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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Igreja terá 63 novos Beatos

Igreja terá 63 novos Beatos, muitos deles mártires do comunismo, nazismo e Guerra Civil espanhola




Cidade do Vaticano

– Papa Francisco autorizou nesta quarta-feira, 27, a Congregação da Causa dos Santos a promulgar os Decretos em relação a 63 novos Beatos e 7 novos Veneráveis servos de Deus. Entre estes estão mártires da guerra civil espanhola, dos regimes comunistas da Europa do Leste e do nazismo. Os Decretos reconhecem:

- o milagre atribuído à intercessão da venerável Serva de Deus Maria Teresa Bonzel (Regina Cristina Guglielmina), Fundadora das Pobres Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua de Olpe; nascida em Olpe, Alemanha, em 17 de setembro de 1830 e falecida em 6 de fevereiro de 1905;

- o martírio dos Servos de Deus Emanuele Basulto Jiménez, Bispo de Jaén, Espanha, e 5 companheiros; mortos no ódio à Fé na Espanha, entre 1936 e 1937;

- o martírio dos Servos de Deus Giuseppe Massimo Moro Briz e 4 companheiros, Sacerdotes da Diocese de Ávila, Espanha; mortos no ódio à Fé na Espanha, em 1936;

- o martírio do Servo de Deus Vladimiro Ghika, sacerdote diocesano: nascido em Istambul, Turquia, em 25 de dezembro de 1873 e morto no ódio à Fé em Bucarest, Romênia, em 16 de maio de 1954;

- o martírio dos Servos de Deus Gioacchino Jovaní Marin e 14 companheiros, da Sociedade dos Sacerdotes Operários Diocesanos; mortos no ódio à Fé na Espanha entre 1936 e 1938;

- o martírio dos Servos de Deus Andrea da Palazuelo (Michele Francesco González Ganzáles), Sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e 31 Companheiros; mortos no ódio à Fé na Espanha entre 1936 e 1937;

- o martírio do Servo de Deus Giuseppe Girotti, Sacerdote professo da Ordem dos Frades Pregadores; nascido em Alba, Itália, em 19 de julho de 1905 e morto no ódio à Fé em Dachau, Alemanha em 1945;

- o martírio do Servo de Deus Stefano Sándor, leigo professo da Sociedade de São Francisco de Sales; nascido em Szolnok, Hungria em 26 de outubro de 1914 e morto no ódio à Fé em Budapest, Hungria, em 8 de junho de 1945;

- o martírio do Servo de Deus Rolando Rivi, aluno de Seminário; nascido em San Valentino de Castellarano, Itália, em 7 de janeiro de 1931 e morto no ódio à fé em Piane di Monchio, Itália, em 13 de abril de 1945;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Eladio Mozas Santamera, Sacerdote dicoesano, Fundador das Irmãs Josefinas da Santíssima Trindade; nascido em Miedes de Atienza, Espanha, em 18 de fevereiro de 1837 e falecido em Plasencia, Espanha, em 18 de março de 1897;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Emanuel Aparício Navarro, Sacerdote diocesano; nascido em Madrid, Espanha, em 11 de dezembro de 1902 e falecido em 28 de agosto de 1954;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Mosè Lira Serafin, Sacerdote professo dos Missionários do Espírito Santo, Fundador da Congregação dos Missionários da Caridade de Maria Imaculada; nascido em Tlatempa, México, em 16 de setembro de 1893 e falecido na Cidade do México em 25 de junho de 1950;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Generoso do Santíssimo Crucifixo (Angelo Fontanarosa), Sacerdote professo da Congregação da Paixão de Jesus Cristo; nascido em Vetralla, Itália, em 6 de novembro de 1881 e falecido em Mascalucia, Itália, em 9 de janeiro de 1966;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Olinto Marella, Sacerdote diocesano; nascido em Pellestrina, Itália, em 14 de junho de 1882 e falecido em San Lazzaro Dio Savena, Itália, em 6 de setembro de 1969;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Antonio Kowalczyk, Irmão Leigo da Congregação dos Missionários Oblatos da Beata Virgem Maria Imaculada; nascido em Dzierzanów, Polônia, em 4 de junho de 1866 e falecido em Edmonton, Canadá, em 10 de julho de 1947;

- as virtudes heróicas da Serva de Deus Silvia Cardoso Ferreira da Silva, Leiga; nascida em Paços de Ferreira, Portugal, em 26 de julho de 1882 e falecida em Porto, Portugal, em 2 de novembro de 1950.
Fonte:RV

quinta-feira, 18 de junho de 2009

COMUNISMO E IDEOLOGIAS EXPLICAM LENDA CONTRA PIO XII

Comunismo e fraturas ideológicas explicam lenda contra Pio XII
Entrevista com o diretor de L'Osservatore Romano

CIDADE DO VATICANO,

- A “lenda negra” sobre o Papa Pio XII (Eugenio Pacelli), que o acusa de proximidade com o nazismo, tem duas causas, segundo o diretor de L’Osservatore Romano: a propaganda comunista e as divisões dentro da Igreja.
Giovanni Maria Vian as expôs em uma entrevista concedida a Zenit por ocasião da publicação de um livro que ele coordenou, intitulado “Em defesa de Pio XII. As razões da história” (In difesa di Pio XII. Le ragioni della storia).
O livro foi apresentado na quarta-feira passada pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelos historiadores Giorgio Israel (Universidade de Roma La Sapienza), Paolo Mieli (Universidade de Milão, diretor em dois períodos do jornal Il Corriere della Sera) e Roberto Pertici (Universidade de Bérgamo).
O diretor do jornal vaticano, historiador, não hesita em utilizar a expressão “lenda negra”, pois, de fato, o Papa Pacelli – que, ao morrer, em 1958, recebeu elogios unânimes pela obra desempenhada durante a 2ª Guerra Mundial – depois foi realmente “demonizado”.
Como foi possível uma mudança tão radical de sua imagem em poucos anos, mais ou menos a partir de 1963?
Propaganda comunista
Vian atribui esta campanha contra o Papa, em primeiro lugar, à propaganda comunista, que se intensificou na época da Guerra Fria.
“A linha assumida nos anos do conflito pelo Papa e pela Santa Sé, contrária os totalitarismos, mas tradicionalmente neutra, foi, na prática, favorável à aliança contra Hitler e se caracterizou por um esforço humanitário sem precedentes que salvou muitíssimas vidas humanas”, observa.
“Esta linha foi, de qualquer forma, anticomunista e por isso, já durante a guerra, o Papa começou a ser acusado pela propaganda soviética de cumplicidade com o nazismo e seus horrores.”
O historiador considera que, “ainda que Eugenio Pacelli sempre tenha sido anticomunista, nunca pensou que o nazismo pudesse ser útil para deter o comunismo, muito pelo contrário”, e o prova com dados históricos.
Em primeiro lugar, “apoiou, entre o outono de 1939 e a primavera de 1940, nos primeiros meses da guerra, a tentativa de golpe contra o regime de Hitler por parte de círculos militares alemães em contato com os britânicos”.
Em segundo lugar, Vian explica que, após o ataque da Alemanha à União Soviética, em meados de 1941, Pio XII em um primeiro momento se negou a que a Santa Sé se unisse à “cruzada” contra o comunismo – como era apresentada – e depois dedicou suas energias a superar a oposição de muitos católicos americanos à aliança dos Estados Unidos com a União Soviética contra o nazismo.
A propaganda soviética, recorda o especialista, foi recolhida eficazmente pela peça teatral Der Stellvertreter (“O vigário”), de Rolf Hochhuth, representada pela primeira vez em Berlim, no dia 20 de fevereiro de 1963, em que se apresentava o silêncio como indiferença diante do extermínio de judeus.
Já naquele então, constata Vian, denunciou-se que a obra teatral relança muitas das acusações de Mijail Markovich Scheinmann no livro Der Vatican im Zweiten Weltkrieg (“O Vaticano na 2ª Guerra Mundial”), publicado antes em russo pelo Instituto Histórico da Academia Soviética das Ciências, órgão de propaganda da ideologia comunista.
E uma nova prova da oposição de Pio XII ao nazismo é o fato de que os chefes do Terceiro Reich consideravam o Papa como um autêntico inimigo, segundo demonstram os documentos dos arquivos alemães, que não por acaso haviam sido fechados pela Alemanha comunista e que só puderam ser abertos e estudados recentemente, como mostra um artigo de Marco Ansaldo no jornal italiano La Repubblica, de 29 de março de 2007.
