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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Surpresa e humildade: Card. Braz de Aviz comenta renúncia de Bento XVI



RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) – “O sentimento é de surpresa, muito grande”: palavras do Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Card. João Braz de Aviz, que estava presente no momento do anúncio da renúncia de Bento XVI.

Contatado pela Rádio Vaticano, Card. Braz de Aviz fala da reação de surpresa dos cardeais presentes:

Nós fomos convocados esta manhã às 11h para o Consistório dos cardeais com o programa de aprovação de novos santos para a Igreja. Toda a sessão foi feita em latim, e no final da sessão o papa pessoalmente anunciou esta notícia para nós muito extraordinária. Eu inclusive consultei o cardeal que estava ao meu lado e disse: “O Papa está dizendo que ele está renunciando?” Porque não me parecia verdade. De fato, depois vimos que já estava confirmado e era isso mesmo que ele estava dizendo. Foi uma surpresa para todos nós porque esta atitude da renúncia não é uma atitude muito comum na Igreja. Mas a gente acredita que o Papa, provavelmente ajudado pelos seus médicos, pelas pessoas que lhe estão perto, seguramente ele avaliou isso, e o fez no conjunto da Igreja para o bem da Igreja. É um ato de extrema humildade por parte do Papa, de extremo amor à Igreja e que nos colheu muito de surpresa. Mas nós acreditamos realmente que o Papa o fez por amor à Igreja, por amor à Sé de Pedro, e nós sabemos o quanto ele trabalhou, quanto ele está trabalhando e trabalhará até o dia 28 ainda nesse sentido. O sentimento é de surpresa, muito grande. A gente via na própria sala esta surpresa. Não sabíamos de nada, só da questão do consistório para os santos e não de sua renúncia. Nesse sentido, foi uma grande surpresa. Também a atitude dele: “Continuarei ajudando através da minha oração e do meu testemunho”. Isso é muito bonito da parte do Santo Padre. Da nossa parte, queremos pedir pela Igreja, pedir também pelo novo Conclave e pedir para que o Senhor dê a nós o Pontífice que ele pensou para este momento.

RENUNCIA: "ESTAMOS INCRÉDULOS"

Card. Sodano em nome do colégio cardinalício: "Estamos incrédulos"



Cidade do Vaticano (RV) – O anúncio feito por Bento no final do Consistório público para a promulgação da causa de três novos santos, foi como “um trovão em céu sereno”, afirmou o decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano.

O anúncio foi feito em latim, e ao tomar a palavra, o Card. Sodano disso: “Santidade, recebemos sua mensagem quase que completamente incrédulos. Permita-me dizer-lhe, em nome de todos os seus colaboradores, que estamos mais do que nunca solidários com o senhor, como estivemos nesses luminosos oito anos do seu pontificado”.

O Decano do colégio cardinalício afirma que antes de 28 de fevereiro, dia em que Bento XVI deseja pôr fim a este serviço, “teremos modo de expressar-lhe melhor os nossos sentimentos. Certamente, as estrelas no céu continuam sempre brilhando e assim brilhará sempre em meio a nós a estrela do seu pontificado”.

A essas palavras, seguiu-se um caloroso abraço entre o decano do colégio cardinalício e Bento XVI

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

BENTO XVI RENUNCIA AO MINISTÉRIO DE BISPO DE ROMA

Bento XVI renuncia ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro

A Sede de São Pedro ficará vacante a partir de 28 de Fevereiro. Será convocado o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Apresentamos as palavras com que Bento XVI anunciou a sua renuncia:



Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.
Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: Zenit.org

Bento XVI anuncia a decisão de deixar o cargo. Sede vacante a partir de 28 de fevereiro. Eleição do novo Papa em março



Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Insucessos e dificuldades não nos desencoragem...

"Insucessos e dificuldades não nos desencoragem... A nós toca lançar as redes com fé, o Senhor faz o resto" - Bento XVI por ocasião do Angelus



RealAudioMP3 Encorajados pelo belo dia de sol invernal com que Roma foi agraciado neste domingo, numerosos fiéis e turistas congregaram-se na Praça de São Pedro para ouvir o Santo Padre que, ao meio dia, apareceu à janela do seu apartamento para rezar com eles as Ave Marias.

Como sempre, antes da oração, o Papa fez uma breve reflexão teológica centrada sobre o Evangelho da missa deste domingo que nos fala da pesca milagrosa realizada por vontade do Senhor…

O evangelista São Lucas conta, de facto, que enquanto a multidão premia nas margens do lago de Genesaré para ouvir Jesus, Ele viu Simão Pedro entristecido por não ter podido pescar nada durante a noite. Jesus sobe para o barco e depois de fazer a sua pregação à multidão diz a Simão para lançar as redes, e este obedece, pescando uma grande quantidade de peixes.

O evangelista – disse o Papa – quer-nos mostrar como os primeiros discípulos seguiam com confiança Jesus e a Sua Palavra. Com efeito, Simão que antes o chamava Maestre passa a chamá-lo Senhor.

“É a pedagogia da chamada de Deus, que não olha tanto para a qualidade dos eleitos quanto para a sua fé, como a de Simão que diz: “Porque tu o dizes lançarei as redes ” .

A imagem da pesca remete-nos para a missão da Igreja – prosseguiu o Papa citando Santo Agostinho que nos recorda que por duas vezes os discípulos puseram-se a pescar por ordem do Senhor: uma antes da paixão e outra depois da ressurreição. Nessas duas pescas está representada toda a Igreja: a Igreja como é actualmente e como será depois da ressurreição dos mortos. Agora acolhe bons e mau, depois da ressurreição acolherá apenas os bons. Mas a experiência de Simão Pedro ensina-nos também que não devemos nunca desencorajar-nos no anuncio da Palavra de Deus a todos até aos confins da terra… No entanto – são ainda palavras de Bento XVI - a leitura evangélica deste domingo faz também reflectir sobre a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada que é obra de Deus…

“É obra de Deus. O homem não é autor da própria vocação, mas sim resposta à proposta divina; e a fraqueza humana não deve meter medo se Deus chama. É necessário ter confiança na Sua força que age precisamente na nossa pobreza: é necessário ter cada vez mais confiança na potencia da sua misericórdia, que transforma e renova”

Bento XVI concluiu as suas breves reflexões exprimindo o desejo de que estas Palavras do Senhor reavivem em cada um de nós e nas nossas comunidades a força de anunciar e dar testemunho do Evangelho.

“Que os insucessos e as dificuldades não nos levem ao desencorajamento: a nós toca lançar as redes com fé, o Senhor faz o resto” .

E o Papa concluiu confiando a Nossa Senhora, que soube dizer sim com confiança, a nossa disponibilidade a seguir Jesus, Maestre e Senhor…

Depois da Oração do Angelus, o Papa recordou que neste domingo diversos Povos do Extremo Oriente festejam o fim do ano lunar. Paz, harmonia e agradecimento aos Céus são os valores universais nesta alegre circunstância – disse dirigindo os seus votos a essas populações.

“Desejo que as aspirações desse povos a uma vida feliz e próspera possam concretizar-se. Envio uma saudação especial aos católicos daqueles países, a fim de que neste Ano da Fé, se deixem guiar pela sageza de Cristo.”

Depois o Papa recordou que nesta segunda-feira, 11 de Fevereiro, Festa litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, ocorre o Dia Mundial do Doente. As celebrações solenes têm lugar este ano no Santuário Mariano de Altõting, na região alemã da Baviera.

“Com a oração e com o afecto, sinto-me próximo de todos os doentes e uno-me espiritualmente a quantos se reunião naquele Santuário, a mim particularmente querido” .

Em francês o Papa recordou que Jesus recomenda que se visite os doentes, e convidou a acolher este Ano da Fé para aprofundarmos o sentido verdadeiro deste gesto que não separa a fé da caridade.

Bento XVI prosseguiu saudando os fieis em várias outras línguas e concluindo com uma saudação em italiano durante o qual se referiu à iniciativa “Banco Farmacêutico” que se realizou sábado nalguns países europeus…

“Gostaria de exprimir apreço pela iniciativa chamada “Banco Farmacêutico” que ontem efectuou a recolha de medicamentos em Itália, Espanha e Portugal” RealAudioMP3

Medicamentos para quem não os pode adquirir…
Fonte: Radio Vaticano

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet

O pontífice afirmou que a humanidade só tem a ganhar com a comunicação digital.Por Nilton Kleina em 24 de Janeiro de 2013

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet(Fonte da imagem: Reprodução/Twitter)
O Papa Bento XVI é polêmico em várias opiniões sobre temas da sociedade, mas fãs de internet e redes sociais podem ficar tranquilos: o pontífice é fã de computadores e acredita que a comunicação por meios virtuais é benéfica ao ser humano.
Para Bento XVI, redes sociais e mecanismos de busca em geral “são o ponto de partida para comunicação de muitas pessoas que buscam ideias, informações e respostas”. As conversas no mundo virtual também são apoiadas: segundo ele, elas “demonstram que o ser humano é incansável, não para de procurar pela verdades de alta ou baixa importâncias para oferecer sentido a suas vidas”.
O discurso do Papa ainda conta com sugestões sobre o que fazer na rede: prestar atenção em sites, aplicativos e redes que oferecem tempo para reflexão e questionamentos. Mas não dá para se esquecer da vida real – e, neste caso, as pessoas devem encontrar tempo para ficar em silêncio, orar e espalhar a palavra de Deus.
O Twitter, que Bento XVI começou a usar no ano passado, foi elogiado indiretamente: o pontífice disse que frases curtas, do tamanho de versículos da Bíblia, já podem fazer alguma diferença.

Cada vez mais pop

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet(Fonte da imagem: Reprodução/Agencia Ecclesia)
Aproveitando a onda digital, o Papa aproveitou a ocasião para lançar um aplicativo para smartphones. O "The Pope App" existe para Android e iOS e conta com notícias e vídeos sobre Bento XVI e o Vaticano em geral. O português é um dos idiomas disponíveis.
Fonte: TECMUNDO

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas.


Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas, diz Papa na Audiência Geral


Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-02-2013)  
- Nesta quarta-feira mais uma vez realizou-se a tradicional Audiência Geral. Milhares de fiéis e peregrinos foram recebidos por Sua Santidade o Papa Bento XVI que fez para eles a continuação de sua catequese relembrando o tema proposto para o Ano da Fé.
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Continuou, então, o pontífice em sua meditação sobre o Credo: A profissão de fé inicia qualificando Deus como "Todo-poderoso", e a seguir o Credo afirma que Deus é o "criador do céu e da terra", recordando assim a frase com a qual tem início a Bíblia.
O Santo Padre ensinou que Deus é Pai enquanto origem da vida e que ao criar Ele mostra a sua onipotência. É Deus quem estabelece a ordem, a harmonia e põe beleza em todas as coisas. E Ele não abandona suas criaturas. 
É por isso que o mundo criado mostra vestígios da ação divina e, para mais além de uma análise meramente fática, permitem vislumbrar a profunda verdade da criação e o amor de que está impregnada.
Por meio da revelação, o fiel pode ler no grande livro da natureza quem é Deus como Criador e Pai. Mas, o ápice da criação é o homem e a mulher, o ser humano: um ser pequeno em relação à imensidão do universo, porém o único que foi feito «à imagem de Deus», capaz de entender a sabedoria da sua obra, reconhecendo e louvando através dela o Criador.
É por isso, diz o Papa, que o homem goza da proteção especial de Deus, que fundamenta a inviolabilidade da dignidade humana, frente à tentação de ver nas pessoas simples objetos inanimados para a própria utilidade.
O Santo Padre concluiu suas palavras afirmando: "Queridos irmãos e irmãs, viver de fé significa reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa pequenez, a nossa condição de criaturas deixando que o Senhor a preencha com o seu amor. O mal, com a sua carga de dor e de sofrimento, é um mistério que é iluminado pela luz da fé, que nos dá a certeza de nos livraremos dele."
Bento XVI proferiu sua catequese em italiano, porém, no final, como sempre costuma fazer, fez um resumo dela em varias línguas. Ele disse em o português:
Queridos irmãos e irmãs, no Credo, confessamos que Deus é o «criador do céu e da terra», como se lê no Gênesis Deus cria através da sua palavra: a vida surge, porque tudo obedece à Palavra divina.
No vértice da criação, aparece o homem e a mulher: formados do pó da terra, possuem o sopro vital de Deus, e cada vida humana está sob a sua proteção. Esta é a razão mais profunda da inviolabilidade da dignidade humana.
Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas. Por vezes, somos tentados a ver esta dependência do amor criador de Deus como um peso do qual libertar-se. Mas, indo contra o seu Criador, o ser humano renega a sua origem e a sua verdade, e o mal entra no mundo com a sua penosa cadeia de sofrimentos e morte. E, sozinhos, não podemos sair dela...
As justas relações só podem ser reatadas, se Aquele, de quem nos afastamos, vier até nós e nos estender a mão. É o que faz Cristo! Percorre o caminho do amor, humilhando-Se até à morte de Cruz, para repor em ordem as nossas relações com Deus e com os outros. A Cruz torna-se a nova árvore da vida. De coração, saúdo os peregrinos de Guaratinguetá e todos os presentes de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus Pai criador, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Desça a sua Bênção generosa sobre vós e vossas famílias.
Após o final da saudação, Bento XVI ainda pode ouvir um hino a Nossa Senhora Aparecida que foi entoado por um grupo de brasileiro. (JS)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ONDE ESTAVA DEUS DURANTE A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA-RS?

ONDE ESTAVA DEUS DURANTE A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA-RS?



Minha sobrinha de 18 anos, a mesma idade daqueles que foram mortos nesta tragédia me perguntou à queima roupa: Tio, onde estava Deus na hora do incêndio?
Percebi um misto de revolta e respeito ao me questionar daquela forma. Na verdade ela não entendia porque Deus não havia feito nada afinal ela tinha aprendido, na catequese, que Deus estava ao nosso lado o tempo todo. A dúvida dela é a mesma de milhões de pessoas que ficaram perplexas diante das cenas que se repetiam na televisão. Corpos sem vidas sendo retirados daquele lugar. Jovens com seus futuros interrompidos por uma tragédia. Mas por que?
Em nossa visão achamos que Deus deveria ter feito algo e apagado o fogo ou, quem sabe, agido de maneira milagrosa para que as paredes da boate caíssem como caíram as muralhas de Jericó. Não, as coisas não acontecem dessa forma. 
Ter Deus ao nosso lado não significa que não passaremos pelas dores ou momentos difíceis. A presença de Deus em nossa vida não nos isenta do sofrimento. Viver em Deus não é caminho largo sem dor. A dor e o sofrimento fazem parte da nossa vida por causa da nossa limitação, seremos livres deles totalmente quando, um dia, vivermos em Deus. Mas enquanto caminhamos nesta terra imperfeita e limitada estaremos à mercê do sofrimento e da dor. A diferença está em que aquele que vive uma vida na fé e em Deus encara e supera o sofrimento de forma diferente. O que vive pela fé não é vencido pela dor e pelas tribulações mas supera tudo isso porque Deus está ao seu lado. Aquele apóstolo também sentiu isso, ele não foi poupado do sofrimento, mas tinha certeza da sua vitória: “Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos”. (2Cor 4,8-9). Ter Deus ao nosso lado não nos livra da dor, mas nos dá condições de superá-la.
Disse tudo isso à minha sobrinha que ainda permanecia em dúvida e retrucou: “entendi, mas por que Deus não fez alguma coisa para evitar aquilo tudo?” 
Sei que esta é a pergunta que todos estão fazendo porque fomos criados pensando que Deus deve fazer tudo por nós. Felizmente não é assim. Digo felizmente poque Deus nos criou para que tivéssemos um relacionamento de amor com ele. Ele nos ama e nós o amamos. Ora, para que isso aconteça deve haver liberdade. Caso contrario não seria amor e sim pura obediência. Amamos a Deus com tanta liberdade que podemos até rejeitá-lo, caso seja essa nossa escolha. Por causa disso Deus não intervém na nossa história a todo momento. Fazemos o nosso caminho a partir daquilo que apreendemos do seu amor, temos a sua força que nos impele a superar os momentos difíceis mas não somos parte de um brinquedo de Deus, onde Ele controla tudo com um joystick como se fosse um daqueles joguinhos de computador.
Se acontecem tragédias, acidentes e ataques terroristas Deus não é o culpado. Até entendo que diante de uma falta de explicação para os fatos tentemos buscar um culpado e não achando ninguém culpamos a Deus. Mas as tragédias acontecem por negligência, por falta de responsabilidade ou porque não se observaram regras básicas de segurança, no caso, acender um artefato explosivo num ambiente fechado. Os acidentes são frutos do desgaste de peças e de falhas humanas e os ataques terroristas, frutos da maldade do coração dos homens. Deus não participa disso.
Mas onde estava Deus? É melhor que mudemos a pergunta pra “Onde está Deus neste momento?”
Deus está nas milhares de pessoas que são solidárias e rezam por essas familias. Ele está nas centenas de voluntários que se uniram para ajudar. Deus se encontra naqueles que entraram na boate, em chamas, para resgatar os que estavam ali. Deus permanence no coração daqueles que choram e ao mesmo tempo enxuga as lágrimas de um pai ou mãe inconsoláveis. Deus estará no coração de cada parente ou amigo daqueles jovens fazendo com que eles possam retomar as suas vidas. Deus estará na voz daqueles que irão denunciar as péssimas condições de segurança de locais semelhantes à esta boate para que outras tragédias não venham acontecer mais.
Deus deve estar em seu coração neste momento, para que você se una à essas famílias e reze por elas. Deus deve estar em seu coração, neste momento para que você procure alguém que esteja sofrendo para consolar e ajudar. 
Deus pode fazer tudo, mas prefere fazer tudo através de você.

Por e-mail: Autor Padre Juarez Castro

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O INÈDITO NOS EVANGELHOS - MONS. JOÃO SCOGNAMIGLIO CLÁ DIAS



Roma 

No próximo dia 28 de novembro, será lançado em Roma o livro "L'inedito sui Vangeli" (O inédito nos Evangelhos), de autoria de Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP, Presidente da Associação Arautos do Evangelho.

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A coleção "L'inedito sui Vangeli" é uma publicação conjunta internacional em quatro línguas da Librería Editrice Vaticana e os Arautos do Evangelho. Durante o ato será apresentado o Volume V da coleção -que comenta os Evangelhos dos domigos do Advento, Natal, Quaresma e Páscoa, e das Solenidades do Senhor no Tempo Ordinário do Ano C, e o volume VI, que comenta os Evangelhos dos Domingos do Tempo Ordinário do Ano C.

O Padre José Francisco Hernández EP, Procurador Geral dos Arautos do Evangelho em Roma, fará a Saudação inicial, após a qual algumas personalidades eclesiásticas falaram sobre a obra, dentre elas estão o Cardeal Franc Rodé CM, prefeito emérito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, Dom Jean-Louis Brugès, arquivista e bibliotecário da Santa Romana Igreja, e Dom Giuseppe A. Scotti, presidente da LEV e da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger.

"Encontramos caracterizada com frequência nestas páginas a solução aos problemas espirituais do homem do século XXI", afirma o Cardeal Rodé na apresentação que faz do livro.

O coro dos Arautos do Evangelho oferecerá aos assistentes um "Momento musical". (EPC)

Fonte:  Gaudium Press

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ANO DA FÉ: "REDESCOBRIR A ALEGRIA DE CRER"

Bento XI abre o Ano da Fé: "Redescobrir a alegria de crer!"



Cidade do Vaticano (RV)

- Exatamente cinquenta anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, o Papa celebrou na manhã desta quinta-feira, 11, a abertura do Ano da Fé, por ele convocado com o objetivo da Nova Evangelização e com o olhar dirigido ao futuro e ao novo legado do Concílio.

Bento XVI presidu a Missa com um total de 400 concelebrantes: 80 cardeais, 14 padres conciliares, 8 patriarcas de Igrejas orientais, 191 arcebispos e bispos sinodais e 104 Presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo. Estavam também presentes na Praça São Pedro Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams.

O Papa iniciou sua homilia explicando que a celebração desta manhã foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, recordando a memorável entrada solene dos padres conciliares nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia do utilizado durante o Concílio; e a entrega, no final da celebração, das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica.

