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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador Sagrada Família. Mostrar todas as postagens
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domingo, 27 de dezembro de 2015

SAGRADA FAMÍLIA

Domingo da Sagrada Família – texto da homilia do Papa


Papa Francisco na Missa do Domingo da Sagrada Família - RV
 
Festa da Sagrada Família – na Basílica de S. Pedro no Vaticano o Papa Francisco presidiu à Eucaristia deste domingo  celebrando o Jubileu das Famílias no Ano Santo da Misericórdia. Publicamos aqui o texto integral da homilia do Santo Padre:

Santa Missa
na Festa da Sagrada Família
(Basílica de S. Pedro, 27 de Dezembro de 2015)

As leituras bíblicas, que acabámos de ouvir, apresentam-nos a imagem de duas famílias que realizam a sua peregrinação à casa de Deus. Elcana e Ana levam o filho Samuel ao templo de Silo e consagram-no ao Senhor (cf. 1 Sm 1, 20-22.24-28). E da mesma forma José e Maria, juntamente com Jesus, vão como peregrinos a Jerusalém pela festa da Páscoa (cf. Lc 2, 41-52).
Muitas vezes os nossos olhos deparam com os peregrinos que vão a santuários e lugares queridos da devoção popular. Mesmo nestes dias, há muitos que se puseram a caminho para penetrar na Porta Santa aberta em todas as catedrais do mundo e também em muitos santuários. Mas o facto mais interessante posto em evidência pela Palavra de Deus é a peregrinação ser feita pela família inteira: pai, mãe e filhos vão, todos juntos, à casa do Senhor a fim de santificar a festa pela oração. É uma lição importante oferecida também às nossas famílias.
Como nos faz bem pensar que Maria e José ensinaram Jesus a rezar as orações! E saber que, durante o dia, rezavam juntos; depois, ao sábado, iam juntos à sinagoga ouvir as Sagradas Escrituras da Lei e dos Profetas e louvar o Senhor com todo o povo! E que certamente rezaram, durante a peregrinação para Jerusalém, cantando estas palavras do Salmo: «Que alegria, quando me disseram: “Vamos para a casa do Senhor!” Os nossos passos detêm-se às tuas portas, ó Jerusalém» (122/121, 1-2)!
Como é importante, para as nossas famílias, caminhar juntos e ter a mesma meta em vista! Sabemos que temos um percurso comum a realizar; uma estrada, onde encontramos dificuldades, mas também momentos de alegria e consolação. Nesta peregrinação da vida, partilhamos também os momentos da oração. Que poderá haver de mais belo, para um pai e uma mãe, do que abençoar os seus filhos ao início do dia e na sua conclusão? Fazer na sua fronte o sinal da cruz, como no dia do Baptismo? Não será esta, porventura, a oração mais simples que os pais fazem pelos seus filhos? Abençoá-los, isto é, confiá-los ao Senhor, para que seja Ele a sua protecção e amparo nos vários momentos do dia? Como é importante, para a família, encontrar-se também para um breve momento de oração antes de tomar as refeições juntos, a fim de agradecer ao Senhor por estes dons e aprender a partilhar o que se recebeu com quem está mais necessitado. Trata-se sempre de pequenos gestos, mas expressam o grande papel formativo que a família possui.
No final daquela peregrinação, Jesus voltou para Nazaré e era submisso a seus pais (cf. Lc 2, 51). Também esta imagem contém um ensinamento estupendo para as nossas famílias; é que a peregrinação não termina quando se alcança a meta do santuário, mas quando se volta para casa e se retoma a vida de todos os dias, fazendo valer os frutos espirituais da experiência vivida. Sabemos o que Jesus então fizera: em vez de voltar para casa com os seus, ficou em Jerusalém no Templo, causando uma grande aflição a Maria e a José que não O encontravam. Provavelmente, por esta sua «escapadela», também Jesus teve que pedir desculpa a seus pais (o Evangelho não diz, mas acho que podemos supô-lo). Aliás, na pergunta de Maria, subjaz de certo modo uma repreensão, ressaltando a preocupação e angústia dela e de José. No regresso a casa, com certeza Jesus uniu-se estreitamente a eles, para lhes demonstrar toda a sua afeição e obediência.
No Ano da Misericórdia, possa cada família cristã tornar-se um lugar privilegiado onde se experimenta a alegria do perdão. O perdão é a essência do amor, que sabe compreender o erro e pôr-lhe remédio. É no seio da família que as pessoas são educadas para o perdão, porque se tem a certeza de ser compreendidas e amparadas, não obstante os erros que se possam cometer.
Não percamos a confiança na família! É bom abrir sempre o coração uns aos outros, sem nada esconder. Onde há amor, também há compreensão e perdão. A vós todas, queridas famílias, confio esta missão tão importante de que, hoje, o mundo e a Igreja têm mais necessidade do que nunca.

Fonte: R Vaticana

domingo, 26 de dezembro de 2010

SAGRADA FAMÍLIA


FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

Campanha, 26 dez (RV) - “Vieram apressados os pastores e encontraram Maria com José, e o menino deitado no presépio”(cf. Lc 2,16).

Envolvidos no clima santo do tempo de Natal a Mãe Igreja nos convida a celebrar hoje a SAGRADA FAMÍLIA. O tempo do Natal associa ao mistério da Encarnação os temas complementares da Sagrada Família e da “Mãe de Deus”. A festa de hoje situa a Encarnação de Jesus no quadro da família, célula básica da sociedade humana. Focaliza, por conseguinte, a condição humana de Jesus e sugere algumas atitudes concretas para a vida cristã, para a vida familiar. Não se trata de encontrar um receituário de vida moral, pura e simplesmente. Mas de pistas para adequar a vida familiar à sociedade focando o mistério da família de Nazaré, para voltarmos à nossa situação, aqui e agora, imbuídos do mesmo espírito de fé que viveu a família sagrada.

Estimados Irmãos,

Os problemas da família humana são apresentados pela liturgia de hoje: a insegurança, a morte que ronda e nem sempre conduzida só pela mão da natureza; a violência, a corrupção, o hedonismo desvairado, situações dificílimas da vida humana. De outro lado vivemos também, com coragem, a grandeza de Deus que se apresenta confiante, prudente como a Sagrada Família em tomar decisões que protejam ao Filho de Deus.
Assim Jesus é apresentado por Mateus como o Novo Moisés, o LIBERTADOR e fundador de um novo povo de Deus; Jesus escondido e perseguido, é o Filho do Eterno Pai, a plenitude das promessas de Deus e a esperança salvadora das criaturas humanas.
Herodes havia mandado matar todas as crianças para ver se aniquilava com Jesus. Assim, depois da morte de Herodes, a Palestina foi dividida entre três filhos seus: Arquelau ficou com a Judéia, a Samaria e a Iduméia; Felipe ficou com a parte oriental e norte da Galiléia; Herodes Antipas ficou com a Galiléia e a Peréia. É esse Herodes que vai mandar matar João Batista e terá parte na paixão de Jesus. Era muito astucioso, a ponto de Jesus chamá-lo de Raposa. O mais violento dos três, entretanto, era Arquelau. Tão cruel e autoritário, que o imperador romano Augusto se viu obrigado a depô-lo e exilá-lo. E no seu lugar nomeou um “Procurador” romano na pessoa de Pôncio Pilatos que ocupou o posto por 10 anos.
Porque a Sagrada Família teve que fugir para o Egito? Para que Jesus não fosse vítima destes facínoras. A prudência de José, o justo pai adotivo de Jesus, levou a família para o Egito. Depois de algum tempo Jesus foi levado para Nazaré aonde passou a sua juventude e uma fase anterior a sua vida pública. Por isso Jesus foi chamado de “O Nazareno”.

Estimados Irmãos,

É importante ressaltar que Jesus foi considerado o novo Moisés. Muito maior do que o Moisés que tirou o povo da escravidão e o encaminhou para a terra prometida. Jesus nos tira do pecado e nos dá a graça, nos tira da morte e nos anuncia a vida eterna, a vida santa. Jesus sempre foi o Sacerdote, o profeta, o legislador, o homem de Deus, o amado de Deus. Jesus, filho de Deus, era sacerdote do altar da aliança nova e eterna, era o amor de Deus encarnado no meio dos homens e das mulheres. Moisés devolvera ao povo a confiança; devolvera ao povo a liberdade; fê-lo caminhar na busca da terra prometida; e sobretudo, refizera o relacionamento do povo com Deus.
Jesus fugiu e voltou para o seu povo, demonstrando o amor permanente e fiel de Deus ao seu povo, enquanto o povo se tornava sempre de novo infiel e desregrado. Jesus vem tirar o pecado do mundo e fazer do povo infiel e ingrato um “povo escolhido, uma nação santa... revestida de luz... e um povo de Deus”.

Estimados irmãos,

O Evangelho de hoje (cf. Mt 2,13-15.19-23) mostra uma família do povo, sujeita a toda espécie de sacrifícios e tribulações. Uma família que permanece unida nas dificuldades e nas desgraças. Uma família que, apesar de santa e agradável a Deus, padece, angustia-se, sofre. É visível a lição de que o sofrimento não é, por si, castigo do pecado. Desde a infância, Jesus passa pelo sofrimento, sobretudo pelo sofrimento causado pela estupidez e cobiça do poder dos outros opressores. Isso vale para todos nós que passamos pelas tribulações e pelos sofrimentos. Somente com resignação, coragem, fé e amor em Deus Uno e Trino vamos vencer o mal e triunfar o bem e a vida plena.
No Evangelho a fuga ao Egito e a instalação do lar em Nazaré. As três etapas da infância de Jesus: Belém, Egito e Nazaré, não são mera casualidade. Deus o conduz e seus pais o protegem. Mateus quer mostrar que, nestas etapas, se realiza a vinda da salvação para Israel. Plenifica-se a missão do povo que também migrava um dia do Egito à terra prometida. Jesus, o novo Moisés, criará, de judeus e pagãos, o novo povo de Deus.

Meus irmãos,

A Primeira Leitura (cf. Eclo 3,2-6.12-14) anuncia a grandeza de Deus: “Como são belos os pés que anunciam a paz, noticia a felicidade e traz uma mensagem de salvação: Deus reina e nos ama!”. Por isso o Livro do Eclesiástico anuncia o comportamento que deve reinar na vida familiar, chamando os homens a honrar o seu pai, para alcançar o perdão de seus pecados, pois quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. O escritor sagrado manifesta a necessidade de se amparar os pais na velhice, sendo compreensivo, humilde e caridoso, assim seus pecados serão perdoados. Todas estas atitudes são atitudes relevantes do quarto mandamento do Decálogo – honrar pai e mãe. A identidade de um povo se mede, em certo sentido, pela relação familiar, pelo respeito, pelo amor e pelo cuidado que se cultiva para com os pais. É bom notar que esta leitura apresenta regras para a vida familiar – Regras da sabedoria judaica para a vida familiar. Prevalecem o respeito importante aos pais, o bom comportamento e o bom senso que deve reinar na vida familiar.
Por isso, com o Salmo Responsorial (cf. Sl. 128) cantamos: Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
Na segunda leitura (cf. Cl 3,12-21), São Paulo, orienta sobre a convivência familiar baseando-se, acima de tudo no amor, que é vínculo de perfeição, e também no perdão e na paz em Cristo. Conclamando para o perdão, esta atitude é vivida na família, que exige desprendimento e perdão. Paulo faz recomendações a todos os membros do núcleo familiar, sempre relacionado a atitude de um e de outro: “Mulheres, sede submissas a vosso marido, como convém no Senhor”(cf. Cl 3,16), portanto com a dignidade de pessoa humana, conservando a integridade dos valores cristãos. “Maridos, amai vossa esposa e não sejais ásperos com ela”(cf. Cl 3,19), seguido da recomendação aos filhos: “...obedecei em tudo aos vossos pais, pois isto agrada ao Senhor”(cf. Cl 3,20). Como observamos São Paulo sublinha que o amor de Cristo deve fundamentar as regras da vida familiar – Por isso Paulo cita brevemente as regras da boa família helenística. A norma, porém, de tais regras não é o mero bom comportamento, mas Cristo mesmo. Ele dá aos homens viverem juntos na paz e no amor. Isso vale para a família e para a comunidade. Onde vive a paz, a Palavra de Cristo encontra acolhida; aí também descobre-se a alegria na oração e no trabalho em comum, no cotidiano de nossos dias.
Jesus é a comunicação de Deus, é o que Deus significa para nós; e o que não condiz com Jesus contradiz Deus. O que Jesus fala e faz, é Deus quem o fala e o faz. Que vivamos a intensidade deste tempo, vivendo como novos Cristos, também nossa carne, nossa vida e história, será uma palavra de Deus para nossos irmãos e irmãs, e mostrará ao mundo o verdadeiro rosto de Deus: um rosto de amor e de partilha.
A família deve reencontrar o seu lugar primordial na vida da sociedade, como célula mater da sociedade. O Santo Padre reafirma, constantemente que somente a família conforme a vontade de Deus pode receber a graça de Deus e a santificação do lar edificado sob as bênçãos da Igreja. O critério supremo de vida da família deve ser procurado no exercício da caridade, que é a verdadeira fonte da unidade familiar. Este exercício só é possível se as fronteiras da família forem as do reino da fraternidade universal. A vida familiar não pode ser vivida na verdade se não for aberta ao transcendente, ao Divino que se nos visita, com a encarnação do Menino Deus, o Deus Conosco, o Emanuel!

