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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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domingo, 28 de julho de 2013

JMJ - Padre Lombardi comenta viagem do Papa

Padre Lombardi comenta viagem do Papa: veja aqui a entrevista



Eram seis rapazes e duas raparigas os jovens detidos que se encontraram com o Papa, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira. Sobre esse e outros momentos desta viagem , Roberto Piermarini entrevistou Padre Federico Lombardi, que acompanha o Papa. 
- O encontro com os reclusos foi um momento particularmente importante porque, como sabemos, o Papa Bergoglio tem uma longa familiaridade com os jovens prisioneiros, e tem também uma amizade contínua com um grupo deles: disse-me que chama praticamente de duas em duas semanas a um grupo de jovens carcerados na Argentina, que ele conhece. Tinha conhecido alguns, e depois estes fizeram amizade com outros que estão na prisão e, assim, o grupo é agora numeroso e ele continua a cultivar esta amizade. Nos apercebemos disso na Quinta-feira Santa, quando quis ir fazer o "lava-pés" no Cárcere de Menores de Casal del Marmo, perto de Roma. E o facto de que ele quis ver, como parte da Jornada Mundial da Juventude, jovens prisioneiros significa que tem sempre presente esta realidade. Os jovens são também os prisioneiros, que de facto estavam presentes no encontro com ele com as suas camisetes da Jornada da Juventude no Rio e eram, portanto, um bom grupo de jovens, também eles inseridos nos acontecimentos destes dias. Naturalmente estavam muito emocionados: eram seis rapazes e duas raparigas, eram todos de quatro Cárceres de Menores da área do Rio, e puderam exprimir-se. Estava lá sobretudo uma menina que era muito loquaz e, portanto, contou ao Papa várias coisas, fez benzer diversos objectos, cantou-lhe uma pequenina canção que tinha composto para ele, leu para ele uma longa carta escrita em nome das suas companheiras de detenção. E depois deram, todos juntos, ao Papa, um presente particular que é como um terço grandíssimo, com grãos de poliestireno ligados entre si, e na cruz do Terço está escrito "Candelária nunca mais". Candelária é um facto terrível de violência no qual morreram vários jovens. [Na madrugada de 22 de Julho de 1993, no portal da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, algumas crianças e adolescentes da rua foram mortos por um grupo de homens armados ndr]. E nas contas do Terço estão escritos os nomes de muitos jovens que morreram nestas circunstâncias. O Papa rezou, recordando também os defuntos que sofreram violência, e convidou a todos os jovens presentes a não desanimar e continuava a repetir: "Violência nunca mais, só o amor!". Nunca mais a violência, só o amor!”. Portanto, deu uma mensagem forte. Naturalmente os jovens estavam muito emocionados. Talvez, para alguns deles, nos próximos dias, haverá também uma medida de clemência, de modo que este encontro é também um prelúdio para uma nova possibilidade nas suas vidas. Esperemos que a usem bem. Nisto, está a importância do empenho de toda a sociedade à volta dos jovens, para que possam recuperar a esperança, empenho e uma vida integrada na sociedade como vida de amor e de convivência pacífica com os outros e não de violência.

P. - Neste dia penitencial da JMJ existe também um momento importante, para além da Via Sacra: o momento das confissões. O Papa confessou alguns jovens ...
- Sim, exactamente como tinha feito Bento XVI em Madrid, o Papa foi ao parque onde estão colocados todos os confessionários, e está também uma grande tenda, onde se pode fazer a Adoração perpétua e preparar-se para as confissões. Sob esta grande tenda, havia um confessionário preparado para o Papa, um parecido com todos os outros. O Papa pôs-se lá e cinco jovens - três brasileiros, uma italiana e uma venezuelana – confessaram-se com ele. A maior parte deles se puseram de joelhos ao lado dele, em vez de fazê-lo através da grelha, de uma forma muito directa e familiar. Foi um momento bonito: sabemos que o Papa quer confessar e, de vez em quando, se tem queixado - parece-me por ocasião de um Angelus ou numa outra ocasião – por não ter esta possibilidade de fazê-lo com frequência. Mesmo em Roma, quando foi visitar uma Paróquia, aproveitou a oportunidade e confessou sete ou oito pessoas antes da Missa. E portanto, para ele, é também é um ministério importante para os sacerdotes de todo o mundo.

P. - Padre Lombardi, celebra-se a Festa dos Avós: o Papa recordou-o tanto na Missa desta manhã, como no Angelus …
- Sim, porque Ana e Joaquim são os avós de Jesus. De facto, sabemos como também na vida de todos nós, a figura dos avós, muitas vezes é muito importante, até mesmo na educação da fé e para uma aproximação com carinho e bondade às boas tradições cristãs, à sabedoria da vida. E este é um tema que o Papa sente muito: ele também tem dito várias vezes que esta Jornada da Juventude deve ver juntos os jovens e os idosos. Então, o facto desta festa era muito oportuno para aprofundar este tema e o Papa fê-lo durante o Angelus, em público, mas já o tinha feito durante a manhã, na Missa privada, na qual estavam presentes por uns dez dos seus confrades jesuítas aqui do Rio de Janeiro.

