Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador Frei Galvão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Frei Galvão. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de outubro de 2009

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO

.................................Clique na foto

Frei Antônio de Sant'Anna Galvão Nasceu em 1739, em Guaratinguetá, SP.

O ambiente familiar era profundamente religioso. O pai, Antônio Galvão de França, era imigrante português e Capitão-mor da cidade. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o "caçador de esmeraldas". Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de 13 anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José. Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra os jesuítas pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 21 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Lá distinguia-se pela piedade e virtudes. A 16 de Abril de 1761 fez seus votos solenes. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes. Este privilégio mostra a confiança que nutriam pelo jovem clérigo. Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de novembro de 1766.Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado resultante. Foi confessor estimado e procurado e, muitas vezes, quando era chamado ia sempre a pé mesmo nos lugares mais distantes.Em 1769-70 foi designado Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo. Neste Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo (biogr.44), religiosa de profunda oração e grande penitência que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador. Em 23 de fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu improvisamente. Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas, missão que exerceu com humildade e grande prudência. Enquanto isso o novo Capitão-general de São Paulo, homem inflexível e duro, retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Fazia isso para opor-se ao seu predecessor, que havia promovido a fundação. Frei Galvão aceitou com fé e também as recolhidas obedeceram, mas não deixaram a casa e resistiram até os extremos das forças físicas. Depois de um mês, graças a pressão do povo e do Bispo, o recolhimento foi aberto.Devido ao grande número de vocações, o Servo de Deus se viu obrigado a aumentar o recolhimento. Durante 14 anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros 14 para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até pedreiro! A obra, hoje o Mosteiro da Luz, foi declarada "Patrimônio Cultural da Humanidade" pela UNESCO.Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de vida interior e de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade.Frei Galvão era considerado santo já em vida e a cidade fez dele o seu prisioneiro. Em várias ocasiões as exigências da sua Ordem Religiosa pediam que se mudasse para outro lugar para realizar outras funções, mas tanto o povo e as Recolhidas, como o bispo, e mesmo a Câmara Municipal de São Paulo intervieram para que ele não saísse da cidade. Diz uma carta do "Senado da Câmara de São Paulo" ao Provincial (superior) de Frei Galvão: "Este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de São Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acorrem a pedir-lho; é homem da paz e da caridade".Frei Galvão viajava constantemente pela Capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos esses trajetos sempre a pé, não usava cavalos nem a 'cadeirinha' levada por escravos, o que era absolutamente normal para aquele tempo. Vilas distantes 60 km ou mais, cidades do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro, enfim, não havia obstáculos para o seu zelo apostólico. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.Frei Galvão era homem de muita e intensa oração, e dele se atestam certos fenômenos místicos, como os êxtases e a levitação. São famosos em sua vida os casos de bilocação: estando em determinado lugar, aparecia em outro, improvisamente, para atender um doente ou moribundo que precisava da sua atenção. Era também procurado para a cura, em tempos em que não havia recursos e ciência médica como hoje. Numa dessas ocasiões, inspirado por Deus, escreveu num pedaço de papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora, que poderia se traduzida assim: "Depois do parto, Ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercede por nós!". Enrolou o papel em forma de pílula e deu a um jovem que estava quase morrendo por fortes cólicas renais. Imediatamente cessaram as dores e ele expeliu um grande cálculo. Logo veio um senhor pedindo orações e um 'remédio' para a mulher que estava sofrendo em trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente uma pilulazinha, e a criança nasceu rapidamente. A partir daí teve que ensinar as irmãs do recolhimento a confeccionar as pílulas e dar às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje (É interessante ver na imensa relação de graças alcançadas por intermédio de Frei Galvão, no Mosteiro da Luz, que, embora cerca de 60 a 70% das graças sejam relacionadas a cura de câncer, um grande número de graças refere-se a problemas por cálculos renais, gravidez e parto, ou casais que não conseguiam ter filhos e foram atendidos). Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, Frei Galvão fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, SP, onde permaneceu por 11 meses para encaminhar a nova fundação e comunidade. Posteriormente, após a sua morte, outras mosteiros foram fundados por essas duas comunidades, seguindo assim, a orientação deixada pelo Beato (veja a relação na biogr.44, de Madre Helena).Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e a pedido do povo e das irmãs foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de contínuas peregrinações.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - ÚLTIMA PARTE


Sobre as “Pílulas de Frei Galvão”

As pílulas de Frei Galvão nasceram do grande amor, zelo e caridade que Frei Galvão tinha para com os doentes. Um dia, não podendo visitar um rapaz que estava com muitas dores, escreveu em um papelzinho uma invocação à Virgem Imaculada, e disse ao portador: “leve ao enfermo e diga-lhe para tomar isso com fé e devoção à Maria”.
Daí aconteceu a cura.
Posteriormente, fez a mesma coisa para uma senhora em perigo de morte, no parto. Ela e o filho se salvaram.
Quando ele morreu, as Irmãs Concepcionistas, a quem ele orientava espiritualmente, faziam estas pílulas e as distribuíam ao povo que acorria às portas dos mosteiros. Há quase duzentos anos, existe a tradição das Pílulas Milagrosas de Frei Galvão.Que são as pílulas? Um sacramental, objeto de fé.
Um sacramental liga-se profundamente à fé, ao Mistério de Jesus, Salvador. O Sacramental sempre se relaciona com Cristo, Maria ou os santos.
Exemplos: uma imagem, uma medalha, o terço etc. No caso das pílulas, trata-se de um sinal de fé e de devoção que Frei Galvão tinha à Virgem Imaculada. As pílulas são expressões do seu amor e compaixão para com os doentes, sinal de sua confiança na proteção de Maria.
Devem ser tomadas em espírito de fé e devoção.
Temos notícias constantes das inúmeras graças e curas alcançadas por meio da Novena das Pílulas de Frei Galvão. Destinam-se aos enfermos do corpo ou do espírito.
A cada enfermo, costumamos distribuir uma novena: isto é, uma oração para se rezar 9 dias e um pacotinho com 3 pílulas. Toma-se uma no 1° dia; outra, no 5º dia; e a terceira no último dia da novena.
Não costumamos enviar grandes quantidades para uma pessoa distribuir. Nosso costume é endereçar a Novena das Pílulas para uma pessoa concreta.
O quanto possível, jamais distribuí-las para que alguém faça ‘estoque’ para atender outras pessoas.
Frei Walter Hugo de Almeida

BÊNÇÃO DAS PÍLULAS
1. Acolhida:
A bênção figura entre os Sacramentais na Igreja e prepara o cristão para receber os frutos da Salvação que Cristo nos trouxe.Toda bênção é um louvor, um reconhecimento a Deus Pai, fonte de todas as graças. É por isto que a Igreja distribui bênçãos e abençoa, invocando o nome de Cristo Jesus e fazendo o sinal da cruz de Cristo sobre objetos e pessoas. Vamos agora abençoar as Pílulas de Frei Galvão - um sacramental - em atitude de fé e de devoção à Virgem Imaculada e ao Bem-aventurado Frei Galvão.

2. Palavra de Deus:
(Mt 4,23-25)Jesus percorria a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda doença e enfermidade do povo. Sua fama chegou a toda a Síria.Traziam a Jesus os que sofriam de algum mal: os atacados de doenças e dores diversas e ele as curava... Grandes multidões o seguiam da Galiléia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia e da Transjordânia’.Palavra da Salvação.

3. Bênção das Pílulas
S - A nossa proteção está no nome do Senhor!
T - Que fez o céu e a terra!
S - Rogai por nós, Bem-aventurado Frei Galvão
T - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

S - Oremos:
Ó Pai de Misericórdia, Deus de toda a consolação, que nos consolais por vosso Filho Jesus, no Espírito Santo, e acompanhais com vossa bênção particular as que sofrem tribulações e enfermidades do corpo e do espírito.
Nós vos suplicamos que, pela intercessão de Maria Imaculada e do vosso servo, o Bem-Aventurado Frei Galvão, abençoai estas pílulas, objetos sacramentais da fé e da devoção do vosso povo santo; fazei, Senhor, que todos os que na fé, e pela fé, delas fizerem uso, possam receber a graça da cura, conforme a vossa santíssima vontade.
Amém (Abençoar com água benta)

*****

Onde obter as pílulas:

Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz
Av. Tiradentes, 676
CEP: 01102-000 – São Paulo (SP)
Tel.: (55-11) 3311-8745

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 11ª PARTE


Aspectos da Espiritualidade e do Apostolado

1 - Místico e Contemplativo: Homem de oração e devoto de Nossa Senhora
Frei Galvão distingui-se, primeiramente, por uma rica "espiritualidade franciscana e mariana". Um verdadeiro filho de São Francisco: homem de oração, de vida simples e penitente. Um devoto apaixonado de Nossa Senhora: no dia em que professou na Ordem, fez "juramento de defesa à Imaculada Conceição" como era costume naquele tempo. Os Frades eram defensores do privilégio da Conceição Imaculada, cujo dogma só foi proclamado em 1854. Mas, 4 anos depois da ordenação, aprofundou aquele compromisso, assinando com o próprio sangue uma "Cédula irrevogável de filial entrega a Maria Santíssima, minha Senhora, digna Mãe e Advogada", pela qual consagrava-se "como filho e perpétuo escravo" da Mãe de Deus. Era uma espiritualidade que nasceu e se alimentava de uma forte experiência de Deus. E se manifestava em convicções e atitudes muito claras e firmes: absoluta confiança na Providência Divina e submissão total à vontade de Deus. A partir dessa base, dá para entender bastante bem de seu comportamento e ações. Era de obediência irrestrita. Nomeações e transferências: logo as assumia e se punha a cumprir. Decisões de autoridades a seu respeito: obedecia sem pestanejar. Vejam-se, por exemplo, a nomeação e transferência para o Noviciado de Macacu, a ordem do Governador quanto ao fechamento do Mosteiro e quanto a sua expulsão da cidade, etc. O que entendia ser vontade de Deus, como as inspirações da Irmã Helena, corria para pôr em prática. Por traz havia sempre a serenidade de quem confia em Deus.Podem ser vistas como expressões fortes da mística e contemplação de Frei Galvão sua luta e empenho, por mais de 40 anos, em favor da fundação do Recolhimento da Luz e da formação e direção espiritual das Irmãs para a vida contemplativa, e sua fidelidade, por 60 anos, ao juramento de servir à causa da Conceição Imaculada e propagar sua devoção.

2 - Pregador e Missionário itinerante: Apóstolo de São Paulo
Impulsionado pelo amor de Deus, que trazia no coração, Frei Galvão foi o grande pregador e anunciador da Palavra de Deus, tendo como centro de sua ação evangelizadora a cidade de Paulo. Logo que terminou os estudos, foi eleito em Capítulo Provincial "Pregador, Confessor e Porteiro" no Convento São Francisco. A sua pregação estava sempre aliada com o contato direto com o povo: a acolhida no Confessionário e Portaria, sua bondade e compreensão, seus conselhos e orientações, seu socorro e ajuda aos necessitados, enfermos e sofredores. Pouco a pouco sua fama atravessou fronteiras. Sempre a pé, andou a pregar por muitas localidades fora da cidade: Sorocaba, Porto Feliz, Itu, Taubaté, Parnaiba, Indaiatuba, Mogi das Cruzes, Paraitinga, Pindamonhangaba, Guaratinguetá. A serviço da Província, viajou para mais longe: ao Rio de Janeiro, mais de uma vez, e chegou até Castro, Paraná, como Visitador da Ordem. As viagens, feitas a pé, se transformavam em roteiros missionários de pregação às diversas localidades. Em todos os lugares anunciava o Evangelho e a devoção à Imaculada. Ao passar por Piraí do Sul, indo para Castro, deixou a estampa de Nossa Senhora das Brotas, que lá se encontra na Capela das Brotas, e é venerada até os dias de hoje. Não seria exagerado dizer que a devoção à Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Aparecida, a partir de seu Santuário na pequena cidade do Vale do Paraíba e ao lado de Guaratinguetá, tivesse sido alimentada pelo trabalho de difusão desta devoção por parte de Frei Galvão. Frei Galvão foi chamado "Apóstolo de São Paulo". Sua pregação tocava as pessoas e era acolhida pelo povo de todos os lugares, que para ouvi-lo se reunia em multidão. Como Comissário da Ordem Terceira de São Francisco, eleito por duas vezes, cuidou de formar os Irmãos na vivência do ideal franciscano como caminho de santificação e de verdadeiro apostolado leigo.

