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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

O Clima é um bem comum - Papa na ONU em Nairobi


Papa Francisco discursando na ONU em Nairobi - AFP


O última actividade do Papa na tarde desta quinta-feira no Quénia, foi a visita à sede das Nações Unidas em Nairobi. O Papa foi acolhido pela Directora Geral, a senhora Saleh Work Zewede, e pelos responsáveis pelas questões do Ambiente e do Habitat, os dois aspectos de que se ocupa essencialmente essa sede da ONU.
Depois da assinatura do livro de ouro, o Papa foi levado num pequeno carro eléctrico para o parque, onde foi convidado a plantar uma árvore, gesto, cujo significado simbólico, serviu-lhe depois de ponta pé de saída no seu discurso, em espanhol, aos cerca de três mil delegados, diplomatas e pessoal da ONU, que o escutavam. Um discurso dirigido à África, ao mundo, em que o Papa abarcou, sempre na esperança duma melhoria, diversos temas: desde o ambiente, às injustiças sociais que provocam tanta violência no mundo, à urbanização descontrolada com todas as suas consequências, à Organização Mundial do Comércio.
Plantar uma árvore – disse – é um convite a perseverar na luta contra a desflorestação e a desertificação, a proteger a biodiversidade de pulmões do planeta como a bacia fluvial do Congo; é uma incitação a continuar unidos e confiantes na capacidade humana de “inverter  todas as situações de injustiça e deterioração de que sofremos hoje”.
O tom estava, portanto, dado para abordar a questão ambiental, um dilema perante o qual se encontra a humanidade – disse o Papa: “melhorar ou destruir o meio ambiente”.
“O clima é um bem comum, um bem de todos” e por isso as mudanças climáticas são um problema global que requerem o empenho responsável de todos para o seu melhoramento – insistiu Francisco, exprimindo apreço pelas iniciativas neste sentido. E considerou importante o encontro internacional que vai ter lugar nos próximos dias em Paris, o chamado COP21, sobre a questão das energias renováveis e não poluidoras. O Papa convidou a evitar a “tentação de cair num nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências “ e a dar um sinal claro do “grande compromisso político e económico de reconsiderar e corrigir as falhas e distorções no modelo actual de desenvolvimento”
“Por isso espero que a COP21 leve à conclusão dum acordo global e “transformador” baseado nos princípios de solidariedade, justiça, equidade e participação, e vise a consecução de três objectivos complexos e, ao mesmo tempo, interdependentes: a redução do impacto das alterações climáticas, a luta contra a pobreza e o respeito pela dignidade humana”.
Retomando várias vezes conceitos expressos na sua encíclica sobre o ambiente, Laudato Si, como a ideia de planeta como casa comum, pátria de toda a humanidade, o Papa disse que devemos aceitar humildemente a nossa interdependência, mas não como “sinónimo de imposição ou submissão de uns em função dos interesses de outros, do mais fraco em função do mais forte”
“É necessário um diálogo sincero e franco, com a colaboração de todos”: políticos, cientistas, empresas, sociedade civil.
Confiante de que, não obstante os males do passado, o ser humano é capaz de ultrapassar-se a si mesmo e “voltar a escolher o bem, a regenerar-se”, e a “assumir com generosidade as suas graves responsabilidades”, o Papa disse que isto requer, que se coloque “a economia e a política ao serviço dos povos” e em harmonia com a natureza.
O caminho indicado pelo Papa para essa mudança de rumo, tão necessária é, ao lado das soluções políticas e económicas, a educação e a formação, por forma a promover novos estilos de vida e fazer com que crianças, jovens e adultos adoptem a cultura do cuidado (de si próprio, do outro, do meio ambiente). Nada da cultura do descarte que tem levado a sacrificar pessoas no altar no lucro e do consumo. É um desafio cultural, espiritual e educativo, o que o Papa propõe à humanidade e acredita “que estamos a tempo de o impulsionar”. Caso contrário será a “globalização da indiferença” ou, pior ainda, a resignação a diversas formas de tráfico, escravaturas, trabalho forçado, prostituição, tráfico de órgãos, fluxos migratórios… insistiu Francisco, mencionando os chamados migrantes económicos, que, “não sendo reconhecidos como refugiados nas convenções internacionais, carregam o peso da sua vida abandonada sem qualquer tutela normativa”
“São muitas vidas, muitas histórias, muitos sonhos que naufragam nos nossos dias. Não podemos ficar indiferentes perante isto. Não temos o direito”.
O Papa passou depois a falar do rápido processo de urbanização que leva ao crescimento desmedido e descontrolado das cidades e que se tornam pouco saudáveis, com preocupantes sintomas duma trágica ruptura dos vínculos de integração e comunhão social que leva à violência, ao narcotráfico, ao desenraizamento, ao anonimato social.
Bergoglio encorajou “quantos trabalham a nível local e internacional por garantir que o processo de urbanização se torne num instrumento eficaz para o desenvolvimento e a integração”. A este respeito referiu-se à próxima Conferência Mundial Habitat-III a ter lugar em Quito, no Equador em Outubro de 2016, esperando que seja um momento para identificar formas de responder a estas problemáticas.
Por fim referiu-se à X Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio que vai ter lugar daqui a poucos dias, precisamente em Nairobi. A este respeito Francisco disse que muito se tem trabalhado neste sector no sentido de fazer com que as relações comerciais entre os Estados contribuam para o desenvolvimento dos povos, mas que “ainda não se chegou a um sistema de comercio internacional equitativo e totalmente ao serviço da luta contra a pobreza e a exclusão.”
“Espero que as decisões da próxima Conferência de Nairobi não sejam um mero equilíbrio de interesses contrapostos, mas um verdadeiro serviço ao cuidado da casa comum e ao desenvolvimento integral das pessoas, sobretudo das mais abandonadas”.
O Papa sugeriu uma adequação ordenada e não traumática das normas comerciais de modo que a interdependência e a integração das economias não se faça em prejuízo de sectores sociais importantes como a saúde, recordando que a eliminação de doenças como a malária e a tuberculoses, a cura das chamas doenças “órfãos” e sectores desfavorecidos da medicina tropical reclamam uma atenção política primária, acima de qualquer outro interesse comercial ou político.
O Papa concluiu chamando atenção para a beleza e a riqueza natural da África, que levam a louvar o Criador; um património da humanidade, que enfrenta, todavia, o constante risco de destruição devido ao egoísmo humano. E reiterando um desejo já expresso na ONU em Nova Iorque, também desta fez, o Papa manifestou a vontade de que as obras das Organização das Nações Unidas e as relações multilaterais sejam “penhor dum futuro seguro e feliz para gerações futuras”, pondo de lado interesses sectoriais e ideologias e procurando o interesse comum. E concluiu com estas palavras:
“Asseguro uma vez mais o apoio da Comunidade Católica e o meu de continuar a rezar e colaborar para que os frutos da cooperação regional, que se expressam hoje na União Africana e nos múltiplos acordos africanos de comércio, cooperação e desenvolvimento, sejam vividos com vigor e tendo sempre em conta o bem comum dos filhos desta terra. A bênção do Altíssimo esteja com todos e cada um de vós e dos vossos povos. Obrigado”.
(DA)

Fonte: R. Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa aos consagrados: não há espaço para ambições de poder


Papa fotografado pelos consagrados e consagradas presentes em Nairobii - ANSA

 
No início da tarde desta quinta-feira dia 26 de novembro o Papa Francisco encontrou o clero, os religiosos, as religiosas e os seminaristas do Quénia. O evento realizou-se na Escola de Santa Maria, em Nairóbi.
“Alguns não sabem porque Deus os chamou, mas sentem que Deus os chamou. Existem outros que seguem o Senhor por interesse”, disse o Santo Padre.
“No seguimento de Jesus não há espaço para aqueles com ambições de poder e riqueza, e que querem ser uma pessoa importante no mundo. O Senhor escolheu-os a todos, iniciou a sua obra no dia em que nos olhou. Na sequela de Jesus no sacerdócio e na vida consagrada entra-se pela porta e a porta é Cristo. Foi ele quem iniciou o caminho, não nós”, disse o Papa  que recordou ainda que a “Igreja não é uma empresa, não é uma ONG. A Igreja é um mistério, mistério do olhar de Jesus sobre cada um que Ele diz: segui-me”. 
Jesus única resposta
“Todos somos pecadores, eu em primeiro lugar, porém temos diante de nós o amor e a ternura de Jesus. Nunca deixem de chorar. Quando num sacerdote, num religioso ou religiosa as lágrimas se secam, algo não funciona. Chorar pela própria infidelidade, pela dor do mundo, chorar pelas pessoas descartadas, pelos idosos abandonados, pelas crianças assassinadas, pelas coisas que não entendemos”, sublinhou o Santo Padre que declarou que “Jesus é a única resposta para certas situações da vida”, frisou o Papa. “Cada vez que eu saúdo uma criança com uma doença rara, me pergunto: por que aquela criança? Não tenho resposta, somente olho para Jesus”, disse. 
O Papa convidou os consagrados a não deixarem de rezar. A colocarem-se diante de Jesus. Se um consagrado deixa a oração de lado a alma seca e fica com uma aparência feia. “A alma de um sacerdote que não reza é feia”, sublinhou.
Oração
O Papa Francisco recordou aos sacerdotes e consagrados que eles foram escolhidos por Jesus para servir. “Servir ao povo de Deus, aos pobres, aos descartados, servir as crianças e os idosos, e servir também as pessoas que não são conscientes da soberba. Servir e não servir-se da Igreja”, disse ainda o Papa.
Aos seminaristas Francisco disse: “se algum de vocês não tem vocação para esse caminho, não perca tempo. Procure um trabalho, case-se e forme uma família”.
O Papa agradeceu aos consagrados do Quénia por seguirem Jesus, por todas as vezes que se sentem pecadores, por toda carícia de ternura que eles dão e pelas vezes que ajudaram alguém a morrer em paz. “Obrigado por darem esperança na vida. Obrigado por ajudar, corrigir e perdoar a cada dia”, concluiu.

Fonte: R. Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa Francisco confia sua viagem à África à proteção de Nossa Senhora

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco encontra-se em terras quenianas desde as 16h45 locais (11h45 de Brasília) desta quarta-feira (25/11), dando assim início à visita ao país da costa leste da África, no âmbito da 11ª viagem apostólica internacional de seu Pontificado, a primeira ao continente africano.
Trata-se de uma viagem de seis dias, na qual visitará também Uganda e a República Centro-Africana. Em Bangui, capital centro-africana, abrirá a Porta Santa do Jubileu da Misericórdia, nove dias antes do início oficial do Ano Santo.
Na saudação aos jornalistas a bordo do avião A330 da companhia aérea Alitalia que o levou de Roma a Nairóbi, o Pontífice disse ir com alegria a este continente para encontrar os quenianos, os ugandenses e os irmãos da República Centro-Africana, fazendo votos de que esta viagem possa dar frutos espirituais e materiais.
Respondendo a um jornalista que lhe perguntara se sentia preocupado com a questão da segurança, Francisco disse, com um sorriso, estar preocupado com as muriçocas.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, destacou aos jornalistas que, como de costume antes de uma viagem apostólica internacional, na noite desta terça-feira o Papa foi até a Basílica de Santa Maria Maior (uma das basílicas papais de Roma) detendo-se em oração, de forma privada, na qual pediu a proteção de Nossa Senhora para esta viagem. (RL)
(Fonte Vatican Radio)
PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa: religião não justifica ódio e violência


Papa Francisco no Encontro Inter-Religioso em Nairobi - ANSA

 
Nesta quinta-feira dia 26 de Novembro, o Papa Francisco começou o dia com um Encontro Ecuménico e Inter-Religioso na Nunciatura Apostólica de Nairobi no Quénia. Presentes com o Santo Padre, para além do Núncio Apostólico, o Mons. Peter Kairo, o Arcebispo Eliud Wabukala e o representante muçulmano o senhor Abdulghafur El-Busaidy, entre outras  confissões cristãs, tais como, a anglicana, a evangélica, a metodista  e outras de outras crenças religiosas.
Nas palavras que proferiu o Papa Francisco afirmou que a religião “jamais deve ser usada para justificar o ódio e a violência”. O Santo Padre disse ainda que “os jovens se tornam extremistas em nome da religião para semear discórdia e terror, para dilacerar o tecido das nossas sociedades”.

O diálogo é fundamental “neste mundo tão ferido por conflitos e divisões” – ressaltou o Papa que recordou os quatro atentados mais graves ocorridos no Quénia nos últimos quatro anos, cometidos pelo grupo jihadista Al Shabab: o ataque ao centro comercial de Westgate que provocou 67 mortos, os dois ataques na cidade de Mandera, com 64 mortos e o massacre na Universidade de Garissa que deixou atrás de si um rasto de 148 mortos.
“Permanece viva, em vós, a memória deixada pelos bárbaros ataques ao Westgate Mall, ao Garissa University College e a Mandera. Com muita frequência, tornam-se os jovens extremistas em nome da religião para semear discórdia e terror, para dilacerar o tecido das nossas sociedades. Como é importante que nos reconheçam como profetas de paz, pacificadores que convidam os outros a viver em paz, harmonia e respeito mútuo! Que o Todo-Poderoso toque os corações de quantos estão envolvidos nesta violência e conceda a sua paz às nossas famílias e comunidades.”
Recordando o cinquentenário do encerramento do Concílio Vaticano II, no qual a Igreja Católica se comprometeu no diálogo ecuménico e inter-religioso ao serviço da compreensão e da amizade o Papa Francisco reiterou o compromisso do diálogo:
“Pretendo reiterar este compromisso, que nasce da nossa convicção da universalidade do amor de Deus e da salvação que Ele oferece a todos. O mundo espera, e com razão, que os crentes trabalhem juntamente com as pessoas de boa vontade para enfrentar os numerosos problemas da família humana.”
Com os olhos no futuro, rezemos para que todos os homens e mulheres se considerem irmãos e irmãs, unidos pacificamente nas suas diferenças e através delas” – afirmou o Papa Francisco concluindo o seu discurso convocando todos a rezarem “pela paz”.

Fonte: R. Vaticano
PAPA FRANCISCO NA AFRICA

    
         Papa Francisco \ Celebrações

                 Papa na Missa em Nairobi: não ao egoísmo e indiferença


Papa Francisco na Missa em Nairobi - REUTERS

 
Nairobi, 26 de Novembro – uma manhã diferente no Campus da Universidade de Nairobi: presente a cátedra de Pedro para celebrar com os quenianos – o Papa Francisco na sua homilia referiu-se às famílias e rejeitou a cultura do materialismo e da indiferença. O Santo Padre apelou aos jovens da nação pedindo-lhes para viverem com a Palavra de Deus, na sabedoria e nos grandes valores da tradição africana.
“A palavra de Deus toca-nos no mais íntimo do coração. Hoje, Deus diz-nos que Lhe pertencemos. Foi Ele quem nos fez, somos a sua família, e Ele estará sempre ao nosso dispor” – estas as palavras do Papa Francisco invocando a profecia de Isaías e referindo as famílias como importantes no plano de Deus.
“Para nosso próprio bem e para bem da sociedade, a nossa fé na Palavra de Deus chama-nos a sustentar a missão das famílias na sociedade, a acolher as crianças como uma bênção para o nosso mundo, e a defender a dignidade de cada homem e mulher, pois somos todos irmãos e irmãs na única família humana.”
“Obedecendo à Palavra de Deus, somos chamados também a resistir a práticas que favorecem a arrogância nos homens, ferem ou desprezam as mulheres e ameaçam a vida dos inocentes nascituros” – continuou o Santo Padre que afirmou assistirmos “ao crescimento de novos desertos criados por uma cultura de egoísmo e indiferença para com os outros.”
Dirigindo-se, em particular aos jovens, o Papa Francisco apelou-lhes a viverem com os “grandes valores da tradição africana”, na “sabedoria” e na “verdade da Palavra de Deus”
Construir a “casa” sobre a “rocha” que é Deus – eis a proposta de Jesus para construirmos “a nossa vida sobre o alicerce firme da sua Palavra” – disse o Papa destacando a tarefa que o Senhor nos dá: “sermos discípulos missionários”:
“… discípulos missionários, homens e mulheres que irradiem a verdade, a beleza e a força do Evangelho que transforma a vida. Homens e mulheres que sejam canais da graça de Deus, que permitam à sua misericórdia, benevolência e verdade tornar-se os elementos de construção duma casa que quer permanecer firme. Uma casa que é um lar, onde irmãos e irmãs vivem, finalmente, em harmonia e respeito mútuo, obedecendo à vontade do verdadeiro Deus, que nos mostrou, em Jesus, o caminho para a liberdade e a paz a que aspiram todos os corações.”
O Papa Francisco concluiu a sua homilia pedindo a bênção de Deus para as famílias quenianas em língua kiswahili:
Mungu awabariki!                 [Deus vos abençoe!]
Mungu abariki Kenya!                  [Deus abençoe o Quénia!]

Fonte: R Vaticano

quarta-feira, 25 de novembro de 2015


PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa às autoridades do Quénia: pobreza alimenta o terrorismo

Papa Francisco discursando para as autoridades do Quénia - REUTERS
 


O Papa Francisco já está no Quénia, na cidade de Nairobi, capital daquele país africano. Depois das cerimónias protocolares, o Santo Padre teve um encontro com as autoridades do país e com o corpo diplomático na State House do Quénia.
Nas palavras que proferiu o Santo Padre afirmou que a pobreza alimenta o terrorismo e pediu atenção para com os jovens e os pobres. Referiu-se também à defesa do ambiente e à promoção de modelos responsáveis de desenvolvimento económico.
No discurso que proferiu o Papa Francisco começou por agradecer a “calorosa recepção” nesta sua primeira visita à África. Agradeceu também “as amáveis palavras” do Presidente da República Uhru Kenyatta e afirmou que o  Quénia é uma nação que procura construir “sobre as bases sólidas do respeito mútuo, do diálogo e da cooperação, uma sociedade multiétnica que seja verdadeiramente harmoniosa, justa e inclusiva.”
“A vossa é também uma nação de jovens” – continuou o Santo Padre que reafirmou a sua vontade de se encontrar com a juventude. Refreiu-se também às belezas naturais do Quénia  e afirmo que a “grave crise do meio ambiente, que o mundo enfrenta, exige uma sensibilidade ainda maior pela relação entre os seres humanos e a natureza.” O Papa Francisco sublinhou a responsabilidade para com a natureza e o valor que isso tem na alma africana:
“Temos a responsabilidade de transmitir a beleza da natureza, na sua integridade, às gerações futuras e a obrigação de exercer uma justa administração dos dons que recebemos. Estes valores estão profundamente arraigados na alma africana. Num mundo que continua mais a explorar do que proteger a nossa casa comum, tais valores devem inspirar os esforços dos governantes para promover modelos responsáveis de desenvolvimento económico.”
Estas palavras do Santo Padre abriram caminho para uma citação da Encíclica “Laudato Si”:
“Com efeito, há uma ligação clara entre a protecção da natureza e a construção duma ordem social justa e equitativa. Não pode haver renovação da nossa relação com a natureza, sem uma renovação da própria humanidade (cf. Laudato si’, 118).
Trabalhar pela reconciliação e pela paz foi outro tema salientado pelo Papa Francisco no seu discurso declarando que a violência e o terrorismo alimentam-se do medo e da pobreza:
“A experiência demonstra que a violência, os conflitos e o terrorismo se alimentam com o medo, a desconfiança e o desespero que nascem da pobreza e da frustração. Em última análise, a luta contra estes inimigos da paz e da prosperidade deve ser conduzida por homens e mulheres que, destemidamente, acreditam e, honestamente, dão testemunho dos grandes valores espirituais e políticos que inspiraram o nascimento da nação.”
Na conclusão do seu discurso o Papa Francisco exortou os políticos quenianos a trabalharem pelo “bem comum” manifestando uma “autêntica preocupação com as necessidades dos pobres” e com as “aspirações dos jovens”, desenvolvendo uma “distribuição justa dos recursos naturais e humanos”.
E que “Deus abençoe o Quénia” – afirmou o Papa Francisco em kiswahili: Mungu abariki Kenya!

Fonte: R. Vaticano
PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa Francisco já está no Quénia


Papa Francisco com o Presidente Uhuru Kenyatta - REUTERS
 
 
O Papa Francisco chegou às 17 horas locais, como previsto, a Nairobi, capital do Quénia, primeira etapa da sua primeira visita ao continente africano, a 11ª do seu pontificado. O Papa partiu do Vaticano na manhã desta quarta-feira.
No aeroporto Jomo Kenyatta de Nairobi onde chegou depois de 7 horas e 15 minutos de voo, o Papa foi acolhido pelo Núncio Apostólico e pelo Presidente do Quéni, Uhuru Kenyatta, na presença do Cardeal arcebispo de Nairobi, D. Jonh Njue e de alguns outros bispos…
Depois o Papa transferiu-se ao State House, a 19 km do Aeroporto, onde depois das cerimónias de boas-vindas com as honras militares. Seguiu-se uma visita de cortesia ao Presidente do Quenia e a família. Paralelamente, tinha lugar um encontro bilateral entre delegações do Vaticano e do Quénia, formado por alguns cardeais e bispos, entre os quais o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin.
Passou-se seguidamente à troca de dons entre o Papa e o Presidente. Este último recebeu do Santo Padre uma pergamena em que está representado o projecto da fachada da Basílica de São Pedro na óptica do arquitecto Carlo Maderno.
Às 18.30 locais, o Papa teve no jardim da State House, sob uma grande tenda um encontro com as autoridades e o corpo diplomático. Presentes também personalidades do mundo da política, da economia, da cultura.
O encontro concluiu-se com a apresentação ao Papa de uma dezena de personalidades da parte do Presidente, e às 19 horas, Francisco transferiu-se para a Nunciatura Apostólica de Nairobi, onde estará hospedado durante os dois dias de visita ao Quénia. 
Fonte: R. Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa em África: Quénia é a primeira etapa

Papa Francisco - AP

 
O Papa Francisco partiu na manhã desta quarta-feira dia 25 de novembro, por volta das 7h45, hora de Roma, para a 11ª Viagem Apostólica do seu pontificado. O Santo Padre chega ao continente africano para visitar o Quénia, o Uganda e a República Centro Africana. A primeira etapa é Nairobi a capital do Quénia:
País com cerca de 43 milhões de habitantes, 80% dos quais cristãos, o Quénia situa-se na África Oriental, debruçando-se a sudeste sobre o Oceano Índico, e fazendo fronteira com o Sudão, a Etiópia, a Somália e o  Uganda. O seu território estende-se por mais de 580 mil kmq e, além do Lago Turkana e de outros pequenos lagos no chamado Rift Valley, tem também o Monte Quénia que fica a cerca de 200km da capital, Nairobi, e que mede 5.199m de altitude. É o segundo ponto mais alto da África, depois do Klimandjaro, que se encontra na vizinha Tanzânia. Dotado de um Parque Nacional, o Monte Quénia foi inscrito em 1997, pela UNESCO, na lista do património da Humanidade. Os seus cumes glaciares e encostas arborizadas, constituem, ao lado das lindas praias, uma das importantes atracções turísticas do país.
Ex-colónia britânica, o Quénia acedeu à independência a 12 de Dezembro de 1963. Mas, as primeiras cidades do país terão sido fundadas pelos árabes que iniciaram a partir do século XII intensas relações comercias com a população africana da região: kikuyos e masais. Desse encontro surgiu a cultura swahili, caracterizada pela língua kiswahili (hoje língua oficial do país), e pela a religião islâmica.
Na altura os portugueses ocuparam algumas localidades da costa, mas foram rechaçados pelos sultões omanitas do Zanzibar. A presença de europeus viria a intensificar-se em finais do século XIX, quando o Quénia acaba por tornar-se numa colónia britânica.
Em finais da Segunda Guerra Mundial, os kikuyos lutam pela independência que, dizíamos, se concretizou a 12 de Dezembro de 1963. Jomo Kenyatta, considerado o Pai da Independência, é eleito Presidente da República. Promove importantes reformas políticas/económicas e mantém boas relações com os países vizinhos e a própria Grã-Bretanha.
Em 1978 Kenyatta morre e é Daniel Arap Moi é eleito Presidente. Ele prossegue por alguns anos a linha política do seu predecessor, mas em 1982, perante um golpe de Estado falhado, endurece a sua política, instituindo o mono- partidarismo. Com o fim da guerra fria, como muitos outros países da África é introduzido o multi-partidarismo. Mas as forças de oposição não se entendem entre si, e Moi é reeleito em 1992 e 1997. Em 2002 é substituído por Mwai Kibaki.
As eleições de 2008 são marcadas por violências étnicas. Graças à mediação de Kofi Annan, ex-Secretário Geral da ONU chegou-se a um armistício e a um entendimento entre as facções: Kibaki fica Presidente e o seu rival Odinga é nomeado Primeiro Ministro, cargo recém-criado e sucessivamente abolido. As mais recentes eleições gerais de 2013 foram ganhas pelo filho de Jomo Kenyatra, Uhuru Kenyatta.
A 2 de Abril deste ano, o Quénia foi sacudido por um grave atentado terrorista: milícias do grupo islamista somali “Al-Shabab” irromperam, durante a noite, num dormitório do campus  Universitário de Garissa, matando 150 estudantes. O ataque foi considerado uma represália contra o Governo de Nairobi, empenhado militarmente na Somália contra extremistas islâmicos, autores de repetidos ataques em território queniano.
Do ponto de vista económico, de salientar que o Quénia é um dos maiores exportadores mundiais de chá e de flores, nomeadamente rosas, cuja cultura foi introduzida em época mais recente e de que se fala de vez em quando pelo trabalho duro e perigoso que sobretudo mulheres exercem nesse domínio. O turismo é também um dos pilares da economia do país. A moeda é a esterlina queniana, uma das moedas mais fortes da África Oriental, usada também no Somália e no Sudão.
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Dizíamos que cerca de 80% dos quenianos são de religião cristã: destes 32,3% são católicos e 47,7% são protestantes. Os restantes 20% pertencem a diversas outras religiões.
Os primeiros contactos dos quenianos com o cristianismo remontam a 1498 aquando da passagem dos portugueses em transito para a Índia. Testemunho disto é uma coluna encimada por uma cruz em pedra, erigida por Vasco da Gama em Malinde e que existe ainda hoje.
Em finais de 1500 chegaram os missionários agostinianos que evangelizaram as populações da costa. Mas em 1631, o sultão de Mombasa, Jerónimo Chingúlia que se tinha antes convertido ao cristianismo, acaba por revoltar-se contra os cristãos e 150 pessoas passam pelo martírio. São os chamados Mártires de Mombasa, cuja causa de beatificação está em curso.
A verdadeira expansão do cristianismo dar-se-á na segunda metade do século XIX com a chegada dos padres do Espírito Santo que se estabeleceram na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, e cuja prefeitura apostólica se estendia também ao Quénia. Estava-se em 1860. Seguidamente chegam ao país diversos outras congregações missionárias que em 1899 abrem missões também em Nairobi. 1899, marca, portanto, oficialmente, o início da Evangelização, tendo sido – diga-se de passagem -  o centenário comemorado em 1989.
Em 1927, um ano depois de terem sido criadas no país quatro jurisdições eclesiásticas, são ordenados os primeiros sacerdotes nativos e em 1953 é instituída a Hierarquia da Igreja católica com a criação das Dioceses de Nairobi, Nyeri, Kisumu e Meru. Quatro anos depois (1957) o país tem o seu primeiro bispo queniano, D. Maurice Otunga que iria ser criado cardeal em 1973.
O Papa João Paulo II visitou o país três vezes: em 1980, 1985 (por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional) e depois em 1995 para a entrega da Exortação Apostólica pós-sinodal, “Ecclesia in África” .
A Igreja católica no Quénia é, portanto, uma Igreja muito viva, que teremos a oportunidade de conhecer melhor com esta visita do Papa Francisco, visita cujo objectivo - sublinhou Francisco na sua vídeo-mensagem enviada previamente à população queniana -   é confirmar a comunidade católica na sua fé em Deus e no testemunho do Evangelho. Evangelho que ensina a dignidade de cada homem e mulher e nos apela a abrir o coração aos outros, especialmente aos pobres e necessitados.

Fonte: R. Vaticano

Vaticano: começou julgamento sobre divulgação indevida de documentos            

 
24/11/2015 11:56

Teve lugar nesta terça-feira, dia 24, no Vaticano, a primeira audiência do chamado caso “Vatileaks 2”. O processo foi aberto devido às revelações e publicação de documentos reservados da Santa Sé e terá cinco pessoas no banco dos réus.
Um dos acusados é o padre Vallejo Balda, detido desde o dia 1 de novembro. Ele foi secretário da extinta Comissão de investigação dos organismos económicos e administrativos da Santa Sé (Cosea), da qual provêm a maior parte dos documentos difundidos.
No banco dos réus também estarão os jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, que publicaram os documentos em livros, assim como a ex-colaboradora da Cosea, a italiana Francesca Chaouqui, que foi detida juntamente com o padre espanhol e posteriormente libertada, e outro colaborador do mesmo organismo, o italiano Nicola Maio.
Os jornalistas são acusados de publicação de documentos reservados da Santa Sé, o sacerdote espanhol, Chaouqui e Nicola Maio são acusados de associação para a divulgação dos documentos.
Em particular, são acusados ainda de violar o artigo 118 bis, introduzido pelo Papa Francisco em 2013, que contempla o delito de “apoderar-se ilegitimamente ou revelar notícias ou documentos dos quais está proibida a divulgação”.
No Código de Direito Canónico a pena para este delito é de 6 meses a 2 anos de reclusão ou multa de mil a cinco mil euros.

Rádio Vaticano

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Breves traços históricos da sociedade e da Igreja quenianas

Quénia esperando o Papa Francisco - REUTERS


País com cerca de 43 milhões de habitantes, 80% dos quais cristãos, o Quénia situa-se na África Oriental, debruçando-se a sudeste sobre o Oceano Índico, e fazendo fronteira com o Sudão, a Etiópia, a Somália e o  Uganda. O seu território estende-se por mais de 580 mil kmq e, além do Lago Turkana e de outros pequenos lagos no chamado Rift Valley, tem também o Monte Quénia que fica a cerca de 200km da capital, Nairobi, e que mede 5.199m de altitude. É o segundo ponto mais alto da África, depois do Klimandjaro, que se encontra na vizinha Tanzânia. Dotado de um Parque Nacional, o Monte Quénia foi inscrito em 1997, pela UNESCO, na lista do património da Humanidade. Os seus cumes glaciares e encostas arborizadas, constituem, ao lado das lindas praias, uma das importantes atracções turísticas do país.
Ex-colónia britânica, o Quénia acedeu à independência a 12 de Dezembro de 1963. Mas, as primeiras cidades do país terão sido fundadas pelos árabes que iniciaram a partir do século XII intensas relações comercias com a população africana da região: kikuyos e masais. Desse encontro surgiu a cultura swahili, caracterizada pela língua kiswahili (hoje língua oficial do país), e pela a religião islâmica.
Na altura os portugueses ocuparam algumas localidades da costa, mas foram rechaçados pelos sultões omanitas do Zanzibar. A presença de europeus viria a intensificar-se em finais do século XIX, quando o Quénia acaba por tornar-se numa colónia britânica.
Em finais da Segunda Guerra Mundial, os kikuyos lutam pela independência que, dizíamos, se concretizou a 12 de Dezembro de 1963. Jomo Kenyatta, considerado o Pai da Independência, é eleito Presidente da República. Promove importantes reformas políticas/económicas e mantém boas relações com os países vizinhos e a própria Grã-Bretanha.
Em 1978 Kenyatta morre e é Daniel Arap Moi é eleito Presidente. Ele prossegue por alguns anos a linha política do seu predecessor, mas em 1982, perante um golpe de Estado falhado, endurece a sua política, instituindo o mono- partidarismo. Com o fim da guerra fria, como muitos outros países da África é introduzido o multi-partidarismo. Mas as forças de oposição não se entendem entre si, e Moi é reeleito em 1992 e 1997. Em 2002 é substituído por Mwai Kibaki.
As eleições de 2008 são marcadas por violências étnicas. Graças à mediação de Kofi Annan, ex-Secretário Geral da ONU chegou-se a um armistício e a um entendimento entre as facções: Kibaki fica Presidente e o seu rival Odinga é nomeado Primeiro Ministro, cargo recém-criado e sucessivamente abolido. As mais recentes eleições gerais de 2013 foram ganhas pelo filho de Jomo Kenyatra, Uhuru Kenyatta.
A 2 de Abril deste ano, o Quénia foi sacudido por um grave atentado terrorista: milícias do grupo islamista somali “Al-Shabab” irromperam, durante a noite, num dormitório do campus  Universitário de Garissa, matando 150 estudantes. O ataque foi considerado uma represália contra o Governo de Nairobi, empenhado militarmente na Somália contra extremistas islâmicos, autores de repetidos ataques em território queniano.
Do ponto de vista económico, de salientar que o Quénia é um dos maiores exportadores mundiais de chá e de flores, nomeadamente rosas, cuja cultura foi introduzida em época mais recente e de que se fala de vez em quando pelo trabalho duro e perigoso que sobretudo mulheres exercem nesse domínio. O turismo é também um dos pilares da economia do país. A moeda é a esterlina queniana, uma das moedas mais fortes da África Oriental, usada também no Somália e no Sudão.
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Dizíamos que cerca de 80% dos quenianos são de religião cristã: destes 32,3% são católicos e 47,7% são protestantes. Os restantes 20% pertencem a diversas outras religiões.
Os primeiros contactos dos quenianos com o cristianismo remontam a 1498 aquando da passagem dos portugueses em transito para a Índia. Testemunho disto é uma coluna encimada por uma cruz em pedra, erigida por Vasco da Gama em Malinde e que existe ainda hoje.
Em finais de 1500 chegaram os missionários agostinianos que evangelizaram as populações da costa. Mas em 1631, o sultão de Mombasa, Jerónimo Chingúlia que se tinha antes convertido ao cristianismo, acaba por revoltar-se contra os cristãos e 150 pessoas passam pelo martírio. São os chamados Mártires de Mombasa, cuja causa de beatificação está em curso.
A verdadeira expansão do cristianismo dar-se-á na segunda metade do século XIX com a chegada dos padres do Espírito Santo que se estabeleceram na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, e cuja prefeitura apostólica se estendia também ao Quénia. Estava-se em 1860. Seguidamente chegam ao país diversos outras congregações missionárias que em 1899 abrem missões também em Nairobi. 1899, marca, portanto, oficialmente, o início da Evangelização, tendo sido – diga-se de passagem -  o centenário comemorado em 1989.
Em 1927, um ano depois de terem sido criadas no país quatro jurisdições eclesiásticas, são ordenados os primeiros sacerdotes nativos e em 1953 é instituída a Hierarquia da Igreja católica com a criação das Dioceses de Nairobi, Nyeri, Kisumu e Meru. Quatro anos depois (1957) o país tem o seu primeiro bispo queniano, D. Maurice Otunga que iria ser criado cardeal em 1973.
O Papa João Paulo II visitou o país três vezes: em 1980, 1985 (por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional) e depois em 1995 para a entrega da Exortação Apostólica pós-sinodal, “Ecclesia in África” .
A Igreja católica no Quénia é, portanto, uma Igreja muito viva, que teremos a oportunidade de conhecer melhor com esta visita do Papa Francisco, visita cujo objectivo - sublinhou Francisco na sua vídeo-mensagem enviada previamente à população queniana -   é confirmar a comunidade católica na sua fé em Deus e no testemunho do Evangelho. Evangelho que ensina a dignidade de cada homem e mulher e nos apela a abrir o coração aos outros, especialmente aos pobres e necessitados.

Fonte: R.Vaticano 

Divulgado programa da Viagem do Papa à África



                       Mártires de Uganda

    

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o programa da viagem do Papa Francisco à África, a ser realizada de 25 a 30 de novembro próximos. Serão três os países a acolher o Pontífice: Quénia, Uganda e República Centro Africana.

O Quénia, primeira etapa da viagem, receberá o Santo Padre na quarta-feira, 25 de novembro, às 17 horas. Em Nairobi o Papa fará uma visita de cortesia ao Presidente da República e participará do encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático. Já na quinta-feira, 26, o Papa começará o dia participando no encontro inter-religioso e ecuménico, seguido pela Missa no Campus universitário da capital. Na parte da tarde, o encontro com o clero e os religiosos e a visita ao Escritório da ONU de Nairobi. Na sexta-feira, 27, o Papa visitará o bairro pobre de Kangemi. Às 10 horas, o encontro com os jovens no Estádio Kasarani e logo a seguir o encontro com o episcopado do país.
Na parte da tarde o Santo Padre segue para Entebe, Uganda, onde logo após a chegada realiza uma visita de cortesia ao Presidente da República e o encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático. A seguir dirige-se a Munyonyo para uma saudação aos catequistas e professores. No sábado, dia 28, o Papa visita os dois Santuários dedicados aos mártires ugandeses, católicos e anglicanos. Às 9h30 preside à Santa Missa pelos Mártires de Uganda na área do Santuário católico. Em seguida, o encontro com os jovens em Kololo Air Strip em Kampala, a visita à Casa de Caridade Nalukolongo e os encontros com os bispos de Uganda e com o clero e religiosos.
No Domingo 29 de novembro, o Papa partirá para Bangui, na República Centro Africana, onde a chegada está prevista para às 10 horas. O primeiro compromisso é a visita de cortesia ao Presidente de transição do país, seguida pelo encontro com a classe dirigente e com o Corpo Diplomático. Às 12h15 a visita ao campo de refugiados, seguido pelos encontros com os Bispos centro-africanos e com os evangélicos. Às 17 horas presidirá à Missa com o clero, os religiosos e os jovens na Catedral de Bangui. O dia termina às 19 horas com a confissão de alguns jovens e a vigília de oração na esplanada diante da Catedral.
Na segunda-feira, dia 30 de novembro, o Papa encontra a comunidade muçulmana na Mesquita Central de Koudoukou em Bangui. Às 9h30 a Missa no Estádio do Complexo desportivo Barthélémy Boganda.
Por fim, o Papa Francisco parte às 12h30 do Aeroporto Internacional “M’Poko”, de Bangui, sendo a chegada ao aeroporto de Roma-Ciampino  prevista para às 18h45min. (BS/JE)

Fonte: Rádio Vaticano


 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Papa: vou à África como mensageiro de paz e reconciliação


Um cartaz de boas-vindas ao Papa, em lingua swahili, no Quénia, primeira etapa da visita de Francisco à África - RV

23/11/2015 12:01
 
A pouco dias da sua viagem à África o Papa Francisco enviou uma mensagem-vídeo ao Quénia e Uganda e uma outra à República Centro-Africana. 
“Enquanto me preparo para visitar o Quénia e a Uganda no fim deste mês – lê-se na mensagem - envio a vós e às vossas famílias uma palavra de saudação e amizade, aguardo o momento em que estaremos juntos”.
Em seguida o Papa Francisco sublinha que vai como ministro do Evangelho, para proclamar o amor de Jesus Cristo e a Sua mensagem de reconciliação, perdão e paz. “A minha visita, diz o Papa, tem como objectivo confirmar a comunidade católica na sua fé em Deus e no testemunho do Evangelho, que ensina a dignidade de cada homem e mulher e nos ordena a abrir o coração aos outros, especialmente aos pobres e necessitados”.
Ao mesmo tempo – continua a mensagem-vídeo – desejo encontrar todas as pessoas do Quénia e Uganda e oferecer a todos uma palavra de encorajamento. Estamos a viver num tempo em que por todo lado os fiéis de cada religião e as pessoas de boa vontade são chamados a promover a compreensão e o respeito recíprocos, e a apoiar-se mutuamente como membros da mesma família humana. Porque todos nós somos filhos de Deus.
“Momento particular da minha visita, diz ainda Francisco, será representado pelos encontros com os jovens, que são o vosso principal tesouro e a nossa esperança mais promissora por um futuro de solidariedade, paz e progresso”.
E a mensagem termina com palavras de agradecimento às muitas pessoas que estão a  trabalhar duramente na preparação da visita. “Peço a cada um de rezar para que a minha presença no Quénia e Uganda seja fonte de esperança e encorajamento para todos, invoco sobre vós e as vossas famílias a bênção de Deus para que traga alegria e paz” – conclui Francisco.
Na mensagem à República Centro-Africana, o Papa Francisco exprime antes de tudo a sua enorme alegria e saúda desde já a cada um com grande carinho, independentemente da etnia ou crença religiosa. “É a primeira vez na minha vida, diz o Papa na mensagem, que visito o continente Africano, tão bonita e rico na sua natureza, povos e culturas, e espero fazer belas descobertas e encontros enriquecedores”.
O vosso querido país – lê-se ainda na mensagem - passou por demasiado tempo de uma situação de violência e insegurança de que muitos de vós sois vítimas inocentes. A finalidade da minha visita, reitera Francisco, é antes de tudo trazer-vos, em nome de Jesus, o conforto da consolação e da esperança. Espero com todo o coração que a minha visita contribua, de uma forma ou de outra, para aliviar as vossas feridas e favorecer as condições para um futuro mais sereno na RCA e todos os seus habitantes.
O tema desta viagem é: passemos para a outra margem – prossegue a mensagem, explicando que se trata de um tema que convida as comunidades cristãs a olhar para frente com determinação e encoraja a cada um a renovar a sua relação com Deus e com os irmãos para construir um mundo mais justo e fraterno.
“Eu, concretamente,  terei a alegria de abrir para vós - com pouco de a antecedência - o Ano Jubilar da Misericórdia, que eu espero que seja para cada um uma ocasião providencial de autêntico perdão, uma ocasião para receber e dar, e de renovação no amor”, conclui Francisco reiterando que vai como mensageiro da paz e que gostaria de apoiar o diálogo inter-religioso para encorajar a convivência pacífica no país: “sei que isso é possível, conclui Francisco, porque somos todos irmãos”, pedindo, por fim,  a todos para rezarem por ele.  “Invoco a protecção da Virgem Maria e vos digo: até breve!”