P. - Padre Lombardi, também hoje vimos que o Papa Francesco tem uma grande vitalidade ...
- Sim, parece mesmo inesgotável. Esperemos que não exagere, mas certamente até agora tem feito muito bem e parece-me que os jovens apreciam muito que ele lhes dedique tanta energia.
Fonte: RV

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ACORDO SANTA SÉ - BRASIL - COMENTÁRIO DO CARDEAL ODILO SCHERER

COMENTÁRIO DO CARDEAL-ARCEBISPO DE SÃO PAULO, ODILO SCHERER
Acordo Brasil-Santa Sé
No dia 13 de novembro, durante a visita do Presidente Lula ao Papa, no Vaticano, foi assinado um Acordo entre a Igreja (Santa Sé) e o Estado (Brasil), sobre a situação jurídica da Igreja no Brasil.
O fato, não foi muito noticiado pela grande imprensa, é importantíssimo para a Igreja e é muito bom que o fato seja divulgado e que o texto do Acordo seja conhecido e interpretado corretamente.
Na proclamação da República (1889) foi interrompido o regime do Padroado, pelo qual a Igreja Católica havia sido até então "religião oficial" no Brasil; feita a separação entre Igreja e Estado, estabeleceu-se o princípio do Estado laico, segundo o qual não há uma religião oficial no país e a liberdade religiosa como um direito dos cidadãos.
Foi bom para a Igreja, que ficou livre da tutela do Estado e ganhou liberdade para crescer e se desenvolver com autonomia; sem a interferência do Estado, a Igreja no Brasil também passou a estreitar sua relação com o Papa e com a comunhão do episcopado.Mas, desde então, a situação da Igreja perante o Estado carecia de clareza; não havia um reconhecimento formal da existência da Igreja católica, como uma instituição presente na sociedade brasileira, com legítimos representantes e organizações próprias.
Ao mesmo tempo, faltava um reconhecimento formal acerca da contribuição que a Igreja católica podia dar para a sociedade nos vários campos, como a educação, a cultura e a saúde.
Não raro, isso dava origem a dificuldades para que a legitimidade dos representantes da Igreja e de suas organizações fosse reconhecida perante as Instituições do Estado. As coisas, em geral, andaram bem por força do costume, da importância inequívoca da nossa Igreja na sociedade e por causa das boas relações geralmente cultivadas entre Igreja e Estado em nosso País.
Contudo, do ponto de vista jurídico e institucional, não havia clareza nem segurança para a Igreja.Com o Acordo, as coisas devem mudar.
A Igreja católica ganha um reconhecimento jurídico perante o Estado; e também muitas de suas organizações, atribuições e ações recebem um reconhecimento jurídico oficial. Assim, por exemplo, o Bispo será reconhecido oficialmente pelo Estado como representante da sua diocese; e suas decisões em relação à diocese também.
Assim, o ato da criação de uma paróquia, como também a nomeação do Pároco, serão reconhecidos pelo Estado.
E esse Pároco, com a nomeação recebida, poderá apresentar-se perante o banco ou o correio e afirmar que representa legitimamente aquela paróquia... Naturalmente, trata-se apenas de algumas das muitas questões implicadas no Acordo, cujo texto integral vale a pena conhecer.
O Acordo não estabelece privilégios para a Igreja Católica no Brasil, nem discrimina outras religiões ou grupos religiosos não-católicos.
Esses, por sua vez, poderão também tentar negociar com o Estado um Acordo semelhante; de toda maneira, este já oferece muitas referências válidas também para outras religiões ou Igrejas. Nada daquilo que está no Acordo contraria a Constituição brasileira. De maneira geral, o Acordo recolhe elementos já presentes na legislação brasileira num documento único e orgânico, que ganha a força de um Acordo internacional entre duas entidades soberanas: o Brasil e a Santa Sé, que representa a Igreja Católica.
Isso não é pouco! Estado laico não é aquele que proíbe ou dificulta as organizações religiosas e suas manifestações; isso seria a repressão da liberdade religiosa.
O Acordo deixa clara a verdadeira laicidade do Estado, quando este reconhece, respeita e garante a liberdade religiosa dos cidadãos, sem interferir nas organizações religiosas, e aceita a colaboração dessas para o bem da sociedade.
É isso que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, chamou de "laicidade positiva" do Estado durante a visita do Papa àquele país em setembro passado.
Há muito tempo a Igreja no Brasil desejava algo assim; já em 1953, a CNBB fez um primeiro pedido de um Acordo, mas as coisas não progrediram; nos anos 80, com Dom Ivo Lorscheiter na presidência, a CNBB tentou novamente; e assim também com Dom Luciano Mendes de Almeida e Dom Jayme Chemello, mas não houve avanços.
Finalmente, em 2003, a CNBB reapresentou o pedido à Santa Sé e, então, houve abertura e interesse da parte do Governo brasileiro; as negociações foram bem sucedidas e o Acordo agora já foi assinado. Para entrar em vigor, precisa ainda ser ratificado pelas duas casas do Congresso Nacional, Câmara e Senado. Esperamos que isso aconteça em breve e sem problemas.

Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de S. Paulo

Fonte : RV

sábado, 2 de agosto de 2008

TODOS COMERAM E FICARAM SACIADOS

Pregador do Papa comenta piquenique mais feliz da história
A passagem evangélica da liturgia do domingo

CIDADE DO VATICANO,
- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap, pregador da casa Pontifícia, sobre a liturgia do próximo domingo.
XVIII Domingo do Tempo Comum
Isaías 55, 1-3; Romanos 8,35.37-30; Mateus 14, 13-21
Todos comeram e ficaram saciados

Um dia, Jesus havia se retirado a um lugar solitário, às margens do Mar da Galiléia. Mas quando ia desembarcar, encontrou uma grande multidão que o esperava. «Sentiu compaixão deles e curou seus doentes.» Falou do Reino de Deus para eles. Pois bem, enquanto isso, escureceu. Os apóstolos lhe sugeriram que despedisse a multidão, para que pudessem encontrar algo para que comer nos povoados próximos. Mas Jesus os deixou atônitos, dizendo-lhes em voz alta, para que todos escutassem: «Dai-lhes vós mesmos de comer». «Não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes», respondem-lhe, desconcertados. Jesus pede que os tragam. Convida todos a se sentarem. Toma os cinco pães e os dois peixes, reza, agradece ao Pai, depois ordena que distribuam tudo à multidão. «Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios». Eram cerca de 5 mil homens, sem contar mulheres e crianças, diz o Evangelho. Foi o piquenique mais feliz da história do mundo!
O que este evangelho nos diz? Em primeiro lugar, que Jesus se preocupa e «sente compaixão» do homem completo, corpo e alma. Às almas Ele dá a palavra, aos corpos, a cura e o alimento. Alguém poderia dizer: «Então, por que Ele não faz isso também hoje? Por que não multiplica o pão entre tantos milhões de famintos que existem na terra?». O evangelho da multiplicação dos pães oferece um detalhe que pode nos ajudar a encontrar a resposta. Jesus não estalou os dedos para que aparecesse, como mágica, pão e peixe para todos. Ele perguntou o que eles tinham; convidou a compartilhar o pouco que tinham: 5 pães e 2 peixes.
Hoje Ele faz a mesma coisa. Pede que compartilhemos os recursos da terra. Sabemos perfeitamente que, pelo menos do ponto de vista alimentar, nossa terra seria capaz de dar de comer a bilhões de pessoas a mais do que as que existem hoje. Mas como podemos acusar Deus de não dar pão suficiente para todos, quando cada dia destruímos milhões de toneladas de alimentos que chamamos de «excedentes» para que não diminuam os preços? Melhor distribuição, maior solidariedade e capacidade para compartilhar: a solução está aqui.
Eu sei, não é tão fácil. Existe a mania dos armamentos, há governantes irresponsáveis que contribuem para manter muitas populações na fome. Mas uma parte da responsabilidade recai também nos países ricos. Nós somos agora essa pessoa anônima (um menino, segundo um dos evangelistas) que tem 5 pães e 2 peixes; mas nós os temos muito bem guardados e temos cuidado para não entregá-los, por medo de que eles sejam distribuídos entre todos.
A forma como se descreve a multiplicação dos pães e dos peixes («elevando os olhos ao céu, pronunciou a bênção e, partindo os pães, deu-os aos discípulos e estes à multidão») sempre recordou a multiplicação desse outro pão que é o Corpo de Cristo. Por este motivo, as representações mais antigas da Eucaristia nos mostram um cesto com 5 pães e, ao lado, 2 peixes, como o mosaico em Tabga, na palestina, na igreja construída no lugar da multiplicação dos pães, ou na famosa pintura das catacumbas de Priscila em Roma.
No fundo, o que estamos fazendo neste momento também é uma multiplicação dos pães: o pão da palavra de Deus. Eu parti o pão da palavra e a internet multiplicou minhas palavras, de forma que mais de 5 mil homens, também neste momento, se alimentaram e ficaram saciados. Resta uma tarefa: recolher «os pedaços que sobraram», fazer a Palavra chegar também a quem não participou do banquete. Converter-se em «repetidores» e testemunhas da mensagem.
[Tradução; Aline Banchieri]
Fonte: ZENIT.org