Bento XVI disse que o Ano da fé tem uma relação coerente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um "Ano da Fé", em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre.

Lembrando aquele dia, Bento XVI evocou o Bem-Aventurado João XXIII no Discurso de Abertura do Concílio Vaticano II, quando apresentou sua finalidade principal: “que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz”. Papa Ratzinger revelou aos presentes o que experimentou: “uma tensão emocionante em relação à tarefa de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado”.

Para o Papa, o mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a atual, é reavivar na Igreja “aquela mesma tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, sempre apoiado na base concreta e precisa, que são os documentos do Concílio Vaticano II”.

“A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança”.

De fato – prosseguiu o Pontífice – “os Padres conciliares quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do ‘depositum fidei’ a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade”.

Portanto, “se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras, mas porque é necessário, mais ainda do que há 50 anos!” – exclamou. “Nas últimas décadas, observamos o avanço de uma "desertificação" espiritual, mas, no entanto, é precisamente a partir da experiência deste vazio que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus, que liberta do pessimismo”.

Este, portanto – concluiu Bento XVI – é o modo como podemos representar este ano da Fé: "uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão - mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos".

Por fim, o Papa recordou que no dia 11 de outubro de 1962, celebrava-se a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. “Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: ‘A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria... Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai’”.

CARDEAL DAMASECENO ASSIS CONCELEBRA ABERTURA DO ANO DA FÉ


Convidado pelo Papa, Card. Damasceno Assis concelebra abertura do Ano da Fé.




Cidade do Vaticano (RV)

- Por ocasião do Ano da Fé, em coincidência com o cinquentenário do

Concílio Vaticano II e o vigésimo aniversário do Catecismo da Igreja Católica, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está relançando, por meio das Edições CNBB, os documentos elaborados no evento conciliar iniciado em 1962 e uma nova edição do Catecismo e Compêndio da Igreja Católica. Para propiciar uma leitura mais abrangente, a tiragem foi realizada em edição econômica.

Em Roma a convite do Papa para concelebrar a solene cerimônia de abertura do Ano da Fé, na Praça São Pedro, o Cardeal-arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, afirma à RV que estes documentos são um meio para aprofundarmos e nossa fé e revigorarmos a missão evangelizadora da Igreja.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SÍNODO: "DEUS ROMPEU O SILÊNCIO DO UNIVERSO"

Papa na primeira sessão do Sínodo: "Deus rompeu o silêncio do Universo"


Cidade do Vaticano (RV)

– Os trabalhos da 13a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização foram abertos na manhã desta segunda, 08, com a oração das Laudes, presidida pelo Papa, na Sala Paulo VI. Bento XVI se dirigiu aos 262 padres sinodais de todo o mundo com as seguintes palavras: “O cristão não deve ser morno; este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje: a tepidez desacredita o cristianismo” – refletiu o Papa, .

“O fogo é luz, é calor, força de transformação: a cultura humana começou quando o homem descobriu que podia criar o fogo, que destrói, mas, sobretudo transforma, renova e cria uma novidade, a do homem que se torna luz em Deus”.

Para o Papa teólogo, é importante que no latim cristão, a palavra 'professio' tenha sido substituída pela 'confessio', palavra usada nos tribunais, em processos, e que traz consigo um elemento martiriológico: o testemunho, o risco da morte, a disponibilidade de sofrer. Bento XVI se dirigiu aos padres sinodais:

“Isto é muito importante, pois garante credibilidade. A fé não é uma coisa qualquer, que posso até deixar cair. Sabemos que para nós, a confissão não é uma palavra vazia, é mais do que a morte. Quem a faz demonstra que a verdade vale mais do que a vida: é uma pérola preciosa”.

A este propósito o Pontífice recordou que “o lugar da confissão é o coração e a boca, ou seja, a fé não é apenas uma realidade do coração, mas deve ser comunicada, confessada; tende a ser pública, como o fogo que se acende e se alastra, gerando novas chamas. É necessária a coragem da palavra. A confissão é o primeiro alicerce da Evangelização, e não é uma coisa abstrata. Tornando-se visível, é a força do presente e do futuro”.

Fonte: RV