O livro editado por Vian recolhe um texto do jornalista e historiador Paolo Mieli, um escrito póstumo de Saul Israel, biólogo, médico e escritor judeu, artigos de Andrea Riccardi, historiador e fundador da Comunidade de S. Egídio, dos arcebispos Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, e Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado e, por último, uma homilia e dois discursos de Bento XVI, pronunciados em memória de Pio XII.
Divisão eclesial
Mas a “lenda negra” contra Pio XII também teve promotores dentro da Igreja, por causa da divisão entre progressistas e conservadores, que se acentuou durante e depois do Concílio Vaticano II, anunciado em 1959 e clausurado em 1965, afirma o diretor.
“Seu sucessor, João XXIII – Angelo Giuseppe Roncalli –, foi logo apresentado como o ‘Papa Bom’ e, pouco a pouco, foi contraposto ao seu predecessor: pelo caráter e pelo estilo totalmente diferentes, mas também pela decisão inesperada e surpreendente de convocar um concílio.”
As críticas católicas ao Papa Pacelli haviam sido precedidas, em 1939, pelos interrogantes do filósofo católico francês Emmanuel Mounier, quem repreendeu o “silêncio” do Papa diante da agressão italiana da Albânia.
Pio XII foi criticado também por “ambientes de poloneses no exílio”, que jogavam na sua cara o silêncio frente à ocupação alemã.
Deste modo, quando, a partir dos anos 60, aguçou-se na Igreja a polarização, os católicos que se opunham aos conservadores atacavam Pio XII, dado que ele era visto como um símbolo destes últimos, alimentando ou utilizando argumentos recolhidos da “lenda negra”.
Justiça histórica
O diretor de L’Osservtore Romano sublinha que seu livro não nasce de uma tentativa de defesa prejudicial do Papa, “pois Pio XII não tem necessidade de apologistas que não ajudam a esclarecer a questão histórica”.
No que se refere aos silêncios de Pio XII, não somente diante da perseguição judaica (denunciada sem grandes alardes, mas criticada de maneira inequívoca na mensagem natalina de 1942 e no discurso aos cardeais, de 2 de junho de 1943), mas também diante de outros crimes nazistas,o historiador destaca que esta linha de comportamento buscava que não se agravasse a situação das vítimas, enquanto o pontífice se mobilizava para ajudá-las nesta situação.
“O próprio Pacelli se perguntou em várias ocasiões por esta atitude. Foi, portanto, uma opção consciente e dura para ele de buscar a salvação do maior número de vidas humanas ao invés de denunciar continuamente o mal com o risco real de que os horrores fossem maiores ainda”, explica Vian.
No livro, Paolo Mieli, de origem judaica, afirma neste sentido: “Aceitar as acusações contra Pacelli implica em levar ao banco dos supostos culpáveis, com as mesmas acusações, Roosevelt e Churchill, acusando-os de não ter pronunciado palavras mais claras contra as perseguições antissemitas”.
Recordando que membros da sua família morreram no Holocausto, Mieli disse literalmente: “Eu me oponho a responsabilizar da morte dos meus familiares uma pessoa que não tem responsabilidade”.
O livro publica também um texto inédito de Saul Israel, escrito em 1944, quando, com os demais judeus, ele havia encontrado refúgio no convento de Santo Antônio, na Via Merulana de Roma.
Seu filho, Giorgio Israel, que participou da apresentação do livro, acrescentou: “Não foi um ou outro convento ou um gesto de piedade para poucos; e ninguém pode pensar que toda esta solidariedade que as igrejas e conventos ofereceram ocorreu sem que o Papa soubesse, ou inclusive sem o seu consentimento. A lenda contra Pio XII é a mais absurda de todas as que circulam”.
Muito além da “lenda negra”
Vian explica, por último, que o livro que ele editou não pretende centrar-se na questão da “lenda negra”. Mais ainda, “meio século depois da morte de Pio XII (9 de outubro de 1958) e 70 aos após sua eleição (2 de março de 1939), parece criar-se um novo acordo historiográfico sobre a importância histórica da figura e do pontificado do Eugenio Pacelli”.
O objetivo do livro é sobretudo contribuir para restituir à história e à memória dos católicos um Papa e um pontificado de importância capital em muitos aspectos que, na opinião pública, continuam sendo ofuscados pela polêmica suscitada pela “lenda negra”.
Fonte: ZENIT.org