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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

OITOCENTOS ANOS DO CARISMA FRANCISCANO


OITOCENTOS ANOS DO CARISMA FRANCISCANO
Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM (*)

Entrando no assunto
Chegamos ao ano de 2009. Os Frades Menores e toda a família franciscana se alegram em celebrar a graça das origens. Sobe do coração de cada irmão ou irmã um hino de gratidão pelo dom da vocação. Nesse tempo de graça evocamos os benefícios que recebemos do Altíssimo e Bom Senhor de termos podido viver no seio da abençoada família de Francisco e de Clara. Chegam aos nossos ouvidos as palavras que Clara nos deixou em seu Testamento: “Entre outros benefícios que temos recebido e ainda recebemos diariamente da generosidade do Pai de toda misericórdia e pelos quais temos que agradecer ao glorioso Pai de Cristo, está a nossa vocação que, quanto maior e mais perfeita, mais a Ele é devida. Por isso diz o apóstolo: Reconhece a tua vocação” (TestC 1-4). Somos gratos por nossa vocação de vida religiosa consagrada franciscana. E assim começamos a comemorar e a celebrar os oitocentos anos do carisma franciscano.
Entrando no assunto queremos ter bem claro diante de nossos olhos os elementos essenciais de nosso estilo de vida. Nosso teor de vida vem descrito no Artigo 1 de nossas Constituições Gerais:
Um certo gênero de vida
§1. A Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis, é uma Fraternidade, na qual os irmãos, seguindo mais de perto a Jesus Cristo sob a ação do Espírito Santo, pela profissão, dedicam-se totalmente a Deus, o sumo bem, vivendo o Evangelho na Igreja, segundo a forma observada e proposta por São Francisco.
§ 2. Seguidores de Francisco, os irmãos são obrigados a levar uma vida radicalmente evangélica, isto é; viver em espírito de oração e devoção e em comunhão fraterna; dar um testemunho de penitência e minoridade; anunciar o Evangelho ao mundo inteiro em espírito de caridade para com os homens; pregar obras de reconciliação, a paz e a justiça; e mostrar o respeito pela criação.
O teor do texto das Constituições ora transcrito se nos oferece como síntese da vida que escolhemos: viver o Evangelho na Igreja, levar uma vida radicalmente evangélica, cantar o Senhor que nos deu a Boa Nova de seu Filho, o menino das palhas e o torturado suspenso entre o céu e a terra. Os 800 anos do carisma constituem um convite pessoal e comunitário para que tornemos as palavras acima mencionadas carne de nossa carne e não sejam apenas texto morto a jazer no papel.
O dom da vocação
Cada um de nós sabe que sua história seria outra se não tivéssemos encontrado Francisco de Assis e se Deus, através de franciscanos e pessoas de boa vontade, não nos tivesse atraído para esse caminho. Por isso, somos profundamente gratos pelo dom da vocação.
E juntamente com aqueles que já fizeram boa parte da caminhada, que já tiveram suas roupas encharcadas pelo suor, que atravessaram túneis escuros e puderam ver novamente a luz no rosto dos irmãos e na misericórdia de Deus temos vontade, nesse tempo de graça, de dizer como Francisco: “Até agora nada fizemos. Precisamos começar tudo de novo”. E como o Senhor Altíssimo está para além dos ponteiros dos relógios, queremos começar tudo de novo. Desejamos colocar nossas mãos na mão do Ministro e prometer, na fragilidade e na candura de nossa vida, seguir os passos e as pegadas do Filho bendito da Virgem Maria que morreu e ressuscitou por nós para que tivéssemos podido fazer o voto de viver para Deus.
A graça de recomeçar
O Ministro Geral dos Frades Menores pediu que, por ocasião do VIII Centenário do Carisma, fizéssemos um grande balanço de nossa vida. Escrevia a respeito do centrar-se, concentrar-se e descentrar-se. Centrar-se no essencial, ou seja, no bem, no sumo bem, tendo o coração voltado para o Senhor. Concentrar-se no essencial para evitar a fragmentação e a pulverização: agir no mundo sem perder o espírito da santa oração. Descentrar-se, indo ao mundo, dizendo a todos que o amor não é amado, erguendo seres humanos jogados na beira da estrada, inventando maneiras novas de lavar as chagas dos leprosos e de tornar o amor amado. Tendo em mente nossa forma de vida tão belamente descrita do artigo das Constituições Gerais acima transcrito ouvimos o convite do Ministro Geral: “...convido os Frades todos a entrarem nesse processo, sem ter pressa de ver os resultados, pois como diz um provérbio: “Nenhuma semente chega a ver a própria flor”; mas também sem interrupções que venham a paralisar um processo que se torna inevitável, se quisermos um futuro para nossa forma vitae, recordando o que diz o Talmud: “Não sois obrigados a completar vossa obra, mas não sois livres de não a iniciar”. Esta é uma responsabilidade que todos, sem exceção, devemos assumir com coragem e criatividade, sentindo-nos “sentinela da manhã” (cf. Is 21,11-12) e trabalhando para construir um futuro cheio de esperança, com os olhos sempre voltados para o Senhor, que continua a nos garantir: Estou convosco todos os dias até o fim do mundo” ( A Graça das Origens).
Vivendo evangelicamente
A Conferência da Família Franciscana, em 29 de novembro de 2006, na Carta em preparação para o VIII Centenário da aprovação da Regra explica o sentido da comemoração:

A Família Franciscana se prepara não para colocar em destaque a figura de Francisco ou de Clara, mas trazer à memória a origem do carisma franciscano.
Há oito séculos doze homens se apresentaram ao Papa Inocêncio III para pedir-lhe que reconhecesse seu projeto de vida evangélica. Era o ano de 1209.
Cerca de vinte anos depois (1226), Francisco, o inspirador e guia deste grupo podia escrever: “Depois que o Senhor me deu irmãos, ninguém me mostrou o que eu devia fazer, mas o próprio Altíssimo me revelou que eu devia viver segundo a forma do Santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples e o senhor papa mo confirmou” (Test 14-15).• Sempre de novo, nos documentos franciscanos primitivos e nos escritos do fundador, aparece a palavra “Evangelho”: viver segundo a forma do Evangelho, uma vida segundo o Evangelho de Jesus Cristo, radicalidade do Evangelho. O Evangelho significa o coração da vida franciscana. Ele é antes de tudo uma pessoa que vive, isto é, Cristo Jesus, e não um texto. A Igreja não pode perder o sopro do Evangelho e gastar tempo com coisas e providências periféricas.
Quando lemos as Regras, levando em conta o conjunto dos textos de Francisco, constatamos que o Evangelho não significa somente levar a sério as exigências de uma vida fraterna, vida em pobreza radical – renúncia à propriedade comunitária e pessoal ao dinheiro, mas sobretudo assumir o conceito de autoridade que Francisco propõe: mestres que se tornam servidores, que lavam os pés, pessoas menores, submissos a toda criatura, irmãos de todos os homens. Nisto, para Francisco, consiste o coração da mensagem evangélica.
A Igreja aprovou o estilo de vida de Francisco. Reconheceu ali uma força vindo do alto para tornar essa mesma Igreja mais conforme o projeto de Cristo assumido por Francisco.Sempre que refletimos sobre a graça das origens e a beleza do carisma somos levados a reconhecer a distância que existe entre o ideal e a prática. Isso não pode fazer com que esqueçamos das luzes que a história nos mostra. Muitos homens e mulheres, conhecidos e desconhecidos produziram frutos de sabedoria, santidade, ciência, proximidade dos pobres, serviço prestado à Igreja e à humanidade. Em nossos tempos, com maior conhecimento das Fontes Franciscanas, melhor ainda poder-se-á viver a graça das origens.

A Carta da Família Franciscana assim adverte que, mesmo fazendo chegar a Deus a ação de graças pelos benefícios, é preciso reconhecer a distância entre a proposta evangélica e o modo como ele foi vivido ao longo da história franciscana. Apesar de todos os empenhos de renovação, nosso movimento não se acha à altura das exigências do Evangelho. Não se trata de acusar a uns e outros. Precisamos, sim, reconhecer diante da Igreja e do mundo que nossa história e nossa herança apresentam luzes e sombras, tanto no passado como no presente.
Há o convite à refundação. Não é possível parar. Necessário se faz sempre recomeçar. Reiniciar nosso itinerário de conversão, colocando gestos concretos para encarnar na vida pessoal e comunitária cada dia a novidade do Evangelho. Neste momento de renovação do carisma temos consciência de nossa fragilidade e, ao mesmo tempo, da força de Deus perto de nós.
O carisma que Francisco recebeu para si e para seus irmãos é o de viver segundo a forma do Santo Evangelho. Praticamente esse seguimento se manifesta de múltiplas formas.

Acolher sem cessar o Evangelho e levar uma vida que lhe corresponda.
Para Francisco, viver o Evangelho não é fórmula vaga, mas por vezes muito precisa e que o santo toma ao pé da letra: uma vida pobre e itinerante em seguimento a Cristo; seguir os ensinamentos e as pegadas de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“O Evangelho é a Boa Nova do que Deus realizou por nós, e para nossa salvação, na Páscoa de Cristo e no envio do Espírito Santo. O acontecimento da salvação que atinge não só os homens, mas todo o universo, manifesta que Deus amou o mundo e o reconciliou consigo na Morte-Ressurreição de Cristo e na efusão universal do Espírito. Esta admirável obra de Deus, na qual se revela a si mesmo e revela o destino do mundo e do homem, foi anunciada por Cristo, pelos apóstolos seus enviados, e a Igreja foi encarregada de a proclamar. Tal é a Boa Nova que nos é dirigida. Tal é o Evangelho da salvação” (Thaddée Matura, OFM, O projeto evangélico de Francisco de Assis, Vozes/Cefepal 1979, p.76).

Propostas para eventual estudo em grupo:
1. Ler e comentar o Artigo I das Constituições Gerais com seus parágrafos. Quais os elementos genuinamente evangélicos que aí aparecem?
2. O que seria, hoje, viver a vida franciscana evangelicamente?
3. Estudar em grupo: Uma contestação em nome do Evangelho, in O projeto evangélico de Francisco de Assis, Thaddée Matura, OFM, Vozes, Cefepal, p. 21ss.
4. O que significa “refundar” a Ordem?

(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM é Assistente Nacional para a OFS e Assistente Regional da OFS do Sudeste II

domingo, 15 de fevereiro de 2009

MISSA HOMENAGEIA GALILEU GALILEI

VATICANO: MISSA HOMENAGEIA GALILEU PELA PRIMEIRA VEZ EM QUATRO SÉCULOS

Cidade do Vaticano,
- Pela primeira vez em quatro séculos, o Vaticano vai organizar uma missa solene em homenagem a Galileu Galilei.
Em comunicado divulgado pela Federação Mundial de Cientistas, afirma-se que a celebração eucarística vai comemorar os 445 anos do nascimento de Galilei, pai da ciência moderna. A missa será presidida pelo presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi, hoje domingo, 15, na Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, em Roma.
Na mesma Basílica, é possível visitar uma mostra dedicada às grandes conquistas do cientista italiano. Esta mostra foi organizada pela Federação Mundial de Cientistas no Ano Internacional da Astronomia – convocado pelas Nações Unidas para comemorar os 400 anos das primeiras observações com o telescópio.
A mostra será montada nos 115 países-membros da Federação, entre eles, o Brasil.
Da celebração, participarão um grupo de cientistas chineses, o explorador do Pólo Norte e acadêmico russo Arthur Chilingarov, além de outros representantes da Federação.
Trata-se da primeira vez em quatro séculos que se celebra uma missa em honra a Galilei e a primeira vez que a comunidade científica internacional (10 mil cientistas de 115 nações) organiza uma homenagem ao pai da ciência moderna. (BF)

Fonte: RV

sábado, 14 de fevereiro de 2009

VENEZUELA: REFLETIR ANTES DE VOTAR

ARCEBISPO VENEZUELANO PEDE REFLEXÃO ANTES DO VOTO

Caracas,
- O Vice-presidente do Episcopado venezuelano, Dom Roberto Lückert León, pediu ontem aos cidadãos que reflitam sobre as realidades de Cuba, Zimbábue e Coréia, ao votar no próximo referendo. Domingo, os venezuelanos devem aprovar ou rechaçar uma emenda constitucional que prevê a reeleição ilimitada do chefe de Estado. Dom Lückert pediu a seus compatriotas que não tenham medo de ir votar, recordando que a responsabilidade do que for decidido naquele dia será dos venezuelanos. “Pensem em Cuba, Zimbábue e Coréia. O que aconteceu nestes países, onde os presidentes são eleitos e reeleitos? É isto o que querem para nosso país, ser uma nova Cuba, deteriorada e sempre procurando culpados fora?” – questionou o Arcebispo de Coro, em entrevista à Rádio Unión, de Caracas.Se a emenda for aprovada, o presidente Hugo Chávez poderá se candidatar novamente em 2012, o que a atual Constituição não permitiria, pois limita a reeleição popular a uma só vez. Dom Lückert disse também que não entende porque o Presidente Chávez quer se eternizar no poder. “Já governa há dez anos, e lhe faltam ainda quatro. É suficiente para demonstrar do que é capaz” – opinou o arcebispo. (CM)

Fonte: RV

NOVO SITE FAZ CENSO DA MÍDIA CATÓLICA

Nasce intermirifica.net, site que faz censo da mídia católica
Uma iniciativa do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais

CIDADE DO VATICANO,

-O Conselho Pontifício das Comunicações Sociais lançou um site que oferece o censo dos meios de comunicação católicos.
A iniciativa foi apresentada pelo arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, ao participar da conferência de New American Evangelization (NEA), concluída em Dalas em 1º de fevereiro.
Por enquanto, o site oferece uma interface em espanhol – em breve se desenvolverá em outros idiomas – com um censo dos canais de rádio e televisão católicos do mundo. Oferecerá também listas de jornais e agências de informação.
O arcebispo Celli, segundo explica no site do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais (http://www.pccs.va/), atribui a iniciativa à necessidade de «desenvolver uma presença estratégica e integrada dos meios de comunicação católicos e valorizar a comunicação entre milhares de iniciativas que estão emergindo».
«Os novos meios de comunicação – conclui – oferecem à Igreja uma grande oportunidade de semear por toda parte a palavra de Deus».
Mais informação em http://www.intermirifica.net/.

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

S.S. PAPA BENTO XVI PREPAA SUA VISITA À TERRA SANTA

Bento XVI prepara sua visita à Terra Santa
Um rabino insiste no convite

CIDADE DO VATICANO,
- Bento XVI está preparando sua visita à Terra Santa, segundo confirmou ele mesmo nesta quinta-feira, ao receber uma delegação judaica dos Estados Unidos.
Segundo fontes de Jerusalém e Roma, a primeira peregrinação deste pontificado à Jordânia, Israel e aos Territórios Palestinos deveria acontecer em torno da segunda semana de maio.
O pontífice confirmou suas intenções, que algumas fontes haviam posto em dúvida após o estouro da guerra em Gaza, ao receber em audiência os representantes da Conferência dos Presidentes das Maiores Organizações Judaicas Norte-Americanas.
Nas palavras que dirigiu ao Papa, o rabino Arthur Schneier, da Sinagoga de Park East, em Nova York, disse: «A Terra prometida espera sua chegada».
E recordando que seus hóspedes se dispunham a viajar para a Terra Santa, após sua escala na Itália, o pontífice afirmou: «Eu também me preparo para visitar Israel, uma terra que é santa para os cristãos e para os judeus, dado que as raízes de nossa fé se encontram lá».
«De fato, a Igreja encontra seu sustento na raiz desta boa oliveira, o povo de Israel, na qual se enxertaram os ramos das oliveiras silvestres dos gentios», assegurou.
«Desde os primeiros dias do cristianismo, nossa identidade e cada um dos aspectos de nossa vida e de nosso culto estão intimamente ligados à antiga religião de nossos pais na fé», assegurou.

Fonte:ZENIT.org

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

HOJE - NOSSA SENHORA DE LOURDES

Nossa Senhora de Lourdes

Prezados leitores:
Em nosso blog “A FAMÍLIA CATÓLICA” iram encontrar diversas publicações a respeito de Nossa Senhora de Lourdes, alem de alguns Slide Show que estão localizados na coluna a direita nesta mesma pagina.
Dentre as publicações destacamos:
*
150 anos das aparições de Nossa Senhora de Lourdes
* Santa Bernadette Soubirous
*
Cartas sobre as aparições

História

Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Nossa Mãe, Santa Maria manifestou de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo-se a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete (Bernardita) Soubirous.
A história da aparição começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria, e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha.
Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Nossa Mãe, experiência que marcaria sua vida, “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la”.
“Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé. Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado alí olhando-a toda a vida. Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.
Em poucos dias, a Virgem volta a aparecer a Bernadete na mesma gruta. Entretanto, quando sua mãe soube disso não gostou, porque pensava que sua filha estava inventando histórias –embora a verdade é que Bernadete não dizia mentiras–, ao mesmo tempo alguns pensavam que se tratava de uma alma do purgatório, e Bernadete ficou proibida de voltar à gruta Masabielle.
Apesar da proibição, muitos amigos de Bernadete pediam que voltasse à gruta; com isso, sua mãe disse que se consultasse com seu pai. O senhor Soubiruos, depois de pensar e duvidar, permitiu que ela voltassem em 18 de fevereiro.
Desta vez, Bernadete foi acompanha por várias pessoas, que com terços e água benta esperavam esclarecer e confirmar o narrado. Ao chegar todos os presentes começaram a rezar o rosário; é neste momento que Nossa Mãe aparece pela terceira vez. Bernadete narra assim a aparição: “Quando estávamos rezando o terceiro mistério, a mesma Senhora vestida de branco fez-se presente como na vez anterior. Eu exclamei: ‘Aí está’. Mas os demais não a via. Então uma vizinha me deu água benta e eu lancei algumas gotas na visão. A Senhora sorriu e fez o sinal da cruz. Disse-lhe: ‘Se vieres da parte de Deus, aproxima-te’. Ela deu um passo adiante”.
Em seguida, a Virgem disse a Bernadete: “Venha aqui durante quinze dias seguidos”. A menina prometeu que sim e a Senhora expressou-lhe “Eu te prometo que serás muito feliz, não neste mundo, mas no outro”.
Depois deste intenso momento que cobriu a todos os presentes, a notícia das aparições correu por todo o povoado, e muitos iam à gruta crendo no ocorrido embora outros zombassem disso.
Entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858 houve 18 aparições. Estas se caracterizaram pela sobriedade das palavras da Virgem, e pela aparição de uma fonte de água que brotou inesperadamente junto ao lugar das aparições e que deste então é um lugar de referência de inúmeros milagres constatados por homens de ciência.