3 - Confessor e Conselheiro: Missionário da paz e da caridade
O maior bem que Frei Galvão trazia no coração era Deus. Este bem ele distribuía a quem o procurava. As pessoas da cidade e de longe vinham a procura de Frei Galvão para se confessar, para buscar seu conselho e orientação de vida. Ele se destacou como confessor e conselheiro do povo. Portador da bênção e do perdão de Deus, só podia mesmo trazer a paz: a paz da reconciliação com Deus, a paz da pessoa com outra pessoa, a paz na família, a paz na sociedade. Em Itu, deu-se o caso de pacificação de uma família que se costuma contar. Ele era um conselheiro sábio, prudente, maduro, mais do que isso, cheio de Deus. Por isso mesmo era considerado "Homem virtuosíssimo" e foi chamado "Homem da paz".Além de Confessor do povo, dedicou parte importante de sua vida, primeiro como Confessor e Atendente das Irmãs Carmelitas, no Recolhimento Santa Teresa, depois, até o fim da vida, como Confessor e Diretor espiritual das Irmãs Concepcionistas do Recolhimento da Luz. Para o Recolhimento da Luz foi tudo: co-fundador com a Irmã Helena, construtor, arquiteto, pedreiro, esmoler, sustentador, Confessor, Capelão e Orientador espiritual.Embora sendo pacífico e pacificador, era defensor da justiça. Basta lembrar o caso da condenação à morte do soldado conhecido pelo nome de "Caetaninho". Frei Galvão não hesitou em pôr-se declaradamente em sua defesa, não obstante o confronto inevitável com o Governador da Capitania que ordenara a condenação, uma condenação injusta e arbitrária. Se era todo amor para Deus, era-o também para os necessitados. Aprendera em família a dar esmolas. Conta-se que, em criança, dera uma toalha de crivo e bordado da Mãe a um pobre que pedia esmolas. Acostumara a ser generoso, sobretudo com os pobres e necessitados. Conta-se também que ao tempo da construção do Mosteiro da Luz passava toda semana pelos bares das proximidades e pagava as dívidas dos serventes da obra, que eram negros escravos.O povo o amava e o defendia. Assim aconteceu quando o Governador por vingança decretara o desterro de Frei Galvão. O povo cercou a casa do Governador que se viu obrigado a revogar a sentença. Com razão o povo distinguiu Frei Galvão com o nome de "Homem da caridade".Por todos estes títulos, o povo considerava Frei Galvão um santo, e sendo assim, ainda em vida, todos o chamavam "Padre Santo". Fama esta que não se extinguiu depois da morte, mas perdurou por todo o tempo e o está levando, finalmente, à Beatificação.Para a glória da Ssma. Trindade, o louvor da Imaculada Conceição, a honra de São Francisco e o bem de todos nós franciscanos e franciscanas e de todo o povo de Deus.
Assim Seja!
Dom Frei Caetano Ferrari

terça-feira, 4 de novembro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 10ª PARTE


Frei Galvão, Missionário da Paz

Frei Galvão, no cenário brasileiro-franciscano, é para nós uma honra e uma glória, por ser o primeiro santo brasileiro a subir às honras do altar, destacando-se como o “Missionário da Paz e da Caridade”.
Foi um homem marcadoa pela fé e pela alegria, por ser possuído de Deus, por estar comprometido com os homens de seu tempo, fermentando em seu coração o Espírito do Senhor, fazendo-o o Apóstolo da Paz e do Bem. Frei Galvão é uma Bênção para a.Província Franciscana da Imaculada e um Benfeitor para o povo brasileiro.
Este é o meu modesto parecer sobre este homem de Deus.
Frei Atílio Abati,ofm.

