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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

IMACULADA CONCEIÇÃO

Imaculada Conceição de Nossa Senhora




O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho..." Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos. Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez." Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo. Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA




Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

" Muito bem, servo bom e fiel , entra na alegria do teu Senhor ":
Estas palavras do Pontifical da vossa Ordenação para o ministério, têm o sentido de um voto e esperança da Igreja que vos chama e vos envia.
Mas a Liturgia da Palavra neste dia da Imaculada Conceição evoca também um momento decisivo da História e um facto determinante da vossa situação existencial.
Nas origens, segundo a Revelação Divina, o homem, chegado ao limiar da inteligência, da liberdade e da responsabilidade, desviou-se do projecto de Deus e quis fugir da presença do seu Criador: teve medo e escondeu-se.
Tentou desculpabilizar-se, acusando a mulher, e esta acusou a serpente, o demónio, ao qual Deus disse: "Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência (o descendente) dela" (Gen. 3, 15). E no dealbar da plenitude do tempo (cf. Gal. 4,4) Deus enviou o seu mensageiro a anunciar a uma mulher o cumprimento da promessa da redenção: " Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus" (Lc. 1,30-31).
E Maria, a "cheia de Graça" (saudada pelo Anjo) respondia: "Eis a escrava (a serva) do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38).Chamados e apresentados para serdes servos, servidores, ministros da Igreja, tendes na Mãe de Jesus o exemplo e modelo de serva (de Deus e da humanidade).
Ides encontrar no nosso mundo vagas de medo, ameaças de medo, pessoas com muito medo, pessoas escondidas e outras à vista, (umas com vergonha e outras sem vergonha a desafiar e combater, como dizem, passado e tabus).
Mas também ides encontrar um mundo necessitado e até sedento de servidores, de ministros sem medo, firmes na fé, pregadores da esperança, testemunhas vivas de alegria e de optimismo.Celebramos hoje a Solenidade litúrgica da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, padroeira principal de Portugal.
Lembramos que em 1646 (há portanto 359 anos) o Rei D. João IV proclamou a Senhora da Conceição como rainha e padroeira e lembramos que o II Concílio do Vaticano encerrou há 40 anos, precisamente na Solenidade da Imaculada Conceição.
A Constituição sobre a Igreja (Lumen Gentium), um dos documentos mais importantes do Concílio, diz que "Maria, filha de Adão, consentindo na palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, abraçando de todo o coração, sem qualquer impedimento de pecado, o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de Seu Filho, subordinada a Ele e, juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção.Por ser e para ser Mãe do Redentor, Maria foi ornada de singulares graças e prerrogativas, entre as quais a de ser preservada imune de pecado.
Trata-se de uma prerrogativa de ordem e dimensão social, em nosso favor. Mãe do Redentor e nossa Mãe na ordem da graça, (Mãe da Igreja), Maria é também pela sua Maternidade virginal, figura ou tipo da Igreja, que chama os seus ministros para o anúncio do Evangelho fecundo na fidelidade a Cristo.
Como Mãe e como virgem, Maria é nosso "modelo eminente e único" (LG 63).E, terminamos ainda com palavras do Concílio e da Constituição sobre a Igreja: "A Mãe de Jesus, assim como glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante" (n.º68).
Que seja, pelo vosso ministério, o sinal de esperança a orientar-nos para o futuro.
Amen.
Porto, 8 de Dezembro de 2005
(+ D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto)