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Mostrando postagens com marcador reatores. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 16 de março de 2011

ÁGUA PARA TENTAR REFRIGERAR REATORES NA USINA NUCLEAR DE FUKUSHIMA DAÏICHI

16/03/2011 21h31 - Atualizado em 16/03/2011 22h55

Helicópteros militares lançam água para tentar resfriar reator no Japão
Situação na usina de Fukushima Daiichi é 'muito séria', segundo a ONU.Tremor e tsunami causaram mortes, destruição e crise humanitária no país.

Helicópteros militares do Japão lançaram água na manhã desta quinta-feira (17), noite de quarta no Brasil, sobre a usina nuclear de Fukushima Daiichi, na tentativa de resfriar o superaquecido reatores 3 e evitar um desastre de grandes proporções com vazamento de material radioativo.
Inicialmente, as autoridades haviam dito que apenas um canhão de água seria usado na operação. O canhão ainda iria ser usado, para tentar resfriar o reator 4.
Além disso, a Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), operadora da usina, que esperava que uma nova linha de transmissão de energia pudesse ser ligada ainda nesta quinta para religar o sistema de refrigeração da usina, o que em tese poderia normalizar a situação na usina.

A usina foi bastante danificada pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami, que atingiu a costa noroeste do país no dia 11, provocando mortes, devastando regiões da costa e causando uma crise energética, econômica e humanitária no arquipélago.

A preocupação internacional sobre a situação da usina cresceu ao longo desta quarta. Os novos acontecimentos na usina, bastante afetada pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami na costa japonesa no dia 11, são "muito sérios", disse o chefe da agência nuclear da ONU, Yukiya Amano.

O objetivo imediato das autoridades japonesas é resfriar o combustível dos reatores, para evitar um superaquecimento que provoque a emissão de material radioativo danoso à saúde humana.

Foto de satélite feita nesta quarta-feira (16) pela DigitalGlobe mostra a usina de Fukushima Daiichi. Vapor pode ser visto saíndo dos reatores 2 e 3. Também podem ser vistos danos nos reatores 1 e 4 e em outros prédios. (Foto: AP)

sábado, 12 de março de 2011

Explosão destrói edifício que abriga reatores nucleares
Quatro trabalhadores da Tokyo Power Electric Co. sofreram fratura
Fumaça na usina nuclear Fukushima Daiichi 1 depois de uma explosão, Japão (Reuters)
Uma explosão destruiu o edifício que abriga um dos seis reatores da usina nuclear de Fukushima neste sábado na costa nordeste do Japão. A explosão aconteceu um dia após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter, seguido de tsunami na região.
A Tokyo Power Electric Co., empresa que opera a usina, informou que quatro trabalhadores sofreram fraturas e foram levados a um hospital. Um especialista disse que o incidente não representa perigo imediato.
Ainda assim, aumentou a preocupação de que ocorra um desastre maior no local.Imagens da rede de televisão estatal NHK mostram as paredes do edifício do reator ruindo, deixando de pé apenas um esqueleto de metal.
Colunas de fumaça saíam da usina de Fukushima, que fica a 30 quilômetros de Iwaki, um dos locais mais atingidos pelo duplo desastre. "Estamos tentando descobrir o que causou a explosão", afirmou Yukio Edano, porta-voz do governo local.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, viajou neste sábado para o local, a fim de inspecionar a usina.O governo japonês declarou nesta sexta-feira estado de "emergência nuclear".
Cerca de 46 mil moradores em um raio de dez quilômetros da usina foram retirados emergencialmente de suas casas e transportados para lugares seguros. Porém, segundo a rede NHK, no momento da explosão ainda havia cerca de 800 pessoas nas redondezas, algumas delas idosas. Mais tarde, com a gravidade da situação, o governo ampliou a área de evacuação para 20 quilômetros.
Prejuízos - O Japão confronta na manhã deste sábado a devastação provocada pelo terremoto e o tsunami de sexta-feira na sua costa nordeste, onde ainda há incêndios e cidades parcialmente submersas. Pelo menos 574 pessoas morreram - autoridades afirmam que o número deve passar de 1.300 -, 784 estão desaparecidas e 1.128 se feriram.O amanhecer revelou boa parte da extensão dos danos causados pelo tremor e pelo tsunami de dez metros de altura que varreu vilarejos e cidades.
Em uma das áreas residenciais mais atingidas, era possível escutar pessoas soterradas sob os escombros, pedindo socorro e perguntando quando seriam resgatadas, segundo relato da agência de notícias Kyodo.Pelo menos 45 países - inclusive China e EUA - já ofereceram ajuda ao Japão nas tarefas de busca e resgate de vítimas.
Fonte: Veja

JAPÃO DECRETA ALERTA NUCLEAR

Japão decreta alerta nuclear; novo terremoto atinge região

Governo admitiu possibilidade de vazamento na usina nuclear de Fukushima, depois de funcionários reportarem um aumento da pressão em um dos reatores após o terremoto

Nível de radiação aumentou 1.000 vezes. Moradores num raio de 10 km foram removidos

Um novo terremoto também de 6,6 graus de magnitude atingiu a região montanhosa da prefeitura de Niigata, no noroeste do Japão, por volta das 4h locais deste sábado (16h de Brasília desta sexta-feira). A agência de notícias Kyodo informou, por sua vez, que não havia um novo alerta de tsunami depois desta réplica do devastador terremoto

O ministro do Comércio e da Indústria japonês, Banri Kaieda, admitiu nesta sexta-feira um vazamento na usina nuclear de Fukushima, depois de funcionários reportarem um aumento da pressão em um dos reatores após o terremoto.
Os níveis de radiação em torno do complexo aumentaram oito vezes nas últimas horas em um ponto de checagem do lado de fora do usina e estão mil vezes maiores do que o normal na sala de controle do reator, segundo a agência Kyodo.

De acordo com Agência Nuclear Japonesa, o risco de um acidente está maior porque a radiação pode se espalhar facilmente pelo complexo. O sistema de refrigeração do reator parou de funcionar após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o Japão nesta madrugada, devido a uma queda de energia. Ao menos 3 mil pessoas foram retiradas da usina, que fica a 240 km de Tóquio.

O governo e a Tepco, empresa que administra a usina, haviam decidido liberar um pouco de gás radioativo no ambiente para reduzir a pressão no reator. Segundo o ministério da Indústria japonês, não haveria risco para a população e o meio ambiente.

O país declarou emergência nuclear. Trata-se de um procedimento de segurança internacional para minimizar os danos que o terremoto pode ter causado às instalações nucleares, garantindo que não haja vazamentos, como ocorreu em 2007, em Kashiwazaki-Kariwa, quando 1 mil litros de água contaminada atingiram o mar.

O governo japonês informou ainda que milhares de moradores foram retirados da região depois que o sistema de resfriamento falhou após o forte terremoto de 8,9 graus de magnitude, o maior da história do Japão. Inicialmente, o raio era de três quilômetros da usina. Mais tarde, passou para dez.


Tsunami - Após o tremor, a primeira preocupação do governo foi com as consequências do tsunami provocado pelo terremoto e que cobriu parte da costa nordeste do território japonês. A região mais castigada é próxima da cidade de Sendai, capital da província de Miyagi.
Um balanço da polícia já fala em pelo menos 337 mortos e 707 desaparecidos. Mas, segundo a agência de notícias Kyodo, o número de mortos pode chegar 1.000, já que há relatos de que pessoas estão desaparecidas sob escombros de prédios e casas. O governo ainda não confirma os números.

Outros dois tremores de menor intensidade (6,6 graus) se sucederam ao primeiro. Mais tarde, um novo terremoto também de 6,6 graus de magnitude atingiu a região montanhosa da prefeitura de Niigata, no noroeste do Japão, por volta das 4h locais deste sábado (16h de Brasília desta sexta-feira). A agência de notícias Kyodo informou, por sua vez, que não havia um novo alerta de tsunami depois desta réplica do devastador terremoto.

O tsunami que sucedeu o primeiro tremor provocou ondas de até dez metros, atingindo cidades costeiras. A maior parte dos Estados do Pacífico, da Oceania à América Latina, também emitiram alertas de tsunami, mas nenhuma dano significativo foi observado até o momento fora do arquipélago nipônico.

O terremoto abalou também a aviação mundial, com voos que sairiam ou chegariam ao Japão sendo cancelados. Mais de 20.000 pessoas ficaram presas só nos dois principais aeroportos de Tóquio. O caos se repetiu nos terminais de outras cidades.

Tragédias - Situado no chamado "Anel de Fogo do Pacífico", o Japão sofre frequentes terremotos. Apesar dessa rotina de tremores, é raro que um terremoto provoque vítimas - as rígidas normas de construção vigentes no país garantem que as casas e prédios tenham o maior grau de segurança possível para aguentar aos tremores. A violência do terremoto desta sexta, porém, atingiu um nível tão grande que mesmo as precauções tomadas pelos japoneses não foram capazes de impedir uma tragédia.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, qualificou de "grandes" os danos causados pelo terremoto. Ele não quis revelar as estimativas sobre número de vítimas. Kan pediu calma à população para fazer frente às consequências do forte tremor.
Diversos países já manifestaram solidariedade aos japoneses - os americanos, que mantêm relação muito próxima com o governo de Tóquio, já ofereceram ajuda ao país. A Grã-Bretanha e a Itália também se prontificaram a enviar remessas de ajuda humanitária a Tóquio. O Google disponibilizou um serviço (em inglês e japonês) de localização de pessoas que desapareceram após o terremoto.
Fonte: Veja