*****
Frei Galvão, Homem de Deus

Era o ano de 1948. Eu tinha 13 anos, quando entrei no Seminário franciscano Frei Galvão, em Guaratinguetá, para começar o liceu.
O Padre responsável pelos seminaristas distribuiu a cada um dos novatos cartões postais com a fotografia do Seminário, em cujo canto esquerdo, no alto, estava a foto oval de Frei Galvão. Disse-nos para mandar a nossos pais, para que eles fizessem uma idéia da casa e do ambiente em que nos encontrávamos.
Numa das primeiras conferências espirituais de sábado à noite, o Padre nos falou de Frei Galvão, contou-nos que o Seminário fora construído em Guaratinguetá em homenagem a Frei Galvão, porque era a terra dele.
Explicou o que era um santo canonizado e um santo não canonizado. E Frei Galvão era um santo ainda não canonizado. Eu entendi pouco naquela noite da diferença.
Mas lembro que escrevi para a minha mãe: Mamãe, moro na terra de um santo diferente daqueles que estão nos altares aí em Ribeirão Grande. É um santo que não se pode ainda pôr no altar”.Sua figura, a história de seus trabalhos, o exemplo de sua santidade, o relato de seus milagres me acompanharam ao longo da vida.
Emocionado, assisto agora a beatificação de Frei Galvão. O Santo Padre João Paulo 2º o põe solenemente no altar. A Igreja reconhece que Frei Galvão foi um homem de virtudes heróicas, das mesmas virtudes praticadas por tantos santos, das mesmas virtudes propostas aos homens de hoje como estrada de santidade.
Frei Galvão não é dos santos que nos amedrontam com seus cilícios e suas penitências. Mas um santo muito humano, que compreendeu e viveu profundamente a penitência ensinada por São Francisco: ter o coração sempre voltado para o Senhor.
O que significa: viver em cada momento a presença de Deus, não importando o trabalho que se esteja fazendo.
Ele se santificou na portaria do convento; santificou-se no confessionário; santificou-se com a trolha de pedreiro na mão, construindo o Mosteiro da Luz, em São Paulo; santificou-se visitando os presos; santificou-se como guardião do convento, num tempo em que a legislação civil restringia enormemente a atividade religiosa e sacerdotal; santificou-se nas missões populares; santificou-se, caminhando a pé pelo Vale do rio Paraíba e pelas margens do Rio Tietê, em viagens de desobriga; santificou-se, pregando com simplicidade aos núcleos de gente que, de tanto em tanto, tinha casa à beira da estrada dos Tropeiros, que ligava São Paulo a Sorocaba e Sorocaba à Lapa e Castro, no Paraná; santificou-se, visitando e pacificando famílias.
Ele, bênção de Deus encarnada, santificou-se, abençoando o povo numeroso, que o procurava de perto e de longe, exatamente porque viam nele o “homem de Deus”.E porque era um “homem de Deus”, era um homem de fé, que confiava inteiramente na Providência e ligava todos os fatos e atos a Deus.
A serviço da fé colocou sua linda inteligência, reconhecida desde os tempos de estudante, manifestada nas pregações, e aplaudida pelos intelectuais, quando o elegeram membro da Academia dos Felizes e para a qual escreveu as peças poéticas de louvor à Senhora Sant’Ana.
Porque era um “homem de Deus”, era um religioso devotado à caridade, seja para com os pobres, que o cercavam na rua, seja para com os pecadores que vinham procurá-lo, ou com aqueles que ele buscava nas casas.
Sua caridade chegava às prisões e se multiplicava no antendimento às Irmãs no Mosteiro. Mais vezes a caridade o levou a pacificar famílias, a ponto de ser chamado, ainda em vida, de “apóstolo da paz”. Sua caridade se carregava de compaixão, quando via tantas mães com dificuldades de darem à luz seus filhos, num tempo de precária medicina e poucos recursos sanitários. Defensor da vida nascente, agora bem-aventurado, Frei Galvão tem muito a fazer nesta fase da história humana em que o aborto consegue descriminalizar-se e a dignidade da vida humana é continuamente ferida.
Volto ao meu seminário de Guaratinguetá, de 1948, terra de Frei Galvão. A cena foi tão linda, que a recordo até hoje.
Estávamos trabalhando na horta, quando passou voando um bando de garças brancas. Traçaram círculos por sobre o Seminário e foram acampar à beira do rio Paraíba.
O velho irmão hortelão comentou: “E o pássaro da sorte! Qualquer coisa de grande e boa vai acontecer!” Que todas as garças brancas sobrevoem agora Guaratinguetá e o Brasil, para anunciar a todos a grande sorte que temos: um santo nosso, protetor dos pobres e desvalidos; defensor da vida e da dignidade humana; missionário incansável e modelo de vida religiosa; um santo nosso, nascido no vale de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, para ser o portador da Paz e do Bem para o povo.
Frei Clarêncio Neotti, ofm

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 9ª PARTE

A Virgem milagrosa doada por Frei Galvão

Frei Galvão está estreitamente ligado ao povo do vale do Rio Piraí, no Estado do Paraná. Em 1808, Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, já com 70 anos, fora nomeado visitador provincial dos conventos franciscanos do Sul.
Saindo de São Paulo, passou por Sorocaba e, continuando pela estrada dos tropeiros e boiadeiros, alcançou as margens do Piraí. Lá, encontrando algumas famílias, fez o que sempre fazia em suas viagens a pé. Estacionou para pregar.
Domiciliou-se em casa de Dona Ana Rosa Maria da Conceição e, por alguns dias, atendeu o povo. Na despedida, deixou com Dona Ana Rosa uma estampa de Nossa Senhora, animando-a a confiar na Mãe Imaculada, intercessora e capaz de todos os milagres.
Chegou a dizer-lhe que a estampa era milagrosa.
A mulher colou a estampa numa cartolina, escreveu embaixo: "Lembrança do Frei Galvão" e a pôs numa moldura de madeira, provavelmente a moldura de um velho espelho quebrado.E foi diante dela que Dona Ana Rosa passou a fazer suas orações.
A estampa doada por Frei Galvão é de uma singeleza absoluta. Mede 10 x 16 cm. No braço direito, Maria segura o Menino. A mão esquerda pousa leve e maternalmente no peito de Jesus. O Menino encosta a face no rosto da Mãe. Os pés de Maria pousam sobre nuvens sustentadas por três anjos. Além da auréola, doze estrelas, que lembram os privilégios de Maria, rodeiam a figura. Nas duas margens laterais vemos casas pobres e vasos de flores.
Hoje sabe-se que é cópia da popularmente chamada em Portugal "Nossa Senhora das Barracas". E o nome vem do fato de estar a gravura encimada pelos dizeres latinos: "Sicut Tabernacula Cedar", ou seja, "Como as tendas (barracas) de Cedar".
A frase é tirada dos Cânticos, do começo da Canção da Amada: "Sou morena, porém graciosa como as tendas de Cedar, como os pavilhões de Salomão".
Os cedarenos eram nômades e costumavam viver em barracas simples.
A frase ligada a Maria recorda a origem pobre e a insegurança de sua vida. Mas, de imediato, se recorda a riqueza de Salomão.
Maria se torna a mulher mais rica, a cheia de graça, por causa do Menino que carrega no braço.
Viúva, Dona Ana Rosa da Conceição contraiu novas núpcias e mudou de casa. Na mudança, perdeu o quadro.
Procurou por tudo e não o encontrou. Tempos depois, passando por uma região que sofrera grande incêndio, surpreendentemente encontrou o quadro entre as cinzas e os brotos novos da vegetação: a moldura queimada, mas a imagem intacta.
A mulher compreendeu que acontecera alguma coisa de extraordinário. Compreendeu que a estampa dada por Frei Galvão e por ele chamada de "milagrosa" devia sair do âmbito familiar para a devoção pública.
O milagre se espalhou. Os tropeiros contaram adiante com admiração. A partir de então os boiadeiros calculavam o tempo em suas viagens para pernoitarem, eles e seu gado, nas redondezas da capela que a Virgem recebeu da devoção do povo.
O povo não se lembrou da Nossa Senhora das Barracas e rebatizou a estampa com o nome de Nossa Senhora das Brotas, para lembrar que fora reencontrada intacta entre cinzas e rebentos.
Mas não sabiam que no Alentejo, em Portugal, desde o século XVI, se venerava uma Virgem sob o título de Nossa Senhora das Brotas, invocada sobretudo pelos guardadores de animais.
Tive o privilégio de concelebrar a Missa solene de inauguração do novo Santuário de Nossa Senhora das Brotas, em Pirai do Sul, em dezembro de 1987.
Como o quadro de Frei Galvão fora reencontrado no dia 26 de dezembro, criou-se o costume de celebrar-lhe a festa no primeiro domingo depois do Natal.
Uma longa procissão de mais de cinco mil devotos sai a pé da igreja paroquial do Menino Deus e caminha cantando e rezando os três quilômetros até o Santuário, situado romântica e devotamente em meio ao verde de um bosque e à sombra de grandes pinheiros.
Que a devoção mariana do novo Beato nos leve a incrementar no Povo de Deus esse grande amor a Nossa Senhora, nossa Mãe!
Fr. CLARÊNCIO NEOTTI, O.F.M.

sábado, 1 de novembro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 7ª PARTE

Os poderes de Frei Galvão

Frei Galvão conquistou fama de santo devido aos seus "poderes sobrenaturais" como andar sem pisar no chão, estar em dois locais ao mesmo tempo e prever acontecimentos. A seguir, algumas das histórias registradas no livro "Frei Galvão - sua terra e sua vida", de Thereza Regina e Tom Maia.

OS FIÉIS E A CHUVA
Frei Galvão estava celebrando uma missa em frente à igreja de Santo Antônio quando, na hora do sermão, formou-se uma grande tempestade e os fiéis ameaçaram sair correndo. O frei pediu para que ficassem, pois nada aconteceria para eles. O temporal atingiu toda a cidade, menos o local onde eles estavam rezando.

O LENÇO
A família de um senhor de Taubaté, que estava doente e prestes a morrer, lembraram-no de que ele deveria fazer uma confissão. O homem disse que já havia se confessado com Frei Galvão, mas ninguém acreditou porque o frei não estava na cidade. Para provar que estava falando a verdade, ele tirou debaixo do travesseiro um lenço que o frei tinha esquecido ali na hora da confissão. Na época, os familiares acabaram acreditando porque o frei já tinha fama do poder de bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo).

O FRANGO DO DIABO
Em Itu, um escravo ficou doente e fez promessa que, caso sarasse, levaria alguns frangos para Frei Galvão. Quando foi curado, o escravo amarrou os frangos em uma vara, mas no meio do caminho três deles fugiram. Dois foram capturados rapidamente e o terceiro, um carijó, fugiu velozmente. O escravo gritou "volta, frango do diabo" e a ave se enroscou em uma moita de espinhos e foi capturada. Quando ele foi dar o presente, o frei aceitou todos os frangos, menos o carijó, "porque este frango já o deste ao diabo".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 5ª PARTE


Frei Galvão e a Igreja no Brasil

O Brasil nasceu católico e assim permanece até hoje, ainda que certo pluralismo religioso venha se manifestando nas últimas décadas. Porém, a vocação originária da nação brasileira é, com certeza, católica.
Por esta razão, louvamos a Deus e lhe agradecemos o precioso dom da fé cristã. Reverenciamos os primeiros missionários, heróicos e incansáveis na pregação e na catequese, entre os quais o Beato José de Anchieta, "o apóstolo do Brasil".
Este meio milênio de história do catolicismo em nossa pátria produziu, sem dúvida, muitos frutos de santidade, inclusive mártires da fé. Contudo, não se fez ainda o suficiente para coligir o "cânon", o "martirológio", dos santos e santas nativos deste nosso querido Brasil e apresentá-los ao reconhecimento da Igreja.
Neste contexto, saudamos felizes a beatificação do primeiro brasileiro nato, Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, nascido em Guaratinguetá - SP, em 1739, e falecido, com fama de santidade, na cidade de São Paulo-SP, em 1822, ano da independência do Brasil.
Frei Galvão, sacerdote franciscano, viveu em São Paulo cerca de 60 anos. Conhecido em toda a cidade como conselheiro espiritual e confessor, sábio e santo, a população o estimava muito e o buscava particularmente para socorrer os pobres e os doentes.
O então Senado da Câmara de São Paulo o chamou "o homem da paz e da caridade". Viveu seu sacerdócio e sua vocação franciscana com exímia fidelidade e dedicação. Entre os aspectos de sua vida espiritual, chamam a atenção seu amor e sua entrega total, como filho e escravo perpétuo, a Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Fundou o Recolhimento de N. Sra. da Conceição para moças que quisessem consagrar a vida a Deus, fundação esta que depois se transformou no atual Mosteiro da Luz, de monjas concepcionistas.
Outro Recolhimento idêntico Frei Galvão fundou em Sorocaba-SP. Grande parte de sua vida dedicou a estes dois Recolhimentos.
Frei Galvão é modelo de evangelizador e de discípulo do divino Mestre. Ele nos incentiva a retomar com vigor e unção o anúncio querigmático do Evangelho. Ele nos diz, também, que a santidade é vocação de todos. Todos somos chamados à santidade. E o Brasil precisa, hoje como nunca, de santos. Frei Galvão, roga por este teu povo brasileiro, que tem sede de Deus!
DOM CLÁUDIO HUMMES, Arcebispo de São Paulo.