sexta-feira, 10 de outubro de 2008

BRASILEIROS FISCALIZAM CADA VEZ MELHOR AS ELEIÇÕES

Brasil: cidadãos fazem melhor leitura de seu papel nas eleições, diz bispo
Dom Genival França, bispo de Palmares, destaca vigilância da sociedade


BRASÍLIA,

-Após as eleições municipais de 5 de outubro no Brasil, um bispo considera que, «paulatinamente, população, eleitores e candidatos fazem uma melhor leitura sobre seu papel nas eleições».
Dom Genival Saraiva de França, bispo de Palmares (Pernambuco), afirma que «por diversas vias, extraem-se lições das eleições municipais de 2008».
«De antemão, merece um olhar atento o fenômeno da corrupção que ainda se constatou nestas eleições, porque persiste como mentalidade, como algo cultural», escreve, em mensagem difundida hoje pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Todavia --prossegue o bispo--, aos poucos, esse fenômeno «está sendo temido pelos candidatos e “cabos eleitorais”, em razão das penas estabelecidas na legislação vigente, sobretudo, com possibilidade de prisão, cassação do registro de candidatura ou do diploma eleitoral».
«Um elemento muito positivo foi a participação do eleitorado, certamente, em razão da obrigatoriedade do voto, mas também graças a uma consciência política que, aos poucos, se vai revelando no comportamento coletivo.»
Nesse sentido, o bispo destaca a crescente participação de jovens eleitores, já que o voto é facultativo para quem tem entre 16 e 18 anos, «indicação de uma vontade de contribuir para uma mudança nos rumos da política».
O prelado recordou também o papel de vigilância da sociedade, de formação da Igreja, da OAB e de outras entidades, a fiscalização dos partidos concorrentes, as ações do Ministério Público Eleitoral e as medidas dos Tribunais Eleitorais.
Essas ações «transformam-se em fatores determinantes da condução do processo eleitoral e da realização do pleito num clima de normalidade».
Dom Genival França afirma ainda que os debates no Rádio e na Televisão «ajudam o eleitor a formar uma opinião ajuizada», e que a votação eletrônica, «cuja eficiência ficou comprovada, mais uma vez, impede a manipulação das eleições».
«A participação democrática nestas eleições ainda não chegou ao nível desejado porque, concretamente, registram-se acirramentos e confrontações entre candidatos e eleitores dos diversos Partidos e Coligações, durante a campanha eleitoral e após a proclamação do resultado da votação, num atestado de que, nesse assunto, a paixão supera a razão e o sentimento fala mais do que a lógica.»
Mas, efetivamente, considera o bispo, «os eleitores começam a se posicionar, criteriosamente, escolhendo candidatos em condições de exercer, com qualidade, o mandato eletivo e rejeitando aqueles que não têm a necessária credibilidade política».

Fonte: ZENIT.org

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