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)


Fonte: RV

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

SEMANA DA FAMÍLIA

SEMANA DA FAMÍLIA E DIA DOS PAIS


É tradição no Brasil comemorar no segundo domingo do mês de agosto o Dia dos Pais. É sempre uma oportunidade de se reunir em família e refletir sobre esse costume. Embora existam registros de “cumprimentos” ao pai desde a antiga Babilônia, modernamente esse evento difundiu-se no início do século XX, vindo dos Estados Unidos. Com a difusão do costume, aos poucos cada nação escolheu um dia para essa homenagem. No Brasil, a proximidade da festa de São Joaquim, celebrada no dia 14 de agosto no antigo calendário pré-conciliar, fez com que se marcasse essa comemoração para o segundo domingo desse mês.

Embora atualmente os apelos comerciais sejam o que mais marcam esse evento, para nós é uma oportunidade de refletir sobre a paternidade e a família. Com esta celebração sugestiva da importância do papel do pai na Igreja e na sociedade, a Igreja no Brasil estabeleceu a Semana Nacional da Família. E a Igreja quer, durante estes dias, refletir e insistir sobre este tema de importância capital. A Igreja tem um carinho e uma atenção especial sobre as relações familiares, e neste ano quer refletir a partir do tema central: “Família, Formadora de valores humanos e Cristãos”, que está em sintonia com o Encontro Mundial das Famílias realizado no México em 2009. Para esse evento, a Comissão Episcopal para a Vida e Família, onde está sediada a Comissão Nacional da Pastoral Familiar, da CNBB, publicou uma edição especial da “Hora da Família”, com roteiros a serem utilizados nas celebrações das paróquias, capelas, comunidades, e nas famílias, grupos e escolas.

Com a Semana Nacional, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, pois sabe que é fundamental um olhar atento dirigido à família, patrimônio da humanidade, que deve ser considerada “um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora” (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2008-2010, n. 128). Na verdade, tudo passa pela família e para o ser humano tudo começa na família. É a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade e, devidamente estruturada, participa decisivamente no desenvolvimento da sociedade.

A família, dentro do plano de Deus, é o lugar privilegiado para semear no coração do homem e da mulher os valores perenes, sejam eles espirituais ou civis. A vida e a história demonstram que é na família cristã, de pai e mãe com os seus filhos, que também se inicia a educação para o valor da vida, de cada vida humana, onde se aprende o valor da liberdade consciente, para o sentido da dor e da morte, e onde forma-se a consciência e as orientações para os verdadeiros valores da vida humana.

