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terça-feira, 4 de outubro de 2011
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
domingo, 22 de maio de 2011
BEATIFICAÇÂO DA IRMÃ DULCE
- Cerca de 70 mil pessoas devem assistir neste domingo a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce em Salvador. Ela ficou conhecida como "Anjo Bom da Bahia" pelo trabalho a favor dos pobres.
Neste sábado houve ensaio para a cerimônia de domingo no Parque de Exposições. No Santuário Irmã Dulce foi realizada uma missa e das 19h de sábado às 7h de domingo ocorre uma vigília de fiéis. Pelo menos 1,3 mil fiéis participam da concentração.
A freira baiana começou ainda jovem a cuidar dos pobres e doentes. Há sessenta anos, Irmã Dulce improvisou uma enfermaria em um galinheiro em Salvador.
Hoje, no mesmo terreno, está um hospital que atende de graça 150 mil pessoas por mês. O hospital emprega muita gente que a freira amparou.
- Naquele momento eu estava necessitando muito dela e ali ela foi minha segunda mãe - diz Marlene Teles, que trabalha como encarregada de limpeza no hospital.
A comunidade de Alagados era uma das regiões preferidas de Irmã Dulce.
- Ela vinha de iniciativa própria visitar moradores trazendo remédios e alimentação - diz o padre Rafael Cerqueira, da Igreja de Alagados.
Irmã Dulce morreu em 1992 aos 78 anos. A capela onde repousam os restos mortais dela já é um local de peregrinação.
Devotos de todo Brasil vão até o santuário para chegar perto do túmulo da freira. A sepultura está coberta por centenas de demonstrações de fé. São fotografias e cartas de fiéis pedindo graça.
Depois do parto do segundo filho, Claúdia Cristiane, que mora no interior de Sergipe, foi desenganada pelos médicos e pediu ajuda à freira.
A cura foi considerada um milagre pelo Vaticano e serviu de base para o processo de beatificação.
A cerimônia acontece neste domingo no Parque de Exposições de Salvador. 400 caravanas, de vários estados, estarão presentes.
Só tenho a agradecer a ela e a Deus', diz mulher que recebeu milagre de Irmã Dulce
A funcionária pública Cláudia Cristiane Santos de Araújo, moradora de Malhador, a 50 km de Aracaju, se emociona ao falar de Irmã Dulce.A 9 dias da beatificação do "Anjo bom da Bahia", nome dado à freira pelo escritor Jorge Amado, Cláudia, de 42 anos, tornou-se ilustre na cidade onde reside com o marido, caminhoneiro, e os dois filhos, de 21 e 10 anos.
Isso porque a Igreja Católica revelou que foi ela que, em janeiro de 2001, sofreu hemorragia grave após o parto do segundo filho, Gabriel, e posteriormente recebeu um milagre de Irmã Dulce.
Os médicos, segundo a funcionária pública, já desacreditavam que ela pudesse sobreviver.
Cláudia conta que em 10 de janeiro daquele ano foi a Itabaiana, cidade próxima a Malhador, para dar à luz ao segundo filho.
Com 9 meses de gestação, foi atendida na Maternidade São José. Após o parto, teve uma hemorragia e passou por três cirurgias antes de ser transferida para o Hospital e Maternidade Renascença, na capital sergipana, em coma.
- Os médicos de Itabaiana disseram à minha família que haviam feito tudo o que foi possível para me salvar. Estava em coma e não me recordo de como tudo aconteceu - diz.
Em Aracaju, recebeu a visita do amigo e padre José Almir de Menezes, que levou uma foto de Irmã Dulce e pediu à freira que salvasse Cláudia.
- Não me lembro dessa visita. Sei que depois de alguns dias a hemorragia estava contida e eu, recuperada. Só tenho a agradecer a Irmã Dulce e a Deus, e também ao padre José Almir, um grande amigo da família - acrescenta.
A funcionária pública disse que antes do segundo parto não conhecia a história de vida do "Anjo Bom da Bahia".
- É uma grande satisfação ter recebido essa graça. Tinha fé, mas não a conhecia. E veio justamente de Irmã Dulce, que foi uma pessoa que fez tudo pelos mais humildes - diz.
O padre José Almir de Menezes, de Nossa Senhora das Dores, no interior de Sergipe, foi quem pediu ajuda espiritual de Irmã Dulce para salvar a vida da amiga:
- Eu disse a ela, você acredita que Irmã Dulce pode interceder por você? Ela disse acredito. Rezamos um pouco, dei a unção dos enfermos. Ela teve alta entre dois dias e meio e três dias depois - conta o padre.
O cirurgião Sandro Barral afirma que a mulher foi examinada por mais de 10 médicos no Brasil e por seis médicos na Itália e ninguém teve explicação científica para a recuperação da paciente.
- Ninguém conseguiu explicar porque a melhora se processou de forma tão rápida, em condição tão adversa - afirma.
A cerimônia de beatificação da freira baiana, morta em 1992, aos 77 anos, acontece no próximo dia 22 de maio, no Parque de Exposições de Salvador. Às 14h, haverá um espetáculo artístico reunindo mais de 600 alunos do Centro Educacional Santo Antônio (CESA) - complexo de educação das Obras Sociais Irmã Dulce - com idades entre 6 e 15 anos.
Após a apresentação das crianças, terá início, às 17h, a celebração canônica com uma missa seguida do roteiro litúrgico do Rito de Beatificação do Vaticano.
A cerimônia será presidida pelo cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, o delegado papal na solenidade, representando o Papa Bento XVI.
Fonte: Infoglobo Comunicação e Participações S.A.sábado, 21 de maio de 2011
IRMÃ DULCE - BIOGRAFIA
............Irmã Dulce: A minha politica é a do amor ao próximo.
Irmã Dulce, que ao nascer recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.
Aos 13 anos, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa.
Com o consentimento da família e o apoio da irmã Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe.
Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
Sua primeira missão como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, em Salvador, região onde também dava assistência às comunidades pobres e onde viria a concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Em 1936, ela fundou a União Operária São Francisco.
No ano seguinte, junto com Frei Hildebrando Kruthaup, abriu o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações.
Em maio de 1939, irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos.
No mesmo ano, por necessidade, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas.
Mas foi expulsa do lugar e teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.
Considerada um "Anjo bom" pelo povo baiano, recebeu também o apoio de pessoas de outros estados brasileiros e de personalidades internacionais.
Mesmo com a saúde frágil, ela construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país.
Em 1988, irmã Dulce foi indicada pelo então presidente José Sarney, com o apoio da rainha Silvia da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.
Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.
Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Papa ao Brasil, quando João Paulo II fez questão de ir ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante enferma.
Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, Irmã Dulce morreu, pouco antes de completar 78 anos.
No ano 2000 foi distinguida pelo papa João Paulo II com o título de Serva de Deus.
O processo de beatificação de irmã Dulce tramitou na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano e está marcado para o dia 22 de maio de 2011, em Salvador - Bahia - Brasil.
Fonte: educação-UOL
sábado, 13 de dezembro de 2008
MONSENHOR JOÃO SCOGNAMIGLIO CLÁ DIAS - BIOGRAFIA
Mons. João Scognamiglio Clá Dias, é natural de S. Paulo, Brasil, tendo nascido a 15 de agosto de 1939. Seus pais, António Clá Dias e Annitta Scognamiglio Clá Dias, constituíam uma família de imigrantes europeus (o pai era espanhol, originário de Cádiz e a mãe, italiana, é natural de Roma), na qual a fé católica, herdada de seus maiores, era ainda muito viva.