A FAMÍLIA CATÓLICA

DIA MUNDIAL DO ENFERMO

DIA MUNDIAL DO ENFERMO: A PREOCUPAÇÃO DO PAPA COM AS FAMÍLIAS


Cidade do Vaticano, 11 fev (RV)

- Celebra-se hoje o Dia Mundial do Enfermo, uma data instituída em 1993 pelo Papa João Paulo II com objetivo de propiciar reflexões na sociedade e sensibilizar os governos sobre a assistência oferecida para a quem está doente. A Igreja Católica também enfatiza a importância de valorizar o sofrimento em seu significado cristão, de aproximação com Deus. Outra intenção é promover a formação moral e espiritual dos agentes sanitários. Este ano, o papa dedica a mensagem às crianças doentes ou vítimas de abusos e violência. O papa menciona os meninos de rua, privados do calor de uma família e abandonados a si mesmos, e menores profanados por pessoas vis que violam sua inocência, provocando neles uma chaga psicológica que os marcará pelo resto de suas vidas.O pontífice pede aos governos que promulguem leis em favor dos menores em dificuldades e de suas famílias, e dirige um apelo aos responsáveis pelas nações para que potenciem as leis e as medidas em favor das crianças enfermas e de suas famílias, lembrando que podem sempre contar com a colaboração da Igreja.A Igreja brasileira atua neste campo através da Pastoral dos Menores, resgatando das ruas e encaminhando a infância e adolescência abandonadas, e com elas, suas famílias. Em entrevista a Bianca Fraccalvieri, a Coordenadora Nacional da Pastoral do Menor, Maria das Graças Cruz, defende que a situação hoje no Brasil está melhorando, graças a políticas voltadas à assistência familiar.

