado a nível internacional, sobretudo no momento em que se vê aparecer, de forma cada vez mais evidente, a forte relação que existe entre a luta contra a degradação ambiental e a promoção do desenvolvimento humano integral. Trata-se de uma dinâmica imprescindível, já que « o desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade ». Muitas são hoje as oportunidades científicas e os potenciais percursos inovadores, mediante os quais é possível fornecer soluções satisfatórias e respeitadoras da relação entre o homem e o ambiente. Por exemplo, é preciso encorajar as pesquisas que visam identificar as modalidades mais eficazes para explorar a grande potencialidade da energia solar. A mesma atenção se deve prestar à questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrogeológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas. De igual modo deve-se procurar apropriadas estratégias de desenvolvimento rural centradas nos pequenos cultivadores e nas suas famílias, sendo necessário também elaborar políticas idóneas para a gestão das florestas, o tratamento do lixo, a valorização das sinergias existentes no contraste às alterações climáticas e na luta contra a pobreza. São precisas políticas nacionais ambiciosas, completadas pelo necessário empenho internacional que há-de trazer importantes benefícios sobretudo a médio e a longo prazo. Enfim, é necessário sair da lógica de mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos. A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum. Por outro lado, como já tive ocasião de recordar, a técnica « nunca é simplesmente técnica; mas manifesta o homem e as suas aspirações ao desenvolvimento, exprime a tensão do ânimo humano para uma gradual superação de certos condicionamentos materiais. Assim, a técnica insere-se no mandato de “cultivar e guardar a terra” (cf. Gn 2, 15) que Deus confiou ao homem, e há-de ser orientada para reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente em que se deve reflectir o amor criador de Deus ». 11. É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adoptarem novos estilos de vida, « nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as opções do consumo, da poupança e do investimento ». Deve-se educar cada vez mais para se construir a paz a partir de opções clarividentes a nível pessoal, familiar, comunitário e político. Todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. Tal responsabilidade não conhece fronteiras. Segundo o princípio de subsidiariedade, é importante que cada um, no nível que lhe corresponde, se comprometa a trabalhar para que deixem de prevalecer os interesses particulares. Um papel de sensibilização e formação compete de modo particular aos vários sujeitos da sociedade civil e às organizações não-governamentais, empenhados com determinação e generosidade na difusão de uma responsabilidade ecológica, que deveria aparecer cada vez mais ancorada ao respeito pela « ecologia humana ». Além disso, é preciso lembrar a responsabilidade dos meios de comunicação social neste âmbito, propondo modelos positivos que sirvam de inspiração. É que ocu-par-se do ambiente requer uma visão larga e global do mundo; um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes àquilo que sucede ao nossoredor, porque a deterioração de uma parte qualquer do mundo recairia sobre todos. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da « caridade na verdade ». Neste contexto alargado, é altamente desejável que encontrem eficaz correspondência os esforços da comunidade internacional que visam obter um progressivo desarmamento e um mundo sem armas nucleares, cuja mera presença ameaça a vida da terra e o processo de desenvolvimento integral da humanidade actual e futura.12. A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. Com efeito, a degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, « quando a “ecologia humana” é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental ». Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social. Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica « ecologia humana » e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza. É preciso preservar o património humano da sociedade. Este património de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação.13. Por fim não se deve esquecer o facto, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados quando entram em contacto directo com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma espécie de reciprocidade: quando cuidamos da criação, constatamos que Deus, através da criação, cuida de nós. Por outro lado, uma visão correcta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a natureza ou de a considerar mais importante do que a pessoa. Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da « dignidade » de todos os seres vivos. Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da « gramática » que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar. Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana. 14. Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira. Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus « todas as criaturas, na terra e nos céus » (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados « novos céus e uma nova terra » (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre. Assim, proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si. Por isso, convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador omnipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação.
Vaticano, 8 de Dezembro de 2009.

Fonte: RV

PAZ COMEÇA PELO RESPEITO POR QUEM É DIVERSO DE NÓS

PAPA: "PAZ COMEÇA PELO RESPEITO POR QUEM É DIVERSO DE NÓS"


Cidade do Vaticano, 1º jan (RV)

- O pontífice presidiu esta manhã, na Basílica de São Pedro, a missa que, em coincidência com o primeiro dia do ano civil, celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus, e ao mesmo tempo, o 43º Dia Mundial da Paz. Concelebraram com o papa os cardeais Tarcisio Bertone, secretário de Estado, e Renato Raffaele Martino, presidente emérito do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz. “A paz começa com o olhar respeitoso, que reconhece na face do outro uma pessoa, independente da cor de sua pele, da sua nacionalidade, língua ou religião” – lembrou Bento XVI em sua homilia. Para o papa, “somente se tivermos Deus no coração, somos capazes de reconhecer na face do outro um irmão na humanidade”.O papa convidou todos a realizar projetos de paz, depor as armas de todo tipo e esforçarem-se, juntos, para construir um mundo mais digno do homem. Recordando o sofrimento de tantas crianças atingidas por guerras em muitas partes do mundo, disse que “o rosto destes pequenos inocentes é um apelo silencioso à nossa responsabilidade”. Dirigindo-se aos embaixadores de todos os países representados junto à Santa Sé, o papa advertiu: “No dia dedicado a Maria, Mãe de Deus, a imagem da ternura encontra o seu trágico contrário nas dolorosas imagens de tantas crianças e de suas mães à mercê de guerras e violências: deslocados, refugiados, migrantes forçados. Faces marcadas pela fome e pelas doenças, faces desfiguradas pela dor e pelo desespero”.Em referência ao 43º Dia Mundial da Paz, o pontífice evocou com veemência a responsabilidade de quem vive na terra para com a preservação da Criação:“Se o homem se degrada, degrada o ambiente em que vive; se a cultura tende para um niilismo, não teórico, mas prático, a natureza pagará as conseqüências. Existe um nexo direto entre o respeito do homem e a salvaguarda da Criação” – disse. Assim – continuou – “é importante sermos educados desde pequenos ao respeito do próximo, mesmo quando é diferente de nós, e à responsabilidade ecológica, baseada no respeito do homem e de seus direitos e deveres fundamentais”. Bento XVI pediu que sigamos o exemplo das crianças de hoje, cada vez mais em contato com coetâneos de várias nacionalidades, que despertam em nós a ternura e a alegria por uma inocência e uma irmandade que nos parecem evidentes: “Apesar das suas diferenças, choram e sorriem do mesmo modo, têm as mesmas necessidades, comunicam espontaneamente, brincam juntas... As faces das crianças são como um reflexo da visão de Deus sobre o mundo. Por que então tirar os seus sorrisos? Por que envenenar os seus corações?”.Em sua homilia deste início de ano, Bento XVI re-propôs o conceito de ‘ecologia humana’, usado pela primeira vez por João Paulo II, fortemente propagado por papa Ratzinger em sua encíclica 'Caritas in veritate', e retomado na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010: “Se queres cultivar a paz, preserva a criação”.“O homem é capaz de respeitar a criatura na medida em que traz no próprio espírito um pleno sentido da vida; de outro modo será levado a desprezar a si mesmo e ao que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela Criação. Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pela criatura e maior sensibilidade pelo seu valor simbólico”. (CM)

Fonte: RV

PAZ - RESPEITO PELA CRIAÇÃO E APELA AO DESARME

PAPA PEDE RESPEITO PELA CRIAÇÃO E APELA AO DESARME

Cidade do Vaticano, 1º jan (RV)

- “Administrar com sabedoria os recursos naturais da Terra é a condição indispensável para a paz” – disse o papa no Ângelus rezado na Praça São Pedro no primeiro dia do ano e com o 43º Dia Mundial da Paz.Bento XVI recordou a recente cúpula de Copenhagen, onde “emergiu novamente a urgência de orientações concordadas globalmente, mas que atendam às necessidades das pessoas, famílias e governos locais”. Lançou um forte apelo para adotarmos novos estilos de vida, pois somos responsáveis pela proteção e zelo da Criação, e pediu educação ao respeito pela natureza. Invocando igualmente respeito pelas pessoas, “nossos irmãos e irmãs, e pela vida humana”, o papa implorou à consciência dos integrantes de grupos armados, pedindo-lhes que abandonem a estrada da violência. O apelo foi interrompido por um longo aplauso:“A todos, a cada um de vocês – clamou – digo ‘parem, reflitam e abandonem o caminho da violência'. Este passo pode parecer impossível neste momento, mas se tiverem a coragem de fazê-lo, Deus os ajudará e sentirão voltar em seus corações a alegria da paz, que há tanto tempo esqueceram”.Após a oração mariana, Bento XVI saudou as cerca de 10 mil pessoas que participaram esta manhã, na capital italiana, da marcha da paz promovida pela Comunidade de Santo Egídio, e que estavam reunidas na Praça. A manifestação tocou várias cidades na Itália e em outros países, com uma série de iniciativas às quais o papa expressou gratidão. Em português, o papa disse as seguintes palavras, seguidas de sua benção:“A todos os povos e nações de língua portuguesa - nominalmente aos peregrinos vindos de Angola - aos seus lares e comunidades, aos seus governantes e instituições, desejo a paz do Céu, que hoje vemos reclinada nos braços da Virgem Mãe. Feliz Ano Novo!”.


Fonte: RV

BENTO XVI "O BOM PASTOR"

OS TESOUROS DO AMOR

Cidade do Vaticano,

- O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, publicou ontem antecipadamente seu editorial ‘Octava Diaes’: uma reflexão sobre as visitas realizadas por Bento XVI ao Hospital Coração de Jesus e ao refeitório dos pobres e imigrantes da Comunidade de Santo Egídio. “Quando foi intimado pelos perseguidores a entregar os tesouros da Igreja, o diácono mártir Lourenço, apresentou-lhes os pobres que servia dizendo: ‘Eis o nosso tesouro’”. Naquele almoço, o papa recordou este episódio. Não esqueceremos a conversa fraterna que manteve, na mesa, com refugiados, ciganos, portadores de deficiências, cristãos e muçulmanos; de sua alegria sincera ao participar daquele evento de solidariedade e mais ainda, da amizade sem fronteiras. Àqueles que definiam sua visita ‘um milagre’, ele respondia: ‘o milagre era o encontro cotidiano de histórias e pessoas tão diferentes, que se entendem graças à linguagem única do amor’. Lembraremos também das mãos dos doentes apertando as do papa, duas semanas antes, em sua visita ao Hospital para enfermos graves e em estado terminal. As orações sussurradas, os olhos dos doentes, moribundos, cheios de lágrimas. Aguardamos também a próxima visita de Bento XVI ao refeitório da Caritas, na estação ferroviária de Roma, outra etapa do itinerário de encontros com os ‘tesouros’ da comunidade cristã. Pe. Lombardi encerra a reflexão agradecendo ao Santo Padre por unir ao magistério de suas palavras esta série de gestos espontâneos, simples e eloqüentes. “Desde o início do pontificado, tem dito que Deus é amor; hoje o agradecemos porque nos ajuda a entendê-lo”. (CM)

Fonte: RV