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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SÃO MARTINHO DE DUME E BRAGA

S. Martinho de Dume

Bispo de Dume e de Braga (518?-579) do tempo do reino Suevo.
Este homem marcou o fim de uma civilização e foi o precursor dos tempos modernos.
Nasceu nos princípios do século VI, na Panónia, talvez de descendência romana.
Foi um dos homens mais eruditos do seu tempo.
Viajou jovem para os Lugares Santos e, nomeadamente na Palestina, conheceu a vida dos eremitas do deserto e de outros religiosos.
Por volta de 550 foi para a Galécia.
Fixou-se em Dume, junto da Corte, ajudando o rei Teodomiro a converter os suevos ao catolicismo.
Fundou várias igrejas e mosteiros, em que a principal foi a de Dume, e estabeleceu a sua regra à semelhança do que aprendera no Oriente.
Foi elevado a bispo pelo rei Carrarico, em 556, o qual lhe concedeu a criação da diocese de Dume, com o seu mosteiro e respectivos domínios.
Cerca de 569 sucedeu ao bispo de Braga, permanecendo, ainda com a tutela de Dume.
Teve uma importante acção na criação de notável centro de vida religiosa e de cultura, com a tradução de várias obras no seu mosteiro e redacção de obras para orientação do rei, dos seus súbditos e dos bispos, obras ascético-morais, canónicas e poéticas.
Introdução de inovações litúrgicas e criação de novas paróquias e dioceses.

Fonte: Infopedia

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

REFLEXÃO SEM FÉ PODE SER VÃ



PAPA: REFLEXÃO SEM FÉ PODE SER VÃ.




Cidade do Vaticano, 21 out (RV)




- Bento XVI foi acolhido essa manhã por pelo menos 40 mil fiéis na Praça São Pedro, para a Audiência Geral. Todos os setores que ladeiam a praça estavam repletos de grupos, inclusive de peregrinos brasileiros.O pontífice fez a sua catequese inspirada na personalidade de São Bernardo, fazendo um auspício a todos nós: “A fé é antes de tudo o encontro pessoal íntimo com Jesus, a experiência da sua proximidade, da sua amizade e do seu amor: só assim se aprende a amá-lo e conhecê-lo cada vez mais. Espero que isso possa acontecer com cada um de nós”. Sobre a vida de São Bernardo, o pontífice ressaltou que este Pai da Igreja foi um dos maiores autores do pensamento teológico medieval. Segundo Bento XVI, que passou a maior parte da vida como teólogo, quando não alimentadas por uma íntima relação como o Senhor, as grandes reflexões teológicas sobre os mistérios divinos correm o risco de se transformar em “vãos exercícios intelectuais”. O abade de Chiaravalle gostava de repetir aos teólogos e monges de sua época que só um nome conta: Jesus o Nazareno. “Todo alimento da alma é árido quando não irrigado com este óleo; é insípido quando não temperado com este sal. Os escritos não terão sabor se neles não se ler Jesus” – dizia o Santo. Dirigindo-se aos teólogos de hoje, seu ex-colega (e muitas vezes mestre) observou que “às vezes, pretende-se resolver as questões fundamentais sobre Deus, o homem e o mundo somente com as forças da razão; mas, sem uma profunda fé em Deus, nossas reflexões sobre os mistérios divinos podem perder a credibilidade. A mensagem lançada pelo pontífice aos presentes hoje na Praça São Pedro é que “assim como São Bernardo em seus tempos, nós também, hoje, devemos reconhecer que o homem procura melhor Deus e o encontra com mais facilidade mediante a oração e não a discussão”. Bento XVI também saudou os peregrinos em português: "Amados brasileiros do Rio de Janeiro e demais peregrinos de língua portuguesa, com afecto a todos saúdo e abençôo, desejando que a vossa peregrinação até junto do túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo reforce, em cada um, a sua fé. Esta é, antes de tudo, encontro íntimo e pessoal com Jesus Cristo. Que esta experiência vos leve a conhecê-Lo, amá-Lo e segui-Lo cada vez mais! Ide com Deus!". Dom João Bosco de Faria, arcebispo de Diamantina, MG, estava na audiência, e falou conosco sobre a importância das missões: E neste contexto, relevou o papel da catequese

Fonte: RV

domingo, 18 de outubro de 2009

ARAUTOS DO EVANGELHO RECEBEM A NOVA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

NOVA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS - DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

D. José Maria Pinheiro entrega ao Pe. Caio Newton, E.P. que apresenta a todos os presentes as chaves da nova Paróquia Nossa Senhora das Graças.

Hoje, em Caieiras, estado de São Paulo, durante uma missa solene presidida por D. José Maria Pinheiro, bispo emérito de Bragança Paulista, foi oficialmente erigida uma nova paróquia dessa diocese: a paróquia de Nossa Senhora das Graças.
Esta nova paróquia será constituída por doze comunidades, desmembradas das paróquias de Nossa Senhora do Desterro, de Mairiporã, e de Santa Rita de Cássia, do município de Caieiras, e estará a cargo de sacerdotes pertencentes à Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, dos Arautos do Evangelho.
A igreja que será matriz da nova paróquia ainda deverá ser construída e enquanto isso não acontece, a paróquia estará provisoriamente instalada na Igreja Nossa Senhora do Rosário, situada numa das sedes da Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, que também abriga o Seminário e a Faculdade Arautos do Evangelho.
Nessa cerimônia de ereção da igreja como paróquia foram empossados por D. José Maria Pinheiro, como pároco o Pe. Caio Newton Fonseca, E.P., e como vigários, mais cinco sacerdotes dos Arautos do Evangelho.
Entre as pessoas que lotavam a igreja Nossa Senhora do Rosário neste domingo, fizeram-se presentes á tocante cerimônia litúrgica de posse do novo pároco, inúmeros representantes das 12 comunidades a serem atendidas pela paróquia de Nossa Senhora das Graças, diversas autoridades religiosas e políticas dos municípios de Caieiras e Mairiporã, além de membros e colaboradores dos Arautos do Evangelho.
Aproveitando o ensejo, os Arautos do Evangelho promoveram uma bela homenagem a D. José Maria Pinheiro, com a apresentação num telão de um trabalho em vídeo, mostrando a vida e a obra missionária e pastoral de D. José Maria, que, ao retirar-se do comando da diocese de Bragança Paulista, deixará saudades e permanecerá para sempre no coração de todos, por sua bondade, dedicação e carisma.

Fonte: A FAMÍLIA CATÓLICA

sábado, 17 de outubro de 2009

NOVO DIRETÓRIO ON LINE DA MÍDIA CATÓLICA

NOVO DIRETÓRIO ON LINE DA MÍDIA CATÓLICA


Cidade do Vaticano

- O Pontifício Conselho das Comunicações Sociais junto com o CELAM e Signis realizaram o novo diretório on line dos meios de comunicação católicos, chamado “www.intermirifica.net”. O novo portal católico tem a estrutura do sistema wiki, e apresenta-se como um diretório que os próprios usuários podem completar ou atualizar voluntariamente. Intermirifica.net funciona também como um pesquisador de rádios, televisões ou produtoras, em diferentes idiomas e países. Os usuários podem colocar dentro do diretório os dados principais dos meios de comunicação: país, idioma, número telefônico, e-mail e página web. O objetivo principal de Intermirifica.net é que todos os meios de comunicação católicos se comuniquem entre eles, intercambiando ideias e projetos comuns. Atualmente o diretório está em espanhol, porém em breve será traduzido em inglês, francês e português. Você pode participar deste diretório católico colocando os dados de algum meio de comunicação, tornando-se um usuário-editor. Para ser um usuário editor, a pessoa deve registrar seus dados em Intermirifica.net e ser aceito por um dos usuários moderadores. Os dados registrados no sistema pelo usuário-editor são publicados on line, somente se foram verificados pelo usuário-moderador, que pode aceitar, rejeitar ou publicar a informação, dependendo do grupo idiomático. Poderiam ser moderadores os encarregados nacionais dos departamentos episcopais de comunicação, os encarregados regionais de Signis e outras instituições de comunicação católica. De acordo com o organograma de Intermirifica.net, os usuários editores dependem dos usuários moderadores, e estes por sua vez, dependem dos usuários administradores ou organismos internacionais, promotores deste projeto. O diretório católico “www.intermirifica.net”, que faz referência ao primeiro e único documento do Concilio Vaticano II dedicado às comunicações sociais, tem como objetivo converter-se nas “páginas amarelas dos meios de comunicação da Igreja”. (SP)

