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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 30 de abril de 2011

O MILAGRE PARA BEATIFICAR JOÃO PAULO II


Cidade do Vaticano, 30 abr (RV)


- A cura inexplicável de uma religiosa francesa que sofria de mal de Parkinson abriu o caminho para a beatificação do Papa João Paulo II, morto em 2005 após um longo calvário provocado justamente pelas conseqüências da doença.A freira francesa, Marie Simon-Pierre, enfermeira de profissão, segundo a Congregação para a Causa dos Santos, curou-se inexplicavelmente depois de orações e pedidos dirigidos a João Paulo II, poucos meses após a morte do pontífice.Para a beatificação, primeiro passo no longo caminho até a canonização, é preciso demonstrar que o candidato a santo intercedeu por um milagre.CoincidênciaMarie Simon-Pierre, na época com 40 anos, trabalhava em um hospital de Aix-en-Provence, no sul da França, quando foi diagnosticada em 2001 com Parkinson.Em 2007, a religiosa decidiu contar à imprensa como havia melhorado "milagrosamente" depois que a doença se agravou, em 2005, ano da morte de João Paulo II.Após dias de rezas e pedidos de toda a comunidade ao papa polonês, Marie Simon-Pierre conta ter deixado de sentir os sintomas da doença na madrugada entre os dias 2 e 3 de junho."Eu me senti completamente transformada (...). Senti que estava curada", contou.O caso da freira, que viu João Paulo II uma única vez em 1984, foi submetido à análise da Congregação da Causa dos Santos, que examinou e aprovou o milagre, após consultas junto a um conselho de especialistas médicos e teólogos.O processo sofreu atrasos porque a congregação vaticana fez questão de considerar qualquer possível objeção, submetendo o caso a vários peritos.De acordo com Dom Slawomir Oder, encarregado da documentação para a canonização de João Paulo II, a religiosa enferma seguiu o conselho de sua madre superiora, que sugeriu que ela escrevesse em um pedaço de papel o nome de João Paulo II.Depois de uma "súplica extrema" e ao longo de uma "noite de pregação", Marie Simon-Pierre teria então se curado, segundo Oder, destacando que entre os documentos que comprovam o milagre estão exemplos da caligrafia da religiosa antes e depois da cura misteriosa."A mudança na letra é impressionante: de ilegível a normal", afirmou.CiênciaPara não deixar dúvidas sobre a confiabilidade de seu depoimento, a religiosa se submeteu também a um exame psiquiátrico, contou Oder.O prelado explicou ter escolhido o milagre da francesa entre outros atribuídos a João Paulo II para demonstrar que o papa sentia na própria pele "a batalha pela dignidade da vida". Em 19 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI aprovou "as virtudes heroicas" de Karol Wojtyla.O processo de beatificação foi iniciado por Bento XVI dois meses depois da morte de seu predecessor, um prazo excepcionalmente breve.Durante as dezenas de homenagens fúnebres a João Paulo II na praça de São Pedro, em Roma, milhares de fiéis clamaram pela canonização do pontífice.Uma vez beatificado, é preciso provar que João Paulo II intercedeu em um segundo milagre para que seja canonizado. (RB/AFP)


Fonte: RV

PROGRAMA DA BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II

Beatificação de João Paulo 2º terá três dias de celebrações


DA EFE, DA CIDADE DO VATICANO


A beatificação do papa João Paulo 2º terá três dias de celebrações, com início neste sábado (30) com uma vigília no Circo Massimo de Roma. A vigília será dividida em duas partes. A primeira, "Celebração da Memória", começará com uma procissão da imagem de Maria Salus Populi Romani, a patrona de Roma.


A programação será seguida pelo discurso do antigo secretário pessoal e atual cardeal da Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, e do antigo porta-voz de João Paulo 2 durante 22 anos, o espanhol Joaquín Navarro-Valls.


Na sequência, será a vez da freira francesa Marie Simon Pierre, cuja doença de Parkinson foi curada de maneira inexplicável para a ciência. Essa cura, atribuída ao papa, abriu as portas para a beatificação de Karol Wojtyla.


Os coros da Diocese de Roma e a Orquestra do Conservatório de Santa Cecília cantarão na vigília, que seguirá com a segunda parte chamada "Celebração dos Mistérios Luminosos do Santo Rosário", que foram introduzidos por João Paulo 2º durante seu pontificado.


O rosário será recitado em conexão direta com cinco santuários de todo o mundo: o de Nossa Senhora de Guadalupe, no México; Fátima, em Portugal; Lagiewniki, na Polônia; Kawekamo-Bugando, na Tanzânia; e Notre Dame do Líbano.


No final, o papa Bento 16 dividirá a bênção apostólica do Vaticano. Bento 16 voltará da residência de Castel Gandolfo, onde passou dias de repouso, para presidir a cerimônia.


Uma vez concluída a bênção, as pessoas poderão comparecer a oito igrejas centrais de Roma que estarão abertas durante toda a noite na chamada "Notte bianca di preghiera" (a noite branca das rezas).


DOMINGO


Às 5h do domingo (1º), será permitido o acesso à Basílica de São Pedro do Vaticano, onde às 9h os fiéis vão se preparar, durante uma hora, para a cerimônia de beatificação, marcada para as 10h no horário local (5h de Brasília).


No total, 800 sacerdotes repartirão a comunhão na praça de São Pedro e na Via da Conciliação, onde serão instaladas 14 telas gigantes de televisão para que os milhares de fiéis possam assistir ao momento em que o papa eleva à glória dos altares seu antecessor, o primeiro papa polonês da história da Igreja.


Concluída a missa, o papa e os cardeais entrarão na Basílica de São Pedro para venerar João Paulo 2º.


A basílica permanecerá aberta enquanto houver fiéis e só será fechada na segunda-feira (2), durante a missa de ação de graças que será celebrada na praça de São Pedro pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.


Depois, todos os fiéis que desejarem poderão se aproximar do féretro para prestar homenagem ao papa.


Enquanto isso, milhares de garrafas de água e alimentos básicos serão distribuídos aos fiéis, informou a diocese de Roma. Livrarias vão expor dezenas de livros escritos para a ocasião e também discos, entre eles um CD com composições inéditas que acompanham preces, salmos e discursos de João Paulo 2º em seis idiomas, intitulado "Tu es Christus".


O álbum tem 13 faixas, nove com a voz de João Paulo 2º. Outras são interpretados pela tenor espanhol Plácido Domingo, o italiano Andrea Bocelli e o grupo irlandês The Priests.


Calendários, lenços com a imagem de João Paulo 2º e todo tipo de suvenir vão dominar as ruas da Cidade Eterna, onde também vão ser projetados filmes como o "Peregrino vestido de branco", do polonês Jaroslaw Szmidt.


Fonte: Folha.com

JOÃO PAULO II - GRANDES RECORDAÇÕES





JPII: A RECORDAÇÃO PESSOAL DO CARDEAL ODILO SCHERER


Cidade do Vaticano, 30 abr (RV)

- Dom Odilo P. Scherer, Arcebispo de São Paulo, está em Roma desde ontem pela manhã. O cardeal representa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na beatificação de João Paulo II. Cristiane Murray lhe pediu que revelasse à Rádio Vaticano algum episódio particular, uma recordação pessoal de João Paulo II. Eis a sua resposta: "Eu tenho sim uma bela recordação. Eu trabalhei aqui em Roma durante oito anos na Congregação para os bispos e, em novembro de 2001, eu fui nomeado bispo auxiliar de São Paulo pelo Papa João Paulo II e, em agosto de 2002, eu fui celebrar na capelinha privada com João Paulo II. No dia 12 de janeiro celebrei lado a lado com ele junto com o arcebispo emérito de Messina. Como eu ainda não tinha sido ordenado bispo - e por isso não trazia comigo as insígnias episcopais - o solidéu e a cruz. Após a missa, o Papa recebeu aqueles que tinham participado na sala próxima à capela para saudações e entregar lembranças. Quando chegou a minha vez, o papa pediu para o secretário que lhe trouxesse algo. O secretário chegou com uma caixinha que continha a cruz peitoral e o Papa a colocou em mim. Cruz que eu guardo até hoje como uma lembrança muito cara de João Paulo II. Eu fiquei muito tocado pelo gesto dele que naturalmente era um gesto significativo e simbólico também. Mesmo que o Papa não quisesse dizer isso, ao mesmo tempo o significado é esse: o bispo leva a cruz peitoral para dizer que ele também esta unido à cruz de cristo e deve carregar a cruz de Cristo que às vezes se faz sentir no seu cargo, na sua missão de bispo. Evidentemente o Papa João Paulo II me dava a entender isso também. Daqui pra frente como bispo, ainda mais deve carregar a cruz de Cristo. Mas eu fiquei muito feliz com aquele momento: era o gesto de pastor do Papa em relação ao jovem bispo que estava para começar passando aquela mensagem de carinho ao me dar aquela lembrança e também a lição que desde logo me deixou".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PREPARATIVOS PARA A BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II



TIRADO DO TÚMULO, CAIXÃO COM CORPO DE JOÃO PAULO II: APÓS BEATIFICAÇÃO, A HOMENAGEM DOS FIÉIS



Cidade do Vaticano, 29 abr (RV)


- Na manhã desta sexta-feira – em vista da homenagem que será dedicada a João Paulo II logo após a cerimônia de sua Beatificação – foi extraído do túmulo, na Cripta vaticana, o caixão contendo o corpo do Papa Wojtyla, que sucessivamente será colocado na Basílica Vaticana.A operação de abertura do túmulo – informa uma nota oficial da Sala de Imprensa da Santa Sé – teve início bem cedo. Por volta das 9h locais teve lugar um breve momento de oração, com o Arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri, que entoou a Ladainha de todos os santos.Entre os presentes encontravam-se também o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, e os cardeais Giovanni Lajolo e Stanislaw Dziwisz, bem como personalidades da Cúria Romana, irmãs do apartamento pontifício de João Paulo II, e responsáveis da Gendarmaria e da Guarda Suíça.Pouco depois, sempre acompanhado pelo canto da Ladainha, o caixão – colocado num carrinho – foi levado num breve percurso até a frente do túmulo de São Pedro, sempre na parte inferior da Basílica, na Cripta vaticana. Ali o Cardeal Bertone recitou uma breve oração concluindo o ato por volta das 9h15 locais.A nota oficial recorda que os restos mortais do próximo Beato haviam sido sepultados dentro de três caixões. O primeiro, de madeira, exposto durante o funeral; o segundo, de chumbo e lacrado; o terceiro, também de madeira, é o mais externo e visível, extraído do túmulo na manhã desta sexta-feira: o seu estado de conservação – especifica a nota – é "bom", embora "manifeste alguns sinais do tempo"."A grande lápide tumular, removida e momentaneamente depositada em outro lugar da Cripta vaticana, está conservada intacta e será transportada para Cracóvia, a fim de ser posteriormente – informa, ainda, o comunicado – colocada numa nova igreja a ser dedicada ao Beato."O caixão com os restos mortais do Papa polonês permanecerá na Cripta vaticana até a manhã de domingo, quando será levado para a Basílica, diante do altar central, para a homenagem do Santo Padre e dos fiéis após a Beatificação. Enquanto isso, a Cripta permanecerá fechada ao público."A reposição estável do corpo do Beato sob o altar da capela de São Sebastião terá lugar, provavelmente, na noite de segunda-feira, 2 de maio, após o fechamento da Basílica" – conclui a nota. (RL)


Fonte: RV

QUEREM CANCELAR A FESTA DE NOSSA SENHORA DO PILAR

Secretaria de Cultura e Turismo reabre a Guerra Religiosa em Ribeirão Pires

DEPOIS DE 75 ANOS CONTINUOS DE FESTA DO PILAR, A PREFEITURA DE RIBEIRÃO PIRES DESEJA< INDEVIDAMEMTE, TERMINAR COM A FESTA RELIGIOSA MAIS IMPORTANTE DA REGIÃO


O Comité Pro Defesa da Festa de Nossa Senhora do Pilar acaba de dirigir uma Carta Aberta ao Secretario de Cultura e Turismo perguntando-lhe se é ignorância o maldade o anuncio feito em dias passados dizendo que querem "dar uma virada de 180 graus no enfoque das festividades de Nossa Senhora do Pilar".


Para tal finalidade tem contratado o "historiador indígena e mestre de violão" Robson Miguel que tem descuberto "a cuadratura do circulo". E já passa direto a falarnos da existência de "rituais espirituais" da tribo typi-guarani.
"Os inimigos da Igreja Católica não deixam passar uma oportunidade para tentar borrar da Historia e da Cultura do nosso Brasil, Terra da Santa Cruz, os restos que ainda fumegam da nossa civilização cristã e ocidental".


Se o Brasil começou a ser evangelizado e civilizado a partir dos 1500 anos da Era Cristã, não se precisa de "historiadores indígenas" para descobrir que nos séculos anteriores (a partir de quando, poderiamos perguntar?) os moradores que vagueabam pelas florestas e selvas de nosso imenso continente nasciam e morriam como todos os seres humanos que somos descendentes de Adão e Eva.


E se morriam, deveriam ser enterrados para evitar enfermidades e epidemias; conhecimento que com certeza tinham os nossos ancestrais.


Não vem a discussão se no lugar conhecido como Pilar Velho existía ou não algum assentamento indígena. E bem posivel, pois os havia por toda a Serra do Mar – e na Serra do Mourão; os conhecemos em Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim, Taçatupeba, etc.


E foi para aproveitar o trabalho desses indios que os portugueses (muitos dos quais eram judeus conversos que vieram de Portugal) e outros europeos, se foram instalando no meio destes assentamentos.


Mas as cidades de Ribeirão Pires e Mauã, não nasceram como consequência da existência desses cemitérios indígenas nem dos "rituais espirituais" nos quais eles poderiam "adorar" seus ídolos, seus deuses (é dizer, os demonios que os sometiam mantendo-lhes nas suas práticas primitivas e antinaturais); nossas cidades nasceram a partir dos colonos católicos que foram civilizando e ensinando a Fé no verdadeiro Deus à aqueles pobres indios que estavam desaparecendo por causa de suas práticas e rituais antinaturais.


Foi a Fé do Capitão Mor Antônio Correia de Lemos que levantou a Capela de Nossa Senhora do Pilar como agradecimento por um milagre concedido pela Santíssima Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo a sua esposa, gravemente ferida num acidente de carreta.


E foi a partir de este santo lugar CATOLICO que se foram formando os primeiros bairros das nossas cidades (Ribeirão Pires: em 1716 chegou o Mestre de Campo Antônio Pires de Avila com sua familia. Anos depois a cidade assumiu seu nome. Mauã: por causa do Vizconde).


Não se quera levantar uma nova guerra de religião; ja os costumes introducidos pelas leis modernas são contrarios à moral católica. O aborto e o control da natalidade, que as leis protegem e ensinam até nas escolas primarias, vão trazendo como consequência os costumes bárbaros de uma parte da nossa juventude.


Seram essas também as reivindicações que nos trae o "historiador indígena e mestre de violão" que a Secretaria da Cultura tem como proyeto desta administração, que até agora respeitou nossas tradições culturais cristãs?


Vamos a fazer ouvir a nossa voz, neste momento em que os ataques à Igreja Católica se tornam moda entre os que não creem em Deus e não respeitam a liberdade religiosa proclamada nas leis brasileiras.


Se desejas aderir a esta mensagem podes nos escrever a:


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Podes escrever também, manifestando teu descontento com a pretensão da Secretária de Cultura e Turismo de Ribeirão Pires aos endereços eletrônicos:resumidamente:imprensa@ribeiraopires.sp.gov.br, eduardo.sag@ribeiraopires.sp.gov.br, sag@ribeiraopires.sp.gov.br, sj@ribeiraopires.sp.gov.br, sdet@ribeiraopires.sp.gov.br, sdrourofino@ribeiraopires.sp.gov.br, sec@ribeiraopires.sp.gov.br, sejel@ribeiraopires.sp.gov.br, mailto:antonio.sf@ribeiraopires.sp.gov.br,%20%20sf@ribeiraopires.sp.gov.br, sae@ribeiraopires.sp.gov.brmailto:sgae@ribeiraopires.sp.gov.br, gp@ribeiraopires.sp.gov.br, infraestrutura@ribeiraopires.sp.gov.br, sosm@ribeiraopires.sp.gov.br, spci@ribeiraopires.sp.gov.br, sps@ribeiraopires.sp.gov.br, ss@ribeiraopires.sp.gov.br, gcm@ribeiraopires.sp.gov.br, transito@ribeiraopires.sp.gov.br, sevemasa@ribeiraopires.sp.gov.br