Esse vigor da Fé manifestou-se desde cedo no jovem João, pois, já nos bancos escolares procurava organizar com seus colegas um movimento para dar aos jovens uma orientação virtuosa à existência. Fez parte das Congregações Marianas e, a convite de um professor, ingressou, em 23 de maio de 1956, na Ordem Terceira do Carmo, dos PP. Carmelitas da antiga observância, na cidade de S. Paulo, fato que marcou sua vida.Fez os seus estudos secundários no Colégio Estadual Roosevelt e cursou Direito na tradicional Faculdade do Largo de São Francisco, de São Paulo. Durante os estudos superiores, destacou-se como um ativo líder universitário católico nos convulsionados anos que precederam a revolução da Sorbonne, de maio de 1968.
Mons. João S. Clá Dias é cônego honorário da Basílica Papal de Santa Maria Maior, em Roma, e Protonotário Apostólico. Formou-se em Filosofia e, em Teologia, pelo Centro Universitário Ítalo-Brasilero, de São Paulo; é licenciado em Humanidades pela Pontificia Universidad Católica Madre y Maestra, da República Dominicana, e também é Mestre em Direito Canônico pelo Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro.
Seu intenso desejo de dedicar a vida ao apostolado, na fidelidade ao magistério da Cátedra de Pedro, somado à consciência vívida da necessidade de um profundo conhecimento doutrinário, o levou a realizar estudos teológicos tomistas com grandes catedráticos de Salamanca (Espanha), como o Pe. Arturo Alonso Lobo O.P., o Pe. Marcelino Cabreros de Anta C.M.F., o Pe. Victorino Rodríguez y Rodríguez O.P., o Pe. Esteban Gómez O.P., o Pe. Antonio Royo Marín O.P., o Pe. Teófilo Urdánoz O.P. e o Pe. Armando Bandera O.P. Como demonstração de profundo agradecimento aos seus mestres, divulgou anos depois as biografias de vários deles, com edições na Espanha e nos Estados Unidos: "Antonio Royo Marín, mestre de espiritualidade, brilhante pregador e famoso escritor", "Pe. Cabreros de Anta CMF, firme pilar do Direito Canônico em nosso século".
O fruto desses estudos foi a fundação, mais tarde, de institutos, com vista à formação intelectual e doutrinária dos Arautos do Evangelho: o Instituto Filosófico Aristotélico Tomista (IFAT) e o Instituto Teológico São Tomás de Aquino, assim como o Instituto Filosófico-Teológico Santa Escolástica, para o ramo feminino, e a Faculdade Arautos do Evangelho, que se inicia com os cursos de Filosofia e Teologia.
Vendo que a música seria um eficaz meio de evangelização, aperfeiçoou seus conhecimentos com o renomado maestro Miguel Arqueróns, regente do Coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo.
Seu anseio de perfeição o levou, em 1970, a iniciar uma experiência de vida comunitária, em um antigo imóvel beneditino, em São Paulo. Dos primeiros companheiros, ninguém perseverou. Porém, após numerosas dificuldades, aquela experiência adquiriu solidez, dando origem ao movimento de evangelização dirigido por Mons. João Clá. Multiplicaram-se, a partir deste foco originário, casas de vida comunitária onde seus membros se dedicam à oração e ao estudo como preparação para a ação evangelizadora. Juridicamente, tomou a forma de uma Associação Privada de Fiéis, os Arautos do Evangelho, na diocese de Campo Limpo (Brasil). E em decorrência de sua implantação em outros 20 países, foi reconhecido pelo Pontifício Conselho dos Leigos, em 22 de fevereiro de 2001, como uma Associação Internacional de Direito Pontifício, que hoje estende suas atividades a 78 países, nos cinco continentes. Pouco depois, o Vicariato de Roma confiou aos Arautos do Evangelho o encargo da igreja de S. Benedetto in Piscinula.
Mons. João Clá Dias é fundador e o atual Presidente-Geral dos Arautos do Evangelho.
Organizou também um ramo feminino dos Arautos, o qual concretizou - de modo semelhante, mas separadamente do ramo masculino - o ideal de vida comunitária, como meio de alcançar a santidade e melhor se preparar para a missão evangelizadora. Do ramo feminino dos Arautos nasceu mais tarde a Sociedade de Vida Apostólica Regina Virginum, que foi erigida canonicamente na diocese de Campo Limpo, por D. Emilio Pignoli.
O desejo de uma maior entrega ao Senhor e aos irmãos levou Mons. João Clá a se preparar para o ministério sacerdotal, junto com alguns de seus companheiros. Sendo uma das origens remotas dos Arautos do Evangelho a Ordem Terceira do Carmo, foi um prelado carmelitano, D. Lucio Angelo Renna, à época bispo de Avezzano, na Itália, que acolheu os primeiros sacerdotes desta Associação. Foram ordenados presbíteros, juntamente com Mons. João Clá, a 15 de junho de 2005, na mesma Basílica do Carmo onde quase 50 anos antes ele começara suas atividades a serviço da Igreja e dos irmãos. Honrou a cerimônia com sua presença o cardeal D. Cláudio Hummes, sendo concelebrantes mais sete bispos e setenta sacerdotes.Estes primeiros sacerdotes dos Arautos do Evangelho constituíram a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, a qual foi canonicamente erigida pelo próprio bispo de Avezzano, D. Lucio Renna. Mons. João Clá Dias, sendo fundador de Virgo Flos Carmeli é atualmente seu Superior-Geral.
No âmbito dos Arautos do Evangelho, organizou cerca de 50 coros e bandas nos países onde atuam. É regente do Coro e Orquestra Internacional dos Arautos do Evangelho, que já realizou turnês em vários países da Europa e das Américas.
Escreveu obras de grande divulgação (chegando algumas a superar um milhão de exemplares), publicadas em português, espanhol, inglês, italiano, francês, polonês e albanês: "Fátima, aurora do terceiro milênio", "O Rosário, a oração da paz", "Sagrado Coração de Jesus, tesouro de bondade e de amor", "Medalha Milagrosa, história e celestiais promessas", "Via Sacra", "Jacinta e Francisco, prediletos de Maria", "Orações para o dia-a-dia", "Mãe do Bom Conselho", "Dona Lucilia" e "Comentários ao Pequeno Ofício da Imaculada Conceição".
Mons. João Clá é membro da Sociedade Internacional Tomás de Aquino, da Academia Marial de Aparecida, e da Pontifícia Academia da Imaculada. Foi condecorado em diversos países por sua atividade cultural e científica, recebendo a Medalha de Ciências do México e o título de Doutor Honoris Causa, outorgado pelo Centro Universitário Ítalo-Brasileiro, de São Paulo.
É fundador e colaborador da revista mensal Arautos do Evangelho, publicada em inglês, português, espanhol e italiano, totalizando cerca 800 mil exemplares de tiragem. Nela mantém, desde 2002, a seção "Comentário ao Evangelho".
Também a revista acadêmica "Lumen Veritatis", da qual é colaborador, publicada pela Faculdade Arautos do Evangelho, saiu a lume em outubro de 2007, graças ao seu estímulo.
Para auxiliar obras de apostolado carentes, criou na Associação Arautos do Evangelho, no Brasil, o fundo de assistência "Misericórdia", o qual coleta doações por meio de mala direta.
Em 2005, sob o seu impulso e orientação iniciou as atividades letivas, em São Paulo, o Colégio Arautos do Evangelho Internacional.
A construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Seminário dos Arautos do Evangelho, foi sua mais recente realização, estando também quase concluído, graças à sua iniciativa, o Mosteiro do Monte Carmelo, da Sociedade Regina Virginum
13/12/2008
Fonte: Site A.E.
sábado, 27 de setembro de 2008
HOJE: SÃO VICENTE DE PAULA
SÃO VICENTE DE PAULA

BIOGRAFIA
São Vicente de Paulo nasceu em uma Terça-feira de páscoa ,24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França.
Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo e Bertranda de Moras, camponeses profundamente católicos,seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.
Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção.Fez seus primeiros estudos em Dax, onde após 4 anos, tornou-se professor.Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse.Foi ordenado sacerdote,aos dezenove anos,em 23 de setembro de 1.600.
Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação,uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança, pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
No retorno desta viagem a Marselha, em 1.605,o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos.Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, porém foi feito prisioneiro.Os turcos o conduziram à Túnis, onde foi vendido como escravo.
Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou para o sobrinho do químico, que vendeu-o para um fazendeiro (um renegado) que antes era católico, e com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas; uma era turca, que ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou e quis saber o significado do que ele cantava. Ela, ciente da história, censurou o marido por ter abandonado uma religião tão bonita.O patrão de Pe.Vicente, arrependeu-se,e propôs a ele uma fuga para a França. Que só realizou-se 10 meses depois, já em 1607.
Em uma pequena embarcação,eles atravessaram o Mar Mediterrâneo e conseguiram chegar à costa francesa,e de Aignes Nortes foram para Avinhão.Cidade onde encontraram Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente e voltou para a Igreja Católica.
Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado,e quando ele precisou viajar à Roma, levou-os em sua companhia.
Pe.Vicente durante a estadia na cidade freqüentou a Universidade, formou-se em Direito Canônico.
E o renegado foi admitido em um Mosteiro onde se tornou-se monge.
Vossa Santidade o Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França, e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário.Devido a sua presteza o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha.
Como função ele distribuia esmolas aos pobres e fazia visitas os enfermos no hospital de caridade em nome da Rainha.Após o assassinato de Henrique IV da França em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle, mais tarde,padre Bérulle, foi nomeado Bispo de Paris, e indicou-o para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.
Lá, Pe.Vicente fundou a Confraria do Rosário,e todos os dias eram realizadas visitas os doentes.
Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das Galeras e residir no Palácio dos Gondi.
Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns.
Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas.
No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até se colocar no lugar de um deles para libertá-lo.
As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente,e a senhora De Gondi, faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades e foi assim que o Pe. Vicente percebeu a como era necessário a confissão deste povo, na missa dominical ele fazia com o povo a confissão comunitária.
Conseguiu outros padres para as confissões,pois eram muitos os que queriam o sacramento da confissão.
Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos.
Foi à Paris e mais tarde a pedido do Pe. Berulle, Pe. Vicente voltou para a casa dos Gondi, por mais 8 anos.
Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses fundou a Congregação das Missões, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior".
A congregação das Missões demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633,para receber a Bula do papa Urbano VIII, reconhecendo-a.Num apelo que o padre Vicente fez durante o sermão em Châtillon nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade).
A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luíza de Marillac, e que mais tarde estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade.E de apenas quatro camponesas,hoje temos centenas delas.
Face à existência de grande número de enfermos,formou sob sua orientação a Companhia das Irmãs de Caridade. Foi ele responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).
Pe. Vicente,inpirado por seu amor a Deus e aos pobres, foi o criador de tantas obras de amor e caridade;sua vida é uma história de doação aos irmão pobres e de amor a Deus.
Existem diversas biografias sobre ele, e sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados.
Nosso amado São Vicente de Paulo tinha proximadamente 80 anos no dia 27 de setembro de 1660 quando fechou seus olhos pela última vez e foi para junto Do Pai olhar pelos seus amados pobres. Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, entretanto sua humildade suplantava.
Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai aos Pobres, um reformador do clero, enfim, um gênio na administração das coisas de Deus. Basta dizer que as Conferências Vicentinas, fundadas por Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833.
Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos. Segundo S. Francisco de Sales ele era o "padre mais santo do século".
Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na Igreja de S. Lázaro. Foi canonizado pelo papa Clemente XII em 16 de junho de 1737.E em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.
Fonte: Wikipédia