Fonte: RV

CIDADE DO VATICANO COMPLETA 80 ANOS

ESTADO DA CIDADE DO VATICANO COMPLETA 80 ANOS

Cidade do Vaticano, 11 fev (RV)
- O Estado da Cidade do Vaticano está completando, nesta quarta-feira, 80 anos de vida. O Tratado de Latrão (também chamado Pacto Lateranense) entre a Itália e a Santa Sé foi assinado em 11 de fevereiro de 1929, entre o Papa Pio XI e Benito Mussolini. Esse Tratado acabou com o conflito que os Papas (exilados no Vaticano) mantiveram com o Reino da Itália desde 1870, quando as tropas de Giuseppe Garibaldi liquidaram os antigos Estados Pontifícios. O atual Estado da Cidade do Vaticano está encravado na cidade de Roma, à direita do rio Tibre, com uma superfície de 440.000 metros quadrados. Considerado como o menor Estado do mundo, esse território assegura a liberdade da Sé Apostólica e a independência do Papa, para poder realizar sua missão. Mas como se pode explicar hoje a necessidade de um estado soberano para exercitar uma autoridade espiritual sobre os católicos espalhados no mundo? Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano, Card. Giovanni Lajolo:Card. Lajolo:- "Todo o significado do Estado soberano da Cidade do Vaticano é preservar o papa de qualquer ingerência política na condução da Igreja e no seu magistério evangélico, que é dirigido não somente à Igreja, mas a toda a humanidade. O vigário de Cristo deve ser independente e livre, não deve responder a nenhuma autoridade terrena, mas somente a Deus. A história, sobretudo da Europa, demonstrou demasiadas vezes no decorrer dos séculos, e também no século passado, a inclinação de alguns regimes e de alguns governos a aprisionar a voz do papa. Ainda hoje, não poucos homens políticos gostariam que o papa não se pronunciasse sobre temas morais, desagradáveis a eles. O Estado da Cidade do Vaticano, por menor que seja, garante ao papa a plena independência de qualquer influência política externa." P. Durante alguns anos, o senhor foi secretário das Relações com os Estados. Quais são os desafios mais difíceis ao representar o menor Estado do mundo em sedes internacionais?Card. Lajolo:- "Devo fazer uma premissa, de que a atividade internacional da Santa Sé, em especial a diplomacia, raramente diz respeito ao Estado da Cidade do Vaticano. Isso acontece quando se trata de questões técnicas, que não representam grandes desafios. A atividade internacional e diplomática da Santa Sé é, ao invés, sempre uma atividade de Igreja, e é conduzida não com base em um poder político da Santa Sé, mas com base na força da palavra ditada pela razão e, em especial, sobre a força da Palavra inspirada por Deus."O cardeal explica que os grandes desafios dizem respeito à liberdade da Igreja local, isto é, dos bispos junto a seus fiéis, e aos direitos humanos, a partir do direito à vida e à nutrição, e o direito a uma verdadeira liberdade religiosa. Ele cita também o direito ao desenvolvimento econômico dos países mais pobres e fracos, mas também das pessoas pobres e desfavorecidas. Todos esses desafios convergem para o maior desafio, do grande empenho da Igreja: a paz.P. Nota-se ainda hoje uma atitude de fascínio pelo "mundo misterioso" dentro dos muros vaticanos. É justo manter esta imagem, ou se busca mudar?Card. Lajolo:- "Trata-se de um mito que, a meu entender, não tem fundamento. Quem quiser se informar ou informar aos outros, basta recorrer aos instrumentos de domínio público, abertos a todos, que são as leis e as normas da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano. Além disso, há uma vasta informação sobre questões atuais fornecida por Rádio Vaticano, L'Osservatore Romano, o site da Santa Sé (www.vatican.va) e do Estado da Cidade do Vaticano (www.vaticanstate.va) e, recentemente, o novo canal no Youtube. As celebrações dos 80 anos do Estado da Cidade do Vaticano também são uma ocasião para melhor conhecer "o mundo misterioso", na realidade muito simples e claro, do Vaticano." (BF)

Fonte: RV

O TRATADO DE LATRÃO

ENTENDA O TRATADO DE LATRÃO
Cidade do Vaticano, 11 fev (RV)
– Assinado em 1929, o Tratado de Latrão resolveu de maneira definitiva a "questão romana", ou seja, o conflito aberto em 1870 com a anexação de Roma ao Reino da Itália. O atual Estado da Cidade do Vaticano ocupa a zona conhecida como "Ager Vaticanus", a colina vaticana que não foi ocupada pelas tropas italianas, que tomaram Roma no dia 20 de setembro de 1870, durante o processo de unificação da Itália. Considerado como o menor Estado do mundo, esse território assegura a liberdade da Sé Apostólica e a independência do Papa, para poder realizar sua missão. O Vaticano tem uma população de pouco mais de mil pessoas. Os habitantes do Estado da Cidade do Vaticano procedem de muitos países, embora na sua maioria sejam italianos. Pelo menos 400 têm cidadania vaticana, entre eles os prelados que são chefes de organismos da Cúria Romana. Todos os Cardeais residentes em Roma obtêm automaticamente cidadania vaticana, mas conservam a original.O Vaticano emite selos e moeda própria (só metálica) e conta com todos os serviços próprios de um Estado, como uma central telegráfica, estação de rádio (Rádio Vaticano), um jornal (L'Osservatore Romano) e rede ferroviária, conectada com a ferrovia italiana. Além disso, pode dispor, com base na Convenção de Barcelona, de 1921, de uma frota marítima com bandeira própria. A segurança do Vaticano está confiada ao Corpo de Vigilância, formado por uma centena de efetivos. Além disso, dispõe da Guarda Suíça, único corpo militar que existe no Vaticano, integrado também por uma centena de membros e cuja função é defender o Papa e controlar os portões que dão acesso à Cidade do Vaticano, entre outras coisas. Sua atual Constituição data de 2001, em substituição da de 1929: reitera que o Papa é o soberano absoluto, que concentra em si os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, os quais, em caso de falecimento do Pontífice, passam ao Colégio Cardinalício até a eleição do sucessor. Em tal circunstância, o Colégio só pode aprovar normas de caráter de urgência e com eficácia limitada, a não ser que depois sejam confirmadas pelo novo Pontífice.A "Lei Fundamental da Cidade do Vaticano", nome oficial da Carta Magna, contém 20 artigos. A Constituição estabelece que a bandeira oficial do Vaticano é amarela e branca, em vertical, tendo, ao centro o escudo com as chaves entrecruzadas sobre as quais se encontra a tiara papal.O Tratado de Latrão estabeleceu o Estado soberano da Cidade do Vaticano, declarando que o Catolicismo era a religião oficial da Itália. O acordo regulamenta as relações entre a Igreja e o Estado. A revisão da Concordata, em 1984, declarou que o Catolicismo não seria mais a religião oficial do Estado italiano.O Tratado de 1929 fixou também o caráter internacional da Santa Sé, que é reconhecida perante a legislação internacional e mantém relações diplomáticas com outras nações. A esse respeito, o Estado da Cidade do Vaticano foi instituído como "uma realidade jurídico e política, à qual é necessário identificar e garantir a absoluta e visível independência da Sé Apostólica no exercício de sua elevada missão espiritual no mundo". (PL/BF)
Fonte: RV

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL

EMBAIXADOR DO BRASIL JUNTO À SANTA SÉ RECORDA EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL

Cidade do Vaticano,
- No discurso que o novo embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Luiz Felipe de Seixas Corrêa, entregou, ontem pela manhã, ao pontífice, ele recorda a evangelização do Brasil. Em 1549, os jesuítas já estavam presentes no país: quatro sacerdotes guiados por Manuel da Nóbrega. Da Bahia, se expandiram em todas as direções, fundando colégios e vilarejos. Em 1554, os quatro jesuítas se multiplicaram. Eram 26, distribuídos de norte a sul em todo território brasileiro. Entre eles, Luiz Felipe de Seixas Corrêa cita José de Anchieta, "um homem que ocupa um lugar muito especial na história do Brasil". Para o embaixador, Anchieta personifica um fenômeno-chave para entender o Brasil: "a catequese como encontro de culturas". O diplomata brasileiro fala ainda da religiosidade do povo brasileiro, que oferece um exemplo singular de tolerância religiosa. Luiz Felipe de Seixas Corrêa traça um quadro otimista da situação política e social do Brasil, citando a consolidação plena da democracia e a redução da pobreza.Sobre a política externa brasileira, o embaixador diz que o Brasil compartilha os valores e os ensinamentos da Igreja, citando um trecho do discurso deste ano de Bento XVI ao Corpo Diplomático, em que afirma que, para construir a paz, é preciso oferecer esperança aos pobres.Por fim, cita as palavras de Dom Luciano Mendes de Almeida, membro da família do embaixador, poucos dias antes de morrer: "Deus nos criou por amor. Ele sabe o que é melhor para nós. Coloco a minha vida em suas mãos". (BF)

Fonte: RV

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

BENTO XVI, BRASIL TEM EXISTÊNCIA DE DUAS POBREZAS: MATERIAL E MORAL

PAPA ALERTA BRASIL PARA A EXISTÊNCIA DE DUAS POBREZAS: MATERIAL E MORAL

Cidade do Vaticano,
- Bento XVI recebeu nesta segunda-feira o novo embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Luiz Felipe de Seixas Corrêa, para a apresentação de suas credenciais.Em seu discurso, o papa falou que esta ocasião lhe oferece a oportunidade de reiterar seu "sincero afeto e a ampla estima" que nutre pelo Brasil. Em especial, o pontífice recordou a visita pastoral realizada ao Brasil em 2007, para presidir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, bem como os encontros com o Presidente Lula, tanto em São Paulo, como mais recentemente em Roma. Bento XVI falou ainda dos objetivos, seja da Igreja, na sua missão de natureza religiosa e espiritual, seja do Estado, que, apesar de distintos, confluem num ponto de convergência: o bem da pessoa humana e o bem comum da Nação. "O Brasil é um país que conserva na sua grande maioria a fé cristã legada, desde as origens do seu povo, pela evangelização enraizada há mais de cinco séculos" – afirmou. Para o pontífice, existe convergência de princípios, tanto da Sé Apostólica quanto do governo brasileiro, no que diz respeito às ameaças à paz mundial, quando esta se vê afetada pela ausência da visão de respeito ao próximo em sua dignidade humana. E citou o recente conflito no Oriente Médio, que prova a necessidade de apoiar todas as iniciativas destinadas a resolver pacificamente as divergências, fazendo votos de que o governo brasileiro prossiga nesta direção. Ainda sobre a conjuntura internacional, Bento XVI afirma que o Brasil vem se tornando um fator de estímulo ao desenvolvimento em áreas limítrofes e em vários países do continente africano, promovendo iniciativas contra a pobreza e o despreparo tecnológico. Falando sobre a situação brasileira, o papa mencionou duas pobrezas: material e moral. Quanto à pobreza material, Bento XVI encoraja o governo a prosseguir na política de redistribuição da renda, para fortalecer a justiça social para o bem da população. Sobre a pobreza moral, o pontífice alertou para o perigo do consumismo e do hedonismo, que, aliado à falta de sólidos princípios morais que norteiam a vida do simples cidadão, torna vulnerável a estrutura da sociedade e da família brasileiras. "Por isso, nunca é demais insistir na urgência de uma sólida formação moral a todos os níveis, inclusive no âmbito político, face às constantes ameaças geradas pelas ideologias materialistas ainda reinantes e, particularmente, à tentação da corrupção na gestão do dinheiro público e privado" – afirmou. A este fim, acrescentou, o cristianismo pode proporcionar uma válida contribuição, por ser "uma religião de liberdade e de paz e estar o serviço do verdadeiro bem da humanidade".Por fim, o papa recordou o recente Acordo que define o estatuto jurídico civil da Igreja Católica no Brasil. "A fé e a adesão a Jesus Cristo impõem aos fiéis católicos, também no Brasil, tornarem-se instrumentos de reconciliação e de fraternidade, na verdade, na justiça e no amor. Faço votos, assim sendo, de ver ratificado este Documento solene a fim de que a organização eclesiástica da vida entre os católicos veja-se agilizada e alcance alto grau de eficiência" – concluiu. (BF)

Fonte: RV

domingo, 8 de fevereiro de 2009

DOM RICHARD WILLIAMSON NÃO SE RETRATA DE SUAS AFIRMAÇÕES

DOM WILLIAMSON NÃO SE RETRATA DE SUAS AFIRMAÇÕES NEGACIONISTAS

Berlim,

– O bispo ultraconservador, Dom Richard Williamson, declarou que, no momento, em que pese a exortação do papa, para que retrate as afirmações que fez, negando a existência do holocausto, não pretende fazê-lo. As afirmações do bispo provocaram uma acirrada polêmica em todo o mundo, pois foram divulgadas logo após ter sido revogada a excomunhão que gravava sobre ele e outros três bispos lefèbvrianos, pertencentes à Fraternidade Sacerdotal São Pio X.Em declarações à revista alemã "Der Spiegel", em sua edição que estará nas bancas na próxima semana, Dom Williamson afirma que, antes de se retratar, pretende rever as provas históricas do holocausto. "Se encontrarei provas de que estava errado, me retratarei, mas isso levará tempo" – justificou-se.Por outro lado, Dom Williamson reiterou sua rejeição ao Concílio Vaticano II, argumentando que os textos conciliares são "ambíguos". "Tais textos estão na origem do caos teológico hoje existente" – frisou o bispo. Como se não bastasse, o prelado mostrou-se crítico em relação à idéia da validade universal dos direitos humanos. "Onde os direitos humanos são vistos como algo objetivo que o Estado deve impor – argumentou ele – se chega sempre a uma política anticristã" – asseverou.Nas semanas passadas, Bento XVI revogou a excomunhão que gravava sobre Dom Richard Williamson e outros três bispos ultraconservadores, todos seguidores do arcebispo cismático Dom Marcel Lefèbvre, que foi quem lhes deu a ordenação episcopal, sem mandato pontifício. Dias antes da revogação da excomunhão, Dom Williamson disse, numa entrevista a um canal televisivo sueco, que as câmaras de gás nunca existiram nos campos de extermínio nazistas e que o holocausto nunca aconteceu. No máximo – concedeu – "morreram de 200 mil a 300 mil judeus".Suas declarações provocaram enorme celeuma em todo o mundo, particularmente depois que veio a público a decisão do papa, de revogar a sentença de excomunhão. A Santa Sé exige – para aperfeiçoar a revogação da excomunhão e a total reintegração dos bispos no seio da Igreja – que eles acatem as decisões do Vaticano II e, em relação a Dom Williamson, que ele se retrate.Na Alemanha, o "negacionismo" (negar a existência do holocausto) é considerado um delito e a Procuradoria de Regensburg abriu um inquérito contra o bispo. Os principais críticos da reabilitação dos lefèbvrianos, entre eles o teólogo Hans Küng, afirmam que a negação do holocausto por parte de Williamson é apenas "um sintoma da mentalidade antissemita que predomina entre os ultraconservadores". (AF)

Fonte: RV