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Fonte: A Capéla do Pilar

quinta-feira, 28 de abril de 2011

PONTIFÍCIO CONSELHO PARA OS LEIGOS COM NOVO SITE

NOVO SITE DO PONTIFÍCIO CONSELHO PARA OS LEIGOS


Cidade do Vaticano, 28 abr (RV)


- Estará online a partir do próximo dia 30 de abril o site oficial do Pontifício Conselho para os Leigos www.laici.va, que oferecerá em quatro línguas - Inglês, Italiano, Espanhol e Francês - e numa veste gráfica rica de imagens, notícias e detalhes de atividades do Dicastério da Santa Sé ao serviço dos fiéis leigos de todo o mundo. Com o novo site, o Pontifício Conselho para os Leigos pretende ser acessível na rede em vários idiomas, com um atraente design gráfico, apresentando todas as atividades que dizem, nas diversas áreas de sua competência, que Jesus Cristo é o Salvador, Aquele que acompanha o homem em todas as esferas da vida.O site será uma “janela aberta” sobre as atividades do Dicastério que oferecerá, além das ilustrações detalhadas da sua estrutura (superiores, chefes de seção, secretários, membros e consultores), um grande número de páginas sobre o trabalho das seções dedicadas às associações leigas, aos movimentos eclesiais e às novas comunidades: à pastoral juvenil, particularmente no que diz respeito à Jornada Mundial da Juventude, da qual o organismo é responsável; à vocação e à missão da mulher na Igreja e no mundo; à relação da Igreja com o mundo do esporte, o vasto campo da cultura contemporânea e meio adequado de crescimento integral da pessoa ao serviço da paz e da fraternidade entre os povos. Nas páginas das seções, bem como naqueles dedicadas aos responsáveis do Dicastério, poderão ser encontrados, em diversas línguas, textos detalhados sobre tópicos relacionados com os leigos e o seu compromisso no mundo, contribuições de proveniente de várias vozes, colaboradores próximos ao organismo; poderão ser encontradas informações sobre o reconhecimento e aprovação dos estatutos das novas associações, novos programas do Dicastério, os últimos livros publicados. Eventos como seminários de estudo, congressos continentais dos leigos católicos, fóruns dos jovens e assembleias plenárias dos membros e consultores do organismo, irão encontrar nas páginas de laici.va uma ampla área, com fotos, vídeos e textos, de modo a permitir que os visitantes do site “participem” dessas iniciativas. (SP)


Fonte: RV

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A GANÂNCIA É A RAIZ DE TODO PECADO

PAPA: "A GANÂNCIA É A RAIZ DE TODO PECADO"



Cidade do Vaticano, 27 abr (RV)


- Bento XVI deixou sua residência de Castelgandolfo, onde está descansando estes dias, e veio esta manhã ao Vaticano. Na Praça São Pedro, uma multidão de fiéis o aguardava. A semana que precede a beatificação de JPII e segue as cerimônias pascais está trazendo à Cidade Eterna milhares de turistas que, somados aos peregrinos, lotaram a praça diante da Basílica. Após uma volta com o papamóvel para saudar todos, o papa proferiu a sua catequese, como faz sempre às 4as feiras, em várias línguas. Hoje, o pontífice discorreu sobre a carta de São Paulo aos Colossenses, na qual o Apóstolo recorda aos cristãos que devem buscar as coisas “do alto” e defender-se das coisas “da terra”. As coisas a serem evitadas – Bento XVI explicou – são a impureza, a imoralidade, as paixões, os desejos do mal e a ganância. O objetivo será cancelar em nós este desejo insaciável de bens materiais e o egoísmo, raiz de todo pecado. Ouçamos o que disse em português: “A Páscoa é o centro do mistério cristão, pois tudo tem como ponto de partida a ressurreição de Cristo. Da Páscoa irradia, como de um centro luminoso, toda a liturgia da Igreja, que dela toma o seu conteúdo e significado. A celebração litúrgica da morte e ressurreição de Cristo não é uma simples comemoração, mas a atualização no mistério dessa realidade pela qual Cristo iniciou uma nova condição do nosso ser homens: uma vida imersa na eternidade de Deus. Por isso, toda a nossa existência deve assumir uma forma pascal, como ensina São Paulo na Carta aos Colossenses: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto” (3,1). Longe de significar um desprezo das realidades terrenas, o Apóstolo diz-nos que devemos buscar aquilo que pertence ao “homem novo”, revestido de Cristo pelo Batismo, mas que tem necessidade incessante de se renovar à imagem d’Aquele que o criou. Cada cristão, bem como cada comunidade, que vive a experiência desta passagem de ressurreição, não pode deixar de converter-se em fermento novo no mundo, doando-se sem reservas às causas mais urgentes e justas, como demonstram os testemunhos dos Santos de todas as épocas e lugares”.Em seguida, Bento XVI dirigiu-se aos fiéis de modo mais informal, saudando os grupos presentes: “Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os portugueses vindos de Lisboa e da Sertã e os brasileiros de Poços de Caldas, a minha saudação, com votos duma boa continuação de santa Páscoa! Não podemos guardar só para nós a vida e a alegria que Cristo nos deu com a sua Ressurreição, mas devemos transmiti-la a quantos se aproximam de nós. Assim, fareis surgir no coração dos outros a esperança, a felicidade e a vida! Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção Apostólica”.Em italiano, o pontífice saudou inicialmente os Diáconos da Companhia de Jesus ordenados ontem, invocando sobre eles em seu itinerário formativo e apostólico os dons do Espírito Santo.Hoje estava na praça um grupo de cidadãos da ilha italiana de Lampedusa, acompanhados por seu bispo, Dom Francesco Montenegro. O papa os encorajou a continuarem com seu estimado esforço de solidariedade pelos irmãos migrantes. Neste sentido, Bento XVI pediu aos governantes que prossigam a indispensável ação de tutela da ordem social, no interesse de todos os cidadãos. No final do encontro, a RV colheu as impressões de Pe. Cristiano, da Arquidiocese de Brasília. Ouça aqui: (CM)


Fonte: RV

terça-feira, 26 de abril de 2011

OS NOVOS MOVIMENTOS ECLESIAIS

JOÃO PAULO II E OS NOVOS MOVIMENTOS ECLESIAIS



Cidade do Vaticano, 26 abr (RV)


– O Papa João Paulo II sempre encorajou e defendeu os movimentos e comunidades eclesiais, tanto que as definiu como "a nova primavera da Igreja". Entre elas, a Opus Dei (do latim, Obra de Deus). Fundada por São Josemaría Escrivà, na Espanha, recebeu o apoio fundamental de Wojtyla, que em 1982 tornou a Opus Dei uma prelazia pessoal, figura jurídica da Igreja, prevista no Código de Direito Canônico.


Giuseppe Corigliano, porta-voz da Opus Dei na Itália, conversou com a Rádio Vaticano sobre a importância do Papa João Paulo II para a Obra."Por um lado, é claro que não se pode esquecer a grande aliança que foi formada entre a Opus Dei e este grande Papa. Digo em relação aos jovens, à prelazia pessoal.


Existem gestos de afeto pessoal que continuam a ter efeito, porque o amor também está presente nas recordações. Olhando a diante, João Paulo é um grande modelo: não só de Papa, de bispo, de sacerdote, mas é um grande modelo de cristão comum, aquele que a Opus Dei quer formar, uma pessoa que saiba unir, em grande unidade, o esporte com a pesquisa da verdade filosófica e teológica, a poesia com o apreço às belas coisas do mundo.


Se pensares no Papa enquanto estava na montanha, verás o quanto ele apreciava a natureza. É um homem que nos ajuda, nos faz entender que o cristão é um homem de verdade", explica Corigliano.


Levar à palavra de Deus a todos os lugares, sem barreiras, seria o grande elemento de sintonia entre o Papa João Paulo II e São Josemaría Escrivã. Segundo Corigliano, "a vontade do Papa de rodar o mundo, que até mesmo fora criticada mais tarde, testemunha a vontade de Jesus de alcançar todos.


Por isso ele é um Santo sem fronteiras, aliás, um Beato, mas será Santo em breve", reitera o representante da Opus Dei na Itália.Questionado se a Beatificação pode trazer um novo impulso no sentido da universalidade do Evangelho, Corigliano acrescenta que "ela pode fazer os cristãos de hoje entenderem aquilo que foram chamados a realizar.


O novo Beato representa um modelo, o qual a Opus Dei pretende formar", conclui. Quem também conversou com a Rádio Vaticano foi o presidente da Renovação Carismática italiana, Salvatore Martinez, que destaca a força extraordinária de João Paulo II.


"O Papa tinha tanta fé a ponto de realizar coisas impossíveis, exatamente porque o Espírito Santo o permitiu realizar coisas divinas. Para mim, João Paulo II representa exatamente isso: um homem profundamente crente, apaixonado, sobretudo pelos excluídos e fundador de uma nova antropologia sempre mais orientada para Cristo", destaca Martinez. (RB)


Fonte: RV

segunda-feira, 25 de abril de 2011

OITAVA DA PÁSCOA

OITAVA DA PÁSCOA




Passados os exercícios da Quaresma, pelos quais nos preparamos para a celebração da Ressurreição do Senhor, entramos no Tempo Pascal, tempo de alegria e exultação pela nova vida que o Senhor nos conquistou pagando, com sua entrega na cruz, o alto preço de nosso resgate.


A cor litúrgica é branca, símbolo da pureza e da alegria (afinal, estamos limpos do pecado) e a presença do Círio Pascal é marcante como símbolo do Cristo Ressuscitado, coluna de LUZ que vai à frente do seu povo.


Nesta semana, em particular, estamos celebrando A OITAVA DA PÁSCOA.


Como o mistério da "passagem" do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante 8 dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS (no passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal).


Todo o tempo pascal, que se estende por 7 semanas até a Festa de Pentecostes, é marcado, não apenas nos domingos mas também durante os outros dias da semana, pelos textos de Atos dos Apóstolos e do Evangelho de João.


São trechos que nos mostram a fé das primeiras comunidades cristãs e dos Apóstolos em Cristo Ressuscitado e nos convidam a fazer da nossa vida uma contínua páscoa seguindo fielmente os passos de Jesus, testemunhando-o corajosamente no mundo de hoje.


Que a luz do Cristo Ressuscitado nos ilumine para que possamos ser LUZ para o mundo!


domingo, 24 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA


DOMINGO DE PÁSCOA: JESUS VENCEU



Transcorrido o sábado, Maria Madalena, Maria a Mãe de Tiago, e Salomé, compraram perfumes para ir embalsamar Jesus.


Muito de madrugada, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, dirigiram-se ao sepulcro. Assim começa São Marcos a narração do sucedido naquela madrugada de há dois mil anos, na primeira Páscoa cristã.


Jesus tinha sido sepultado. Aos olhos dos homens, a sua vida e a sua mensagem tinham terminado com o mais profundo dos fracassos. Os seus discípulos, confusos e atemorizados, tinham-se dispersado.


As próprias mulheres que acodem para realizar um gesto piedoso, perguntam-se umas às outras: quem nos tirará a pedra da entrada do sepulcro? "No entanto, faz notar São Josemaria, seguem adiante... Tu e eu, como andamos de vacilações? Temos esta decisão santa, ou temos de confessar que sentimos vergonha ao contemplar a decisão, a intrepidez, a audácia destas mulheres?".


Cumprir a Vontade de Deus, ser fiéis à lei de Cristo, viver coerentemente a nossa fé, pode parecer às vezes muito difícil. Apresentam-se obstáculos que parecem insuperáveis. No entanto, não é assim. Deus vence sempre.


A epopéia de Jesus de Nazaré não termina com a sua morte ignominiosa na Cruz. A última palavra é a da Ressurreição gloriosa. E os cristãos, no Batismo, somos mortos e ressuscitados com Cristo: mortos para o pecado e vivos para Deus.


«Oh Cristo – dizemos com o Santo Padre João Paulo II –, como não te dar graças pelo dom inefável que nos ofereces nesta noite!


O mistério da tua Morte e da tua Ressurreição infunde-se na água batismal que acolhe o homem velho e carnal, e o faz puro, com a mesma juventude divina» (Homilia, 15-IV-2001).


Hoje a Igreja, cheia de alegria, exclama: este é o dia que o Senhor fez: regozijemo-nos e alegremo-nos com ele!


Grito de júbilo que se prolongará durante cinqüenta dias, ao longo do tempo pascal, como um eco das palavras de São Paulo: posto que vós ressuscitastes com Cristo, procurai os bens do alto, onde está Cristo sentado à direita de Deus.


Ponham todo o coração nos bens do céu, não nos da terra; porque morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.


É lógico pensar – e assim o considera a Tradição da Igreja – que Jesus Cristo, uma vez ressuscitado, apareceu em primeiro lugar à sua Santíssima Mãe.


O fato de que não apareça nos relatos evangélicos, com as outras mulheres, é – como assinala João Paulo II – um indício de que Nossa Senhora já havia se encontrado com Jesus.


«Esta dedução ficaria confirmada também – acrescenta o Papa – pelo fato de que as primeiras testemunhas da ressurreição, por vontade de Jesus, foram as mulheres, as quais permaneceram fiéis ao pé a Cruz e, portanto, mais firmes na fé» (Audiência, 21-V-1997).


Só Maria tinha conservado plenamente a fé, durante as horas amargas da Paixão; por isso é natural que o Senhor tivesse aparecido a Ela em primeiro lugar.


Temos de permanecer sempre junto à Nossa Senhora, mas mais ainda no tempo de Páscoa, e aprender d’Ela. Com que ânsias tinha esperado a Ressurreição! Sabia que Jesus tinha vindo salvar o mundo e que, portanto, devia padecer e morrer; mas também conhecia que não podia ficar sujeito à morte, porque Ele é a Vida.


Uma boa forma de viver a Páscoa consiste em esforçar-nos por fazer os outros participantes da vida de Cristo, cumprindo com primor o mandamento novo da caridade, que o Senhor nos deu na véspera da sua Paixão: nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.


Cristo ressuscitado repete agora a cada um de nós. Diz-nos: amem-se de verdade uns aos outros, esforcem-se todos os dias por servir os outros, estejam atentos aos detalhes mais pequenos, para fazer a vida agradável aos que convivem convosco.


Mas voltemos ao encontro de Jesus com a sua Santíssima Mãe. Que contente estaria Nossa Senhora, ao contemplar aquela Humanidade Santíssima – carne da sua carne e vida da sua vida – plenamente glorificada! Peçamos-lhe que nos ensine a sacrificar-nos pelos outros sem o fazer notar, sem esperar sequer que nos agradeçam: que tenhamos fome de passar inadvertidos, para assim possuirmos a vida de Deus e comunicá-la a outros.


Hoje dirigimos-lhe a oração do Regina Caeli, saudação própria do tempo pascal.

Rainha do Céu alegrai-vos, aleluia /

Porque aquele que merecestes trazer em vosso seio, aleluia /

Ressuscitou como disse, aleluia. /

Rogai por nós a Deus, aleluia. /

Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia /

Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.


sábado, 23 de abril de 2011

SÁBADO SANTO

SÁBADO SANTO




A descida do Senhor à mansão dos mortos



Que está acontecendo hoje?

Um grande silêncio reina sobre a terra.

Um grande silêncio e uma grande solidão.

Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos.

Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.


Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida.

Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte.

Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.


O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa.

Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós".


E Cristo respondeu a Adão: "E com teu espírito".

E tomando-o pela mão, disse: "Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará".


Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti por aqueles que nascerem de ti, agora digo, que com todo o meu poder, ordeno aos que estava na prisão: 'Sai!'; e aos que jaziam na trevas. 'Vinde para a luz!'; E aos entorpecidos: 'Levantai-vos!'


Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança.

Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.


Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu Filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci a terra e foi até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos.

Por ti, que deixastes o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus, e num jardim crucificado.


Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original.

Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar dos teus ombros o peso dos pecados.

Vê minhas mãos fortemente pregadas à arvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendes suas mãos para a árvore do paraíso.


Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso.

Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.


Levante-te, vamos daqui.

O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas no trono celeste.

O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti.


Constitui anjos que, como servos, te guardassem, ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.


Está preparado o trono dos querubins prontos e a postos os mensageiros, construídos o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos, adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o Reino dos Céus preparado para ti desde toda a eternidade".


De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (Retirado da Liturgia da Horas)


sexta-feira, 22 de abril de 2011

SEXTA-FEIRA SANTA

Sexta-feira Santa



A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário.


A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança.

Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.


A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.


A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.


O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.


A Celebração


Hoje não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testeunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.


Fonte: acidigital