Fonte: RV

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SÃO PEDRO, O VENERÁVEL


PAPA APRESENTA SÃO PEDRO, O VENERÁVEL

Cidade do Vaticano,

- Ontem, quarta-feira, o Santo Padre concedeu audiência geral aos romanos, fiéis e turistas presentes na cidade. O tema da catequese de Bento XVI foi a vida de Pedro, o Venerável, um abade beneditino de Cluny, na França, que viveu na época Medieval. Homem devoto, dedicado a orações, privações e mortificações, foi asceta rigoroso consigo mesmo, mas compreensivo e afável com os outros: um exemplo de íntima união com Deus e da delicadeza fruto da caridade cristã. Explicando a atualidade de Pedro, o Venerável, o papa assim o descreveu: “Uma destacada figura de mediador e de reconciliador, tanto no âmbito de seu Mosteiro como no agitado mundo de sua época. Costumava dizer que se obtém mais de uma pessoa quando é compreendida e não irritada. Preocupou-se em estimular o espírito eclesial para que todos os cristãos sentissem o palpitar do Corpo de Cristo, que é toda a Igreja”. Naquele clima de intransigência, Pedro, o Venerável favoreceu um maior conhecimento dos não-cristãos, como judeus e muçulmanos. Fiel ao ideal de São Bento, criou em Cluny o Dia da Transfiguração, como expressão litúrgica da aspiração de contemplar a face gloriosa de Cristo.Resumindo, Bento XVI citou o santo como um exemplo também para os nossos tempos, marcados por um ritmo de vida frenético onde a intolerância, as divisões e os conflitos são freqüentes. Seu testemunho – reafirmou – convida-nos a unir o amor a Deus e o amor ao próximo, reforçando nossas relações de fraternidade e de reconciliação. Após a sua catequese, Bento XVI fez saudações em inglês, francês, alemão, espanhol, polonês, ucraniano, húngaro, eslovaco, croata, italiano e português. “Dirijo uma saudação particular de boas-vindas aos peregrinos de língua portuguesa, com votos de que a presença na cidade dos Apóstolos Pedro e Paulo fortaleça a vossa adesão a Jesus Cristo e o desejo de servi-lo através do amor ao próximo, do perdão e da busca pela paz.
O Pai do Céu derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençôo”.
No final do encontro, o papa concedeu a sua benção a todos os presentes e saudou de modo especial todos os que vieram de outros países para participar, no último domingo, da cerimônia de canonização por ele presidida na Basílica de São Pedro.

Fonte: RV

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ENCÍCLICA DE BENTO XVI PARA MUDAR O MUNDO


Papa entrega a jovens africanos sua encíclica para mudar o continente
Une-se com o rosário e o satélite a universitários de cidades africanas


CIDADE DO VATICANO,

-Bento XVI entregou a jovens africanos sua recente encíclica social, Caritas in Veritate, como uma bússola para mudar as injustiças que continuam afligindo esse continente.
A entrega do documento aconteceu no final do Rosário “pela África e com a África” que, graças às novas tecnologias da comunicação, uniu este sábado universitários de várias cidades do continente com a Sala Paulo VI do Vaticano, onde se encontravam os participantes do segundo Sínodo da África, assim como universitários italianos e da África residentes em Roma.
A eles se uniram, através de uma conexão televisiva por satélite, milhares de estudantes desde centros acadêmicos ou igrejas de nove capitais africanas: Cairo (Egito), Nairobi (Quênia), Cartum (Sudão), Antananarivo (Madagascar), Johannesburgo (África do Sul), Onitsha (Nigéria), Kinshasa (República Democrática do Congo), Maputo (Moçambique), Uagadugu (Burkina Faso).
Das mãos do Papa, de maneira simbólica, receberam a encíclica quinze universitários presentes no Vaticano. Nas demais sedes, também se distribuíram cópias da encíclica aos universitários.
No discurso que dirigiu em vários idiomas, o Papa sublinhou que o futuro da África depende em boa parte da formação de seus jovens, em particular de seus universitários.
“Neste contexto, a vós, queridos jovens, encomendei idealmente a encíclica Caritas in Veritate, na qual exorto sobre a urgência de elaborar uma nova síntese humanística (Cf. nº 21) que volte a estreitar os laços entre a antropologia e a teologia”.
“Queridos universitários de Roma e da África – exortou –, peço-vos que sejais, na Igreja e na sociedade, operadores da caridade intelectual, necessária para enfrentar os grandes desafios da história contemporânea”.
“A vós, queridos estudantes africanos, dirijo-vos um convite especial para viver o tempo do estudo como uma preparação a desempenhar um serviço de animação cultural em vossos países”, concluiu. “A nova evangelização na África conta também com vosso generoso esforço”.
O encontro foi organizado pela secretaria geral do Sínodo dos Bispos e pelo Escritório Pastoral Universitária do Vicariato de Roma, por ocasião da II Assembleia para África do Sínodo dos Bispos.
Desde cada um dos países conectados, a quem se uniu por rádio jovens de Madagascar, Guiné Equatorial e outras zonas da África, o Papa recebeu saudações.
Logo, graças aos telões presentes na sala, o bispo de Roma pôde continuar as celebrações da memória do batismo e do rito da aspersão com a água benta, que aconteceram na capital egípcia, onde Sherif Samir, estudante de engenharia, copto católico, ofereceu seu testemunho sobre o laço entre os sacramentos e a vida universitária.
Sucessivamente, no restante da assembleia conectada por satélite, os bispos que presidiam a liturgia aspergiram os presentes com a água benta, símbolo batismal. Rezaram os mistérios gloriosos. O Papa introduziu o Pai-Nosso e logo se ofereceu um mistério do Rosário para uma cidade diferente por esta ordem: Nairobi, Kinshasa, Johannesburgo, Cartum e Uagadugu.
O canto das ladainhas dos santos foi elevado desde Onitsha no idioma local.
Quando o Papa deixou a sala, uma cruz de madeira, cópia da cruz das Jornadas Mundiais da Juventude, precedeu uma peregrinação que concluiu pelas ruas de Roma até a sede da Universidade LUMSA.
Antes da chegada do Papa, foram apresentados testemunhos de reconciliação, justiça e paz – temas do Sínodo da África –, expostos por universitários da Nigéria, Burkina Faso, Quênia e Moçambique.
Entre os que mais impressionaram os jovens destaca o de Helcido Manuel Parruque, estudante de eltrônica em Maputo, que recordou que “a guerra destrói tudo: a esperança, o sorriso, o futuro, os sonhos, a economia”.
“Só quem viu a guerra – concluiu – sabe quão necessária é a paz”.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"ASSASSINOS FINANCEIROS" DA AFRICA

Cardeal desmascara “assassinos financeiros” da África
Instituições que impõem créditos que nunca de pagam

CIDADE DO VATICANO,

- O cardeal Bernard Agré, de Costa do Marfim, tomou a palavra na assembleia do Sínodo para a África para desmascarar os “assassinos financeiros”, homens e instituições que afogam em prestações iníquas os países deste continente.
O arcebispo emérito de Abidjan começou explicando que "as jovens nações da África tiveram que recorrer aos bancos internacionais e a outros organismos financeiros para realizar os numerosos projectos dirigidos ao próprio desenvolvimento”.
Segundo ele, com frequência, “os dirigentes incapazes não deram atenção suficiente e caíram nas armadilhas de homens e mulheres que os especialistas chamam ‘os assassinos financeiros’, os chacais patrocinados pelos organismos habituados aos contratos desleais destinados a enriquecer as organizações financeiras internacionais apoiadas habilmente pelos seus Estados ou por outras organizações imersas na conspiração do silêncio e da mentira”.
“Os lucros extraordinários vão aos assassinos financeiros, às multinacionais, assim como a alguns cidadãos de um país que serve como filtro para os negócios estrangeiros. Assim a maior parte das nações continua a deteriorar-se na pobreza e nas frustrações que ela gera”, disse.
Segundo o cardeal, os ‘assassinos financeiros’, “portadores de financiamentos excessivos, põem-se de acordo com os seus interlocutores locais para que as enormes quantias emprestadas com o sistema dos juros compostos nunca possam ser reembolsados depressa e integralmente”.
“Os contratos de execução e de manutenção são devolvidos habitualmente, sob forma de monopólio, aos representantes dos credores. Os países beneficiários hipotecam os próprios recursos naturais. Os habitantes, por gerações, permanecem acorrentados, prisioneiros por longos anos.”
Para reembolsar essas “dívidas inextinguíveis –explicou Dom Bernard Agré–, sempre ameaçadoras”, “a voz da dívida incide pesadamente no balanço estatal, na ordem de 40-50% do produto interno bruto”.
“Vinculado deste modo, o país respira mal, deve apertar o cinto diante dos investimentos, das despesas necessárias para a instrução, a saúde, o desenvolvimento em geral. A dívida torna-se ela mesma um filtro político por não satisfazer as legítimas reivindicações, com a sequela de frustrações, desordens sociais, etc...”
“Luz do mundo”, disse o cardeal, “a Igreja, para revestir o seu papel profético, deveria empenhar-se concretamente nesta luta pela verdade.”
“Os peritos sabem que há anos a maior parte das dívidas foi efetivamente reembolsada. Suprimi-las pura e simplesmente já não é um ato de caridade mas de justiça. Assim o atual Sínodo deveria considerar este problema de revogação das dívidas que incidem de maneira demasiada grave sobre algumas populações.”
Para que tudo isso não seja “simplesmente um ataque de sentimento, a minha proposta seria para que uma comissão internacional, composta por peritos da alta finança, pastores informados, homens e mulheres do Norte e do Sul, se ocupasse de modo resolutivo do problema”, sugeriu o cardeal.
A comissão deveria “estudar a viabilidade da operação”; “tomar todas as providências para evitar recair nas mesmas situações”; “vigiar concretamente o uso transparente das somas tão economizadas, para que elas favoreçam efetivamente todos os elementos da pirâmide social: camponeses e cidadãos”.

Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

NOSSA SENHORA APARECIDA - PADROEIRA DO BRASIL

DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA
Dia de Nossa Senhora Aparecida
12 de outubro
No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem, ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.
Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés, e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava enxergando, perfeitamente curada.

domingo, 11 de outubro de 2009

EXEMPLO DE VIDA REAL


8 anos como gari: tese de Mestrado de Psicologia na USP
PLÍNIO DELPHINO – Diário de São Paulo

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob essecritério, vira mera sombra social
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome".

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400,00 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: "Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência", explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. "Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão", diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

Diário de São Paulo-
Como é que você teve essa idéia?

Fernando Braga da Costa
- Meu orientador desde a graduação, o professorJosé Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica.
Então, basicamente, profissões das classes pobres.

Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade.
Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.

Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?
Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas, os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos. Os garis conseguem definir essas diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.

Dê um exemplo?
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão.
O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: "É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão."

Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia detrabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eufosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socio econômica deles.

Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca.. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que elesse servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo.
No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?'
E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
"Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa"

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, descia escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado.
Fui almoçar. Não senti o gosto da comida. Voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psico-social, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei.
Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. S
ão tratados como se fossem uma coisa.

E ai?
Vamos chorar também ou de gotinha em gotinha mudar este oceano?

Fonte: http://www.via6.com/topico.php?tid=131744 - acessado em 04/10/2009

sábado, 10 de outubro de 2009

OBTER ARMAS É MAIS FÁCIL QUE CONSEGUIR SAÚDE E ALIMENTAÇÃO



Educação, alimento e saúde são menos acessíveis que armas
Denunciou Dom Migliore, observador vaticano na ONU
Por Roberta Sciamplicotti


NOVA YORK,

-Os povos do mundo inteiro “querem ver um mundo no qual a educação, o alimento, a assistência sanitária e a água limpa sejam mais acessíveis que as armas ilícitas”.
Este foi o forte apelo lançado pelo arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, intervindo nesta quinta-feira em Nova York, na 64ª Assembleia Geral, por ocasião do debate sobre o desarmamento e a segurança internacional.
“A sociedade civil, as organizações humanitárias internacionais, os indivíduos e sobretudo os que sofrem os conflitos armados e a violência, esperam de nós resultados tangíveis e convincentes, na esperança de ver um mundo livre das armas nucleares, com severos controles sobre o comércio de armas, que hoje está estreitamente ligado aos mercados ilícitos e provoca sérios danos à humanidade”, disse aos presentes.
Os dados, sublinhou, ainda não são tranquilizadores. Em 2008, ano em que se produziu a gravíssima crise financeira que atingiu o mundo inteiro, os gastos militares, ao invés de diminuírem, aumentaram 4%, tornando ainda mais difícil o alcance dos Objetivos do Milênio, que, entre outras coisas, propunham a diminuição da pobreza pela metade até 2015.
“Será que as pessoas podem esperar mudanças mais concretas e valentes por parte dos seus líderes?”, perguntou o prelado.
“A resposta está em nossas mãos e mostrará a determinação da comunidade internacional em buscar a paz e a segurança mundiais, baseadas na promoção do desenvolvimento humano integral”, afirmou.
Dom Migliore recordou que o artigo 26 da Carta das Nações Unidas declara que o gasto excessivo em armamento desvia os recursos humanos e econômicos de objetivos fundamentais.
O principal papel das iniciativas de desarmamento, afirmou, é o de “reduzir os gastos militares através do controle das armas e o desarmamento”.
Perguntando-se pelas “alternativas a estes gastos militares excessivos que, ao mesmo tempo, não diminuam a segurança”, o observador vaticano respondeu que uma delas é o “reforço do multilateralismo”.
Neste sentido, reconheceu que assistimos a “um novo clima político por parte dos principais protagonistas do desarmamento”, que se une ao alcance de objetivos como a adoção de uma nova convenção sobre as bombas cluster e renovados empenhos por um mundo mais livre de minas.
Nesta perspectiva, a delegação vaticana sublinhou o empenho da Santa Sé em levar adiante os trabalhos sobre um Tratado para o Comércio de Armas, que seja um instrumento vinculante para a importação, exportação e transferência de armas.
“As armas não podem ser consideradas como qualquer bem no mercado global, regional ou nacional, e seu excessivo armazenamento ou seu comércio indiscriminado – sobretudo nas regiões afetadas por conflitos – não podem ser moralmente justificados de forma alguma”, declarou.
Se, por um lado, a Santa Sé sublinha a necessidade de “políticas nacionais e acordos militares para reduzir os arsenais militares”, por outro, exorta a não esquecer “muitas questões ainda não resolvidas”, referindo-se concretamente ao fato de que, após 13 anos, o tratado para a proibição de experimentos nucleares não tenha entrado em vigor ainda, faltando novas ratificações, além dos “obstáculos persistentes” que dificultam as negociações sobre um Tratado para a abolição do material físsil.
“Muitas questões sobre o desarmamento esperam ainda uma solução definitiva – concluiu Dom Migliore. Unamos os esforços e a boa vontade, para garantir a segurança internacional e organismos multilaterais eficazes.”
Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

TESTEMUNHO DE RECONCILIAÇÃO

Durante sínodo, religiosa da Ruanda dá testemunho de reconciliação
A Irmã Uwamariya perdeu sua família durante o genocídio da Ruanda
Por Carmen Elena Villa


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de outubro de 2009 (ZENIT.org).

- O testemunho dado pela Irmã Geneviève Uwamariya, da comunidade de Santa Maria de Namur, na Ruanda, comoveu os presentes nesta manhã, na sala sinodal.
A Irmã Uwamariya perdeu seu pai e vários dos seus familiares durante o genocídio ocorrido na Ruanda em 1994, um dos episódios mais sanguinários do século XX, no qual, de abril a julho, foram massacradas de maneira sistemática cerca de 1 milhão de pessoas.
Em meio às 21 intervenções, esta religiosa quis compartilhar uma experiência pessoal ocorrida 3 anos depois desta tragédia que, segundo ela, transformou sua vida e que, a seu parecer, exemplifica a forma como se deve viver a reconciliação em um continente ferido pela violência, pelas violações dos direitos humanos e pelos inúmeros problemas sociais.
A irmã recordou que, no dia 27 de agosto de 1997, através de um grupo da Divina Misericórdia de Kybuye (sua vila natal), ela se encontrou com um grupo de prisioneiros, vários deles autores materiais deste genocídio.
O objetivo do encontro era prepará-los para o Jubileu do ano 2000. Durante o encontro, ela pronunciou esta frase: "Se você foi uma vítima, ofereça o perdão a quem o fez sofrer", dizendo que somente assim a vítima se livraria desta carga de rancor e o criminoso, por conseguinte, do peso de ter cometido este mal.
"Imediatamente, um prisioneiro se levantou, pedindo misericórdia - testemunhou a religiosa. Eu estava petrificada, ao reconhecer o amigo da família que cresceu comigo", assegurou.
"Ele me confessou ser o assassino do meu pai. Deu-me os detalhes da morte dos meus entes queridos", disse. A irmã o abraçou e lhe disse: "Você é e continuará sendo meu irmão".
A religiosa confessou que, desta forma, ela sentiu que "tinha tirado um peso de cima de mim. (...) Reencontrei a paz interior e agradeci àquele que estava nos meus braços", comentou.
Ela disse que, para sua surpresa, ouviu esse homem gritar: "A justiça pode fazer seu trabalho e poderá me condenar à morte, mas agora eu sou livre!".
"Eu também gostaria de gritar a quem quiser me escutar - disse a religiosa - que você também pode encontrar a paz interior."
A partir daquele momento, a Irmã Geneviève Uwamariya começou a se encarregar de levar a correspondência da prisão para pedir perdão aos sobreviventes. Dessa forma, 500 cartas foram distribuídas. E com algumas respostas que receberam, os prisioneiros recuperaram a amizade com as vítimas e sentiram o verdadeiro perdão.
Este fato levou as vítimas a se reunirem. "São ações que serviram para que muitos vivessem a reconciliação", testemunhou.
Geneviève Uwamariya assegurou que seu povoado está repleto de viúvas e órfãos e que, desde 1994, foi reconstruído pelos presos.
Contou que lá operam associações de ex-presos com seus sobreviventes de diversas paróquias e destacou seu bom funcionamento.
"Desta experiência, deduzo que a reconciliação não procura somente reunir duas pessoas ou grupos em conflito - disse a irmã. Trata-se de estabelecer o amor em cada um e deixar que a cura interior chegue."
E concluiu garantindo: "Por isso, a Igreja é importante em nossos países, porque ela tem uma palavra a oferecer para curar, libertar e reconciliar".

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CRISTO É O "REMÉDIO" CONTRA O RELATIVISMO

BENTO XVI NA AUDIÊNCIA GERAL: CRISTO É O "REMÉDIO" CONTRA O RELATIVISMO

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI dedicou a catequese da audiência geral desta quarta-feira (07), realizada na Praça São Pedro, a São João Leonardo, fundador dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus e padroeiro dos farmacêuticos. Na próxima sexta-feira, dia 9, serão recordados os 400 anos de morte do Santo.Uma "luminosa figura de sacerdote", que na metade do Séc. XVI fez de Cristo o centro absoluto de sua obra apostólica, contrastando com os valores do Evangelho a separação entre fé e razão que naquele período começava a delinear-se.No final da audiência, recordando a memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário – hoje celebrada – o Santo Padre confiou a Ela os trabalhos do Sínodo dos Bispos para a África, em andamento no Vaticano.Falando sobre São João Leonardo, o pontífice ressaltou que desde cedo brotou no Santo a vocação faramacopeia, mas abrindo-se igualmente a outra vocação, a vocação ao sacerdócio, que já cultivava e que o levou a transmitir aos homens "o remédio de Deus", o Cristo Ressuscitado, que para São Leonardo é e sempre será "medida de todas as coisas" – explicou o papa aos cerca de 40 mil fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro:"Animado pela convicção de que todos os seres humanos precisam de tal remédio mais do que de qualquer outra coisa, São João Leonardo buscou fazer do encontro pessoal com Jesus Cristo a razão fundamental da sua existência (...) O primado de Cristo sobre tudo tornou-se para ele o critério de julgamento e de ação e o princípio gerador da sua atividade sacerdotal."Essa paixão por Cristo levou-o a dedicar-se com entusiasmo à pregação, especialmente a ensinar às crianças a doutrina cristã, reunindo ao seu redor um grupo de jovens com os quais fundou a Ordem dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus.“Recomendava a seus discípulos que só tivessem diante de seus olhos a honra, o serviço e a glória de Jesus crucificado. Seu zelo apostólico o levou a enviar ao Papa Paulo V um memorial com critérios para a autêntica renovação da Igreja. Estes mesmos desejos levaram-no, junto com João Batista Vives e Martín de Funes, a contribuir para a criação do Dicastério da Propaganda Fide e para o nascimento do Colégio Urbano da Propaganda Fide, no qual se formaram muitos sacerdotes para a evangelização dos povos”.Ao propor critérios para a autêntica renovação da Igreja, ele observava o seguinte – ressaltou o papa:"Observava que "quem quer fazer uma séria reforma religiosa e moral deve, em primeiro lugar, como um bom médico, fazer um atento diagnóstico dos males que afligem a Igreja para poder assim ser capaz de prescrever para cada um deles o remédio mais apropriado". E observava que "a renovação da Igreja deve verificar-se igualmente nos chefes e nos subalternos, no alto e no baixo. Deve começar por quem comanda e estender-se aos subordinados."A seus olhos, a Igreja parecia realisticamente "santa, mas frágil" e, portanto – explicou o Santo Padre – São João Leonardo buscou torná-la sempre mais bonita, um sinal "transparente" de seu Cabeça:"Entendeu que toda reforma deve ser feita dentro da Igreja e jamais contra ela. Nisso, São João Leonardo foi verdadeiramente extraordinário e o seu exemplo permanece sempre atual."O papa observou ainda que a ação de São Leonardo desenvolveu-se no mesmo período em que começaram "a delinear-se as premissas da futura cultura contemporânea", caracterizada – disse Bento XVI:"Caracterizada por uma indébita separação entre fé e razão, que produziu entre os seus efeitos negativos a marginalização de Deus, com a ilusão de uma possível e total autonomia do homem, o qual escolhe viver "como se Deus não existisse". É a crise do pensamento moderno, que reiteradas vezes tive a oportunidade de evidenciar e que comumente se apresenta em formas de relativismo."Concluída a catequese, Bento XVI saudou, em diversas línguas, os vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro. Eis a sua saudação em português:“A minha saudação amiga aos fiéis da arquidiocese de Porto Alegre e demais peregrinos de língua portuguesa! Viestes a Roma, onde há quatrocentos anos morreu São João Leonardo, vítima da caridade fraterna, contagiado ele mesmo pela epidemia cujos doentes tratava. A luminosa figura deste Santo convida todos os cristãos a transmitirem aos homens o verdadeiro «remédio de Deus», que é Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. N’Ele vos abençôo, a vós e às vossas famílias.”
O Santo Padre concluiu concedendo a todos a sua benção apostólica. (RL-SP)

Fonte: RV