A família é chamada a construir o Reino de Deus e a participar ativamente na vida e na missão da Igreja. Os seus membros, formados pela Palavra de Deus, e com a ajuda da Sua Graça, são chamados a irradiar o espírito do Evangelho, tornando-se assim uma pequena porção viva da Igreja. Ela é testemunho e fermento cristão no seio da sociedade na medida em que os cônjuges vivam bem as exigências da sua vocação matrimonial.
O clima de amor, de concórdia entre os seus membros, entre pais e filhos, entre netos e avós, tende-se a irradiar nas relações da família com outras ao seu redor, e consequentemente se espalha no tecido social.

Mesmo no ambiente hostil em que hoje vive a família, e num clima de mudanças rápidas e constantes, os pais não podem abrir mão de uma boa educação para seus filhos, com confiança e com coragem, na perspectiva dos valores fundamentais da vida humana. É no seio da família que a criança de hoje e a pessoa responsável pela sociedade amanhã vai acolhendo as orientações fundamentais da vida. Muitas vezes os governos quiseram, e muitos ainda querem, substituir a missão dos pais nessa missão educativa fundamental com interesses de dominação das consciências com sérias implicações para o futuro da humanidade. Hoje, as propagandas, a mídia e as redes sociais também exercem uma poderosa influência na mente e comportamento das crianças e adolescentes, muitas vezes substituindo a família que deveria ser a grande formadora dos valores humanos e cristãos junto aos seus filhos.

Seria muito louvável que os membros da família pudessem dedicar uma parte de seus dias em convívio, para demonstrarem afeto e carinho uns pelos outros, pois o trabalho incessante e a correria do dia a dia muitas vezes minam as relações familiares. A atual conjuntura econômica leva os pais a viverem trabalhando fora para o sustento familiar, e assim retira-os desse convívio, deixando para outros a presença formadora no lar.

Neste tempo, um fator que preocupa inúmeras famílias é a questão da dependência química, seja pelo álcool, seja pela droga. A história atual de violência e desagregação pessoal e desunião demonstra que as nossas células sociais estão doentes. É essencial, neste caso, a busca do transcendente no seio da família, a vida com a abertura para a espiritualidade. A fé ajuda a descobrir, por si mesmo, a razão de uma existência e os porquês da vida.

Na atual mudança de época, as famílias perderam o hábito da oração. No entanto, a oração familiar é possível e necessária, especialmente hoje. O primeiro passo é que o casal reze, seja na participação na liturgia e na vida diária, passando pelo exemplo e pela palavra essa experiência aos filhos. As crianças aprendem a rezar quando veem o exemplo e começam a rezar com seus pais. Na família deve-se cultivar a presença de Deus no lar, aprendendo desde cedo a cultura e a linguagem religiosa e pouco a pouco conduzir os filhos à fé madura. A oração e os exemplos vistos e vividos pela criança como algo bom irão fazer parte da sua vida.

Outro aspecto fundamental das relações entre pais e filhos é a confiança. Confiança e honestidade são essenciais para a constituição de um ser construtivo, e ajudam no desenvolvimento da personalidade das crianças e dos jovens. Basicamente, deve-se sempre tomar cuidado com o diálogo, que estimula uma sadia diferença de opinião, quando se aprende a ouvir, a perguntar, sem imposições, mas com formação.

Quero saudar todos os pais de nossa Arquidiocese e convidá-los a redescobrir a beleza de sua família pelo empenho comunitário e evangelizador em nossas comunidades, e também a participarem com empenho nessa Semana Nacional da Família.
Lembremo-nos da Sagrada Família de Nazaré, que nos ensina a simplicidade da vida dentro dos Planos de Deus e demonstra as maravilhas que ocorrem quando somos fiéis ao Senhor.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Fonte: CNBB

quarta-feira, 28 de julho de 2010

BENTO XVI VISITA A ESPANHA NO MÊS DE NOVEMBRO PRÓXIMO

Barcelona prepara-se para receber o Papa
Igreja enfatiza figuras de São Pedro, Gaudí e Sagrada Família


..............................Sagrada Família - Gaudi

BARCELONA,

– Barcelona prepara a visita de Bento XVI dando destaque às figuras de São Pedro e de Antonio Gaudí, assim como à Sagrada Família, tanto na riqueza do templo expiatório como da família de Nazaré como referência espiritual.

O arcebispado de Barcelona organizou sete catequeses sobre estes temas, assim como uma oração preparatória, explicou o coordenador da visita do Papa em Barcelona, Padre Enric Puig, S.J., nessa sexta-feira, em coletiva de imprensa.

As catequeses foram recolhidas em livros, dos quais o arcebispado editou momentaneamente 30 mil exemplares, que serão distribuídos em todas as dioceses espanholas.

As primeiras das sete catequeses preparatórias são: três de Bento XVI dedicadas à figura de Pedro, o pescador, o apóstolo e a rocha sobre a qual Cristo fundou sua Igreja.

Os textos abordam reflexões do Papa sobre a condição de judeu, crente e observador de Pedro, o chamado por Jesus, sua confissão de fé e a comparação de Pedro com “nosso seguimento de Jesus”. Também abordam a cruz e a Eucaristia, a fé, a necessidade do perdão, a humildade de Pedro e sua missão.

Outras três catequeses trazem chaves do itinerário e progresso espiritual do arquiteto Antonio Gaudí, atualmente em processo de beatificação. Abordam, entre outras coisas, seu sentido de Igreja, sua vida familiar e seu compromisso público e com os pobres. Os textos estabelecem algumas características do leigo Guadí como “arquiteto, homem de seu tempo e artista que por meio da beleza nos abre um caminho até Deus”.

O livreto conclui com uma catequese sobre o significado da Sagrada Família como templo para reunir a comunidade na liturgia e sobre a atualidade da família de Nazaré como modelo para as famílias, Igreja e sociedade.

A visita do Papa a Barcelona acontece a partir da tarde de 6 de novembro (pela manhã Bento XVI visitará Santiago de Compostela) até a tarde de 7 de novembro.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 27 de dezembro de 2009

SAGRADA FAMÍLIA

A vida da Sagrada Família em Nazaré


A realidade dominante do que terá sido a vida de Jesus, Maria e José em sua pequena cidade de Nazaré, onde José exerceu a profissão de carpinteiro, foi a simplicidade.

Se bem que de descendência ilustre, por parte de seus antepassados - pois descendia do rei David – a Sagrada Família levava uma vida modesta, em meio a uma numerosa parentela, constituindo um lar nem pobre, nem rico, ganhando o pão de cada dia com o suor de seu rosto, respeitando as leis administrativas e sociais de seu povo.

No ritmo da oração comunitária na sinagoga, os ritos e as numerosas festas religiosas do judaísmo (onde, entre outros, o rito da circuncisão, a festa das Tendas, a peregrinação ao templo de Jerusalém), a vida de oração da Sagrada Família era, exteriormente, a de todo bom israelita praticante daquela época.

Portanto, por trás da modéstia deste comportamento respeitoso dos usos e costumes de sua cultura, a Sagrada Família vivia uma realidade tão grandiosa que apenas o silêncio e a discrição poderiam assegurar, ao Lar de Nazaré, a serenidade necessária ao desenvolvimento do plano de Deus, o nascimento do Messias, tão esperado pelo povo hebreu, depois de tantos séculos. Serenidade também para zelar pela infância e adolescência de Jesus, o Cristo Salvador do mundo, até que ele alcançasse sua plena maturidade de homem e pudesse iniciar sua vida pública e a pregação de seu Evangelho.

Foi efetivamente na humilde morada de Nazaré que começaram a se desenrolar, entre os membros da Sagrada Família, as primeiras páginas do Novo Testamento que o Céu, em seu Verbo, se fez carne e veio se doar aos homens, por amor e pela salvação de todos.

O testemunho do Cristo e de seus pais demonstra, também, o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado.