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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 27 de julho de 2013

JMJ - o Brasil não vai esquecer!

JMJ Rio2013, o Brasil não vai esquecer!


Rio de Janeiro (RV) –  O Rio, o Brasil, o mundo não vão jamais esquecer esses dias da Jornada Mundial da Juventude na Cidade Maravilhosa. Algo diferente aconteceu, e pudemos notar isso na tarde e na noite de ontem, sábado, na peregrinação dos jovens da Central do Brasil até a Praia de Copacabana, que com alegria e cantos, deram vida às ruas da capital fluminense. Muitos peregrinos caminharam em ritmo de batuque de samba, e muitos deles gritavam “Papa, eu cheguei”.

Participaram da Vigília de oração na noite de ontem, mais de 2 milhões de jovens. Já antes de chegar à Praia de Copacabana o Papa postou uma mensagem aos jovens em seu perfil no Twitter: "Queridos jovens, possam vocês aprender a rezar todos os dias: esse é o modo de conhecer Jesus e fazê-Lo entrar na própria vida".

Na parte da tarde, na espera do Papa, foi realizado o "Show do Futuro", com a participação de muitos artistas católicos, entre os quais Padre Marcelo Rossi. Os jovens participaram ainda das provas do flash mob que foi apresentado para o Papa neste domingo. É considerado o maior flash mob do mundo.

Embora inicialmente houvesse orientações para que as pessoas não acampassem na praia, os jovens montaram barracas e jogaram na areia de Copacabana seus sacos de dormir. Também a Avenida Atlântica foi usada nesta noite como dormitório. Um mosaico de cores, formado por jovens de todas as partes do mundo, na espera da alvorada, do sol do novo dia, da Santa Missa celebrada nesta manhã de domingo pelo Santo Padre.

Mais uma vez Copacabana ficou pequena para receber tantos jovens. Quase uma festa de final de ano no mês de julho na Praia mais famosa do mundo.

Nós ouvimos alguns peregrinos que vieram de Minas Gerais que falaram da alegria de estar participando da JMJ no Rio.

Ontem o Papa almoçou com mais de 300 bispos do Brasil e exortou os pastores a se aproximar mais das pessoas para entender melhor seus problemas. Francisco insistiu que os sacerdotes precisam sair de suas sacristias para ir na direção dos fiéis mais marginalizados da sociedade, sob o risco de perdê-los para outras igrejas. “Simplicidade”, disse, é “outra lição que a Igreja deve sempre lembrar”. O Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, disse que certamente é o mais longo e estruturado discurso do Pontificado de Papa Francisco. “Ele expôs sua visão de Igreja e dos problemas da Igreja de hoje”.

O Papa terminou o seu discurso fazendo um apelo para que a Amazônia não seja destruída, dizendo que Deus confiou a floresta ao homem, “não para que a explorasse rudemente, mas para que tornasse ela um jardim”.

Do Rio para a Rádio Vaticano, Silvonei José

Fonte: Rádio Vaticano

JMJ - Papa no vibrante encontro com representantes da sociedade brasileira

Reabilitar a política e promover sempre um diálogo construtivo: Papa no vibrante encontro com representantes da sociedade brasileira



Momento comovente e ao mesmo tempo intenso de reflexão e propostas concretas para a sociedade de hoje e de amanhã foi a sessão que teve lugar ao fim da manhã, eram 16.30 em Roma, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de políticos, diplomatas, empresários e representantes da sociedade civil, da cultura e das maiores comunidades religiosas do país..
O Papa Francisco apelou ao diálogo “construtivo” entre todos os elementos da sociedade brasileira, a fim de promover “um futuro melhor”, com base no respeito e na participação de cada pessoa, e “reabilitar a política”. “Entre a indiferença egoísta e o protesto violento – insistiu - há uma opção sempre possível: o diálogo”.
“É impossível imaginar um futuro para a sociedade sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica ou equilíbrio dos interesses constituídos”, observou. O Papa apontou o caminho do diálogo construtivo como a melhor alternativa para o crescimento do país, reunindo a cultura popular, universitária, juvenil, artística, tecnológica, económica, familiar e dos media.
“O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade”, sublinhou.
Após recordar que “os gritos por justiça continuam ainda hoje”, a intervenção deixou um alerta para o “perigo da desilusão, da amargura, da indiferença, quando as aspirações não se cumprem”. “Além da racionalidade científica e técnica, na atual situação, impõe-se o vínculo moral com uma responsabilidade social e profundamente solidária”, prosseguiu Francisco.
Segundo o Papa, a responsabilidade social exige “um certo tipo de paradigma cultural e, consequentemente, de política”. “Somos responsáveis pela formação de novas gerações, capacitadas na economia e na política, e firmes nos valores éticos”, advertiu.
Falando em espanhol, Francisco desejou que a nação brasileira, “sempre aberta à luz que irradia do Evangelho de Jesus Cristo, possa continuar a desenvolver-se no pleno respeito dos princípios éticos fundados na dignidade transcendente da pessoa”. O Papa destacou o contributo das tradições religiosas, que “desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia”.
Perante mais de duas mil pessoas, o Papa convidou o país a “originalidade dinâmica que caracteriza a cultura brasileira”, com a sua “extraordinária capacidade para integrar elementos diversos”. Neste contexto, foi recordado que o “modo cristão de promover o bem comum, a felicidade de viver” passa pela “humanização integral e a cultura do encontro e do relacionamento”. “Aqui convergem a fé e a razão, a dimensão religiosa com os diversos aspetos da cultura humana: arte, ciência, trabalho, literatura”, precisou.
O discurso papal deixou reflexões sobre a “liderança” do país, que deve procurar chegar ao “centro dos males”. “Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus. Este sentido ético aparece, nos nossos dias, como um desafio histórico sem precedentes”, sustentou.
Em conclusão, Francisco deixou o conselho que diz dar sempre aos líderes que o procuram – “diálogo, diálogo, diálogo” -, sem preconceitos e com “humildade social”. “A fraternidade entre os homens e a colaboração para construir uma sociedade mais justa não constituem uma utopia”, finalizou.
Fonte: RV

JMJ - entre o egoismo e a violenciaexiste o diálogo

Papa Francisco no Teatro Municipal: "entre a indiferença egoísta e o protesto violento existe uma opção sempre possível: o diálogo"



Cidade do Vaticano (RV) –  Após a Missa celebrada na Catedral do Rio de Janeiro, Papa Francisco dirigiu-se no Papamóvel ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde encontrou expoentes da sociedade civil, como intelectuais, artistas, políticos, esportistas, membros do Corpo Diplomático e representantes das maiores comunidades religiosas. Francisco foi saudado pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que também agradeceu a presença de todos, desejando que o encontro “ajude a olhar para a mesma direção, mesmo com interesses diversos”, para construir um mundo melhor “para nós e para a nova geração”. Após, um jovem do Rio de Janeiro deu seu testemunho, abraçando calorosamente o Santo Padre.

Antes de iniciar seu denso discurso, o Papa Francisco disse aos presentes: "Eu queria vos falar na bela língua portuguesa, mas para poder me expressar melhor, manifestar o que trago no coração, prefiro falar em castelhano. Peço-vos a cortesia de me perdoar!"

Ao começar seu discurso, Francisco fez diversas referências à cultura brasileira, dizendo que via nos presentes “a memória e a esperança: a memória do caminho e da consciência da Pátria e a esperança que esta, sempre à luz que irradia do Evangelho de Jesus Cristo, possa continuar a desenvolver-se no pleno respeito dos princípios éticos fundados na dignidade transcendente da pessoa”.

Ao destacar que todos aqueles que possuem um papel de responsabilidade em uma nação, “são chamados a enfrentar o futuro com os olhos calmos de quem sabe ver a verdade”, o Papa considerou três aspectos deste olhar: a originalidade de uma tradição cultural, a responsabilidade solidária para construir o futuro e o diálogo construtivo para encarar o presente.

Francisco salientou a necessidade de “valorizar a originalidade dinâmica que caracteriza a cultura brasileira, com sua extraordinária capacidade para integrar elementos diversos”, e que esta visão integral do homem e da vida em que está baseada a cultura brasileira “muito recebeu da seiva do Evangelho através da Igreja Católica: primeiramente a fé em Jesus Cristo, no amor de Deus e a fraternidade com o próximo. Mas a riqueza desta seiva deve ser plenamente valorizada! Ela pode fecundar um processo cultural fiel à identidade brasileira e construtor de um futuro melhor para todos”. E acrescentou:

“Um processo que faz crescer a humanização integral e a cultura do encontro e do relacionamento cresçam é o modo cristão de promover o bem comum, a felicidade de viver. E aqui convergem a fé e a razão, a dimensão religiosa com os diversos aspectos da cultura humana: arte, ciência, trabalho, literatura...O cristianismo une transcendência e encarnação; sempre revitaliza o pensamento e a vida, frente a desilusão e o desencanto que invadem os corações e saltam para a rua”.

Após, Francisco refletiu sobre a responsabilidade social, que exige “um certo tipo de paradigma cultural e, consequentemente, de política”:

“Somos responsáveis pela formação de novas gerações, capacitadas na economia e na política e firmes nos valores éticos. O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir”.

“Quem detém uma função de guia – observou o Papa - deve ter objetivos muito concretos, e buscar os meios específicos para consegui-los. Pode haver, porém, o perigo da desilusão, da amargura, da indiferença, quando as aspirações não se cumprem”, advertiu.

E destacou que partindo da própria responsabilidade e do interesse pelo bem comum, “a liderança sabe escolher a mais justa entre as opções, sendo esta a forma para chegar ao centro dos males de uma sociedade e vencê-los com a ousadia de ações corajosas e livres”:

“Esta compreensão da totalidade da realidade, observando, medindo, avaliando, para tomar decisões na hora presente, mas estendendo o olhar para o futuro, refletindo sobre as consequências de tais decisões. Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus. Este sentido ético aparece, nos nossos dias, como um desafio histórico sem precedentes. Além da racionalidade científica e técnica, na atual situação, impõe-se o vínculo moral com uma responsabilidade social e profundamente solidária”.

O Papa completou sua reflexão com o terceiro ponto, indicando como fundamental para enfrentar o presente, “o diálogo construtivo”:

“Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia. É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos”.

Neste ponto, o Santo Padre destaca que é fundamental a contribuição das grandes tradições religiosas, “que desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia. Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas”.

E ressaltou uma vez mais a necessidade do diálogo:

“Quando os líderes dos diferentes setores me pedem um conselho, a minha resposta é sempre a mesma: diálogo, diálogo, diálogo. A única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom. O outro tem sempre algo para nos dar, desde que saibamos nos aproximar dele com uma atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Só assim pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a estima de umas pelas outras livre de suposições gratuitas e no respeito pelos direitos de cada uma. Hoje, ou se aposta na cultura do encontro, ou todos perdem; percorrer a estrada justa torna o caminho fecundo e seguro”.

Após seu pronunciamento muito aplaudido, o Papa foi envolvido por um grupo de jovens da Corpo de Baile do Teatro Municipal. O Papa recebeu flores de uma criança e retribuiu as manifestações de afeto de todos com muito carinho. Após, foi saudado por diversas personalidades e recebeu um cocar de um grupo de indígenas, representando a cultura brasileira.(JE) 

Fonte: Rádio Vaticano

JMJ - Papa, na Missa com milhares de Bispos e Padres, na Catedral do Rio


Anunciar o Evangelho, promovendo a cultura do encontro: Papa, na Missa com milhares de Bispos e Padres, na Catedral do Rio


“Os Bispos são os Pastores do Povo de Deus. Sigamo-los com confiança e coragem.”: este o texto do tweet do Papa enviado neste sábado de manhã aos seus seguidores, depois da Missa concelebrada às 9 horas da manhã (14 h em Roma), com centenas de bispos de todo o mundo (para além de milhares de padres que acompanham jovens de todas as proveniências, vindos à JMJ), na catedral do Rio de Janeiro.

Na homilia, o Santo Padre apontou três linhas de orientação para todos os pastores da Igreja: “chamados por Deus – observou, para anunciar o Evangelho e promover corajosamente a cultura do encontro”. A propósito deste último ponto, observou: “Não renunciemos a este dom de Deus: a única família dos seus filhos. O encontro e o acolhimento de todos, a solidariedade e a fraternidade são os elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana. Temos de ser servidores da comunhão e da cultura do encontro. Permitam-me dizer: deveríamos ser quase obsessivos neste aspecto! Não queremos ser presunçosos, impondo as “nossas verdades”. O que nos guia é a certeza humilde e feliz de quem foi encontrado, alcançado e transformado pela Verdade que é Cristo, e não pode deixar de anunciá-la (cf. Lc 24, 13-35).”

Da catedral, o Papa segue, em viatura aberta, para o Teatro Municipal, a um Km de distância, para dirigir a palavra, pelas 11.30 (16.30 em Roma), aos representantes do mundo da cultura, da política, da economia, das confissões religiosas.
Almoçará depois, no paço arquiepiscopal, com os bispos brasileiros. À noite, em Copacabana, a Vigília com os Jovens da JMJ.





 

 

 

Fonte: RV


JMJ - Programa de hoje sábado dia 27

Programa de hoje sábado (27)


Sábado, 27 de julho
9h00 – Santa Missa com os bispos presentes na JMJ, sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral São Sebastião – Homilia do Papa
11h30 – Encontro com a classe dirigente do Brasil (políticos, diplomatas, expoentes da sociedade civil, empresários) no Teatro Municial do Rio de Janeiro – Discurso do Papa
13h30 – Almoço com os cardeais brasileiros, a presidência da CNBB, os bispos regionais e a comitiva papal no Refeitório do Centro de estudos do Sumaré
19h30 – Vigília de Oração com os jovens no Campus Fidei em Guaratiba – Discurso do Papa

Domingo, 28 de julho
10h00 – Santa Missa com os jovens no Campus Fidei em Guaratiba – Homilia do Papa
Oração do Angelus – Discurso do Papa
14h – Almoço com a comitiva papal no refeitório do Centro de Estudos do Sumaré
16h – Encontro com o Comitê de Coordenação do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) no Centro de Estudos do Sumaré - Discurso do Papa
16h40 – Despedida da Residência de Sumaré
17h30 – Encontro com os voluntários da JMJ no Rio Centro – Discurso do Papa
18h30 – Cerimônia de despedida no aeroporto do Galeão/Antonio Carlos Jobim – Discurso do Papa
19h – Partida para Roma

Segunda-feira, 29 de julho
11h30 previsão de chegada a Roma (hora italiana, 06h30 no Brasil)

Fonte: A FAMÍLIA CATÓLICA

JMJ - Intensa participação dos jovens na Via Sacra

Intensa participação dos jovens na Via Sacra, sexta à noite, em Guanabara. A alocução do Papa. Entrevista ao autor do texto




A jornada do Papa Francisco desta sexta-feira, 26 de Julho, no Brasil, concluiu-se com a Via Sacra na marginal de Copacapana. O Papa chegou de helicóptero às 17.20, (22.20 em Roma), passou no “papamóvel” entre os fiéis, e introduziu depois, do palco, a celebração e o desenrolar da Via Sacra.

Eis o texto integral da alocução final do Papa, pronunciada em grande parte em espanhol:
 
"Queridos jovens,
Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o Bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a Cruz a vocês, jovens, dizendo-lhes: «Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção» (Palavras aos jovens [22 de abril de 1984]: Insegnamenti VII,1 (1984), 1105). A partir de então a Cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Meus irmãos, ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na Cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a Cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta Cruz ensina para a nossa vida?
1. Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o Apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do Imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: «Para onde vais, Senhor?». E a resposta de Jesus foi: «Vou a Roma para ser crucificado outra vez». Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na Cruz. Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida (cf. Jo 3,16).
2. E assim podemos responder à segunda pregunta: o que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar. Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele (cf. Carta enc. Lumen fidei, 16)! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.
O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de «Terra de Santa Cruz». A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

3. Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres... Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cireneu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?
Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a Cruz de Cristo; encontraremos um Coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. "

As estações da Via Sacra evocavam o sofrimento de Jesus expresso nos jovens de hoje. 14 as estações, 13 das quais ao longo de um percurso de 900 metros daquela marginal atlântica. Um elenco excepcional animou a celebração que durou cerca duma hora e um quarto. 280 artistas e voluntários do Brasil, mas também de Porto Rico, México, Argentina, Alemanha, e Estados Unidos. Em cada uma das estações foi desenvolvido um tema que tocava directamente a juventude de hoje: missionariedade, conversão, comunidade, jovens mães, seminaristas, religião em defesa da vida, casais, mulheres sofredoras, estudantes, redes sociais e a juventude de todo o mundo.

A representação de cada uma das estações desenvolveu-se contemporaneamente ao longo da Via Sacra e no palco central perante o Santo Padre, que se faz assim presente em todos os momentos da celebração. Os textos das meditações, aprovados pela Santa Sé em 2012, foram preparados pelos sacerdotes dehonianos, P. Zezinho (José Fernandes de Oliveira) e P. Joãozinho (João Carlos de Almeida) conhecidos no Brasil pelo seu empenho junto dos jovens.

Padre Joãozinho foi entrevistado pela Rádio Vaticano: 
“Pode-se dizer que entrei da gaiato no navio, porque D. Orani tinha pedido ao P. Zezinho se podia fazer as meditações da Via Sacra. O P. Zezinho é um símbolo da pastoral juvenil no Brasil. Podemos dizer que ele reinventou a comunicação com a juventude nos anos 60-70. Foi, provavelmente, um dos precursores dessa mesma pastoral, escrevendo textos famosos. Mas depois desse convite, o P. Zezinho teve um derrame cerebral que lhe impediu aceitar o convite. No entanto, foi ele próprio que depois me chamou para exprimir o desejo de fazer as meditações. Na sequência disto, D. Orani me convidou-me a ajudar o P. Zezinho. Levamos um mês para preparar todas as estações; era a Via Sacra de Jesus e ao mesmo tempo a do P. Zezinho, tornando-se depois na Via Sacra da “Juventude Solidária”. Este mote foi aprovado pelo Vaticano e depois demos início aos trabalhos de encenação, o que não é nada fácil. Pôr quase dois milhões de jovens na marginal de Copacabana a seguir a Cruz. Inventamos momentos de surpresa que não posso revelar, temos de esperar até amanhã, são segredos”


Fonte: RV


sexta-feira, 26 de julho de 2013

JMJ - Via Sacra

Na Via Sacra, Papa Francisco fala dos jovens que perderam a fé na Igreja pela incoerêcia de seus filhos e recorda das vítimas do incêndio em Santa Maria




Rio de Janeiro (RV) –

 Na noite desta sexta-feira, o Papa Francisco participou, com os mais de um milhão de jovens reunidos na Praia de Copacabana, da Via Sacra, sempre um dos momentos mais intensos das Jornadas Mundiais da Juventude. 280 artistas e voluntários do Brasil, Porto Rico, México, Argentina, Alemanha e Estados Unidos representaram as treze das estações distribuídas ao longo de 900 metros da Av. Atlântica, sendo que a última foi representada no palco central, onde encontrava-se o Santo Padre.

O Papa Francisco foi de helicóptero até o Forte de Copacabana onde embarcou no Papamóvel, sendo uma vez mais, saudado por milhares de pessoas ao longo de todo o trajeto na Av. Atlântica. O Santo Padre, como de costume, fez algumas paradas ao longo do percurso. Numa delas, desceu do Papamóvel e abençoou uma imagem de Nossa Senhora de Luján, nas mãos de um sacerdote, e uma imagem de São Francisco. Uma senhora tinha uma pomba de gesso nas mãos que também foi abençoada por Francisco. Também beijou diversas crianças, saudou e abençoou populares e doentes.

O Papa Francisco subiu ao palco às 17hs56min, saudando os Cardeais e Bispos presentes e os 35 ‘trabalhadores excluídos’ ou ‘cartoneros’ (catadores de papel) que pediu que fossem buscados na Argentina e colocados no palco principal, próximo a ele. Por volta das 18 horas, Francisco fez a Oração de Abertura da Via Sacra. A cruz percorreu as Estações, passando pela Pedra do Arpoador e a Escadaria Selarón, na Lapa, além de outras ruas da cidade carioca, envolvendo 280 voluntários, durante mais de uma hora, ao som de uma orquestra, um coral, tudo aliado a um espetáculo de luzes e coreografias.

Os textos das meditações das 14 estações foram escritos pelos padres Zezinho e Joãozinho, sacerdotes dehonianos, e evocaram o sofrimento de Jesus, expresso nos problemas dos jovens de hoje. Assim, missionaridade, conversão, comunidade, jovens mães, seminaristas, a religião em defesa da vida, casais, mulheres sofridas, estudantes, redes sociais, jovens detentos e a pastoral carcerária, doenças terminais, morte dos jovens e a juventude de todo o mundo foram temas lembrados nas Estações.


Após a Via Sacra, o Papa Francisco dirigiu sua mensagem aos jovens, recordando que João Paulo II havia confiado a eles a cruz, dizendo: «Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção»”. E observou que “a Cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram”. E acrescentou:
“Ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na Cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a Cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta Cruz ensina para a nossa vida?
Após, o Papa falou sobre uma antiga tradição da Igreja de Roma que relata uma situação vivida por Pedro com Jesus, que o fez entender, que “ele devia seguir o Senhor com coragem até o fim, e que aquele Jesus - que o amara até o ponto de morrer na Cruz - estava sempre com ele”. E acrescentou que “Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos”:

“Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; com a Cruz Jesus se une às famílias que passam por dificuldades pela trágica perda de seus filhos, como no caso dos 242 jovens vítimas do incêndio em Santa Maria no início do ano. Rezemos por eles! Com a Cruz, Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que, por outro lado, se dá ao luxo de todos os dias jogar fora toneladas de comida; pela cruz Jesus se une aos pais que vêem seus filhos presos nos paraísos artificiais da droga; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida”.

“E assim – diz o Papa - podemos responder à segunda pergunta: o que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós?”.

“Ela deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar. Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia”. E diz aos jovens:

“Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida”.

Francisco observou então, que o primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de ‘Terra de Santa Cruz’. “A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco”. E acrescentou:

“Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres... Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos”.

“Queridos amigos – disse o Papa – a Cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cireneu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?”, perguntou.

E conclui, dizendo que devemos levar as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a Cruz de Cristo, pois alí “encontraremos um Coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor.”

Na conclusão do encontro, foi rezado um Pai Nosso e o Santo Padre concedeu a sua bênção a todos, transferindo-se a seguir para a residência em Sumaré.

Eis uma síntese das meditações em cada Estação:

Na 1ª estação, rezou-se pelos jovens inocentes que “todos os dias são condenados à morte pela pobreza, pela violência e por todo tipo de consequências do pecado”.

O “jovem convertido” que quer ser “instrumento” do amor de Deus esteve presente na 2ª estação, e na 3ª foram evocadas as preces do “voluntário de uma comunidade de recuperação” que quer ser o Bom Samaritano que “para além dos discursos, tem coragem de levantar quem está caído à beira do caminho e cuidar de suas feridas”.

A quarta estação – “Jesus encontra a sua mãe aflita” – recordou as dores das mães que sentem o sofrimento dos seus filhos: “É uma comunhão redentora”.

Na 5ª estação, os “seminaristas” chamados ao sacerdócio, também estiveram presentes com as suas orações e preocupações em serem “um bom pastor”.

Na 6ª estação, a consagrada ao “serviço do irmão” pediu forças, pois encontra “nas vias-sacras da vida tantas vítimas de uma «cultura de morte»”.

Os casais de namorados, que pretendem “construir uma família pelos fundamentos e não pelo telhado”, foram recordados na 7ª estação.

O sofrimento das mulheres, cuja “vocação” é “do berço até à cruz” está presente na oitava estação e os “estudantes” são recordados na estação onde “Jesus cai pela terceira vez”: “O conhecimento e a ciência encantam-me, mas muitas vezes seduzem-me e até induzem-me a imaginar que não preciso de ti”.

A Via Sacra não esqueceu das redes sociais e da ‘geração que nasceu conectada por meio da internet”. Na 10ª Estação, é pedido “que a tua graça nos ensine os caminhos para evangelizar o «continente digital» e nos deixe atentos à possível dependência ou confusão entre o real e o virtual”, é o pedido da 10ª estação.

Na 11ª estação são lembrados os “milhões” de jovens presidiários, na 12ª os jovens com doenças terminais e na 13ª os jovens “deficientes auditivos”: “Existem momentos em que o silêncio e a contemplação falam muito mais”.

Na 14ª e última estação, foram recordados os jovens de todas as regiões do globo. (JE)

Fonte:Rádio Vaticano

JMJ - Violência nunca mais, só amor

Papa no encontro com jovens detentos: Violência nunca mais, só amor



Rio de Janeiro (RV) - "Logo após as confissões na Quinta da Boa Vista, o Papa Francisco encontrou-se no Palácio São Joaquim, Arcebispado do Rio de Janeiro, com oito jovens detentos, seis homens e duas mulheres, acompanhados por alguns assistentes", disse o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, numa coletiva aos jornalistas.

Segundo o porta-voz vaticano, os jovens vestiam a camiseta da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e se sentaram em círculo em torno ao Papa. Estava também presente um juiz de menores que manifestou sua gratidão pelo compromisso da Igreja na Pastoral Carcerária e depois disse que na próxima semana haverá uma boa notícia para esses jovens, "talvez um ato de clemência", explicou Pe. Lombardi.

Os jovens pediram ao Papa para abençoar alguns objetos e fizeram um foto com ele. Uma jovem cantou uma música composta especialmente para o Papa e em seguida, leu uma carta escrita em nome de suas companheiras de prisão. Ela doou ao pontífice um grande terço com uma cruz na qual estava escrito "Candelária nunca mais", recordando a batida policial no Rio de Janeiro que em julho de 1993 matou 11 meninos de rua que dormiam em frente à Igreja da Candelária.

O Papa rezou diante do terço e disse com veemência: "Violência nunca mais, só amor"! O Santo Padre convidou os jovens a rezar pelas vítimas da violência, os encorajou a olhar para o futuro e pediu-lhes para rezar por ele.

"Foi um encontro comovente", disse Pe. Lombardi, que mostrou como para o Papa Francisco a JMJ não deve se esquecer dos encarcerados.

O porta-voz vaticano recordou que o Santo Padre está muito próximo do mundo das prisões e continua telefonando a cada duas semanas a um grupo de detentos na Argentina. (MJ)

Fonte: Rádio Vaticano

JMJ - Os avós transmitem sabedoria

Papa na missa em Sumaré: Os avós transmitem sabedoria



Rio de Janeiro (RV) - "Que o Senhor abençoe os nossos avós e nos ajude a envelhecer com sabedoria a fim de transmiti-la aos outros."

Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada, na manhã desta sexta-feira, na capela da residência arquiepiscopal de Sumaré, no Rio de Janeiro, dia em que a Igreja celebra a memória dos pais da Virgem Maria, Joaquim e Ana, e em vários países do mundo o dia dos avós. Celebraram com o Santo Padre alguns jesuítas presentes no Rio de Janeiro, cidade que hospeda a Jornada Mundial da Juventude.

"Ter a sabedoria de se sentir um elo da história do mundo que começou antes e continuará no futuro, um futuro no qual apostar, o dos netos. É isso que se espera dos avós. É isso que certamente foram Ana e Joaquim, avós de Jesus, que aceitaram ser um elo na corrente da história da salvação. Uma promessa que, como pais da Virgem Maria, puderam ver de longe, mas à qual cederam com humildade", disse o pontífice. Um comportamento que, a partir de uma perspectiva diferente, se encontra em todos os avós do mundo:

"Os avós têm isso. Quando veem o neto, apostam na vida, no futuro e desejam o melhor para o seu neto, a melhor coisa. O dia de hoje, nos faz pensar em nossos avós, quando nascemos, todo o bem que quiseram para nós e a sabedoria que eles nos transmitiram, porque os avós num país são aqueles que devem transmitir a sabedoria, certo? E a deixamos como herança. Peçamos ao Senhor para que abençoe muito os nossos avós: eles foram um elo na vida."

O Papa Francisco pediu com insistência a Cristo para abençoar a capacidade dos avós de doar sem pretensões a experiência amadurecida para aqueles que vem depois deles. "E que a nós - disse referindo-se a seus confrades jesuítas – doe a graça de envelhecer com sabedoria, envelhecer com dignidade para sermos avós materiais ou consagrados espirituais."

"Transmitir a sabedoria. Que possamos ser como o vinho bom, que melhora na medida em que envelhece. É mais gostoso! O vinho ruim torna-se vinagre. Que possamos ser como o vinho bom. Que possamos envelhecer com sabedoria a fim de transmitir sabedoria. Peçamos a graça de não acreditar que a história termina com a gente, porque nem sequer começou conosco: a história continua. Que o Senhor nos doe um pouquinho de humildade para poder ser elo e crer." (MJ)

Fonte: Rádio Vaticano

JMJ - Avós comunicam o patrimônio de humanidade e fé

Papa no Angelus: Os avós são importantes na vida da família, comunicam o patrimônio de humanidade e fé



 
Rio de Janeiro (RV) - O Papa Francisco iniciou esta sexta-feira, celebrando a missa na capela da residência arquiepiscopal de Sumaré, no Rio de Janeiro.

A seguir, o pontífice se dirigiu para a Quinta da Boa Vista onde confessou alguns jovens da Jornada Mundial da Juventude. "É o verdadeiro Santo Padre do povo", comentou Renan Souza, de 22 anos, um dos jovens confessados pelo Papa.

Da Quinta da Boa Vista, o Santo Padre se dirigiu para o Palácio São Joaquim, Arcebispado do Rio de Janeiro, onde se encontrou com oito jovens detentos, seis homens e duas mulheres.

Depois, o Santo Padre assomou à sacada central do Palácio São Joaquim e rezou a oração do Angelus, neste dia em que a Igreja celebra Sant’Ana e São Joaquim.

Eis a alocução do Papa Francisco, na íntegra.

Caríssimos irmãos e amigos!

Bom dia!

Dou graças à divina Providência por ter guiado meus passos até aqui, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Agradeço de coração sincero a Dom Orani e também a vocês pelo acolhimento caloroso, com que manifestam seu carinho pelo Sucessor de Pedro. Desejaria que a minha passagem por esta cidade do Rio renovasse em todos o amor a Cristo e à Igreja, a alegria de estar unidos a Ele e de pertencer a Igreja e o compromisso de viver e testemunhar a fé.

Uma belíssima expressão da fé do povo é a “Hora da Ave Maria”. É uma oração simples que se reza nos três momentos característicos da jornada que marcam o ritmo da nossa atividade quotidiana: de manhã, ao meio-dia e ao anoitecer. É, porém, uma oração importante; convido a todos a rezá-la com a Ave Maria. Lembra-nos um acontecimento luminoso que transformou a história: a Encarnação, o Filho de Deus que se fez homem em Jesus de Nazaré.

Hoje a Igreja celebra os pais da Virgem Maria, os avós de Jesus: São Joaquim e Sant’Ana. Na casa deles, veio ao mundo Maria, trazendo consigo aquele mistério extraordinário da Imaculada Conceição; na casa deles, cresceu, acompanhada pelo seu amor e pela sua fé; na casa deles, aprendeu a escutar o Senhor e seguir a sua vontade. São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu a fé o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé! Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. O Documento de Aparecida nos recorda: “Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas” (DAp 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho, aos avós, saudamos aos avós, eles os jovens agradecem os avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente.

E agora, nesta praça, nas ruas adjacentes, nas casas que acompanham conosco este momento de oração, sintamo-nos como uma única grande família e nos dirijamos a Maria para que guarde as nossas famílias, faça delas lares de fé e de amor, onde se sinta a presença do seu Filho Jesus. (MJ)

Fonte:  Rádio Vaticano

JMJ - Programa de hoje, sexata feira, dia 26

PROGRAMA DO PAPA FRANCISCO PARA HOJE SEXTA FEIRA (26)


Sexta-feira, 26 de julho
07h30 – Santa Missa em privado na Residência de Sumaré
10h00 – Confissão de alguns jovens da JMJ no Parque da Quinta da Boa Vista
11h30 – Breve encontro com alguns jovens detentos no Palácio Arquiepiscopal São Joaquim
12h00 – Oração do Angelus do Balcão do Palácio Arquiepiscopal São Joaquim - Discurso do Papa
12h15 – Saudação aos membros Comitê Organizador da JMJ e aos Benfeitores
13h00 – Almoço com jovens no Salão redondo do Palácio Arquiepiscopal São Joaquim
18h00 – Via Sacra com os jovens na Praia de Copabacana – Discurso do Papa

Sábado, 27 de julho
9h00 – Santa Missa com os bispos presentes na JMJ, sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral São Sebastião – Homilia do Papa
11h30 – Encontro com a classe dirigente do Brasil (políticos, diplomatas, expoentes da sociedade civil, empresários) no Teatro Municial do Rio de Janeiro – Discurso do Papa
13h30 – Almoço com os cardeais brasileiros, a presidência da CNBB, os bispos regionais e a comitiva papal no Refeitório do Centro de estudos do Sumaré
19h30 – Vigília de Oração com os jovens no Campus Fidei em Guaratiba – Discurso do Papa

Fonte: A FAMÍLIA CATÓLICA

quinta-feira, 25 de julho de 2013

JMJ - Papa Francisco participa da Festa da Acolhida

Papa Francisco participa da Festa da Acolhida na Praia de Copacabana



Rio de Janeiro (RV) – Na noite desta quinta-feira o Papa Francisco realizou seu primeiro encontro oficial com os jovens, na Festa de Acolhida, na Praia de Copacabana. Antes de chegar ao palco montado na praia, Francisco percorreu de Papamóvel a Av. Atlântica, tomada por milhares de pessoas. No percurso, o Papa beijou e abençoou crianças, trocou seu solidéu ao receber outro de um dos presentes, mandou beijos para a multidão e tomou chimarrão.

O Papa subiu no palco passados poucos minutos das 18 horas. O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta fez uma breve saudação, convidando-o, assim como a todos os presentes, a fazer um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, através de músicas e imagens projetadas no enorme painel atrás do palco. Após, em grupos, jovens portando bandeiras dos países presentes na JMJ Rio 2013 subiram ao palco, saudando o Santo Padre.

Francisco saudou os jovens e após apresentações artísticas, o Papa fez o seguinte pronunciamento:

“«É bom estarmos aqui!»: exclamou Pedro, depois de ter visto o Senhor Jesus transfigurado, revestido de glória. Queremos também nós repetir estas palavras? Penso que sim, porque para todos nós, hoje, é bom estar aqui juntos unidos em torno de Jesus! É Ele que nos acolhe e se faz presente em meio a nós, aqui no Rio. Mas, no Evangelho, escutamos também as palavras de Deus Pai: «Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O!» (Lc 9, 35). Então, se por um lado é Jesus quem nos acolhe, por outro também nós devemos acolhê-lo, ficar à escuta da sua palavra, pois é justamente acolhendo a Jesus Cristo, Palavra encarnada, que o Espírito Santo nos transforma, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para caminharmos com alegria (cf. Carta enc. Lumen fidei, 7).

Mas o que podemos fazer? «Bote fé». A cruz da Jornada Mundial da Juventude peregrinou através do Brasil inteiro com este apelo. «Bote fé»: o que significa? Quando se prepara um bom prato e vê que falta o sal, você então "bota" o sal; falta o azeite, então «bota» o azeite... «Botar», ou seja, colocar, derramar. É assim também na nossa vida, queridos jovens: se queremos que ela tenha realmente sentido e plenitude, como vocês mesmos desejam e merecem, digo a cada um e a cada uma de vocês: «bote fé» e a vida terá um sabor novo, terá uma bússola que indica a direção; «bote esperança» e todos os seus dias serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; «bote amor» e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você. «Bote fé», «bote esperança», «bote amor»!

Mas quem pode nos dar tudo isso? No Evangelho, escutamos a resposta: Cristo. «Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O»! Jesus é Aquele que nos traz a Deus e que nos leva a Deus; com Ele toda a nossa vida se transforma, se renova e nós podemos olhar a realidade com novos olhos, «a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos» (Carta enc. Lumen fidei, 18). Por isso, hoje, lhes digo com força: «Bote Cristo» na sua vida, e você encontrará um amigo em quem sempre confiar; «bote Cristo», e você verá crescer as asas da esperança para percorrer com alegria o caminho do futuro; «bote Cristo» e a sua vida ficará cheia do seu amor, será uma vida fecunda.

Hoje, queria que nos perguntássemos com sinceridade: em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados. «Bote Cristo» na sua vida, deposite n’Ele a sua confiança e você nunca se decepcionará! Vejam, queridos amigos, a fé realiza na nossa vida uma revolução que podíamos chamar copernicana, porque nos tira do centro e o restitui a Deus; a fé nos imerge no seu amor que nos dá segurança, força, esperança. Aparentemente não muda nada, mas, no mais íntimo de nós mesmos, tudo muda. No nosso coração, habita a paz, a mansidão, a ternura, a coragem, a serenidade e a alegria, que são os frutos do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22) e a nossa existência se transforma, o nosso modo de pensar e agir se renova, torna-se o modo de pensar e de agir de Jesus, de Deus. No Ano da Fé, esta Jornada Mundial da Juventude é justamente um dom que nos é oferecido para ficarmos ainda mais perto de Jesus, para ser seus discípulos e seus missionários, para deixar que Ele renove a nossa vida.

Querido jovem: «bote Cristo» na sua vida. Nestes dias, Ele lhe espera na Palavra; escute-O com atenção e o seu coração será inflamado pela sua presença; «Bote Cristo: Ele lhe acolhe no Sacramento do perdão, para curar, com a sua misericórdia, as feridas do pecado. Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. Deus é pura misericórdia! «Bote Cristo: Ele lhe espera no encontro com a sua Carne na Eucaristia, Sacramento da sua presença, do seu sacrifício de amor, e na humanidade de tantos jovens que vão lhe enriquecer com a sua amizade, lhe encorajar com o seu testemunho de fé, lhe ensinar a linguagem da caridade, da bondade, do serviço. Você também, querido jovem, pode ser uma testemunha jubilosa do seu amor, uma testemunha corajosa do seu Evangelho para levar a este nosso mundo um pouco de luz.

«É bom estarmos aqui», botando Cristo na nossa vida, botando a fé, a esperança, o amor que Ele nos dá. Queridos amigos, nesta celebração acolhemos a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com Maria, queremos ser discípulos e missionários. Como Ela, queremos dizer «sim» a Deus. Peçamos ao seu coração de mãe que interceda por nós, para que os nossos corações estejam disponíveis para amar a Jesus e fazê-lo amar. Ele está esperando por nós e conta conosco! Amém”.

Fonte: Rádio Vaticano